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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000400025</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400425</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000400025</article-id>
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          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Tratamento ambulatorial da endocardite bacteriana estreptoc&#243;cica</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
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        <year>2010</year>
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          <day>11</day>
          <month>07</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <abstract>
        <p>A endocardite bacteriana &#233; uma grave doen&#231;a infecciosa cujo tratamento &#233; tradicionalmente feito com o paciente internado. recebendo medica&#231;&#227;o intravenosa. A possibilidade de tratamento domiciliar ou ambulatorial. em casos estritamente selecionados. &#233; atraente tanto do ponto de vista social quanto do econ&#244;mico. Apresentamos o relato de 6 pacientes com diagn&#243;stico de endocardite bacteriana por Streptococcus. tratados parcial ou integralmente em regime ambulatorial. Todos evolu&#237;ram sem complica&#231;&#245;es e com resolu&#231;&#227;o completa do quadro infeccioso.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Endocardite bacteriana</kwd>
        <kwd>Streptococcus</kwd>
        <kwd>pacientes ambulatoriais</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>Tratamento ambulatorial da endocardite bacteriana estreptoc&#243;cica</p>
    <p>
      <bold>Sirio Hassem Sobrinho; Carlos Henrique de Marchi; Ulisses Alexandre Croti; Cristiane Girotto de Souza; &#201;rico Vin&#237;cius Campos Moreira da Silva; Moacir Fernandes de Godoy</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - Famerp - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto. SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="linkcorresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A endocardite bacteriana &#233; uma grave doen&#231;a infecciosa cujo tratamento &#233; tradicionalmente feito com o paciente internado. recebendo medica&#231;&#227;o intravenosa. A possibilidade de tratamento domiciliar ou ambulatorial. em casos estritamente selecionados. &#233; atraente tanto do ponto de vista social quanto do econ&#244;mico. Apresentamos o relato de 6 pacientes com diagn&#243;stico de endocardite bacteriana por <italic>Streptococcus</italic>. tratados parcial ou integralmente em regime ambulatorial. Todos evolu&#237;ram sem complica&#231;&#245;es e com resolu&#231;&#227;o completa do quadro infeccioso.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Endocardite bacteriana/terapia. <italic>Streptococcus</italic>. pacientes ambulatoriais.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A endocardite &#233; uma doen&#231;a infecciosa grave que envolve o endoc&#225;rdio mural e uma ou mais valvas card&#237;acas ou defeitos septais. podendo cursar com importantes complica&#231;&#245;es card&#237;acas e sist&#234;micas durante o tratamento<sup>1</sup>.</p>
    <p>Tradicionalmente. o tratamento &#233; feito com o paciente internado por longo per&#237;odo. V&#225;rios estudos. por&#233;m. t&#234;m demonstrado a possibilidade de condu&#231;&#227;o parcial em regime ambulatorial. resultando em diminui&#231;&#227;o dos gastos hospitalares e maior conforto para o paciente<sup>2-3</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &#233; mostrar que o tratamento ambulatorial da endocardite bacteriana estreptoc&#243;cica. em pacientes bem selecionados. &#233; seguro e eficaz.</p>
    <p>
      <bold>Casu&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Foram inclu&#237;dos. de janeiro de 2006 a novembro de 2008. 6 pacientes com endocardite bacteriana estreptoc&#243;cica. diagnosticados pelos crit&#233;rios modificados da <italic>Duke University</italic><sup>4</sup>. Os pacientes deveriam estar obrigatoriamente em condi&#231;&#227;o hemodin&#226;mica est&#225;vel. sem necessidade de drogas. O estudo foi aprovado pela Comiss&#227;o de &#201;tica em Pesquisa com Seres Humanos e houve assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</p>
    <p>Os dados demogr&#225;ficos dos 6 pacientes e aspectos ilustrativos de dois casos encontram-se no <xref ref-type="fig" rid="a25qua01">Quadro 1</xref> e na <xref ref-type="fig" rid="a25fig01">Figura 1</xref>. respectivamente.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a25qua01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-e113-00025-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a25fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-e113-00025-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Todos apresentavam febre e sopro card&#237;aco antes do tratamento medicamentoso. A hemocultura s&#243; foi realizada antes da inclus&#227;o do paciente. Quatro pacientes apresentaram a PCR aumentada que se normalizou ao final do tratamento. Quanto ao hemograma. tr&#234;s pacientes apresentavam leucocitose e anemia no in&#237;cio. sendo que um deles permaneceu com discreta anemia no final do tratamento. A creatinina se mostrou dentro da normalidade em todos os pacientes pr&#233; e p&#243;s-tratamento. O eletrocardiograma mostrou ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial de m&#233;dia frequ&#234;ncia. intercalada com ritmo de marca-passo em um paciente e bloqueio atrioventricular de primeiro grau em uma paciente. Tais altera&#231;&#245;es n&#227;o se modificaram durante o tratamento.</p>
    <p>O ecocardiograma foi realizado no in&#237;cio e no final do tratamento. em todos os pacientes Em tr&#234;s deles. foi necess&#225;ria a realiza&#231;&#227;o do ecocardiograma transesof&#225;gico para observa&#231;&#227;o adequada das estruturas intracard&#237;acas. Quatro pacientes apresentaram imagens t&#237;picas de vegeta&#231;&#227;o. Em um paciente houve desaparecimento da vegeta&#231;&#227;o no final do tratamento.</p>
    <p>Quanto ao tratamento medicamentoso: quatro pacientes utilizaram ceftriaxona 2.0 g uma vez ao dia. Um paciente utilizou vancomicina 1.0 g de 12 em 12 horas e outro. levofloxaxina 500 mg uma vez ao dia. A dura&#231;&#227;o padronizada para o tratamento foi de 4 semanas. em virtude da baixa patogenicidade do agente infeccioso. O antibi&#243;tico foi administrado por via intravenosa em todos os pacientes. utilizando-se como acesso venoso o <italic>abbocath</italic> salinizado. Tr&#234;s pacientes receberam a medica&#231;&#227;o no ambulat&#243;rio do conv&#234;nio. um recebeu a medica&#231;&#227;o em casa. um recebeu no centro de sa&#250;de da prefeitura e outro em cl&#237;nica privada.</p>
    <p>Os pacientes eram examinados por um m&#233;dico. uma vez por semana e diariamente eram entrevistados pelas enfermeiras respons&#225;veis pela infus&#227;o do antibi&#243;tico. N&#227;o foram realizadas hemoculturas seriadas em face da boa evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica mantida em todos os pacientes. N&#227;o houve intercorr&#234;ncia cl&#237;nica alguma durante todo o tratamento ambulatorial.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Historicamente. os pacientes com endocardite bacteriana permanecem internados durante todo o seu tratamento. recebendo antibi&#243;ticos por via parenteral e com avalia&#231;&#227;o m&#233;dica di&#225;ria.</p>
    <p>Recentemente. a possibilidade de se ter resolu&#231;&#227;o da endocardite com tratamento mais curto. a habilidade em se administrar drogas parenterais em regime domiciliar e press&#245;es de ordem econ&#244;mica tornaram mais frequentes o tratamento em regime ambulatorial. mesmo com resultados ainda limitados em face da inexist&#234;ncia de estudos de grandes coortes. com este tipo de abordagem<sup>5.6</sup>.</p>
    <p>Neste artigo. apresentamos o relato de tratamento em regime ambulatorial de 6 pacientes. com endocardite bacteriana por <italic>Streptococcus</italic>. com excelente evolu&#231;&#227;o.</p>
    <p>Quatro pacientes foram tratados com ceftriaxona. um paciente foi tratado com levofloxacina em virtude de rea&#231;&#227;o al&#233;rgica &#224; ceftriaxona e um paciente foi tratado com vancomicina por permanecer febril ap&#243;s 72 horas da introdu&#231;&#227;o da ceftriaxona.</p>
    <p>Quando o <italic>Streptococcus</italic> apresentava sensibilidade &#224; ceftriaxona. este era o antibi&#243;tico de elei&#231;&#227;o. em virtude da comodidade posol&#243;gica e baixo &#237;ndice de complica&#231;&#245;es com a utiliza&#231;&#227;o deste f&#225;rmaco. O tratamento completo programado foi de 4 semanas.</p>
    <p>Dois pacientes foram tratados integralmente em regime ambulatorial. dois permaneceram por tr&#234;s semanas em regime ambulatorial e dois foram tratados ambulatorialmente por duas semanas. Esses dois &#250;ltimos pacientes. tratados por mais tempo em regime hospitalar. o fizeram em virtude de problemas n&#227;o relacionados com a infec&#231;&#227;o. mas sim por motivos puramente administrativos.</p>
    <p>A incid&#234;ncia de endocardite bacteriana &#233; de 1.7 a 6.2 casos por 100.000 pacientes-ano<sup>7</sup>. o que representaria uma expectativa de ocorr&#234;ncia de 7 a 24 casos. por ano. em nossa cidade. que tem aproximadamente 400.000 habitantes. Como foram tratados 6 pacientes em dois anos (um caso a cada 5.5 meses). isto equivale a 12.5% e 42.8% dos casos incidentes. o que nos parece uma propor&#231;&#227;o n&#227;o desprez&#237;vel. considerando-se o perfil de gravidade dessa doen&#231;a. </p>
    <p>O paciente que apresentava endocardite no eletrodo do marca-passo endoc&#225;rdico foi tratado ambulatorialmente. em virtude de ser conhecida a boa evolu&#231;&#227;o da endocardite quando acomete o lado direito do cora&#231;&#227;o. mesmo quando o agente etiol&#243;gico &#233; o <italic>Staphylococcus aureus</italic>. O eletrodo do marca-passo foi retirado ap&#243;s completados 28 dias de administra&#231;&#227;o do antibi&#243;tico.</p>
    <p>A paciente com pr&#243;tese biol&#243;gica da valva a&#243;rtica foi inclu&#237;da no estudo. pois o tratamento medicamentoso come&#231;ou 5 dias depois do in&#237;cio da febre e a paciente apresentava &#243;timo estado geral.</p>
    <p>Pacientes com endocardite n&#227;o complicada. cuja etiologia seja por <italic>Streptococcus viridans</italic>. t&#234;m sido candidatos ao tratamento domiciliar<sup>8</sup>. Concordamos com a literatura quando afirma que a endocardite por <italic>Streptococcus</italic> &#233; a mais adequada para tratamento ambulatorial. em virtude de sua menor agressividade quando diagnosticada precocemente.</p>
    <p>Os maiores estudos prospectivos para tratamento ambulatorial de endocardite por <italic>Spretococcus viridans</italic> t&#234;m deixado os pacientes em regime hospitalar. em m&#233;dia. por 8 dias. antes de liberar para complementa&#231;&#227;o com tratamento domiciliar<sup>8</sup>. Temos a opini&#227;o. por&#233;m. de que &#233; poss&#237;vel at&#233; mesmo evitar a fase de interna&#231;&#227;o. quando o diagn&#243;stico da endocardite &#233; realizado precocemente e o paciente n&#227;o apresenta fatores de risco.</p>
    <p>Costa e cols.<sup>9</sup>. avaliando retrospectivamente uma expressiva casu&#237;stica brasileira de 186 casos consecutivos confirmados de endocardite. detectaram. por an&#225;lise multivariada. 7 vari&#225;veis preditoras de mortalidade: idade igual ou maior a 40 anos; classe funcional IV ou presen&#231;a de choque; presen&#231;a de arritmias ou dist&#250;rbios de condu&#231;&#227;o; presen&#231;a de extensa destrui&#231;&#227;o valvar. abscesso ou pr&#243;tese; sepse n&#227;o responsiva a tratamento antibi&#243;tico; e vegeta&#231;&#245;es grandes (&gt; 10 mm) e m&#243;veis.</p>
    <p>Outros crit&#233;rios importantes que devem ser considerados na sele&#231;&#227;o de pacientes para utiliza&#231;&#227;o desse tipo de abordagem s&#227;o: presen&#231;a ou n&#227;o de pr&#243;tese card&#237;aca; fun&#231;&#227;o renal prejudicada; idade avan&#231;ada; e a presen&#231;a de sintomas ou sinais de insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A endocardite bacteriana estreptoc&#243;cica pode ser tratada em regime ambulatorial. em casos muito bem selecionados. nos quais n&#227;o exista concomit&#226;ncia de fatores agravantes. com consequente benef&#237;cio para o paciente e para o sistema de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Sirio Hassem Sobrinho pela FAMERP.</p>
    <p>
      <fn id="linkcorresp" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Sirio Hassem Sobrinho </p>
        <p> Avenida Jos&#233; Munia - 7301 - Jd. Vivendas </p>
        <p> S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto. SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="sirio@incorriopreto.com.br">sirio@incorriopreto.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 07/02/09; revisado recebido em 11/07/09; aceito em 06/08/09.</p>
  </body>
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          <article-title>F&#237;stula aorta-ventr&#237;culo direito: uma complica&#231;&#227;o inesperada da endocardite bacteriana</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2005</year>
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          <volume>85</volume>
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          <article-title>Incidence of infective endocarditis in the Delaware Valley: 1988-1990</article-title>
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          <article-title>Patient selection criteria and management guidelines for outpatient parenteral antibiotic therapy for native valve infective endocarditis</article-title>
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          <article-title>Risk index for death by infective endocarditis: a multivariate logistic model</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Tratamiento cl&#237;nico de la endocarditis bacteriana estreptoc&#243;cica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>La endocarditis bacteriana es una severa enfermedad infecciosa cuyo tratamiento se hace tradicionalmente con el paciente internado, recibiendo medicaci&#243;n intravenosa. La posibilidad de tratamiento domiciliar o cl&#237;nico, en casos estrictamente seleccionados, es atractivo desde el punto de vista social como del econ&#243;mico. Presentamos el caso cl&#237;nico de 6 pacientes con diagn&#243;stico de endocarditis bacteriana por streptococcus, tratados parcial o integralmente en r&#233;gimen ambulatorio. Todos evolucionaron sin complicaciones y con resoluci&#243;n completa del cuadro infeccioso.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Endocarditis bacteriana</kwd>
        <kwd>Streptococcus</kwd>
        <kwd>pacientes ambulatorios</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASO CL&#205;NICO</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Tratamiento cl&#237;nico de la endocarditis bacteriana estreptoc&#243;cica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Sirio Hassem Sobrinho; Carlos Henrique de Marchi; Ulisses Alexandre Croti; Cristiane Girotto de Souza; &#201;rico Vin&#237;cius Campos Moreira da Silva; Moacir Fernandes de Godoy</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - Famerp - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La endocarditis bacteriana es una severa enfermedad infecciosa cuyo tratamiento se hace tradicionalmente con el paciente internado, recibiendo medicaci&#243;n intravenosa. La posibilidad de tratamiento domiciliar o cl&#237;nico, en casos estrictamente seleccionados, es atractivo desde el punto de vista social como del econ&#243;mico. Presentamos el caso cl&#237;nico de 6 pacientes con diagn&#243;stico de endocarditis bacteriana por <italic>streptococcus</italic>, tratados parcial o integralmente en r&#233;gimen ambulatorio. Todos evolucionaron sin complicaciones y con resoluci&#243;n completa del cuadro infeccioso.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Endocarditis bacteriana/terapia, <italic>Streptococcus</italic>, pacientes ambulatorios.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La endocarditis es una enfermedad infecciosa severa que implica el endocardio mural y una o m&#225;s v&#225;lvulas cardiacas o defectos septales, pudiendo cursar con importantes complicaciones cardiacas y sist&#233;micas durante el tratamiento<sup>1</sup>.</p>
      <p>Tradicionalmente, el tratamiento se hace con el paciente internado por largo per&#237;odo. Variados estudios, sin embargo, vienen demostrando la posibilidad de conducci&#243;n parcial en r&#233;gimen cl&#237;nico, resultando en disminuci&#243;n de los gastos hospitalarios y mayor confort al paciente<sup>2-3</sup>.</p>
      <p>El objetivo de este trabajo es mostrar que el tratamiento ambulatorio de la endocarditis bacteriana estreptoc&#243;cica, en pacientes bien seleccionados, es seguro y eficaz.</p>
      <p>
        <bold>Casu&#237;stica</bold>
      </p>
      <p>Se incluyeron, de enero de 2006 a noviembre de 2008, a 6 pacientes con endocarditis bacteriana estreptoc&#243;cica, diagnosticados por los criterios modificados de la <italic>Duke University</italic><sup>4</sup>. Los pacientes deber&#237;an estar obligatoriamente en condici&#243;n hemodin&#225;mica estable, sin necesidad de f&#225;rmacos. La Comisi&#243;n de &#201;tica en Investigaci&#243;n de Seres Humanos aprob&#243; el estudio y se firm&#243; el Formulario de Consentimiento Informado.</p>
      <p>Los datos demogr&#225;ficos de los 6 pacientes y los aspectos ilustrativos de dos casos se encuentran en el Cuadro 1 y en la Figura 1, respectivamente.</p>
      <p>Todos presentaban fiebre y soplo card&#237;aco antes del tratamiento medicamentoso. El hemocultivo solo se llev&#243; a cabo antes de la inclusi&#243;n del paciente. Cuatro pacientes presentaron PCR aumentada que se normaliz&#243; al final del tratamiento. En cuanto al hemograma, tres pacientes presentaban leucocitosis y anemia en el inicio, siendo que uno de ellos permaneci&#243; con discreta anemia en el final del tratamiento. La creatinina se mostr&#243; dentro de la normalidad en todos los pacientes pre y postratamiento. El electrocardiograma revel&#243; el ritmo de fibrilaci&#243;n atrial de promedio frecuencia, intercalada con ritmo de marcapaso en un paciente y bloqueo atrioventricular de primer grado en una paciente. Dichas alteraciones no se modificaron durante el tratamiento.</p>
      <p>El ecocardiograma se llev&#243; a cabo en el inicio y al final del tratamiento, en todos los pacientes. En tres de ellos, fue necesaria la realizaci&#243;n del ecocardiograma transesof&#225;gico para observaci&#243;n adecuada de las estructuras intracard&#237;acas. Cuatro pacientes presentaron im&#225;genes t&#237;picas de vegetaci&#243;n. En un paciente hubo desaparici&#243;n de la vegetaci&#243;n al final del tratamiento.</p>
      <p>Respecto al tratamiento medicamentoso: cuatro pacientes utilizaron ceftriaxona 2,0 g una vez al d&#237;a. Un paciente utiliz&#243; vancomicina 1,0 g de 12 en 12 horas y otro, levofloxaxina 500 mg una vez al d&#237;a. La duraci&#243;n estandarizada para el tratamiento fue de 4 semanas, en virtud de la baja patogenicidad del agente infeccioso. El antibi&#243;tico se administr&#243; por v&#237;a intravenosa en todos los pacientes, utiliz&#225;ndose como acceso venoso el <italic>abbocath</italic> salinizado. Tres pacientes recibieron la medicaci&#243;n en el ambulatorio del convenio, un recibi&#243; la medicaci&#243;n en casa, un recibi&#243; en el centro de salud de la Municipalidad y el otro en una cl&#237;nica privada.</p>
      <p>Un m&#233;dico examinaba a los pacientes una vez por semana, y diariamente eran entrevistados por las enfermeras responsables de la infusi&#243;n del antibi&#243;tico. No se llevaron a cabo hemocultivos seriados frente la buena evoluci&#243;n cl&#237;nica mantenida en todos los pacientes. No hubo complicaci&#243;n cl&#237;nica alguna durante todo el tratamiento ambulatorio.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Hist&#243;ricamente, los pacientes con endocarditis bacteriana permanecen internados durante todo su tratamiento, recibiendo antibi&#243;ticos por v&#237;a parenteral y con evaluaci&#243;n m&#233;dica diaria.</p>
      <p>Recientemente, la posibilidad de tener resoluci&#243;n de la endocarditis con tratamiento m&#225;s curto, la habilidad en se administrar drogas parenterales en r&#233;gimen domiciliar y presiones de orden econ&#243;mica han vuelto m&#225;s frecuentes el tratamiento en r&#233;gimen ambulatorio, aun con resultados todav&#237;a limitados frente la inexistencia de estudios de grandes cohortes, con este tipo de abordaje<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>En este art&#237;culo, referimos el caso cl&#237;nico del tratamiento en r&#233;gimen ambulatorio de 6 pacientes, con endocarditis bacteriana por <italic>Streptococcus</italic>, con excelente evoluci&#243;n.</p>
      <p>Los cuatro pacientes fueron tratados con ceftriaxona, un paciente fue tratado con levofloxacina en virtud de reacci&#243;n al&#233;rgica a la ceftriaxona y un paciente fue tratado con vancomicina por permanecer febril tras 72 horas de la introducci&#243;n de la ceftriaxona.</p>
      <p>En tanto el s<italic>treptococcus</italic> presentaba sensibilidad a la ceftriaxona, &#233;ste era el antibi&#243;tico de elecci&#243;n, en virtud de la comodidad posol&#243;gica y bajo &#237;ndice de complicaciones con la utilizaci&#243;n de &#233;ste f&#225;rmaco. El tratamiento completo programado fue de 4 semanas.</p>
      <p>Dos pacientes fueron tratados integralmente en r&#233;gimen ambulatorio, dos permanecieron por tres semanas en r&#233;gimen ambulatorio y dos fueron tratados cl&#237;nicamente por dos semanas. Estos dos &#250;ltimos pacientes, tratados por m&#225;s tiempo en r&#233;gimen hospitalario, lo hicieron en virtud de problemas no relacionados a la infecci&#243;n, sino por motivos puramente administrativos.</p>
      <p>La incidencia de endocarditis bacteriana es de 1,7 a 6,2 casos por 100.000 pacientes-a&#241;o<sup>7</sup>, lo que representar&#237;a una expectativa de ocurrencia de 7 a 24 casos, por a&#241;o, en nuestra ciudad, que tiene aproximadamente 400.000 habitantes. Como fueron tratados 6 pacientes en dos a&#241;os (un caso cada 5,5 meses), esto equivale a un 12,5% y un 42,8% de los casos incidentes, lo que nos parece una proporci&#243;n no despreciable, teniendo en cuenta el perfil de severidad de esta enfermedad.</p>
      <p>El paciente que presentaba endocarditis en el electrodo del marcapaso endoc&#225;rdico fue tratado cl&#237;nicamente, a causa de conocerse la buena evoluci&#243;n de la endocarditis cuando afecta el lado derecho del coraz&#243;n, aun cuando el agente etiol&#243;gico es el s<italic>taphylococcus aureus</italic>. El electrodo del marcapaso se retir&#243; tras completados 28 d&#237;as de administraci&#243;n del antibi&#243;tico.</p>
      <p>Se incluy&#243; en el estudio a la paciente con pr&#243;tesis biol&#243;gica de la v&#225;lvula a&#243;rtica, ya que el tratamiento medicamentoso empez&#243; 5 d&#237;as tras el inicio de la fiebre y la paciente presentaba &#243;ptimo estado general.</p>
      <p>Pacientes con endocarditis no complicada, cuya etiolog&#237;a fuera por s<italic>treptococcus viridans</italic>, vienen siendo candidatos al tratamiento domiciliar<sup>8</sup>. Concordamos con la literatura cuando afirma que la endocarditis por s<italic>treptococcus</italic> es la m&#225;s adecuada para tratamiento ambulatorio, a causa de su menor agresividad cuando diagnosticada precozmente.</p>
      <p>Los mayores estudios prospectivos para tratamiento ambulatorio de endocarditis por s<italic>pretococcus viridans</italic> han estado dejados a los pacientes en r&#233;gimen hospitalario, en promedio, por 8 d&#237;as, antes de liberar para complementaci&#243;n con tratamiento domiciliar<sup>8</sup>. Tenemos la opini&#243;n, sin embargo, que es posible incluso evitar la fase de internaci&#243;n, cuando el diagn&#243;stico de la endocarditis se lleva a cabo precozmente y el paciente no presenta factores de riesgo.</p>
      <p>Costa et al<sup>9</sup>, evaluando retrospectivamente una expresiva casu&#237;stica brasile&#241;a de 186 casos consecutivos confirmados de endocarditis, detectaron, por an&#225;lisis multivariado, 7 variables predictoras de mortalidad: edad igual o mayor que 40 a&#241;os; clase funcional IV o presencia de choque; presencia de arritmias o disturbios de conducci&#243;n; presencia de extensa destrucci&#243;n valvular, absceso o pr&#243;tesis; sepsis no responsiva a tratamiento antibi&#243;tico; y vegetaciones grandes (&gt; 10 mm) y m&#243;viles.</p>
      <p>Otros criterios importantes que se deben considerar en la selecci&#243;n de pacientes para utilizaci&#243;n de este tipo de abordaje son: presencia o no de pr&#243;tesis card&#237;aca; funci&#243;n renal perjudicada; edad avanzada; y la presencia de s&#237;ntomas o se&#241;ales de insuficiencia cardiaca.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La endocarditis bacteriana estreptoc&#243;cica puede ser tratada en r&#233;gimen ambulatorio, en casos muy bien seleccionados, en los que no exista concomitancia de factores agravantes, con consecuente beneficio al paciente y al sistema de salud.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Sirio Hassem Sobrinho por la FAMERP.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Ambulatory treatment of streptococcal bacterial endocarditis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Bacterial endocarditis is a severe infectious disease. of which treatment is traditionally carried out in hospitalized patients through intravenous medication. The possibility of at-home or ambulatory treatment. for stringently selected cases. is attractive from the social as well as from the economic point of view. We report 6 patients with a diagnosis of bacterial endocarditis caused by Streptococcus. treated partially or completely on an outpatient basis. All of them evolved without complications and presented complete resolution of the infection.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Endocarditis, bacterial</kwd>
        <kwd>Streptococcus</kwd>
        <kwd>outpatients</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p><undefined id="add1-body3"/>Ambulatory treatment of streptococcal bacterial endocarditis</p>
      <p>
        <bold>Sirio Hassem Sobrinho; Carlos Henrique de Marchi; Ulisses Alexandre Croti; Cristiane Girotto de Souza; &#201;rico Vin&#237;cius Campos Moreira da Silva; Moacir Fernandes de Godoy</bold>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - Famerp - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Bacterial endocarditis is a severe infectious disease, of which treatment is traditionally carried out in hospitalized patients through intravenous medication. The possibility of at-home or ambulatory treatment, for stringently selected cases, is attractive from the social as well as from the economic point of view. We report 6 patients with a diagnosis of bacterial endocarditis caused by <italic>Streptococcus</italic>, treated partially or completely on an outpatient basis. All of them evolved without complications and presented complete resolution of the infection.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Endocarditis, bacterial/therapy; <italic>Streptococcus</italic>; outpatients.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Endocarditis is a severe bacterial disease that involves the mural endocardium and one or more cardiac valves or septal defects and can course with important cardiac and systemic complications during the treatment<sup>1</sup>. </p>
      <p>Traditionally, the treatment is carried out for a long period in hospitalized patients. Several studies, however, have demonstrated the possibility of conducting part of the treatment on an outpatient basis, resulting in the decrease of hospital costs and a higher degree of comfort for patients<sup>2-3</sup>. </p>
      <p>The aim of the present study was to show that the ambulatory treatment of streptococcal bacterial endocarditis, in well-selected patients, is safe and effective. </p>
      <p>
        <bold>Patients</bold>
      </p>
      <p>Six patients with streptococcal bacterial endocarditis, diagnosed through the Modified Duke Infective Endocarditis Criteria<sup>4</sup>, were included in the study from January 2006 to November 2008. The patients were required to present a hemodynamically stable condition, without the need for drugs. The study was approved by the Ethics Committee for Research with Human Subjects and the Free and Informed Consent Form was signed by all patients. </p>
      <p>The demographic data of all six patients and illustrative aspects of two cases are shown in <xref ref-type="fig" rid="en_a25quad01-body3">Chart 1</xref> and <xref ref-type="fig" rid="en_a25fig01-body3">Figure 1</xref>, respectively. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a25quad01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-e113-00025-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a25fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-e113-00025-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>All of them presented fever and heart murmur before the drug therapy. The blood culture was carried out only before the patient&#180;s inclusion. Four patients presented increased CRP levels, which normalized at the end of the treatment. Regarding the complete blood count, 3 patients presented leukocytosis and anemia at the start of the treatment and one of them still presented a slight anemia at the end of the treatment. Creatinine levels were within normal range in all patients, both pre and post-treatment. The electrocardiogram showed average frequency atrial fibrillation rhythm, intercalated with pacemaker rhythm in one patient and first-degree atrioventricular block in another patient. Such alterations did not suffer any changes during treatment. </p>
      <p>The echocardiogram was carried out at the start and at the end of the treatment in all patients. It was necessary to perform a transesophageal echocardiogram in three of them, to adequately assess the intracardiac structures. Four patients presented typical vegetation images. In one patient, the vegetation image disappeared at the end of the treatment. </p>
      <p>As for the drug treatment, four patients received 2.0 mg of Ceftriaxone, once a day. One patient received 1.0 mg Vancomycin every 12 hours and the other received 500 mg of Levofloxacin once a day. The standardized treatment duration was 4 weeks, due to the low pathogenicity of the infectious agent. The antibiotics were administered by intravenous route in all patients, using a salinized abbocath as the venous access. Three patients received the medication at the outpatient clinic of the health insurance facility, one received the medication at home, one received it at the public basic unit health and another received it in a private clinic. </p>
      <p>The patients were examined by a physician once a week and were interviewed daily by the nurses in charge of the antibiotic infusion. No seriated blood cultures were carried out due to the good clinical evolution presented by all patients. There were no clinical complications throughout the outpatient treatment. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Historically, patients with bacterial endocarditis remain hospitalized throughout their treatment, receiving antibiotics by parenteral route and undergoing daily medical evaluation. </p>
      <p>Recently, the possibility of treating endocarditis with a shorter-duration treatment, the capacity to administrate parenteral drugs at home and economic pressures have made the ambulatory treatment more frequent, even though the outcomes are still limited due to the lack of large cohort studies using this type of approach<sup>5,6</sup>. </p>
      <p>This study reports 6 patients with streptococcal bacterial endocarditis that were treated on an outpatient basis and presented excellent evolution. </p>
      <p>Four patients were treated with Ceftriaxone; one was treated with Levofloxacin due to the fact that he was allergic to Ceftriaxone and another patient was treated with Vancomycin, as he still presented fever 72 hours after the introduction of Ceftriaxone.</p>
      <p>When the <italic>Streptococcus</italic> was sensitive to Ceftriaxone, the latter was the antibiotic of choice, due to its simple posological scheme and low rate of complications. The complete treatment plan lasted four weeks. </p>
      <p>Two patients were treated entirely on an outpatient basis; two remained for three weeks on an outpatient basis and two were treated for two weeks on an outpatient basis. The latter two cases were treated longer on a hospital basis due to purely administrative issues, rather than infection-related problems. </p>
      <p>The incidence of bacterial endocarditis is 1.7 to 6.2 cases per 100,000 patients-year<sup>7</sup>, which would represent an expected number of 7 to 24 cases per year in our city, which has approximately 400,000 inhabitants. As six patients were treated throughout a period of two years (one case every 5.5 months), that is equivalent to 12.5% and 42.8% of the incident cases, which does not seem negligible, considering the disease severity profile. </p>
      <p>The patient that presented endocarditis at the endocardial pacemaker electrode was treated on an outpatient basis, as the good evolution of endocarditis when it affects the right side of heart is well known, even when the etiological agent is <italic>Staphylococcus aureus</italic>. The pacemaker electrode was removed 28 days after the antibiotic administration. </p>
      <p>The patient with the biological aortic-valve prosthesis was included in the study, as the drug treatment started 5 days after the fever onset and the patient presented excellent general status. </p>
      <p>Patients with uncomplicated endocarditis, of which etiology is due to <italic>Streptococcus viridans</italic>, have been considered candidates to home-based treatment<sup>8</sup>. We agree with the literature when it states that the endocarditis caused by <italic>Streptococcus</italic> is the most adequate one for ambulatory treatment, due to its lower aggressiveness when diagnosed at an early stage. </p>
      <p>The larger prospective studies for the ambulatory treatment of endocarditis caused by <italic>Streptococcus viridans</italic> have kept the patients hospitalized, on average, for 8 days, before releasing them to continue the treatment at home<sup>8</sup>. However, we think that it is even possible to prevent the hospitalization phase, when the diagnosis of the endocarditis is attained at an early stage and the patient does not present risk factors. </p>
      <p>Costa et al<sup>9</sup>, retrospectively assessing a noteworthy Brazilian series of 186 consecutive confirmed cases of endocarditis, detected, through multivariate analysis, 7 variables that were predictors of mortality: age <underline>&gt;</underline> 40 years; functional class IV or presence of shock; presence of arrhythmias or conduction disorders; presence of extensive valvular destruction, abscess or prosthesis; sepsis that was unresponsive to antibiotic treatment; and large (&gt; 10 mm) and mobile vegetations.</p>
      <p>Other important criteria that must be considered when selecting patients for this type of approach are: presence or not of cardiac prosthesis; impaired kidney function; older age; and the presence of symptoms or signs of heart failure. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The ambulatory treatment of streptococcal bacterial endocarditis may be employed in well-selected cases that do not present concomitant aggravating factors, with consequent benefits for the patient and for the health system.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Sirio Hassem Sobrinho, from FAMERP.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
