<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">NyLQBsSkG5V4Z7TN7Chcndx</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001100010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500110</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000077</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo Original</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Estilo de vida e sa&#250;de cardiovascular em adolescentes de escolas do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo</article-title>
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            <surname>Lancarotte</surname>
            <given-names>In&#234;s</given-names>
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            <given-names>Moacyr Roberto</given-names>
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          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>61</fpage>
      <lpage>69</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>14</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>19</day>
          <month>11</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>01</day>
          <month>12</month>
          <year>2008</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A doen&#231;a cardiovascular &#233; a principal causa de mortalidade no mundo. H&#225; evid&#234;ncias que demonstram a associa&#231;&#227;o dessa patologia com fatores de risco cardiovascular, relacionados ao estilo de vida, incorporados na fase da adolesc&#234;ncia. OBJETIVO: Identificar, em adolescentes, a preval&#234;ncia de sobrepeso e do estilo de vida associado a risco para o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares, al&#233;m dos fatores que os influenciam. M&#201;TODOS: Foi realizado um estudo observacional de dados individuais, transversal, com adolescentes matriculados em escolas p&#250;blicas e privadas do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, englobando as s&#233;ries de 5&#170; a 8&#170; do ensino fundamental; as informa&#231;&#245;es foram obtidas atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio an&#244;nimo e da realiza&#231;&#227;o de medidas de peso e altura. RESULTADOS: Foram analisados 2.125 adolescentes, com idade m&#233;dia de 12,9 anos. Do total estudado: de 14,4% a 32,1% n&#227;o praticaram esporte ou competi&#231;&#227;o; de 56,0% a 73,6% ficaram mais de duas horas &#224; frente de TV, videogame ou computador; aproximadamente 80% consumiram frutas e legumes de forma considerada inadequada; de 34,9% a 45,3% relataram consumo aumentado de sal; e de 60,9% a 74,4% consumo de refrigerantes. A preval&#234;ncia de sobrepeso variou de 18,7% a 41,6%. CONCLUS&#195;O: &#201; alta a preval&#234;ncia em adolescentes escolares de fatores de risco associados ao desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares no adulto. Outros estudos s&#227;o necess&#225;rios para compreender melhor como esses fatores de risco se correlacionam e, assim, possibilitar a implementa&#231;&#227;o de medidas preventivas, na fase da adolesc&#234;ncia, com vistas &#224; preven&#231;&#227;o das doen&#231;as cardiovasculares do adulto.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Adolescente</kwd>
        <kwd>estilo de vida</kwd>
        <kwd>sobrepeso</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>06</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>EPIDEMIOLOGIA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Estilo de vida e sa&#250;de cardiovascular em adolescentes de escolas do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>In&#234;s Lancarotte; Moacyr Roberto Nobre; Rachel Zanetta; Marcio Polydoro</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (INCOR) do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A doen&#231;a cardiovascular &#233; a principal causa de mortalidade no mundo. H&#225; evid&#234;ncias que demonstram a associa&#231;&#227;o dessa patologia com fatores de risco cardiovascular, relacionados ao estilo de vida, incorporados na fase da adolesc&#234;ncia. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Identificar, em adolescentes, a preval&#234;ncia de sobrepeso e do estilo de vida associado a risco para o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares, al&#233;m dos fatores que os influenciam. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foi realizado um estudo observacional de dados individuais, transversal, com adolescentes matriculados em escolas p&#250;blicas e privadas do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, englobando as s&#233;ries de 5&#170; a 8&#170; do ensino fundamental; as informa&#231;&#245;es foram obtidas atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio an&#244;nimo e da realiza&#231;&#227;o de medidas de peso e altura. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Foram analisados 2.125 adolescentes, com idade m&#233;dia de 12,9 anos. Do total estudado: de 14,4% a 32,1% n&#227;o praticaram esporte ou competi&#231;&#227;o; de 56,0% a 73,6% ficaram mais de duas horas &#224; frente de TV, videogame ou computador; aproximadamente 80% consumiram frutas e legumes de forma considerada inadequada; de 34,9% a 45,3% relataram consumo aumentado de sal; e de 60,9% a 74,4% consumo de refrigerantes. A preval&#234;ncia de sobrepeso variou de 18,7% a 41,6%. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> &#201; alta a preval&#234;ncia em adolescentes escolares de fatores de risco associados ao desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares no adulto. Outros estudos s&#227;o necess&#225;rios para compreender melhor como esses fatores de risco se correlacionam e, assim, possibilitar a implementa&#231;&#227;o de medidas preventivas, na fase da adolesc&#234;ncia, com vistas &#224; preven&#231;&#227;o das doen&#231;as cardiovasculares do adulto.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Adolescente, estilo de vida, sobrepeso, fatores de risco.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No Brasil, as doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC) representaram a principal causa de mortalidade do ano de 2004 e, no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, foram a causa mais frequente de &#243;bitos no per&#237;odo 2001-2004. Dados epidemiol&#243;gicos tamb&#233;m revelam que a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (DIC) e a doen&#231;a cerebrovascular (DCV), ambas decorrentes do processo de aterosclerose, s&#227;o as principais causas desse grupo de patologia<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>O estudo de Framingham e trabalhos posteriores, inclusive brasileiros, demonstram que existe associa&#231;&#227;o entre o processo de aterosclerose e a exposi&#231;&#227;o a fatores de risco, tanto os biol&#243;gicos e comportamentais, quanto outros, como educa&#231;&#227;o, renda, ocupa&#231;&#227;o, condi&#231;&#227;o de emprego/desemprego, fatores psicossociais, etnia e urbaniza&#231;&#227;o<sup>3,4</sup>. &#201; reconhecido na literatura que: a DIC &#233; uma doen&#231;a de etiologia multifatorial; o processo de aterosclerose se inicia nos primeiros anos de vida; existe um tempo de lat&#234;ncia entre a exposi&#231;&#227;o aos fatores de risco e a manifesta&#231;&#227;o clinica da DIC<sup>5</sup>; ocorre agrega&#231;&#227;o de fatores de risco; e h&#225; um alto grau de persist&#234;ncia na idade adulta dos fatores de risco presentes na inf&#226;ncia e/ou adolesc&#234;ncia<sup>6,7</sup>. A heran&#231;a gen&#233;tica<sup>8</sup>, as dietas n&#227;o balanceadas, ricas em gorduras trans e saturadas e carboidratos refinados, mas pobres em frutas e legumes e com substancial quantidade de sal<sup>9</sup>, a inatividade f&#237;sica<sup>10</sup>, entre outros, s&#227;o fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento das doen&#231;as cardiovasculares. Evid&#234;ncias demonstram os benef&#237;cios do reconhecimento precoce de fatores de risco cardiovascular com a finalidade de preven&#231;&#227;o de doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>O objetivo deste estudo foi identificar os riscos associados ao desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares em adolescentes matriculados nas s&#233;ries de 5&#170; a 8&#170; do ensino fundamental da rede p&#250;blica e privada de duas regi&#245;es de ensino do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, al&#233;m dos fatores que o influenciam.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este &#233; um estudo observacional de dados individuais do tipo transversal, realizado com adolescentes matriculados em escolas p&#250;blicas e privadas das regi&#245;es de ensino Centro e Centro-Oeste do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, nas s&#233;ries de 5&#170; a 8&#170; do ensino fundamental, nos anos 1999, 2000 e 2001. A amostra foi retirada do arquivo da Secretaria de Estado da Educa&#231;&#227;o do Governo do Estado de S&#227;o Paulo<sup>11</sup>; a sele&#231;&#227;o deu-se atrav&#233;s de sorteio de salas de aula pelo programa estat&#237;stico EPI-INFO, vers&#227;o 6.04, op&#231;&#227;o EPITABLE CALCULATOR e os comandos SAMPLE / RANDOM NUMBER LIST; a op&#231;&#227;o pelo sorteio de salas de aula se justificou pela necessidade de se obter a maior representatividade poss&#237;vel do universo de alunos dessas regi&#245;es de ensino. A sele&#231;&#227;o da amostra n&#227;o se deu por sorteio de escolas em fun&#231;&#227;o das diferen&#231;as de tamanho entre elas, o que dificultaria a representa&#231;&#227;o ponderada das unidades escolares. Tamb&#233;m n&#227;o se deu por sorteio a escolha dos alunos por n&#227;o haver uma identifica&#231;&#227;o padronizada para esse conjunto.</p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="aop07010f1">Figura 1</xref> apresenta a caracteriza&#231;&#227;o da amostra - o n&#250;mero de salas de aula dessas regionais representa 25% de todas as salas de aula do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, e estas regionais apresentam um n&#250;mero equivalente de institui&#231;&#245;es p&#250;blicas e privadas. Os crit&#233;rios de inclus&#227;o foram a concord&#226;ncia das escolas sorteadas em participar do projeto e a dos adolescentes em serem volunt&#225;rios. Os centros envolvidos foram: o Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (INCOR) e a Secretaria de Estado da Educa&#231;&#227;o do Governo do Estado de S&#227;o Paulo, atrav&#233;s das escolas das regi&#245;es de ensino acima citadas.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop07010f1">
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    </p>
    <p>As informa&#231;&#245;es foram obtidas atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio an&#244;nimo<sup>12</sup>, pr&#233;-codificado, com quest&#245;es fechadas e divididas em seis blocos: dados sociodemogr&#225;ficos, hist&#243;ria familiar (em rela&#231;&#227;o ao pai e m&#227;e) de infarto do mioc&#225;rdio, hipertens&#227;o arterial e/ou diabetes mellitus, atividade f&#237;sica, h&#225;bitos alimentares, uso de bebidas alco&#243;licas e uso de cigarro. Esse question&#225;rio foi submetido a um pr&#233;-teste, com vistas &#224; compreens&#227;o do vocabul&#225;rio e &#224; clareza dos significados. O question&#225;rio inicial foi reformulado, ap&#243;s an&#225;lise das quest&#245;es que apresentaram entre 7% e 10% de respostas em branco, para readequa&#231;&#227;o da linguagem, fechamento de algumas quest&#245;es e corre&#231;&#227;o de erros de inconsist&#234;ncia e ambiguidade. A aplica&#231;&#227;o dos question&#225;rios e a realiza&#231;&#227;o das medidas de peso e altura foram feitas por 29 estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, matriculados na disciplina "Pr&#225;ticas de Educa&#231;&#227;o em Sa&#250;de e Epidemiologia Cardiovascular" (MCP0365), que foram treinados para conduzir a aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio (de forma a responder eventuais d&#250;vidas dos escolares com o cuidado de n&#227;o induzir respostas e recomendar que deixassem em branco as quest&#245;es que n&#227;o soubessem responder) e realizar as medidas de peso e altura, de acordo com instrumentos e procedimentos recomendados para estudos de campo (balan&#231;a antropom&#233;trica eletr&#244;nica digital, com roupa, sem agasalho e sem sapato).</p>
    <p>
      <bold>As vari&#225;veis e as suas categorias</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Cor</bold>
    </p>
    <p>Dado obtido de forma autorreferida, como preconizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE)<sup>13</sup>, incluindo as seguintes op&#231;&#245;es: Amarela, Branca, Ind&#237;gena, Parda e Preta.</p>
    <p>
      <bold>Condi&#231;&#245;es de moradia</bold>
    </p>
    <p>Avaliada atrav&#233;s da densidade de pessoas por dormit&#243;rio (DPD): densidade menor: DPD &lt; 1; densidade regular: DPD de 1 a 1,9; densidade maior: DPD &gt; 2.</p>
    <p>
      <bold>Hist&#243;ria</bold>
    </p>
    <p>Hist&#243;rico de antecedente familiar (HAF) de infarto do mioc&#225;rdio, hipertens&#227;o arterial e/ou diabetes mellitus em rela&#231;&#227;o ao pai e m&#227;e biol&#243;gicos: op&#231;&#245;es Sim e N&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>H&#225;bitos alimentares</bold>
    </p>
    <p>Avaliados atrav&#233;s da frequ&#234;ncia, no dia anterior, do consumo de alimentos agrupados de acordo com a sua composi&#231;&#227;o principal. Foram escolhidos tr&#234;s marcadores e os pontos de corte foram adaptados<sup>14</sup>: Consumo de frutas e legumes: Por&#231;&#245;es &lt; 6 e <underline>&gt;</underline> 6; Consumo de sal, medido atrav&#233;s de um escore de 0 a 15 constru&#237;do pela agrega&#231;&#227;o de respostas relativas &#224; ingest&#227;o de salgadinhos, enlatados e adi&#231;&#227;o de sal &#224; comida, onde Baixo equivale a uma pontua&#231;&#227;o &lt; 5, M&#233;dio a uma pontua&#231;&#227;o entre 5 e 10, e Alto a uma pontua&#231;&#227;o &gt; 10; e Consumo de a&#231;&#250;car: uso de refrigerantes, op&#231;&#245;es Sim e N&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Atividade f&#237;sica</bold>
    </p>
    <p>Avaliada atrav&#233;s da frequ&#234;ncia de pr&#225;ticas de atividades f&#237;sicas costumeiras que implicam em disp&#234;ndio de energia. As dificuldades metodol&#243;gicas e a falta de padroniza&#231;&#227;o de instrumentos de medida dessa vari&#225;vel em estudos epidemiol&#243;gicos justificaram a escolha para an&#225;lise das respostas que se apresentaram consistentes: Pr&#225;tica de esporte e/ou competi&#231;&#227;o: op&#231;&#245;es Sim e N&#227;o; Tempo despendido &#224; frente de televis&#227;o, jogos eletr&#244;nicos ou computador: op&#231;&#245;es &lt; 2 horas e &gt; 2 horas.</p>
    <p>A an&#225;lise das vari&#225;veis "uso de bebidas alco&#243;licas" e "uso de cigarro" foi objeto de publica&#231;&#227;o anterior<sup>15</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Antropometria</bold>
    </p>
    <p>Foi calculado o &#237;ndice de massa corp&#243;rea (IMC) e o ponto de corte para excesso de peso foi o percentil 85<sup>16</sup>.</p>
    <p>Foram calculadas as preval&#234;ncias e os respectivos intervalos de confian&#231;a das categorias das vari&#225;veis selecionadas consideradas de risco que contribuem para o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares<sup>17</sup>.</p>
    <p>Este estudo foi aprovado pela Comiss&#227;o de &#201;tica para An&#225;lise de Projetos de Pesquisa, do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, sob o n&#186; 277/01. Os pais ou respons&#225;veis pelos adolescentes assinaram o "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido", concordando com a participa&#231;&#227;o dos jovens neste trabalho.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A amostra estudada incluiu 2.125 adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, com m&#233;dia de 12,9 +/- 1,3 e mediana de 13, sendo composta por 50,5% de meninas.</p>
    <p>As <xref ref-type="table" rid="aop07010t1">Tabelas 1</xref> e <xref ref-type="fn" rid="aop07010t4">4</xref> apresentam as caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e do hist&#243;rico de antecedente familiar (HAF) de infarto do mioc&#225;rdio, diabetes mellitus e hipertens&#227;o arterial. Observa-se que a maior porcentagem dos adolescentes se definiu como branco e que esse subgrupo &#233; o que tem maior representa&#231;&#227;o na escola privada; chama a aten&#231;&#227;o a redu&#231;&#227;o da porcentagem dos adolescentes que se definiu como pardo e preto com o avan&#231;o das s&#233;ries; nota-se ainda que a maior porcentagem dos adolescentes matriculados nas escolas privadas pertence aos subgrupos de menor e regular densidade de pessoas por dormit&#243;rio e que os subgrupos pardo e preto representam as maiores porcentagens do subgrupo de maior densidade de pessoas por dormit&#243;rio. A presen&#231;a de HAF variou de 32,2% a 52,3% - destacam-se as porcentagens dos subgrupos das meninas das escolas p&#250;blicas e dos alunos de s&#233;ries mais elevadas.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop07010t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fn id="aop07010t4">
        <p>
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-e01.jpg"/></p>
      </fn>
    </p>
    <p>As <xref ref-type="table" rid="aop07010t2">Tabelas 2</xref> e <xref ref-type="fn" rid="aop07010t4">4</xref> apresentam as caracter&#237;sticas relativas ao estilo de vida. A aus&#234;ncia de pr&#225;tica de esportes e competi&#231;&#227;o variou de 14,4% a 32,1% e foi maior nos subgrupos das meninas e da escola p&#250;blica; chama a aten&#231;&#227;o que de 56,0% a 70,5% dos adolescentes ficaram mais de duas horas &#224; frente de TV, videogame ou computador, que aproximadamente 80% dos adolescentes consumiram frutas e legumes de forma considerada inadequada e que o consumo aumentado de sal variou de 34,9% a 45,3%, enquanto o consumo de refrigerantes variou de 60,9% a 74,4%.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop07010t2">
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    </p>
    <p>As <xref ref-type="table" rid="aop07010t3">Tabelas 3</xref> e <xref ref-type="fn" rid="aop07010t4">4</xref> apresentam os valores do IMC igual ou maior que o percentil 85. As maiores porcentagens foram encontradas nos meninos das escolas privadas e no subgrupo ind&#237;gena; chama a aten&#231;&#227;o a tend&#234;ncia de redu&#231;&#227;o desses valores com o avan&#231;ar das s&#233;ries, que nos meninos foi mais acentuada na 8&#170; s&#233;rie.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop07010t3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este trabalho &#233; a fase descritiva de um estudo transversal observacional de dados individuais. Esse tipo de estudo tem como limite a temporalidade, pois avalia simultaneamente a exposi&#231;&#227;o e o efeito. No entanto, tem um bom poder descritivo e um custo operacional de f&#225;cil absor&#231;&#227;o, al&#233;m de ser de simples execu&#231;&#227;o e apropriado para gerar hip&#243;teses que podem ser testadas em estudos anal&#237;ticos com maior for&#231;a de evid&#234;ncia; outros limites do trabalho s&#227;o a utiliza&#231;&#227;o de question&#225;rios para a coleta de dados, o que envolve a precis&#227;o da medida, e a amostra, constitu&#237;da por adolescentes escolares de duas regi&#245;es de ensino do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>A distribui&#231;&#227;o por sexo foi muito pr&#243;xima das distribui&#231;&#245;es existentes para a mesma faixa et&#225;ria da popula&#231;&#227;o do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo para os anos 1999, 2000 e 2001<sup>18</sup>.</p>
    <p>A distribui&#231;&#227;o da cor apresentou diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o aos dados do censo do IBGE para a popula&#231;&#227;o residente no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo no ano 2000<sup>19</sup>. Chama a aten&#231;&#227;o que esse conjunto se definiu menos como pardo e mais como amarelo, preto e ind&#237;gena. Algumas hip&#243;teses explicativas podem ser a diferen&#231;a entre as amostras e/ou uma maior consci&#234;ncia da pertin&#234;ncia a um grupo em fun&#231;&#227;o de movimentos sociais que nos &#250;ltimos anos se organizaram com a finalidade de afirmar identidades e defender direitos.</p>
    <p>Os resultados deste estudo relativos &#224; heran&#231;a gen&#233;tica sugerem as seguintes possibilidades: das meninas serem mais observadoras e/ou mais envolvidas na din&#226;mica familiar em rela&#231;&#227;o aos meninos; do subgrupo da 8&#170; s&#233;rie deter maior quantidade de informa&#231;&#227;o ou dos pais desses adolescentes apresentarem, supostamente, idade mais avan&#231;ada, onde a preval&#234;ncia das doen&#231;as pesquisadas &#233; maior; e dos pais dos adolescentes das escolas p&#250;blicas estarem mais sujeitos &#224;s doen&#231;as pesquisadas e/ou adoecerem mais por terem dificuldade de acesso a servi&#231;os de sa&#250;de. Os resultados deste trabalho s&#227;o superiores aos de um estudo realizado no Brasil com 1.501 escolares de 6 a 16 anos que revela 27,9% de hist&#243;ria familiar positiva para doen&#231;as cardiovasculares<sup>20</sup>. As discrep&#226;ncias podem ser explicadas pelas diferen&#231;as metodol&#243;gicas e/ou pela variabilidade existente na preval&#234;ncia das DIC nos pa&#237;ses em desenvolvimento, que s&#227;o atribu&#237;das aos diferentes graus de exposi&#231;&#227;o aos diversos fatores de risco, entre os quais etnia, baixa condi&#231;&#227;o sociecon&#244;mica e urbaniza&#231;&#227;o<sup>21</sup>.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o aos h&#225;bitos alimentares, uma parcela expressiva dos adolescentes desta amostra apresentou um padr&#227;o alimentar inadequado. Os resultados obtidos s&#227;o concordantes com os de outros trabalhos, mesmo com os limites para compara&#231;&#245;es decorrentes das diferen&#231;as metodol&#243;gicas. No Brasil, um inqu&#233;rito epidemiol&#243;gico com 1.450 estudantes mostra um consumo "muito inadequado" de frutas, vegetais e fibras, e um consumo de salgadinhos e refrigerantes quase todos os dias em 64,8%, 25,9% e 32,9% da amostra, respectivamente<sup>22</sup>. Estudos realizados com base nos dados da Pesquisa de Or&#231;amento Familiar do IBGE estimam que a disponibilidade domiciliar de frutas e legumes &#233; respons&#225;vel por 4,6% do total de calorias<sup>23</sup>, o que est&#225; abaixo da recomenda&#231;&#227;o das diretrizes do Guia Alimentar para a Popula&#231;&#227;o Brasileira de um consumo m&#237;nimo de frutas e legumes que corresponda de 9% a 12% de uma dieta de 2.000 kcal/dia<sup>24</sup>; foram identificadas ainda tend&#234;ncias de redu&#231;&#227;o do consumo de frutas e verduras, do aumento do consumo de alimentos com alto conte&#250;do de sal e de um aumento da disponibilidade de refrigerante em domic&#237;lios de &#225;reas metropolitanas em dois per&#237;odos consecutivos<sup>25</sup>. Nos Estados Unidos, 20,1% dos adolescentes consomem frutas e verduras em quantidade maior ou igual a cinco vezes por dia<sup>26</sup>, e a preval&#234;ncia do consumo de refrigerantes entre crian&#231;as e adolescentes de 6 a 17 anos passou de 37% para 56% em um per&#237;odo de 20 anos<sup>27</sup>. &#201; poss&#237;vel que situa&#231;&#245;es decorrentes das din&#226;micas familiares e do c&#237;rculo de amigos, do aporte crescente de alimentos industrializados, dos pre&#231;os mais acess&#237;veis e dos apelos mercadol&#243;gicos (atrav&#233;s de m&#250;ltiplas estrat&#233;gias) sejam determinantes importantes desse comportamento alimentar.</p>
    <p>Estudos epidemiol&#243;gicos que analisam a preval&#234;ncia de sedentarismo em crian&#231;as e adolescentes exibem grande variabilidade entre seus resultados, o que pode ser atribu&#237;do aos instrumentos utilizados, que t&#234;m suas pr&#243;prias limita&#231;&#245;es<sup>28</sup>, e &#224;s formas distintas de categorizar essa vari&#225;vel al&#233;m das diferen&#231;as amostrais. A pr&#225;tica de esportes ou competi&#231;&#245;es representa tempo gasto com atividades f&#237;sicas fora dos ambientes dom&#233;stico e escolar (em atividades de lazer) e &#233; altamente preditiva de atividade f&#237;sica em crian&#231;as<sup>29</sup>. Neste trabalho, a aus&#234;ncia dessa pr&#225;tica variou de 14,4% a 32,1%. Estudos brasileiros de bases populacionais revelam preval&#234;ncia de sedentarismo em adolescentes de 10 a 12 anos - de 49% entre os meninos e de 67% entre as meninas<sup>30</sup>; em adolescentes entre 15 e 18 anos - de 22,2% a 57,7%<sup>31</sup>; e em adolescentes de 7 a 14 anos - de 11,6% e 37,8% quanto &#224;s atividades f&#237;sicas escolares e de lazer, respectivamente<sup>32</sup>. Nos Estados Unidos, a aus&#234;ncia de atividade f&#237;sica moderada ou vigorosa em jovens varia de 4,2% a 23,5%<sup>26</sup>. Outra forma utilizada para avaliar o sedentarismo neste trabalho foi o tempo gasto &#224; frente de TV, videogame ou computador - mais de 60% destes escolares estiveram nessa atividade por mais de duas horas. Estudos que analisam a m&#233;dia di&#225;ria de tempo &#224; frente de televis&#227;o de crian&#231;as brasileiras mostram valores que variam de 3 horas e 31 minutos a 4 horas e 51 minutos - as crian&#231;as brasileiras ficam mais tempo diante da televis&#227;o do que convivendo com sua fam&#237;lia ou na escola. &#201; importante ressaltar que, aliado a fatores relacionados &#224;s din&#226;micas familiares e sociais, existe um estreito v&#237;nculo entre o tempo que uma crian&#231;a fica &#224; frente de uma TV e a aquisi&#231;&#227;o de h&#225;bitos n&#227;o saud&#225;veis como o consumo de alimentos de alto valor cal&#243;rico e conte&#250;do de sal<sup>30,33</sup>. Mesmo sem discriminar o tempo despendido &#224; frente da TV do tempo &#224; frente do videogame e do computador e ao considerar que os televisores est&#227;o presentes na maioria dos lares brasileiros<sup>33</sup>, os resultados deste e de outros trabalhos remetem &#224; rela&#231;&#227;o entre essa vari&#225;vel e outras relacionadas ao estilo de vida ou, de outra forma, &#224; influ&#234;ncia exercida pela TV sobre os comportamentos ou estilos de vida, particularmente daqueles associados a risco de desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares em crian&#231;as e adolescentes. Os dados referidos s&#227;o consistentes com tend&#234;ncias de decl&#237;nio de atividade f&#237;sica e de aumento de comportamentos sedent&#225;rios a partir de idades entre 11 e 12 anos, relacionados a sexo, etnia e n&#237;veis sociecon&#244;micos, reveladas em estudo longitudinal de cinco anos com 5.863 estudantes brit&#226;nicos<sup>34</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de sobrepeso e obesidade neste estudo variou de 18,7% a 41,6% entre os subgrupos; valores superiores aos encontrados em um estudo transversal realizado em 2001/2002 com de 3.169 escolares de 7 a 14 anos, que mostra preval&#234;ncia de 15,9%<sup>32</sup>, mas consistentes com o trabalho que mostra as tend&#234;ncias de aumento de sobrepeso nos Estados Unidos, na China e no Brasil em dois per&#237;odos consecutivos. Esse estudo, que utiliza dados de amostras representativas nacionais e como defini&#231;&#227;o de sobrepeso a refer&#234;ncia da <italic>International Obesity Task Force</italic>, revela uma preval&#234;ncia de sobrepeso no Brasil de 13,9% &#177; 0,66 no conjunto e de 18,4% &#177; 1,06 na regi&#227;o urbana, no ano de 1997, al&#233;m de um aumento anual na preval&#234;ncia para o per&#237;odo estudado de 0,46% &#177; 0,03 para o conjunto e de 0,63% &#177; 0,05 para a regi&#227;o urbana<sup>35</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O foco deste trabalho &#233; o adolescente das s&#233;ries de 5&#170; a 8&#170; do ensino fundamental, j&#225; que a adolesc&#234;ncia &#233; uma fase do desenvolvimento caracterizada por altera&#231;&#245;es biol&#243;gicas, psicol&#243;gicas e sociais. Nessa fase, comportamentos e papeis de adultos, que na fase da pr&#233;-adolesc&#234;ncia eram imitados, passam a ser praticados. &#201; um momento de experimenta&#231;&#227;o de comportamentos, marcado por uma crescente autonomia em rela&#231;&#227;o aos pais e uma crescente confian&#231;a nos pares, que de outra forma direcionam e validam as novas maneiras de ser e de aparecer. O conjunto das s&#233;ries escolares selecionadas abrange um ciclo completo de ensino.</p>
    <p>Os autores observaram uma amostra de adolescentes escolares de duas regi&#245;es de ensino da cidade de S&#227;o Paulo quanto &#224; presen&#231;a de fatores de risco para o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares no adulto. Novos estudos s&#227;o necess&#225;rios para aprofundar o conhecimento das rela&#231;&#245;es de associa&#231;&#227;o entre as diferentes vari&#225;veis relacionadas ao risco para o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares, com o objetivo de contribuir para o adequado encaminhamento de interven&#231;&#245;es que tenham por foco a preven&#231;&#227;o das doen&#231;as cardiovasculares do adulto na fase da adolesc&#234;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>&#192;s escolas: E.E. Profa. Maria Ribeiro Guimar&#227;es Bueno; Col&#233;gio Albert Sabin; Col&#233;gio Costa Zavagli; Col&#233;gio M&#225;rio de Andrade; E.E. Olavo Pezzotti; Col&#233;gio Santo Estevam de S&#227;o Paulo; Renovo Centro de Educa&#231;&#227;o; E.M.E.F. Bernardo O'Higgins; E.E. Romeu de Moraes; Col&#233;gio Stella Maris; Col&#233;gio Batista Brasileiro; Col&#233;gio Santa Cruz; Col&#233;gio S&#227;o Jos&#233;; E.E. Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo; E.E. Canuto do Val, Escola Pacaembu; M&#243;bile Escola Pr&#225;tica de Estudos Elementares; Col&#233;gio EMEC; E.E. Tarc&#237;sio Alvares Lobo; Col&#233;gio Joana D'arc; EMEF Duque de Caxias; Escola Vera Cruz; Novo Angulo Novo Esquema Col&#233;gio; E.E. Prof. Luiz Gonzaga Righini; E.E. Prof. Romulo Pero; Col&#233;gio Maria Imaculada; E.E. Dr. Edmundo de Carvalho; E.E. Dr. Reinaldo Ribeiro da Silva; E.E.P.S.G. Caetano de Campos; E.E.P.S.G. Miss Browne; E.E. Mauro de Oliveira; E.E. Rodrigues Alves; E.E. Ten. Jos&#233; Maria Pinto Duarte; Col&#233;gio Albert Sabin; Col&#233;gio Graphein; E.E. Prof. Oswaldo Walder; E.E. Carlos Maximiliano Pereira dos Santos; Escola Paren e Regina Bazarian; Col&#233;gio M&#233;ritum; e E.E.P.S.G Fern&#227;o Dias Paes.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> In&#234;s Lancarotte </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 </p>
        <p> Bloco II - 1&#186; Subsolo - Sala 17 </p>
        <p> 05403-900 - Cerqueira C&#233;sar - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="dclinez@incor.usp.br">dclinez@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/12/08; revisado recebido em 19/11/09; aceito em 14/12/09.</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia e fatores associados ao sedentarismo em adolescentes de &#225;rea urbana</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica</source>
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          <article-title>Determinantes de risco para doen&#231;as cardiovasculares em escolares</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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          <source>Jornadas Cient&#237;ficas do NISAN 2004/2005</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Trends in physical activity and sedentary behaviour in adolescence: ethnic and socioeconomic differences</article-title>
          <source>Br J Sports Med</source>
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          <article-title>Trends of obesity and underweight in older children and adolescents in the United States, Brazil, China and Russia</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Lifestyle and cardiovascular health in school adolescents from S&#227;o Paulo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Cardiovascular disease is the leading cause of mortality worldwide. There is evidence demonstrating the association of this disease with cardiovascular risk factors related to lifestyle, incorporated in adolescence. OBJECTIVE: To identify, in adolescents, the prevalence of overweight and lifestyle factors associated with risk for developing cardiovascular diseases, and the factors that influence them. METHODS: It was conducted an observational study of individual cross-sectional data with adolescents enrolled in public and private schools in S&#227;o Paulo, covering grades 5 to 8 of elementary school. The information was obtained through the application of an anonymous questionnaire and weight and height measurements. RESULTS: 2,125 adolescents with mean age of 12.9 years were studied. From the total sample: 14.4% to 32.1% did not practice sports or competitions; 56.0% to 73.6% remained more than two hours watching TV, playing video game or working on the computer; approximately 80% consumed fruits and vegetables improperly; 34.9% to 45.3% reported high salt consumption; and 60.9% to 74.4% reported consumption of soft drinks. Prevalence of overweight ranged from 18.7% to 41.6%. CONCLUSION: In school adolescents, this study found high prevalence of risk factors associated with the development of cardiovascular disease in adults. Further studies are required to better understand how these risk factors are related and thus enable the implementation of preventive measures in adolescence in order to prevent cardiovascular disease in adults.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Adolescent</kwd>
        <kwd>life style</kwd>
        <kwd>overweight</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Lifestyle and cardiovascular health in school adolescents from S&#227;o Paulo</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>In&#234;s Lancarotte; Moacyr Roberto Nobre; Rachel Zanetta; Marcio Polydoro</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (INCOR) do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Cardiovascular disease is the leading cause of mortality worldwide. There is evidence demonstrating the association of this disease with cardiovascular risk factors related to lifestyle, incorporated in adolescence.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To identify, in adolescents, the prevalence of overweight and lifestyle factors associated with risk for developing cardiovascular diseases, and the factors that influence them.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> It was conducted an observational study of individual cross-sectional data with adolescents enrolled in public and private schools in S&#227;o Paulo, covering grades 5 to 8 of elementary school. The information was obtained through the application of an anonymous questionnaire and weight and height measurements.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> 2,125 adolescents with mean age of 12.9 years were studied. From the total sample: 14.4% to 32.1% did not practice sports or competitions; 56.0% to 73.6% remained more than two hours watching TV, playing video game or working on the computer; approximately 80% consumed fruits and vegetables improperly; 34.9% to 45.3% reported high salt consumption; and 60.9% to 74.4% reported consumption of soft drinks. Prevalence of overweight ranged from 18.7% to 41.6%.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> In school adolescents, this study found high prevalence of risk factors associated with the development of cardiovascular disease in adults. Further studies are required to better understand how these risk factors are related and thus enable the implementation of preventive measures in adolescence in order to prevent cardiovascular disease in adults.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Adolescent; life style; overweight; risk factors.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In Brazil, cardiovascular diseases (CHD) were the main cause of mortality in 2004. In S&#227;o Paulo, they were the most frequent cause of deaths from 2001 to 2004. Epidemiological data also show that ischemic heart disease (IHD) and cerebrovascular disease (CVD), both arising from the process of atherosclerosis, are the main causes of this group of pathology<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>The Framingham heart study and subsequent works, including Brazilian studies, reveal that there is an association between atherosclerosis and exposure to risk factors, both biological and behavioral factors, and others such as education, income, occupation, condition of employment/unemployment, psychosocial factors, ethnicity and urbanization<sup>3,4</sup>. It is recognized in literature that: IHD is a multifactor disease; the process of atherosclerosis begins early in life; there is a lag time between exposure to risk factors and clinical manifestations of IHD<sup>5</sup>; risk factors combine together; and there is a high degree of persistence in adulthood of risk factors present in childhood and/or adolescence<sup>6,7</sup>. Genetic inheritance<sup>8</sup>, unbalanced diets rich in saturated and trans fats and refined carbohydrates, poor in fruits and vegetables and with substantial amounts of salt<sup>9</sup>, physical inactivity<sup>10</sup>, among others, are risk factors that contribute to the development of cardiovascular diseases. Evidence has revealed the benefits of early recognition of cardiovascular risk factors with the aim of preventing cardiovascular diseases.</p>
      <p>The purpose of this study was to identify the risks associated with the development of cardiovascular disease in adolescents enrolled in grades 5 to 8 of elementary school in public and private schools from two districts in the city of S&#227;o Paulo, and the factors that influence them.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a cross sectional observational study of individual data performed with adolescents enrolled in public and private schools from Central and Midwest regions of S&#227;o Paulo in grades 5 to 8 of elementary school in the years 1999, 2000 and 2001. The sample was taken from the archive of the Department of Education of the State of S&#227;o Paulo<sup>11</sup>; the selection was made by drawing lots of classrooms using the statistical program EPI-INFO, version 6.04, option EPITABLE CALCULATOR and the commands SAMPLE/RANDOM NUMBER LIST; the option for drawing lots of classrooms was justified by the need to obtain a broader universe of students from these areas. The sample was not drawn by lots of schools due to the size differences between them, which would hamper the weighted representation of school units. Students were not drawn by lots because there was no standard identification for that set.</p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref> presents the characteristics of the sample - the number of classrooms in these region accounts for 25% of all classrooms in the city of S&#227;o Paulo and the regions have an equal number of public and private institutions. The inclusion criteria were the agreement of the selected schools to participate in the project and that of the adolescents to be volunteers. The centers involved were: the Heart Institute (INCOR) from <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</italic> and the Department of Education of the State of S&#227;o Paulo, through schools from the school districts mentioned above.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>The information was obtained through a pre-coded anonymous questionnaire<sup>12</sup>, with Y/N questions divided into six sections: demographic data, family history (parents) of myocardial infarction, hypertension and/or diabetes mellitus, physical activity, dietary habits, use of alcohol and tobacco. This questionnaire was submitted to a pre-test in order to verify the understanding of the vocabulary and the clarity of the meanings. The initial questionnaire was redrafted after a review of the issues accounting for 7% to 10% of missing data, in order to revise the language, enter some questions and correct inconsistencies and ambiguities. The request for answering the questionnaires and the measurements of height and weight were made by 29 students from the <italic>Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</italic> enrolled in the course "Practice of Health Education and Cardiovascular Epidemiology" (MCP0365), who were trained to conduct the questionnaire (in order to answer any questions from students without inducing answers and recommend them not to answer the questions they did not know) and perform the weight and height measurements according to instruments and procedures recommended for field studies (digital electronic anthropometric scale, with clothes, without coats and shoes).</p>
      <p>
        <bold>The variables and their categories</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Color</bold>
      </p>
      <p>Self-reported data, as recommended by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE)<sup>13</sup>, including the following: Yellow, White, Indigenous, Brown and Black.</p>
      <p>
        <bold>Housing conditions</bold>
      </p>
      <p>Measured by the number of people per bedroom (PPB): lower density: PPB &lt; 1; regular density: PPB from 1 to 1.9; higher density: PPB &gt; 2.</p>
      <p>
        <bold>History</bold>
      </p>
      <p>Family history (FH) of myocardial infarction, hypertension and/or diabetes mellitus considering biological parents: Yes and No options.</p>
      <p>
        <bold>Eating habits</bold>
      </p>
      <p>Assessed by the frequency, on the previous day, of the consumption of food divided according to their main composition. Three markers were chosen and the cutoffs were adjusted<sup>14</sup>: Consumption of fruits and vegetables: servings &lt; 6 and <underline>&gt;</underline> 6; Salt consumption, measured by a 0-15 score built by the answers concerning the intake of snacks, canned food and adding salt to food, where Low corresponds to a &lt; 5 score, Medium to a score between 5 and 10, and High to a score &gt; 10; and Sugar consumption: soft drinks, Yes and No options.</p>
      <p>
        <bold>Physical activity</bold>
      </p>
      <p>Measured by the frequency of practice of routine physical activities involving energy expenditure. Methodological difficulties and lack of standardized instruments for measuring this variable in epidemiological studies justified the choice for analyzing consistent responses: Practice of sports and/or competition: Yes and No options; Time spent watching TV, playing video games and entertaining or working on the computer: &lt; 2 hours and &gt; 2 hours options.</p>
      <p>The analysis of the variables "intake of alcohol" and "tobacco" was the subject of a previous publication<sup>15</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Anthropometry</bold>
      </p>
      <p>The body mass index (BMI) was calculated and the cutoff point for overweight was the percentile 85<sup>16</sup>.</p>
      <p>Prevalence rates and confidence intervals of the categories of the variables considered as risk factors to the development of cardiovascular diseases were calculated<sup>17</sup>.</p>
      <p>This study was approved by the Ethics Committee for Analysis of Research Projects from <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</italic>, under No. 277/01. Parents or adolescents' guardians signed an "Informed Consent" authorizing the adolescents to engage in this work.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The sample included 2,125 adolescents aged between 10 and 19 with mean of 12.9 +/- 1.3 and median of 13, consisting of 50.5% of girls.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_aop07010t1-body2">Tables 1</xref> and <xref ref-type="fn" rid="en_aop07010t4-body2">4</xref> show the demographic characteristics and the family history (FH) of myocardial infarction, diabetes mellitus and/or hypertension. The highest percentage of adolescents reported themselves as white and this subgroup had the greatest representation in private schools. Note that the highest the school grade was, the lowest was the percentage of adolescents that reported themselves as brown and black; note also that the highest percentage of adolescents enrolled in private schools belonged to subgroups with smaller and regular number of persons per bedroom, and that brown and black subgroups represented the highest percentage of the subgroup with the highest number of persons per bedroom. The presence of FH varied from 32.2% to 52.3% - mainly in the subgroups of female from public schools and students from higher grades.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop07010t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fn id="en_aop07010t4-body2">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-e01-en.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_aop07010t2-body2">Tables 2</xref> and <xref ref-type="fn" rid="en_aop07010t4-body2">4</xref> show the characteristics related to lifestyle. Absence of practice of sports and competitions ranged from 14.4% to 32.1% and was higher in female subgroups and public schools; worthy of note is the fact that 56.0% to 70.5% of adolescents remained more than two hours watching TV, playing video game and entertaining or working on the computer; about 80% of adolescents consumed fruits and vegetables improperly, and increased salt consumption ranged from 34.9% to 45.3%, while consumption of soft drinks ranged from 60.9% to 74.4%.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop07010t2-body2">
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      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_aop07010t3-body2">Tables 3</xref> and <xref ref-type="fn" rid="en_aop07010t4-body2">4</xref> present BMI values equal to or greater than the percentile 85. The highest percentages were found in boys from private schools and in the indigenous subgroup; these values follow a downward trend with the progression of grades; such trend was more conspicuous in boys from grade 8.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop07010t3-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This work is the descriptive phase of a cross-sectional observational study of individual data. This type of study is limited by temporality, because it assess at the same time both exposure and effect. However, it has a good descriptive power and an operating cost easily absorbed, and it is simple to implement and suitable for generating hypotheses that can be tested in analytical studies with greater evidence strength; other limits of the work are the use of questionnaires for data collection, which involves measurement accuracy, and the sample, composed of school adolescents from two school districts in the city of S&#227;o Paulo.</p>
      <p>The sex distribution was very close to existing distributions for the same age group in S&#227;o Paulo for the years 1999, 2000 and 2001<sup>18</sup>.</p>
      <p>The distribution of color was different compared to IBGE census data for the population living in S&#227;o Paulo in 2000<sup>19</sup>. Note that these adolescents reported themselves more as yellow, black and indigenous than brown. Some explanations can be the difference between the samples and/or a greater awareness of belonging to a group due to social movements organized in recent years with the purpose of asserting identities and protecting rights.</p>
      <p>The findings from this study concerning genetic inheritance suggest the following possibilities: girls are more observers and/or more involved in family dynamics comparing to boys; the subgroup from grade 8 hold a greater amount of information or the parents of these adolescents are presumably older, where the prevalence of the diseases studied is greater; and parents of public school adolescents are more prone to the diseases investigated and/or become ill more often because they face great difficulties in accessing health services. The findings from this study are higher than those of a study conducted in Brazil with 1,501 schoolchildren aged 6 to 16, which reveals 27.9% of positive family history of cardiovascular diseases<sup>20</sup>. The discrepancies can be explained by methodological differences and/or the variability in the prevalence of IHD in developing countries, which are attributed to the different degrees of exposure to various risk factors, including ethnicity, low socioeconomic status and urbanization<sup>21</sup>.</p>
      <p>Concerning eating habits, a significant portion of adolescents from this sample had an improper dietary standard. The results are consistent with those from other studies, even with the limits for comparisons due to differences in methodology. In Brazil, an epidemiological survey with 1,450 students shows a "very improper" consumption of fruits, vegetables and fibers, and a daily consumption of snacks and soft drinks almost in 64.8%, 25.9% and 32.9% of the sample, respectively<sup>22</sup>. Studies based on data from the Household Budget Survey conducted by the IBGE estimate that household availability of fruits and vegetables accounts for 4.6% of total calories<sup>23</sup>, which is below the percentage recommended in the Dietary Guide for the Brazilian population, which sets a minimum consumption of fruits and vegetables which corresponds to 9% to 12% of a diet of 2,000 kcal/day<sup>24</sup>; and a declining trend in the consumption of fruits and vegetables, increasing consumption of food with high salt content and increasing availability of soft drinks were detected in households of metropolitan areas in two consecutive periods<sup>25</sup>. In the United States, 20.1% of adolescents consume fruits and vegetables in quantities greater than or equal to five times per day<sup>26</sup>, and the prevalence of soft drink consumption among children and adolescents aged 6 to 17 increase from 37% to 56% in a 20-year period<sup>27</sup>. It is possible that situations arising out of family and friends dynamics, increasing supply of processed food, affordable prices and marketing appeal (through multiple strategies) are important determinants of this eating behavior.</p>
      <p>Epidemiological studies that examine the prevalence of physical inactivity in children and adolescents reveal a wide variability among their findings, which can be attributed to the instruments used, which have their own limitations<sup>28</sup>, and the different ways of categorizing this variable in addition to sampling differences. The practice of sports or competitions represents the time spent with physical activities out of home and school environments (leisure activities) and is highly predictive of physical activity in children<sup>29</sup>. In this work, the absence of this practice varied from 14.4% to 32.1%. Brazilian studies of databases reveal prevalence of sedentary lifestyle in adolescents aged 10 to 12 - 49% among boys and 67% among girls<sup>30</sup>; in adolescents aged between 15 and 18 - from 22.2% to 57.7%<sup>31</sup>; and in adolescents aged 7 to 14 - from 11.6% and 37.8% for school and leisure physical activities, respectively<sup>32</sup>. In the United States, absence of moderate or vigorous physical activity in youth varies from 4.2% to 23.5%<sup>26</sup>. Another method used to assess a sedentary lifestyle in this study was the time spent watching TV, playing video game or using computers - more than 60% of students remained in this activity for more than two hours. Studies that analyze the daily average time that Brazilian children watch TV reveal values ranging from 3 hours and 31 minutes to 4 hours and 51 minutes - Brazilian children spend more time watching television than living with their family or in the school. It is important to emphasize that, combined with factors related to family and social dynamics, there is a close link between the time a child watches TV and the acquisition of unhealthy habits such as consumption of food with high calorie and salt contents<sup>30,33</sup>. Even without separating the time spent watching TV from the time spent playing video game and using the computer and considering that the TV sets are present in most Brazilian homes<sup>33</sup>, the results of this and other studies adress to the relationship between this variable and others related to lifestyle or, otherwise, to the influence of TV on the behaviors or lifestyles, particularly those associated with risk of cardiovascular diseases in children and adolescents. The data of this study are consistent with trends of declining physical activity and increased sedentary behaviors from ages 11 to 12, related to gender, ethnicity and socio-economic levels revealed in a longitudinal study of five years with 5,863 British students<sup>34</sup>.</p>
      <p>The prevalence of overweight and obesity in this study ranged from 18.7% to 41.6% among subgroups. These levels are above those found in a cross-sectional study conducted in 2001/2002 with 3,169 students aged 7 to 14, which reveals a prevalence of 15.9%<sup>32</sup>, but consistent with the work that shows the increasing trends of overweight in the United States, China and Brazil in two consecutive periods. That study, which uses data from representative Brazilian samples and as definition of overweight the reference of the International Obesity Task Force, reveals a prevalence of overweight in Brazil of 13.9% &#177; 0.66 in general and in 18.4% &#177; 1.06 in the urban region in 1997, and an annual increase in prevalence for the study period of 0.46% &#177; 0.03 in general and 0.63% &#177; 0.05 for the urban area<sup>35</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>This study focused on adolescents from grade 5 to 8 of elementary school because adolescence is a stage of development characterized by biological, psychological and social changes. In this phase, adult behaviors and roles, which were imitated at the pre-adolescence phase, are then practiced. It is a time to experiment behaviors, characterized by an increasing autonomy from parents and an increasing reliance on peers, who would otherwise drive and validate new ways of being and appearing. All school grades selected cover a complete cycle of education.</p>
      <p>The authors observed a sample of adolescent students from two school districts in the city of S&#227;o Paulo for the presence of risk factors for cardiovascular diseases in adults. Further studies are required to deepen the understanding of the association relationships between different variables related to risk for cardiovascular diseases, in order to contribute to the proper recommendation of interventions focusing on the prevention of cardiovascular diseases in adults during the adolescence phase.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>To the schools: E.E. Profa. Maria Ribeiro Guimar&#227;es Bueno; Col&#233;gio Albert Sabin; Col&#233;gio Costa Zavagli; Col&#233;gio M&#225;rio de Andrade; E.E. Olavo Pezzotti; Col&#233;gio Santo Estevam de S&#227;o Paulo; Renovo Centro de Educa&#231;&#227;o; E.M.E.F. Bernardo O'Higgins; E.E. Romeu de Moraes; Col&#233;gio Stella Maris; Col&#233;gio Batista Brasileiro; Col&#233;gio Santa Cruz; Col&#233;gio S&#227;o Jos&#233;; E.E. Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo; E.E. Canuto do Val, Escola Pacaembu; M&#243;bile Escola Pr&#225;tica de Estudos Elementares; Col&#233;gio EMEC; E.E. Tarc&#237;sio Alvares Lobo; Col&#233;gio Joana D'arc; EMEF Duque de Caxias; Escola Vera Cruz; Novo Angulo Novo Esquema Col&#233;gio; E.E. Prof. Luiz Gonzaga Righini; E.E. Prof. Romulo Pero; Col&#233;gio Maria Imaculada; E.E. Dr. Edmundo de Carvalho; E.E. Dr. Reinaldo Ribeiro da Silva; E.E.P.S.G. Caetano de Campos; E.E.P.S.G. Miss Browne; E.E. Mauro de Oliveira; E.E. Rodrigues Alves; E.E. Ten. Jos&#233; Maria Pinto Duarte; Col&#233;gio Albert Sabin; Col&#233;gio Graphein; E.E. Prof. Oswaldo Walder; E.E. Carlos Maximiliano Pereira dos Santos; Escola Paren e Regina Bazarian; Col&#233;gio M&#233;ritum; and E.E.P.S.G Fern&#227;o Dias Paes.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Estilo de vida y salud cardiovascular en adolescentes de escuelas del municipio de S&#227;o Paulo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La enfermedad cardiovascular es la principal causa de mortalidad el mundo. Hay evidencias que demuestran la asociaci&#243;n de esa patolog&#237;a con factores de riesgo cardiovascular, relacionados al estilo de vida, incorporados en la fase de la adolescencia. OBJETIVO: Identificar en adolescentes, la prevalencia de sobrepeso y del estilo de vida asociado a riesgo para el desarrollo de enfermedades cardiovasculares, adem&#225;s de los factores que los influyen. M&#201;TODOS: Fue realizado un estudio observacional de datos individuales, transversal, con adolescentes matriculados en escuelas p&#250;blicas y privadas del municipio de S&#227;o Paulo, englobando los grados de 5&#170; a 8&#170; de la ense&#241;anza fundamental; las informaciones fueron obtenidas a trav&#233;s de la aplicaci&#243;n de un cuestionario an&#243;nimo y de la realizaci&#243;n de medidas de peso y altura. RESULTADOS: Fueron analizados 2.125 adolescentes, con edad media de 12,9 a&#241;os. Del total estudiado: de 14,4% a 32,1% no practicaron deporte o competici&#243;n; de 56,0% a 73,6% se quedaron m&#225;s de dos horas frente a la TV, videogame o computadora; aproximadamente 80% consumieron frutas y legumbres de forma considerada inadecuada; de 34,9% a 45,3% relataron consumo aumentado de sal; y de 60,9% a 74,4% consumo de bebidas gaseosas. La prevalencia de sobrepeso vari&#243; de 18,7% a 41,6%. CONCLUSI&#211;N: Es alta la prevalencia en adolescentes escolares de factores de riesgo asociados al desarrollo de enfermedades cardiovasculares en el adulto. Otros estudios son necesarios para comprender mejor como esos factores de riesgo se correlacionan y, as&#237;, posibilitar la implementaci&#243;n de medidas preventivas, en la fase de la adolescencia, con vistas a la prevenci&#243;n de las enfermedades cardiovasculares do adulto.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Adolescente</kwd>
        <kwd>estilo de vida</kwd>
        <kwd>sobrepeso</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Estilo de vida y salud cardiovascular en adolescentes de escuelas del municipio de S&#227;o Paulo</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>In&#234;s Lancarotte; Moacyr Roberto Nobre; Rachel Zanetta; Marcio Polydoro</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (INCOR) do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La enfermedad cardiovascular es la principal causa de mortalidad el mundo. Hay evidencias que demuestran la asociaci&#243;n de esa patolog&#237;a con factores de riesgo cardiovascular, relacionados al estilo de vida, incorporados en la fase de la adolescencia.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Identificar en adolescentes, la prevalencia de sobrepeso y del estilo de vida asociado a riesgo para el desarrollo de enfermedades cardiovasculares, adem&#225;s de los factores que los influyen.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Fue realizado un estudio observacional de datos individuales, transversal, con adolescentes matriculados en escuelas p&#250;blicas y privadas del municipio de S&#227;o Paulo, englobando los grados de 5&#170; a 8&#170; de la ense&#241;anza fundamental; las informaciones fueron obtenidas a trav&#233;s de la aplicaci&#243;n de un cuestionario an&#243;nimo y de la realizaci&#243;n de medidas de peso y altura.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Fueron analizados 2.125 adolescentes, con edad media de 12,9 a&#241;os. Del total estudiado: de 14,4% a 32,1% no practicaron deporte o competici&#243;n; de 56,0% a 73,6% se quedaron m&#225;s de dos horas frente a la TV, videogame o computadora; aproximadamente 80% consumieron frutas y legumbres de forma considerada inadecuada; de 34,9% a 45,3% relataron consumo aumentado de sal; y de 60,9% a 74,4% consumo de bebidas gaseosas. La prevalencia de sobrepeso vari&#243; de 18,7% a 41,6%.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Es alta la prevalencia en adolescentes escolares de factores de riesgo asociados al desarrollo de enfermedades cardiovasculares en el adulto. Otros estudios son necesarios para comprender mejor como esos factores de riesgo se correlacionan y, as&#237;, posibilitar la implementaci&#243;n de medidas preventivas, en la fase de la adolescencia, con vistas a la prevenci&#243;n de las enfermedades cardiovasculares do adulto.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Adolescente, estilo de vida, sobrepeso, factores de riesgo.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En el Brasil, las enfermedades del aparato circulatorio (EAC) representaron la principal causa de mortalidad del a&#241;o 2004 y, en el municipio de S&#227;o Paulo, fueron la causa m&#225;s frecuente de &#243;bitos en el per&#237;odo 2001-2004. Datos epidemiol&#243;gicos tambi&#233;n revelan que la enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n (EIC) y la enfermedad cerebrovascular (ECV), ambas consecuencias del proceso de aterosclerosis, son las principales causas de ese grupo de patolog&#237;a<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>El estudio de Framingham y trabajos posteriores, inclusive brasile&#241;os, demuestran que existe asociaci&#243;n entre el proceso de aterosclerosis y la exposici&#243;n a factores de riesgo, tanto los biol&#243;gicos y de comportamiento, como otros, como educaci&#243;n, renta, ocupaci&#243;n, condici&#243;n de empleo/desempleo, factores psicosociales, etnia y urbanizaci&#243;n<sup>3,4</sup>. Es reconocido en la literatura que: la EIC es una enfermedad de etiolog&#237;a multifactorial; el proceso de aterosclerosis se inicia en los primeros a&#241;os de vida; existe un tiempo de latencia entre la exposici&#243;n a los factores de riesgo y la manifestaci&#243;n cl&#237;nica de la EIC<sup>5</sup>; ocurre agregaci&#243;n de factores de riesgo; y hay un alto grado de persistencia en la edad adulta de los factores de riesgo presentes en la infancia y/o adolescencia<sup>6,7</sup>. La herencia gen&#233;tica<sup>8</sup>, las dietas no balanceadas, ricas en grasas trans y saturadas y carbohidratos refinados, pero pobres en frutas y legumbres y con sustancial cantidad de sal<sup>9</sup>, la inactividad f&#237;sica<sup>10</sup>, entre otros, son factores de riesgo que contribuyen para el desarrollo de las enfermedades cardiovasculares. Evidencias demuestran los beneficios del reconocimiento precoz de factores de riesgo cardiovascular con la finalidad de prevenci&#243;n de enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p>El objetivo de este estudio fue identificar los riesgos asociados al desarrollo de enfermedades cardiovasculares en adolescentes matriculados en los grados de 5&#170; a 8&#170; de la ense&#241;anza fundamental de la red p&#250;blica y privada de dos regiones de ense&#241;anza del municipio de S&#227;o Paulo, adem&#225;s de los factores que lo influyen.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este es un estudio observacional de datos individuales del tipo transversal, realizado con adolescentes matriculados en escuelas p&#250;blicas y privadas de las regiones de ense&#241;anza Centro y Centro-Oeste del municipio de S&#227;o Paulo, en los grados de 5&#170; a 8&#170; de la ense&#241;anza fundamental, en los a&#241;os 1999, 2000 y 2001. La muestra fue retirada del archivo de la Secretar&#237;a de Estado de Educaci&#243;n de Gobierno del Estado de S&#227;o Paulo<sup>11</sup>; la selecci&#243;n se dio a trav&#233;s de sorteo de salas de clase por el programa estad&#237;stico EPI-INFO, versi&#243;n 6.04, opci&#243;n EPITABLE CALCULATOR y los comandos SAMPLE / RANDOM NUMBER LIST; la opci&#243;n por el sorteo de salas de clase se justific&#243; por la necesidad de obtenerse la mayor representatividad posible del universo de alumnos de esas regiones de ense&#241;anza. La selecci&#243;n de la muestra no se dio por sorteo de escouelas en funci&#243;n de las diferencias de tama&#241;o entre ellas, lo que dificultar&#237;a la representaci&#243;n ponderada de las unidades escolares. Tampoco se dio por sorteo la elecci&#243;n de los alumnos por no haber una identificaci&#243;n estandarizada para ese conjunto.</p>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="es_a10fig01-body3">Figura 1</xref> presenta la caracterizaci&#243;n de la muestra - el n&#250;mero de salas de clase de esas regionales representa 25% de todas las salas de clase del municipio de S&#227;o Paulo, y estas regionales presentan un n&#250;mero equivalente de instituciones p&#250;blicas y privadas. Los criterios de inclusi&#243;n fueron la concord&#226;ancia de las escouelas sorteadas emn participar delo projyecto y lae a de los adolescentes emn serem volunt&#225;arios. Los centros participantes fueron: el Instituto do Coraz&#243;n del Hospital de las Cl&#237;nicas de la Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo (INCOR) y la Secretar&#237;a de Estado de Educaci&#243;n de Gobierno del Estado de S&#227;o Paulo, a trav&#233;s de las escuelas de las regiones de ense&#241;anza supracitadas.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Las informaciones fueron obtenidas a trav&#233;s de la aplicaci&#243;n de un cuestionario an&#243;nimo<sup>12</sup>, pre-codificado, con cuestiones cerradas y divididas en seis bloques: datos sociodemogr&#225;ficos, historia familiar (en relaci&#243;n al padre y madre) de infarto de miocardio, hipertensi&#243;n arterial y/o diabetes mellitus, actividad f&#237;sica, h&#225;bitos alimenticios, uso de bebidas alcoh&#243;licas y uso de cigarrillo. Ese cuestionario fue sometido a un pre-test, con vistas a la comprensi&#243;n del vocabulario y a la claridad de los significados. El cuestionario inicial fue reformulado, despu&#233;s de an&#225;lisis de las cuestiones que presentaron entre 7% y 10% de respuestas en blanco, para readecuaci&#243;n del lenguaje, cierre de algunas cuestiones y correcci&#243;n de errores de inconsistencia y ambig&#252;edad. La aplicaci&#243;n de los cuestionarios y la realizaci&#243;n de las medidas de peso y altura fueron hechas por 29 estudiantes de la Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo, matriculados en la disciplina "Pr&#225;cticas de Educaci&#243;n en Salud y Epidemiolog&#237;a Cardiovascular" (MCP0365), que fueron entrenados para conducir la aplicaci&#243;n del cuestionario (de forma de responder eventuales dudas de los escolares con el cuidado de no inducir respuestas y recomendar que dejasen en blanco las cuestiones que no supiesen responder) y realizar las medidas de peso y altura, de acuerdo con instrumentos y procedimientos recomendados para estudios de campo (balanza antropom&#233;trica electr&#243;nica digital, con ropa, sin abrigo y sin calzado).</p>
      <p>
        <bold>Las variables y sus categor&#237;as</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Color</bold>
      </p>
      <p>Dato obtenido de forma autorreferida, como preconizado por el <italic>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica</italic> (IBGE)<sup>13</sup>, incluyendo las siguientes opciones: Amarillo, Blanco, Ind&#237;gena, Pardo y Negro.</p>
      <p>
        <bold>Condiciones de vivienda</bold>
      </p>
      <p>Evaluada a trav&#233;s de la densidad de personas por dormitorio (DPD): densidad menor: DPD &lt; 1; densidad regular: DPD de 1 a 1,9; densidad mayor: DPD &gt; 2.</p>
      <p>
        <bold>Historia</bold>
      </p>
      <p>Hist&#243;rico de antecedente familiar (HAF) de infarto de miocardio, hipertensi&#243;n arterial y/o diabetes mellitus en relaci&#243;n al padre y madre biol&#243;gicos: opciones S&#237; y No.</p>
      <p>
        <bold>H&#225;bitos alimenticios</bold>
      </p>
      <p>Evaluados a trav&#233;s de la frecuencia, en el d&#237;a anterior, del consumo de alimentos agrupados de acuerdo con su composici&#243;n principal. Fueron escogidos tres marcadores y los puntos de corte fueron adaptados<sup>14</sup>: Consumo de frutas y legumbres: Porciones &lt; 6 y <sup>3</sup> 6; Consumo de sal, medido a trav&#233;s de un score de 0 a 15 construido por la agregaci&#243;n de respuestas relativas a la ingesti&#243;n de "salgadinhos", (N.del T: pasteles fritos, coxinhas, esfihas) enlatados y agregado de sal a la comida, donde Bajo equivale a una puntuaci&#243;n &lt; 5, Medio a una puntuaci&#243;n entre 5 y 10, y Alto a una puntuaci&#243;n &gt; 10; y Consumo de az&#250;car: uso de bebidas gaseosas, opciones S&#237; y No.</p>
      <p>
        <bold>Actividad f&#237;sica</bold>
      </p>
      <p>Evaluada a trav&#233;s de la frecuencia de pr&#225;cticas de actividades f&#237;sicas habituales que implican en gasto de energ&#237;a. Las dificultades metodol&#243;gicas y la falta de estandarizaci&#243;n de instrumentos de medida de esa variable en estudios epidemiol&#243;gicos justificaron la elecci&#243;n para an&#225;lisis de las respuestas que se presentaron consistentes: Pr&#225;ctica de deporte y/o competici&#243;n: opciones S&#237; y No; Tiempo pasado frente a la televisi&#243;n, juegos electr&#243;nicos o computadora: opciones&#231;&#245;es &lt; 2 horas ey &gt; 2 horas.</p>
      <p>El an&#225;lisis de las variables "uso de bebidas alcoh&#243;licas" y "uso de cigarrillo" fue objeto de publicaci&#243;n anterior<sup>15</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Antropometr&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Fue calculado el &#237;ndice de masa corporal (IMC) y el punto de corte para exceso de peso fue el percentil 85<sup>16</sup>.</p>
      <p>Fueron calculadas las prevalencias y los respectivos intervalos de confianza de las categor&#237;as de las variables seleccionadas consideradas de riesgo que contribuyen al desarrollo de enfermedades cardiovasculares<sup>17</sup>.</p>
      <p>Este estudio fue aprobado por la Comisi&#243;n de &#201;tica para An&#225;lisis de Proyectos de Pesquisa, del Hospital de las Cl&#237;nicas de la Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo, bajo el n&#186; 277/01. Los padres o responsables por los adolescentes firmaron el "T&#233;rmino de Consentimiento Libre y Aclarado", concordando con la participaci&#243;n de los j&#243;venes en este trabajo.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La muestra estudiada incluye 2.125 adolescentes con edades entre 10 y 19 a&#241;os, con media de 12,9 +/- 1,3 y mediana de 13, siendo compuesta por 50,5% de ni&#241;as.</p>
      <p>Las <xref ref-type="table" rid="es_a10tab01-body3">Tablas 1</xref> y <xref ref-type="fn" rid="es_a10tab04-body3">4</xref> presentan las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y del hist&#243;rico de antecedente familiar (HAF) de infarto de miocardio, diabetes mellitus e hipertensi&#243;n arterial. Se observa que el mayor porcentaje de los adolescentes se defini&#243; como blanco y que ese subgrupo es el que tiene mayor representaci&#243;n en la escuela privada; llama la atenci&#243;n la reducci&#243;n del porcentaje de los adolescentes que se defini&#243;u como pardo y negro con el avance de los grados; se nota todav&#237;a que el mayor porcentaje de los adolescentes matriculados en las escuelas privadas pertenece a los subgrupos de menor y regular densidad de personas por dormitorio y que los subgrupos pardo y negro representan los mayores porcentajes del subgrupo de mayor densidad de personas por dormitorio. La presencia de HAF vari&#243;ou de 32,2% a 52,3% - se destacan los porcentajes de los subgrupos de las ni&#241;as de las escuelas p&#250;blicas y de los alumnos de grados m&#225;s elevados.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fn id="es_a10tab04-body3">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-e01-es.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p>Las <xref ref-type="table" rid="es_a10tab02-body3">Tablas 2</xref> y <xref ref-type="fn" rid="es_a10tab04-body3">4</xref> presentan las caracter&#237;sticas relativas al estilo de vida. La ausencia de pr&#225;ctica de deportes y competici&#243;n vari&#243; de 14,4% a 32,1% y fue mayor en los subgrupos de las ni&#241;as y de la escuela p&#250;blica; llama la atenci&#243;n que de 56,0% a 70,5% de los adolescentes estuvieron m&#225;s de dos horas frente a la TV, videogame o computadora, que aproximadamente 80% de los adolescentes consumieron frutas y legumbres de forma considerada inadecuada y que el consumo aumentado de sal vari&#243; de 34,9% a 45,3%, en cuanto el consumo de bebidas gaseosas vari&#243; de 60,9% a 74,4%.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Las <xref ref-type="table" rid="es_a10tab03-body3">Tablas 3</xref> y <xref ref-type="fn" rid="es_a10tab04-body3">4</xref> presentan los valores del IMC igual o mayor que el percentil 85. Los mayores porcentajes fueron encontrados en los ni&#241;os de las escuelas privadas y en el subgrupo ind&#237;gena; llama la atenci&#243;n la tendencia de reducci&#243;n de esos valores con el avance de los grados, que en los ni&#241;os fue m&#225;s acentuado en el 8&#170; grado.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0061-00077-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este trabajo es la fase descriptiva de un estudio transversal observacional de datos individuales. Ese tipo de estudio tiene como l&#237;mite la temporalidad, pues eval&#250;a simult&#225;neamente la exposici&#243;n y el efecto. Por otra parte , tiene un buen poder descriptivo y un costo operativo de f&#225;cil absorci&#243;n, adem&#225;s de ser de simple ejecuci&#243;n y apropiado para generar hip&#243;tesis que pueden ser testadas en estudios anal&#237;ticos con mayor fuerza de evidencia; otros l&#237;mites del trabajo son la utilizaci&#243;n de cuestionarios para la recolecci&#243;n de datos, lo que comprende la precisi&#243;n de la medida, y la muestra, constituida por adolescentes escolares de dos regiones de ense&#241;anza del municipio de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>La distribuci&#243;n por sexo fue muy pr&#243;xima de las distribuciones existentes para la misma franja etaria de la poblaci&#243;n del municipio de S&#227;o Paulo para los a&#241;os 1999, 2000 y 2001<sup>18</sup>.</p>
      <p>La distribuci&#243;n del color present&#243; diferencias en relaci&#243;n a los datos del censo del IBGE para la poblaci&#243;n residente en el municipio de S&#227;o Paulo en el a&#241;o 2000<sup>19</sup>. Llama la atenci&#243;n que ese conjunto se defini&#243; menos como pardo y m&#225;s como amarillo, negro e ind&#237;gena. Algunas hip&#243;tesis explicativas pueden ser la diferencia entre las muestras y/o una mayor conciencia de la pertenencia a un grupo en funci&#243;n de movimientos sociales que en los &#250;ltimos a&#241;os se organizaron con la finalidad de afirmar identidades y defender derechos.</p>
      <p>Los resultados de este estudio relativos a la herencia gen&#233;tica sugieren las siguientes posibilidades: de que las ni&#241;as sean m&#225;s observadoras y/o m&#225;s envueltas en la din&#225;mica familiar en relaci&#243;n a los ni&#241;os; de que el subgrupo del 8&#170; grado tenga mayor cantidad de informaci&#243;n o de que los padres de esos adolescentes presenten, supuestamente, edad m&#225;s avanzada, donde la prevalencia de las enfermedades investigadas es mayor; y de que los padres de los adolescentes de las escuelas p&#250;blicas est&#233;n m&#225;s sujetos a las enfermedades investigadas y/o enfermarse m&#225;s por tener dificultad para el acceso a servicios de salud. Los resultados de este trabajo s&#227;on superiores a los de un estudio realizado en el Brasil con 1.501 escolares de 6 a 16 a&#241;os que revela 27,9% de historia familiar positiva para enfermedades cardiovasculares<sup>20</sup>. Las discrepancias pueden ser explicadas por las diferencias metodol&#243;gicas y/o por la variabilidad existente en la prevalencia de las EIC en los pa&#237;ses en desarrollo, que son atribuidas a los diferentes grados de exposici&#243;n a los diversos factores de riesgo, entre los cuales est&#225;n etnia, baja condici&#243;n socioecon&#243;mica y urbanizaci&#243;n<sup>21</sup>.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a los h&#225;bitos alimenticios, una parte significativa de los adolescentes de esta muestra present&#243; un est&#225;ndar alimenticio inadecuado. Los resultados obtenidos son concordantes con los de otros trabajos, a&#250;n con los l&#237;mites para comparaciones surgidos de las diferencias metodol&#243;gicas. En el Brasil, una encuesta epidemiol&#243;gica con 1.450 estudiantes muestra un consumo "muy inadecuado" de frutas, vegetales y fibras, y un consumo de "salgadinhos" (N.del T: pasteles fritos, coxinhas, esfihas) y bebidas gaseosas casi todos los d&#237;as en 64,8%, 25,9% y 32,9% de la muestra, respectivamente<sup>22</sup>. Estudios realizados con base en los datos de la Investigaci&#243;n de Presupuesto Familiar del IBGE estiman que la disponibilidad domiciliaria de frutas y legumbres es responsable por 4,6% del total de calor&#237;as<sup>23</sup>, lo que est&#225; abajo de la recomendaci&#243;n de las directrices de la Gu&#237;a Alimenticia para la Poblaci&#243;n Brasile&#241;a de un consumo m&#237;nimo de frutas y legumbres que corresponda de 9% a 12% de una dieta de 2.000 kcal/dia<sup>24</sup>; fueron identificadas a&#250;n tendencias de reducci&#243;n del consumo de frutas y verduras, del aumento del consumo de alimentos con alto contenido de sal y de un aumento de la disponibilidad de bebidas gaseosas en domicilios de &#225;reas metropolitanas en dos per&#237;odos consecutivos<sup>25</sup>. En los Estados Unidos, 20,1% de los adolescentes consumen frutas y verduras en cantidad mayor o igual a cinco veces por dia<sup>26</sup>, y la prevalencia del consumo de bebidas gaseosas entre ni&#241;os y adolescentes de 6 a 17 anos pas&#243; de 37% a 56% en un per&#237;odo de 20 a&#241;os<sup>27</sup>. Es posible que situaciones surgidas de las din&#225;micas familiares ye del c&#237;rculo de amigos, del aporte creciente de alimentos industrializados, de los precios m&#225;s accesibles y de la seducci&#243;n mercadol&#243;gica (a trav&#233;s de m&#250;ltiples estrategias) sean determinantes importantes de ese comportamiento alimenticio.</p>
      <p>Estudios epidemiol&#243;gicos que analizan la prevalencia de sedentarismo en ni&#241;os y adolescentes exhiben gran variabilidad entre sus resultados, lo que puede ser atribuido a los instrumentos utilizados, que tienen sus propias limitaciones<sup>28</sup>, y a las formas distintas de categorizar esa variable m&#225;s all&#225; de las diferencias de la muestra. La pr&#225;ctica de deportes o competiciones representa tiempo gastado con actividades f&#237;sicas fuera de los ambientes dom&#233;stico y escolar (en actividades de ocio) y es altamente predictiva de actividad f&#237;sica en ni&#241;os<sup>29</sup>. En este trabajo, la ausencia de esa pr&#225;ctica vari&#243; de 14,4% a 32,1%. Estudios brasile&#241;os de bases poblacionales revelan prevalencia de sedentarismo en adolescentes de 10 a 12 anos - de 49% entre los ni&#241;os y de 67% entre las ni&#241;as<sup>30</sup>; en adolescentes entre 15 y 18 anos - de 22,2% a 57,7%<sup>31</sup>; y en adolescentes de 7 a 14 anos - de 11,6% y 37,8% en cuanto a las actividades f&#237;sicas escolares y de ocio, respectivamente<sup>32</sup>. En los Estados Unidos, la ausencia de actividad f&#237;sica moderada o vigorosa en j&#243;venes var&#237;a de 4,2% a 23,5%<sup>26</sup>. Otra forma utilizada para evaluar el sedentarismo en este trabajo fue el tiempo consumido frente a la TV, videogame o computador - m&#225;s de 60% de estos escolares estuvieron en esa actividad por m&#225;s de dos horas. Estudios que analizan la media diaria de tiempo frente a la televisi&#243;n de ni&#241;os brasile&#241;os muestran valores que var&#237;an de 3 horas y 31 minutos a 4 horas y 51 minutos - los ni&#241;os brasile&#241;os permanecen m&#225;s tiempo delante de la televisi&#243;n que conviviendo con su familia o en la escuela. Es importante destacar que, aliado a factores relacionados a las din&#225;micas familiares y sociales, existe un estrecho v&#237;nculo entre el tiempo que un ni&#241;o est&#225; frente a una TV y la adquisici&#243;n de h&#225;bitos no saludables como el consumo de alimentos de alto valor cal&#243;rico y contenido de sal<sup>30,33</sup>. A&#250;n sin discriminar el tiempo consumido frente a la TV del tiempo frente al videogame y de la computadora y al considerar que los televisores est&#225;n presentes en la mayor&#237;a de los hogares brasile&#241;os<sup>33</sup>, los resultados de este y de otros trabajos remiten a la relaci&#243;n entre esa variable y otras relacionadas al estilo de vida o, de otra forma, a la influencia ejercida por la TV sobre los comportamientos o estilos de vida, particularmente de aquellos asociados a riesgo de desarrollo de enfermedades cardiovasculares enm ni&#241;os y adolescentes. Los datos referidos son consistentes con tendencias de declinaci&#243;n de actividad f&#237;sica y de aumento de comportamientos sedentarios a partir de edades entre 11 y 12 a&#241;os, relacionados a sexo, etnia y niveles socioecon&#243;micos, reveladas en estudio longitudinal de cinco a&#241;os con 5.863 estudiantes brit&#226;nicos<sup>34</sup>.</p>
      <p>La prevalencia de sobrepeso y obesidad en este estudio vari&#243; de 18,7% a 41,6% entre los subgrupos; valores superiores a los encontrados en un estudio transversal realizado en 2001/2002 con 3.169 escolares de 7 a 14 anos, que muestra prevalencia de 15,9%<sup>32</sup>, pero consistentes con el trabajo que muestra las tendencias de aumento de sobrepeso en los Estados Unidos, en la China y en el Brasil en dos per&#237;odos consecutivos. Esse estudio, que utiliza datos de muestras representativas nacionales y como definici&#243;n de sobrepeso la referencia de la <italic>International Obesity Task Force</italic>, revela una prevalencia de sobrepeso en el Brasil de 13,9% &#177; 0,66 en el conjunto y de 18,4% &#177; 1,06 en la regi&#243;n urbana, en el a&#241;o 1997, adem&#225;s de un aumento anual en la prevalencia para el per&#237;odo estudiado de 0,46% &#177; 0,03 para el conjunto y de 0,63% &#177; 0,05 para la regi&#243;n urbana<sup>35</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El foco de este trabajo es el adolescente de los grados de 5&#170; a 8&#170; de la ense&#241;anza fundamental, ya que la adolescencia es una fase del desarrollo caracterizada por alteraciones biol&#243;gicas, psicol&#243;gicas y sociales. En esa fase, comportamientos y papeles de adultos, que en la fase de la preadolescencia eran imitados, comienzan a ser practicados. Es un momento de experimentaci&#243;n de comportamientos, marcado por una creciente autonom&#237;a en relaci&#243;n a los padres y una creciente confianza en los pares, que de otra forma dirigen y validan las nuevas maneras de ser y de aparecer. El conjunto de los grados escolares seleccionados abarca un ciclo completo de ense&#241;anza</p>
      <p>Los autores observaron una muestra de adolescentes escolares de dos regiones de ense&#241;anza de la ciudad de S&#227;o Paulo en referencia a la presencia de factores de riesgo para elo desarrollo de enfermedades cardiovasculares en el adulto. Nuevos estudios son necesarios para profundizar el conocimiento de las relaciones de asociaci&#243;n entre las diferentes variables relacionadas al riesgo para el desarrollo de enfermedades cardiovasculares, con el objetivo de contribuir para el adecuado encaminamiento de intervenciones que tengan por foco la prevenci&#243;n de las enfermedades cardiovasculares del adulto en la fase de la adolescencia.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>A las escuelas: E.E. Profa. Maria Ribeiro Guimar&#227;es Bueno; Col&#233;gio Albert Sabin; Col&#233;gio Costa Zavagli; Col&#233;gio M&#225;rio de Andrade; E.E. Olavo Pezzotti; Col&#233;gio Santo Estevam de S&#227;o Paulo; Renovo Centro de Educa&#231;&#227;o; E.M.E.F. Bernardo O'Higgins; E.E. Romeu de Moraes; Col&#233;gio Stella Maris; Col&#233;gio Batista Brasileiro; Col&#233;gio Santa Cruz; Col&#233;gio S&#227;o Jos&#233;; E.E. Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo; E.E. Canuto do Val, Escola Pacaembu; M&#243;bile Escola Pr&#225;tica de Estudos Elementares; Col&#233;gio EMEC; E.E. Tarc&#237;sio Alvares Lobo; Col&#233;gio Joana D'arc; EMEF Duque de Caxias; Escola Vera Cruz; Novo Angulo Novo Esquema Col&#233;gio; E.E. Prof. Luiz Gonzaga Righini; E.E. Prof. Romulo Pero; Col&#233;gio Maria Imaculada; E.E. Dr. Edmundo de Carvalho; E.E. Dr. Reinaldo Ribeiro da Silva; E.E.P.S.G. Caetano de Campos; E.E.P.S.G. Miss Browne; E.E. Mauro de Oliveira; E.E. Rodrigues Alves; E.E. Ten. Jos&#233; Maria Pinto Duarte; Col&#233;gio Albert Sabin; Col&#233;gio Graphein; E.E. Prof. Oswaldo Walder; E.E. Carlos Maximiliano Pereira dos Santos; Escola Paren e Regina Bazarian; Col&#233;gio M&#233;ritum; y E.E.P.S.G Fern&#227;o Dias Paes.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Interesses</bold>
      </p>
      <p>Declaro n&#227;o habver conflicto de interesses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fouentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>ElO presente estudio n&#227;o tuvoeve fouentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n&#231;&#227;o Acad&#233;&#234;mica</bold>
      </p>
      <p>N&#227;o hay&#225; vinculaci&#243;n&#231;&#227;o de este estudio a programas de post&#243;s-gradoua&#231;&#227;o.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>1. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Sistema de Informa&#231;&#245;es de Mortalidade, per&#237;odo 2004. [Acesso em 2007 set 18]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2006/c04.det">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2006/c04.det</ext-link></p>
      <p>2. S&#227;o Paulo (Prefeitura). Programa de aprimoramento das informa&#231;&#245;es de mortalidade no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo (PRO-AIM), per&#237;odo 2001-2004. [Acesso em 2007 set 18]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/cgi/deftohtm.exe?secretarias.saude/TABNET">http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//cgi/deftohtm.exe?secretarias.saude/TABNET</ext-link></p>
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          <label>
            <bold> Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> In&#234;s Lancarotte </p>
          <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 - bloco II - 1&#186; Subsolo - Sala 17 - Cerqueira C&#233;sar</p>
          <p> 05403-900 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="dclinez@incor.usp.br">dclinez@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 01/12/08; revisado recibido el 19/11/09; aceptado el 14/12/09.</p>
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