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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001300017</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500317</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000089</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria e qualidade de vida p&#243;s-infarto em diferentes intensidades de exerc&#237;cio</article-title>
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            <surname>Santos</surname>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>399</fpage>
      <lpage>404</lpage>
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          <day>06</day>
          <month>01</month>
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          <year>2009</year>
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          <day>12</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Estudos que relacionam exerc&#237;cios f&#237;sicos e sa&#250;de t&#234;m contribu&#237;do para a compreens&#227;o da influ&#234;ncia de h&#225;bitos sedent&#225;rios com a incid&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares. OBJETIVO: Comparar o efeito de diferentes intensidades de exerc&#237;cio aer&#243;bio sobre a capacidade funcional (VO2 pico) e a qualidade de vida de pacientes p&#243;s-infarto agudo do mioc&#225;rdio. M&#201;TODOS: 87 homens (57,7 anos, &#177; 6,1) participaram deste estudo prospectivo, com 12 semanas de treinamento f&#237;sico de alta intensidade (n=29), a 85% da frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima, de intensidade moderada (n=29), a 75% da frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima, ou no grupo controle (n=29), que recebeu acompanhamento cl&#237;nico. O exerc&#237;cio aer&#243;bio foi realizado cinco vezes por semana, 45 minutos por sess&#227;o, al&#233;m de exerc&#237;cios de resist&#234;ncia muscular e alongamentos. O VO2 pico foi mensurado com teste cardiopulmonar, e a qualidade de vida foi avaliada pelo question&#225;rio MacNew. RESULTADOS: A ANOVA two-way revelou aumento do VO2 pico significativo (p&lt;0,05) no grupo de alta intensidade (29,9 &#177; 2,2 ml/kg.min para 41,6 &#177; 3,9 ml/kg.min) em rela&#231;&#227;o ao grupo de moderada intensidade (32,0 &#177; 5,3 ml/kg.min para 37,1 &#177; 3,9 ml/kg.min). Al&#233;m disso, ambos os grupos de exerc&#237;cio aumentaram significativamente em rela&#231;&#227;o ao grupo controle (31,6 &#177; 3,9 para 29,2 &#177; 4,1). A qualidade de vida teve melhora significativa (p&lt;0,05) no grupo de alta intensidade (5,66 para 6,80) e de moderada intensidade (5,38 para 6,72), mas n&#227;o no grupo controle (5,30 para 5,15) CONCLUS&#195;O: Os exerc&#237;cios de maior intensidade resultaram em maior aumento na capacidade funcional e na qualidade de vida em pacientes no p&#243;s-infarto do mioc&#225;rdio.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>aptid&#227;o f&#237;sica</kwd>
        <kwd>qualidade de vida</kwd>
        <kwd>infarto do mioc&#225;rdio</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>16</day>
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGOS ORIGINAIS </p>
    <p> REABILITA&#199;&#195;O CARDIOVASCULAR</p>
    <p>Aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria e qualidade de vida p&#243;s-infarto em diferentes intensidades de exerc&#237;cio</p>
    <p>
      <bold>Magnus Benetti<sup>I,II</sup>; Cintia Laura Pereira de Araujo<sup>I</sup>; Rafaella Zuianello dos Santos<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade do Estado de Santa Catarina </p>
    <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica Cardiosport, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Estudos que relacionam exerc&#237;cios f&#237;sicos e sa&#250;de t&#234;m contribu&#237;do para a compreens&#227;o da influ&#234;ncia de h&#225;bitos sedent&#225;rios com a incid&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparar o efeito de diferentes intensidades de exerc&#237;cio aer&#243;bio sobre a capacidade funcional (VO<sub>2</sub> pico) e a qualidade de vida de pacientes p&#243;s-infarto agudo do mioc&#225;rdio. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> 87 homens (57,7 anos, &#177; 6,1) participaram deste estudo prospectivo, com 12 semanas de treinamento f&#237;sico de alta intensidade (n=29), a 85% da frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima, de intensidade moderada (n=29), a 75% da frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima, ou no grupo controle (n=29), que recebeu acompanhamento cl&#237;nico. O exerc&#237;cio aer&#243;bio foi realizado cinco vezes por semana, 45 minutos por sess&#227;o, al&#233;m de exerc&#237;cios de resist&#234;ncia muscular e alongamentos. O VO<sub>2</sub> pico foi mensurado com teste cardiopulmonar, e a qualidade de vida foi avaliada pelo question&#225;rio MacNew. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A ANOVA two-way revelou aumento do VO<sub>2</sub> pico significativo (p&lt;0,05) no grupo de alta intensidade (29,9 &#177; 2,2 ml/kg.min para 41,6 &#177; 3,9 ml/kg.min) em rela&#231;&#227;o ao grupo de moderada intensidade (32,0 &#177; 5,3 ml/kg.min para 37,1 &#177; 3,9 ml/kg.min). Al&#233;m disso, ambos os grupos de exerc&#237;cio aumentaram significativamente em rela&#231;&#227;o ao grupo controle (31,6 &#177; 3,9 para 29,2 &#177; 4,1). A qualidade de vida teve melhora significativa (p&lt;0,05) no grupo de alta intensidade (5,66 para 6,80) e de moderada intensidade (5,38 para 6,72), mas n&#227;o no grupo controle (5,30 para 5,15) </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os exerc&#237;cios de maior intensidade resultaram em maior aumento na capacidade funcional e na qualidade de vida em pacientes no p&#243;s-infarto do mioc&#225;rdio.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Exerc&#237;cio, aptid&#227;o f&#237;sica, qualidade de vida, infarto do mioc&#225;rdio.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Indiv&#237;duos que sofreram infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) apresentam d&#233;ficits de condi&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas, sociais e laborativas, com consequente baixa qualidade de vida (QV)<sup>1,2</sup>. A an&#225;lise da QV tem sido ressaltada como uma vari&#225;vel importante na pr&#225;tica cl&#237;nica e na produ&#231;&#227;o de conhecimento na &#225;rea de sa&#250;de, visto que essa investiga&#231;&#227;o pode resultar em mudan&#231;as nas pr&#225;ticas assistenciais e na consolida&#231;&#227;o de novos paradigmas do processo sa&#250;de-doen&#231;a<sup>3</sup>.</p>
    <p>A reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca (RC) &#233; um conjunto de medidas profil&#225;ticas e terap&#234;uticas que visam a reduzir o impacto f&#237;sico e psicossocial das condi&#231;&#245;es limitantes do indiv&#237;duo. Objetiva aumentar a capacidade funcional, melhorar a QV e o progn&#243;stico<sup>4</sup> e, se poss&#237;vel, regredir o desenvolvimento da doen&#231;a arterial coron&#225;ria (DAC)<sup>5,6</sup>. Na RC, pode-se observar uma redu&#231;&#227;o de 20% da mortalidade em geral e de 26% da mortalidade em rela&#231;&#227;o a transtornos card&#237;acos ap&#243;s dois a cinco anos do evento card&#237;aco<sup>7</sup>.</p>
    <p>Parece haver uma correla&#231;&#227;o inversa entre o n&#237;vel de aptid&#227;o f&#237;sica e a ocorr&#234;ncia de manifesta&#231;&#245;es da DAC<sup>8</sup>. Nesse contexto, destaca-se o impacto do estilo de vida, incluindo a pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos, no tratamento do IAM, at&#233; como poss&#237;vel causa para a regress&#227;o da doen&#231;a<sup>5,9,10</sup>.</p>
    <p>O exerc&#237;cio aer&#243;bio, reconhecido como importante ferramenta na RC, al&#233;m de ter um baixo custo, reduz os fatores de risco para a DAC e, consequentemente, melhora a QV do indiv&#237;duo, al&#233;m da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria<sup>6,11-13</sup>, um dos par&#226;metros cardiovasculares mais importantes na determina&#231;&#227;o do progn&#243;stico em pacientes coronariopatas<sup>11,13</sup>. Tanto a capacidade funcional (VO<sub>2 </sub>pico) como a avalia&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o da QV t&#234;m se mostrado importantes na defini&#231;&#227;o da estrat&#233;gia de tratamento e do progn&#243;stico da DAC<sup>14</sup>.</p>
    <p>Entretanto, ainda s&#227;o poucos os estudos que envolvem os pacientes infartados, submetidos a programas de RC. Principalmente, n&#227;o se sabe ao certo se a intensidade do exerc&#237;cio deve ser considerada fator cr&#237;tico e qual seria essa intensidade<sup>15,16</sup>. Tamb&#233;m s&#227;o escassas as orienta&#231;&#245;es bem definidas em rela&#231;&#227;o &#224; intensidade necess&#225;ria para atingir os efeitos ben&#233;ficos do exerc&#237;cio aer&#243;bio sobre o VO<sub>2 </sub>pico e sobre a QV.</p>
    <p>Assim, o objetivo deste estudo foi comparar o efeito de diferentes intensidades de exerc&#237;cio aer&#243;bio sobre VO<sub>2 </sub>pico e a QV em pacientes p&#243;s-IAM.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Amostra</p>
    <p>Trata-se de um estudo prospectivo no qual inicialmente foram avaliados pacientes residentes na grande Florian&#243;polis que sofreram IAM nos &#250;ltimos 12 meses. Foram exclu&#237;dos do estudo pacientes do sexo feminino, menores de 18 anos, insufici&#234;ncia card&#237;aca, diab&#233;ticos descompensados, tabagistas, com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica, com press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica superior a 160 e 95 mmHg, respectivamente, e que n&#227;o fossem sedent&#225;rios por, no m&#237;nimo, 12 meses. Dos 153 avaliados, 55 foram exclu&#237;dos por n&#227;o preencherem esses crit&#233;rios. Todos os sujeitos realizaram as avalia&#231;&#245;es ap&#243;s um m&#237;nimo de 60 dias da data do infarto.</p>
    <p>Os 98 pacientes selecionados atendiam aos crit&#233;rios de inclus&#227;o: adultos (18 anos ou mais), sexo masculino, sedent&#225;rios por 12 meses ou mais, IAM pr&#233;vio nos &#250;ltimos 12 meses, sendo distribu&#237;dos aleatoriamente em tr&#234;s grupos. Desses 98 pacientes que iniciaram o programa, 11 n&#227;o completaram o estudo: um paciente mudou de cidade, dois pacientes apresentaram epis&#243;dios de angina inst&#225;vel e foram encaminhados para reavalia&#231;&#227;o m&#233;dica, um paciente apresentou problemas articulares, um paciente foi aconselhado a se desligar do programa por uma segunda opini&#227;o m&#233;dica, um paciente realizou uma nova angioplastia transluminal percut&#226;nea, e um paciente afirmou n&#227;o gostar do programa.</p>
    <p>Os 87 pacientes que completaram o estudo tinham idade m&#233;dia de 57 &#177; 6,1 anos e participaram de um programa de 12 semanas de interven&#231;&#227;o. Todos os sujeitos aceitaram participar da pesquisa por meio da assinatura do <italic>Termo de Consentimento Livre Esclarecido</italic>, de acordo com a Resolu&#231;&#227;o n&#186; 196/96 do Conselho Nacional de Sa&#250;de. Este trabalho foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica em pesquisa em seres humanos da Universidade do Estado de Santa Catarina, sob o Protocolo n&#186; 62/2007.</p>
    <p>Instrumentos de medidas</p>
    <p>Os sujeitos realizaram um teste cardiopulmonar em esteira ergom&#233;trica ATL 15000 Embramed, com sistema computadorizado Elite ErgoPC 13 da Micromed (Bras&#237;lia, Brasil) e equipamento de ergoespirometria C&#243;rtex (Alemanha, 2005) com an&#225;lise de gases respira&#231;&#227;o a respira&#231;&#227;o. Utilizou-se o protocolo de Ellestad de cargas m&#250;ltiplas e escalonado, indicado para provas diagn&#243;sticas e de avalia&#231;&#227;o funcional. Esse protocolo &#233; composto por seis est&#225;gios, iniciando com uma velocidade de 1,7 milhas por hora e inclina&#231;&#227;o de 10%, com dura&#231;&#227;o de tr&#234;s minutos, com posterior incremento de carga na ordem de dois equivalentes metab&#243;licos (METs) por est&#225;gio, at&#233; finalizar com velocidade de 6,0 milhas por hora e 15% de inclina&#231;&#227;o.</p>
    <p>As medidas antropom&#233;tricas utilizadas foram a estatura (cm), mensurada por meio de um estadi&#244;metro da marca SANNY (precis&#227;o de 0,1 cm), o peso (kg), mensurado por meio de uma balan&#231;a com resolu&#231;&#227;o de 100 gramas Filizola<sup>&#174;</sup> para o c&#225;lculo do &#237;ndice de massa corporal (IMC) kg/cm<sup>2</sup>, da circunfer&#234;ncia de cintura e quadril (cm) e da rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ)<sup>17</sup>.</p>
    <p>A frequ&#234;ncia card&#237;aca foi mensurda durante todas as sess&#245;es de exerc&#237;cio por meio de cardiofrequenc&#237;metro Polar<sup>&#174;</sup> SF1. A percep&#231;&#227;o de QV foi avaliada pelo <italic>MacNew Quality of Life after Myocardial Infarction Questionnaire</italic> (MacNew QLMI), desenvolvido por Oldridge e cols.<sup>18</sup> e validado na l&#237;ngua portuguesa por Benetti e cols.<sup>19</sup>. Esse question&#225;rio avalia a percep&#231;&#227;o da QV de forma quantitativa, cujo escore recomendado envolve o dom&#237;no emocional, f&#237;sico e social. &#201; composto de perguntas sobre humor, autoestima, estresse, disposi&#231;&#227;o, independ&#234;ncia, sexualidade, confian&#231;a quanto ao problema card&#237;aco, presen&#231;a de dores no peito, capacidade f&#237;sica, entre outros.</p>
    <p>Programa de treinamento</p>
    <p>Os grupos foram distribu&#237;dos em um programa de exerc&#237;cio aer&#243;bio de alta intensidade (AI) (n=29), de moderada intensidade (MI) (n=29) e controle (C) (n=29). Para o programa de exerc&#237;cio aer&#243;bio de AI, os pacientes realizaram exerc&#237;cio a uma frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) em torno de 85% da FC m&#225;x. atingida no teste de esfor&#231;o, enquanto o programa de MI foi realizado a uma frequ&#234;ncia card&#237;aca em torno de 75% da FC m&#225;x. Em ambos os grupos, os pacientes exercitaram-se cinco vezes por semana, 45 minutos por sess&#227;o de exerc&#237;cios aer&#243;bios, seguidos de 15 minutos de exerc&#237;cios de alongamento e de resist&#234;ncia muscular. Os pacientes do grupo controle seguiram sem se exercitar. Os tr&#234;s grupos foram orientados para manter a dieta usual.</p>
    <p>An&#225;lise estat&#237;stica</p>
    <p>A descri&#231;&#227;o da amostra foi realizada por meio da estat&#237;stica descritiva (m&#233;dia e desvio padr&#227;o). Todos os dados foram avaliados pela An&#225;lise de Vari&#226;ncia (ANOVA <italic>two-way</italic>) e pelo <italic>post hock</italic> Tukey quando necess&#225;rio. Foi utilizado o n&#237;vel de signific&#226;ncia de 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Caracteriza&#231;&#227;o dos sujeitos</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> apresenta a caracteriza&#231;&#227;o dos sujeitos do estudo. N&#227;o houve diferen&#231;as significativas entre os grupos nos par&#226;metros analisados (p &lt; 0,05). Em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, o &#237;ndice de massa corporal (IMC) revelou que os grupos de MI e C apresentam sobrepeso (&gt; 24,9 kg/cm<sup>2</sup>), e o grupo de AI, obesidade (&gt; 30 kg/cm<sup>2</sup>), segundo a classifica&#231;&#227;o da OMS<sup>17</sup>. A rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) ainda mostrou-se acima dos valores de refer&#234;ncia (0,95 para os homens), colocando a amostra em uma faixa de risco<sup>17</sup>. Ainda na <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>, destaca-se o colesterol de alta densidade (HDL-c), que apresenta valores inferiores aos recomendados (40 mg/dl) nos tr&#234;s grupos<sup>19</sup>.</p>
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      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria</p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref> apresenta os resultados do VO<sub>2</sub> pico nos tr&#234;s grupos estudados. Observa-se que os grupos submetidos ao treinamento aer&#243;bio (AI e MI) mostraram melhora significativa no VO<sub>2</sub> pico ap&#243;s 12 semanas de interven&#231;&#227;o. Os grupos de AI e MI tamb&#233;m mostraram diferen&#231;a estat&#237;stica significativa em rela&#231;&#227;o ao grupo C ap&#243;s o per&#237;odo de interven&#231;&#227;o. Ainda houve melhora significativa no grupo de AI quando comparado ao grupo submetido &#224; MI (p&lt;0,05).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Qualidade de vida</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> apresenta os resultados referentes aos escores de QV. Quando analisados os grupos pr&#233; e p&#243;s-interven&#231;&#227;o, verificou-se que a pr&#225;tica de exerc&#237;cios, independentemente da intensidade, proporciona melhora na percep&#231;&#227;o de QV quando comparados ao grupo controle. Por&#233;m, quando comparados aos grupos de MI e AI, observa-se que a intensidade influenciou significativamente na melhora da QV (p &lt; 0,05).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Estudos que relacionam exerc&#237;cios f&#237;sicos e sa&#250;de t&#234;m contribu&#237;do para a compreens&#227;o da influ&#234;ncia de h&#225;bitos sedent&#225;rios na incid&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares<sup>4,20-22</sup>. Um estudo realizado com cardiopatas demonstrou que a capacidade de realizar exerc&#237;cios &#233; um forte preditor do risco de morte<sup>13</sup>. Assim, interven&#231;&#245;es n&#227;o farmacol&#243;gicas, como o exerc&#237;cio f&#237;sico, s&#227;o recomendadas na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria dessas doen&#231;as<sup>23</sup>. Entretanto, os mecanismos antiaterog&#234;nicos do exerc&#237;cio ainda n&#227;o est&#227;o completamente esclarecidos.</p>
    <p>O presente trabalho mostrou que pacientes submetidos a exerc&#237;cio aer&#243;bio de AI t&#234;m aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria e QV superiores &#224;queles que se exercitaram em MI e &#224;queles sedent&#225;rios. Parece que, tanto para os sujeitos saud&#225;veis quanto para aqueles com DAC, quanto mais elevada a capacidade de exerc&#237;cio maior seu papel de prote&#231;&#227;o contra o risco de morte, mesmo na presen&#231;a de outros fatores de risco<sup>13</sup>. Corroborando com nossos achados, Hagberg e cols.<sup>24</sup> demonstraram que o treinamento de alta intensidade (70-90% VO<sub>2m&#225;x.</sub>), durante 12 meses, cinco vezes por semana, com dura&#231;&#227;o de uma hora, em pacientes com DAC melhorou a oxigena&#231;&#227;o mioc&#225;rdica e a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo. Al&#233;m disso, houve melhora na intoler&#226;ncia &#224; glicose, na sensibilidade &#224; insulina e no perfil lip&#237;dico.</p>
    <p>Um trabalho com 62 pacientes que apresentavam angina est&#225;vel, randomizados para exerc&#237;cio f&#237;sico regular (n=29) ou acompanhamento cl&#237;nico (n=33) por 12 meses, mostrou que o exerc&#237;cio f&#237;sico aumenta significativamente o VO<sub>2m&#225;x.</sub> em pacientes com DAC sintom&#225;tica. Para que esse benef&#237;cio ocorra, o paciente deve gastar, aproximadamente, 1.400 kcal por semana em alguma forma de atividade f&#237;sica, o que equivale a tr&#234;s ou quatro horas por semana de treino de resist&#234;ncia aer&#243;bia<sup>6</sup>.</p>
    <p>Parece que o exerc&#237;cio f&#237;sico aer&#243;bio de alta intensidade melhora a fun&#231;&#227;o endotelial e a circula&#231;&#227;o coron&#225;ria associada &#224; aterosclerose coron&#225;ria n&#227;o esten&#243;tica e que a prov&#225;vel causa seria o recrutamento de vasos colaterais e o poss&#237;vel aumento do fluxo sangu&#237;neo nas &#225;reas isqu&#234;mica do mioc&#225;rdio. Nesse estudo, dez pacientes foram submetidos ao programa de exerc&#237;cio f&#237;sico, e nove formaram o grupo controle. O programa de exerc&#237;cio consistia de quatro semanas, sendo seis dias de sess&#245;es supervisionadas de dez minutos a uma intensidade de 80% da FC m&#225;xima. Os achados revelaram uma redu&#231;&#227;o de 54% da vasoconstri&#231;&#227;o paradoxal das art&#233;rias coron&#225;rias em resposta &#224; infus&#227;o de acetilcolina no grupo de exerc&#237;cio, quando comparado com o grupo controle. O exerc&#237;cio f&#237;sico tamb&#233;m resultou em uma melhora na reserva de fluxo coron&#225;rio e na vasodilata&#231;&#227;o coron&#225;ria fluxo-dependente (p &lt; 0,01), comparado &#224; inexist&#234;ncia de mudan&#231;as no grupo controle. Assim, com exerc&#237;cios f&#237;sicos aer&#243;bios, demonstrou-se melhora na fun&#231;&#227;o endotelial em art&#233;ria coron&#225;rias de pacientes com DAC e disfun&#231;&#227;o endotelial documentada<sup>25</sup>.</p>
    <p>A influ&#234;ncia da alta intensidade (90-95% da FC m&#225;x.) e da m&#233;dia intensidade (70-85% de FC m&#225;x.) de exerc&#237;cio sobre o VO<sub>2m&#225;x.</sub> foi estudada em 40 pacientes saud&#225;veis, fisicamente ativos e n&#227;o tabagistas. Os participantes do estudo praticaram exerc&#237;cio f&#237;sico tr&#234;s vezes por semana, durante oito semanas. Ao final da interven&#231;&#227;o, foi comprovado um aumento significativo do VO<sub>2m&#225;x.</sub> nos indiv&#237;duos que praticaram exerc&#237;cio f&#237;sico de alta intensidade, quando comparado &#224; m&#233;dia e baixa intensidades<sup>26</sup>. Esse aumento na capacidade funcional pode ser considerado um fator modific&#225;vel de prote&#231;&#227;o, visto que cada aumento de 1 MET na aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria foi associada a 12% de redu&#231;&#227;o da mortalidade cardiovascular<sup>13</sup>.</p>
    <p>J&#225; outro estudo evidenciou que o exerc&#237;cio f&#237;sico, mesmo que moderado, a 60% do VO<sub>2m&#225;x.</sub>, pode aumentar em 30% a perfus&#227;o mioc&#225;rdica observada com t&#225;lio, em pacientes com DAC. A angiografia coron&#225;ria mostrou tamb&#233;m substancial aumento da circula&#231;&#227;o colateral, explicando, pelo menos em parte, a melhora na perfus&#227;o mioc&#225;rdica<sup>27</sup>. A diminui&#231;&#227;o da isquemia mioc&#225;rdica foi relatada em outro estudo em pacientes com progress&#227;o das les&#245;es esten&#243;ticas, sugerindo, por angiografia convencional, que a circula&#231;&#227;o colateral seja, em parte, a respons&#225;vel pelo aumento da perfus&#227;o mioc&#225;rdica<sup>28</sup>.</p>
    <p>Recentemente, foram publicados os dados de um estudo que envolveu 4.940 homens p&#243;s-IAM e/ou revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, submetidos a um programa de RC e acompanhados durante nove anos. No programa de RC, os pacientes caminhavam tr&#234;s milhas em 45 minutos, cinco vezes por semana. Concluiu-se que a melhora da dist&#226;ncia de caminhada &#233; um forte preditor do progn&#243;stico da DAC quando comparado ao aumento do VO<sub>2m&#225;x.</sub>Afirma-se que a pr&#225;tica de exerc&#237;cios moderados mostrou ser eficiente em cardiopatas mesmo sem aumentos significativos no VO<sub>2m&#225;x.</sub><sup>29</sup>.</p>
    <p>Ainda que v&#225;rios artigos tenham mostrado melhora dos fatores de risco card&#237;aco prim&#225;rio com a pr&#225;tica de exerc&#237;cios, o efeito de um programa de exerc&#237;cio regular na QV relacionada &#224; sa&#250;de continua obscuro. A qualidade de vida &#233; definida atualmente como "a percep&#231;&#227;o do indiv&#237;duo sobre a sua posi&#231;&#227;o na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive, e em rela&#231;&#227;o a seus objetivos, expectativas, padr&#245;es e preocupa&#231;&#245;es"<sup>30</sup>.</p>
    <p>Compreende-se que os problemas do cotidiano, somados a outras interocorr&#234;ncias que surgem a partir da doen&#231;a cr&#244;nica, necessitam ser trabalhados nos aspectos que refletem a intera&#231;&#227;o e a adapta&#231;&#227;o do indiv&#237;duo &#224; doen&#231;a e ao meio, objetivando uma melhor QV. As interven&#231;&#245;es por meio de exerc&#237;cios f&#237;sicos, al&#233;m dos benef&#237;cios fisiol&#243;gicos sobre a DAC, proporcionaram uma boa integra&#231;&#227;o social, facilidade de acesso &#224;s informa&#231;&#245;es e &#224; educa&#231;&#227;o sobre a doen&#231;a, o que pode ter elevado a percep&#231;&#227;o de QV dos pacientes em RC<sup>31</sup>.</p>
    <p>Ap&#243;s oito semanas de pr&#225;tica de exerc&#237;cio aer&#243;bio, duas vezes por semana, a 65% da FC m&#225;x., houve o retorno do paciente &#224; vida produtiva, a melhora do estado emocional, a redu&#231;&#227;o da ansiedade e a toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio, quando comparado ao grupo controle<sup>32</sup>. Os 201 indiv&#237;duos que participaram do estudo sofriam de depress&#227;o ou ansiedade moderada. Outro estudo demonstrou que oito semanas de exerc&#237;cios f&#237;sicos em pacientes p&#243;s-IAM, com intensidade de 70 a 85% da FC m&#225;x., melhorou a percep&#231;&#227;o subjetiva da QV e a toler&#226;ncia ao esfor&#231;o em todas as faixas et&#225;rias, independentemente do programa a ser realizado em casa ou no hospital, com melhora mais pronunciada em pacientes com at&#233; 75 anos<sup>33</sup>.</p>
    <p>Concordando com os resultados obtidos de VO<sub>2 </sub>pico na percep&#231;&#227;o f&#237;sica, houve diferen&#231;a significativa entre os grupos AI e MI, indicando que essa melhora fisiol&#243;gica refletiu-se na QV. Por&#233;m, nos par&#226;metros emocional e social, a intensidade de exerc&#237;cio parece n&#227;o interferir na percep&#231;&#227;o da QV. Uma poss&#237;vel explica&#231;&#227;o para esses resultados pode estar no tipo do tratamento, no qual os grupos que realizaram exerc&#237;cios e tiveram maior conv&#237;vio com a equipe multiprofissional e os aspectos educativos e informativos tendem a uma ader&#234;ncia maior a h&#225;bitos de vida saud&#225;veis, al&#233;m de melhor compreens&#227;o da doen&#231;a<sup>34</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida &#233; mais expressiva quando h&#225; prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cios com maior intensidade. A pr&#225;tica de exerc&#237;cios, independentemente da intensidade, proporciona melhora na percep&#231;&#227;o da qualidade de vida.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Magnus Benetti </p>
        <p> Rua Crispim Mira, 458 - Centro </p>
        <p> Florian&#243;polis, SC - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="magnus@cardiosport.com.br">magnus@cardiosport.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 01/03/09; revisado recebido em 06/01/10; aceito em 12/02/10.</p>
  </body>
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          <article-title>Social Sci</article-title>
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          <article-title>Terapia de grupo para pacientes com hipertens&#227;o arterial</article-title>
          <source>Rev Psiq Clin</source>
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          <article-title>Effects on quality of life with comprehensive rehabilitation after acute myocardial infarction</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Improved exercise tolerance and quality of life with cardiac rehabilitation of older patients after myocardial infarction</article-title>
          <source>Circulation</source>
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          <article-title>Qualidade de vida de pacientes hipertensos em tratamento ambulatorial</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2007</year>
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          <fpage>245</fpage>
          <lpage>50</lpage>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiorespiratory fitness and quality of life at different exercise intensities after myocardial infarction</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Studies relating physical exercises and health have contributed to elucidate the influence of sedentary habits on the incidence of cardiovascular diseases. OBJECTIVE: To compare the effect of different intensities of aerobic exercises on patients' functional capacity (VO2peak) and quality of life after acute myocardial infarction. METHODS: Eighty-seven men (57.7 &#177; 6.1 years old) were enrolled in this prospective study and assigned to one of three groups: a) high-intensity physical training (n=29) at 85% maximum heart rate for 12 weeks; b) moderate-intensity training (n=29) at 75% maximum heart rate for 12 weeks; and c) control group (n=29), who were followed. The training groups did aerobic exercises five times a week in 45-minute sessions, besides muscular strengthening and stretching exercises. Maximum VO2 was measured through a cardiopulmonary test, and quality of life was assessed through the MacNew Questionnaire. RESULTS: Two-way ANOVA revealed a significant increase in VO2peak (p&lt;0.05) in the high-intensity training group (from 29.9 &#177; 2.2 ml/kg.min to 41.6&#177; 3.9 ml/kg.min) compared with the moderate-intensity training group (from 32.0 &#177; 5.3 ml/kg.min to 37.1 &#177; 3.9 ml/kg.min). Additionally, both training groups showed a significant increase in this parameter compared with the control group (from 31.6 &#177; 3.9 ml/kg.min to 29.2 &#177;4.1 ml/kg.min). Quality of life improved significantly (p&lt;0.05) in the high-intensity training group (from 5.66 to 6.80) and in the moderate-intensity training group (from 5.38 to 6.72), but not in the control group (from 5.30 to 5.15). CONCLUSION: Exercises of greater intensity resulted in an increase in functional capacity and quality of life in patients after myocardial infarction.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Exercise</kwd>
        <kwd>physical fitness</kwd>
        <kwd>quality of life</kwd>
        <kwd>myocardial infarction</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLES</bold>
      </p>
      <p><inline-formula id="tx-body2"/>Cardiorespiratory fitness and quality of life at different exercise intensities after myocardial infarction     </p>
      <p>
        <bold>Magnus Benetti<sup>I,II</sup>; Cintia Laura Pereira de Araujo<sup>I</sup>; Rafaella Zuianello dos Santos<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade do Estado de Santa Catarina</p>
      <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica Cardiosport, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Studies relating physical exercises and health have contributed to elucidate the influence of sedentary habits on the incidence of cardiovascular diseases.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To compare the effect of different intensities of aerobic exercises on patients' functional capacity (VO<sub>2peak</sub>) and quality of life after acute myocardial infarction.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Eighty-seven men (57.7 &#177; 6.1 years old) were enrolled in this prospective study and assigned to one of three groups: a) high-intensity physical training (n=29) at 85% maximum heart rate for 12 weeks; b) moderate-intensity training (n=29) at 75% maximum heart rate for 12 weeks; and c) control group (n=29), who were followed. The training groups did aerobic exercises five times a week in 45-minute sessions, besides muscular strengthening and stretching exercises. Maximum VO<sub>2</sub> was measured through a cardiopulmonary test, and quality of life was assessed through the MacNew Questionnaire.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Two-way ANOVA revealed a significant increase in VO<sub>2peak</sub> (p&lt;0.05) in the high-intensity training group (from 29.9 &#177; 2.2 ml/kg.min to 41.6&#177; 3.9 ml/kg.min) compared with the moderate-intensity training group (from 32.0 &#177; 5.3 ml/kg.min to 37.1 &#177; 3.9 ml/kg.min). Additionally, both training groups showed a significant increase in this parameter compared with the control group (from 31.6 &#177; 3.9 ml/kg.min to 29.2 &#177;4.1 ml/kg.min). Quality of life improved significantly (p&lt;0.05) in the high-intensity training group (from 5.66 to 6.80) and in the moderate-intensity training group (from 5.38 to 6.72), but not in the control group (from 5.30 to 5.15).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Exercises of greater intensity resulted in an increase in functional capacity and quality of life in patients after myocardial infarction.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Exercise; physical fitness; quality of life; myocardial infarction.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Individuals who suffered acute myocardial infarction (AMI) usually have impaired physiological, social, and labor conditions, with poor quality of life (QOL)<sup>1,2</sup>. QOL assessment has been emphasized as an important variable in clinical practice, since it brings medical knowledge that can result in healthcare changes and in the consolidation of new paradigms for the health-disease process<sup>3</sup>.</p>
      <p>Cardiac rehabilitation (CR) is a series of prophylactic and therapeutic measures aimed at reducing the physical and psychosocial impacts caused by the individual's limiting conditions. Its goal is to improve the functional capacity, QOL, and prognosis<sup>4</sup> and, if possible, to reverse the progression of coronary artery disease (CAD) as well<sup>5,6</sup>. CR can reduce general mortality by 20% and heart-related mortality by 26% in 2-5 years after the cardiac event<sup>7</sup>.</p>
      <p>Apparently, there is an inverse correlation between the level of physical fitness and the occurrence of CAD manifestations<sup>8</sup>. In this context, the individual's lifestyle, including physical activity, has an impact on the treatment of AMI, even as a potential factor for disease regression<sup>5,9,10</sup>.</p>
      <p>Aerobic exercises are an important tool in CR because they are cost-effective, reduce risk factors for CAD, and consequently improve the individual's QOL and cardiorespiratory fitness<sup>6,11-13</sup>, which is one of the most important cardiovascular parameters in the prognosis of coronary pathologies<sup>11,13</sup>. Both the functional capacity (VO<sub>2peak</sub>) and QOL assessment proved to be important for the strategic treatment and prognosis of CAD<sup>14</sup>.</p>
      <p>However, there are few studies involving infarcted patients undergoing a CR program. We do not yet know whether exercise intensity should be considered a critical factor and what this intensity should be<sup>15,16</sup>. We also lack well-defined guidance on the intensity required to reach the benefits of aerobic exercises on VO<sub>2peak</sub> and QOL.</p>
      <p>Therefore, the objective of this study was to compare the effect of different aerobic exercise intensities on VO<sub>2peak</sub> and QOL of post-AMI patients.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Sample</p>
      <p>In this prospective study, patients from the Greater Florian&#243;polis region who had suffered an AMI in the previous 12 months were assessed. Exclusion criteria were: female gender; age under 18 years; heart failure; poorly controlled diabetes; chronic obstructive pulmonary disease; systolic and diastolic arterial pressure higher than 160 mmHg and 95 mmHg, respectively; smokers; and those who had not been sedentary for at least 12 months. Of the 153 patients initially assessed, 55 did not meet these criteria and therefore were excluded. All subjects underwent the tests at least 60 days after the infarction date.</p>
      <p>Ninety-eight patients met the following inclusion criteria: adult (18 years old or older), male gender, sedentary life for 12 months or more, and AMI in the previous 12 months, and were randomly assigned to one of three groups. Of the 98 patients who started the training program, 11 did not conclude the trial: one patient moved to another city; two patients had unstable angina episodes and were referred to medical reassessment; one patient had joint problems; one patient was advised to leave the program by a second medical opinion; one patient underwent another percutaneous transluminal angioplasty; and one patient did not like the program.</p>
      <p>The 87 patients who concluded the trial joined a 12-week intervention program; their mean age was 57 &#177; 6.1 years. All subjects agreed to participate in this clinical trial by signing an Informed Consent Form according to the Brazilian Health Council Resolution No.196/96. This study was approved by the Research Ethics Committee of the State University of Santa Catarina, under Protocol No. 62/2007.</p>
      <p>Measurement instruments</p>
      <p>All subjects underwent a cardiopulmonary test on an ATL 15000 Embramed treadmill equipped with a Micromed Elite ErgoPC 13 computerized system (Bras&#237;lia, Brazil) and a Cortex ergospirometry system (Germany, 2005) with breath-by-breath gas analyzer. A multistage, multiple-workload Ellestad protocol, indicated for diagnostic tests and functional assessments, was used. It consists of six stages, starting at 1.7 mph and a 10% slope for 3 minutes, increasing the workload by two metabolic equivalents (METs) per stage until reaching 6.0 mph at a 15% slope.</p>
      <p>The anthropometric measurements used were: height (cm), measured by a SANNY stadiometer (accuracy 0.1cm), and weight (kg), measured by a Filizola<sup>TM</sup> scale (resolution 100g), for Body Mass Index (BMC) calculation (kg/cm<sup>2</sup>); waist and hip circumference (cm); and waist-to-hip ratio (WHR)<sup>17</sup>.</p>
      <p>The heart rate was measured at all exercise sessions using a Polar<sup>TM</sup> SF1 heart rate monitor. QOL was assessed using the MacNew Quality of Life after Myocardial Infarction Questionnaire (MacNew QLMI), developed by Oldridge et al<sup>18</sup> and validated in Portuguese by Benetti et al<sup>19</sup>. This questionnaire quantitatively assesses QOL perception, and the recommended score involves emotional, physical, and social domains. It contains questions on humor, self-esteem, stress, disposition, independence, sexuality, confidence regarding the heart problem, chest pains, physical capacity, etc.</p>
      <p>Exercise training program</p>
      <p>The individuals were assigned to a high-intensity (HI) aerobic exercise program (n=29), a moderate-intensity (MI) aerobic exercise program (n=29), or a control group (C) (n=29). For the HI aerobic exercise program, patients exercised at around 85% of their maximum heart rate (HR) achieved in the stress test, whereas for the MI program, patients exercised at a approximately 75% of their HR<sub>max</sub>. Both groups did aerobic exercises five times a week during 45 minutes, followed by stretching and muscular strengthening exercises for 15 minutes. Patients in the control group did not do any exercises. The three groups were instructed to maintain their usual diet.</p>
      <p>Statistical analysis</p>
      <p>Descriptive statistics (mean and standard deviation) were used to describe the sample. All data were evaluated through Analysis of Variance (Two-way ANOVA) and the Tukey's post-hock test when necessary. The level of significance used was 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Subject characteristics</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> shows the characteristics of the study subjects. There were no significant differences among the groups for the parameters analyzed (<italic>p </italic>&lt; 0.05). Concerning the anthropometric characteristics, subjects in groups MI and C were overweight (BMI &gt; 24.9 kg/cm<sup>2</sup>) and subjects in the HI group were obese (BMI &gt; 30 kg/cm<sup>2</sup>), according to the WHO classification<sup>17</sup>. The waist-to-hip ratio (WHR) was higher than the reference values (0.95 for men), indicating that the sample was within the risk range<sup>17</sup>. <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> also shows that high-density lipoprotein cholesterol (HDL-c) levels were lower than those recommended (40 mg/dl) in the three groups<sup>19</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>\</p>
      <p>Cardiorespiratory fitness</p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_088fig01-body2">Figure 1</xref> shows VO<sub>2oeak</sub> results for the three groups. It can be observed that VO<sub>2peak</sub> improved significantly in both aerobic training groups (HI and MI) after a 12-week intervention. Also, there was a significant statistical difference between the training groups and the control group after the intervention period. Finally, the HI group achieved a significant improvement compared with the MI group (<italic>p </italic>&lt; 0.05).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_088fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Quality of life</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_088tab02-body2">Table 2</xref> shows the results related to QOL scores. The group analysis before and after intervention demonstrated that the practice of physical exercises, regardless of their intensity, improved QOL perception compared with the control group. However, the comparison between HI and MI training groups revealed that exercise intensity had a significant impact on QOL improvement (<italic>p </italic>&lt; 0.05).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_088tab02-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Studies relating physical exercises and health have contributed to elucidate the influence of sedentary habits on the incidence of cardiovascular diseases<sup>4,20-22</sup>. A clinical trial conducted with heart disease patients demonstrated that the capacity to exercise is a strong predictor of death risk<sup>13</sup>. Therefore, non-pharmacological interventions, such as physical exercise programs, are recommended as primary and secondary measures for preventing these diseases<sup>23</sup>. However, the anti-atherogenic mechanisms associated with exercise have not yet been fully explained.</p>
      <p>This study demonstrated that patients who do HI aerobic exercises attain better cardiorespiratory fitness and QOL than those who do MI exercises and those who are sedentary. Apparently, for healthy subjects and patients with CAD, the greater the capacity to exercise, the greater the protection against death even in the presence of other risk factors<sup>13</sup>. Hagberg et al<sup>24</sup> demonstrated that patients with CAD improved their myocardial oxygenation and left ventricular ejection fraction by undergoing high-intensity training (70-90% VO<sub>2max</sub>) for 12 months, in 1-hour sessions, five times a week. Those findings corroborate ours. Additionally, patients improved their glucose intolerance, insulin sensitivity, and lipid profile.</p>
      <p>A study with 62 patients with stable angina randomized to regular physical exercise (n=29) or clinical follow-up for 12 months revealed that the practice of physical exercises increases VO<sub>2max</sub> significantly in patients with symptomatic CAD. To get this benefit, patients should burn around 1,400 kcal/week through some form of physical activity, which corresponds to three or four hours of aerobic resistance training<sup>6</sup>.</p>
      <p>High-intensity aerobic exercises apparently improve coronary endothelial function and circulation associated with non-stenotic coronary atherosclerosis, probably due to the recruitment of collateral vessels and blood flow increase in the ischemic areas of the myocardium. In that study, ten patients underwent a physical exercise program and nine made up the control group. The four-week exercise program consisted of 10-minute supervised sessions at 80% HR<sub>max</sub>, six days a week. The findings revealed a 54% reduction in paradoxical coronary vasoconstriction in response to the acetylcholine infusion in the exercise group compared with the control group. Physical exercises also improved coronary reserve and flow-dependent coronary vasodilatation (<italic>p </italic>&lt; 0.01), against no changes in the control group. Thus, aerobic physical exercises proved to improve the endothelial function of coronary arteries in patients with known CAD and endothelial dysfunction<sup>25</sup>.</p>
      <p>The effect of high intensity (90-95% HR<sub>max</sub>) and moderate intensity (70-85% HR<sub>max</sub>) exercises on VO<sub>2max</sub> was studied in 40 healthy, physically active and non-smoking subjects. The subjects exercised three times a week for eight weeks. At the end of the intervention period, a significant increase in VO<sub>2max</sub> was observed in the individuals who did high-intensity physical exercises compared with those of moderate and low intensities<sup>26</sup>. This increase in functional capacity may be considered a modifiable protection factor, since each 1-MET increment in cardiorespiratory fitness was associated with a 12% reduction in cardiovascular mortality<sup>13</sup>.</p>
      <p>Another study demonstrated that the practice of physical exercises, even if moderate, at 60% VO<sub>2max</sub>, can increase by 30% the myocardial perfusion observed with thallium in patients with CAD. The coronary angiography revealed also a significant increase in collateral circulation, which, at least in part, accounts for the improvement in myocardial perfusion<sup>27</sup>. Another study of patients with progressive stenotic injuries reported a reduction in myocardial ischemia, suggesting, through conventional angiography, that collateral circulation is in part responsible for the increase in myocardial perfusion<sup>28</sup>.</p>
      <p>A recently published study assessed 4,940 men after AMI and/or coronary artery bypass graft that underwent a CR program and were followed for nine years. In this CR program, patients walked three miles in 45 minutes, five times a week. It was concluded that the improvement in walking distance is a strong predictor of CAD prognosis compared with the increase in VO<sub>2max. </sub>The practice of moderate-intensity exercises proved efficient in heart disease patients, even without significant increase in VO<sub>2max.</sub><sup>29</sup>.</p>
      <p>Although several articles have shown that the practice of exercises improves primary cardiac risk factors, the effect of a regular exercise program on health-related QOL remains unknown. Quality of life is currently defined as "the individuals' perceptions of their position in life in the context of the culture and value systems where they live and in relation to their goals, expectations, standards and concerns"<sup>30</sup>.</p>
      <p>It is understandable that daily problems and other intervening events resulting from the chronic disease need to be addressed in the context of the individual's interaction and adaptation to the disease and the environment, aiming for a better QOL. Besides the physiological benefits on CAD, physical exercise interventions provided good social integration and easy access to information and education on the disease, which might have improved QOL perception in patients undergoing CR<sup>31</sup>.</p>
      <p>After an eight-week program of aerobic exercises two times a week at 65% HR<sub>max</sub>, patients returned to productive life, improved their emotional status, reduced their anxiety, and increased their tolerance to exercise compared with the control group<sup>32</sup>. The 201 individuals enrolled in the study suffered from moderate depression or anxiety. Another trial demonstrated that an eight-week program of physical exercises at 70%-85% HR<sub>max</sub>, performed either at home or in the hospital, improved the subjective QOL perception and tolerance to exercise among post-AMI patients of all age groups, but particularly in patients up to 75 years of age<sup>33</sup>.</p>
      <p>As for the VO<sub>2peak </sub>results, a significant difference in physical perception was observed between groups HI and MI, suggesting that such physiological improvement was reflected in QOL. However, exercise intensity apparently does not affect the emotional and social aspects of QOL perception. These results could possibly be explained by the fact that both training groups stayed in closer contact with the multidisciplinary team, receiving information and education, which tend to result in better compliance with healthy life habits and a better understanding of the disease<sup>34</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The improvement in functional capacity and quality of life is more significant when higher intensity exercises are prescribed. The practice of exercises, regardless of their intensity, improves the perceived quality of life.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Aptitud cardiorrespiratoria y calidad de vida postinfarto en diferentes intensidades de ejercicio</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Estudios que relacionan ejercicios f&#237;sicos y salud han estado contribuyendo a la comprensi&#243;n de la influencia de h&#225;bitos sedentarios con la incidencia de enfermedades cardiovasculares. OBJETIVO: Comparar el efecto de diferentes intensidades de ejercicio aerobio sobre la capacidad funcional (VO2 pico) y la cualidad de vida de pacientes postinfarto agudo del miocardio. M&#201;TODOS: 87 varones (57,7 a&#241;os, &#177; 6,1) participaron de este estudio prospectivo, con 12 semanas de entrenamiento f&#237;sico de alta intensidad (n=29), al 85% de la frecuencia card&#237;aca m&#225;xima, de intensidad moderada (n=29), al 75% de la frecuencia card&#237;aca m&#225;xima, o en el grupo control (n=29), que recibi&#243; seguimiento cl&#237;nico. El ejercicio aerobio se llev&#243; a cabo cinco veces por semana, 45 minutos por sesi&#243;n, adem&#225;s de ejercicios de resistencia muscular y alargamientos. El VO2 pico se cuantific&#243; con prueba cardiopulmonar, y la cualidad de vida se evalu&#243; por el cuestionario MacNew. RESULTADOS: La ANOVA two-way revel&#243; incremento del VO2 pico significativo (p&lt;0,05) en el grupo de alta intensidad (29,9 &#177; 2,2 ml/kg.min para 41,6 &#177; 3,9 ml/kg.min) en relaci&#243;n con el grupo de moderada intensidad (32,0 &#177; 5,3 ml/kg.min para 37,1 &#177; 3,9 ml/kg.min). Adem&#225;s de ello, ambos grupos de ejercicio aumentaron significativamente con relaci&#243;n al grupo control (31,6 &#177; 3,9 para 29,2 &#177;4,1). La calidad de vida tuvo mejora significativa (p&lt;0,05) en el grupo de alta intensidad (5,66 para 6,80) y de moderada intensidad (5,38 para 6,72), sin embargo no en el grupo control (5,30 para 5,15). CONCLUSI&#211;N: Los ejercicios de mayor intensidad resultaron en mayor aumento en la capacidad funcional y en la calidad de vida en pacientes en el postinfarto del miocardio.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ejercicio</kwd>
        <kwd>aptitud f&#237;sica</kwd>
        <kwd>calidad de vida</kwd>
        <kwd>infarto del miocardio</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Aptitud cardiorrespiratoria y calidad de vida postinfarto en diferentes intensidades de ejercicio</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Magnus Benetti<sup>I, II</sup>; Cintia Laura Pereira de Araujo<sup>I</sup>; Rafaella Zuianello dos Santos<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade do Estado de Santa Catarina, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica Cardiosport, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Estudios que relacionan ejercicios f&#237;sicos y salud han estado contribuyendo a la comprensi&#243;n de la influencia de h&#225;bitos sedentarios con la incidencia de enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Comparar el efecto de diferentes intensidades de ejercicio aerobio sobre la capacidad funcional (VO2 pico) y la cualidad de vida de pacientes postinfarto agudo del miocardio.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> 87 varones (57,7 a&#241;os, &#177; 6,1) participaron de este estudio prospectivo, con 12 semanas de entrenamiento f&#237;sico de alta intensidad (n=29), al 85% de la frecuencia card&#237;aca m&#225;xima, de intensidad moderada (n=29), al 75% de la frecuencia card&#237;aca m&#225;xima, o en el grupo control (n=29), que recibi&#243; seguimiento cl&#237;nico. El ejercicio aerobio se llev&#243; a cabo cinco veces por semana, 45 minutos por sesi&#243;n, adem&#225;s de ejercicios de resistencia muscular y alargamientos. El VO<sub>2</sub> pico se cuantific&#243; con prueba cardiopulmonar, y la cualidad de vida se evalu&#243; por el cuestionario MacNew.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> La ANOVA two-way revel&#243; incremento del VO<sub>2</sub> pico significativo (p&lt;0,05) en el grupo de alta intensidad (29,9 &#177; 2,2 ml/kg.min para 41,6 &#177; 3,9 ml/kg.min) en relaci&#243;n con el grupo de moderada intensidad (32,0 &#177; 5,3 ml/kg.min para 37,1 &#177; 3,9 ml/kg.min). Adem&#225;s de ello, ambos grupos de ejercicio aumentaron significativamente con relaci&#243;n al grupo control (31,6 &#177; 3,9 para 29,2 &#177;4,1). La calidad de vida tuvo mejora significativa (p&lt;0,05) en el grupo de alta intensidad (5,66 para 6,80) y de moderada intensidad (5,38 para 6,72), sin embargo no en el grupo control (5,30 para 5,15).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Los ejercicios de mayor intensidad resultaron en mayor aumento en la capacidad funcional y en la calidad de vida en pacientes en el postinfarto del miocardio. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(3): 399-404)</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Ejercicio, aptitud f&#237;sica, calidad de vida, infarto del miocardio.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Individuos que sofrieron infarto agudo de miocardio (IAM) presentan d&#233;ficits de condiciones fisiol&#243;gicas, sociales y laborativas, con consecuente baja calidad de vida (CV)<sup>1,2</sup>. El an&#225;lisis de la CV ha estado siendo resaltada como una variable importante en la pr&#225;ctica cl&#237;nica y en la producci&#243;n de conocimiento en el &#225;rea de salud, visto que esta investigaci&#243;n puede resultar en cambios en las pr&#225;cticas de atenci&#243;n y en la consolidaci&#243;n de nuevos paradigmas del proceso salud-enfermedad<sup>3</sup>.</p>
      <p>La rehabilitaci&#243;n card&#237;aca (RC) es un conjunto de mediciones profil&#225;cticas y terap&#233;uticas que buscan a reducir el impacto f&#237;sico y psicosocial de las condiciones limitantes del individuo. Objetiva aumentar la capacidad funcional, mejorar la CV y el pron&#243;stico<sup>4</sup> y, si posible, regresar el desarrollo de la enfermedad arterial coronaria (EAC)<sup>5,6</sup>. En la RC, se puede observar una reducci&#243;n del 20% de la mortalidad en general y del 26% de la mortalidad en relaci&#243;n a trastornos card&#237;acos tras dos a cinco a&#241;os del evento card&#237;aco<sup>7</sup>.</p>
      <p>Parece haber una correlaci&#243;n inversa entre el nivel de aptitud f&#237;sica y la ocurrencia de manifestaciones de la EAC<sup>8</sup>. En este contexto, se destaca el impacto del estilo de vida, incluyendo la pr&#225;ctica de ejercicios f&#237;sicos, en el tratamiento del IAM, hasta como posible causa para la regresi&#243;n de la enfermedad<sup>5,9,10</sup>.</p>
      <p>El ejercicio aerobio, reconocido como importante herramienta en la RC, adem&#225;s de tener un bajo costo, reduce los factores de riesgo para la EAC y, consecuentemente, mejora a CV del individuo, adem&#225;s de la aptitud cardiorrespiratoria<sup>6,11-13</sup>, uno de los par&#225;metros cardiovasculares m&#225;s importantes en la determinaci&#243;n del pron&#243;stico en pacientes coronari&#243;patas<sup>11,13</sup>. Tanto la capacidad funcional (VO<sub>2</sub> pico) como la evaluaci&#243;n de la percepci&#243;n de la CV se vienen mostrado importantes en la definici&#243;n de la estrategia de tratamiento y del pron&#243;stico de la EAC<sup>14</sup>.</p>
      <p>Sin embargo, todav&#237;a son pocos los estudios que impliquen los pacientes infartados, sometidos a programas de RC. Principalmente, no se sabe al cierto si la intensidad del ejercicio debe considerarse como un factor cr&#237;tico y cual ser&#237;a esta intensidad<sup>15,16</sup>. Tambi&#233;n son escasas las orientaciones bien definidas en cuanto a la intensidad necesaria para alcanzar los efectos ben&#233;ficos del ejercicio aerobio sobre el VO<sub>2</sub> pico y sobre la CV.</p>
      <p>As&#237;, el objetivo de este estudio fue comparar el efecto de diferentes intensidades de ejercicio aerobio sobre VO<sub>2</sub> pico y la CV en pacientes pos IAM.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio prospectivo en el que inicialmente se evaluaron a pacientes residentes en la Grande Florian&#243;polis que sufrieron IAM en los &#250;ltimos 12 meses. Se excluyeron del estudio a pacientes del sexo femenino, menores de 18 a&#241;os, insuficiencia cardiaca, diab&#233;ticos descompensados, tabaquistas, a pacientes con enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica, con presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica superior a 160 y 95 mmHg, respectivamente, y a los que no fueran sedentarios por, como m&#237;nimo, 12 meses. De los 153 evaluados, 55 se excluyeron por no obedecer a esos criterios. Todos los sujetos llevaron a cabo las evaluaciones tras un m&#237;nimo de 60 d&#237;as de la fecha del infarto.</p>
      <p>Los 98 pacientes seleccionados atend&#237;an a los criterios de inclusi&#243;n: adultos (18 a&#241;os o m&#225;s), sexo masculino, sedentarios por 12 meses o m&#225;s, IAM previo en los &#250;ltimos 12 meses, siendo distribuidos aleatoriamente en tres grupos. De estos 98 pacientes que iniciaron el programa, 11 no completaron el estudio: un paciente cambi&#243; de ciudad, dos pacientes presentaron episodios de angina inestable y se remitieron a reevaluaci&#243;n m&#233;dica, un paciente present&#243; problemas articulares, un paciente fue aconsejado a desligarse del programa por una segunda opini&#243;n m&#233;dica, un paciente realiz&#243; una nueva angioplastia transluminal percut&#225;nea, y un paciente afirm&#243; que no le gustaba el programa.</p>
      <p>Los 87 pacientes que completaron el estudio ten&#237;an edad promedio de 57 &#177; 6,1 a&#241;os y participaron en un programa de 12 semanas de intervenci&#243;n. Todos los sujetos aceptaron participar en la investigaci&#243;n por medio de la firma del Formulario de <italic>Consentimiento Libre</italic>, de acuerdo con la Resoluci&#243;n n&#186; 196/96 del Consejo Nacional de Salud. Este trabajo fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica en investigaci&#243;n en seres humanos de la Universidad del Estado de Santa Catarina, bajo el Protocolo n&#186; 62/2007.</p>
      <p>
        <bold>Instrumentos de mediciones</bold>
      </p>
      <p>Los sujetos llevaron a cabo una prueba cardiopulmonar en estera ergom&#233;trica ATL 15000 Embramed, con sistema computarizado Elite ErgoPC 13 de Micromed (Brasilia, Brasil) y equipamiento de Ergoespirometr&#237;a Cortex (Alemania, 2005) con an&#225;lisis de gases respiraci&#243;n a respiraci&#243;n. Se utiliz&#243; el protocolo de Ellestad de cargas m&#250;ltiple y escalonado, indicado para pruebas diagn&#243;sticas y de evaluaci&#243;n funcional. Este protocolo es compuesto por seis fases, iniciando con una velocidad de 1,7 millas por hora e inclinaci&#243;n del 10%, con duraci&#243;n de tres minutos, con posterior incremento de carga en el orden de dos equivalentes metab&#243;licos (METs) por fase, hasta que se finalice con velocidad de 6,0 millas por hora y el 15% de inclinaci&#243;n.</p>
      <p>Las mediciones antropom&#233;tricas utilizadas fueron la estatura (cm), cuantificada por medio de un estadi&#243;metro de la marca SANNY (precisi&#243;n de 0,1cm), el peso (kg), cuantificado por medio de una balanza con resoluci&#243;n de 100 gramos Filizola<sup>&#174;</sup> para el c&#225;lculo del &#237;ndice de masa corporal (IMC) kg/cm&#178;, de la circunferencia de cintura y cadera (cm) y de la relaci&#243;n cintura-cadera (RCC)<sup>17</sup>.</p>
      <p>La frecuencia cardiaca se mensur&#243; durante todas las sesiones de ejercicio por medio de cardiofrecuenc&#237;metro Polar<sup>&#174;</sup> SF1. La percepci&#243;n de CV se evalu&#243; por el MacNew Quality of Life after Myocardial Infarction Questionnaire (MacNew QLMI), desarrollado por Oldridge et al<sup>18</sup> y validado en la lengua portuguesa por Benetti et al<sup>19</sup>. Este cuestionario eval&#250;a la percepci&#243;n de la CV de forma cuantitativa, cuyo score recomendado implica el dominio emocional, f&#237;sico y social. Es compuesto de preguntas sobre humor, autoestima, estr&#233;s, disposici&#243;n, independencia, sexualidad, confianza en cuanto al problema card&#237;aco, presencia de dolores en el pecho, capacidad f&#237;sica, entre otros.</p>
      <p>
        <bold>Programa de entrenamiento</bold>
      </p>
      <p>Los grupos se distribuyeron en un programa de ejercicio aerobio de alta intensidad (AI) (n=29), de moderada intensidad (MI) (n=29) y control (C) (n=29). Para el programa de ejercicio aerobio de AI, los pacientes llevaron a cabo ejercicio a una frecuencia cardiaca (FC) alrededor del 85% de la FC m&#225;x. alcanzada en la prueba de esfuerzo, mientras que el programa de MI se llev&#243; a cabo a una frecuencia card&#237;aca en cerca del 75% de la FC m&#225;x. En ambos grupos, los pacientes se ejercitaron cinco veces por semana, 45 minutos por sesi&#243;n de ejercicios aerobios, seguidos de 15 minutos de ejercicios de alargamiento y de resistencia muscular. Los pacientes del grupo control siguieron sin ejercitarse. Los tres grupos fueron orientados para mantener la dieta usual.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>La descripci&#243;n de la muestra se llev&#243; a cabo por medio de la estad&#237;stica descriptiva (promedio y desviaci&#243;n est&#225;ndar). Todos los datos se evaluaron por el An&#225;lisis de Varianza (ANOVA two-way) y por el <italic>post hock</italic> Tukey cuando necesario. Se utiliz&#243; el nivel de significancia de 0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracterizaci&#243;n de los sujetos</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> presenta la caracterizaci&#243;n de los sujetos del estudio. No hubo diferencias significativas entre los grupos en los par&#225;metros analizados (p&lt;0,05). Con relaci&#243;n a las caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, el &#237;ndice de masa corporal (IMC) revel&#243; que los grupos de MI y C presentan sobrepeso (&gt; 24,9 kg/cm&#178;), y el grupo de AI, obesidad (&gt; 30 kg/cm&#178;), seg&#250;n la clasificaci&#243;n de la OMS<sup>17</sup>. La relaci&#243;n cintura-cadera (RCC) todav&#237;a se mostr&#243; superior a los valores de referencia (0,95 para los varones), colocando la muestra en una franja de riesgo<sup>17</sup>. A&#250;n en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>, est&#225; destacado el colesterol de alta densidad (HDL-c), que presenta valores inferiores a los recomendados (40mg/dl) en los tres grupos<sup>19</sup>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Aptitud cardiorrespiratoria</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="es_17f01-body3">Figura 1</xref> presenta los resultados del VO<sub>2</sub> pico en los tres grupos estudiados. Se observa que los grupos sometidos al entrenamiento aerobio (AI y MI) mostraron mejora significativa en el VO<sub>2</sub> pico tras 12 semanas de intervenci&#243;n. Los grupos de AI y MI tambi&#233;n mostraron diferencia estad&#237;stica significativa con relaci&#243;n al grupo C tras el per&#237;odo de intervenci&#243;n. Hubo todav&#237;a mejora significativa en el grupo de AI cuando comparado al grupo sometido a la MI (p&lt;0,05).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_17f01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Calidad de vida</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_17t02-body3">Tabla 2</xref> presenta los resultados referentes a los scores de CV. Cuando analizados los grupos pre y postintervenci&#243;n, se verific&#243; que la pr&#225;ctica de ejercicios, independientemente de la intensidad, proporciona mejora en la percepci&#243;n de CV cuando comparados al grupo control. Sin embargo, cuando comparados a los grupos de MI y AI, se observa que la intensidad influenci&#243; significativamente en la mejora de la CV (p&lt;0,05).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_17t02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0399-00089-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Estudios que relacionan ejercicios f&#237;sicos y salud han estado contribuyendo para la comprensi&#243;n de la influencia de h&#225;bitos sedentarios en la incidencia de enfermedades cardiovasculares<sup>4,20-22</sup>. Un estudio llevado a cabo con cardi&#243;patas demostr&#243; que la capacidad de realizar ejercicios es un fuerte predictor del riesgo de muerte<sup>13</sup>. As&#237;, intervenciones no farmacol&#243;gicas, como el ejercicio f&#237;sico, son recomendadas en la prevenci&#243;n primaria y secundaria de estas enfermedades<sup>23</sup>. Sin embargo, los mecanismos antiaterog&#233;nicos del ejercicio todav&#237;a no est&#225;n completamente aclarados.</p>
      <p>El presente trabajo mostr&#243; que pacientes sometidos al ejercicio aerobio de AI tienen aptitud cardiorrespiratoria y CV superiores a aquellos que se ejercitaron en MI y aquellos sedentarios. Parece que, tanto para los sujetos sanos como para aquellos con EAC, cuanto m&#225;s elevada la capacidad de ejercicio mayor su rol de protecci&#243;n contra el riesgo de muerte, aun ante la presencia de otros factores de riesgo<sup>13</sup>. Corroborando con nuestros hallazgos, Hagberg et al<sup>24</sup> demostraron que el entrenamiento de alta intensidad (70-90% VO<sub>2m&#225;x.</sub>), durante 12 meses, cinco veces por semana, con duraci&#243;n de una hora, en pacientes con EAC mejor&#243; la oxigenaci&#243;n mioc&#225;rdica y la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo. Adem&#225;s de esto, hubo mejora en la intolerancia a la glucosa, en la sensibilidad a la insulina y en el perfil lip&#237;dico.</p>
      <p>Un trabajo con 62 pacientes que presentaban angina estable, randomizados para ejercicio f&#237;sico regular (n=29) o seguimiento cl&#237;nico (n=33) por 12 meses, mostr&#243; que el ejercicio f&#237;sico aumenta significativamente el VO<sub>2m&#225;x.</sub> en pacientes con EAC sintom&#225;tica. Para que este beneficio ocurra, el paciente debe gastar, aproximadamente, 1.400 kcal por semana en alguna forma de actividad f&#237;sica, lo que equivale a tres o cuatro horas por semana de entrenamiento de resistencia aerobia<sup>6</sup>.</p>
      <p>Parece que el ejercicio f&#237;sico aerobio de alta intensidad mejora la funci&#243;n endotelial y la circulaci&#243;n coronaria asociada a la aterosclerosis coronaria no esten&#243;tica y que la probable causa ser&#237;a el reclutamiento de vasos colaterales y el posible aumento del flujo sangu&#237;neo en las &#225;reas isqu&#233;micas del miocardio. En este estudio, diez pacientes se sometieron al programa de ejercicio f&#237;sico, y nueve formaron el grupo control. El programa de ejercicio consist&#237; de cuatro semanas, siendo seis d&#237;as de sesiones supervisionadas de diez minutos a una intensidad del 80% de la FC m&#225;xima. Los hallazgos revelaron una reducci&#243;n del 54% de la vasoconstricci&#243;n paradoxal de las arterias coronarias en respuesta a la infusi&#243;n de acetilcolina en el grupo de ejercicio, cuando comparado con el grupo control. El ejercicio f&#237;sico tambi&#233;n result&#243; en una mejora en la reserva de flujo coronario y en la vasodilataci&#243;n coronaria flujo-dependiente (p&lt;0,01), comparado a la inexistencia de cambios en el grupo control. As&#237;, con ejercicios f&#237;sicos aerobios, se demostr&#243; mejora en la funci&#243;n endotelial en arteria coronarias de pacientes con EAC y disfunci&#243;n endotelial documentada<sup>25</sup>.</p>
      <p>La influencia de la alta intensidad (90-95% da FC m&#225;x.) y de la media intensidad (70-85% de FC m&#225;x.) de ejercicio sobre el VO<sub>2m&#225;x.</sub> se estudi&#243; en 40 pacientes sanos, f&#237;sicamente activos y no tabaquistas. Los participantes del estudio practicaron ejercicio f&#237;sico tres veces por semana, durante ocho semanas. Al final de la intervenci&#243;n, se comprob&#243; un aumento significativo del VO<sub>2m&#225;x.</sub> en los individuos que practicaron ejercicio f&#237;sico de alta intensidad, cuando comparado al promedio y baja intensidades<sup>26</sup>. Este aumento en la capacidad funcional puede considerarse como un factor modificable de protecci&#243;n, teniendo en cuenta visto que cada aumento de 1 MET en la aptitud cardiorrespiratoria fue asociada al 12% de reducci&#243;n de la mortalidad cardiovascular<sup>13</sup>.</p>
      <p>Sin embargo, estudio evidenci&#243; que el ejercicio f&#237;sico, aun que moderado, al 60% del VO<sub>2m&#225;x.</sub>, puede aumentar en el 30% la perfusi&#243;n mioc&#225;rdica observada con talio, en pacientes con EAC. La angiograf&#237;a coronaria mostr&#243; tambi&#233;n substancial aumento de la circulaci&#243;n colateral, explicando, como m&#237;nimo en parte, la mejora en la perfusi&#243;n mioc&#225;rdica. La disminuci&#243;n de la isquemia mioc&#225;rdica se relat&#243; en otro estudio en pacientes con progresi&#243;n de las lesiones esten&#243;ticas, sugiriendo, por angiograf&#237;a convencional, que la circulaci&#243;n colateral sea, en parte, la responsable por el aumento de la perfusi&#243;n mioc&#225;rdica.</p>
      <p>Recientemente, se publicaron los datos de un estudio que implic&#243; a 4.940 varones pos IAM y/o revascularizaci&#243;n del miocardio, sometidos a un programa de RC y seguidos durante nueve a&#241;os. En el programa de RC, los pacientes caminaban tres millas en 45 minutos, cinco veces por semana. Se concluy&#243; que la mejora de la distancia de caminada es un fuerte predictor del pron&#243;stico de la EAC cuando comparado al aumento del VO<sub>2m&#225;x.</sub> se afirma que la pr&#225;ctica de ejercicios moderados se mostr&#243; eficiente en cardi&#243;patas aun sin aumentos significativos en el VO<sub>2m&#225;x.</sub><sup>29</sup>.</p>
      <p>Aunque varios art&#237;culos hayan mostrado mejora de los factores de riesgo card&#237;aco primario con la pr&#225;ctica de ejercicios, el efecto de un programa de ejercicio regular en la CV relacionada a la salud sigue obscuro. La calidad de vida es definida actualmente como "la percepci&#243;n del individuo sobre su posici&#243;n en la vida, en el marco de la cultura y de los sistemas de valores en los cuales &#233;l vive, y en relaci&#243;n a sus objetivos, expectativas, est&#225;ndares y preocupaciones"<sup>30</sup>.</p>
      <p>Se comprende que los problemas del cotidiano, sumados a otras intercurrencias que surgen a partir de la enfermedad cr&#243;nica, necesitan ser trabajados en los aspectos que reflejan la interacci&#243;n y la adaptaci&#243;n del individuo a la enfermedad y al medio, objetivando una mejor CV. Las intervenciones por medio de ejercicios f&#237;sicos, adem&#225;s de los beneficios fisiol&#243;gicos sobre la EAC, proporcionaron una buena integraci&#243;n social, facilidad de acceso a las informaciones y a la educaci&#243;n sobre la enfermedad, lo que puede haber elevado la percepci&#243;n de CV de los pacientes en RC<sup>31</sup>.</p>
      <p>Tras ocho semanas de pr&#225;ctica de ejercicio aerobio, dos veces por semana, al 65% de la FC m&#225;x., hubo el retorno del paciente a la vida productiva, la mejora del estado emocional, la reducci&#243;n de la ansiedad y la tolerancia al ejercicio, cuando comparado al grupo control<sup>32</sup>. Los 201 individuos que participaron en el estudio sufr&#237;an de depresi&#243;n o ansiedad moderada. Otro estudio demostr&#243; que ocho semanas de ejercicios f&#237;sicos en pacientes pos IAM, con intensidad del 70% al 85% de la FC m&#225;x., mejor&#243; la percepci&#243;n subjetiva de la CV y la tolerancia al esfuerzo en todas las franjas etarias, independientemente del programa a realizar en casa o en el hospital, con mejora m&#225;s pronunciada en pacientes con hasta 75 a&#241;os<sup>33</sup>.</p>
      <p>Concordando con los resultados obtenidos de VO<sub>2</sub> pico en la percepci&#243;n f&#237;sica, hubo diferencia significativa entre los grupos AI y MI, indicando que esta mejora fisiol&#243;gica se reflej&#243; en la CV. Adem&#225;s, en los par&#225;metros emocional y social, la intensidad de ejercicio parece no interferir en la percepci&#243;n de la CV. Una posible explicaci&#243;n para estos resultados puede estar en el tipo del tratamiento, en el que los grupos que llevaron a cabo ejercicios y tuvieron mayor convivencia con el equipo multiprofesional y los aspectos educativos e informativos tienden a una adherencia mayor a h&#225;bitos de vida sanos, adem&#225;s de una mejor comprensi&#243;n de la enfermedad<sup>34</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>La mejora de la capacidad funcional y de la calidad de vida es m&#225;s expresiva cuando hay prescripci&#243;n de ejercicios con mayor intensidad. La pr&#225;ctica de ejercicios, independientemente de la intensidad, proporciona mejora en la percepci&#243;n de la calidad de vida.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo Fuentes de Financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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