<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001200009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500209</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000069</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Press&#227;o arterial, excesso de peso e n&#237;vel de atividade f&#237;sica em estudantes de universidade p&#250;blica</article-title>
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          <named-content content-type="city">Teresina</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Centro Universit&#225;rio Uninovafapi</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>192</fpage>
      <lpage>199</lpage>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>16</day>
          <month>10</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="received">
          <day>08</day>
          <month>07</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>21</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A hipertens&#227;o arterial, o excesso de peso e o sedentarismo s&#227;o importantes fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares e est&#227;o fortemente associados. OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional, o n&#237;vel de atividade f&#237;sica e os n&#237;veis de press&#227;o arterial de estudantes da Universidade Federal do Piau&#237;, em Teresina. M&#201;TODOS: Estudo transversal com amostra de 605 estudantes (46,1% do sexo masculino e 53,9% do feminino), com m&#233;dia de idade de 21,7 &#177; 3,7 anos. O estado nutricional global foi classificado pelo &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a adiposidade central pela circunfer&#234;ncia da cintura (CC). O n&#237;vel de atividade f&#237;sica foi avaliado utilizando-se o Question&#225;rio Internacional de Atividade F&#237;sica (IPAQ) na vers&#227;o curta. A press&#227;o arterial aumentada foi definida como uma press&#227;o sist&#243;lica &gt; 140 mmHg e/ou diast&#243;lica &gt; 90 mmHg. RESULTADOS: A preval&#234;ncia de press&#227;o arterial aumentada foi de 9,7%, sendo maior em homens. Excesso de peso (IMC &gt; 25 kg/m&#178;) foi encontrado em 18,2% dos estudantes, sendo as propor&#231;&#245;es de sobrepeso e obesidade de 15,2% e 3%, respectivamente. Obesidade abdominal foi encontrada em 2,4% dos estudantes, independentemente do g&#234;nero, e o sedentarismo em 52%. A press&#227;o arterial m&#233;dia aumentou com o incremento do IMC e da CC. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de atividade f&#237;sica e press&#227;o arterial. CONCLUS&#195;O: Houve associa&#231;&#227;o entre aumento do peso corporal e da circunfer&#234;ncia da cintura com maiores n&#237;veis de press&#227;o arterial entre os pesquisados. &#201; necess&#225;rio estabelecer instrumentos de avalia&#231;&#227;o precoce do risco cardiovascular e promover orienta&#231;&#227;o preventiva para esses jovens.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>sobrepeso</kwd>
        <kwd>estudantes</kwd>
        <kwd>atividade f&#237;sica</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>18</day>
        <month>06</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>
      <bold>Press&#227;o arterial, excesso de peso e n&#237;vel de atividade f&#237;sica em estudantes de universidade p&#250;blica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria do Carmo de Carvalho e Martins<sup>I,II</sup>; Irapu&#225; Ferreira Ricarte<sup>I</sup>; Cl&#225;udio Henrique Lima Rocha<sup>I</sup>; Rodrigo Batista Maia<sup>I</sup>; Vitor Brito da Silva<sup>I</sup>; Andr&#233; Bastos Veras<sup>I</sup>; Manoel Dias de Souza Filho<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal do Piau&#237; </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade NOVAFAPI, Teresina, PI - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A hipertens&#227;o arterial, o excesso de peso e o sedentarismo s&#227;o importantes fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares e est&#227;o fortemente associados. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o estado nutricional, o n&#237;vel de atividade f&#237;sica e os n&#237;veis de press&#227;o arterial de estudantes da Universidade Federal do Piau&#237;, em Teresina. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal com amostra de 605 estudantes (46,1% do sexo masculino e 53,9% do feminino), com m&#233;dia de idade de 21,7 &#177; 3,7 anos. O estado nutricional global foi classificado pelo &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a adiposidade central pela circunfer&#234;ncia da cintura (CC). O n&#237;vel de atividade f&#237;sica foi avaliado utilizando-se o Question&#225;rio Internacional de Atividade F&#237;sica (IPAQ) na vers&#227;o curta. A press&#227;o arterial aumentada foi definida como uma press&#227;o sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 mmHg e/ou diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>A preval&#234;ncia de press&#227;o arterial aumentada foi de 9,7%, sendo maior em homens. Excesso de peso (IMC <underline>&gt;</underline> 25 kg/m<sup>2</sup>) foi encontrado em 18,2% dos estudantes, sendo as propor&#231;&#245;es de sobrepeso e obesidade de 15,2% e 3%, respectivamente. Obesidade abdominal foi encontrada em 2,4% dos estudantes, independentemente do g&#234;nero, e o sedentarismo em 52%. A press&#227;o arterial m&#233;dia aumentou com o incremento do IMC e da CC. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de atividade f&#237;sica e press&#227;o arterial. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Houve associa&#231;&#227;o entre aumento do peso corporal e da circunfer&#234;ncia da cintura com maiores n&#237;veis de press&#227;o arterial entre os pesquisados. &#201; necess&#225;rio estabelecer instrumentos de avalia&#231;&#227;o precoce do risco cardiovascular e promover orienta&#231;&#227;o preventiva para esses jovens.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Press&#227;o arterial, sobrepeso, estudantes, atividade f&#237;sica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial representa um fator de risco independente para doen&#231;a cardiovascular, que apresenta custos m&#233;dicos e socioecon&#244;micos elevados, decorrentes principalmente das suas complica&#231;&#245;es, tais como: doen&#231;a cerebrovascular, doen&#231;a arterial coronariana, insufici&#234;ncia card&#237;aca, insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica e doen&#231;a vascular de extremidades&#185;.</p>
    <p>Entre os fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares, a obesidade merece destaque especial, pois o excesso de massa corporal &#233; um fator predisponente para a hipertens&#227;o, podendo ser respons&#225;vel por 20% a 30% dos casos; e 75% dos homens e 65% das mulheres apresentam hipertens&#227;o diretamente atribu&#237;vel a sobrepeso e obesidade<sup>2</sup>. </p>
    <p>O excesso de adiposidade corporal e a inatividade f&#237;sica t&#234;m apresentado grande preval&#234;ncia entre os fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares. No inqu&#233;rito domiciliar sobre comportamento de risco e morbidade referida de doen&#231;as e agravos n&#227;o transmiss&#237;veis realizado com a popula&#231;&#227;o de 15 anos ou mais residente em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, as preval&#234;ncias de excesso de peso encontradas ultrapassaram 40% em algumas capitais, aproximando-se daquelas encontradas em pa&#237;ses desenvolvidos<sup>3</sup>. No mesmo inqu&#233;rito, n&#227;o foi observado padr&#227;o caracter&#237;stico na frequ&#234;ncia de insuficientemente ativos entre as regi&#245;es, sendo a preval&#234;ncia de inatividade f&#237;sica maior em Jo&#227;o Pessoa (54,5%) e menor em Bel&#233;m (28,2%)<sup>3</sup>. No Estado de S&#227;o Paulo, Matsudo e cols.<sup>4</sup> encontraram preval&#234;ncia de inatividade f&#237;sica de 54% em popula&#231;&#227;o com idade entre 14 e 77 anos. O sedentarismo associa-se ainda a v&#225;rias outras doen&#231;as e condi&#231;&#245;es metab&#243;licas adversas, tais como obesidade, doen&#231;a coronariana, hipertens&#227;o, diabete tipo 2, osteoporose, c&#226;ncer de c&#243;lon, depress&#227;o<sup>5</sup>, al&#233;m de altera&#231;&#245;es no perfil lip&#237;dico e intoler&#226;ncia a glicose<sup>6,7</sup>. </p>
    <p>A popula&#231;&#227;o de estudantes universit&#225;rios ganha destaque principalmente diante do papel fundamental do ensino superior na ado&#231;&#227;o de planos e a&#231;&#245;es preventivos para proporcionar ao graduando a possibilidade de modificar a comunidade onde est&#225; inserido<sup>8</sup>. Em raz&#227;o da grande preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial e obesidade, importantes fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares na popula&#231;&#227;o geral<sup>4</sup>, &#233; necess&#225;rio conhecer e divulgar, n&#227;o apenas no meio universit&#225;rio, mas tamb&#233;m para a popula&#231;&#227;o em geral, a preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados e de obesidade. </p>
    <p>O conhecimento acerca da preval&#234;ncia de fatores de risco para doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis pode alertar estudantes, educadores e gestores de educa&#231;&#227;o para a import&#226;ncia da elabora&#231;&#227;o de programas de preven&#231;&#227;o. Programas incentivando a ado&#231;&#227;o de h&#225;bitos de vida saud&#225;veis voltados n&#227;o s&#243; para a comunidade universit&#225;ria, mas para a popula&#231;&#227;o em geral, podem contribuir para a promo&#231;&#227;o de qualidade de vida e redu&#231;&#227;o de ocorr&#234;ncia de doen&#231;as e de complica&#231;&#245;es evit&#225;veis. Este trabalho teve como objetivo descrever os n&#237;veis de press&#227;o arterial, o estado nutricional e o n&#237;vel de atividade f&#237;sica de estudantes de uma universidade federal brasileira.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O presente trabalho fez parte do projeto de pesquisa intitulado "Perfil socioecon&#244;mico, nutricional e de sa&#250;de de estudantes da Universidade Federal do Piau&#237; (UFPI) - Brasil" e consistiu em um estudo descritivo, transversal, com amostra constitu&#237;da por 605 estudantes, 279 homens (46,1%) e 326 mulheres (53,9%), com idade m&#237;nima de 16 anos e m&#225;xima de 47 anos, regularmente matriculados no 2&#186; per&#237;odo letivo de 2006. A coleta de dados foi realizada nos meses de janeiro e fevereiro de 2007.</p>
    <p>No c&#225;lculo do tamanho da amostra, foi considerado um n&#237;vel de confian&#231;a de 95%, popula&#231;&#227;o finita de 11.152 estudantes, segundo a f&#243;rmula utilizada por Martins<sup>9</sup> para estimativas da propor&#231;&#227;o para grandes amostras, sendo a margem de erro obtida igual a 3,75%. A amostra foi escolhida por sorteio proporcional ao n&#250;mero de alunos do curso, per&#237;odo cursado e centro de ensino da UFPI (Centro de Ci&#234;ncias Agr&#225;rias, Centro de Ci&#234;ncias e Educa&#231;&#227;o, Centro de Ci&#234;ncias Humanas e Letras, Centro de Ci&#234;ncias da Natureza, Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de e Centro de Tecnologia).</p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da UFPI (Parecer n&#186; 95/2006) e seguiu as diretrizes da Resolu&#231;&#227;o n&#186; 196/96 do Conselho Nacional de Sa&#250;de<sup>10</sup>. Antes da aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio, os acad&#234;micos foram informados sobre o objetivo do estudo e os procedimentos aos quais seriam submetidos, e assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. </p>
    <p>O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um question&#225;rio dividido em dados gerais, dados sobre pr&#225;tica de atividade f&#237;sica, medidas antropom&#233;tricas e de press&#227;o arterial. As quest&#245;es relacionadas &#224; pr&#225;tica de atividade f&#237;sica foram baseadas em estudo de Braggion e cols.<sup>11</sup>. Para an&#225;lise e classifica&#231;&#227;o das atividades realizadas, utilizou-se o Question&#225;rio Internacional de Atividade F&#237;sica (<italic>International Physical Activity Questionnaire</italic> - IPAQ), instrumento proposto nos &#250;ltimos anos como um poss&#237;vel modelo de padroniza&#231;&#227;o para a obten&#231;&#227;o de medidas de atividades f&#237;sicas internacionalmente compar&#225;veis, que foi testado e validado por estudos cient&#237;ficos no Brasil<sup>12,13</sup>. </p>
    <p>Estudaram-se as seguintes vari&#225;veis: idade (anos completos), sexo, atividade f&#237;sica (distribu&#237;da em quatro grupos: sedent&#225;rio, insuficientemente ativo, ativo e muito ativo), peso corporal (aferido em balan&#231;a digital com capacidade de 150 kg e varia&#231;&#227;o de 0,1 kg), estatura (coletada com fita antropom&#233;trica com precis&#227;o de 1 mm), circunfer&#234;ncia da cintura (medida com fita m&#233;trica de fibra de vidro, com precis&#227;o de 1 mm) e press&#227;o arterial (sist&#243;lica, diast&#243;lica e m&#233;dia). </p>
    <p>A press&#227;o arterial foi medida utilizando-se o m&#233;todo auscultat&#243;rio, com os indiv&#237;duos sentados confortavelmente por pelo menos 5 minutos em uma cadeira (com os p&#233;s apoiados no ch&#227;o), em um ambiente calmo, e com o bra&#231;o direito posicionado ao n&#237;vel do cora&#231;&#227;o. Para efeitos de an&#225;lise dos dados nesse estudo, foi utilizada a m&#233;dia dos valores obtidos em duas medidas de press&#227;o arterial, realizadas com intervalos de 20 minutos. A press&#227;o arterial foi determinada de acordo com a padroniza&#231;&#227;o proposta pelas V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>14</sup>. A press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) foi assinalada na 1&#170; fase de Korotkoff (aparecimento do ru&#237;do), e a diast&#243;lica (PAD), na 5&#170; fase de Korotkoff (desaparecimento do ru&#237;do). Utilizaram-se como pontos de corte para press&#227;o arterial aumentada valores de PAS <underline>&gt;</underline> 140 mmHg e/ou PAD <underline>&gt;</underline> 90 mmHg. </p>
    <p>As determina&#231;&#245;es de peso, altura e circunfer&#234;ncia da cintura foram realizadas com os alunos descal&#231;os, usando roupas leves e sem acess&#243;rios que pudessem interferir nas medidas, seguindo as recomenda&#231;&#245;es do <italic>Manual de t&#233;cnicas e procedimentos</italic> do Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>15</sup>. A circunfer&#234;ncia da cintura foi medida no ponto m&#233;dio entre a &#250;ltima costela e a crista il&#237;aca.</p>
    <p>O estado nutricional global foi classificado a partir do &#237;ndice de massa corporal (IMC) com base nos pontos de corte propostos pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS)<sup>2</sup>, sendo peso normal definido como IMC &gt; 18,5 e &lt; 25 kg/m<sup>2</sup>, sobrepeso como IMC <underline>&gt;</underline> 25 e &lt; 30 kg/m<sup>2</sup> e obesidade como IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>. </p>
    <p>A circunfer&#234;ncia da cintura (CC) foi utilizada com o objetivo de identificar o padr&#227;o de distribui&#231;&#227;o da massa adiposa, pois &#233; considerada o melhor indicador para a avalia&#231;&#227;o do risco de doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas em estudos epidemiol&#243;gicos<sup>16,17</sup>. Utilizaram-se os pontos de corte definidos por Lean e cols.<sup>17</sup> e atualmente recomendados pela OMS<sup>2</sup>, considerando-se adequada ou normal CC &lt; 80 cm para mulheres e &lt; 94 cm para homens, e como pontos de corte descritos em n&#237;veis de a&#231;&#227;o, tanto no uso cl&#237;nico como em programas de promo&#231;&#227;o de sa&#250;de, aqueles a seguir apresentados: n&#237;vel 1 de a&#231;&#227;o ou risco aumentado para morbidades associadas &#224; obesidade (CC entre 80 e 88 cm para mulheres e entre 94 e 102 cm para homens), em que o indiv&#237;duo deve ser aconselhado a parar de ganhar peso e adotar um estilo de vida saud&#225;vel; e n&#237;vel 2 ou risco muito aumentado (<underline>&gt;</underline> 88 em mulheres e <underline>&gt;</underline> 102 em homens), em que o indiv&#237;duo deve procurar ajuda de profissional de sa&#250;de para perda de peso e pesquisa de outros fatores de risco. </p>
    <p>Os dados foram processados nos programas Excel for Windows, BioEstat 4.0 e EpiInfo 6.04b. A an&#225;lise estat&#237;stica para associa&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis estudadas foi realizada mediante aplica&#231;&#227;o do teste de associa&#231;&#227;o do qui-quadrado e de regress&#227;o linear simples. O <italic>odds ratio</italic> foi utilizado nas rela&#231;&#245;es entre duas vari&#225;veis nas tabelas 2 x 2. O n&#237;vel de signific&#226;ncia foi estabelecido em p &lt; 0,05. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Participaram do estudo 605 indiv&#237;duos de ambos os sexos, sendo 53,9% mulheres. A faixa et&#225;ria dos participantes variou de 16 a 47 anos, com m&#233;dia de idade de 21,7 &#177; 3,7 anos (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab01m">tab. 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab02m">2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop06810a04tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop06810a04tab02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A an&#225;lise do IMC revelou que 18,2% dos indiv&#237;duos apresentavam excesso de peso, sendo as propor&#231;&#245;es de sobrepeso e obesidade de 15,2% e 3%, respectivamente (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab02m">tab. 2</xref>). O IMC dos participantes variou de 15 kg/m<sup>2</sup> a 35,9 kg/m<sup>2</sup>, com m&#233;dia de 21,9 &#177; 3,3 kg/m<sup>2</sup> (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab01m">tab. 1</xref>). Circunfer&#234;ncia da cintura (CC) em n&#237;vel I de a&#231;&#227;o, ou seja, risco cardiovascular aumentado, foi encontrada em 7,9% dos estudantes, enquanto observou-se n&#237;vel II (risco muito aumentado) em 2,4%. N&#227;o houve diferen&#231;a entre homens e mulheres em rela&#231;&#227;o ao risco cardiovascular classificado pela CC (p &gt; 0,05) (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab02m">tab. 2</xref>). </p>
    <p>A m&#233;dia da PAS foi de 118,4 &#177; 10,9 mmHg e a da PAD de 76,2 &#177; 8,9 mmHg. A m&#233;dia da PAS dos indiv&#237;duos do sexo masculino foi de 124,1 &#177; 10,6 mmHg e no sexo feminino de 113,5 &#177; 8,6 mmHg, enquanto as m&#233;dias da PAD foram de 80,2 &#177; 8,4 mmHg para homens e 72,8 &#177; 7,9 mmHg para mulheres (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab01m">tab. 1</xref>). N&#237;veis press&#243;ricos acima dos valores de normalidade foram observados em 9,7% dos estudantes, sendo as propor&#231;&#245;es encontradas entre as mulheres (2,7%) significativamente menores (p &lt; 0,0001) que aquelas encontradas entre os homens (17,9%) (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab02m">tab. 2</xref>). Os valores m&#233;dios de PAS, PAD e press&#227;o arterial m&#233;dia (PAM) tamb&#233;m foram significativamente maiores entre os homens (p &lt; 0,0001) (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab03m">tab. 3</xref>), j&#225; que 84,7% dos estudantes com press&#227;o arterial aumentada eram homens. Observou-se eleva&#231;&#227;o da PAM com aumento do IMC (p &lt; 0,0001) (<xref ref-type="fig" rid="aop06810a04graf01m">gr&#225;f. 1</xref>) e da CC (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="fig" rid="aop06810a04graf02m">gr&#225;f. 2</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop06810a04tab03m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop06810a04graf01m">
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    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop06810a04graf02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A an&#225;lise do n&#237;vel de atividade f&#237;sica dos estudantes universit&#225;rios, segundo a classifica&#231;&#227;o do IPAQ, revelou propor&#231;&#227;o de 28,4% de sedent&#225;rios, 23,6% de insuficientemente ativos, 30,9% de ativos e 17,1% de muito ativos. Desse modo, quando se agruparam as categorias de n&#237;vel de atividade f&#237;sica em sedent&#225;rios (sedent&#225;rios e insuficientemente ativos) e ativos (ativos e muito ativos), a preval&#234;ncia geral de sedent&#225;rios foi de 52%. A compara&#231;&#227;o entre os sexos, utilizando esse tipo de agrupamento, mostrou maior propor&#231;&#227;o de sedent&#225;rios (p = 0,003) no sexo feminino (63,95%). </p>
    <p>Considerando os motivos para n&#227;o realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica citados pelos estudantes classificados como sedent&#225;rios, a principal raz&#227;o apontada foi falta de tempo (51,7%; p = 0,019), resposta dada por 37% dos homens e 60% das mulheres. Falta de oportunidade (12,2%), falta de interesse (11,6%) e problemas de sa&#250;de (0,6%) tamb&#233;m justificaram a inatividade f&#237;sica, e 15,2% dos sedent&#225;rios n&#227;o responderam a essa quest&#227;o (<xref ref-type="table" rid="aop06810a04tab04m">tab. 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop06810a04tab04m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de press&#227;o arterial aumentada aqui encontrada (9,7%) foi inferior &#224; observada por Sim&#227;o e cols.<sup>18</sup> (23,5%) e Rabelo e cols.<sup>19</sup> (15,8%) em popula&#231;&#227;o universit&#225;ria de faixa et&#225;ria semelhante e utilizando os mesmos pontos para valores de normalidade. </p>
    <p>Quanto &#224;s diferen&#231;as aqui encontradas nos n&#237;veis press&#243;ricos e na propor&#231;&#227;o de hipertensos entre os sexos, os valores m&#233;dios de PAS, PAD e PAM foram significativamente maiores entre os homens. Tais resultados s&#227;o concordantes com os observados entre estudantes universit&#225;rios em S&#227;o Paulo<sup>19</sup>, em que a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial masculina foi de 60,2%. Os achados de maior propor&#231;&#227;o de hipertensos do sexo masculino podem ser justificados pelo fato de se tratar de popula&#231;&#227;o com m&#233;dia de idade de 21,7 &#177; 3,7 anos, uma vez que estimativas globais sugerem taxas de hipertens&#227;o mais elevadas para homens at&#233; os 50 anos e para mulheres a partir da sexta d&#233;cada<sup>20</sup>. </p>
    <p>A preval&#234;ncia de excesso de peso observada no presente estudo foi semelhante &#224;quela demonstrada entre universit&#225;rios da cidade de Lubango, em Angola<sup>18</sup> (20,4%), onde 17,1% dos estudantes apresentavam sobrepeso e 3,2% obesidade. Em estudos realizados no Brasil, propor&#231;&#245;es semelhantes &#224;s encontradas no presente estudo foram descritas, como as observadas entre estudantes de Enfermagem no Rio de Janeiro - RJ<sup>21 </sup>(20%), com 15% de sobrepeso e 5% de obesidade, e entre estudantes de Nutri&#231;&#227;o em Dourado - MS (17%)<sup>22</sup>. </p>
    <p>No que diz respeito &#224; circunfer&#234;ncia da cintura (CC), a propor&#231;&#227;o de estudantes com risco cardiometab&#243;lico aumentado, definido como CC maior que 80 para mulheres e maior que 94 para homens, a propor&#231;&#227;o aqui encontrada (10,3%) foi inferior &#224;quelas obtidas por Sim&#227;o e cols.<sup>18</sup> entre estudantes de Lubango (21,4%) e por Vilarinho e cols.<sup>21</sup> entre estudantes de Enfermagem (15%). </p>
    <p> Entre os universit&#225;rios aqui estudados, o excesso de peso com deposi&#231;&#227;o central de gordura &#233; um fator predisponente para eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial. Rela&#231;&#227;o de causa e efeito entre aumento da massa corporal e eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial foi demonstrada em v&#225;rios estudos de coorte. Em uma coorte que estudou enfermeiras americanas, observou-se que a perda de peso em longo prazo ap&#243;s 18 anos resultou em risco menor de hipertens&#227;o, enquanto o ganho de peso estava associado com aumento do risco relativo para hipertens&#227;o<sup>23</sup>. Na coorte do estudo de Framingham com indiv&#237;duos n&#227;o hipertensos de ambos os sexos, apresentando m&#233;dia de idade de 52 anos e acompanhados de 1978 a 1994, tamb&#233;m foi demonstrado que a obesidade e o ganho de peso contribuem para o desenvolvimento da hipertens&#227;o, em que o aumento de 5% da massa corporal esteve associado com eleva&#231;&#227;o de 20% - 30% no <italic>odds </italic>de hipertens&#227;o arterial (<underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg)<sup>24</sup>. Merece destaque o fato de que a interpreta&#231;&#227;o dos resultados obtidos no estudo de Framingham fundamenta a recomenda&#231;&#227;o para monitoramento dos indiv&#237;duos com press&#227;o arterial lim&#237;trofe (normal alta) uma vez ao ano e daqueles com press&#227;o arterial normal a cada dois anos, al&#233;m de demonstrar a import&#226;ncia do controle de peso corporal como uma medida prim&#225;ria de preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o<sup>24</sup>. </p>
    <p>A preval&#234;ncia geral de sedent&#225;rios no presente estudo, ao agrupar as categorias de n&#237;vel de atividade f&#237;sica em sedent&#225;rios (sedent&#225;rios e insuficientemente ativos) e ativos (ativos e muito ativos), foi de 52 %, sendo 1,74 vez maior que aquela recentemente descrita por Rodrigues e cols.<sup>8 </sup>entre universit&#225;rios de Gurupi - Tocantins (29,9%), utilizando os mesmos crit&#233;rios de mensura&#231;&#227;o e tipo de agrupamento das categorias de n&#237;vel de atividade f&#237;sica. Entretanto, a preval&#234;ncia de sedentarismo no estudo de Gurupi foi inferior &#224;s obtidas em estudos nacionais e internacionais. Nesse sentido, algumas casu&#237;sticas brasileiras, em faixa et&#225;ria semelhante, demonstraram preval&#234;ncias de sedentarismo de 35,6% entre estudantes de nutri&#231;&#227;o de S&#227;o Paulo como no estudo de Fisberg e cols.<sup>25</sup>; de 75% entre estudantes de Enfermagem do Rio de Janeiro, por Vilarinho e cols.<sup>21</sup>; e de 78,9% no estudo de Rabelo e cols.<sup>19</sup> com estudantes de universidade privada paulista.</p>
    <p>Considerando que Rodrigues e cols.<sup>8</sup> apontam como um dos fatores para a preval&#234;ncia de sedentarismo inferior &#224;quelas descritas em outros estudos o fato de a cidade de Gurupi apresentar altas temperaturas e de a coleta de dados ter ocorrido no ver&#227;o, seria de esperar que resultados semelhantes fossem aqui encontrados, uma vez que as condi&#231;&#245;es clim&#225;ticas daquela cidade do Norte do pa&#237;s s&#227;o semelhantes &#224;s de Teresina, cidade onde foi realizado o presente estudo. </p>
    <p>As raz&#245;es para a maior preval&#234;ncia de sedentarismo encontrada entre os estudantes de Teresina n&#227;o foram identificadas. Um fator que pode ter contribu&#237;do para a elevada propor&#231;&#227;o de sedent&#225;rios est&#225; relacionada com o trabalho formal referido por 32,87% dos estudantes, o que poderia constituir-se em dificuldade para a pr&#225;tica regular de atividades f&#237;sicas, uma vez que reduz o tempo dispon&#237;vel para esse fim. De fato, quando se analisam os motivos apontados para a inatividade f&#237;sica pelos estudantes sedent&#225;rios, observa-se que a falta de tempo &#233; o principal motivo para 51,7% deles. Raz&#245;es semelhantes foram encontradas por Marcondelli e cols.<sup>26</sup> entre estudantes da &#225;rea da sa&#250;de, em que a falta de tempo foi apontada por 66,7% destes. Contudo, esse motivo n&#227;o &#233; impeditivo para aumentar a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica di&#225;ria, pois mesmo atividade aer&#243;bica moderada como a caminhada, por exemplo, de tr&#234;s a cinco vezes por semana, com dura&#231;&#227;o de 30 minutos, j&#225; traz benef&#237;cios &#224; sa&#250;de cardiovascular<sup>27</sup>.</p>
    <p>O achado de predomin&#226;ncia de pr&#225;tica de atividade f&#237;sica no sexo masculino est&#225; em concord&#226;ncia com os de outros estudos nacionais<sup>26-29</sup>, e uma poss&#237;vel justificativa para esse padr&#227;o consiste nas m&#250;ltiplas jornadas de trabalho das mulheres, que contribui para a limita&#231;&#227;o do tempo dispon&#237;vel para a atividade f&#237;sica. Concordantemente, a falta de tempo como fator limitador da atividade f&#237;sica foi citada por propor&#231;&#227;o maior de mulheres (60%) que dos homens (33%). Nesse sentido, Aquino e cols.<sup>30</sup> observaram que aproximadamente metade das trabalhadoras do setor de enfermagem em Salvador-BA acrescentava mais de 20 horas de trabalhos dom&#233;sticos a sua jornada semanal de trabalho, efetuando esfor&#231;o f&#237;sico moderado (50,8%) ou pesado (26,1%). </p>
    <p>Apesar de ser reconhecido o fato de o sedentarismo estar fortemente correlacionado com a hipertens&#227;o<sup>5</sup>, no presente estudo, de modo semelhante aos resultados de outros estudos brasileiros com popula&#231;&#227;o jovem<sup>30,31</sup>, n&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre n&#237;vel de atividade f&#237;sica e aumento da press&#227;o arterial m&#233;dia. Tamb&#233;m n&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre n&#237;vel de atividade f&#237;sica e &#237;ndice de massa corporal.</p>
    <p>Algumas limita&#231;&#245;es podem ser apontadas neste estudo. Uma delas &#233; o fato de n&#227;o ter sido ajustada a estimativa da rela&#231;&#227;o entre peso corporal e press&#227;o arterial para potenciais fatores de confus&#227;o, como h&#225;bito de fumar, ingest&#227;o de &#225;lcool e renda familiar. Entretanto, diferentes estudos t&#234;m demonstrado que a press&#227;o arterial est&#225; fortemente associada ao peso corporal, independentemente do h&#225;bito de fumar<sup>32</sup>, de ingerir bebidas alco&#243;licas<sup>32,33</sup> e da renda familiar<sup>33</sup>. Outro aspecto a ser destacado &#233; a medida da press&#227;o arterial em um &#250;nico momento, uma vez que as V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial recomendam que, para o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o arterial, devem ser realizadas medidas em duas consultas diferentes<sup>14</sup>. Contudo, numerosos estudos, por dificuldades metodol&#243;gicas, utilizam avalia&#231;&#227;o de press&#227;o arterial semelhante &#224;quela aqui adotada<sup>18,30,32,33</sup>.</p>
    <p>Os achados aqui encontrados indicam que, mesmo em uma popula&#231;&#227;o jovem, o aumento do peso corporal e a obesidade abdominal s&#227;o importantes determinantes da eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial. Dessa forma, aponta-se a necessidade de programas que incluam medidas preventivas e educativas cont&#237;nuas voltadas para a promo&#231;&#227;o de um estilo de vida mais ativo baseado na pr&#225;tica regular de atividade f&#237;sica. Tais medidas podem contribuir para melhorar a composi&#231;&#227;o corporal, da distribui&#231;&#227;o de gordura corporal e dos n&#237;veis press&#243;ricos dos estudantes diagnosticados com excesso de peso ou de adiposidade central. Al&#233;m disso, a identifica&#231;&#227;o e corre&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares inadequados s&#227;o tamb&#233;m necess&#225;rias para promover controle adequado do peso corporal, de forma a minimizar os efeitos prejudiciais que a falta de atividade f&#237;sica e a obesidade possam causar na qualidade de vida durante este e em outros est&#225;gios de vida dos estudantes universit&#225;rios. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaramos n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria do Carmo de Carvalho e Martins </p>
        <p> Departamento de Biof&#237;sica e Fisiologia - Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de - Universidade Federal do Piau&#237; </p>
        <p> Campus Universit&#225;rio Ministro Petr&#244;nio Portela, s/n - engate 1 blocos 8&#8725;9 - Ininga </p>
        <p> 64049-550, Teresina, PI - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="carminhacmartins@yahoo.com.br">carminhacmartins@yahoo.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="mccm@ufpi.br">mccm@ufpi.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/07/09; revisado recebido em 16/10/09; aceito em 21/12/09.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Lewington S, Clarke R, Qizilbash N, Peto R, Collins R. Age-specific relevance of usual blood pressure to vascular mortality: a meta-analysis of individual data for one million adults in 61 prospective studies. Lancet. 2002; 360 (9349): 1903-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Age-specific relevance of usual blood pressure to vascular mortality: a meta-analysis of individual data for one million adults in 61 prospective studies</article-title>
          <source>Lancet.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>1903</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <issue>9349</issue>
          <volume>360</volume>
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          <article-title>N&#237;vel de atividade f&#237;sica e h&#225;bitos alimentares de universit&#225;rios do 3&#186; ao 5&#186; semestres da &#225;rea da sa&#250;de</article-title>
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          <article-title>Hipertens&#227;o arterial em trabalhadoras de enfermagem - padr&#227;o de ocorr&#234;ncia, diagn&#243;stico e tratamento</article-title>
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          <article-title>Distribui&#231;&#227;o dos valores press&#243;ricos e preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial em jovens de escolas do ensino m&#233;dio em Sorocaba, SP</article-title>
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          <article-title>Hipertens&#227;o arterial e obesidade na Ilha do Governador-Rio de Janeiro</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Blood pressure, excess weight and level of physical activity in students of a public university</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: High blood pressure, excess weight and sedentary lifestyle are important risk factors for cardiovascular diseases, and they are closely associated. OBJECTIVE: To evaluate the nutritional status, level of physical activity and blood pressure levels of students of Universidade Federal do Piau&#237;, Teresina, Brazil. METHODS: Cross-sectional study with a sample of 605 students (46.1% males and 53.9% females), with a mean age of 21.7 &#177; 3.7 years. The nutritional status was classified according to body mass index (BMI), and central adiposity according to waist circumference (WC). The level of physical activity was evaluated using the short version of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Elevated blood pressure was defined as systolic blood pressure &gt; 140 mmHg and/or diastolic blood pressure &gt; 90 mmHg. RESULTS: The prevalence of elevated blood pressure was 9.7%, and was higher among men. Excess weight (BMI &gt; 25 kg/m&#178;) was found in 18.2% of the students, with overweight and obesity rates of 15.2% and 3%, respectively. Abdominal obesity was found in 2.4% of the students regardless of gender, and sedentary lifestyle in 52%. The mean blood pressure increased with increasing BMI and WC. No association was found between the levels of physical activity and blood pressure. CONCLUSION: An association of increased body weight and waist circumference with higher blood pressure levels was observed among the participants. Instruments for an early assessment of the cardiovascular risk and preventive advice should be established for these young individuals.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure</kwd>
        <kwd>overweight</kwd>
        <kwd>students</kwd>
        <kwd>motor activity</kwd>
      </kwd-group>
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      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Blood pressure, excess weight and level of physical activity in students of a public university</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria do Carmo de Carvalho e Martins<sup>I,II</sup>; Irapu&#225; Ferreira Ricarte<sup>I</sup>; Cl&#225;udio Henrique Lima Rocha<sup>I</sup>; Rodrigo Batista Maia<sup>I</sup>; Vitor Brito da Silva<sup>I</sup>; Andr&#233; Bastos Veras<sup>I</sup>; Manoel Dias de Souza Filho<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal do Piau&#237;</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade NOVAFAPI, Teresina, PI - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> High blood pressure, excess weight and sedentary lifestyle are important risk factors for cardiovascular diseases, and they are closely associated.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the nutritional status, level of physical activity and blood pressure levels of students of Universidade Federal do Piau&#237;, Teresina, Brazil.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Cross-sectional study with a sample of 605 students (46.1% males and 53.9% females), with a mean age of 21.7 &#177; 3.7 years. The nutritional status was classified according to body mass index (BMI), and central adiposity according to waist circumference (WC). The level of physical activity was evaluated using the short version of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Elevated blood pressure was defined as systolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 140 mmHg and/or diastolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 90 mmHg.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The prevalence of elevated blood pressure was 9.7%, and was higher among men. Excess weight (BMI <underline>&gt;</underline> 25 kg/m<sup>2</sup>) was found in 18.2% of the students, with overweight and obesity rates of 15.2% and 3%, respectively. Abdominal obesity was found in 2.4% of the students regardless of gender, and sedentary lifestyle in 52%. The mean blood pressure increased with increasing BMI and WC. No association was found between the levels of physical activity and blood pressure.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> An association of increased body weight and waist circumference with higher blood pressure levels was observed among the participants. Instruments for an early assessment of the cardiovascular risk and preventive advice should be established for these young individuals. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Blood pressure; overweight; students; motor activity.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>High blood pressure represents an independent risk factor for cardiovascular diseases, with a high medical and socioeconomic burden that mainly results from its complications, such as cerebrovascular disease; coronary artery disease; heart failure; chronic renal failure; and vascular disease of the extremities<sup>1</sup>.</p>
      <p>Among the risk factors for cardiovascular diseases, obesity should be especially pointed out because excess body mass is a predisposing factor for hypertension, and can account for 20% to 30% of the cases; 75% of men and 65% of women have hypertension directly attributable to overweight and obesity<sup>2</sup>.</p>
      <p>Excess body fat and physical inactivity have been highly prevalent among the risk factors for cardiovascular diseases. In the household survey on risk behavior and reported morbidity of non-communicable diseases and disorders conducted in the population aged 15 years or older and residing in 15 Brazilian capital cities and the Federal District, the prevalence of excess weight found was higher than 40% in some capital cities, a rate that is close to those found in developed countries<sup>3</sup>. In the same survey, there was no characteristic pattern in the frequency of insufficiently active individuals among the regions, with a higher prevalence of physical inactivity in Jo&#227;o Pessoa (54.5%) and lower prevalence in Bel&#233;m (28.2%)<sup>3</sup>. In the State of S&#227;o Paulo, Matsudo et al<sup>4</sup> found a prevalence of physical inactivity of 54% in a population aged between 14 and 77 years. Sedentary lifestyle is also associated with several other diseases and adverse metabolic disorders such as obesity; coronary artery disease; hypertension; type-2 diabetes; osteoporosis; colon cancer; and depression<sup>5</sup>, as well as with changes in lipid profile and glucose intolerance<sup>6,7</sup>. </p>
      <p>The population of university students stands out mainly in view of the key role of higher education in the adoption of plans and preventive measures to provide these students with the possibility of modifying the community they belong to<sup>8</sup>. Because of the high prevalence of hypertension and obesity, which are important risk factors for cardiovascular diseases in the general population<sup>4</sup>, these prevalences should be known by and spread not only through the university environment but also to the general population.</p>
      <p>Knowledge of the prevalence of risk factors for non-communicable chronic diseases may make students, educators and education managers aware of the importance of developing prevention programs. Programs encouraging the adoption of healthy life habits targeted not only at the university community but also at the general population may contribute to improve the quality of life and reduce the incidence of diseases and preventable complications. The objective of this study was to describe the blood pressure levels, nutritional status and level of physical activity of students of a Brazilian federal university. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The present study is part of the research project titled "<italic>Perfil socioecon&#244;mico, nutricional e de sa&#250;de de estudantes da Universidade Federal do Piau&#237; (UFPI) - Brasil</italic>" (Socioeconomic, nutritional and health profile of students of the Federal University of Piau&#237; - UFPI - Brazil). It consisted of a descriptive, cross-sectional study with a sample of 605 students, of whom 279 were males (46.1%) and 326 females (53.9%), with ages ranging from 16 to 47 years, all regularly enrolled in the second school period of 2006. Data were collected in January and February 2007. </p>
      <p>For the calculation of the sample size, a 95% confidence interval was considered, for a finite population of 11,152 students, using Martins formula<sup>9</sup> for proportion estimation in large samples; the error margin obtained was 3.75%. The sample was chosen by raffle proportional to the number of students attending the course, period attended, and teaching center of UFPI (Agricultural Sciences Center, Sciences and Education Center, Human Sciences and Languages Center, Natural Sciences Center, Health Sciences Center, and Technology Center).</p>
      <p>The project was approved by the Research Ethics Committee of UFPI (Report no. 95/2006) and followed the guidelines of Resolution n&#186; 196/96 of the National Health Council<sup>10</sup>. Prior to the administration of the questionnaire, the students were informed about the objective of the study and procedures that would be performed, and gave written informed consent. </p>
      <p>The instrument used for data collection was a questionnaire divided into general information, data on the practice of physical activities, and anthropometric and blood pressure measurements. The questions regarding the practice of physical activities were based on Braggion et al's study<sup>11</sup>. For the analysis and classification of the activities performed, the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) was used. This instrument has been proposed in the past years as a possible standardization model for obtaining internationally comparable measurements of physical activities, and was tested and validated by scientific studies in Brazil<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>The following variables were studied: age (full years), gender, physical activity (distributed into four groups: sedentary, insufficiently active, active and very active groups), body weight (measured in a digital scale with 150 kg capacity and 0.1 kg accuracy), height (measured with an anthropometric tape measure with 1 mm accuracy), waist circumference (measure with a glass-fiber tape measure with 1 mm accuracy) and blood pressure (systolic, diastolic and mean).</p>
      <p>Blood pressure was measured using the auscultatory method, with the individuals comfortably sitting for at least 5 minutes on a chair (their feet resting on the floor) in a tranquil environment and with their right arm positioned at the level of the heart. For data analysis, the mean of two blood pressure measurements taken 20 minutes apart was used. Blood pressure was determined according to the standardization proposed by the V Brazilian Guidelines on Hypertension<sup>14</sup>. Systolic blood pressure (SBP) was recorded at the Korotkoff phase I (sound is first heard), and the diastolic blood pressure (DBP) at the Korotkoff phase V (when the sound disappears). The cut-off points used for increased blood pressure were SBP <underline>&gt;</underline> 140 mmHg and/or DBP <underline>&gt;</underline> 90 mmHg.</p>
      <p>Weight, height and waist circumference measurements were taken with the students barefoot, wearing light clothes and no accessories that could interfere with the measurements, according to recommendations from the <italic>Manual of techniques and procedures</italic> of the Ministry of Health<sup>15</sup>. Waist circumference was measured at midway between the lower rib and the iliac crest. </p>
      <p>The overall nutritional status was classified using the body mass index (BMI) based on the cut-off points proposed by the World Health Organization (WHO)<sup>2</sup>, with normal weight defined as BMI &gt; 18.5 and &lt; 25 kg/m<sup>2</sup>, overweight as BMI <underline>&gt;</underline> 25 and &lt; 30 kg/m<sup>2</sup> , and obesity as BMI <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>. </p>
      <p>Waist circumference (WC) was used to identify the pattern of body fat distribution, because it is considered the best indicator for the assessment of risk for cardiovascular and metabolic diseases in epidemiological studies<sup>16,17</sup>. The cut-off points used were those defined by Lean et al<sup>17</sup> and currently recommended by the WHO<sup>2</sup>, considering normal or adequate WC values those &lt; 80 cm for women and &lt; 94 cm for men. Action level cut-off points both for clinical use and for health promotion programs were defined as follows: action level 1 or increased risk for morbidities associated with obesity (WC from 80 to 88cm for women and from 94 to 102 cm for men), in which the individuals should be advised to stop gaining weight and to adopt a healthy lifestyle; and action level 2 or very increased risk (WC <underline>&gt;</underline> 88 cm in women and <underline>&gt;</underline> 102 in men), in which the individuals should seek help from a health professional in order to lose weight and be screened for other risk factors. </p>
      <p>Data were processed in the Excel for Windows, BioEstat 4.0 and EpiInfo 6.04b programs. The statistical analysis for associations between the variables studied was carried out using the association chi square test and simple linear regression test. The odds ratio was used in the relations between two variables in 2 x 2 tables. The level of significance was set at p &lt; 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>A total of 605 individuals of both genders participated in the study; 53.9% were women. Their age ranged from 16 to 47 years, with a mean of 21.7 &#177; 3.7 years (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab01m-body2">Tables 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab02m-body2">2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop06810en_a04tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop06810en_a04tab02m-body2">
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      </p>
      <p>The analysis of BMI showed that 18.2% of the individuals had excess weight; 15.2% were overweight, and 3% were obese (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab02m-body2">Table 2</xref>). BMI of the participants ranged from 15 kg/m<sup>2</sup> to 35.9 kg/m<sup>2</sup>, with a mean of 21.9 &#177; 3.3 kg/m<sup>2</sup> (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab01m-body2">Table 1</xref>). Waist circumference (WC) action level 1, i.e., increased cardiovascular risk, was found in 7.9% of the students, whereas action level 2 (very increased risk) was found in 2.4%. No difference was found between men and women regarding the cardiovascular risk as classified using WC (p &gt; 0.05) (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab02m-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p>The mean SBP was 118.4 &#177; 10.9 mmHg and the mean DBP was 76.2 &#177; 8.9 mmHg. The mean SBP of male individuals was 124.1 &#177; 10.6 mmHg and of female individuals of 113.5 &#177; 8.6 mmHg, whereas the mean DBP was 80.2 &#177; 8.4 mmHg for men and 72.8 &#177; 7.9 mmHg for women (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab01m-body2">Table 1</xref>). Blood pressure levels above normal values were observed in 9.7% of the students, and the rates found among women (2.7%) were significantly lower (p &lt; 0.0001) than those found among men (17.9%) (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab02m-body2">Table 2</xref>). Mean SBP, mean DBP and mean blood pressure (MBP) were also significantly higher among men (p &lt; 0.0001) (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab03m-body2">Table 3</xref>), since 84.7% of the students with increased blood pressure were men. We observed that MBP increased with BMI (p &lt; 0.0001) (<xref ref-type="fig" rid="aop06810en_a04graf01m-body2">Graph 1</xref>) and with WC (p &lt; 0.001) (<xref ref-type="fig" rid="aop06810en_a04graf02m-body2">Graph 2</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop06810en_a04tab03m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop06810en_a04graf01m-body2">
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      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop06810en_a04graf02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The analysis of the level of physical activity of the university students, according to the IPAQ classification, revealed a proportion of 28.4% sedentary individuals, 23.6% insufficiently active individuals, 30.9% active individuals, and 17.1% very active individuals. Thus, when the categories of physical activity level were grouped as sedentary (sedentary and insufficiently active individuals) and active (active and very active individuals), the overall prevalence of sedentary individuals was 52%. The comparison between genders using this grouping showed a higher proportion of sedentary individuals (p = 0.003) among women (63.95%).</p>
      <p>Considering the reasons given by sedentary students for not performing physical activities, the main reason was lack of time (51.7%; p = 0.019), which was reported by 37% of the men and 60% of the women. Lack of opportunity (12.2%), lack of interest (11.6%) and health problems (0.6%) were also explanations for physical inactivity, and 15.2% of the sedentary individuals did not answer this question (<xref ref-type="table" rid="aop06810en_a04tab04m-body2">Table 4</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop06810en_a04tab04m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0192-00069-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The prevalence of increased blood pressure found in this study (9.7%) was lower than that observed by Sim&#227;o et al<sup>18</sup> (23.5%) and by Rabelo et al<sup>19</sup> (15.8%) in a university student population with similar age range and using the same cut-off points for normal values. </p>
      <p>As regards the differences found for blood pressure level and the proportion of hypertensive individuals among genders, the mean SBP, DBP and MBP values were significantly higher among men. These results are consistent with those observed among university students in S&#227;o Paulo<sup>19</sup>, where the prevalence of hypertension in men was 60.2%. The finding of a higher proportion of hypertension among men can be explained by the fact that the mean age of this population was 21.7 &#177; 3.7 years, since overall estimates suggest higher hypertension rates for men under 50 years old and for women over sixty years of age<sup>20</sup>. </p>
      <p>The prevalence of excess weight observed in the present study was similar to that demonstrated among university students in the city of Lubango, Angola<sup>18</sup> (20.4%), where 17.1% of the students were overweight and 3.2% obese. Studies conducted in Brazil reported rates similar to that of the present study, e.g. those found among nursing students in Rio de Janeiro, RJ<sup>21 </sup>(20%), with 15% overweight and 5% obesity, and those among nutrition students in Dourado, MS (17%)<sup>22</sup>.</p>
      <p>As regards waist circumference (WC), found of students with increased cardiometabolic risk, defined as a WC greater than 80 for women and greater than 94 for men, the proportion found in the present study (10.3%) was lower than that obtained by Simon et al<sup>18</sup> among students in Lubango (21.4%), and by Vilarinho et al<sup>21</sup> among nursing students (15%).</p>
      <p>Among the university students analyzed in the present study, excess weight with central fat distribution is a predisposing factor for high blood pressure. A cause-effect relation between increased body mass and blood pressure elevation was demonstrated in several cohort studies. In a cohort study that analyzed American nurses, long-term weight loss after 18 years was observed to result in a lower risk of hypertension, whereas weight gain was associated with increased relative risk for hypertension<sup>23</sup>. In the Framingham study cohort of non-hypertensive individuals of both genders, with a mean age of 52 years and followed-up from 1978 to 1994, obesity and weight gain were also shown to contribute to the development of hypertension. In that study, an increase in body mass by 5% was associated with an increase by 20%-30% in the odds ratio for hypertension (<underline>&gt;</underline>140/90 mmHg)<sup>24</sup>. We should point out that the outcomes of the Framingham study support the recommendation of monitoring individuals with borderline (normal high) blood pressure once a year, and individuals with normal blood pressure every two years; the importance of controlling body weight as a primary measure for the prevention of hypertension was also demonstrated<sup>24</sup>. </p>
      <p>The overall prevalence of sedentary individuals in the present study was 52% when the participants were grouped according to their level of physical activity as sedentary (sedentary and insufficiently active) and active (active and very active) individuals. This was 1.74 time higher than the prevalence recently reported by Rodrigues et al<sup>8</sup> among university students of Gurupi, Tocantins (29.9%), using the same measurement criteria and type of grouping of the categories of physical level activity. However, the prevalence of sedentary individuals in the study in Gurupi was lower than those found in other national and international studies. In this sense, some Brazilian case series with similar age ranges showed prevalences of sedentary individuals of 35.6% among nutrition students of S&#227;o Paulo (Fisberg et al's study<sup>25</sup>); of 75% among nursing students of Rio de Janeiro (Vilarinho et al's study<sup>21</sup>); and of 78.9% among students from a private university in S&#227;o Paulo (Rabelo et al's study<sup>19</sup>).</p>
      <p>Considering that Rodrigues et al<sup>8</sup> explained that the prevalence of sedentary individuals in their study was lower than those found in other studies partly because the city of Gurupi has high temperatures and data were collected in the summer, we should expect similar results in our study, since the weather conditions of that city in Northern Brazil are similar to those in Teresina, where the present study was conducted. </p>
      <p>The reasons for the higher prevalence of a sedentary lifestyle found among students from Teresina were not identified. A factor that may have contributed to the high proportion of sedentary individuals is related to the formal work reported by 32.87% of the students, a fact that could make it difficult for the individuals to practice physical activities regularly, since they would have less time available for that purpose. In fact, when the reasons mentioned by the sedentary students to explain their physical inactivity are analyzed, we observe that lack of time is the main reason for 51.7% of them. Similar reasons were found by Marcondelli et al<sup>26</sup> among students from the health care sector, with lack of time being mentioned by 66.7% of them. However, this is not an insurmountable barrier to the increase of a daily practice of physical activity, because even moderate aerobic activity such as walking, for instance, from three to five times a week for 30 minutes is enough to bring benefits to cardiovascular health<sup>27</sup>. </p>
      <p>The finding that the practice of physical activities is more frequent among men is consistent with findings from other national studies<sup>26-29</sup>; a possible explanation for this pattern is that women have multiple work duties, and this contributes to a limitation of the time available for physical activities. Concordantly, lack of time as a limiting factor for the practice of physical activities was reported by a greater percentage of women (60%) than of men (33%). In this sense, Aquino et al<sup>30</sup> observed that approximately half of the women working in a nursing department in the city of Salvador, Bahia, added more than 20 hours of household chores to their weekly working time, performing moderate (50.8%) or heavy (26.1%) physical effort.</p>
      <p>Although a sedentary lifestyle is known to be strongly correlated with hypertension<sup>5</sup>, the present study found no association between the level of physical activity and increased mean blood pressure, same as in other Brazilian studies with young populations<sup>30,31</sup>. Likewise, no association was found between level of physical activity and body mass index. </p>
      <p>This study has some limitations. One of them is that the estimate of the relation between body weight and blood pressure was not adjusted for potential confounding factors such as smoking habit, use of alcohol, and family income. However, different studies have demonstrated that blood pressure is strongly associated with body weight regardless of smoking habit<sup>32</sup>, use of alcohol<sup>32,33</sup> or family income<sup>33</sup>. Another aspect to be pointed out is the blood pressure measurement at a single time point, since the V Brazilian Guidelines of Hypertension recommend that measurements should be taken in two different visits to establish the diagnosis of hypertension<sup>14</sup>. However, due to methodological difficulties, several studies use the same procedure for blood pressure assessment as that adopted here<sup>18,30,32,33</sup>.</p>
      <p>The findings of this study indicate that even in a young population increased body weight and abdominal obesity are important determinants of blood pressure elevation. Thus, programs including continuous preventive and educational measures targeted at promoting a more active lifestyle based on the regular practice of physical activities are necessary. These measures may contribute to improve body composition, body fat distribution, and blood pressure levels of the students diagnosed with excess weight or central adiposity. In addition, identifying and correcting inadequate eating habits is also necessary to promote an adequate control of body weight, so as to minimize the harmful effects that the lack of physical activity and obesity may have on the quality of life during this and other stages of life of university students. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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