<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001100024</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Relato de Caso</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Utiliza&#231;&#227;o do teste de caminhada de 6 minutos no manejo da hipertens&#227;o pulmonar</article-title>
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            <given-names>Camila Isabel da Silva</given-names>
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          <named-content content-type="city">Campinas</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Campinas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>e10</fpage>
      <lpage>e13</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>16</day>
          <month>09</month>
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        <date date-type="received">
          <day>27</day>
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        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>14</day>
          <month>10</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>O teste de caminhada de 6 minutos (T6) &#233; utilizado na avalia&#231;&#227;o de doen&#231;as cardiopulmonares por sua capacidade progn&#243;stica, facilidade de realiza&#231;&#227;o e reprodutibilidade. A hipertens&#227;o pulmonar (HP) &#233; definida e classificada como uma consequ&#234;ncia hemodin&#226;mica que leva ao aumento da press&#227;o arterial pulmonar, podendo resultar em uma fal&#234;ncia ventricular direita e com consequente morte. Este relato de caso retrata a indica&#231;&#227;o do T6 pela equipe de cardiologia de um hospital universit&#225;rio como forma de controle funcional de um paciente com HP, p&#243;s-introdu&#231;&#227;o e in&#237;cio da terap&#234;utica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>aptid&#227;o f&#237;sica</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o pulmonar</kwd>
        <kwd>teste de esfor&#231;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>29</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>Utiliza&#231;&#227;o do teste de caminhada de 6 minutos no manejo da hipertens&#227;o pulmonar</p>
    <p>
      <bold>Elize Fumagalli; Maria &#226;ngela de Oliveira Ribeiro; Mariana Sim&#245;es Ferreira; Camila Isabel da Silva Santos</bold>
    </p>
    <p> Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Campinas, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>O teste de caminhada de 6 minutos (T<sub>6</sub>) &#233; utilizado na avalia&#231;&#227;o de doen&#231;as cardiopulmonares por sua capacidade progn&#243;stica, facilidade de realiza&#231;&#227;o e reprodutibilidade. A hipertens&#227;o pulmonar (HP) &#233; definida e classificada como uma consequ&#234;ncia hemodin&#226;mica que leva ao aumento da press&#227;o arterial pulmonar, podendo resultar em uma fal&#234;ncia ventricular direita e com consequente morte. Este relato de caso retrata a indica&#231;&#227;o do T<sub>6</sub> pela equipe de cardiologia de um hospital universit&#225;rio como forma de controle funcional de um paciente com HP, p&#243;s-introdu&#231;&#227;o e in&#237;cio da terap&#234;utica.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Exerc&#237;cio, aptid&#227;o f&#237;sica, hipertens&#227;o pulmonar, teste de esfor&#231;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Teste de caminhada de 6 minutos (T<sub>6</sub>) &#233; um teste simples, de f&#225;cil execu&#231;&#227;o, seguro e de custo m&#237;nimo, mas s&#227;o escassos os relatos e discuss&#245;es quanto &#224; padroniza&#231;&#227;o da t&#233;cnica e fatores que interferem na sua efetividade. Consiste na caminhada do paciente durante 6 minutos em um corredor de 30 metros (m) para avaliar sua toler&#226;ncia ao esfor&#231;o f&#237;sico. Sua execu&#231;&#227;o &#233; associada &#224; Escala de Borg (&#237;ndice de Esfor&#231;o percebido) antes e no 1&#186;, 6&#186;, 9&#186; e no 12&#186; minutos ap&#243;s o teste, para verifica&#231;&#227;o subjetiva do cansa&#231;o do paciente. Tamb&#233;m s&#227;o aferidos os sinais vitais (press&#227;o arterial, frequ&#234;ncia card&#237;aca, frequ&#234;ncia respirat&#243;ria e satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio)<sup>1</sup>. T<sub>6 </sub>vem sendo usado na avalia&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), com o intuito de definir a intensidade do comprometimento card&#237;aco, o progn&#243;stico e a efic&#225;cia medicamentosa. &#233; um m&#233;todo de avalia&#231;&#227;o simples da capacidade f&#237;sica de indiv&#237;duos com comprometimentos pulmonares e card&#237;acos<sup>2</sup>.</p>
    <p>A hipertens&#227;o pulmonar (HP) &#233; definida e classificada como uma consequ&#234;ncia hemodin&#226;mica que leva ao aumento da press&#227;o arterial pulmonar, podendo resultar em fal&#234;ncia ventricular direita e consequente morte<sup>1-3</sup>. &#233; caracterizada por press&#227;o arterial pulmonar m&#233;dia superior a 25 mmHg em repouso e a 30 mmHg durante o exerc&#237;cio. Essa press&#227;o &#233; gerada pelo aumento da resist&#234;ncia vascular pulmonar, acarretando funcionamento anormal do ventr&#237;culo direito<sup>4</sup>. HP primaria pode ocorrer em raz&#227;o de agress&#227;o do endot&#233;lio pulmonar causada pelas for&#231;as de cisalhamento, v&#237;rus, drogas, hip&#243;xia, dist&#250;rbios autoimunes e predisposi&#231;&#227;o gen&#233;tica<sup>4</sup>. Seus sintomas s&#227;o: dispneia (60%), angina, hiperfun&#231;&#227;o ventricular &#224; direita, distens&#227;o das art&#233;rias pulmonares grandes (50%), s&#237;ncope (8%), tosse, hemoptise, rouquid&#227;o, fen&#244;meno de Raymound (10%)<sup>4</sup>.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Relato de caso</bold>
    </p>
    <p>B.M., 13 anos, sexo masculino, branco, nascido em 20/10/1994 sem intercorr&#234;ncias pr&#233; e p&#243;s-gestacionais, nasceu de parto ces&#225;rea aos 8 meses com 2.500 kg. Procedente da cidade paulista de Jundia&#237;, filho &#250;nico de pais jovens n&#227;o consangu&#237;neos e sem antecedentes familiares, iniciou em setembro de 2006 epis&#243;dios de n&#225;usea matinal e tosse constante. Nos dois meses subsequentes apresentou quadro de edema em membros inferiores e dispneia aos m&#233;dios esfor&#231;os, sendo necess&#225;ria interna&#231;&#227;o, diagnosticando-se insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva e HP. </p>
    <p>Foi realizada arteriografia pulmonar que n&#227;o evidenciou tromboembolismo pulmonar e a press&#227;o de 73 mmHg comprovou a HP (par&#226;metro de normalidade menor que 25 mmHg). Em mar&#231;o de 2007 compareceu ao ambulat&#243;rio de cardiologia de hospital universit&#225;rio para investiga&#231;&#227;o do quadro. Como mantinha queixa de dispneia, foi prescrito repouso absoluto e foram realizados exames para confirma&#231;&#227;o dos diagn&#243;sticos (<xref ref-type="table" rid="a24tab01">tab. 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a24tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0e10-00024-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A partir dos resultados da <xref ref-type="table" rid="a24tab01">tabela 1</xref> outros exames complementares foram solicitados: sorologia para citomegalov&#237;rus, hepatite B e C, anticorpo cintiglandina e HIV, todos negativos.</p>
    <p>Cintilografia de perfus&#227;o pulmonar, realizada em 11/7/2007, com imagens est&#225;ticas de perfus&#227;o do t&#243;rax ap&#243;s 5 minutos de inje&#231;&#227;o venosa de macroagregado de albumina (99mTc) mostrou distribui&#231;&#227;o homog&#234;nea do radiof&#225;rmaco nos pulm&#245;es, assim como as imagens de inala&#231;&#227;o, com distribui&#231;&#227;o homog&#234;nea do radioaerossol. N&#227;o houve evid&#234;ncias de tromboembolismo pulmonar agudo. O ecocardiograma constatou uma press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar, segundo Doppler, de 95 mmHg, constatando HP. Tamb&#233;m a presen&#231;a de dilata&#231;&#227;o de tronco e ramos da art&#233;ria pulmonar, septo interatrial &#237;ntegro ao ecoc&#225;rdio, por&#233;m com insufici&#234;ncia tric&#250;spide de grau moderado, dilata&#231;&#227;o de c&#226;maras direita e derrame peric&#225;rdico discreto. O PsPa evidenciou dilata&#231;&#227;o paradoxal do ventr&#237;culo direito (95 mmHg), constatando insufici&#234;ncia tric&#250;spide moderada. </p>
    <p>Nesse per&#237;odo a crian&#231;a apresentava-se sem sintomas e permanecia com atividade f&#237;sica suspensa. Ao exame f&#237;sico a frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) era de 88 bpm, ausculta pulmonar com murm&#250;rio vesicular presente e sem ru&#237;dos advent&#237;cios e membros inferiores sem edema. Para continuidade da investiga&#231;&#227;o, foram solicitados os exames de cintilografia ventila&#231;&#227;o/perfus&#227;o, cintilografia de perfus&#227;o mioc&#225;rdica (GATED) e T<sub>6</sub>. </p>
    <p>A GATED de maio 2007, pela angiocardiografia radioisot&#243;pica, apresentou clareamento diminu&#237;do do ventr&#237;culo direito, com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 28% (normal maior que 45%). Na cintilografia sincronizada das c&#226;maras card&#237;acas evidenciaram-se aumento de volume e diminui&#231;&#227;o da motilidade, tendo o ventr&#237;culo esquerdo fun&#231;&#227;o global normal e o ventr&#237;culo direito fun&#231;&#227;o global deprimida em grau moderado/acentuado. Diante desses resultados foram prescritos Sildenafil 25 mg, Furosemida 20 mg e Espironolactona 12,5 mg.</p>
    <p>O T<sub>6</sub> foi realizado pela equipe de fisioterapia com o intuito de avaliar a melhora das habilidades funcionais pr&#233; e p&#243;s-introdu&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o (Sildenafil 25 mg, Furosemida 20 mg, Espironolactona 25 mg, &#225;cido acetilsalic&#237;lico 100 mg/dia).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O T<sub>6</sub> foi feito em 13/6/2007 (<xref ref-type="table" rid="tab2">tab. 2</xref>). Durante a realiza&#231;&#227;o do exame, o paciente apresentou-se p&#225;lido e com as extremidades frias no 3&#186; minuto de esfor&#231;o, percorrendo 127,5 m ao final do teste, com retorno dos par&#226;metros cl&#237;nicos aos valores basais em cerca de 10 minutos. Associada ao teste, foi pontuada a escala de Borg para verifica&#231;&#227;o do esfor&#231;o percebido pelo paciente.</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0e10-00024-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Ap&#243;s dois meses (24/8/2007), o T<sub>6</sub> foi repetido e o paciente conseguiu andar mais r&#225;pido, percorrendo uma dist&#226;ncia maior (230 m). No entanto, n&#227;o finalizou o teste por referir cansa&#231;o, sensa&#231;&#227;o de "n&#243;" na garganta, apresentar extremidades frias e palidez. Esse teste foi finalizado no 3&#186; minuto por solicita&#231;&#227;o do paciente (<xref ref-type="table" rid="tab2">tab. 2</xref>). A equipe de fisioterapia solicitou o exame de espirometria pela possibilidade de doen&#231;a pulmonar restritiva associada ao quadro card&#237;aco, que foi realizada no Laborat&#243;rio de Fisiologia Pulmonar em 27/6/2007. O exame n&#227;o apresentou altera&#231;&#245;es.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este relato de caso retrata a indica&#231;&#227;o do T<sub>6</sub> pela equipe de cardiologia de um hospital universit&#225;rio como forma de controle funcional de um paciente com HP prim&#225;ria, ap&#243;s-introdu&#231;&#227;o e in&#237;cio da terap&#234;utica.</p>
    <p>Tratando-se de um teste de f&#225;cil execu&#231;&#227;o e reprodut&#237;vel, o dom&#237;nio da t&#233;cnica pelo profissional da fisioterapia, integrando uma equipe multiprofissional, pode contribuir no manejo de pacientes com doen&#231;as cardiopulmonares, como nesse caso. Essa colabora&#231;&#227;o pode ser tanto no per&#237;odo da investiga&#231;&#227;o como no controle dos diferentes tratamentos prescritos. </p>
    <p>Com o T<sub>6</sub>, a dist&#226;ncia percorrida por pacientes com IC &#233; considerada poderoso fator de mortalidade e &#237;ndice de interna&#231;&#227;o hospitalar. Valor de base para um bom progn&#243;stico envolve uma dist&#226;ncia percorrida maior que 450 m, havendo um pior progn&#243;stico entre 150 e 300 m<sup>1</sup>.</p>
    <p>O estudo de Rubim e cols.<sup>5</sup> tamb&#233;m teve como objetivo avaliar a utilidade do T<sub>6</sub> como indicador progn&#243;stico e sua contribui&#231;&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria de pacientes com IC. Ap&#243;s avaliar homens e mulheres com m&#233;dia de idade de 58,32 anos evidenciou forte correla&#231;&#227;o entre a dist&#226;ncia percorrida e o progn&#243;stico para mortalidade nessa enfermidade. </p>
    <p>Al&#233;m das cardiopatias, estudos com indiv&#237;duos com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica (DPOC), tamb&#233;m verificaram a import&#226;ncia do teste. Rodrigues e Viegas<sup>6</sup> investigaram pacientes com DPOC entre 48 e 80 anos (m&#233;dia 66 anos). Esses foram submetidos a avalia&#231;&#227;o das vari&#225;veis espirom&#233;tricas, gasom&#233;tricas, das press&#245;es respirat&#243;rias e do T<sub>6, </sub>e observou-se que o desempenho no teste teve correla&#231;&#227;o estatisticamente significativa com as vari&#225;veis de volume expirat&#243;rio for&#231;ado no primeiro segundo, press&#227;o parcial de oxig&#234;nio, satura&#231;&#227;o perif&#233;rica de oxig&#234;nio e a press&#227;o expirat&#243;ria m&#225;xima. Os autores conclu&#237;ram que o T<sub>6 </sub>pode ser utilizado como instrumento alternativo na avalia&#231;&#227;o funcional do paciente com DPOC.</p>
    <p>Na fibrose c&#237;stica, Coelho<sup>7</sup> comparou a vers&#227;o modificada do T<sub>6</sub>, conhecido como <italic>Shuttle Walk Test</italic>, em crian&#231;as com a doen&#231;a e indiv&#237;duos saud&#225;veis (entre 7 e 15 anos), e avaliou sua reprodutibilidade nas duas popula&#231;&#245;es. A sobrecarga card&#237;aca imposta pelo teste n&#227;o diferiu entre os grupos, o quer refor&#231;ou a import&#226;ncia do T<sub>6</sub> como complemento no manejo das doen&#231;as cardiorrespirat&#243;rias.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Considerando que h&#225; alta correla&#231;&#227;o entre as provas funcionais respirat&#243;rias e o T<sub>6 </sub>em pacientes com DPOC<sup>6</sup>, fibrose c&#237;stica e outras enfermidades, e como se trata de um m&#233;todo simples, objetivo e seguro para avalia&#231;&#227;o progn&#243;stica da IC<sup>5</sup>, o relato desse caso sugere sua aplica&#231;&#227;o no manejo da HP.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Mariana Sim&#245;es Ferreira </p>
        <p> Rua Tess&#225;lia Vieira Camargo 126 - Bar&#227;o Geraldo </p>
        <p> 13084-970 - Campinas, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="mariana-simoes@uol.com.br">mariana-simoes@uol.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="cacaiss@yahoo.com.br">cacaiss@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 27/07/09; revisado recebido em 16/09/09; aceito em 14/10/09.</p>
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          <article-title>Estudo de correla&#231;&#227;o entre provas funcionais respirat&#243;rias e o teste de caminhada de seis minutos em pacientes portadores de doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Use of 6-minute walk test in pulmonary hypertension management</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The 6-minute walk test (T6) is used to assess cardiopulmonary diseases due to its prognosis capacity, easy performance and reproducibility. Pulmonary hypertension (PH) is defined and classified as a hemodynamic consequence leading to increased pulmonary arterial pressure and may result in right ventricular failure and consequent death. This case reports the prescription of T6 by the cardiology team at a university hospital as a means of physical control of a patient with HP, after the introduction and initiation of therapy.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Exercise</kwd>
        <kwd>physical fitness</kwd>
        <kwd>hypertension, pulmonary</kwd>
        <kwd>exercise test</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Use of 6-minute walk test in Pulmonary Hypertension management</p>
      <p>
        <bold>Elize Fumagalli; Maria &#194;ngela de Oliveira Ribeiro; Mariana Sim&#245;es Ferreira; Camila Isabel da Silva Santos</bold>
      </p>
      <p> Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Campinas, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The 6-minute walk test (T<sub>6</sub>) is used to assess cardiopulmonary diseases due to its prognosis capacity, easy performance and reproducibility. Pulmonary hypertension (PH) is defined and classified as a hemodynamic consequence leading to increased pulmonary arterial pressure and may result in right ventricular failure and consequent death. This case reports the prescription of T<sub>6</sub> by the cardiology team at a university hospital as a means of physical control of a patient with HP, after the introduction and initiation of therapy.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Exercise; physical fitness; hypertension, pulmonary; exercise test.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The 6-minute walk test (T<sub>6</sub>) is a simple, easy, safe and unexpensive test, but there are few reports and discussions on the standardization of the technique and factors that interfere with its effectiveness. It consists of walking for 6 minutes along a 30-meter corridor (m) to evaluate patient's tolerance to physical exertion. Its performance is associated with the Borg scale (Perceived Exertion Scale) before and at the 1<sup>st</sup>, 6<sup>th</sup>, 9<sup>th</sup> and 12<sup>th</sup> minutes after the test to check patient' subjective fatigue. Vital signs are also measured (blood pressure, heart frequency, respiratory rate and oxygen saturation)<sup>1</sup>. T<sub>6</sub> has been used in the evaluation of heart failure (HF) in order to define cardiac involvement intensity, prognosis and drug effectiveness<sup>5</sup>. It is a simple method for assessing the physical capacity of individuals with pulmonary and cardiac impairments<sup>2</sup>.</p>
      <p>Pulmonary hypertension (PH) is defined and classified as a hemodynamic consequence leading to increased pulmonary arterial pressure and may result in right ventricular failure and eventual death<sup>1-3</sup>. It is characterized by mean pulmonary artery pressure exceeding 25 mmHg at rest and 30 mmHg during exercise. This pressure is generated by the increase of pulmonary vascular resistance, leading to abnormal function of the right ventricle<sup>4</sup>. Primary PH may occur due to endothelial aggression caused by pulmonary shear stress, viruses, drugs, hypoxia, autoimmune disorders and genetic predisposition<sup>4</sup>. Its symptoms are: dyspnea (60%), angina, right ventricular hyperfunction, distention of large pulmonary arteries (50%), syncope (8%), cough, hemoptysis, hoarseness, Raymound phenomenon (10%)<sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>B.M., 13 years old, white male, born on October 20, 1994 uneventful pre-and post-pregnancy, was delivered by cesarean section at 8 months with 2,500 kg. In September 2006, the patient from the city of Jundia&#237;, state of S&#227;o Paulo, only child of young non-consanguineous parents and no family history, started to present episodes of morning nausea and constant cough. Within two months, the patient presented lower limb edema and dyspnea on moderate exertion, and required admission. Congestive heart failure and PH were diagnosed. </p>
      <p>Pulmonary angiography revealed pulmonary thromboembolism and the pressure of 73 mmHg corroborated PH (normality parameter smaller than 25 mmHg). In March 2007, the patient attended the cardiology outpatient clinic of a university hospital for investigation. As the patient reported dyspnea, bed rest was prescribed and tests were performed to confirm the diagnosis (<xref ref-type="table" rid="en_a24tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a24tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0e10-00024-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>From the results of <xref ref-type="table" rid="en_a24tab01-body2">table 1</xref>, other complementary exams were requested: serology for cytomegalovirus, hepatitis B and C, antigliadin antibody and HIV, all of which were found negative.</p>
      <p>Pulmonary perfusion scintigraphy performed on July 11, 2007, with chest perfusion images after 5 minutes of intravenous injection of macroaggregated albumin (99mTc) showed homogeneous distribution of radiotracer in the lungs, as well as images of inhalation, with even distribution of radioaerosol. There was no evidence of acute pulmonary thromboembolism. Doppler echocardiogram revealed systolic pulmonary artery pressure of 95 mmHg, revealing PH. The presence of trunk dilatation and pulmonary artery branches, echocardiography revealed interatrial septum with no defect, but with moderate tricuspid insufficiency, dilatation of right chamber and discreet pericardial effusion. PsPa revealed paradoxical dilatation of the right ventricle (95 mmHg), finding moderate tricuspid insufficiency.</p>
      <p>In this period, the child was asymptomatic and physical activity remained suspended. Physical exam revealed heart rate (HR) of 88 bpm, pulmonary auscultation with vesicular murmur and no adventitious sounds and lower limbs without edema. For further investigation, ventilation/perfusion scintigraphy, myocardial perfusion scintigraphy, (GATED) and T<sub>6</sub> were requested. </p>
      <p>GATED of May 2007, through angiocardiography radionuclide, revealed decreased clearance of the right ventricle with an ejection fraction of 28% (normal greater than 45%). Synchronized scintigraphy of cardiac chambers revealed increased volume and decreased motility, as well as normal overall left ventricular function and decreased overall right ventricular function at moderate/high level. In view of these results, Sildenafil 25 mg, Furosemide 20 mg and Spironolactone 12.5 mg were prescribed.</p>
      <p>A physiotherapy team performed T<sub>6</sub> in order to evaluate the improvement of physical abilities before and after the introduction of the drug (Sildenafil 25 mg, Furosemide 20 mg, Spironolactone 25 mg, acetylsalicylic acid 100 mg/day).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>T<sub>6</sub> was done on June 13, 2007 (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>). During the examination, the patient was pale with cold extremities in the 3<sup>rd</sup> minute of exertion, running 127.5 m at the end of the test, with return of clinical parameters to baseline within 10 minutes. Along with the test, the patient scored the Borg scale in order to check the perceived exertion.</p>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0e10-00024-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>After two months (August 24, 2007), the T<sub>6</sub> was repeated and the patient was able to walk faster, running a greater distance (230 m). However, it ended the test reporting tiredness, lump in the throat sensation, cold extremities and pallor. This test was completed in the 3<sup>rd</sup> minute at patient's request (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">table 2</xref>). The physiotherapy team requested spirometry test due the possibility of restrictive lung disease associated with the cardiac condition, which was performed in the Pulmonary Physiology Laboratory on June 27, 2007. The examination revealed no changes.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This case report depicts a prescription of T<sub>6</sub> by the cardiology team of a university hospital as a form of functional control of a patient with primary PH, post-introduction and initiation of therapy.</p>
      <p>Since this is an easily executable and reproducible test, therapist' mastery of the technique, integrating a multidisciplinary team, may help managing patients with cardiopulmonary diseases, as in this case. This collaboration may be both in the investigation period and in the control of different treatments prescribed.</p>
      <p>With the T<sub>6</sub>, the distance run by patients with HF is considered a powerful factor of mortality and admission rate. The baseline for a good prognosis involves a distance greater than 450 m, with a worse prognosis between 150 and 300 m<sup>1</sup>.</p>
      <p>Rubim et al<sup>5</sup> also aimed to evaluate the usefulness of T<sub>6</sub> as a prognostic indicator and its contribution to clinical practice of patients with HF. After evaluating men and women with aged 58.32, this stuudy revealed a strong correlation between the distance run and the prognosis for mortality in this disease.</p>
      <p>Besides heart diseases, studies with individuals with chronic obstructive pulmonary disease (COPD), also noted the importance of the test. Rodrigues and Viegas<sup>6</sup> investigated patients with COPD between 48 and 80 (average 66 years). These patients underwent evaluation of spirometric variables, blood gas, respiratory pressures and T<sub>6</sub>. Test performance was statistically significant related to the variables of forced expiratory volume in the first second, partial pressure of oxygen, peripheral oxygen saturation and maximum expiratory pressure. The authors concluded that T<sub>6</sub> can be used as an alternative for the physical assessment of patients with COPD.</p>
      <p>In cystic fibrosis, Coelho<sup>7</sup> compared the modified version of T<sub>6</sub>, known as the Shuttle Walk Test in children with the disease and healthy individuals (7 to 15 years), and evaluated its reproducibility in the two cohorts. The heart overload imposed by the test did not differ between the groups, which emphasized the importance of T<sub>6</sub> as a complement in the management of cardio-respiratory diseases.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Considering that there is a high correlation between respiratory functional tests and T<sub>6</sub> in patients with COPD<sup>6</sup>, cystic fibrosis and other diseases, since it is a simple, objective and reliable method for prognostic assessment of HF<sup>5</sup>, this case report suggests its application in PH management.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Utilizaci&#243;n del test de caminata de 6 minutos en el manejo de la hipertensi&#243;n pulmonar</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>El test de caminata de 6 minutos (T6) es utilizado en la evaluaci&#243;n de enfermedades cardiopulmonares por su capacidad de pron&#243;stico, facilidad de realizaci&#243;n y reproductibilidad. La hipertensi&#243;n pulmonar (HP) es definida y clasificada como una consecuencia hemodin&#225;mica que lleva al aumento de la presi&#243;n arterial pulmonar, pudiendo resultar en una falencia ventricular derecha y con consiguiente muerte. Este relato de caso retrata la indicaci&#243;n del T6 por el equipo de cardiolog&#237;a de un hospital universitario como forma de control funcional de un paciente con HP, post introducci&#243;n e inicio de la terap&#233;utica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ejercicio</kwd>
        <kwd>aptitud f&#237;sica</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n pulmonar</kwd>
        <kwd>test de esfuerzo</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASO CL&#205;NICO</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Utilizaci&#243;n del test de caminata de 6 minutos en el manejo de la hipertensi&#243;n pulmonar</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Elize Fumagalli; Maria &#194;ngela de Oliveira Ribeiro; Mariana Sim&#245;es Ferreira; Camila Isabel da Silva Santos</bold>
      </p>
      <p>Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Campinas, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="add1-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>El test de caminata de 6 minutos (T<sub>6</sub>) es utilizado en la evaluaci&#243;n de enfermedades cardiopulmonares por su capacidad de pron&#243;stico, facilidad de realizaci&#243;n y reproductibilidad. La hipertensi&#243;n pulmonar (HP) es definida y clasificada como una consecuencia hemodin&#225;mica que lleva al aumento de la presi&#243;n arterial pulmonar, pudiendo resultar en una falencia ventricular derecha y con consiguiente muerte. Este relato de caso retrata la indicaci&#243;n del T<sub>6</sub> por el equipo de cardiolog&#237;a de un hospital universitario como forma de control funcional de un paciente con HP, post introducci&#243;n e inicio de la terap&#233;utica.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Ejercicio, aptitud f&#237;sica, hipertensi&#243;n pulmonar, test de esfuerzo.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El test de caminata de 6 minutos (T<sub>6</sub>) es un test simple, de f&#225;cil ejecuci&#243;n, seguro y de costo m&#237;nimo, pero son escasos los relatos y discusiones en cuanto a la estandarizaci&#243;n de la t&#233;cnica y factores que interfieren en su efectividad. Consiste en la caminata del paciente durante 6 minutos en un corredor de 30 metros (m) para evaluar su tolerancia al esfuerzo f&#237;sico. Su ejecuci&#243;n es asociada a la Escala de Borg (&#205;ndice de Esfuerzo percibido) antes y en el 1&#186;, 6&#186;, 9&#186; y en el 12&#186; minutos despu&#233;s del test, para verificaci&#243;n subjetiva del cansancio del paciente. Tambi&#233;n son medidos los signos vitales (presi&#243;n arterial, frecuencia card&#237;aca, frecuencia respiratoria y saturaci&#243;n de ox&#237;geno)<sup>1</sup>. T<sub>6</sub> viene siendo usado en la evaluaci&#243;n de la insuficiencia card&#237;aca (IC), con el prop&#243;sito de definir la intensidad del compromiso card&#237;aco, el pron&#243;stico y la eficacia medicamentosa. Es un m&#233;todo de evaluaci&#243;n simple de la capacidad f&#237;sica de individuos con compromiso pulmonar y card&#237;aco<sup>2</sup>.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n pulmonar (HP) es definida y clasificada como una consecuencia hemodin&#225;mica que lleva al aumento de la presi&#243;n arterial pulmonar, pudiendo resultar en falencia ventricular derecha y consecuente muerte<sup>1-3</sup>. Est&#225; caracterizada por presi&#243;n arterial pulmonar media superior a 25 mmHg en reposo y a 30 mmHg durante el ejercicio. Esa presi&#243;n es generada por el aumento de la resistencia vascular pulmonar, acarreando funcionamiento anormal del ventr&#237;culo derecho<sup>4</sup>. HP primaria puede ocurrir en raz&#243;n de agresi&#243;n del endotelio pulmonar causada por la tensi&#243;n de corte, virus, drogas, hipoxia, disturbios autoinmunes y predisposici&#243;n gen&#233;tica<sup>4</sup>. Sus s&#237;ntomas son: disnea (60%), angina, hiperfunci&#243;n ventricular a la derecha, distensi&#243;n de las arterias pulmonares grandes (50%), s&#237;ncope (8%), tos, hemoptisis, ronquido, fen&#243;meno de Raymound (10%)<sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caso cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>B.M., 13 anos, sexo masculino, blanco, nacido el 20.10.1994 sin complicaciones pre y post-gestaci&#243;n, naci&#243; de parto ces&#225;rea a los 8 meses con 2.500 kg. Procedente de la ciudad paulista de Jundia&#237;, hijo &#250;nico de padres j&#243;venes no consangu&#237;neos y sin antecedentes familiares, inici&#243; en setiembre de 2006 episodios de n&#225;usea matinal y tos constante. En los dos meses subsecuentes present&#243; cuadro de edema en miembros inferiores y disnea a los esfuerzos medios, siendo necesaria internaci&#243;n, diagnostic&#225;ndosele insuficiencia card&#237;aca congestiva y HP.</p>
      <p>Fue realizada arteriograf&#237;a pulmonar que no evidenci&#243; tromboembolismo pulmonar y la presi&#243;n de 73 mmHg comprob&#243; la HP (par&#225;metro de normalidad menor que 25 mmHg). En marzo de 2007 compareci&#243; al ambulatorio de cardiolog&#237;a de hospital universitario para investigaci&#243;n del cuadro. Como manten&#237;a queja de disnea, fue prescripto reposo absoluto y fueron realizados ex&#225;menes para confirmaci&#243;n de los diagn&#243;sticos (<xref ref-type="table" rid="es_a25tab01-body3">tab. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a25tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0e10-00024-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>A partir de los resultados de la <xref ref-type="table" rid="es_a25tab01-body3">tabla 1</xref> otros ex&#225;menes complementarios fueron solicitados: serolog&#237;a para citomegalovirus, hepatitis B y C, anticuerpo cintiglandina y HIV, todos negativos.</p>
      <p>Gammagraf&#237;a de perfusi&#243;n pulmonar, realizada el 11.7.2007, con im&#225;genes est&#225;ticas de perfusi&#243;n de t&#243;rax despu&#233;s de 5 minutos de inyecci&#243;n venosa de macroagregado de alb&#250;mina (99mTc) mostr&#243; distribuci&#243;n homog&#233;nea del radiof&#225;rmaco en los pulmones, as&#237; como las im&#225;genes de inhalaci&#243;n, con distribuci&#243;n homog&#233;nea de radioaerosol. No hubo evidencias de tromboembolismo pulmonar agudo. El ecocardiograma constat&#243; una presi&#243;n sist&#243;lica de la arteria pulmonar, seg&#250;n Doppler, de 95 mmHg, constatando HP. Tambi&#233;n la presencia de dilataci&#243;n de tronco y ramas de la arteria pulmonar, septo interatrial &#237;ntegro al ecocardio, con insuficiencia tric&#250;spide de grado moderado, dilataci&#243;n de c&#225;maras derecha y derrame peric&#225;rdico discreto. El PsPa evidenci&#243; dilataci&#243;n paradojal del ventr&#237;culo derecho (95 mmHg), constatando insuficiencia tric&#250;spide moderada. </p>
      <p>En ese per&#237;odo el ni&#241;o se presentaba sin s&#237;ntomas y permanec&#237;a con actividad f&#237;sica suspendida. Al examen f&#237;sico la frecuencia card&#237;aca (FC) era de 88 lpm, auscultaci&#243;n pulmonar con murmullo vesicular presente y sin ruidos agregados y miembros inferiores sin edema. Para continuidad de la investigaci&#243;n, fueron solicitados los ex&#225;menes de gammagraf&#237;a ventilaci&#243;n/perfusi&#243;n, gammagraf&#237;a de perfusi&#243;n mioc&#225;rdica (GATED) y T<sub>6</sub>.</p>
      <p>La GATED de mayo 2007, por la angiocardiograf&#237;a radioisot&#243;pica, present&#243; clareamiento disminuido del ventr&#237;culo derecho, con fracci&#243;n de eyecci&#243;n de 28% (normal mayor que 45%). En la gammagraf&#237;a sincronizada de las c&#225;maras card&#237;acas se evidenciaron aumento de volumen y disminuci&#243;n de la motilidad, teniendo el ventr&#237;culo izquierdo funci&#243;n global normal y el ventr&#237;culo derecho funci&#243;n global deprimida en grado moderado/acentuado. Delante de esos resultados fueron prescriptos Sildenafil 25 mg, Furosemida 20 mg y Espironolactona 12,5 mg.</p>
      <p>El T<sub>6</sub> fue realizado por el equipo de fisioterapia con el prop&#243;sito de evaluar la mejora de las habilidades funcionales pre y post introducci&#243;n de la medicaci&#243;n (Sildenafil 25 mg, Furosemida 20 mg, Espironolactona 25 mg, &#225;cido acetilsalic&#237;lico 100 mg/d&#237;a).</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El T<sub>6</sub> fue hecho en 13.6.2007 (tab. 3). Durante la realizaci&#243;n del examen, el paciente se present&#243; p&#225;lido y con las extremidades fr&#237;as en el 3&#186; minuto de esfuerzo, recorriendo 127,5 m al final del test, con retorno de los par&#225;metros cl&#237;nicos a los valores basales en cerca de 10 minutos. Asociada al test, fue puntuada la escala de Borg para verificaci&#243;n del esfuerzo percibido por el paciente.</p>
      <p>Despu&#233;s de dos meses (24.8.2007), el T<sub>6</sub> fue repetido y el paciente consigui&#243; andar m&#225;s r&#225;pido, recorriendo una distancia mayor (230 m). Mientras tanto, no finaliz&#243; el test por referir cansancio, sensaci&#243;n de "nudo" en la garganta, presentar extremidades fr&#237;as y palidez. Ese test fue finalizado en el 3&#186; minuto por solicitud del paciente (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">tab. 2</xref>). El equipo de fisioterapia solicit&#243; el examen de espirometr&#237;a por la posibilidad de enfermedad pulmonar restrictiva asociada al cuadro card&#237;aco, que fue realizada en el Laboratorio de Fisiolog&#237;a Pulmonar el 27.6.2007. El examen no present&#243; alteraciones.</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0e10-00024-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este relato de caso retrata la indicaci&#243;n del T<sub>6</sub> por el equipo de cardiolog&#237;a de un hospital universitario como forma de control funcional de un paciente con HP primaria, despu&#233;s de introducci&#243;n e inicio de la terap&#233;utica.</p>
      <p>Trat&#225;ndose de un test de f&#225;cil ejecuci&#243;n y reproductible, el dominio de la t&#233;cnica por el profesional de la fisioterapia, integrando un equipo multiprofesional, puede contribuir al manejo de pacientes con enfermedades cardiopulmonares, como en este caso. Esa colaboraci&#243;n puede ser tanto en el per&#237;odo de la investigaci&#243;n como en el control de los diferentes tratamientos prescriptos. </p>
      <p>Con el T<sub>6</sub>, la distancia recorrida por pacientes con IC es considerada poderoso factor de mortalidad e &#237;ndice de internaci&#243;n hospitalaria. Valor de base para un buen pron&#243;stico envuelve una distancia recorrida mayor que 450 m, habiendo un peor pron&#243;stico entre 150 y 300 m<sup>1</sup>.</p>
      <p>El estudio de Rubim et al<sup>5</sup> tambi&#233;n tuvo como objetivo evaluar la utilidad del T<sub>6</sub> como indicador pron&#243;stico y su contribuci&#243;n en la pr&#225;ctica cl&#237;nica diaria de pacientes con IC. Despu&#233;s de evaluar hombres y mujeres con media de edad de 58,32 a&#241;os se evidenci&#243; fuerte correlaci&#243;n entre la distancia recorrida y el pron&#243;stico para mortalidad en esa enfermedad.</p>
      <p>Adem&#225;s de las cardiopat&#237;as, estudios con individuos con enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica (EPOC), tambi&#233;n verificaron la importancia del test. Rodrigues y Viegas<sup>6</sup> investigaron pacientes con EPOC entre 48 y 80 a&#241;os (media 66 a&#241;os). Estos fueron sometidos a evaluaci&#243;n de las variables espirom&#233;tricas, gasom&#233;tricas, de las presiones respiratorias y del T<sub>6, </sub>y se observ&#243; que el desempe&#241;o en el test tuvo correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa con las variables de volumen expiratorio forzado en el primer segundo, presi&#243;n parcial de ox&#237;geno, saturaci&#243;n perif&#233;rica de ox&#237;geno y la presi&#243;n expiratoria m&#225;xima. Los autores concluyeron que el T<sub>6</sub> puede ser utilizado como instrumento alternativo en la evaluaci&#243;n funcional del paciente con EPOC.</p>
      <p>En la fibrosis c&#237;stica, Coelho<sup>7 </sup>compar&#243; la versi&#243;n modificada del T<sub>6</sub>, conocido como <italic>Shuttle Walk Test</italic>, en ni&#241;os con la enfermedad e individuos sanos (entre 7 y 15 a&#241;os), y evalu&#243; su reproductibilidad en las dos poblaciones. La sobrecarga card&#237;aca impuesta por el test no difiri&#243; entre los grupos, lo que reforz&#243; la importancia del T<sub>6</sub> como complemento en el manejo de las enfermedades cardiorrespiratorias.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Considerando que hay alta correlaci&#243;n entre las pruebas funcionales respiratorias y el T<sub>6</sub> en pacientes con EPOC<sup>6</sup>, fibrosis c&#237;stica y otras enfermedades, y como se trata de un m&#233;todo simple, objetivo y seguro para evaluaci&#243;n pron&#243;stica de la IC<sup>5</sup>, el relato de ese caso sugiere su aplicaci&#243;n en el manejo de la HP.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>1. Guimar&#227;es Filho FV, Carrasco HVCJ. Hipertens&#227;o pulmonar. In: Nobre F, Serrano Jr CV. Tratado de cardiologia SOCESP. Barueri: Manole; 2005. p. 1114-31.</p>
      <p>2. Oliveira Jr MT, Guimar&#227;es GV, Barretto ACP. Teste de 6 minutos em insufici&#234;ncia card&#237;aca. Arq Bras Cardiol. 1996; 67 (6): 373-4.</p>
      <p>3. Souza R, Cardoso AP, Pedra CA, Jardim C, Watge D, Campos FT, et al. Diretrizes brasileiras para o manejo da hipertens&#227;o pulmonar. J Bras Pneumol. 2005; 31 (2): S1-S31.</p>
      <p>4. Arroliga AC. Doen&#231;a vascular pulmonar. In: Stoller KJ, Wilkins LR, Scanlan LC. Fundamentos da terapia respirat&#243;ria de Egan. S&#227;o Paulo: Manole; 2000. p. 519-23.</p>
      <p>5. Rubim VSM, Drumond Neto C, Romeo JLM, Montera MW. Valor progn&#243;stico do teste de caminhada de seis minutos na insufici&#234;ncia card&#237;aca. Arq Bras Cardiol. 2006; 86 (2): 120-5.</p>
      <p>6. Rodrigues SL, Viegas CAA. Estudo de correla&#231;&#227;o entre provas funcionais respirat&#243;rias e o teste de caminhada de seis minutos em pacientes portadores de doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica. J Pneumol. 2002; 28 (6): 324-8.</p>
      <p>7. Coelho CC, Aquino ES, Almeida DC, Oliveira GC, Pinto RC, Rezende IMO, et al. An&#225;lise comparativa e reprodutibilidade do teste de caminhada com carga progressiva (modificado) em crian&#231;as normais e em portadoras de fibrose c&#237;stica. J Pneumol. 2007; 33 (2): 168-74.</p>
      <p>
        <fn id="add1-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Mariana Sim&#245;es Ferreira</p>
          <p> Rua Tess&#225;lia Vieira Camargo 126 - Bar&#227;o Geraldo</p>
          <p> 13084-970 - Campinas, SP - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="mariana-simoes@uol.com.br">mariana-simoes@uol.com.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="cacaiss@yahoo.com.br">cacaiss@yahoo.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 27/07/09; revisado recibido el 16/09/09; aceptado el 14/10/09.</p>
    </body>
  </sub-article>
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