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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">jxHFwcsqvrQLGKYSkjHq47G</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000067</article-id>
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          <subject>Artigo Original</subject>
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        <article-title>An&#225;lise de custo-efetividade da tromb&#243;lise com alteplase no Acidente Vascular Cerebral</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Instituto Nacional de Ci&#234;ncia e Tecnologia para Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias em Sa&#250;de</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>12</fpage>
      <lpage>20</lpage>
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          <day>23</day>
          <month>12</month>
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        <date date-type="received">
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          <year>2009</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>03</day>
          <month>03</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Acidente Vascular Cerebral (AVC) &#233; a principal causa de &#243;bito no Brasil e pouca informa&#231;&#227;o est&#225; dispon&#237;vel sobre custo do tratamento. OBJETIVO: Elaborar an&#225;lise de custo-efetividade da tromb&#243;lise no AVC, at&#233; tr&#234;s horas ap&#243;s o in&#237;cio dos sintomas, comparando o tratamento com alteplase versus conservador, sob a perspectiva do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). M&#201;TODOS: Modelo de an&#225;lise de decis&#227;o foi desenvolvido para comparar os dois tratamentos. Ciclos foram considerados, durante os quais pacientes poderiam transitar entre cinco est&#225;gios de incapacidade p&#243;s-AVC, baseados na escala modificada de Rankin. A probabilidade de apresentar hemorragia intracerebral no primeiro ano foi obtida do ensaio NINDS. Para os anos subsequentes, ciclos de um ano foram considerados, para contabilizar a mortalidade dos pacientes. O desfecho foi expresso em Anos de Vida Ajustados pela Qualidade (QALY). Tanto os custos diretos quanto os indiretos foram considerados na an&#225;lise. Custos e desfecho foram descontados em 5% ao ano. RESULTADOS: No primeiro ano, o QALY ganho foi de 0,06 para ambos os g&#234;neros, com custo incremental de R$ 2.558 para homens e R$ 2.312 para mulheres. A raz&#227;o de custo-efetividade incremental em um ano foi de R$ 40.539 / QALY (USD 28.956) para homens e R$ 36.640 / QALY (USD 26.171) para mulheres. Ap&#243;s o segundo ano, o tratamento com alteplase reduziu o custo do tratamento (&#237;ndice de Paridade do Poder de Compra US$ 1 = R$ 1,4). CONCLUS&#195;O: Terapia trombol&#237;tica com alteplase nas primeiras tr&#234;s horas ap&#243;s o AVC &#233; custo-efetiva no cen&#225;rio do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Custos de cuidados da sa&#250;de</kwd>
        <kwd>acidente vascular cerebral</kwd>
        <kwd>ativador de plasminog&#234;nio tecidual</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>11</day>
        <month>06</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>BIOESTAT&#205;STICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise de custo-efetividade da tromb&#243;lise com alteplase no Acidente Vascular Cerebral</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Denizar Vianna Ara&#250;jo<sup>I, III</sup>; Vanessa Teich<sup>II</sup>; Roberta Benitez Freitas Passos<sup>II</sup>; Sheila Cristina Ouriques Martins<sup>III, IV</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ </p>
    <p><sup>II</sup>MedInsight - Decisions in Health Care, Rio de Janeiro, RJ </p>
    <p><sup>III</sup>Instituto Nacional de Ci&#234;ncia e Tecnologia para Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias em Sa&#250;de (IATS) - CNPq </p>
    <p><sup>IV</sup>Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Acidente Vascular Cerebral (AVC) &#233; a principal causa de &#243;bito no Brasil e pouca informa&#231;&#227;o est&#225; dispon&#237;vel sobre custo do tratamento. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Elaborar an&#225;lise de custo-efetividade da tromb&#243;lise no AVC, at&#233; tr&#234;s horas ap&#243;s o in&#237;cio dos sintomas, comparando o tratamento com alteplase <italic>versus</italic> conservador, sob a perspectiva do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Modelo de an&#225;lise de decis&#227;o foi desenvolvido para comparar os dois tratamentos. Ciclos foram considerados, durante os quais pacientes poderiam transitar entre cinco est&#225;gios de incapacidade p&#243;s-AVC, baseados na escala modificada de Rankin. A probabilidade de apresentar hemorragia intracerebral no primeiro ano foi obtida do ensaio NINDS. Para os anos subsequentes, ciclos de um ano foram considerados, para contabilizar a mortalidade dos pacientes. O desfecho foi expresso em Anos de Vida Ajustados pela Qualidade (QALY). Tanto os custos diretos quanto os indiretos foram considerados na an&#225;lise. Custos e desfecho foram descontados em 5% ao ano. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> No primeiro ano, o QALY ganho foi de 0,06 para ambos os g&#234;neros, com custo incremental de R$ 2.558 para homens e R$ 2.312 para mulheres. A raz&#227;o de custo-efetividade incremental em um ano foi de R$ 40.539 / QALY (USD 28.956) para homens e R$ 36.640 / QALY (USD 26.171) para mulheres. Ap&#243;s o segundo ano, o tratamento com alteplase reduziu o custo do tratamento (&#237;ndice de Paridade do Poder de Compra US$ 1 = R$ 1,4). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Terapia trombol&#237;tica com alteplase nas primeiras tr&#234;s horas ap&#243;s o AVC &#233; custo-efetiva no cen&#225;rio do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Custos de cuidados da sa&#250;de, acidente vascular cerebral, ativador de plasminog&#234;nio tecidual.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O Acidente Vascular Cerebral (AVC) situa-se entre as principais causas de &#243;bito da popula&#231;&#227;o adulta brasileira, com varia&#231;&#227;o entre a primeira e a terceira posi&#231;&#245;es, conforme o ano e o Estado da federa&#231;&#227;o<sup>1</sup>. A mortalidade &#233; apenas uma das medidas de sa&#250;de p&#250;blica do impacto do AVC, sendo outra igualmente importante a sequela e, consequentemente a improdutividade, perda de qualidade de vida e aposentadoria precoce do indiv&#237;duo. Estima-se que 85% dos acidentes vasculares cerebrais sejam de origem isqu&#234;mica e 15% de origem hemorr&#225;gica<sup>2</sup>.</p>
    <p>A mortalidade do AVC isqu&#234;mico nos primeiros 30 dias &#233; de aproximadamente 10%, relacionada especialmente &#224; sequela neurol&#243;gica<sup>3</sup>, podendo chegar a 40% no final do primeiro ano. Entre os pacientes que sobrevivem &#224; fase aguda do AVC, a maioria apresenta d&#233;ficit neurol&#243;gico que necessita de reabilita&#231;&#227;o<sup>4</sup>. Cerca de 70% desses n&#227;o retornar&#227;o suas atividades laborativas e 30% v&#227;o precisar de aux&#237;lio para caminhar.</p>
    <p>Inqu&#233;rito epidemiol&#243;gico realizado no Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS)<sup>5</sup>, com pacientes acometidos por AVC, em idade produtiva (20 a 59 anos), demonstrou que cerca de 80% referiam algum tipo de incapacidade funcional persistente ap&#243;s o primeiro epis&#243;dio. Ap&#243;s o AVC, 70% dos pacientes tornaram-se desempregados ou foram aposentados precocemente.</p>
    <p>At&#233; as &#250;ltimas d&#233;cadas, o desfecho do AVC isqu&#234;mico era determinado pela evolu&#231;&#227;o natural e medidas de suporte. Em junho de 1996, o <italic>Food and Drug Administration</italic> (FDA) aprovou o ativador do plasminog&#234;nio tissular recombinante (rt-PA) para tratamento do AVC no est&#225;gio agudo.</p>
    <p>No AVC isqu&#234;mico, a probabilidade do tecido afetado progredir para necrose depende tanto do fluxo sangu&#237;neo cerebral residual na regi&#227;o afetada quanto da dura&#231;&#227;o da isquemia<sup>6</sup>. O principal objetivo dos trombol&#237;ticos &#233; a restitui&#231;&#227;o precoce do fluxo sangu&#237;neo na &#225;rea afetada, com consequente redu&#231;&#227;o da isquemia e limita&#231;&#227;o da les&#227;o neurol&#243;gica<sup>7</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste estudo foi elaborar an&#225;lise de custo-efetividade da tromb&#243;lise no AVC, at&#233; tr&#234;s horas ap&#243;s o in&#237;cio dos sintomas, comparando a estrat&#233;gia de tratamento com rt-PA <italic>versus</italic> tratamento conservador, sob a perspectiva do SUS.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>A primeira etapa do estudo consistiu na realiza&#231;&#227;o de revis&#227;o e an&#225;lise cr&#237;tica da literatura. A revis&#227;o foi realizada por meio de busca bibliogr&#225;fica nas bases de dados Medline, Cochrane e LILACS, de todos os estudos publicados em portugu&#234;s, ingl&#234;s ou espanhol, que avaliaram o uso do rt-PA no AVC isqu&#234;mico, nos &#250;ltimos 10 anos, at&#233; maio de 2008. Os crit&#233;rios de inclus&#227;o foram: tipo do estudo (ensaios cl&#237;nicos randomizados, estudos de revis&#227;o, revis&#245;es sistem&#225;ticas e meta-an&#225;lises) e a popula&#231;&#227;o do estudo (indiv&#237;duos maiores de 18 anos com AVC isqu&#234;mico). Os estudos foram limitados a humanos. As principais palavras-chave utilizadas na busca foram: alteplase, rt-PA, stroke, efficacy. A partir dos estudos encontrados, suas refer&#234;ncias foram analisadas para localiza&#231;&#227;o de novas publica&#231;&#245;es de interesse. A busca selecionou, num primeiro momento, artigos conforme o t&#237;tulo e/ou resumo, sendo, a seguir, realizada a leitura e an&#225;lise cr&#237;tica do artigo completo caso esse fosse relevante ao objetivo do estudo.</p>
    <p>Na busca inicial foram encontrados 67 artigos. Desses, 28 preenchiam os crit&#233;rios de inclus&#227;o. Dezesseis estudos eram de revis&#227;o. Dez artigos relatavam resultados de ensaios cl&#237;nicos controlados. Foi encontrada uma revis&#227;o sistem&#225;tica da Cochrane<sup>8</sup> sobre o uso de trombol&#237;ticos em geral, incluindo o rt-PA. Um resumo dessa revis&#227;o foi publicado na revista <italic>Lancet</italic> em 1997<sup>9</sup>; contudo, em 2003 essa revis&#227;o sofreu altera&#231;&#245;es, estando, portanto, mais atualizada.</p>
    <p>Foram realizados quatro ensaios cl&#237;nicos duplo-cegos randomizados para avalia&#231;&#227;o da efic&#225;cia e seguran&#231;a do uso do rt-PA no AVC isqu&#234;mico: <italic>National Institute of Neurological Disorders and Stroke</italic> (NINDS) trial<sup>10</sup>, o primeiro e o segundo <italic>European co-operative Acute Stroke Studies</italic> (ECASS I<sup>11</sup> e ECASSII<sup>12</sup>) e <italic>Alteplase Thrombolysis for Acute Noninterventional Therapy in Ischemic Stroke (ATLANTIS) Study</italic><sup>13</sup>.</p>
    <p>A Cochrane Collaboration realizou revis&#227;o sistem&#225;tica, cuja &#250;ltima grande atualiza&#231;&#227;o foi feita em mar&#231;o de 2003, para avaliar a efic&#225;cia e seguran&#231;a dos agentes trombol&#237;ticos, em geral, no AVC isqu&#234;mico. Foram avaliados 18 ensaios cl&#237;nicos, num total de 5.727 pacientes, testando a urokinase, estreptoquinase, ativador do plasminog&#234;nio tissular recombinante (rt-PA) ou pro-urquinase recombinante. Aproximadamente metade dos dados se referia ao rt-PA.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="pt_06010t01">tabela 1</xref> sumariza os resultados dos ensaios cl&#237;nicos e da meta-an&#225;lise que avaliaram a efic&#225;cia do rt-PA.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="pt_06010t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Perspectiva da an&#225;lise</bold>
    </p>
    <p>As estimativas de utiliza&#231;&#227;o de recursos e valora&#231;&#227;o foram orientadas pela perspectiva do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o-alvo</bold>
    </p>
    <p>Foram analisados dois grupos de pacientes, acima de 18 anos, de ambos os sexos: o primeiro tratado com rt-PA e o segundo apenas com tratamento conservador. Foram analisados somente pacientes tratados com at&#233; tr&#234;s horas desde o in&#237;cio dos sintomas de AVC.</p>
    <p>
      <bold>Desenho do modelo</bold>
    </p>
    <p>O tipo de an&#225;lise selecionada foi &#224; an&#225;lise de custo-efetividade, mais especificamente a chamada an&#225;lise de custo-utilidade (<italic>utility</italic>), uma vez que o modelo comparou os custos diretos e indiretos envolvidos no tratamento e <italic>follow-up</italic> de pacientes com AVC e o desfecho em sa&#250;de em termos de Anos de Vida Ajustados pela Qualidade (QALY).</p>
    <p>Para a estimativa dos custos e desfechos dos tratamentos, foi elaborado um modelo de Markov que simulou o tratamento do AVC na fase aguda e a transi&#231;&#227;o dos pacientes entre os diferentes n&#237;veis de gravidade das sequelas p&#243;s-AVC, caracterizados por diferentes estados de Markov. Na an&#225;lise, foram comparadas as duas estrat&#233;gias de tratamento consideradas no estudo NINDS<sup>10</sup>: uso do rt-PA e placebo, nesse caso considerado como tratamento conservador.</p>
    <p>A estrutura utilizada no modelo encontra-se esquematizada na <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Neste estudo os pacientes entraram no modelo ap&#243;s um evento de acidente vascular cerebral isqu&#234;mico. Ao entrar no modelo, considera-se que o paciente recebe tratamento com rt-PA ou tratamento conservador. Durante o tratamento, o paciente pode experimentar um evento de hemorragia intracerebral.</p>
    <p>Ap&#243;s o tratamento do AVC, os pacientes passam para diferentes estados de sa&#250;de, em fun&#231;&#227;o do grau de sequelas em consequ&#234;ncia do AVC. No primeiro ano, foram considerados ciclos de tr&#234;s meses, ao final dos quais o estado do paciente &#233; reavaliado e classificado de acordo com a escala modificada de Rankin. Os poss&#237;veis estados dos pacientes seriam: R0 (sem sintomas), R1 (sem incapacidade significativa), R2 (incapacidade m&#237;nima), R3 (incapacidade moderada), R4 (incapacidade moderada a grave), R5 (incapacidade grave) ou morte.</p>
    <p>Ap&#243;s o primeiro ano, passam a ser considerados ciclos de um ano, ap&#243;s os quais os pacientes se mant&#234;m no estado em que se encontravam ao final do primeiro ano ou passam para o estado morte.</p>
    <p>
      <bold>Desfechos considerados</bold>
    </p>
    <p>O desfecho de sa&#250;de considerado foi "Anos de Vida Ajustados pela Qualidade (QALY)". Esse desfecho valora a incapacidade decorrente das sequelas que compromete a qualidade de vida dos pacientes p&#243;s-AVC. Em virtude da aus&#234;ncia de estimativas brasileiras de <italic>utility</italic> para pacientes p&#243;s-AVC, optou-se por adotar os valores de <italic>utility</italic> da revis&#227;o sistem&#225;tica elaborada por Post e cols<sup>14</sup>. Esses autores selecionaram 23 artigos que mensuraram <italic>utilities</italic> para os estados de sa&#250;de p&#243;s-AVC. Pacientes de risco para AVC relataram <italic>utilities</italic>, com o m&#233;todo <italic>time trade-off</italic>, de 0,26 (limite inferior de 0,11 e limite superior de 0,39) e 0,55 (limite inferior de 0,39 e limite superior de 0,75) para AVC de maior gravidade (<italic>major stroke</italic> - Escala de Rankin de 4 a 5) e AVC de menor gravidade (<italic>minor stroke</italic> - Escala de Rankin de 2 a 3), respectivamente. Para Escala de Rankin de 0 a 1 adotou-se o valor de 0,75.</p>
    <p>Os desfechos econ&#244;micos contemplados foram "custos diretos e indiretos". Custos diretos referem-se aos recursos utilizados diretamente para o tratamento do paciente, como custos de medicamentos, interna&#231;&#227;o hospitalar e tratamentos de reabilita&#231;&#227;o. Esses foram coletados sob a perspectiva do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Os custos indiretos referem-se ao &#244;nus pela perda de produtividade dos indiv&#237;duos que se aposentam precocemente em virtude das sequelas do AVC.</p>
    <p>Ambos os custos e anos de vida foram descontados &#224; taxa de 5% ao ano. O impacto desse porcentual sobre os resultados do modelo foi avaliado por an&#225;lise de sensibilidade.</p>
    <p>Os resultados foram calculados para diferentes horizontes de tempo, variando de 1 a 30 anos.</p>
    <p>
      <bold>Coleta de dados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dados de efic&#225;cia</bold>
    </p>
    <p>As probabilidades de transi&#231;&#227;o entre os estados de gravidade das sequelas p&#243;s-AVC a cada tr&#234;s meses foram extra&#237;das do estudo NINDS<sup>10</sup> para o primeiro ano do modelo, como apresentado na <xref ref-type="table" rid="pt_06010t02">tabela 2</xref>. Os valores para nove meses foram obtidos da interpola&#231;&#227;o dos dados de 6 e 12 meses. A escolha do estudo NINDS se deveu ao fato de este ser o &#250;nico estudo que avaliou o tratamento de pacientes atendidos somente at&#233; tr&#234;s horas ap&#243;s o in&#237;cio dos sintomas do AVC, com a dose aprovada de 0,9 mg/kg.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="pt_06010t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Ap&#243;s esse per&#237;odo, o modelo considerou que os pacientes se manteriam no mesmo estado de sa&#250;de ou morreriam por outras causas a cada ciclo de um ano. A taxa de mortalidade por todas as causas foi extra&#237;da do IBGE para homens<sup>15</sup> e mulheres<sup>16</sup>. O modelo considerou ainda que, ap&#243;s o AVC, a taxa de mortalidade dos pacientes seria 2,67 vezes<sup>17</sup> maior que a taxa geral da popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Ap&#243;s o primeiro ano do modelo, foram consideradas taxas de mortalidade semelhantes para todos os pacientes, variando somente entre homens e mulheres, independente do n&#237;vel de gravidade da sequela em que o paciente se encontrasse.</p>
    <p>Al&#233;m disso, foram obtidas tamb&#233;m do estudo NINDS<bold><sup>10</sup></bold> as probabilidades de hemorragia intracerebral durante o tratamento do AVC, de 6,40% com rt-PA e 0,60% com tratamento conservador.</p>
    <p>A idade m&#233;dia dos pacientes em tratamento com rt-PA no estudo NINDS<sup>10</sup> foi de 67 anos. Em virtude da aus&#234;ncia de estudos semelhantes segmentados por outras faixas et&#225;rias, o modelo adotou a premissa de que a efic&#225;cia obtida do estudo NINDS poderia ser extrapolada para outras faixas et&#225;rias.</p>
    <p>
      <bold>Dados de custos diretos</bold>
    </p>
    <p>Para o primeiro ciclo do modelo, foram considerados custos de atendimento dos pacientes com AVC. O uso de recursos foi considerado equivalente para homens e mulheres, exceto para a quantidade utilizada de rt-PA. Essa varia em raz&#227;o do peso do paciente, uma vez que foi considerado o protocolo de tratamento de 0,9 mg/kg e diferentes pesos m&#233;dios para homens e mulheres, 75 kg e 65 kg, respectivamente. Al&#233;m disso, a diferen&#231;a entre o tratamento com rt-PA e tratamento conservador recai tamb&#233;m sobre o custo de interna&#231;&#227;o. No estudo NINDS<sup>10</sup>, foi observada diferen&#231;a em termos de dura&#231;&#227;o m&#233;dia da interna&#231;&#227;o dos pacientes em tratamento com rt-PA ou placebo. No entanto, como o reembolso do SUS &#233; realizado por procedimento e n&#227;o por di&#225;ria de interna&#231;&#227;o, essa diferen&#231;a n&#227;o p&#244;de ser incorporada no modelo, chegando a resultados conservadores para o rt-PA, uma vez que o benef&#237;cio da redu&#231;&#227;o da m&#233;dia de dias de interna&#231;&#227;o n&#227;o foi considerada.</p>
    <p>Os custos considerados para tratamento do AVC, incluindo o custo do tratamento de um evento de hemorragia, utilizando-se rt-PA ou tratamento conservador, est&#225; apresentado na <xref ref-type="table" rid="pt_06010t03">tabela 3</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="pt_06010t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Ap&#243;s o AVC, os pacientes passam para os estados de <italic>follow-up</italic>, podendo se encontrar em cinco diferentes estados, classificados por n&#237;vel de sequela, com base na escala modificada de Rankin, ou morrer. Em raz&#227;o do estado do paciente p&#243;s-AVC, diferentes porcentuais de pacientes necessitam de tratamento de reabilita&#231;&#227;o. Esse porcentual foi obtido com base em um estudo de custo-utilidade desenvolvido sob a perspectiva canadense<sup>18</sup>, que considerou o porcentual de pacientes que ap&#243;s o AVC necessitaram de suporte em estrutura espec&#237;fica (hospital de reabilita&#231;&#227;o ou instala&#231;&#227;o de cuidados de longo prazo) ou voltaram para casa.</p>
    <p>No modelo atual, considerou-se que o paciente necessitaria ou n&#227;o de tratamento de reabilita&#231;&#227;o, por&#233;m em ambos os casos voltaria para casa. O tratamento de reabilita&#231;&#227;o considerado foi uma visita domiciliar di&#225;ria para assist&#234;ncia.</p>
    <p>Todos os pacientes em <italic>follow-up</italic> receberiam ainda tratamento com antiagregantes e anti-hipertensivos e teriam uma consulta com neurologista a cada dois meses. N&#227;o foi considerada diferen&#231;a em termos de uso de recursos por sexo e faixa et&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Dados de custos indiretos</bold>
    </p>
    <p>Foram considerados no modelo custos indiretos relacionados &#224; perda de produtividade e antecipa&#231;&#227;o do benef&#237;cio assistencial em raz&#227;o da aposentadoria precoce dos pacientes, dependendo da gravidade das sequelas do AVC.</p>
    <p>Para tal, foram obtidos do IBGE<sup>19</sup> a taxa m&#233;dia de desocupa&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o e a renda m&#233;dia mensal da popula&#231;&#227;o ocupada. Calculou-se assim, a perda m&#233;dia por ano de trabalho perdido.</p>
    <p>Al&#233;m disso, considerou-se uma aposentadoria m&#233;dia mensal de um sal&#225;rio m&#237;nimo, para calcular tamb&#233;m o gasto adicional por ano de aposentaria antecipada.</p>
    <p>O modelo considerou, portanto, que, se os pacientes tivessem idade inferior &#224; idade m&#233;dia de aposentadoria e se encontrassem em um estado da escala de Rankin modificada inferior ou igual a R3 (R3, R4 ou R5), incorreriam em custos pela perda de produtividade e gastos adicionais com previd&#234;ncia. Em caso de morte, incorreriam em custos relacionados somente &#224; perda de produtividade.</p>
    <p>Os par&#226;metros considerados para o c&#225;lculo dos custos indiretos est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="t4">tabela 4</xref>.</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Os resultados comparativos das estrat&#233;gias alternativas de tratamento foram medidos pela rela&#231;&#227;o incremental de custo-efetividade. Essa &#233; definida, para duas alternativas de tratamento espec&#237;ficas, como o custo adicional de tratamento dividido pelo ganho adicional em sa&#250;de alcan&#231;ado. Esse "benef&#237;cio" foi expresso em termos de QALY.</p>
    <p>O caso base do modelo considerou uma taxa de desconto de 5% ao ano e idade m&#233;dia inicial dos pacientes de 50 anos. Al&#233;m disso, foram consideradas idades m&#233;dias de aposentadoria de 60 e 65 anos para mulheres e homens, respectivamente.</p>
    <p>Os resultados em um ano para homens e mulheres est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="pt_06010t05">tabela 5</xref>. Na <xref ref-type="table" rid="pt_06010t06">tabela 6</xref> est&#227;o apresentados os resultados para diferentes horizontes de tempo, de 1 a 30 anos.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="pt_06010t05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="pt_06010t06">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt06.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Pode-se observar que, para o resultado em um ano, para homens, o custo de tratamento com rt-PA &#233; superior ao custo do tratamento conservador. Esse resultado &#233; direcionado especialmente pelo custo com aquisi&#231;&#227;o do medicamento. Parte desse custo adicional &#233; compensado pelo menor custo de reabilita&#231;&#227;o e pela menor perda de produtividade j&#225; nos dois primeiros anos, pois os pacientes tratados com rt-PA apresentam menos sequelas do que aqueles com tratamento conservador.</p>
    <p>A partir do segundo ano ap&#243;s o AVC, para homens e mulheres, o tratamento com rt-PA passa a ter um custo inferior ao tratamento conservador, quando considerados custos diretos e indiretos. A partir desse horizonte de tempo, o custo adicional do medicamento passa a ser mais do que compensado pelas menores perdas de produtividade e menores gastos com previd&#234;ncia e reabilita&#231;&#227;o dos pacientes.</p>
    <p>A an&#225;lise de custo-efetividade mensura o custo em unidades monet&#225;rias dividido por uma unidade n&#227;o monet&#225;ria, chamada unidade natural, por exemplo, "anos de vida salvos". Ela permite estimar o custo incorrido por unidade de efetividade. Uma interven&#231;&#227;o em sa&#250;de &#233; dita custo-efetiva se produz um benef&#237;cio cl&#237;nico justific&#225;vel para o seu custo.</p>
    <p>A determina&#231;&#227;o de quanto a efetividade adicional justifica o custo extra &#233; tomada pela sociedade e depende de valores sociais e da disponibilidade de recursos. Embora a quantifica&#231;&#227;o expl&#237;cita do custo aceit&#225;vel para determinada efetividade ("benef&#237;cio cl&#237;nico") seja de dif&#237;cil defini&#231;&#227;o, n&#237;veis de refer&#234;ncia valiosos s&#227;o as interven&#231;&#245;es m&#233;dicas que a sociedade escolhe incorporar<sup>20</sup>. A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de recomenda o valor de tr&#234;s vezes o Produto Interno Bruto (PIB) <italic>per capita</italic> do pa&#237;s onde a an&#225;lise foi realizada, como limite de custo-efetividade justific&#225;vel para aquele contexto.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise de sensibilidade</bold>
    </p>
    <p>Foram realizadas an&#225;lises de sensibilidade univariadas para avaliar o impacto da varia&#231;&#227;o de par&#226;metros chave sobre os resultados do modelo.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="pt_06010t07">tabela 7</xref> apresenta os resultados da varia&#231;&#227;o dos tipos de custos considerados. Os resultados base considerados s&#227;o os resultados em cinco anos.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="pt_06010t07">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt07.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nosso estudo sugere que a interven&#231;&#227;o precoce na evolu&#231;&#227;o do AVC pode ser uma estrat&#233;gia custo-efetiva para o Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, com utiliza&#231;&#227;o dos limites recomendados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS). O Produto Interno Bruto (PIB) <italic>per capita</italic> do Brasil em 2007 foi de US$ 9.700,00, equivalente ao limiar de custo-efetividade de US$ 29.100,00 (3x o PIB <italic>per capita</italic>) por QALY.</p>
    <p>O ensaio cl&#237;nico NINDS mostrou que pacientes tratados com rt-PA at&#233; tr&#234;s horas ap&#243;s o surgimento dos sintomas, quando comparados ao grupo placebo, apresentavam probabilidade pelo menos 30% maior de terem incapacidade m&#237;nima ou ausente ap&#243;s tr&#234;s meses. Esse benef&#237;cio, embora associado a um aumento no risco de hemorragia intracraniana, n&#227;o se relacionou a um aumento na mortalidade.</p>
    <p>O tratamento dos pacientes com AVC implica custos bastante elevados, estimado em 1994 nos Estados Unidos como 20 bilh&#245;es de d&#243;lares de custos diretos e 46 bilh&#245;es de d&#243;lares com os custos indiretos<sup>21</sup>. Dessa forma, uma interven&#231;&#227;o capaz de prevenir os desfechos desfavor&#225;veis consequentes ao AVC ter&#225; um importante impacto econ&#244;mico.</p>
    <p>Christensen e cols. estimaram o custo do tratamento agudo do AVC isqu&#234;mico e hemorr&#225;gico, em dois hospitais p&#250;blicos brasileiros<sup>22</sup>. Os autores utilizaram an&#225;lise retrospectiva de prontu&#225;rios m&#233;dicos e identificaram 316 pacientes com m&#233;dia de perman&#234;ncia hospitalar de 12,0 &#177; 8,8 dias para AVC isqu&#234;mico e 13,3 &#177; 23,4 dias para AVC hemorr&#225;gico. O custo m&#233;dio da hospitaliza&#231;&#227;o para tratamento do AVC isqu&#234;mico foi de US$ 1.902,00. No nosso estudo, o custo da hospitaliza&#231;&#227;o, para o grupo de pacientes hipot&#233;ticos alocados no grupo do alteplase, foi de US$ 2.262,00 para homens e US$ 2.058,00 para mulheres (<xref ref-type="table" rid="pt_06010t03">tab.3</xref>). Utilizou-se o mesmo c&#226;mbio de paridade do poder de compra: 1 US$ = 1,4 reais<sup>1</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise de custo-efetividade da tromb&#243;lise no Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio (IAM) tamb&#233;m foi estimada recentemente em nosso meio, no cen&#225;rio do SUS<sup>23</sup>. Os pesquisadores conclu&#237;ram que a estrat&#233;gia de tromb&#243;lise pr&#233;-hospitalar do IAM pode salvar vidas e reduzir custos relacionados ao tratamento do IAM e suas complica&#231;&#245;es.</p>
    <p>Nosso estudo possui algumas limita&#231;&#245;es, caracter&#237;stica das an&#225;lises de custo-efetividade realizadas com modelos de an&#225;lise de decis&#227;o. Os dados utilizados no modelo s&#227;o extra&#237;dos de ensaios cl&#237;nicos controlados, isto &#233;, refere-se a dados de efic&#225;cia, ao inv&#233;s de dados de efetividade que retratam o "mundo real". O resultado expressa o custo m&#233;dio de um paciente usual, n&#227;o retrata o custo de pacientes que complicam e exigem tempo prolongado de interna&#231;&#227;o. N&#227;o foi utilizada mediana da renda mensal, pois tomadores de decis&#227;o e formuladores de pol&#237;tica de sa&#250;de est&#227;o mais familiarizados com uso de m&#233;dia para valores monet&#225;rios. O tratamento proposto &#233; baseado nas diretrizes das Sociedades M&#233;dicas de Especialidades, que n&#227;o necessariamente expressa a forma usual de tratamento dos pacientes no SUS. Os modelos s&#227;o estimativas probabil&#237;sticas da hist&#243;ria natural da doen&#231;a e suas interven&#231;&#245;es e dificilmente incorporam todas incertezas inerentes &#224; biologia, por isso deve ser sempre analisado criticamente quanto &#224; capacidade de generaliza&#231;&#227;o para os pacientes do "mundo real".</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O uso do trombol&#237;tico rt-PA nas primeiras tr&#234;s horas de evolu&#231;&#227;o do AVC pode mudar a hist&#243;ria natural da doen&#231;a. Digno de nota, essa &#233; a &#250;nica interven&#231;&#227;o efetiva dispon&#237;vel no arsenal terap&#234;utico atual, em substitui&#231;&#227;o ao tratamento conservador e expectante. Essa interven&#231;&#227;o pode minimizar custos diretos, pela redu&#231;&#227;o do tempo de hospitaliza&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o e, especialmente, reduzir os custos indiretos (perda de produtividade, absente&#237;smo, morte prematura), com grande repercuss&#227;o socioecon&#244;mica.</p>
    <p>Quando se consegue valorar, em unidades monet&#225;rias, a perda ou ganho de produtividade em virtude de um tratamento aplicado, os formuladores de pol&#237;ticas de sa&#250;de podem tomar decis&#245;es mais conscientes, baseadas em informa&#231;&#245;es consistentes.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Denizar Vianna Ara&#250;jo </p>
        <p> Avenida Visconde de Albuquerque 1400/501 - Leblon </p>
        <p> 22450-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="denizar@cardiol.br">denizar@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="denizarvianna@medinsight.com">denizarvianna@medinsight.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 10/06/09; revisado recebido em 23/12/09; aceito em 03/03/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Cost-effectiveness of ticlopidine in preventing stroke in high-risk patients</article-title>
          <source>Stroke.</source>
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          <article-title>Cost-utility analysis of tissue plasminogen activator therapy for acute ischaemic stroke: a Canadian healthcare perspective</article-title>
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            <day>04</day>
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          <article-title>Acute treatment costs of stroke in Brazil</article-title>
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          <article-title>Cost-effectiveness of prehospital versus inhospital thrombolysis in acute myocardial infarction</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol.</source>
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            <year>2008</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Analysis of the cost-effectiveness of thrombolysis with alteplase in stroke</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The cerebrovascular accident (CVA) or stroke is the main cause of death in Brazil and little information is available on the cost of treatment. OBJECTIVE: To carry out a cost-effectiveness analysis of thrombolysis in stroke, up to three hours after symptom onset, comparing the treatment with alteplase versus the conservative treatment, under the perspective of the Brazilian Public Health System (SUS). METHODS: A decision analysis model was developed to compare the two types of treatment. Cycles were considered, during which the patients would go through five stages of disability post-stroke, based on the modified Rankin scale. The probability to present intracranial hemorrhage in the first year was obtained from the NINDS trial. For the subsequent years, one-year cycles were considered to calculate patients' mortality. The outcome was expressed as quality-adjusted life years (QALY). Both direct and indirect costs were considered in the analysis. Costs and outcomes were discounted at 5% a year. RESULTS: In the first year, the QALY gained was 0.06 for both sexes, with an incremental cost of R$ 2,558 for men and R$ 2,312 for women. The incremental cost-effectiveness ratio (ICER) in one year was R$ 40,539 / QALY (USD 28,956) for men and R$ 36,640 / QALY (USD 26,171) for women. After the second year, the treatment with alteplase reduced the cost of treatment (Purchasing Power Parity index: US$ 1 = R$ 1.4). CONCLUSION: The thrombolytic therapy with alteplase within the first three hours following a stroke is cost-effective in the Brazilian Public Health System scenario.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Health care costs</kwd>
        <kwd>stroke</kwd>
        <kwd>tissue plasminogen activator</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Analysis of the cost-effectiveness of thrombolysis with alteplase in stroke</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Denizar Vianna Ara&#250;jo<sup>I, III</sup>; Vanessa Teich<sup>II</sup>; Roberta Benitez Freitas Passos<sup>II</sup>; Sheila Cristina Ouriques Martins<sup>III, IV</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ</p>
      <p><sup>II</sup>MedInsight - Decisions in Health Care, Rio de Janeiro, RJ</p>
      <p><sup>III</sup>Instituto Nacional de Ci&#234;ncia e Tecnologia para Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias em Sa&#250;de (IATS) - CNPq</p>
      <p><sup>IV</sup>Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The cerebrovascular accident (CVA) or stroke is the main cause of death in Brazil and little information is available on the cost of treatment.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To carry out a cost-effectiveness analysis of thrombolysis in stroke, up to three hours after symptom onset, comparing the treatment with alteplase <italic>versus</italic> the conservative treatment, under the perspective of the Brazilian Public Health System (SUS).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A decision analysis model was developed to compare the two types of treatment. Cycles were considered, during which the patients would go through five stages of disability post-stroke, based on the modified Rankin scale. The probability to present intracranial hemorrhage in the first year was obtained from the NINDS trial. For the subsequent years, one-year cycles were considered to calculate patients' mortality. The outcome was expressed as quality-adjusted life years (QALY). Both direct and indirect costs were considered in the analysis. Costs and outcomes were discounted at 5% a year.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In the first year, the QALY gained was 0.06 for both sexes, with an incremental cost of R$ 2,558 for men and R$ 2,312 for women. The incremental cost-effectiveness ratio (ICER) in one year was R$ 40,539 / QALY (USD 28,956) for men and R$ 36,640 / QALY (USD 26,171) for women. After the second year, the treatment with alteplase reduced the cost of treatment (Purchasing Power Parity index: US$ 1 = R$ 1.4).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The thrombolytic therapy with alteplase within the first three hours following a stroke is cost-effective in the Brazilian Public Health System scenario.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Health care costs; stroke; tissue plasminogen activator.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The cerebrovascular accident (CVA) or stroke is one of the main causes of death among the Brazilian adult population, varying between the first and the third positions, according to the year and state of the Federation<sup>1</sup>. Mortality is only one of the public health measurements of stroke impact, with sequelae being equally important, and, consequently, lack of productivity, loss of quality of life and premature retirement. It is estimated that 85% of the strokes are of ischemic origin and 15% of hemorrhagic origin<sup>2</sup>.</p>
      <p>The mortality of the ischemic stroke during the first 30 days is approximately 10%, mainly associated with neurological sequelae<sup>3</sup> and can reach 40% at the end of the first year. Among the patients that survive the acute phase of the stroke, most present neurological deficits that require rehabilitation<sup>4</sup>. Around 70% of these individuals will not return to work and 30% will need help to walk.</p>
      <p>An epidemiological enquiry carried out the Brazilian Public Health System (SUS)<sup>5</sup> with stroke patients, at the productive age of 20 to 59 years, demonstrated that 80% referred some type of persistent functional disability after the first episode. After the stroke, 70% of the patients became unemployed or retired prematurely.</p>
      <p>Up to the last decades, the ischemic stroke outcome was determined by the natural evolution and support measures. In July 1996, the Food and Drug Administration (FDA) approved the use of <italic>recombinant</italic> tissue plasminogen activator (rt-PA) for the treatment of stroke at the acute stage.</p>
      <p>In ischemic stroke, the probability of the affected tissue to develop necrosis depends on the residual brain blood flow in the affected region as much as on the duration of ischemia<sup>6</sup>. The main objective of the thrombolytic drugs is to restore blood flow in the affected area as early as possible, with a consequent decrease in ischemia and limitation of the neurological injury<sup>7</sup>.</p>
      <p>The objective of the present study was to carry out a cost-effectiveness analysis of thrombolysis in stroke up to three hours after symptom onset, comparing the treatment strategy with rt-PA with the conservative treatment, under the perspective of the Brazilian Public Health System (SUS).</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The first phase of the study consisted in the review and critical analysis of the literature. The review was carried out by searching the databases Medline, Cochrane and LILACS for all studies published in Portuguese, English or Spanish that had evaluated the use of rt-PA in ischemic stroke treatment during the last ten years, until May 2008. The inclusion criteria were: type of study (randomized clinical trial, review articles, systematic reviews and meta-analyses) and study population (individuals older than 18 years with ischemic stroke). The studies were limited to those carried out with human beings. The main keywords used in the search were: alteplase, rt-PA, stroke, efficacy. After the search had been carried out, their references were analyzed to locate new publications of interest. The search selected, initially, articles according to the title and/or summary and then, the article was read and critically analyzed, if it were relevant to the objective of the study.</p>
      <p>The initial search identified 67 articles. Of these, 28 met the inclusion criteria. Sixteen of them were review articles and 10 reported results of controlled clinical trials. A systematic Cochrane<sup>8</sup> review was found on the use of thrombolytic drugs in general, including rt-PA. A summary of this review was published in the <italic>Lancet</italic> in 1997<sup>9</sup>; however, in 2003 this review underwent alterations, and therefore, it was updated.</p>
      <p>Four randomized double-blind clinical trials were carried out to assess the effectiveness and safety of rt-PA use in ischemic CVA: National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS) trial<sup>10</sup>, the first and second European cooperative Acute Stroke Studies (ECASS I<sup>11</sup> e ECASSII<sup>12</sup>) and Alteplase Thrombolysis for Acute Non-interventional Therapy in Ischemic Stroke (ATLANTIS) Study<sup>13</sup>.</p>
      <p>Cochrane Collaboration performed a systematic review, of which last update was carried out in March 2003, to evaluate the effectiveness and safety of the thrombolytic agents in general, in ischemic stroke. A total of 18 clinical trials were assessed, totaling 5,727 patients assessed, testing urokinase, streptokinase, recombinant tissue plasminogen activator (rt-PA) or recombinant pro-urokinase (r-pro-UK). Approximately half of the data referred to rt-PA.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_06010t01-body2">Table 1</xref> summarizes the results of the clinical trials and the meta-analyses that evaluated the efficacy of rt-PA.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06010t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Perspective of the analysis</bold>
      </p>
      <p>The estimates of the use of resources and value appraisal were guided by the perspective of the Brazilian Public Health System (SUS).</p>
      <p>
        <bold>Target-population</bold>
      </p>
      <p>Two groups of patients were analyzed, older than 18 years, of both sexes: the first received treatment with rt-PA and the second received the conservative treatment. Only patients treated within three hours since stroke symptom onset were analyzed.</p>
      <p>
        <bold>Model design</bold>
      </p>
      <p>The type of analysis selected was the analysis of cost-effectiveness, more specifically, the cost-utility analysis, as the model compared the direct and indirect costs involved in the treatment and follow-up of stroke patients and the health outcome in terms of quality-adjusted life years (QALY).</p>
      <p>To estimate the treatment costs and outcomes, a Markov model was created, which simulated the treatment of stroke in the acute phase and the transition of patients between the different levels of severity of post-stroke sequelae, characterized by the different states of Markov. The analysis compared the two treatment strategies considered in the NINDS study<bold><sup>10</sup></bold>: use of rt-PA and placebo, in this case, considered as the conservative treatment. The structure used in the model is shown in <xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>In the present study, the patients were included in the model after an ischemic stroke event. When included in the model, it is assumed that the patient will receive treatment with rt-PA or the conservative treatment. During the treatment, the patient can experience an intracranial bleeding event.</p>
      <p>After the stroke treatment, the patients pass through different health stages, according to the degree of sequelae as a consequence of the stroke. In the first year, three-month cycles were considered, at the end of which the patient's status was reassessed and classified according to the modified Rankin scale. The possible states were: R0 (no symptoms), R1 (no significant disability), R2 (minimal disability), R3 (moderate disability), R4 (moderate to severe disability), R5 (severe disability) or death.</p>
      <p>After the first year, one-year cycles started to be considered, after which the patients remained at the state they were at the end of the first year or died.</p>
      <p>
        <bold>Considered outcomes</bold>
      </p>
      <p>The considered health outcome was quality-adjusted life years (QALY). This outcome evaluates the disability caused by the sequelae that impair the quality of life of patients post-stroke. Due to the absence of Brazilian estimates of utility for post-stroke patients, we chose to adopt the utility values of the systematic review created by Post et al<sup>14</sup>. These authors selected 23 articles that measured utilities for the post-stroke health status. Patients that presented risk for stroke reported utilities, with the time trade-off method, of 0.26 (lower limit of 0.11 and upper limit of 0.39) and 0.55 (lower limit of 0.39 and upper limit of 0.75) for major stroke (Rankin scale from 4 to 5) and minor stroke (Rankin scale from 2 to 3), respectively. For the Rankin scale de 0 to 1, a value of 0.75 was considered.</p>
      <p>The economic outcomes considered were "direct and indirect costs". Direct costs refer to the resources used for the patient's treatment, such as cost of medication, hospitalization and rehabilitation treatments. These were collected under the perspective of SUS. The indirect costs refer to the onus derived from the loss of productivity of individuals that retire prematurely due to the stroke sequelae.</p>
      <p>Both costs and years of life were discounted at a rate of 5% a year. The impact of this percentage on the results of the model was assessed by analysis of sensitivity.</p>
      <p>The results were calculated for different time horizons, varying from 1 to 30 years.</p>
      <p>
        <bold>Data collection</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Effectiveness Data</bold>
      </p>
      <p>The probabilities of transition between the degrees of severity of the post-stroke sequelae every three months were extracted from the NINDS study<bold><sup>10</sup></bold> for the first year of the model, as shown in <xref ref-type="table" rid="en_06010t02-body2">Table 2</xref>. The values for nine months were obtained by interpolating the 6-month and the 12-month data. The choice of the NINDS study was due to the fact that this was the only study that assessed patients who received treatment within three hours after stroke symptom onset, with the approved dose of 0.9 mg/kg.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06010t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>After this period, the model considered that the patients would remain at the same health status or would die due to other causes at each one-year cycle. The mortality rate due to all causes was extracted from IBGE (The Brazilian Institute of Geography and Statistics) for men<sup>15</sup> and women<sup>16</sup>. The model also considered that, after the stroke, the mortality rate of the patients would be 2.67-fold<sup>17</sup> higher than that of the general population.</p>
      <p>After the first year of the model, similar mortality rates were considered for all patients, varying only between men and women, regardless of the degree of severity of the sequelae that the patient presented. Moreover, the probabilities of intracerebral bleeding during the stroke treatment were also obtained from the NINDS study<sup>10</sup>, which were 6.40% with rt-PA and 0.60% with the conservative treatment.</p>
      <p>The mean age of the patients being treated with rt-PA at the NINDS study<sup>10</sup> was 67 years. Due to the absence of similar studies segmented by age range, the model assumed that the effectiveness obtained at the NINDS study could be extrapolated to other age ranges.</p>
      <p>
        <bold>Direct cost data</bold>
      </p>
      <p>For the first cycle of the model, the costs of treatment of stroke patients were considered. The use of resources was considered to be equivalent for men and women, except for the amount of rt-PA used. The latter varies according to the patient's weight, as the treatment protocol of 0.9 mg/kg was considered, as well as different mean weights for men and women, 75 kg and 65 kg, respectively. Moreover, the difference between the treatment with rt-PA and the conservative treatment also includes the cost of hospitalization. The NINDS study<bold><sup>10</sup></bold> showed a difference regarding the mean duration of hospitalization of patients undergoing treatment with rt-PA or placebo. However, as the SUS reimbursement is calculated by procedure and not by daily hospitalization cost, this difference could not be incorporated in the model, with conservative results being attained for rt-PA, as the benefit of the decrease in the mean duration of hospitalization in days was not considered.</p>
      <p>The costs considered for the treatment of stroke, including the cost of treatment of a bleeding event, using rt-PA or conservative treatment is shown in <xref ref-type="table" rid="en_06010t03-body2">Table 3</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06010t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>After the stroke, the patients started the follow-up period, and could be assigned to five different states, classified according to the degree of sequelae, based on the modified Rankin scale, or die. Depending on the post-stroke patient's status, different percentages of patients needed rehabilitation. This percentage was obtained based on a cost-utility study developed under the Canadian perspective<sup>18</sup>, which considered the percentage of patients that needed support at a specific structure after the stroke (rehabilitation hospital or long-term care institution) or went back home.</p>
      <p>In the current model, we considered that the patient would need or not rehabilitation treatment, but in both cases, he or she would return home. The rehabilitation treatment considered was a daily home visit to assist the patient.</p>
      <p>All patients being followed also received treatment with antiaggregants and anti-hypertensive drugs and had a consultation with a neurologist very two months. No differences were considered regarding the use of resources by sex and age range.</p>
      <p>
        <bold>Indirect cost data</bold>
      </p>
      <p>The indirect costs considered in the model referred to the loss of productivity and early withdrawn of the retirement funds due to the premature retirement of patients, depending on the severity of the stroke sequelae.</p>
      <p>In order to do that, we obtained from IBGE<sup>19</sup> the mean rate of unemployment of the population and the mean monthly income of the employed population. Thus, the mean loss of work per year was calculated.</p>
      <p>Moreover, a mean monthly retirement of one minimum wage was considered to calculate the additional cost per year of premature retirement.</p>
      <p>The model considered, therefore, that, if the patients were younger than the mean age of retirement and were in a state of the Rankin scale <underline>&lt;</underline> R3 (R3, R4 or R5), the consequence would be the costs caused by the loss of productivity and additional costs concerning the social security. In case of death, only the costs concerning the loss of productivity would apply.</p>
      <p>The parameters considered for the calculation of indirect costs are shown in <xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref>.</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The comparative results of the alternative strategies of treatment were measured by the incremental cost-effectiveness ratio. That is defined, for two specific alternatives of treatment, as the additional cost of treatment divided by the additional health benefit. This "benefit" was expressed in terms of QALY.</p>
      <p>The model base case considered a rate of discount of 5% a year and an initial mean age of the patients of 50 years. Additionally, mean retirement ages of 60 and 65 years, for women and men, respectively, were considered.</p>
      <p>The one-year results for men and women are shown in <xref ref-type="table" rid="en_06010t05-body2">Table 5</xref>. <xref ref-type="table" rid="en_06010t06-body2">Table 6</xref> shows the results for different time horizons, from 1 to 30 years.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06010t05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06010t06-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>It can be observed that, for a one-year result, for men, the cost of treatment with rt-PA is higher than the cost of the conservative treatment. This result is mainly directed by the cost of the medication. Part of this additional cost is compensated by the lower cost of rehabilitation and the smaller losses of productivity as early as the two first years, as the patients treated with rt-PA present fewer sequelae than those who receive the conservative treatment.</p>
      <p>After the second year post-stroke, for men and women, the treatment with rt-PA starts to present a lower cost when compared to the conservative treatment, when direct and indirect costs are considered. From this time horizon onward, the additional cost of the medication starts to be more than compensated by the smaller losses of productivity and lower social security and patient rehabilitation costs.</p>
      <p>The analysis of cost-effectiveness measures the cost in monetary units divided by a non-monetary unit, called the natural unit, for instance, "years of life saved". It allows the estimation of the cost per unit of effectiveness. A healthcare intervention is called cost-effective if it produces a clinical benefit that is justifiable for its cost.</p>
      <p>The calculation of how much the additional effectiveness justifies the additional cost is determined by society and depends on social values and the availability of resources. Although the explicit quantification of the acceptable cost for certain effectiveness ("clinical benefit") is difficult to define, valuable levels of reference are the medical interventions that the society chooses to incorporate<sup>20</sup>. The World Health Organization (WHO) recommends a 3-fold value of the Gross Domestic Product (GDP) <italic>per capita</italic> of the country where the analysis was carried out, as the limit of cost-effectiveness justifiable for that context.</p>
      <p>
        <bold>Analysis of sensitivity</bold>
      </p>
      <p>Univariate analyses of sensitivity were carried out to evaluate the impact of key-parameter variation on the results of the model.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_06010t07-body2">Table 7</xref> presents the results of the variation of the types of costs considered in the analysis. The base results considered in the analysis are the five-year results.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06010t07-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Our study suggests that the early intervention in the stroke evolution can be a cost-effective strategy for the Brazilian Public Health System (SUS), using the limits recommended by the WHO. The GDP <italic>per capita</italic> of Brazil in 2007 was US$ 9,700, equivalent to the cost- effectiveness threshold of US$ 29,100 (3x the GDP <italic>per capita</italic>) per QALY.</p>
      <p>The NINDS clinical trial showed that patients treated with rt-PA within three hours after symptom onset, when compared to the placebo group, had at least a 30% higher probability of presenting minimal disability or none at all after 3 months. This benefit, although associated with an increased risk of intracranial bleeding, was not related to an increase in mortality.</p>
      <p>The treatment of stroke patients implies elevated costs, estimated in 1994 in the United States as 20 billion dollars of direct costs and 46 billion dollars of indirect costs<sup>21</sup>. Therefore, an intervention capable of preventing the consequent unfavorable stroke outcomes will have an important economic impact.</p>
      <p>Christensen et al estimated the cost of the acute treatment of ischemic and hemorrhagic stroke in two Brazilian public hospitals<sup>22</sup>. The authors used a retrospective analysis of medical files and identified 316 patients with a mean hospital stay duration of 12.0&#177;8.8 days for ischemic stroke and 13.3&#177;23.4 days for hemorrhagic stroke. The mean cost of hospitalization for the treatment of ischemic stroke was US$ 1,902. In our study, for the group of hypothetical patients allocated at the alteplase group, it was US$ 2,262 for men and US$ 2,058 for women (<xref ref-type="table" rid="en_06010t03-body2">Table 3</xref>). The same Purchasing Power Parity index: was used: 1 US$ = 1.4 reais<sup>1</sup>.</p>
      <p>The analysis of cost-effectiveness of thrombolysis in Acute Myocardial Infarction (AMI) has also been recently estimated in our country, in the Public Health System scenario<sup>23</sup>. The researchers concluded that the strategy of pre-hospital thrombolysis of the AMI can save lives and reduce costs related to the treatment of AMI and its complications.</p>
      <p>Our study has some limitations, a characteristic of the cost-effectiveness analyses carried out with decision analysis models. The data used in the model are obtained from controlled clinical trials, that is, it refers to efficacy data, instead of effectiveness data that portray the "real world". The result expresses the mean cost of a usual patient, does not portray the cost of patients that present complications and require a long-term hospitalization. No median values were used for the monthly income, as healthcare decision-makers and policy-makers are more familiarized with the use of means for monetary values.</p>
      <p>The proposed treatment is based on the guidelines of the Specialty Medical Societies, which does not necessarily express the usual treatment of patients in the Public Health System. The models are probabilistic estimates of the natural history of the disease and their interventions and hardly incorporate all uncertainties inherent to biology and thus, should be always critically analyzed regarding the capacity of generalization for "real-world" patients.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The use of rt-PA thrombolytic therapy within the first three hours of the CVA evolution can change the natural history of the disease. It is noteworthy the fact that this is the only effective intervention available in the current therapeutic arsenal, substituting the conservative and expectant treatment. This intervention can minimize direct costs, by reducing hospitalization time and rehabilitation duration and, especially, it can reduce the indirect costs (loss of productivity, absenteeism, premature death), with a significant socioeconomic impact.</p>
      <p>When the loss or gain of productivity can be measured in monetary units, due to a treatment that has been applied, the health policy makers can make more conscious decisions, based on consistent information.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> Denizar Vianna Ara&#250;jo</p>
          <p> Avenida Visconde de Albuquerque 1400/501 - Leblon</p>
          <p> 22450-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="denizar@cardiol.br">denizar@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="denizarvianna@medinsight.com">denizarvianna@medinsight.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received June 10, 2009; revised manuscript received December 23, 2009; accepted March 3<sup>th</sup>, 2010.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">An&#225;lisis de costo-efectividad de la tromb&#243;lisis con alteplase en el accidente vascular cerebral</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Accidente Vascular Cerebral (AVC) es la principal causa de &#243;bito en el Brasil y poca informaci&#243;n est&#225; disponible sobre el costo del tratamiento. OBJETIVO: Elaborar an&#225;lisis de costo-efectividad de la tromb&#243;lisis en el AVC, hasta tres horas despu&#233;s del comienzo de los s&#237;ntomas, comparando el tratamiento con alteplase versus conservador, bajo la perspectiva del Sistema &#218;nico de Salud (SUS). M&#201;TODOS: Modelo de an&#225;lisis de decisi&#243;n fue desarrollado para comparar los dos tratamientos. Ciclos fueron considerados, durante los cuales pacientes podr&#237;an transitar entre cinco niveles de incapacidad post-AVC, basados en la escala modificada de Rankin. La probabilidad de presentar hemorragia intracerebral en el primer a&#241;o fue obtenida del ensayo NINDS. Para los anos subsecuentes, ciclos de un a&#241;o fueron considerados, para contabilizar la mortalidad de los pacientes. El desenlace fue expresado en A&#241;os de Vida Ajustados por la Calidad (QALY). Tanto los costos directos como los indirectos fueron considerados en el an&#225;lisis. Costos y desenlace fueron descontados 5% al a&#241;o. RESULTADOS: En el primer a&#241;o, la ganancia de QALY fue de 0,06 para ambos g&#233;neros, con un costo incremental de R$ 2.558 para hombres y de R$ 2.312 para mujeres. La raz&#243;n de costo-efectividad incremental en un a&#241;o fue de R$ 40.539 / QALY (USD 28,956) para hombres y R$ 36.640 / QALY (USD 26,171) para mujeres. Despu&#233;s del segundo a&#241;o, el tratamiento con alteplase redujo el costo del tratamiento (&#237;ndice de Paridad del Poder de Compra US$ 1 = R$ 1,4). CONCLUSI&#211;N: Terapia trombol&#237;tica con alteplase en las primeras tres horas despu&#233;s del AVC es costo-efectiva en el escenario del Sistema &#218;nico de Salud.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Costos de cuidados de la salud</kwd>
        <kwd>accidente cerebral vascular</kwd>
        <kwd>activador de plasmin&#243;geno tisular</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de costo-efectividad de la tromb&#243;lisis con alteplase en el accidente vascular cerebral</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Denizar Vianna Ara&#250;jo<sup>I,III</sup>; Vanessa Teich<sup>II</sup>; Roberta Benitez Freitas Passos<sup>II</sup>; Sheila Cristina Ouriques Martins<sup>III,IV</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ</p>
      <p><sup>II</sup>MedInsight - Decisions in Health Care, Rio de Janeiro, RJ</p>
      <p><sup>III</sup>Instituto Nacional de Ci&#234;ncia e Tecnologia para Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias em Sa&#250;de (IATS) - CNPq</p>
      <p><sup>IV</sup>Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Accidente Vascular Cerebral (AVC) es la principal causa de &#243;bito en el Brasil y poca informaci&#243;n est&#225; disponible sobre el costo del tratamiento.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Elaborar an&#225;lisis de costo-efectividad de la tromb&#243;lisis en el AVC, hasta tres horas despu&#233;s del comienzo de los s&#237;ntomas, comparando el tratamiento con alteplase <italic>versus</italic> conservador, bajo la perspectiva del Sistema &#218;nico de Salud (SUS).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Modelo de an&#225;lisis de decisi&#243;n fue desarrollado para comparar los dos tratamientos. Ciclos fueron considerados, durante los cuales pacientes podr&#237;an transitar entre cinco niveles de incapacidad post-AVC, basados en la escala modificada de Rankin. La probabilidad de presentar hemorragia intracerebral en el primer a&#241;o fue obtenida del ensayo NINDS. Para los anos subsecuentes, ciclos de un a&#241;o fueron considerados, para contabilizar la mortalidad de los pacientes. El desenlace fue expresado en A&#241;os de Vida Ajustados por la Calidad (QALY). Tanto los costos directos como los indirectos fueron considerados en el an&#225;lisis. Costos y desenlace fueron descontados 5% al a&#241;o.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En el primer a&#241;o, la ganancia de QALY fue de 0,06 para ambos g&#233;neros, con un costo incremental de R$ 2.558 para hombres y de R$ 2.312 para mujeres. La raz&#243;n de costo-efectividad incremental en un a&#241;o fue de R$ 40.539 / QALY (USD 28,956) para hombres y R$ 36.640 / QALY (USD 26,171) para mujeres. Despu&#233;s del segundo a&#241;o, el tratamiento con alteplase redujo el costo del tratamiento (&#237;ndice de Paridad del Poder de Compra US$ 1 = R$ 1,4).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Terapia trombol&#237;tica con alteplase en las primeras tres horas despu&#233;s del AVC es costo-efectiva en el escenario del Sistema &#218;nico de Salud.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Costos de cuidados de la salud, accidente cerebral vascular, activador de plasmin&#243;geno tisular.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El Accidente Vascular Cerebral (AVC) se sit&#250;a entre las principales causas de &#243;bito de la poblaci&#243;n adulta brasile&#241;a, con variaci&#243;n entre la primera y la tercera posici&#243;n, seg&#250;n el a&#241;o y el estado de la Federaci&#243;n<sup>1</sup>. La mortalidad es apenas una de las medidas de salud p&#250;blica del impacto del AVC, siendo otra igualmente importante la secuela y, consecuentemente a improductividad, p&#233;rdida de calidad de vida y jubilaci&#243;n precoz del individuo. Se estima que 85% de los accidentes vasculares cerebrales sean de origen isqu&#233;mico y 15% de origen hemorr&#225;gico<sup>2</sup>.</p>
      <p>La mortalidad del AVC isqu&#233;mico en los primeros 30 d&#237;as es de aproximadamente 10%, relacionada especialmente a la secuela neurol&#243;gica<sup>3</sup>, pudiendo llegar a 40% en el final del primer a&#241;o. Entre los pacientes que sobreviven a la fase aguda del AVC, la mayor&#237;a presenta d&#233;ficit neurol&#243;gico que necesita rehabilitaci&#243;n<sup>4</sup>. Cerca de 70% de esos no retornar&#225;n a sus actividades laborales y 30% van a precisar auxilio para caminar.</p>
      <p>Investigaci&#243;n epidemiol&#243;gico realizada en el Sistema &#218;nico de Salud (SUS)<sup>5</sup>, con pacientes afectados por AVC, en edad productiva (20 a 59 a&#241;os), demostr&#243; que cerca de 80% refer&#237;an alg&#250;n tipo de incapacidad funcional persistente despu&#233;s del primer episodio. Despu&#233;s del AVC, 70% de los pacientes quedaron desempleados o fueron jubilados precozmente.</p>
      <p>Hasta las &#250;ltimas d&#233;cadas, el desenlace del AVC isqu&#233;mico era determinado por la evoluci&#243;n natural y medidas de apoyo. En junio de 1996, la <italic>Food and Drug Administration</italic> (FDA) aprob&#243; el activador del plasmin&#243;geno tisular recombinante (rt-PA) para tratamiento del AVC en la fase aguda.</p>
      <p>En el AVC isqu&#233;mico, la probabilidad de que el tejido afectado progrese a necrosis depende tanto del flujo sangu&#237;neo cerebral residual en la regi&#243;n afectada como de la duraci&#243;n de la isquemia<sup>6</sup>. El principal objetivo de los trombol&#237;ticos es la restituci&#243;n precoz del flujo sangu&#237;neo en el &#225;rea afectada, con consecuente reducci&#243;n de la isquemia y limitaci&#243;n de la lesi&#243;n neurol&#243;gica<sup>7</sup>.</p>
      <p>El objetivo de este estudio fue elaborar an&#225;lisis de costo-efectividad de la tromb&#243;lisis en el AVC, hasta tres horas despu&#233;s del comienzo de los s&#237;ntomas, comparando la estrategia de tratamiento con rt-PA <italic>versus</italic> tratamiento conservador, bajo la perspectiva del SUS.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>La primer etapa del estudio consisti&#243; en la realizaci&#243;n de revisi&#243;n y an&#225;lisis cr&#237;tico de la literatura. La revisi&#243;n fue realizada por medio de b&#250;squeda bibliogr&#225;fica en las bases de datos Medline, Cochrane y LILACS, de todos los estudios publicados en portugu&#233;s, ingl&#233;s o espa&#241;ol, que evaluaron el uso del rt-PA en el AVC isqu&#233;mico, en los &#250;ltimos 10 a&#241;os, hasta mayo de 2008. Los criterios de inclusi&#243;n fueron: tipo de estudio (ensayos cl&#237;nicos randomizados, estudios de revisi&#243;n, revisiones sistem&#225;ticas y meta-an&#225;lisis) y la poblaci&#243;n del estudio (individuos mayores de 18 a&#241;os con AVC isqu&#233;mico). Los estudios fueron limitados a humanos. Las principales palabras-clave utilizadas en la b&#250;squeda fueron: alteplase, rt-PA, stroke, efficacy. A partir de los estudios encontrados, sus referencias fueron analizadas para localizaci&#243;n de nuevas publicaciones de inter&#233;s. La b&#250;squeda seleccion&#243;, en un primer momento, art&#237;culos seg&#250;n el t&#237;tulo y/o resumen, siendo, a seguir, realizada la lectura y an&#225;lisis cr&#237;tico del art&#237;culo completo en caso de que sea relevante para el objetivo del estudio.</p>
      <p>En la b&#250;squeda inicial fueron encontrados 67 art&#237;culos. De esos, 28 llenaban los criterios de inclusi&#243;n. Diecis&#233;is estudios eran de revisi&#243;n. Diez art&#237;culos relataban resultados de ensayos cl&#237;nicos controlados. Fue encontrada una revisi&#243;n sistem&#225;tica de la Cochrane<sup>8</sup> sobre el uso de trombol&#237;ticos en general, incluyendo el rt-PA. Un resumen de esa revisi&#243;n fue publicado en la revista <italic>Lancet</italic> en 19979; con todo, en 2003 esa revisi&#243;n sufri&#243; alteraciones, estando, por lo tanto, m&#225;s actualizada.</p>
      <p>Fueron realizados cuatro ensayos cl&#237;nicos doble-ciegos randomizados para evaluaci&#243;n de la eficacia y seguridad del uso de rt-PA en AVC isqu&#233;mico: <italic>National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS) trial</italic><sup>10</sup>, el primero y el segundo <italic>European co-operative Acute Stroke Studies (ECASS I<sup>11</sup> e ECASSII<sup>12</sup>)</italic> y <italic>Alteplase Thrombolysis for Acute Noninterventional Therapy in Ischemic Stroke (ATLANTIS) Study</italic><sup>13</sup>.</p>
      <p>La Cochrane Collaboration realiz&#243; revisi&#243;n sistem&#225;tica, cuya &#250;ltima gran actualizaci&#243;n fue hecha en marzo de 2003, para evaluar la eficacia y seguridad de los agentes trombol&#237;ticos, en general, en el AVC isqu&#233;mico. Fueron evaluados 18 ensayos cl&#237;nicos, en un total de 5.727 pacientes, testeando la urokinasa, estreptoquinasa, activador del plasmin&#243;geno tisular recombinante (rt-PA) o pro-urquinasa recombinante. Aproximadamente mitad de los datos se refer&#237;a al rt-PA.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a03tab01-body3">tabla 1</xref> muestra los resultados de los ensayos cl&#237;nicos y del meta-an&#225;lisis que evaluaron la eficacia del rt-PA.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Perspectiva del an&#225;lisis</bold>
      </p>
      <p>Las estimativas de utilizaci&#243;n de recursos y valoraci&#243;n fueron orientadas por la perspectiva del Sistema &#218;nico de Salud.</p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n-destinatario</bold>
      </p>
      <p>Fueron analizados dos grupos de pacientes, encima de 18 a&#241;os, de ambos sexos: el primero tratado con rt-PA y el segundo apenas con tratamiento conservador. Fueron analizados solamente pacientes tratados con hasta tres horas desde el inicio de los s&#237;ntomas de AVC.</p>
      <p>
        <bold>Dise&#241;o del modelo</bold>
      </p>
      <p>El tipo de an&#225;lisis seleccionado fue el an&#225;lisis de costo-efectividad, m&#225;s espec&#237;ficamente el llamado an&#225;lisis de costo-utilidad (<italic>utility</italic>), una vez que el modelo compar&#243; los costos directos e indirectos envueltos en el tratamiento y <italic>follow-up</italic> de pacientes con AVC y el desenlace en salud en t&#233;rminos de A&#241;os de Vida Ajustados por la Calidad (QALY).</p>
      <p>Para la estimativa de los costos y desenlaces de los tratamientos, fue elaborado un modelo de Markov que simul&#243; el tratamiento del AVC en la fase aguda y la transici&#243;n de los pacientes entre los diferentes niveles de gravedad de las secuelas post-AVC, caracterizados por diferentes estados de Markov. En el an&#225;lisis, fueron comparadas las dos estrategias de tratamiento consideradas en el estudio NINDS<sup>10</sup>: uso del rt-PA y placebo, en ese caso considerado como tratamiento conservador.</p>
      <p>La estructura utilizada en el modelo se encuentra esquematizada en la <xref ref-type="fig" rid="es_a03fig01-body3">figura 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a03fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En este estudio los pacientes entraron al modelo despu&#233;s de un evento de accidente vascular cerebral isqu&#233;mico. Al entrar al modelo, se considera que el paciente recibe tratamiento con rt-PA o tratamiento conservador. Durante el tratamiento, el paciente puede experimentar un evento de hemorragia intracerebral.</p>
      <p>Despu&#233;s del tratamiento del AVC, los pacientes pasan a diferentes estados de salud, en funci&#243;n del grado de secuelas consecuencia del AVC. En el primer a&#241;o, fueron considerados ciclos de tres meses, al final de los cuales el estado del paciente es reevaluado y clasificado de acuerdo con la escala modificada de Rankin. Los posibles estados de los pacientes ser&#237;an: R0 (sin s&#237;ntomas), R1 (sin incapacidad significativa), R2 (incapacidad m&#237;nima), R3 (incapacidad moderada), R4 (incapacidad moderada a grave), R5 (incapacidad grave) o muerte.</p>
      <p>Despu&#233;s del primer a&#241;o, pasan a ser considerados ciclos de un a&#241;o, despu&#233;s de los cuales los pacientes se mantienen en el estado en que se encontraban al final del primer a&#241;o o pasan al estado muerte.</p>
      <p>
        <bold>Desenlaces considerados</bold>
      </p>
      <p>El desenlace de salud considerado fue "A&#241;os de Vida Ajustados por la Calidad (QALY)". Ese desenlace valora la incapacidad decurrente de las secuelas que compromete la calidad de vida de los pacientes post-AVC. En virtud de la ausencia de estimativas brasile&#241;as de <italic>utility</italic> para pacientes post-AVC, se opt&#243; por adoptar los valores de <italic>utility</italic> de la revisi&#243;n sistem&#225;tica elaborada por Post et al<sup>14</sup>. Esos autores seleccionaron 23 art&#237;culos que med&#237;an <italic>utilities</italic> para los estados de salud post-AVC. Pacientes de riesgo para AVC relataron <italic>utilities</italic>, con el m&#233;todo <italic>time trade-off</italic>, de 0,26 (l&#237;mite inferior de 0,11 y limite superior de 0,39) y 0,55 (l&#237;mite inferior de 0,39 y limite superior de 0,75) para AVC de mayor gravedad (<italic>major stroke </italic>- Escala de Rankin de 4 a 5) y AVC de menor gravedad (<italic>minor stroke</italic> - Escala de Rankin de 2 a 3), respectivamente. Para Escala de Rankin de 0 a 1 se adopt&#243; el valor de 0,75.</p>
      <p>Los desenlaces econ&#243;micos contemplados fueron "costos directos e indirectos". Costos directos se refieren a los recursos utilizados directamente para el tratamiento del paciente, como costos de medicamentos, internaci&#243;n hospitalaria y tratamientos de rehabilitaci&#243;n. Estos costos fueron recogidos desde la perspectiva del Sistema &#218;nico de Salud. Los costos indirectos se refieren a la carga por la p&#233;rdida de productividad de los individuos que se jubilan precozmente en virtud de las secuelas del AVC.</p>
      <p>Ambos costos y a&#241;os de vida fueron descontados a la tasa de 5% al a&#241;o. El impacto de ese porcentual sobre los resultados del modelo fue evaluado por an&#225;lisis de sensibilidad.</p>
      <p>Los resultados fueron calculados para diferentes horizontes de tiempo, variando de 1 a 30 a&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>Recolecci&#243;n de datos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Datos de eficacia</bold>
      </p>
      <p>Las probabilidades de transici&#243;n entre los estados de gravedad de las secuelas post-AVC a cada tres meses fueron extra&#237;das del estudio NINDS<sup>10</sup> para el primer a&#241;o del modelo, como es presentado en la <xref ref-type="table" rid="es_a03tab02-body3">tabla 2</xref>. Los valores para nueve meses fueron obtenidos de la interpolaci&#243;n de los datos de 6 y 12 meses. La elecci&#243;n del estudio NINDS se debi&#243; al hecho de que es el &#250;nico estudio que evalu&#243; el tratamiento de pacientes atendidos solamente hasta tres horas despu&#233;s del inicio de los s&#237;ntomas del AVC, con la dosis aproada de 0,9 mg/kg.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Despu&#233;s de ese per&#237;odo, el modelo consider&#243; que los pacientes se mantendr&#237;an en el mismo estado de salud o murieron por otras causas a cada ciclo de un a&#241;o. La tasa de mortalidad por todas las causas fue extra&#237;da del IBGE para hombres<sup>15</sup> y mujeres<sup>16</sup>. El modelo consider&#243; todav&#237;a que, despu&#233;s del AVC, la tasa de mortalidad de los pacientes ser&#237;a 2,67 vezes<sup>17</sup> mayor que la tasa general de la poblaci&#243;n.</p>
      <p>Despu&#233;s del primer a&#241;o del modelo, fueron consideradas tasas de mortalidad semejantes para todos los pacientes, variando solamente entre hombres y mujeres, independientemente del nivel de gravedad de la secuela en que el paciente se encontrase.</p>
      <p>Adem&#225;s de eso, fueron obtenidas tambi&#233;n del estudio NINDS<sup>10</sup> las probabilidades de hemorragia intracerebral durante el tratamiento del AVC, de 6,40% con rt-PA y 0,60% con tratamiento conservador.</p>
      <p>La edad media de los pacientes en tratamiento con rt-PA en el estudio NINDS<sup>10</sup> fue de 67 a&#241;os. En virtud de la ausencia de estudios semejantes segmentados por otras franjas etarias, el modelo adopt&#243; la premisa de que la eficacia obtenida del estudio NINDS podr&#237;a ser extrapolada para otras franjas etarias.</p>
      <p>
        <bold>Datos de costos directos</bold>
      </p>
      <p>Para el primero ciclo del modelo, fueron considerados costos de atenci&#243;n de los pacientes con AVC. El uso de recursos fue considerado equivalente para hombres y mujeres, excepto para la cantidad utilizada de rt-PA. La misma var&#237;a en raz&#243;n del peso del paciente, una vez que fue considerado el protocolo de tratamiento de 0,9 mg/kg y diferentes pesos medios para hombres y mujeres, 75 kg y 65 kg, respectivamente. Adem&#225;s de eso, la diferencia entre el tratamiento con rt-PA y el tratamiento conservador recae tambi&#233;n sobre el costo de internaci&#243;n. En el estudio NINDS<sup>10</sup>, fue observada diferencia en t&#233;rminos de duraci&#243;n media de la internaci&#243;n de los pacientes en tratamiento con rt-PA o placebo. Mientras tanto, como el reembolso del SUS es realizado por procedimiento y no por diaria de internaci&#243;n, esa diferencia no puede ser incorporada al modelo, llegando a resultados conservadores para el rt-PA, una vez que el beneficio de la reducci&#243;n de la media de d&#237;as de internaci&#243;n no fue considerada.</p>
      <p>Los costos considerados para tratamiento del AVC, incluyendo el costo do tratamiento de un evento de hemorragia, utilizando rt-PA o tratamiento conservador, est&#225;n presentados en la <xref ref-type="table" rid="es_a03tab03-body3">tabla 3</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Despu&#233;s del AVC, los pacientes pasan para los estados de <italic>follow-up</italic>, pudiendo encontrarse en cinco diferentes estados, clasificados por nivel de secuela, con base en la escala modificada de Rankin, o morir. En raz&#243;n del estado del paciente post-AVC diferentes porcentuales de pacientes necesitan tratamiento de rehabilitaci&#243;n. Ese porcentual fue obtenido con base en un estudio de costo-utilidad desarrollado bajo la perspectiva canadiense<sup>18</sup>, que consider&#243; el porcentual de pacientes que despu&#233;s del AVC necesitaron apoyo en estructura espec&#237;fica (hospital de rehabilitaci&#243;n o instalaci&#243;n de cuidados de largo plazo) o volvieron a casa.</p>
      <p>En el modelo actual, se consider&#243; que el paciente necesitar&#237;a o no tratamiento de rehabilitaci&#243;n, sin embargo en ambos casos volver&#237;a a casa. El tratamiento de rehabilitaci&#243;n considerado fue una visita domiciliaria diaria para asistencia.</p>
      <p>Todos los pacientes en <italic>follow-up</italic> recibir&#237;an a&#250;n tratamiento con antiagregantes y antihipertensivos y tendr&#237;an una consulta con el neur&#243;logo cada dos meses. No fue considerada diferencia en t&#233;rminos de uso de recursos por sexo y franja etaria.</p>
      <p>
        <bold>Datos de costos indirectos</bold>
      </p>
      <p>Fueron considerados en el modelo costos indirectos relacionados a la p&#233;rdida de productividad y anticipaci&#243;n del beneficio asistencial en raz&#243;n de la jubilaci&#243;n precoz de los pacientes, dependiendo de la gravedad de las secuelas del AVC.</p>
      <p>Para esto, fueron obtenidas del IBGE<sup>19</sup> la tasa media de desocupaci&#243;n de la poblaci&#243;n y la renta media mensual de la poblaci&#243;n ocupada. Se calcul&#243; as&#237;, la p&#233;rdida media por a&#241;o de trabajo perdido.</p>
      <p>Adem&#225;s de eso, se consider&#243; una jubilaci&#243;n media mensual de un salario m&#237;nimo, para calcular tambi&#233;n el gasto adicional por a&#241;o de jubilaci&#243;n anticipada.</p>
      <p>El modelo consider&#243;, por lo tanto, que, si los pacientes tuviesen edad inferior a la edad media de jubilaci&#243;n y se encontrasen en un estado de la escala de Rankin modificada inferior o igual a R3 (R3, R4 o R5), incurrir&#237;an en costos por la p&#233;rdida de productividad y gastos adicionales con previsi&#243;n social. En caso de muerte, incurrir&#237;an en costos relacionados solamente a la p&#233;rdida de productividad.</p>
      <p>Los par&#225;metros considerados para el c&#225;lculo de los costos indirectos est&#225;n presentados en la <xref ref-type="table" rid="tab4-body3">tabla 4</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Los resultados comparativos de las estrategias alternativas de tratamiento fueron medidos por la relaci&#243;n de incremento de costo-efectividad. Esta es definida, para dos alternativas de tratamiento espec&#237;ficas, como el costo adicional de tratamiento dividido por la ganancia adicional en salud alcanzada. Ese "beneficio" fue expresado en t&#233;rminos de QALY.</p>
      <p>El caso base del modelo consider&#243; una tasa de descuento de 5% al a&#241;o y edad media inicial de los pacientes de 50 a&#241;os. Adem&#225;s, fueron consideradas edades medias de jubilaci&#243;n de 60 y 65 a&#241;os para mujeres y hombres, respectivamente.</p>
      <p>Los resultados en un a&#241;o para hombres y mujeres son presentados en la <xref ref-type="table" rid="es_a03tab05-body3">tabla 5</xref>. En la <xref ref-type="table" rid="es_a03tab06-body3">tabla 6</xref> son presentados los resultados para diferentes horizontes de tiempo, de 1 a 30 a&#241;os.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab05-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab06-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Se puede observar que, para el resultado en un a&#241;o, para hombres, el costo de tratamiento con rt-PA es superior al costo del tratamiento conservador. Ese resultado es motivado especialmente por el costo de adquisici&#243;n del medicamento. Parte de ese costo adicional es compensado por el menor costo de rehabilitaci&#243;n y por la menor p&#233;rdida de productividad ya en los dos primeros a&#241;os, pues los pacientes tratados con rt-PA presenta menos secuelas que aquellos con tratamiento conservador.</p>
      <p>A partir del segundo a&#241;o despu&#233;s del AVC, para hombres y mujeres, el tratamiento con rt-PA pasa a tener un costo inferior al tratamiento conservador, cuando son considerados costos directos e indirectos. A partir de ese horizonte de tiempo, el costo adicional del medicamento pasa a ser m&#225;s que compensado por las menores p&#233;rdidas de productividad y menores gastos con previsi&#243;n y rehabilitaci&#243;n de los pacientes.</p>
      <p>El an&#225;lisis de costo-efectividad mide el costo en unidades monetarias dividido por una unidad no monetaria, llamada unidad natural, por ejemplo, "a&#241;os de vida ahorrados". Ella permite estimar el costo incurrido por unidad de efectividad. Una intervenci&#243;n en salud es dicha costo-efectiva si produce un beneficio cl&#237;nico justificable para su costo.</p>
      <p>La determinaci&#243;n de cuanto la efectividad adicional justifica el costo extra es tomada por la sociedad y depende de valores sociales y de la disponibilidad de recursos. Aunque la cuantificaci&#243;n expl&#237;cita del costo aceptable para determinada efectividad ("beneficio cl&#237;nico") sea de dif&#237;cil definici&#243;n, niveles de referencia valiosos son las intervenciones m&#233;dicas que la sociedad elige incorporar<sup>20</sup>. la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud recomienda el valor de tres veces el Producto Interno Bruto (PIB) <italic>per c&#225;pita</italic> del pa&#237;s donde el an&#225;lisis fue realizado, como l&#237;mite de costo-efectividad justificable para aquel contexto.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de sensibilidad</bold>
      </p>
      <p>Fueron realizados an&#225;lisis de sensibilidad univariadas para evaluar el impacto de la variaci&#243;n de par&#225;metros clave sobre los resultados del modelo.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a03tab07-body3">tabla 7</xref> presenta los resultados de la variaci&#243;n de los tipos de costos considerados. Los resultados base considerados son los resultados en cinco a&#241;os.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab07-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-01-0012-00067-gt07-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Nuestro estudio sugiere que la intervenci&#243;n precoz en la evoluci&#243;n del AVC puede ser una estrategia costo-efectiva para el Sistema &#218;nico de Salud, con utilizaci&#243;n de los l&#237;mites recomendados por la Organizaci&#243;n Mundial de Salud (OMS). El Producto Interno Bruto (PIB) <italic>per capita</italic> del Brasil en 2007 fue de US$ 9.700, equivalente al umbral de costo-efectividad de US$ 29.100 (3x el PIB <italic>per capita</italic>) por QALY.</p>
      <p>El ensayo cl&#237;nico NINDS mostr&#243; que pacientes tratados con rt-PA hasta tres horas despu&#233;s del surgimiento de los s&#237;ntomas, cuando fueron comparados al grupo placebo, presentaban probabilidad por lo menos 30% mayor de tener incapacidad m&#237;nima o ausente despu&#233;s de tres meses. Ese beneficio, aunque asociado a un aumento en el riesgo de hemorragia intracraneana, no se relacion&#243; a un aumento en la mortalidad.</p>
      <p>El tratamiento de los pacientes con AVC implica costos bastante elevados, estimado en 1994 en los Estados Unidos como de 20.000 millones de d&#243;lares de costos directos y 46.000 millones de d&#243;lares de costos indirectos<sup>21</sup>. De esa forma, una intervenci&#243;n capaz de prevenir los desenlaces desfavorables a consecuencia del AVC tendr&#225; un importante impacto econ&#243;mico.</p>
      <p>Christensen et al estimaron el costo del tratamiento agudo del AVC isqu&#233;mico y hemorr&#225;gico, en dos hospitales p&#250;blicos brasile&#241;os<sup>22</sup>. Los autores utilizaron an&#225;lisis retrospectivo de historias cl&#237;nicas e identificaron 316 pacientes con media de permanencia hospitalaria de 12,0 &#177; 8,8 d&#237;as para AVC isqu&#233;mico y 13,3 &#177; 23,4 d&#237;as para AVC hemorr&#225;gico. El costo medio de la hospitalizaci&#243;n para tratamiento del AVC isqu&#233;mico fue de US$ 1.902. En nuestro estudio, el costo de la hospitalizaci&#243;n, para el grupo de pacientes hipot&#233;ticos del grupo de alteplase, fue de US$ 2.262 para hombres y US$ 2.058 para mujeres (<xref ref-type="table" rid="es_a03tab03-body3">tab.3</xref>). Se utiliz&#243; el mismo cambio de paridad del poder de compra: 1 US$ = 1,4 reales<xref ref-type="fn" rid="not1a-body3"><sup>1</sup></xref>.</p>
      <p>El an&#225;lisis de costo-efectividad de la tromb&#243;lisis en el Infarto Agudo de Miocardio (IAM) tambi&#233;n fue estimada recientemente en nuestro medio, en el escenario del SUS<sup>23</sup>. Los investigadores concluyeron que la estrategia de tromb&#243;lisis pre-hospitalaria del IAM puede salvar vidas y reducir costos relacionados al tratamiento del IAM y sus complicaciones.</p>
      <p>Nuestro estudio posee algunas limitaciones, caracter&#237;stica de los an&#225;lisis de costo-efectividad realizados con modelos de an&#225;lisis de decisi&#243;n. Los datos utilizados en el modelo son extra&#237;dos de ensayos cl&#237;nicos controlados, o sea, se refiere a datos de eficacia, al contrario de datos de efectividad que retratan el "mundo real". El resultado expresa el costo medio de un paciente usual, no retrata el costo de pacientes que se complican y exigen tiempo prolongado de internaci&#243;n. No fue utilizada media de renta mensual, pues los tomadores de decisiones y formuladores de pol&#237;tica de salud est&#225;n m&#225;s familiarizados con el uso de media para valores monetarios. El tratamiento propuesto est&#225; basado en las directrices de las Sociedades M&#233;dicas de Especialidades, que no necesariamente expresan la forma usual de tratamiento de los pacientes en el SUS. Los modelos son estimativas probabil&#237;sticas de la historia natural de la enfermedad y sus intervenciones y dif&#237;cilmente incorporan todas las dudas inherentes a la biolog&#237;a, por eso debe ser siempre analizado cr&#237;ticamente en cuanto a su capacidad de generalizaci&#243;n a los pacientes del "mundo real".</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El uso del trombol&#237;tico rt-PA en las primeras tres horas de evoluci&#243;n del AVC puede cambiar la historia natural de la enfermedad. Digna de destacar, esa es la &#250;nica intervenci&#243;n efectiva disponible en el arsenal terap&#233;utico actual, en sustituci&#243;n del tratamiento conservador y expectante. Esa intervenci&#243;n puede minimizar costos directos, por la reducci&#243;n del tiempo de hospitalizaci&#243;n y rehabilitaci&#243;n y, especialmente, reducir los costos indirectos (p&#233;rdida de productividad, ausentismo, muerte prematura), con gran repercusi&#243;n socioecon&#243;mica.</p>
      <p>Cuando se consigue valorar, en unidades monetarias, la p&#233;rdida o ganancia de productividad en virtud de un tratamiento aplicado, los formuladores de pol&#237;ticas de salud pueden tomar decisiones m&#225;s concientes, basadas en informaciones consistentes.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Denizar Vianna Ara&#250;jo </p>
          <p> Avenida Visconde de Albuquerque 1400/501 - Leblon</p>
          <p> 22450-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="denizar@cardiol.br">denizar@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="denizarvianna@medinsight.com">denizarvianna@medinsight.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 10/06/09; revisado recibido el 23/12/09; aceptado el 03/03/10.</p>
      <p>
        <fn id="not1a-body3">
          <label>1</label>
          <p>
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          </p>
        </fn>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
