<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">JVkwpx4Sxw5QdvH5LsQ9xZw</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001100009</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000074</article-id>
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          <subject>Artigo Original</subject>
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        <article-title>Gorduras em latic&#237;nios, ovos, margarinas e &#243;leos: implica&#231;&#245;es para a aterosclerose</article-title>
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            <given-names>Jorge Pinto</given-names>
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          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Universidade Gama Filho</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>55</fpage>
      <lpage>60</lpage>
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          <day>23</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
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          <day>05</day>
          <month>02</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>30</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Para o aconselhamento adequado de um planejamento alimentar, com vistas &#224; preven&#231;&#227;o da cardiopatia isqu&#234;mica, &#233; necess&#225;rio o conhecimento da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos alimentos. ObJETIVO: Analisar a composi&#231;&#227;o de gorduras, &#225;cidos graxos e colesterol de alguns exemplos nacionais de &#243;leos comest&#237;veis, manteigas, margarinas, latic&#237;nios e ovos, utilizando os limites de uma dieta para preven&#231;&#227;o de doen&#231;a arterial coronariana. M&#201;TODOS: Foi analisada a composi&#231;&#227;o de &#243;leos comest&#237;veis, manteigas, margarinas, latic&#237;nios e ovos. Os resultados foram empregados de acordo com o recomendado pela American Heart Association para uma dieta de 1.800 calorias. RESULTADOS: Na compara&#231;&#227;o entre os &#243;leos comest&#237;veis, o de canola apresentou-se como o melhor. J&#225; entre os leites, o desnatado &#233; o mais recomend&#225;vel, por&#233;m n&#227;o h&#225; vantagens em rela&#231;&#227;o ao semidesnatado. No caso do ovo, n&#227;o existiram diferen&#231;as nos tipos encontrados no mercado. Em rela&#231;&#227;o aos queijos, o tipo minas &#233; o que apresentou o menor conte&#250;do de colesterol e gordura saturada. Na compara&#231;&#227;o margarina com manteiga, a primeira levou vantagem quando os n&#237;veis de gorduras trans que n&#227;o ultrapassam o recomendado. CONCLUS&#195;O: A composi&#231;&#227;o de alimentos usados no Brasil indica que dietas com objetivo de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da cardiopatia isqu&#234;mica podem priorizar o uso de leite semidesnatado, &#243;leo de girassol, margarinas com baixo teor de gorduras trans e queijo do tipo minas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Composi&#231;&#227;o de alimentos</kwd>
        <kwd>latic&#237;nios</kwd>
        <kwd>gorduras</kwd>
        <kwd>preven&#231;&#227;o prim&#225;ria</kwd>
        <kwd>secund&#225;ria</kwd>
        <kwd>aterosclerose</kwd>
        <kwd>isquemia mioc&#225;rdica</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>06</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>DISLIPIDEMIAS</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Gorduras em latic&#237;nios, ovos, margarinas e &#243;leos: implica&#231;&#245;es para a aterosclerose</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Carlos Scherr; Jorge Pinto Ribeiro</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes - ICORD; Universidade Gama Filho; Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre; Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Para o aconselhamento adequado de um planejamento alimentar, com vistas &#224; preven&#231;&#227;o da cardiopatia isqu&#234;mica, &#233; necess&#225;rio o conhecimento da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos alimentos. </p>
    <p><bold>ObJETIVO:</bold> Analisar a composi&#231;&#227;o de gorduras, &#225;cidos graxos e colesterol de alguns exemplos nacionais de &#243;leos comest&#237;veis, manteigas, margarinas, latic&#237;nios e ovos, utilizando os limites de uma dieta para preven&#231;&#227;o de doen&#231;a arterial coronariana. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foi analisada a composi&#231;&#227;o de &#243;leos comest&#237;veis, manteigas, margarinas, latic&#237;nios e ovos. Os resultados foram empregados de acordo com o recomendado pela <italic>American Heart Association</italic> para uma dieta de 1.800 calorias. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Na compara&#231;&#227;o entre os &#243;leos comest&#237;veis, o de canola apresentou-se como o melhor. J&#225; entre os leites, o desnatado &#233; o mais recomend&#225;vel, por&#233;m n&#227;o h&#225; vantagens em rela&#231;&#227;o ao semidesnatado. No caso do ovo, n&#227;o existiram diferen&#231;as nos tipos encontrados no mercado. Em rela&#231;&#227;o aos queijos, o tipo minas &#233; o que apresentou o menor conte&#250;do de colesterol e gordura saturada. Na compara&#231;&#227;o margarina com manteiga, a primeira levou vantagem quando os n&#237;veis de gorduras trans que n&#227;o ultrapassam o recomendado. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A composi&#231;&#227;o de alimentos usados no Brasil indica que dietas com objetivo de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da cardiopatia isqu&#234;mica podem priorizar o uso de leite semidesnatado, &#243;leo de girassol, margarinas com baixo teor de gorduras trans e queijo do tipo minas.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Composi&#231;&#227;o de alimentos, latic&#237;nios, gorduras, preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, secund&#225;ria, aterosclerose, isquemia mioc&#225;rdica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A mortalidade por doen&#231;a coronariana diminuiu nos Estados Unidos, entre os anos de 1980 e 2000, em aproximadamente 50,0%, sendo 44,0% desta diminui&#231;&#227;o devidos ao controle de alguns fatores de risco<sup>1</sup>. Isto representou uma redu&#231;&#227;o de 150 mil mortes, sendo que a diminui&#231;&#227;o de apenas 6,1 mg/dl de colesterol total s&#233;rico foi a a&#231;&#227;o mais importante, respons&#225;vel por 82.830 mortes prevenidas ou postergadas<sup>1</sup>. J&#225; em 1990, Ornish tinha demonstrado que interven&#231;&#245;es nos h&#225;bitos de vida podiam ser correlacionados com a diminui&#231;&#227;o da placa ateroscler&#243;tica, o que pode ter impacto na mortalidade cardiovascular, portanto, ter grande repercuss&#227;o populacional<sup>2</sup>. Nesse quesito, a alimenta&#231;&#227;o tem papel da maior import&#226;ncia, como j&#225; demonstrado em in&#250;meros estudos observacionais. Desde os estudos de Anitschlow, que demonstrou desenvolvimento de aterosclerose em coelhos ap&#243;s dieta rica em colesterol, e de Lagen, em 1916, que observou que o colesterol dos nativos da Indon&#233;sia, que tinham uma dieta predominantemente vegetariana, era consideravelmente mais baixo do que os holandeses<sup>3</sup>. Cinco nativos foram ent&#227;o alimentados por tr&#234;s meses com ovos e carnes e, ap&#243;s este per&#237;odo, o n&#237;vel de colesterol s&#233;rico aumentou em 27,0%<sup>3</sup>. Um dos relatos mais contundentes foi o do estudo dos Sete Pa&#237;ses, correlacionando o colesterol e a mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio<sup>4</sup>. Nesse estudo, verificou-se que a Finl&#226;ndia, campe&#227; em mortalidade, apresentava em sua dieta mais de 20,0% do valor cal&#243;rico total em gordura saturada, com um colesterol total m&#233;dio de 260 mg/dl. Esses dados contrastavam com os achados no Jap&#227;o, com menor mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio, cuja ingest&#227;o &#233; de 2,5% do valor cal&#243;rico total em gordura saturada e um colesterol m&#233;dio 160 mg/dl<sup>4</sup>.</p>
    <p>Ensaios cl&#237;nicos randomizados tamb&#233;m t&#234;m demonstrado que a ado&#231;&#227;o de dieta pobre em gorduras saturadas reduz os n&#237;veis s&#233;ricos de colesterol e a incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares. Como demonstrado no <italic>Oslo Diet-Heart Study</italic>, que apresenteou uma menor incid&#234;ncia de infarto agudo do mioc&#225;rdio em indiv&#237;duos que seguiram uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol e rica em poli-insaturados<sup>5</sup>. Hinderliter apresentou os resultados do estudo Encore durante a reuni&#227;o Anual do <italic>American College of Cardiology</italic> de 2009, mostrando que a dieta estilo mediterr&#226;neo (DASH) associou-se com a diminui&#231;&#227;o da press&#227;o arterial quando comparada com os controles<sup>6</sup>. Mais expressivos ainda foram os resultados de uma metan&#225;lise com 1.574.299 indiv&#237;duos, acompanhados entre 3 e 18 anos, que demonstrou uma diminui&#231;&#227;o na mortalidade geral, cardiovascular, por c&#226;ncer e menor incid&#234;ncia das doen&#231;as de Alzheimer e Parkinson, dentre aqueles com maior ader&#234;ncia a esse tipo de alimenta&#231;&#227;o quando comparados com os de menor ader&#234;ncia<sup>7</sup>.</p>
    <p>Para a implementa&#231;&#227;o de uma dieta que tenha como objetivo a redu&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares, &#233; necess&#225;rio o conhecimento da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de alimentos. Entretanto, as tabelas de composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de alimentos dispon&#237;veis no Brasil s&#227;o limitadas quanto ao conte&#250;do de gorduras e colesterol de v&#225;rios alimentos utilizados no pa&#237;s<sup>8-10</sup>. Recentemente, realizamos uma extensa avalia&#231;&#227;o da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de grande n&#250;mero de alimentos utilizados no Brasil, para construir uma tabela de composi&#231;&#227;o de alimentos com aplicabilidade cl&#237;nica em nosso pa&#237;s<sup>11-13</sup>.</p>
    <p>No presente relato, analisamos a composi&#231;&#227;o de gorduras, &#225;cidos graxos e colesterol de alguns exemplos nacionais de &#243;leos comest&#237;veis, manteigas, margarinas, latic&#237;nios e ovos, utilizando os limites de uma dieta de 1.800 kcal, com vistas a orientar uma interven&#231;&#227;o nutricional para preven&#231;&#227;o de doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Para a realiza&#231;&#227;o da an&#225;lise bioqu&#237;mica dos leites, foram adquiridas para o preparo das amostras: semidesnatado - cada amostra foi composta por uma caixa de tr&#234;s diferentes marcas; desnatado - cada amostra foi composta por uma caixa de cinco diferentes marcas; integral - cada amostra foi composta por uma caixa de quatro diferentes marcas; e com &#212;mega 3 - cada amostra foi composta por uma caixa das duas diferentes marcas existentes no mercado. Seis marcas de queijo minas e prato, assim como 5 marcas de manteiga e margarina foram analisadas. Foram tamb&#233;m avaliados ovos, nos quais a embalagem indicava como sendo de granja, caipira ou <italic>light</italic>. Cada amostra era composta por 6 ovos cozidos por 10 minutos, homogeneizados e pesados, sendo ent&#227;o as gemas separadas.</p>
    <p>Finalmente, para os &#243;leos de cozinha, cada amostra foi composta por uma lata de &#243;leo de 4 diferentes marcas. O resultado de cada tipo de &#243;leo (canola, milho, soja e girassol) representa a m&#233;dia das 4 marcas analisadas. Os dados de composi&#231;&#227;o qu&#237;mica desses alimentos foram avaliados em fun&#231;&#227;o dos limites de consumo de gorduras propostos para dietas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>A metodologia geral de an&#225;lise dos alimentos foi apresentada anteriormente<sup>13</sup>. Sumariamente, foram utilizadas metodologias espec&#237;ficas para avalia&#231;&#227;o da composi&#231;&#227;o dos alimentos em rela&#231;&#227;o aos lip&#237;dios totais<sup>14,15</sup>, colesterol<sup>16,17</sup>, composi&#231;&#227;o de &#225;cidos graxos<sup>18</sup>, determina&#231;&#227;o do teor de cloreto de s&#243;dio<sup>19</sup> e umidade<sup>20,21</sup>. As incertezas das an&#225;lises est&#227;o de acordo com os crit&#233;rios estabelecidos pelo sistema da qualidade do ITAL (NBR-ISO 9001) e n&#227;o entraram no c&#225;lculo dos resultados emitidos, mas est&#227;o dispon&#237;veis para consulta. As an&#225;lises foram realizadas tanto em base &#250;mida quanto em base seca, por&#233;m foram consideradas somente as an&#225;lises em base &#250;mida, por representarem o alimento na forma que ele &#233; consumido. De acordo com a Portaria 27, de 13 de janeiro de 1998, da Secretaria da Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria, do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, os &#225;cidos graxos trans foram computados no c&#225;lculo de gorduras saturadas.</p>
    <p>Para simula&#231;&#227;o de prescri&#231;&#227;o diet&#233;tica, utilizamos as recomenda&#231;&#245;es da <italic>American Heart Association</italic> fase I para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria<sup>22</sup>, do ATPIII<sup>23</sup> e da IV Diretriz do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>24</sup>, para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria tendo-se como par&#226;metro uma dieta de 1.800 kcal. Para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, foi considerada uma ingest&#227;o de at&#233; 70 g de lip&#237;dios por dia, sendo menos de 14 g de saturados, 20 g de poli-insaturados e 40 g de monoinsaturados e colesterol total at&#233; 300 mg. Para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, foi considerada uma ingest&#227;o de at&#233; 60 g por dia em lip&#237;dios, distribu&#237;dos em at&#233; 14 g de saturados, 20 g de poli-insaturados, 30 g de monoinsaturados e 200 mg de colesterol.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada pelo teste de Mann-Whitney (teste n&#227;o param&#233;trico) para compara&#231;&#227;o das medidas de gorduras, &#225;cidos graxos e colesterol entre os diferentes tipos de alimentos aqui analisados. O crit&#233;rio de determina&#231;&#227;o de signific&#226;ncia adotado foi o n&#237;vel de 5,0%. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="aop07310t1">Tabela 1</xref> apresenta a compara&#231;&#227;o entre os &#243;leos de canola, soja, girassol e milho. O &#243;leo de canola, quando comparado aos de soja, milho e girassol, demonstrou quantidades menores de gordura saturada e &#225;cido palm&#237;tico, sendo mais indicado numa ordem crescente em rela&#231;&#227;o ao &#243;leo de girassol e de soja. O &#243;leo de milho foi o menos indicado dos tr&#234;s. O &#243;leo de girassol tamb&#233;m foi melhor que o de soja e de milho, seguindo a mesma propor&#231;&#227;o anterior e nos mesmos t&#243;picos. Finalmente, o &#243;leo de soja foi considerado superior ao de milho por conter mais Omega 3. Quando foi feita a an&#225;lise da rela&#231;&#227;o poli-insaturados/saturados, o &#243;leo de girassol apresentou uma rela&#231;&#227;o significativamente superior aos tr&#234;s outros. J&#225; na rela&#231;&#227;o &#244;mega 3/6, esta &#233; bem melhor no canola, seguida pelo soja bem mais distante. Portanto, baseado nesses dados, o &#243;leo com composi&#231;&#227;o mais adequada para consumo em dietas com baixo teor de gorduras &#233; o de canola, seguido pelo de girassol, soja e milho.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop07310t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, encontramos os resultados das compara&#231;&#245;es entre manteigas e margarinas. Os dados revelaram a presen&#231;a de colesterol nas manteigas e aus&#234;ncia nas margarinas avaliadas. Existe diferen&#231;a significativa apontando um maior teor de gordura saturada: mir&#237;stico e palm&#237;tico nas manteigas, enquanto as margarinas apresentavam mais gorduras poli-insaturadas, linol&#234;ico e &#212;mega 3. A rela&#231;&#227;o &#244;mega 3/6 favoreceu as manteigas, mas, considerando-se os limites de dietas para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria, as margarinas devem ser preferidas, desde que os n&#237;veis de gorduras trans destas n&#227;o ultrapassem o recomendado, fato que n&#227;o ocorreu nas aqui analisadas.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> apresenta compara&#231;&#245;es entre os queijos amarelo e minas. O queijo minas cont&#233;m os menores n&#237;veis de colesterol, gordura saturada e palm&#237;tico. A compara&#231;&#227;o entre os diferentes leites (<xref ref-type="table" rid="aop07310t4">Tabela 4</xref>) mostrou que o do tipo integral foi pior que o semidesnatado e o desnatado, em rela&#231;&#227;o &#224; gordura saturada, assim como o conte&#250;do de &#225;cido mir&#237;stico e palm&#237;tico. O leite desnatado ainda teve o diferencial de conter menos colesterol que o integral. Outro fato relevante &#233; que, quando se comparou o leite desnatado com o semidesnatado, a &#250;nica vantagem foi em rela&#231;&#227;o ao colesterol, beneficiando o primeiro. Mesmo assim, apesar de significativa, essa pequena diferen&#231;a n&#227;o teria maior impacto na situa&#231;&#227;o de consumo moderado. Em rela&#231;&#227;o ao leite enriquecido com &#212;mega 3, pelo menor n&#250;mero de amostras, n&#227;o foi poss&#237;vel uma compara&#231;&#227;o com os demais, por&#233;m, pelos valores encontrados, pode-se dizer que seria necess&#225;rio uma pessoa ingerir entre 1,5 a 4,5 litros por dia deste tipo de leite para se atingir as recomenda&#231;&#245;es internacionais, o que pode ser excessivo para um card&#225;pio mais recomend&#225;vel.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop07310t4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o entre os ovos (<xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>), n&#227;o existiram diferen&#231;as entre os tipos analisados, n&#227;o sendo poss&#237;vel uma recomenda&#231;&#227;o diferenciada entre eles a n&#227;o ser os limites dos teores de colesterol di&#225;rios, ou seja, n&#227;o mais de um por dia. </p>
    <table-wrap id="t5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A despeito dos avan&#231;os ocorridos nas &#250;ltimas d&#233;cadas em rela&#231;&#227;o ao manejo farmacol&#243;gico das dislipidemias, a interven&#231;&#227;o diet&#233;tica continua tendo papel fundamental na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da cardiopatia isqu&#234;mica. O ensaio cl&#237;nico DIRECT<sup>25</sup>, recentemente publicado, reacendeu a controv&#233;rsia sobre a melhor composi&#231;&#227;o de dietas, demonstrando que uma interven&#231;&#227;o com baixo teor de carboidratos pode resultar em modifica&#231;&#245;es favor&#225;veis do perfil lip&#237;dico, quando comparada com uma dieta com baixo teor de gorduras ou uma Mediterr&#226;nea. Entretanto, independente do tipo de dieta escolhido, o conhecimento da composi&#231;&#227;o de alimentos utilizados em nosso pa&#237;s &#233; um pr&#233;-requisito para uma prescri&#231;&#227;o diet&#233;tica adequada e pode possibilitar uma maior ades&#227;o a uma alimenta&#231;&#227;o mais saud&#225;vel para o cora&#231;&#227;o, considerando o baixo &#237;ndice de ades&#227;o a todos os tipos de dieta em tr&#234;s meses<sup>26</sup>.</p>
    <p>As an&#225;lises aqui realizadas indicam que n&#227;o existem alimentos que devam ser banidos de uma dieta recomend&#225;vel em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis de colesterol, e sim, em alguns casos, h&#225; a necessidade de serem consumidos em menores quantidades. Portanto, o ovo n&#227;o necessita ser banido, o leite semidesnatado pode ser suficiente, o &#243;leo de girassol, por ser mais barato que o de canola, tamb&#233;m pode ser utilizado como op&#231;&#227;o. O queijo minas, inexistente nas tabelas estrangeiras, pode fazer parte da alimenta&#231;&#227;o, enquanto as margarinas com baixo teor de gorduras trans ou, de prefer&#234;ncia, sem estas, s&#227;o mais recomend&#225;veis que as manteigas. Em rela&#231;&#227;o aos ovos, na literatura, encontramos resultados semelhantes numa an&#225;lise mostrando n&#227;o haver diferen&#231;a no teor de colesterol entre o ovo comum e o ovo enriquecido com &#244;mega 3, mas n&#227;o existem dados de compara&#231;&#227;o, por exemplo, com o ovo chamado caipira<sup>27</sup>.</p>
    <p>J&#225; no caso da manteiga, a &#250;nica avalia&#231;&#227;o da literatura diz respeito &#224; qualidade e a adequa&#231;&#227;o &#224; legisla&#231;&#227;o<sup>28</sup>. Ampla revis&#227;o em bases de dados como MedLine e Scielo n&#227;o revelou estudos comparativos para diferentes &#243;leos, queijos ou margarinas.</p>
    <p>A necessidade de tabelas nacionais fica bem exemplificada do ponto de vista pr&#225;tico quando analisamos o leite. Na <xref ref-type="table" rid="aop07310t6">Tabela 6</xref>, observa-se que o conte&#250;do de gorduras saturadas e colesterol estimado para 200 ml de leite &#233; muito diferente quando se aplica a an&#225;lise do presente estudo, quando comparado com os dados de composi&#231;&#227;o derivados da Tabela da UNIFESP (que &#233; americana).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop07310t6">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt06.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Como nas regi&#245;es sul e sudeste do Brasil, a m&#233;dia de consumo anual de leite por pessoa &#233; de 40 litros, ou de 200 copos de 200 ml, a estimativa de consumo anual de gordura saturada em leite desnatado passaria de 120 para 260 mg. Da mesma forma, a estimativa anual de consumo de colesterol em leite integral passaria de 2.720 para 5.600 mg, usando essas duas fontes de consulta.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, nossos dados referentes a alimentos produzidos e consumidos em nosso pa&#237;s indicam que n&#227;o existem alimentos que devam ser banidos de uma dieta recomend&#225;vel em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis de colesterol, e sim, em alguns casos, h&#225; a necessidade de serem consumidos em menores quantidades. Dietas com o objetivo de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da cardiopatia isqu&#234;mica tamb&#233;m podem utilizar como alternativa leite semidesnatado, &#243;leo de girassol, margarinas com baixo teor de gorduras trans e queijo de minas.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Metrologia.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Carlos Scherr pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Carlos Scherr </p>
        <p> Rua Visconde de Piraj&#225;, 595 Sl. 1204 - Ipanema </p>
        <p> 22410-003 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="cscherr@cardiol.br">cscherr@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="scherr@all.com.br">scherr@all.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 05/02/09; revisado recebido em 23/12/09; aceito em 30/12/09.</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Weight loss with a low-carbohydrate, Mediterranean, or low-fat diet</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparison of the Atkins, Ornish, Weight Watchers, and Zone diets for weight loss and heart disease risk reduction: a randomized trial</article-title>
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          <article-title>Perfil de colesterol de ovos comerciais e ovos enriquecidos com &#225;cidos graxos polinsaturados &#244;mega-3</article-title>
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        <element-citation publication-type="book">
          <source>Sistoma de Agroinforma&#231;&#245;es (SIAGRO)</source>
        </element-citation>
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  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Fat content of dairy products, eggs, margarines and oils: implications for atherosclerosis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: For appropriate advising on a meal plan aimed at the prevention of ischemic heart disease, it is necessary to know the chemical composition of foods. OBJECTIVE: To analyze the composition of fats, fatty acids and cholesterol in some Brazilian specimens of edible oils, butters, margarines, dairy products and eggs, using the limits of a diet to prevent coronary artery disease. METHODS: We analyzed the composition of edible oils, butters, margarines, dairy products and eggs. The findings were used as recommended by the American Heart Association for a 1,800 calorie diet. RESULTS: Comparing the edible oils, the canola oil was found to be the best.Among the milks, the skimmed milk is most advisable one, but no advantages were found over the semi-skimmed milk. For the eggs, no differences were found in the types of milk found in the market. For cheeses, the "minas" cheese had the lowest content of cholesterol and saturated fat. Comparing margarine and butter, the former was found to be better when trans fats do not exceed the recommended levels. CONCLUSION: The composition of foods used in Brazil indicates that diets designed to enable primary and secondary prevention of ischemic heart disease can prioritize the use of semi-skimmed milk, sunflower oil, margarines with low content of trans fats and "minas" cheese.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Food composition</kwd>
        <kwd>dairy products</kwd>
        <kwd>fats</kwd>
        <kwd>primary prevention</kwd>
        <kwd>secondary</kwd>
        <kwd>myocardial ischemia</kwd>
        <kwd>atherosclerosis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Fat content of dairy products, eggs, margarines and oils: implications for atherosclerosis</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carlos Scherr; Jorge Pinto Ribeiro</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes - ICORD; Universidade Gama Filho; Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre; Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> For appropriate advising on a meal plan aimed at the prevention of ischemic heart disease, it is necessary to know the chemical composition of foods.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze the composition of fats, fatty acids and cholesterol in some Brazilian specimens of edible oils, butters, margarines, dairy products and eggs, using the limits of a diet to prevent coronary artery disease.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We analyzed the composition of edible oils, butters, margarines, dairy products and eggs. The findings were used as recommended by the American Heart Association for a 1,800 calorie diet.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Comparing the edible oils, the canola oil was found to be the best.Among the milks, the skimmed milk is most advisable one, but no advantages were found over the semi-skimmed milk. For the eggs, no differences were found in the types of milk found in the market. For cheeses, the "minas" cheese had the lowest content of cholesterol and saturated fat. Comparing margarine and butter, the former was found to be better when trans fats do not exceed the recommended levels.</p>
      <p> CONCLUSION: The composition of foods used in Brazil indicates that diets designed to enable primary and secondary prevention of ischemic heart disease can prioritize the use of semi-skimmed milk, sunflower oil, margarines with low content of trans fats and "minas" cheese.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Food composition; dairy products; fats; primary prevention, secondary; myocardial ischemia; atherosclerosis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Mortality from coronary disease declined in the United States between 1980 and 2000, by approximately 50.0% and 44.0% of such decline was due to the control of some risk factors<sup>1</sup>. This represented a reduction of 150,000 deaths, and the decrease of as little as 6.1 mg/dl of total cholesterol was the most important action, responsible for 82,830 deaths prevented or postponed<sup>1</sup>. In 1990, Ornish had found that interventions in lifestyle could be related with the decrease in atherosclerotic plaque, which may have an impact on cardiovascular mortality, and have major repercussions on population<sup>2</sup>. In this vein, diet plays a major role, as found in many observational studies. Since Anitschlow's studies, which reported the development of atherosclerosis in rabbits after high-cholesterol diet, and Lagen's in 1916, who noted that cholesterol of Indonesian natives, which had a predominantly vegetarian diet, was considerably lower than the Dutch's<sup>3</sup>. Five natives were fed for three months with meat and eggs, and after this period, the serum cholesterol level increased by 27.0%<sup>3</sup>. One of the most striking reports was that of the Seven Countries study, correlating cholesterol and mortality from acute myocardial infarction<sup>4</sup>. This study revealed that the diet in Finland, champion of deaths, included over 20.0% of total caloric content in saturated fat, with average total cholesterol of 260 mg/dl. These data contrasted with the findings in Japan, with lower mortality from acute myocardial infarction, whose intake is 2.5% of total caloric content in saturated fat and cholesterol averaging 160 mg/dl<sup>4</sup>.</p>
      <p>Randomized clinical trials have also shown that adopting a diet with very little saturated fat reduces cholesterol levels and cardiovascular events. The Oslo Diet-Heart Study found a lower incidence of acute myocardial infarction in individuals who followed a diet with low saturated fat and cholesterol and rich in polyunsaturated fat<sup>5</sup>. Hinderliter presented the findings of Encore study during the annual meeting of the American College of Cardiology of 2009, showing that the Mediterranean-style diet (DASH) was associated with decreased blood pressure when compared with controls<sup>6</sup>. Even more striking were the findings of a meta-analysis with 1,574,299 individuals monitored from 3 to 18 years, which revealed a decline in overall mortality, cardiovascular, cancer and lower incidence of Alzheimer's and Parkinson's disease, among those with greater adherence to this kind of diet when compared with those with lower adherence<sup>7</sup>.</p>
      <p>For the implementation of a diet targeted at reducing cardiovascular events, it is necessary to know the chemical composition of foods. However, the chemical composition tables of foods available in Brazil are limited to the contents of fat and cholesterol of various foods used in Brazil<sup>8-10</sup>. We have recently conducted an extensive evaluation of the chemical composition of many foods used in Brazil to build a table of food composition with clinical applicability in our country<sup>11-13</sup>.</p>
      <p>In this report, we analyzed the composition of fats, fatty acids and cholesterol in some Brazilian specimens of edible oils, butters, margarines, dairy products and eggs, using the limits of a 1,800 kcal diet, in order to provide a nutritional intervention to prevent coronary artery disease.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>To perform the biochemical analysis of milk, were purchased the following items to prepare the samples: semi-skimmed milk - each sample consisted of one container of three different brands; skimmed milk - each sample consisted of one container of five different brands; full fat milk - each sample consisted of one container of four different brands; and Omega 3 milk - each sample consisted of one container of two different brands found in the market. Six brands of <italic>"minas"</italic> cheese and yellow cheese, and 5 brands of butter and margarine were analyzed. Factory-farmed, free-range or light eggs were also analyzed. Each sample consisted of 6 eggs boiled for 10 minutes, homogenized and weighed, after which the yolks were separated.</p>
      <p>Finally, for cooking oils, each sample consisted of an oil bottle from 4 different brands. The result of each type of oil (canola, corn, soybean and sunflower) represents the average of 4 different brands. The chemical composition data of these food items were evaluated according to the limits of fat consumption proposed for diets of primary and secondary prevention of coronary artery disease.</p>
      <p>The general methodology of analysis of food items was presented earlier<sup>13</sup>. Briefly, specific methodologies were used to assess the composition of food items in relation to total lipids<sup>14,15</sup>, cholesterol<sup>16,17</sup>, fatty acid composition<sup>18</sup>, determination of sodium chloride content<sup>19</sup> and humidity<sup>20,21</sup>. The uncertainties of analyses are consistent with the criteria established by the ITAL (NBR-ISO 9001) quality system and were not included in the calculation of the findings produced, but are available for consultation. Analyses were performed both for wet and dry basis, but only the wet basis analyses were considered because they represent the food item as it is consumed. According to Decree 27 of January 13, 1998, the Board of Health, under the Ministry of Health, trans fatty acids were added to the calculation of saturated fats.</p>
      <p>To simulate dietary prescription, we used the recommendations from the American Heart Association phase I for primary prevention<sup>22</sup>, from ATPIII<sup>23</sup> and the 4<sup>th</sup> Guideline of the Department of Atherosclerosis of the Brazilian Society of Cardiology<sup>24</sup>, for secondary prevention, based on a diet of 1,800 kcal. For primary prevention, we considered an intake of up to 70 g of fat per day, with less than 14 g saturated fats, 20 g of polyunsaturated fats and 40 g of monounsaturated fats and total cholesterol of up to 300 mg. For secondary prevention, we considered an intake of 60 g of fats per day, divided into 14 g of saturated fats, 20 g of polyunsaturated fats, 30 g of monounsaturated fats and 200 mg of cholesterol.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Statistical analysis was performed by Mann-Whitney test (nonparametric test) to compare the contents of fats, fatty acids and cholesterol in the different types of food items analyzed. The criterion for determining significance was the level of 5.0%. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_aop07310t1-body2">Table 1</xref> shows the comparison between canola, soybean, sunflower and corn oils. Canola oil compared to soybean, corn and sunflower revealed lower amounts of saturated fat and palmitic acid. Hence, it is more recommended in an increasing order, as compared to sunflower oil and soybean oil. Corn oil was the least recommended one among the three oils. Sunflower oil was also better than that of soybeans and corn, following the same proportion above and on the same topics. Finally, the soybean oil was considered better than corn because it contains more Omega 3. When we analyzed the polyunsaturated fats/saturated fats ratio, sunflower oil revealed a significantly higher ratio as compared to the other three. As for Omega 3/6, this ratio is much better in canola oils, followed by soybean oil Therefore, based on this data, the oil with the most suitable composition for consumption in low-fat diets is the canola oil, followed by sunflower, soybean and corn.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop07310t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref> shows the findings of the comparisons between butters and margarines. The data revealed the presence of cholesterol in butters and absence in the margarines analyzed. A significant difference indicates higher content of saturated fat: myristic and palmitic acid in butters, while margarines had more polyunsaturated fats, linoleic acid and Omega 3. The omega 3/6 ratio favored the butters, but, considering the limits of diets for primary and secondary prevention, margarines should be recommended provided that the levels of trans fats in margarines do not exceed the recommended levels, which did not occur in the margarines analyzed in this study.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref> presents comparisons between the yellow and <italic>"minas"</italic> cheeses. The <italic>"minas"</italic> cheese contains lower levels of cholesterol, saturated fat and palmitic acid. The comparison between the different types of milk (<xref ref-type="table" rid="en_aop07310t4-body2">Table 4</xref>) revealed that the full-fat milk type was worse than the semi-skimmed and skimmed milk for saturated fats, as well as the content of myristic acid and palmitic acid. Skimmed milk also presented smaller cholesterol contents than the full-fat milk. Another important fact is that, when we compared skimmed milk with semi-skimmed milk, the only benefit was in terms of cholesterol, benefiting the former. Nevertheless, although significant, this small difference would not have any major impact on moderate consumption. As for milk enriched with Omega 3, because of the smaller number of samples, it was not possible to compare with others, however, according to the values found, we can say that a person would need to take 1.5 to 4.5 liters per day of this type of milk to achieve the international recommendations, which may be excessive for a recommended menu.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop07310t4-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In the analysis of eggs (<xref ref-type="table" rid="t5-body2">Table 5</xref>), there were no differences between the types analyzed. Therefore, it was not possible to make a distinguished recommendation for each of them, except for the limits of daily cholesterol contents, that is, not more than one per day.</p>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Despite the progresses found in recent decades in terms of pharmacological management of dyslipidemias, dietary intervention still plays a key role in primary and secondary prevention of ischemic heart disease. The DIRECT clinical trial<sup>25</sup>, recently published, has rekindled the controversy about the best composition of diets, demonstrating that an intervention with low contents of carbohydrate can deliver favorable changes in lipid profile, as compared with a low-fat diet or a Mediterranean diet. However, regardless of the diet chosen, knowing the composition of food items used in our country is a prerequisite for a proper dietary prescription, which can enable a greater adherence to a healthier diet for the heart, considering a low level of acceptance to all types of diet in three months<sup>26</sup>.</p>
      <p>The analysis presented in this study point out that no food item should be eliminated from a healthy diet due to cholesterol levels, but in some cases, these should be consumed in smaller quantities. Therefore, eggs do not need to be banned, semi-skimmed milk may be sufficient, sunflower oil, because it is cheaper than canola oil, can also be used as an option. The <italic>"minas"</italic> cheese, unavailable in foreign tables, can be part of the diet, while margarines with low contents of trans fats or, preferably, without these, are most desirable that butters. In relation to eggs, in the literature, we found similar results in an analysis showing no difference in cholesterol contents between common eggs and eggs enriched with omega 3, but no data for comparison, for example, with free-range eggs<sup>27</sup>.</p>
      <p>As for butters, the only evaluation found in literature is concerned with the quality and compliance with laws<sup>28</sup>. A comprehensive review on databases, such as MedLine and Scielo revealed no comparative studies for different oils, cheeses or margarines.</p>
      <p>The need for Brazilian tables is well exemplified from a practical point of view when analyzing milk. <xref ref-type="table" rid="en_aop07310t6-body2">Table 6</xref> shows that the content of saturated fats and cholesterol estimated for 200 ml of milk is very different when we apply the analysis of this study, comparing with the composition data derived from UNIFESP Table (an American one).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop07310t6-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>As in southern and southeastern regions of Brazil the average annual milk consumption per person is 40 liters, or 200 glasses of 200 ml, the estimated annual consumption of saturated fat in skimmed milk would increase from 120 to 260 mg. Likewise, the estimated annual consumption of cholesterol in full-fat milk would increase from 2720 to 5600 mg, using these two sources of information.</p>
      <p>In conclusion, our data on food produced and consumed in Brazil indicate that no food item should be banned from a healthy diet in relation to cholesterol levels, but in some cases, these food items should be consumed in smaller quantities. Diets targeted at primary and secondary prevention of ischemic heart diseases may also include semi-skimmed milk, sunflower oil, margarines with low content of trans fats and <italic>"minas"</italic> cheese.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by <italic>Instituto Nacional de Metrologia</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Carlos Scherr, from <italic>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Grasas en l&#225;cteos, huevos, margarinas y aceites: implicaciones para la aterosclerosis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Para aconsejar adecuadamente sobre una planificaci&#243;n alimentaria, con vistas a la prevenci&#243;n de la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, es necesario el conocimiento de la composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos. OBJETIVO: Analizar la composici&#243;n de grasas, &#225;cidos grasos y colesterol de algunos ejemplos nacionales de aceite comestible, mantecas, margarina, l&#225;cteos y huevos, utilizando los l&#237;mites de una dieta para prevenci&#243;n de enfermedad arterial coronaria. M&#201;TODOS: Fue analizada la composici&#243;n de aceite comestible, mantecas, margarina, l&#225;cteos y huevos. Los resultados fueron empleados de acuerdo con lo recomendado por la American Heart Association para una dieta de 1.800 calor&#237;as. RESULTADOS: En la comparaci&#243;n entre los aceites comestibles, el de canola se present&#243; como el mejor. Entre las leches, la desnatada es la m&#225;s recomendable, sin embargo no hay ventajas en relaci&#243;n a la semi desnatada. En el caso del huevo, no existieron diferencias en los tipos encontrados en el mercado. En relaci&#243;n a los quesos, el tipo minas es el que present&#243; el menor contenido de colesterol y grasas saturadas. En la comparaci&#243;n margarina con manteca, la primera llev&#243; ventaja cuando los niveles de grasas trans no pasan de lo recomendado. CONCLUSI&#211;N: La composici&#243;n de alimentos usados en Brasil indica que dieta con objetivo de prevenci&#243;n primaria y secundaria de la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica puede priorizar el uso de leche semi desnatada, aceite de girasol, margarina con bajo tenor de grasas trans y queso del tipo minas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Composici&#243;n de alimentos</kwd>
        <kwd>l&#225;cteos</kwd>
        <kwd>grasas</kwd>
        <kwd>prevenci&#243;n primaria</kwd>
        <kwd>secundaria</kwd>
        <kwd>ateroesclerosis</kwd>
        <kwd>isquemia mioc&#225;rdica</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Grasas en l&#225;cteos, huevos, margarinas y aceites: implicaciones para la aterosclerosis</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Carlos Scherr; Jorge Pinto Ribeiro</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes - ICORD; Universidade Gama Filho; Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre; Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Para aconsejar adecuadamente sobre una planificaci&#243;n alimentaria, con vistas a la prevenci&#243;n de la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, es necesario el conocimiento de la composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analizar la composici&#243;n de grasas, &#225;cidos grasos y colesterol de algunos ejemplos nacionales de aceite comestible, mantecas, margarina, l&#225;cteos y huevos, utilizando los l&#237;mites de una dieta para prevenci&#243;n de enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Fue analizada la composici&#243;n de aceite comestible, mantecas, margarina, l&#225;cteos y huevos. Los resultados fueron empleados de acuerdo con lo recomendado por la <italic>American Heart Association</italic> para una dieta de 1.800 calor&#237;as.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En la comparaci&#243;n entre los aceites comestibles, el de canola se present&#243; como el mejor. Entre las leches, la desnatada es la m&#225;s recomendable, sin embargo no hay ventajas en relaci&#243;n a la semi desnatada. En el caso del huevo, no existieron diferencias en los tipos encontrados en el mercado. En relaci&#243;n a los quesos, el tipo minas es el que present&#243; el menor contenido de colesterol y grasas saturadas. En la comparaci&#243;n margarina con manteca, la primera llev&#243; ventaja cuando los niveles de grasas trans no pasan de lo recomendado.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La composici&#243;n de alimentos usados en Brasil indica que dieta con objetivo de prevenci&#243;n primaria y secundaria de la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica puede priorizar el uso de leche semi desnatada, aceite de girasol, margarina con bajo tenor de grasas trans y queso del tipo minas.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Composici&#243;n de alimentos, l&#225;cteos, grasas, prevenci&#243;n primaria, secundaria, ateroesclerosis, isquemia mioc&#225;rdica.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La mortalidad por enfermedad coronaria disminuy&#243; en los Estados Unidos, entre los a&#241;os 1980 y 2000, en aproximadamente 50%, siendo 44% de esta disminuci&#243;n debido al control de algunos factores de riesgos. Esto representa una reducci&#243;n de 150.000 muertes, siendo que la disminuci&#243;n de apenas 6,1 mg/dl de colesterol total s&#233;rico fue la acci&#243;n m&#225;s importante, responsable por 82.830 muertes prevenidas o postergadas. En 1990, Ornish hab&#237;a demostrado que intervenciones en los h&#225;bitos de vida pod&#237;an ser correlacionados con la disminuci&#243;n de la placa arterioscler&#243;tica, lo que puede tener impacto en la mortalidad cardiovascular, por lo tanto, tener gran repercusi&#243;n poblacional. En este punto, la alimentaci&#243;n tiene un papel de mayor importancia, ya demostrado en inn&#250;meros estudios observacionales. Desde los estudios de Anitschlow, que demostr&#243; desarrollo de aterosclerosis en conejos despu&#233;s de dieta rica en colesterol, y de Lagen, en 1916, que observ&#243; que el colesterol de los nativos de Indonesia, que ten&#237;an una dieta predominantemente vegetariana, era considerablemente m&#225;s bajo que el de los holandeses. Cinco nativos fueron entonces alimentados por tres meses con jugos y carnes y, despu&#233;s de este per&#237;odo, el nivel de colesterol s&#233;rico aument&#243; en 27%. Uno de los relatos m&#225;s contundentes fue del estudio de los Siete Pa&#237;ses, correlacionando el colesterol y la mortalidad por infarto agudo del miocardio. En ese estudio, se verific&#243; que Finlandia, campeona en mortalidad, presentaba en su dieta m&#225;s de 20% del valor cal&#243;rico total en grasas saturadas, con un colesterol total medio de 260 mg/dl. Esos datos contrastaban con los encontrados en Jap&#243;n, con menor mortalidad por infarto agudo de miocardio, cuya ingesti&#243;n es de 2,5% del valor cal&#243;rico total en grasas saturadas y un colesterol medio 160 mg/dl.</p>
      <p>Ensayos cl&#237;nicos ramdomizados tambi&#233;n han demostrado que la adopci&#243;n de dieta pobre en grasas saturadas reduce los niveles s&#233;ricos de colesterol y la incidencia de eventos cardiovasculares. Como demostrado en el <italic>Oslo Diet-Heart</italic>, que present&#243; una menor incidencia de infarto agudo del miocardio en individuos que siguieron una dieta pobre en grasas saturadas y colesterol y rica en poli insaturado. Hinderliter present&#243; resultado del estudio Encore ante la reuni&#243;n anual del <italic>American College of Cardiology</italic> de 2009, mostrando que la dieta estilo mediterr&#225;neo (DASH) se asoci&#243; con la disminuci&#243;n de la presi&#243;n arterial cuando comparada con los controles. M&#225;s expresivos todav&#237;a fueron los resultados de un meta an&#225;lisis con 1.574.299 individuos, acompa&#241;ados entre 3 y 18 a&#241;os, que demostr&#243; una disminuci&#243;n en la mortalidad general, cardiovascular, por c&#225;ncer y menor incidencia de las enfermedades y Alzheimer y Parkinson, entre aquellos con mayor adherencia a ese tipo de alimentaci&#243;n cuando fueron comparados con los de menor adherencia.</p>
      <p>Para la implementaci&#243;n de una dieta que tenga como objetivo la reducci&#243;n de eventos cardiovasculares, es necesario el conocimiento de la composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos. Mientras tanto, las tablas de composici&#243;n qu&#237;mica de alimentos disponibles en el Brasil son limitadas en cuanto al contenido de grasas y colesterol de varios alimentos utilizados en el pa&#237;s. Recientemente, realizamos una extensa evaluaci&#243;n de la composici&#243;n qu&#237;mica de gran n&#250;mero de alimentos utilizados en Brasil, para construir una tabla de composici&#243;n de alimentos con aplicabilidad cl&#237;nica en nuestro pa&#237;s.</p>
      <p>En el presente relato, analizamos la composici&#243;n de grasas, &#225;cidos grasos y colesterol y algunos ejemplos nacionales de aceite comestible, mantecas, margarina, l&#225;cteos y huevos, utilizando los l&#237;mites de una dieta de 1800 kcal, con vistas a orientar una intervenci&#243;n nutricional para prevenci&#243;n de enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Para la realizaci&#243;n del an&#225;lisis bioqu&#237;mico de las leches, fueron adquiridas para la preparaci&#243;n de las muestras: semi desnatada: cada muestra fue compuesta por una caja de tres diferentes marcas; desnatada: cada muestra fue compuesta por una caja de 5 diferentes marcas; integral: cada muestra fue compuesta por una caja de cuatro diferentes marcas; y con Omega3: cada muestra fue compuesta por una caja de las dos diferentes marcas existentes en el mercado. Seis marcas de queso minas y plato, as&#237; como cinco marcas de manteca y margarina fueron analizadas. Fueron tambi&#233;n evaluados huevos, en los cuales el embalaje indicaba c&#243;mo siendo de granja, caipira o light. Cada muestra era compuesta por seis huevos cocidos por 10 minutos, homogeneizados y pesados, siendo entonces separadas las yemas.</p>
      <p>Finalmente, para los aceites de cocina, cada muestra fue compuesta por una lata de aceite de cuatro diferentes marcas. El resultado de cada tipo de aceite (canola, ma&#237;z, soya, y girasol) representa la media de las cuatro marcas analizadas. Los datos de composici&#243;n qu&#237;mica de estos alimentos fueron evaluados en funci&#243;n de los l&#237;mites de consumo de grasas propuestos para dieta de prevenci&#243;n primaria y secundaria de la enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>La metodolog&#237;a general de an&#225;lisis de los alimentos fue presentada anteriormente. Sumariamente, fueron utilizadas metodolog&#237;as espec&#237;ficas para evaluaci&#243;n de la composici&#243;n de los alimentos en relaci&#243;n a los l&#237;pidos totales, colesterol, composici&#243;n de &#225;cidos grasos, determinaci&#243;n del tenor de cloruro de sodio y humedad. Las incertezas de los an&#225;lisis est&#225;n de acuerdo con los criterios establecidos por el sistema de calidad del ITAL(NBR-ISO9001) y no entraron en el c&#225;lculo de los resultados emitidos, pero est&#225;n disponibles para consulta. Los an&#225;lisis fueron realizados tanto en base h&#250;meda como en base seca, sin embargo fueron considerados solamente los an&#225;lisis en base h&#250;meda, por representar el alimento en la forma en que es consumido. De acuerdo con la portar&#237;a 27 de 13 enero de 1998, de la Secretar&#237;a de Vigilancia Sanitaria, del Ministerio de Salud, los &#225;cidos grasos trans fueron computados en el c&#225;lculo de grasas saturadas.</p>
      <p>Para simulaci&#243;n de prescripci&#243;n diet&#233;tica, utilizamos las recomendaciones del <italic>American Heart Association</italic> fase I para prevenci&#243;n primaria del ATPIII tres y de la IV Directriz del Departamento de Aterosclerosis de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a, para prevenci&#243;n secundaria teni&#233;ndose como par&#225;metro una dieta de 1.800 kcal. Para prevenci&#243;n primaria, fue considerada una ingesti&#243;n de hasta 70 g de l&#237;pidos por d&#237;a, siendo menos de 14 g de saturados, 20 g de poliinsaturado y 40 g de mono insaturados y colesterol total hasta 300 mg. Para prevenci&#243;n secundaria, fue considerada una ingesti&#243;n de hasta 60 g por d&#237;a en l&#237;pidos, distribuidos en hasta 14 g de saturados, 20 g de poliinsaturado, 30 g un de mono insaturados y 200 mg de colesterol.</p>
      <p>El an&#225;lisis estad&#237;stico fue realizado por test Mann-Whitney (test no param&#233;trico) para comparaci&#243;n de las medidas de grasas, &#225;cidos grasos y colesterol entre diferentes tipos de alimentos aqu&#237; analizados. El criterio de determinaci&#243;n de significancia adoptado fue el nivel del 5%.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a09tab01-body3">tabla 1</xref> presenta la comparaci&#243;n entre los aceite de canola, soya, girasol y ma&#237;z. El aceite de canola, cuando fue comparado a los de soya, ma&#237;z y girasol, demostr&#243; cantidades menores de grasa saturada y &#225;cido palm&#237;tico, siendo m&#225;s indicado en una orden creciente relaci&#243;n al aceite de girasol y de soya. El aceite de ma&#237;z fue el menos indicado de los tres. El aceite de girasol tambi&#233;n fue mejor que el de soya y de ma&#237;z, siguiendo la misma proporci&#243;n anterior y en los mismos t&#243;picos. Finalmente, el aceite de soya fue considerado superior al de ma&#237;z por contener m&#225;s Omega3. Cuando fue hecho el an&#225;lisis de la relaci&#243;n poliinsaturado/saturados, el aceite de girasol present&#243; una relaci&#243;n significativamente superior a los tres otros. Ya en la relaci&#243;n Omega3 esta es mucho mejor en el de canola, seguida por la soya bastante distante. Por lo tanto basado en estos datos, el aceite con composici&#243;n m&#225;s adecuada para consumo en dietas con bajo tenor de grasas es el de canola, seguido por el girasol, soya y ma&#237;z.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref>, encontramos los resultados de las comparaciones entre mantecas y margarinas. Los datos revelaron la presencia de colesterol en las mantecas y ausencia en las margarinas evaluadas. Existe diferencia significativa se&#241;alando un mayor tenor de grasa saturada: mir&#237;stico y palm&#237;tico en las mantecas, en cuanto las margarinas presentaban m&#225;s grasas poliinsaturadas, linoleico y Omega 3. La relaci&#243;n Omega 3/6 favoreci&#243; a las mantecas, pero, considerando los l&#237;mites de dietas para prevenci&#243;n primaria y secundaria, las margarinas deben ser preferidas, desde que los niveles de grasas trans de estas no pasen de lo recomendado, hecho que no ocurri&#243; en las aqu&#237; analizadas.</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
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      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Tabla 3</xref> presenta comparaciones entre los quesos amarillo y minas. El queso minas contiene los menores niveles de colesterol, grasa saturada y palm&#237;tico. La comparaci&#243;n entre las diferentes leches (<xref ref-type="table" rid="es_a09tab04-body3">Tabla 4</xref>) mostr&#243; que la de tipo integral fue peor que la semidesnatada y la desnatada, en relaci&#243;n a la grasa saturada, as&#237; como el contenido de &#225;cido mir&#237;stico y palm&#237;tico. La leche desnatada todav&#237;a tuvo la diferencia de contener menos colesterol que la integral. Otro hecho relevante es que, cuando se compar&#243; la leche desnatada con la semidesnatada, la &#250;nica ventaja fue en relaci&#243;n al colesterol, beneficiando el primero. A&#250;n as&#237;, a pesar de significativa, esa peque&#241;a diferencia no tendr&#237;a mayor impacto en la situaci&#243;n de consumo moderado. En relaci&#243;n a la leche enriquecida con Omega 3, por el menor n&#250;mero de muestras, no fue posible una comparaci&#243;n con las dem&#225;s, sin embargo, por los valores encontrados, se puede decir que ser&#237;a necesario que una persona ingiera entre 1,5 y 4,5 litros por d&#237;a de este tipo de leche para alcanzar las recomendaciones internacionales, lo que puede ser excesivo para un men&#250; m&#225;s recomendable.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab04-body3">
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      </p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la evaluaci&#243;n entre los huevos (<xref ref-type="table" rid="es_a09tab05-body3">Tabla 5</xref>), no existieron diferencias entre los tipos analizados, no siendo posible una recomendaci&#243;n diferenciada entre ellos a no ser los l&#237;mites de los tenores de colesterol diarios, o sea, no m&#225;s de uno por d&#237;a.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab05-body3">
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      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>A despecho de los avances ocurridos en las &#250;ltimas d&#233;cadas en relaci&#243;n al manejo farmacol&#243;gico de las dislipidemias, la intervenci&#243;n diet&#233;tica contin&#250;a teniendo papel fundamental en la prevenci&#243;n primaria y secundaria de la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica. El ensayo cl&#237;nico directo, recientemente publicado, reanim&#243; la controversia sobre la mejor composici&#243;n de dietas, demostrando que una intervenci&#243;n con bajo tenor de carbohidratos puede resultar en modificaciones favorables del perfil lip&#237;dico, cuando es comparada con una dieta con bajo tenor de grasas o una mediterr&#225;nea. Mientras tanto, independientemente del tipo de dieta elegido, el conocimiento de la composici&#243;n de los alimentos utilizados en nuestro pa&#237;s es un prerrequisito para una prescripci&#243;n diet&#233;tica adecuada y puede posibilitar una mayor adhesi&#243;n a una alimentaci&#243;n m&#225;s saludable para el coraz&#243;n, considerando el bajo nivel de adhesi&#243;n de todos los tipos de dietas en tres meses.</p>
      <p>Los an&#225;lisis aqu&#237; realizados indican que no existen alimentos que deban ser excluidos de la dieta recomendable en relaci&#243;n a los niveles de colesterol, y s&#237;, en algunos casos, deben ser consumidos en cantidades menores. Por lo tanto el huevo no necesita ser excluido, la leche semidesnatada puede ser suficiente, el aceite de girasol, puede ser m&#225;s barato que el de canola, tambi&#233;n puede ser utilizado como opci&#243;n. El queso minas, inexistente en las tablas extranjeras, puede ser parte de la alimentaci&#243;n, mientras que las margarinas con bajo tenor de grasas totales o, de preferencia, sin &#233;stas, son m&#225;s recomendables que las mantecas. En relaci&#243;n a los huevos, la literatura, encontramos resultados semejantes en un an&#225;lisis mostrando no haber diferencia del tenor de colesterol entre huevo com&#250;n y el huevo enriquecido con Omega3, pero no existen datos de comparaci&#243;n, por ejemplo, con el huevo llamado caipira.</p>
      <p>En el caso de la manteca, la &#250;nica evaluaci&#243;n de la literatura dice respecto a la calidad y a la adecuaci&#243;n a la legislaci&#243;n. Amplia revisi&#243;n en bases de datos como MedLine y Scielo no revel&#243; estudio comparativo para diferentes aceites, quesos o margarinas.</p>
      <p>La necesidad de tablas nacionales queda bien ejemplificada del punto de vista pr&#225;ctico cuando analizamos la leche. En la <xref ref-type="table" rid="es_a09tab06-body3">tabla 6</xref>, se observa que el contenido de grasas saturadas y colesterol estimado para 200 mg de leche es muy diferente cuando se aplica a an&#225;lisis del presente estudio, cuando es comparado con los datos de composici&#243;n derivados de la tabla de la UNIFESP (que es americana).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab06-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0055-00074-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Como en las regiones Sur y Sureste del Brasil, la media de consumo anual de leche por personas de 40 l o de 200 vasos de 200 ml, la estimativa de consumo anual de grasa saturada de leche desnatada pasar&#237;a de 120 a 260 mg. De la misma forma, estimativa anual de consumo de colesterol en leche integral pasar&#237;a de 2.720 a 5.600 mg, usando esas dos fuentes de consulta.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, nuestro datos referentes a alimentos producidos y consumidos en nuestro pa&#237;s indican que no existen alimentos que deban ser excluidos de una dieta recomendable en relaci&#243;n a los niveles de colesterol, y si, en algunos casos, existe la necesidad de ser consumidos en menores cantidades. Dietas con el objetivo de prevenci&#243;n primaria y secundaria de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica tambi&#233;n pueden utilizar como alternativa leche semidesnatada, aceite de girasol, margarinas con bajo tenor de grasas trans y queso de minas. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por el Instituto Nacional de Metrolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de tesis de Doctorado de Carlos Scherr por la Universidad Federal de R&#237;o Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>1. Ford ES, Ajani UA, Croft JB, Critchley JA, Labarthe DR, Kottke TE, et al. Explaining the decrease in U.S. deaths from coronary disease, 1980-2000. N Engl J Med. 2007; 356 (23): 2388-9.</p>
      <p>2. Ornish D, Brown SE, Sherwitz LW, Billings JH, Armstrong WT, Ports TA, et al. Can lifestyle changes reverse coronary heart disease? The Lifestyle Heart Trial. Lancet. 1990; 336 (8708): 129-33.</p>
      <p>3. Jukema JW, Simoons ML. Treatment and prevention of coronary heart disease by lowering serum cholesterol levels; from the pioneer work of C.D. de Langen to the third "Dutch Consensus on Cholesterol". Acta Cardiol. 1999; 54 (3): 163-8.</p>
      <p>4. Steinberg D. Thematic review series: the pathogenesis of atherosclerosis. An interpretive history of the cholesterol controversy: part I. J Lipid Res. 2004; 45 (9): 1583-93.</p>
      <p>5. Leren P. The Oslo diet-heart study: eleven-year report. Circulation. 1970; 42 (5): 935-42.</p>
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      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Carlos Scherr</p>
          <p> Rua Visconde de Piraj&#225;, 595 Sl. 1204 - Ipanema</p>
          <p> 22410-003 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="cscherr@cardiol.br">cscherr@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="scherr@all.com.br">scherr@all.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 05/02/09; revisado recibido el 23/12/09; aceptado el 30/12/09.</p>
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