<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Efeitos do treinamento resistido sobre a press&#227;o arterial de idosos</article-title>
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            <given-names>Andr&#233;ia Cristiane Carrenho</given-names>
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            <surname>Forjaz</surname>
            <given-names>Cl&#225;udia L&#250;cia de Moraes</given-names>
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        <institution content-type="orgdiv2">Laborat&#243;rio de Hemodin&#226;mica da Atividade Motora</institution>
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      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
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      <lpage>140</lpage>
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          <day>18</day>
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          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>O processo de envelhecimento reduz drasticamente a massa, a for&#231;a e a pot&#234;ncia musculares, diminuindo a capacidade de execu&#231;&#227;o das atividades da vida di&#225;ria. A pr&#225;tica de exerc&#237;cios resistidos pode reverter esse quadro, auxiliando na manuten&#231;&#227;o da massa muscular e melhorando sua for&#231;a e resist&#234;ncia. No entanto, o envelhecimento ocasiona altera&#231;&#245;es cardiovasculares, que podem resultar em aumento nos n&#237;veis de press&#227;o arterial de repouso, sendo importante analisar os efeitos do exerc&#237;cio resistido sobre a press&#227;o arterial de indiv&#237;duos idosos. O objetivo deste estudo &#233; avaliar o conhecimento cient&#237;fico existente sobre as respostas da press&#227;o arterial aos exerc&#237;cios resistidos e seus mecanismos em idosos. Para tanto, realizou-se uma revis&#227;o bibliogr&#225;fica baseada nas literaturas portuguesa e inglesa relacionadas ao tema. Com base nos estudos encontrados, o corpus atual, embora escasso e controverso, sugere que, de forma cr&#244;nica, os exerc&#237;cios resistidos podem ter efeito hipotensor em indiv&#237;duos idosos. Entretanto, esse efeito ocorre, principalmente, em idosos normotensos e com o treinamento de baixa intensidade. Os mecanismos envolvidos nessa resposta hipotensora ainda precisam ser elucidados. Embora o treinamento resistido esteja sendo recomendado para idosos e haja alguns indicativos de que ele possa ter efeito hipotensor cr&#244;nico, ainda h&#225; car&#234;ncia de dados cient&#237;ficos e muitas controv&#233;rsias sobre o assunto, o que evidencia que este ainda &#233; um campo aberto &#224; investiga&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>envelhecimento</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>29</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Efeitos do treinamento resistido sobre a press&#227;o arterial de idosos</p>
    <p>
      <bold>Andr&#233;ia Cristiane Carrenho Queiroz; H&#233;lcio Kanegusuku; Cl&#225;udia L&#250;cia de Moraes Forjaz</bold>
    </p>
    <p>Laborat&#243;rio de Hemodin&#226;mica da Atividade Motora - Escola de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Esporte - Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>O processo de envelhecimento reduz drasticamente a massa, a for&#231;a e a pot&#234;ncia musculares, diminuindo a capacidade de execu&#231;&#227;o das atividades da vida di&#225;ria. A pr&#225;tica de exerc&#237;cios resistidos pode reverter esse quadro, auxiliando na manuten&#231;&#227;o da massa muscular e melhorando sua for&#231;a e resist&#234;ncia. No entanto, o envelhecimento ocasiona altera&#231;&#245;es cardiovasculares, que podem resultar em aumento nos n&#237;veis de press&#227;o arterial de repouso, sendo importante analisar os efeitos do exerc&#237;cio resistido sobre a press&#227;o arterial de indiv&#237;duos idosos. O objetivo deste estudo &#233; avaliar o conhecimento cient&#237;fico existente sobre as respostas da press&#227;o arterial aos exerc&#237;cios resistidos e seus mecanismos em idosos. Para tanto, realizou-se uma revis&#227;o bibliogr&#225;fica baseada nas literaturas portuguesa e inglesa relacionadas ao tema. Com base nos estudos encontrados, o <italic>corpus</italic> atual, embora escasso e controverso, sugere que, de forma cr&#244;nica, os exerc&#237;cios resistidos podem ter efeito hipotensor em indiv&#237;duos idosos. Entretanto, esse efeito ocorre, principalmente, em idosos normotensos e com o treinamento de baixa intensidade. Os mecanismos envolvidos nessa resposta hipotensora ainda precisam ser elucidados. Embora o treinamento resistido esteja sendo recomendado para idosos e haja alguns indicativos de que ele possa ter efeito hipotensor cr&#244;nico, ainda h&#225; car&#234;ncia de dados cient&#237;ficos e muitas controv&#233;rsias sobre o assunto, o que evidencia que este ainda &#233; um campo aberto &#224; investiga&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Press&#227;o arterial, envelhecimento, exerc&#237;cio.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A melhora nas condi&#231;&#245;es de vida e os avan&#231;os da medicina, advindos do progresso da sociedade, t&#234;m resultado no aumento da expectativa de vida, principalmente nos pa&#237;ses em desenvolvimento<sup>1</sup>, aumentando expressivamente a quantidade de pessoas que atingem os 60 anos<sup>2</sup>. No Brasil, a Organiza&#231;&#227;o das Na&#231;&#245;es Unidas<sup>3</sup> (ONU) estimava para 2005 um n&#250;mero superior a 16 milh&#245;es para a popula&#231;&#227;o idosa.</p>
    <p>O processo de envelhecimento pode ser definido, dentre outros conceitos, como a soma de altera&#231;&#245;es biol&#243;gicas, psicol&#243;gicas e sociais que levam &#224; redu&#231;&#227;o gradual da capacidade de adapta&#231;&#227;o e de desempenho do indiv&#237;duo<sup>4</sup>, tornando-o mais vulner&#225;vel a processos patol&#243;gicos. Apesar dos avan&#231;os citados anteriormente, o processo de envelhecimento faz com que, ap&#243;s a sexta d&#233;cada de vida, haja uma acentuada perda na massa, for&#231;a e pot&#234;ncia musculares<sup>5</sup>. Tais modifica&#231;&#245;es reduzem substancialmente a capacidade de execu&#231;&#227;o das atividades da vida di&#225;ria, aumentando o grau de defici&#234;ncia dos idosos<sup>6</sup>. Como consequ&#234;ncia, verifica-se aumento no n&#250;mero de quedas nessa fase da vida, o que comumente resulta em fraturas<sup>7,8</sup>. De fato, mais de 90% das fraturas em idosos s&#227;o decorrentes de quedas - respons&#225;veis por 70% das mortes acidentais em pessoas com 75 anos ou mais<sup>9</sup>.</p>
    <p>Para prevenir esse quadro, &#233; fundamental adotar condutas que mantenham a for&#231;a muscular, j&#225; que, mesmo nos idosos, o sistema neuromuscular ainda conserva parte de sua plasticidade, podendo se adaptar em resposta a est&#237;mulos f&#237;sicos<sup>10</sup>. Assim, o exerc&#237;cio resistido tem surgido como uma boa solu&#231;&#227;o.</p>
    <p>Diversos estudos<sup>11-13</sup> t&#234;m relatado importantes benef&#237;cios musculares desse treinamento na popula&#231;&#227;o idosa, como a manuten&#231;&#227;o da massa muscular e o aumento expressivo da for&#231;a e pot&#234;ncia musculares. Por esse motivo, o exerc&#237;cio resistido vem sendo considerado uma interven&#231;&#227;o promissora para impedir ou reverter, pelo menos em parte, as perdas decorrentes do envelhecimento. Ele tem sido fortemente recomendado para a terceira idade<sup>14</sup>, resultando na melhora das habilidades funcionais, do estado de sa&#250;de, da qualidade de vida e da independ&#234;ncia dos idosos<sup>15</sup>.</p>
    <p>Al&#233;m dos preju&#237;zos musculares, o envelhecimento tamb&#233;m ocasiona altera&#231;&#245;es decrementais na fun&#231;&#227;o cardiovascular, as quais, com o avan&#231;o da idade<sup>16</sup>, resultam no aumento progressivo da press&#227;o arterial. Tais altera&#231;&#245;es podem influenciar as respostas cardiovasculares ao treinamento resistido. &#233; interessante observar que, mesmo em indiv&#237;duos jovens e de meia-idade, os efeitos do treinamento resistido sobre a fun&#231;&#227;o cardiovascular s&#227;o controversos<sup>17,18</sup>. Como est&#225; sendo recomendado para idosos, que podem apresentar altera&#231;&#245;es na fun&#231;&#227;o cardiovascular, torna-se importante investigar os efeitos desse treinamento na press&#227;o arterial destes indiv&#237;duos.</p>
    <p>O objetivo desse artigo foi realizar uma revis&#227;o narrativa sobre esse assunto, discutindo o conhecimento cient&#237;fico atual acerca das respostas da press&#227;o arterial e seus poss&#237;veis mecanismos regulat&#243;rios, hemodin&#226;micos e neurais, ap&#243;s um per&#237;odo de treinamento resistido em indiv&#237;duos idosos. Ao longo do texto, ser&#227;o abordadas, inicialmente, as altera&#231;&#245;es da press&#227;o arterial e seus mecanismos em rela&#231;&#227;o ao envelhecimento e, posteriormente, o efeito do treinamento resistido sobre tais par&#226;metros.</p>
    <p>Foram realizadas buscas em bibliotecas da &#225;rea de Ci&#234;ncias Biol&#243;gicas - revistas eletr&#244;nicas e bases de dados virtuais, como <italic>MEDLINE</italic>, <italic>PUBMED</italic> e <italic>SCIELO -</italic> nos &#250;ltimos 20 anos a fim de identificar, principalmente, ensaios cl&#237;nicos controlados e randomizados que tenham avaliado os efeitos cr&#244;nicos do exerc&#237;cio resistido sobre a press&#227;o arterial de indiv&#237;duos idosos. Foram utilizadas nas buscas as seguintes palavras-chave: press&#227;o arterial, envelhecimento, exerc&#237;cio resistido/for&#231;a, treinamento resistido/for&#231;a e suas respectivas tradu&#231;&#245;es para a l&#237;ngua inglesa.</p>
    <p>
      <bold>Sistema cardiovascular e envelhecimento</bold>
    </p>
    <p>O envelhecimento se associa a v&#225;rias altera&#231;&#245;es que culminam com o aumento expressivo de doen&#231;as do sistema cardiovascular<sup>19</sup>. Entre as altera&#231;&#245;es mais not&#225;veis que acompanham o envelhecimento, destacamos o aumento da press&#227;o arterial, resultado de modifica&#231;&#245;es estruturais e funcionais no cora&#231;&#227;o e nos vasos, al&#233;m de altera&#231;&#245;es no sistema nervoso auton&#244;mico<sup>20-23</sup>.</p>
    <p>Com o passar dos anos, a art&#233;ria aorta e a &#225;rvore arterial sofrem redu&#231;&#227;o de sua complac&#234;ncia e distensibilidade, tornando-se mais r&#237;gidas. Essas modifica&#231;&#245;es levam ao aumento da press&#227;o arterial sist&#243;lica, o que imp&#245;e uma sobrecarga ao cora&#231;&#227;o<sup>20,21,24</sup>, resultando na deposi&#231;&#227;o de col&#225;geno e no aumento da espessura das paredes do ventr&#237;culo esquerdo, aumentando tamb&#233;m a rigidez card&#237;aca<sup>24,25</sup>. Entretanto, mesmo com tais altera&#231;&#245;es estruturais card&#237;acas, a fun&#231;&#227;o sist&#243;lica mant&#233;m-se inalterada, ao passo que a complac&#234;ncia ventricular diminui, prejudicando a fun&#231;&#227;o diast&#243;lica e causando um aumento no tempo de relaxamento ventricular<sup>20,24</sup>.</p>
    <p>Com o envelhecimento, a circula&#231;&#227;o perif&#233;rica tamb&#233;m sofre altera&#231;&#245;es, tanto morfol&#243;gicas quanto funcionais, como a redu&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o capilar-fibra no m&#250;sculo e diminui&#231;&#227;o do di&#226;metro capilar<sup>22</sup>. Al&#233;m disso, h&#225; redu&#231;&#227;o na libera&#231;&#227;o de &#243;xido n&#237;trico e menor resposta vasodilatadora dependente do endot&#233;lio<sup>24</sup>, resultando em menor responsividade vascular aos est&#237;mulos neuro-humorais de vasodilata&#231;&#227;o. Dessa forma, a resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica total aumenta, podendo levar tamb&#233;m ao aumento da press&#227;o arterial diast&#243;lica e m&#233;dia<sup>22,26</sup>.</p>
    <p>O processo de envelhecimento tamb&#233;m promove altera&#231;&#227;o da modula&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o card&#237;aca pelo sistema nervoso auton&#244;mico. H&#225; redu&#231;&#227;o da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca<sup>23,27,28</sup>, com aumento do componente de baixa frequ&#234;ncia e redu&#231;&#227;o do componente de alta frequ&#234;ncia, o que indica um aumento da modula&#231;&#227;o simp&#225;tica e uma diminui&#231;&#227;o da parassimp&#225;tica para o cora&#231;&#227;o, explicando a eleva&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia card&#237;aca com o aumento da idade.</p>
    <p>Todas as altera&#231;&#245;es expostas anteriormente aumentam a chance de se desenvolver hipertens&#227;o arterial no indiv&#237;duo idoso<sup>16</sup>, impondo uma sobrecarga ao sistema cardiovascular j&#225; envelhecido. De fato, a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial aumenta com a idade<sup>29</sup>, chegando a 60% nos idosos<sup>16</sup>. O aumento da press&#227;o arterial na terceira idade tem uma rela&#231;&#227;o forte e direta com a mortalidade vascular<sup>30</sup>, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doen&#231;as, tais como a insufici&#234;ncia coronariana, a insufici&#234;ncia card&#237;aca e o acidente vascular encef&#225;lico<sup>16</sup>. A preven&#231;&#227;o da eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial na popula&#231;&#227;o idosa, portanto, &#233; de suma import&#226;ncia.</p>
    <p>No cen&#225;rio da fun&#231;&#227;o cardiovascular, o exerc&#237;cio aer&#243;bico se destaca como importante interven&#231;&#227;o para a preven&#231;&#227;o de doen&#231;as. Isso ocorre em fun&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de in&#250;meros estudos que comprovam seus benef&#237;cios cr&#244;nicos sobre a estrutura e fun&#231;&#227;o cardiovasculares, principalmente na redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial e na preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial<sup>31</sup>. Por outro lado, at&#233; pouco tempo, o exerc&#237;cio resistido era contraindicado para indiv&#237;duos com doen&#231;as cardiovasculares, por promover uma grande sobrecarga de press&#227;o no cora&#231;&#227;o durante sua execu&#231;&#227;o<sup>32</sup>. Desse modo, por muitas d&#233;cadas, poucos estudos foram realizados a respeito dos efeitos desse tipo de exerc&#237;cio sobre o sistema cardiovascular. Com o aumento do interesse e da aplica&#231;&#227;o do exerc&#237;cio resistido em indiv&#237;duos idosos, seus efeitos sobre a fun&#231;&#227;o cardiovascular passaram a ser investigados. Assim, mais recentemente, algumas institui&#231;&#245;es de sa&#250;de, como o <italic>American College of Sports Medicine </italic>(ASCM)<sup>33</sup> e o <italic>American Heart Association </italic>(AHA)<sup>18</sup>, passaram a recomendar o treinamento resistido, em complemento ao aer&#243;bico, para indiv&#237;duos com problemas cardiovasculares, sobretudo mulheres e idosos, devido a seus comprovados benef&#237;cios osteomusculares<sup>11</sup> e aos atuais indicativos de seus poss&#237;veis benef&#237;cios sobre alguns fatores de risco cardiovascular<sup>18</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Efeito do exerc&#237;cio resistido na press&#227;o arterial</bold>
    </p>
    <p>Considerando-se os efeitos do treinamento resistido sobre a press&#227;o arterial, uma meta-an&#225;lise inicial<sup>34</sup>, publicada em 2000, incluiu 11 estudos e observou redu&#231;&#227;o de -2 e -4% nas press&#245;es arteriais sist&#243;lica e diast&#243;lica, respectivamente. De modo semelhante, outra investiga&#231;&#227;o mais recente<sup>35</sup>, publicada em 2005, incluiu 9 estudos controlados e aleat&#243;&#173;rios, e verificou queda de -3,2 mmHg e -3,5 mmHg nas press&#245;es arteriais sist&#243;lica e diast&#243;lica, respectivamente, ap&#243;s o treinamento resistido. Entretanto, essas meta-an&#225;lises inclu&#237;ram poucos estudos, e estes envolveram popula&#231;&#245;es e protocolos de treinamento com diferentes caracter&#237;sticas. Na presente revis&#227;o, foram levantados apenas os estudos que inclu&#237;ram indiv&#237;duos idosos. Os principais resultados podem ser vistos na <xref ref-type="table" rid="a20tab01">Tabela 1</xref>.</p>
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      <table-wrap id="a20tab01">
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    </p>
    <p>A redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial de repouso ap&#243;s o treinamento resistido foi observada em 10 estudos<sup>15,36-44</sup>. Em 4 estudos<sup>45-48</sup> n&#227;o houve altera&#231;&#245;es. Tais resultados sugerem que o treinamento resistido tamb&#233;m pode ter um efeito hipotensor no idoso. Entretanto, a magnitude de modifica&#231;&#227;o da press&#227;o arterial foi diferente entre os estudos, o que sugere que fatores relacionados &#224;s caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o estudada e/ou do protocolo de treinamento realizado possam ter influenciado esta magnitude.</p>
    <p>Considerando-se a popula&#231;&#227;o examinada, os estudos citados envolveram indiv&#237;duos normotensos, hipertensos e/ou diab&#233;ticos. Na popula&#231;&#227;o hipertensa, dos 6 estudos que inclu&#237;ram estes indiv&#237;duos, 4 observaram redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial<sup>36,40,43,44</sup>, enquanto outros 2 n&#227;o verificaram altera&#231;&#245;es<sup>45,46</sup>. Entretanto, &#233; importante ressaltar que, em 3 dos 4 estudos que evidenciaram queda da press&#227;o arterial, a amostra incluiu tamb&#233;m indiv&#237;duos normotensos. Al&#233;m disso, em um desses estudos, o treinamento aer&#243;bico foi realizado concomitante ao resistido, de modo que o efeito hipotensor pode se dever ao est&#237;mulo aer&#243;bico<sup>40</sup>. Em outros 2 estudos, os indiv&#237;duos tamb&#233;m possu&#237;am outras doen&#231;as metab&#243;licas concomitantes, sendo que a presen&#231;a destas doen&#231;as tamb&#233;m pode ter influenciado os resultados<sup>36,44</sup>. Para finalizar, no &#250;nico estudo que envolveu apenas idosos hipertensos<sup>43</sup>, os pacientes estavam em uso de diferentes medica&#231;&#245;es anti-hipertensivas, o que n&#227;o permitiu determinar o efeito isolado do treinamento resistido sobre a press&#227;o arterial. Nos estudos envolvendo apenas indiv&#237;duos normotensos, apenas 2 n&#227;o verificaram redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial cl&#237;nica<sup>47,48</sup>, enquanto outros 6 constataram queda desta press&#227;o<sup>15,37-39,41,42</sup>. Tais resultados sugerem que o treinamento resistido &#233; efetivo para reduzir a press&#227;o arterial de idosos normotensos, mas seu efeito em hipertensos ainda precisa ser mais bem esclarecido. &#233; importante ressaltar tamb&#233;m que nenhum estudo evidenciou que o treinamento resistido possa aumentar a press&#227;o arterial, nem em indiv&#237;duos normotensos, nem em hipertensos.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o ao efeito da intensidade do treinamento resistido, Tsutsumi e cols.<sup>42</sup> demonstraram, em idosos normotensos, que o treinamento realizado em menor intensidade (55 a 65% de 1 RM) foi capaz de reduzir tanto a press&#227;o arterial sist&#243;lica quanto a diast&#243;lica, enquanto o treinamento resistido realizado com maior intensidade (75 a 85% de 1 RM) s&#243; diminuiu a press&#227;o arterial sist&#243;lica. De fato, outros estudos realizados com intensidade elevada (75% de 1 RM) tamb&#233;m observaram redu&#231;&#227;o apenas da press&#227;o arterial sist&#243;lica<sup>15</sup>, ou mesmo nenhum efeito hipotensor<sup>48</sup>. Al&#233;m disso, de modo geral, os estudos que envolveram exerc&#237;cios com a intensidade classicamente utilizada para desenvolver resist&#234;ncia muscular localizada, ou seja, baixa intensidade (50 a 65% de 1 RM - 15 RM), encontraram queda tanto da press&#227;o arterial sist&#243;lica quanto da diast&#243;lica<sup>37,38</sup>. Por outro lado, Taaffee e cols.<sup>41</sup> verificaram que os exerc&#237;cios resistidos realizados com alta intensidade (8 RM) foram capazes de reduzir a press&#227;o arterial diast&#243;lica, por&#233;m n&#227;o tiveram efeito sobre a press&#227;o arterial sist&#243;lica. Sendo assim, a maior parte dos dados permite supor que o treinamento resistido realizado com menor intensidade seria mais recomendado a fim de promover redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial de repouso; entretanto, ainda h&#225; controv&#233;rsias a este respeito.</p>
    <p>A press&#227;o arterial avaliada por monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial de 24 horas (MAPA 24h) tem se mostrado mais eficaz em avaliar risco cardiovascular do que a press&#227;o arterial cl&#237;nica<sup>49</sup>, sendo interessante verificar os efeitos de condutas cl&#237;nicas sobre esta press&#227;o. Entretanto, em idosos, n&#227;o h&#225; nenhum estudo que aborde esse aspecto, o que demonstra a necessidade de investiga&#231;&#245;es com este objetivo.</p>
    <p>Al&#233;m do poss&#237;vel efeito hipotensor cr&#244;nico do treinamento resistido, &#233; importante observar o efeito de cada sess&#227;o de treinamento sobre a press&#227;o arterial (efeito agudo). Apenas um estudo abordou a quest&#227;o em indiv&#237;duos idosos e hipertensos<sup>50</sup>. Verificou-se que uma &#250;nica sess&#227;o de exerc&#237;cios resistidos promoveu redu&#231;&#227;o significante da press&#227;o arterial ap&#243;s sua finaliza&#231;&#227;o. A redu&#231;&#227;o m&#225;xima foi na ordem de 8 mmHg e a hipotens&#227;o foi observada por at&#233; 60 minutos p&#243;s-exerc&#237;cio. Entretanto, os indiv&#237;duos inclu&#237;dos no estudo eram participantes de um programa de exerc&#237;cios f&#237;sicos supervisionados, mas n&#227;o tinham experi&#234;ncia com o treinamento de for&#231;a, sendo importante verificar se este efeito hipotensor agudo ocorre em indiv&#237;duos que estejam fazendo o treinamento resistido de forma regular.</p>
    <p>Diante do exposto, o <italic>corpus</italic> atual sugere que o treinamento resistido regular pode ter efeito hipotensor sobre a press&#227;o arterial cl&#237;nica de idosos. Esses efeitos parecem ser principalmente evidenciados em indiv&#237;duos normotensos e com exerc&#237;cios de menor intensidade. Como ainda h&#225; muita controv&#233;rsia e poucos estudos a esse respeito, este ainda &#233; um campo bastante aberto a investiga&#231;&#245;es cient&#237;ficas.</p>
    <p>
      <bold>Poss&#237;veis mecanismos respons&#225;veis pela resposta da press&#227;o arterial ao exerc&#237;cio resistido</bold>
    </p>
    <p>Os mecanismos respons&#225;veis pela resposta da press&#227;o arterial ap&#243;s o treinamento resistido ainda n&#227;o foram esclarecidos, tanto em jovens e indiv&#237;duos de meia-idade quanto em idosos. Por&#233;m, alguns mecanismos que se relacionam &#224; regula&#231;&#227;o da press&#227;o arterial t&#234;m sido estudados.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos efeitos do treinamento resistido na estrutura card&#237;aca, os estudos n&#227;o t&#234;m demonstrado modifica&#231;&#227;o na massa, na espessura da parede nem no tamanho da c&#226;mara ventricular<sup>51,52</sup>. &#233; poss&#237;vel que o treinamento resistido n&#227;o tenha repercuss&#245;es estruturais card&#237;acas significantes em idosos, mas seu efeito na funcionalidade card&#237;aca ainda &#233; controverso. Alguns estudos mostram manuten&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica<sup>52</sup> e do d&#233;bito card&#237;aco<sup>45,48</sup> ap&#243;s um per&#237;odo de treinamento resistido. Entretanto, Cononie e cols.<sup>45</sup> observaram que a manuten&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco ocorria em fun&#231;&#227;o da redu&#231;&#227;o do volume sist&#243;lico ser compensada pelo aumento da frequ&#234;ncia card&#237;aca, o que sugere que o treinamento resistido tem um efeito negativo na fun&#231;&#227;o do cora&#231;&#227;o.</p>
    <p>Os mesmos estudos<sup>45,48</sup> que observaram manuten&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco ap&#243;s o treinamento resistido tamb&#233;m constataram manuten&#231;&#227;o da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, o que explica a conserva&#231;&#227;o dos n&#237;veis de press&#227;o arterial. Entretanto, embora a resist&#234;ncia vascular total n&#227;o se modifique com o treinamento, Anton e cols.<sup>48</sup> verificaram aumento de fluxo e condut&#226;ncia vasculares na regi&#227;o dos membros inferiores, sugerindo que o treinamento resistido pode ter efeitos perif&#233;ricos importantes.</p>
    <p>Um mecanismo importante relacionado ao controle da press&#227;o arterial &#233; a integridade da estrutura e fun&#231;&#227;o do sistema vascular. Estudos envolvendo indiv&#237;duos jovens e de meia-idade t&#234;m relatado aumento da rigidez arterial ap&#243;s o treinamento resistido<sup>53,54</sup>. Esse aumento foi evidenciado tanto em art&#233;rias el&#225;sticas centrais quanto em art&#233;rias perif&#233;ricas musculares, mesmo quando houve redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial m&#233;dia p&#243;s-treinamento<sup>53</sup>. Todavia, esses n&#227;o s&#227;o achados un&#226;nimes, uma vez que alguns autores<sup>55-57</sup> n&#227;o demonstraram altera&#231;&#227;o da rigidez arterial com o treinamento resistido em adultos jovens. O poss&#237;vel aumento da rigidez arterial tem importantes implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas, pois se associa ao aumento na mortalidade<sup>58</sup>. Esse &#233; um fato especialmente importante em idosos, que j&#225; apresentam aumento da rigidez em decorr&#234;ncia do avan&#231;o da idade<sup>59</sup>. Apenas um estudo, o de Maeda e cols.<sup>60</sup>, avaliou o efeito do treinamento resistido na rigidez arterial de idosos - n&#227;o houve qualquer altera&#231;&#227;o significante.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao sistema nervoso auton&#244;mico, alguns estudos chegaram &#224; conclus&#227;o de que este tipo de treinamento n&#227;o altera a atividade nervosa simp&#225;tica. Isso foi observado quando a atividade foi medida pela an&#225;lise espectral da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca<sup>61,62</sup>, bem como quando foi avaliada pelos n&#237;veis plasm&#225;ticos de norepinefrina<sup>45,56</sup> ou medida pela t&#233;cnica de microneurografia<sup>63</sup>. Por&#233;m, outros estudos<sup>48,64</sup> observam aumento nos n&#237;veis plasm&#225;ticos de norepinefrina, sugerindo um poss&#237;vel aumento da atividade nervosa simp&#225;tica ap&#243;s o treinamento resistido em indiv&#237;duos idosos.</p>
    <p>Diante do exposto, fica claro que o efeito do treinamento resistido sobre os mecanismos reguladores da press&#227;o arterial ainda s&#227;o muito controversos e precisam ser investigados com aten&#231;&#227;o no futuro. </p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es finais</bold>
    </p>
    <p>O <italic>corpus</italic> atual sugere que o treinamento resistido pode reduzir a press&#227;o arterial de repouso de indiv&#237;duos idosos. Os dados, por&#233;m, ainda s&#227;o escassos e os efeitos do treinamento foram evidenciados, principalmente, em idosos normotensos e com exerc&#237;cios de menor intensidade. Os mecanismos respons&#225;veis pela resposta de press&#227;o arterial ap&#243;s um per&#237;odo de treinamento resistido foram pouco investigados e permanecem desconhecidos em idosos. Embora o treinamento resistido esteja sendo recomendado para idosos e haja alguns indicativos de que ele possa ter efeito hipotensor cr&#244;nico, h&#225; ainda car&#234;ncia de dados cient&#237;ficos e muitas controv&#233;rsias sobre este assunto, o que evidencia que este ainda &#233; um campo aberto &#224; investiga&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Os autores agradecem o apoio financeiro da Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo (FAPESP).</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela Funda&#231;&#227;o de Amparo a Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Andr&#233;ia Cristiane Carrenho Queiroz pela Escola de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Esporte da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Cl&#225;udia L&#250;cia de Moraes Forjaz </p>
        <p> Av. Prof. Mello Moraes, 65 - Butant&#227; </p>
        <p> 05508-030, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="cforjaz@cardiol.br">cforjaz@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="cforjaz@usp.br">cforjaz@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 29/10/08; revisado recebido em 18/02/09; aceito em 17/06/09.</p>
  </body>
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          <volume>76</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pratley</surname>
              <given-names>R</given-names>
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              <surname>Nicklas</surname>
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              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Efectos del entrenamiento de resistencia sobre la presi&#243;n arterial de a&#241;osos</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>El proceso de envejecimiento reduce dr&#225;sticamente la masa, la fuerza y la potencia muscular, disminuyendo la capacidad de ejecuci&#243;n de las actividades de la vida diaria. La pr&#225;ctica de ejercicios de resistencia puede revertir ese cuadro, auxiliando en la manutenci&#243;n de la masa muscular y mejorando su fuerza y resistencia. Mientras tanto, el envejecimiento ocasiona alteraciones cardiovasculares, que pueden resultar en aumento en los niveles de presi&#243;n arterial de reposo, siendo importante analizar los efectos del ejercicio de resistencia sobre la presi&#243;n arterial de individuos a&#241;osos. El objetivo de este estudio es evaluar el conocimiento cient&#237;fico existente sobre la respuesta de la presi&#243;n arterial a los ejercicios de resistencia y sus mecanismos en a&#241;osos. Para esto, se realiz&#243; una revisi&#243;n bibliogr&#225;fica basada en la literatura portuguesa e inglesa relacionadas al tema. Con base en los estudios encontrados, el corpus actual, a pesar de ser escaso y controvertido, sugiere que, de forma cr&#243;nica, los ejercicios de resistencia pueden tener efecto hipotensor en individuos a&#241;osos. Entre tanto, este efecto ocurre, principalmente en a&#241;osos normotensos y con entrenamiento de baja intensidad. Los mecanismos envueltos en esa respuesta hipotensora todav&#237;a precisan ser elucidados. Aunque el entrenamiento con resistencia est&#233; siendo recomendado para a&#241;osos y haya algunos indicativos de que pueda tener efecto hipotensor cr&#243;nico, todav&#237;a hay carencia de datos cient&#237;ficos y muchas controversias en el asunto, lo que evidencia que &#233;ste todav&#237;a es un campo abierto a la investigaci&#243;n.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>envejecimiento</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Efectos del entrenamiento de resistencia sobre la presi&#243;n arterial de a&#241;osos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Andr&#233;ia Cristiane Carrenho Queiroz; H&#233;lcio Kanegusuku; Cl&#225;udia L&#250;cia de Moraes Forjaz</bold>
      </p>
      <p>Laborat&#243;rio de Hemodin&#226;mica da Atividade Motora - Escola de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Esporte - Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="add1-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>El proceso de envejecimiento reduce dr&#225;sticamente la masa, la fuerza y la potencia muscular, disminuyendo la capacidad de ejecuci&#243;n de las actividades de la vida diaria. La pr&#225;ctica de ejercicios de resistencia puede revertir ese cuadro, auxiliando en la manutenci&#243;n de la masa muscular y mejorando su fuerza y resistencia. Mientras tanto, el envejecimiento ocasiona alteraciones cardiovasculares, que pueden resultar en aumento en los niveles de presi&#243;n arterial de reposo, siendo importante analizar los efectos del ejercicio de resistencia sobre la presi&#243;n arterial de individuos a&#241;osos. El objetivo de este estudio es evaluar el conocimiento cient&#237;fico existente sobre la respuesta de la presi&#243;n arterial a los ejercicios de resistencia y sus mecanismos en a&#241;osos. Para esto, se realiz&#243; una revisi&#243;n bibliogr&#225;fica basada en la literatura portuguesa e inglesa relacionadas al tema. Con base en los estudios encontrados, el corpus actual, a pesar de ser escaso y controvertido, sugiere que, de forma cr&#243;nica, los ejercicios de resistencia pueden tener efecto hipotensor en individuos a&#241;osos. Entre tanto, este efecto ocurre, principalmente en a&#241;osos normotensos y con entrenamiento de baja intensidad. Los mecanismos envueltos en esa respuesta hipotensora todav&#237;a precisan ser elucidados. Aunque el entrenamiento con resistencia est&#233; siendo recomendado para a&#241;osos y haya algunos indicativos de que pueda tener efecto hipotensor cr&#243;nico, todav&#237;a hay carencia de datos cient&#237;ficos y muchas controversias en el asunto, lo que evidencia que &#233;ste todav&#237;a es un campo abierto a la investigaci&#243;n</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Presi&#243;n arterial, envejecimiento, ejercicio.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La mejora de las condiciones de vida y los avances de la medicina, surgidos del progreso de la sociedad, tienen como resultado del aumento de la expectativa de vida, principalmente en los pa&#237;ses en desarrollo<sup>1</sup>, aumentando significativamente la cantidad de personas que alcanzan los 60 a&#241;os<sup>2</sup>. En el Brasil, la Organizaci&#243;n de las Naciones Unidas<sup>3</sup> (ONU) estimaba para 2005 un n&#250;mero superior a 16 millones para la poblaci&#243;n a&#241;osa.</p>
      <p>El proceso de envejecimiento puede ser definido, entre otros conceptos, como la suma de alteraciones biol&#243;gicas, psicol&#243;gicas y sociales que llevan a la reducci&#243;n gradual de la capacidad de adaptaci&#243;n y desempe&#241;o del individuo<sup>4</sup>, volvi&#233;ndolo m&#225;s vulnerables a procesos patol&#243;gicos. A pesar de los avances citados anteriormente, el proceso de envejecimiento hace que, despu&#233;s de la sexta d&#233;cada de vida, haya una acentuada p&#233;rdida de la masa, fuerza y potencia musculares<sup>5</sup>. Tales modificaciones reducen sustancialmente la capacidad de ejecuci&#243;n de las actividades de la vida diaria, aumentando el grado de deficiencia de los a&#241;osos<sup>6</sup>. Como consecuencia, se verifica aumento en el n&#250;mero de ca&#237;das en esa fase de la vida, lo que com&#250;nmente resulta en fracturas. De hecho, m&#225;s de 90% de las fracturas<sup>7,8</sup> en a&#241;osos son consecuencia de ca&#237;das, responsable por 70% de las muertes accidentales en persona con 75 a&#241;os o m&#225;s<sup>9</sup>.</p>
      <p>Para prevenir ese cuadro, es fundamental adoptar conductas que mantengan la fuerza muscular, ya que, a&#250;n en los a&#241;osos, el sistema neuromuscular todav&#237;a conserva parte de su plasticidad, pudiendo adaptarse en respuesta a est&#237;mulos f&#237;sicos<sup>10</sup>. As&#237;, el ejercicio con resistencia ha surgido como una buena soluci&#243;n.</p>
      <p>Diversos estudios<sup>11-13</sup> han relatado importantes beneficios musculares de ese entrenamiento en la poblaci&#243;n a&#241;osa, como la manutenci&#243;n de la masa muscular y el aumento expresivo de la fuerza y potencia musculares. Por ese motivo, el ejercicio con resistencia viene siendo considerado una intervenci&#243;n promisoria para impedir o revertir, por lo menos en parte, las p&#233;rdidas resultantes del envejecimiento. Ha sido fuertemente recomendado para la tercera edad<sup>14</sup>, resultando en mejora de las habilidades funcionales, el estado de salud, de la calidad de vida y de la independencia de los a&#241;osos<sup>15</sup>.</p>
      <p>Adem&#225;s de los perjuicios musculares, el envejecimiento tambi&#233;n ocasiona alteraciones decrementales en la funci&#243;n cardiovascular, las cuales, con el avance de la edad<sup>16</sup>, resultan en aumento progresivo de la tensi&#243;n arterial. Tales alteraciones pueden influir en las respuestas cardiovasculares al entrenamiento con resistencia. Es interesante observar que, a&#250;n en individuos j&#243;venes y de mediana edad, los efectos del entrenamiento con resistencia sobre la funci&#243;n cardiovascular son controvertidos<sup>17,18</sup>. Como est&#225; siendo recomendado para a&#241;osos que, pueden presentar alteraciones en la funci&#243;n cardiovascular, se vuelve importante investigar los efectos de ese entrenamiento en la presi&#243;n arterial de estos individuos.</p>
      <p>El objetivo de este art&#237;culo fue realizar una revisi&#243;n narrativa sobre ese asunto, discutiendo el conocimiento cient&#237;fico actual acerca de la respuesta de la presi&#243;n arterial y sus posibles mecanismos reguladores, hemodin&#225;micos y neurales, despu&#233;s de un per&#237;odo de entrenamiento con resistencia en individuos a&#241;osos. A lo largo del texto, ser&#225;n abordadas inicialmente las alteraciones de la presi&#243;n arterial y sus mecanismos en relaci&#243;n al envejecimiento y, posteriormente, el efecto del entrenamiento con resistencia sobre tales par&#225;metros.</p>
      <p>Fueron realizadas b&#250;squedas en bibliotecas del &#225;rea de ciencias biol&#243;gicas, revistas electr&#243;nicas y bases de datos virtuales como MEDLINE, PUBMED y SCIELO, en los &#250;ltimos 20 a&#241;os, a fin de identificar, principalmente ensayos cl&#237;nicos controlados y randomizados que hayan evaluado los efectos cr&#243;nicos del ejercicio con resistencia sobre la presi&#243;n arterial de individuos a&#241;osos. Fueron utilizadas en la b&#250;squeda de las siguientes palabras clave: presi&#243;n arterial, envejecimiento, ejercicio de resistencia/fuerza, entrenamiento de resistencia/fuerza y sus respectivas traducciones a la lengua inglesa.</p>
      <p>
        <bold>Sistema cardiovascular y envejecimiento</bold>
      </p>
      <p>El envejecimiento se asocia a varias alteraciones que culminan con un aumento expresivo de enfermedad del sistema cardiovascular<sup>19</sup>. Entre las alteraciones m&#225;s notables que acompa&#241;an al envejecimiento, destacamos el aumento de la presi&#243;n arterial, resultado de modificaciones estructurales y funcionales en el coraz&#243;n y los vasos, adem&#225;s de alteraciones en el sistema nervioso aut&#243;nomo<sup>20-23</sup>.</p>
      <p>Con el pasar de los a&#241;os, la arteria aorta y el &#225;rbol arterial sufren reducci&#243;n de su complacencia y su distensibilidad, volvi&#233;ndose m&#225;s r&#237;gidas. Esas modificaciones llevan al aumento de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica lo que impone una sobrecarga al coraz&#243;n<sup>20,21,24</sup>, resultando en la dep&#243;sito de col&#225;geno y el aumento del espesor de las paredes del ventr&#237;culo izquierdo, aumentando tambi&#233;n la rigidez card&#237;aca<sup>24,25</sup>. Mientras tanto, a&#250;n con tales alteraciones estructurales card&#237;acas, la funci&#243;n sist&#243;lica se mantiene inalterada, al paso que la complacencia ventricular disminuye, perjudicando la funci&#243;n diast&#243;lica y causando un aumento del tiempo de relajamiento ventricular<sup>20,24</sup>.</p>
      <p>Con el envejecimiento, la circulaci&#243;n perif&#233;rica tambi&#233;n sufre alteraciones, tanto morfol&#243;gicas como funcionales, como la reducci&#243;n de la relaci&#243;n capilar-fibra en el m&#250;sculo y disminuci&#243;n del di&#225;metro capilar<sup>22</sup>. Adem&#225;s de eso, hay reducci&#243;n en la liberaci&#243;n de &#243;xido n&#237;trico y menor respuesta vasodilatadora dependiente del endotelio<sup>24</sup>, resultando en menor respuesta vascular a los est&#237;mulos neurohumorales de vasodilataci&#243;n. De esta forma, la resistencia vascular perif&#233;rica total aumenta, pudiendo llevar tambi&#233;n al aumento de la presi&#243;n arterial diast&#243;lica y media<sup>22,26</sup>.</p>
      <p>El proceso de envejecimiento tambi&#233;n promueve alteraci&#243;n de la modulaci&#243;n de la funci&#243;n card&#237;aca por el sistema nervioso auton&#243;mo. Hay reducci&#243;n de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca<sup>23,27,28</sup>, con aumento del componente de baja frecuencia y reducci&#243;n del componente de alta frecuencia, lo que indica un aumento de la modulaci&#243;n simp&#225;tica y una disminuci&#243;n de la parasimp&#225;tica para el coraz&#243;n, explicando la elevaci&#243;n de la frecuencia card&#237;aca con el aumento de la edad.</p>
      <p>Todas las alteraciones expuestas anteriormente aumentan las probabilidades de desarrollar hipertensi&#243;n arterial en el individuo a&#241;oso<sup>16</sup>, imponiendo una sobrecarga al sistema cardiovascular ya envejecido. De hecho, la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial aumenta con la edad<sup>29</sup>, llegando a 60% en los a&#241;osos<sup>16</sup>. El aumento de la presi&#243;n arterial la tercera edad tiene una relaci&#243;n fuerte y directa con la mortalidad vascular<sup>30</sup>, siendo uno de los principales factores de riesgo para el desarrollo de enfermedades, tales como la insuficiencia coronaria, la insuficiencia card&#237;aca y de accidente cerebrovascular encef&#225;lico<sup>16</sup>. La prevenci&#243;n de la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en la poblaci&#243;n a&#241;osa, por lo tanto, es de suma importancia.</p>
      <p>En el escenario de la funci&#243;n cardiovascular, el ejercicio aer&#243;bico se destaca como importante intervenci&#243;n para la prevenci&#243;n de enfermedades. Eso ocurre en funci&#243;n de la existencia de inn&#250;meros estudios que comprueban sus beneficios cr&#243;nicos sobre la estructura y funci&#243;n cardiovascular, principalmente en la reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial y en la prevenci&#243;n de hipertensi&#243;n arterial<sup>31</sup>. Por otro lado, hasta hace poco tiempo, el ejercicio con resistencia era contraindicado para individuos con enfermedades cardiovasculares, por promover una gran sobrecarga de presi&#243;n al coraz&#243;n durante su ejecuci&#243;n<sup>32</sup>. De ese modo, por muchas d&#233;cadas, pocos estudios fueron realizados respecto a los efectos de ese tipo de ejercicios sobre el sistema cardiovascular. Con el aumento del inter&#233;s y de la aplicaci&#243;n del ejercicio con resistencia en individuos a&#241;osos, sus efectos sobre la funci&#243;n cardiovascular pasaron a ser investigados. As&#237; m&#225;s recientemente algunas instituciones de salud, como el <italic>American College of Sports Medicine </italic>(ASCM)<sup>33</sup> y el <italic>American Heart Association </italic>(AHA)<sup>18</sup> pasaron a recomendar el entrenamiento con resistencia, como complemento del aer&#243;bico, para individuos con problemas cardiovasculares, sobre todo mujeres y a&#241;osos, debido a sus comprobados beneficios osteomusculares<sup>11</sup> y a los actuales indicativos de sus posibles beneficios sobre algunos factores de riesgo cardiovascular<sup>18</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Efecto del ejercicio de resistencia en la presi&#243;n arterial</bold>
      </p>
      <p>Considerando los efectos del entrenamiento con resistencia sobre la presi&#243;n arterial, un metaan&#225;lisis<sup>34</sup> inicial, publicado en 2000, incluy&#243; 11 estudios y observ&#243; reducci&#243;n de -2 y -4% en las presiones arteriales sist&#243;lica y diast&#243;lica, respectivamente. De modo semejante, otra investigaci&#243;n m&#225;s reciente<sup>35</sup>, publicada en 2005, incluy&#243; 9 estudios controlados y aleatorios, y verific&#243; ca&#237;da de -3,2 mmHg y -3,5 mmHg en las presiones arteriales sist&#243;lica y sist&#243;lica respectivamente, despu&#233;s de tratamiento con resistencia. Mientras tantos esos metaan&#225;lisis incluyeron pocos estudios, y &#233;stos envolvieron poblaciones y protocolo de entrenamiento con diferentes caracter&#237;sticas. En la presente revisi&#243;n, fueron levantados solamente los estudios que incluyeron individuos a&#241;osos. Los principales resultados pueden verse en la tabla uno.</p>
      <p>La reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial de reposo despu&#233;s del entrenamiento con resistencia fue observada en 10 estudios<sup>15,36-44</sup>. En 4 estudios<sup>45-48</sup> no hubo alteraciones. Tales estudios sugieren que el entrenamiento con resistencia tambi&#233;n puede tener un efecto hipotensor en el a&#241;oso. Mientas tanto, la magnitud de modificaci&#243;n de la presi&#243;n arterial fue diferente entre los estudios, lo que sugiere que factores relacionados a las caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n estudiada y/o del protocolo de entrenamiento realizado puedan haber influido en esta magnitud. </p>
      <p>
        <xref ref-type="table" rid="es_a20tab01-body2">Tabla 1</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a20tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0135-00020-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Considerando la poblaci&#243;n examinada, los estudios citados envolvieron individuos normotensos, e hipertensos y/o diab&#233;ticos. En la poblaci&#243;n hipertensa, de los 6 estudios que incluyeron estos individuos, 4 observaron reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial<sup>36,40,43,44</sup>, mientras otros 2 no verificaron alteraciones<sup>45,46</sup>. Mientras tanto, es importante destacar que entre los 4 estudios que evidenciaron ca&#237;da de la presi&#243;n arterial, la muestra tambi&#233;n incluy&#243; individuos normotensos. Adem&#225;s de eso, en uno de esos estudios, el entrenamiento aer&#243;bico fue realizado concomitantemente al de resistencia, de modo que el efecto hipotensor puede deberse al est&#237;mulo aer&#243;bico<sup>40</sup>. En otros dos estudios, los individuos tambi&#233;n pose&#237;an otras enfermedades metab&#243;licas concomitantes, siendo que la presencia de estas enfermedades tambi&#233;n puede haber influido en los resultados<sup>36,44</sup>. Para finalizar, en el &#250;nico estudio que envolvi&#243; solamente a&#241;osos hipertensos<sup>43</sup>, los pacientes estaban en uso de diferentes medicaciones antihipertensivas, lo que no permiti&#243; determinar el efecto aislado del entrenamiento de resistencia sobre la presi&#243;n arterial. En los estudios envolviendo apenas individuos normotensos, s&#243;lo 2 no verificaron reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial cl&#237;nica<sup>47,48</sup>, en cuanto otros 6 constataron ca&#237;da de esa presi&#243;n<sup>15,37-39,41,42</sup>. Tales resultados sugieren que el entrenamiento con resistencia es efectivo para reducir la presi&#243;n arterial de a&#241;osos normotensos, pero su efecto en hipertensos todav&#237;a precisa ser mejor aclarado. Es importante destacar tambi&#233;n que ning&#250;n estudio evidenci&#243; que el entrenamiento con resistencia pueda aumentar la presi&#243;n arterial, ni en individuos normotensos ni en hipertensos.</p>
      <p>Con relaci&#243;n al efecto de la intensidad del entrenamiento con resistencia, Tsutsumi et al<sup>42</sup> demostraron, en a&#241;osos normotensos, que el entrenamiento realizado en menor intensidad (55-65% de 1 RM) fue capaz de reducir tanto la presi&#243;n arterial sist&#243;lica cuanto la diast&#243;lica, mientras que el entrenamiento de resistencia realizado con mayor intensidad (75-85% de 1 RM) s&#243;lo disminuy&#243; la presi&#243;n arterial sist&#243;lica<sup>15</sup>. </p>
      <p>De hecho, otros estudios realizados con intensidad elevada (75% de 1 RM) tambi&#233;n observaron reducci&#243;n apenas de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica, o a&#250;n ning&#250;n efecto hipotensor<sup>48</sup>. Adem&#225;s de eso, de modo general, los estudios que envolvieron ejercicios con la intensidad cl&#225;sicamente utilizada para desarrollar resistencia muscular localizada, o sea, baja intensidad (50-65% de 1 RM --15 RM), encontraron ca&#237;da tanto de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica como de la diast&#243;lica<sup>37,38</sup>. Por otro lado, Taaffee et al<sup>41</sup> verificaron que los ejercicios de resistencia realizado con alta intensidad (8RM) s&#237; fueron capaces de reducir la presi&#243;n arterial diast&#243;lica, sin embargo no tuvieron efectos sobre la presi&#243;n arterial sist&#243;lica. Siendo as&#237;, la mayor parte de los datos permiten suponer que el entrenamiento con resistencia realizado con menor intensidad ser&#237;a m&#225;s recomendado a fin de promover reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial de reposo; entretanto, todav&#237;a hay controversias a este respecto.</p>
      <p>La presi&#243;n arterial evaluada por monitoreo ambulatorio de 24 horas (MAPA 24 horas) se ha mostrado m&#225;s eficaz para evaluar riesgo cardiovascular que la presi&#243;n arterial cl&#237;nica<sup>49</sup>, siendo interesante verificar los efectos de conductas cl&#237;nicas sobre esta presi&#243;n. Mientras que en a&#241;osos no hay ning&#250;n estudio que aborde ese aspecto, lo que demuestra la necesidad de investigaciones con este objetivo.</p>
      <p>Adem&#225;s del posible efecto hipotensor cr&#243;nico del entrenamiento de resistencia, es importante observar el efecto de cada sesi&#243;n de entrenamiento sobre la presi&#243;n arterial (efecto agudo). Apenas un estudio abord&#243; la cuesti&#243;n en individuos a&#241;osos e hipertensos<sup>50</sup>. Se verific&#243; que una &#250;nica sesi&#243;n de ejercicios de resistencia promovi&#243; reducci&#243;n significativa de la presi&#243;n arterial despu&#233;s de su finalizaci&#243;n. La reducci&#243;n m&#225;xima fue del orden de 8 mmHg de mercurio y la hipotensi&#243;n fue observada por hasta 60 minutos post ejercicio. Por otra parte, los individuos incluidos en el estudio eran participantes de un programa de ejercicio f&#237;sico supervisado, pero no ten&#237;an experiencia con el entrenamiento de fuerza, siento importante verificar si este efecto hipotensor agudo ocurre individuos que est&#233;n haciendo el entrenamiento de resistencia de forma regular.</p>
      <p>Delante de lo expuesto, el corpus actual sugiere que el entrenamiento de resistencia regulada puede tener efecto hipotensor sobre la presi&#243;n arterial cl&#237;nica de los a&#241;osos. Estos efectos parecen ser principalmente evidenciados en individuos normotensos y con ejercicios de menor intensidad. Como todav&#237;a hay mucha controversia y pocos estudios al respecto, &#233;ste a&#250;n es un campo bastante abierto a investigaciones cient&#237;ficas.</p>
      <p>
        <bold>Posibles mecanismos responsables por la respuesta de la presi&#243;n arterial al ejercicio de resistencia</bold>
      </p>
      <p>Los mecanismos responsables por la respuesta de la presi&#243;n arterial despu&#233;s del entrenamiento de resistencia a&#250;n no fueron esclarecidos, tanto en j&#243;venes o en individuos de mediana edad como en a&#241;osos. Sin embargo, algunos mecanismos que se relacionan a la regulaci&#243;n de la presi&#243;n arterial han sido estudiados.</p>
      <p>En relaci&#243;n a los efectos del entrenamiento de resistencia en la estructura cardiaca, los estudios no han demostrado modificaci&#243;n en la masa, el espesor de la pared ni en el tama&#241;o de la c&#225;mara ventricular<sup>51,52</sup>. Es posible que el entrenamiento de resistencia no tenga repercusiones estructurales card&#237;acas significativas en a&#241;osos, pero su efecto en la funcionalidad cardiaca todav&#237;a es controvertido. Algunos estudios muestran manutenci&#243;n de la funci&#243;n sist&#243;lica<sup>52</sup> y del d&#233;bito cardiaco despu&#233;s de un per&#237;odo de entrenamiento de resistencia. Mientras Cononie et al<sup>45</sup> observaron que la manutenci&#243;n del d&#233;bito cardiaco<sup>45,48</sup> ocurri&#243; en funci&#243;n de que la reducci&#243;n del volumen sist&#243;lico es compensada por el aumento de la frecuencia card&#237;aca, lo que sugiere que el entrenamiento de resistencia tiene un efecto negativo en la funci&#243;n del coraz&#243;n.</p>
      <p>Los mismos estudios<sup>45,48</sup> que observaron manutenci&#243;n del d&#233;bito cardiaco despu&#233;s del entrenamiento de resistencia tambi&#233;n constataron manutenci&#243;n de la resistencia vascular perif&#233;rica, lo que explica la conservaci&#243;n de los niveles de presi&#243;n arterial. Mientras, aunque la resistencia vascular total no se modifica con el entrenamiento, Anton et al<sup>48</sup> verificaron aumento del flujo y conductancia vasculares en la regi&#243;n de los miembros inferiores, sugiriendo que el entrenamiento de resistencia puede tener efectos perif&#233;ricos importantes.</p>
      <p>Un mecanismo importante relacionado al control de la presi&#243;n arterial es la integridad de la estructura y funci&#243;n del sistema vascular. Estudios envolviendo individuos j&#243;venes y de mediana edad han relatado aumento de la rigidez arterial despu&#233;s de entrenamiento de resistencia<sup>53,54</sup>. Ese aumento fue evidenciado tanto en arterias el&#225;sticas centrales como arterias perif&#233;ricas musculares, a&#250;n cuando hubo reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial media post entrenamiento<sup>53</sup>. Sin embargo, eso no son hallazgos un&#225;nimes, una vez que algunos autores<sup>55-57</sup> no demostraron alteraci&#243;n de la rigidez arterial con el entrenamiento de resistencia en adulto joven. El posible aumento de la rigidez arterial tiene importantes implicancias cl&#237;nicas, pues se asocia al aumento de la mortalidad<sup>58</sup>. Es un hecho especialmente importante en a&#241;osos, que ya presentan aumento de la rigidez como consecuencia de la edad<sup>59</sup>. Apenas un estudio, el de Maeda et al<sup>60</sup> eval&#250;a el efecto del entrenamiento de resistencia en la rigidez arterial de los a&#241;osos-no hubo ninguna alteraci&#243;n significativa.</p>
      <p>En relaci&#243;n al sistema nervioso aut&#243;nomo, algunos estudios llegaron a la conclusi&#243;n de que este tipo de entrenamiento no altera la actividad nerviosa simp&#225;tica. Eso fue observado cuando la actividad fue medida por el an&#225;lisis espectral de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca<sup>61,62</sup>, as&#237; como cuando fue evaluada por los niveles plasm&#225;ticos de norepinefrina<sup>45,56</sup> o medida por la t&#233;cnica de microneurograf&#237;a<sup>63</sup>. Sin embargo, otros estudios<sup>48,64</sup> observan aumento en los niveles plasm&#225;ticos de norepinefrina, sugiriendo un posible aumento de la actividad nerviosa simp&#225;tica por el entrenamiento de resistencia en individuos a&#241;osos.</p>
      <p>Delante de lo expuesto, queda claro que los efectos del entrenamiento de resistencia sobre los mecanismos reguladores de la presi&#243;n arterial todav&#237;a son muy controvertidos y precisan ser investigados con atenci&#243;n en el futuro.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones finales</bold>
      </p>
      <p>El corpus actual sugiere que el entrenamiento de resistencia puede reducir la presi&#243;n arterial de reposo de individuos a&#241;osos. Los datos, sin embargo, todav&#237;a son escasos y los efectos del entrenamiento fueron evidenciados, principalmente, en a&#241;osos normotensos y con ejercicios de menor intensidad. Los mecanismos responsables por la respuesta de presi&#243;n arterial despu&#233;s de un periodo de entrenamiento de resistencia fueron poco investigados y permanecen desconocidos en a&#241;osos. Aunque el entrenamiento de resistencia est&#233; siendo recomendado para a&#241;osos y haya algunos indicativos de que pueda tener efecto hipotensor cr&#243;nico, todav&#237;a hay carencia de datos cient&#237;ficos y mucha controversia sobre este asunto, lo que evidencia que &#233;ste todav&#237;a es un campo abierto a la investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Los autores agradecen el apoyo financiero de la <italic>Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo (FAPESP).</italic></p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por la Funda&#231;&#227;o de Amparo a Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestrado de Andr&#233;ia Cristiane Carrenho Queiroz por la Escuela de Educaci&#243;n F&#237;sica y Deporte de la Universidad de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
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          <p> Cl&#225;udia L&#250;cia de Moraes Forjaz</p>
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      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 29/10/08; revisado recibido el 18/02/09; aceptado el 17/06/09.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Effects of resistance training on blood pressure in the elderly</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
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      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure</kwd>
        <kwd>aging</kwd>
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        <bold>Andr&#233;ia Cristiane Carrenho Queiroz; H&#233;lcio Kanegusuku; Cl&#225;udia L&#250;cia de Moraes Forjaz</bold>
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      <p>Laborat&#243;rio de Hemodin&#226;mica da Atividade Motora - Escola de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Esporte - Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The aging process drastically reduces muscle mass, strength and power, decreasing the capacity to perform the activities of daily living. The practice of resistance exercises can reverse this picture, helping to maintain the muscular mass and improving muscular strength and resistance. However, the aging process causes cardiovascular alterations, which can result in increased blood pressure levels at rest and it is important to analyze the effects of resistance exercises on the blood pressure of elderly individuals. The objective of this study is to evaluate the current scientific knowledge on the responses of the blood pressure to resistance exercises and their mechanisms in elderly individuals. In order to do that, we carried out a literature review related to the theme, in both Portuguese and English. Based on the studies found, the current <italic>corpus</italic>, although scarce and controversial, suggests that, chronically, resistance exercises can have a hypotensive effect on elderly individuals. However, this effect occurs mainly in normotensive elderly individuals submitted to low-intensity training. The mechanisms involved in the hypotensive response still need to be clarified. Although the resistance training is recommended for elderly individuals and there is some evidence that it can have a chronic hypotensive effect, there is still lack of scientific data and much debate on the subject, which demonstrates that this field is still open to investigation. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Blood pressure; aging; exercise.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The improvement in life conditions and advances in medicine brought on by the progress of society have resulted in the increase of life expectancy, mainly in developing countries<sup>1</sup>, significantly increasing the number of individuals that reach their 6<sup>th</sup> decade<sup>2</sup>. The estimate of the World Health Organization (WHO)<sup>3</sup> for Brazil in 2005 was a population of 16 million elderly individuals. </p>
      <p>The process of aging can be defined, among other concepts, as the combination of biological, psychological and social alterations that lead to the gradual decrease of the capacity of adaptation and performance<sup>4</sup>, making the individual more vulnerable to pathological processes. In spite of the aforementioned progresses, the process of aging causes, after the 6<sup>th</sup> decade of life, a marked decrease in muscle mass, strength and power<sup>5</sup>. Such modifications significantly reduce the capacity to perform the activities of daily living, increasing the degree of impairment of elderly individuals<sup>6</sup>. As a consequence, an increase in the number of falls is observed during this phase of life, which commonly results in fractures<sup>7,8</sup>. In fact, more than 90% of the fractures in elderly individuals are caused by falls - responsible for 70% of accidental deaths among those aged 75 or older<sup>9</sup>.</p>
      <p>To prevent this picture, it is important to adopt interventions that maintain muscular strength, as, even among the elderly, the neuromuscular system still retains part of its plasticity and can adapt in response to physical stimulation<sup>10</sup>. Thus, resistance exercises have shown to be a good solution. </p>
      <p>Several studies<sup>11-13</sup> have reported important muscular benefits of this type of training for the elderly population, such as the maintenance of muscle mass and a marked increase in muscle strength and power. For this reason, the resistance exercise has been considered a promising intervention to prevent or reverse, at least partially, the losses caused by the aging process. It has been strongly recommended for the elderly<sup>14</sup>, resulting in the improvement of functional capacity, health status, quality of life and degree of independence of elderly individuals<sup>15</sup>.</p>
      <p>In addition to muscle alterations, the aging process also causes alterations in the cardiovascular function, which, with the increasing age<sup>16</sup>, result in the progressive increase of the blood pressure. Such alterations can influence the cardiovascular responses to resistance training. It is interesting to observe that, even in young and middle-aged individuals, the effects of resistance training on the cardiovascular function are controversial<sup>17,18</sup>. As they are being recommended to elderly individuals and as the latter present alterations in the cardiovascular function, it becomes important to investigate the effects of this training on the blood pressure of these individuals. </p>
      <p>The objective of this article was to conduct a narrative review on the subject, discussing the current scientific knowledge on the blood pressure responses and their possible regulatory, hemodynamic and neural mechanisms, after a period of resistance training in elderly individuals. The text will initially address the alterations in blood pressure and their mechanisms in relation to the aging process and, subsequently, the effects of resistance training on these parameters. </p>
      <p>Searches were conducted in libraries from the Biological Science area - electronic journals and virtual databases such as <italic>MEDLINE</italic>, <italic>PUBMED</italic> and <italic>SCIELO -</italic> regarding the last 20 years to identify mainly randomized controlled trials that have evaluated the chronic effect of resistance exercises on the blood pressure of elderly individuals. The following key words were used in the search: blood pressure, aging, resistance exercise/strength, resistance training/strength and their respective counterparts in Portuguese.</p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular system and aging </bold>
      </p>
      <p>The aging process is associated with several alterations that culminate with a significant increase in cardiovascular system diseases<sup>19</sup>. Among the most notable alterations that accompany the aging process is the increase in the blood pressure, which results from structural and functional modifications in the heart and vessels, in addition to alterations in the autonomic nervous system<sup>20-23</sup>.</p>
      <p>With the passing of time, the aortic artery and the arterial tree undergo a decrease in their compliance and distensibility and become more rigid. These modifications lead to an increase in the systolic blood pressure, which results in an overload of the heart<sup>20,21,24</sup>, causing collagen deposition and increased left ventricular wall thickness, thus also increasing cardiac rigidity<sup>24,25</sup>. However, even with such cardiac structural alterations, the systolic function remains unaltered, whereas the ventricular compliance decreases, impairing the diastolic function and causing an increase in ventricular relaxation time<sup>20,24</sup>. </p>
      <p>With aging, the peripheral circulation also undergoes alterations, both morphological as well as functional ones, such as the decrease in the capillary-fiber ratio in the muscle and a decreased capillary diameter<sup>22</sup>. Additionally, there is a decrease in the release of nitric oxide and a lower endothelium-dependent vasodilation response<sup>24</sup>, resulting in lower vascular responsiveness to the neurohumoral stimuli of vasodilation. Therefore, the total peripheral vascular resistance increases, which can also lead to the increase in the diastolic and mean blood pressure<sup>22,26</sup>.</p>
      <p>The aging process also promotes the alteration in the modulation of the cardiac function by the autonomic nervous system. There is a decrease in the heart rate variability<sup>23,27,28</sup>, with an increase in the low-frequency component and a decrease in the high-frequency one, which indicates an increase in the sympathetic modulation and a decrease in the parasympathetic modulation of the heart, explaining the increase in heart rate with aging.</p>
      <p>All aforementioned alterations increase the elderly individual's chance of developing arterial hypertension<sup>16</sup>, imposing an overload on the already aged cardiovascular system. In fact, the prevalence of arterial hypertension increases with age<sup>29</sup> and affects up to 60% of elderly individuals<sup>16</sup>. The increase in blood pressure in the elderly has a strong and direct association with vascular mortality<sup>30</sup> and it is one of the main risk factors for the development of diseases such as coronary failure, heart failure and cerebrovascular accident<sup>16</sup>. The prevention of blood pressure elevation in the elderly population is, therefore, of utmost importance.</p>
      <p>In the setting of cardiovascular function, aerobic exercises are considered an important intervention for the prevention of diseases. That is due to the existence of innumerable studies that have demonstrated their chronic benefits on the cardiovascular structure and function, mainly in the decrease of blood pressure and prevention of arterial hypertension<sup>31</sup>. On the other hand, until recently, resistance exercises were contraindicated for individuals with cardiovascular diseases, as they promoted a high pressure overload on the heart during their performance<sup>32</sup>. Therefore, for many decades, few studies were carried out regarding the effect of this type of exercise on the cardiovascular system. With the increased interest and use of resistance exercises by the elderly population, their effects on the cardiovascular function stated to be investigated. Thus, more recently, some health institutions such as the American College of Sports Medicine (ASCM)<sup>33</sup> and the American Heart Association (AHA)<sup>18</sup>, started to recommend resistance exercises as a complement to the aerobic training for individuals with cardiovascular problems, especially women and the elderly, due to their confirmed osteomuscular benefits<sup>11</sup> and the current indications of their possible benefits for some cardiovascular risk factors<sup>18</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Effects of resistance exercises on blood pressure </bold>
      </p>
      <p>Considering the effects of resistance training on blood pressure, an initial meta-analysis<sup>34</sup>, published in 2000, included 11 studies and observed a decrease of -2 and -4% in the systolic and diastolic blood pressures, respectively. Similarly, a more recent investigation<sup>35</sup>, published in 2005, included 9 randomized controlled studies and verified a decrease of -3.2 mmHg and -3.5 mmHg in the systolic and diastolic blood pressures, respectively, after resistance training. However, these meta-analyses included few studies and they involved populations and training protocols with different characteristics. The present review focused on studies that included only elderly individuals. The main results are shown in <xref ref-type="table" rid="en_a20tab01-body3">Table 1</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a20tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0135-00020-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The decrease in the blood pressure at rest after resistance training was observed in 10 studies<sup>15,36-44</sup>. Four studies<sup>45-48</sup> observed no alterations. Such results suggest that the resistance training can also have a hypotensive effect on the elderly. However, the magnitude of the blood pressure alteration was different among the studies, which suggests that factors related to the characteristics of the studied population and/or training protocol used can have undergone some influence. </p>
      <p>Considering the studied population, the aforementioned studies involved normotensive individuals, hypertensive individuals and/or diabetics. In the hypertensive population, of the 6 studies that included these individuals, 4 observed a decrease in blood pressure<sup>36,40,43,44</sup>, whereas 2 others did not observe any alteration<sup>45,46</sup>. However, it is important to emphasize that, in 3 of the 4 studies that demonstrated a decrease in blood pressure, the sample also included normotensive individuals. Furthermore, in one of these studies, the aerobic training was performed concomitantly to the resistance training, so the hypotensive effect might be due to the aerobic stimulation<sup>40</sup>. In 2 other studies, the individuals also presented other concomitant metabolic diseases and the presence of these diseases might also have influenced the results<sup>36,44</sup>. Finally, the patients from the only study that evaluated exclusively hypertensive elderly individuals<sup>43</sup> used different anti-hypertensive medications, which did not allow the assessment of the isolated effect of resistance training on the blood pressure. Among the studies assessing only normotensive individuals, only 2 did not observe a decrease in clinical blood pressure<sup>47,48</sup>, whereas other 6 studies observed a decrease in this pressure<sup>15,37-39,41,42</sup>. Such results suggest that the resistance training is effective to decrease the blood pressure of normotensive elderly individuals, but that its effect in hypertensive individuals still needs further investigation. It is worth mentioning that no study showed that the resistance training can increase the blood pressure, in either normotensive or hypertensive individuals. </p>
      <p>Regarding the effect of the intensity of the resistance training, Tsutsumi et al<sup>42</sup> demonstrated that, in normotensive elderly individuals, the lower-intensity training (55 to 65% of 1 RM) was able to reduce the systolic as well as the diastolic blood pressure, whereas the higher-intensity resistance training (75 to 85% of 1 RM) only decreased the systolic blood pressure. In fact, other studies carried out with high-intensity training (75% of 1 RM) also observed a decrease of the systolic blood pressure only<sup>15</sup>, or even no hypotensive effect<sup>48</sup>. Additionally, in general, the studies that involved exercises with the intensity that is classically used to develop localized muscular resistance, i.e., low intensity training (50 to 65% of 1 RM - 15 RM), observed a decrease in the systolic as well as in the diastolic blood pressure<sup>37,38</sup>. On the other hand, Taaffee et al<sup>41</sup> verified that resistance exercises performed at high intensity (8 RM) were able to decrease the diastolic blood pressure, but had no effect on the systolic blood pressure. Thus, most of the data allow us to suppose that the resistance training performed at lower intensity is more advisable to promote a decrease in the blood pressure at rest; however, there is still controversy about that.</p>
      <p>The 24-hour ambulatory blood pressure monitoring (24-h ABPM) has shown to be more effective in assessing the cardiovascular risk than the clinical blood pressure<sup>49</sup> and it is interesting to verify the effects of clinical conducts on this pressure. However, there have been no study with elderly individuals that evaluated this aspect, which demonstrates the need to perform investigations with this purpose. </p>
      <p>In addition to the possible chronic hypotensive effect of the resistance training, it is important to observe the effect of each training session on the blood pressure (acute effect). Only one study assessed this effect in elderly and hypertensive individuals<sup>50</sup>. It was observed that a single session of resistance exercises promoted a significant decrease in the blood pressure after its conclusion. The maximum decrease was of around 8 mmHg and the hypotension was observed for up to 60 minutes post-training. However, the individuals included the study participated in a supervised physical exercise program, but did not have experience with strength training; thus, it is important to verify whether this acute hypotensive effect occurs in individuals regularly practicing resistance training. </p>
      <p>Considering all these data, the current <italic>corpus</italic> suggests that the regular resistance training can have a hypotensive effect on the clinical blood pressure of the elderly. These effects seem to be mainly observed in normotensive individuals and with lower-intensity exercises. As there is still controversy and there are few studies about the subject, this field is quite open to scientific investigation.</p>
      <p>
        <bold>Possible mechanisms responsible for the blood pressure response to resistance exercise</bold>
      </p>
      <p>The mechanisms responsible for the blood pressure response after the resistance training are yet to be clarified, in both young and middle-aged individuals, as well as in the elderly. However, some mechanisms related to blood pressure regulation have been studied subsequently to the resistance training. </p>
      <p>Regarding the effects of resistance training on the heart structure, the studies have not demonstrated modifications in ventricular mass, wall thickness or chamber size<sup>51,52</sup>. It is possible that the resistance training does not have significant structural effects on the heart in the elderly, but its effect on heart function is still controversial. Some studies demonstrate the maintenance of the systolic function<sup>52</sup> and the cardiac output<sup>45,48</sup> after a period of resistance training. However, Cononie et al<sup>45</sup> observed that the maintenance of the cardiac output occurred due to the fact that the decrease in the systolic volume was compensated by the increase in the heart rate, which suggests that the resistance training has a negative effect on cardiac function. </p>
      <p>The same studies<sup>45,48</sup> that observed the maintenance of the cardiac output after the resistance training also verified the maintenance of the peripheral vascular resistance, which explains the maintenance of the blood pressure levels. Although the total vascular resistance is not modified by the training, Anton et al<sup>48</sup> observed an increase in the vascular flow and conductance in the lower limbs, suggesting that the resistance training can have important peripheral effects. </p>
      <p>An important mechanism associated to the blood pressure control is the integrity of the vascular system structure and function. Studies involving young and middle-aged individuals have reported an increase in arterial stiffness after resistance training<sup>53,54</sup>. This increase was demonstrated in central elastic arteries as well as in muscular peripheral arteries, even when there was a decrease in the post-training mean blood pressure<sup>53</sup>. However, these are not unanimous findings, as some authors<sup>55-57</sup> have not demonstrated alterations in the arterial stiffness after resistance training in young adults. The possible increase in the arterial stiffness has important clinical implications, as it is associated with an increase in mortality<sup>58</sup>. This fact is especially important in elderly individuals, as they already present increased rigidity due to the aging process<sup>59</sup>. Only one study, that by Maeda et al<sup>60</sup>, evaluated the effect of resistance training on the arterial stiffness of the elderly - there were no significant alterations. </p>
      <p>Regarding the autonomic nervous system, some studies concluded that this type of training does not alter the sympathetic nervous activity. This fact was observed when the activity was measured by the spectral analysis of the heart rate variability<sup>61,62</sup>, as well as when it was evaluated by the plasma levels of norepinephrine<sup>45,56</sup> or measured by the microneurography technique<sup>63</sup>. However, other studies<sup>48,64</sup> observed an increase in the plasma levels of norepinephrine, suggesting a possible increase in the sympathetic nervous activity after resistance training in elderly individuals. </p>
      <p>Considering all these data, it is clear that the effect of the resistance training on the regulatory mechanisms of the blood pressure is still very controversial and must be further investigated in the future. </p>
      <p>
        <bold>Final considerations</bold>
      </p>
      <p>The current <italic>corpus</italic> suggests that the resistance training can decrease the blood pressure at rest of elderly individuals. The data, however, are still scarce and the effects of the training have been mainly demonstrated in normotensive elderly individuals with lower-intensity exercises. The mechanisms responsible for the blood pressure response after a period of resistance training have been scarcely investigated and remain unknown in the elderly. Although the resistance training is being recommended to elderly individuals and here are some indications that it can have a chronic hypotensive effect, there is still lack of scientific data and much controversy on the subject, which demonstrates that this is a field open to further investigation. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>The authors wish to thank the financial support received from <italic>Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo</italic> (The Research Support Foundation of the State of S&#227;o Paulo - FAPESP).</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by FAPESP.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Andr&#233;ia Cristiane Carrenho Queiroz, from <italic>Escola de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Esporte da Universidade de S&#227;o Paulo</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
