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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Pesquisa cardiovascular: novo modelo de programa de treinamento colaborativo</article-title>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>Pesquisa cardiovascular: novo modelo de programa de treinamento colaborativo</p>
    <p>
      <bold>Estela Azeka<sup>I</sup>; Felipe Fregni<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) HC-FMUSP, S&#227;o Paulo, SP </p>
    <p><sup>II</sup>Harvard Medical School, Boston, Massachusetts</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Pesquisa, projetos de pesquisa, pesquisa biom&#233;dica, educa&#231;&#227;o.</p>
    <p>A pesquisa cl&#237;nica tem import&#226;ncia fundamental para o avan&#231;o na pr&#225;tica m&#233;dica, sendo o componente vital que leva descobertas da ci&#234;ncia b&#225;sica para a pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>
    <p>A Cardiologia &#233; uma especialidade que vivenciou um r&#225;pido avan&#231;o no cuidado cl&#237;nico, em parte devido &#224; intensa pesquisa cl&#237;nica na &#225;rea. De fato, o n&#250;mero de estudos cl&#237;nicos randomizados em Cardiologia aumentou de 2.689 para 4.718, quando da compara&#231;&#227;o de dois per&#237;odos (1990 a 2000 e 2000 a 2009)<sup>1</sup>, um aumento de quase 43%. A despeito do r&#225;pido avan&#231;o na pesquisa cl&#237;nica, uma importante quest&#227;o a ser considerada &#233; que a metodologia na pesquisa cl&#237;nica apresenta peculiaridades. Com o desenvolvimento do curr&#237;culo m&#233;dico, o espa&#231;o para o treinamento em metodologia de pesquisa cl&#237;nica durante a gradua&#231;&#227;o tem sido limitado e frequentemente m&#233;dicos n&#227;o est&#227;o habituados &#224;s ferramentas necess&#225;rias ao desenvolvimento da pesquisa do ponto de vista conceitual, metodol&#243;gico bem como dos detalhes do processo de pesquisa. O resultado deste fato &#233; que quando solicitam recursos a ag&#234;ncias de fomento para pesquisa cl&#237;nica podem n&#227;o ser contemplados, apresentando chances reduzidas quando comparados aos doutorandos solicitantes de subs&#237;dios para pesquisa em ci&#234;ncias b&#225;sicas.</p>
    <p>A for&#231;a-tarefa em treinamento na pesquisa cardiovascular destaca a import&#226;ncia, para todo p&#243;s-graduando <italic>lato senso</italic> na &#225;rea cardiovascular da participa&#231;&#227;o direta na pesquisa. Os padr&#245;es gerais de treinamento envolvem a institui&#231;&#227;o respons&#225;vel pelo treinamento e seu corpo docente. Al&#233;m de um programa de treinamento de habilidades tais como estat&#237;stica e epidemiologia, um programa bem sucedido inclui tamb&#233;m parte pr&#225;tica, tais como a condu&#231;&#227;o de pesquisa cl&#237;nica com a participa&#231;&#227;o de um orientador, de forma que o p&#243;s-graduando <italic>lato senso</italic> possa adquirir a capacidade de realizar pesquisas e a responsabilidade de preparar e conduzir protocolos de pesquisa de forma eficiente<sup>2</sup>.</p>
    <p>Embora a metodologia e o programa de treinamento em pesquisa cl&#237;nica possam ser similares entre as diferentes especialidades m&#233;dicas, &#233; tamb&#233;m crucial ter a metodologia adaptada &#224;s nuances da pesquisa cl&#237;nica em cardiologia<sup>3</sup>. &#201; evidente que um grande n&#250;mero de op&#231;&#245;es na pesquisa cl&#237;nica &#233; plaus&#237;vel; entretanto, o entendimento consistente dos conceitos do processo &#233; necess&#225;rio, bem como qu&#227;o r&#225;pido ou qu&#227;o efetivamente m&#233;dicos ir&#227;o adquirir e aplicar o conhecimento para o benef&#237;cio do cuidado ao paciente.</p>
    <p>O crescente interesse na condu&#231;&#227;o de pesquisa cientificamente rigorosa e relevante, dos mecanismos fisiopatol&#243;gicos da doen&#231;a ao cuidado do paciente tem sido reconhecido<sup>4</sup>. Al&#233;m disso, o treinamento em pesquisa translacional para cientistas Ph.D. tem chamado mais aten&#231;&#227;o, assim como um influxo de subs&#237;dios p&#250;blicos e privados nesta &#225;rea, o qual tem mostrado ser um campo que desafia inclusive alguns paradigmas da ci&#234;ncia tradicional, como recentemente descrito em um artigo publicado sobre pesquisa translacional<sup>4</sup>. H&#225; diferentes modelos de treinamento em pesquisa cl&#237;nica. Nos Estados Unidos, um deles - o K30 - foi respons&#225;vel pela cria&#231;&#227;o de v&#225;rios tipos diferentes de programas de treinamento em pesquisa cl&#237;nica. Esse modelo ajudou o desenvolvimento de aproximadamente 60 programas diferentes de treinamento em pesquisa cl&#237;nica. A maioria deles envolve um treinamento intensivo de 1 a 2 anos em pesquisa cl&#237;nica, oferecendo um certificado ao final (Mestrado em Ci&#234;ncias, Mestrado em Sa&#250;de P&#250;blica ou Doutorado). Em Cardiologia, um modelo similar &#233; um treinamento inovador chamado <italic>Tomorrow's Research Cardiovascular Health Professionals</italic> - TORCH - que &#233; um programa integrado de dois anos direcionado aos profissionais da sa&#250;de de diversas disciplinas que ser&#227;o orientados para carreiras como l&#237;deres em pesquisa cardiovascular translacional, aplicando as descobertas &#224; sa&#250;de humana<sup>5</sup>. Embora esses programas sejam abrangentes e apresentem excelentes resultados, eles geralmente t&#234;m como alvo o jovem m&#233;dico - rec&#233;m formado ou rec&#233;m sa&#237;do da resid&#234;ncia m&#233;dica - dessa forma, excluindo profissionais que receberam o diploma cinco ou dez anos antes.</p>
    <p>Entretanto, uma importante inova&#231;&#227;o est&#225; sendo atualmente observada no treinamento em pesquisa cl&#237;nica com o desenvolvimento de ferramentas interativas online - tais como as ferramentas Web 2.0. Elas permitem o uso de novos m&#233;todos de aprendizado colaborativo que s&#227;o dif&#237;ceis de serem implementados em uma sala de aula tradicional. De fato, recentemente, em uma tentativa de facilitar a dissemina&#231;&#227;o de conhecimento e utilizando um programa de treinamento global, ao qual m&#233;dicos de todo o mundo e de &#225;reas remotas pudessem ter acesso f&#225;cil, foi criado<sup>6</sup> um m&#233;todo inovador baseado no modelo de aprendizado &#224; longa dist&#226;ncia utilizando m&#233;todos de ponta tais como as ferramentas Web 2.0 (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.clinicalresearlearning.org">www.clinicalresearlearning.org</ext-link>). No in&#237;cio, a miss&#227;o desse programa era direcionada a m&#233;dicos das &#225;reas de Medicina F&#237;sica e Reabilita&#231;&#227;o; entretanto, devido ao aumento do interesse dos m&#233;dicos de outras especialidades e a escassez de programas que discutissem em profundidade as quest&#245;es fundamentais relacionadas &#224; pesquisa cl&#237;nica, o acesso a esse programa foi viabilizado para m&#233;dicos de outras especialidades, incluindo cardiologistas. &#201; um programa din&#226;mico, intensivo, colaborativo, que abrange dos conceitos b&#225;sicos da pesquisa cl&#237;nica, tais como a formula&#231;&#227;o de quest&#245;es de pesquisa, sele&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o do estudo, randomiza&#231;&#227;o, m&#233;todos estat&#237;sticos cegos a t&#243;picos mais avan&#231;ados, tais como desenhos adaptativos e escores de propens&#227;o. Uma importante caracter&#237;stica desse programa &#233; o princ&#237;pio do aprendizado colaborativo, no qual os participantes constroem o conhecimento juntos atrav&#233;s da discuss&#227;o dos t&#243;picos do curso em um f&#243;rum. Isso geralmente resulta em uma grande variedade de coment&#225;rios e pontos de vista. Esse m&#233;todo aplica-se n&#227;o somente a pesquisadores, mas tamb&#233;m &#224; m&#233;dicos em programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o <italic>lato sensu</italic> e <italic>stricto sensu</italic> nas universidades, incluindo revisores de publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas interessados em aumentar sua compet&#234;ncia em pesquisa cl&#237;nica e m&#233;dicos interessados em aprender Medicina baseada em evid&#234;ncia de forma a manterem-se atualizados com a pr&#225;tica cl&#237;nica. Tal m&#233;todo pode melhorar a qualidade dos cursos de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, desenvolver centros de pesquisa cl&#237;nica e fornecer pesquisas cl&#237;nicas de alta qualidade que ir&#227;o beneficiar o cuidado ao paciente.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, todos os esfor&#231;os e estrat&#233;gias s&#227;o compensadores e vitais para a melhora e a manuten&#231;&#227;o da qualidade da pesquisa cl&#237;nica agora e no futuro, no interesse do bem estar dos pacientes com doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Estela Azeka </p>
        <p> Rua Araripina, 95 - Cidade Jardim </p>
        <p> 05603-030 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="estelaka@cardiol.br">estelaka@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="estela_azeka9@hotmail.com">estela_azeka9@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 19/10/09; revisado recebido em 15/3/10; aceito em 15/03/10.</p>
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          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular research: new model of collaborative training program</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Cardiovascular research: new model of collaborative training program</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Estela Azeka<sup>I</sup>; Felipe Fregni<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) HC-FMUSP, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Harvard Medical School, Boston, Massachusetts</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Research; research design; biomedical research; education.</p>
      <p>The clinical research has a critical importance for the advancement in medical practice, being the vital component to convey discoveries from basic science to clinical practice. Cardiology is a clinical field that has seen a rapid advancement in clinical care, partly due to the intensive clinical research in this field. In fact, the number of randomized clinical trials in cardiology has increased from 2,689 to 4,718, when comparing two periods (1990 to 2000 and 2000 to 2009)<sup>1</sup>, an increase of almost 43%. In spite of this rapid advancement in clinical research, one important issue to be considered is that methodology in clinical research is not easy to master. With the development of the medical curriculum, space for clinical research methodology training during graduation is limited and physicians are often not prepared to understand the concepts, methods, and pitfalls of the research process. The result is that MDs applying for clinical research grants have often reduced chances when compared to PhDs applying for basic science grants.</p>
      <p>The task force in training in cardiovascular research emphasizes the importance, for every cardiovascular trainee, of direct participation in the research. General standards of training involve the training institution and the faculty. In addition to a skills training program such as in statistics and epidemiology, a successful training program should also involve practical training, such as carrying out mentored clinical research so that the trainee can acquire the capacity to carry out intellectual inquiry and responsibility to effectively prepare and conduct research protocols<sup>2</sup>.</p>
      <p>Although methodology and clinical research training programs might be similar across different medical specialties, it is also critical to have the methodology adapted to the nuances of clinical research in cardiology<sup>3</sup>. It is clear that a large number of research pathways are possible; however, the solid understanding of the process concepts is necessary, as well as how fast or how effectively physicians will acquire and apply the knowledge for the benefit of patient care.</p>
      <p>The increasing interest in carrying out research that is both scientifically rigorous and relevant to disease processes and patient care<sup>4</sup> is now recognized. In addition, translational research training for Ph.D. scientists is getting more attention as well as an influx of public and private funding, which is renovating a field that challenges some traditional notions of science as pointed out recently in an article published about translational research<sup>4</sup>. There are different models of clinical research training. In the US, one type of award - the K30 - was responsible for the creation of several different types of clinical research training programs. This award helped with the development of approximately 60 different programs in clinical research training. Most of them involve a 1 or 2-year intensive training in clinical research, offering a certificate at the end (Masters of Science, MPH or PhD). In cardiology, one similar model is an innovative training model called Tomorrow's Research Cardiovascular Health Professionals (TORCH), which is an integrated 2-year program for health care professionals from diverse disciplines to be mentored toward careers as leaders in translational cardiovascular research, applying discovery to human health<sup>5</sup>. Although these programs are comprehensive and yield excellent results, they usually target the young physician - recently emerged from residency or medical school - thus leaving out professionals who received their degree 5 or 10 years before.</p>
      <p>However, an important innovation is now being observed in clinical research training with the development of interactive online tools - such as the Web 2.0 tools. They allow the use of novel methods of collaborative learning that are difficult to be implemented in the traditional classroom. In fact, recently, in an attempt to facilitate the spread of knowledge and using a truly global training program to which physicians around the world and from remote areas could have easy access, an innovative method based on a distance-learning model using cutting-edge methods such as the Web 2.0 tools (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.clinicalresearlearning.org">www.clinicalresearlearning.org</ext-link>) has been created<sup>6</sup>. In the beginning, the mission of this program was directed at physical and rehabilitation medicine physicians; however, due to the increased interest of physicians from other specialties and the scarcity of programs that would discuss the fundamental issues related to clinical research in depth, this program was successfully made available to physicians from other specialties, including cardiologists. It is a dynamic, intensive, collaborative program that encompasses from the basics of clinical research such as how to formulate research questions, select study populations, randomization, blind statistical methods to more advanced topics, such as adaptive designs and propensity scores. One important feature of this program is the principle of collaborative learning, in which participants build the knowledge together by discussing the course topics in a course forum. It usually sparks a wide variety of comments and viewpoints. This method fits not only researchers, but also physicians at postgraduate courses in specialized fields or areas at the universities, including reviewers from peer-review journals interested in improving their skills in clinical research and physicians interested in learning evidence-based medicine to keep updated with clinical practice. Such method can improve the quality of the postgraduate courses, develop clinical research centers and provide high-quality clinical research, which will benefit patient care.</p>
      <p>In conclusion, all efforts and strategies are worthwhile and vital to the improvement and maintenance of the quality of clinical research now and in the future on behalf of the welfare of patients with cardiovascular diseases.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Investigaci&#243;n cardiovascular: nuevo modelo de programa de entrenamiento colaborativo</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Investigaci&#243;n cardiovascular: nuevo modelo de programa de entrenamiento colaborativo</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Estela Azeka<sup>I</sup>; Felipe Fregni<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) HC-FMUSP, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Harvard Medical School, Boston, Massachusetts</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Investigaci&#243;n, proyectos de investigaci&#243;n, investigaci&#243;n biom&#233;dica, educaci&#243;n.</p>
      <p>La investigaci&#243;n cl&#237;nica tiene importancia fundamental para el avance en la pr&#225;ctica m&#233;dica, siendo el componente vital que lleva a descubrimientos de la ciencia b&#225;sica para la pr&#225;ctica cl&#237;nica.</p>
      <p>La Cardiolog&#237;a es una especialidad que vivi&#243; un r&#225;pido avance en el cuidado cl&#237;nico, en parte debido a la intensa investigaci&#243;n cl&#237;nica en el &#225;rea. De hecho, el n&#250;mero de estudios cl&#237;nicos randomizados en Cardiolog&#237;a aument&#243; de 2.689 a 4.718, cuando comparamos dos per&#237;odos (1990 a 2000 y 2000 a 2009)<sup>1</sup>, un aumento de casi 43%. A despecho del r&#225;pido avance en la investigaci&#243;n cl&#237;nica, una importante cuesti&#243;n a ser considerada es que la metodolog&#237;a en la investigaci&#243;n cl&#237;nica presenta peculiaridades. Con el desarrollo del curr&#237;culum m&#233;dico, el espacio para el entrenamiento en metodolog&#237;a de investigaci&#243;n cl&#237;nica durante la graduaci&#243;n ha sido limitado y frecuentemente los m&#233;dicos no est&#225;n habituados a las herramientas necesarias para el desarrollo de la investigaci&#243;n del punto de vista conceptual, metodol&#243;gico as&#237; como de los detalles del proceso de investigaci&#243;n. El resultado de este hecho es que cuando solicitan recursos a agencias de fomento para investigaci&#243;n cl&#237;nica pueden no ser contemplados, presentando posibilidades reducidas cuando son comparados a los doctorandos solicitantes de subsidios para investigaci&#243;n en ciencias b&#225;sicas.</p>
      <p>La fuerza-tarea en entrenamiento en la investigaci&#243;n cardiovascular destaca la importancia, para todo post graduando <italic>lato senso</italic> en el &#225;rea cardiovascular de la participaci&#243;n directa en la investigaci&#243;n. Los est&#225;ndares generales de entrenamiento comprenden a la instituci&#243;n responsable por el entrenamiento y su cuerpo docente. Adem&#225;s de un programa de entrenamiento de habilidades tales como estad&#237;stica y epidemiolog&#237;a, un programa exitoso incluye tambi&#233;n una parte pr&#225;ctica, tales como la conducci&#243;n de investigaci&#243;n cl&#237;nica con la participaci&#243;n de un orientador, de forma que el post graduando <italic>lato senso</italic> pueda adquirir la capacidad de realizar investigaci&#243;n y la responsabilidad de preparar y conducir protocolos de investigaci&#243;n de forma eficiente<sup>2</sup>.</p>
      <p>Aunque la metodolog&#237;a y el programa de entrenamiento en investigaci&#243;n cl&#237;nica puedan ser similares entre las diferentes especialidades m&#233;dicas, es tambi&#233;n crucial tener la metodolog&#237;a adaptada a los matices de la investigaci&#243;n cl&#237;nica en cardiolog&#237;a<sup>3</sup>. Es evidente que un gran n&#250;mero de opciones en la investigaci&#243;n cl&#237;nica es plausible; mientras tanto, el entendimiento consistente de los conceptos del proceso es necesario, as&#237; como cuan r&#225;pido o cuan efectivamente los m&#233;dicos ir&#225;n a adquirir y aplicar el conocimiento para beneficio del cuidado del paciente.</p>
      <p>El creciente inter&#233;s en la conducci&#243;n de investigaci&#243;n cient&#237;ficamente rigurosa y relevante, de los mecanismos fisiopatol&#243;gicos de la enfermedad al cuidado del paciente ha sido reconocido<sup>4</sup>. Adem&#225;s de eso, el entrenamiento en investigaci&#243;n translacional para cientistas Ph.D. ha llamado m&#225;s la atenci&#243;n, as&#237; como un influjo de subsidios p&#250;blicos y privados en esta &#225;rea, lo cual ha mostrado ser un campo que desaf&#237;a inclusive algunos paradigmas de la ciencia tradicional, como recientemente descrito en un art&#237;culo publicado sobre investigaci&#243;n translacional<sup>4</sup>. Hay diferentes modelos de entrenamiento en investigaci&#243;n cl&#237;nica. En los Estados Unidos, uno de ellos - el K30 - fue responsable por la creaci&#243;n de varios tipos diferentes de programas de entrenamiento en investigaci&#243;n cl&#237;nica. Ese modelo ayud&#243; al desarrollo de aproximadamente 60 programas diferentes de entrenamiento en investigaci&#243;n cl&#237;nica. La mayor&#237;a de ellos supone un entrenamiento intensivo de 1 a 2 a&#241;os en investigaci&#243;n cl&#237;nica, ofreciendo un certificado al final (Maestr&#237;a en Ciencias, Maestr&#237;a en Salud P&#250;blica o Doctorado). En Cardiolog&#237;a, un modelo similar es un entrenamiento innovador llamado <italic>Tomorrow's Research Cardiovascular Health Professionals</italic> - TORCH - que es un programa integrado de dos a&#241;os dirigido a los profesionales de la salud de diversas disciplinas que ser&#225;n orientados a carreras como l&#237;deres en investigaci&#243;n cardiovascular translacional, aplicando los descubrimientos a la salud humana<sup>5</sup>. Aunque esos programas sean abarcadores y presenten excelentes resultados, generalmente tiene como blanco el m&#233;dico joven - reci&#233;n recibido o reci&#233;n salido de la residencia m&#233;dica - de esa forma, excluyendo profesionales que recibieron el diploma cinco o diez anos antes.</p>
      <p>Mientras tanto, una importante innovaci&#243;n est&#225; siendo actualmente observada en el entrenamiento en investigaci&#243;n cl&#237;nica con el desarrollo de herramientas interactivas online - tales como las herramientas Web 2.0. las que permiten el uso de nuevos m&#233;todos de aprendizaje colaborativo que son dif&#237;ciles de ser implementados en una sala de clase tradicional. De hecho, recientemente, en una tentativa de facilitar la diseminaci&#243;n de conocimiento y utilizando un programa de entrenamiento global, al cual m&#233;dicos de todo el mundo y de &#225;reas remotas pudiesen tener acceso f&#225;cil, fue creado<sup>6</sup> un m&#233;todo innovador basado en el modelo de aprendizaje a distancia utilizando m&#233;todos de punta tales como las herramientas Web 2.0 (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.clinicalresearlearning.org">www.clinicalresearlearning.org</ext-link>). Al comienzo, la misi&#243;n de ese programa estaba dirigido a m&#233;dicos de las &#225;reas de Medicina F&#237;sica y Rehabilitaci&#243;n; mientras tanto, debido al aumento del inter&#233;s de los m&#233;dicos de otras especialidades y la escasez de programas que discutiesen en profundidad las cuestiones fundamentales relacionadas a la investigaci&#243;n cl&#237;nica, el acceso a ese programa fue viabilizado para m&#233;dicos de otras especialidades, incluyendo cardi&#243;logos. Es un programa din&#225;mico, intensivo, colaborativo, que abarca los conceptos b&#225;sicos de la investigaci&#243;n cl&#237;nica, tales como la formulaci&#243;n de cuestiones de investigaci&#243;n, selecci&#243;n de la poblaci&#243;n de estudio, randomizaci&#243;n, m&#233;todos estad&#237;sticos ciegos a t&#243;picos m&#225;s avanzados, tales como dise&#241;os adaptativos y scores de propensi&#243;n. Una importante caracter&#237;stica de ese programa es el principio del aprendizaje colaborativo, en el cual los participantes construyen el conocimiento juntos a trav&#233;s de la discusi&#243;n de los t&#243;picos del curso en un foro. Eso generalmente resulta en una gran variedad de comentarios y puntos de vista. Ese m&#233;todo se aplica no solamente a investigadores, sino tambi&#233;n a m&#233;dicos en programas de post grado <italic>lato sensu</italic> y <italic>stricto sensu</italic> en las universidades, incluyendo revisores de publicaciones cient&#237;ficas interesados en aumentar su competencia en investigaci&#243;n cl&#237;nica y m&#233;dicos interesados en aprender Medicina basada en evidencia de forma de mantenerse actualizados con la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Tal m&#233;todo puede mejorar la calidad de los cursos de post grado, desarrollar centros de investigaci&#243;n cl&#237;nica y proveer investigaci&#243;n cl&#237;nicas de alta calidad que ir&#225;n a beneficiar el cuidado del paciente.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, todos los esfuerzos y estrategias son compensadores y vitales para la mejora y la manutenci&#243;n de la calidad de la investigaci&#243;n cl&#237;nica ahora y en el futuro, en inter&#233;s del bienestar de los pacientes con enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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