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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">pqMyqQvsrJL9rthRgDSnQWF</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001100013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500113</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000078</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo Original</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Normotensos com resposta press&#243;rica exagerada ao exerc&#237;cio possuem t&#244;nus vagal card&#237;aco aumentado</article-title>
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            <surname>Ramos</surname>
            <given-names>Pl&#237;nio Santos</given-names>
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            <surname>Ara&#250;jo</surname>
            <given-names>Claudio Gil S.</given-names>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Gama Filho</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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        <institution content-type="orgname">Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>85</fpage>
      <lpage>90</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>07</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>09</day>
          <month>10</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>15</day>
          <month>09</month>
          <year>2009</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Valores exagerados da press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) durante um teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo (TCPE) s&#227;o classicamente considerados como inapropriados e associados a um maior risco para desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares. Sabe-se que o sistema nervoso aut&#244;nomo modula a PA no exerc&#237;cio. Contudo, n&#227;o est&#225; claramente estabelecido o comportamento do t&#244;nus vagal card&#237;aco (TVC) em indiv&#237;duos saud&#225;veis com uma resposta press&#243;rica exagerada no TCPE. OBJETIVO: Analisar o comportamento do TVC em homens adultos saud&#225;veis que apresentam uma resposta press&#243;rica exagerada no TCPE. M&#201;TODOS: De 2.505 casos avaliados entre 2002-2009, foram identificados criteriosamente 154 casos de homens, entre 20-50 anos de idade, saud&#225;veis e normotensos. A avalia&#231;&#227;o inclu&#237;a exame cl&#237;nico, medidas antropom&#233;tricas, testes de exerc&#237;cio de 4 segundos (t&#244;nus vagal card&#237;aco) e TCPE realizado em cicloerg&#244;metro, com medidas de press&#227;o arterial a cada minuto pelo m&#233;todo auscultat&#243;rio. Baseado no valor m&#225;ximo de PAS obtido no TCPE, a amostra foi dividida em tercis, comparando-se o TVC, a carga m&#225;xima e o VO2 m&#225;ximo. RESULTADOS: Os valores de TVC diferiram entre os indiv&#237;duos que se apresentavam nos tercis inferior e superior para a resposta da PAS ao TCPE, respectivamente, 1,57 &#177; 0,03 e 1,65 &#177; 0,04 (m&#233;dia &#177; erro padr&#227;o da m&#233;dia) (p = 0,014). Os dois tercis tamb&#233;m diferiam quanto ao VO2 m&#225;ximo (40,7 &#177; 1,3 vs 46,4 &#177; 1,3 ml/kg-1.min-1; p = 0,013) e a carga m&#225;xima (206 &#177; 6,3 vs 275 &#177; 8,7 watts; p &lt; 0,001). CONCLUS&#195;O: Uma resposta press&#243;rica exagerada durante o TCPE em homens adultos saud&#225;veis &#233; acompanhada de indicadores de bom progn&#243;stico cl&#237;nico, incluindo n&#237;veis mais altos de condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e de t&#244;nus vagal card&#237;aco.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>sistema nervoso aut&#244;nomo</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>teste de exerc&#237;cio de 4 segundos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>06</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>ERGOMETRIA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Normotensos com resposta press&#243;rica exagerada ao exerc&#237;cio possuem t&#244;nus vagal card&#237;aco aumentado</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pl&#237;nio Santos Ramos<sup>I</sup>; Claudio Gil S. Ara&#250;jo<sup>I, II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio (CLINIMEX), Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Valores exagerados da press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) durante um teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo (TCPE) s&#227;o classicamente considerados como inapropriados e associados a um maior risco para desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares. Sabe-se que o sistema nervoso aut&#244;nomo modula a PA no exerc&#237;cio. Contudo, n&#227;o est&#225; claramente estabelecido o comportamento do t&#244;nus vagal card&#237;aco (TVC) em indiv&#237;duos saud&#225;veis com uma resposta press&#243;rica exagerada no TCPE. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar o comportamento do TVC em homens adultos saud&#225;veis que apresentam uma resposta press&#243;rica exagerada no TCPE. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> De 2.505 casos avaliados entre 2002-2009, foram identificados criteriosamente 154 casos de homens, entre 20-50 anos de idade, saud&#225;veis e normotensos. A avalia&#231;&#227;o inclu&#237;a exame cl&#237;nico, medidas antropom&#233;tricas, testes de exerc&#237;cio de 4 segundos (t&#244;nus vagal card&#237;aco) e TCPE realizado em cicloerg&#244;metro, com medidas de press&#227;o arterial a cada minuto pelo m&#233;todo auscultat&#243;rio. Baseado no valor m&#225;ximo de PAS obtido no TCPE, a amostra foi dividida em tercis, comparando-se o TVC, a carga m&#225;xima e o VO<sub>2</sub> m&#225;ximo. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Os valores de TVC diferiram entre os indiv&#237;duos que se apresentavam nos tercis inferior e superior para a resposta da PAS ao TCPE, respectivamente, 1,57 &#177; 0,03 e 1,65 &#177; 0,04 (m&#233;dia &#177; erro padr&#227;o da m&#233;dia) (p = 0,014). Os dois tercis tamb&#233;m diferiam quanto ao VO<sub>2</sub> m&#225;ximo (40,7 &#177; 1,3 <italic>vs</italic> 46,4 &#177; 1,3 ml/kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>; p = 0,013) e a carga m&#225;xima (206 &#177; 6,3 <italic>vs</italic> 275 &#177; 8,7 watts; p &lt; 0,001). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Uma resposta press&#243;rica exagerada durante o TCPE em homens adultos saud&#225;veis &#233; acompanhada de indicadores de bom progn&#243;stico cl&#237;nico, incluindo n&#237;veis mais altos de condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e de t&#244;nus vagal card&#237;aco.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Press&#227;o arterial, sistema nervoso aut&#244;nomo, exerc&#237;cio, teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio, teste de exerc&#237;cio de 4 segundos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As respostas hemodin&#226;micas durante um teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo (TCPE) podem ser utilizadas para uma prescri&#231;&#227;o individualizada de exerc&#237;cios para diagn&#243;stico e progn&#243;stico<sup>1</sup>. Durante o exerc&#237;cio f&#237;sico, seja de intensidade constante subm&#225;xima<sup>2</sup> ou progressiva e m&#225;xima, a press&#227;o arterial (PA) &#233; regularmente medida. O comportamento da PA &#233; comumente avaliado no TCPE e valores exagerados de PA sist&#243;lica (PAS) - i.e., PAS &gt; 220 mmHg<sup>1</sup> -, t&#234;m sido classicamente considerados como inapropriados e associados um maior risco futuro de desenvolvimento de hipertens&#227;o<sup>3</sup> e a uma maior mortalidade cardiovascular<sup>4</sup>. Entretanto, algumas evid&#234;ncias recentes sugerem que uma resposta press&#243;rica exagerada ao exerc&#237;cio possa, ao contr&#225;rio do inicialmente considerado, significar um progn&#243;stico favor&#225;vel<sup>5,6</sup>.</p>
    <p>O sistema nervoso aut&#244;nomo desempenha um importante papel na modula&#231;&#227;o da PA, tanto em repouso<sup>7</sup> como no exerc&#237;cio<sup>8,9</sup>. &#201; comum que indiv&#237;duos hipertensos apresentem, em repouso, um predom&#237;nio da atividade simp&#225;tica<sup>10</sup>. Eryonucu e cols.<sup>8</sup> verificaram que uma maior varia&#231;&#227;o de PAS entre o repouso e um exerc&#237;cio subm&#225;ximo padronizado refletia uma maior atividade simp&#225;tica, tanto em repouso como no esfor&#231;o. Por outro lado, h&#225; evid&#234;ncias de que indiv&#237;duos que possuem um t&#244;nus vagal card&#237;aco (TVC) reduzido tendem a ter taxas mais elevadas de mortalidade cardiovascular e por todas as causas<sup>11,12</sup>. Todavia, n&#227;o est&#225; claramente estabelecida a condi&#231;&#227;o do TVC em indiv&#237;duos saud&#225;veis e normotensos e que demonstram uma resposta press&#243;rica exagerada durante um TCPE. Uma das possibilidades &#233; que tal resposta fosse acompanhada de uma redu&#231;&#227;o do TVC, associando assim dois resultados de progn&#243;stico negativo. Em um sentido contr&#225;rio, &#233; poss&#237;vel que uma resposta press&#243;rica exagerada possa ser observada em indiv&#237;duos com melhor condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e com integridade da a&#231;&#227;o parassimp&#225;tica card&#237;aca, sendo nestes casos primariamente resultante de um d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo fisiologicamente aumentado. Com o objetivo de esclarecer essas possibilidades antag&#244;nicas, o presente estudo analisou o TVC em adultos saud&#225;veis que apresentam uma resposta press&#243;rica exagerada a um TCPE m&#225;ximo.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Amostra</bold>
    </p>
    <p>Revisando criteriosamente um total de 2505 avalia&#231;&#245;es m&#233;dico-funcionais realizadas em nosso servi&#231;o entre 2002 e 2009, identificamos 154 indiv&#237;duos que preenchiam concomitantemente os seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o: a) ser do g&#234;nero masculino; b) ter idade entre 20 e 50 anos; c) n&#227;o possuir doen&#231;a cl&#237;nica conhecida (i.e. serem saud&#225;veis); d) estar normotenso em repouso - PAS <underline>&lt;</underline> 140 mmHg e PA diast&#243;lica <underline>&lt;</underline> 90 mmHg; e) n&#227;o fazer uso regular de qualquer medica&#231;&#227;o, exceto por vitaminas e similares; f) o TCPE ter sido realizado em cicloerg&#244;metro de membros inferiores e g) ter completado um TCPE verdadeiramente m&#225;ximo, sem necessidade de interrup&#231;&#227;o precoce por crit&#233;rio cl&#237;nico ou baseado em limites de frequ&#234;ncia card&#237;aca e/ou de press&#227;o arterial e sem altera&#231;&#245;es eletrocardiogr&#225;ficas compat&#237;veis com isquemia mioc&#225;rdica significativa.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o consistia em um exame cl&#237;nico, composto de anamnese detalhada e exame f&#237;sico. Na anamnese, &#234;nfase foi dada na categoriza&#231;&#227;o do padr&#227;o de atividade f&#237;sica na inf&#226;ncia/adolesc&#234;ncia, ao longo da vida adulta e no &#250;ltimo ano, na ingest&#227;o habitual de &#225;lcool, ao h&#225;bito passado e presente de tabagismo, conhecimento sobre anormalidades do perfil lip&#237;dico e de hist&#243;ria familiar de hipertens&#227;o arterial. Seguiram-se medidas antropom&#233;tricas e os testes de exerc&#237;cio de 4 segundos (T4s) (vagal card&#237;aco) e TCPE m&#225;ximo. As avalia&#231;&#245;es foram realizadas &#224; pedido dos indiv&#237;duos, mais habitualmente por encaminhamento dos seus m&#233;dicos assistentes. Todos os indiv&#237;duos leram e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido espec&#237;fico, antes da realiza&#231;&#227;o dos procedimentos, o qual foi previamente aprovado pelo comit&#234; institucional de &#233;tica em pesquisa.</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o do t&#244;nus vagal card&#237;aco (TVC)</bold>
    </p>
    <p>Para avaliarmos o TVC, observou-se o transiente inicial r&#225;pido da frequ&#234;ncia card&#237;aca (transi&#231;&#227;o repouso-exerc&#237;cio), obtido atrav&#233;s do T4s e representado pelo &#237;ndice vagal card&#237;aco (IVC). Sucintamente, o T4s consiste em pedalar o mais rapidamente poss&#237;vel do 5&#186; ao 8&#186; segundo de uma apn&#233;ia inspirat&#243;ria m&#225;xima de 12 segundos em um cicloerg&#244;metro de membros inferiores sem a adi&#231;&#227;o de qualquer carga. Para a realiza&#231;&#227;o do T4s, s&#227;o dados quatro comandos verbais das a&#231;&#245;es a serem realizadas sucessivamente a cada quatro segundos: a) inspira&#231;&#227;o m&#225;xima e r&#225;pida, primariamente pela boca; b) pedalar o mais rapidamente poss&#237;vel; c) parada brusca da pedalada; d) expira&#231;&#227;o.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o do TVC pelo T4s baseia-se na resposta fisiol&#243;gica reflexa de retirada vagal induzida pelo movimento r&#225;pido dos membros e da irradia&#231;&#227;o cortical. A avalia&#231;&#227;o do TVC pelo T4s &#233; reprodut&#237;vel<sup>13</sup> e foi validada farmacologicamente para a avalia&#231;&#227;o isolada do componente parassimp&#225;tico<sup>14</sup> tendo sido previamente utilizada em diversos estudos auton&#244;micos fisiol&#243;gicos<sup>15-18</sup> e cl&#237;nicos pelo nosso grupo<sup>19-22</sup> e por outros autores<sup>23,24</sup>.</p>
    <p>Para a medida do IVC foram identificados e medidos em registros eletrocardiogr&#225;ficos digitais (Elite PC, Micromed, Brasil), obtidos em uma &#250;nica deriva&#231;&#227;o (CC<sub>5</sub> ou CM<sub>5</sub>) e com uma resolu&#231;&#227;o de 10 ms, dois intervalos RR espec&#237;ficos, a saber: a) o intervalo RR imediatamente antes ou o primeiro do exerc&#237;cio, aquele que for mais longo e b) e o mais curto durante os quatro segundos de pedalada, geralmente o &#250;ltimo<sup>20,25</sup>. A raz&#227;o entre a dura&#231;&#227;o destes dois intervalos RR gera uma vari&#225;vel adimensional denominada &#237;ndice vagal card&#237;aco (IVC) que expressa o resultado do T4s, sendo que quanto maior a magnitude da retirada vagal esfor&#231;o-induzida maior &#233; o valor do IVC. Usualmente s&#227;o realizadas duas manobras do T4s para se obter aquela com a maior raz&#227;o entre esses dois intervalos como representativa do IVC.</p>
    <p>
      <bold>Teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo (TCPE)</bold>
    </p>
    <p>Logo em seguida ao T4s, os indiv&#237;duos foram submetidos a um TCPE m&#225;ximo em cicloerg&#244;metro de membros inferiores, com coleta e an&#225;lise de gases expirados (VO2000, MedGraphics, Estados Unidos), seguindo um protocolo de rampa individualizado. Os indiv&#237;duos foram estimulados a alcan&#231;ar sua exaust&#227;o, objetivamente definida pela incapacidade de manter um ritmo adequado e constante de pedaladas apesar de forte encorajamento verbal. Nenhum dos TCPEs foi interrompido prematuramente em fun&#231;&#227;o de anormalidades cl&#237;nicas ou por ter ultrapassado determinados valores de frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima ou de PA sist&#243;lica ou diast&#243;lica. Para esse estudo, somente foram inclu&#237;dos os TCPEs em cujos laudos o m&#233;dico que realizou o procedimento indicou exaust&#227;o volunt&#225;ria como o motivo da interrup&#231;&#227;o.</p>
    <p>Durante o TCPE, o eletrocardiograma foi monitorizado continuamente do repouso at&#233; pelo menos cinco minutos ap&#243;s a obten&#231;&#227;o do esfor&#231;o m&#225;ximo, com a mesma deriva&#231;&#227;o e sistema de eletrocardiografia digital utilizado no T4s<sup>19,20</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial (PA)</bold>
    </p>
    <p>A PA em repouso foi obtida ap&#243;s o indiv&#237;duo estar em dec&#250;bito dorsal por pelo menos cinco minutos, utilizando esfigmoman&#244;metros convencional ou digital profissional Omron modelo XML-907 (Omron, Estados Unidos) no membro superior direito. Durante o TCPE, a PA sist&#243;lica (PAS) e a diast&#243;lica (PAD) foram medidas ao final de cada minuto por um m&#233;dico devidamente treinado e experiente, utilizando o m&#233;todo auscultat&#243;rio na art&#233;ria braquial do membro superior direito, mantido estendido e sustentado pelo m&#233;dico ou apoiado sobre o ombro deste, visando minimizar qualquer esfor&#231;o por parte do indiv&#237;duo sendo avaliado. Os indiv&#237;duos foram orientados para manter o tronco na posi&#231;&#227;o ereta durante todo o TCPE, evitando inclinar para frente na fase final do esfor&#231;o. As medidas foram obtidas em um esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio (American Diagnostic Corporation, Estados Unidos) com escala entre 0 e 300 mmHg e empregando uma resolu&#231;&#227;o das medidas de 2 mmHg. Para efeito de an&#225;lise, foi considerada como PAS m&#225;xima, o maior valor obtido ao longo do TCPE, quase sempre o do &#250;ltimo minuto do esfor&#231;o.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>A amostra foi descrita por m&#233;dia e desvio-padr&#227;o, enquanto nos procedimentos inferenciais, apresentamos a m&#233;dia e o erro padr&#227;o da m&#233;dia. Com base no valor m&#225;ximo de PAS obtido no TCPE, a amostra foi dividida em tercis para efeito de compara&#231;&#227;o do IVC, da carga m&#225;xima e do VO<sub>2</sub> m&#225;ximo atrav&#233;s de uma ANOVA simples, seguida do teste de Bonferroni quando apropriado. Considerando que o crit&#233;rio de inclus&#227;o do estudo limitava os n&#237;veis de PAS e de PAD, potencialmente comprometendo a natureza param&#233;trica da distribui&#231;&#227;o, optou-se por utilizar uma ANOVA de Kruskal-Wallis para a compara&#231;&#227;o dessas medidas entre os tr&#234;s tercis, com os resultados sendo apresentados em mediana, m&#237;nimo e m&#225;ximo. Para avaliar a associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis foi empregada a correla&#231;&#227;o de Pearson. As frequ&#234;ncias das vari&#225;veis cl&#237;nicas dos indiv&#237;duos de cada tercil foram comparadas pelo teste do qui-quadrado. As an&#225;lises estat&#237;sticas foram realizadas no SPSS (vers&#227;o 17, <italic>SPSS</italic>, Estados Unidos) tendo-se considerado 5% como n&#237;vel de signific&#226;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Todos os TCPE transcorreram sem intercorr&#234;ncias cl&#237;nicas imediatas ou tardias, apesar de n&#227;o terem sido interrompidos mesmo quando a FC m&#225;xima prevista ou n&#237;veis considerados exagerados de PAS e PAD foram alcan&#231;ados. Dos 154 indiv&#237;duos inclu&#237;dos no estudo 31,8% (49 indiv&#237;duos) apresentaram PAS exagerada (PAS m&#225;xima &gt; 220 mmHg) ao TCPE. As caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas da amostra dividida em tercis s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0085-00078-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>N&#227;o houve diferen&#231;a no IMC, na idade, na FC m&#225;xima e na PAD em repouso entre os indiv&#237;duos alocados nos tr&#234;s tercis. Contudo, o tercil que apresenta menor PAS m&#225;xima durante o TCPE possui uma menor PAS em repouso, quando comparado com o 3&#186; tercil de maior resposta press&#243;rica no TCPE (p &lt; 0,001). Tamb&#233;m n&#227;o houve diferen&#231;a nas vari&#225;veis cl&#237;nicas colhidas na anamnese, incluindo consumo de &#225;lcool (p = 0,641), tabagismo (p = 0,548), dislipidemia (p = 0,123) e hist&#243;rico familiar de hipertens&#227;o arterial (p = 0,311) entre os tr&#234;s tercis (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>), exceto pelo padr&#227;o regular de exerc&#237;cio f&#237;sico nas tr&#234;s fases da vida (p &lt; 0,001; p = 0,003 e p = 0,015) inf&#226;ncia, adolesc&#234;ncia e atual, respectivamente.</p>
    <p>Os indiv&#237;duos do tercil superior para PAS (PAS &gt; 220 mmHg, m&#225;ximo de 260 mmHg) durante o TCPE apresentaram um maior valor de IVC quando comparados aos do primeiro tercil (PAS &lt; 205 mmHg) (1,65 &#177; 0,04 <italic>vs</italic> 1,57 &#177; 0,03; p = 0,014). O mesmo ocorre para o VO<sub>2</sub> m&#225;ximo (46,4 &#177; 1,3 <italic>vs</italic> 40,7 &#177; 1,3 ml/kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>; p = 0,013) e para a carga m&#225;xima (275 &#177; 8,7 <italic>vs</italic> 206 &#177; 6,3 watts; p &lt; 0,001) atingida no TCPE (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). Os indiv&#237;duos dos dois tercis com menor PAS m&#225;xima no esfor&#231;o n&#227;o diferem entre si para nenhuma das tr&#234;s medidas acima. H&#225; uma modesta associa&#231;&#227;o entre IVC e o VO<sub>2</sub> m&#225;ximo no TCPE, com um coeficiente de correla&#231;&#227;o de r = 0,302 (p &lt; 0,001).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0085-00078-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nosso estudo contribui de modo original com o corpo de conhecimento dispon&#237;vel no t&#243;pico de avalia&#231;&#227;o da resposta press&#243;rica ao teste de exerc&#237;cio. Do ponto de vista metodol&#243;gico, o estudo apresenta um controle bastante adequado de muitas das vari&#225;veis intervenientes. Todas as avalia&#231;&#245;es ao longo dos 7 anos de estudo, incluindo as medidas antropom&#233;tricas, o T4s e o TCPE verdadeiramente m&#225;ximo, foram realizadas e supervisionadas por apenas 5 m&#233;dicos, utilizando crit&#233;rios id&#234;nticos para as medidas antropom&#233;tricas e para a interrup&#231;&#227;o cl&#237;nica do TCPE, bem como o mesmo equipamento de medida de PA, que foi cuidadosamente aferida, com resolu&#231;&#227;o de 2,0 mmHg a cada minuto do TCPE. A classifica&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos como saud&#225;veis baseou-se em v&#225;rios crit&#233;rios que deviam ser concomitantemente preenchidos, incluindo, especificamente, nunca ter sido diagnosticado ou tratado para doen&#231;as cardiovasculares, estar normotenso, n&#227;o fazer uso de medica&#231;&#245;es relevantes e n&#227;o ter apresentado altera&#231;&#245;es eletrocardiogr&#225;ficas esfor&#231;o-induzidas. At&#233; mesmo a ingest&#227;o regular de bebidas alco&#243;licas, objeto de estudo recente<sup>26</sup> em que &#233; associada &#224; incid&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial, foi analisada e n&#227;o mostrou diferen&#231;as entre os tr&#234;s tercis.</p>
    <p>N&#227;o obstante esses cuidados metodol&#243;gicos, algumas limita&#231;&#245;es devem ser ressaltadas, incluindo a exclus&#227;o de mulheres e a limita&#231;&#227;o de faixa et&#225;ria - entre 20-50 anos de idade, o que pode interferir na validade externa do estudo. N&#227;o foi poss&#237;vel obter dados objetivos de monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da PA, e da fun&#231;&#227;o endotelial dos indiv&#237;duos avaliados ou de uma avalia&#231;&#227;o laboratorial simult&#226;nea e padronizada do perfil lip&#237;dico. Al&#233;m disso, os presentes resultados n&#227;o podem ser extrapolados para indiv&#237;duos com diagn&#243;stico cl&#237;nico de hipertens&#227;o arterial.</p>
    <p>Estudos anteriores demonstraram que a resposta press&#243;rica exagerada durante um TCPE m&#225;ximo pode estar relacionada a desfechos desfavor&#225;veis, tais como o surgimento futuro de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica<sup>3</sup> e uma maior mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares<sup>4</sup>. Um valor exagerado de PAS durante o TCPE tem sido relacionado a um aumento da atividade simp&#225;tica e a disfun&#231;&#227;o endotelial em hipertensos<sup>27</sup>. Por outro lado, alguns autores apontaram que indiv&#237;duos com PAS exagerada durante um TCPE possuem menores taxas de mortalidade cardiovascular<sup>28</sup> e por todas as causas<sup>5</sup>. Utilizando pacientes com outras caracter&#237;sticas, Hedberg e cols.<sup>6</sup> recentemente demonstraram que idosos que apresentavam uma maior resposta press&#243;rica (delta PAS &gt; 55 mmHg) no TCPE possu&#237;am uma maior longevidade. Na realidade, valores exagerados de PAS durante o TCPE, se acompanhados de uma resposta cronotr&#243;pica fisiol&#243;gica, proporcionar&#227;o um duplo-produto mais alto e, muito provavelmente, um consumo mioc&#225;rdico de oxig&#234;nio tamb&#233;m mais elevado, o que s&#243; &#233; poss&#237;vel em cora&#231;&#245;es sadios<sup>29</sup>.</p>
    <p>Enquanto a participa&#231;&#227;o do sistema nervoso aut&#244;nomo na modula&#231;&#227;o da PA em repouso &#233; bastante conhecida, o seu papel na g&#234;nese da resposta press&#243;rica exagerada durante o exerc&#237;cio n&#227;o est&#225; claramente estabelecido. Nossos resultados indicam que homens adultos saud&#225;veis, ou seja, que n&#227;o possuem qualquer diagn&#243;stico cl&#237;nico relevante e que n&#227;o fazem uso de medica&#231;&#245;es regulares, mas que apresentam uma resposta press&#243;rica exagerada (PAS &gt; 220 mmHg) durante um TCPE m&#225;ximo, apresentam comportamento fisiol&#243;gico do TVC, chegando a alcan&#231;ar valores mais altos do que aqueles encontrados nos indiv&#237;duos com valores m&#225;ximos de PAS inferiores a 220 mmHg. Esses achados, muito provavelmente, s&#227;o associados a um bom progn&#243;stico, j&#225; que &#233; sabido que a redu&#231;&#227;o do TVC tem rela&#231;&#227;o com o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares e a mortalidade prematura<sup>12</sup>. Indiv&#237;duos que demonstram resposta press&#243;rica exagerada durante um TCPE s&#227;o os que apresentam maiores valores de carga e VO<sub>2</sub> m&#225;ximo. Considerando que a condi&#231;&#227;o aer&#243;bica isoladamente, medida ou estimada, &#233; um excelente preditor do risco de mortalidade cardiovascular ou por todas as causas<sup>30</sup>, os indiv&#237;duos do 3&#186; tercil (PAS &gt; 220 mmHg) que apresentam maiores valores de VO<sub>2</sub> m&#225;ximo e de TVC conjugam dois marcadores progn&#243;sticos favor&#225;veis &#224; prote&#231;&#227;o cardiovascular e &#224; sobrevida. &#201; oportuno enfatizar que em fun&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o modesta entre o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio e o TVC, apenas 10% da variabilidade (r<sup>2</sup>) de uma das vari&#225;veis &#233; explicada pela outra, caracterizando, portanto, a import&#226;ncia isolada de cada um destes achados e indicando que n&#227;o s&#227;o intrinsecamente dependentes para indiv&#237;duos com as caracter&#237;sticas dos que foram avaliados em nosso estudo.</p>
    <p>H&#225; um certo consenso cl&#237;nico na interpreta&#231;&#227;o da resposta press&#243;rica, considerando determinados patamares - mais frequentemente 220 mmHg -, como um ponto de corte para definir uma resposta como normal ou anormal. Conceitualmente, poderia-se argumentar que deveria haver uma tend&#234;ncia para valores mais altos quanto maior fosse a intensidade absoluta do exerc&#237;cio realizado. Em outras palavras, &#233; muito l&#243;gico pensar que ao comparar dois homens adultos do mesmo peso (e massa muscular) e idade, com VO<sub>2</sub> m&#225;ximos de 8 e 16 METs, ambos tender&#227;o a ter quedas similares de resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica no esfor&#231;o m&#225;ximo (massa muscular envolvida no exerc&#237;cio semelhante). Aquele com o dobro da condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e provavelmente tamb&#233;m do d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo dever&#225; gerar uma PAS m&#225;xima mais alta. Uma das formas de contemplar essa quest&#227;o seria expressar o comportamento da PAS m&#225;xima em fun&#231;&#227;o da condi&#231;&#227;o aer&#243;bica, como, por exemplo, com uma medida do delta PAS (PAS m&#225;xima - PAS repouso) dividida pelo delta MET (VO<sub>2</sub> m&#225;ximo - VO<sub>2</sub> de repouso). Infelizmente, o nosso delineamento experimental n&#227;o nos possibilita confirmar essa hip&#243;tese, que dever&#225; ser alvo de futuros estudos.</p>
    <p>A medida da PAS durante TCPE &#233; raramente obtida em atletas de alto desempenho aer&#243;bico. As duas principais raz&#245;es muito provavelmente s&#227;o o desinteresse cl&#237;nico nesse dado em indiv&#237;duos presumivelmente saud&#225;veis e a dificuldade t&#233;cnica inerente &#224; essa medida, especialmente quando temos um indiv&#237;duo correndo a 18 ou 20 km/h em uma esteira. Com o interesse crescente em atividades aer&#243;bicas, incluindo ciclismo de estrada por homens adultos e de meia-idade, h&#225; um aumento do n&#250;mero de indiv&#237;duos saud&#225;veis e normotensos com condi&#231;&#227;o aer&#243;bica acima de 120% do previsto para a idade, alcan&#231;ando, portanto, consoante com a equa&#231;&#227;o de Fick, n&#237;veis mais altos de d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo.</p>
    <p>Considerando tais aspectos, &#233; muito poss&#237;vel que um valor mais alto da PAS m&#225;xima no exerc&#237;cio seja uma resposta fisiol&#243;gica e que reflita, ent&#227;o, em princ&#237;pio, apenas um consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio elevado e, desta forma, do d&#233;bito card&#237;aco para uma resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica normalmente - mas n&#227;o excepcionalmente - reduzida em indiv&#237;duos aerobicamente bem treinados e que possuem um TVC normal ou aumentado. Dados que corroboram essa impress&#227;o podem ser deduzidos do estudo de Nazar e cols.<sup>31</sup>, que demonstraram um importante aumento do d&#233;bito card&#237;aco em indiv&#237;duos saud&#225;veis com resposta hipertensiva ao esfor&#231;o, sem diferen&#231;a na resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, quando comparados a indiv&#237;duos com valores normais de PAS durante um TCPE. Portanto, os valores exagerados de PAS m&#225;xima durante o TCPE em indiv&#237;duos saud&#225;veis podem, pelo menos em parte, ser justificados pela necessidade de suprir as demandas decorrentes do esfor&#231;o, n&#227;o se caracterizando, portanto, obrigatoriamente, como uma resposta patol&#243;gica, podendo sim, pelo menos em homens adultos normotensos, representar uma resposta fisiol&#243;gica. Gupta e cols.<sup>5</sup> relatam que um delta de PAS durante o TCPE &gt; 44 mmHg est&#225; associado a uma melhora de 23% na sobrevida, independente da idade e da condi&#231;&#227;o aer&#243;bica dos participantes do estudo. Contudo, estudos futuros s&#227;o necess&#225;rios para avaliar o desfecho e confirmar se os homens adultos saud&#225;veis com valores exagerados de PAS m&#225;xima durante um TCPE, mas que possuem maiores valores do TVC representado pelo IVC, ir&#227;o desenvolver hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica ou se apresentar&#227;o uma maior taxa de desfechos cardiovasculares desfavor&#225;veis ou ainda se, pelo contr&#225;rio, ter&#227;o uma sobrevida aumentada e uma maior qualidade de vida.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O nosso estudo &#233; o primeiro a mostrar que homens adultos normotensos e saud&#225;veis, com resposta press&#243;rica considerada clinicamente como exagerada, i.e., PAS &gt; 220 mmHg (indo em alguns casos at&#233; 260 mmHg), apresentam alguns indicadores de bom progn&#243;stico cl&#237;nico ao exerc&#237;cio, incluindo patamares mais altos de condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e t&#244;nus vagal card&#237;aco. Nesse sentido, pelo menos para TCPEs m&#225;ximos realizados em cicloerg&#244;metro de membros inferiores, sugere-se que a forma preconizada nas diretrizes<sup>1</sup> para a avalia&#231;&#227;o da resposta press&#243;rica ao esfor&#231;o deva ser revisada. Estudos futuros dever&#227;o identificar as implica&#231;&#245;es tardias desses achados.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo teve suporte financeiro parcial do CNPq. Seus autores s&#227;o bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pelo CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Pl&#237;nio dos Santos Ramos pela Universidade Gama Filho.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Claudio Gil S. Ara&#250;jo </p>
        <p> Rua Siqueira Campos, 93/101, Copacabana </p>
        <p> 22031-070, Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="cgil@cardiol.br">cgil@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="cgaraujo@iis.com.br">cgaraujo@iis.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/09/09; revisado recebido em 29/10/09; aceito em 07/12/09.</p>
  </body>
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          <article-title>Exaggerated blood pressure response to exercise: pathophysiologic mechanisms and clinical relevance</article-title>
          <source>J Sports Med Phys Fitness</source>
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            <year>1998</year>
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          <article-title>Exercise capacity and mortality among men referred for exercise testing</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
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            <year>2002</year>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Physiological characteristics and hormonal profile of young normotensive men with exaggerated blood pressure response to exercise</article-title>
          <source>Clin Physiol</source>
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            <year>1997</year>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Normotensive individuals with exaggerated exercise blood pressure response have increased cardiac vagal tone</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Exaggerated systolic blood pressure (SBP) levels during a maximal cardiopulmonary exercise test (CPET) are classically considered as inappropriate and associated with a higher risk for the development of cardiovascular diseases. It is known that the autonomic nervous system modulates the BP during exercise. However, the behavior of the cardiac vagal tone (CVT) has not been fully established in healthy individuals with an exaggerated BP response to CPET. OBJECTIVE: To analyze the behavior of the CVT in healthy adult males presenting an exaggerated BP response to CPET. METHODS: Of the 2,505 cases evaluated between 2002-2009, 154 cases were thoroughly identified, consisting of healthy male normotensive subjects aged 20-50 years. The evaluation included clinical assessment, anthropometric measurements, 4-second exercise test (cardiac vagal tone) and cardiopulmonary exercise test (CPET) performed in a cycle-ergometer, with BP measurements being taken every minute through auscultation. Based on the maximum SBP value obtained at the CPET, the sample was divided in tertiles, comparing CVT, maximum workload and VO2 max. RESULTS: The CVT results differed between individuals in the lower tertile and upper tertile for the SBP response to the CPET, respectively: 1.57 &#177; 0.03 and 1.65 &#177; 0.04 (mean &#177; standard error of mean) (p = 0.014). The two tertiles also differed regarding the VO2 max (40.7 &#177; 1.3 vs 46.4 &#177; 1.3 ml/kg-1.min-1; p = 0.013) and the maximum workload (206 &#177; 6.3 vs 275 &#177; 8.7 watts; p &lt; 0.001). CONCLUSIOn: An increased BP response during the CPET in healthy adult males is accompanied by indicators of good clinical prognosis, including higher levels of aerobic fitness and cardiac vagal tone.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure</kwd>
        <kwd>autonomic nervous system</kwd>
        <kwd>exercise; 4-s exercise test</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Normotensive individuals with exaggerated exercise blood pressure response have increased cardiac vagal tone</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Pl&#237;nio Santos Ramos<sup>I</sup>; Claudio Gil S. Ara&#250;jo<sup>I, II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio (CLINIMEX), Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Exaggerated systolic blood pressure (SBP) levels during a maximal cardiopulmonary exercise test (CPET) are classically considered as inappropriate and associated with a higher risk for the development of cardiovascular diseases. It is known that the autonomic nervous system modulates the BP during exercise. However, the behavior of the cardiac vagal tone (CVT) has not been fully established in healthy individuals with an exaggerated BP response to CPET.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze the behavior of the CVT in healthy adult males presenting an exaggerated BP response to CPET.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Of the 2,505 cases evaluated between 2002-2009, 154 cases were thoroughly identified, consisting of healthy male normotensive subjects aged 20-50 years. The evaluation included clinical assessment, anthropometric measurements, 4-second exercise test (cardiac vagal tone) and cardiopulmonary exercise test (CPET) performed in a cycle-ergometer, with BP measurements being taken every minute through auscultation. Based on the maximum SBP value obtained at the CPET, the sample was divided in tertiles, comparing CVT, maximum workload and VO<sub>2</sub> max.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The CVT results differed between individuals in the lower tertile and upper tertile for the SBP response to the CPET, respectively: 1.57 &#177; 0.03 and 1.65 &#177; 0.04 (mean &#177; standard error of mean) (p = 0.014). The two tertiles also differed regarding the VO<sub>2</sub> max (40.7 &#177; 1.3 <italic>vs</italic> 46.4 &#177; 1.3 ml/kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>; p = 0.013) and the maximum workload (206 &#177; 6.3 <italic>vs</italic> 275 &#177; 8.7 watts; p &lt; 0.001).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> An increased BP response during the CPET in healthy adult males is accompanied by indicators of good clinical prognosis, including higher levels of aerobic fitness and cardiac vagal tone.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Blood pressure; autonomic nervous system; exercise; 4-s exercise test.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The hemodynamic responses during a maximal cardiopulmonary exercise test (CPET) can be used for the individualized prescription of exercises for diagnostic and prognostic purposes<sup>1</sup>. During the physical exercise, whether of submaximal<sup>2</sup> constant intensity or progressive and maximal, the blood pressure (BP) is regularly measured. The BP behavior is commonly assessed during the CPET and exaggerated systolic blood pressure (SBP) values - i.e., SBP &gt; 220 mmHg<sup>1</sup> -, have been classically considered as inappropriate and associated with a higher future risk of the development of hypertension<sup>3</sup> and a higher cardiovascular mortality<sup>4</sup>. However, some recent evidence suggest that an increased pressure response to exercise can, as opposed to what was initially considered, mean a favorable prognosis<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>The autonomic nervous system has an important role in BP modulation, both at rest<sup>7</sup> and during exercise<sup>8,9</sup>. It is common for hypertensive individuals to present, at rest, a predominance of sympathetic activity<sup>10</sup>. Eryonucu et al<sup>8</sup> verified that a greater BP variation between rest and standardized submaximal exercise reflected a higher sympathetic activity, both at rest and on exertion. On the other hand, there is evidence that individuals with a decreased cardiac vagal tone (CVT) tend to have higher rates of cardiovascular and all-cause mortality<sup>11,12</sup>. However, the CVT condition has not been clearly established in healthy and normotensive individuals that present an increased BP response during a CPET. One of the possibilities is that such response would be accompanied by a decrease in the CVT, thus associating two negative prognosis results. As opposed to that, it is possible that an increased BP response might be observed in individuals presenting better aerobic fitness and cardiac parasympathetic function integrity, being in these cases primarily the result of a physiologically increased maximum cardiac output. With the objective of clarifying these opposing possibilities, the present study analyzed the CVT in healthy adults that presented an increased BP response to a maximal CPET.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Sample</bold>
      </p>
      <p>Through a detailed review of 2,505 medical-functional evaluations performed at our laboratory between 2002 and 2009, we identified 154 individuals that met, concomitantly, the following inclusion criteria: a) male gender; b) aged between 20 and 50 years; c) no known clinical diseases (i.e. healthy individuals) d) normotensive at rest - SBP <underline>&lt;</underline> 140 mmHg and diastolic BP <underline>&lt;</underline> 90 mmHg; e) no regular use of any medication, except for vitamins and similar supplements; f) CPET performed in lower limbs cycle-ergometer and g) completion of a true maximal CPET, without the need for early interruption due to clinical criterion or based on heart rate and/or BP thresholds and no electrocardiographic alterations compatible with significant myocardial ischemia.</p>
      <p>The assessment included a clinical examination, which consisted of a detailed anamnesis and physical examination. At the anamnesis, the emphasis was put on the categorization of the physical activity pattern during childhood/adolescence, throughout adult life and in the last year, customary ingestion of alcohol, the past and present habit of smoking, known lipid profile abnormalities and family history of arterial hypertension. This was followed by anthropometric measurements and the 4-second exercise test (4sET) (cardiac vagal tone) and maximal CPET. The assessments were carried out by individual request, but usually after referral of the assistant physician. All individuals read and signed a specific Free and Informed Consent Form before undergoing the procedures and the study protocol was previously approved by the Research Ethics Committee of the institution.</p>
      <p>
        <bold>Assessment of the cardiac vagal tone (CVT)</bold>
      </p>
      <p>The cardiac vagal tone (CVT) was assessed by observing the rapid initial heart rate transient (rest-exercise transition) obtained through the 4sET and represented by the CVT. Briefly, the 4sET consists in pedaling as fast as possible from the 5<sup>th</sup> to the 8<sup>th</sup> second of a 12-second maximal inspiratory apnea in an unloaded lower limbs cycle-ergometer. Four verbal commands are given during the 4sET regarding the actions to be performed successively every four seconds: 1) fast maximal inspiration, primarily through the mouth; 2) pedaling as fast as possible; 3) sudden cessation of pedaling; and 4) expiration.</p>
      <p>The assessment of the CVT by the 4sET is based on the reflex physiological response of vagal withdrawal, induced by rapid limb movement and cortical irradiation. The assessment of the CVT by the 4sET is reproducible<sup>13</sup> and was pharmacologically validated for the isolated assessment of the parasympathetic component<sup>14</sup>, having been previously used in several physiological autonomic<sup>15-18</sup> and clinical studies by our group<sup>19-22</sup> and by other authors<sup>23,24</sup>. For the CVI measurement, two specific R-R intervals were identified and measured from digital electrocardiographic records (Elite PC, Micromed, Brazil), obtained from a single lead (CC<sub>5</sub> or CM<sub>5</sub>) with 10-ms resolution, as follows: a) the RR interval obtained immediately before or the first one after the start of exercise, whichever is the longest and b) the shortest R-R interval (RRC) during the 4-s exercise (usually, the last one)<sup>20,25</sup>. The ratio between the duration of these two RR intervals generates an adimensional variable called Cardiac Vagal Index (CVI), which expresses the 4sET result and the higher the magnitude of the exercise-induced vagal withdrawal, the higher the CVI. Usually, two 4sET maneuvers are performed in order to obtain that with the highest ratio between these two intervals as representative of the CVI.</p>
      <p>
        <bold>Cardiopulmonary exercise test (CPET)</bold>
      </p>
      <p>Immediately after the 4sET, the individuals were submitted to a maximal CPET in a lower limbs cycle-ergometer, with collection and analysis of the expired gases (VO2000, MedGraphics, USA), following an individualized ramp protocol. The individuals were stimulated to reach their degree of exhaustion, objectively defined as the incapacity to maintain an adequate and constant rhythm of pedaling, in spite of strong verbal encouragement. None of the CPET was interrupted early due to clinical abnormalities or because the individuals had exceeded defined maximal heart rate or systolic/diastolic blood pressure values. The present study included only the CPET of which results indicated voluntary exhaustion as the reason for interruption, as reported by the physician who supervise it.</p>
      <p>During the CPET, the electrocardiogram was continuously monitored from rest until at least 5 minutes after the maximal exertion, considering the same lead and digital electrocardiography system used for the 4sET <sup>19,20</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Blood pressure (BP) assessment</bold>
      </p>
      <p>Resting BP was measured after the individual remained in dorsal decubitus for at least five minutes, using a conventional sphygmomanometer or a digital professional Omron sphygmomanometer model XML-907 (Omron, USA) on the right upper limb. During the CPET, the systolic (SBP) and diastolic (DBP) arterial pressures were measured at the end of each minute by a properly trained and skilled physician, using the auscultation method on the brachial artery of the right upper limb, which was kept extended and supported by the physician or on the physician's shoulder, aiming at minimizing any effort on the part of the assessed individual. The individuals were advised to keep the trunk in the erect posture throughout the CPET, refraining from leaning the trunk forward at the final phase of the test. The measurements were obtained using a mercury column sphygmomanometer (American Diagnostic Corporation, USA) using a scale between 0 and 300 mmHg and employing a measurement resolution of 2 mmHg. For the analysis purpose, the highest SBP value obtained during the CPET was considered the maximum SBP, almost always the one obtained in the last minute of test.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The sample was described by means and standard deviations, whereas the inferential procedures were described as means and standard error of mean. Based on the maximum SBP value obtained at the CPET, the sample was divided in tertiles for the comparison of the CVI, maximum workload and VO<sub>2</sub> max through one-way ANOVA (Analysis of Variance), followed by Bonferroni test, when appropriate. Considering that the study inclusion criterion limited the levels of SBP and DBP, potentially compromising the parametric nature of the distribution, we chose to use Kruskal-Wallis ANOVA for the comparison of these measurements among the three tertiles, and the results were presented as median, minimum and maximum values. Pearson's correlation was used to evaluate the association between variables. The frequencies of the clinical variables of the individuals of each tertile were compared using the Chi-square test. The statistical analyses were carried out using the SPSS statistical program (release 17, <italic>SPSS</italic>, USA) and the level of significance was set at 5%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>All CPET were performed without immediate or late clinical complications, although they were not interrupted, even when the maximal HR or the SBP and DBP levels considered to be elevated were reached. Of the 154 individuals included in the study, 31.8% (49 individuals) presented increased SBP (maximal SBP &gt; 220 mmHg) at the CPET. The sample demographic characteristics divided in tertiles are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0085-00078-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>There was no difference regarding BMI, age, maximal HR and DBP at rest between individuals allocated in the three tertiles. However, the tertile that presented the lowest maximal SBP during the CPET, presented the lowest SBP at rest, when compared to the 3<sup>rd</sup> tertile of the highest BP response at the CPET (p &lt; 0.001). Moreover, there was no difference regarding the clinical variables collected at the anamnesis, including alcohol consumption (p = 0.641), smoking status (p = 0.548), dyslipidemia (p = 0.123) and family history of arterial hypertension (p = 0.311) among the three tertiles (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>), except for the regular pattern of physical exercises at the three phases of life (p &lt; 0.001; p = 0.003 and p = 0.015), i.e., childhood, adolescence and current, respectively.</p>
      <p>The individuals at the upper tertile for SBP (SBP&gt; 220 mmHg, maximal of 260 mmHg) during the CPET presented a higher CVI when compared to those at the first tertile (SBP &lt; 205 mmHg) (1.65 &#177; 0.04 <italic>vs</italic> 1.57 &#177; 0.03; p = 0.014). The same occurred with VO<sub>2</sub> max (46.4 &#177; 1.3 <italic>vs</italic> 40.7 &#177; 1.3 ml/kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>; p = 0.013) and for the maximum workload (275 &#177; 8.7 <italic>vs</italic> 206 &#177; 6.3 watts; p &lt; 0.001) reached at the CPET (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>). The individuals at the two tertiles with lower maximal SBP at the exercise did not differ regarding any of the three measurements above. There was a slight association between the CVI and the VO<sub>2</sub> max at the CPET, with a coefficient of correlation r = 0.302 (p &lt; 0.001).</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0085-00078-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Our study contributes with original data to the available body of knowledge on the assessment of the BP response to the exercise test. From a methodological point of view, the study presents a quite adequate control of many of the intervenient variables. All data obtained throughout the 7 years of study, including the anthropometric variables, the 4sET and the truly maximal CPET, were carried out and supervised by only 5 physicians, using identical criteria for the anthropometric measurements and for the clinical interruption of the CPET, as well as the same equipment for BP measurement, which was carefully verified, with a 2-mmHg resolution at every minute of the CPET.</p>
      <p>The classification of the individuals as healthy was based on several criteria that had to be concomitantly met, including specifically never have been diagnosed or treated for cardiovascular disease, being normotensive, not be using relevant medications and not presenting exertion-induced electrocardiographic alterations. Even the regular ingestion of alcoholic beverages, which was recently studied<sup>26</sup> and shown to be associated with the incidence of arterial hypertension, was analyzed and did not show any difference among the three tertiles.</p>
      <p>In spite of these methodological details, some limitations must be mentioned, including the exclusion of women and the limitation of the age range - between 20 and 50 years of age - which can interfere with the external validity of the study. It was not possible to obtain objective data of ambulatory monitoring of BP and of the endothelial function of the assessed individuals or of a simultaneous and standardized laboratory assessment of the lipid profile. Additionally, the present results cannot be extrapolated to individuals with a clinical diagnosis of arterial hypertension.</p>
      <p>Previous studies have demonstrated that the increased BP response during a maximal CPET might be associated with unfavorable outcomes, such as the future onset of systemic arterial hypertension<sup>3</sup> and a higher mortality due to cardiovascular diseases<sup>4</sup>.</p>
      <p>An increased SBP value during the CPET might be related to an increase in the sympathetic activity and endothelial dysfunction in hypertensive individuals<sup>27</sup>. On the other hand, some authors have pointed out that individuals that present increased SBP during a CPET present lower rates of cardiovascular mortality<sup>28</sup> and all-cause<sup>5</sup> mortality. Analyzing patients with other characteristics, Hedberg et al<sup>6</sup> recently demonstrated that elderly individuals that presented a higher pressure response (&#916; SBP &gt; 55 mmHg) at the CPET lived longer. In fact, increased SBP values during the CEPT, when accompanied by a physiological chronotropic response, will yield a higher double-product and, very probably, a higher myocardial oxygen consumption, which is only possible in healthy hearts<sup>29</sup>.</p>
      <p>While the participation of the autonomic nervous system in the BP modulation at rest is well known, its role in the genesis of the increased BP response during exercise has not been clearly established. Our results indicate that healthy adult men, that is, those who do not present any relevant clinical diagnosis and do not use any type of regular medication, but present an increased BP response (SBP &gt; 220 mmHg) during a maximal CPET, present a physiological behavior of CVT, attaining higher values than those observed in individuals with maximum SBP values &lt; 220 mmHg. These findings are very likely associated with a good prognosis, as it is known that the decrease in CVT is associated with the development of cardiovascular diseases and premature mortality<sup>12</sup>.</p>
      <p>Individuals that presented an increased BP response during a CPET are the ones that present higher workload and VO<sub>2</sub> max values. Considering that the aerobic fitness alone, measured or estimated, is an excellent predictor of the risk of cardiovascular or all-cause mortality<sup>30</sup>, the individuals at the 3<sup>rd</sup> tertile (SBP &gt; 220 mmHg) that present higher values of VO<sub>2</sub> max and CVT have two prognostic markers favorable to cardiovascular protection and survival. It is appropriate to emphasize that, due to the slight association between the VO<sub>2</sub> max and CVT, only 10% of the variability (r<sup>2</sup>) of one of the variables is explained by the other, thus characterizing the isolated importance of each of these findings and indicating that they are not intrinsically dependent for individuals with the characteristics presented by the ones assessed in this study.</p>
      <p>There is a certain clinical consensus in the interpretation of the pressure response, considering certain levels - more frequently 220 mmHg - as a cutoff to define a response as normal or abnormal. Conceptually, one could argue that the higher the absolute intensity of the performed exercise, there should be a tendency toward higher values. In other words, it is very logical to think that, when comparing two adult males of the same weight (and muscular mass) and age, with VO<sub>2</sub> max of 8 and 16 MET, both will tend to present similar decreases in peripheral vascular resistance on maximal exertion (muscular mass involved in similar exercise). The one with the double aerobic fitness, and probably also maximal cardiac output, when compared to the other, will probably generate a higher maximum SBP. One way to contemplate this question would be to express the behavior of the maximum SBP in relation to the aerobic fitness, as for instance, with a measurement of the &#916;SBP (maximum SBP - SBP at rest) divided by &#916;MET (VO<sub>2</sub> max - VO<sub>2</sub> at rest). Unfortunately, our experimental design does not allow us to confirm such hypothesis, which shall be addressed in further studies.</p>
      <p>The measurement of SBP during the CPET is rarely obtained in athletes who present high aerobic performance. The two main reasons are very probably the lack of clinical interest regarding this information in individuals presumably healthy and the technical difficulty inherent to this measurement, especially when an individual is running on a treadmill at 18 or 20 km/h. With the growing interest in aerobic activities, including road cycling by adult and middle-aged men, there has been an increase in the number of healthy and normotensive individuals with an aerobic condition &gt; 120% of that predicted for the age, thus attaining, according to Fick's equation, higher levels of maximum cardiac output.</p>
      <p>Considering these aspects, it is very possible that a higher maximum SBP level at exercise is a physiological response and reflects then, in theory, just a high maximum oxygen consumption, and therefore, of the cardiac output for a normally - but not exceptionally - decreased peripheral vascular resistance in aerobically well-trained individuals and that have a normal or increased CVT.</p>
      <p>Data that corroborate this impression can be deduced from the study by Nazar et al<sup>31</sup>, who demonstrated an important increase in cardiac output in healthy individuals with hypertensive response to exercise, but no difference in the peripheral vascular resistance, when compared to individuals with normal SBP values during a CPET. Therefore, the increased maximum SBP values during the CPET in healthy individuals can, at least in part, be justified by the need to supply the demand caused by the exertion, not necessarily characterizing a pathological response, but representing, at least in normotensive adult men, a physiological response.</p>
      <p>Gupta and cols.<sup>5</sup> have reported that a &#916;SBP during the CPET &gt; 44 mmHg is associated with a 23% improvement in survival, regardless of the age and aerobic fitness of the study participants. However, future studies are necessary to evaluate the outcome and confirm whether the healthy adult men with increased maximum SBP during a CPET, but who present higher CVT values, represented by the CVI, will develop systemic arterial hypertension or if they will present a higher rate of unfavorable cardiovascular outcomes or, on the contrary, if they will present an increased survival and a better quality of life.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The present study was the first to demonstrate that normotensive healthy male adults, with a BP response considered clinically increased, i.e., SBP &gt; 220 mmHg (in some cases as high as 260 mmHg), present some indicators of good clinical prognostic at exercise, including higher aerobic fitness and cardiac vagal tone. In this sense, at least for a maximal CPET carried out in a lower limbs cycle-ergometer, it is suggested that the type of assessment recommended in the guidelines<sup>1</sup> for the evaluation of BP response to exertion should be reviewed. Future studies will identify the late implications of these findings.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>The present study had partial financial support from CNPq. The authors are recipients of scholarships from the Brazilian National Research Council (CNPq).</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Pl&#237;nio dos Santos Ramos, from <italic>Universidade Gama Filho</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Normotensos con respuesta presora exagerada al ejercicio poseen tono vagal card&#237;aco aumentado</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Valores exagerados de presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) durante una test cardiopulmonar de ejercicio m&#225;ximo (TCPE) son cl&#225;sicamente considerados como inapropiados y asociados a un mayor riesgo de desarrollo de enfermedades cardiovasculares. Se sabe que el sistema nervioso aut&#243;nomo modula la PA en el ejercicio. Con todo, no est&#225; claramente establecido el comportamiento del tono vagal card&#237;aco (TVC) en individuos sanos con una respuesta presora exagerada en el TCPE. OBJETIVO: Analizar el comportamiento del TVC en hombres adultos sanos que presentan una respuesta presora exagerada en el TCPE. M&#201;TODOS: De 2.505 casos evaluados entre 2002-2009, fueron identificados criteriosamente 154 casos de hombres, entre 20-50 a&#241;os de edad, sanos y normotensos. La evaluaci&#243;n inclu&#237;a examen cl&#237;nico, medidas antropom&#233;tricas, pruebas de ejercicio de 4 segundos (tono vagal card&#237;aco) y TCPE realizado en cicloerg&#243;metro, con medidas de presi&#243;n arterial a cada minuto por el m&#233;todo auscultatorio. Basado en el valor m&#225;ximo de PAS obtenido en el TCPE, la muestra fue dividida en terciles, compar&#225;ndose el TVC, la carga m&#225;xima y el VO2 m&#225;ximo. RESULTADOS: Los valores de TVC difirieron entre los individuos que se presentaban en los terciles inferior y superior para la respuesta de la PAS al TCPE, respectivamente, 1,57 &#177; 0,03 y 1,65 &#177; 0,04 (promedio &#177; error est&#225;ndar del promedio) (p = 0,014). Los dos terciles tambi&#233;n difer&#237;an en cuanto al VO2 m&#225;ximo (40,7 &#177; 1,3 vs 46,4 &#177; 1,3 ml/kg-1.min-1; p = 0,013) y la carga m&#225;xima (206 &#177; 6,3 vs 275 &#177; 8,7 watts; p &lt; 0,001). CONCLUSI&#211;N: Una respuesta presora exagerada durante el TCPE en hombres adultos sanos es acompa&#241;ada de indicadores de buen pron&#243;stico cl&#237;nico, incluyendo niveles m&#225;s altos de condici&#243;n aer&#243;bica y de tono vagal card&#237;aco.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>sistema nervioso aut&#243;nomo</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>prueba cardiopulmonar de ejercicio</kwd>
        <kwd>prueba de ejercicio de 4 segundos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Normotensos con respuesta presora exagerada al ejercicio poseen tono vagal card&#237;aco aumentado</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Pl&#237;nio Santos Ramos<sup>I</sup>; Claudio Gil S. Ara&#250;jo<sup>I,II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho </p>
      <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio (CLINIMEX), Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Valores exagerados de presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) durante una test cardiopulmonar de ejercicio m&#225;ximo (TCPE) son cl&#225;sicamente considerados como inapropiados y asociados a un mayor riesgo de desarrollo de enfermedades cardiovasculares. Se sabe que el sistema nervioso aut&#243;nomo modula la PA en el ejercicio. Con todo, no est&#225; claramente establecido el comportamiento del tono vagal card&#237;aco (TVC) en individuos sanos con una respuesta presora exagerada en el TCPE.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analizar el comportamiento del TVC en hombres adultos sanos que presentan una respuesta presora exagerada en el TCPE.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> De 2.505 casos evaluados entre 2002-2009, fueron identificados criteriosamente 154 casos de hombres, entre 20-50 a&#241;os de edad, sanos y normotensos. La evaluaci&#243;n inclu&#237;a examen cl&#237;nico, medidas antropom&#233;tricas, pruebas de ejercicio de 4 segundos (tono vagal card&#237;aco) y TCPE realizado en cicloerg&#243;metro, con medidas de presi&#243;n arterial a cada minuto por el m&#233;todo auscultatorio. Basado en el valor m&#225;ximo de PAS obtenido en el TCPE, la muestra fue dividida en terciles, compar&#225;ndose el TVC, la carga m&#225;xima y el VO<sub>2</sub> m&#225;ximo.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Los valores de TVC difirieron entre los individuos que se presentaban en los terciles inferior y superior para la respuesta de la PAS al TCPE, respectivamente, 1,57 &#177; 0,03 y 1,65 &#177; 0,04 (promedio &#177; error est&#225;ndar del promedio) (p = 0,014). Los dos terciles tambi&#233;n difer&#237;an en cuanto al VO<sub>2</sub> m&#225;ximo (40,7 &#177; 1,3 <italic>vs</italic> 46,4 &#177; 1,3 ml/kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>; p = 0,013) y la carga m&#225;xima (206 &#177; 6,3 <italic>vs</italic> 275 &#177; 8,7 watts; p &lt; 0,001).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Una respuesta presora exagerada durante el TCPE en hombres adultos sanos es acompa&#241;ada de indicadores de buen pron&#243;stico cl&#237;nico, incluyendo niveles m&#225;s altos de condici&#243;n aer&#243;bica y de tono vagal card&#237;aco.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Presi&#243;n arterial, sistema nervioso aut&#243;nomo, ejercicio, prueba cardiopulmonar de ejercicio, prueba de ejercicio de 4 segundos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las respuestas hemodin&#225;micas durante un test cardiopulmonar de ejercicio m&#225;ximo (TCPE) pueden ser utilizadas para una prescripci&#243;n individualizada de ejercicios para diagn&#243;stico y pron&#243;stico<sup>1</sup>. Durante el ejercicio f&#237;sico, sea de intensidad constante subm&#225;xima<sup>2</sup> o progresiva y m&#225;xima, la presi&#243;n arterial (PA) es regularmente medida. El comportamiento de la PA es com&#250;nmente evaluado en el TCPE y valores exagerados de PA sist&#243;lica (PAS) - i.e., PAS &gt; 220 mmHg<sup>1</sup> -, han sido cl&#225;sicamente considerados como inapropiados y asociados a un mayor riesgo futuro de desarrollo de hipertensi&#243;n<sup>3</sup> y a una mayor mortalidad cardiovascular<sup>4</sup>. Mientras, algunas evidencias recientes sugieren que una respuesta presora exagerada al ejercicio pueda, al contrario de lo inicialmente considerado, significar un pron&#243;stico favorable<sup>5,6</sup>. </p>
      <p>El sistema nervioso aut&#243;nomo desempe&#241;a un importante papel en la modulaci&#243;n de la PA, tanto en reposo<sup>7</sup> como en ejercicio<sup>8,9</sup>. Es com&#250;n que individuos hipertensos presenten, en reposo, un predominio de la actividad simp&#225;tica<sup>10</sup>. Eryonucu et al<sup>8</sup> verificaron que una mayor variaci&#243;n de PAS entre el reposo y un ejercicio subm&#225;ximo estandarizado reflejaba una mayor actividad simp&#225;tica, tanto en reposo como en el esfuerzo. Por otro lado, hay evidencias de que individuos que poseen un tono vagal card&#237;aco (TVC) reducido tienden a tener tasas m&#225;s elevadas de mortalidad cardiovascular y por todas las causas<sup>11,12</sup>.</p>
      <p>Sin embargo, no est&#225; claramente establecida la condici&#243;n del TVC en individuos sanos y normotensos y que demuestran una respuesta presora exagerada durante un TCPE. Una de las posibilidades es que tal respuesta fuese acompa&#241;ada de una reducci&#243;n del TVC, asociando as&#237; dos resultados de pron&#243;stico negativo. En un sentido contrario, es posible que una respuesta presora exagerada pueda ser observada en individuos con mejor condici&#243;n aer&#243;bica y con integridad de la acci&#243;n parasimp&#225;tica card&#237;aca, siendo en estos casos primariamente resultante de un d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo fisiol&#243;gicamente aumentado. Con el objetivo de esclarecer esas posibilidades antag&#243;nicas, el presente estudio analiz&#243; el TVC en adultos sanos que presentan una respuesta presora exagerada a un TCPE m&#225;ximo.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>Revisando criteriosamente un total de 2505 evaluaciones m&#233;dico-funcionales realizadas en nuestro servicio entre 2002 y 2009, identificamos 154 individuos que llenaban concomitantemente los siguientes criterios de inclusi&#243;n: a) ser del g&#233;nero masculino; b) tener edad entre 20 y 50 a&#241;os; c) no poseer enfermedad cl&#237;nica conocida (i.e. ser sanos); d) estar normotenso en reposo - PAS <underline>&lt;</underline> 140 mmHg y PA diast&#243;lica <underline>&lt;</underline> 90 mmHg; e) no hacer uso regular de ninguna medicaci&#243;n, excepto vitaminas y similares; f) el TCPE haber sido realizado en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores y g) haber completado un TCPE verdaderamente m&#225;ximo, sin necesidad de interrupci&#243;n precoz por criterio cl&#237;nico o basado en l&#237;mites de frecuencia card&#237;aca y/o de presi&#243;n arterial y sin alteraciones electrocardiogr&#225;ficas compatibles con isquemia mioc&#225;rdica significativa.</p>
      <p>La evaluaci&#243;n consist&#237;a en un examen cl&#237;nico, compuesto de anamnesis detallada y examen f&#237;sico. En la anamnesis, el &#233;nfasis fue dado a la categorizaci&#243;n del est&#225;ndar de actividad f&#237;sica en la infancia adolescencia, a lo largo de la vida adulta y en el &#250;ltimo a&#241;o, en la ingesti&#243;n habitual de alcohol, al h&#225;bito pasado y presente de tabaquismo, conocimiento sobre anormalidades del perfil lip&#237;dico y de historia familiar de hipertensi&#243;n arterial. Siguieron medidas antropom&#233;tricas y las pruebas de ejercicio de 4 segundos (T4s) (vagal card&#237;aco) y TCPE m&#225;ximo. Las evaluaciones fueron realizadas a pedido de los individuos, m&#225;s habitualmente por encaminamiento de sus m&#233;dicos asistentes. Todos los individuos leyeron y firmaron un t&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado espec&#237;fico, antes de la realizaci&#243;n de los procedimientos, el cual fue previamente aprobado por el comit&#233; institucional de &#233;tica en investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n del tono vagal card&#237;aco (TVC)</bold>
      </p>
      <p>Para evaluar el TVC, se observ&#243; el tr&#225;nsito inicial r&#225;pido de la frecuencia card&#237;aca (transici&#243;n reposo-ejercicio), obtenido a trav&#233;s del T4s y representado por el &#237;ndice vagal card&#237;aco (IVC). Sucintamente, el T4s consiste en pedalear lo m&#225;s r&#225;pidamente posible del 5&#186; al 8&#186; segundo de una apnea inspiratoria m&#225;xima de 12 segundos en un cicloerg&#243;metro de miembros inferiores sin adici&#243;n de ninguna carga. Para la realizaci&#243;n del T4s, son dados cuatro comandos verbales de las acciones a ser realizadas sucesivamente a cada cuatro segundos: a) inspiraci&#243;n m&#225;xima y r&#225;pida, primariamente por la boca; b) pedalear lo m&#225;s r&#225;pidamente posible; c) parada brusca de la pedaleada; d) expiraci&#243;n.</p>
      <p>La evaluaci&#243;n del TVC por el T4s se basa en la respuesta fisiol&#243;gica refleja de retirada vagal inducida por el movimiento r&#225;pido de los miembros y de la irradiaci&#243;n cortical. La evaluaci&#243;n del TVC por el T4s es reproducible<sup>13</sup> y fue validada farmacol&#243;gicamente para la evaluaci&#243;n aislada del componente parasimp&#225;tico<sup>14</sup> habiendo sido previamente utilizada en diversos estudios auton&#243;micos fisiol&#243;gicos<sup>15-18</sup> y cl&#237;nicos por nuestro grupo<sup>19-22</sup> y por otros autores<sup>23,24</sup>.</p>
      <p>Para la medida del IVC fueron identificados y medidos en registros electrocardiogr&#225;ficos digitales (Elite PC, Micromed, Brasil), obtenidos en una &#250;nica derivaci&#243;n (CC<sub>5</sub> o CM<sub>5</sub>) y con una resoluci&#243;n de 10 ms, dos intervalos RR espec&#237;ficos, a saber: a) el intervalo RR inmediatamente antes o el primero del ejercicio, aquel que sea m&#225;s largo y b) y el m&#225;s corto durante los cuatro segundos de pedaleada, generalmente el &#250;ltimo<sup>20,25</sup>. La raz&#243;n entre la duraci&#243;n de estos dos intervalos RR genera una variable adimensional denominada &#237;ndice vagal card&#237;aco (IVC) que expresa el resultado del T4s, siendo que cuanto mayor es la magnitud de la retirada vagal esfuerzo-inducida mayor es el valor del IVC. Usualmente son realizadas dos maniobras del T4s para obtener aquella con la mayor raz&#243;n entre esos dos intervalos como representativa del IVC.</p>
      <p>
        <bold>Test cardiopulmonar de ejercicio m&#225;ximo (TCPE)</bold>
      </p>
      <p>Enseguida del T4s, los individuos fueron sometidos a un TCPE m&#225;ximo en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores, con recolecci&#243;n y an&#225;lisis de gases expirados (VO2000, MedGraphics, Estados Unidos), siguiendo un protocolo de rampa individualizado. Los individuos fueron estimulados a alcanzar su agotamiento muscular objetivamente definido por la incapacidad de mantener un ritmo adecuado y constante de pedaleadas a pesar de fuerte est&#237;mulo verbal. Ninguno de los TCPEs fue interrumpido prematuramente en funci&#243;n de anormalidades cl&#237;nicas o por haber sobrepasado determinados valores de frecuencia card&#237;aca m&#225;xima o de PA sist&#243;lica o diast&#243;lica. Para este estudio, solamente fueron incluidos los TCPEs en cuyos laudos el m&#233;dico que realiz&#243; el procedimiento indic&#243; agotamiento voluntario como el motivo da interrupci&#243;n.</p>
      <p>Durante el TCPE, el electrocardiograma fue monitoreado continuamente del reposo hasta por lo menos cinco minutos despu&#233;s de la obtenci&#243;n del esfuerzo m&#225;ximo, con la misma derivaci&#243;n y sistema de electrocardiograf&#237;a digital utilizado en el T4s<sup>19,20</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n de la presi&#243;n arterial (PA)</bold>
      </p>
      <p>La PA en reposo fue obtenida despu&#233;s de que el individuo est&#225; en dec&#250;bito dorsal por por lo menos cinco minutos, utilizando esfigmoman&#243;metros convencional o digital profesional Omron modelo XML-907 (Omron, Estados Unidos) en el miembro superior derecho. Durante el TCPE, la PA sist&#243;lica (PAS) y la diast&#243;lica (PAD) fueron medidas al final de cada minuto por un m&#233;dico debidamente entrenado y experimentado, utilizando el m&#233;todo auscultatorio en la arteria braquial del miembro superior derecho, mantenido extendido y sostenido por el m&#233;dico o apoyado sobre el hombro de &#233;ste, buscando minimizar cualquier esfuerzo por parte del individuo evaluado. Los individuos fueron orientados a mantener el tronco en la posici&#243;n erecta durante todo el TCPE, evitando inclinarse para adelante en la fase final del esfuerzo. Las medidas fueron obtenidas en un esfigmoman&#243;metro de columna de mercurio (American Diagnostic Corporation, Estados Unidos) con escala entre 0 y 300 mmHg y empleando una resoluci&#243;n de las medidas de 2 mmHg. Para efecto de an&#225;lisis, fue considerada como PAS m&#225;xima, el mayor valor obtenido a lo largo del TCPE, casi siempre el del &#250;ltimo minuto del esfuerzo.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>La muestra fue descripta por media y desv&#237;o-est&#225;ndar, mientras en los procedimientos inferenciales, presentamos la media y el error est&#225;ndar de la media. Con base en el valor m&#225;ximo de PAS obtenido en el TCPE, la muestra fue dividida en terciles para efecto de comparaci&#243;n del IVC, de la carga m&#225;xima y del VO<sub>2</sub> m&#225;ximo a trav&#233;s de una ANOVA simple, seguida del test de Bonferroni cuando apropiado. Considerando que el criterio de inclusi&#243;n del estudio limitaba los niveles de PAS y de PAD, potencialmente comprometiendo la naturaleza param&#233;trica de la distribuci&#243;n, se opt&#243; por utilizar una ANOVA de Kruskal-Wallis para la comparaci&#243;n de esas medidas entre los tres terciles, con los resultados siendo presentados en media, m&#237;nima y m&#225;xima. Para evaluar la asociaci&#243;n entre variables fue empleada la correlaci&#243;n de Pearson. Las frecuencias de las variables cl&#237;nicas de los individuos de cada tercil fueron comparadas por el test del qui-cuadrado. Los an&#225;lisis estad&#237;sticos fueron realizados en el SPSS (versi&#243;n 17, <italic>SPSS</italic>, Estados Unidos) habi&#233;ndose considerado 5% como nivel de significancia.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Todos los TCPE transcurrieron sin intercurrencias cl&#237;nicas inmediatas o tard&#237;as, a pesar de no haber sido interrumpidos a&#250;n cuando la FC m&#225;xima prevista o niveles considerados exagerados de PAS y PAD fueron alcanzados. De los 154 individuos incluidos en el estudio 31,8% (49 individuos) presentaron PAS exagerada (PAS m&#225;xima &gt; 220 mmHg) al TCPE. Las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas de la muestra dividida en terciles son presentadas en la <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0085-00078-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>No hubo diferencia en el IMC, en la edad, en la FC m&#225;xima y en la PAD en reposo entre los individuos ubicados en los tres terciles. Con todo, el tercil que presenta menor PAS m&#225;xima durante el TCPE posee una menor PAS en reposo, cuando comparado con el 3&#186; tercil de mayor respuesta presora en el TCPE (p &lt; 0,001). Tampoco hubo diferencia en las variables cl&#237;nicas recogidas en la anamnesis, incluyendo consumo de alcohol (p = 0,641), tabaquismo (p = 0,548), dislipidemia (p = 0,123) e hist&#243;rico familiar de hipertensi&#243;n arterial (p = 0,311) entre los tres terciles (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>), excepto por el est&#225;ndar regular de ejercicio f&#237;sico en las tres fases de la vida (p &lt; 0,001; p = 0,003 y p = 0,015) infancia, adolescencia y actual, respectivamente.</p>
      <p>Los individuos del tercil superior para PAS (PAS &gt; 220 mmHg, m&#225;ximo de 260 mmHg) durante el TCPE presentaron un mayor valor de IVC cuando comparados a los del primer tercil (PAS &lt; 205 mmHg) (1,65 &#177; 0,04 <italic>vs</italic> 1,57 &#177; 0,03; p = 0,014). Lo mismo ocurre para el VO<sub>2</sub> m&#225;ximo (46,4 &#177; 1,3 <italic>vs</italic> 40,7 &#177; 1,3 ml/kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>; p = 0,013) y para la carga m&#225;xima (275 &#177; 8,7 <italic>vs</italic> 206 &#177; 6,3 watts; p &lt; 0,001) alcanzada en el TCPE (<xref ref-type="fig" rid="fig1-body3">Figura 1</xref>). Los individuos de los dos terciles con menor PAS m&#225;xima en el esfuerzo no difieren entre s&#237; para ninguna de las tres mediciones m&#225;s arriba. Hay una modesta asociaci&#243;n entre IVC y el VO<sub>2 </sub>m&#225;ximo en el TCPE, con un coeficiente de correlaci&#243;n de r = 0,302 (p &lt; 0,001).</p>
      <fig id="fig1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0085-00078-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Nuestro estudio contribuye de modo original al cuerpo de conocimiento disponible en el t&#243;pico de evaluaci&#243;n de la respuesta presora al test de ejercicio. Del punto de vista metodol&#243;gico, el estudio presenta un control bastante adecuado de muchas de las variables intervinientes. Todas las evaluaciones a lo largo de los 7 a&#241;os de estudio, incluyendo las medidas antropom&#233;tricas, el T4s y el TCPE verdaderamente m&#225;ximo, fueron realizadas y supervisadas por s&#243;lo 5 m&#233;dicos, utilizando criterios id&#233;nticos para las medidas antropom&#233;tricas y para la interrupci&#243;n cl&#237;nica del TCPE, as&#237; como el mismo equipamiento de medici&#243;n de PA, que fue cuidadosamente medida, con resoluci&#243;n de 2,0 mmHg a cada minuto del TCPE. La clasificaci&#243;n de los individuos como sanos se bas&#243; en varios criterios que deb&#237;an ser concomitantemente llenados, incluyendo, espec&#237;ficamente, nunca haber sido diagnosticado o tratado por enfermedades cardiovasculares, estar normotenso, no hacer uso de medicaciones relevantes y no haber presentado alteraciones electrocardiogr&#225;ficas esfuerzo-inducidas. Hasta la ingesti&#243;n regular de bebidas alcoh&#243;licas, objeto de estudio reciente<sup>26</sup> en que es asociada a la incidencia de hipertensi&#243;n arterial, fue analizada y no mostr&#243; diferencias entre los tres terciles.</p>
      <p>No obstante esos cuidados metodol&#243;gicos, algunas limitaciones deben ser destacadas, incluyendo la exclusi&#243;n de mujeres y la limitaci&#243;n de franja etaria, entre 20-50 a&#241;os de edad, lo que puede interferir en la validez externa del estudio. No fue posible obtener datos objetivos de monitoreo ambulatorio de la PA, y de la funci&#243;n endotelial de los individuos evaluados o de una evaluaci&#243;n de laboratorio simult&#225;nea y estandarizada del perfil lip&#237;dico. Adem&#225;s de eso, los presentes resultados no pueden ser extrapolados a individuos con diagn&#243;stico cl&#237;nico de hipertensi&#243;n arterial.</p>
      <p>Estudios anteriores demostraron que la respuesta presora exagerada durante un TCPE m&#225;ximo puede estar relacionada a desenlaces desfavorables, tales como el surgimiento futuro de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica<sup>3</sup> y una mayor mortalidad por enfermedades cardiovasculares<sup>4</sup>. Un valor exagerado de PAS durante el TCPE ha sido relacionado a un aumento de la actividad simp&#225;tica y la disfunci&#243;n endotelial en hipertensos<sup>27</sup>. Por otro lado, algunos autores se&#241;alaron que individuos con PAS exagerada durante un TCPE poseen menores tasas de mortalidad cardiovascular<sup>28</sup> y por todas las causas<sup>5</sup>. Utilizando pacientes con otras caracter&#237;sticas, Hedberg et al<sup>6</sup> recientemente demostraron individuos a&#241;osos que presentaban una mayor respuesta presora (delta PAS &gt; 55 mmHg) en el TCPE pose&#237;an una mayor longevidad. En realidad, valores exagerados de PAS durante el TCPE, si acompa&#241;ados de una respuesta cronotr&#243;pica fisiol&#243;gica, proporcionar&#225;n un doble-producto m&#225;s alto y, muy probablemente, un consumo mioc&#225;rdico de ox&#237;geno tambi&#233;n m&#225;s elevado, lo que s&#243;lo es posible en corazones sanos<sup>29</sup>.</p>
      <p>En cuanto a la participaci&#243;n del sistema nervioso aut&#243;nomo en la modulaci&#243;n de la PA en reposo es bastante conocida, su papel en la g&#233;nesis de la respuesta presora exagerada durante el ejercicio no est&#225; claramente establecido. Nuestros resultados indican que hombres adultos sanos, o sea, que no poseen ning&#250;n diagn&#243;stico cl&#237;nico relevante y que no hacen uso de medicaciones regulares, pero que presentan una respuesta presora exagerada (PAS &gt; 220 mmHg) durante un TCPE m&#225;ximo, presentan comportamiento fisiol&#243;gico del TVC, llegando a alcanzar valores m&#225;s altos que aquellos encontrados en los individuos con valores m&#225;ximos de PAS inferiores a 220 mmHg. Estos hallazgos, muy probablemente, est&#225;n asociados a un buen pron&#243;stico, ya que es sabido que la reducci&#243;n del TVC tiene relaci&#243;n con el desarrollo de enfermedades cardiovasculares y la mortalidad prematura<sup>12</sup>. Individuos que demuestran respuesta presora exagerada durante un TCPE son los que presentan mayores valores de carga y VO<sub>2</sub> m&#225;ximo. Considerando que la condici&#243;n aer&#243;bica aisladamente, medida o estimada, es un excelente predictor del riesgo de mortalidad cardiovascular o por todas las causas<sup>30</sup>, los individuos del 3&#186; tercil (PAS &gt; 220 mmHg) que presentan mayores valores de VO<sub>2</sub> m&#225;ximo y de TVC conjugan dos marcadores pron&#243;sticos favorables a la protecci&#243;n cardiovascular y la sobrevida. Es oportuno enfatizar que en funci&#243;n de la asociaci&#243;n modesta entre el consumo m&#225;ximo de ox&#237;geno y el TVC, apenas 10% de la variabilidad (r<sup>2</sup>) de una de las variables es explicada por la otra, caracterizando, por lo tanto, la importancia aislada de cada uno de estos hallazgos e indicando que no son intr&#237;nsecamente dependientes para individuos con las caracter&#237;sticas de los que fueron evaluados en nuestro estudio. </p>
      <p>Hay un cierto consenso cl&#237;nico en la interpretaci&#243;n de la respuesta presora, considerando determinados niveles - m&#225;s frecuentemente 220 mmHg -, como un punto de corte para definir una respuesta como normal o anormal. Conceptualmente, se podr&#237;a argumentar que deber&#237;a haber una tendencia hacia valores m&#225;s altos cuanto mayor fuese la intensidad absoluta del ejercicio realizado. En otras palabras, es muy l&#243;gico pensar que al comparar dos hombres adultos del mismo peso (y masa muscular) y edad, con VO<sub>2</sub> m&#225;ximos de 8 y 16 METs, ambos tender&#225;n a tener ca&#237;das similares de resistencia vascular perif&#233;rica en el esfuerzo m&#225;ximo (masa muscular envuelta en el ejercicio semejante). Aquel con el doble de la condici&#243;n aer&#243;bica y probablemente tambi&#233;n del d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo deber&#225; generar una PAS m&#225;xima m&#225;s alta. Una de las formas de contemplar esa cuesti&#243;n ser&#237;a expresar el comportamiento de la PAS m&#225;xima en funci&#243;n de la condici&#243;n aer&#243;bica, como, por ejemplo, con una medida del delta PAS (PAS m&#225;xima - PAS reposo) dividida por el delta MET (VO<sub>2</sub> m&#225;ximo - VO<sub>2</sub> de reposo). Infelizmente, nuestro delineamiento experimental no nos posibilita confirmar esa hip&#243;tesis, que deber&#225; ser objeto de futuros estudios.</p>
      <p>La medida de la PAS durante TCPE es raramente obtenida en atletas de alto desempe&#241;o aer&#243;bico. Las dos principales razones muy probablemente son, el desinter&#233;s cl&#237;nico en esos datos en individuos presumiblemente sanos y la dificultad t&#233;cnica inherente a esa medida, especialmente cuando tenemos un individuo corriendo a 18 o 20 km/h en una cinta. Con el inter&#233;s creciente en actividades aer&#243;bicas, incluyendo ciclismo de carretera por hombres adultos y de media edad, hay un aumento del n&#250;mero de individuos sanos y normotensos con condici&#243;n aer&#243;bica encima de 120% de lo previsto para la edad, alcanzando, por lo tanto, consonante con la ecuaci&#243;n de Fick, niveles m&#225;s altos de d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo.</p>
      <p>Considerando tales aspectos, es muy posible que un valor m&#225;s alto de la PAS m&#225;xima en el ejercicio sea una respuesta fisiol&#243;gica y que refleje, entonces, en principio, apenas un consumo m&#225;ximo de oxigeno elevado y, de esta forma, del d&#233;bito card&#237;aco para una resistencia vascular perif&#233;rica normalmente - pero no excepcionalmente - reducida en individuos aer&#243;bicamente bien entrenados y que poseen un TVC normal o aumentado. Datos que corroboran esa impresi&#243;n pueden ser deducidos del estudio de Nazar et al<sup>31</sup>, que demostraron un importante aumento del d&#233;bito card&#237;aco en individuos sanos con respuesta hipertensiva al esfuerzo, sin diferencia en la resistencia vascular perif&#233;rica, cuando comparados a individuos con valores normales de PAS durante un TCPE. Por lo tanto, los valores exagerados de PAS m&#225;xima durante el TCPE en individuos sanos pueden, por lo menos en parte, ser justificados por la necesidad de suplir las demandas decurrentes del esfuerzo, no caracteriz&#225;ndose, por lo tanto, obligatoriamente, como una respuesta patol&#243;gica, pudiendo s&#237;, por lo menos en hombres adultos normotensos, representar una respuesta fisiol&#243;gica. Gupta et al<sup>5</sup> relatan que un delta de PAS durante el TCPE &gt; 44 mmHg est&#225; asociado a una mejora de 23% en la sobrevida, independientemente de la edad y de la condici&#243;n aer&#243;bica de los participantes del estudio. Con todo, estudios futuros son necesarios para evaluar el desenlace y confirmar si los hombres adultos sanos con valores exagerados de PAS m&#225;xima durante un TCPE, pero que poseen mayores valores de TVC representado por el IVC, ir&#225;n a desarrollar hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica o se presentar&#225; una mayor tasa de desenlaces cardiovasculares desfavorables o aun si, por el contrario, tendr&#225;n una sobrevida aumentada y una mayor calidad de vida.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Nuestro estudio es el primero en mostrar que hombres adultos normotensos y sanos, con respuesta presora considerada cl&#237;nicamente como exagerada, i.e., PAS &gt; 220 mmHg (yendo en algunos casos hasta 260 mmHg), presentan algunos indicadores de buen pron&#243;stico cl&#237;nico al ejercicio, incluyendo niveles m&#225;s altos de condici&#243;n aer&#243;bica y tono vagal card&#237;aco. En ese sentido, por lo menos para TCPEs m&#225;ximos realizados en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores, se sugiere que la forma preconizada en las diretrices<sup>1</sup> para la evaluaci&#243;n de la respuesta presora al esfuerzo deba ser revisada. Estudios futuros deber&#225;n identificar las implicancias tard&#237;as de esos hallazgos.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio tuvo apoyo financiero parcial del CNPq. Sus autores son becarios del Consejo Nacional de Desarrollo Cient&#237;fico y Tecnol&#243;gico.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue parcialmente financiado por el CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestrado de Pl&#237;nio dos Santos Ramos por la <italic>Universidade Gama Filho</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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      <p>
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          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Claudio Gil S. Ara&#250;jo</p>
          <p> Rua Siqueira Campos, 93/101, Copacabana</p>
          <p> 22031-070, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
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          <p>
            <email xlink:href="cgaraujo@iis.com.br">cgaraujo@iis.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 15/09/09; revisado recibido el 29/10/09; aceptado el 07/12/09.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
