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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Correla&#231;&#227;o Anatomocl&#237;nica</subject>
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        <article-title>Caso 2 - homem de 70 anos de idade. Portador de estenose mitral e fibrose pulmonar, que desenvolveu sepse ap&#243;s valvoplastia mitral por bal&#227;o</article-title>
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        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
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      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>e97</fpage>
      <lpage>e105</lpage>
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        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>CORRELA&#199;&#195;O ANATOMO-CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>Caso 2 - homem de 70 anos de idade. Portador de estenose mitral e fibrose pulmonar, que desenvolveu sepse ap&#243;s valvoplastia mitral por bal&#227;o</p>
    <p>
      <bold>Frederico de Morais Ribeiro; Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves; Rafael Stelmach; Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HC.FMUSP. S&#227;o Paulo. SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="linkcorresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Estenose da valva mitral/cirurgia. fibrose pulmonar. sepse. dilata&#231;&#227;o com bal&#227;o.</p>
    <p>Homem de 70 anos de idade. portador de valvopatia mitral. com dispneia aos pequenos esfor&#231;os e infiltrado pulmonar.</p>
    <p>O paciente natural e procedente de Rio Prado. MG. foi tabagista at&#233; os 66 anos de idade.</p>
    <p>Foi atendido pela primeira vez no Instituto do Cora&#231;&#227;o aos 66 anos de idade (21 mar&#231;o 2001) com queixa de dispneia e palpita&#231;&#245;es h&#225; 6 anos. de in&#237;cio desencadeada por grandes esfor&#231;os e progressivamente desencadeada por esfor&#231;os menores do que os habituais. Fazia uso de 3.75 mg varfarina. 75 mg de captopril. 40 mg de furosemida e 0.25 mg de digoxina di&#225;rios.</p>
    <p>O exame f&#237;sico (21 mar 2001) revelou pulso irregular com frequ&#234;ncia de 118 bpm. press&#227;o arterial 160/90 mmHg. aumento da press&#227;o venosa jugular. A semiologia pulmonar foi normal. O exame do cora&#231;&#227;o revelou choque de ponta foi palpado no 6&#186; espa&#231;o intercostal. para fora da linha hemiclavicular esquerda. com duas polpas digitais de extens&#227;o. A primeira bulha estava hiperfon&#233;tica em &#225;rea mitral e segunda bulha estava hiperfon&#233;tica em &#225;rea pulmonar. Havia sopros sist&#243;lico +++/6 e diast&#243;lico em ruflar ++/6+ em &#225;rea mitral. O exame do abdome e dos membros foi normal.</p>
    <p>O eletrocardiograma (1 mar 2001) revelou ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial. frequ&#234;ncia m&#233;dia de 100 bpm. e sinais indiretos de sobrecarga atrial direita (Sinal de Pe&#241;aloza-Tranchesi) (<xref ref-type="fig" rid="a22fig01">Figura1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a22fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Os exames laboratoriais (jun 2001) revelaram hemoglobina 16.9 g/dl. hemat&#243;crito 49%. leuc&#243;citos 8.900/mm<sup>3</sup> com diferencial normal; a glicemia foi 113 mg/dl. a creatinina 1.3 mg/dl. a ureia 41 mg/dl. o s&#243;dio 139 mEq/l. o pot&#225;ssio 4.6 mEq/l e o INR de 1.3.</p>
    <p>O ecocardiograma (dez 2001) revelou espessura de septo interventricular e de parede posterior 10 mm. di&#226;metros de aorta 32 mm. de &#225;trio esquerdo de 70 mm. diast&#243;lico de ventr&#237;culo esquerdo 49 mm e sist&#243;lico 36 mm. com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 60%. O ventr&#237;culo direito era dilatado e hipocin&#233;tico e havia. tamb&#233;m. dilata&#231;&#227;o do &#225;trio direito. Foram identificados sinais de hipertens&#227;o arterial pulmonar. com press&#227;o sist&#243;lica de 66 mmHg. e havia estenose mitral acentuada (gradiente m&#233;dio estimado em 13 mmHg). Havia fus&#227;o comissural. espessamento de c&#250;spides da valva mitral; e insufici&#234;ncia mitral acentuada e insufici&#234;ncia tric&#250;spide moderada.</p>
    <p>Foram prescritos 0.25 mg de digoxina. 180 mg de diltiazen. 200 mg de &#225;cido acetilsalis&#237;lico (em raz&#227;o da impossibilidade de controle da anticoagula&#231;&#227;o no local de origem). 20 mg de enalapril e 40 mg de furosemida. Foi indicado o tratamento cir&#250;rgico da valvopatia mitral.</p>
    <p>Evoluiu com dispneia aos esfor&#231;os moderados. Entretanto. havia tamb&#233;m a perda de 8 kg de peso depois de 2001.</p>
    <p>O exame ultrassonogr&#225;fico de abdome e pelve foi normal. A radiografia de t&#243;rax que revelou infiltrado intersticial e acometimento alveolar peri-hilar e em ambas as bases pulmonares (out/2004).</p>
    <p>As pesquisas de bacilos &#225;lcool &#225;cido resistentes no escarro e de c&#233;lulas neopl&#225;sicas pulmonares foram negativas.</p>
    <p>A tomografia de t&#243;rax alta resolu&#231;&#227;o (out 2004) revelou estruturas vasculares normais. linfadenopatia para-traqueal superior e inferior. pr&#233;-vasculares. subcarinais e peri-hilares bilaterais. A traqueia e os br&#244;nquios eram normais. Havia opacidade retr&#225;til peribr&#244;nquica com distribui&#231;&#227;o difusa em ambos pulm&#245;es. associada a preenchimento alveolar nas bases. Os achados foram considerados compat&#237;veis com congest&#227;o pulmonar ou carcinoma alveolar.</p>
    <p>A continua&#231;&#227;o da investiga&#231;&#227;o incluiu lavado broncoalveolar. o qual foi negativo para neoplasia. bact&#233;rias e fungos; revelou 75% de neutr&#243;filos. 20% macr&#243;fagos e 5% demais c&#233;lulas; a bi&#243;psia transbr&#244;nquica revelou processo inflamat&#243;rio. com predom&#237;nio de mononucleares.</p>
    <p>Nova tomografia revelou redu&#231;&#227;o volum&#233;trica de pulm&#245;es. sem derrame pleural e com as altera&#231;&#245;es sim&#233;tricas. peribr&#244;nquicas. com &#225;reas de densifica&#231;&#227;o do par&#234;nquima associadas a opacidades finas reticulares e aspecto em vidro fosco. entremeadas por bronquiectasias e bronquiloectasias. Os achados foram considerados compat&#237;veis com sarcoidose. silicose ou. ainda. pneumonia de hipersensibilidade cr&#244;nica (alveolite al&#233;rgica cr&#244;nica).</p>
    <p>O cateterismo card&#237;aco revelou hipertens&#227;o pulmonar e gradiente capilar e art&#233;ria pulmonar (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>); a cinecoronariografia (out 2004) n&#227;o revelou obstru&#231;&#245;es luminais nas art&#233;rias coron&#225;rias.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A reavalia&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica (abr 2005) revelou &#225;trio esquerdo com 62 mm. aorta 29 mm. septo interventricular 8 mm. parede posterior 7 mm. ventr&#237;culo esquerdo (s&#237;stole 33 e di&#225;stole 44 mm). A &#225;rea valvar mitral foi estimada em 1.2 cm&#194;&#178;; press&#227;o sist&#243;lica de ventr&#237;culo direito foi estimada em 35 mmHg. Havia estenose mitral acentuada e insufici&#234;ncia tric&#250;spide moderada. O ecocardiograma transesof&#225;gico demonstrou escore de Block de 10 (motilidade 3. calcifica&#231;&#227;o 3. espessamento 2 e aparelho subvalvar 2). N&#227;o foram evidenciadas imagens sugestivas de trombos intra-cavit&#225;rios.</p>
    <p>A espirometria foi sugestiva de padr&#227;o restritivo.</p>
    <p>Tendo em vista o quadro pulmonar foi indicada valvoplastia mitral com uso de bal&#227;o. a qual foi realizada em 28 abr 2005. Algumas horas ap&#243;s o procedimento apresentou dispneia intensa com sibilos e estertores difusos. e frequ&#234;ncia card&#237;aca elevada. hipoxemia e hipotens&#227;o arterial (85/65 mmHg). O paciente foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva.</p>
    <p>O exame f&#237;sico revelou paciente com cianose. taquipneico (35 incurs&#245;es por minuto). frequ&#234;ncia card&#237;aca de 110 bpm. press&#227;o arterial 96/65 mmHg; estertores crepitantes em 2/3 inferiores de ambos os hemit&#243;rax. Havia aumento da press&#227;o venosa jugular; a ausculta card&#237;aca revelou hiperfonese de 2&#170; bulha em foco pulmonar e de 1&#170; bulha em foco mitral. n&#227;o foram ouvidos sopros. Havia. ainda. sinais de hipoperfus&#227;o perif&#233;rica. Foi feito o diagn&#243;stico de edema agudo de pulm&#227;o.</p>
    <p>O eletrocardiograma (28 abr 2005) revelou ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial com 121 batimentos por minuto. eixo de QRS a 0&#194;&#176; para tr&#225;s. com varia&#231;&#227;o de amplitude entre batimentos. sinais indiretos de sobrecarga atrial direita (Pe&#241;aloza - Tranchesi) e altera&#231;&#245;es da repolariza&#231;&#227;o ventricular.</p>
    <p>O ecocardiograma (29 abr 2005) revelou dimens&#245;es do ventr&#237;culo esquerdo (45 mm di&#225;stole/27 mm na s&#237;stole). espessura de septo e parede posterior de 8 mm. di&#226;metro de aorta 32 mm e &#225;trio esquerdo de 63 mm; aumento acentuado de &#225;trio direito; discreta estenose valvar mitral (&#225;rea valvar 1.6 cm&#194;&#178;) e insufici&#234;ncia mitral moderada. Presen&#231;a de pequena comunica&#231;&#227;o interatrial com predom&#237;nio do fluxo da esquerda para a direita. N&#227;o havia altera&#231;&#245;es peric&#225;rdicas</p>
    <p>Houve melhora da dispneia com tratamento com oxig&#234;nio inalat&#243;rio. diur&#233;tico e nitrato endovenosos. Dois dias ap&#243;s houve piora da dispneia e instabilidade hemodin&#226;mica e o paciente foi submetido a intuba&#231;&#227;o orotraqueal para suporte respirat&#243;rio.</p>
    <p>A partir de 30 abr 2005. ap&#243;s colheita de hemoculturas. foram iniciados antibi&#243;ticos: cefepima 2 g e azitromicina 500 mg di&#225;rios por via endovenosa. Apesar do tratamento surgiram picos di&#225;rios de hipertermia a partir de 6 de maio de 2005 e a cefepima foi substitu&#237;da por vancomicina 1 g di&#225;rio. A hemocultura revelou <italic>S. aureus</italic> sens&#237;vel a vancomicina.</p>
    <p>Os exames laboratoriais s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>. As gasimetrias revelaram piora progressiva das trocas de oxig&#234;nio e da ventila&#231;&#227;o alveolar (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>). As medidas hemodin&#226;micas por cateter de Swan-Ganz revelaram. inicialmente. d&#233;bito card&#237;aco e resist&#234;ncia sist&#234;mica normais e eleva&#231;&#227;o das press&#245;es e resist&#234;ncia vascular pulmonar. contudo medidas em dias posteriores revelaram queda da resist&#234;ncia sist&#234;mica para valores inferiores aos normais (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Apesar do uso de drogas vasoativas. volume e hemodi&#225;lise lenta (13 mai 2006) o paciente evoluiu em choque refrat&#225;rio e apresentou parada card&#237;aca em assistolia. falecendo em 14 de maio de 2005.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um paciente de 70 anos. ex-tabagista at&#233; h&#225; 4 anos. sem carga tab&#225;gica anual e hist&#243;ria ocupacional descritas. sabidamente portador de valvopatia mitral (dupla les&#227;o importante. estenose &gt; insufici&#234;nca). fibrila&#231;&#227;o atrial cr&#244;nica e insufici&#234;ncia card&#237;aca diast&#243;lica. com hist&#243;ria de dispneia progressiva h&#225; 10 anos. poss&#237;vel s&#237;ndrome consumptiva (perda de 8 kg) nos &#250;ltimos 4 anos e com radiografia de t&#243;rax mostrando infiltrado interst&#237;cio-alveolar peri-hilar. com predom&#237;nio basal. al&#233;m de tomografia de t&#243;rax mostrando linfadenopatia para-traqueal. pr&#233;-vasculares. subcarinais e peri-hilares bilaterais. al&#233;m de retra&#231;&#227;o peribr&#244;nquica com distribui&#231;&#227;o difusa associada a preenchimento alveolar. sugerindo congest&#227;o pulmonar ou carcinoma alveolar. Pesquisa de BAAR negativa no escarro. LBA e bi&#243;psia transbr&#244;nquica negativas para neoplasia. doen&#231;as bacterianas e f&#250;ngicas. Havia uma segunda tomografia do t&#243;rax sem descri&#231;&#227;o das linfadenopatias. com padr&#227;o de vidro fosco e compat&#237;vel com sarcoidose. silicose ou at&#233; mesmo pneumonia de hipersensibilidade cr&#244;nica (alveolite al&#233;rgica cr&#244;nica). A espirometria tinha padr&#227;o restritivo.</p>
    <p>A discuss&#227;o cl&#237;nica englobar&#225; os aspectos cl&#237;nicos e evolutivos das doen&#231;as de base a saber: a valvopatia mitral e a pneumopatia e suas complica&#231;&#245;es.</p>
    <p>A estenose mitral. doen&#231;a que resulta do espessamento e redu&#231;&#227;o da mobilidade dos folhetos da valva mitral. levando &#224; obstru&#231;&#227;o ao n&#237;vel da mesma. tem com principal etiologia a doen&#231;a reum&#225;tica. com dados atuais sugerindo que 99% tenham essa entidade como causa confirmada ou prov&#225;vel<sup>1</sup>. No entanto. desses casos. cerca de 30% a 50% n&#227;o apresentam sintomas pr&#233;vios da patologia reum&#225;tica<sup>2.3</sup>.</p>
    <p>No caso da valvopatia reum&#225;tica. o acometimento &#233; maior em mulheres jovens com rela&#231;&#227;o de 2:1 para o sexo masculino<sup>2.4</sup>. Outras etiologias incluem malforma&#231;&#227;o cong&#234;nita. mucopolissacaridose. endomiocardiofibrose. doen&#231;a carcin&#243;ide card&#237;aca. lupus eritrematoso sist&#234;mico. artite reumat&#243;ide e calcifica&#231;&#227;o do anel atrioventricular. esta &#250;ltima mais frequente em idosos.</p>
    <p>Os sintomas da estenose mitral resultam principalmente em aumento da press&#227;o capilar pulmonar e distens&#227;o de veias e capilares. levando a edema pulmonar. assim que a press&#227;o venosa excede a press&#227;o onc&#243;tica do plasma. Por&#233;m. em alguns pacientes o edema pulmonar pode n&#227;o ocorrer devido &#224; diminui&#231;&#227;o da permeabilidade vascular com o evoluir da doen&#231;a.</p>
    <p>A hipertens&#227;o pulmonar. bastante comum na evolu&#231;&#227;o da estenose mitral. decorre tanto do componente passivo. que &#233; simplesmente a transmiss&#227;o da eleva&#231;&#227;o de press&#227;o em &#225;trio esquerdo. quanto do componente reativo. caracterizado por vasoconstric&#231;&#227;o. hipertrofia muscular e oblitera&#231;&#227;o da vasculatura pulmonar. O grau de reversibilidade ap&#243;s corre&#231;&#227;o depende da preponder&#226;ncia entre cada componente.</p>
    <p>Outra condi&#231;&#227;o frequentemente encontrada &#233; a fibrila&#231;&#227;o atrial. que est&#225; presente em cerca de 40 a 50% dos casos<sup>5</sup> e decorre do aumento de press&#227;o em &#225;trio esquerdo e dilata&#231;&#227;o do mesmo. Como consequ&#234;ncia. temos piora hemodin&#226;mica. causada tanto pela perda da contra&#231;&#227;o atrial. quanto pelo aumento da frequ&#234;ncia ventricular. H&#225; tamb&#233;m aumento adicional do risco tromb&#243;tico. sendo neste caso formalmente indicada a anticoagula&#231;&#227;o</p>
    <p>Classifica-se a estenose mitral consierando-se tanto a &#225;rea valvar quanto o gradiente atrioventricular e a press&#227;o na art&#233;ria pulmonar. Assim. classificamos como leve se a &#225;rea valvar (AV) &gt; 1.5 cm<sup>2</sup>. o gradiente m&#233;dio inferior a &lt; 5mmHg e a press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar (PSAP) &lt; 30 mmHg; Moderada se AV entre 1.0 e 1.5 cm<sup>2</sup>. Gradiente 5 a 10 mmHg e PSAP 30 a 50 mmHg; acentuada se AV &lt; 1.0 cm<sup>2</sup>. Gradiente &gt; 10 mmHg e PSAP &gt; 50.</p>
    <p>A mortalidade dos pacientes n&#227;o tratados ocorre em 60% a 70% dos casos devido a congest&#227;o pulmonar e sist&#234;mica progressiva. embolia sist&#234;mica em 20% a 30%. embolia pulmonar em 10% e infec&#231;&#245;es em 1% a 5%<sup>4.6.7</sup>.</p>
    <p>O tratamento cl&#237;nico. que inclui diur&#233;ticos. agentes cronotr&#243;picos negativos e anticoagula&#231;&#227;o. deve ser individualizado para cada caso.</p>
    <p>O tratamento corretivo &#233; indicado no caso de estenoses mitrais moderadas e graves. quando h&#225; presen&#231;a de sintomas ou hipertens&#227;o pulmonar acentuada. podendo o mesmo ser realizado via percut&#226;nea atrav&#233;s da valvotomia por bal&#227;o ou cirurgicamente. por comissurotomia ou troca valvar.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; valvotomia por bal&#227;o. a mesma apresenta resultados a curto prazo similares ao tratamento cir&#250;rgico<sup>8</sup> e pode ser utilizado quando o paciente apresenta anatomia favor&#225;vel . sendo geralmente considerado o Escore de Block &lt; 8. por esse limite de valor apresentar melhor sensibilidade e especificidade para predizer a chance de complica&#231;&#245;es.</p>
    <p>Deve-se lembrar como contra-indica&#231;&#245;es ao procedimento a concomit&#226;ncia de insufici&#234;ncia mitral moderada ou importante. assim como a presen&#231;a de trombo intra-atriais ao ecocardiograma.</p>
    <p>Considera-se sucesso no tratamento percut&#226;neo a obten&#231;&#227;o de &#225;rea valvar residual maior ou igual a 1.5 cm<sup>2</sup> e a queda na press&#227;o do &#225;trio esquerdo para menos de 18 mmHg. As complica&#231;&#245;es principais do procedimento s&#227;o insufici&#234;ncia mitral em 2% a 10%. comunica&#231;&#227;o interatrial importante. em torno de 5%. e. menos frequentemente. eventos emb&#243;licos (0.5% a 3%). perfura&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo. 0.5% a 4% e infarto agudo do mioc&#225;rdio em 0.3% a 0.5% dos pacientes<sup>9. 10</sup>.</p>
    <p>&#201; importante tamb&#233;m discutir sobre a estenose mitral associada &#224; insufici&#234;ncia mitral. tamb&#233;m chamada dupla les&#227;o mitral. Neste caso. pode haver predom&#237;nio de uma les&#227;o sobre a outra ou ambas podem estar presentes de forma importante. ocasionando graus diferentes de sintomas e altera&#231;&#245;es ao ECG. radiografia de t&#243;rax. assim como presen&#231;a e grau vari&#225;vel de dilata&#231;&#227;o ventricular esquerda.</p>
    <p>Nesta condi&#231;&#227;o. da mesma forma que ocorre com a dupla les&#227;o a&#243;rtica. um gradiente elevado pode estar presente em les&#245;es mitrais em que predomina a insufici&#234;ncia valvar devido ao fluxo transvalvar aumentado. Portanto. nesse caso o gradiente medido n&#227;o necessariamente se correlaciona com o grau de estenose<sup>11</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao tratamento. n&#227;o h&#225; diretrizes sobre o momento de indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica em les&#245;es mistas. por&#233;m recomenda-se a cirurgia em paciente que apresentem sintomas maiores do que leves. ou sinais de disfun&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo. com les&#245;es que os justifiquem. O tratamento na maioria desses casos se faz com a troca valvar. j&#225; que a comissurotmia ou plastia &#233; quase sempre n&#227;o fact&#237;vel<sup>12</sup>.</p>
    <p>O acometimento pulmonar observado nesta paciente pode ser devido &#224; consequ&#234;ncia direta da valvopatia ou ser em fun&#231;&#227;o da doen&#231;a pulmonar independente.</p>
    <p>A congest&#227;o e edema pulmonar secund&#225;rios &#224;s altera&#231;&#245;es hemodin&#226;mcias determinadas pela estenose mitral ocorrem quando o retorno venoso pulmonar est&#225; diminu&#237;do. principalmente na insufici&#234;ncia ventricular esquerda e na estenose mitral. A press&#227;o venosa aumentada &#233; transmitida para as art&#233;rias pulmonares porque n&#227;o existem v&#225;lvulas na circula&#231;&#227;o pulmonar. Como os vasos pulmonares s&#227;o tamb&#233;m muito complacentes. h&#225; um acentuado aumento do volume intravascular. Mais tarde. um aumento da press&#227;o capilar induz uma transuda&#231;&#227;o de l&#237;quido para o interst&#237;cio e para os espa&#231;os a&#233;reos alveolares. O edema alveolar agudo &#233; revers&#237;vel. por&#233;m o edema cr&#244;nico determina um grau de fibrose intersticial. O edema intersticial &#233; mais pronunciado nas bases pulmonares. em raz&#227;o da press&#227;o hidrost&#225;tica mais elevada nessas zonas. Esta distribui&#231;&#227;o gravitacional desigual do edema induz tamb&#233;m uma redistribui&#231;&#227;o da perfus&#227;o. Pela redistribui&#231;&#227;o do fluxo para as zonas superiores. respondem pelo menos 2 fatores: primeiro. o edema basal reduz a complac&#234;ncia nas zonas inferiores. e os vasos n&#227;o podem se expandir normalmente durante a inspira&#231;&#227;o. Segundo. a elasticidade pulmonar induz hipoventila&#231;&#227;o. vasoconstric&#231;&#227;o hip&#243;xica (reflexo de Euler-Leljestrand). e decr&#233;scimo da perfus&#227;o para as zonas inferiores. Com maiores aumentos nas press&#245;es venosas atrial esquerda e venocapilar pulmonar. desenvolve-se edema pulmonar. Inicialmente. l&#243;bulos cheios de l&#237;quido est&#227;o intercalados entre &#225;reas normalmente arejadas do pulm&#227;o. produzindo aspecto radiogr&#225;fico de opacifica&#231;&#227;o manchada. &#192; medida que o edema se torna mais difuso. &#233; vista uma opacifica&#231;&#227;o homog&#234;nea<sup>13</sup>.</p>
    <p>Na TC de t&#243;rax o edema pulmonar &#233; descrito por espessamento dos septos interlobulares e opacifica&#231;&#227;o em vidro-fosco nas partes baixas. O edema alveolar aparece como sombras acinares confluentes. com alveograma a&#233;reo (justaposi&#231;&#227;o entre &#225;cinos contendo ar e os contendo l&#237;quidos).</p>
    <p>O diagn&#243;stico de edema/congest&#227;o pulmonar &#233; bem atraente. uma vez que pensar&#237;amos em uma s&#243; doen&#231;a. que explicaria todos os achados cl&#237;nicos e radiol&#243;gicos. a estenose mitral. por&#233;m n&#227;o podemos esquecer que o paciente tem uma s&#237;ndrome consumptiva. defeito restritivo na espirometria e linfadenopatia importante em uma das tomografias do t&#243;rax. hist&#243;ria de tabagismo o que nos leva a cogitar doen&#231;as intersticiais e processos malignos do pulm&#227;o.</p>
    <p>A doen&#231;a pulmonar intersticial compreende um grupo de doen&#231;as pulmonares que acometem difuso e bilateralmente os septos alveolares. que se apresentam inflamados na fase inicial e fibrosados nas fases avan&#231;adas. A les&#227;o caracter&#237;stica &#233; a alveolite. ou pneumonite. definida como o ac&#250;mulo de c&#233;lulas inflamat&#243;rias nos septos alveolares. As c&#233;lulas inflamat&#243;rias tamb&#233;m extravasam para o l&#250;men. formando exsudatos alveolares. A fibrose ocupa os septos alveolares e preenche os seus espa&#231;os a&#233;reos. levando a destrui&#231;&#227;o progressiva do par&#234;nquima. Formam-se m&#250;ltiplas &#225;reas c&#237;sticas com paredes fibr&#243;ticas. que podem ser visualizadas como faveolamento pulmonar. Normalmente cursam como dist&#250;rbio respirat&#243;rio restritivo na espirometria<sup>14.15</sup>.</p>
    <p>O paciente com doen&#231;a pulmonar intersticial pulmonar cursa com dispneia aos esfor&#231;os. com tosse seca de curso insidioso ou de forma abrupta.</p>
    <p>Durante investiga&#231;&#227;o deve-se sempre procurar por sinais de doen&#231;a sist&#234;mica. tais como colagenoses. e inquirir hist&#243;ria ocupacional e medicamentosa. A presen&#231;a ou n&#227;o de eosinofilia &#233; muito importante para o diagn&#243;stico.</p>
    <p>A investiga&#231;&#227;o cl&#237;nica inclui tomografia de alta resolu&#231;&#227;o de t&#243;rax. broncofibroscopia com lavado broncoalveolar e bi&#243;psia a c&#233;u aberto ou por videotoracoscopia.</p>
    <p>Dentre as doen&#231;as intersticiais do pulm&#227;o foram levantadas hip&#243;teses de sarcoidose. silicose ou pneumonia de hipersensibilidade cr&#244;nica. </p>
    <p>A silicose &#233; uma doen&#231;a ocupacional associada &#224; inala&#231;&#227;o prolongada e intensa de part&#237;culas de s&#237;lica. formando pequenas opacidades difusas arredondadas (n&#243;dulos silic&#243;ticos). A calcifica&#231;&#227;o da periferia dos linfonodos hilares (em casca de ovo) &#233; um achado incomum que sugere silicose. Normalmente cursa de maneira assintom&#225;tica e sem altera&#231;&#245;es das provas de fun&#231;&#227;o pulmonar; por&#233;m a silicose cr&#244;nica simples pode ser assintom&#225;tica ou com dispneia aos esfor&#231;os progressiva. tosse seca. poucos ou nenhum sintoma constitucional podendo ter como complica&#231;&#227;o. densidades grandes em &#225;pices pulmonares com dispneia e disfun&#231;&#227;o pulmonar mista. e est&#225; relacionada com tuberculose se houver sintomas constitucionais<sup>16</sup>.</p>
    <p>A sarcoidose &#233; doen&#231;a granulomatosa multissist&#234;mica. em pessoas entre 20 e 40 anos. caracterizada pelo ac&#250;mulo de linf&#243;citos e fag&#243;citos mononucleares em determinados &#243;rg&#227;os. de maneira a formar granulomas n&#227;o-caseosos. De etiologia desconhecida. mas altera&#231;&#245;es no sistema imunol&#243;gico est&#227;o nitidamente envolvidas em sua patogenia. Usualmente a radiografia de t&#243;rax revela adenopatia hilar biateral. frequentemente associada &#224; adenopatia paratraqueal e/ou infiltrados parenquimatosos reticulonodulares. O pulm&#227;o &#233; o &#243;rg&#227;o mais afetado. causando dispneia aos esfor&#231;os. tosse seca e sibilos. granulomas no nariz podem causar congest&#227;o nasal e na laringe. rouquid&#227;o. Hemoptise e derrame pleural s&#227;o raros. Pode tamb&#233;m afetar a pele. olhos. sistema nervoso central. cora&#231;&#227;o. O diagn&#243;stico &#233; feito por bi&#243;psia do &#243;rg&#227;o afetado<sup>17</sup>.</p>
    <p>A pneumonia de hipersensibilidade (PH) ou alveolite al&#233;rgica extr&#237;nseca &#233; uma doen&#231;a pulmonar de natureza imunol&#243;gica causada pela exposi&#231;&#227;o e inala&#231;&#227;o repetida de poeiras org&#226;nicas ou subst&#226;ncias qu&#237;micas. Tem sinon&#237;mia diversificada de acordo com o ant&#237;geno e/ou as fontes que provocaram a doen&#231;a. destacando-se o pulm&#227;o de fazendeiro. decorrente da inala&#231;&#227;o de poeira de vegetais mofados. tais como palha. feno. trigo. aveia. cevada. milho. Dentre as subst&#226;ncias qu&#237;micas implicadas nessa doen&#231;a destaca-se o isocianato. que &#233; usado em tintas e em materiais de poliuretano. Na PH aguda. os sintomas iniciam-se horas ap&#243;s a exposi&#231;&#227;o ao ant&#237;geno e podem ser confundidos com infec&#231;&#227;o respirat&#243;ria viral ou bacteriana. Na PH subaguda. o quadro &#233; intermitente e resulta da exposi&#231;&#227;o n&#227;o continuada ao ant&#237;geno. Os principais sintomas s&#227;o tosse produtiva. dispneia. fadiga. anorexia e perda de peso. Na PH cr&#244;nica. os sintomas s&#227;o semelhantes aos da subaguda. por&#233;m ocorrem de forma mais insidiosa e decorrem da exposi&#231;&#227;o cont&#237;nua a pequenas quantidades de ant&#237;geno<sup>18</sup>.</p>
    <p>Pela hist&#243;ria que temos. pode-se afastar silicose e pneumonia de hipersensibilidade cr&#244;nica pela aus&#234;ncia de hist&#243;ria ocupacional. assim como sarcoidose em fun&#231;&#227;o do paciente n&#227;o estar na faixa et&#225;ria comum da doen&#231;a. de 20 aos 40 anos. e da bi&#243;spia transbr&#244;nquica ser negativa. Deve-se lembrar tamb&#233;m que um importante diagn&#243;stico diferencial para tal doen&#231;a intersticial seria a fibrose pulmonar idiop&#225;tica. doen&#231;a comum da sexta e s&#233;tima d&#233;cadas de vida. que evolui com dispneia lentamente progressiva. perda de peso. infiltrado reticular ou reticulonodular. mais proeminente nas bases na radiografia de t&#243;rax. tomografia de lata resolu&#231;&#227;o mostrando infiltrados reticulares subpleurais esparsos e espa&#231;os c&#237;sticos a&#233;reos. principalmente em bases; padr&#227;o de vidro fosco e septos interlobulares espessados<sup>14.15</sup>.</p>
    <p>Outros diagn&#243;sticos que devem ser considerados s&#227;o as neoplasias pulmonares. Considerando a idade do paciente. hist&#243;ria de tabagismo. cl&#237;nica de dispneia progressiva. perda de peso nos &#250;ltimos 4 anos e tendo em vista os exames radiol&#243;gicos. &#233; necess&#225;rio incluir a linfangite carcinomatosa entre os diagn&#243;sticos diferenciais. pois produz tais altera&#231;&#245;es radiol&#243;gicas. por&#233;m n&#227;o produz distor&#231;&#227;o da arquitetura pulmonar normal. ou seja. como citada na primeira tomografia de alta resolu&#231;&#227;o do t&#243;rax.</p>
    <p>Um outro diagn&#243;stico diferencial levantado para o caso seria endocardite infecciosa. uma vez que o paciente era um valvopata e teve epis&#243;dio febril na UTI apesar de tratamento antibi&#243;tico. sendo tamb&#233;m isolado em hemoculturas <italic>Stafilococos aureus</italic>. germe t&#237;pico de endocardite. por&#233;m h&#225; poucos casos na literatura relatando correla&#231;&#227;o entre Valvotomia por bal&#227;o e posterior endocardite. podendo ent&#227;o estar relacionada a passagem de cateteres centrais.</p>
    <p><bold>Dr. Frederico de Morais Ribeiro</bold>. </p>
    <p>
      <bold>Dr. Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves</bold>
    </p>
    <p><italic>Hip&#243;teses diagn&#243;sticas - </italic>estenose mitral de etiologia reum&#225;tica. sepsis. fibrose pulmonar idiop&#225;tica.</p>
    <p>
      <bold>Dr. Frederico de Morais Ribeiro.</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dr. Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Coment&#225;rios do pneumologista</bold>
    </p>
    <p>Paciente apresenta hist&#243;ria. exame f&#237;sico e de imagem compat&#237;veis com mol&#233;stia pulmonar associada. contribuindo especialmente para os sintomas de dispneia de esfor&#231;o. Os achados cl&#237;nicos sugerem tratar-se de pneumopatia cr&#244;nica evoluindo com surtos de agudiza&#231;&#227;o. Os exames radiol&#243;gicos indicam tratar-se de acometimento intersticial (inclusive o interst&#237;cio peribroncovascular) e alveolar. Como os antecedentes e h&#225;bitos pessoais n&#227;o nos permitem correla&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica. as hip&#243;teses diagn&#243;sticas mais prov&#225;veis s&#227;o: sarcoidose. pneumonite de hipersensibilidade. linfangite carcinomatosa e edema pulmonar. N&#227;o h&#225; uma evolu&#231;&#227;o radiol&#243;gica documentada que permita apurar o diagn&#243;stico final e sua rela&#231;&#227;o com a causa do &#243;bito. Dentro dos diagn&#243;sticos poss&#237;veis. faltam achados como adenomegalia mediastinal que caracterizariam melhor uma sarcoidose e mesmo um adenocarcinoma pulmonar. Os dados de lavado broncoalveolar e bi&#243;psia n&#227;o s&#227;o patognom&#244;nicos. por&#233;m podem sugerir pneumonite de hipersensibilidade. Uma bi&#243;psia a c&#233;u aberto poderia elucidar o diagn&#243;stico.</p>
    <p>
      <bold>Dr. Rafael Stelmach</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Necropsia</bold>
    </p>
    <p>&#192; necropsia foi encontrada dupla les&#227;o mitral com predom&#237;nio da estenose (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>) e insufici&#234;ncia a&#243;rtica leve; a julgar tanto por aspectos morfol&#243;gicos - fibrose. fus&#227;o de comissuras e &#225;reas de calcifica&#231;&#227;o na valva mitral. quanto principalmente pela hist&#243;ria cl&#237;nica e pela incid&#234;ncia em nosso pa&#237;s. a causa de tais les&#245;es deve ser a doen&#231;a reum&#225;tica.</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Junto a uma das comissuras da valva mitral. em local onde possivelmente houve rasgadura causada pelo procedimento de valvoplastia por bal&#227;o. havia les&#227;o com superf&#237;cie cruenta (<xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>). Ao estudo microsc&#243;pico. foi a&#237; diagnosticada endocardite por cocos Gram-positivos (<xref ref-type="fig" rid="a22fig04">Figura 4</xref>). Em decorr&#234;ncia desta infec&#231;&#227;o. houve embolia para art&#233;rias coron&#225;rias. ba&#231;o (com presen&#231;a de bact&#233;rias) e rim direito. causando infartos recentes de ba&#231;o (<xref ref-type="fig" rid="fig05">Figura 5</xref>) e rim direito e microabcessos intramioc&#225;rdicos (<xref ref-type="fig" rid="a22fig06">Figura 6</xref>). Finalmente. o paciente teve septicemia e choque s&#233;ptico. o qual foi o fator final desencadeante do &#243;bito.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a22fig04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a22fig06">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf05.jpg"/></fig>
    <fig id="fig05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf06.jpg"/></fig>
    <p>Como doen&#231;a n&#227;o relacionada. mas que contribuiu significativamente para a morte. havia fibrose pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="fig07">Figura 7</xref>). com pequenos focos de infiltrado a mononucleares. Nesta fase de fibrose. &#233; frequentemente dif&#237;cil estabelecer a causa do processo. e assim ocorreu nesse paciente. no qual houve ainda a dificuldade adicional da superposi&#231;&#227;o do dano alveolar difuso decorrente do choque s&#233;ptico.</p>
    <fig id="fig07">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf07.jpg"/></fig>
    <p>A piora dos padr&#245;es hemodin&#226;mico e respirat&#243;rio devem ser consequ&#234;ncia direta do choque. do dano alveolar difuso por ele causado. e ainda com papel coadjuvante da miocardite reacional e dos microabcessos mioc&#225;rdicos.</p>
    <p>
      <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
    </p>
    <p><italic>Diagn&#243;sticos anatomopatol&#243;gicos - </italic>doen&#231;a principal: endocardite bacteriana em valva mitral com les&#227;o reum&#225;tica pr&#233;via; <italic>causa mortis</italic>: choque s&#233;ptico; <italic>Concausa</italic>: fibrose pulmonar idiop&#225;tica.</p>
    <p>
      <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Coment&#225;rios</bold>
    </p>
    <p>H&#225;. no Laborat&#243;rio de Anatomia Patol&#243;gica - Instituto do Cora&#231;&#227;o - Hospital das Cl&#237;nicas - Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo. apenas dois outros casos de necr&#243;psia de adultos submetidos a valvoplastia mitral por bal&#227;o (al&#233;m de um cujo procedimento foi efetuado na valva a&#243;rtica). Este &#233; o primeiro que teve endocardite ap&#243;s valvoplastia. Na literatura. por&#233;m. est&#227;o descritos casos dessa complica&#231;&#227;o<sup>19-24</sup>. tendo sido obtidos dados de oito deles. O aparecimento da infec&#231;&#227;o deu-se entre 2 semanas e 6 meses ap&#243;s a valvoplastia. com m&#233;dia de 2.75 e mediana de 2.5 meses. O presente caso. portanto. enquadra-se entre os de surgimento mais precoce. Sendo pequeno o n&#250;mero de relatos. a estimativa da incid&#234;ncia da complica&#231;&#227;o deve ser avaliada com restri&#231;&#245;es. Em tr&#234;s grupos de pacientes submetidos ao procedimento. um com 294 pacientes<sup>21</sup>. outro com 113<sup>22</sup> e outro com 13<sup>23</sup> (esse &#250;ltimo apenas de crian&#231;as com doen&#231;a reum&#225;tica e 12 anos ou menos de idade). houve um caso de endocardite em cada. mas h&#225; outras s&#233;ries de acompanhamento de pacientes nas quais n&#227;o ocorreu a infec&#231;&#227;o<sup>24</sup>.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o aos pulm&#245;es. a necr&#243;psia p&#244;de afastar algumas possibilidades diagn&#243;sticas. tais como neoplasia e sarcoidose; no entanto. a causa das altera&#231;&#245;es n&#227;o foi esclarecida. ficando o padr&#227;o classificado como fibrose pulmonar idiop&#225;tica. N&#227;o costuma ser visto tal grau de comprometimento apenas como consequ&#234;ncia de congest&#227;o passiva.</p>
    <p>
      <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="linkcorresp" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Vera D. Aiello </p>
        <p> InCor - Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar. 44 </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="anpvera@incor.usp.br">anpvera@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p><bold>Editor da Se&#231;&#227;o:</bold> Alfredo Jos&#233; Mansur (<email xlink:href="ajmansur@incor.usp.br">ajmansur@incor.usp.br</email>) </p>
    <p><bold>Editores Associados:</bold> Desid&#233;rio Favarato (<email xlink:href="dclfavarato@incor.usp.br">dclfavarato@incor.usp.br</email>) Vera Demarchi Aiello(<email xlink:href="anpvera@incor.usp.br">anpvera@incor.usp.br</email>)</p>
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        <article-title xml:lang="en">Case 2 - seventy-year-old man with mitral stenosis and pulmonary fibrosis, who developed sepsis after balloon mitral valvoplasty</article-title>
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      <p>
        <bold>ANATOMOPATHOLOGICAL SESSION</bold>
      </p>
      <p><undefined id="add1-body2"/>Case 2 - seventy-year-old man with mitral stenosis and pulmonary fibrosis. Who developed sepsis after balloon mitral valvuloplasty</p>
      <p>
        <bold>Frederico de Morais Ribeiro; Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves; Rafael Stelmach; Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HC.FMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Mitral valve stenosis/surgery; pulmonary stenosis; sepsis; balloon dilatation</p>
      <p>The patient was a seventy-year-old male individual with mitral valvulopathy and dyspnea on slight exertion and pulmonary infiltrate. The patient came from the town of Rio Prado, state of Minas Gerais, Brazil and was a smoker until the age of 66 years. </p>
      <p>He was first treated at<italic> Instituto do Coracao</italic> (InCor - The Heart Institute) at age 66 (March 21, 2001), due to dyspnea and palpitations for 6 years, initially triggered by heavy exertion, which progressively started to be triggered by slighter-than-usual exertion. The patient used 3.75 mg of Warfarin, 75 mg of captopril, 40 mg of furosemide and 0.25 mg of digoxin daily. </p>
      <p>At physical examination (March 21, 2001), the patient presented irregular pulse, with a heart rate of 118 bpm, blood pressure of 160/90 mmHg, increased jugular venous pressure. Pulmonary assessment was normal. The heart assessment showed systolic shock, palpated at the 6<sup>th</sup> intercostal space, out of the left hemiclavicular line, limited by two digital pulps. The first heart sound was hyperphonetic in the mitral area and the second sound was hyperphonetic in the pulmonary area. There was systolic murmur +++/6 and a whirringrumbling diastolic murmur ++/6+ in the mitral area. The assessment of the abdominal area and limbs was normal. </p>
      <p>The electrocardiogram (March 1, 2001) showed atrial fibrillation rhythm, mean HR of 100 bpm and indirect signs of right atrial overload (Pe&#241;aloza-Tranchesi) (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig01-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a22fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The laboratory assessment (June 2001) showed hemoglobin 16.9 g/dl, hematocrit 49%, leukocytes 8900/mm<sup>3</sup> with normal differential count; glycemia was 113 mg/dl, creatinine was 1.3 mg/dl, urea 41 mg/dl, sodium 139 mEq/l, o potassium 4.6 mEq/l and INR was 1.3. </p>
      <p>The echocardiogram (Dec. 2001) showed a 10-mm interventricular septum and posterior wall, aortic diameter of 32 mm, left atrial diameter of 70 mm, left ventricular diastolic diameter of 49 mm and systolic of 36, with ejection fraction of 60%. The right ventricle was dilated and hypokinetic and the right atrium was also dilated. Signs of pulmonary arterial hypertension were identified; systolic pressure was 66 mmHg and the patient presented marked mitral stenosis (mean gradient estimated at 13 mmHg). The patient presented commissural fusion, thickening of mitral valve cusps, severe mitral regurgitation and moderate tricuspid regurgitation. </p>
      <p>The patient was prescribed 0.25 mg of digoxin, 180 mg of diltiazem, 200 mg of acetylsalicylic acid (due to the impossibility of establishing anticoagulation control at the patient&#180;s hometown), 20 mg of enalapril and 40 mg de furosemide. The surgical correction of the mitral valvulopathy was indicated. </p>
      <p>The patient developed dyspnea at moderate exertion. However, he also presented weight loss of 8 kg after 2001. </p>
      <p>The abdominal and pelvic ultrasonography assessment was normal. The chest x-ray showed interstitial infiltrate and perihilar alveolar involvement in both lungs (October 2004). The test for alcohol-acid resistant bacilli (AARB) in sputum and the presence of malignant cells in the lungs were negative. </p>
      <p>The high-resolution chest tomography (October 2004) disclosed normal vascular structures, upper and lower paratracheal, prevascular, subcarinal and bilateral perihilar lymphadenopathy. The trachea and bronchi were normal. There was retractile peribronchial opacity with diffuse distribution in both lungs, associated with pulmonary alveolar filling. The findings were considered compatible with pulmonary congestion or alveolar carcinoma. </p>
      <p>The investigation also included bronchoalveolar lavage, which was negative for neoplasia, bacteria and fungi and showed 75% of neutrophils, 20% of macrophage, and 5% of other cells; the transbronchial biopsy disclosed the presence of an inflammatory process, with a predominance of mononuclear cells. </p>
      <p>A new tomography disclosed decreased pulmonary volume without pleural effusion with symmetrical, peribronchial alterations and areas of parenchymal densification, associated with fine reticular opacities and frosted glass aspect, interlaced by bronchiectasis and bronchioloectasis. The findings were considered compatible with sarcoidosis, silicosis or chronic hypersensitivity pneumonitis (chronic allergic alveolitis). </p>
      <p>The cardiac catheterism showed pulmonary hypertension and capillary gradient and pulmonary artery pressure gradient between pulmonary artery and capillar (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>); the coronary angiography (October 2004) did not disclose luminal obstructions in the coronary arteries. </p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The echocardiographic reassessment (April 2005) disclosed a 62-mm left atrium, 29-mm aorta, 8-mm interventricular septum, 7-mm posterior wall, left ventricle: systole 33 and diastole 44 mm. The mitral valve area was estimated at 1.2 cm<sup>2</sup>; the right ventricular systolic pressure was estimated at 35 mmHg. The patient presented severe mitral stenosis and moderate tricuspid regurgitation. The transesophageal echocardiogram showed a Block score of 10 (motility 3, calcification 3, thickening 2 and subvalvular apparatus 2). There were no images suggestive of intracavitary thrombus. The spirometry results suggested a restrictive lung pattern. </p>
      <p>Considering the pulmonary condition, the balloon mitral valvuloplasty was indicated and carried out on April 28, 2005. A few hours after the procedure, the patient started to present intense dyspnea, with wheezes and diffuse rales, as well as elevated heart rate, hypoxemia and arterial hypotension, (85/65 mmHg). The patient was then transferred to the Intensive Care Unit. </p>
      <p>At physical examination, the patient was cyanotic, tachypneic (35 incursions per minute), HR was 110 bpm, blood pressure was 96/65 mmHg; crackling rales in the lower 2/3 of both hemithoraces. The patient presented increased jugular venous pressure; cardiac auscultation disclosed hyperphonetic second heart sound in the pulmonary area and first sound in the mitral area, without murmurs. There were also signs of peripheral hypoperfusion. A diagnosis of acute pulmonary edema was made. </p>
      <p>The electrocardiogram (April 28, 2005) disclosed atrial fibrillation rhythm with 121 bpm, QRS axis at 0&#186; backwards, with variation of beat frequency, indirect signs of right atrial overload (Pe&#241;aloza - Tranchesi) and ventricular repolarization alterations.</p>
      <p>The echocardiogram (April 29 2005) showed left ventricular dimensions (45 mm in diastole/27 mm in systole), septum and posterior wall thickness of 8 mm, aortic diameter of 32 mm and left atrium of 63 mm; markedly enlarged right atrium; slight mitral valve stenosis (valvular area: 1.6 cm<sup>2</sup>) and moderate mitral regurgitation, as well as the presence of a small atrial septal defect, with a predominant left-to-right shunt. There were no pericardial alterations. </p>
      <p>The dyspnea improved with oxygen treatment and intravenous diuretics and nitrates. Two days later the patient presented worsening in the dyspnea and hemodynamic instability and was submitted to orotracheal intubation for respiratory support.</p>
      <p>From April 30 on, after blood cultures had been collected, the patient started to receive antibiotics: 2g of cefepime and 500 mg of azithromycin daily, by intravenous route. In spite of treatment, the patient started to present daily fever peaks from May 6, 2005 on and the cefepime was substituted by 1 g of vancomycin/day. The blood culture disclosed the presence of vancomycin-sensitive <italic>S. aureus</italic>.</p>
      <p>The laboratory assessment results are shown in <xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>. Blood gas assessment showed progressive worsening of gas exchange and alveolar ventilation (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>). The hemodynamic measurements with Swan-Ganz catheter showed, initially, normal cardiac output and pulmonary vascular resistance; however, later measurements showed decrease in the systemic resistance to values below the normal range (<xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Table 3</xref>). In spite of the use of vasoactive drugs, volume and slow hemodialysis (May 13, 2006, the patient developed refractory shock and presented cardiac arrest in asystole and died on May 14, 2005. </p>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Clinical aspects </bold>
      </p>
      <p>The patient was a 70-year-old male individual, ex-smoker for 4 years with no description of the annual smoking load and occupational history, with a diagnosis of mitral valvulopathy (significant double mitral lesion, stenosis &gt; regurgitation), chronic atrial fibrillation and diastolic heart failure, with a 10-year history of progressive dyspnea, possible consumptive syndrome (loss of 8 kg) in the preceding 4 years and chest x-ray that showed perihilar interstitial-alveolar infiltrate, with basal predominance, in addition to a chest tomography showing paratracheal, prevascular, subcarinal and bilateral perihilar lymphadenopathy, in addition to peribronchial retraction with diffuse distribution associated with pulmonary alveolar filling, suggesting pulmonary congestion or alveolar carcinoma. The test for alcohol acid-resistant bacilli (AARB) was negative in sputum, bronchic aspiration and transbronchial biopsy were negative for malignancy, bacterial and fungal diseases. A second chest tomography had no description of lymphadenopathy, with a frosted glass pattern, compatible with sarcoidosis, silicosis or even chronic hypersensitivity pneumonitis (chronic allergic alveolitis). The spirometry disclosed a restrictive pattern. </p>
      <p>The clinical discussion will encompass the clinical and evolution aspects of the underlying diseases, as follows: mitral valvulopathy and pneumopathy and its complications. </p>
      <p>The mitral stenosis, a disease that results from the thickening and decreased motility of the mitral valve leaflets, leading to its obstruction, has as the main etiology the rheumatic disease and current data suggest that 99% of the cases have this entity as the confirmed or probable cause<sup>1</sup>. However, of these cases, around 30% to 50% did not have previous symptoms of rheumatic disease<sup>2,3</sup>. </p>
      <p>In the case of rheumatic valvulopathy, young women are most often affected, with a 2:1 female:male ratio<sup>2,4</sup>. Other etiologies include congenital malformation, mucopolysaccharidosis disease, cardiac carcinoid disease, systemic lupus erythematosus, rheumatoid arthritis and calcification of the atrioventricular annulus, with the latter being more frequently observed in elderly individuals.</p>
      <p>The symptoms of mitral stenosis result mainly from increased pulmonary capillary pressure and venous and capillary distension, which lead to pulmonary edema as soon as the venous pressure exceeds the oncotic plasma pressure. However, in some patients, the pulmonary edema might not occur due to the decreased vascular permeability, caused by the disease evolution. </p>
      <p>The pulmonary hypertension, very common during the evolution of mitral stenosis, is caused by not only the passive component, which is simply the transmission of the increase in left atrial pressure, but also the reactive component, characterized by vasoconstriction, muscular hypertrophy and obliteration of the pulmonary vasculature. The degree of reversibility after the correction depends on the predominance between each component. </p>
      <p>Another condition often observed is atrial fibrillation, which is present in around 40 to 50% of the cases<sup>5</sup> and is caused by the increased left atrial pressure and its dilatation. As a consequence, the patient presents hemodynamic worsening, caused by the loss of atrial contraction and the increase in ventricular frequency. There is also an additional increase of thrombotic risk, and in this case, the anticoagulation therapy is formally indicated. </p>
      <p>The mitral stenosis is classified considering the valvular area as well as the atrioventricular gradient and the pulmonary artery pressure. Thus, it is classified as: Mild when the valvular area (VA) &gt; 1.5 cm<sup>2</sup>, gradient is &lt; 5 mmHg and the pulmonary artery systolic pressure (PASP) &lt; 30 mmHg; Moderate when the VA is between 1.0 and 1.5 cm<sup>2</sup>, the gradient is 5 to 10 mmHg and PASP 30-50 mmHg; severe when the VA &lt; 1.0 cm2, the gradient &gt; 10 mmHg and PASP is &gt; 50. </p>
      <p>The mortality of untreated patients is 60% to 70% of the cases due to progressive pulmonary and systemic congestion, systemic embolism in 20% to 30% of the cases, pulmonary embolism in 10% and infections in 1% to 5% of the cases<sup>4,6,7</sup>.</p>
      <p>The clinical treatment, which includes diuretics, negative chronotropic agents and anticoagulation therapy, must be individualized for each case. </p>
      <p>The correction treatment is indicated in cases of moderate and severe stenosis, when there are symptoms or marked pulmonary hypertension, and it can be carried out by percutaneous route through balloon valvotomy or surgically, by commissurotomy or valve exchange. </p>
      <p>Regarding the balloon valvotomy, it has short-term outcomes that are similar to the surgical treatment<sup>8</sup> and can be used when the patient presents favorable anatomy, usually considering a Block score &lt; 8, as this value presents better sensibility and specificity to predict the chance of complications. </p>
      <p>It must be recalled as contraindications to the procedure the concomitance of moderate or significant mitral regurgitation, as well as the presence of intra-atrial thrombi at the echocardiogram. </p>
      <p>The percutaneous treatment is considered successful when a residual valvular area <underline>&gt;</underline> 1.5 cm<sup>2</sup> and a decrease in the left atrial pressure to &lt; 18 mmHg are achieved. The main complications of the procedure are mitral regurgitation in 2% to 10%, significant atrial septal defect in around 5%, and, less frequently, embolic events (0.5% to 3%), left ventricular perforation (0.5% to 4%) and acute myocardial infarction in 0.3% to 0.5% of the patients<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>It is also important to discuss the mitral stenosis associated with mitral regurgitation, also called double mitral lesion. In this case, one of the lesions can be predominant or both can be equally important, resulting in different degrees of symptoms and alterations at the ECG, chest x-ray, as well as the presence and variable degree of left ventricular dilatation. </p>
      <p>In this condition, dasimilarly to what occurs with the double aortic lesion, an increased gradient can be present in mitral lesions in which the valvular regurgitation predominates due to the increased transvalvular flow. Therefore, in this case, the measured gradient does not necessarily correlate with the degree of the stenosis<sup>11</sup>.</p>
      <p>Regarding the treatment, there are no guidelines on the precise moment for surgical indication in mixed lesions; however, the surgery is recommended for patients who present moderate to severe symptoms or signs of left ventricular dysfunction, with lesions that can justify them. The treatment in most of these cases is carried out through valve exchange, as the commissurotomy or plasty is seldom feasible<sup>12</sup>. </p>
      <p>The pulmonary involvement observed in this patient might be a direct consequence of the valvuloplasty or be caused by independent pulmonary disease. The pulmonary congestion and edema, secondary to the hemodynamic alterations determined by the mitral stenosis, occur when the pulmonary venous return is decreased, mainly in left ventricular failure and mitral stenosis. The increased venous pressure is transmitted to the pulmonary arteries because there are no valves in the pulmonary circulation. As the pulmonary vessels are also very compliant, there is a marked increase in intravascular volume. Later, an increase in capillary pressure induces a fluid transudation to the interstitium and the alveolar airways. The acute alveolar edema is reversible, but the chronic edema determines a degree of interstitial fibrosis. The interstitial edema is more distinct in the pulmonary region, due to a higher hydrostatic pressure in these areas. This unequal gravitational distribution of the edema also induces a redistribution of perfusion. At least two factors account for the flow redistribution to the upper zones: first, the basal edema reduces the compliance in the lower zones and the vessels cannot expand normally during inspiration. Second, the pulmonary elasticity induces hypoventilation, hypoxic vasoconstriction (Euler-Liljestrand reflex) and a decrease in perfusion to the lower zones. With higher increases in the left atrial venous and pulmonary venocapillary pressures, the pulmonary edema ensues. Initially, fluid-filled lobules are interspersed among normally aerated lung areas, producing a radiographic aspect of blurred opacity. As the edema becomes more diffuse, a homogenous opacity is seen<sup>13</sup>. </p>
      <p>At the chest CT, the pulmonary edema is described by the thickening of the interlobular septa and frosted-glass opacity in the lower areas. The alveolar edema appears as confluent acinar shadows, with air alveologram (juxtaposed acini containing air and fluid). </p>
      <p>The diagnosis of pulmonary edema/congestion is quite attractive, as only one disease would be considered, which would explain all the clinical and radiological findings and the mitral stenosis; however, one cannot forget that the patient has a consumptive syndrome, a restrictive defect at the spirometry and significant lymphadenopathy, which would suggest interstitial diseases and lung malignancy. </p>
      <p>The interstitial pulmonary disease comprehends a group of pulmonary diseases that diffusely and bilaterally affect the alveolar septa, presenting as inflammation at the initial phase and fibrosis at more advanced phases. The characteristic lesion is the alveolitis, or pneumonitis, defined as the accumulation of inflammatory cells in the alveolar septa. The inflammatory cells also overflow into the lumen, forming alveolar exudates. The fibrosis occupies the alveolar septa and fills out the airways, leading to the progressive destruction of the parenchyma. Multiple cystic areas with fibrotic walls are formed, which can be seen as areas of honeycombing. They normally course with restrictive respiratory disorder at the spirometry<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>The patient with pulmonary interstitial disease presents dyspnea on exertion and dry cough with an insidious or sudden course.</p>
      <p>During the investigation, one must always look for signs of systemic disease, such as collagenoses and inquire about occupational history and use of medications. The presence or not of eosinophilia is very important for the diagnosis. The clinical investigation includes chest high-resolution tomography, bronchofibroscopy with bronchic aspiration and open lung biopsy or by videothoracoscopy. </p>
      <p>Among the interstitial diseases of the lung, the hypotheses of sarcoidosis, silicosis or chronic hypersensitivity pneumonitis were considered. Silicosis is an occupational disease associated with the prolonged and intense inhalation of silica particles, forming small round diffuse opacities (silicotic nodules). The peripheral calcification of lymph nodes, "calcification", is an unusual finding that suggests silicosis. Normally, it courses asymptomatically and with no alterations in lung function tests; however simple chronic silicosis can be asymptomatic or present with progressive dyspnea on exertion, dry cough, few or no constitutional symptom and can have as complications large densities in pulmonary apex with dyspnea and mixed pulmonary dysfunction and is related with tuberculosis, if there are constitutional symptoms<sup>16</sup>. </p>
      <p>Sarcoidosis is a multisystem granulomatous disease that affects individuals aged 20 to 40 years, characterized by the accumulation of lymphocytes and mononuclear phagocytes in certain organs, in order to form non-caseous granulomas. The disease is of unknown etiology, but alterations in the immunological system arte clearly involved in its pathogeny. The chest x-ray usually discloses bilateral hilar adenopathy, frequently associated with paratracheal adenopathy and/or parenchymal reticulonodular infiltrates. The lung is the most affected organ, causing dyspnea on exertion, dry cough and wheezing; nasal granulomas can cause nasal congestion and, in the larynx, hoarseness. Hemoptysis and pleural effusion are rare. It can also affect the skin, eyes, central nervous system, and the heart. The diagnosis is made through the biopsy of the affected organ<sup>17</sup>. </p>
      <p>The hypersensitivity pneumonitis (HP) or extrinsic allergic alveolitis is a pulmonary disease of immunological origin, caused by the exposure to and repeated inhalation of organic dust or chemical substances. It has a diversified synonymy according to the antigen and/or sources that caused the disease, such as the farmer&#180;s lung, caused by the inhalation of dust from moldy plant material such as straw, hay, wheat, oats, barley, corn. Among the chemical substances implicated in this disease is the isocyanate, which is used in paints and polyurethane materials. In acute HP, the symptoms start hours after the exposure to the antigen and can be misdiagnosed as viral or bacterial respiratory infection. In subacute HP, the condition is intermittent and results from the non-continuous exposure to the antigen. The main symptoms are productive cough, dyspnea, fatigue, anorexia and weight loss. In chronic HP, the symptoms are similar to the subacute form, but they occur more insidiously and are caused by the continuous exposure to small amounts of the antigen<sup>18</sup>. </p>
      <p>Considering the history of the patient, one can rule out silicosis and chronic hypersensitivity pneumonitis due to the absence of occupational history, as well as sarcoidosis, considering that the patient was not at the most common age range for the disease, from 20 to 40 years and also due to the negative transbronchial biopsy. It must also be recalled that an important differential diagnosis for this disease would be idiopathic pulmonary fibrosis, a common disease in the 6<sup>th</sup> and 7<sup>th</sup> decades of life, of which evolution shows slowly progressive dyspnea, weight loss, reticular or reticulonodular infiltrate, more prominently in the chest x-ray; the high-resolution tomography shows sparse subpleural reticular infiltrates and cystic airways, mainly at the pulmonary bases; frosted glass pattern and thickened interlobular septa<sup>14,15</sup>. </p>
      <p>Other diagnoses that must be considered are pulmonary neoplasias. Considering the patient&#180;s age, history of smoking, progressive dyspnea history, weight loss in the last 4 years and taking into account the radiological assessment, it is necessary to include carcinomatous lymphangitis among the differential diagnoses, as it causes such radiological alterations, but does not produce distortion of the normal pulmonary architecture, that is, as mentioned in the first high-resolution chest tomography. </p>
      <p>Another differential diagnosis that must be taken into account would be infectious endocarditis, as the patient presented valvulopathy and had an episode of fever at the ICU, in spite of antibiotic treatment; moreover, <italic>Staphylococcus aureus</italic> was isolated from blood cultures, which is a typical endocarditis microorganism. However, there have been few reports in the literature of a correlation between balloon valvotomy and posterior endocarditis, which could be associated to the central catheter passage. </p>
      <p>
        <bold>Dr. Frederico de Morais Ribeiro,</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Dr. Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves </bold>
      </p>
      <p><italic>Diagnostic hypotheses</italic>: mitral stenosis of rheumatic etiology, sepsis, idiopathic pulmonary fibrosis </p>
      <p>
        <bold>Dr. Frederico de Morais Ribeiro</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Dr. Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Pneumologist's comments</bold>
      </p>
      <p>The patient presents history, physical examination and image assessment that are compatible with associated pulmonary disease, contributing especially to the symptoms of dyspnea on exertion. The clinical findings suggest chronic pneumopathy, of which evolution presented acute episodes. </p>
      <p>The radiological assessment shows interstitial (including the peribronchovascular interstitium) and alveolar involvement. As the patient&#180;s history and personal habits do not allow us to perform an epidemiological correlation, the most probable diagnostic hypotheses are: sarcoidosis, hypersensitivity pneumonitis, carcinomatous lymphangitis and pulmonary edema. There is no radiological evolution that permits attaining the final diagnosis and its association with the cause of death. Among the possible diagnoses, findings such as mediastinal adenomegaly are missing, which would better characterize a sarcoidosis and even a pulmonary carcinoma. The bronchic aspiration and biopsy data are not pathognomonic, but they can suggest hypersensitivity pneumonitis. An open biopsy could elucidate the diagnosis. </p>
      <p>
        <bold>Dr. Rafael Stelmach</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Necropsyia</bold>
      </p>
      <p>The necropsy disclosed double mitral lesion with predominance of stenosis (<xref ref-type="fig" rid="fig2-body2">Figure 2</xref>) and mild aortic regurgitation; considering the morphological aspects - fibrosis, commissural fusion and areas of calcification in the mitral valve, as well as mainly the clinical history and the incidence in our country, the cause of such lesions must be rheumatic disease.</p>
      <fig id="fig2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>Next to a mitral valve commissure, where a tear probably occurred due to the balloon valvuloplasty procedure, there was a lesion with raw surface (<xref ref-type="fig" rid="fig3-body2">Figure 3</xref>). The microscopic study disclosed endocarditis caused by Gram-positive cocci (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig04-body2">Figure 4</xref>). This infection caused embolism to the coronary arteries, spleen (with presence of bacteria) and right kidney, as well as intramyocardial microabscesses (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig06-body2">Figure 6</xref>). Finally, the patient had septicemia and septic shock, which was the final factor that triggered death.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a22fig04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a22fig06-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <fig id="fig3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-e01-en.jpg"/></p>
      <p>As non-related disease, but which significantly contributed to the death, the patient presented pulmonary fibrosis (<xref ref-type="fig" rid="fig7-body2">Figure 7</xref>), with small foci of mononuclear cell infiltrates. At this phase of fibrosis, it is frequently difficult to establish the cause of the process and that was the case with this patient, who also presented the additional difficulty of overlapping diffuse alveolar damage caused by the septic shock. </p>
      <fig id="fig7-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf06-en.jpg"/></fig>
      <p>The worsening in the hemodynamic and respiratory patterns must be a direct consequence of the shock, the diffuse alveolar damage caused by it and the adjunct role of the reactional myocarditis and the myocardial microabscesses.</p>
      <p>
        <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p><italic>Anatomopathological diagnoses</italic> - main disease: bacterial endocarditis in the mitral valve with previous rheumatic lesion; cause of death: septic shock; concurrent cause: idiopathic pulmonary fibrosis.</p>
      <p>
        <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Comments</bold>
      </p>
      <p>There have been, in the Laboratory of Pathological Anatomy - <italic>Instituto do Cora&#231;&#227;o</italic> (the Heart Institute) - <italic>Hospital das Cl&#237;nicas</italic> - School of Medicine of the University of S&#227;o Paulo, only two other cases of necropsy in adult individuals submitted to balloon mitral valvuloplasty (in addition to one whose procedure was carried out in the aortic valve). This was the first case that presented endocarditis after the valvuloplasty. In the literature, however, cases with this type of complication have been described<sup>19-24</sup> and data were obtained from 8 of them. The onset of infection occurred between 2 weeks and 6 months after the valvuloplasty, with a mean of 2.75 and a median of 2.5 months. The present case, therefore, is among the ones with the earlier onset. Considering the small number of reports, the estimate of the complication incidence must assessed with restrictions. In three groups of patients submitted to the procedure, one with 294 patients<sup>21</sup>, another with 113<sup>22</sup> and another with 13<sup>23</sup> (the latter consisting only of children with rheumatic disease, aged 12 years or younger) there was one case of endocarditis in each, but there have been other patient follow-up series in which the infection did not occur<sup>24</sup>. </p>
      <p>Regarding the lungs, the necropsy ruled out some diagnostic possibilities, such as malignancy and sarcoidosis; however, the cause of the alterations was not clarified and the pattern was classified as idiopathic pulmonary fibrosis. Such degree of involvement is not commonly seen only as a consequence of passive congestion.</p>
      <p>
        <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Caso 2 - Var&#243;n de 70 a&#241;os de edad, portador de estenosis mitral y fibrosis pulmonar, que desarroll&#243; sepsis tras valvoplastia mitral por bal&#243;n</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CORRELACI&#211;N ANATOMOCL&#205;NICA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Caso 2 - Var&#243;n de 70 a&#241;os de edad, portador de estenosis mitral y fibrosis pulmonar, que desarroll&#243; sepsis tras valvoplastia mitral por bal&#243;n</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Frederico de Morais Ribeiro; Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves; Rafael Stelmach; Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HC.FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Estenosis de la v&#225;lvula mitral/cirug&#237;a, fibrosis pulmonar, sepsis, dilataci&#243;n con bal&#243;n.</p>
      <p>Var&#243;n de 70 a&#241;os de edad, portador de valvulopat&#237;a mitral, con disnea a los peque&#241;os esfuerzos e infiltrado pulmonar.</p>
      <p>El paciente natural y procedente de Rio Prado, MG, fue tabaquista hasta los 66 a&#241;os de edad.</p>
      <p>Ingres&#243; por primera vez en el <italic>Instituto do Cora&#231;&#227;o</italic> a los 66 a&#241;os de edad (21 marzo 2001) con queja de disnea y palpitaciones desde hace 6 a&#241;os, de inicio desencadenada por grandes esfuerzos y progresivamente desencadenada por esfuerzos menores que los habituales. Se hac&#237;a uso de 3,75 mg warfarina, 75 mg de captopril, 40 mg de furosemida y 0,25 mg de digoxina diarios.</p>
      <p>El examen f&#237;sico (21 mar 2001) revel&#243; pulso irregular con frecuencia de 118 lpm, presi&#243;n arterial 160/90 mmHg, aumento de la presi&#243;n venosa yugular. La semiolog&#237;a pulmonar fue normal. El examen del coraz&#243;n revel&#243; shock de punta fue palpado en el 6&#186; espacio intercostal, hacia fuera de la l&#237;nea hemiclavicular izquierda, con dos pulpas digitales de extensi&#243;n. El primer ruido estaba hiperfon&#233;ticos en &#225;rea mitral y el segundo ruido estaba hiperfon&#233;ticos en &#225;rea pulmonar. Hab&#237;a soplos sist&#243;lico +++/6 y diast&#243;lico en ruflar ++/6+ en &#225;rea mitral. El examen del abdomen y de los miembros fue normal.</p>
      <p>El electrocardiograma (1 mar 2001) revel&#243; ritmo de fibrilaci&#243;n atrial, frecuencia promedio de 100 lpm, y se&#241;ales indirectas de sobrecarga atrial derecha (Se&#241;al de Pe&#241;aloza-Tranchesi) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>Los ex&#225;menes laboratoriales (jun 2001) revelaron hemoglobina 16,9 g/dl, hematocrito 49%, leucocitos 8900/mm&#179; con diferencial normal; la glucemia fue 113 mg/dl, la creatinina 1,3 mg/dl, la urea 41 mg/dl, el sodio 139 mEq/l, el potasio 4,6 mEq/l y el INR de 1,3.</p>
      <p>El ecocardiograma (dic 2001) revel&#243; espesor de septo interventricular y de pared posterior 10 mm, di&#225;metros de aorta 32 mm, de atrio izquierdo de 70 mm, diast&#243;lico de ventr&#237;culo izquierdo 49 mm y sist&#243;lico 36, con fracci&#243;n de eyecci&#243;n del 60%. El ventr&#237;culo derecho era dilatado e hipocin&#233;tico y hab&#237;a tambi&#233;n dilataci&#243;n del atrio derecho. Se identificaron se&#241;ales de hipertensi&#243;n arterial pulmonar, presi&#243;n sist&#243;lica de 66 mmHg, y hab&#237;a estenosis mitral acentuada (gradiente promedio estimado en 13 mmHg). Hab&#237;a fusi&#243;n comisural, engrosamiento de c&#250;spides de la v&#225;lvula mitral; e insuficiencia mitral acentuada e insuficiencia tric&#250;spide moderada.</p>
      <p>Se prescribieron 0,25 mg de digoxina, 180 mg de diltiazen, 200 mg de &#225;cido acetilsalic&#237;lico (a causa de la imposibilidad de control de la anticoagulaci&#243;n en el local de origen), 20 mg de enalapril y 40 mg de furosemida. Se indic&#243; el tratamiento quir&#250;rgico de la valvulopat&#237;a mitral.</p>
      <p>Evolucion&#243; disnea a los esfuerzos moderados. Sin embargo, hab&#237;a tambi&#233;n la p&#233;rdida de 8 kg de peso despu&#233;s de 2001.</p>
      <p>El examen de ultrasonido de abdomen y pelvis fue normal. La radiograf&#237;a de t&#243;rax que revel&#243; infiltrado intersticial y acometimiento alveolar perihiliar y en ambas las bases pulmonares (oct/2004).</p>
      <p>Las investigaciones de bacilos alcohol &#225;cido resistentes en el esputo y de c&#233;lulas neopl&#225;sicas pulmonares fueron negativas.</p>
      <p>La tomograf&#237;a de t&#243;rax alta resoluci&#243;n (oct 2004) revel&#243; estructuras vasculares normales, linfadenopat&#237;a para-traqueal superior e inferior, pre vasculares, subcarinales y perihilares bilaterales. La tr&#225;quea y los bronquios eran normales. Hab&#237;a opacidad retr&#225;ctil peribronquial con distribuci&#243;n difusa en ambos pulmones, asociada a relleno alveolar en las bases. Los hallazgos se consideraron como compatibles con congesti&#243;n pulmonar o carcinoma alveolar.</p>
      <p>La continuaci&#243;n de la investigaci&#243;n incluy&#243; lavado broncoalveolar, el que fue negativo para neoplasia, bacterias y hongos, revel&#243; el 75% de neutr&#243;filos, el 20% macr&#243;fagos y el 5% las dem&#225;s c&#233;lulas; la biopsia transbronquial revel&#243; proceso inflamatorio, con predominio de mononucleares.</p>
      <p>Una nueva tomograf&#237;a revel&#243; reducci&#243;n volum&#233;trica de pulmones, sin derramen pleural y con las alteraciones sim&#233;tricas, peribronquial, con &#225;reas de densificaci&#243;n del par&#233;nquima asociada a opacidades finas reticulares y aspecto en cristal fosco, intercalado por bronquiectasias y bronquiloectasias. Los hallazgos se consideraron compatibles con sarcoidosis, silicosis o, incluso, neumon&#237;a de hipersensibilidad cr&#243;nica (alveolitis al&#233;rgica cr&#243;nica).</p>
      <p>El cateterismo card&#237;aco revel&#243; hipertensi&#243;n pulmonar y gradiente capilar y arteria pulmonar (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>); la cinecoronariograf&#237;a (oct 2004) no revel&#243; obstrucciones luminales en las arterias coronarias.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La reevaluaci&#243;n ecocardiogr&#225;fica (abr 2005) revel&#243; atrio izquierdo con 62 mm, aorta 29 mm, septo interventricular 8 mm, pared posterior 7 mm, ventr&#237;culo izquierdo (s&#237;stole 33 y di&#225;stole 44 mm). El &#225;rea valvular mitral se estim&#243; en 1,2 cm&#178;; presi&#243;n sist&#243;lica de ventr&#237;culo derecho fue estimada en 35 mmHg. Hab&#237;a estenosis mitral acentuada e insuficiencia tric&#250;spide moderada. El ecocardiograma transesof&#225;gico demostr&#243; score de Block de 10 (motilidad 3, calcificaci&#243;n 3, engrosamiento 2 y aparato subvalvular 2). No se evidenciaron im&#225;genes sugestivas de trombos intracavitarios.</p>
      <p>La espirometr&#237;a fue sugestiva de est&#225;ndar restrictivo.</p>
      <p>Teniendo en vista en cuadro pulmonar se indic&#243; la valvuloplastia mitral con la utilizaci&#243;n de bal&#243;n, la que se llev&#243; a cabo en 28 abr 2005. Algunas horas tras el procedimiento present&#243; disnea intensa con sibilancias y estertores difusos, y frecuencia card&#237;aca elevada, hipoxemia e hipotensi&#243;n arterial (85/65 mmHg). El paciente fue transferido para la Unidad de Cuidados Intensivos.</p>
      <p>El examen f&#237;sico revel&#243; un paciente con cianosis, taquipneico (35 incursiones por minuto), frecuencia card&#237;aca de 110 lpm, presi&#243;n arterial 96/65 mmHg; estertores crepitantes en 2/3 inferiores de ambos hemit&#243;rax. Hab&#237;a aumento de la presi&#243;n venosa yugular; la ausculta card&#237;aca revel&#243; hiperfonesis de 2&#170; ruido en foco pulmonar y de 1<sup>er</sup> ruido en foco mitral, no se oyeron soplos. Hab&#237;a a&#250;n se&#241;ales de hiperfusi&#243;n perif&#233;rica. Se hizo el diagn&#243;stico de edema agudo de pulm&#243;n.</p>
      <p>El electrocardiograma (28 abr 2005) revel&#243; ritmo de fibrilaci&#243;n atrial con 121 latidos por minuto, eje de QRS a 0&#176; hacia tras, con variaci&#243;n de amplitud entre latidos, se&#241;ales indirectos de sobrecarga atrial derecha (Pe&#241;aloza - Tranchesi) y alteraciones de la repolarizaci&#243;n ventricular.</p>
      <p>El ecocardiograma (29 abr 2005) revel&#243; dimensiones del ventr&#237;culo izquierdo (45 mm di&#225;stole/27 mm en la s&#237;stole), espesor de septo y pared posterior de 8 mm, di&#225;metro de aorta 32 mm y atrio izquierdo de 63 mm; aumento acentuado de atrio derecho; discreta estenosis valvular mitral (&#225;rea valvular 1,6 cm&#178;) e insuficiencia mitral moderada. Presencia de peque&#241;a comunicaci&#243;n interatrial con predominio del flujo desde la izquierda hacia la derecha. No hab&#237;a alteraciones peric&#225;rdicas</p>
      <p>Hubo mejora de la disnea con tratamiento con inhalaci&#243;n de oxigeno, diur&#233;tico y nitrato endovenosos. Dos d&#237;as despu&#233;s del empeoramiento de la disnea e de la inestabilidad hemodin&#225;mica, el paciente fue sometido a intubaci&#243;n orotraqueal para soporte respiratorio.</p>
      <p>A partir de 30 abr 2005, tras la recolecci&#243;n de hemocultivos, se iniciaron los antibi&#243;ticos: cefepima 2 g y azitromicina 500mg diarios por v&#237;a endovenosa. Pese el tratamiento surgieron picos diarios de hipertermia a partir de 6 de mayo de 2005 y la cefepima fue sustituida por vancomicina 1g diarios. El hemocultivo revel&#243; <italic>s. aureus</italic> sensible a vancomicina.</p>
      <p>Los ex&#225;menes laboratoriales est&#225;n detallados en la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>. Las gasimetr&#237;as revelaron empeoramiento progresivo de los cambios de ox&#237;geno y de la ventilaci&#243;n alveolar (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>). Las mediciones hemodin&#225;micas por cat&#233;ter de Swan-Ganz revelaron, inicialmente, d&#233;bito cardiaco y resistencia sist&#233;mica normales y elevaci&#243;n de las presiones y resistencia vascular pulmonar, sin embargo mediciones en d&#237;as posteriores revelaron descenso de la resistencia sist&#233;mica para valores inferiores a los normales (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>A pesar del uso de f&#225;rmacos vasoactivos, volumen y hemodi&#225;lisis lenta (13 may 2006) el paciente evolucion&#243; en shock refractario y present&#243; parada cardiaca en asistolia, lo que acarre&#243; su muerte en 14 de mayo de 2005.</p>
      <p>
        <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un paciente de 70 a&#241;os, ex tabaquista hasta hac&#237;a 4 a&#241;os, sin carga tab&#225;quica anual y historia ocupacional descriptas, sabidamente portador de valvulopat&#237;a mitral (doble lesi&#243;n importante, estenosis &gt; insuficiencia), fibrilaci&#243;n atrial cr&#243;nica e insuficiencia cardiaca diast&#243;lica, con historia de disnea progresiva desde hace 10 a&#241;os, posible s&#237;ndrome consuntivo (p&#233;rdida de 8 kg) en los &#250;ltimos 4 a&#241;os y con radiograf&#237;a de t&#243;rax mostrando infiltrado intersticial alveolar perihiliar, con predominio basal, adem&#225;s de tomograf&#237;a de t&#243;rax mostrando linfadenopat&#237;a paratraqueal, pre vasculares, subcarinales y perihilares bilaterales, adem&#225;s de retracci&#243;n peribronquial con distribuci&#243;n difusa asociada a relleno alveolar, sugiriendo congesti&#243;n pulmonar o carcinoma alveolar. Investigaci&#243;n de BAAR negativa en el esputo, LBA y biopsia transbronquial negativas para neoplasia, enfermedades bacterianas y f&#250;ngicas. Hab&#237;a una segunda tomograf&#237;a del t&#243;rax sin descripci&#243;n de las linfadenopat&#237;as, con est&#225;ndares de cristal fosco y compatible con sarcoidosis, silicosis o hasta aun neumon&#237;a de hipersensibilidad cr&#243;nica (alveolitis al&#233;rgica cr&#243;nica). La espirometr&#237;a ten&#237;a est&#225;ndar restrictivo.</p>
      <p>La discusi&#243;n cl&#237;nica englobar&#225; los aspectos cl&#237;nicos y evolutivos de las enfermedades de base a saber : la valvulopat&#237;a mitral y la neumopat&#237;a y sus complicaciones.</p>
      <p>La estenosis mitral, enfermedad que resulta del engrosamiento y reducci&#243;n de la movilidad de las hojas de la v&#225;lvula mitral, conllevando la obstrucci&#243;n al nivel de la misma, tiene como principal etiolog&#237;a la enfermedad reum&#225;tica, con datos actuales lo que sugiere que el 99% tenga esta entidad como causa confirmada o probable<sup>1</sup>. Sin embargo, de estos casos, cerca del 30% al 50% no presentan s&#237;ntomas previos de la patolog&#237;a reumatica<sup>2, 3</sup>.</p>
      <p>En el caso de la valvulopat&#237;a reum&#225;tica, el acometimiento es mayor en mujeres j&#243;venes con relaci&#243;n de 2:1 para el sexo masculino<sup>2,4</sup>. Otras etiolog&#237;as incluyen malformaci&#243;n cong&#233;nita, mucopolisacaridosis, endomiocardiofibrosis, enfermedad carcinoide card&#237;aca, lupus eritematoso sist&#233;mico, artritis reumatoide y calcificaci&#243;n del anillo atrioventricular, esta &#250;ltima m&#225;s frecuente en adultos mayores.</p>
      <p>Los s&#237;ntomas de la estenosis mitral resultan principalmente en aumento de la presi&#243;n capilar pulmonar y distensi&#243;n de venas y capilares, lo que acarrea edema pulmonar, en cuanto la presi&#243;n venosa excede la presi&#243;n onc&#243;tica del plasma. No obstante, en algunos pacientes el edema pulmonar puede no producirse debido a la disminuci&#243;n de la permeabilidad vascular con el evolucionar de la enfermedad.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n pulmonar, much&#237;simo com&#250;n en la evoluci&#243;n de la estenosis mitral, es consecuencia tanto del componente pasivo, que es simplemente la trasmisi&#243;n de la elevaci&#243;n de presi&#243;n en atrio izquierdo, como del componente reactivo, caracterizado por vasoconstricci&#243;n, hipertrofia muscular y obliteraci&#243;n de la vasculatura pulmonar. El grado de reversibilidad tras correcci&#243;n depende de la preponderancia entre cada componente.</p>
      <p>Otra condici&#243;n frecuentemente encontrada es la fibrilaci&#243;n atrial, que est&#225; presente en cerca del 40% al 50% de los casos<sup>5</sup> y resulta del aumento de presi&#243;n en atrio izquierdo y dilataci&#243;n del mismo. Como consecuencia, tenemos empeoramiento hemodin&#225;mico, causado tanto por la p&#233;rdida de la contracci&#243;n atrial, como por el aumento de la frecuencia ventricular. Hay asimismo el aumento adicional del riesgo tromb&#243;tico, y en este se indica formalmente la anticoagulaci&#243;n.</p>
      <p>Se clasifica la estenosis mitral teni&#233;ndose en cuenta tanto el &#225;rea valvular como el gradiente atrioventricular y la presi&#243;n en la arteria pulmonar. As&#237;, clasificamos como leve si el &#225;rea valvular (AV) &gt; 1,5 cm<sup>2</sup>, el gradiente inferior a &lt; 5mmHg y la presi&#243;n sist&#243;lica de la arteria pulmonar (PSAP) &lt; 30 mmHg; Moderada si AV entre 1,0 y 1,5 cm<sup>2</sup>, Gradiente 5 a 10 mmHg y PSAP 30-50 mmHg; acentuada si AV &lt; 1,0 cm<sup>2</sup>, Gradiente &gt; 10 mmHg y PSAP &gt;50.</p>
      <p>La mortalidad de los pacientes no tratados se produce en el 60% al 70% de los casos debido a la congesti&#243;n pulmonar y sist&#233;mica progresiva, embolia sist&#233;mica en el 20% al 30%, embolia pulmonar en el 10% e infecciones en el 1% al 5%<sup>4,6,7</sup>.</p>
      <p>El tratamiento cl&#237;nico, que incluye diur&#233;ticos, agentes cronotr&#243;picos negativos y anticoagulaci&#243;n, debe ser individualizado para cada caso.</p>
      <p>Se indica el tratamiento correctivo en el caso de estenosis mitrales moderadas y severas, cuando hay presencia de s&#237;ntomas o hipertensi&#243;n pulmonar acentuada, pudiendo el mismo efectuarse v&#237;a percut&#225;nea a trav&#233;s de la valvulotom&#237;a por bal&#243;n o quir&#250;rgicamente, por comisurotom&#237;a o cambio valvular.</p>
      <p>Respecto a la valvulotom&#237;a por bal&#243;n, la misma presenta resultados a corto plazo similares al tratamiento quir&#250;rgico<sup>8</sup> y puede ser utilizado cuando el paciente presenta anatom&#237;a favorable, y se considera generalmente el score de Block &lt; 8, por este l&#237;mite de valor presentar mejor sensibilidad y especificidad para predecir la probabilidad de complicaciones.</p>
      <p>Son contraindicaciones al procedimiento la concomitancia de insuficiencia mitral moderada o importante, as&#237; como la presencia de trombo intraatriales al ecocardiograma.</p>
      <p>Se considera como &#233;xito en el tratamiento percut&#225;neo la obtenci&#243;n de &#225;rea valvular residual mayor o igual a 1,5 cm<sup>2</sup> y el descenso en la presi&#243;n del atrio izquierdo para menos de 18 mmHg. Las complicaciones principales del procedimiento son insuficiencia mitral en el 2% al 10%, comunicaci&#243;n interatrial importante, en torno del 5%, y, menos frecuentemente, eventos emb&#243;licos (0,5% al 3%), perforaci&#243;n de ventr&#237;culo izquierdo, un 0,5% al 4% e infarto agudo de miocardio en un 0,3% al 0,5% de los pacientes<sup>9, 10</sup>.</p>
      <p>Es importante tambi&#233;n discutir sobre la estenosis mitral asociada a la insuficiencia mitral, tambi&#233;n designada doble lesi&#243;n mitral. En este caso, puede haber predominio de una lesi&#243;n sobre la otra o ambas pueden estar presentes de forma importante, lo que ocasiona grados diferentes de s&#237;ntomas y alteraciones al ECG, radiograf&#237;a de t&#243;rax, as&#237; como la presencia y el grado variable de dilataci&#243;n ventricular izquierda.</p>
      <p>En esta condici&#243;n, de la misma forma que ocurre con la dupla lesi&#243;n a&#243;rtica, un gradiente elevado puede estar presente en lesiones mitrales en que predomina la insuficiencia valvular debido al flujo transvalvular aumentado. Por tanto, en este caso el gradiente medido no necesariamente se correlaciona con el grado de estenosis<sup>11</sup>.</p>
      <p>En relaci&#243;n al tratamiento, no hay directrices sobre el momento de indicaci&#243;n quir&#250;rgica en lesiones mixtas, sin embargo se recomienda la cirug&#237;a en pacientes que presentan s&#237;ntomas mayores que leves, o se&#241;ales de disfunci&#243;n de ventr&#237;culo izquierdo, con lesiones que las justifique. El tratamiento en la mayor&#237;a de esos casos se hace con el reemplazo valvular, ya que la comisurotom&#237;a o plastia es casi siempre no factible<sup>12</sup>.</p>
      <p>El acometimiento pulmonar observado en esta paciente puede ser debido a la consecuencia directa de la valvulopat&#237;a o ser en funci&#243;n de la enfermedad pulmonar independiente. La congesti&#243;n y edema pulmonar secundarios a las alteraciones hemodin&#225;micas determinadas por la estenosis mitral se producen cuando el retorno venoso pulmonar est&#225; disminuido, principalmente en la insuficiencia ventricular izquierda y en la estenosis mitral. La presi&#243;n venosa aumentada se transmite para las arterias pulmonares porque no hay v&#225;lvulas en la circulaci&#243;n pulmonar. Como los vasos pulmonares son tambi&#233;n muy complacientes, hay un acentuado aumento del volumen intravascular. M&#225;s tarde, un aumento de la presi&#243;n capilar induce una transudaci&#243;n de l&#237;quido para el intersticio y para los espacios a&#233;reos alveolares. El edema alveolar agudo es reversible, sin embargo el edema cr&#243;nico determina un grado de fibrosis intersticial. El edema intersticial es m&#225;s pronunciado en las bases pulmonares, en raz&#243;n de la presi&#243;n hidrost&#225;tica m&#225;s elevada en esas porciones. Esta distribuci&#243;n gravitacional desigual del edema induce tambi&#233;n una redistribuci&#243;n de la perfusi&#243;n. Por la redistribuci&#243;n del flujo para las porciones superiores, responden por lo menos 2 factores: primero, el edema basal reduce la complacencia en las zonas inferiores, y los vasos no pueden expandirse normalmente durante la inspiraci&#243;n. Seg&#250;n, la elasticidad pulmonar induce hipoventilaci&#243;n, vasoconstricci&#243;n hip&#243;xica (reflejo de Euler-Leljestrand), y descenso de la perfusi&#243;n para las zonas inferiores. Con mayores aumentos en las presiones venosas atrial izquierda y venocapilar pulmonar, se desarrolla edema pulmonar. Inicialmente, l&#243;bulos llenos de l&#237;quido est&#225;n intercalados entre &#225;reas normalmente ventiladas del pulm&#243;n, produciendo aspecto radiogr&#225;fico de opacificaci&#243;n manchada. A la medida que el edema se vuelve m&#225;s difuso, se ve una opacificaci&#243;n homog&#233;nea<sup>13</sup>.</p>
      <p>En la TC de t&#243;rax el edema pulmonar se describe por engrosamiento de los septos interlobulares y opacificaci&#243;n en cristal fosco en las partes bajas. El edema alveolar se presenta como sombras acinares confluentes, con alveograma a&#233;reo (yuxtaposici&#243;n entre &#225;cinos conteniendo aire y los que contienen l&#237;quidos).</p>
      <p>El diagn&#243;stico de edema/congesti&#243;n pulmonar es bien atractivo, una vez que pensar&#237;amos en una enfermedad solamente, que explicar&#237;a todos los hallazgos cl&#237;nicos y radiol&#243;gicos, la estenosis mitral, sin embargo no podemos olvidarnos que el paciente tiene un s&#237;ndrome consuntivo, defecto restrictivo en la espirometr&#237;a y linfadenopat&#237;a importante en una de las tomograf&#237;as del t&#243;rax, historia de tabaquismo lo que nos lleva a cogitar enfermedades intersticiales y procesos malignos del pulm&#243;n.</p>
      <p>La enfermedad pulmonar intersticial comprende un grupo de enfermedades pulmonares que afectan difusa y bilateralmente los septos alveolares, que se vuelven inflamados en la fase inicial y fibrosados en las fases avanzadas. La lesi&#243;n caracter&#237;stica es la alveolitis, o neumonitis, definida como la acumulaci&#243;n de c&#233;lulas inflamatorias en los septos alveolares. Las c&#233;lulas inflamatorias tambi&#233;n extravasan al lumen, lo que conforma exudados alveolares. La fibrosis ocupa los septos alveolares y rellena sus espacios a&#233;reos, y esto acarrea la destruici&#243;n progresiva del par&#233;nquima. Se forman m&#250;ltiples &#225;reas c&#237;sticas con paredes fibr&#243;ticas, que se pueden visualizar como pulm&#243;n en panal. Normalmente cursan como disturbio respiratorio restrictivo en la espirometr&#237;a<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>El paciente con enfermedad pulmonar intersticial pulmonar cursa con disnea a los esfuerzos, con tos seca de curso insidioso o de forma abrupta.</p>
      <p>Durante investigaci&#243;n se debe siempre procurar por se&#241;ales de enfermedad sist&#233;mica, tales como colagenosis, e inquirir historia ocupacional y medicamentosa. La presencia o no de eosinofilia es muy importante para el diagn&#243;stico.</p>
      <p>La investigaci&#243;n cl&#237;nica incluye tomograf&#237;a de alta resoluci&#243;n de t&#243;rax, broncofibroscop&#237;a con lavado broncoalveolar y biopsia a cielo abierto o por videotoracoscop&#237;a.</p>
      <p>De entre las enfermedades intersticiales del pulm&#243;n se levantaron hip&#243;tesis de sarcoidosis, silicosis o neumon&#237;a de hipersensibilidad cr&#243;nica.</p>
      <p>La silicosis es una enfermedad ocupacional asociada a la inhalaci&#243;n prolongada e intensa de part&#237;culas de s&#237;lice, formando peque&#241;as opacidades difusas arredondeadas (n&#243;dulos silic&#243;ticos). La calcificaci&#243;n de la periferia de los linfonodos hilares (en cascara de huevo) es un hallazgo no habitual que sugiere silicosis. Normalmente cursa de manera asintom&#225;tica y sin alteraciones de las pruebas de funci&#243;n pulmonar; sin embargo la silicosis cr&#243;nica simples puede ser asintom&#225;tica o con disnea a los esfuerzos progresiva, tos seca, pocos o ning&#250;n s&#237;ntoma constitucional pudiendo tener como complicaci&#243;n, densidades grandes en &#225;pices pulmonares con disnea y disfunci&#243;n pulmonar mixta, y est&#225; relacionada con tuberculosis se hubiera s&#237;ntomas constitucionales<sup>16</sup>.</p>
      <p>La sarcoidosis es enfermedad granulomatosa multisist&#233;mica, en personas entre 20 y 40 a&#241;os, caracterizada por la acumulaci&#243;n de linfocitos y fagocitos mononucleares en determinados &#243;rganos, de manera a formar granulomas no caseosos. De etiolog&#237;a desconocida, pero alteraciones en el sistema inmunol&#243;gico est&#225;n n&#237;tidamente implicadas en su patogenia. Usualmente la radiograf&#237;a de T&#211;RAX revela adenopat&#237;a hiliar bilateral, frecuentemente asociada a la adenopat&#237;a paratraqueal y/o infiltrados parenquimatosos reticulonodulares. El pulm&#243;n es el &#243;rgano m&#225;s afectado, ocasionando disnea a los esfuerzos, tos seca y sibilancias, granulomas en la nariz pueden ocasionar congesti&#243;n nasal y en la laringe, ronquera. Hemoptisis y derrame pleural no son comunes. Puede tambi&#233;n afectar la piel, ojos, sistema nervioso central, coraz&#243;n. El diagn&#243;stico se hace por biopsia del &#243;rgano afectado<sup>17</sup>.</p>
      <p>La neumon&#237;a de hipersensibilidad (PH) o alveolitis al&#233;rgica extr&#237;nseca es una enfermedad pulmonar de naturaleza inmunol&#243;gica causada por la exposici&#243;n e inhalaci&#243;n repetida de polvos org&#225;nicos o sustancias qu&#237;micas. Tiene sinonimia diversificada de acuerdo con el ant&#237;geno y/o las fuentes que provocaron la enfermedad, destac&#225;ndose el pulm&#243;n de hacendero, como consecuencia de la inhalaci&#243;n de polvo de vegetales mofados, tales como paja, heno, trigo, avena, cebada, ma&#237;z. De entre las sustancias qu&#237;micas implicadas en esa enfermedad se destaca el isocianato, que es usado en tintas y en materiales de poliuretano. En la PH aguda, los s&#237;ntomas se inician horas tras la exposici&#243;n al ant&#237;geno y pueden ser confundidos con la infecci&#243;n respiratoria viral o bacteriana. En la PH subaguda, el cuadro es intermitente y resulta de la exposici&#243;n no continuada al ant&#237;geno. Los principales s&#237;ntomas son tos productiva, disnea, fatiga, anorexia y p&#233;rdida de peso. En la PH cr&#243;nica, los s&#237;ntomas son semejantes a los de la subaguda, sin embargo se producen de forma m&#225;s insidiosa y eran consecuencia de la exposici&#243;n continua a peque&#241;as cuantidades de ant&#237;geno<sup>18</sup>.</p>
      <p>Por la historia que tenemos, se puede alejar silicosis y neumon&#237;a de hipersensibilidad cr&#243;nica por la ausencia de historia ocupacional, as&#237; como sarcoidosis en funci&#243;n de que el paciente no est&#233; en el grupo de edad com&#250;n de la enfermedad, de 20 a los 40 a&#241;os, y de la biopsia transbronquial sea negativa. Se debe recordar tambi&#233;n que un importante diagn&#243;stico diferencial para tal enfermedad intersticial ser&#237;a la fibrosis pulmonar idiop&#225;tica, enfermedad com&#250;n de la sexta y s&#233;ptima d&#233;cadas de vida, que evoluciona con disnea lentamente progresiva, p&#233;rdida de peso, infiltrado reticular o reticulonodular, m&#225;s prominente en las bases en la radiograf&#237;a de t&#243;rax, tomograf&#237;a de lata resoluci&#243;n que revel&#243; infiltrados reticulares subpleurales esparcidos y espacios c&#237;sticos a&#233;reos, principalmente en bases; est&#225;ndar de cristal fosco y septos interlobulares con espesamiento<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>Otros diagn&#243;sticos que deben tenerse en cuenta son las neoplasias pulmonares. Teniendo en cuenta la edad del paciente, historia de tabaquismo, cl&#237;nica de disnea progresiva, p&#233;rdida de peso en los &#250;ltimos 4 a&#241;os y al considerar los ex&#225;menes radiol&#243;gicos, es necesario incluir la linfangitis carcinomatosa entre los diagn&#243;sticos diferenciales, ya que produce tales alteraciones radiol&#243;gicas, sin embargo no produce distorsi&#243;n de la arquitectura pulmonar normal, es decir, como citada en la primera tomograf&#237;a de alta resoluci&#243;n del t&#243;rax.</p>
      <p>Un otro diagn&#243;stico diferencial levantado para el caso ser&#237;a endocarditis infecciosa, una vez que el paciente era un valvulopat&#237;a y tuvo episodio febril en la UTI a pesar de tratamiento antibi&#243;tico, siendo tambi&#233;n aislado en hemocultivos Estafilococos aureus, germen t&#237;pico de endocarditis, pero hay pocos casos en la literatura relatando correlaci&#243;n entre valvulotom&#237;a por bal&#243;n y posterior endocarditis, pudiendo entonces estar relacionada el paso de cat&#233;teres centrales.</p>
      <p>Dr. Frederico de Morais Ribeiro,</p>
      <p> Dr. Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves</p>
      <p><italic>Hip&#243;tesis diagn&#243;sticas -</italic> estenosis mitral de etiolog&#237;a reum&#225;tica, sepsis, fibrosis pulmonar idiop&#225;tica.</p>
      <p>Dr. Frederico de Morais Ribeiro,</p>
      <p> Dr. Luis Fl&#225;vio Galv&#227;o Gon&#231;alves</p>
      <p>
        <bold>Comentarios del neum&#243;logo</bold>
      </p>
      <p>El paciente tiene historia y examen f&#237;sico y de imagen compatibles con molestia pulmonar asociada, adem&#225;s de contribuir especialmente para los s&#237;ntomas de disnea de esfuerzo. Los hallazgos cl&#237;nicos sugieren tratarse de neumopat&#237;a cr&#243;nica evolucionando con surtos de agudizaci&#243;n. Los ex&#225;menes radiol&#243;gicos indican tratarse de acometimiento intersticial (inclusive el intersticio peribroncovascular) y alveolar. Como los antecedentes y h&#225;bitos personales no nos permiten hacer una correlaci&#243;n epidemiol&#243;gica, las hip&#243;tesis diagn&#243;sticas m&#225;s probables son: sarcoidosis, neumonitis de hipersensibilidad, linfangitis carcinomatosa y edema pulmonar. No hay una evoluci&#243;n radiol&#243;gica documentada que permita apurar el diagn&#243;stico final y su relaci&#243;n con la causa del &#243;bito. Dentro de los diagn&#243;sticos posibles, faltan hallazgos como adenomegal&#237;a mediastinal que caracterizar&#237;an mejor una sarcoidosis y aun un adenocarcinoma pulmonar. Los datos de lavado broncoalveolar y biopsia no son patognom&#243;nicos, pero pueden sugerir neumonitis de hipersensibilidad. Una biopsia a cielo abierto podr&#237;a elucidar el diagn&#243;stico.</p>
      <p>
        <bold>Dr. Rafael Stelmach</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Necropsia</bold>
      </p>
      <p>En la necropsia se encontr&#243; doble lesi&#243;n mitral con predominio de la estenosis (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>) e insuficiencia a&#243;rtica leve; a juzgar tanto por aspectos morfol&#243;gicos - fibrosis, fusi&#243;n de comisuras y &#225;reas de calcificaci&#243;n en la v&#225;lvula mitral, como principalmente por la historia cl&#237;nica y por la incidencia en nuestro pa&#237;s, a causa de tales lesiones debe ser la enfermedad reum&#225;tica.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>Junto a una de las comisuras de la v&#225;lvula mitral, en local donde posiblemente hubo rasgadura ocasionada por el procedimiento de valvoplastia por bal&#243;n, hab&#237;a lesi&#243;n con superficie cruenta (<xref ref-type="fig" rid="f3-body3">Figura 3</xref>). Al estudio microsc&#243;pico, se diagnostic&#243; entonces la endocarditis por cocos Gram-positivos (<xref ref-type="fig" rid="f4-body3">Figura 4</xref>). En consecuencia de esta infecci&#243;n, hubo embolia para arterias coronarias, bazo (con presencia de bacterias) y ri&#241;&#243;n derecho, ocasionando infartos recientes de bazo (<xref ref-type="fig" rid="f5-body3">Figura 5</xref>) y ri&#241;&#243;n derecho y microabscesos intramioc&#225;rdicos (<xref ref-type="fig" rid="f6-body3">Figura 6</xref>). Finalmente, el paciente tuvo septicemia y shock s&#233;ptico, el que fue el factor desencadenante del &#243;bito.</p>
      <fig id="f3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf03-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf04-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf05-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f6-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf06-es.jpg"/></fig>
      <p>Como enfermedad no relacionada, sin embargo que contribuy&#243; significativamente a la muerte, hab&#237;a fibrosis pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="f7-body3">Figura 7</xref>), con peque&#241;os focos de infiltrado a mononucleares. En esta fase de fibrosis, es frecuentemente dif&#237;cil establecer la causa del proceso, y as&#237; se produjo en este paciente, en el que hubo todav&#237;a la dificultad adicional de la superposici&#243;n del da&#241;o alveolar difuso resultante del shock s&#233;ptico.</p>
      <fig id="f7-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0e97-00022-gf07-es.jpg"/></fig>
      <p>El empeoramiento de los est&#225;ndares hemodin&#225;mico y respiratorio deben ser consecuencia directa del shock, del da&#241;o alveolar difuso por &#233;l ocasionado, y todav&#237;a con rol coadyuvante de la miocarditis reaccional y de los microabscesos mioc&#225;rdicos.</p>
      <p>
        <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p><italic>Diagn&#243;sticos anatomopatol&#243;gicos -</italic> enfermedad principal: endocarditis bacteriana en v&#225;lvula mitral con lesi&#243;n reum&#225;tica previa; <italic>causa mortis</italic>: shock s&#233;ptico; <italic>Concausa</italic>: fibrosis pulmonar idiop&#225;tica.</p>
      <p>
        <bold>Dr.Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Comentarios</bold>
      </p>
      <p>Hay, en el Laboratorio de Anatom&#237;a Patol&#243;gica - Instituto del Coraz&#243;n - Hospital de Cl&#237;nicas - Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo, solamente dos otros casos de necropsia de adultos sometidos a la valvoplastia mitral por bal&#243;n (adem&#225;s de un procedimiento que se efectu&#243; en la v&#225;lvula a&#243;rtica). Este es el primer que tuvo endocarditis tras valvoplastia. En la literatura, sin embargo, est&#225;n descritos casos de esa complicaci&#243;n<sup>19-24</sup>, habiendo sido obtenidos datos de ocho de ellos. El aparecimiento de la infecci&#243;n tuvo lugar dos 2 semanas y 6 meses tras la valvuloplastia, con promedio de 2,75 y mediana de 2,5 meses. El presente caso, por tanto, se encuadra entre los de surgimiento m&#225;s precoz. Con el peque&#241;o n&#250;mero de relatos, la estimaci&#243;n da incidencia de la complicaci&#243;n se debe evaluar con restricciones. En tres grupos de pacientes sometidos al procedimiento, uno con 294 pacientes<sup>21</sup>, otro con 113<sup>22</sup> y otro con 13<sup>23</sup> (este &#250;ltimo solamente de ni&#241;os con enfermedad reum&#225;tica y 12 a&#241;os o menos de edad), hubo un caso de endocarditis en cada, pero hay otras series de seguimiento de pacientes en las que no ocurri&#243; la infecci&#243;n<sup>24</sup>.</p>
      <p>Respecto a los pulmones, la necropsia puede alejar algunas posibilidades diagn&#243;sticas, tales como neoplasia y sarcoidosis; sin embargo, la causa de las alteraciones no se estableci&#243;, quedando el est&#225;ndar clasificado como fibrosis pulmonar idiop&#225;tica. No se suele ver dicho grado de compromiso solamente como consecuencia de congesti&#243;n pasiva.</p>
      <p>
        <bold>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
