<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="letter">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">BsZh6s46KQshsrKKg4hjGFk</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00021</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000500021</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400521</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000500021</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Carta ao Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Exerc&#237;cio f&#237;sico para diab&#233;ticos: tratamento ou diminui&#231;&#227;o dos fatores de risco?</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Pimentel</surname>
            <given-names>Gustavo Duarte</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Zemdegs</surname>
            <given-names>Juliane Costa Silva</given-names>
          </name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>704</fpage>
      <lpage>705</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Exerc&#237;cio f&#237;sico para diab&#233;ticos: tratamento ou diminui&#231;&#227;o dos fatores de risco?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Gustavo Duarte Pimentel; Juliane Costa Silva Zemdegs</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Exerc&#237;cio, diabetes mellitus tipo 2, glicemia, composi&#231;&#227;o corporal.</p>
    <p>A hip&#243;tese do trabalho acima &#233; embasada no conceito de que diferentes frequ&#234;ncias de exerc&#237;cio f&#237;sico reduzem de maneira distinta a composi&#231;&#227;o corporal e o perfil glic&#234;mico de pacientes diab&#233;ticos. Aparentemente, as caracter&#237;sticas iniciais dos pacientes (Tabela 1) n&#227;o est&#227;o de acordo com os crit&#233;rios de inclus&#227;o para o &#237;ndice de massa corporal (IMC), bem como a glicemia de jejum, a press&#227;o arterial sist&#243;lica e a diast&#243;lica. Por outro lado, estudos de grande relev&#226;ncia cient&#237;fica em diabetes<sup>1,2</sup> seguiram fielmente os crit&#233;rios de inclus&#227;o e exclus&#227;o previamente estabelecidos. Assim sendo, &#233; poss&#237;vel que os autores tenham encontrado redu&#231;&#227;o dos indicadores de adiposidade e dos par&#226;metros glic&#234;micos porque os pacientes apresentavam valores muito altos no momento basal. Nesse sentido, a literatura demonstra, ao contr&#225;rio do que dizem os autores, que quanto mais alterados os par&#226;metros metab&#243;licos dos pacientes no in&#237;cio do estudo, mais pronunciadas s&#227;o as melhoras resultantes da interven&#231;&#227;o, seja de estilo de vida ou medicamentosa<sup>3</sup>.</p>
    <p>Para medi&#231;&#227;o da gordura corporal, os autores citam erroneamente como refer&#234;ncia um cap&#237;tulo de livro, sendo que, na realidade, a refer&#234;ncia original &#233; diferente entre os g&#234;neros: para homens<sup>4</sup> e para mulheres<sup>5</sup>. Surpreendentemente, os autores citam a refer&#234;ncia de Pollock e Wilmore<sup>6</sup> para classificar o IMC. Entretanto, a literatura &#233; un&#226;nime em interpretar o IMC pelos crit&#233;rios da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de<sup>7</sup> (1998).</p>
    <p>Os autores relatam que o grupo que realizou exerc&#237;cios cinco vezes na referida semana apresentou redu&#231;&#227;o do IMC somente na &#250;ltima semana de estudo, quando comparado aos valores basais. Os autores acreditam que esse "atraso" talvez se deva a um aumento inconsciente da ingest&#227;o (e n&#227;o "ingesta", como grafado no artigo e na l&#237;ngua espanhola), com a finalidade de compensar o aumento do exerc&#237;cio f&#237;sico. No entanto, tal explica&#231;&#227;o &#233; extremamente especulativa e sem suporte cient&#237;fico adequado. A argumenta&#231;&#227;o mais l&#243;gica e focada no real objetivo do trabalho seria suscitar que, ainda que as altera&#231;&#245;es no IMC n&#227;o tenham sido observadas nas primeiras semanas, possivelmente nem todos os indiv&#237;duos conseguiram alcan&#231;ar a meta de treinar na frequ&#234;ncia card&#237;aca alvo de 70%, dado que aparentemente, segundo o manuscrito, n&#227;o foi ratificado pelos autores.</p>
    <p>Os autores tamb&#233;m descrevem na metodologia que a circunfer&#234;ncia abdominal foi mensurada na regi&#227;o abdominal, em seu menor per&#237;metro. Entretanto, a I Diretriz Brasileira de S&#237;ndrome Metab&#243;lica, publicada em 2005<sup>8</sup> neste mesmo peri&#243;dico cient&#237;fico, menciona que a circunfer&#234;ncia abdominal deve ser medida entre a crista il&#237;aca e o rebordo costal inferior. Diante desses fatos, observa-se que a metodologia aferida neste estudo &#233; caracterizada como circunfer&#234;ncia da cintura e n&#227;o abdominal.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Gustavo Duarte Pimentel </p>
        <p> Rua 3 de maio, 130 / 132 </p>
        <p> 04044-020, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gpimentel@unifesp.br">gpimentel@unifesp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 19/02/09; revisado recebido em 19/02/09; aceito em 26/02/09.</p>
    <p>
      <bold>Resposta do autor</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis (IMC, glicemia de jejum e press&#227;o arterial) citadas na Tabela 1 est&#227;o de acordo com crit&#233;rios de inclus&#227;o da pesquisa.</p>
    <p>Pimentel e cols. citam "valores muito altos no basal"; todos os valores basais est&#227;o abaixo dos valores de refer&#234;ncia, de acordo com The Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Report of the Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Diabetes Care. 2000; 23 (Suppl. 1): S4-19.</p>
    <p>Quanto &#224; circunfer&#234;ncia da cintura, temos v&#225;rias literaturas citando as duas formas de coletar, como Ferreira, MG; Valente, JG; Gon&#231;alves-Silva, RMV; Schieri, R. Acur&#225;cia da circunfer&#234;ncia da cintura e da rela&#231;&#227;o cintura/quadril como preditores de dislipidemias em estudo transversal de doadores de sangue de Cuiab&#225;, Mato Grosso, Brasil. Cadernos de Sa&#250;de P&#250;blica, vol. 22, n. 2, 2006. E tamb&#233;m Cabrera, MAS; Wajngarten, M; Gebara, OCE; Diament, J. Rela&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal, da rela&#231;&#227;o cintura-quadril e da circunfer&#234;ncia abdominal com a mortalidade em mulheres idosas: seguimento de 5 anos. Cadernos de Sa&#250;de P&#250;blica, vol. 21, n. 3, 2005.</p>
    <p>Atenciosamente,</p>
    <p>Profa. Dra. Denise Maria Martins Vancea</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Tuomilehto J,    Lindstr&#246;m J, Qiao Q. Strategies for the prevention of type 2 diabetes and    cardiovascular disease. Eur Heart J. 2005; 7 (Suppl. D): D18-D22.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Strategies for the prevention of type 2 diabetes and cardiovascular disease</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>D18</fpage>
          <lpage>D22</lpage>
          <issue>D</issue>
          <volume>7</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tuomilehto</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lindstr&#246;m</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Qiao</surname>
              <given-names>Q</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Marti B, Vartiainen    E. Relation between leisure time exercise and cardiovascular risk factors among    15-year-olds in eastern Finland. J Epidemiol Community Health. 1989; 43 (3):    228-33.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Relation between leisure time exercise and cardiovascular risk factors among 15-year-olds in eastern Finland</article-title>
          <source>J Epidemiol Community Health</source>
          <date>
            <year>1989</year>
          </date>
          <fpage>228</fpage>
          <lpage>33</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>43</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Marti</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vartiainen</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Cheung NW, Cinnadaio    N, Russo M, Marek S. A pilot randomised controlled Trial of resistance exercise    bands in the management of sedentary subjects with type 2 diabetes. Diabetes    Res Clin Pract. 2009; 83 (3): 68-71.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A pilot randomised controlled Trial of resistance exercise bands in the management of sedentary subjects with type 2 diabetes</article-title>
          <source>Diabetes Res Clin Pract</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>68</fpage>
          <lpage>71</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>83</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cheung</surname>
              <given-names>NW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cinnadaio</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Russo</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marek</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Jackson AS,    Pollock, ML. Generalized equations for predicting body density of men. Br J    Nutr. 1978; 40: 497-504.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Generalized equations for predicting body density of men</article-title>
          <source>Br J Nutr</source>
          <date>
            <year>1978</year>
          </date>
          <fpage>497</fpage>
          <lpage>504</lpage>
          <volume>40</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jackson</surname>
              <given-names>AS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pollock</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Jackson AS,    Pollock ML, WARD A. Generalized equations for predicting body density of women.    Med Sci Sports Exerc. 1980; 12 (3): 175-82.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Generalized equations for predicting body density of women</article-title>
          <source>Med Sci Sports Exerc</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>175</fpage>
          <lpage>82</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>12</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jackson</surname>
              <given-names>AS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pollock</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>WARD</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Pollock ML,    Wilmore JH. Exerc&#237;cios na sa&#250;de e na doen&#231;a: avalia&#231;&#227;o    e prescri&#231;&#227;o para preven&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o.    2&#350; ed. Rio de Janeiro: Medsi; 1973.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Exerc&#237;cios na sa&#250;de e na doen&#231;a: avalia&#231;&#227;o e prescri&#231;&#227;o para preven&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o</source>
          <date>
            <year>1973</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pollock</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wilmore</surname>
              <given-names>JH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Organiza&#231;&#227;o    Mundial da Sa&#250;de (OMS). Obesity: preventing and managing the global epidemic.    Report of a WHO consultation on obesity. Geneva; 1998.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Obesity: preventing and managing the global epidemic</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Sociedade Brasileira    de Cardiologia. I Diretriz brasileira de diagn&#243;stico e tratamento da    s&#237;ndrome metab&#243;lica. Arq Bras Cardiol. 2005; 84 (supl. 1): 1-28.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>I Diretriz brasileira de diagn&#243;stico e tratamento da s&#237;ndrome metab&#243;lica</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>28</lpage>
          <volume>84</volume>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Physical exercises for patients with diabetes: treatment or decrease of risk factors?</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Physical exercises for patients with diabetes: treatment or decrease of risk factors?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gustavo Duarte Pimentel; Juliane Costa Silva Zemdegs</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Exercise, type 2 diabetes mellitus, blood glucose, body composition</p>
      <p>The hypothesis raised in the paper above is based on the concept that different frequencies of physical exercises reduce body composition and glucose profile of patients with diabetes in different ways. Apparently, the initial characteristics of patients (Table 1) do not match the inclusion criteria for the body mass index (BMI), as well as fasting glucose level, systolic and diastolic blood pressure. On the other hand, scientifically relevant studies on diabetes<sup>1,2</sup> strictly followed the inclusion and exclusion criteria previously established. This way, it is possible that the authors have found reduced adiposity indicators and glucose parameters, once patients presented very high values at baseline. Literature shows, as opposed to what authors say, that the more the metabolic parameters of patients in the beginning of the study, greater are the improvements resulting from the intervention, either in terms of lifestyle or therapy<sup>3</sup>.</p>
      <p>For body fat measurements, the authors wrongly refer to a book chapter, but the original reference differs according to the gender: for men<sup>4</sup> and women<sup>5</sup>. Surprisingly, the authors refer to Pollock &amp; Wilmore<sup>6</sup> to classify the BMI. Nevertheless, literature is unanimous in interpreting the BMI according to the criteria set out by the World Health Organization<sup>7</sup> (1998).</p>
      <p>The authors report that the group that worked out five times in a week had their BMI reduced only in the last week of the study, as compared to baseline values. The authors believe that this "delay" may be explained by an unconscious increase of intake, for the purpose of offsetting the increase of physical exercises. Nevertheless, such explanation is extremely speculative and is not based on proper scientific materials. The most logical argumentation focused on the actual purpose of the work would evoking that, even if BMI alterations had not been observed in the first weeks, possibly not all individuals managed to reach the goal of practicing at a target heart rate of 70%, since, apparently, according to the article, it was not ratified by the authors.</p>
      <p>The authors also describe in the methodology that the abdominal circumference was measured in the abdominal region, in its smallest perimeter. However, the I Brazilian Guideline on Metabolic Syndrome, published in 2005<sup>8</sup> in this scientific journal, states that the abdominal circumference must be measured between the iliac crest and the lower costal arch. In view of these facts, we can observe that the methodology applied in this study is characterized as waist circumference, not abdominal circumference.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Ejercicio f&#237;sico para diab&#233;ticos: &#191;tratamiento o disminuci&#243;n de los factores de riesgo?</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Ejercicio f&#237;sico para diab&#233;ticos: &#191;tratamiento o disminuci&#243;n de los factores de riesgo?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gustavo Duarte Pimentel; Juliane Costa Silva Zemdegs</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Ejercicio, diabetes mellitus tipo 2, glucemia, composici&#243;n corporal.</p>
      <p>La hip&#243;tesis del trabajo mencionado anteriormente tiene como base el concepto de que distintas frecuencias de ejercicio f&#237;sico reducen de manera distinta la composici&#243;n corporal y el perfil gluc&#233;mico de pacientes diab&#233;ticos. Aparentemente, las caracter&#237;sticas iniciales de los pacientes (Tabla 1) no est&#225;n de acuerdo con los criterios de inclusi&#243;n para el &#237;ndice de masa corporal (IMC), as&#237; como la glucemia de ayuno, la presi&#243;n arterial sist&#243;lica y la diast&#243;lica. Por otro lado, estudios de gran relevancia cient&#237;fica en diabetes<sup>1,2</sup> siguieron fielmente los criterios de inclusi&#243;n exclusi&#243;n previamente establecidos. De ese modo, es posible que los autores hayan encontrado reducci&#243;n de los indicadores de adiposidad y de los par&#225;metros gluc&#233;micos porque los pacientes expresaban valores muy altos al momento basal. En este sentido, la literatura demuestra, al contrario de lo que dicen los autores, que cuanto m&#225;s alterados los par&#225;metros metab&#243;licos de los pacientes en el inicio del estudio, m&#225;s pronunciadas son las mejoras resultantes de la intervenci&#243;n, ya sea de estilo de vida o medicamentosa<sup>3</sup>.</p>
      <p>Para medici&#243;n de la grasa corporal, los autores citan err&#243;neamente como referencia un cap&#237;tulo de libro, siendo que, en la realidad, la referencia original es diferente entre los g&#233;neros: para varones<sup>4</sup> y para mujeres<sup>5</sup>. De modo sorprendente, los autores citan la referencia de Pollock y Wilmore<sup>6</sup> para clasificar el IMC. Sin embargo, la literatura es un&#225;nime en interpretar el IMC por los criterios de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud<sup>7</sup> (1998).</p>
      <p>Los autores refieren que el grupo que llev&#243; a cabo ejercicios cinco veces en la referida semana expres&#243; reducci&#243;n del IMC solamente en la &#250;ltima semana de estudio, cuando comparado a los valores basales. A los autores les parece que ese "retraso" tal vez se deba a un aumento inconsciente de la ingesti&#243;n, con la finalidad de compensar el aumento del ejercicio f&#237;sico. Sin embargo, tal explicaci&#243;n es extremamente especulativa y sin soporte cient&#237;fico adecuado. La argumentaci&#243;n m&#225;s l&#243;gica y con enfoque en el real objeto del trabajo ser&#237;a suscitar que, aunque las alteraciones en el IMC no se observaron en las primeras semanas, posiblemente ni todos los individuos consiguieron alcanzar la meta de entrenar en la frecuencia card&#237;aca blanco del 70%, teniendo en cuenta que aparentemente, seg&#250;n el manuscrito, no fue ratificado por los autores.</p>
      <p>Los autores tambi&#233;n describieron en la metodolog&#237;a que la circunferencia abdominal se mensur&#243; en la regi&#243;n abdominal, en su menor per&#237;metro. Sin embargo, la I Directriz Brasileira de S&#237;ndrome Metab&#243;lico, publicada en 2005<sup>8</sup> en este mismo peri&#243;dico cient&#237;fico, menciona que la circunferencia abdominal se debe medir entre la cresta il&#237;aca y el reborde costal inferior. Ante de estos hechos, se observa que la metodolog&#237;a medida en este estudio es caracterizada como circunferencia de la cintura, no abdominal.</p>
      <p>
        <bold>Respuesta del autor</bold>
      </p>
      <p>Las variables (IMC, glucemia de ayuno y presi&#243;n arterial) citadas en la Tabla 1 est&#225;n de acuerdo a los criterios de inclusi&#243;n de la investigaci&#243;n.</p>
      <p>Pimentel et al citan "valores muy altos en el basal"; todos los valores basales est&#225;n abajo de los valores de referencia, seg&#250;n <italic>The Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Report of the Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus</italic>. Diabetes Care. 2000; 23 (Suppl. 1): S4-19.</p>
      <p>En cuanto a la circunferencia de la cintura, tenemos diversas literaturas que mencionan dos formas de medirla, como Ferreira, MG; Valente, JG; Gon&#231;alves-Silva, RMV; Schieri, R. La exactitud de la circunferencia de la cintura y de la relaci&#243;n cintura/cadera como predictores de dislipidemias en estudio transversal de donadores de sangre de Cuiab&#225;, Mato Grosso, Brasil. Cadernos de Sa&#250;de P&#250;blica, vol. 22, n. 2, 2006. Asimismo, Cabrera, MAS; Wajngarten, M; Gebara, OCE; Diament, J. <italic>Rela&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal, da rela&#231;&#227;o cintura-cadera e da circunfer&#234;ncia abdominal com a mortalidad em mulheres idosas: seguimiento de 5 anos</italic>. Cadernos de Sa&#250;de P&#250;blica, vol. 21, n. 3, 2005.</p>
      <p>Atentamente,</p>
      <p>Profe. Dra. Denise Maria Martins Vancea</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>1. Tuomilehto J, Lindstr&#246;m J, Qiao Q. Strategies for the prevention of type 2 diabetes and cardiovascular disease. Eur Heart J. 2005; 7 (Suppl. D): D18-D22.</p>
      <p>2. Marti B, Vartiainen E. Relation between leisure time exercise and cardiovascular risk factors among 15-year-olds in eastern Finland. J Epidemiol Community Health. 1989; 43 (3): 228-33.</p>
      <p>3. Cheung NW, Cinnadaio N, Russo M, Marek S. A pilot randomised controlled Trial of resistance exercise bands in the management of sedentary subjects with type 2 diabetes. Diabetes Res Clin Pract. 2009; 83 (3): 68-71.</p>
      <p>4. Jackson AS, Pollock, ML. Generalized equations for predicting body density of men. Br J Nutr. 1978; 40: 497-504.</p>
      <p>5. Jackson AS, Pollock ML, WARD A. Generalized equations for predicting body density of women. Med Sci Sports Exerc. 1980; 12 (3): 175-82.</p>
      <p>6. Pollock ML, Wilmore JH. Exerc&#237;cios na sa&#250;de e na doen&#231;a: avalia&#231;&#227;o e prescri&#231;&#227;o para preven&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o. 2&#170; ed. Rio de Janeiro: Medsi; 1973.</p>
      <p>7. Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS). Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO consultation on obesity. Geneva; 1998.</p>
      <p>8. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz brasileira de diagn&#243;stico e tratamento da s&#237;ndrome metab&#243;lica. Arq Bras Cardiol. 2005; 84 (supl. 1): 1-28.</p>
      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p> Gustavo Duarte Pimentel</p>
          <p> Rua 3 de maio, 130/132</p>
          <p> 04044-020, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="gpimentel@unifesp.br">gpimentel@unifesp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 19/02/09; revisado recibido el 19/02/09; aceptado el 26/02/09.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
