<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="other">00008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000600008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400608</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000049</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Preval&#234;ncia de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Sa&#250;de da Fam&#237;lia</article-title>
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            <surname>Girotto</surname>
            <given-names>Edmarlon</given-names>
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            <given-names>Selma Maffei de</given-names>
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            <surname>Cabrera</surname>
            <given-names>Marcos Aparecido Sarri&#225;</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Londrina</institution>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Norte do Paran&#225;</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>754</fpage>
      <lpage>762</lpage>
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          <year>2009</year>
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          <day>18</day>
          <month>08</month>
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        <date date-type="accepted">
          <day>09</day>
          <month>10</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A obesidade abdominal &#233; importante fator de risco cardiovascular e, juntamente com as dislipidemias, a intoler&#226;ncia a glicose e a hipertens&#227;o arterial, comp&#245;e a s&#237;ndrome metab&#243;lica. OBJETIVO: Verificar a preval&#234;ncia de obesidade abdominal e fatores associados em hipertensos. M&#201;TODOS: Estudo transversal com hipertensos de 20 a 79 anos cadastrados em uma Unidade Sa&#250;de da Fam&#237;lia do munic&#237;pio de Londrina, Paran&#225;. A obesidade abdominal foi identificada por meio da rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) e da circunfer&#234;ncia abdominal (CA), conforme pontos de corte recomendados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (RCQ &gt; 1,0 e CA &gt; 102 cm para homens, e RCQ &gt; 0,85 e CA &gt; 88 cm para mulheres). RESULTADOS: Entre os 378 entrevistados, a preval&#234;ncia de obesidade abdominal identificada pela RCQ foi de 65,3% nos adultos e 68,1% nos idosos, sendo de 87,9% no sexo feminino e de 30,2% no masculino (p &lt; 0,001). Nas mulheres, a RCQ elevada esteve associada ao relato de colesterol aumentado, n&#227;o realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica regular, aus&#234;ncia de trabalho remunerado e baixa escolaridade. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o de RCQ elevada com quaisquer vari&#225;veis no sexo masculino. A circunfer&#234;ncia abdominal elevada esteve presente em 66,8% dos adultos e 64,3% dos idosos, tamb&#233;m com diferen&#231;as entre os sexos (p &lt; 0,001). A CA elevada mostrou-se associada, no sexo feminino, ao diabete e ao n&#227;o tabagismo, e, entre homens, ao diabete e &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica regular. CONCLUS&#195;O: Esses resultados mostram uma alta preval&#234;ncia de obesidade abdominal, especialmente no sexo feminino, refor&#231;ando a necessidade de estrat&#233;gias que promovam a diminui&#231;&#227;o da obesidade abdominal entre hipertensos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Obesidade abdominal</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>centros de sa&#250;de</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Sa&#250;de da Fam&#237;lia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Edmarlon Girotto<sup>I</sup>; Selma Maffei de Andrade<sup>II</sup>; Marcos Aparecido Sarri&#225; Cabrera<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Norte do Paran&#225; - UNOPAR</p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Estadual de Londrina - UEL, PR - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A obesidade abdominal &#233; importante fator de risco cardiovascular e, juntamente com as dislipidemias, a intoler&#226;ncia a glicose e a hipertens&#227;o arterial, comp&#245;e a s&#237;ndrome metab&#243;lica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar a preval&#234;ncia de obesidade abdominal e fatores associados em hipertensos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal com hipertensos de 20 a 79 anos cadastrados em uma Unidade Sa&#250;de da Fam&#237;lia do munic&#237;pio de Londrina, Paran&#225;. A obesidade abdominal foi identificada por meio da rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) e da circunfer&#234;ncia abdominal (CA), conforme pontos de corte recomendados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (RCQ <underline>&gt;</underline> 1,0 e CA <underline>&gt;</underline> 102 cm para homens, e RCQ <underline>&gt;</underline> 0,85 e CA <underline>&gt;</underline> 88 cm para mulheres). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Entre os 378 entrevistados, a preval&#234;ncia de obesidade abdominal identificada pela RCQ foi de 65,3% nos adultos e 68,1% nos idosos, sendo de 87,9% no sexo feminino e de 30,2% no masculino (p &lt; 0,001). Nas mulheres, a RCQ elevada esteve associada ao relato de colesterol aumentado, n&#227;o realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica regular, aus&#234;ncia de trabalho remunerado e baixa escolaridade. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o de RCQ elevada com quaisquer vari&#225;veis no sexo masculino. A circunfer&#234;ncia abdominal elevada esteve presente em 66,8% dos adultos e 64,3% dos idosos, tamb&#233;m com diferen&#231;as entre os sexos (p &lt; 0,001). A CA elevada mostrou-se associada, no sexo feminino, ao diabete e ao n&#227;o tabagismo, e, entre homens, ao diabete e &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica regular. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Esses resultados mostram uma alta preval&#234;ncia de obesidade abdominal, especialmente no sexo feminino, refor&#231;ando a necessidade de estrat&#233;gias que promovam a diminui&#231;&#227;o da obesidade abdominal entre hipertensos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Obesidade abdominal, preval&#234;ncia, hipertens&#227;o, centros de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; um importante fator de risco para doen&#231;as cardiovasculares (DCV)<sup>1-3</sup>, sendo causa da admiss&#227;o de um grande n&#250;mero de pacientes nos setores de urg&#234;ncia e emerg&#234;ncia dos servi&#231;os hospitalares<sup>1,4</sup>. Os pacientes hipertensos requerem aten&#231;&#227;o especial no controle de algumas comorbidades<sup>5</sup> e na identifica&#231;&#227;o precoce dos demais fatores de risco cardiovasculares<sup>6</sup>, como diabete, sedentarismo, tabagismo e obesidade<sup>7</sup>.</p>
    <p>Nesse contexto, destaca-se a obesidade abdominal, considerada danosa &#224; sa&#250;de, pois est&#225; mais associada &#224; morbimortalidade cardiovascular<sup>8</sup>. Recentemente, autores t&#234;m demonstrado a import&#226;ncia da obesidade abdominal como fator de risco cardiovascular, especialmente quando associada &#224;s dislipidemias, &#224; intoler&#226;ncia a glicose e &#224; hipertens&#227;o arterial, compondo a s&#237;ndrome metab&#243;lica<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>Esse tipo de obesidade pode ser determinado por medidas antropom&#233;tricas, ultrassonografia abdominal e resson&#226;ncia magn&#233;tica nuclear<sup>11</sup>. Apesar de a ultrassonografia e a tomografia serem medidas com maior acur&#225;cia na determina&#231;&#227;o da gordura abdominal<sup>12</sup>, as medidas antropom&#233;tricas permitem uma maior aplicabilidade<sup>13,14</sup>, pois s&#227;o de baixo custo e de f&#225;cil execu&#231;&#227;o<sup>15,16</sup>. Al&#233;m disso, apresentam boa correla&#231;&#227;o com os m&#233;todos de imagem, tornando poss&#237;vel sua utiliza&#231;&#227;o no contexto da aten&#231;&#227;o ambulatorial<sup>15,17</sup>.</p>
    <p>Diante da necessidade de estudos que identifiquem a preval&#234;ncia de obesidade abdominal em pessoas que j&#225; apresentam um fator relacionado &#224; s&#237;ndrome metab&#243;lica, isto &#233;, a hipertens&#227;o arterial, e da import&#226;ncia de se identificar fatores associados a essa condi&#231;&#227;o para fins de preven&#231;&#227;o, este estudo teve como objetivo verificar a preval&#234;ncia de obesidade abdominal e fatores associados em hipertensos.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo transversal, realizado entre janeiro e junho de 2007, com hipertensos cadastrados em uma Unidade Sa&#250;de da Fam&#237;lia (USF) do munic&#237;pio de Londrina, Paran&#225;, Sul do Brasil. A popula&#231;&#227;o projetada do munic&#237;pio para o ano de 2008 foi de 505.184 mil habitantes<sup>18</sup>, e a da &#225;rea da USF, de aproximadamente seis mil habitantes<sup>19</sup>.</p>
    <p>Foram estudados hipertensos na faixa et&#225;ria de 20 a 79 anos, cadastrados em ao menos uma das fontes da informa&#231;&#227;o da USF: programa Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diab&#233;ticos (Hiperdia), Sistema de Informa&#231;&#245;es da Aten&#231;&#227;o B&#225;sica (Siab) ou fichas de aprazamento, utilizadas no Servi&#231;o para acompanhamento e agendamento de retornos dos hipertensos. A partir do cruzamento dessas fontes de informa&#231;&#245;es, obteve-se um n&#250;mero de 695 hipertensos. Considerando um erro de 3,5%, n&#237;vel de confian&#231;a de 95% e preval&#234;ncia de 50%, determinou-se uma amostra de 442 indiv&#237;duos (inclu&#237;da proje&#231;&#227;o de perdas ou exclus&#245;es de 20%).</p>
    <p>A amostragem foi sistem&#225;tica e aleat&#243;ria, com ordena&#231;&#227;o pr&#233;via por sexo e faixa et&#225;ria, para garantir proporcionalidade. Do total de amostrados, 52 foram exclu&#237;dos, por mudan&#231;a de endere&#231;o para &#225;rea de outra USF (33), &#243;bito (6), estar fora da faixa et&#225;ria definida (1) e n&#227;o possuir hist&#243;rico de hipertens&#227;o (12).</p>
    <p>Os dados foram coletados por meio de entrevistas nos domic&#237;lios dos selecionados em at&#233; cinco visitas, com obten&#231;&#227;o de dados sociodemogr&#225;ficos e econ&#244;micos, h&#225;bitos de vida, doen&#231;as existentes e medidas antropom&#233;tricas (circunfer&#234;ncias da cintura e do quadril). A coleta de dados foi realizada por entrevistadores devidamente treinados e avaliados, em sess&#245;es te&#243;ricas e pr&#225;ticas. As medidas da cintura e quadril foram obtidas com fita m&#233;trica inextens&#237;vel, com largura inferior a 1,0 cm e unidade m&#237;nima de 0,1 cm. Realizou-se previamente estudo piloto, buscando adequar o instrumento de coleta de dados &#224; realidade dos entrevistados. Tamb&#233;m se realizou re-entrevista com 10% da amostra final, com o intuito de avaliar a confiabilidade dos dados obtidos.</p>
    <p>Para a tomada das medidas de cintura e quadril, o indiv&#237;duo manteve-se de p&#233;, em posi&#231;&#227;o ereta, com o m&#237;nimo de roupa poss&#237;vel. A medida da cintura ou circunfer&#234;ncia abdominal foi feita numa linha m&#233;dia imagin&#225;ria entre a crista il&#237;aca e a &#250;ltima costela, no n&#237;vel da cicatriz umbilical, ao final do movimento expirat&#243;rio. A circunfer&#234;ncia do quadril foi medida na maior extens&#227;o das n&#225;degas. Em ambas as medidas, a fita foi posicionada em posi&#231;&#227;o horizontal, sem pressionar os tecidos moles<sup>20</sup>.</p>
    <p>As vari&#225;veis dependentes analisadas foram rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) e circunfer&#234;ncia abdominal (CA) aumentadas. A RCQ foi calculada a partir da circunfer&#234;ncia abdominal dividida pela circunfer&#234;ncia do quadril. Foram considerados indiv&#237;duos com obesidade abdominal aqueles com RCQ <underline>&gt;</underline> 1,0 para homens e <underline>&gt;</underline> 0,85 para mulheres. Para a CA foi utilizado o ponto de corte de <underline>&gt;</underline> 102 cm para homens e de <underline>&gt;</underline> 88 cm para mulheres<sup>15</sup>.</p>
    <p>As vari&#225;veis independentes foram:</p>
    <p>&#149; <italic>Faixa et&#225;ria -</italic> dividida em duas, 20 a 59 anos (adultos) e 60 a 79 anos (idosos).</p>
    <p>&#149; <italic>Escolaridade -</italic> at&#233; 3&#170; s&#233;rie (ensino fundamental, ou escolaridade baixa) e 4&#170; s&#233;rie ou mais.</p>
    <p>&#149; <italic>Trabalho remunerado -</italic> considerado sim se o trabalho fosse formal ou informal; caso contr&#225;rio, n&#227;o.</p>
    <p>&#149; <italic>Classifica&#231;&#227;o econ&#244;mica -</italic> baseou-se na proposta da Associa&#231;&#227;o Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) por meio do Crit&#233;rio de Classifica&#231;&#227;o Econ&#244;mica Brasil (CCEB), que leva em conta o poder de compra das pessoas e fam&#237;lias e a escolaridade do chefe da fam&#237;lia<sup>21</sup>. Os entrevistados foram classificados em classes A, B ou C (melhores condi&#231;&#245;es econ&#244;micas) e D ou E (piores condi&#231;&#245;es econ&#244;micas).</p>
    <p>&#149; <italic>Tabagismo -</italic> tabagismo atual (fuma atualmente ou parou de fumar h&#225; 12 meses ou menos) e nunca fumou ou ex-tabagista (sem hist&#243;rico de tabagismo ou parou de fumar h&#225; mais de 12 meses).</p>
    <p>&#149; <italic>Ingest&#227;o de bebidas alco&#243;licas -</italic> categorizada em: consumo regular (ingest&#227;o em pelos menos tr&#234;s dias na semana) e consumo irregular ou n&#227;o ingest&#227;o (demais casos). N&#227;o foi avaliada a quantidade di&#225;ria consumida.</p>
    <p>&#149; <italic>Atividade f&#237;sica -</italic> considerou-se atividade f&#237;sica regular a realiza&#231;&#227;o de exerc&#237;cios din&#226;micos (caminhada, corrida, ciclismo, dan&#231;a, nata&#231;&#227;o) com uma frequ&#234;ncia m&#237;nima de tr&#234;s vezes na semana, com dura&#231;&#227;o m&#237;nima de 30 minutos cada sess&#227;o, conforme recomenda&#231;&#245;es das V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>6</sup>.</p>
    <p>&#149; <italic>Comorbidades (autorreferidas) -</italic> foram considerados, se respondidas afirmativamente pelo entrevistado, diabete, colesterol elevado e doen&#231;as cardiovasculares (antecedentes de infarto e/ou acidente vascular cerebral).</p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sob o parecer 286/06. Os entrevistados foram orientados quanto aos objetivos da pesquisa e, ap&#243;s leitura, entendimento e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, responderam &#224;s quest&#245;es do instrumento de coleta de dados e tiveram as medidas verificadas.</p>
    <p>Todos os formul&#225;rios foram codificados, duplamente digitados em banco de dados criados no programa Epi Data 3.1 para Windows, e comparados nesse mesmo programa para a corre&#231;&#227;o dos erros de digita&#231;&#227;o. A tabula&#231;&#227;o dos dados foi realizada com o uso do programa Epi Info, vers&#227;o 3.3.2, inicialmente com a distribui&#231;&#227;o das frequ&#234;ncias das vari&#225;veis e medidas de tend&#234;ncia central e variabilidade, seguida da verifica&#231;&#227;o das associa&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis qualitativas utilizando o teste Qui-quadrado ou exato de Fisher, quando recomendado.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 390 hipertensos eleg&#237;veis, quatro n&#227;o foram localizados, um recusou-se a participar da pesquisa e em sete n&#227;o foi poss&#237;vel realizar as medidas de cintura e quadril. Ao final, foram estudados 378 indiv&#237;duos (96,9%), sendo 139 (36,8%) homens e 239 mulheres (63,2%), com idade m&#233;dia de 58,7 anos para ambos os sexos. Os adultos (193) apresentaram idade m&#233;dia de 49,2 anos &#177; 8,1, e os idosos (185), 68,6 anos &#177; 5,5.</p>
    <p>Quanto ao estado civil, 63,3% eram casados; 49,5% tinham, no m&#225;ximo, tr&#234;s anos de estudo; e 45,8% se enquadravam na classifica&#231;&#227;o econ&#244;mica D ou E. A distribui&#231;&#227;o das vari&#225;veis socioecon&#244;micas, demogr&#225;ficas, estilo de vida e co-morbidades referidas, por sexo, est&#225; apresentada na <xref ref-type="table" rid="aop04610_port_t01">tabela 1</xref>. Nota-se, nessa tabela, baixa frequ&#234;ncia de atividade f&#237;sica regular entre os hipertensos estudados (20,1%), por&#233;m mais alta entre homens (26,6%) do que entre mulheres (16,3%) - p &lt; 0,05.</p>
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A m&#233;dia da rela&#231;&#227;o cintura-quadril foi 0,96 &#177; 0,07 para os homens e 0,94 &#177; 0,08 para as mulheres. A circunfer&#234;ncia abdominal teve uma m&#233;dia de 98,4 cm &#177; 11,3 e 99,5 cm &#177; 12,9 para homens e mulheres, respectivamente.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de obesidade abdominal identificada pela RCQ e CA foi maior no sexo feminino (87,9% e 82,8%, respectivamente; p &lt; 0,001) do que no masculino (30,2% e 36,0%, respectivamente). Comparando as faixas et&#225;rias, as preval&#234;ncias de RCQ e CA aumentadas n&#227;o mostraram diferen&#231;as: 65,3% e 68,1% (RCQ) e 66,8% e 64,3% (CA) para adultos e idosos, respectivamente, considerando ambos os sexos.</p>
    <p>As preval&#234;ncias de RCQ e CA elevadas por sexo e idade podem ser verificadas na <xref ref-type="fig" rid="aop04610_port_f01">figura 1</xref>. Observam-se semelhan&#231;as entre as preval&#234;ncias de obesidade abdominal para as duas medidas no sexo feminino e em homens idosos, mas em indiv&#237;duos homens adultos nota-se diferen&#231;a entre as preval&#234;ncias identificadas pela RCQ e CA: 24,6% e 40,0%, respectivamente.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop04610_port_f01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> verificam-se as preval&#234;ncias de obesidade abdominal medidas pela RCQ e CA no sexo masculino. Percebe-se que n&#227;o houve diferen&#231;a significativa nas preval&#234;ncias de obesidade abdominal medida pela RCQ para as vari&#225;veis analisadas. Quanto &#224; circunfer&#234;ncia abdominal, homens com diabete tiveram maior preval&#234;ncia de CA aumentada, enquanto aqueles que praticam atividade f&#237;sica regular apresentaram menor preval&#234;ncia (16,0%).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>No sexo feminino, observa-se maior preval&#234;ncia de obesidade abdominal (medida pela RCQ) em mulheres com colesterol elevado (94,7%) e que estudaram at&#233; a 3&#170; s&#233;rie (94,6%). Mulheres que realizam atividade f&#237;sica regular e t&#234;m trabalho remunerado apresentaram menores preval&#234;ncias de RCQ aumentada. Com rela&#231;&#227;o &#224; obesidade abdominal medida pela CA, mulheres com diabete (92,6%) e que nunca fumaram (70,3%) apresentaram maiores preval&#234;ncias de CA elevada (<xref ref-type="table" rid="aop04610_port_t03">tabela 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop04610_port_t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo identificou uma alta preval&#234;ncia de obesidade abdominal nessa popula&#231;&#227;o de hipertensos, medida tanto pela RCQ como pela CA.</p>
    <p>Tais resultados foram obtidos de hipertensos cadastrados em uma Unidade de Sa&#250;de da Fam&#237;lia, e sua sele&#231;&#227;o baseou-se na an&#225;lise de tr&#234;s fontes de informa&#231;&#227;o (Hiperdia, Siab e aprazamento), garantindo maior representatividade da popula&#231;&#227;o de hipertensos da &#225;rea. Al&#233;m disso, a popula&#231;&#227;o investigada &#233; composta em sua grande parte por indiv&#237;duos de baixo n&#237;vel econ&#244;mico e escolaridade, mostrando-se semelhante a grande parte da sociedade brasileira, especialmente em regi&#245;es perif&#233;ricas<sup>22</sup>.</p>
    <p>Nota-se, na caracteriza&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o, baixa frequ&#234;ncia de realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica de forma regular (20,1%). Considerando que essa popula&#231;&#227;o &#233; portadora de hipertens&#227;o, a pr&#225;tica regular de atividade f&#237;sica contribuiria para o controle dos n&#237;veis press&#243;ricos<sup>23</sup>, bem como para o da obesidade<sup>6</sup>. Contudo, estudos diversos identificam o sedentarismo como altamente prevalente em nossa sociedade, tanto em indiv&#237;duos portadores como n&#227;o portadores de hipertens&#227;o arterial<sup>3,6,24,25</sup>.</p>
    <p>&#201; importante destacar que as m&#233;dias da circunfer&#234;ncia abdominal e da rela&#231;&#227;o cintura-quadril identificadas foram elevadas. As m&#233;dias de CA (98,4 e 99,5 cm para homens e mulheres, respectivamente) est&#227;o acima de valores encontrados em outros estudos<sup>26-29</sup>. Quanto &#224;s m&#233;dias de RCQ (0,96 para homens e 0,94 para mulheres), estudo realizado com hipertensos acima dos 45 anos identificou valor semelhante para o sexo masculino (0,97), mas inferior para o feminino (0,84)<sup>30</sup>. Em outros estudos<sup>27-29</sup>, as m&#233;dias de RCQ, tanto entre homens como entre mulheres, mostraram-se inferiores &#224;s encontradas no presente estudo.</p>
    <p>&#201; interessante observar que Picon e cols.<sup>31</sup> identificaram m&#233;dias de RCQ de 0,93 e 0,98 para mulheres e homens, respectivamente, e m&#233;dias de CA de 96,9 cm para mulheres e 99,4 cm para homens. Esses s&#227;o resultados mais pr&#243;ximos aos deste estudo. Tais semelhan&#231;as podem estar relacionadas ao fato de que ambos os estudos investigaram pessoas j&#225; portadoras de um fator de risco para a s&#237;ndrome metab&#243;lica: este a hipertens&#227;o; aquele, o diabete.</p>
    <p>Ademais, a preval&#234;ncia de obesidade abdominal, identificada tanto pela RCQ como pela CA, mostrou-se mais elevada no sexo feminino. Essa maior preval&#234;ncia entre mulheres tamb&#233;m foi identificada em trabalho realizado com funcion&#225;rios de uma ind&#250;stria em Jaragu&#225; do Sul (SC), no qual a circunfer&#234;ncia da cintura elevada foi verificada em 33% da popula&#231;&#227;o, sendo em 49% das mulheres e em 26% dos homens<sup>8</sup>. Outros estudos tamb&#233;m verificaram maior preval&#234;ncia de obesidade abdominal entre mulheres<sup>27,30,32</sup>. Todavia, na presente investiga&#231;&#227;o, a preval&#234;ncia de obesidade abdominal no sexo feminino foi muito superior &#224; observada nos estudos citados, sugerindo que essa popula&#231;&#227;o est&#225; mais exposta a riscos cardiovasculares.</p>
    <p>Neste estudo, tanto o sexo masculino como o feminino tiveram a CA elevada associada &#224; presen&#231;a de diabete, o que tamb&#233;m foi identificado por Cabrera e Jacob Filho<sup>33</sup> em pacientes com 60 anos ou mais.</p>
    <p>Tamb&#233;m foi identificada, entre homens, associa&#231;&#227;o da CA elevada com a n&#227;o realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica regular, semelhante ao encontrado por Olinto e cols.<sup>32</sup>. J&#225; estudo realizado com pacientes de 20 a 69 anos encontrou m&#233;dia de CA maior naqueles que n&#227;o praticavam atividade f&#237;sica ou que o faziam tr&#234;s vezes ou mais na semana, enquanto aqueles que praticavam num intervalo menor que tr&#234;s vezes na semana tinham menor m&#233;dia da CA<sup>26</sup>, o que pode ser reflexo da causalidade reversa, limita&#231;&#227;o inerente de estudos transversais<sup>26</sup>.</p>
    <p>Destaca-se que as mulheres que realizam atividade f&#237;sica apresentaram menor preval&#234;ncia de RCQ aumentada. Estudo realizado com mulheres de 55 a 69 anos mostrou que a rela&#231;&#227;o cintura-quadril esteve associada de forma inversa com a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica<sup>34</sup>. Mudan&#231;as no estilo de vida, como o aumento da atividade f&#237;sica, levando &#224; ado&#231;&#227;o de um estilo de vida mais saud&#225;vel, devem ser estimuladas por todo profissional de sa&#250;de, tanto para a preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial<sup>29</sup>, como para o controle da obesidade.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o da obesidade abdominal identificada pela RCQ com o colesterol elevado autorreferido nas mulheres concorda com estudo realizado por Cabrera e Jacob Filho<sup>33</sup>, ainda que esse estudo tenha sido realizado apenas com idosos. Investiga&#231;&#227;o realizada com volunt&#225;rios no munic&#237;pio de Vi&#231;osa (MG) encontrou maiores propor&#231;&#245;es de mulheres com CA aumentada entre aquelas com colesterol total elevado<sup>35</sup>.</p>
    <p>Em s&#237;ntese, entre mulheres, a RCQ elevada mostrou-se mais frequentemente associada a outros fatores de risco cardiovasculares ou socioecon&#244;micos (colesterol elevado, inatividade f&#237;sica, baixa escolaridade e trabalho remunerado) em compara&#231;&#227;o &#224; CA aumentada (associa&#231;&#227;o, apenas, com diabete e tabagismo). Entre homens, a RCQ n&#227;o se associou a qualquer dos fatores estudados, enquanto a CA elevada foi sens&#237;vel para identificar presen&#231;a simult&#226;nea de diabete e inatividade f&#237;sica. Esses resultados podem indicar que h&#225; diferen&#231;as entre essas duas medidas antropom&#233;tricas, para homens e mulheres, na identifica&#231;&#227;o de outros riscos &#224; sa&#250;de, particularmente em popula&#231;&#245;es mais velhas, pelas altera&#231;&#245;es senescentes da composi&#231;&#227;o corporal e pelas diferen&#231;as de ac&#250;mulo de gordura abdominal entre os sexos<sup>36,37</sup>. Fuchs e cols.<sup>38</sup> destacam ainda que, embora a medida da circunfer&#234;ncia abdominal apresente a vantagem de ser mais simples, seu ajustamento pela altura ou pela circunfer&#234;ncia do quadril aumenta o poder de predi&#231;&#227;o de incid&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial, o que tamb&#233;m pode ocorrer com outras condi&#231;&#245;es m&#243;rbidas e outras situa&#231;&#245;es de risco &#224; sa&#250;de.</p>
    <p>Apesar de muitos estudos brasileiros ainda utilizarem os pontos de corte para RCQ e CA recomendados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS), como no presente estudo, h&#225; ainda d&#250;vidas sobre sua utiliza&#231;&#227;o para a popula&#231;&#227;o brasileira<sup>16,39</sup>, especialmente em mulheres acima de 45 anos<sup>40</sup>. Publica&#231;&#227;o recente<sup>41</sup>, com resultados de uma investiga&#231;&#227;o realizada em Porto Alegre-RS, identificou os pontos de cortes da CA de 87 cm e 80 cm para homens e mulheres, respectivamente, como os mais adequados para a predi&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial, em um tempo m&#233;dio de seguimento de 5,5 anos. No entanto, essa pesquisa trabalhou com indiv&#237;duos que apresentaram idade m&#233;dia inferior &#224; apresentada pelos hipertensos estudados no presente trabalho.</p>
    <p>Os valores antropom&#233;tricos de gordura abdominal, provavelmente, apresentam diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o &#224; idade. Sabe-se que, com o envelhecimento, h&#225; um esperado aumento senescente do tecido gorduroso abdominal. Assim, a elevada preval&#234;ncia de obesidade abdominal identificada na presente investiga&#231;&#227;o poderia ser parcialmente justificada pela alta idade dos indiv&#237;duos amostrados (idade m&#233;dia = 58,7 anos). Entretanto, n&#227;o se pode desprezar a elevada preval&#234;ncia desse tipo de obesidade, especialmente entre as mulheres.</p>
    <p>Ressalte-se que, neste estudo, foi realizada apenas uma medida da cintura e quadril, e as demais informa&#231;&#245;es colhidas foram autorreferidas, podendo subestimar ou superestimar a preval&#234;ncia de algumas situa&#231;&#245;es<sup>42</sup>. Para reduzir potenciais vieses, houve exaustivo treinamento dos entrevistadores e teste piloto previamente &#224; realiza&#231;&#227;o do estudo, bem como re-entrevista de 10% da amostra e dupla digita&#231;&#227;o dos dados.</p>
    <p>A obesidade abdominal est&#225; associada a doen&#231;a ateroscler&#243;tica<sup>10</sup>, a qual tem como complica&#231;&#245;es os eventos coronarianos agudos e o aneurisma cerebral. Dessa forma, os altos n&#237;veis de obesidade abdominal identificados em pacientes portadores de hipertens&#227;o arterial e, consequentemente, com um fator de risco para s&#237;ndrome metab&#243;lica j&#225; instalado, justificam a utiliza&#231;&#227;o de estrat&#233;gias visando a uma maior aten&#231;&#227;o a esses pacientes, bem como a ado&#231;&#227;o de atividades de promo&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de a esse grupo populacional.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os resultados do presente estudo mostram uma alta preval&#234;ncia de obesidade abdominal, especialmente no sexo feminino, refor&#231;ando a necessidade de estrat&#233;gias que promovam a diminui&#231;&#227;o da obesidade abdominal entre hipertensos. Para isso, a identifica&#231;&#227;o da obesidade abdominal, por meio dessas medidas simples e de baixo custo, deveria fazer parte das a&#231;&#245;es rotineiras de aten&#231;&#227;o b&#225;sica &#224; sa&#250;de dos hipertensos.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Edmarlon Girotto pela Universidade Estadual de Londrina - UEL.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Edmarlon Girotto </p>
        <p> Rua Armando Tonelli, 189 - Jd. Vila Romana I </p>
        <p> 86200-000 - Ibipor&#227;, PR - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="eddieuel@yahoo.com.br">eddieuel@yahoo.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="edmarlon@unopar.br">edmarlon@unopar.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido 02/05/09; revisado recebido em 18/08/09; aceito em 09/10/09.</p>
  </body>
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              <surname>Pereira</surname>
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              <surname>Sichieri</surname>
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              <surname>Marins</surname>
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      <ref id="B41">
        <mixed-citation>41. Gus M, Cichelero    FT, Moreira CM, Escobar GF, Moreira LB, Wiehe M, et al. Waist circumference    cut-off values to predict the incidence of hypertension: an estimation from    a Brazilian population-based cohort. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2009, 19 (1):    15-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Waist circumference cut-off values to predict the incidence of hypertension: an estimation from a Brazilian population-based cohort</article-title>
          <source>Nutr Metab Cardiovasc Dis.</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>15</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>19</volume>
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              <surname>Gus</surname>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Informa&#231;&#245;es em sa&#250;de: a import&#226;ncia dos inqu&#233;ritos populacionais.</article-title>
          <source>Ci&#234;nc Sa&#250;de Coletiva.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>607</fpage>
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          <issue>4</issue>
          <volume>7</volume>
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              <surname>Viacava</surname>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prevalence of abdominal obesity in hypertensive patients registered in a Family Health Unit</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Abdominal obesity is an important cardiovascular risk factor and, along with dyslipidemia, impaired glucose tolerance and hypertension, it makes up the metabolic syndrome. OBJECTIVE: To investigate the prevalence of abdominal obesity and associated factors in hypertensive patients. METHODS: Cross-sectional study with hypertensive patients aged 20 to 79 registered in a Family Health Unit in the city of Londrina, Paran&#225;. Abdominal obesity was found through waist-hip ratio (WHR) and waist circumference (WC) according to the cutoff points recommended by the World Health Organization (WHR &gt; 1.0 and &gt; WC 102 cm for men and WHR &gt; WC 0.85 and &gt; 88 cm for women). RESULTS: Among 378 respondents, the prevalence of abdominal obesity determined by WHR was 65.3% in adults and 68.1% in the elderly, and 87.9% in females and 30.2% in males (p &lt;0.001). In women, WHR was associated with reports of high cholesterol, failure to perform regular physical activity, lack of paid work and low education. There was no association of WHR with any variables in males. High waist circumference was present in 66.8% of adults and 64.3% of elderly patients, also with differences between sexes (p &lt;0.001). High waist circumference was associated, in women, to diabetes and to nonsmoking, and in men, to diabetes and to physical inactivity. CONCLUSION: These results show a high prevalence of abdominal obesity, especially among women, reinforcing the need for strategies to reduce abdominal obesity among hypertensive patients.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Obesity, abdominal</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>health centers</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Prevalence of abdominal obesity in hypertensive patients registered in a Family Health Unit</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Edmarlon Girotto<sup>I</sup>; Selma Maffei de Andrade<sup>II</sup>; Marcos Aparecido Sarri&#225; Cabrera<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Norte do Paran&#225; - UNOPAR</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Estadual de Londrina - UEL, PR - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Abdominal obesity is an important cardiovascular risk factor and, along with dyslipidemia, impaired glucose tolerance and hypertension, it makes up the metabolic syndrome.</p>
      <p> OBJECTIVE: To investigate the prevalence of abdominal obesity and associated factors in hypertensive patients.</p>
      <p> METHODS: Cross-sectional study with hypertensive patients aged 20 to 79 registered in a Family Health Unit in the city of Londrina, Paran&#225;. Abdominal obesity was found through waist-hip ratio (WHR) and waist circumference (WC) according to the cutoff points recommended by the World Health Organization (WHR <underline>&gt;</underline> 1.0 and <underline>&gt;</underline> WC 102 cm for men and WHR <underline>&gt;</underline> WC 0.85 and <underline>&gt;</underline> 88 cm for women).</p>
      <p> RESULTS: Among 378 respondents, the prevalence of abdominal obesity determined by WHR was 65.3% in adults and 68.1% in the elderly, and 87.9% in females and 30.2% in males (p &lt;0.001). In women, WHR was associated with reports of high cholesterol, failure to perform regular physical activity, lack of paid work and low education. There was no association of WHR with any variables in males. High waist circumference was present in 66.8% of adults and 64.3% of elderly patients, also with differences between sexes (p &lt;0.001). High waist circumference was associated, in women, to diabetes and to nonsmoking, and in men, to diabetes and to physical inactivity.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> These results show a high prevalence of abdominal obesity, especially among women, reinforcing the need for strategies to reduce abdominal obesity among hypertensive patients.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Obesity, abdominal; prevalence; hypertension; health centers.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Hypertension is a major risk factor for cardiovascular disease (CVD)<sup>1-3</sup>. It is the main cause of admission of a large number of patients in emergency rooms of hospital services<sup>1,4</sup>. Hypertensive patients require special attention in the control of some comorbidities<sup>5</sup> and in early detection of other cardiovascular risk factors<sup>6</sup>, such as diabetes, sedentary lifestyle, smoking and obesity<sup>7</sup>.</p>
      <p>In this context, abdominal obesity stands apart, as it is considered harmful to health because it is more associated with cardiovascular morbidity and mortality<sup>8</sup>. Some authors have recently demonstrated the importance of abdominal obesity as a cardiovascular risk factor, especially when associated with dyslipidemia, glucose intolerance and hypertension, making up the metabolic syndrome<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>This type of obesity can be determined by anthropometric measurements, abdominal ultrasound and nuclear magnetic resonance<sup>11</sup>. Although ultrasound and tomography are measures with greater accuracy in the determination of abdominal fat<sup>12</sup>, anthropometric measurements allow a greater applicability<sup>13,14</sup> because they are inexpensive and easy to execute<sup>15,16</sup>. Moreover, they correlated well with imaging methods, making possible its use in outpatient care units<sup>15,17</sup>.</p>
      <p>Faced with the need for studies to investigate the prevalence of abdominal obesity in people who already have a risk factor for metabolic syndrome, i.e., hypertension, and the importance of determining factors associated with this condition for the purposes of prevention, this study seeks to investigate the prevalence of abdominal obesity and associated factors in hypertensive patients.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a cross-sectional study conducted between January and June 2007, with hypertensive patients registered in a Family Health Unit (FHU) in the city of Londrina, Paran&#225;, southern Brazil. The city population estimated for 2008 was 505,184 million inhabitants<sup>18</sup>, and in the FHU area, about 6,000 inhabitants<sup>19</sup>.</p>
      <p>We studied hypertensive patients aged 20 to 79, registered in at least one of the Family Health Unit's sources of information: Database and Monitoring of Hypertensive and Diabetic Patients (Hiperdia), Basic Attention Information System (SIAB), or appointment sheets used in the service for monitoring and scheduling of return of hypertensive patients. From the intersection of these sources of information, we obtained a number of 695 hypertensive patients. Considering an error of 3.5%, confidence level of 95% and 50% prevalence, we determined a sample of 442 individuals (including estimated losses or exclusions of 20%).</p>
      <p>The sampling was systematic and random, with pre-sorting by sex and age, to ensure proportionality. Out of the total sample, 52 were excluded due to change of address to another Family Health Unit area (33), death (6), for being outside the defined age range (1) and for not having any hypertension history (12).</p>
      <p>Data were collected through interviews from the homes of patients selected in up to five visits to obtain demographic and economic data, lifestyles, current diseases and anthropometric measurements (waist and hip). Data collection was conducted by interviewers trained and evaluated in theory and practice sessions. Waist and hip measurements were obtained with an inextensible measuring tape with a width of 1.0 cm and minimum unit of 0.1 cm. A prior pilot study was performed to adapt the data collection document to respondents' reality. A re-interview with 10% of the final sample was performed to assess data reliability.</p>
      <p>In order to take waist and hip measures, the individual remained standing upright, with as little clothing as possible. Waist measure or waist circumference was obtained by positioning the measuring tape on an imaginary median line between the iliac crest and the last rib at the level of the umbilicus and was taken at the end of the expiratory movement. Hip circumference was measured at the largest extension of the buttocks. In both measures, the tape was positioned in a horizontal position without pressing the soft tissues<sup>20</sup>.</p>
      <p>The dependent variables analyzed were waist-hip ratio (WHR) and high waist circumference (WC). WHR was calculated from the waist circumference divided by the hip circumference. Individuals with abdominal obesity were those with WHR <underline>&gt;</underline> 1.0 for men and <underline>&gt;</underline> 0.85 for women. For the waist circumference, cutoff points of <underline>&gt;</underline> 102 cm for men and <underline>&gt;</underline> 88 cm for women<sup>15</sup> were used.</p>
      <p>The independent variables were:</p>
      <p>&#149; <italic>Age group -</italic> divided into two, 20 to 59 (adults) and 60 to 79 (elderly).</p>
      <p>&#149; <italic>Education -</italic> up to 3<sup>rd</sup> grade (elementary school or low education) and 4<sup>th</sup> grade or more.</p>
      <p>&#149; <italic>Paid work -</italic> considered positive if the person received any type of earnings (either from registered work or not); otherwise, it is considered negative.</p>
      <p>&#149; <italic>Economic class -</italic> as proposed by the Brazilian Association of Research Companies (ABEP) through the Brazilian Economic class Criteria (CCEB), which takes into account the purchasing power of individuals and households and the education of breadwinners<sup>21</sup>. Respondents were classified into classes A, B or C (best economic conditions) and D or E (worst economic conditions).</p>
      <p>&#149; <italic>Smoking -</italic> currently smoking (currently smokes or had quit smoking 12 months or less before the interview) and have never smoked or former smoker (no history of smoking or had quit smoking more than 12 months before the interview).</p>
      <p>&#149; <italic>Intake of alcoholic beverages -</italic> categorized into: Regular consumption - (intake at least three days a week) and irregular consumption or non-intake (other cases). The daily amount consumed was not evaluated.</p>
      <p>&#149; <italic>Physical activity -</italic> regular physical activity was considered the performance of dynamic exercises (walking, running, cycling, dancing, swimming) at least three times a week for at least 30 minutes per session, as recommended by the V Brazilian Hypertension Guidelines<sup>6</sup>.</p>
      <p>&#149; <italic>Comorbidities (self-reported) -</italic> diabetes, high cholesterol and cardiovascular disease (history of myocardial infarction and/or stroke) were considered if respondents answered affirmatively.</p>
      <p>The study was approved by the Ethics Committee of the <italic>Universidade Estadual de Londrina</italic> (UEL), under opinion 286/06. Interviewees were asked about the objectives of the study and after reading, understanding and signing the informed consent, they answered the questions listed in the data collection document and had their measures checked.</p>
      <p>All forms were coded, double entered into a database created in Epi Data 3.1 for Windows, and compared in the same program to correct typographical errors. Tabulation of data was performed using Epi Info version 3.3.2, initially with the distribution of frequencies of variables and measures of central tendency and variability, followed by checking of associations between qualitative variables using chi-square or Fisher exact test when recommended.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>From 390 eligible hypertensive patients, four could not be found, one refused to participate, and seven could not perform waist and hip measurements. In the end, we studied 378 individuals (96.9%) and 139 (36.8%) men and 239 women (63.2%), with mean age of 58.7 for both sexes. Adults (193) had mean age of 49.2 &#177; 8.1, and the elderly (185), 68.6 &#177; 5.5.</p>
      <p>Concerning marital status, 63.3% were married, 49.5% had up to three years of study, and 45.8% belonged to economic class D or E. The distribution of socioeconomic, demographic, lifestyle and self-reported comorbidity variables, by sex, is presented in <xref ref-type="table" rid="aop04610_ing_t01-body2">Table 1</xref>. This table shows low frequency of regular physical activity among those hypertensive patients under study (20.1%) but higher among men (26.6%) than among women (16.3%) - p &lt;0.05.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop04610_ing_t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The average waist-hip ratio was 0.96 &#177; 0.07 for men and 0.94 &#177; 0.08 for women. Waist circumference averaged 98.4 cm &#177; 11.3 and 99.5 cm &#177; 12.9 for men and women, respectively.</p>
      <p>The prevalence of abdominal obesity determined by WHR and WC was higher in females (87.9% and 82.8% respectively; p &lt; 0.001) than in males (30.2% and 36.0% respectively). Comparing the age groups, the prevalence of high WC and WHR did not differ: 65.3% and 68.1% (WHR) and 66.8% and 64.3% (WC) for adults and the elderly, respectively, considering both sexes.</p>
      <p>The prevalences of high WHR and WC by gender and age are shown in <xref ref-type="fig" rid="aop04610_ing_f01-body2">Figure 1</xref>. There are similarities between the prevalence of abdominal obesity for both measures in women and elderly men, but in male adult individuals, we perceived a difference between the prevalence rates determined by WHR and WC: 24.6% and 40.0%, respectively.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop04610_ing_f01-body2">
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      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="aop04610_ing_t02-body2">Table 2</xref> shows the prevalence of abdominal obesity measured by WHR and WC in males. We perceive that there was no significant difference in the prevalence of abdominal obesity measured by WHR for the variables analyzed. Concerning waist circumference, men with diabetes had a greater prevalence of high WC, while those who practice regular physical activity had a lower prevalence (16.0%).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop04610_ing_t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>In females, there was a higher prevalence of abdominal obesity (measured by WHR) in women with high cholesterol (94.7%) and in those who attended school up to the 3<sup>rd</sup> grade (94.6%). Women who perform regular physical activity and have paid work had lower prevalence of high WHR. With regard to abdominal obesity as measured by WC, women with diabetes (92.6%) and those who had never smoked (70.3%) had a higher prevalence of high WC (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-06-0754-00049-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study found high prevalence of abdominal obesity in this population of hypertensive patients measured both by WHR and by WC.</p>
      <p>Such results were obtained in hypertensive patients registered in a Family Health Unit, and their selection was based on the analysis of three sources of information (Hiperdia, Siab and appointment sheets), ensuring greater representation of the hypertensive population in the area. In addition, the study population consists mostly of low income and low education individuals, which is similar to a large portion of the Brazilian society, especially in peripheral regions<sup>22</sup>.</p>
      <p>Characteristics of the population include irregular performance of physical activities (20.1%). Considering that this population has hypertension, regular physical activity helps control blood pressure levels<sup>23</sup> and obesity<sup>6</sup>. However, several studies report sedentary lifestyle as highly prevalent in our society, both in non-hypertensive and hypertensive individuals<sup>3,6,24,25</sup>.</p>
      <p>Importantly, the mean waist circumference and waist-hip ratio found were high. Mean WC (98.4 and 99.5 cm for men and women, respectively) are above the values found in other studies<sup>26-29</sup>. As for mean WHR (0.96 for men and 0.94 for women), a study with hypertensive patients aged over 45 found similar value for males (0.97), but not for females (0.84)<sup>30</sup>. In other studies<sup>27-29</sup>, the mean WHR among both men and women were lower than those found in this study.</p>
      <p>Interestingly, Picon et al<sup>31</sup> found mean WHR of 0.93 and 0.98 for women and men, respectively, and mean WC of 96.9 cm for women and 99.4 cm for men. These findings are closer to this study. Such similarities may relate to the fact that both studies looked at individuals already with a risk factor for the metabolic syndrome: this one, hypertension; that one, diabetes.</p>
      <p>Furthermore, the prevalence of abdominal obesity, determined both by WHR and WC, was higher in females. This higher prevalence among women was also reported in the study conducted with employees of a company in Jaragu&#225; do Sul (state of Santa Catarina), in which high waist circumference was found in 33% of the population, of which 49% were women and 26% were men<sup>8</sup>. Other studies also found higher prevalence of obesity among women<sup>27,30,32</sup>. However, in this study, the prevalence of abdominal obesity in women was much higher than that observed in the studies cited, suggesting that this population is more exposed to cardiovascular risks.</p>
      <p>In this study, both males and females had high WC associated with diabetes, which was also reported by Cabrera and Jacob Filho<sup>33</sup> in patients aged 60 or more.</p>
      <p>Among men, the association of high WC with lack of regular physical activity was also detected, which is similar to the findings by Olinto et al<sup>32</sup>. A study with patients aged 20 to 69 found a higher mean WC among those who did not exercise or who did it three or more times a week, while those who exercised less than three times a week had a lower mean WC<sup>26</sup>, which may reflect the reverse causality, which is an inherent limitation of cross-sectional studies<sup>26</sup>.</p>
      <p>Worthy of note is that women who perform physical activity had a lower prevalence of high WHR. A study conducted with women aged 55 to 69 showed that the waist-hip ratio was inversely associated with physical activity<sup>34</sup>. Changes in lifestyle such as high physical activity, leading to the adoption of a healthier lifestyle, should be encouraged by all health care professionals, both to prevent hypertension<sup>29</sup> and to control obesity.</p>
      <p>The association of abdominal obesity determined by WHR with self-reported high cholesterol in women agrees with the study by Cabrera and Jacob Filho<sup>33</sup>, although this study has been done only with the elderly. Research conducted with volunteers in the city of Vi&#231;osa (state of Minas Gerais) found higher proportions of women with high WC among those with high cholesterol levels<sup>35</sup>.</p>
      <p>In summary, among women, high WHR was more often associated with other cardiovascular risk factors or socioeconomic factors (high cholesterol, physical inactivity, low education and paid employment) compared to high WC (association only with diabetes and smoking). Among men, WHR was not associated with any of the factors studied, while high WC was sensitive to identify the simultaneous presence of diabetes and physical inactivity. These results may suggest that there are differences between these two anthropometric measurements for men and women in the investigation of other health risks, particularly in older populations, due to aging changes in body composition and differences in accumulation of abdominal fat between the sexes<sup>36,37</sup>. Fuchs et al<sup>38</sup> emphasize that although the abdominal circumference measurement has the advantage of being simpler, adjusting it for height or hip circumference increases the predictive power of detecting hypertension, which may also occur with other morbid conditions and other health risks.</p>
      <p>Although many Brazilian studies still use cutoff points for WHR and WC recommended by the World Health Organization (WHO), as in this study, there are still doubts about using it for the Brazilian population<sup>16,39</sup>, especially in women over 45<sup>40</sup>. A recent paper<sup>41</sup> reporting results from a study conducted in Porto Alegre, identified WC cutoff points of 87 cm and 80 cm for men and women, respectively, as the most suitable ones to predict hypertension, at an average follow-up time of 5.5 years. However, this research worked with individuals who had a mean age lower than that shown by hypertensive patients studied in this work.</p>
      <p>Anthropometric parameters of abdominal fat probably differ in relation to age. It is known that with aging, there is an expected increase of abdominal fat tissue aging. Thus, the high prevalence of abdominal obesity identified in this study could be partially justified by the high age of individuals sampled (mean age = 58.7). However, we cannot overlook the high prevalence of this type of obesity, especially among women.</p>
      <p>It should be noted that this study performed only one waist and hip measurement, and other information collected were self-reported and may underestimate or overestimate the prevalence of certain situations<sup>42</sup>. In order to reduce potential biases, interviewers were extensively trained and pilot testing was made prior to completion of the study and re-interview of 10% of the sample and double data entry.</p>
      <p>Abdominal obesity is associated with atherosclerotic disease<sup>10</sup>, which may result in complications such as acute coronary events and cerebral aneurysm. Therefore, high levels of abdominal obesity identified in patients with hypertension and, consequently, with a risk factor for metabolic syndrome already installed, justify the use of strategies targeted at providing greater attention to these patients as well as the adoption of activities to promote health in this population group.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The results of this study show a high prevalence of abdominal obesity, especially among women, underscoring the need for strategies to reduce abdominal obesity among hypertensive patients. For this purpose, the identification of abdominal obesity, through these simple and low cost measures, should be part of the routine tasks of primary health care to hypertensive patients.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Edmarlon Girotto, from <italic>Universidade Estadual de Londrina</italic> - UEL.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
