<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500205</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000088</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>H&#225;bitos alimentares e fatores de risco para aterosclerose em estudantes de Bento Gon&#231;alves (RS)</article-title>
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            <given-names>Hosana Maria Speranza</given-names>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>2</issue>
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          <year>2009</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>05</day>
          <month>01</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>05</day>
          <month>10</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A doen&#231;a cardiovascular ateroscler&#243;tica inicia seu processo na inf&#226;ncia precoce e &#233; influenciada ao longo da vida por fatores gen&#233;ticos e exposi&#231;&#227;o ambiental a fatores de risco potencialmente modific&#225;veis. OBJETIVO: Investigar a preval&#234;ncia de fatores de risco para aterosclerose com &#234;nfase nos h&#225;bitos alimentares em uma cidade de coloniza&#231;&#227;o predominantemente italiana. M&#201;TODOS: Estudo transversal de base populacional, envolvendo 590 estudantes do ensino fundamental com idades entre 9 e 18 anos, com amostra por conglomerado. Foram coletados: dados de identifica&#231;&#227;o, hist&#243;ria familiar e hist&#243;ria pregressa, al&#233;m das informa&#231;&#245;es referentes &#224; alimenta&#231;&#227;o dos estudantes. Os h&#225;bitos alimentares considerados inadequados inclu&#237;ram: consumo de fast food, guloseimas, bebidas a&#231;ucaradas e gorduras de origem animal por quatro ou mais vezes por semana e frutas, hortali&#231;as e leguminosas por menos de quatro vezes por semana. RESULTADOS: A preval&#234;ncia de excesso de peso entre os estudantes foi 24,6% (n=145); press&#227;o arterial elevada, 11,1% (n=65); tabagismo passivo, 35,4% (n=208); estilo de vida sedent&#225;rio, 52,3% (n=306); hist&#243;ria familiar doen&#231;as 1&#186; grau: hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, 21,4% e obesidade, 36,5%. Alimentos consumidos por quatro ou mais vezes por semana: fast food, 70,3% (n=411); guloseimas, 42,7% (n=252); bebidas a&#231;ucaradas, 71% (n=419); e gorduras de origem animal, 24,4% (n=143). Alimentos consumidos por menos de quatro vezes por semana: frutas, 36,8% (n=215); hortali&#231;as, 49,5% (n= 292) e leguminosas, 63,7% (n=374). CONCLUS&#195;O: S&#227;o necess&#225;rias interven&#231;&#245;es que promovam mudan&#231;as nos h&#225;bitos alimentares dos estudantes: maior consumo de frutas, hortali&#231;as e leguminosas e aumento do n&#237;vel de atividade f&#237;sica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>H&#225;bitos alimentares</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>aterosclerose</kwd>
        <kwd>estudantes</kwd>
        <kwd>Bento Gon&#231;alves (RS)</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>09</day>
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOLOGIA PEDI&#193;TRICA</p>
    <p>
      <bold>H&#225;bitos alimentares e fatores de risco para aterosclerose em estudantes de Bento Gon&#231;alves (RS)</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Hosana Maria Speranza Cimadon; Renata Geremia; Lucia Campos Pellanda</bold>
    </p>
    <p> Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A doen&#231;a cardiovascular ateroscler&#243;tica inicia seu processo na inf&#226;ncia precoce e &#233; influenciada ao longo da vida por fatores gen&#233;ticos e exposi&#231;&#227;o ambiental a fatores de risco potencialmente modific&#225;veis. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar a preval&#234;ncia de fatores de risco para aterosclerose com &#234;nfase nos h&#225;bitos alimentares em uma cidade de coloniza&#231;&#227;o predominantemente italiana. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal de base populacional, envolvendo 590 estudantes do ensino fundamental com idades entre 9 e 18 anos, com amostra por conglomerado. Foram coletados: dados de identifica&#231;&#227;o, hist&#243;ria familiar e hist&#243;ria pregressa, al&#233;m das informa&#231;&#245;es referentes &#224; alimenta&#231;&#227;o dos estudantes. Os h&#225;bitos alimentares considerados inadequados inclu&#237;ram: consumo de <italic>fast food</italic>, guloseimas, bebidas a&#231;ucaradas e gorduras de origem animal por quatro ou mais vezes por semana e frutas, hortali&#231;as e leguminosas por menos de quatro vezes por semana. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A preval&#234;ncia de excesso de peso entre os estudantes foi 24,6% (n=145); press&#227;o arterial elevada, 11,1% (n=65); tabagismo passivo, 35,4% (n=208); estilo de vida sedent&#225;rio, 52,3% (n=306); hist&#243;ria familiar doen&#231;as 1&#186; grau: hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, 21,4% e obesidade, 36,5%. Alimentos consumidos por quatro ou mais vezes por semana: <italic>fast food</italic>, 70,3% (n=411); guloseimas, 42,7% (n=252); bebidas a&#231;ucaradas, 71% (n=419); e gorduras de origem animal, 24,4% (n=143). Alimentos consumidos por menos de quatro vezes por semana: frutas, 36,8% (n=215); hortali&#231;as, 49,5% (n= 292) e leguminosas, 63,7% (n=374). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> S&#227;o necess&#225;rias interven&#231;&#245;es que promovam mudan&#231;as nos h&#225;bitos alimentares dos estudantes: maior consumo de frutas, hortali&#231;as e leguminosas e aumento do n&#237;vel de atividade f&#237;sica. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> H&#225;bitos alimentares, fatores de risco, aterosclerose, estudantes, Bento Gon&#231;alves (RS), Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A doen&#231;a ateroscler&#243;tica inicia na inf&#226;ncia e progride na adolesc&#234;ncia e na vida adulta, e a presen&#231;a e a gravidade das les&#245;es ateroscler&#243;ticas correlacionam-se positiva e significativamente com os fatores de risco cardiovascular. Dentre os fatores de risco incluem-se: sobrepeso e obesidade, dislipidemia, hipertens&#227;o arterial, resist&#234;ncia a insulina, sedentarismo e dieta aterog&#234;nica<sup>1-6</sup>.</p>
    <p>O excesso de peso na inf&#226;ncia pode aumentar a possibilidade de ocorr&#234;ncia da doen&#231;a card&#237;aca na vida adulta, como resultado do estabelecimento precoce desses fatores de risco, e o controle dos fatores de risco &#233; a maior estrat&#233;gia para prevenir a doen&#231;a ateroscler&#243;tica<sup>2,7</sup>.</p>
    <p>Segundo dados da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS), as doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o a primeira causa de mortes em todo o mundo. Estimou-se que 17,5 milh&#245;es de pessoas morreram por essas doen&#231;as em 2005, representando 30% de todas as mortes do mundo. A previs&#227;o para 2015 &#233; de que 20 milh&#245;es de pessoas morrer&#227;o a cada ano por doen&#231;a cardiovascular. Em torno de 80% dessas mortes est&#227;o ocorrendo em pa&#237;ses de renda m&#233;dia e baixa, e as principais causas s&#227;o o tabagismo, a inatividade f&#237;sica e a dieta inadequada<sup>8</sup>.</p>
    <p>No Brasil, no ano de 2004, ocorreram 86.791 &#243;bitos por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o, sendo 7.940 no Rio Grande do Sul<sup>9</sup>.</p>
    <p>Conhecer os fatores de risco para aterosclerose nos estudantes &#233; fundamental para avaliar a necessidade de projetos que promovam a sa&#250;de da popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Este estudo &#233; de suma import&#226;ncia, uma vez que n&#227;o existe em Bento Gon&#231;alves (RS) dados atualizados sobre fatores de risco nessa faixa et&#225;ria e, principalmente, pela primeira vez s&#227;o investigados os h&#225;bitos alimentares dessa popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Assim, o objetivo deste estudo &#233; investigar os fatores de risco para aterosclerose, enfatizando os h&#225;bitos alimentares, na cidade de Bento Gon&#231;alves (RS), uma cidade de coloniza&#231;&#227;o predominantemente italiana no sul do Brasil, com h&#225;bitos alimentares e fatores culturais espec&#237;ficos. </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o e m&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo transversal de base populacional, no qual foi selecionada uma amostra probabil&#237;stica por conglomerados, em escolas p&#250;blicas e privadas da zona urbana do munic&#237;pio de Bento Gon&#231;alves (RS), a partir de sorteio da listagem de todas as escolas das redes municipal, estadual e particular. Foram avaliados escolares de 5&#170; a 8&#170; s&#233;ries do ensino fundamental. Com aux&#237;lio do programa EPI INFO (<italic>Statcalc</italic>), estimou-se que, para uma preval&#234;ncia de 9,8% de obesidade, observada em Porto Alegre (RS), em estudo anterior do nosso grupo<sup>10</sup>, com um n&#237;vel de confian&#231;a de 95% e margem de erro de 2,7%, seria necess&#225;ria uma amostra de 415 escolares. Considerando as poss&#237;veis perdas, esse n&#250;mero foi acrescido de 30%, totalizando 539 estudantes. </p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa institucional. Todas as escolas sorteadas foram contatadas para esclarecimento do projeto com detalhamento dos objetivos, atividades planejadas e entrega da minuta do projeto &#224; dire&#231;&#227;o e ao corpo docente. Uma escola foi sorteada para realiza&#231;&#227;o do estudo piloto que possibilitou ajustes no instrumento de coleta de dados. Ap&#243;s o consentimento informado dos pais e/ou respons&#225;veis e dos estudantes, foi enviado um question&#225;rio com perguntas referentes a hist&#243;ria familiar, hist&#243;ria da gesta&#231;&#227;o e amamenta&#231;&#227;o, h&#225;bitos alimentares e h&#225;bitos de vida. Com o retorno do question&#225;rio preenchido, foi realizada a avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica e verifica&#231;&#227;o da press&#227;o arterial dos estudantes na escola. </p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o do peso corporal, utilizou-se balan&#231;a eletr&#244;nica port&#225;til calibrada, com capacidade para 120 kg. Os escolares foram pesados vestindo apenas roupas leves e descal&#231;os, permanecendo eretos, no centro da balan&#231;a, com os bra&#231;os esticados ao lado do corpo, sem se movimentar. Para medida da estatura utilizou-se uma fita m&#233;trica inextens&#237;vel, com precis&#227;o de 0,1 cm fixada em paredes lisas sem rodap&#233; e esquadro. Os escolares foram colocados em posi&#231;&#227;o vertical, eretos, com os p&#233;s paralelos e calcanhares, ombros e n&#225;degas encostados na parede. Para a medida da press&#227;o arterial, foram utilizados aparelhos de press&#227;o do tipo aneroide, man&#244;metro com gradua&#231;&#227;o de 0 a 300 mmHg. A medida da press&#227;o arterial foi verificada de acordo com a I Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose na Inf&#226;ncia e na Adolesc&#234;ncia<sup>11</sup>.</p>
    <p>O &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) foi obtido por meio da raz&#227;o peso corporal e altura elevada ao quadrado, dado em kg/m<sup>2</sup>. A avalia&#231;&#227;o do estado nutricional foi feita por meio das curvas padr&#227;o de IMC para a idade preconizadas pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (WHO,2007- <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.who.int/childgrowth">www.who.int/childgrowth</ext-link>) e os pontos de corte utilizados para a classifica&#231;&#227;o de sobrepeso (entre os percentis 85 e 97) e obesidade (acima do percentil 97), de acordo com as orienta&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de de 2007. Para a apresenta&#231;&#227;o e discuss&#227;o dos resultados, o sobrepeso e a obesidade foram agrupados em excesso de peso.</p>
    <p>Para investiga&#231;&#227;o dos h&#225;bitos alimentares, foi aplicado um question&#225;rio de frequ&#234;ncia alimentar elaborado para essa popula&#231;&#227;o. </p>
    <p>Foram coletadas informa&#231;&#245;es referentes a n&#250;mero de refei&#231;&#245;es di&#225;rias, local da realiza&#231;&#227;o do almo&#231;o, origem do lanche escolar, alimentos consumidos nesse lanche, frequ&#234;ncia de consumo de gorduras de origem animal (manteiga, banha, bacon), margarina, maionese e &#243;leos vegetais, frequ&#234;ncia de consumo de <italic>fast food (</italic>empanados, hamb&#250;rgueres, pizza, cachorro-quente, batata frita, pastel frito, cheeseburguer e sopas de pacote), hortali&#231;as (verduras/legumes), frutas, alimentos com alto teor de carboidratos (arroz, massas, aipim, batata, polenta, p&#227;es, biscoitos), carnes/ovo, leite e derivados, leguminosas, bebidas a&#231;ucaradas (refrigerantes comuns, sucos em p&#243;, sucos concentrados e sucos naturais). Foi considerado como h&#225;bitos inadequados o consumo de <italic>fast food, </italic>guloseimas (doces, biscoitos recheados, chocolate e salgadinhos), bebidas a&#231;ucaradas, margarina, maionese e gorduras de origem animal por quatro ou mais vezes/semana, e o consumo de frutas, hortali&#231;as e leguminosas menor de quatro vezes/semana. </p>
    <p>O estilo de vida foi avaliado com base nas horas sedent&#225;rias (tempo de TV, videogame, computador) e horas semanais de pr&#225;tica de atividade f&#237;sica (soma das horas semanais dedicadas ao exerc&#237;cio f&#237;sico regular com acompanhamento e atividade f&#237;sica sem acompanhamento). Considerou-se inadequada a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica por menos de tr&#234;s vezes por semana e a perman&#234;ncia acima de cinco horas com TV/videogame e computador<sup>11</sup>.</p>
    <p>Os dados foram armazenados no banco de dados SPSS vers&#227;o 15.0. As vari&#225;veis qualitativas foram descritas a partir da frequ&#234;ncia absoluta e relativa, e as vari&#225;veis quantitativas por meio de m&#233;dia e desvio padr&#227;o ou mediana e intervalos interquartis. Considerou-se um intervalo de confian&#231;a de 95% para conglomerados. Os grupos foram comparados por meio dos testes do qui-quadrado e <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, considerando um erro alfa cr&#237;tico de 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados 590 estudantes, de dez escolas das redes p&#250;blica e privada. A amostra foi composta por 41,5% (n=245) de meninos e 58,5% (n=345) de meninas, com idades entre 9 e 18 anos. A maioria dos estudantes, 93,2% (n=550), frequentava a escola no turno da manh&#227;, sendo 9,8%(n=58) de escola particular, 35,8% (n=211) de escola municipal e 54,4% (n=321) de escola estadual. A maioria dos pais tinha ensino fundamental incompleto: m&#227;es 42,9% (n=240) e os pais 45,1% (n=332) (<xref ref-type="table" rid="tab1">tab.1</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0166-00088-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quanto aos h&#225;bitos alimentares, a m&#233;dia do n&#250;mero de refei&#231;&#245;es que os estudantes realizavam por dia foi de 4,4 (DP: 0,9), e 72,2% (n=426) deles realizavam caf&#233; da manh&#227;. A frequ&#234;ncia semanal de consumo do lanche fornecido pela escola foi de tr&#234;s refei&#231;&#245;es (1;5). </p>
    <p>Dos 590 estudantes avaliados, 75,9% (n=443) almo&#231;avam em casa. Leguminosas, hortali&#231;as e frutas tiveram uma mediana de frequ&#234;ncia de consumo de 3 (1;5), 2 (4;7) e 5 (3;7), respectivamente. A carne mais consumida foi a de gado com uma freq&#252;&#234;ncia de 3 (2;4). Em rela&#231;&#227;o &#224;s gorduras, 50% dos estudantes consumiam &#243;leos vegetais at&#233; cinco vezes por semana e 25% informaram n&#227;o consumir margarinas, gorduras de origem animal e maionese. Leite e derivados foram consumidos por 50% dos estudantes numa frequ&#234;ncia semanal de at&#233; cinco vezes. Dos estudantes que participaram do estudo, 25% deles n&#227;o consumiam ovo. Alimentos n&#227;o saud&#225;veis, como <italic>fast food</italic>, guloseimas e bebidas a&#231;ucaradas, apresentaram uma frequ&#234;ncia semanal de 5 (3;8), 5 (3;7) e 3 (2;5), respectivamente (<xref ref-type="table" rid="tab2">tab.2</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0166-00088-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Dentre os fatores de risco para aterosclerose, foram observadas as seguintes preval&#234;ncias: excesso de peso, 24,6% (n=145), sendo 16,3% sobrepeso e 8,3% obesidade; tabagismo ativo, 0,5% (n=3); tabagismo passivo, 35,4% (n=208); enquanto 52,3% (n=306) dos estudantes praticavam atividade f&#237;sica menos de tr&#234;s vezes por semana, e 57,5% (n=335) permaneciam mais de cinco horas/dia com TV/videogame/computador. N&#237;veis elevados de press&#227;o arterial ao exame foram constatados em 11,1% (n=65) dos estudantes. A frequ&#234;ncia de consumo de <italic>fast food </italic>igual ou superior a quatro vezes por semana foi referida por 70,3% (n=411) dos estudantes. Adicionalmente, foi observado consumo igual ou superior a quatro vezes por semana para guloseimas, 42,7% (n=252); bebidas a&#231;ucaradas, 71% (n=419); gorduras de origem animal, 24,4% (n=143); margarina, 37,5% (n=218) e maionese, 17,1% (n=99).</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; hist&#243;ria familiar de doen&#231;as em 1&#186; grau, hipertens&#227;o e obesidade tiveram as maiores preval&#234;ncias: 21,4% (n=126) e 36,5% (n=196), respectivamente (<xref ref-type="table" rid="tab3">tab.3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0166-00088-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo transversal de base populacional investigou a preval&#234;ncia de fatores de risco para aterosclerose com &#234;nfase nos h&#225;bitos alimentares em uma regi&#227;o de coloniza&#231;&#227;o predominantemente italiana e observou altas preval&#234;ncias de fatores de risco nessa popula&#231;&#227;o. A preval&#234;ncia de excesso de peso na amostra estudada foi de 24,6% (16,3% sobrepeso e 8,3% obesidade). Esse resultado &#233; semelhante ao de um estudo realizado em Cap&#227;o da Canoa (RS) com 719 estudantes de 11 a 13 anos de idade, em que a preval&#234;ncia de excesso de peso foi de 24,8%<sup>12</sup>. Em outras pesquisas nacionais, os resultados mostram preval&#234;ncias de excesso de peso que variam de 7,8% a 26,3%: em Recife (PE), 7,8%; em Jo&#227;o Pessoa (PB), 19,9%; em Piracicaba (SP), 21%; em Florian&#243;polis (SC), 22,1% a 26,2%; e em Pelotas (RS), 26,3%<sup>13-17</sup>. No munic&#237;pio de Bento Gon&#231;alves (RS), a preval&#234;ncia de obesidade de 1990 a 1991 foi de 6,33%; se comparada com a preval&#234;ncia atual, houve aumento de 1,97%, por&#233;m esse estudo n&#227;o foi de base populacional<sup>18</sup>. Em Porto Alegre (RS), a preval&#234;ncia de excesso de peso foi de 27,6% (17,8% sobrepeso e 9,8% obesidade)<sup>10</sup>, superior &#224; do presente estudo.</p>
    <p>Um estudo internacional relacionando o IMC na inf&#226;ncia e o risco de eventos coronarianos na vida adulta mostrou que cada unidade aumentada no IMC eleva a probabilidade da ocorr&#234;ncia de eventos coronarianos futuros, e essa associa&#231;&#227;o aumenta com a idade<sup>2</sup>. </p>
    <p>Outro trabalho sobre excesso de peso e doen&#231;a card&#237;aca coronariana avaliou dados dos adolescentes do ano de 2000 quando a preval&#234;ncia de excesso de peso era de 16,7% em meninos e 15,4% em meninas, para projetar a propor&#231;&#227;o de homens e mulheres obesas em 2020. A preval&#234;ncia de obesos foi estimada em 30% a 35% para homens, e em 34% a 44% para mulheres, se comparada com a do ano do estudo, que era de 25% e 32%, respectivamente. Em decorr&#234;ncia desse aumento de excesso de peso, o excedente anual na incid&#234;ncia de doen&#231;a card&#237;aca coronariana foi estimado em 15% para o ano de 2020, sem que a preval&#234;ncia de obesidade aumente<sup>5</sup>. Essas estimativas s&#227;o preocupantes se pensarmos numa proje&#231;&#227;o futura utilizando a preval&#234;ncia de excesso de peso de 24,3% na amostra estudada. Este resultado mostra a necessidade de estrat&#233;gias emergenciais para essas crian&#231;as e adolescentes, bem como o desenvolvimento de programas de preven&#231;&#227;o de sobrepeso e obesidade e das doen&#231;as associadas.</p>
    <p>N&#237;veis de press&#227;o arterial aumentados estiveram presentes em 11,1% dos estudantes avaliados; valor superior ao encontrado no estudo de 1990 a 1991, realizado por Gerber e Zielinski<sup>18</sup>, que foi de 5% para n&#237;veis de press&#227;o arterial sist&#243;lica e de 3,2% para press&#227;o arterial diast&#243;lica. Em Cuiab&#225; (MT), no ano de 2005, foi observada uma preval&#234;ncia de press&#227;o arterial elevada de 6,1% e, em Recife (PE), em 2004 a 2005, uma preval&#234;ncia de 11,1%<sup>13,19</sup>. Estudos epidemiol&#243;gicos sobre hipertens&#227;o prim&#225;ria na inf&#226;ncia e na adolesc&#234;ncia realizados no Brasil demonstraram uma preval&#234;ncia que variou de 0,8% a 8,2%<sup>11</sup>, indicando que os escolares de Bento Gon&#231;alves (RS) est&#227;o com os n&#237;veis de press&#227;o arterial acima da faixa observada por estudos epidemiol&#243;gicos pr&#233;vios realizados no Brasil. No entanto, &#233; importante destacar que, em nosso estudo, foi realizada somente uma avalia&#231;&#227;o dos n&#237;veis press&#243;ricos, n&#227;o sendo poss&#237;vel, portanto, estabelecer o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o, mas apenas apontar para a eleva&#231;&#227;o desses n&#237;veis.</p>
    <p>O estudo "Tend&#234;ncias de Aumento na Press&#227;o Arterial em Crian&#231;as e Adolescentes", 1963 a 2002, avaliou crian&#231;as e adolescentes de 8 a 17 anos participantes dos estudos NHES, HHANES e NHANES realizados nesse per&#237;odo, e concluiu que os n&#237;veis de press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica est&#227;o em ascens&#227;o e esses novos achados t&#234;m implica&#231;&#245;es para as doen&#231;as cardiovasculares e representam &#244;nus para a sa&#250;de p&#250;blica<sup>20</sup>.</p>
    <p>A elevada preval&#234;ncia de 52,3% de estudantes com atividade f&#237;sica inferior a tr&#234;s vezes por semana e o n&#250;mero de horas destinadas a comportamentos sedent&#225;rios (assistir TV/videogame/computador), 57,5%, observada no presente estudo s&#227;o outros fatores de risco importantes que podem contribuir para a obesidade. Pesquisas mostram que a TV pode influenciar a dieta das crian&#231;as e adolescentes como observado em um trabalho realizado com crian&#231;as de 2 a 11 anos e adolescentes de 12 a 17 anos. No estudo observou-se que do total de calorias dos alimentos anunciados pela TV, 46,1% a 49,1% delas originavam-se do a&#231;&#250;car<sup>21</sup>.</p>
    <p>Em um estudo realizado em Recife (PE), a preval&#234;ncia de sedentarismo foi de 41,5%, abaixo da aqui encontrada. Atividades sedent&#225;rias, como assistir TV/ v&#237;deo/jogos eletr&#244;nicos por mais de tr&#234;s horas/dia, foram prevalentes em 43% numa amostra de crian&#231;as no Rio de Janeiro (RJ). Em Pelotas (RS), a m&#233;dia de horas de TV foi de 3,5h (+2,6h); quase 30% das crian&#231;as e adolescentes assistiam TV por quatro ou mais horas di&#225;rias<sup>13,17,22</sup>.</p>
    <p>A Academia Americana de Pediatria recomenda limitar o tempo de TV para crian&#231;as para at&#233; uma ou duas horas di&#225;rias de programas de qualidade<sup>23</sup>.</p>
    <p>Estudo longitudinal realizado com pr&#233;-adolescentes e adolescentes nos Estados Unidos mostrou que, tanto para meninos como para meninas, o aumento, em um ano, no IMC foi maior naqueles que referiram mais tempo assistindo programas de TV, v&#237;deo e jogos durante aquele ano<sup>24</sup>.</p>
    <p>Hist&#243;rico de doen&#231;as na fam&#237;lia tamb&#233;m pode ser considerado um fator de risco para aterosclerose. Na popula&#231;&#227;o avaliada, observou-se uma elevada preval&#234;ncia de doen&#231;as em familiares de 1&#186; grau, com destaque para hipertens&#227;o arterial, obesidade e hipercolesterolemia. Apesar de diabete melito e cardiopatia isqu&#234;mica terem apresentado menores preval&#234;ncias, deve-se salientar que os pais dos estudantes eram, na maioria, adultos jovens, e que essa preval&#234;ncia poderia ter valores maiores se os pais pertencessem a uma faixa et&#225;ria mais elevada.</p>
    <p>V&#225;rios estudos indicam que o risco de diabetes tipo II e doen&#231;a cardiovascular &#233; detect&#225;vel na inf&#226;ncia, e que essas doen&#231;as parecem partilhar fatores de risco, incluindo obesidade e dislipidemia. Uma maneira simples de detectar qualquer risco para ambas as doen&#231;as &#233; examinar o hist&#243;rico familiar. A hist&#243;ria familiar pode ser parte da abordagem de rastreamento para crian&#231;as em risco de diabetes e doen&#231;a cardiovascular e sua investiga&#231;&#227;o deve integrar campanhas destinadas a reduzir seus fatores de risco<sup>25</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de tabagismo encontrada entre os estudantes foi de (0,5%) e o fumo passivo foi prevalente em 34,5%, e esse &#233; um dado preocupante pelos efeitos nocivos causados pela fuma&#231;a do cigarro. Estudo realizado na Regi&#227;o Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ) mostrou preval&#234;ncia de fumo passivo de 57,3%<sup>22</sup>. Em Recife (PE), a preval&#234;ncia foi de 27,7%<sup>13</sup>. Apesar de os eventos relacionados &#224; aterosclerose n&#227;o ocorrerem na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia, h&#225; in&#250;meros dados que sugerem que o uso regular do cigarro est&#225; associado com o in&#237;cio da aterosclerose cr&#244;nica<sup>26</sup>.</p>
    <p>No Brasil, trabalhos mais recentes demonstram que o tabagismo est&#225; presente em 3% a 12,1% dos adolescentes<sup>11</sup>.</p>
    <p>Os fatores de risco apresentados anteriormente tornam-se mais relevantes quando confrontados com os h&#225;bitos alimentares dos estudantes da amostra, que demonstraram elevada frequ&#234;ncia de consumo de <italic>fast food</italic>, bebidas ado&#231;adas a&#231;ucaradas e guloseimas, e uma frequ&#234;ncia menor no consumo de frutas, hortali&#231;as e leguminosas. &#201; sabido que o consumo de frutas e hortali&#231;as deveria ser di&#225;rio e, mesmo considerando uma m&#233;dia de quatro vezes por semana como ideal para esse estudo, observou-se que a frequ&#234;ncia do consumo desses alimentos foi inferior a essa m&#233;dia para muitos estudantes da amostra.</p>
    <p>Resultados semelhantes foram observados em estudos anteriores<sup>15,27-30</sup>.</p>
    <p>Pesquisa realizada nos Estados Unidos, usando dados nacionalmente representativos para examinar a dieta habitual de crian&#231;as, testou a hip&#243;tese de que o consumo de <italic>fast food </italic>afeta adversamente fatores diet&#233;ticos ligados &#224; obesidade. O <italic>fast food</italic> permaneceu positiva e significativamente associado com energia total, gordura total, gordura saturada, carboidratos totais, a&#231;&#250;car adicionado, bebidas a&#231;ucaradas e densidade energ&#233;tica de bebidas alco&#243;licas<sup>31</sup>. </p>
    <p>Quanto ao consumo de bebidas a&#231;ucaradas, observou-se que a grande maioria, ou seja, 71% dos estudantes, consumia quatro ou mais vezes por semana essas bebidas.</p>
    <p>Estudos mostram que o consumo de bebidas a&#231;ucaradas est&#225; associado com aumento do ganho de peso. Um estudo piloto controlado randomizado com adolescentes de 13 a 18 anos concluiu que a redu&#231;&#227;o no consumo dessas bebidas tem efeito ben&#233;fico sobre o peso corporal<sup>32</sup>. O Estudo de Bogalusa avaliou, dentre outros, as mudan&#231;as no padr&#227;o de consumo de bebidas a&#231;ucaradas ao longo de duas d&#233;cadas, em crian&#231;as de 10 anos, e concluiu que a porcentagem das que consumiam esse tipo de bebida diminuiu de 1973 a 1994, particularmente refrigerantes e caf&#233; com a&#231;&#250;car. Entretanto, o consumo de ch&#225; com a&#231;&#250;car, suco de frutas, refrigerantes e caf&#233; com a&#231;&#250;car aumentou significantemente<sup>33</sup>.</p>
    <p>Ainda em rela&#231;&#227;o aos h&#225;bitos alimentares dos escolares pesquisados, podem-se citar dois pontos positivos importantes: a maioria deles realizava o caf&#233; da manh&#227; e almo&#231;ava em casa. </p>
    <p>Estudo realizado em Pelotas (RS) demonstrou que o n&#250;mero de refei&#231;&#245;es esteve diretamente associado ao sobrepeso, ou seja, quanto menor o n&#250;mero de refei&#231;&#245;es realizadas, maior a frequ&#234;ncia de sobrepeso, resultado semelhante ao do presente estudo<sup>17</sup>.</p>
    <p>Pesquisadores acreditam que o h&#225;bito da caf&#233; da manh&#227; pode ser um importante marcador de um padr&#227;o de estilo de vida totalmente saud&#225;vel em jovens, e que seu consumo frequente pode conceder importante efeito na preven&#231;&#227;o do ganho de peso. Esse fato foi observado no estudo prospectivo e seccional, que relacionou a frequ&#234;ncia de consumo do caf&#233; da manh&#227; &#224;s mudan&#231;as no peso corporal em adolescentes<sup>34</sup>.</p>
    <p>No presente estudo transversal de base populacional, devem-se considerar algumas limita&#231;&#245;es. Esse tipo de estudo n&#227;o envolve acompanhamento no tempo, o que poderia estabelecer melhores associa&#231;&#245;es entre h&#225;bitos alimentares e demais fatores de risco. Tamb&#233;m n&#227;o permite avaliar eventuais mudan&#231;as no comportamento alimentar e no estilo de vida. Outra poss&#237;vel limita&#231;&#227;o de estudos transversais e do pr&#243;prio instrumento utilizado &#233; a omiss&#227;o de informa&#231;&#245;es ou informa&#231;&#245;es incorretas a respeito, especialmente, dos h&#225;bitos alimentares, uma vez que o question&#225;rio foi respondido em domic&#237;lio, sem a presen&#231;a do pesquisador. </p>
    <p>Finalmente, &#233; dever de todos - pais, educadores e profissionais da sa&#250;de - zelar pela sa&#250;de das crian&#231;as e adolescentes por meio de atitudes coerentes com as diretrizes estabelecidas, a fim de promover a sa&#250;de e diminuir a morbimortalidade em nosso meio, revertendo, assim, as preocupantes previs&#245;es feitas pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Hosana Maria Speranza Cimadon pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/ Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia.</p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Lucia Campos Pellanda </p>
        <p> Av. Princesa Isabel, 370 - Santana </p>
        <p> 90620-000 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="lupellanda@uol.com.br">lupellanda@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo enviado em 14/05/2009; revisado recebido em 05/10/2009; aceito em 05/01/2010.</p>
  </body>
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          <article-title>Perfil antropom&#233;trico e consumo alimentar de adolescentes de Teixeira de Freitas - Bahia</article-title>
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          <article-title>Fatores adicionais de risco cardiovascular associados ao excesso de peso em crian&#231;as e adolescentes: o estudo do cora&#231;&#227;o de Belo Horizonte</article-title>
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          <article-title>Secular trends in children's sweetened-beverage consumption (1973 to 1994): The Bogalusa Heart Study</article-title>
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          <article-title>Breakfast eating and weight change in a 5-year prospective analysis of adolescents: project EAT (Eating Among Teens)</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Dietary habits and risk factors for atherosclerosis in students from Bento Gon&#231;alves (state of Rio Grande do Sul)</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Atherosclerotic cardiovascular disease begins its process in early childhood and is influenced throughout life by genetic factors and environmental exposure to potentially modifiable risk factors. OBJECTIVE: To investigate the prevalence of risk factors for atherosclerosis with emphasis on dietary habits in a predominantly Italian colonization town. METHODS: Population-based cross sectional study, involving 590 primary school students aged between 9 and 18 years, with a cluster sample. The following were collected: identification data, family history and personal history, and information regarding students' eating habits. Dietary habits considered inappropriate included: consumption of fast food, sugary snacks, sugar-sweetened beverages and animal fats four or more times a week, and fruits, green vegetables, and leguminous vegetables less than four times a week. RESULTS: The prevalence of overweight among students was 24.6% (n = 145), high blood pressure, 11.1% (n = 65); passive smoking, 35.4% (n = 208); sedentary lifestyle, 52.3% (n = 306), family history of 1st degree disease: hypertension, 21.4%, obesity 36.5%. Food items eaten four or more times a week: fast food, 70.3% (n = 411); sugary snacks, 42.7% (n = 252), sugar-sweetened beverages, 71% (n = 419), and animal fats, 24.4% (n = 143). Food items eaten less than four times a week: fruits, 36.8% (n = 215), green vegetables, 49.5% (n = 292) and leguminous vegetables, 63.7% (n = 374). CONCLUSION: Interventions are needed to promote changes in students' eating habits: higher level of consumption of fruits, green vegetables and leguminous vegetables, and increased level of physical activity.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Food habits</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
        <kwd>atherosclerosis</kwd>
        <kwd>students</kwd>
        <kwd>Bento Gon&#231;alves (RS)</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Dietary habits and risk factors for atherosclerosis in students from Bento Gon&#231;alves (state of Rio Grande do Sul)</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Hosana Maria Speranza Cimadon; Renata Geremia; Lucia Campos Pellanda</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Atherosclerotic cardiovascular disease begins its process in early childhood and is influenced throughout life by genetic factors and environmental exposure to potentially modifiable risk factors.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To investigate the prevalence of risk factors for atherosclerosis with emphasis on dietary habits in a predominantly Italian colonization town.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Population-based cross sectional study, involving 590 primary school students aged between 9 and 18 years, with a cluster sample. The following were collected: identification data, family history and personal history, and information regarding students' eating habits. Dietary habits considered inappropriate included: consumption of fast food, sugary snacks, sugar-sweetened beverages and animal fats four or more times a week, and fruits, green vegetables, and leguminous vegetables less than four times a week.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The prevalence of overweight among students was 24.6% (n = 145), high blood pressure, 11.1% (n = 65); passive smoking, 35.4% (n = 208); sedentary lifestyle, 52.3% (n = 306), family history of 1<sup>st</sup> degree disease: hypertension, 21.4%, obesity 36.5%. Food items eaten four or more times a week: fast food, 70.3% (n = 411); sugary snacks, 42.7% (n = 252), sugar-sweetened beverages, 71% (n = 419), and animal fats, 24.4% (n = 143). Food items eaten less than four times a week: fruits, 36.8% (n = 215), green vegetables, 49.5% (n = 292) and leguminous vegetables, 63.7% (n = 374).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Interventions are needed to promote changes in students' eating habits: higher level of consumption of fruits, green vegetables and leguminous vegetables, and increased level of physical activity. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Food habits; risk factors; atherosclerosis; students; Bento Gon&#231;alves (RS): Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Atherosclerotic disease begins in childhood and progresses into adolescence and adulthood, and the presence and severity of atherosclerotic lesions are positively and significantly correlated with cardiovascular risk factors. Risk factors include: overweight and obesity, dyslipidemia, hypertension, insulin resistance, sedentary lifestyle and atherogenic diet<sup>1-6</sup>.</p>
      <p>Overweight in childhood may increase the possibility of heart diseases in adulthood as a result of the early establishment of these risk factors, and control of risk factors is a major strategy for preventing atherosclerotic diseases<sup>2,7</sup>.</p>
      <p>According to data from the World Health Organization (WHO), cardiovascular diseases are the leading cause of deaths worldwide. It was estimated that 17.5 million people died from these diseases in 2005, representing 30% of all deaths in the world. The forecast for 2015 is that 20 million people die each year from cardiovascular disease. Around 80% of these deaths are occurring in middle and low income countries, and the main causes are smoking, physical inactivity and poor diet<sup>8</sup>.</p>
      <p>In Brazil, in 2004, there were 86,791 deaths from ischemic heart disease, of which 7,940 were in Rio Grande do Sul<sup>9</sup>.</p>
      <p>Knowing the risk factors for atherosclerosis in students is essential to assess the need for projects that promote health.</p>
      <p>This study is of great importance, since Bento Gon&#231;alves (RS) is devoid of updated data on risk factors in this age group and, especially because, for the first time, the dietary habits of this population are investigated.</p>
      <p>The purpose of this study is to investigate the risk factors for atherosclerosis, emphasizing the eating habits in the city of Bento Gon&#231;alves (RS), a city predominantly colonized by Italians in southern Brazil, with specific dietary habits and cultural factors. </p>
      <p>
        <bold>Population and methods</bold>
      </p>
      <p>This is a population-based cross-sectional study in which we selected a random cluster sample from public and private schools in the urban area of the city of Bento Gon&#231;alves (RS), by drawing lots from a list of all municipal, state and private schools. We assessed elementary/middle education students from grades 5 to 8. With the aid of the program EPI INFO (<italic>Statcalc</italic>), it was estimated that for a 9.8% prevalence of obesity observed in Porto Alegre (RS), in a previous study<sup>10</sup> with a confidence level of 95% and margin of error of 2.7%, we would require a sample of 415 students. Considering the possible losses, that number was increased by 30%, totaling 539 students. </p>
      <p>The project was approved by the institutional Human Research Ethics Committee. All schools selected were contacted in order to explain the project, by detailing the objectives, activities planned and delivering the draft project to the schools principals and faculty. One school was selected for the pilot study, which enabled adjustments to the data collection tool. After the informed consent was signed by parents and/or guardians and students, they were given a questionnaire with questions pertaining to family history, history of pregnancy and breastfeeding, eating habits and lifestyle. With the questionnaires duly filled up, we performed anthropometric and blood pressure checks on the students. </p>
      <p>In order to evaluate body weight, we used calibrated portable electronic scales with capacity for up to 120 kg. The children were weighed wearing only light clothing and barefoot, standing up at the center of scale, with arms outstretched to the sides, without moving. To measure their height we used an unextensible tape measure with a precision of 0.1 cm set on smooth walls without toeboard and square. The children were placed upright, erect, with feet parallel, and heels, shoulders and buttocks touching the wall. To measure blood pressure, we used aneroid blood pressure monitors, manometer graded from 0 to 300mmHg. The blood pressure was checked according to the I Guideline for the Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence<sup>11</sup>.</p>
      <p>Body Mass Index (BMI) was determined through the body weight/squared height ratio in kg/m<sup>2</sup>. The nutritional status assessment was made by means of standard curves of BMI for age as recommended by the World Health Organization (WHO, 2007 - www.who.int / childgrowth) and the cutoff points used for classification of overweight (between percentiles of 85 and 97) and obesity (above the 97 percentile), according to the guidelines of the World Health Organization of 2007. For the presentation and discussion of results, overweight and obesity were grouped into overweight.</p>
      <p>To investigate the dietary habits, we administered a dietary frequency questionnaire developed for this population. </p>
      <p>Information was collected regarding the number of daily meals, eating site, origin of snacks eaten while in school , food item consumed in these snacks, frequency of consumption of animal fats (butter, lard, bacon), margarine, mayonnaise and vegetable oils, frequency of consumption of fast food (breaded food, burgers, pizza, hot dogs, French fries, fried pastry, cheese burgers, and ready-made soups), green vegetables (leafy vegetables/vegetables), fruits, foods with high contents of carbohydrates (rice, pasta, cassava, potatoes, polenta (boiled cornmeal), bread, crackers), meats/eggs, dairy products, leguminous vegetables, sugar-sweetened beverages (regular soft drinks, juice powders, juice concentrates and fruit juices). Improper dietary habits were consumption of fast food, sugary snacks (candies, sandwich cookies, chocolate and snacks), sugar-sweetened beverages, margarine, mayonnaise and animal fats four or more times a week, and consumption of fruits, green vegetables and leguminous vegetales less than four times a week. </p>
      <p>The lifestyle was evaluated based on sedentary hours (TV watching time, videogame, computer) and weekly hours of physical activity (sum of weekly hours devoted to monitored regular exercising and unmonitored physical activities). Physical activities performed less often than three times a week and more than five hours watching TV/playing video game and using computer<sup>11</sup> were considered improper. </p>
      <p>Data were stored in the database SPSS version 15.0. Qualitative variables were described from the absolute and relative frequency, and quantitative variables were described by using the mean and standard deviation or median and interquartile ranges. A confidence interval of 95% was considered for clusters. The groups were compared using the chi-square and Student t tests, assuming a critical alpha of 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We evaluated 590 students from ten public and private schools. The sample consisted of 41.5% (n = 245) of boys and 58.5% (n = 345) of girls, aged 9 and 18. Most students, 93.2% (n = 550), attended school in the morning, of which 9.8% (n = 58) were from private schools, 35.8% (n = 211) from municipal schools and 54.4% (n = 321) from state schools. Most parents had not completed elementary/middle education: mothers 42.9% (n = 240) and fathers 45.1% (n = 332) (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0166-00088-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As for dietary habits, the average number of meals that students had per day was 4.4 (SD: 0.9), and 72.2% (n = 426) were used to having breakfast. The frequency of weekly intake of the snack provided by the schools was three meals (1.5). </p>
      <p>Out of the 590 students evaluated, 75.9% (n = 443) had lunch at home. Leguminous vegetables, green vegetables and fruits had a median frequency of consumption of 3 (1.5), 2 (4.7) and 5 (3.7), respectively. The most consumed meat was beef, with a frequency of 3 (2.4). As for fats, 50% of students consumed vegetable oils up to five times a week and 25% did not consume margarine, animal fats and mayonnaise. Milk and dairy products were consumed by 50% of students on a weekly basis, up to five times a week. Out of those students who participated in the study, 25% did not consume eggs. Unhealthy foods, such as fast food, sugary snacks and sugar-sweetened beverages, were taken on weekly basis, 5 (3.8), 5 (3.7) and 3 (2.5) times a week, respectively (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0166-00088-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Among the risk factors for atherosclerosis, the following rates were found: overweight, 24.6% (n = 145), 16.3% overweight and 8.3% obesity; active smoking, 0.5% (n = 3); passive smoking, 35.4% (n = 208); while 52.3% (n = 306) of students exercised less than three times a week, and 57.5% (n = 335) spent more than five hours a day watching TV/playing videogame/using the computer. High blood pressure levels on examination were found in 11.1% (n = 65) of students. Consumption of fast food four times or more per week was reported by 70.3% (n = 411) of students. Additionally, we found consumption rates greater than or equal to four times per week for sugary snacks, 42.7% (n = 252); sugar-sweetened beverages, 71% (n = 419); animal fats, 24.4% (n = 143); margarine, 37.5% (n = 218) and mayonnaise, 17.1% (n = 99).</p>
      <p>As for family history of 1<sup>st</sup> degree diseases, hypertension and obesity had the highest prevalence rates: 21.4% (n = 126) and 36.5% (n = 196), respectively (<xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Tab.3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-02-0166-00088-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This population-based cross-sectional study investigated the prevalence of risk factors for atherosclerosis with emphasis on dietary habits in a region predominantly colonized by Italians and found high rates of risk factors in this population. The prevalence of overweight in the sample studied was 24.6% (16.3% overweight and 8.3% obesity). This finding is similar to a study conducted in Cap&#227;o da Canoa (RS) with 719 students aged 11 to 13, in which the prevalence of overweight was 24.8%<sup>12</sup>. In other national polls, the findings show the prevalence of overweight ranging from 7.8% to 26.3%: in Recife (PE), 7.8%; in Jo&#227;o Pessoa (PB), 19.9%; in Piracicaba (SP), 21%; in Florianopolis (SC), 22.1% to 26.2%; and in Pelotas (RS), 26.3%<sup>13-17</sup>. In the city of Bento Gon&#231;alves (RS), the prevalence of obesity from 1990 to 1991 was 6.33% compared to the current prevalence, an increase of 1.97%, but this study was not population-based<sup>18</sup>. In Porto Alegre (RS), the prevalence of overweight was 27.6% (17.8% overweight and 9.8% obesity)<sup>10</sup>, higher than this study.</p>
      <p>An international study linking childhood BMI and the risk of coronary events in adulthood reported that each unit increased in BMI increases the likelihood of future coronary events, and this association increases with age<sup>2</sup>. </p>
      <p>Another study on overweight and coronary heart disease evaluated adolescent-related data in 2000 when the prevalence of overweight was 16.7% in boys and 15.4% for girls, to forecast the proportion of obese men and women in 2020. The prevalence of obesity was estimated at 30% to 35% for men and 34% to 44% for women, compared with the year of the study, which was 25% and 32%, respectively. Due to this increase in overweight, the annual increase of coronary heart disease rate was estimated at 15% for the year 2020, with no increased prevalence of obesity<sup>5</sup>. These estimates are disturbing if we think on a future forecast using the prevalence of overweight of 24.3% in the sample. This result reveals the need for emergency strategies for these children and adolescents, as well as the development of programs designed prevent overweight and obesity and associated diseases.</p>
      <p>Increased blood pressure levels were present in 11.1% of students assessed. This percentage is higher than that found in the study conducted from 1990 to 1991 by Gerber and Zielinski<sup>18</sup>, which was 5% for systolic blood pressure levels and 3.2 % for diastolic blood pressure levels. In Cuiab&#225; (state of Mato Grosso), in 2005, we found a prevalence of high blood pressure of 6.1% and, in Recife (PE), from 2004 to 2005, a prevalence of 11.1%<sup>13,19</sup>. Epidemiological studies of primary hypertension in childhood and adolescence conducted in Brazil reported a prevalence ranging from 0.8% to 8.2%<sup>11</sup>, indicating that the students from Bento Gon&#231;alves (RS) have blood pressure levels above the range found by previous epidemiological studies conducted in Brazil. However, it is important to emphasize that in our study, we only performed an assessment of blood pressure levels. Therefore, it was not possible to establish the diagnosis of hypertension. Instead, we only drew attention to these high levels.</p>
      <p>The study "Trends of Increased Blood Pressure in Children and Adolescents," from 1963 to 2002, assessed children and adolescents from aged 8 to 17, participating in the studies NHES, HHANES and NHANES performed during this period, and concluded that systolic and diastolic pressure levels are rising and these new findings have implications for cardiovascular disease and represent a burden for public health<sup>20</sup>.</p>
      <p>The high prevalence of 52.3% of students performing physical activities less than three times a week and the number of hours devoted to sedentary behaviors (watching TV/playing video game/using the computer), 57.5%, observed in this study, are other important risk factors that may contribute to obesity. Research shows that TV may influence the diet of children and adolescents as observed in a study conducted with children aged 2 to 11 and adolescents aged 12 to 17. This study reported that from the total calories of the foods advertised on TV, 46.1% to 49.1% of them originated from sugar<sup>21</sup>.</p>
      <p>In a study conducted in Recife (PE), the prevalence of physical inactivity was 41.5%, which is below the one found is this study. Sedentary activities, like watching TV/playing videogames/computer games for more than three hours a day, were prevalent in 43% of a sample of children in Rio de Janeiro (RJ). Pelotas (RS), TV-watching hours averaged 3.5h (+2.6h); almost 30% of children and adolescents watched TV for four or more hours a day<sup>13,17,22</sup>.</p>
      <p>The American Academy of Pediatrics recommends limiting TV-watching time for children to one or two hours of quality programming<sup>23</sup>.</p>
      <p>A longitudinal study with pre-adolescents and adolescents in the United States showed that for both boys and girls, the yearly increase in BMI was higher in those who reported the highest number of TV-watching and videogame-playing hours during that year<sup>24</sup>.</p>
      <p>History of family diseases can also be considered a risk factor for atherosclerosis. In the population studied, we observed a high prevalence of 1<sup>st</sup> degree family diseases, especially hypertension, obesity and hypercholesterolemia. Although diabetes mellitus and ischemic heart disease have shown low prevalence, it should be noted that students' parents were mostly young adults, and that this prevalence could have higher values if the parents belonged to an older age group.</p>
      <p>Several studies point out that the risk of type II diabetes and cardiovascular disease are detectable in childhood, and that these diseases seem to share risk factors, including obesity and dyslipidemia. A simple way to detect any risk for both diseases is to examine the family history. Family history can be part of the approach for screening children at risk of diabetes and cardiovascular disease and its investigation must include campaigns to reduce their risk factors<sup>25</sup>.</p>
      <p>The prevalence of smoking among the students was (0.5%) and passive smoking was prevalent in 34.5%, and this is a concerning data due to the harmful effects caused by cigarette smoke. A study conducted in the Metropolitan Region of Rio de Janeiro (RJ) reported a prevalence of passive smoking of 57.3%<sup>22</sup>. In Recife (PE), the prevalence was 27.7%<sup>13</sup>. Although the events related to atherosclerosis do not occur in childhood and adolescence, there is ample evidence to suggest that regular smoking is associated with the onset of chronic atherosclerosis<sup>26</sup>.</p>
      <p>In Brazil, recent studies report that smoking is present in 3% to 12.1% of adolescents<sup>11</sup>.</p>
      <p>The risk factors presented earlier become more relevant when faced with the eating habits of students in the sample, who reported a high frequency of consumption of fast food, sugar-sweetened beverages and sugary snacks, and a lower frequency in the consumption of fruits, green vegetables and leguminous vegetables. It is known that the consumption of fruits and green vegetables should be daily, even taking an average of four times per week as optimal for this study, we observed that the frequency of consumption of these foods was lower than the average for many students in the sample.</p>
      <p>Similar results were found in previous studies<sup>15,27-30</sup>.</p>
      <p>Research conducted in the United States, using nationally representative data to examine the usual diet of children, tested the hypothesis that consumption of fast food adversely affects dietary factors linked to obesity. Fast food remained positively and significantly associated with total energy, total fat, saturated fat, total carbohydrates, added sugar, sugar-sweetened beverages and energy density of alcoholic drinks<sup>31</sup>. </p>
      <p>As for the consumption of sugar-sweetened beverages, it was observed that the vast majority, or 71% of students, consumed these beverages four or more times a week.</p>
      <p>Studies show that the consumption of sugar-sweetened beverages is associated with increased weight gain. A randomized controlled pilot study with adolescents aged 13 to 18 concluded that the reduction in consumption of alcoholic beverages has a beneficial effect on body weight<sup>32</sup>. The Bogalusa Study assessed, among other aspects, changes in the consumption of sugar-sweetened beverages over two decades, in children aged 10, and concluded that the percentage of children consuming such beverages decreased from 1973 to 1994, particularly soft drinks and coffee with sugar. However, consumption of tea with sugar, fruit juices, soft drinks and coffee with sugar increased significantly<sup>33</sup>.</p>
      <p>Also concerning the dietary habits of schoolchildren, we can mention two important points: most of them had breakfast and lunch at home. </p>
      <p>A study conducted in Pelotas (RS) reported that the number of meals was directly associated with overweight, that is, the lower the number of meals, the greater was the frequency of overweight, which is similar to this study<sup>17</sup>.</p>
      <p>Researchers believe that the habit of having breakfast can be an important marker of a very healthy lifestyle in young people, and that frequent breakfast may bring an important effect on the prevention of weight gain. This fact was observed in the sectional and prospective study, which linked the frequency of breakfast consumption to changes in body weight in adolescents<sup>34</sup>.</p>
      <p>In this population-based cross-sectional study, one should consider some limitations. This type of study does not involve time monitoring, which could build better associations between dietary habits and other risk factors. Nor does it assess changes in dietary behavior and lifestyle. Another possible limitation of cross-sectional studies and the actual instrument used is the omission of information or misinformation about dietary habits, since the questionnaire was answered at home without the presence of a researcher. </p>
      <p>Finally, it is the duty of all - parents, educators and health professionals - to ensure the health of children and adolescents through attitudes consistent with the guidelines established to promote health and reduce morbidity and mortality in our environment, changing therefore, the worrying predictions made by the World Health Organization. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Hosana Maria Speranza Cimadon, from <italic>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/ Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
