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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001100019</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Uso de stents farmacol&#243;gicos na "vida real": a import&#226;ncia dos registros</article-title>
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            <given-names>Expedito E.</given-names>
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            <surname>Ribeiro</surname>
            <given-names>Henrique Barbosa</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>131</fpage>
      <lpage>134</lpage>
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          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>28</day>
          <month>08</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>18</day>
          <month>08</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, a efic&#225;cia e a seguran&#231;a dos stents n&#227;o-farmacol&#243;gicos (SNF) e dos stents farmacol&#243;gicos (SF) t&#234;m sido demonstradas em muitos ambientes cl&#237;nicos diferentes, levando ao seu uso em mais de 75% de procedimentos no mundo todo. Comparados aos SNF, os SF mostraram menores taxas de reestenose angiogr&#225;fica e revasculariza&#231;&#227;o do vaso-alvo. Esse benef&#237;cio foi inicialmente demonstrado em estudos que exclu&#237;ram pacientes com les&#245;es mais complexas, tais como aquelas com vasos mais calibrosos ou finos, oclus&#227;o cr&#244;nica, les&#245;es bifurcadas, reestenose de stent, les&#245;es longas e do tronco da coron&#225;ria esquerda. Essa popula&#231;&#227;o do "mundo real" tem sido recentemente avaliada em muitos registros e meta-an&#225;lises que s&#227;o aqui revisados.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Stents farmacol&#243;gicos</kwd>
        <kwd>metan&#225;lise</kwd>
        <kwd>registros</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>29</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Uso de <italic><bold>stents</bold></italic> farmacol&#243;gicos na "vida real": a import&#226;ncia dos registros</p>
    <p>
      <bold>Expedito E. Ribeiro; Henrique Barbosa Ribeiro</bold>
    </p>
    <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, a efic&#225;cia e a seguran&#231;a dos <italic>stents</italic> n&#227;o-farmacol&#243;gicos (SNF) e dos <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF) t&#234;m sido demonstradas em muitos ambientes cl&#237;nicos diferentes, levando ao seu uso em mais de 75% de procedimentos no mundo todo. Comparados aos SNF, os SF mostraram menores taxas de reestenose angiogr&#225;fica e revasculariza&#231;&#227;o do vaso-alvo. Esse benef&#237;cio foi inicialmente demonstrado em estudos que exclu&#237;ram pacientes com les&#245;es mais complexas, tais como aquelas com vasos mais calibrosos ou finos, oclus&#227;o cr&#244;nica, les&#245;es bifurcadas, reestenose de <italic>stent</italic>, les&#245;es longas e do tronco da coron&#225;ria esquerda. Essa popula&#231;&#227;o do "mundo real" tem sido recentemente avaliada em muitos registros e meta-an&#225;lises que s&#227;o aqui revisados. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold><italic>Stents</italic> farmacol&#243;gicos, metan&#225;lise, registros.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A cardiologia intervencionista progrediu rapidamente nas &#250;ltimas d&#233;cadas, da angioplastia coronariana transluminal percut&#226;nea na d&#233;cada de 70 ao desenvolvimento dos <italic>stents</italic> n&#227;o-farmacol&#243;gicos (SNF) na d&#233;cada de 80. O uso dessas endopr&#243;teses resultou em menor reestenose residual e na elimina&#231;&#227;o de dissec&#231;&#227;o e do recuo el&#225;stico agudo, bem como na diminui&#231;&#227;o da necessidade de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio e uma redu&#231;&#227;o na incid&#234;ncia de infarto do mioc&#225;rdio. A evidente melhora nos desfechos dessa t&#233;cnica tem permitido o uso de SNF em mais de 90% dos procedimentos para o tratamento de estenoses mais complexas, tais como les&#245;es longas, de vasos finos e doen&#231;a multiarterial<sup>1-3</sup>. </p>
    <p>Entretanto, o tratamento de les&#245;es mais complexas e o uso mais disseminado dos SNF levaram a maior chance de reestenose angiogr&#225;fica e a maior necessidade de reinterven&#231;&#227;o. Consequentemente, isso levou ao desenvolvimento dos <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF), uma nova revolu&#231;&#227;o na cardiologia intervencionista. Esses dispositivos s&#227;o capazes de inibir a hiperplasia da neo&#237;ntima atrav&#233;s da libera&#231;&#227;o local de agentes antiproliferativos, com uma consequente redu&#231;&#227;o significante na incid&#234;ncia de reestenose angiogr&#225;fica e cl&#237;nica, atribu&#237;vel principalmente &#224; diminui&#231;&#227;o da necessidade de revasculariza&#231;&#227;o da les&#227;o-alvo. </p>
    <p>Para a aprova&#231;&#227;o dos SF, estudos multic&#234;ntricos com desenho adequado, envolvendo v&#225;rios pacientes, foram conduzidos em hospitais de pesquisa, com a participa&#231;&#227;o de m&#233;dicos especializados no campo de cardiologia intervencionista. Esses estudos randomizados representaram a base para a aprova&#231;&#227;o dos SF pelas ag&#234;ncias regulat&#243;rias. Em rela&#231;&#227;o ao <italic>stent</italic> Cypher<sup>TM</sup> (Cordis Corp, Miami Lakes, Fl&#243;rida) (<italic>stent</italic> eluidor de sirolimus), os estudos fundamentais foram o RAVEL, SIRIUS, c-SIRIUS e e-SIRIUS. Para o <italic>stent</italic> Taxus<sup>TM</sup> (Boston Scientific Corp, Natick, Massachusetts) (<italic>stent</italic> eluidor de paclitaxel), os estudos TAXUS I, II, IV e V foram os mais significantes. </p>
    <p>Entretanto, esses estudos randomizados tinham algumas limita&#231;&#245;es, tais como a pr&#243;pria participa&#231;&#227;o dos centros com vasta experi&#234;ncia em investiga&#231;&#227;o, inclus&#227;o de les&#245;es e pacientes selecionados e avalia&#231;&#227;o angiogr&#225;fica compuls&#243;ria, um fato que pode ter aumentado a chance de reinterven&#231;&#227;o na les&#227;o-alvo de 50 a 100%. Al&#233;m disso, a sele&#231;&#227;o de pacientes com les&#245;es favor&#225;veis para a randomiza&#231;&#227;o corresponde a somente aproximadamente um ter&#231;o da popula&#231;&#227;o do mundo real. Os excelentes desfechos com os SF t&#234;m levado profissionais experientes a usarem essa nova tecnologia em situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas e angiogr&#225;ficas mais complexas do que aquelas inicialmente avaliadas nos estudos randomizados, extrapolando sua efic&#225;cia e seguran&#231;a a uma popula&#231;&#227;o mais "real" que est&#225; atualmente sendo tratada. Os conceitos de indica&#231;&#245;es "on-label" e "off-label" surgiram a partir dessas pr&#225;ticas, com o SF se tornando popular em situa&#231;&#245;es consideradas "off-label", tais como interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea em pacientes multiarteriais, oclus&#227;o cr&#244;nica, bifurca&#231;&#245;es, pontes de veia safena, tronco da coron&#225;ria esquerda, vasos finos, bem como les&#245;es ostiais, reesten&#243;ticas e longas (&gt; 30 mm).</p>
    <p>As seguintes situa&#231;&#245;es s&#227;o consideradas indica&#231;&#245;es "on-label": les&#227;o <italic>de novo</italic> em art&#233;ria coron&#225;ria nativa de pacientes com doen&#231;a coronariana est&#225;vel. Para o <italic>stent</italic> Cypher<sup>TM</sup>, o di&#226;metro de refer&#234;ncia do vaso tratado &#233; de 2,5 a 3,5 mm e a extens&#227;o da les&#227;o &#233; de 30 mm ou menos. Para o <italic>stent</italic> Taxus<sup>TM</sup>, o di&#226;metro de refer&#234;ncia do vaso tratado &#233; 2,5 a 3,75 mm e a extens&#227;o de les&#227;o &#233; menor que 28 mm. </p>
    <p>Devido ao aumento do uso dos SF em pacientes "on-label" e tamb&#233;m "off-label", e considerando a falta de estudos cl&#237;nicos randomizados sem poder de teste adequado em pacientes "off-label", os estudos de registros que compreendem todos os pacientes tratados com SF t&#234;m sido utilizados, tentando estabelecer uma melhor avalia&#231;&#227;o do dispositivo na popula&#231;&#227;o do mundo real. Esses estudos tornaram-se mais importantes ap&#243;s a publica&#231;&#227;o de casos isolados de trombose muito tardia dos <italic>stents</italic> (ap&#243;s 1 ano do procedimento), a publica&#231;&#227;o do estudo BASKE-LATE<sup>4</sup> e o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2006, onde dois resumos tamb&#233;m destacaram o problema de trombose muito tardia dos <italic>stents</italic>. No geral, esses estudos levantaram a quest&#227;o se os SF aumentavam a taxa de trombose tardia e mortalidade, achados que poderiam colocar em risco o benef&#237;cio de longo prazo desses dispositivos. Entretanto, esse fato n&#227;o foi confirmado em publica&#231;&#245;es subsequentes e meta-an&#225;lises importantes dos estudos randomizados<sup>5-8</sup>. </p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o aos desfechos dos SF para indica&#231;&#245;es "off-label", duas quest&#245;es permanecem: </p>
    <disp-quote>
      <p>1. O benef&#237;cio do SF na redu&#231;&#227;o da taxa de revasculariza&#231;&#227;o de vaso-alvo &#233; t&#227;o robusto no mundo real quanto nos estudos cl&#237;nicos randomizados?</p>
      <p>2. Os SF s&#227;o seguros quando usados em indica&#231;&#245;es "off-label" em compara&#231;&#227;o aos SNF, tamb&#233;m usados nessa situa&#231;&#227;o?</p>
    </disp-quote>
    <p>
      <bold>Meta-an&#225;lises de SF e SNF compreendendo estudos randomizados e registros</bold>
    </p>
    <p>Nesse artigo, realizamos uma an&#225;lise seq&#252;encial dos registros de SF em uma tentativa de responder essas quest&#245;es, come&#231;ando com o estudo sueco<sup>9</sup>. Na publica&#231;&#227;o original, que compreendia 19.771 pacientes tratados entre 2003 e 2004, e acompanhados por um per&#237;odo de mais de 3 anos, os autores observaram que o uso dos SF estava associado com um aumento da taxa de mortalidade em pacientes tratados com esse dispositivo. </p>
    <p>Confirmando a efic&#225;cia desses dispositivos, os autores notaram uma redu&#231;&#227;o significante de re-interven&#231;&#245;es no grupo que recebeu SF. Entretanto, no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2007, os mesmos autores apresentaram dados que estendiam a an&#225;lise aos pacientes tratados em 2005, com um total de 35.266 pacientes. A an&#225;lise geral n&#227;o mostrou aumento na mortalidade, junto com uma redu&#231;&#227;o de aproximadamente 50% na necessidade de re-interven&#231;&#227;o. O que havia mudado no estudo sueco para inverter os resultados? Certamente, a maior experi&#234;ncia dos operadores e o aumento do uso dos SF, n&#227;o apenas nos pacientes de risco muito alto, tais como os casos estudados entre 2003 e 2004. Al&#233;m disso, o uso dos SF foi de 22% em 2003, 36% em 2004 e 53% em 2005 na Su&#233;cia. Assim, como explicar o aumento do uso de um dispositivo que n&#227;o &#233; seguro, embora seja mais eficaz na redu&#231;&#227;o da reestenose<sup>10</sup>? </p>
    <p>Outros registros foram posteriormente publicados, incluindo o estudo de Tu e cols.<sup>11</sup>, o qual mostrou uma taxa de mortalidade ao final de 3 anos de 5,5% <italic>vs</italic> 7,8%, em pacientes que receberam SF e SNF, respectivamente (an&#225;lise pareada, p &lt; 0,001), um achado que favorecia os SF. De forma similar, uma publica&#231;&#227;o mais recente de Marroquin e cols.<sup>12</sup> comparou os registros de SF e SNF em 6.551 pacientes. Essa publica&#231;&#227;o foi baseada no NHLBI Dynamic Registry, com os pacientes sendo divididos em fases durante os &#250;ltimos 10 anos, de acordo com o tipo de <italic>stent</italic> (SNF ou SF) e se o seu uso era "on-label" ou "off-label". O grupo dos SNF consistia em 3.858 pacientes (1.748 "on-label" <italic>vs</italic> 1.381 "off-label") e o grupo dos SF consistia em 2.694 pacientes (2.110 "on-label" <italic>vs</italic> 1.312 "off-label"). A frequ&#234;ncia de eventos card&#237;acos adversos maiores no grupo "on-label" foi de 2,8% <italic>vs</italic> 2,7% quando comparados os grupos do SF com o SNF, respectivamente (p = 0,88), com uma frequ&#234;ncia de morte ou infarto do mioc&#225;rdio de 5,8% <italic>vs</italic> 6,4% (p = 0,42). No grupo "off-label", a mortalidade foi de 3,7% no grupo do SF <italic>vs</italic> 6,4% no grupo do SNF (p &lt; 0,001). A freq&#252;&#234;ncia combinada de morte e infarto do mioc&#225;rdio foi de 7,5% <italic>vs</italic> 11,6%, respectivamente, para os grupos do SF e SNF (p &lt; 0,001). A necessidade de repeti&#231;&#227;o de revasculariza&#231;&#227;o percut&#226;nea ou cir&#250;rgica foi de 7,7% <italic>vs</italic> 13,4% para pacientes com SF e SNF, respectivamente, no grupo "on-label" (p &lt; 0,001), e 12,7% <italic>vs</italic> 17,5% no grupo "off-label" (p &lt; 0,001). As conclus&#245;es daquele estudo s&#227;o importantes no mundo real da pr&#225;tica cl&#237;nica da cardiologia intervencionista. Comparados aos SNF, o uso de SF "off-label" reduz a chance de repeti&#231;&#227;o de revasculariza&#231;&#227;o ao final de 1 ano, e tamb&#233;m reduz significantemente as chances de morte ou infarto. Esses dados ap&#243;iam o uso de SF em pacientes com indica&#231;&#245;es "off-label". </p>
    <p>A mais recente e completa an&#225;lise de estudos randomizados e registros, nos quais os SF foram utilizados, foi publicada recentemente por Kirtane e cols.<sup>13</sup>. Um total de 22 estudos cl&#237;nicos randomizados, que compreendiam 9.470 pacientes e, 34 estudos observacionais que compreendiam 182.901 pacientes foram inclu&#237;dos nessa meta-an&#225;lise abrangente. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; mortalidade, os autores avaliaram 21 estudos randomizados compreendendo 8.867 pacientes por um per&#237;odo m&#233;dio de seguimento de 2,9 anos e observaram uma taxa de mortalidade similar (HR, 0,97; IC95%, 0,81-1,15; p = 0,72) ao comparar os resultados de pacientes que haviam recebido SF (Cypher<sup>TM</sup> ou Taxus<sup>TM</sup>) com aqueles de pacientes que haviam recebido SNF. Tamb&#233;m n&#227;o havia diferen&#231;a em mortalidade quando os pacientes eram divididos de acordo com o uso "on-label" (10 estudos, 4.818 pacientes) (HR, 1,05; IC95%, 0,84-1,30; p = 0,69) ou "off-label" (12 estudos, 4.049 pacientes) (HR, 0,84; IC95%, 0,62-1,13; p = 0,24). Assim, os SF Cypher<sup>TM</sup> e Taxus<sup>TM</sup> n&#227;o estavam associados com um aumento na mortalidade durante esse per&#237;odo de seguimento de 2,9 anos. Em rela&#231;&#227;o aos registros, 169.595 pacientes foram avaliados em 31 estudos, com uma popula&#231;&#227;o mais pr&#243;xima do mundo real da cardiologia intervencionista e compreendendo pacientes "on-label" e "off-label". Houve uma redu&#231;&#227;o de 22% na mortalidade em um modelo de efeitos rand&#244;micos dos pacientes que haviam recebido SF quando comparados &#224;queles tratados com SNF por um per&#237;odo m&#233;dio de seguimento de 2,5 anos (HR, 0,78; IC95%, 0,71-0,86; p &lt; 0,001). Apesar do fato de que havia um alto n&#237;vel de heterogeneidade (I<sup>2</sup> = 71%; p &lt; 0,001), o benef&#237;cio relativo dos SF <italic>vs</italic> SNF era consistente entre a maioria dos estudos, incluindo aqueles com mais de 1.000 pacientes, bem como aqueles com per&#237;odos de seguimento mais longos (<underline>&gt;</underline> 2 anos).</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224; incid&#234;ncia de infarto do mioc&#225;rdio nos mesmos estudos randomizados, nenhuma diferen&#231;a foi observada entre os pacientes tratados com SF ou SNF, mesmo quando os pacientes eram divididos de acordo com as indica&#231;&#245;es "on-label" e "off-label". Em 25 registros compreendendo 130.191 pacientes tratados, a incid&#234;ncia de infarto do mioc&#225;rdio mostrou uma redu&#231;&#227;o de 13% entre aqueles que haviam recebido SF em um efeito rand&#244;mico (HR, 0,87; IC95%, 0,78-0,97; p = 0,014). Mais uma vez, havia um alto n&#237;vel de heterogeneidade (I<sup>2</sup> = 60,3%; p &lt; 0,001), entretanto, os resultados foram consistentes entre a maioria dos estudos, incluindo aqueles com mais de 1.000 pacientes, bem como aqueles com per&#237;odos de seguimento mais longos (<underline>&gt;</underline> 2 anos).</p>
    <p>Finalmente, a necessidade de revasculariza&#231;&#227;o do vaso-alvo nos estudos cl&#237;nicos randomizados apresentou uma redu&#231;&#227;o de 55% (HR, 0,45; IC95%, 0,37-0,54; p &lt; 0,001), favorecendo o uso dos SF durante um per&#237;odo m&#233;dio de seguimento de 3,2 anos. A redu&#231;&#227;o na taxa de re-interven&#231;&#227;o foi de 47% em pacientes do grupo "on-label" por um per&#237;odo m&#233;dio de seguimento de 4,2 anos (HR, 0,53; IC95%, 0,43-0,65; p &lt; 0,01) e 62% no grupo "off-label" por um per&#237;odo m&#233;dio de seguimento de 1,6 anos (HR, 0,38; IC95%, 0,27-0,52; p &lt; 0,001). Em registros que avaliaram a necessidade de re-interven&#231;&#227;o, a redu&#231;&#227;o atingiu 46% em 74.154 pacientes acompanhados por um per&#237;odo m&#233;dio de 2,2 anos, um achado novamente favor&#225;vel ao uso dos SF (HR, 0,54; IC95%, 0,48-0,61; p &lt; 0,001). Havia tamb&#233;m um alto n&#237;vel de heterogeneidade (I<sup>2</sup> = 69,7%; p &lt; 0,001), entretanto, os resultados foram consistentes entre a maioria dos estudos, incluindo aqueles com mais de 1.000 pacientes, bem como aqueles com per&#237;odos de seguimento mais longos (<underline>&gt;</underline> 2 anos).</p>
    <p>Em conclus&#227;o, como destacado nas <xref ref-type="table" rid="tab1">Tabelas 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab2">2</xref>, essa importante meta-an&#225;lise mostrou que em 22 estudos randomizados, compreendendo 9.470 pacientes tratados com SF ou SNF e acompanhados por mais de 2 anos, redu&#231;&#245;es n&#227;o-significantes de 3% em mortalidade e 6% na incid&#234;ncia de infarto do mioc&#225;rdio foram observadas com SF, enquanto a redu&#231;&#227;o na taxa de re-interven&#231;&#227;o (55%) foi altamente significante. Entre os registros, que compreendiam 182.091 pacientes, redu&#231;&#245;es significantes de 22% na mortalidade, 13% no infarto do mioc&#225;rdio e 46% na taxa de revasculariza&#231;&#227;o de vaso-alvo foram observadas em pacientes que receberam SF.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0131-00019-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0131-00019-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>A experi&#234;ncia brasileira</bold>
    </p>
    <p>Um importante registro brasileiro &#233; o registro chamado DESIRE, que representa a experi&#234;ncia do Hospital do Cora&#231;&#227;o, em S&#227;o Paulo, Brasil<sup>14</sup>. Esse registro compreende 2.084 pacientes tratados predominantemente com o <italic>stent</italic> Cypher<sup>TM</sup> (83,5%). Durante um per&#237;odo m&#233;dio de seguimento de 2,6 anos, a incid&#234;ncia de revasculariza&#231;&#227;o de vaso-alvo foi de 3,3%, a de trombose no <italic>stent</italic> foi de 1,6%, e a de eventos card&#237;acos maiores foi de 8,5% (morte card&#237;aca, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o-fatal, e re-interven&#231;&#227;o de vaso-alvo), portanto similares aos desfechos relatados nos estudos internacionais. </p>
    <p>No InCor analisamos em nosso banco de dados 3.200 pacientes que receberam um implante de <italic>stent</italic>, entre setembro de 1998 e Maio de 2002, incluindo 2.250 que receberam SNF e, entre maio de 2002 e setembro de 2006, incluindo 910 que receberam SF<sup>15</sup>. Esses pacientes foram acompanhados com o objetivo prim&#225;rio de avaliar a mortalidade. A popula&#231;&#227;o que recebeu o SF era mais velha e tamb&#233;m apresentava uma maior propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos diab&#233;ticos (33,6% <italic>vs</italic> 26,3%; p &lt; 0,01). Al&#233;m disso, o hist&#243;rico de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o coronariana foi mais prevalente entre esses pacientes, mas os SF foram utilizados menos frequentemente em pacientes com infarto agudo do mioc&#225;rdio. A an&#225;lise de todos os pacientes mostrou que a mortalidade n&#227;o-ajustada ao final de 1,5 anos era maior no grupo utilizando <italic>stents</italic> n&#227;o-farmacol&#243;gicos (SNF) (HR, 0,66; IC95%, 0,45-0,95; p = 0,025). Contudo, a mortalidade n&#227;o-ajustada foi similar nos dois grupos (HR, 1,06; IC95%, 0,73-1,55; p = 0,8), quando os pacientes com infarto agudo do mioc&#225;rdio foram exclu&#237;dos da an&#225;lise.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em resumo, a efic&#225;cia e seguran&#231;a dos SF t&#234;m sido demonstradas em estudos randomizados e registros internacionais, sendo que esses estudos t&#234;m relatado dados progressivamente s&#243;lidos e confi&#225;veis. Esses dados internacionais est&#227;o de acordo com os observados em nossa institui&#231;&#227;o, bem como com a experi&#234;ncia brasileira. </p>
    <p>Al&#233;m disso, a mensagem &#243;bvia &#233; que os dados de estudos de registro s&#227;o complementares aos de estudos randomizados, com os SF mostrando melhor desfecho angiogr&#225;fico e cl&#237;nico do que os SNF em uma ampla varia&#231;&#227;o de art&#233;rias coron&#225;rias e caracter&#237;sticas de les&#245;es, sem aumento de eventuais complica&#231;&#245;es. Contudo, indubitavelmente, outras quest&#245;es tais como terapia dupla cont&#237;nua anti-plaquet&#225;ria a longo-prazo (pelo menos 1 ano), anatomia e cen&#225;rios cl&#237;nicos devem ser levados em considera&#231;&#227;o quando a decis&#227;o entre o uso de SF ou SNF for tomada.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Expedito E. Ribeiro </p>
        <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44, Bloco I, 3&#186; andar </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo-SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="expribeiro@terra.com.br">expribeiro@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 27/10/08; revisado recebido em 18/08/09; aceito em 28/08/09.</p>
  </body>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Uso de stents farmacol&#243;gicos en la "vida real": la importancia de los registros</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>En las &#250;ltimas d&#233;cadas, la eficacia de la seguridad de los stents no-farmacol&#243;gicos (SNF) y de los stents farmacol&#243;gicos (SF) ha sido demostrada en muchos ambientes cl&#237;nicos diferentes, llevando a su uso en m&#225;s de 75% de los procedimientos en todo el mundo. Comparados a los SNF, los SF mostraron menores tasas de reestenosis angiogr&#225;fica y revascularizaci&#243;n del vaso a tratar. Ese beneficio fue inicialmente demostrado en estudios que excluyeron a pacientes con lesiones m&#225;s complejas, tales como aquellas con vasos m&#225;s dilatados o finos, oclusi&#243;n cr&#243;nica, lesiones bifurcadas, reestenosis de stent, lesiones largas y del tronco de la coronaria izquierda. Esa poblaci&#243;n del "mundo real" ha sido recientemente evaluada en muchos registros y meta-an&#225;lisis que son aqu&#237; revisados.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Stents farmacol&#243;gicos</kwd>
        <kwd>metan&#225;lisis</kwd>
        <kwd>registros</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Uso de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos en la "vida real": la importancia de los registros</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Expedito E. Ribeiro; Henrique Barbosa Ribeiro</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="add1-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>En las &#250;ltimas d&#233;cadas, la eficacia de la seguridad de los <italic>stents</italic> no-farmacol&#243;gicos (SNF) y de los <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF) ha sido demostrada en muchos ambientes cl&#237;nicos diferentes, llevando a su uso en m&#225;s de 75% de los procedimientos en todo el mundo. Comparados a los SNF, los SF mostraron menores tasas de reestenosis angiogr&#225;fica y revascularizaci&#243;n del vaso a tratar. Ese beneficio fue inicialmente demostrado en estudios que excluyeron a pacientes con lesiones m&#225;s complejas, tales como aquellas con vasos m&#225;s dilatados o finos, oclusi&#243;n cr&#243;nica, lesiones bifurcadas, reestenosis de <italic>stent</italic>, lesiones largas y del tronco de la coronaria izquierda. Esa poblaci&#243;n del "mundo real" ha sido recientemente evaluada en muchos registros y meta-an&#225;lisis que son aqu&#237; revisados.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold><italic>Stents</italic> farmacol&#243;gicos, metan&#225;lisis, registros.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La cardiolog&#237;a intervencionista progres&#243; r&#225;pidamente en las &#250;ltimas d&#233;cadas, de la angioplastia coronaria transluminal percut&#225;nea en la d&#233;cada del 70 al desarrollo de los <italic>stents</italic> no farmacol&#243;gicos (SNF) en la d&#233;cada del 80. El uso de esas endopr&#243;tesis result&#243; en una menor reestenosis residual y en la eliminaci&#243;n de disecci&#243;n y del retroceso el&#225;stico agudo, as&#237; como en la disminuci&#243;n de la necesidad de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n del miocardio y una reducci&#243;n en la incidencia de infarto de miocardio. La evidente mejora en los desenlaces de esa t&#233;cnica ha permitido el uso de SNF en m&#225;s de 90% de los procedimientos para el tratamiento de estenosis m&#225;s complejas, tales como lesiones largas, de vasos finos y enfermedad multiarterial<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Mientras tanto, el tratamiento de lesiones m&#225;s complejas y el uso m&#225;s diseminado de los SNF llevaron a mayor chance de reestenosis angiogr&#225;fica y a mayor necesidad de reintervenci&#243;n. Consecuentemente, eso llev&#243; al desarrollo de los <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF), una nueva revoluci&#243;n en la cardiolog&#237;a intervencionista. Esos dispositivos son capaces de inhibir la hiperplasia de la neo&#237;ntima a trav&#233;s de la liberaci&#243;n local de agentes antiproliferativos, con una consecuente reducci&#243;n significativa en la incidencia de reestenosis angiogr&#225;fica y cl&#237;nica, atribuible principalmente a la disminuci&#243;n de la necesidad de revascularizaci&#243;n de la lesi&#243;n a tratar.</p>
      <p>Para la aprobaci&#243;n de los SF, estudios multic&#233;ntricos con dise&#241;o adecuado, comprendiendo varios pacientes, fueron conducidos en hospitales de investigaci&#243;n, con la participaci&#243;n de m&#233;dicos especializados en el campo de la cardiolog&#237;a intervencionista. Esos estudios randomizados representaron la base para la aprobaci&#243;n de los SF por las agencias reguladoras. En relaci&#243;n al <italic>stent</italic> Cypher<sup>&#174;</sup> (Cordis Corp, Miami Lakes, Fl&#243;rida) (<italic>stent</italic> liberador de sirolimus), los estudios fundamentales fueron el RAVEL, SIRIUS, c-SIRIUS y e-SIRIUS. Para el <italic>stent</italic> Taxus<sup>&#174;</sup> (Boston Scientific Corp, Natick, Massachusetts) (<italic>stent</italic> liberador de paclitaxel), los estudios TAXUS I, II, IV y V fueron los m&#225;s significativos.</p>
      <p>Mientas tanto, esos estudios randomizados ten&#237;an algunas limitaciones, tales como la propia participaci&#243;n de los centros con vasta experiencia en investigaci&#243;n, inclusi&#243;n de lesiones y pacientes seleccionados y evaluaci&#243;n angiogr&#225;fica compulsiva, un hecho que puede haber aumentado la chance de reintervenci&#243;n en la lesi&#243;n a tratar de 50 a 100%. Adem&#225;s de eso, la selecci&#243;n de pacientes con lesiones favorables para la randomiza&#231;&#227;o corresponde a solamente aproximadamente un tercio de la poblaci&#243;n del mundo real. Los excelentes desenlaces con los SF han llevado a profesionales experimentados a usar esa nueva tecnolog&#237;a en situaciones cl&#237;nicas y angiogr&#225;ficas m&#225;s complejas que aquellas inicialmente evaluadas en los estudios randomizados, extrapolando su eficacia y seguridad a una poblaci&#243;n m&#225;s "real" que est&#225; actualmente siendo tratada. Los conceptos de indicaciones "on-label" y "off-label" surgieron a partir de esas pr&#225;cticas, con el SF volvi&#233;ndose popular en situaciones consideradas "off-label", tales como intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea en pacientes multiarteriales, oclusi&#243;n cr&#243;nica, bifurcaciones, puentes de vena safena, tronco de la coronaria izquierda, vasos finos, as&#237; como lesiones ostiales, reesten&#243;ticas y largas (&gt; 30 mm).</p>
      <p>Las siguientes situaciones son consideradas indicaciones "on-label": lesi&#243;n <italic>nueva </italic>en arteria coronaria nativa de pacientes con enfermedad coronaria estable. Para el <italic>stent</italic> Cypher<sup>&#174;</sup>, el di&#225;metro de referencia del vaso tratado es de 2,5 a 3,5 mm y la extensi&#243;n de la lesi&#243;n es de 30 mm o menos. Para el <italic>stent</italic> Taxus<sup>&#174;</sup>, el di&#225;metro de referencia del vaso tratado es 2,5 a 3,75 mm y la extensi&#243;n de lesi&#243;n es menor que 28 mm.</p>
      <p>Debido al aumento del uso de los SF en pacientes "on-label" y tambi&#233;n "off-label", y considerando la falta de estudios cl&#237;nicos randomizados sin poder de test adecuado en pacientes "off-label", los estudios de registros que comprenden todos los pacientes tratados con SF han sido utilizados, tratando de establecer una mejor evaluaci&#243;n del dispositivo en la poblaci&#243;n del mundo real. Esos estudios se volvieron m&#225;s importantes despu&#233;s de la publicaci&#243;n de casos aislados de trombosis muy tard&#237;a de los <italic>stents</italic> (despu&#233;s de 1 a&#241;o del procedimiento), la publicaci&#243;n del estudio BASKE-LATE<sup>4</sup> y el Congreso de la Sociedad Europea de Cardiolog&#237;a de 2006, donde dos res&#250;menes tambi&#233;n destacaron el problema de trombosis muy tard&#237;a de los <italic>stents</italic>. En general, esos estudios levantaron la cuesti&#243;n de si los SF aumentaban la tasa de trombosis tard&#237;a y mortalidad, hallazgos que podr&#237;an colocar en riesgo el beneficio de largo plazo de esos dispositivos. Mientras tanto, ese hecho no fue confirmado en publicaciones subsecuentes y meta-an&#225;lisis importantes de los estudios randomizados<sup>5-8</sup>.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a los desenlaces de los SF para indicaciones "off-label", dos cuestiones permanecen:</p>
      <p>&#191;El beneficio del SF en la reducci&#243;n de la tasa de revascularizaci&#243;n de vaso a tratar es tan robusto en el mundo real como en los estudios cl&#237;nicos randomizados?</p>
      <p>&#191;Los SF son seguros cuando son usados en indicaciones "off-label" en comparaci&#243;n a los SNF, tambi&#233;n usados en esa situaci&#243;n?</p>
      <p>
        <bold>Metaan&#225;lisis de SF y SNF comprendiendo estudios randomizados y registros</bold>
      </p>
      <p>En ese art&#237;culo, realizamos un an&#225;lisis secuencial de los registros de SF en una tentativa de responder esas preguntas, comenzando con el estudio sueco<sup>9</sup>. En la publicaci&#243;n original, que comprend&#237;a 19.771 pacientes tratados entre 2003 y 2004, y controlados por un per&#237;odo de m&#225;s de 3 a&#241;os, los autores observaron que el uso de los SF estaba asociado con un aumento de la tasa de mortalidad en pacientes tratados con ese dispositivo.</p>
      <p>Confirmando la eficacia de esos dispositivos, los autores notaron una reducci&#243;n significativa de reintervenciones en el grupo que recibi&#243; SF. Mientras tanto, en el Congreso de la Sociedad Europea de Cardiolog&#237;a de 2007, los mismos autores presentaron datos que extend&#237;an el an&#225;lisis a los pacientes tratados en 2005, con un total de 35.266 pacientes. El an&#225;lisis general no mostr&#243; aumento en la mortalidad, junto con una reducci&#243;n de aproximadamente 50% en la necesidad de reintervenci&#243;n. &#191;Qu&#233; hab&#237;a cambiado en el estudio sueco para invertir los resultados? Ciertamente, la mayor experiencia de los operadores y el aumento del uso de los SF, no s&#243;lo en los pacientes de riesgo muy alto, tales como los casos estudiados entre 2003 y 2004. Adem&#225;s de eso, el uso de los SF fue de 22% en 2003, 36% en 2004 y 53% en 2005 en Suecia. As&#237;, &#191;C&#243;mo explicar el aumento del uso de un dispositivo que no es seguro, aunque sea m&#225;s eficaz en la reducci&#243;n de la reestenosis<sup>10</sup>?</p>
      <p>Otros registros fueron posteriormente publicados, incluyendo el estudio de Tu et al<sup>11</sup>, el cual mostr&#243; una tasa de mortalidad al final de 3 a&#241;os de 5,5% <italic>vs</italic> 7,8%, en pacientes que recibieron SF e SNF, respectivamente (an&#225;lisis pareado, p &lt; 0.001), un hallazgo que favorec&#237;a los SF. De forma similar, una publicaci&#243;n m&#225;s reciente de Marroquin et al<sup>12</sup> compar&#243; los registros de SF y SNF en 6.551 pacientes. Esa publicaci&#243;n fue basada en el NHLBI Dynamic Registry, con los pacientes siendo divididos en fases durante los &#250;ltimos 10 a&#241;os, de acuerdo al tipo de <italic>stent</italic> (SNF o SF) y si su uso era "on-label" u "off-label". El grupo de los SNF consist&#237;a en 3.858 pacientes (1.748 "on-label" <italic>vs</italic> 1.381 "off-label") y el grupo de los SF consist&#237;a en 2.694 pacientes (2.110 "on-label" <italic>vs</italic> 1.312 "off-label"). La frecuencia de eventos card&#237;acos adversos mayores en el grupo "on-label" fue de 2,8% <italic>vs</italic> 2,7% cuando comparados los grupos del SF con el SNF, respectivamente (p = 0,88), con una frecuencia de muerte o infarto de miocardio de 5,8% <italic>vs</italic> 6,4% (p = 0,42). En el grupo "off-label", la mortalidad fue de 3,7% en el grupo del SF <italic>vs</italic> 6,4% en el grupo del SNF (p &lt; 0,001). La frecuencia combinada de muerte e infarto de miocardio fue de 7,5% <italic>vs</italic> 11,6%, respectivamente, para los grupos del SF y SNF (p &lt; 0,001). La necesidad de repetici&#243;n de revascularizaci&#243;n percut&#225;nea o quir&#250;rgica fue de 7,7% <italic>vs</italic> 13,4% para pacientes con SF y SNF, respectivamente, en el grupo "on-label" (p &lt; 0,001), e 12,7% <italic>vs</italic> 17,5% en el grupo "off-label" (p &lt; 0,001). Las conclusiones de aquel estudio son importantes en el mundo real de la pr&#225;ctica cl&#237;nica de la cardiolog&#237;a intervencionista. Comparados a los SNF, el uso de SF "off-label" reduce la posibilidad de repetici&#243;n de revascularizaci&#243;n al final de 1 a&#241;o, y tambi&#233;n reduce significantemente las posibilidades de muerte o infarto. Esos datos apoyan el uso de SF en pacientes con indicaciones "off-label".</p>
      <p>El m&#225;s reciente y completo an&#225;lisis de estudios randomizados y registros, en los cuales los SF fueron utilizados, fue publicado recientemente por Kirtane et al<sup>13</sup>. Un total de 22 estudios cl&#237;nicos randomizados, que comprend&#237;an 9.470 pacientes y, 34 estudios observacionales que comprend&#237;an 182.901 pacientes fueron incluidos en ese metaan&#225;lisis abarcador.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la mortalidad, los autores evaluaron 21 estudios randomizados comprendiendo 8.867 pacientes por un per&#237;odo medio de seguimiento de 2,9 a&#241;os y observaron una tasa de mortalidad similar (HR, 0,97; IC95%, 0,81-1,15; p = 0,72) al comparar los resultados de pacientes que hab&#237;an recibido SF (Cypher<sup>&#174;</sup> o Taxus<sup>&#174;</sup>) con aquellos de pacientes que hab&#237;an recibido SNF. Tampoco hab&#237;a diferencia en mortalidad cuando los pacientes eran divididos de acuerdo con el uso "on-label" (10 estudios, 4.818 pacientes) (HR, 1,05; IC95%, 0,84-1,30; p = 0,69) u "off-label" (12 estudios, 4.049 pacientes) (HR, 0,84; IC95%, 0,62-1,13; p = 0,24). As&#237;, los SF Cypher<sup>&#174;</sup> y Taxus<sup>&#174;</sup> no estaban asociados con un aumento en la mortalidad durante ese per&#237;odo de seguimiento de 2,9 a&#241;os. En relaci&#243;n a los registros, 169.595 pacientes fueron evaluados en 31 estudios, con una poblaci&#243;n m&#225;s pr&#243;xima del mundo real de la cardiolog&#237;a intervencionista y comprendiendo pacientes "on-label" y "off-label". Hubo una reducci&#243;n de 22% en la mortalidad en un modelo de efectos rand&#243;micos de los pacientes que hab&#237;an recibido SF cuando fueron comparados a aquellos tratados con SNF por un per&#237;odo medio de seguimiento de 2,5 a&#241;os (HR, 0,78; IC95%, 0,71-0,86; p &lt; 0,001). A pesar del hecho de que hab&#237;a un alto nivel de heterogeneidad (I<sup>2</sup>=71%; p&lt;0,001), el beneficio relativo de los SF <italic>vs</italic> SNF era consistente entre la mayor&#237;a de los estudios, incluyendo aquellos con m&#225;s de 1.000 pacientes, as&#237; como aquellos con per&#237;odos de seguimiento m&#225;s largo (<underline>&gt;</underline> 2 a&#241;os).</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la incidencia de infarto de miocardio en los mismos estudios randomizados, ninguna diferencia fue observada entre los pacientes tratados con SF o SNF, aun cuando los pacientes eran divididos de acuerdo con las indicaciones "on-label" e "off-label". En 25 registros comprendiendo 130.191 pacientes tratados, la incidencia de infarto de miocardio mostr&#243; una reducci&#243;n de 13% entre aquellos que hab&#237;an recibido SF en un efecto rand&#243;mico (HR, 0,87; IC95%, 0,78-0,97; p = 0,014). Uma vez m&#225;s, hab&#237;a un alto nivel de heterogeneidad (I<sup>2</sup>=60,3%; p &lt; 0,001), mientras, los resultados fueron consistentes entre la mayor&#237;a de los estudios, incluyendo aquellos con m&#225;s de 1.000 pacientes, as&#237; como aquellos con per&#237;odos de seguimiento m&#225;s largos (<underline>&gt;</underline> 2 a&#241;os).</p>
      <p>Finalmente, la necesidad de revascularizaci&#243;n del vaso a tratar en los estudios cl&#237;nicos randomizados present&#243; una reducci&#243;n de 55% (HR, 0,45; IC95%, 0,37-0,54; p &lt; 0,001), favoreciendo el uso de los SF durante un per&#237;odo medio de seguimiento de 3,2 a&#241;os. La reducci&#243;n en la tasa de reintervenci&#243;n fue de 47% en pacientes del grupo "on-label" por un per&#237;odo medio de seguimiento de 4,2 a&#241;os (HR, 0,53; IC95%, 0,43-0,65; p &lt; 0,01) y 62% en el grupo "off-label" por un per&#237;odo medio de seguimiento de 1,6 a&#241;os (HR, 0,38; IC95%, 0,27-0,52; p &lt; 0,001). En registros que evaluaron la necesidad de reintervenci&#243;n, la reducci&#243;n alcanz&#243; 46% en 74.154 pacientes controlados por un per&#237;odo medio de 2,2 a&#241;os, un hallazgo nuevamente favorable al uso de los SF (HR, 0,54; IC95%, 0,48-0,61; p &lt; 0,001). Hab&#237;a tambi&#233;n un alto nivel de heterogeneidad (I<sup>2</sup>=69,7%; p&lt;0,001), por otra parte, los resultados fueron consistentes entre la mayor&#237;a de los estudios, incluyendo aquellos con m&#225;s de 1.000 pacientes, as&#237; como aquellos con per&#237;odos de seguimiento m&#225;s largos (<underline>&gt;</underline> 2 a&#241;os).</p>
      <p>En conclusi&#243;n, como es destacado en las <xref ref-type="table" rid="es_a19tab01-body2">Tablas 1</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_a19tab02-body2">2</xref>, ese importante metaan&#225;lisis mostr&#243; que en 22 estudios randomizados, comprendiendo 9.470 pacientes tratados con SF o SNF y controlados por m&#225;s de 2 a&#241;os, reducciones no significativas de 3% en mortalidad y 6% en la incidencia de infarto de miocardio fueron observadas con SF, en tanto que la reducci&#243;n en la tasa de reintervenci&#243;n (55%) fue altamente significativa. Entre los registros, que comprend&#237;an 182.091 pacientes, reducciones significativas de 22% en la mortalidad, 13% en el infarto de miocardio y 46% en la tasa de revascularizaci&#243;n del vaso a tratar fueron observadas en pacientes que recibieron SF.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a19tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0131-00019-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a19tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0131-00019-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>La experiencia brasile&#241;a</bold>
      </p>
      <p>Un importante registro brasile&#241;o es el registro llamado DESIRE, que representa la experiencia del Hospital do Cora&#231;&#227;o, en San Pablo, Brasil<sup>14</sup>. Ese registro comprende 2.084 pacientes tratados predominantemente con el <italic>stent</italic> Cypher<sup>&#174;</sup> (83,5%). Durante un per&#237;odo medio de seguimiento de 2,6 a&#241;os, la incidencia de revascularizaci&#243;n del vaso a tratar fue de 3,3%, la de trombosis no <italic>stent</italic> fue de 1,6%, y la de eventos card&#237;acos mayores fue de 8,5% (muerte card&#237;aca, infarto de miocardio no fatal, y reintervenci&#243;n del vaso a tratar), por lo tanto similares a los desenlaces relatados en los estudios internacionales.</p>
      <p>En el InCor analizamos en nuestro banco de datos 3.200 pacientes que recibieron un implante de <italic>stent</italic>, entre setiembre de 1998 y Mayo de 2002, incluyendo 2.250 que recibieron SNF y, entre mayo de 2002 y setiembre de 2006, incluyendo 910 que recibieron SF<sup>15</sup>. Esos pacientes fueron con el objetivo primario de evaluar la mortalidad. La poblaci&#243;n que recibi&#243; el SF era de m&#225;s edad y tambi&#233;n presentaba una mayor proporci&#243;n de individuos diab&#233;ticos (33.6% <italic>vs</italic> 26,3%; p &lt; 0,01). Adem&#225;s de eso, el hist&#243;rico de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n e intervenci&#243;n coronaria fue m&#225;s prevalente entre esos pacientes, pero los SF fueron utilizados menos frecuentemente en pacientes con infarto agudo de miocardio. El an&#225;lisis de todos los pacientes mostr&#243; que la mortalidad no ajustada al final de 1,5 a&#241;os era mayor en el grupo utilizando <italic>stents</italic> no-farmacol&#243;gicos (SNF) (HR, 0,66; IC95%, 0,45-0,95; p=0,025). Con todo, la mortalidad no ajustada fue similar en los dos grupos (HR, 1,06; IC95%, 0,73-1,55; p=0,8), cuando los pacientes con infarto agudo de miocardio fueron excluidos del an&#225;lisis.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En resumen, la eficacia y seguridad de los SF han sido demostradas en estudios randomizados y registros internacionales, ya que esos estudios han relatado datos progresivamente s&#243;lidos y confiables. Esos datos internacionales est&#225;n de acuerdo con los observados en nuestra instituci&#243;n, as&#237; como con la experiencia brasile&#241;a. </p>
      <p>Adem&#225;s de eso, el mensaje obvio es que los datos de estudios de registro son complementarios a los de estudios randomizados, con los SF mostrando mejor desenlace angiogr&#225;fico y cl&#237;nico que los SNF en una amplia variedad de arterias coronarias y caracter&#237;sticas de lesiones, sin aumento de eventuales complicaciones. Con todo, indudablemente, otras cuestiones tales como terapia doble continua antiplaquetaria a largo plazo (por lo menos 1 a&#241;o), anatom&#237;a y escenarios cl&#237;nicos deben ser tomados en consideraci&#243;n cuando la decisi&#243;n entre el uso de SF o SNF sea tomada.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>1. Fischman DL, Leon MB, Baim DS, Schatz RA, Savage MP, Penn I, et al. A randomized comparison of coronary-stent placement and balloon angioplasty in the treatment of coronary artery disease. N Engl J Med. 1994; 331: 496-501.</p>
      <p>2. Cutlip DE, Chauhan MS, Baim DS, Ho KK, Popma JJ, Carrozza JP, et al. Clinical restenosis after coronary stenting: perspectives from multicenter clinical trials. J Am Coll Cardiol. 2002; 40: 2082-9.</p>
      <p>3. Serruys PW, de Jaegere P, Kiemeneij F, Macaya C, Rutsch W, Heyndrick G, et al. A comparison of balloon-expandable-stent implantation with balloon angioplasty in patients with coronary artery disease. N Engl J Med. 1994; 331: 489-95.</p>
      <p>4. Pfisterer M, Brunner-La Rocca HP, Buser PT, Rickenbacher P, Hunziker P, Mueller C, et al. Late clinical events after clopidogrel discontinuation may limit the benefit of drug-eluting stents: an observational study of drug-eluting versus bare-metal stents. J Am Coll Cardiol. 2006; 48: 2584-91.</p>
      <p>5. Mauri L, Hsieh WH, Massaro JM, Ho KK, D'Agostino R, Cutlip DE. Stent thrombosis in randomized clinical trials of drug-eluting stents. N Engl J Med. 2007; 356: 1020-9.</p>
      <p>6. Schomig A, Dibra A, Windecker S, Mehilli J, Su&#225;rez de Lezo J, Kaiser C, et al. A meta-analysis of 16 randomized trials of sirolimus-eluting stents versus paclitaxel-eluting stents in patients with coronary artery disease. J Am Coll Cardiol. 2007; 50: 1373-80.</p>
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      <p>9. Lagerqvist B, James SK, Stenestrand U, Lindback J, Nilsson T, Wallentin L. Long-term outcomes with drug-eluting stents versus bare-metal stents in Sweden. N Engl J Med. 2007; 356: 1009-19.</p>
      <p>10. Serruys PW, Daemen J. Are drug-eluting stents associated with a higher rate of late thrombosis than bare metal stents? Late stent thrombosis: a nuisance in both bare metal and drug-eluting stents. Circulation. 2007; 115: 1433-9.</p>
      <p>11. Tu JV, Bowen J, Chiu M, Austin PC, He Y, Hopkins R, et al. Effectiveness and safety of drug-eluting stents in Ontario. N Engl J Med. 2007; 357: 1393-402.</p>
      <p>12. Marroquin OC, Selzer F, Mulukutla SR, Williams DD, Vlachos HA, Wilensky RL. A comparison of bare-metal and drug-eluting stents for "off-label" indications. N Engl J Med. 2008; 358: 342-52.</p>
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      <p>15. Campos CAHMC, Ribeiro EE, Lemos PA, Falc&#227;o JL, Spadaro AG, Kajita L, et al. Perfil de seguran&#231;a dos stents farmacol&#243;gicos nas s&#237;ndromes coron&#225;rias agudas: dados do registro INCOR. Rev Bras Cardiol Invas. 2008; 16: 289-94.</p>
      <p>
        <fn id="add1-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Expedito E. Ribeiro</p>
          <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</p>
          <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44, Bloco I, 3&#186; andar</p>
          <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo-SP - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="expribeiro@terra.com.br">expribeiro@terra.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 27/10/08; revisado recibido el 18/08/09; aceptado el 28/08/09.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Real-world use of drug-eluting stents: the importance of registries</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>over the last decades the efficacy and safety of bare metal (BMS) and drug eluting stents (DES) have been demonstrated in many different clinical scenarios, leading to their use in more than 75% of the procedures worldwide. Compared to BMS, DES have shown lower rates of angiographic restenosis and target-vessel revascularization. This benefit was initially demonstrated in trials that excluded patients with more complex lesions, such as those with larger or smaller vessels, chronic total occlusions, bifurcation lesions, stent restenosis, long lesions and left main coronary artery disease. This real-world population has been recently evaluated in many registries and meta-analyses that are reviewed herein.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Drug-eluting stents</kwd>
        <kwd>meta-analysis</kwd>
        <kwd>registries</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Real-world use of drug-eluting stents: the importance of registries</p>
      <p>
        <bold>Expedito E. Ribeiro; Henrique Barbosa Ribeiro</bold>
      </p>
      <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>over the last decades the efficacy and safety of bare metal (BMS) and drug eluting stents (DES) have been demonstrated in many different clinical scenarios, leading to their use in more than 75% of the procedures worldwide. Compared to BMS, DES have shown lower rates of angiographic restenosis and target-vessel revascularization. This benefit was initially demonstrated in trials that excluded patients with more complex lesions, such as those with larger or smaller vessels, chronic total occlusions, bifurcation lesions, stent restenosis, long lesions and left main coronary artery disease. This real-world population has been recently evaluated in many registries and meta-analyses that are reviewed herein.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Drug-eluting stents; meta-analysis; registries.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The evolution of interventional cardiology has rapidly progressed over the last decades from percutaneous transluminal coronary angioplasty in the 1970s to the development of bare-metal stents (BMS) in the 1980s. The use of these endoprostheses has resulted in less residual restenosis and the elimination of dissection and acute recoil, as well as a reduced need for in-hospital coronary artery bypass graft surgery and a reduction in the incidence of myocardial infarction. The clear improvement in the outcomes of this technique has permitted the use of BMS in more than 90% of procedures for the treatment of more complex stenosis such as long lesions, small vessels, and multivessel disease<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Nonetheless, the treatment of more complex lesions and the more widespread use of BMS still require angiographic and clinical restenosis issues to be resolved. Accordingly, this has led to the development of drug-eluting stents (DES), a new marked revolution in interventional cardiology. These devices are able to inhibit neointimal hyperplasia by the local release of antiproliferative agents, with a consequent significant reduction in the incidence of angiographic and clinical restenosis, mainly attributable to the reduced need for target lesion revascularization.</p>
      <p>For the approval of DES, well-designed multicenter studies involving various patients have been conducted at research hospitals, with the participation of physicians experienced in the field of interventional cardiology. These randomized studies represented the basis for the approval of DES by regulatory agencies. With respect to the Cypher<sup>TM</sup> (Cordis Corp, Miami Lakes, Fla) stent (sirolimus-eluting stent), the fundamental studies were the RAVEL trial and the SIRIUS, c-SIRIUS and e-SIRIUS studies. For the Taxus<sup>TM</sup> (Boston Scientific Corp, Natick, Mass) stent (paclitaxel-eluting stent), the TAXUS I, II, IV and V studies were the most significant ones.</p>
      <p>However, these randomized studies had some limitations such as the participation itself of centers with vast experience in investigation, inclusion of selected lesions and patients, and compulsory angiographic assessment, a fact that may have increased the chance of target lesion reintervention by 50 to 100%. In addition, the selection of patients with favorable lesions for randomization corresponds to only approximately one-third of the real world population. The excellent outcomes of DES have led experienced professionals to use this novel technology in more complex clinical and angiographic situations than those initially evaluated in the randomized studies, extrapolating their efficacy and safety to a more real population that is currently being treated. The concepts of on-label and off-label indications arose from these practices, with DES becoming popular in so-called off-label situations, such as multivessel percutaneous coronary intervention, chronic total occlusions, bifurcation, saphenous vein graft, left main, small vessels, as well as ostial, restenotic and long lesions (&gt; 30 mm).</p>
      <p>The following situations are considered to be on-label indications: <italic>de novo</italic> lesion in a native coronary artery of patients with stable coronary disease. For the Cypher<sup>TM</sup> stent, the reference diameter of the treated vessel is 2.5 to 3.5 mm and lesion length is 30 mm or less. For the Taxus<sup>TM</sup> stent, the reference diameter of the treated vessel is 2.5 to 3.75 mm and lesion length is less than 28 mm. </p>
      <p>Due to the increasing application of DES to on-label and also to off-label patients, and as far as there is a lack of adequately powered randomized clinical trials in the off-label patients, registry studies comprising all patients treated with DES have been utilized, in an attempt to better evaluate the device in this real-world population. These studies became more important after the publication of isolated cases of very late stent thrombosis (more than 1 year after the procedure), the release of the BASKE-LATE trial<sup>4</sup>, and the 2006 European Society of Cardiology Congress, where 2 abstracts also highlighted the problem of very-late stent thrombosis. As a whole, these studies raised the question of whether DES increases the rate of late stent thrombosis and mortality, findings that would jeopardize the long-term benefit of these devices. However, this fact was not confirmed in subsequent publications and important meta-analyses of the randomized studies<sup>5-8</sup>.</p>
      <p>With respect to the outcomes of DES for off-label indications, two questions remained to be addressed: </p>
      <disp-quote>
        <p>1. Is the benefit of DES in reducing the rate of target vessel revascularization as robust in the real world as it is in randomized clinical trials?</p>
        <p>2. Are DES safe when used in off-label indications compared to BMS, which are also used in this situation?</p>
      </disp-quote>
      <p>
        <bold>DES and BMS meta-analyses comprising randomized trials and registries</bold>
      </p>
      <p>In this article, we performed a sequential analysis of DES registries in an attempt to answer these questions, starting with the Swedish study<sup>9</sup>. In the original publication involving 19,771 patients treated in 2003 and 2004 and followed up over a period of 3 years, the authors observed that the use of DES was associated with an increased rate of death in patients treated with this device. Confirming the efficacy of these devices, the authors noticed a significant reduction in the reintervention rate in the group receiving DES. However, at the 2007 European Society of Cardiology Congress the same authors presented data extending the analysis to patients treated in 2005, totaling 35,266 patients. The overall analysis showed no increase in mortality, together with a reduction of approximately 50% in the need for reintervention. What had changed in the Swedish study to invert the results? Surely, the greater experience of the operators and the increased application of DES not only to very high-risk patients, such as the cases studied between 2003 and 2004. Furthermore, the use of DES was 22% in 2003, 36% in 2004 and 53% in 2005 in Sweden. Thus, how can one explain the increased use of a device that is not safe, although more effective in reducing restenosis<sup>10</sup>?</p>
      <p>Other registries have subsequently been published, including the study by Tu et al<sup>11</sup> which showed a mortality rate at the end of 3 years of 5.5% <italic>vs</italic> 7.8% among 7,502 patients receiving DES and BMS, respectively (paired analysis, p &lt; 0.001), a finding favoring DES. Likewise, a more recent publication by Marroquin et al<sup>12</sup> compared DES and BMS registries involving 6,551 patients. These registries were taken from the NHLBI Dynamic Registry, with patients being divided into phases over the last 10 years according to stent type (BMS or DES), and whether their use was on-label or off-label. The BMS group consisted of 3,858 patients (1,748 on-label <italic>vs</italic> 1,381 off-label) and the DES group consisted of 2,694 patients (2,110 on-label <italic>vs</italic> 1,312 off-label). The frequency of major adverse cardiac events in the on-label group was 2.8% <italic>vs</italic> 2.7% when comparing DES and BMS, respectively (p = 0.88), with a frequency of death or myocardial infarction of 5.8% <italic>vs</italic> 6.4% (p = 0.42). In the off-label group, mortality was 3.7% in the DES group <italic>vs</italic> 6.4% in the BMS group (p &lt; 0.001). The combined frequency of death and myocardial infarction was 7.5% <italic>vs</italic> 11.6%, respectively, in the DES and BMS groups (p &lt; 0.001). The need for repeat percutaneous or surgical revascularization was 7.7% <italic>vs</italic> 13.4% for DES and BMS patients, respectively, in the on-label group (p &lt; 0.001), and 12.7% <italic>vs</italic> 17.5% in the off-label group (p &lt; 0.001). The conclusions of that study are important in real-world clinical practice of interventional cardiology. Compared to BMS, the off-label use of DES reduces the chance of repeat revascularization at the end of 1 year and also significantly reduces the chances of death or infarction. These data support the use of DES in patients with off-label indications. </p>
      <p>The most recent and complete combined analysis of randomized studies and registries, in which DES were used, was published recently by Kirtane et al<sup>13</sup>. A total of 22 randomized clinical trials that enrolled 9,470 patients and 34 observational studies comprising 182,901 patients were included in the comprehensive meta-analysis.</p>
      <p>Concerning mortality, the authors evaluated 21 randomized studies involving 8,867 patients, for a mean follow-up of 2.9 years and observed a similar mortality rate (HR, 0.97; 95%CI, 0.81-1.15; p = 0.72) when comparing the results of patients receiving DES (Cypher<sup>TM</sup> or Taxus<sup>TM</sup>) with those of patients receiving BMS. Additionally, there was no difference in mortality when the patients were divided according to on-label use (10 studies, 4,818 patients) (HR, 1.05; 95% CI, 0.84-1.30; p = 0.69) or off-label use (12 studies, 4,049 patients) (HR, 0.84; 95% CI, 0.62-1.13; p = 0.24). Thus, Cypher<sup>TM</sup> and Taxus<sup>TM</sup> DES were not associated with an increase in mortality over this follow-up period of 2.9 years. Regarding the registries, 169,595 patients were evaluated in 31 studies, with the population being closer to the real world of interventional cardiology and involving on-label and off-label patients. There was a 22% reduction in the mortality in a random-effects model of patients receiving DES when compared to those treated with BMS over a mean follow-up of 2.5 years (HR, 0.78; 95% CI, 0.71-0.86; p &lt; 0.001). Despite the fact that there was a high level of heterogeneity (I<sup>2</sup> = 71%; p &lt; 0.001), the relative benefit of DES over BMS was consistent in most of the studies, including those with more than 1,000 patients, as well as those with longer follow-up periods (<underline>&gt;</underline> 2 years).</p>
      <p>With respect to the incidence of myocardial infarction in the same randomized studies, no differences were observed between the patients treated with DES or BMS, even when the patients were divided according to on-label and off-label indications. In 25 registries involving 130,191 treated patients, the incidence of myocardial infarction was reduced by 13% among those receiving DES in a random-effect (HR, 0.87; 95% CI, 0.78-0.97; p = 0.014). Again, there was a high level of heterogeneity (I<sup>2</sup> = 60.3%; p &lt; 0.001); nevertheless, the results were consistent in most of the studies, including those with more than 1,000 patients, as well as those with longer follow-up periods (<underline>&gt;</underline> 2 years).</p>
      <p>Finally, the need for target vessel revascularization in the randomized trials was reduced by 55% (HR, 0.45; 95% CI, 0.37-0.54; p &lt; 0.001), favoring the use of DES over a mean follow-up of 3.2 years. The reduction in the reintervention rate was 47% in patients of the on-label group over a mean follow-up of 4.2 years (HR, 0.53; 95% CI, 0.43-0.65; p &lt; 0.01), and 62% in the off-label group over a mean follow-up of 1.6 years (HR, 0.38; 95% CI, 0.27-0.52; p &lt; 0.001). In registries that evaluated the need for reintervention, the reduction reached 46% in 74,154 patients followed up for a mean period of 2.2 years, a finding that once more favored the use of DES (HR, 0.54; 95% CI, 0.48-0.61; p &lt; 0.001). There was also a high level of heterogeneity (I<sup>2</sup> = 69.7%; p &lt; 0.001); nevertheless, the results were consistent in most of the studies, including those with more than 1,000 patients, as well as those with longer follow-up periods (<underline>&gt;</underline> 2 years).</p>
      <p>In conclusion, as demonstrated in <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tables 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">2</xref>, this important meta-analysis shows that in 22 randomized trials, involving 9,470 patients treated with DES or BMS, and followed up for more than 2 years, nonsignificant reductions of 3% in mortality and 6% in the incidence of myocardial infarction were observed in the former, whereas the reduction in the reintervention rate (55%) was highly significant in patients receiving DES. Among the registries involving 182,091 patients, significant reductions of 22% in mortality, 13% in myocardial infarction, and 46% in the target vessel revascularization rate were observed in patients receiving DES.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0131-00019-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0131-00019-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>The brazilian experience</bold>
      </p>
      <p>An important Brazilian registry is the so-called DESIRE registry, which represents the experience of the <italic>Hospital do Cora&#231;&#227;o</italic>, S&#227;o Paulo - Brazil<sup>14</sup>. This registry involved 2,084 patients predominantly treated with the Cypher<sup>TM</sup> stent (83.5%). Over a mean follow-up period of 2.6 years, the incidence of target lesion revascularization was 3.3%, stent thrombosis was 1.6%, and the rate of major cardiac events was 8.5% (cardiac death, nonfatal myocardial infarction, and target-lesion reintervention), thus resembling the outcomes reported in international studies.</p>
      <p>At InCor we analyzed in our database 3,200 patients receiving a stent implant, between September 1998 and May 2002, including 2,250 receiving BMS, and between May 2002 and September 2006, including 910 receiving DES<sup>15</sup>. These patients were followed up with the primary objective to assess mortality. The population receiving DES was older and also comprised a higher proportion of diabetic individuals (33.6% <italic>vs</italic> 26.3%; p &lt; 0.01). In addition, a history of revascularization surgery and coronary intervention was more prevalent among these patients, but DES were used less frequently in patients with acute myocardial infarction. Analysis of all patients showed that non-adjusted mortality at the end of 1.5 years was higher in the BMS group (HR, 0.66; 95% CI, 0.45-0.95; p = 0.025). Nonetheless, non-adjusted mortality was similar in the two groups (HR, 1.06; 95% CI, 0.73-1.55; p = 0.8), when patients treated for acute myocardial infarction were excluded from the analysis.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In summary, the efficacy and safety of DES have been demonstrated in both randomized studies and international registries, with these studies reporting progressively robust and solid data. These international data are in agreement with those observed at our institution, as well as with the Brazilian experience. Furthermore, the obvious message is that data from registry studies are complementary to those of randomized studies, with DES showing better angiographic and clinical outcomes than BMS across a broad range of coronary artery vessel and lesion characteristics, without an increase in eventual complications. Nevertheless, it is unquestionable that other issues, such as continuous long-term (at least one year) dual antiplatelet therapy, anatomy and clinical scenarios should be taken into account in the decision of whether DES or BMS should be preferred.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
