<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">tgJdQ7XbnWj6KMjhtDZJmbg</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00022</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001300022</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500322</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001300022</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Eletrodo de marca-passo mal posicionado no ventr&#237;culo esquerdo</article-title>
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            <surname>Cavalcante</surname>
            <given-names>Viviane Machicado</given-names>
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            <surname>Teixeira</surname>
            <given-names>M&#225;rcio Diego Castro</given-names>
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            <given-names>Gustavo Rocha Costa de</given-names>
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          <named-content content-type="city">Feira de Santana</named-content>
          <named-content content-type="state">Bahia</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Feira de Santana</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>3</issue>
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      <lpage>e87</lpage>
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          <day>02</day>
          <month>11</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>23</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>24</day>
          <month>05</month>
          <year>2009</year>
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      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Relatamos caso de implanta&#231;&#227;o an&#244;mala de eletrodo de marca-passo VVI no ventr&#237;culo esquerdo (VE), diagnosticada durante avalia&#231;&#227;o de rotina, dois anos p&#243;s-implante. Trata-se de mulher de 65 anos e soropositiva para doen&#231;a de Chagas. O eletrocardiograma (ECG) apresentava padr&#227;o de bloqueio do ramo direito. A radiografia de t&#243;rax em perfil mostrou trajeto com curvatura posterior do eletrodo. No ecocardiograma transtor&#225;cico, o diagn&#243;stico final mostrou cateter que penetrava o &#225;trio direito, atravessava o septo interatrial e descia pelo &#225;trio esquerdo e orif&#237;cio valvar mitral para se implantar na parede lateral do VE. Abordam-se os seguintes aspectos relacionados: poss&#237;veis trajetos de implanta&#231;&#227;o, quadro cl&#237;nico, radiol&#243;gico, eletrocardiogr&#225;fico, ecocardiogr&#225;fico, complica&#231;&#245;es e op&#231;&#245;es terap&#234;uticas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Marca-passo artificial</kwd>
        <kwd>eletrodos implantados</kwd>
        <kwd>ventr&#237;culo esquerdo</kwd>
        <kwd>bloqueio atrioventricular</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Eletrodo de marca-passo mal posicionado no ventr&#237;culo esquerdo</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Andr&#233; Luiz Cerqueira de Almeida; Viviane Machicado Cavalcante; M&#225;rcio Diego Castro Teixeira; Gustavo Rocha Costa de Freitas</bold>
    </p>
    <p>Universidade Estadual de Feira de Santana, Hospital EMEC - Feira de Santana, BA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Relatamos caso de implanta&#231;&#227;o an&#244;mala de eletrodo de marca-passo VVI no ventr&#237;culo esquerdo (VE), diagnosticada durante avalia&#231;&#227;o de rotina, dois anos p&#243;s-implante. Trata-se de mulher de 65 anos e soropositiva para doen&#231;a de Chagas. O eletrocardiograma (ECG) apresentava padr&#227;o de bloqueio do ramo direito. A radiografia de t&#243;rax em perfil mostrou trajeto com curvatura posterior do eletrodo. No ecocardiograma transtor&#225;cico, o diagn&#243;stico final mostrou cateter que penetrava o &#225;trio direito, atravessava o septo interatrial e descia pelo &#225;trio esquerdo e orif&#237;cio valvar mitral para se implantar na parede lateral do VE. Abordam-se os seguintes aspectos relacionados: poss&#237;veis trajetos de implanta&#231;&#227;o, quadro cl&#237;nico, radiol&#243;gico, eletrocardiogr&#225;fico, ecocardiogr&#225;fico, complica&#231;&#245;es e op&#231;&#245;es terap&#234;uticas.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Marca-passo artificial, eletrodos implantados, ventr&#237;culo esquerdo, bloqueio atrioventricular.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O mau posicionamento do eletrodo de marca-passo no ventr&#237;culo esquerdo &#233; uma complica&#231;&#227;o incomum associada ao implante de marca-passo<sup>1</sup>. Apesar de ser um evento ainda subdiagnosticado, alguns casos t&#234;m sido relatados na literatura, enfatizando a possibilidade de complica&#231;&#245;es, principalmente de eventos tromboemb&#243;licos<sup>1-3</sup>. Este artigo relata um caso de posicionamento an&#244;malo do eletrodo de marca-passo no ventr&#237;culo esquerdo, em uma mulher soropositiva para doen&#231;a de Chagas.</p>
    <p>
      <bold>Relato do caso</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de paciente de 65 anos, g&#234;nero feminino, com sorologia positiva para doen&#231;a de Chagas. H&#225; dois anos, teve diagn&#243;stico de bloqueio atrioventricular total (BAVT), quando foi implantado um marca-passo (MP) unicameral com modo de estimula&#231;&#227;o VVI. A paciente foi encaminhada ao nosso servi&#231;o para avalia&#231;&#227;o de um sopro. Ela se encontrava assintom&#225;tica e n&#227;o usava medica&#231;&#245;es. Constataram-se: PA = 140 x 80 mmHg e FC = 70 bpm r&#237;tmico e cheio. Ao exame do prec&#243;rdio, apresentava sopro sist&#243;lico em foco mitral grau II/VI. O eletrocardiograma (ECG) realizado durante essa investiga&#231;&#227;o mostrou esp&#237;culas do MP e despolariza&#231;&#227;o ventricular com padr&#227;o de bloqueio do ramo direito (BRD) (<xref ref-type="fig" rid="f1">Fig. 1</xref>). A radiografia de t&#243;rax em perfil mostrou um trajeto com curvatura posterior do eletrodo do MP que, associado ao achado de BRD no ECG, sugeria a implanta&#231;&#227;o an&#244;mala do eletrodo no ventr&#237;culo esquerdo (VE) (<xref ref-type="fig" rid="f2">Fig. 2</xref>). A paciente foi encaminhada para realiza&#231;&#227;o de ecocardiograma transtor&#225;cico, o qual mostrou que o eletrodo chegava ao &#225;trio direito (AD), atravessava a l&#226;mina da fossa oval no septo interatrial (provavelmente atrav&#233;s de um forame oval patente), cruzava o &#225;trio esquerdo, descia pelo orif&#237;cio da valva mitral e implantava-se na parede lateral do VE (<xref ref-type="fig" rid="f3">Fig. 3</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f4">4</xref>). N&#227;o se detectou material tromb&#243;tico aderido ao eletrodo. O Doppler mostrou refluxo atrav&#233;s da valva mitral de grau discreto. As fun&#231;&#245;es contr&#225;teis global e segmentar do VE estavam preservadas. Como a paciente j&#225; estava com o MP havia dois anos, apresentava-se assintom&#225;tica e a fun&#231;&#227;o ventricular estava normal, foi decidido pela manuten&#231;&#227;o do eletrodo na posi&#231;&#227;o encontrada e anticoagula&#231;&#227;o com Warfarin (RNI entre 2,5 e 3,5). Ap&#243;s cinco anos de acompanhamento, a paciente mant&#233;m quadro cl&#237;nico est&#225;vel, sem sinais ou sintomas de evento emb&#243;lico neurol&#243;gico ou sist&#234;mico.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="f2">
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    <fig id="f3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf03.jpg"/></fig>
    <fig id="f4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O mau posicionamento do eletrodo do MP no VE &#233; uma reconhecida, por&#233;m subdiagnosticada e subregistrada, complica&#231;&#227;o do implante do MP<sup>3</sup>.</p>
    <p>O eletrodo pode ser implantado incorretamente pela pun&#231;&#227;o inadequada da art&#233;ria subcl&#225;via, fazendo-o penetrar retrogadamente no VE atrav&#233;s da valva a&#243;rtica<sup>4</sup>. Em outras situa&#231;&#245;es, o cateter &#233; posicionado no VE ap&#243;s chegar ao AD, passar pelo septo interatrial (seja perfurando a membrana do septo, seja atravessando um forame oval patente, seja por uma comunica&#231;&#227;o interatrial preexistente) e descer pelo orif&#237;cio valvar mitral<sup>2,3,5</sup>. Pode tamb&#233;m transfixar o septo interventricular<sup>1,6</sup> ou, mais raramente, atrioventricular e se implantar no VE<sup>7</sup>. Al&#233;m dessas situa&#231;&#245;es, &#233; poss&#237;vel o eletrodo ser implantado anomalamente no interior do seio coronariano<sup>8</sup>. A principal via relatada tem sido atrav&#233;s do septo interatrial, similar ao nosso caso, provavelmente por causa do fechamento incompleto do forame oval, fato presente em 15% a 25% da popula&#231;&#227;o adulta<sup>1</sup>.</p>
    <p>Paciente com cateter de MP normoposicionado no ventr&#237;culo direito (VD) costuma apresentar-se com desdobramento paradoxal da segunda bulha, &#224; semelhan&#231;a do que ocorre nos indiv&#237;duos com bloqueio do ramo esquerdo (BRE). Presen&#231;a de desdobramento fixo da segunda bulha na inspira&#231;&#227;o e expira&#231;&#227;o &#233; indicativo de que o eletrodo est&#225; implantado erroneamente no VE<sup>5</sup>.</p>
    <p>O ECG de 12 deriva&#231;&#245;es e a radiografia de t&#243;rax em perfil oferecem importantes informa&#231;&#245;es que podem levar &#224; suspeita diagn&#243;stica da inser&#231;&#227;o an&#244;mala do MP no VE. Situa&#231;&#245;es em que um cateter &#233; implantado corretamente no &#225;pice do VD devem apresentar ECG com padr&#227;o de BRE. Presen&#231;a de BRD remete &#224; suspei&#231;&#227;o de que o eletrodo est&#225; erroneamente implantado no VE. Ocasionalmente, entretanto, um padr&#227;o de BRD pode ser observado estando o eletrodo normoposicionado no VD<sup>9</sup>. A explica&#231;&#227;o mais prov&#225;vel seria a presen&#231;a de um pseudo-BRD nas deriva&#231;&#245;es V1 e V2 que mudaria para o padr&#227;o de BRE quando o registro fosse feito em um espa&#231;o intercostal abaixo<sup>10</sup>. O BRD no ECG tamb&#233;m pode ser observado quando o eletrodo perfura o septo interventricular (ap&#243;s seguir o trajeto veia cava superior &#8594;AD&#8594;VD) ou quando penetra o seio coronariano e a veia interventricular posterior<sup>1</sup>.</p>
    <p>Outro exame simples e r&#225;pido para averiguar a posi&#231;&#227;o do eletrodo &#233; a radiografia de t&#243;rax. A proje&#231;&#227;o posteroanterior n&#227;o &#233; de muito aux&#237;lio nessas situa&#231;&#245;es. O recomend&#225;vel &#233; fazer a avalia&#231;&#227;o na incid&#234;ncia em perfil. Estando o eletrodo normoposicionado no VD, ele aparecer&#225; numa posi&#231;&#227;o mais anterior nessa proje&#231;&#227;o. Caso o implante tenha ocorrido no VE ou no seio coronariano, o trajeto do eletrodo ser&#225; realizado posteriormente<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>Portanto, embora o exame f&#237;sico, o ECG e a radiogr&#225;fia de t&#243;rax sejam de grande utilidade na suspeita de implante an&#244;malo de eletrodo de MP no VE, n&#227;o s&#227;o capazes de fechar o diagn&#243;stico com precis&#227;o<sup>2</sup>.</p>
    <p>O ecocardiograma transtor&#225;cico &#233; o exame de escolha para confirmar a posi&#231;&#227;o exata do eletrodo e delinear sua rota de implanta&#231;&#227;o<sup>2,5</sup>. O ecocardiograma transesof&#225;gico deve ser feito caso o transtor&#225;cico n&#227;o seja esclarecedor<sup>2</sup>.</p>
    <p>A implanta&#231;&#227;o an&#244;mala do eletrodo no VE pode ocasionar a forma&#231;&#227;o de trombos, o que aumenta o risco de morbidade<sup>1-3</sup>. As complica&#231;&#245;es tromboemb&#243;licas cerebrais s&#227;o as mais temidas, e os achados neurol&#243;gicos podem variar de confus&#227;o mental a acidente vascular encef&#225;lico com graves sequelas neurol&#243;gicas<sup>2,3</sup>. Complica&#231;&#245;es vasculares tamb&#233;m s&#227;o descritas como secund&#225;rias ao acesso via art&#233;ria subcl&#225;via. As mais comuns s&#227;o sangramento com forma&#231;&#227;o de hematoma, perda de pulso braquial e radial, al&#233;m de trombose arterial<sup>3</sup>. Entretanto, muitos pacientes permanecem assintom&#225;ticos por longos per&#237;odos e s&#227;o diagnosticados ocasionalmente em avalia&#231;&#245;es de rotina<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>O tratamento dos pacientes com eletrodo de MP mal posicionado no VE continua controverso. A conduta depender&#225; do tempo de implanta&#231;&#227;o, quadro cl&#237;nico, trajeto do eletrodo e da presen&#231;a de complica&#231;&#245;es como eventos tromboemb&#243;licos e infec&#231;&#245;es. Se o diagn&#243;stico &#233; feito logo ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o, recomenda-se o reimplante imediato<sup>1,5</sup>. Em pacientes com algum tempo de implante, existe sempre a possibilidade de forma&#231;&#227;o de trombo no trajeto do cateter<sup>1</sup>. Naqueles que se mant&#234;m assintom&#225;ticos, pode-se optar pela terapia anticoagulante ou retirada do eletrodo<sup>1,3</sup>. Em caso de evento emb&#243;lico cerebral, deve-se considerar a possibilidade de extra&#231;&#227;o do cateter. Se isso n&#227;o for poss&#237;vel, a anticoagula&#231;&#227;o cr&#244;nica com o Warfarin deve ser iniciada, mantendo-se o RNI entre 2,5 e 3,5<sup>1-3</sup>. Implante com trajeto arterial deve ser encaminhado para retirada do cateter<sup>3,4</sup>. A terapia antiplaquet&#225;ria acarreta um risco de evento tromboemb&#243;lico muito alto, tornando o seu uso desaconselh&#225;vel<sup>1</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A implanta&#231;&#227;o an&#244;mala do eletrodo do MP no VE &#233; uma condi&#231;&#227;o incomum, por&#233;m de f&#225;cil presun&#231;&#227;o atrav&#233;s de ECG, por causa da apresenta&#231;&#227;o universal do BRD. Recomendamos a realiza&#231;&#227;o rotineira do ECG de 12 deriva&#231;&#245;es imediatamente ap&#243;s o implante do marca-passo. Caso o ECG apresente padr&#227;o de BRD, o trajeto do eletrodo deve ser checado por meio da realiza&#231;&#227;o da radiografia de t&#243;rax em perfil e do ecocardiograma. Confirmando-se precocemente o implante an&#244;malo do eletrodo em cavidades esquerdas, este deve ser reposicionado imediatamente, sobretudo por causa da facilidade de faz&#234;-lo sem a necessidade de realiza&#231;&#227;o de esternotomia. Caso o diagn&#243;stico seja retardado, deve-se optar pela retirada do eletrodo ou pela anticoagula&#231;&#227;o cr&#244;nica com o Warfarin, mantendo o RNI entre 2,5 e 3,5.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Andr&#233; Luiz Cerqueira de Almeida </p>
        <p> Rua Alto do Paraguai, 280 </p>
        <p> 44042-310 - Feira de Santana, BA - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="andrealmeida@cardiol.br">andrealmeida@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 02/11/08; revisado recebido em 24/05/09; aceito em 23/12/09.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Diagnosis and management of inadvertently placed pacing and ICD leads in the left ventricle: a multicenter experience and review of the literature</article-title>
          <source>Pacing Clin Electrophysiol</source>
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        <p>Relatamos caso de implantaci&#243;n an&#243;mala de electrodo de marcapasos VVI en el ventr&#237;culo izquierdo (VI), diagnosticada durante evaluaci&#243;n de rutina, dos a&#241;os post implante. Se trata de mujer de 65 a&#241;os y seropositiva para enfermedad de Chagas. El electrocardiograma (ECG) presentaba est&#225;ndar de bloqueo de rama derecha. La radiograf&#237;a de t&#243;rax de perfil mostr&#243; trayecto con curvatura posterior del electrodo. En el ecocardiograma transtor&#225;cico, el diagn&#243;stico final mostr&#243; cat&#233;ter que penetraba el atrio derecho, atravesaba el septo interatrial y descend&#237;a por el atrio izquierdo y orificio valvar mitral para implantarse en la pared lateral del VI. Se abordan los siguientes aspectos relacionados: posibles trayectos de implantaci&#243;n, cuadro cl&#237;nico, radiol&#243;gico, electrocardiogr&#225;fico, ecocardiogr&#225;fico, complicaciones y opciones terap&#233;uticas.</p>
      </abstract>
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        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Relatamos caso de implantaci&#243;n an&#243;mala de electrodo de marcapasos VVI en el ventr&#237;culo izquierdo (VI), diagnosticada durante evaluaci&#243;n de rutina, dos a&#241;os post implante. Se trata de mujer de 65 a&#241;os y seropositiva para enfermedad de Chagas. El electrocardiograma (ECG) presentaba est&#225;ndar de bloqueo de rama derecha. La radiograf&#237;a de t&#243;rax de perfil mostr&#243; trayecto con curvatura posterior del electrodo. En el ecocardiograma transtor&#225;cico, el diagn&#243;stico final mostr&#243; cat&#233;ter que penetraba el atrio derecho, atravesaba el septo interatrial y descend&#237;a por el atrio izquierdo y orificio valvar mitral para implantarse en la pared lateral del VI. Se abordan los siguientes aspectos relacionados: posibles trayectos de implantaci&#243;n, cuadro cl&#237;nico, radiol&#243;gico, electrocardiogr&#225;fico, ecocardiogr&#225;fico, complicaciones y opciones terap&#233;uticas.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Marcapasos artificial, electrodos implantados, ventr&#237;culo izquierdo, bloqueo atrioventricular.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El mal posicionamiento del electrodo de marcapasos en el ventr&#237;culo izquierdo es una complicaci&#243;n incom&#250;n asociada al implante de marcapasos<sup>1</sup>. A pesar de ser un evento aun subdiagnosticado, algunos casos han sido relatados en la literatura, enfatizando la posibilidad de complicaciones, principalmente de eventos tromboemb&#243;licos<sup>1-3</sup>. Este art&#237;culo relata un caso de posicionamiento an&#243;malo del electrodo de marcapasos en el ventr&#237;culo izquierdo, en una mujer seropositiva para enfermedad de Chagas.</p>
      <p>
        <bold>Relato del caso</bold>
      </p>
      <p>Se trata de paciente de 65 a&#241;os, g&#233;nero femenino, con serolog&#237;a positiva para enfermedad de Chagas. Hace dos a&#241;os, tuvo diagn&#243;stico de bloqueo atrioventricular total (BAVT), cuando fue implantado un marcapasos (MP) unicameral con modo de estimulaci&#243;n VVI. La paciente fue encaminada a nuestro servicio para evaluaci&#243;n de un soplo. Se encontraba asintom&#225;tica y no usaba medicaciones. Se constataron: PA = 140 x 80 mmHg y FC = 70 lpm r&#237;tmico y lleno. Al examen del precordio, presentaba soplo sist&#243;lico en foco mitral grado II/VI. El electrocardiograma (ECG) realizado durante esa investigaci&#243;n mostr&#243; esp&#237;culas del MP y despolarizaci&#243;n ventricular con est&#225;ndar de bloqueo de rama derecha (BRD) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Fig. 1</xref>). La radiograf&#237;a de t&#243;rax de perfil mostr&#243; un trayecto con curvatura posterior del electrodo del MP que, asociado al hallazgo de BRD en el ECG, suger&#237;a la implantaci&#243;n an&#243;mala del electrodo en el ventr&#237;culo izquierdo (VI) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Fig. 2</xref>). La paciente fue encaminada para realizaci&#243;n de ecocardiograma transtor&#225;cico, el cual mostr&#243; que el electrodo llegaba al atrio derecho (AD), atravesaba la l&#225;mina de la fosa oval en el septo interatrial (probablemente a trav&#233;s de un foramen oval patente), cruzaba el atrio izquierdo, descend&#237;a por el orificio de la valva mitral y se implantaba en la pared lateral del VI (<xref ref-type="fig" rid="f3-body2">Fig. 3</xref> y <xref ref-type="fig" rid="f4-body2">4</xref>). No se detect&#243; material tromb&#243;tico adherido al electrodo. El Doppler mostr&#243; reflujo a trav&#233;s de la valva mitral de grado discreto. Las funciones contr&#225;ctiles global y segmentar del VI estaban preservadas. Como la paciente ya estaba con el MP hac&#237;a dos a&#241;os, se presentaba asintom&#225;tica y la funci&#243;n ventricular estaba normal, fue decidida la manutenci&#243;n del electrodo en la posici&#243;n encontrada y anticoagulaci&#243;n con Warfarin (RNI entre 2,5 y 3,5). Despu&#233;s de cinco a&#241;os de control, la paciente mantiene cuadro cl&#237;nico estable, sin signos o s&#237;ntomas de evento emb&#243;lico neurol&#243;gico o sist&#233;mico.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf01-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f2-body2">
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      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf03-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El mal posicionamiento del electrodo del MP en el VI es una reconocida, aunque subdiagnosticada y subregistrada, complicaci&#243;n del implante del MP<sup>3</sup>.</p>
      <p>El electrodo puede ser implantado incorrectamente por la punci&#243;n inadecuada de la arteria subclavia, haci&#233;ndolo penetrar retr&#243;gradamente en el VI a trav&#233;s de la valva a&#243;rtica<sup>4</sup>. En otras situaciones, el cat&#233;ter es posicionado en el VI despu&#233;s de llegar al AD, pasar por el septo interatrial (ya sea perforando la membrana del septo, o sea atravesando un foramen oval patente, sea por una comunicaci&#243;n interatrial preexistente) y descender por el orificio valvar mitral<sup>2,3,5</sup>. Puede tambi&#233;n perforar el septo interventricular<sup>1,6</sup> o, m&#225;s raramente, atrioventricular e implantarse en el VI<sup>7</sup>. Adem&#225;s de esas situaciones, es posible que el electrodo sea implantado an&#243;malamente en el interior del seno coronario<sup>8</sup>. La principal v&#237;a relatada han sido a trav&#233;s del septo interatrial, similar a nuestro caso, probablemente por causa del cierre incompleto del foramen oval, hecho presente en 15% a 25% de la poblaci&#243;n adulta<sup>1</sup>.</p>
      <p>Paciente con cat&#233;ter de MP normoposicionado en el ventr&#237;culo derecho (VD) suele presentarse con desdoblamiento paradoxal del segundo ruido, a semejanza de lo que ocurre en los individuos con bloqueo de rama izquierda (BRI). Presencia de desdoblamiento fijo del segundo ruido en la inspiraci&#243;n y expiraci&#243;n es indicativo de que el electrodo est&#225; implantado err&#243;neamente en el VI<sup>5</sup>.</p>
      <p>El ECG de 12 derivaciones y la radiograf&#237;a de t&#243;rax de perfil ofrecen importantes informaciones que pueden llevar a la sospecha diagn&#243;stica de la inserci&#243;n an&#243;mala del MP en el VI. Situaciones en que un cat&#233;ter es implantado correctamente en el &#225;pice del VD deben presentar ECG con est&#225;ndar de BRI. Presencia de BRD remite a la sospecha de que el electrodo est&#225; err&#243;neamente implantado en el VI. Ocasionalmente, entre tanto, un est&#225;ndar de BRD puede ser observado estando el electrodo normoposicionado en el VD<sup>9</sup>. La explicaci&#243;n m&#225;s probable ser&#237;a la presencia de un pseudo-BRD en las derivaciones V1 y V2 que cambiar&#237;a para el est&#225;ndar de BRI cuando el registro fuese hecho en un espacio intercostal abajo<sup>10</sup>. El BRD en el ECG tambi&#233;n puede ser observado cuando el electrodo perfora el septo interventricular (despu&#233;s de seguir el trayecto vena cava superior &#224;AD&#224;VD) o cuando penetra el seno coronario y la vena interventricular posterior<sup>1</sup>.</p>
      <p>Otro examen simple y r&#225;pido para averiguar la posici&#243;n del electrodo es la radiograf&#237;a de t&#243;rax. La proyecci&#243;n posteroanterior no es de mucho auxilio en esas situaciones. Lo recomendable es hacer la evaluaci&#243;n en la incidencia de perfil. Estando el electrodo normoposicionado en el VD, aparecer&#225; en una posici&#243;n m&#225;s anterior en esa proyecci&#243;n. En caso de que el implante haya ocurrido en el VI o en el seno coronario, el trayecto del electrodo ser&#225; realizado posteriormente<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Por lo tanto, aunque el examen f&#237;sico, el ECG y la radiograf&#237;a de t&#243;rax sean de gran utilidad en la sospecha de implante an&#243;malo de electrodo de MP en el VI, no son capaces de cerrar el diagn&#243;stico con precisi&#243;n<sup>2</sup>.</p>
      <p>El ecocardiograma transtor&#225;cico es el examen de elecci&#243;n para confirmar la posici&#243;n exacta del electrodo y delinear su ruta de implantaci&#243;n<sup>2,5</sup>. El ecocardiograma transesof&#225;gico debe ser hecho en caso de que el transtor&#225;cico no sea esclarecedor<sup>2</sup>.</p>
      <p>La implantaci&#243;n an&#243;mala del electrodo en el VI puede ocasionar la formaci&#243;n de trombos, lo que aumenta el riesgo de morbilidad<sup>1-3</sup>. Las complicaciones tromboemb&#243;licas cerebrales son las m&#225;s temidas, y los hallazgos neurol&#243;gicos pueden variar de confusi&#243;n mental a accidente vascular encef&#225;lico con graves secuelas neurol&#243;gicas<sup>2,3</sup>. Complicaciones vasculares tambi&#233;n son descriptas como secundarias al acceso v&#237;a arteria subclavia. Las m&#225;s comunes son sangrado con formaci&#243;n de hematoma, p&#233;rdida de pulso braquial y radial, adem&#225;s de trombosis arterial<sup>3</sup>. Entre tanto, muchos pacientes permanecen asintom&#225;ticos por largos per&#237;odos y son diagnosticados ocasionalmente en evaluaciones de rutina<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>El tratamiento de los pacientes con electrodo de MP mal posicionado en el VI contin&#250;a controvertido. La conducta depender&#225; del tempo de implantaci&#243;n, cuadro cl&#237;nico, trayecto del electrodo y de la presencia de complicaciones como eventos tromboemb&#243;licos e infecciones. Si el diagn&#243;stico es hecho enseguida de la implantaci&#243;n, se recomienda el reimplante inmediato<sup>1,5</sup>. En pacientes con alg&#250;n tiempo de implante, existe siempre la posibilidad de formaci&#243;n de trombo en el trayecto del cat&#233;ter<sup>1</sup>. En aquellos que se mantienen asintom&#225;ticos, se puede optar por la terapia anticoagulante o retirada del electrodo<sup>1,3</sup>. En caso de evento emb&#243;lico cerebral, se debe considerar la posibilidad de extracci&#243;n del cat&#233;ter. Si eso no fuese posible, la anticoagulaci&#243;n cr&#243;nica con el Warfarin debe ser iniciada, manteni&#233;ndose el RNI entre 2,5 y 3,5<sup>1-3</sup>. Implante con trayecto arterial debe ser encaminado para retirada del cat&#233;ter<sup>3,4</sup>. La terapia antiplaquetaria acarrea un riesgo de evento tromboemb&#243;lico muy alto, volviendo desaconsejable su uso<sup>1</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>La implantaci&#243;n an&#243;mala del electrodo del MP en el VI es una condici&#243;n incom&#250;n, sin embargo de f&#225;cil presunci&#243;n a trav&#233;s de ECG, debido a la presentaci&#243;n universal del BRD. Recomendamos la realizaci&#243;n rutinaria del ECG de 12 derivaciones inmediatamente despu&#233;s del implante del marcapasos. En el caso de que el ECG presente est&#225;ndar de BRD, el trayecto del electrodo debe ser chequeado por medio de la realizaci&#243;n de la radiograf&#237;a de t&#243;rax de perfil y del ecocardiograma. Confirm&#225;ndose precozmente el implante an&#243;malo del electrodo en cavidades izquierdas, este debe ser reposicionado inmediatamente, sobre todo debido a la facilidad de hacerlo sin necesidad de realizaci&#243;n de esternotom&#237;a. En caso de que el diagn&#243;stico sea retardado, se debe optar por la retirada del electrodo o por la anticoagulaci&#243;n cr&#243;nica con el Warfarin, manteniendo el RNI entre 2,5 y 3,5.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de post-grado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Pacemaker electrode misplaced in the left ventricle</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>This study reports the case of an anomalous implantation of VVI pacemaker electrode in the left ventricle (LV) diagnosed during routine evaluation, two years after implantation. The patient is a 65-year-old woman with Chagas disease. Electrocardiogram (ECG) revealed a pattern of right branch block. Profile chest X-ray showed electrode with posterior curvature path. In transthoracic echocardiography, the diagnosis revealed that the catheter penetrated the right atrium, crossed the atrial septum, descended through the left atrium and mitral valve orifice and deployed on the LV wall. The following related aspects are addressed: potential deployment routes, clinical, radiological, electrocardiographic and echocardiographic pictures, complications and treatment options.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Pacemaker, artificial</kwd>
        <kwd>electrodes, implanted</kwd>
        <kwd>left ventricle</kwd>
        <kwd>atrioventricular block</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Pacemaker electrode misplaced in the left ventricle</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Andr&#233; Luiz Cerqueira de Almeida; Viviane Machicado Cavalcante; M&#225;rcio Diego Castro Teixeira; Gustavo Rocha Costa de Freitas</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Estadual de Feira de Santana, Hospital EMEC - Feira de Santana, BA - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>RESUMO</bold>
      </p>
      <p>This study reports the case of an anomalous implantation of VVI pacemaker electrode in the left ventricle (LV) diagnosed during routine evaluation, two years after implantation. The patient is a 65-year-old woman with Chagas disease. Electrocardiogram (ECG) revealed a pattern of right branch block. Profile chest X-ray showed electrode with posterior curvature path. In transthoracic echocardiography, the diagnosis revealed that the catheter penetrated the right atrium, crossed the atrial septum, descended through the left atrium and mitral valve orifice and deployed on the LV wall. The following related aspects are addressed: potential deployment routes, clinical, radiological, electrocardiographic and echocardiographic pictures, complications and treatment options.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Pacemaker, artificial; electrodes, implanted; left ventricle; atrioventricular block.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Electrode pacemakers misplaced in the left ventricle is an uncommon complication associated with pacemaker implants<sup>1</sup>. Although it is an underdiagnosed event, some cases have been reported in the literature emphasizing the possibility of complications, especially thromboembolic events<sup>1-3</sup>. This article reports the case of electrode pacemaker misplaced in the left ventricle in a female patient with Chagas disease.</p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>It is 65-year-old female patient with positive serology for Chagas disease. Two years before, the patient was diagnosed for complete atrioventricular block (CAVB), when a single-chamber pacemaker (PM) with VVI pacing mode was implanted. The patient was referred to our clinic for evaluation of a murmur. She was asymptomatic and did not use medications. The findings were: BP = 140 x 80 mmHg and HR = 70 bpm (rhythmic and full). Precordium examination showed systolic murmur in the mitral valve focus grade II/VI. Electrocardiogram (ECG) performed during this investigation showed pacemaker spikes and ventricular depolarization of right bundle branch block (RBBB) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Fig. 1</xref>). Profile chest X-ray showed pacemaker electrode with posterior curvature path which, together with the RBBB finding on ECG, suggested electrode misplaced in the left ventricle (LV) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Fig. 2</xref>). The patient was referred to transthoracic echocardiogram, which showed that the electrode reached the right atrium (RA), crossed the oval fossa in the interatrial septum (probably through a patent foramen ovale), crossed the left atrium, went down the mitral valve orifice and deployed in the LV lateral wall (<xref ref-type="fig" rid="f3-body3">Fig. 3</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f4-body3">4</xref>).There was no thrombotic material attached to the electrode. Doppler revealed discreet mitral regurgitation. Global and regional left ventricular contractile functions were preserved. As the patient had been with the pacemaker for two years and was asymptomatic and with normal ventricular function, it was decided to maintain the electrode in the position found and anticoagulation with Warfarin (INR between 2.5 and 3.5). After five years of monitoring, the patient remains clinically stable, with no signs or symptoms of neurological or systemic embolic event.</p>
      <fig id="f1-body3">
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      <fig id="f2-body3">
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      <fig id="f3-body3">
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      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0e83-00022-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Misplacement of pacemaker electrode in the LV is a recognized but underdiagnosed and underreported complication of PM implantation<sup>3</sup>.</p>
      <p>The electrode can be implanted incorrectly due to improper puncture of the subclavian artery, causing it to penetrate the LV retrogradly across the aortic valve<sup>4</sup>. In other situations, the catheter is placed in the LV after reaching the RA, going through the interatrial septum (either piercing the septal membrane or going through a patent foramen ovale, or through a pre-existing atrial septal defect) and going down the mitral valve orifice<sup>2,3,5</sup>. It may also penetrate the interventricular septum<sup>1,6</sup> or, more rarely, the atrioventricular septum and be deployed in the LV<sup>7</sup>. Besides these situations, the electrode can be implanted abnormally inside the coronary sinus<sup>8</sup>. The main route reported has been through the interatrial septum, which is comparable to our case, probably because of incomplete closure of the foramen ovale, a fact present in 15% to 25% of the adult population<sup>1</sup>.</p>
      <p>Patients with PM catheter at normal position in the right ventricle (RV) often present with paradoxical splitting of second heart sound, which similar to what occurs in individuals with left bundle branch block (LBBB). Presence of fixed splitting of second heart sound during inspiration and expiration indicates that the electrode is misplaced in the LV<sup>5</sup>.</p>
      <p>The 12-lead ECG and chest X-ray profile provide important information that may lead to clinical suspicion of PM misplacement in the LV. Situations in which a catheter is correctly inserted in the RV apex are expected to present ECG with LBBB pattern. Presence of RBBB leads to suspicions that the electrode is misplaced in the LV. Occasionally, however, a RBBB pattern can be observed while the electrode is at normal position in the RV<sup>9</sup>. The most probable explanation is the presence of a pseudo-RBBB in leads V1 and V2 that would change the LBBB pattern by taking records from a lower intercostal space<sup>10</sup>. The RBBB on the ECG can also be observed when the electrode pierces the interventricular septum (after following the path of the superior vena cava &#8594;RA&#8594;RV) or when it enters the coronary sinus and the posterior interventricular vein<sup>1</sup>.</p>
      <p>Another quick and simple test to determine the electrode position is the chest radiograph. The posteroanterior projection is not very helpful in these situations. A profile assessment is recommended. If the electrode is at normal position in the RV, it will appear at an anterior position in this projection. If it was deployed in the LV or in the coronary sinus, the electrode path will be held backward<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Therefore, while physical examination, ECG and chest X-ray are useful in suspecting misplacement of pacemaker electrode in the LV, they are not able to deliver an accurate diagnosis<sup>2</sup>.</p>
      <p>Transthoracic echocardiography is the test of choice to confirm the exact position of the electrode and trace its deployment route<sup>2,5</sup>. The transesophageal echocardiogram should be done if the chest echocardiogram is not clarifying<sup>2</sup>.</p>
      <p>Misplacement of PM electrode in the LV may result in thrombus formation, which increases the risk of morbidity<sup>1-3</sup>. Cerebral thromboembolic complications are the most feared, and neurological findings may range from mental confusion to stroke with severe neurological sequelae<sup>2,3</sup>. Vascular complications are also described as secondary on access via the subclavian artery. The most common ones are bleeding with hematoma formation, loss of brachial and radial pulse, and arterial thrombosis<sup>3</sup>. However, many patients remain asymptomatic for long periods and are occasionally diagnosed in routine assessments<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Treatment of patients with MP electrode misplaced in the left ventricle remains controversial. The conduct will depend on the implantation time, clinical presentation, electrode path and complications, such as thromboembolic events and infections. If diagnosis is made soon after implantation, immediate reimplantation is recommended<sup>1,5</sup>. In patients with some time of implantation, there is always the possibility of thrombus formation in the catheter path<sup>1</sup>. Those who remain asymptomatic may opt for anticoagulant therapy or electrode removal<sup>1,3</sup>. In case of cerebral embolic event, the possibility of catheter extraction should be considered. If this is not possible, chronic anticoagulation with Warfarin should be started, keeping the INR between 2.5 and 3.5<sup>1-3</sup>. Arterial implant should be referred for catheter removal<sup>3,4</sup>. Antiplatelet therapy leads a very high risk of thromboembolic event, making its use inadvisable<sup>1</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Misplacement of PM electrode in the left ventricle is an uncommon condition, but it is easily presumed through ECG because of the universal RBBB presentation. We recommend routine performance of 12-lead ECG immediately after pacemaker implantation. If ECG presents RBBB pattern, the electrode path should be checked through profile chest X-ray and echocardiography. If electrode misplacement in left cavities is early confirmed, it should be repositioned immediately, especially because of the ease of doing so without the need to perform sternotomy. If the diagnosis is delivered late, the electrode should be removed or chronic anticoagulation with Warfarin should be adopted maintaining the INR between 2.5 and 3.5.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
