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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001300016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500316</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000102</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Perfil epidemiol&#243;gico, cl&#237;nico e terap&#234;utico da insufici&#234;ncia card&#237;aca em hospital terci&#225;rio</article-title>
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            <given-names>Patr&#237;cia Resende</given-names>
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            <surname>Corr&#234;a</surname>
            <given-names>Krislainy de Sousa</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Goi&#225;s</institution>
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        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>392</fpage>
      <lpage>398</lpage>
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          <year>2009</year>
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          <year>2010</year>
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          <day>27</day>
          <month>10</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A insufici&#234;ncia card&#237;aca &#233; uma s&#237;ndrome complexa com m&#250;ltiplos fatores de risco envolvidos em sua g&#234;nese, tornando dif&#237;cil a preven&#231;&#227;o e o manejo. OBJETIVO: Identificar as principais etiologias e os fatores de risco na insufici&#234;ncia card&#237;aca; comparar caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e demogr&#225;ficas dos pacientes conforme a etiologia; analisar se o tratamento utilizado est&#225; de acordo com o preconizado pelas diretrizes brasileiras. M&#201;TODOS: Estudo retrospectivo, descritivo e observacional realizado no Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s. Os pacientes foram reunidos em quatro grupos, conforme etiologia, para compara&#231;&#227;o: cardiomiopatia chag&#225;sica, cardiomiopatia hipertensiva, cardiomiopatia dilatada e outras e cardiomiopatia isqu&#234;mica. Os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher, a ANOVA e o teste de Kruskal-Wallis foram utilizados na an&#225;lise dos grupos e das formas de tratamento. RESULTADOS: Foram analisados 144 prontu&#225;rios de pacientes, com m&#233;dia de idade 61 &#177; 15 anos, sendo 54,2% do sexo masculino. A cardiomiopatia chag&#225;sica destacou-se como principal etiologia (41%). Hipertens&#227;o arterial (48,6%), anemia (22,9%), doen&#231;a coronariana (19,4%), dislipidemia (17,3%) e diabete (16,6%) foram os principais fatores de risco. Os hipertensos apresentaram preval&#234;ncia maior do sexo feminino (p=0,044) e maior frequ&#234;ncia de estertores pulmonares (p&lt;0,01). A frequ&#234;ncia card&#237;aca foi menor nos chag&#225;sicos (p&lt;0,001). Os medicamentos prescritos foram diur&#233;ticos (81,2%), inibidores da enzima conversora da angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (77,7%), betabloqueadores (45,8%), espironolactona (35,4%), digit&#225;licos (30,5%) e vasodilatadores (8,3%). CONCLUS&#195;O: A cardiomiopatia chag&#225;sica foi a principal causa de insufici&#234;ncia card&#237;aca. N&#227;o se observou diferen&#231;as cl&#237;nicas entre pacientes dos quatro grupos etiol&#243;gicos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>perfil epidemiol&#243;gico</kwd>
        <kwd>hospitaliza&#231;&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>06</day>
        <month>08</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGOS ORIGINAIS </p>
    <p> INSUFICI&#202;NCIA CARD&#205;ACA</p>
    <p>Perfil epidemiol&#243;gico, cl&#237;nico e terap&#234;utico da insufici&#234;ncia card&#237;aca em hospital terci&#225;rio </p>
    <p>
      <bold>Patr&#237;cia Resende Nogueira; Salvador Rassi; Krislainy de Sousa Corr&#234;a </bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>A insufici&#234;ncia card&#237;aca &#233; uma s&#237;ndrome complexa com m&#250;ltiplos fatores de risco envolvidos em sua g&#234;nese, tornando dif&#237;cil a preven&#231;&#227;o e o manejo. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Identificar as principais etiologias e os fatores de risco na insufici&#234;ncia card&#237;aca; comparar caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e demogr&#225;ficas dos pacientes conforme a etiologia; analisar se o tratamento utilizado est&#225; de acordo com o preconizado pelas diretrizes brasileiras. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Estudo retrospectivo, descritivo e observacional realizado no Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s. Os pacientes foram reunidos em quatro grupos, conforme etiologia, para compara&#231;&#227;o: cardiomiopatia chag&#225;sica, cardiomiopatia hipertensiva, cardiomiopatia dilatada e outras e cardiomiopatia isqu&#234;mica. Os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher, a ANOVA e o teste de Kruskal-Wallis foram utilizados na an&#225;lise dos grupos e das formas de tratamento. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Foram analisados 144 prontu&#225;rios de pacientes, com m&#233;dia de idade 61 &#177; 15 anos, sendo 54,2% do sexo masculino. A cardiomiopatia chag&#225;sica destacou-se como principal etiologia (41%). Hipertens&#227;o arterial (48,6%), anemia (22,9%), doen&#231;a coronariana (19,4%), dislipidemia (17,3%) e diabete (16,6%) foram os principais fatores de risco. Os hipertensos apresentaram preval&#234;ncia maior do sexo feminino (p=0,044) e maior frequ&#234;ncia de estertores pulmonares (p&lt;0,01). A frequ&#234;ncia card&#237;aca foi menor nos chag&#225;sicos (p&lt;0,001). Os medicamentos prescritos foram diur&#233;ticos (81,2%), inibidores da enzima conversora da angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (77,7%), betabloqueadores (45,8%), espironolactona (35,4%), digit&#225;licos (30,5%) e vasodilatadores (8,3%). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>A cardiomiopatia chag&#225;sica foi a principal causa de insufici&#234;ncia card&#237;aca. N&#227;o se observou diferen&#231;as cl&#237;nicas entre pacientes dos quatro grupos etiol&#243;gicos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Insufici&#234;ncia card&#237;aca/epidemiologia/terapia, perfil epidemiol&#243;gico, hospitaliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) pode ser definida como uma s&#237;ndrome complexa caracterizada por fal&#234;ncia do cora&#231;&#227;o e incapacidade deste de propiciar suprimento adequado de sangue para atender &#224;s necessidades metab&#243;licas dos tecidos na presen&#231;a de press&#245;es de enchimento normais ou faz&#234;-lo somente com press&#245;es de enchimento elevadas<sup>1-5</sup>. Ela consiste na via final comum de v&#225;rias doen&#231;as, como hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, diabete e coronariopatias<sup>1,6</sup>.</p>
    <p>Estudos de preval&#234;ncia estimam que 23 milh&#245;es de pessoas no mundo t&#234;m IC e que dois milh&#245;es de casos novos s&#227;o diagnosticados anualmente. O aumento na incid&#234;ncia de IC est&#225; relacionado aos avan&#231;os terap&#234;uticos no tratamento do infarto agudo do mioc&#225;rdio, da hipertens&#227;o arterial e mesmo da IC, o que ocasiona maior sobrevida e, consequentemente, aumento da preval&#234;ncia e de interna&#231;&#245;es hospitalares por essa s&#237;ndrome, gerando altos custos para pa&#237;ses cuja popula&#231;&#227;o idosa &#233; crescente. Por isso, a IC &#233; reconhecida na atualidade como um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica<sup>1,6,7</sup>.</p>
    <p>Segundo dados do DATASUS, h&#225; no Brasil cerca de dois milh&#245;es de pacientes com IC, sendo diagnosticados 240 mil casos por ano. As proje&#231;&#245;es indicam que, em 2025, o Brasil ter&#225; a sexta maior popula&#231;&#227;o de idosos, aproximadamente, 30 milh&#245;es de pessoas (15% da popula&#231;&#227;o total)<sup>8</sup>. Isso deve resultar na multiplica&#231;&#227;o dos casos de IC e dos gastos com essa s&#237;ndrome<sup>9</sup>.</p>
    <p>M&#250;ltiplos fatores de riscos est&#227;o presentes simultaneamente e precedem o surgimento da IC, o que torna dif&#237;cil selecionar a causa b&#225;sica e definir a&#231;&#245;es espec&#237;ficas de planejamento de sa&#250;de, de modo a reduzir sua incid&#234;ncia<sup>7,10</sup>. Apesar do reconhecimento crescente sobre a import&#226;ncia que a IC vem adquirindo, em nosso meio, h&#225; car&#234;ncia de dados epidemiol&#243;gicos, cl&#237;nico e terap&#234;utico sobre a doen&#231;a, o que dificulta a defini&#231;&#227;o de prioridades para elabora&#231;&#227;o de estrat&#233;gias preventivas.</p>
    <p>Os objetivos deste trabalho foram identificar a etiologia e os fatores de riscos mais frequentes associados &#224; IC nos pacientes atendidos em um ambulat&#243;rio de refer&#234;ncia no Estado de Goi&#225;s; comparar as caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e demogr&#225;ficas dos pacientes conforme os principais grupos etiol&#243;gicos identificados; analisar se o tratamento utilizado encontra-se de acordo com o estabelecido por diretrizes para manejo da IC no Brasil.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Tipo de estudo e local da pesquisa</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e observacional de pacientes com IC atendidos no per&#237;odo de janeiro a dezembro de 2008 no Ambulat&#243;rio de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca Congestiva (ICC) do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (UFG).</p>
    <p>O Hospital das Cl&#237;nicas &#233; regulamentado pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), integra a rela&#231;&#227;o dos servi&#231;os p&#250;blicos do Estado de Goi&#225;s com caracter&#237;sticas de atendimento terci&#225;rio &#224; sa&#250;de e recebe, no que se refere aos cuidados em IC, pacientes de todo o estado e de regi&#245;es circunvizinhas.</p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios de inclus&#227;o e exclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os crit&#233;rios de inclus&#227;o foram: apresentar diagn&#243;stico de insufici&#234;ncia card&#237;aca em qualquer classe funcional; pacientes de ambos os sexos e sem limite de idade; ter passado, por pelo menos, uma consulta no ambulat&#243;rio de cardiologia no ano de 2008. Os crit&#233;rios de exclus&#227;o definidos foram: prontu&#225;rios incompletos, com mais de tr&#234;s vari&#225;veis ausentes; prontu&#225;rios de pacientes que tenham vindo a &#243;bito em 2008; prontu&#225;rios de pacientes com diagn&#243;stico a esclarecer; pacientes residentes fora do Estado de Goi&#225;s.</p>
    <p>
      <bold>Procedimentos e coleta dos dados</bold>
    </p>
    <p>A sele&#231;&#227;o dos prontu&#225;rios foi realizada mediante consulta ao agendamento dos pacientes para o ambulat&#243;rio de IC, sendo inclu&#237;dos, inicialmente, 215 prontu&#225;rios de pacientes que teriam sido atendidos no servi&#231;o em 2008. A seguir, os prontu&#225;rios foram solicitados ao Servi&#231;o de Arquivo M&#233;dico e Informa&#231;&#245;es em Sa&#250;de (SAMIS). Do total de 215, 71 foram exclu&#237;dos por diversos motivos (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>), mas a amostra final foi de 144 prontu&#225;rios selecionados por conveni&#234;ncia.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gf01.jpg"/></fig>
    <p>A coleta dos dados foi feita por meio de uma ficha que continha informa&#231;&#245;es sobre: idade do paciente, proced&#234;ncia, diagn&#243;stico principal, fatores de risco associados, avalia&#231;&#227;o subjetiva de dispneia e classe funcional, dados do exame f&#237;sico (frequ&#234;ncia card&#237;aca, press&#227;o arterial sist&#243;lica, press&#227;o arterial diast&#243;lica, presen&#231;a ou n&#227;o de estertores pulmonares, 3&#170; bulha, edema, turg&#234;ncia da jugular), exames complementares (hemograma e ecocardiograma) e medicamentos prescritos.</p>
    <p>As etiologias da IC foram reunidas em quatro grandes grupos para fins de an&#225;lise: 1) cardiomiopatia chag&#225;sica, 2) cardiomiopatia hipertensiva, 3) cardiomiopatia dilatada e outras, 4) cardiomiopatia isqu&#234;mica. Como cardiomiopatia dilatada, foram inclu&#237;dos os seguintes diagn&#243;sticos: cardiopatia cong&#234;nita, cardiomiopatia dilatada periparto, cardiomiopatia alco&#243;lica, cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica, cardiomiopatia hipertr&#243;fica, cardiomiopatia restritiva e cardiomiopatia reum&#225;tica.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; terap&#234;utica empregada no tratamento para a IC, foi avaliada a administra&#231;&#227;o de inibidores da enzima conversora (IECA) da angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA), digit&#225;licos, diur&#233;ticos, espironolactona, betabloqueadores e vasodilatadores.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica descritiva dos dados foi processada pelo <italic>software</italic> SPSS (<italic>Statistical Package for Social Sciences</italic>) para <italic>Windows</italic>, vers&#227;o 16.0, considerando-se um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5% (&#945;=0,05). Foi realizada an&#225;lise bivariada para comparar as caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e cl&#237;nicas dos pacientes e as formas de tratamento de acordo com a etiologia principal da IC. O teste do Qui-quadrado (&#967;<sup>2</sup>) e o teste Exato de Fisher foram empregados na compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es, conforme o n&#250;mero de casos. Para as vari&#225;veis quantitativas, utilizaram-se a an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) one-way, seguida pelo p&#243;s-teste de Tukey, e o Teste de Kruskal-Wallis, seguido pelo p&#243;s-teste de Dunn, considerando a normalidade da distribui&#231;&#227;o dos dados verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov.</p>
    <p>Os prontu&#225;rios com at&#233; tr&#234;s dados ausentes mantidos no estudo foram desconsiderados na an&#225;lise bivariada, a qual envolveu as quest&#245;es cujas respostas estavam omissas. Ao dividir os pacientes nas quatro categorias, conforme a etiologia principal da IC, verificou-se que os dados ausentes distribu&#237;ram-se entre essas categorias e n&#227;o apresentaram diferen&#231;as na an&#225;lise bivariada que justificassem a exclus&#227;o dos prontu&#225;rios da amostra final.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos &#233;ticos</bold>
    </p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa Humana e Animal do Hospital das Cl&#237;nicas da UFG, protocolo n&#250;mero 039/2009, e n&#227;o houveram fontes externas de financiamento.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A m&#233;dia de idade da amostra estudada foi de 61 &#177; 15 anos, variando de 13 a 87 anos, sendo 54,2% do sexo masculino. A etiologia mais frequente foi a cardiomiopatia chag&#225;sica, que correspondeu a 59 casos (41%), seguida por cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica e outras (36 - 25%), cardiomiopatia hipertensiva (32 - 22,2%) e cardiomiopatia isqu&#234;mica (17 - 11,8%).</p>
    <p>Os fatores de risco mais frequentes associados ao aparecimento da IC foram a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (48,6%), a anemia (22,9%), a doen&#231;a arterial coronariana (19,4%), as dislipidemias (17,3%) e o diabete melito (16,6%) (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> mostra as caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e cl&#237;nicas dos pacientes de acordo com a etiologia principal da IC. Quando se comparam essas caracter&#237;sticas, observa-se que n&#227;o houve diferen&#231;as na m&#233;dia em rela&#231;&#227;o &#224; fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, classe funcional (NYHA), press&#227;o arterial diast&#243;lica, 3&#170; bulha, edema, turg&#234;ncia da jugular e anemia. Os pacientes com cardiomiopatia dilatada e outras apresentaram m&#233;dia de idade (50,5 &#177; 18,3) inferior aos das demais categorias (p &lt; 0,001). O sexo feminino apresentou preval&#234;ncia maior de IC por cardiomiopatia hipertensiva (p=0,044), enquanto nas outras tr&#234;s categorias, verificou-se preval&#234;ncia maior no sexo masculino. A press&#227;o arterial sist&#243;lica apresentou-se em n&#237;veis mais elevados na cardiomiopatia hipertensiva (p=0,001), assim como a presen&#231;a de estertores pulmonares foi mais frequente nessa etiologia (p=0,01).</p>
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      <table-wrap id="tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; terap&#234;utica, os medicamentos prescritos com maior frequ&#234;ncia foram: diur&#233;ticos (81,2%), mas a espironolactona foi indicada para 35,4% dos pacientes; IECA ou BRA (77,7%) e betabloqueadores (45,8%). Os digit&#225;licos e vasodilatadores foram empregados em 30,5% e 8,3% dos pacientes, respectivamente. A <xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref> descreve as formas de tratamento utilizadas na IC, considerando a amostra global (n=144).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o das formas de tratamento de acordo com a etiologia principal da IC detectou diferen&#231;as apenas na indica&#231;&#227;o de vasodilatadores (p &lt; 0,001), enquanto para as demais classes de medicamentos (diur&#233;ticos, IECA ou BRA, betabloqueadores e digit&#225;licos) isso n&#227;o foi observado (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tabela 4</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A incid&#234;ncia da IC e o n&#250;mero de admiss&#245;es hospitalares no SUS por descompensa&#231;&#245;es dessa s&#237;ndrome t&#234;m aumentado nos &#250;ltimos anos e fazem com que essa incid&#234;ncia seja reconhecida atualmente como um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica no Brasil.</p>
    <p>Estudos sobre o perfil epidemiol&#243;gico, cl&#237;nico e terap&#234;utico do paciente com IC s&#227;o escassos no Estado de Goi&#225;s, o que dificulta a elabora&#231;&#227;o de pol&#237;ticas de preven&#231;&#227;o, controle e manejo dessa s&#237;ndrome. Seu impacto social e econ&#244;mico gerou a necessidade de conhecer, com maior profundidade, o perfil desses pacientes.</p>
    <p>De acordo com Framingham<sup>11</sup>, a idade mais predisponente para o aparecimento da IC &#233; acima de 60 anos. No presente estudo, verificou-se que a m&#233;dia da idade da amostra foi de 61 &#177; 15 anos, variando de 13 a 87 anos, coincidindo com os achados de Framingham. Quanto &#224; distribui&#231;&#227;o por sexo, observou-se que 54,2% dos pacientes eram do sexo masculino, dado similar ao dos estudos de Rassi e cols.<sup>12</sup> e Barretto e cols.<sup>7,13</sup>.</p>
    <p>A etiologia mais frequente foi a cardiomiopatia chag&#225;sica (41%), o que pode ser explicado pelo fato de a regi&#227;o centro-oeste ser considerada umas das &#225;reas end&#234;micas da doen&#231;a no Brasil<sup>10,14</sup>. Embora a Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) tenha certificado a erradica&#231;&#227;o da transmiss&#227;o vetorial no nosso pa&#237;s, ainda s&#227;o encontrados pequenos focos end&#234;micos em territ&#243;rio brasileiro, resultante do intenso processo migrat&#243;rio de &#225;reas rurais para urbanas nas &#250;ltimas d&#233;cadas. Resultado similar foi encontrado por Braga e cols.<sup>14</sup> em um estudo que procurou descrever as caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e terap&#234;uticas da IC por doen&#231;a de Chagas.</p>
    <p>A cardiomiopatia isqu&#234;mica foi a etiologia menos frequente (17 - 11,8%), em contraste com outros estudos<sup>7,12,14,15</sup> que a identificaram como causa principal de IC entre os pacientes. O estudo de Rassi e cols.<sup>12</sup> que avaliou a sobrevida e os fatores progn&#243;sticos na IC sist&#243;lica, realizado em Goi&#225;s, observou uma frequ&#234;ncia maior de cardiomiopatia isqu&#234;mica, seguida da cardiomiopatia chag&#225;sica. Esse achado pode ser explicado pelo fato de esses estudos terem sido realizados em popula&#231;&#245;es diferentes. Enquanto o presente estudo analisou pacientes com diagn&#243;stico n&#227;o recente de IC, o de Rassi e cols.<sup>12</sup> observou pacientes com IC sist&#243;lica de in&#237;cio recente dos sintomas.</p>
    <p>A an&#225;lise dos fatores de risco demonstrou preval&#234;ncia importante de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (48,6%), anemia (22,9%), doen&#231;a arterial coronariana (19,4%), dislipidemias (17,3%) e diabete melito (16,6%), resultados que corroboram os achados de Lessa<sup>10</sup>, Firmida e Mesquita<sup>16</sup>, cuja conclus&#227;o &#233; a presen&#231;a de uma variedade de combina&#231;&#245;es de doen&#231;a isqu&#234;mica e hipertens&#227;o ou outras altera&#231;&#245;es concomitantes em pacientes com IC.</p>
    <p>Dados do estudo de Framingham j&#225; haviam revelado que a HAS e a DAC s&#227;o os dois principais fatores de risco para o desenvolvimento da IC. Apesar da alta preval&#234;ncia de HAS (48,6%) e DAC (19,4%) em nossa amostra, a doen&#231;a de Chagas ainda foi apontada como causa principal da IC.</p>
    <p>Achado relevante encontrado em nossa casu&#237;stica pelo impacto sobre o progn&#243;stico do paciente com IC foi a preval&#234;ncia de anemia (22,9%). Os estudos de Rassi e cols.<sup>12</sup> e de Bacal e Freitas J&#250;nior<sup>17</sup> identificaram a anemia como preditor de mau progn&#243;stico, a longo prazo, em pacientes com IC grave que necessitam, portanto, de aten&#231;&#227;o especial, uma vez que a corre&#231;&#227;o estaria associada &#224; melhora cl&#237;nica e hemodin&#226;mica desses pacientes.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; dislipidemia, Bocchi e cols.<sup>18</sup> apontam-na como fator de risco no surgimento da IC; deve, portanto, ser controlada no intuito de evitar aumento da incid&#234;ncia.</p>
    <p>O estudo de Latado e cols.<sup>15</sup> encontrou preval&#234;ncia de 37,5% de diabete melito (DM) nos pacientes com IC e associa&#231;&#227;o positiva com a etiologia isqu&#234;mica. Analisando esse estudo, observamos que a preval&#234;ncia de DM (16,6%) foi menos expressiva, o que pode explicar a menor ocorr&#234;ncia de cardiomiopatia isqu&#234;mica<sup>19</sup>.</p>
    <p>Fibrila&#231;&#227;o atrial (14,5%), nefropatia cr&#244;nica (9,0%) e valvopatias (8,3%) tamb&#233;m foram apontados como fatores de risco para IC no presente estudo, embora em n&#237;veis menores. Em rela&#231;&#227;o &#224; fibrila&#231;&#227;o atrial (11,96%) e &#224; insufici&#234;ncia renal (9,08%), resultados similares foram encontrados por Barreto e cols.<sup>7</sup>, que observaram que tais condi&#231;&#245;es contribu&#237;ram para maior necessidade de interna&#231;&#227;o e aumento da mortalidade em pacientes idosos com IC<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>A exist&#234;ncia de valvopatias em apenas 8,3% da amostra pode ser explicada por sua identifica&#231;&#227;o precoce que possibilita corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica e a consequente n&#227;o progress&#227;o da doen&#231;a.</p>
    <p>A an&#225;lise das caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e cl&#237;nicas dos pacientes de acordo com a etiologia principal da IC demonstrou que houve diferen&#231;a na idade entre os grupos (p &lt; 0,001), sendo a m&#233;dia de idade menor no grupo da cardiomiopatia dilatada, visto que as causas desse tipo de IC acomete mais indiv&#237;duos na faixa intermedi&#225;ria de 20 a 60 anos<sup>7</sup>. J&#225; a cardiomiopatia chag&#225;sica, a hipertensiva e a isqu&#234;mica tendem a aparecer com a progress&#227;o da doen&#231;a de base, que ocorre em uma idade mais avan&#231;ada. Esse fato deve-se tamb&#233;m &#224; melhora do tratamento dessas doen&#231;as nas &#250;ltimas d&#233;cadas.</p>
    <p>No presente estudo, a preval&#234;ncia da IC foi maior no sexo masculino para as etiologias chag&#225;sica, isqu&#234;mica e dilatada, diferindo apenas na etiologia hipertensiva. Esse achado coincide com o de Levy e cols.<sup>22</sup>, que, ao investigarem a associa&#231;&#227;o da IC com a hipertens&#227;o, conclu&#237;ram que essa foi mais frequente no sexo feminino e est&#225; associada a um risco para o desenvolvimento de IC, duas vezes maior no grupo masculino e tr&#234;s vezes maior no feminino. A predomin&#226;ncia da IC com o avan&#231;o da idade nas mulheres foi evidenciada por v&#225;rios estudos<sup>23-25</sup> e provavelmente est&#225; relacionada &#224; perda do efeito protetor cardiovascular ap&#243;s a menopausa.</p>
    <p>Na cardiomiopatia hipertensiva, os &#237;ndices de press&#227;o arterial sist&#243;lica foram maior que nos demais grupos (p=0,001) devido &#224; fisiopatologia pr&#243;pria dessa etiologia. Comparando-se a frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC), foi observado que os pacientes chag&#225;sicos apresentaram menores valores de frequ&#234;ncia que os de etiologia hipertensiva e dilatada (p &lt; 0,001), provavelmente devido &#224; disfun&#231;&#227;o sinusal, mais comum nesse grupo. Os pacientes com cardiomiopatia isqu&#234;mica n&#227;o se mostraram diferentes dos tr&#234;s grupos.</p>
    <p>A an&#225;lise dos grupos revelou diferen&#231;as quanto &#224; presen&#231;a de estertores pulmonares &#224; ausculta (p &lt; 0,01), por&#233;m, nos de etiologia hipertensiva, a congest&#227;o pulmonar foi mais frequente (15,6%) que nos pacientes com cardiomiopatia dilatada (5,9%), nos chag&#225;sicos (1,7%) e isqu&#234;micos, provavelmente, devido &#224; maior disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica.</p>
    <p>&#201; importante citar, em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de edema e turg&#234;ncia da jugular, que, em 4,9% e 35,4% dos prontu&#225;rios estudados, respectivamente, esses dados estavam omissos. Um estudo realizado por Rassi e cols.<sup>12</sup> demonstrou que a turg&#234;ncia da jugular encontra-se associada ao aumento da mortalidade cardiovascular, n&#227;o devendo, dessa maneira, ser um dado desprezado no exame f&#237;sico.</p>
    <p>Em 6,9% dos prontu&#225;rios, n&#227;o havia hemograma recente que pudesse informar sobre a presen&#231;a de anemia, o que pode ser explicado pela falta de iniciativa pessoal ou da fam&#237;lia em providenci&#225;-los devido &#224; demora no retorno da consulta.</p>
    <p>As principais diretrizes para manejo da IC<sup>1,8,19,26</sup> recomendam, para o tratamento cl&#225;ssico, o uso de diur&#233;ticos, IECA ou BRA e betabloqueadores, mas a etiologia da IC e sua intensidade parecem influenciar a prescri&#231;&#227;o dessas drogas<sup>13</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, os medicamentos prescritos com maior frequ&#234;ncia foram: diur&#233;ticos (81,2%), por&#233;m a espironolactona foi indicada para 35,4% dos pacientes, IECA ou BRA (77,7%) e betabloqueadores (45,8%), enquanto os digit&#225;licos e vasodilatadores foram empregados em 30,5% e 8,3% dos pacientes, respectivamente. Esses achados mostraram-se condizentes com os resultados de diversos estudos<sup>13,14,27</sup> e com o preconizado nas diretrizes<sup>1,8,18</sup> para tratamento da IC no Brasil.</p>
    <p>O uso crescente de betabloqueadores na pr&#225;tica cl&#237;nica pode ser explicado pelos resultados ben&#233;ficos sobre a morbimortalidade em pacientes com IC est&#225;vel sintom&#225;tica de grau leve a grave, constatados por v&#225;rios estudos (MERIT-HF, CIBIS-II, COPERNICUS)<sup>28</sup>.</p>
    <p>A prescri&#231;&#227;o de digit&#225;licos em menor propor&#231;&#227;o foi um achado curioso neste estudo, visto que a etiologia isqu&#234;mica foi menos frequente em nossa amostra. Segundo os estudos de Barretto e cols.<sup>13</sup> e Benerjee e Campbell<sup>29</sup>, os digit&#225;licos s&#227;o menos indicados para portadores desse tipo de cardiomiopatia devido a evid&#234;ncias de que esses medicamentos podem n&#227;o ser ben&#233;ficos em pacientes com isquemia mioc&#225;rdica.</p>
    <p>A an&#225;lise do tratamento dos pacientes por etiologia da IC n&#227;o detectou diferen&#231;as significativas na indica&#231;&#227;o de diur&#233;ticos (entre esses, a espironolactona), IECA ou BRA, betabloqueadores e digit&#225;licos.</p>
    <p>Apesar da n&#227;o signific&#226;ncia, o uso de betabloqueadores foi indicado em 55,9% dos pacientes chag&#225;sicos, diferindo do estudo de Braga e cols.<sup>14</sup>, no qual esses medicamentos foram utilizados com menor frequ&#234;ncia, principalmente em doses moderadas a altas, devido aos menores n&#237;veis de press&#227;o arterial sist&#243;lica e frequ&#234;ncia card&#237;aca, observados nos pacientes com cardiomiopatia chag&#225;sica.</p>
    <p>Na amostra presente, constatou-se, na an&#225;lise das doses, que os betabloqueadores foram prescritos em doses moderadas a altas apenas para 10,2% dos pacientes. Um estudo randomizado com carvedilol em chag&#225;sicos (2004) verificou boa tolerabilidade, melhora funcional e ganho significativo da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o. Recomendou-se, ent&#227;o, para esse grupo, o referido medicamento em doses otimizadas<sup>30</sup>.</p>
    <p>Os IECA e diur&#233;ticos (entre eles a espironolactona) foram prescritos com maior frequ&#234;ncia em todas as etiologias, em concord&#226;ncia com as evid&#234;ncias de que a administra&#231;&#227;o associada desses medicamentos promove redu&#231;&#227;o da mortalidade e da hospitaliza&#231;&#227;o nos pacientes com IC, al&#233;m de propiciarem al&#237;vio significativo dos sintomas congestivos perif&#233;ricos e sist&#234;micos. Os BRA foram indicados para 20,8% dos pacientes, nos casos de intoler&#226;ncia aos IECA, sendo tosse constante a principal queixa.</p>
    <p>O achado de prescri&#231;&#227;o dos IECA com maior frequ&#234;ncia coincide com o estudo de Barretto e cols.<sup>14</sup>, no qual a maioria dos pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular de diferentes etiologias (isqu&#234;mica, cardiomiopatia dilatada, doen&#231;a de Chagas e cardiomiopatia hipertensiva) foi tratada com esse tipo de medicamento (87%).</p>
    <p>Os vasodilatadores, quando analisados no total, foram os medicamentos indicados em menor propor&#231;&#227;o (8,3%). Dos estudos randomizados realizados sobre IC e efic&#225;cia de vasodilatadores (<italic>V</italic>-HeFTI, <italic>V</italic>-HeFTII, FIRST, PROFILE)<sup>28</sup>, apenas o estudo<italic> V</italic>-HeFTI demonstrou redu&#231;&#227;o da mortalidade; por isso, sua indica&#231;&#227;o na IC n&#227;o tem grandes benef&#237;cios.</p>
    <p>No entanto, na an&#225;lise por etiologia do presente estudo, a &#250;nica classe de medicamento que apresentou signific&#226;ncia entre os grupos (p &lt; 0,001) foi a dos vasodilatadores. Tais medicamentos foram empregados com maior frequ&#234;ncia nas cardiomiopatias isqu&#234;mica (35,3%) e hipertensiva (9,4%) devido aos benef&#237;cios descritos por estudos (redu&#231;&#227;o da angina e controle da press&#227;o arterial)<sup>28</sup>.</p>
    <p>Conclui-se que a cardiomiopatia chag&#225;sica foi a principal causa de IC nos pacientes atendidos em um hospital terci&#225;rio de Goi&#226;nia; os fatores de risco mais comuns foram a HAS, a anemia, a DAC, as dislipidemias e o diabete melito.</p>
    <p>A m&#233;dia de idade dos pacientes foi menor no grupo da cardiomiopatia dilatada. O sexo masculino foi mais prevalente em quase todos os grupos, exceto na cardiomiopatia hipertensiva. No exame f&#237;sico, n&#227;o foram constatadas diferen&#231;as importantes entre as v&#225;rias causas de IC, exceto para os chag&#225;sicos, que apresentaram menor frequ&#234;ncia card&#237;aca, e para os hipertensos, que apresentaram n&#237;veis mais elevados de press&#227;o arterial sist&#243;lica. Quanto ao tratamento empregado, predominou a prescri&#231;&#227;o de diur&#233;ticos, IECA ou BRA e betabloqueadores, seguida pelos digit&#225;licos e vasodilatadores.</p>
    <p>Os resultados desse estudo podem auxiliar na elabora&#231;&#227;o de pol&#237;ticas de preven&#231;&#227;o da IC, tendo em vista reduzir sua incid&#234;ncia, e na condu&#231;&#227;o dos casos diagnosticados, possibilitando melhor tratamento e aten&#231;&#227;o aos grupos com maior risco, como os de cardiomiopatia hipertensiva e isqu&#234;mica, com o intuito de diminuir o n&#250;mero de interna&#231;&#245;es, cirurgias, mortalidade e, de maneira geral, os gastos com essa s&#237;ndrome. </p>
    <p>Destaca-se a necessidade de estudos populacionais visando a confirmar os achados de preval&#234;ncia encontrados e os ensaios cl&#237;nicos randomizados para testar se as op&#231;&#245;es terap&#234;uticas utilizadas em IC, como um todo, aplicam-se aos portadores de cardiomiopatia hipertensiva e chag&#225;sica.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Patr&#237;cia Resende Nogueira pela Universidade Federal de Goi&#225;s.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
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    <p>
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        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Patr&#237;cia Resende Nogueira </p>
        <p> Rua Almirante Barroso, Quadra 09, Lote 09 - Jardim da Luz </p>
        <p> 74.850-330 - Goi&#226;nia, GO - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="prnogueirafisio@gmail.com">prnogueirafisio@gmail.com</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="prnogueira_fisio@hotmail.com">prnogueira_fisio@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 10/11/09; revisado recebido em 12/02/10; aceito em 27/10/10.</p>
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          <article-title>Aspectos terap&#234;uticos peculiares para o tratamento medicamentoso da ICC de causa hipertensiva: li&#231;&#245;es extra&#237;veis dos grandes estudos recentes</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Perfil epidemiol&#243;gico, cl&#237;nico y terap&#233;utico de la insuficiencia card&#237;aca en hospital terciario</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La insuficiencia cardiaca es un s&#237;ndrome complejo con m&#250;ltiples factores de riesgo involucrados en su g&#233;nesis, lo que vuelve dif&#237;cil la prevenci&#243;n y el manejo. OBJETIVO: Identificar las principales etiolog&#237;as y los factores de riesgos en la insuficiencia card&#237;aca; comparar las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y demogr&#225;ficas de los pacientes conforme la etiolog&#237;a; analizar si el tratamiento utilizado est&#225; de acuerdo al preconizado por las directrices brasile&#241;as. M&#201;TODOS: Estudio retrospectivo, descriptivo y observacional llevado a cabo en el Hospital de las Cl&#237;nicas de la Universidad Federal de Goi&#225;s. Los pacientes se reunieron en cuatro grupos, conforme etiolog&#237;a, para la comparaci&#243;n: cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica, cardiomiopat&#237;a hipertensiva, cardiomiopat&#237;a dilatada y otras; cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica. Las pruebas del chi-cuadrado y Exacta de Fisher, ANOVA y de Kruskal-Wallis se utilizaron en el an&#225;lisis de los grupos y de las formas de tratamiento. RESULTADOS: Se analizaron 144 prontuarios de pacientes, con promedio de edad 61 &#177; 15 a&#241;os, siendo un 54,2% del sexo masculino. La cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica se destac&#243; como principal etiolog&#237;a (41%). Hipertensi&#243;n arterial (48,6%), anemia (22,9%), enfermedad coronaria (19,4%), dislipidemia (17,3%) y diabetes (16,6%) fueron los principales factores de riesgos. Los hipertensivos presentaron prevalencia mayor del sexo femenino (p=0,044) y una mayor frecuencia de estertores pulmonares (p&lt;0,01). La frecuencia card&#237;aca fue menor en los chag&#225;sicos (p&lt;0,001). Los medicamentos prescritos fueron diur&#233;ticos (81,2%), inhibidores de la enzima convertidora de la angiotensina o betabloqueantes de los receptores de la angiotensina (77,7%), betabloqueantes (45,8%), espironolactona (35,4%), digit&#225;licos (30,5%), vasodilatadores (8,3%). CONCLUSI&#211;N: La cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica fue la principal causa de insuficiencia cardiaca. No se observ&#243; muchas diferencias cl&#237;nicas entre pacientes de los cuatro grupos etiol&#243;gicos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>Insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>perfil epidemiol&#243;gico</kwd>
        <kwd>hospitalizaci&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
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      <p>
        <bold>Perfil epidemiol&#243;gico, cl&#237;nico y terap&#233;utico de la insuficiencia card&#237;aca en hospital terciario</bold>
      </p>
      <p>
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      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La insuficiencia cardiaca es un s&#237;ndrome complejo con m&#250;ltiples factores de riesgo involucrados en su g&#233;nesis, lo que vuelve dif&#237;cil la prevenci&#243;n y el manejo.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Identificar las principales etiolog&#237;as y los factores de riesgos en la insuficiencia card&#237;aca; comparar las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y demogr&#225;ficas de los pacientes conforme la etiolog&#237;a; analizar si el tratamiento utilizado est&#225; de acuerdo al preconizado por las directrices brasile&#241;as.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudio retrospectivo, descriptivo y observacional llevado a cabo en el Hospital de las Cl&#237;nicas de la Universidad Federal de Goi&#225;s. Los pacientes se reunieron en cuatro grupos, conforme etiolog&#237;a, para la comparaci&#243;n: cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica, cardiomiopat&#237;a hipertensiva, cardiomiopat&#237;a dilatada y otras; cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica. Las pruebas del chi-cuadrado y Exacta de Fisher, ANOVA y de Kruskal-Wallis se utilizaron en el an&#225;lisis de los grupos y de las formas de tratamiento.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> Se analizaron 144 prontuarios de pacientes, con promedio de edad 61 &#177; 15 a&#241;os, siendo un 54,2% del sexo masculino. La cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica se destac&#243; como principal etiolog&#237;a (41%). Hipertensi&#243;n arterial (48,6%), anemia (22,9%), enfermedad coronaria (19,4%), dislipidemia (17,3%) y diabetes (16,6%) fueron los principales factores de riesgos. Los hipertensivos presentaron prevalencia mayor del sexo femenino (p=0,044) y una mayor frecuencia de estertores pulmonares (p&lt;0,01). La frecuencia card&#237;aca fue menor en los chag&#225;sicos (p&lt;0,001). Los medicamentos prescritos fueron diur&#233;ticos (81,2%), inhibidores de la enzima convertidora de la angiotensina o betabloqueantes de los receptores de la angiotensina (77,7%), betabloqueantes (45,8%), espironolactona (35,4%), digit&#225;licos (30,5%), vasodilatadores (8,3%).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica fue la principal causa de insuficiencia cardiaca. No se observ&#243; muchas diferencias cl&#237;nicas entre pacientes de los cuatro grupos etiol&#243;gicos.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Insuficiencia card&#237;aca/epidemiologia/terapia, perfil epidemiol&#243;gico, hospitalizaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La insuficiencia card&#237;aca (IC) se puede definir como un s&#237;ndrome complejo caracterizado por falla del coraz&#243;n e incapacidad de &#233;ste de propiciar el abastecimiento adecuado de sangre para atender a las necesidades metab&#243;licas de los tejidos en la presencia de presiones de llenado normales o hacerlo solamente con presiones de llenado elevadas<sup>1-5</sup>. Ella consiste en la v&#237;a final com&#250;n de variadas enfermedades, como hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, diabetes y coronariopat&#237;as<sup>1,6</sup>.</p>
      <p>Estudios de prevalencia estiman que 23 millones de personas en el mundo tienen IC y que dos millones de casos nuevos son diagnosticados anualmente. El aumento en la incidencia de IC est&#225; relacionado a los avances terap&#233;uticos en el tratamiento del infarto agudo de miocardio, de la hipertensi&#243;n arterial e incluso de la IC, lo que ocasiona mayor sobrevida y, consecuentemente, aumento de la prevalencia e de internaciones hospitalarias por este s&#237;ndrome, generando altos costos para pa&#237;ses cuya poblaci&#243;n adulta mayor es creciente. Por esto, la IC es reconocida en la actualidad como un importante problema de salud p&#250;blica<sup>1,6,7</sup>.</p>
      <p>Seg&#250;n datos del DATASUS, hay en Brasil cerca de dos millones de pacientes con IC, siendo diagnosticados 240 mil casos al a&#241;o. Las proyecciones indican que, en 2025, Brasil tendr&#225; la sexta mayor poblaci&#243;n de adultos mayores, aproximadamente, 30 millones de personas (el 15% de la poblaci&#243;n total)<sup>8</sup>. Esto debe resultar en la multiplicaci&#243;n de los casos de IC y de los gastos con este s&#237;ndrome<sup>9</sup>.</p>
      <p>M&#250;ltiples factores de riesgos est&#225;n presentes simult&#225;neamente y preceden el surgimiento de la IC, lo que vuelve dif&#237;cil seleccionar la causa b&#225;sica y definir acciones espec&#237;ficas de planificaci&#243;n de salud, de modo a reducir su incidencia<sup>7,10</sup>. A pesar del reconocimiento creciente sobre la importancia que la IC viene adquiriendo, en nuestro medio, hay carencia de datos epidemiol&#243;gicos, cl&#237;nicos y terap&#233;uticos sobre la enfermedad, lo que dificulta la definici&#243;n de prioridades para la elaboraci&#243;n de estrategias preventivas.</p>
      <p>Los objetivos de este trabajo fueron identificar la etiolog&#237;a y los factores de riesgos m&#225;s frecuentes asociados a la IC en los pacientes atendidos en un ambulatorio de referencia en el Estado de Goi&#225;s; comparar las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y demogr&#225;ficas de los pacientes conforme los principales grupos etiol&#243;gicos identificados; analizar si el tratamiento utilizado se encuentra de acuerdo con lo establecido por directrices para el manejo de la IC en Brasil.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Tipo de estudio y local de la investigaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio retrospectivo, descriptivo y observacional de pacientes con IC atendidos en el per&#237;odo de janeiro a diciembre de 2008 en el Ambulatorio de insuficiencia Cardiaca Congestiva (ICC) del Hospital de Cl&#237;nicas de la Universidad Federal de Goi&#225;s (UFG).</p>
      <p>El Hospital de Cl&#237;nicas est&#225; reglamentado por el Sistema &#218;nico de Salud (SUS), integra la relaci&#243;n de los servicios p&#250;blicos del Estado de Goi&#225;s con caracter&#237;sticas de atenci&#243;n terciario a la salud y recibe, en lo que toca a los cuidados en IC, a pacientes de todo el estado y de regiones circunvecinas.</p>
      <p>
        <bold>Criterios de inclusi&#243;n y exclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los criterios de inclusi&#243;n fueron: presentar diagn&#243;stico de insuficiencia cardiaca en cualquier clase funcional; pacientes de ambos sexos y sin l&#237;mite de edad; haber pasado, como m&#237;nimo, una consulta en el ambulatorio de cardiolog&#237;a en el a&#241;o de 2008. Los criterios de exclusi&#243;n definidos fueron: prontuarios incompletos, con m&#225;s de tres variables ausentes; prontuarios de pacientes que murieron en 2008; prontuarios de pacientes con diagn&#243;stico a aclarar; pacientes residentes fuera del Estado de Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>Procedimientos y recolecci&#243;n de los datos</bold>
      </p>
      <p>La selecci&#243;n de los prontuarios se llev&#243; a cabo mediante consulta al agendamiento de los pacientes para el ambulatorio de IC, siendo incluidos, inicialmente, 215 prontuarios de pacientes que se atendieron en el servicio en 2008. Acto seguido, los prontuarios se solicitaron al Servicio de Archivo M&#233;dico y Informaciones en Salud (SAMIS). Desde el total de 215, 71 se excluyeron por diversos motivos (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figura 1</xref>), pero la muestra final fue de 144 prontuarios seleccionados por conveniencia.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>La recolecci&#243;n de los datos se hizo por medio de una ficha que conten&#237;a informaciones sobre: edad del paciente, procedencia, diagn&#243;stico principal, factores de riesgo asociados, evaluaci&#243;n subjetiva de disnea y clase funcional, datos del examen f&#237;sico (frecuencia card&#237;aca, presi&#243;n arterial sist&#243;lica, presi&#243;n arterial diast&#243;lica, presencia o no de estertores pulmonares, 3&#186; ruido, edema, turgencia de la yugular), ex&#225;menes complementarios (hemograma y ecocardiograma) y medicaciones prescriptos.</p>
      <p>Las etiolog&#237;as de la IC se reunieron en cuatro grandes grupos para fines de an&#225;lisis: 1) cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica, 2) cardiomiopat&#237;a hipertensiva, 3) cardiomiopat&#237;a dilatada y otras, 4) cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica. Como cardiomiopat&#237;a dilatada, se incluyeron los siguientes diagn&#243;sticos: cardiopat&#237;a cong&#233;nita, cardiomiopat&#237;a dilatada periparto, cardiomiopat&#237;a alcoh&#243;lica, cardiomiopat&#237;a dilatada idiop&#225;tica, cardiomiopat&#237;a hipertr&#243;fica, cardiomiopat&#237;a restrictiva y cardiomiopat&#237;a reum&#225;tica.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la terap&#233;utica empleada en el tratamiento a la IC, se evalu&#243; la administraci&#243;n de inhibidores de la enzima convertidora de la angiotensina o bloqueantes de los receptores de la angiotensina, digit&#225;licos, diur&#233;ticos, espironolactona, betabloqueantes y vasodilatadores.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>El an&#225;lisis estad&#237;stico descriptivo de los datos se proces&#243; por el <italic>software</italic> SPSS (<italic>Statistical Package for Social Sciences</italic>) para Windows, versi&#243;n 16.0, consider&#225;ndose un nivel de significancia del 5% (a=0,05). Se llev&#243; a cabo an&#225;lisis bivariado para comparar las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y cl&#237;nicas de los pacientes y las formas de tratamiento de acuerdo con la etiolog&#237;a principal de la IC. La prueba del chi-cuadrado (&#967;<sup>2</sup>) y la prueba Exacta de Fisher se emplearon en la comparaci&#243;n de proporciones, conforme el n&#250;mero de casos. Para las variables cuantitativas, se utilizaron los an&#225;lisis de varianza (ANOVA) <italic>one-way</italic>, seguida por la posprueba de Tukey, y la Prueba de Kruskal-Wallis, seguido de la por prueba de Dunn, considerando la normalidad de la distribuci&#243;n de los datos verificada por la prueba de Kolmogorov-Smirnov.</p>
      <p>Los prontuarios con hasta tres datos ausentes mantenidos en el estudio se desconsideraron en el an&#225;lisis bivariado, el que implic&#243; las cuestiones cuyas respuestas estaban omisas. Al dividir los pacientes en las cuatro categor&#237;as, conforme la etiolog&#237;a principal de la IC, se verific&#243; que los datos ausentes se distribuy&#243; entre estas categor&#237;as y no presentaron diferencia en el an&#225;lisis bivariado que justificaran la exclusi&#243;n de los prontuarios de la muestra final.</p>
      <p>
        <bold>Aspectos &#233;ticos</bold>
      </p>
      <p>El proyecto fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n Humana y Animal del Hospital de Cl&#237;nicas de UFG, protocolo n&#250;mero 039/2009, y no hubo fuentes externas de financiamiento.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El promedio de edad de la muestra estudiada fue de 61 &#177; 15 a&#241;os, variando de 13 a 87 a&#241;os, siendo un 54,2% del sexo masculino. La etiolog&#237;a m&#225;s frecuente fue la cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica, que correspondi&#243; a 59 casos (41%), seguida por cardiomiopat&#237;a dilatada idiop&#225;tica y otras (36 - 25%), cardiomiopat&#237;a hipertensiva (32 - 22,2%) y cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica (17 - 11,8%).</p>
      <p>Los factores de riesgo m&#225;s frecuentes asociados al aparecimiento de la IC fueron la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (48,6%), la anemia (22,9%), la enfermedad arterial coronaria (19,4%), las dislipidemias (17,3%) y las <italic>diabetes mellitus</italic> (16,6%) (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_16t02-body2">Tabla 2</xref> muestra las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y cl&#237;nicas de los pacientes de acuerdo con la etiolog&#237;a principal de la IC. Cuando se comparan estas caracter&#237;sticas, se observa que no hubo diferencias en el promedio con relaci&#243;n a la fracci&#243;n de eyecci&#243;n, clase funcional (NYHA), presi&#243;n arterial diast&#243;lica, 3&#186; ruido, edema, turgencia de la yugular y anemia. Los pacientes con cardiomiopat&#237;a dilatada y otras presentaron promedio de edad (50,5 &#177; 18,3) inferior a los de las dem&#225;s categor&#237;as (p&lt;0,001). El sexo femenino present&#243; prevalencia mayor de IC por cardiomiopat&#237;a hipertensiva (p=0,044), mientras que en las otras tres categor&#237;as, se verific&#243; prevalencia mayor en el sexo masculino. La presi&#243;n arterial sist&#243;lica se present&#243; en niveles m&#225;s elevados en la cardiomiopat&#237;a hipertensiva (p=0,001), y la presencia de estertores pulmonares fue m&#225;s frecuente en esta etiolog&#237;a (p=0,01).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_16t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Con relaci&#243;n a la terap&#233;utica, los medicamentos prescritos con mayor frecuencia fueron: diur&#233;ticos (81,2%), pero la espironolactona se indic&#243; para un 35,4% de los pacientes; IECA o BRA (77,7%) y betabloqueantes (45,8%). Los digit&#225;licos y vasodilatadores se emplearon en un 30,5% y un 8,3% de los pacientes, respectivamente. La <xref ref-type="table" rid="t3-body2">Tabla 3</xref> describe las formas de tratamiento utilizadas en la IC, considerando la muestra global (n=144).</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El an&#225;lisis de la distribuci&#243;n de las formas de tratamiento de acuerdo con la etiolog&#237;a principal de la IC detect&#243; diferencias solamente en la indicaci&#243;n de vasodilatadores (p&lt;0,001), mientras que para las dem&#225;s clases de medicamentos (diur&#233;ticos, IECA o BRA, betabloqueantes y digit&#225;licos) eso no se observ&#243; (<xref ref-type="table" rid="es_16t04-body2">Tabla 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_16t04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La incidencia de la IC y el n&#250;mero de ingresos hospitalarios en el SUS por descompensaciones de este s&#237;ndrome tienen aumentado en los &#250;ltimos a&#241;os y hacen con que esta incidencia se reconozca actualmente como un importante problema de salud p&#250;blica en Brasil.</p>
      <p>Estudios sobre el perfil epidemiol&#243;gico, cl&#237;nico y terap&#233;utico del paciente con IC son escasos en el Estado de Goi&#225;s, lo que dificulta la elaboraci&#243;n de pol&#237;ticas de prevenci&#243;n, control y manejo de este s&#237;ndrome. Su impacto social y econ&#243;mico gener&#243; la necesidad de conocer, con mayor profundidad, el perfil de estos pacientes.</p>
      <p>Seg&#250;n Framingham<sup>11</sup>, la edad m&#225;s predisponente al aparecimiento de la IC es superior a 60 a&#241;os. En el presente estudio, se verific&#243; que el promedio de la edad de la muestra fue de 61 &#177; 15 a&#241;os, variando de 13 a 87 a&#241;os, lo que coincidi&#243; con los hallazgos de Framingham. En cuanto a la distribuci&#243;n por sexo, se observ&#243; que un 54,2% de los pacientes eran del sexo masculino, dato similar a lo de los estudios de Rassi et al<sup>12</sup> y Barretto et al<sup>7,13</sup>.</p>
      <p>La etiolog&#237;a m&#225;s frecuente fue la cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica (41%), lo que se puede explicar por el hecho de la religi&#243;n centro-oeste considerarse una de las &#225;reas end&#233;micas de la enfermedad en Brasil<sup>10,14</sup>. Aunque la Organizaci&#243;n Mundial de Salud (OMS) haya certificado la erradicaci&#243;n de la transmisi&#243;n vectorial en nuestro pa&#237;s, se encuentran todav&#237;a peque&#241;os focos end&#233;micos en territorio brasile&#241;o, resultante del intenso proceso migratorio de &#225;reas rurales para urbanas en las &#250;ltimas d&#233;cadas. Resultado similar fue encontrado por Braga et al<sup>14</sup> en un estudio que busc&#243; describir las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y terap&#233;uticas de la IC por enfermedad de Chagas.</p>
      <p>La cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica fue la etiolog&#237;a menos frecuente (17 - 11,8%), en contraste con otros estudios<sup>7,12,14,15</sup> que la identificaron como causa principal de IC entre los pacientes. El estudio de Rassi et al<sup>12</sup> que evalu&#243; la sobrevida y los factores pron&#243;sticos en la IC sist&#243;lica, realizado en Goi&#225;s, observ&#243; una frecuencia mayor de cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica, seguida de la cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica. Este hallazgo se puede explicar por el hecho de estos estudios haber sido realizados en poblaciones diferentes. Mientras que el presente estudio analiz&#243; a pacientes con diagn&#243;stico no reciente de IC, el de Rassi et al<sup>12</sup> observ&#243; a pacientes con IC sist&#243;lica de inicio reciente de los s&#237;ntomas.</p>
      <p>El an&#225;lisis de los factores de riesgo demostr&#243; prevalencia importante de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (48,6%), anemia (22,9%), enfermedad arterial coronaria (19,4%), dislipidemias (17,3%) y <italic>diabetes mellitus</italic> (16,6%), resultados que corroboran los hallazgos de Lessa<sup>10</sup>, Firmida y Mesquita<sup>16</sup>, cuya conclusi&#243;n es la presencia de una variedad de combinaciones de enfermedad isqu&#233;mica e hipertensi&#243;n u otras alteraciones concomitantes en pacientes con IC.</p>
      <p>Datos del estudio de Framingham ya hab&#237;an revelado que la HAS y la EAC son los dos principales factores de riesgo para el desarrollo de la IC. A pesar de la alta prevalencia de HAS (48,6%) y EAC (19,4%) en nuestra muestra, la enfermedad de Chagas se se&#241;al&#243; todav&#237;a como causa principal de la IC.</p>
      <p>Un hallazgo relevante encontrado en nuestra casu&#237;stica por el impacto sobre el pron&#243;stico del paciente con IC fue la prevalencia de anemia (22,9%). Los estudios de Rassi et al<sup>12</sup> y de Bacal y Freitas J&#250;nior<sup>17</sup> identificaron la anemia como predictor de malo pron&#243;stico, a largo plazo, en pacientes con IC severa que necesitan, por tanto, de atenci&#243;n especial, una vez que la correcci&#243;n estar&#237;a asociada a la mejora cl&#237;nica y hemodin&#225;mica de estos pacientes.</p>
      <p>En cuanto a la dislipidemia, Bocchi et al<sup>18</sup> la se&#241;alan como factor de riesgo en la aparici&#243;n de la IC; debe, por tanto, controlarse en el intuito de evitar aumento de la incidencia.</p>
      <p>El estudio de Latado et al<sup>15</sup> encontr&#243; prevalencia de un 37,5% de <italic>diabetes mellitus</italic> (DM) en los pacientes con IC y asociaci&#243;n positiva con la etiolog&#237;a isqu&#233;mica. Al analizar este estudio, observamos que la prevalencia de DM (16,6%) fue lo menos expresiva, lo que puede explicar la menor ocurrencia de cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica<sup>19</sup>.</p>
      <p>Fibrilaci&#243;n atrial (14,5%), nefropat&#237;a cr&#243;nica (9,0%) y valvulopat&#237;as (8,3%) tambi&#233;n se se&#241;alaron como factores de riesgo para IC en el presente estudio, aunque en niveles menores. Con relaci&#243;n a la fibrilaci&#243;n atrial (11,96%) y a la insuficiencia renal (9,08%), resultados similares fueron encontrados por Barreto et al<sup>7</sup>, que observaron que dichas condiciones contribuyeron a una mayor necesidad de internaci&#243;n y aumento de la mortalidad en pacientes adultos mayores con IC<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>La existencia de valvulopat&#237;as en solamente un 8,3% de la muestra se puede explicar por su identificaci&#243;n precoz que posibilita correcci&#243;n quir&#250;rgica y la consecuente no progresi&#243;n de la enfermedad.</p>
      <p>El an&#225;lisis de las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y cl&#237;nicas de los pacientes de acuerdo con la etiolog&#237;a principal de la IC demostr&#243; que hubo diferencia en la edad entre los grupos (p&lt;0,001), siendo el promedio de edad menor en el grupo de la cardiomiopat&#237;a dilatada, visto que las causas de este tipo de IC afecta a m&#225;s individuos en el grupo de edad intermediaria de 20 a 60 a&#241;os<sup>7</sup>. Ya la cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica, la hipertensiva y la isqu&#233;mica tienden a aparecer con la progresi&#243;n de la enfermedad de base, que se produce en una edad m&#225;s avanzada. Este hecho se debe tambi&#233;n a la mejora del tratamiento de estas enfermedades en las &#250;ltimas d&#233;cadas.</p>
      <p>En el presente estudio, la prevalencia de la IC fue mayor en el sexo masculino para las etiolog&#237;as chag&#225;sica, isqu&#233;mica y dilatada, distingui&#233;ndose solamente en la etiolog&#237;a hipertensiva. Este hallazgo coincide con el de Levy et al<sup>22</sup>, que, al investigar la asociaci&#243;n de la IC con la hipertensi&#243;n, concluyeron que esta fue m&#225;s frecuente en el sexo femenino y est&#225; asociada a un riesgo para el desarrollo de IC, dos veces mayor en el grupo masculino y tres veces mayor en el femenino. La predominancia de la IC con el avance de la edad en las mujeres fue evidenciada por varios estudios<sup>23-25</sup> y probablemente est&#225; relacionada a la p&#233;rdida del efecto protector cardiovascular tras la menopausia.</p>
      <p>En la cardiomiopat&#237;a hipertensiva, los &#237;ndices de presi&#243;n arterial sist&#243;lica fueron mayores que en los dem&#225;s grupos (p=0,001) debido a la fisiopatolog&#237;a propia de esta etiolog&#237;a. Al compararse la frecuencia card&#237;aca (FC), se observ&#243; que los pacientes chag&#225;sicos presentaron menores valores de frecuencia que los de etiolog&#237;a hipertensiva y dilatada (p&lt;0,001), probablemente debido a la disfunci&#243;n sinusal, m&#225;s com&#250;n en este grupo. Los pacientes con cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica no se mostraron diferentes de los tres grupos.</p>
      <p>El an&#225;lisis de los grupos revel&#243; diferencias en cuanto a la presencia de estertores pulmonares a ausculta (p&lt;0,01), sin embargo, en los de etiolog&#237;a hipertensiva, la congesti&#243;n pulmonar fue m&#225;s frecuente (15,6%) que en los pacientes con cardiomiopat&#237;a dilatada (5,9%), en los chag&#225;sicos (1,7%) y isqu&#233;micos, probablemente, debido a la mayor disfunci&#243;n diast&#243;lica.</p>
      <p>Es importante citar, con relaci&#243;n a la presencia de edema y turgencia de la yugular, que, en un 4,9% y un 35,4% de los prontuarios estudiados, respectivamente, estos datos estaban omisos. Un estudio realizado por Rassi et al<sup>12</sup> demostraron que la turgencia de la yugular se encuentra asociada al aumento de la mortalidad cardiovascular, sin que sea, de esta manera, un dato despreciado en el examen f&#237;sico.</p>
      <p>En el 6,9% de los prontuarios, no hab&#237;a hemograma reciente que pudiera informar acerca de la presencia de anemia, lo que puede explicarse por la falta de iniciativa personal o de familia en providenciarlos debido a la demora en el retorno de la consulta.</p>
      <p>Las principales directrices para manejo de la IC<sup>1,8,19,26</sup> recomiendan, al tratamiento cl&#225;sico, el uso de diur&#233;ticos, IECA o BRA y betabloqueantes, pero la etiolog&#237;a de la IC y su intensidad parecen influenciar la prescripci&#243;n de estos f&#225;rmacos<sup>13</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, los medicamentos prescriptos con mayor frecuencia fueron: diur&#233;ticos (81,2%), sin embargo la espironolactona fue indicada para un 35,4% de los pacientes, IECA o BRA (77,7%) y betabloqueantes (45,8%), mientras que los digit&#225;licos y vasodilatadores se emplearon en un 30,5% y un 8,3% de los pacientes, respectivamente. Estos hallazgos estaban acordes con los resultados de diversos estudios<sup>13,14,27</sup> y con el preconizado en las directrices<sup>1,8,18</sup> para tratamiento de la IC en Brasil.</p>
      <p>El uso creciente de betabloqueantes en la pr&#225;ctica cl&#237;nica se puede explicar por los resultados ben&#233;ficos sobre la morbimortalidad en pacientes con IC estable sintom&#225;tica de grado leve a severa, constatados por varios estudios (MERIT-HF, CIBIS-II, COPERNICUS)<sup>28</sup>.</p>
      <p>La prescripci&#243;n de digit&#225;licos en menor proporci&#243;n fue un hallazgo curioso en este estudio, visto que la etiolog&#237;a isqu&#233;mica fue menos frecuente en nuestra muestra. Segundo los estudios de Barretto et al<sup>13</sup> y Benerjee y Campbell<sup>29</sup>, los digit&#225;licos son menos indicados para portadores de este tipo de cardiomiopat&#237;a debido a evidencias de que estos medicamentos pueden no ser ben&#233;ficos en pacientes con isquemia mioc&#225;rdica.</p>
      <p>El an&#225;lisis del tratamiento de los pacientes por etiolog&#237;a de la IC no detect&#243; diferencias significativas en la indicaci&#243;n de diur&#233;ticos (entre estos, la espironolactona), IECA o BRA, betabloqueantes y digit&#225;licos.</p>
      <p>A pesar de la no significancia, el uso de betabloqueantes fue indicado en un 55,9% de los pacientes chag&#225;sicos, lo que se distingui&#243; del estudio de Braga et al<sup>14</sup>, en el que estos medicamentos se utilizaron con menor frecuencia, principalmente en dosis moderadas a altas, debido a los menores niveles de presi&#243;n arterial sist&#243;lica y frecuencia card&#237;aca, observados en los pacientes con cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica.</p>
      <p>En la muestra presente, se constat&#243;, en el an&#225;lisis de las dosis, que los betabloqueantes se prescribieron en dosis moderadas a altas solamente para un 10,2% de los pacientes. Un estudio randomizado con carvedilol en chag&#225;sicos (2004) verific&#243; una buena tolerabilidad, mejora funcional y ganancia significativa de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n. As&#237; que se recomend&#243; para este grupo, el referido medicamento en dosis optimizadas<sup>30</sup>.</p>
      <p>Los IECA y diur&#233;ticos (entre ellos la espironolactona) se prescribieron con mayor frecuencia en todas las etiolog&#237;as, en concordancia con las evidencias de que la administraci&#243;n asociada de estos medicamentos promueve la reducci&#243;n de la mortalidad y de la hospitalizaci&#243;n en los pacientes con IC, adem&#225;s de propiciar alivio significativo de los s&#237;ntomas congestivos perif&#233;ricos y sist&#233;micos. Los BRA se indicaron hacia un 20,8% de los pacientes, en los casos de intolerancia a los IECA, siendo tos constante la principal queja.</p>
      <p>El hallazgo de prescripci&#243;n de los IECA con mayor frecuencia coincide con el estudio de Barretto et al<sup>14</sup>, en el que la mayor&#237;a de los pacientes con disfunci&#243;n ventricular de diferentes etiolog&#237;as (isqu&#233;mica, cardiomiopat&#237;a dilatada, enfermedad de Chagas y cardiomiopat&#237;a hipertensiva) se trat&#243; con este tipo de medicamento (87%).</p>
      <p>Los vasodilatadores, cuando analizados en el total, fueron los medicamentos indicados en menor proporci&#243;n (8,3%). De los estudios randomizados realizados sobre IC y eficacia de vasodilatadores (<italic>V</italic>-HeFTI, <italic>V</italic>-HeFTII, FIRST, PROFILE)<sup>28</sup>, solamente el estudio <italic>V</italic>-HeFTI demostr&#243; reducci&#243;n de la mortalidad; por esto, su indicaci&#243;n en la IC no tiene grandes beneficios.</p>
      <p>Sin embargo, en el an&#225;lisis por etiolog&#237;a del presente estudio, la &#250;nica clase de medicamento que present&#243; significancia entre los grupos (p&lt;0,001) fue la de los vasodilatadores. Dichos medicamentos se emplearon con mayor frecuencia en las cardiomiopat&#237;as isqu&#233;mica (35,3%) e hipertensiva (9,4%) debido a los beneficios descriptos por estudios (reducci&#243;n de la angina y control de la presi&#243;n arterial)<sup>28</sup>.</p>
      <p>Se concluye que la cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica fue la principal causa de IC en los pacientes atendidos en un hospital terciario de Goi&#226;nia; los factores de riesgo m&#225;s comunes fueron la HAS, la anemia, la EAC, las dislipidemias y los <italic>diabetes mellitus</italic>.</p>
      <p>El promedio de edad de los pacientes fue menor en el grupo de la cardiomiopat&#237;a dilatada. El sexo masculino fue m&#225;s prevalente en casi todos los grupos, a excepci&#243;n de la cardiomiopat&#237;a hipertensiva. En el examen f&#237;sico, no se constataron diferencias importantes entre las varias causas de IC, a excepci&#243;n de los chag&#225;sicos, que presentaron menor frecuencia card&#237;aca, y de los hipertensos, que presentaron niveles m&#225;s elevados de presi&#243;n arterial sist&#243;lica. En cuanto al tratamiento empleado, predomin&#243; la prescripci&#243;n de diur&#233;ticos, IECA o BRA y betabloqueantes, seguida por los Digit&#225;licos y vasodilatadores.</p>
      <p>Los resultados de este estudio pueden auxiliar en la elaboraci&#243;n de pol&#237;ticas de prevenci&#243;n de la IC, teniendo en cuenta la reducci&#243;n de su incidencia, y en la conducci&#243;n de los casos diagnosticados, al posibilitar el mejor tratamiento y la atenci&#243;n a los grupos con mayor riesgo, como los de cardiomiopat&#237;a hipertensiva y isqu&#233;mica, con la intenci&#243;n de disminuir el n&#250;mero de internaciones, cirug&#237;as, mortalidad y, de manera general, los gastos con este s&#237;ndrome.</p>
      <p>Se destaca la necesidad de estudios poblacionales con la intenci&#243;n de confirmar los hallazgos de prevalencia encontrados y los ensayos cl&#237;nicos randomizados para probar si las opciones terap&#233;uticas utilizadas en IC, como un todo, se aplican a los portadores de cardiomiopat&#237;a hipertensiva y chag&#225;sica.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Patr&#237;cia Resende Nogueira por la Universidad Federal de Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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      <p content-type="ref-to-delete">2. American College of Sports Medicine (ACSM). Diretrizes do ACSM (American College of Sports Medicine) para os testes de esfor&#231;o e sua prescri&#231;&#227;o. 6&#170; ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan; 2003. </p>
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      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p> Patr&#237;cia Resende Nogueira</p>
          <p> Rua Almirante Barroso, Quadra 09, Lote 09 - Jardim da Luz</p>
          <p> 74.850-330 - Goi&#226;nia, GO - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="prnogueirafisio@gmail.com">prnogueirafisio@gmail.com</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="prnogueira_fisio@hotmail.com">prnogueira_fisio@hotmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 10/11/09; revisado recibido el 12/02/10; aceptado el 27/10/10.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Epidemiological, clinical e therapeutic profile of heart failure in a tertiary hospital</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Heart failure is a complex syndrome with multiple risk factors involved in its genesis, making its prevention and management difficult to achieve. OBJECTIVE: To identify the main etiologies and risk factors in heart failure; to compare clinical and demographic characteristics of patients according to the etiology; analyze whether the treatment is according to that recommended by the Brazilian guidelines. METHODS: Retrospective, descriptive and observational study, carried out at Hospital das Cl&#237;nicas of Universidade Federal de Goi&#225;s. The patients were divided in four groups, according to the etiology, for comparison: chagasic cardiomyopathy, hypertensive cardiomyopathy, dilated cardiomyopathy and others, ischemic cardiomyopathy. The Chi-square and Fisher's Exact tests, ANOVA and Kruskal-Wallis tests were used in the analysis of the groups and types of treatment. RESULTS: A total of 144 patients' files were analyzed; the patients' mean age was 61 &#177; 15 years and 54.2% of them were males. Chagasic cardiomyopathy was the main etiology (41%). Arterial hypertension (48.6%), anemia (22.9%), coronary disease (19.4%), dyslipidemia (17.3%) and diabetes (16.6%) were the main risk factors. There was a higher prevalence of female individuals among the hypertensive patients (p=0.044) as well as a higher frequency of pulmonary rales (p &lt; 0.01). Heart rate was lower among chagasic patients (p &lt; 0.001). The most often prescribed medications were diuretics (81.2%), angiotensin-converting enzyme inhibitors or angiotensin-receptor blockers (77.7%), beta-blockers (45.8%), spironolactone (35.4%), digitalis (30.5%) and vasodilators (8.3%). CONCLUSION: Chagasic cardiomyopathy was the main cause of heart failure. No significant clinical differences were observed among patients from the four etiologic groups.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart failure</kwd>
        <kwd>Heart failure</kwd>
        <kwd>health profile</kwd>
        <kwd>hospitalization</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLES</bold>
      </p>
      <p>Epidemiological, clinical e therapeutic profile of heart failure in a tertiary hospital</p>
      <p>
        <bold>Patr&#237;cia Resende Nogueira; Salvador Rassi; Krislainy de Sousa Corr&#234;a </bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold>Heart failure is a complex syndrome with multiple risk factors involved in its genesis, making its prevention and management difficult to achieve.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To identify the main etiologies and risk factors in heart failure; to compare clinical and demographic characteristics of patients according to the etiology; analyze whether the treatment is according to that recommended by the Brazilian guidelines.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Retrospective, descriptive and observational study, carried out at <italic>Hospital das Cl&#237;nicas</italic> of <italic>Universidade Federal de Goi&#225;s</italic>. The patients were divided in four groups, according to the etiology, for comparison: chagasic cardiomyopathy, hypertensive cardiomyopathy, dilated cardiomyopathy and others, ischemic cardiomyopathy. The Chi-square and Fisher's Exact tests, ANOVA and Kruskal-Wallis tests were used in the analysis of the groups and types of treatment.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>A total of 144 patients' files were analyzed; the patients' mean age was 61 &#177; 15 years and 54.2% of them were males. Chagasic cardiomyopathy was the main etiology (41%). Arterial hypertension (48.6%), anemia (22.9%), coronary disease (19.4%), dyslipidemia (17.3%) and diabetes (16.6%) were the main risk factors. There was a higher prevalence of female individuals among the hypertensive patients (p=0.044) as well as a higher frequency of pulmonary rales (p&lt;0.01). Heart rate was lower among chagasic patients (p&lt;0.001). The most often prescribed medications were diuretics (81.2%), angiotensin-converting enzyme inhibitors or angiotensin-receptor blockers (77.7%), beta-blockers (45.8%), spironolactone (35.4%), digitalis (30.5%) and vasodilators (8.3%).</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Chagasic cardiomyopathy was the main cause of heart failure. No significant clinical differences were observed among patients from the four etiologic groups. </p>
      <p><bold>Key words: </bold>Heart failure/epidemiology/therapy; health profile; hospitalization.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Heart failure (HF) can be defined as a complex syndrome, characterized by the failure of the heart and its incapacity to provide an adequate blood supply to cater to the metabolic needs of tissues in the presence of normal filling pressures or being capable of doing it only at high filling pressures<sup>1-5</sup>. It comprises the final common pathway of several diseases, such as systemic arterial hypertension (SAH), diabetes and coronary artery diseases (CAD)<sup>1,6</sup>. </p>
      <p>Prevalence studies have estimated that 23 million people have HF worldwide and two million new cases are diagnosed each year. The increase in the incidence of HF is related to the therapeutic advances in the treatment of acute myocardial infarction, arterial hypertension and even of HF, which results in longer survival and, consequently, an increase in HF prevalence and hospitalizations due to this syndrome, generating high costs for countries of which elderly population is on the rise. Thus, HF is currently acknowledged as an important public health problem<sup>1,6,7</sup>. </p>
      <p>According to data from the Brazilian Public Health System Database (DATASUS), there are currently around two million patients with HF in Brazil, with 240,000 new cases being diagnosed each year. Projections indicate that in 2025, Brazil will have the sixth largest elderly population, with approximately 30 million elderly individuals (15% of the total population)<sup>8</sup>. That will result in the increase of HF cases and of the costs related to this syndrome<sup>9</sup>. </p>
      <p>Multiple risk factors are simultaneously present and precede the onset of HF, which makes it difficult to select the basic cause of the disease and define specific health-planning actions in order to reduce its incidence<sup>7,10</sup>. In spite of the increasing recognition on the importance of HF in our country, epidemiological, clinical and therapeutic data on the disease are still lacking, which makes it difficult to define priorities in order to establish preventive strategies. </p>
      <p>The objectives of the present study were to identify the etiology and the most frequent risk factors associated with HF among patients treated at a reference outpatient clinic in the state of Goi&#225;s, Brazil; compare the clinical and demographic characteristics of patients according to the main etiologic groups identified in the sample; to analyze whether the treatment is according to that established by the guidelines for HF management in Brazil. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Type of study and study setting</bold>
      </p>
      <p>The present was a retrospective, descriptive and observational study of patients with HF, treated from January to December 2008 at the Congestive Heart Failure (CHF) Outpatient Clinic of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas of Universidade Federal de Goi&#225;s</italic> (UFG). The <italic>Hospital das Cl&#237;nicas</italic> is regulated by the Brazilian Public Health System (SUS), integrates the public health service system of the state of Goi&#225;s and is a tertiary hospital, treating HF patients from all over the state and adjacent areas. </p>
      <p>
        <bold>Inclusion and exclusion criteria</bold>
      </p>
      <p>The inclusion criteria were: diagnosis of HF with an functional class; patients of both sexes and at any age; patients who had at least one consultation at the Cardiology Outpatient Clinic in 2008. The exclusion criteria were defined as: incomplete medical files, with more than three missing data; files of patients who died in 2008; files of patients with unresolved diagnosis; patients from other states rather than Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>Procedures and data collection</bold>
      </p>
      <p>The selection of files was carried out according to the patients' scheduled visits to the HF outpatient clinic and, initially, 215 medical files, from patients treated in the year 2008, were included in the sample. Afterward, the files were requested at the Medical File and Health Information Service (SAMIS). Of the initial sample of 215 files, 71 were excluded due to several reasons (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>) and the final sample consisted of 144 files selected by convenience. </p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Data collection was carried out through a file that contained information on: patient's age, origin, main diagnosis, associated risk factors, subjective evaluation of dyspnea and functional class, physical examination data (heart rate, systolic blood pressure, diastolic blood pressure, presence or not of pulmonary rales, 3<sup>rd</sup> sound, edema, jugular swelling), complementary examinations (blood count and echocardiogram) and prescribed medications. </p>
      <p>The HF etiologies were grouped in four large groups for the analysis: 1) chagasic cardiomyopathy, 2) hypertensive cardiomyopathy, 3) dilated cardiomyopathy and others, and 4) ischemic cardiomyopathy. The following diagnoses were included in the dilated cardiomyopathy category: congenital cardiopathy, peripartum dilated cardiomyopathy, alcoholic cardiomyopathy, idiopathic dilated cardiomyopathy, hypertrophic cardiomyopathy, restrictive cardiomyopathy and rheumatic cardiomyopathy. </p>
      <p>Regarding the therapeutic methods employed for the treatment of HF, the administration of angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEI) or angiotensin-receptor blockers (ARB), digitalis, diuretics, spironolactone, beta-blockers and vasodilators was evaluated.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The descriptive statistical analysis of data was carried out using the SPSS (Statistical Package for Social Sciences) software for Windows, release 16.0, with a level of significance set at 5% (&#945;=0.05). A bivariate analysis was carried out to compare the demographic and clinical characteristics of the patients and the types of treatment according to the main HF etiology. The Chi-square test (&#967;<sup>2</sup>) and Fisher's Exact test were used to compare the proportions, according to the number of cases. One-way ANOVA was used for the quantitative variables, followed by Tukey's post-test and Kruskal-Wallis Test, then followed by Dunn's post-test, considering the normality of distribution of data verified through the Kolmogorov-Smirnov test.</p>
      <p>Files with up to three missing data that were maintained in the study were not considered at the bivariate analysis, which involved questions of which answers were missing. When dividing the patients in the four categories, according to the main HF etiology, it was verified that the missing data were distributed among these categories and did not present differences at the bivariate analysis that could justify the exclusion of the files from the final sample. </p>
      <p>
        <bold>Ethical aspects</bold>
      </p>
      <p>The project was approved by the Ethics Committee in Human and Animal Research of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas</italic> of UFG, protocol #039/2009 and the study had no external sources of financial support. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The mean age of the sample was 61 &#177; 15 years, ranging from 13 to 87 years and 54.2% of the individuals were males. The most frequent etiology was the chagasic cardiomyopathy, which corresponded to 59 cases (41%), followed by idiopathic dilated cardiomyopathy and others (36 cases - 25%), hypertensive cardiomyopathy (32 cases - 22.2%) and ischemic cardiomyopathy (17 cases - 11.8%). </p>
      <p>The most frequent risk factors associated to the onset of HF were systemic arterial hypertension (48.6%), anemia (22.9%), coronary artery disease (19.4%), dyslipidemias (17.3%) and diabetes mellitus (16.6%) (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_099tab02-body3">Table 2</xref> shows the demographic and clinical characteristics of patients according to the main HF etiology. When these characteristics are compared, no differences are observed, on average, regarding the ejection fraction, functional class (NYHA), diastolic blood pressure, 3<sup>rd</sup> sound, edema, jugular swelling and anemia. The patients with dilated cardiomyopathy and others had a younger mean age (50.5 &#177; 18.3) than that of the other categories (p&lt;0.001). The female sex presented a higher prevalence of HF due to hypertensive cardiomyopathy (p=0.044), whereas a higher prevalence of the male sex was observed in the other three categories. The systolic blood pressure presented higher levels in hypertensive cardiomyopathy (p=0.001) and the presence of pulmonary rales was more frequent in the latter etiology (p=0.01).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_099tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Regarding the therapeutic methods, the most often prescribed medications were: diuretics (81.2%), but spironolactone was indicated for 35.4% of the patients; ACEI or ARB (77.7%) and beta-blockers (45.8%). Digitalis and vasodilators were prescribed to 30.5% and 8.3% of the patients, respectively. <xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref> describes the types of treatment used in HF management, considering the global sample (n=144). </p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The analysis of the distribution of the treatment types according to the main HF etiology detected differences only in the indication of vasodilators (p&lt;0.001), whereas differences were not observed concerning the other classes of medications (diuretics, ACEI or ARB, beta-blockers and digitalis) (<xref ref-type="table" rid="en_099tab04-body3">Table 4</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_099tab04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-03-0392-00102-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The incidence of HF and the number of hospital admissions in SUS due to decompensation of this syndrome have increased in recent years and currently, this incidence is considered an important public health problem in Brazil. </p>
      <p>Studies on the epidemiological, clinical and therapeutic profiles of patients with HF are scarce in the state of Goi&#225;s, which makes it difficult to establish prevention, control and management policies for this syndrome. Its social and economic impact has resulted in the necessity to have further information on these patients' profiles. </p>
      <p>According to Framingham<sup>11</sup>, the most susceptible age for the onset of HF is &gt; 60 years. In the present study, the mean age of the sample was 61 &#177; 15 years, ranging from 13 to 87 years, which coincides with Framingham's findings. Regarding the distribution by sex, it was observed that 54.2% of the patients were males, which is in accordance with the data in the study by Rassi et al<sup>12</sup> and Barretto et al<sup>7,13</sup>.</p>
      <p>The most frequent etiology was chagasic cardiomyopathy (41%), which can be explained by the fact that the Midwest region is considered one of the endemic areas of the disease in Brazil<sup>10,14</sup>. Although the World Health Organization (WHO) has certified the eradication of the vectorial transmission in our country, small endemic foci can still be found in Brazilian territory, resulting from an intense migratory process from rural to urban areas in the last decades. Similar results were obtained by Braga et al<sup>14</sup> in a study that sought to describe the clinical and therapeutic characteristics of HF due to Chagas' disease. </p>
      <p>Ischemic cardiomyopathy was the least frequent etiology (17 cases - 11.8%), in contrast with other studies<sup>7,12,14,15</sup> that identified it as the main cause of HF among the patients. The study by Rassi et al<sup>12</sup>, which evaluated survival and prognostic factors in systolic HF and was carried out in the state of Goi&#225;s, observed a higher frequency of ischemic cardiomyopathy, followed by chagasic cardiomyopathy. This finding might be explained by the fact that these two studies were carried out in different populations. The present study analyzed patients with a non-recent diagnosis of HF, whereas the study by Rassi et al<sup>12</sup> evaluated patients with systolic HF with recent symptom onset. </p>
      <p>The analysis of the risk factors demonstrated a significant prevalence of systemic arterial hypertension (48.6%), anemia (22.9%), coronary artery disease (19.4%), dyslipidemias (17.3%) and diabetes mellitus (16.6%), results that corroborate the findings by Lessa<sup>10</sup>, Firmida and Mesquita<sup>16</sup>, whose conclusion is the presence of a variety of combinations of ischemic disease and hypertension or other concomitant alterations in patients with HF. </p>
      <p>Data from the Framingham's study had already shown that SAH and CAD are the main risk factors for the development of HF. In spite of the high prevalence of SAH (48.6%) and CAD (19.4%) in our sample, Chagas' disease was still shown as the main cause of HF. </p>
      <p>The impact of the prevalence of anemia (22.9%) on prognosis in the HF patient was a relevant finding found in our series. The studies by Rassi et al<sup>12</sup> and Bacal and Freitas J&#250;nior<sup>17</sup> identified anemia as a long-term predictor for poor prognosis in patients with severe HF, who would then need special attention, as the correction of anemia is associated with clinical and hemodynamic improvement in these patients. </p>
      <p>Regarding the dyslipidemia, Bochi et al<sup>18</sup> pointed it out as a risk factor for the onset of HF; therefore, it must be controlled in order to prevent the increase in the incidence of the disease. </p>
      <p>The study by Latado et al<sup>15</sup> demonstrated a prevalence of 37.5% of diabetes mellitus (DM) in patients with HF, as well as a positive association with the ischemic etiology. When analyzing this study, it can be observed that the prevalence of DM (16.6%) was less significant, which can explain the lower occurrence of ischemic cardiomyopathy<sup>19</sup>. </p>
      <p>Atrial fibrillation (14.5%), chronic nephropathy (9.0%) and valvulopathies (8.3%) have also been pointed out as risk factors for HF in the present study, although at lower levels. Regarding the atrial fibrillation (11.96%) and kidney failure (9.08%), similar results were observed by Barreto et al<sup>7</sup>, who observed that such conditions contributed to a higher need for hospitalization and increase in mortality among elderly patients with HF<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>The existence of valvulopathy in only 8.3% of the sample might be explained by its early identification, which allows its surgical correction and consequent non-progression of the disease. </p>
      <p>The analysis of the demographic and clinical characteristics of the patients according to the main HF etiology demonstrated an age difference between the groups (p&lt;0.001), with a younger mean age being observed in the dilated cardiomyopathy group, considering that the causes of this type of HF more often affects individuals at the intermediate age range of 20 to 60 years<sup>7</sup>. As for the chagasic, hypertensive and ischemic cardiomyopathy, they tend to appear with the progression of the underlying disease, which occurs at more advanced ages. This fact is also due to the improvement in the treatment of these diseases that has taken place in the last decades. </p>
      <p>In the present study, the prevalence of HF was higher in the male sex for the chagasic, ischemic and dilated etiologies, differing only in the hypertensive etiology. This finding is in agreement with those by Levy et al<sup>22</sup> who, when investigating the association between HF and hypertension, concluded that the latter was more prevalent in the female sex and is associated with a two-fold higher risk and a three-fold higher risk for the development of HF in the male and female groups, respectively. </p>
      <p>The predominance of HF with age increase in women has been demonstrated by several studies<sup>23-25</sup> and is probably related to the loss of the protective cardiovascular effect after menopause. </p>
      <p>In the hypertensive cardiomyopathy group, the levels of systolic blood pressure were higher than those in the other groups (p=0.001) due to the inherent physiopathology of this etiology. When comparing the heart rate (HR), it was observed that chagasic patients presented lower HR than those in the hypertensive and dilated etiology groups (p&lt;0.001), probably due to the sinus dysfunction, which is more common in the group of chagasic patients. The patients with ischemic cardiomyopathy showed no differences when compared to the other three groups. </p>
      <p>The analysis of the groups showed differences regarding the presence of pulmonary rales at auscultation (p&lt;0.01); however, in the group with hypertensive etiology, pulmonary congestion was more frequent (15.6%) than among patients with dilated cardiomyopathy (5.9%), chagasic (1.7%) and ischemic etiologies, probably due to worse diastolic dysfunction. </p>
      <p>Regarding the presence of edema and jugular swelling, it is worth mentioning that these data were missing from 4.9% and 35.4% of the analyzed files, respectively. A study carried out by Rassi et al<sup>12</sup> demonstrated that the jugular swelling was associated to an increase in cardiovascular mortality and thus, should not be disregarded at the physical examination. </p>
      <p> There were no recent blood count results in 6.9% of the files that could inform on the presence of anemia, which can be explained by the lack of personal or the family's initiative to provide it, due to the long interval between consultations. </p>
      <p>The main guidelines for the management of HF<sup>1,8,19,26</sup> recommend, as the classic treatment, the sue of diuretics, ACEI or ARB and beta-blockers, but the etiology of HF and its intensity seem to influence the prescription of these drugs<sup>13</sup>. </p>
      <p>In the present study, the most often prescribed medications were: diuretics (81.2%), but spironolactone was indicated for 35.4% of the patients, ACEI or ARB (77.7%) and beta-blockers (45.8%), whereas digitalis and vasodilators were prescribed to 30.5% and 8.3% of the patients, respectively. These findings are in agreement with the results of several studies<sup>13,14,27</sup> and with the recommendations of the guidelines<sup>1,8,18</sup> for the treatment of HF in Brazil. </p>
      <p>The increasing use of beta-blockers in clinical practice can be explained by the beneficial results on the morbimortality in patients with mild to moderate symptomatic stable HF, as verified by several studies (MERIT-HF, CIBIS-II, COPERNICUS)<sup>28</sup>. </p>
      <p>The prescription of digitalis at a lower proportion was an interesting finding of this study, considering that the ischemic etiology was the least frequent in our sample. According to the studies by Barretto et al<sup>13 </sup>and Benerjee and Campbell<sup>29</sup>, digitalis is less indicated for patients with this type of cardiomyopathy due to evidence that these medications might not be beneficial in patients with myocardial ischemia. </p>
      <p>The analysis of the treatment of the patients by HF etiology did not detect any significant differences regarding the indication of diuretics (among them, spironolactone), ACEI or ARB, beta-blockers and digitalis. </p>
      <p>In spite of the lack of significance, the use of beta-blockers was indicated in 55.9% of the chagasic patients, which is different from the study by Braga et al<sup>14</sup>, in which these medications were used less frequently, mainly at moderate to high doses, due to the lower levels of systolic blood pressure and heart rate observed in patients with chagasic cardiomyopathy. </p>
      <p>The analysis of the doses in the present sample showed that beta-blockers were prescribed at moderate to high doses only to 10.2% of the patients. A randomized study with carvedilol in chagasic patients (2004) verified good tolerability, functional improvement and significant gain in ejection fraction. The aforementioned medication was then recommended for this group at optimized doses<sup>30</sup>. </p>
      <p>ACEI and diuretics (among them spironolactone) were prescribed at higher frequencies to all etiologies, in accordance with the evidence that the associated administration of these medications reduces mortality and the need for hospitalization in patients with HF, in addition to providing significant relief of the peripheral and systemic congestive symptoms. The ARB were indicated for 20.8% of the patients in cases of intolerance to ACEI, with coughing being the main complaint. </p>
      <p>The finding of higher-frequency ACEI prescription coincides with the study by Barretto et al<sup>14</sup>, in which most of the patients with ventricular dysfunction of different etiologies (ischemic, dilated cardiomyopathy, Chagas' disease and hypertensive cardiomyopathy) were treated with this type of medication (87%). </p>
      <p>The vasodilators, when analyzed in general, were the least frequently prescribed drugs (8.3%). Of the randomized studies carried out on HF and the effectiveness of vasodilators (<italic>V</italic>-HeFTI, <italic>V</italic>-HeFTII, FIRST, PROFILE)<sup>28</sup>, only the <italic>V</italic>-HeFTI study demonstrated a decrease in mortality; thus, its indication in HF does not bring great benefits. </p>
      <p>However, the analysis per etiology of the present study showed that the only class of medication that presented significance among the groups (p&lt;0.001) was the vasodilators. Such medications were employed more frequently in patients with ischemic (35.3%) and hypertensive (9.4%) cardiomyopathy, due to the benefits described by studies (angina symptom reduction and blood pressure control)<sup>28</sup>. </p>
      <p>We conclude that chagasic cardiomyopathy is the main cause of HF in patients treated at a tertiary hospital in Goiania, state of Goi&#225;s, Brazil; the most common risk factors were SAH, anemia, CAD, dyslipidemias and diabetes mellitus. </p>
      <p>The patients' mean age was younger in the group of patients with dilated cardiomyopathy. The male sex was more prevalent in almost all groups, except in the hypertensive cardiomyopathy group. </p>
      <p>At the physical examination, no significant differences were observed among patients with different causes of HF, except the chagasic patients, who presented lower heart rate and the hypertensive patients, who presented higher systolic blood pressure levels. As for the types of treatment, diuretics, ACEI or ARB and beta-blockers were the most often prescribed types of medication, followed by digitalis and vasodilators. </p>
      <p>The results of the present study can help in the creation of policies directed at HF prevention, aiming at reducing its incidence and the management of the diagnosed cases, allowing better treatment and care of higher-risk groups, such as hypertensive and ischemic cardiopathy patients, with the objective of decreasing the number of hospitalizations, surgeries, mortality rate and, in general, costs related to this syndrome. </p>
      <p>Further studies are necessary to confirm the prevalence findings obtained in the present study, as well as randomized clinical trials to test whether the therapeutic options used in HF, as a whole, apply to patients with hypertensive and chagasic cardiomyopathy.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Patr&#237;cia Resende Nogueira, from <italic>Universidade Federal de Goi&#225;s</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
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        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> Patr&#237;cia Resende Nogueira</p>
          <p> Rua Almirante Barroso, Quadra 09, Lote 09 - Jardim da Luz</p>
          <p> 74850-330 - Goi&#226;nia, GO - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="prnogueirafisio@gmail.com">prnogueirafisio@gmail.com</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="prnogueira_fisio@hotmail.com">prnogueira_fisio@hotmail.com</email>
          </p>
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      </p>
      <p> Manuscript received November 10, 2009; revised manuscript received February 12, 2010; accepted October 27, 2010.</p>
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