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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">7yJPLFbxZ8X5CsVV8krRPnv</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00023</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000400023</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400423</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000400023</article-id>
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          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Endocardite infecciosa com apresenta&#231;&#227;o inicial de abdome agudo</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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          <year>2009</year>
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          <day>21</day>
          <month>05</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>21</day>
          <month>08</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Paciente de 35 anos de idade foi atendido em Servi&#231;o de Emerg&#234;ncia com seis horas de dor em fossa il&#237;aca direita e febre. Feita hip&#243;tese diagn&#243;stica de apendicite aguda e realizada laparotomia exploradora. com apendicectomia. O paciente retornou ao hospital tr&#234;s dias ap&#243;s alta hospitalar. prostrado. febril. com altera&#231;&#227;o de fala. diminui&#231;&#227;o de n&#237;vel de consci&#234;ncia e com hemiparesia completa &#224; esquerda. CT scan de cr&#226;nio e pun&#231;&#227;o de l&#237;quor normal. RMN de enc&#233;falo revelou aspectos compat&#237;veis com AVC isqu&#234;mico vertebro-basilar. Ecocardiograma transesof&#225;gico demonstrou vegeta&#231;&#227;o em valva a&#243;rtica e insufici&#234;ncia a&#243;rtica moderada e hemoculturas foram positivas para Enterococcus bovis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Endocardite bacteriana</kwd>
        <kwd>abdome agudo</kwd>
        <kwd>dor abdominal</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>Endocardite infecciosa com apresenta&#231;&#227;o inicial de abdome agudo</p>
    <p>
      <bold>Humberto F. G. Freitas; Paulo R. Chizzola; Flavio C. Pinha; Luiz G. Velloso</bold>
    </p>
    <p>Hospital S&#227;o Camilo Pomp&#233;ia</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="linkcorresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Paciente de 35 anos de idade foi atendido em Servi&#231;o de Emerg&#234;ncia com seis horas de dor em fossa il&#237;aca direita e febre. Feita hip&#243;tese diagn&#243;stica de apendicite aguda e realizada laparotomia exploradora. com apendicectomia. O paciente retornou ao hospital tr&#234;s dias ap&#243;s alta hospitalar. prostrado. febril. com altera&#231;&#227;o de fala. diminui&#231;&#227;o de n&#237;vel de consci&#234;ncia e com hemiparesia completa &#224; esquerda. CT <italic>scan</italic> de cr&#226;nio e pun&#231;&#227;o de l&#237;quor normal. RMN de enc&#233;falo revelou aspectos compat&#237;veis com AVC isqu&#234;mico vertebro-basilar. Ecocardiograma transesof&#225;gico demonstrou vegeta&#231;&#227;o em valva a&#243;rtica e insufici&#234;ncia a&#243;rtica moderada e hemoculturas foram positivas para <italic>Enterococcus bovis</italic>.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Endocardite bacteriana. abdome agudo. dor abdominal.</p>
    <p>
      <bold>Relato do caso</bold>
    </p>
    <p>Paciente do sexo masculino. 35 anos. previamente h&#237;gido. sem antecedente de uso de drogas. chegou ao Departamento de Emerg&#234;ncia apresentando dor abdominal intensa em fossa il&#237;aca direita que se iniciou h&#225; seis horas. com febre. n&#225;useas. inapet&#234;ncia e mal estar geral. sem a presen&#231;a de queixas cardiol&#243;gicas. respirat&#243;rias ou urin&#225;rias. Ao exame f&#237;sico apresentava-se consciente. orientado. febril (38&#194;&#176;C). com press&#227;o arterial 110/60 mmHg e frequ&#234;ncia card&#237;aca 116 bpm. A ausculta respirat&#243;ria era normal. N&#227;o havia presen&#231;a de sopros card&#237;acos ao exame cardiol&#243;gico. O abdome apresentava-se distendido. tenso. intensamente doloroso em fossa il&#237;aca direita. com sinal de descompress&#227;o brusca positiva. O hemograma demonstrou 14.300 leuc&#243;citos com aumento do n&#250;mero de neutr&#243;filos. exame de urina simples normal e ultrassonografia de abdome sem altera&#231;&#245;es. O paciente foi avaliado pela equipe de cirurgia geral e feita hip&#243;tese diagn&#243;stica de apendicite aguda. Recebeu hidrata&#231;&#227;o endovenosa. medica&#231;&#245;es sintom&#225;ticas e foi internado e submetido a laparotomia exploradora.</p>
    <p>O estudo anatomopatol&#243;gico do ap&#234;ndice cecal revelou eros&#245;es na mucosa. hiperplasia linfoide reacional e infiltrado inflamat&#243;rio agudo superficial. N&#227;o havia evid&#234;ncias de abscesso na pe&#231;a de ap&#234;ndice analisado.</p>
    <p>O paciente recebeu alta hospitalar. retornando ao Departamento de Emerg&#234;ncia 3 dias depois com sinais e sintomas de prostra&#231;&#227;o. febre alta mantida. tonturas. altera&#231;&#227;o de fala e diminui&#231;&#227;o de n&#237;vel de consci&#234;ncia. Ao exame neurol&#243;gico. apresentava sonol&#234;ncia. com nistagmo multidirecional e hemiparesia completa a esquerda. A pun&#231;&#227;o liqu&#243;rica e a an&#225;lise bioqu&#237;mica foram normais. Realizou tomografia de cr&#226;nio com resultado normal. A resson&#226;ncia nuclear magn&#233;tica de enc&#233;falo demonstrou aspectos compat&#237;veis com acidente vascular cerebral isqu&#234;mico v&#233;rtebro-basilar. O ecocardiograma transtor&#225;cico foi normal e o ecocardiograma transesof&#225;gico revelou vegeta&#231;&#227;o em valva a&#243;rtica com insufici&#234;ncia a&#243;rtica de grau moderado ao Dopplercardiograma. As hemoculturas foram positivas para <italic>enterococcus bovis</italic>. Foi iniciada antibioticoterapia espec&#237;fica e realizada colonoscopia com bi&#243;psia. que revelou adenocarcinoma "in situ".</p>
    <p>Evoluiu com regress&#227;o dos sintomas. recebendo alta com persist&#234;ncia de hemiparesia esquerda e dislalia. sendo encaminhado para tratamento da neoplasia.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O diagn&#243;stico de endocardite infecciosa (EI) &#233; muitas vezes dif&#237;cil de ser estabelecido. uma vez que tem um amplo espectro cl&#237;nico. A apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica de EI pode ser aguda ou subaguda. frequentemente inclui manifesta&#231;&#245;es card&#237;acas e extra-card&#237;acas. sendo a febre o sintoma mais comum. al&#233;m de anorexia. perda de peso. mal estar e suores noturnos. Em 1994. foi introduzido aos crit&#233;rios cl&#237;nicos. crit&#233;rios ecocardiogr&#225;ficos para o diagn&#243;stico da EI (<italic>Duke criteria</italic>. 1994)<sup>1</sup>.</p>
    <p>As manifesta&#231;&#245;es emb&#243;licas sist&#234;micas s&#227;o complica&#231;&#245;es que requerem um alto grau de suspei&#231;&#227;o diagn&#243;stica dada a sua implica&#231;&#227;o direta na piora do progn&#243;stico dos pacientes.</p>
    <p>Embolia sist&#234;mica &#233; uma complica&#231;&#227;o frequente da EI observada em aproximadamente 50% dos casos e mais frequentemente envolve o sistema nervoso central. ba&#231;o. rins. f&#237;gado. art&#233;rias il&#237;acas ou mesent&#233;ricas<sup>2</sup>.</p>
    <p>A ocorr&#234;ncia de abdome agudo como manifesta&#231;&#227;o inicial emb&#243;lica de EI &#233; rara. com poucos casos descritos na literatura<sup>2</sup>. Os sintomas abdominais predominantes podem confundir o quadro cl&#237;nico. retardar o tratamento da doen&#231;a prim&#225;ria e algumas vezes levar a uma laparotomia exploradora. Como relatado no caso de nossa paciente o diagn&#243;stico inicial foi de abdome agudo inflamat&#243;rio e achado anatomopatol&#243;gico revelou altera&#231;&#245;es inflamat&#243;rias no ap&#234;ndice cecal. N&#227;o foram evidenciadas altera&#231;&#245;es espl&#234;nicas na laparotomia exploradora. </p>
    <p>A hip&#243;tese mais prov&#225;vel foi de embolia para art&#233;ria mesent&#233;rica e forma&#231;&#227;o de aneurisma mic&#243;tico. ap&#243;s bacteremia por <italic>Enterococcus bovis</italic> e forma&#231;&#227;o de vegeta&#231;&#227;o na valva a&#243;rtica. Aneurismas mic&#243;ticos por embolia s&#233;ptica para art&#233;rias il&#237;acas tamb&#233;m podem ser a causa de quadro abdominal no curso de EI (embora mais frequentemente causem sintomas geniturin&#225;rios e neurol&#243;gicos)<sup>3</sup>. Febre e dor &#233; um aspecto comum dos aneurismas mic&#243;ticos. Em pacientes com o tipo emb&#243;lico de aneurisma mic&#243;tico. micro &#234;mbolos bacterianos s&#227;o liberados na circula&#231;&#227;o e podem se alojar na <italic>vasa vasorum</italic> de paredes arteriais normais ou em placas ateroscler&#243;ticas<sup>4</sup>. O processo inflamat&#243;rio resultante leva &#224; necrose da parede arterial e eventualmente dilata&#231;&#227;o aneurism&#225;tica e ruptura<sup>5</sup>. Os mais comuns locais de embolia extra-craniana s&#227;o as art&#233;rias mesent&#233;ricas (22%). aorta e a art&#233;ria femoral (21%). art&#233;ria braquial (8%) e art&#233;ria il&#237;aca comum (6%)<sup>6</sup>. Em uma s&#233;rie publicada. foi detectada dor abdominal como apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica em 41.2% dos pacientes com endocardite infecciosa. principalmente nos pacientes com embolia perif&#233;rica<sup>7</sup>. Nesta mesma s&#233;rie o isolamento de enterococos nos pacientes com endocardite infecciosa e embolia perif&#233;rica foi de 17.6%<sup>8</sup>.</p>
    <p>Os sinais de irrita&#231;&#227;o peritoneal observado no paciente do caso referido podem ser explicados pela inflama&#231;&#227;o. ac&#250;mulo de pus e sangue na cavidade abdominal. pr&#243;ximo ao local da forma&#231;&#227;o do aneurisma mic&#243;tico.</p>
    <p>Ocorreram relatos de quatro casos de doen&#231;as tor&#225;cicas com apresenta&#231;&#227;o inicial de abdome agudo. sendo os pacientes submetidos &#224; laparotomia devido a hip&#243;teses diagn&#243;sticas iniciais de apendicite aguda ou &#250;lcera p&#233;ptica perfurada<sup>9</sup>. No entanto. os diagn&#243;sticos finais dos quatro casos foram de doen&#231;as tor&#225;cicas. a saber: empiema. tuberculose pulmonar. tromboembolismo pulmonar e endocardite infecciosa.</p>
    <p>Skaria e cols. tamb&#233;m descreveram em 2004 o caso de um paciente de 21 anos com endocardite de pr&#243;tese valvar a&#243;rtica por <italic>Streptococcus viridans</italic> que apresentava quadro inicial de dor abdominal &#224; admiss&#227;o. Os achados &#224; tomografia computadorizada de abdome revelaram m&#250;ltiplos infartos espl&#234;nicos e embolia renal. decorrentes de embolia s&#233;ptica. Nesse caso irrita&#231;&#227;o diafragm&#225;tica pelos infartos renais foi o mecanismo da dor abdominal. Relato de caso semelhante ocorreu em 1979. com homem de 40 anos com diagn&#243;stico de adenocarcinoma pulmonar e endocardite n&#227;o bacteriana tromb&#243;tica. que apresentou evolu&#231;&#227;o semelhante do nosso referido caso e tamb&#233;m com laparotomia exploradora<sup>10</sup>.</p>
    <p>O isolamento pela hemocultura de <italic>Enterococcus bovis</italic>. mostra n&#227;o ser o mais comum dos pat&#243;genos causadores de embolia s&#233;ptica em pacientes com EI. confirmando outro dado de interesse do nosso caso cl&#237;nico. <italic>Streptococcus viridans</italic> &#233; o pat&#243;geno mais frequente causador de EI. Em seguida est&#225; <italic>Staphylococcus aureus</italic> bact&#233;rias gram-negativas e fungos predominam em pacientes usu&#225;rios de drogas endovenosas. <italic>Streptococcus</italic> do grupo B (<italic>S. agalactiae</italic>) &#233; pat&#243;geno residente do reto e causa infecc&#231;&#245;es genitais.</p>
    <p>Em pacientes com EI. 30 a 50% t&#234;m &#234;mbolos para os rins. 44% para o ba&#231;o. 30% para o c&#233;rebro. 60% para o cora&#231;&#227;o e 50 a 60% para as extremidades<sup>4</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="linkcorresp" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Humberto F. G. Freitas </p>
        <p> Av. Dr. Eneas Carvalho de Aguiar. 44 - Pinheiros </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo. SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="dclfreitas@incor.usp.br">dclfreitas@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 21/05/09; revisado recebido em 28/07/09; aceito em 21/08/09.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>New criteria for diagnosis of infective endocarditis: utilization of specific echocardiographic findings. Duke Endocarditis Service</article-title>
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          <article-title>Case records of the Massachussets General Hospital: Weekly clinicopathological exercises. Case 18-1989. A 52- year-old woman with left-lower quadrant abdominal pain. fever and splenic infarcts</article-title>
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          <article-title>Selective embolization of ruptured mycotic aneurism of the duodeno-pancreatic arcade disclosing infectious endocarditis</article-title>
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          <article-title>Superior mesenteric aneurysm secondary to infectious endocarditis</article-title>
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          <article-title>The bowel: the genitourinary tract and infective endocarditis</article-title>
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          <article-title>Hepatoesplenic and renal embolisms in infective endocarditis</article-title>
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          <article-title>Chest disease presenting as an acute abdomen</article-title>
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          <article-title>Abdominal pain. heart murmur. and lung infiltrates in a 40-year old man</article-title>
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Infective endocarditis with initial presentation of acute abdomen</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>A 35-year-old patient was seen in an Emergency Department. with six hours of pain in the right iliac fossa and fever. The hypothesis diagnosis was acute appendicitis and an exploring laparotomy for appendectomy was carried out. The patient returned to the hospital three days after having been discharged. debilitated. feverish. having alterations in speech. reduction in the level of consciousness and complete hemiparesis to the left. The computed tomography scan of the skull and the liquor puncture were normal. Cerebral magnetic resonance image showed aspects compatible with vertebrobasilar ischemic stroke. Transesphofagic echocardiogram showed vegetation of the aortic valve and moderate aortic insufficiency. Blood cultures were positive for Enterococcus bovis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Endocarditis</kwd>
        <kwd>bacterial</kwd>
        <kwd>embolism</kwd>
        <kwd>abdomen acute</kwd>
        <kwd>abdominal pain</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p><undefined id="add1-body2"/>Infective endocarditis with initial presentation of acute abdomen</p>
      <p>
        <bold>Humberto F. G. Freitas; Paulo R. Chizzola; Flavio C. Pinha; Luiz G. Velloso</bold>
      </p>
      <p>Hospital S&#227;o Camilo Pomp&#233;ia</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>A 35-year-old patient was seen in an Emergency Department, with six hours of pain in the right iliac fossa and fever. The hypothesis diagnosis was acute appendicitis and an exploring laparotomy for appendectomy was carried out. The patient returned to the hospital three days after having been discharged, debilitated, feverish, having alterations in speech, reduction in the level of consciousness and complete hemiparesis to the left. The computed tomography scan of the skull and the liquor puncture were normal. Cerebral magnetic resonance image showed aspects compatible with vertebrobasilar ischemic stroke. Transesphofagic echocardiogram showed vegetation of the aortic valve and moderate aortic insufficiency. Blood cultures were positive for <italic>Enterococcus bovis</italic>.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Endocarditis, bacterial; embolism; abdomen acute; abdominal pain.</p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>A 35-year-old male patient, previously higid, without antecedent use of drugs, got into the Emergency Department presenting intense abdominal pain in the right iliac fossa, which initiated six hours before, with fever, nauseas, inappetence and general physical indisposition, without the presence of cardiologic, respiratory or urinary complaints. In the physical exam, he was conscious, oriented, feverish (38&#186;C), with 110/60 mmHg blood pressure and with cardiac frequency of 116 bpm. The respiratory auscultation was normal. There were not cardiac whiffs in the cardiologic exam. The abdomen was distended, tense, and highly painful in the right iliac fossa, with a positive harsh decompression sign. The blood count demonstrated 14,300 white blood cells, with an increase in the neutrophils number, simple normal urine test and abdomen ultrasonography with no changes. The patient was evaluated by the general surgery team and diagnosis hypothesis of acute appendicitis was done. He received endovenous hydration and symptomatic medications; therefore, he was interned and submitted to an exploring laparotomy.</p>
      <p>The anatomopathological study of the cecal appendix disclosed erosions in the mucous, reactive lymphoid hyperplasia and superficial acute inflammatory infiltrate. There were no evidences of abscess in the appendix part analyzed.</p>
      <p>The patient received hospital discharge, returning to the emergency department three days later with signs and symptoms of prostration, high fever maintained, dizziness, speech disturbance and decrease in the conscience level. In the neurological exam, he presented somnolence, with multidirectional nystagmus and complete hemiparesis to the left. The liquoric puncture and biochemical analysis were normal. The skull&#180;s tomography had a normal result. The magnetic nuclear resonance of the encephalon showed compatible aspects with ischemic stroke vertebrobasilar. The transthoracic echocardiogram was normal and the transesophagic echocardiogram revealed vegetation in the aortic valve with aortic insufficiency of moderate degree in the dopplercardiogram. Blood cultures were positive for the <italic>Enterococcus bovis</italic>. Specific antibioticotherapy was initiated and colonoscopy with biopsy was carried out, which showed adenocarcinoma <italic>in situ</italic>. </p>
      <p>The patient evolved with regression of the symptoms, having discharge with left hemiparesis and dyslalia, thus, he was followed for neoplasia treatment.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The infective endocarditis (IE) is many times difficult to be established, once it presents an ample clinical spectrum. The clinical presentation of IE can be acute or subacute and frequently includes cardiac and extracardiac manifestations, with fever as the most common symptom, besides anorexia, weight loss, physical indisposition and nightly perspiration. In 1994, echocardiographic criteria (Duke) were introduced for the IE diagnosis<sup>1</sup>.</p>
      <p>The systemic embolic manifestations are complications that require a high degree of diagnosis suspicion, given its direct implication in worsening the patients&#180; prognosis.</p>
      <p>The systemic embolism is a frequent complication of the IE observed in approximately 50% of the cases and more frequently evolves the central nervous system, the spleen, kidneys, liver, iliac or mesenteric arteries<sup>2</sup>. </p>
      <p>The occurrence of acute abdomen as an embolism initial manifestation of IE is rare, with few cases described in literature<sup>2</sup>. The most predominant abdominal symptoms can confuse the clinical chart, retard the treatment of primary disease and sometimes drive to an explorative laparotomy. As reported in our patient&#180;s case, the initial diagnosis was the inflammatory acute abdomen, and the anatomopathological finding showed inflammatory changes in the cecal appendix. No splenic alterations in the exploring laparatomy were evidenced. </p>
      <p>The most probable hypothesis was embolism for the mesenteric artery and the formation of mycotic aneurysm, after bacteraemia by <italic>Enterococcus bovis </italic>and formation of vegetation in the aortic valve. Mycotic aneurysm by septic embolism for iliac arteries can also be the cause of an abdominal chart in the IE course (although, more frequently, they cause genitourinary and neurological symptoms)<sup>3</sup>. Fever and pain are common aspects of mycotic aneurysms. In patients with the embolic type of mycotic aneurysm, bacterial microembolus is released in circulation and can shelter themselves in the vasorum of normal arterial walls or in atherosclerotic plates<sup>4</sup>. The resulting inflammatory process leads to the necrosis of the arterial wall and eventually to aneurismatic dilation and rupture<sup>5</sup>. The most common sites of extracranial embolism are the mesenteric arteries (22%), the aorta and the femoral artery (21%), the brachial artery (8%) and the common iliac artery (6%)<sup>6</sup>. In a published series, abdominal pain was detected as a clinical presentation in 41.2% of the patients with IE, especially in patients with peripherical embolism<sup>7</sup>. In this same series, the isolation of <italic>Enterococos </italic>in patients with IE and peripherical embolism was of 17.6%<sup>8</sup>. </p>
      <p>The peritoneal irritation signs observed in the patient of the referred case can be explained by the inflammation and accumulation of pus and blood in the abdominal cavity, next to the place of formation of the mycotic aneurysm.</p>
      <p>Four case reports of thoracic diseases occurred with initial presentation of acute abdomen, with the patients submitted to laparatomy due to the initial diagnoses hypotheses of acute appendicitis or perforated peptical ulcerus<sup>9</sup>. However, the final diagnoses of the four cases were of thoracic diseases, namely: empyema, pulmonary tuberculosis, pulmonary thromboembolism and IE. </p>
      <p>Skaria et al also described, in 2004, the case of a 21-year-old patient with endocarditis of aortic valve prosthesis by <italic>Streptococcus viridans, </italic>who presented initial chart of abdominal pain to admission. The findings in the computed tomography of the abdomen showed multiple splenic infarcts and renal embolism, due to septic embolism. In this case, diaphragmatic irritation by the renal infarcts was the abdominal pain mechanism. A similar case report happened in 1979, with a 40-year-old man diagnosed with pulmonary adenocarcinoma and endocarditis non-bacterial thrombotic, who presented similar evolution to the case referred herein and also with exploring laparotomy<sup>10</sup>.</p>
      <p>The isolation by blood culture of <italic>Enterococcus bovis </italic>is not the most common of the pathogens causers of septic embolism in patients with IE, confirming other interest datum of our clinical case. <italic>Streptococcus viridans </italic>is the most frequent pathogen that causes IE. Later, <italic>Staphylococcus aureus, </italic>Gram-negative bacteria and fungus predominate in patients who use endovenous drugs. <italic>Streptococcus </italic>from group B (<italic>S. agalactiae)</italic> is the resident pathogen of the rectum and causes genital infections.</p>
      <p>In patients with IE, about 30 to 50% have embolus for the kidneys, 44% for the spleen, 30% for the brain, 60% for the heart and 50 to 60% for the extremities<sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>There were no external funding sources for this study.</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Endocarditis infecciosa con presentaci&#243;n inicial de abdomen agudo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Paciente de 35 a&#241;os de edad ingres&#243; en el servicio de emergencia con seis horas de dolor en fosa il&#237;aca derecha y fiebre. Se llev&#243; a cabo la hip&#243;tesis diagn&#243;stica de apendicitis aguda y realizada laparotom&#237;a exploradora, con apendicectom&#237;a. El paciente regres&#243; al hospital tres d&#237;as tras alta hospitalaria, prostrado, febril, con alteraci&#243;n de habla, disminuci&#243;n de nivel de conciencia y con hemiparesia izquierda completa. Scanner de cr&#225;neo y punci&#243;n de l&#237;quido cefalorraqu&#237;deo (LCR) normal. RMN de enc&#233;falo revel&#243; aspectos compatibles con ACV isqu&#233;mico vertebrobasilar. El ecocardiograma transesof&#225;gico demostr&#243; vegetaci&#243;n en v&#225;lvula a&#243;rtica y insuficiencia a&#243;rtica moderada y hemocultivos fueron positivas para Enterococcus bovis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Endocarditis bacteriana</kwd>
        <kwd>abdomen agudo</kwd>
        <kwd>dolor abdominal</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASO CL&#205;NICO</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Endocarditis infecciosa con presentaci&#243;n inicial de abdomen agudo</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Humberto F. G. Freitas; Paulo R. Chizzola; Flavio C. Pinha; Luiz G. Velloso</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital S&#227;o Camilo Pomp&#233;ia</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Paciente de 35 a&#241;os de edad ingres&#243; en el servicio de emergencia con seis horas de dolor en fosa il&#237;aca derecha y fiebre. Se llev&#243; a cabo la hip&#243;tesis diagn&#243;stica de apendicitis aguda y realizada laparotom&#237;a exploradora, con apendicectom&#237;a. El paciente regres&#243; al hospital tres d&#237;as tras alta hospitalaria, prostrado, febril, con alteraci&#243;n de habla, disminuci&#243;n de nivel de conciencia y con hemiparesia izquierda completa. Scanner de cr&#225;neo y punci&#243;n de l&#237;quido cefalorraqu&#237;deo (LCR) normal. RMN de enc&#233;falo revel&#243; aspectos compatibles con ACV isqu&#233;mico vertebrobasilar. El ecocardiograma transesof&#225;gico demostr&#243; vegetaci&#243;n en v&#225;lvula a&#243;rtica y insuficiencia a&#243;rtica moderada y hemocultivos fueron positivas para <italic>Enterococcus bovis</italic>.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Endocarditis bacteriana, abdomen agudo, dolor abdominal.</p>
      <p>
        <bold>Caso cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>Paciente del sexo masculino, 35 a&#241;os, previamente sano, sin antecedente de uso de f&#225;rmacos, lleg&#243; al departamento de emergencia presentando dolor abdominal intensa en fosa il&#237;aca derecha que con inicio desde hac&#237;a seis horas, con fiebre, n&#225;useas, inapetencia y mal estar general, sin la presencia de quejas cardiol&#243;gicas, respiratorias o urinarias. Al examen f&#237;sico estaba consciente, orientado, febril (38&#176;C), con presi&#243;n arterial 110/60 mmHg y frecuencia cardiaca 116 lpm. La ausculta respiratoria era normal. No hab&#237;a presencia de soplos cardiacos al examen cardiol&#243;gico. El abdomen estaba distendido, tenso, intensamente doloroso en fosa il&#237;aca derecha, con se&#241;al de descompresi&#243;n brusca positiva. El hemograma demostr&#243; 14.300 leucocitos con aumento del n&#250;mero de neutr&#243;filos, examen de orina simple normal y ultrasonido de abdomen sin alteraciones. El equipo de cirug&#237;a general evalu&#243; al paciente e hizo la hip&#243;tesis diagn&#243;stica de apendicitis aguda. Recibi&#243; hidrataci&#243;n endovenosa, medicaciones sintom&#225;ticas y se lo intern&#243; y someti&#243; a laparotom&#237;a exploradora.</p>
      <p>El estudio anatomopatol&#243;gico del ap&#233;ndice cecal revel&#243; erosiones en la mucosa, hiperplasia linfoide reactiva e infiltrado inflamatorio agudo superficial. No hab&#237;a evidencias de absceso en la pieza de ap&#233;ndice analizado.</p>
      <p>El paciente fue dado de alta hospitalaria, y regres&#243; al departamento de emergencia 3 d&#237;as despu&#233;s con se&#241;ales y s&#237;ntomas de postraci&#243;n, fiebre alta mantenida, v&#233;rtigos, alteraci&#243;n de habla y disminuci&#243;n de nivel de consciencia. Al examen neurol&#243;gico, presentaba somnolencia, con nistagmo multidireccional y hemiparesia izquierda completa. La punci&#243;n de LCR y el an&#225;lisis bioqu&#237;mico fueron normales. Se efectu&#243; tomograf&#237;a de cr&#225;neo con resultado normal. La resonancia nuclear magn&#233;tica de enc&#233;falo demostr&#243; aspectos compatibles con accidente cerebrovascular isqu&#233;mico v&#233;rtebro-basilar. El ecocardiograma transtor&#225;cico fue normal y el ecocardiograma transesof&#225;gico revel&#243; vegetaci&#243;n en v&#225;lvula a&#243;rtica con insuficiencia a&#243;rtica de grado moderado al ecocardiograma doppler. Los hemocultivos fueron positivos para <italic>enterococcus bovis</italic>. Se inici&#243; antibioticoterapia espec&#237;fica y se llev&#243; a cabo colonoscopia con biopsia, que revel&#243; adenocarcinoma "in situ".</p>
      <p>Evolucion&#243; con regresi&#243;n de los s&#237;ntomas, y fue dado de alta con persistencia de hemiparesia izquierda y dislalia. Se remiti&#243; al paciente a tratamiento de la neoplasia.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El diagn&#243;stico de endocarditis infecciosa (EI) es muchas veces dif&#237;cil de establecerse, una vez que tiene un amplio espectro cl&#237;nico. La presentaci&#243;n cl&#237;nica de EI puede ser aguda o subaguda, frecuentemente incluye manifestaciones cardiacas y extracardiacas, con la fiebre o s&#237;ntoma m&#225;s com&#250;n, adem&#225;s de anorexia, p&#233;rdida de peso, mal estar y sudores nocturnos. En 1994, se introdujo a los criterios cl&#237;nicos, criterios ecocardiogr&#225;ficos para el diagn&#243;stico da EI (Duke criteria, 1994)<sup>1</sup>.</p>
      <p>Las manifestaciones embolicas sist&#233;micas son complicaciones que requieren alto grado de sospecha diagn&#243;stica, teniendo en cuenta su implicaci&#243;n directa en el empeoramiento del pron&#243;stico de los pacientes.</p>
      <p>Embolia sist&#233;mica es una complicaci&#243;n frecuente de la EI observada en aproximadamente el 50% de los casos y m&#225;s frecuentemente implica el sistema nervioso central, bazo, ri&#241;ones, h&#237;gado, arterias il&#237;acas o mesent&#233;ricas<sup>2</sup>.</p>
      <p>La ocurrencia de abdomen agudo como manifestaci&#243;n inicial embolica de EI es rara, con pocos casos descriptos en la literatura<sup>2</sup>. Los s&#237;ntomas abdominales predominantes pueden confundir el cuadro cl&#237;nico, retardar el tratamiento de la enfermedad primaria y algunas veces llevar a una laparotom&#237;a exploradora. Como relatado en el caso de nuestra paciente el diagn&#243;stico inicial fue de abdomen agudo inflamatorio y hallazgo anatomopatol&#243;gico revel&#243; alteraciones inflamatorias en el ap&#233;ndice cecal. No se evidenciaron alteraciones espl&#233;nicas en la laparotom&#237;a exploradora.</p>
      <p>La hip&#243;tesis m&#225;s probable fue de embolia para arteria mesent&#233;rica y formaci&#243;n de aneurisma mic&#243;tico, tras bacteriemia por <italic>streptococcus bovis</italic> y formaci&#243;n de vegetaci&#243;n en la v&#225;lvula a&#243;rtica. Aneurismas mic&#243;ticos por embolia s&#233;ptica para arterias il&#237;acas tambi&#233;n pueden ocasionar el cuadro abdominal en el curso de EI (aunque m&#225;s frecuentemente ocasionan s&#237;ntomas genitourinarios y neurol&#243;gicos)<sup>3</sup>. Fiebre y dolor conforman un aspecto com&#250;n de los aneurismas mic&#243;ticos. En pacientes con el tipo emb&#243;lico de aneurisma mic&#243;tico, micro&#233;mbolos bacterianos se liberan en la circulaci&#243;n y pueden alojarse en la vasa vasorum de paredes arteriales normales o en placas ateroscler&#243;ticas<sup>4</sup>. El proceso inflamatorio resultante conlleva la necrosis de la pared arterial y eventualmente la dilataci&#243;n aneurism&#225;tica y la ruptura<sup>5</sup>. Los m&#225;s comunes locales de embolia extracraneal son las arterias mesent&#233;ricas (22%), aorta y la arteria femoral (21%), arteria braquial (8%) y arteria il&#237;aca com&#250;n (6%)<sup>6</sup>. En una serie publicada, se detect&#243; dolor abdominal como presentaci&#243;n cl&#237;nica en un 41,2% de los pacientes con endocarditis infecciosa, principalmente en los pacientes con embolismo perif&#233;rico<sup>7</sup>. En esta misma serie el aislamiento de enterococos en los pacientes con endocarditis infecciosa y embolia perif&#233;rica fue de un 17,6%<sup>8</sup>.</p>
      <p>Las se&#241;ales de irritaci&#243;n peritoneal observadas en el paciente del caso referido se pueden explicar por la inflamaci&#243;n, acumulaci&#243;n de pus y sangre en la cavidad abdominal, pr&#243;ximas al local de la formaci&#243;n del aneurisma mic&#243;tico.</p>
      <p>Hubo cuatro casos cl&#237;nicos de enfermedades tor&#225;cicas con presentaci&#243;n inicial de abdomen agudo, con los pacientes sometidos a laparotom&#237;a debido a hip&#243;tesis diagn&#243;sticas iniciales de apendicitis aguda o &#250;lcera p&#233;ptica perforada<sup>9</sup>. Sin embargo, los diagn&#243;sticos finales de los cuatro casos fueron de enfermedades tor&#225;cicas, a saber: empiema, tuberculosis pulmonar, tromboembolismo pulmonar y endocarditis infecciosa.</p>
      <p>Skaria et al tambi&#233;n describieron en 2004 el caso de un paciente de 21 a&#241;os con endocarditis de pr&#243;tesis valvular a&#243;rtica por <italic>streptococcus viridans</italic> que presentaba cuadro inicial de dolor abdominal al ingreso. Los hallazgos con la tomograf&#237;a computarizada de abdomen revelaron m&#250;ltiples infartos espl&#233;nicos y embolia renal, resultantes de embolia s&#233;ptica. En este caso irritaci&#243;n diafragm&#225;tica por los infartos renales fue el mecanismo del dolor abdominal. Caso cl&#237;nico semejante ocurri&#243; en 1979, con var&#243;n de 40 a&#241;os con diagn&#243;stico de adenocarcinoma pulmonar y endocarditis no bacteriana tromb&#243;tica, que present&#243; evoluci&#243;n semejante de nuestro referido caso y tambi&#233;n con laparotom&#237;a exploradora<sup>10</sup>.</p>
      <p>El aislamiento por el hemocultivo de <italic>enterococcus bovis</italic>, muestra no ser el m&#225;s com&#250;n de los pat&#243;genos causadores de embolia s&#233;ptica en pacientes con EI, confirmando otro dato de inter&#233;s de nuestro caso cl&#237;nico. El <italic>streptococcus viridans</italic> es el pat&#243;geno m&#225;s frecuente causador de EI. Seguidamente est&#225; el <italic>staphylococcus aureus</italic>. Las bacterias gram-negativas y los fungos predominan en pacientes usuarios de drogas endovenosas. El <italic>streptococcus</italic> del grupo B (<italic>S. agalactiae</italic>) es el pat&#243;geno residente del reto y provoca infecciones genitales.</p>
      <p>En pacientes con EI, del 30% al 50% tiene &#233;mbolos para los ri&#241;ones, el 44% para el bazo, el 30% para el cerebro, el 60% para el coraz&#243;n y el 50% al 60% para las extremidades<sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
