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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">tF6ntrTM9pyt8r9Tmvtgfmc</article-id>
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          <subject>Artigos de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides: Efeitos cardiovasculares, c&#233;rebro-vasculares e renais</article-title>
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            <surname>Batlouni</surname>
            <given-names>Michel</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</institution>
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        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>556</fpage>
      <lpage>563</lpage>
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          <day>16</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <abstract>
        <p>Os anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides (AINEs) encontram-se entre os medicamentos mais prescritos em todo o mundo. Essa classe heterog&#234;nea de f&#225;rmacos inclui a aspirina e v&#225;rios outros agentes inibidores da ciclo-oxigenase (COX), seletivos ou n&#227;o. Os AINEs n&#227;o seletivos s&#227;o os mais antigos, e designados como tradicionais ou convencionais. Os AINEs seletivos para a COX-2 s&#227;o designados COXIBEs. Nos &#250;ltimos anos, tem sido questionada a seguran&#231;a do uso dos AINEs na pr&#225;tica cl&#237;nica, particularmente dos inibidores seletivos da COX-2. As evid&#234;ncias sobre o aumento do risco cardiovascular com o uso de AINEs s&#227;o ainda incompletos, pela aus&#234;ncia de ensaios randomizados e controlados com poder para avaliar desfechos cardiovasculares relevantes. Entretanto, os resultados de estudos cl&#237;nicos prospectivos e de meta-an&#225;lises indicam que os inibidores seletivos da COX-2 exercem importantes efeitos cardiovasculares adversos, que incluem aumento do risco de infarto do mioc&#225;rdio, acidente vascular cerebral, insufici&#234;ncia card&#237;aca, insufici&#234;ncia renal e hipertens&#227;o arterial. O risco desses efeitos adversos &#233; maior em pacientes com hist&#243;ria pr&#233;via de doen&#231;a cardiovascular ou com alto risco para desenvolv&#234;-la. Nesses pacientes, o uso de inibidores da COX-2 deve ser limitado &#224;queles para os quais n&#227;o h&#225; alternativa apropriada e, mesmo assim, somente em doses baixas e pelo menor tempo necess&#225;rio. Embora os efeitos adversos mais frequentes tenham sido relacionados &#224; inibi&#231;&#227;o seletiva da COX-2, a aus&#234;ncia de seletividade para essa isoenzima n&#227;o elimina completamente o risco de eventos cardiovasculares, de modo que todos os f&#225;rmacos do largo espectro dos AINEs somente devem ser prescritos ap&#243;s considera&#231;&#227;o do balan&#231;o risco/benef&#237;cio.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides</kwd>
        <kwd>risco</kwd>
        <kwd>efeitos fisiol&#243;gicos de drogas</kwd>
        <kwd>efeitos fisiol&#243;gicos de drogas</kwd>
        <kwd>efeitos fisiol&#243;gicos de drogas</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides: Efeitos cardiovasculares, c&#233;rebro-vasculares e renais</p>
    <p>
      <bold>Michel Batlouni</bold>
    </p>
    <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="linkcorresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Os anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides (AINEs) encontram-se entre os medicamentos mais prescritos em todo o mundo. Essa classe heterog&#234;nea de f&#225;rmacos inclui a aspirina e v&#225;rios outros agentes inibidores da ciclo-oxigenase (COX), seletivos ou n&#227;o. Os AINEs n&#227;o seletivos s&#227;o os mais antigos, e designados como tradicionais ou convencionais. Os AINEs seletivos para a COX-2 s&#227;o designados COXIBEs. Nos &#250;ltimos anos, tem sido questionada a seguran&#231;a do uso dos AINEs na pr&#225;tica cl&#237;nica, particularmente dos inibidores seletivos da COX-2. As evid&#234;ncias sobre o aumento do risco cardiovascular com o uso de AINEs s&#227;o ainda incompletos, pela aus&#234;ncia de ensaios randomizados e controlados com poder para avaliar desfechos cardiovasculares relevantes. Entretanto, os resultados de estudos cl&#237;nicos prospectivos e de meta-an&#225;lises indicam que os inibidores seletivos da COX-2 exercem importantes efeitos cardiovasculares adversos, que incluem aumento do risco de infarto do mioc&#225;rdio, acidente vascular cerebral, insufici&#234;ncia card&#237;aca, insufici&#234;ncia renal e hipertens&#227;o arterial. O risco desses efeitos adversos &#233; maior em pacientes com hist&#243;ria pr&#233;via de doen&#231;a cardiovascular ou com alto risco para desenvolv&#234;-la. Nesses pacientes, o uso de inibidores da COX-2 deve ser limitado &#224;queles para os quais n&#227;o h&#225; alternativa apropriada e, mesmo assim, somente em doses baixas e pelo menor tempo necess&#225;rio. Embora os efeitos adversos mais frequentes tenham sido relacionados &#224; inibi&#231;&#227;o seletiva da COX-2, a aus&#234;ncia de seletividade para essa isoenzima n&#227;o elimina completamente o risco de eventos cardiovasculares, de modo que todos os f&#225;rmacos do largo espectro dos AINEs somente devem ser prescritos ap&#243;s considera&#231;&#227;o do balan&#231;o risco/benef&#237;cio.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides/efeitos adversos, risco, efeitos fisiol&#243;gicos de drogas/cora&#231;&#227;o/rim/c&#233;rebro.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides (AINEs) encontram-se entre os medicamentos mais prescritos em todo o mundo. S&#227;o utilizados principalmente no tratamento da inflama&#231;&#227;o, dor e edema, como tamb&#233;m nas osteoartrites, artrite reumatoide e dist&#250;rbios m&#250;sculo-esquel&#233;ticos. Essa classe heterog&#234;nea de f&#225;rmacos inclui a aspirina e v&#225;rios outros agentes inibidores da ciclo-oxigenase (COX), seletivos ou n&#227;o (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>). A aspirina &#233; o AINE mais antigo e amplamente estudado, por&#233;m &#233; considerado separadamente dos demais, por seu uso predominante no tratamento das doen&#231;as cardiovasculares e c&#233;rebro-vasculares, em doses baixas<sup>1</sup>.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os AINEs n&#227;o seletivos s&#227;o os mais antigos, designados tradicionais ou convencionais. Os AINEs seletivos para a COX-2 s&#227;o designados COXIBEs<sup>2</sup>. Nos &#250;ltimos anos, tem sido questionada a seguran&#231;a do uso dos AINEs na pr&#225;tica cl&#237;nica, particularmente dos inibidores seletivos da COX-2 em presen&#231;a de determinadas condi&#231;&#245;es e doen&#231;as, o que levou &#224; retirada de alguns desses f&#225;rmacos do mercado. Os AINEs tradicionais podem apresentar padr&#227;o de seletividade COX-2 similar ao dos COXIBEs, como &#233; o caso do diclofenaco comparado com o celecoxibe, ou serem inibidores mais ativos da COX-1, como naproxeno e ibuprofeno.</p>
    <p>
      <bold>Fisiopatologia</bold>
    </p>
    <p>A ativa&#231;&#227;o da enzima fosfolipase A<sub>2</sub>, em resposta a v&#225;rios est&#237;mulos, hidrolisa os fosfol&#237;pides da membrana, liberando &#225;cido araquid&#244;nico no citoplasma. Este, por sua vez, serve de substrato para duas vias enz&#237;micas: ciclo-oxigenase e lipo-oxigenase. Pela via da COX &#233; gerada a prostaglandina (PG) H<sub>2</sub>, que estimula a forma&#231;&#227;o de v&#225;rios prostanoides, incluindo diversas prostaglandinas - PGI<sub>2</sub>, PGD<sub>2</sub>, PGE<sub>2</sub> PGF<sub>2</sub>&#945; -, e tromboxano A<sub>2</sub>. Pela via da lipo-oxigenase formam-se leucotrienos, lipoxinas e outros produtos.</p>
    <p>Em 1991, evidenciou-se a exist&#234;ncia de duas isoformas da enzima ciclo-oxigenase, designadas COX-1 e COX-2, codificadas por diferentes genes, com estruturas qu&#237;micas similares, 60% de homologia na sequ&#234;ncia de amino&#225;cidos e padr&#245;es singulares de express&#227;o<sup>1-3</sup>. A isoforma COX-1 &#233; expressa de forma <italic>constitutiva</italic> (constante) na maioria dos tecidos; enquanto a COX-2 &#233; <italic>induzida</italic> nas inflama&#231;&#245;es. A COX-1 &#233; essencial para a manuten&#231;&#227;o do estado fisiol&#243;gico normal de muitos tecidos, incluindo a prote&#231;&#227;o da mucosa gastrointestinal; controle do fluxo sangu&#237;neo renal; homeostasia; respostas autoimunes; fun&#231;&#245;es pulmonares e do sistema nervoso central; cardiovasculares e reprodutivas<sup>3-5</sup>. A COX-2, induzida na inflama&#231;&#227;o por v&#225;rios est&#237;mulos - como citocinas, endotoxinas e fatores de crescimento -, origina prostaglandinas indutoras, que contribuem ao desenvolvimento do edema, rubor, febre e hiperalgesia. A COX-2 se expressa tamb&#233;m nas c&#233;lulas vasculares endoteliais normais, que secretam prostaciclina em resposta ao estresse de cisalhamento. O bloqueio da COX-2 resulta em inibi&#231;&#227;o da s&#237;ntese de prostaciclina<sup>6-8</sup>.</p>
    <p>As enzimas COX desempenham um importante papel na homeostasia cardiovascular. As plaquetas cont&#234;m apenas a COX-1. O tromboxano A2 (TXA<sub>2</sub>), sintetizado primariamente nas plaquetas pela atividade da COX-1, causa agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria, vasoconstri&#231;&#227;o e prolifera&#231;&#227;o de c&#233;lulas musculares lisas. De outra parte, a s&#237;ntese de prostaciclina, amplamente mediada pela atividade da COX-2 nas c&#233;lulas endoteliais macrovasculares, contrap&#245;e-se a esses efeitos. A prostaciclina &#233; o principal prostanoide secretado pelas c&#233;lulas endoteliais. Provoca relaxamento das c&#233;lulas musculares lisas vasculares e &#233; um potente vasodilatador. Al&#233;m disso, por agir nos receptores IP das plaquetas, exerce importante atividade antiplaquet&#225;ria<sup>9</sup>.</p>
    <p>Diversos prostanoides, especialmente a prostaciclina e a PGE<sub>2</sub>, s&#227;o fundamentais para proteger a mucosa g&#225;strica dos efeitos corrosivos do &#225;cido estomacal, bem como para manter a condi&#231;&#227;o naturalmente saud&#225;vel da mucosa g&#225;strica. Essas prostaglandinas s&#227;o produzidas por a&#231;&#227;o da COX-1<sup>9</sup> (<xref ref-type="fig" rid="a19fig01">Figura1</xref>). As consequ&#234;ncias do bloqueio da COX-1 no trato gastrointestinal s&#227;o a inibi&#231;&#227;o da prote&#231;&#227;o de sua mucosa e o aumento da secre&#231;&#227;o &#225;cida, podendo levar &#224; eros&#227;o, ulcera&#231;&#227;o, perfura&#231;&#227;o e hemorragia. A probabilidade de ocorr&#234;ncia de &#250;lcera ou sangramento aumenta com o uso em doses altas ou prolongada do AINE, administra&#231;&#227;o concomitante de corticoesteroides e/ou anticoagulantes, tabagismo, bebidas alco&#243;licas e idade avan&#231;ada.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a19fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>De outra parte, a inibi&#231;&#227;o seletiva da COX-2 pode induzir &#224; redu&#231;&#227;o relativa da produ&#231;&#227;o endotelial de prostaciclina, enquanto a produ&#231;&#227;o plaquet&#225;ria de TXA<sub>2</sub> n&#227;o &#233; alterada. Esse desequil&#237;brio dos prostanoides hemost&#225;ticos pode aumentar o risco de trombose e de eventos vasculares. Demonstrou-se, tamb&#233;m, em camundongos n&#227;o anestesiados, que a COX-2 medeia efeitos cardioprotetores durante a fase tardia do pr&#233;-condicionamento mioc&#225;rdico<sup>10</sup>. Contudo, a administra&#231;&#227;o de inibidores da COX-2 aos animais, 24h ap&#243;s o pr&#233;-condicionamento isqu&#234;mico, elimina esse efeito cardioprotetor sobre o mioc&#225;rdio "atordoado" e o infarto do mioc&#225;rdio. Estudos subsequentes indicaram que a regula&#231;&#227;o superior da COX-2 desempenha papel-chave na cardioprote&#231;&#227;o mediada pelas PGE<sub>2</sub> e PGI<sub>2 </sub><sup>10-12</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Farmacologia</bold>
    </p>
    <p>As diferen&#231;as nos efeitos biol&#243;gicos dos inibidores da COX resultam do grau de seletividade para as duas isoenzimas, das varia&#231;&#245;es teciduais espec&#237;ficas em sua distribui&#231;&#227;o e das enzimas que convertem a PGH<sub>2</sub> em prostanoides espec&#237;ficos.</p>
    <p>Os AINEs n&#227;o seletivos da COX inibem a produ&#231;&#227;o de prostaglandinas na mucosa gastrointestinal, podendo causar gastroduadinite, &#250;lcera g&#225;strica e sangramento digestivo. Esses AINEs, como a aspirina, reduzem a produ&#231;&#227;o plaquet&#225;ria de TXA<sub>2</sub>, devido ao bloqueio da COX-1, e previnem a trombose arterial (<xref ref-type="fig" rid="a19fig02">Figura 2</xref>). Recentemente, tem sido postulado que os inibidores seletivos da COX-2 aumentam o risco cardiovascular. Esses agentes n&#227;o bloqueiam a forma&#231;&#227;o de TXA<sub>2</sub>, nem exercem a&#231;&#227;o antiplaquet&#225;ria, devido &#224; inibi&#231;&#227;o m&#237;nima da COX-1, por&#233;m reduzem a produ&#231;&#227;o de prostaciclina<sup>12</sup>. O aumento do risco cardiovascular poderia resultar da n&#227;o oposi&#231;&#227;o &#224;s a&#231;&#245;es do TXA<sub>2 </sub>e da propens&#227;o &#224; trombose. Al&#233;m disso, v&#225;rios modelos experimentais t&#234;m mostrado o efeito cardioprotetor da COX-2, que poderia ser bloqueado pelos inibidores dessa isoforma. A COX-2 se expressa em n&#237;veis baixos pelas c&#233;lulas endoteliais em condi&#231;&#245;es est&#225;ticas, por&#233;m &#233; induzida pelo estresse de cisalhamento<sup>8</sup>. Esses achados sugerem que a redu&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o de prostaciclina, secund&#225;ria ao decr&#233;scimo da COX-2, pode aumentar o risco de aterog&#234;nese focal em locais de bifurca&#231;&#227;o vascular.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a19fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A partir da d&#233;cada de 1960, muitos AINEs n&#227;o seletivos foram introduzidos na pr&#225;tica cl&#237;nica. Esses AINEs, tradicionais ou convencionais, apresentam efeitos inibit&#243;rios variados em rela&#231;&#227;o &#224; COX-1 e COX-2, bem como aos efeitos colaterais no tubo digestivo. A aspirina &#233; aproximadamente 166 vezes mais potente como inibidor da COX-1 em rela&#231;&#227;o &#224; COX-2<sup>13</sup>. A aspirina acetila e inibe irreversivelmente a isoenzima COX-1, o que leva &#224; inibi&#231;&#227;o plaquet&#225;ria completa, pelo tempo de vida das plaquetas<sup>14</sup>. Outros AINEs n&#227;o seletivos, como naproxeno, ibuprofeno e piroxicam, causam inibi&#231;&#227;o vari&#225;vel da COX-1 e COX-2 e provocam inibi&#231;&#227;o plaquet&#225;ria revers&#237;vel.</p>
    <p>
      <bold>Efeitos cardiovasculares</bold>
    </p>
    <p>Devido &#224; relativa escassez da express&#227;o da COX-2 no trato gastrointestinal e sua grande express&#227;o nos tecidos inflamat&#243;rios e/ou doloridos, foram desenvolvidos e introduzidos na terap&#234;utica, a partir de 1999, os inibidores seletivos da COX-2, designados COXIBEs, com o objetivo de minimizar a toxicidade gastrointestinal dos AINEs n&#227;o seletivos<sup>15</sup>. Os COXIBEs s&#227;o t&#227;o ou mais eficazes que os AINEs n&#227;o seletivos para o tratamento da inflama&#231;&#227;o e sintomas associados. Entretanto, como as plaquetas expressam primariamente a COX-1, esses f&#225;rmacos n&#227;o t&#234;m propriedades antitromb&#243;ticas. Com base em experimentos animais, observa&#231;&#227;o de registros e ensaios cl&#237;nicos, prop&#244;s-se que as mais importantes consequ&#234;ncias da inibi&#231;&#227;o seletiva da COX-2 em rela&#231;&#227;o ao cora&#231;&#227;o s&#227;o a propens&#227;o &#224; trombose, pelo desvio do balan&#231;o pr&#243;-tromb&#243;tico/antitromb&#243;tico na superf&#237;cie endotelial, al&#233;m da perda do efeito protetor da regula&#231;&#227;o superior da COX-2 na isquemia mioc&#225;rdica e no infarto do mioc&#225;rdio<sup>15-17</sup> (<xref ref-type="fig" rid="a19fig03">Figura 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a19fig03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Efeitos renais</bold>
    </p>
    <p>Prostaglandinas homeost&#225;ticas - prostaciclina, PGE<sub>2</sub> e PGD<sub>2</sub> -, geradas por a&#231;&#227;o da COX-1 em distintas regi&#245;es dos rins, dilatam a vasculatura, diminuem a resist&#234;ncia vascular renal e aumentam a perfus&#227;o do &#243;rg&#227;o. Isso leva &#224; redistribui&#231;&#227;o do fluxo sangu&#237;neo da c&#243;rtex renal para os n&#233;frons na regi&#227;o intramedular<sup>18,19</sup>. A inibi&#231;&#227;o desses mecanismos tende a diminuir a perfus&#227;o renal total e redistribuir o fluxo sangu&#237;neo para o c&#243;rtex, processo que culmina em vasoconstri&#231;&#227;o renal aguda, isquemia medular e, em certas condi&#231;&#245;es, insufici&#234;ncia renal aguda.</p>
    <p>Al&#233;m disso, PGE<sub>2</sub> e PGF<sub>2</sub>&#945; medeiam efeitos diur&#233;ticos e natriur&#233;ticos, enquanto PGE<sub>2</sub> e PGI<sub>2</sub> antagonizam a a&#231;&#227;o da vasopressina. Ambas, geradas nos glom&#233;rulos,contribuem para manter a taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular. Essas prostaglandinas constituem um mecanismo autorregulador em presen&#231;a da diminui&#231;&#227;o da perfus&#227;o renal, como na insufici&#234;ncia card&#237;aca e em condi&#231;&#245;es de hipovolemia.</p>
    <p>As respostas &#224; diminui&#231;&#227;o do fluxo sangu&#237;neo renal e &#224;s altera&#231;&#245;es hemodin&#226;micas renais incluem a estimula&#231;&#227;o do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que resulta em vasoconstri&#231;&#227;o e reten&#231;&#227;o de s&#243;dio e &#225;gua, e na estimula&#231;&#227;o do sistema nervoso simp&#225;tico, que aumenta adicionalmente o t&#244;nus vascular. Nessas situa&#231;&#245;es, as prostaglandinas promovem dilata&#231;&#227;o compensat&#243;ria da vasculatura renal para assegurar um fluxo sangu&#237;neo normal e prevenir a deteriora&#231;&#227;o funcional aguda do rim. Al&#233;m disso, essas prostaglandinas reduzem a libera&#231;&#227;o de noradrenalina, o que tamb&#233;m favorece a vasodilata&#231;&#227;o. &#201; devido, em grande parte, &#224; atenua&#231;&#227;o desses mecanismos contrarregulat&#243;rios mediados pelas prostaglandinas que os AINEs comprometem a fun&#231;&#227;o renal, especialmente em pacientes de alto risco, que j&#225; apresentam redu&#231;&#227;o da perfus&#227;o renal (<xref ref-type="fig" rid="a19fig04">Figura 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a19fig04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Reten&#231;&#227;o de s&#243;dio e &#225;gua e edema s&#227;o efeitos colaterais dos AINEs, mas s&#227;o habitualmente leves e subcl&#237;nicos<sup>18,20</sup>. A preval&#234;ncia de edema sintom&#225;tico &#233; de 3% a 5%<sup>21</sup>. Outra rea&#231;&#227;o potencialmente adversa induzida pelos AINEs &#233; a hipercalemia. Os AINEs atenuam a libera&#231;&#227;o de renina mediada pelas prostaglandinas, reduzem a forma&#231;&#227;o de aldosterona e, em consequ&#234;ncia, diminuem a excre&#231;&#227;o de pot&#225;ssio. Al&#233;m disso, em presen&#231;a de fluxo glomerular diminu&#237;do, a oposi&#231;&#227;o aos efeitos natriur&#233;ticos e diur&#233;ticos das prostaglandinas pelos AINEs pode aumentar a reabsor&#231;&#227;o de s&#243;dio e &#225;gua no t&#250;bulo renal, com diminui&#231;&#227;o da troca Na+-K+ no n&#233;from distal<sup>22</sup>. Os pacientes mais suscet&#237;veis a desenvolver hipercalemia s&#227;o os que usam simultaneamente suplemento de pot&#225;ssio, diur&#233;ticos poupadores de pot&#225;ssio e/ou inibidores da enzima de convers&#227;o da angiotensina (ECA), al&#233;m daqueles que t&#234;m disfun&#231;&#227;o renal basal, insufici&#234;ncia card&#237;aca ou diabete melito<sup>21</sup>.</p>
    <p>As complica&#231;&#245;es renais induzidas pelos AINEs s&#227;o revers&#237;veis com a supress&#227;o desses f&#225;rmacos. Entretanto, em presen&#231;a de condi&#231;&#245;es adversas associadas, podem, embora raramente, provocar disfun&#231;&#227;o renal aguda, s&#237;ndrome nefr&#243;tica, nefrite intersticial ou necrose papilar renal.</p>
    <p>O uso prolongado de AINEs pode causar eleva&#231;&#227;o de 5 a 6 mmHg da press&#227;o arterial m&#233;dia, principalmente em hipertensos, e interferir com os efeitos anti-hipertensivos de diur&#233;ticos, betabloqueadores e inibidores da ECA. Entretanto, h&#225; grande varia&#231;&#227;o dos resultados entre os f&#225;rmacos e entre os estudos cl&#237;nicos.</p>
    <p>
      <bold>Estudos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Alguns estudos experimentais e cl&#237;nicos sugeriram uma prov&#225;vel rela&#231;&#227;o entre inibidores da COX-2 e o aumento do risco cardiovascular. At&#233; o presente, nenhum ensaio prospectivo completo avaliou esse problema. Contudo, estudos cl&#237;nicos planejados para avaliar desfechos gastrointestinais relataram eventos cardiovasculares. Os resultados desses estudos cl&#237;nicos, que usaram diferentes inibidores da COX-2, foram inconsistentes e &#233; prov&#225;vel que o estado de risco basal do paciente desempenhe um importante papel.</p>
    <p>
      <bold>Eventos cardiovasculares</bold>
    </p>
    <p>Os primeiros estudos avaliaram o rofecoxibe, que j&#225; foi retirado do mercado. O <italic>Vioxx Gastroinstestinal Outcomes Research Study </italic>(VIGOR)<sup>2<italic>3 </italic></sup>comparou o rofecoxibe, 50 mg/dia, com o naproxeno, 500 mg duas vezes ao dia, em 8.076 pacientes com artrite reumatoide. Foram exclu&#237;dos pacientes com eventos cardiovasculares recentes ou em uso de aspirina. O desfecho prim&#225;rio foi evento gastrointestinal alto. Embora n&#227;o fosse objetivo do estudo, observou-se maior incid&#234;ncia de infarto do mioc&#225;rdio com rofecoxibe (0,4%/ano), comparado com naproxeno (0,1%/ano). O sangramento gastrointestinal foi significantemente menor com rofecoxibe, comparado com naproxeno (RR (risco relativo) 0,4). O naproxeno &#233; um inibidor forte da COX-1 e inibe em 71% a COX-2, enquanto o diclofenaco inibe essa isoenzima em 94%<sup>24</sup>.</p>
    <p>O <italic>Multinational Etoricoxib and Diclofenac Arthritis Long-Term MEDAL Study Program</italic><sup>25 </sup>comparou o agente altamente seletivo para inibi&#231;&#227;o da COX-2 (etericoxibe) com um AINE tradicional, o diclofenaco, relativamente menos seletivo para inibi&#231;&#227;o da COX-2. Esse estudo n&#227;o mostrou inferioridade do etoricoxibe comparado com diclofenaco, em rela&#231;&#227;o aos eventos cardiovasculares tromb&#243;ticos.</p>
    <p> Embora no estudo VIGOR<sup>23</sup> tenha sido relatado o aumento na taxa de infarto do mioc&#225;rdio entre os pacientes alocados para rofecoxibe, em compara&#231;&#227;o com naproxeno (4 <italic>vs</italic> 1; p &lt; 0,001), essa diferen&#231;a pode ter ocorrido em parte devido ao efeito inibidor da agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria do naproxeno no esquema posol&#243;gico utilizado. Contudo, os resultados do APPROVE - <italic>The Adenomatous Polyp Prevention on VIOXX</italic><sup>24</sup> -, o primeiro grande estudo que comparou um inibidor seletivo da COX-2 com placebo, mostraram aumento de duas vezes nos eventos vasculares com o rofecoxibe. Logo ap&#243;s, o estudo APC<sup>5</sup>, que comparou celecoxibe com placebo, relatou incid&#234;ncia similar de eventos vasculares com esse AINE seletivo<sup>26</sup>. Entretanto, no <italic>Celecoxib Long-Term Arthrites Safety Study </italic>(CLASS)<sup>27</sup>, que incluiu 8.059 pacientes com osteoartrite ou artrite reumatoide, tratados com celecoxibe, 400 mg duas vezes do dia, ou com outro inibidor n&#227;o seletivo da COX (ibuprofeno 800 mg, tr&#234;s vezes ao dia, ou diclofenaco, 75 mg duas vezes ao dia), n&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significante na incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares entre os grupos. As taxas de sangramento foram maiores com ibuprofeno e diclofenaco (6,0%) em compara&#231;&#227;o com celecoxibe (3,1%). Deve ser assinalado que diclofenaco e ibuprofeno exercem atividade antiplaquet&#225;ria relativamente fraca.</p>
    <p>Em 2006, Kearney e cols.<sup>28</sup> publicaram os resultados de meta-an&#225;lise de 138 estudos randomizados envolvendo AINEs tradicionais e inibidores seletivos da COX-2, comparandoos com placebo e entre si. O desfecho prim&#225;rio foi evento vascular grave, definido como infarto do mioc&#225;rdio, acidente vascular cerebral ou morte vascular. Globalmente, em 121 estudos controlados com placebo, ocorreram 216 eventos vasculares em 18.190 pacientes/ano tratados com inibidor seletivo da COX-2 (1,2%/ano), comparados com 112 estudos em 12.639 pacientes/ano no grupo placebo (0,9%/ano), correspondendo a aumento relativo de 42% na incid&#234;ncia de um primeiro evento vascular grave (<italic>rate ratio</italic> 1,42, p = 0,003), sem heterogeneidade significante entre os diferentes inibidores seletivos da COX-2.</p>
    <p>Esse resultado foi principalmente atribu&#237;vel ao aumento do risco de infarto do mioc&#225;rdio (0,6%/ano <italic>vs</italic> 0,33%/ano; <italic>rate ratio</italic> 1,86; p = 0,0003), com pequena diferen&#231;a nos outros desfechos vasculares. Cerca de dois ter&#231;os dos eventos vasculares ocorreram entre os nove estudos de longo prazo (um ano ou mais de tratamento esquematizado, m&#233;dia de 139 semanas). Nesses estudos, o uso de inibidor seletivo da COX-2 associou-se ao aumento de 45% na incid&#234;ncia de eventos vasculares (<italic>rate ratio</italic> 1,45; p = 0,005), sem heterogeneidade significante entre o <italic>rate ratio</italic> de eventos. No total, a incid&#234;ncia de eventos vasculares graves foi similar entre um inibidor seletivo da COX-2 e qualquer AINE tradicional (1,0%/ano <italic>vs</italic> 0,9%/ano). Contudo, observouse acentuada heterogeneidade entre os estudos que compararam um inibidor seletivo da COX-2 com naproxeno: eventos vasculares (<italic>rate ratio</italic> 1,57; p = 0,0006); infarto do mioc&#225;rdio (p = 0,04); acidente vascular cerebral (AVC) (p = 0,06); morte vascular (p = 0,02).</p>
    <p>O resumo do <italic>rate ratio</italic> de eventos vasculares, em compara&#231;&#227;o com placebo, foi 0,92 para naproxeno, 1,51 para ibuprofeno e 1,63 para diclofenaco. Em conclus&#227;o, os inibidores seletivos da COX-2 associaram-se ao aumento moderado do risco de eventos vasculares; o mesmo ocorreu com os AINEs n&#227;o seletivos ibuprofeno e diclofenaco em altas doses, por&#233;m n&#227;o com naproxeno. Em rela&#231;&#227;o &#224; associa&#231;&#227;o de um AINE com aspirina, as evid&#234;ncias indicam que o ibuprofeno, por&#233;m n&#227;o o acetominofeno, diclofenaco ou rofecoxibe, interfere com a capacidade da aspirina de acetilar irreversivelmente a enzima COX-1 plaquet&#225;ria. Isso poderia reduzir o efeito protetor da aspirina contra os eventos aterotromb&#243;ticos.</p>
    <p>Recentemente, Garcia Rodriguez e cols.<sup>29</sup> avaliaram a associa&#231;&#227;o entre a frequ&#234;ncia, dose e dura&#231;&#227;o do uso de diferentes AINEs e o risco de infarto do mioc&#225;rdio na popula&#231;&#227;o geral, em estudo de coorte retrospectivo. Verificaram tamb&#233;m se o grau de inibi&#231;&#227;o da COX-2 no sangue total pode ser um preditor bioqu&#237;mico "substituto" para o risco de infarto do mioc&#225;rdio associado aos AINEs. Foram identificados 8.852 casos de infarto n&#227;o fatal em pacientes com 50 a 80 anos, entre 2000 e 2005, e realizada a an&#225;lise de casos-controle. Correlacionou-se o risco de infarto com o grau de inibi&#231;&#227;o da COX-1 plaquet&#225;ria e da COX-2 monoc&#237;tica <italic>in vitro </italic>pela concentra&#231;&#227;o terap&#234;utica m&#233;dia de cada AINE.</p>
    <p>O risco de infarto do mioc&#225;rdio aumentou com o uso habitual de AINEs (RR 1,35; intervalo de confian&#231;a - IC 1,23 a 1,48) e esse risco correlacionou-se com a posologia e a dura&#231;&#227;o do tratamento. O grupo de AINEs com grau de inibi&#231;&#227;o da COX-2 menor do que 90% - ibuprofeno, meloxican, celicoxibe e etoricoxibe -, apresentou RR de 1,18 (IC 1,02 a 1,28) enquanto o grupo de AINEs com inibi&#231;&#227;o maior da COX-2 - rofecoxibe, indometacina, diclofenaco e piroxicam -, apresentou RR 1,60 (IC 1,41 a 1,81; p &lt; 0,01 para intera&#231;&#227;o). O grau de inibi&#231;&#227;o da atividade da COX-1 e COX-2 no sangue total, <italic>in vitro, </italic>induzido pelos AINEs individualmente, mostrou que, com exce&#231;&#227;o do naproxeno e ibuprofeno, todos os outros inibiram a COX-2 mais intensamente que a COX-1, em concentra&#231;&#245;es terap&#234;uticas. Conclu&#237;ram os autores que a magnitude da inibi&#231;&#227;o da prostaciclina dependente da COX-2 pode representar o fator principal para o risco aumentado de infarto do mioc&#225;rdio entre os AINEs, com supress&#227;o n&#227;o funcional da COX-1. Essa propriedade &#233; compartilhada pela maioria dos AINEs tradicionais e COXIBEs, e a determina&#231;&#227;o da concentra&#231;&#227;o da COX-2 no sangue total pode representar um desfecho substituto para predizer o risco cardiovascular desses f&#225;rmacos. A separa&#231;&#227;o dos AINEs em inibidores seletivos ou n&#227;o da COX-2 representa apenas parcialmente a predi&#231;&#227;o do risco cardiovascular dos AINEs. Esses resultados s&#227;o consistentes com os de estudos casos-controle e ensaios cl&#237;nicos randomizados<sup>28,30</sup>, por&#233;m, s&#243; parcialmente com a vis&#227;o atual de que a seletividade para a COX-2 &#233; um atributo necess&#225;rio para o risco cardiovascular. Em verdade, demonstrou-se que a a&#231;&#227;o prolongada e doses altas do composto ativo associam-se com risco aumentado para qualquer AINE. Esses achados sugerem que o grau de inibi&#231;&#227;o da COX por n&#237;veis terap&#234;uticos de AINEs deve ser considerado o maior determinante do risco cardiovascular<sup>5,31,32</sup>. </p>
    <p>Considerando que a vasculatura e a COX-2 s&#227;o as fontes e os catalisadores mais importantes da PGI<sub>2</sub><sup>5</sup> os autores inferiram que somente a redu&#231;&#227;o profunda da atividade da COX-2 (<underline>&gt;</underline> 95%) resulta em uma redu&#231;&#227;o substancial da s&#237;ntese da PGI<sub>2 </sub><italic>in vivo</italic>, e, eventualmente, ao aumento do risco de infarto do mioc&#225;rdio<sup>29</sup>. Portanto, o aumento do risco cardiovascular parece estar nitidamente ligado &#224; efetiva inibi&#231;&#227;o da COX-2, a menos que atenuada pela inibi&#231;&#227;o efetiva concomitante da COX-1 plaquet&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Hipertens&#227;o arterial</bold>
    </p>
    <p>Duas grandes meta-an&#225;lises<sup>33,34</sup>, englobando mais de 90 ensaios cl&#237;nicos, demonstraram que os AINEs podem elevar a press&#227;o arterial. Em ambas, a eleva&#231;&#227;o ocorreu em maior magnitude nos pacientes hipertensos. Na an&#225;lise de Pope e cols.<sup>33</sup>, indometacina e naproxeno elevaram a press&#227;o arterial m&#233;dia em 3,59 mmHg e 3,74 mmHg, respectivamente. O piroxicam exerceu aumento neglig&#237;vel (0,49 mmHg) da press&#227;o arterial m&#233;dia. O aumento da press&#227;o arterial provocado pelos AINEs associou-se ao decl&#237;nio significante das concentra&#231;&#245;es de prostaglandinas e renina.</p>
    <p>Na meta-an&#225;lise de Jonhson e cols.<sup>34</sup>, os dados mostraram que os AINEs aumentaram a press&#227;o arterial supina m&#233;dia em cerca de 5,0 mmHg. O piroxicam induziu o aumento mais elevado (6,2 mmHg). Aspirina, sulindac e flubiprofeno apresentaram a menor eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial; indometacina e ibuprofeno exerceram efeitos intermedi&#225;rios.</p>
    <p>O conjunto de dados tamb&#233;m mostrou que os AINEs interferem com os efeitos anti-hipertensivos das diversas classes desses agentes, especialmente daquelas cujo mecanismo de a&#231;&#227;o envolve tamb&#233;m a s&#237;ntese das prostaglandinas vasodilatadoras, como diur&#233;ticos, inibidores da enzima de convers&#227;o da angiotensina e betabloqueadores. Bloqueadores dos canais de c&#225;lcio e antagonistas dos receptores de angiotensina II sofreram menor interfer&#234;ncia dos AINEs em seus efeitos<sup>18,35</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Eventos c&#233;rebro-vasculares</bold>
    </p>
    <p>Nos ensaios cl&#237;nicos, o uso dos AINEs inibidores seletivos da COX-2 associaram-se ao risco aumentado de eventos cardiovasculares e morte<sup>36</sup>. A maioria das an&#225;lises <italic>post hoc</italic> dos ensaios mostrou como desfecho cl&#237;nico os eventos cardiovasculares e c&#233;rebro-vasculares combinados, sem outra especifica&#231;&#227;o do risco cardiovascular<sup>36</sup>. A meta-an&#225;lise de Kearney e cols.<sup>28</sup> n&#227;o mostrou diferen&#231;a na incid&#234;ncia de eventos c&#233;rebro-vasculares com os AINEs.</p>
    <p>Recentemente, Haag e cols.<sup>37</sup> avaliaram 7.636 indiv&#237;duos com idade m&#233;dia de 70,2 anos, dos quais 61,3% eram mulheres, sem manifesta&#231;&#227;o de isquemia cerebral pr&#233;via (1991-1993), para incid&#234;ncia de acidente vascular cerebral (AVC) at&#233; setembro de 2004. Em 70.063 pessoas/ano de seguimento (m&#233;dia = 9,2 anos), 807 indiv&#237;duos desenvolveram AVC (460 isqu&#234;micos, 74 hemorr&#225;gicos e 273 n&#227;o especificados). Os usu&#225;rios habituais de AINEs n&#227;o seletivos (HR 1,72; IC 95%; 1,22 a 2,44) e de inibidores seletivos da COX-2 (HR 2,75; IC 1,28 a 5,95) tiveram maior risco de AVC, por&#233;m n&#227;o os que tomaram inibidores seletivos da COX-1 (HR 1,1; IC 0,41 a 2,97). O <italic>hazard ratio</italic> para AVC isqu&#234;mico foi de 1,68 (1,05 a 2,69) para agentes n&#227;o seletivos, e de 4,54 (2,06 a 9,98) para os seletivos da COX-2. Considerados separadamente, o uso corrente de naproxeno (n&#227;o seletivo) associou-se a HR 2,63 (IC 1,47 a 4,72) e de rofecoxibe (seletivo para COX-2) a maior risco de AVC (HR 3,38; IC 1,48 a 7,74). Os <italic>hazard ratios</italic> para diclofenaco (1,60; 1,0 a 2,57), ibuprofeno (1,47; 0,73 a 3,00) e celecoxibe (3,79; 0,52 a 2,76) foram maiores que 1,00, por&#233;m n&#227;o alcan&#231;aram signific&#226;ncia estat&#237;stica.</p>
    <p>Conclu&#237;ram os autores que, na popula&#231;&#227;o geral, o risco de AVC foi maior com o uso corrente de AINEs seletivos, por&#233;m n&#227;o limitado a estes, pois ocorre tamb&#233;m com os AINEs n&#227;o seletivos.</p>
    <p>
      <bold>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>A adi&#231;&#227;o de um AINE ao esquema terap&#234;utico de paciente em uso de diur&#233;tico para controle de doen&#231;a cardiovascular, associada a reten&#231;&#227;o de s&#243;dio e &#225;gua, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de insufici&#234;ncia card&#237;aca. Em estudo envolvendo cerca de 10.000 indiv&#237;duos, com 55 anos ou mais, o uso concomitante de diur&#233;ticos e AINEs associou-se ao aumento de duas vezes na taxa de hospitaliza&#231;&#227;o por insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>38</sup>. Pacientes com hist&#243;ria pr&#233;via de insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva apresentaram maior risco<sup>38</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Efeitos gastrointestinais</bold>
    </p>
    <p>Os efeitos colaterais mais importantes dos AINEs ocorrem no aparelho gastrointestinal. Aproximadamente 20% dos pacientes n&#227;o toleram o tratamento com AINEs devido a tais efeitos, incluindo dor abdominal, azia e diarreia<sup>16</sup>. O tratamento em longo prazo pode causar eros&#245;es e &#250;lceras g&#225;stricas e duodenais. Embora muitos desses pacientes n&#227;o tenham sintomas, apresentam risco alto de desenvolver complica&#231;&#245;es graves, como sangramento e perfura&#231;&#227;o do estomago. O risco anual dessas complica&#231;&#245;es graves &#233; de 1% a 4% no tratamento cr&#244;nico com AINEs. S&#227;o mais suscet&#237;veis de apresent&#225;-los os pacientes idosos, do sexo feminino, com artrite reumatoide, hist&#243;ria pr&#233;via de sangramento gastroduodenal, em uso de agentes antitromb&#243;ticos ou corticosteroides, altas doses de AINEs e presen&#231;a de doen&#231;a sist&#234;mica grave.</p>
    <p>Esses efeitos colaterais resultam do bloqueio da COX-1 na mucosa gastrointestinal e na consequente inibi&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o de prostaciclina, PGE<sub>2</sub> e PGD<sub>2</sub> no est&#244;mago<sup>39</sup>. Essas prostaglandinas servem como agentes citoprotetores da mucosa gastrointestinal; inibem a secre&#231;&#227;o &#225;cida pelo estomago, aumentam o fluxo sangu&#237;neo local e a secre&#231;&#227;o de muco citoprotetor. Em pacientes com gastroduedinite, &#250;lcera e, sobretudo, sangramento digestivo, deve-se usar inibidores da bomba de pr&#243;tons (omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol etc) diariamente e administrar os AINEs ap&#243;s as refei&#231;&#245;es<sup>40</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>As evid&#234;ncias sobre o aumento do risco cardiovascular com o uso de AINEs, particularmente dos inibidores seletivos da COX-2, s&#227;o ainda incompletas. Principalmente pela aus&#234;ncia de ensaios randomizados e controlados com poder para avaliar desfechos cardiovasculares relevantes. Como as diferen&#231;as entre os diversos AINEs s&#227;o provavelmente pequenas, grandes ensaios cl&#237;nicos comparativos s&#227;o necess&#225;rios para identificar qual esquema anti-inflamat&#243;rio minimiza a carga total dos desfechos cardiovasculares e gastrointestinais adversos. Entretanto, os resultados de estudos cl&#237;nicos e de meta-an&#225;lises indicam que os inibidores seletivos da COX-2 exercem importantes efeitos cardiovasculares adversos, que incluem aumento do risco de infarto do mioc&#225;rdio, acidente vascular cerebral, insufici&#234;ncia card&#237;aca, insufici&#234;ncia renal e hipertens&#227;o arterial. O risco desses efeitos adversos &#233; maior em pacientes com hist&#243;ria pr&#233;via de doen&#231;a cardiovascular ou com alto risco para desenvolv&#234;-la. Nesses pacientes, o uso de inibidores da COX-2 deve ser limitado &#224;queles para os quais n&#227;o h&#225; alternativa apropriada e, mesmo assim, somente em doses baixas e pelo menor tempo necess&#225;rio. Al&#233;m disso, mais dados s&#227;o necess&#225;rios sobre a seguran&#231;a cardiovascular dos AINEs tradicionais<sup>9</sup>. Embora os efeitos adversos mais frequentes tenham sido relacionados &#224; inibi&#231;&#227;o seletiva da COX-2, a aus&#234;ncia de seletividade para essa isoenzima n&#227;o elimina completamente o risco de eventos cardiovasculares, de modo que todos os f&#225;rmacos do largo espectro dos AINEs somente devem ser prescritos ap&#243;s considera&#231;&#227;o do balan&#231;o risco/benef&#237;cio.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes. </p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;sgradua&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <fn id="linkcorresp" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Michel Batlouni </p>
        <p> Alameda Anapurus 238 - Indian&#243;polis </p>
        <p> 04087-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="batlouni@cardiol.br">batlouni@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo enviado em 12/02/09; revisado recebido em 12/02/09; aceito em 16/02/09. </p>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>NSAIDs associated with incresead risk of congestive heart failure in elderly patients taking diuretics</article-title>
          <source>Arch Intern Med</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Low-dose aspirin and upper gastrointestinal damage: epidemiology, prevention and treatment</article-title>
          <source>Curr Med Res Opin</source>
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            <year>2007</year>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A meta-analysis of severe upper gastrointestinal complications of nonsteroidal anti-inflammatory drugs</article-title>
          <source>J Rheumatol</source>
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            <year>2002</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Antiinflamatorios no esteroides: efectos cardiovasculares, cerebrovasculares y renales</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Los antiinflamatorios no esteroides (AINEs) se encuentran entre los medicamentos m&#225;s prescriptos en todo el mundo. Esta clase heterog&#233;nea de f&#225;rmacos incluye la aspirina y varios otros agentes inhibidores de la ciclo-oxigenase (COX), selectivos o no. Los AINEs no selectivos son los m&#225;s antiguos, y designados como tradicionales o convencionales. Los AINEs selectivos para la COX-2 se designan COXIBEs. En los &#250;ltimos a&#241;os, ha sido cuestionada la seguridad del uso de los AINEs en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, particularmente de los inhibidores selectivos de la COX-2. Las evidencias sobre el aumento del riesgo cardiovascular con el uso de AINEs son todav&#237;a incompletas, debido a la ausencia de ensayos randomizados y controlados con poder para evaluar desenlaces cardiovasculares relevantes. Sin embargo, los resultados de estudios cl&#237;nicos prospectivos y de metaan&#225;lisis indican que los inhibidores selectivos de la COX-2 ejercen importantes efectos cardiovasculares adversos, que incluyen aumento del riesgo de infarto del miocardio, accidente cerebrovascular, insuficiencia cardiaca, insuficiencia renal y hipertensi&#243;n arterial. El riesgo de estos efectos adversos es mayor en pacientes con historia previa de enfermedad cardiovascular o con alto riesgo para desarrollarla. En estos pacientes, el uso de inhibidores de la COX-2 debe ser limitado a aquellos para los que no hay alternativa apropiada y, aun as&#237;, solamente en dosis bajas y por el menor tiempo necesario. Aunque los efectos adversos m&#225;s frecuentes se relacionen a la inhibici&#243;n selectiva de la COX-2, la ausencia de selectividad para esta isoenzima no elimina completamente el riesgo de eventos cardiovasculares, de modo que todos los f&#225;rmacos del largo espectro de los AINEs se deben prescribir solamente tras consideraci&#243;n del balance riesgo/beneficio.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Antiinflamatorios no esteroides</kwd>
        <kwd>riesgo</kwd>
        <kwd>efectos fisiol&#243;gicos de drogas</kwd>
        <kwd>efectos fisiol&#243;gicos de drogas</kwd>
        <kwd>efectos fisiol&#243;gicos de drogas</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Antiinflamatorios no esteroides: efectos cardiovasculares, cerebrovasculares y renales</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Michel Batlouni</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Los antiinflamatorios no esteroides (AINEs) se encuentran entre los medicamentos m&#225;s prescriptos en todo el mundo. Esta clase heterog&#233;nea de f&#225;rmacos incluye la aspirina y varios otros agentes inhibidores de la ciclo-oxigenase (COX), selectivos o no. Los AINEs no selectivos son los m&#225;s antiguos, y designados como tradicionales o convencionales. Los AINEs selectivos para la COX-2 se designan COXIBEs. En los &#250;ltimos a&#241;os, ha sido cuestionada la seguridad del uso de los AINEs en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, particularmente de los inhibidores selectivos de la COX-2. Las evidencias sobre el aumento del riesgo cardiovascular con el uso de AINEs son todav&#237;a incompletas, debido a la ausencia de ensayos randomizados y controlados con poder para evaluar desenlaces cardiovasculares relevantes. Sin embargo, los resultados de estudios cl&#237;nicos prospectivos y de metaan&#225;lisis indican que los inhibidores selectivos de la COX-2 ejercen importantes efectos cardiovasculares adversos, que incluyen aumento del riesgo de infarto del miocardio, accidente cerebrovascular, insuficiencia cardiaca, insuficiencia renal y hipertensi&#243;n arterial. El riesgo de estos efectos adversos es mayor en pacientes con historia previa de enfermedad cardiovascular o con alto riesgo para desarrollarla. En estos pacientes, el uso de inhibidores de la COX-2 debe ser limitado a aquellos para los que no hay alternativa apropiada y, aun as&#237;, solamente en dosis bajas y por el menor tiempo necesario. Aunque los efectos adversos m&#225;s frecuentes se relacionen a la inhibici&#243;n selectiva de la COX-2, la ausencia de selectividad para esta isoenzima no elimina completamente el riesgo de eventos cardiovasculares, de modo que todos los f&#225;rmacos del largo espectro de los AINEs se deben prescribir solamente tras consideraci&#243;n del balance riesgo/beneficio.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Antiinflamatorios no esteroides/efectos adversos, riesgo, efectos fisiol&#243;gicos de drogas/coraz&#243;n/ri&#241;&#243;n/cerebro.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los antiinflamatorios no esteroides (AINEs) se encuentran entre los medicamentos m&#225;s prescriptos en todo el mundo. Se utilizan principalmente en el tratamiento de la inflamaci&#243;n, dolor y edema, as&#237; como tambi&#233;n en las osteoartritis, artritis reumatoides y disturbios musculoesquel&#233;ticos. Esta clase heterog&#233;nea de f&#225;rmacos incluye la aspirina y variados otros agentes inhibidores de la ciclooxigenasa (COX), selectivos o no (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>). La aspirina es el AINE m&#225;s antiguo y ampliamente estudiado, sin embargo se lo considera separadamente de los dem&#225;s, por su uso predominante en el tratamiento de las enfermedades cardiovasculares y cerebrovasculares, en dosis bajas<sup>1</sup>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Los AINEs no selectivos son los m&#225;s antiguos, designados tradicionales o convencionales. Los AINEs selectivos para la COX-2 se designan COXIBEs<sup>2</sup>. En los &#250;ltimos a&#241;os, ha sido cuestionada la seguridad del uso de los AINEs en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, particularmente de los inhibidores selectivos de la COX-2 en la presencia de determinadas condiciones y enfermedades, lo que conllev&#243; la retirada de algunos de estos f&#225;rmacos del mercado. Los AINEs tradicionales pueden presentar est&#225;ndar de selectividad COX-2 similar al de los COXIBEs, como es el caso del diclofenaco comparado con el celecoxib, o ser inhibidores m&#225;s activos de la COX-1, como naproxeno e ibuprofeno.</p>
      <p>
        <bold>Fisiopatolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>La activaci&#243;n de la enzima fosfolipasa A<sub>2</sub>, en respuesta a varios est&#237;mulos, hidroliza los fosfol&#237;pidos de la membrana, liberando &#225;cido araquid&#243;nico en el citoplasma. Este, a su vez, sirve de sustrato para dos v&#237;as enz&#237;micas: ciclo-oxigenase y lipo-oxigenase. Por la v&#237;a de la COX se genera la prostaglandina (PG) H<sub>2</sub>, que estimula la formaci&#243;n de variados prostanoides, incluidas diversas prostaglandinas - PGI<sub>2</sub>, PGD<sub>2</sub>, PGE<sub>2</sub> PGF<sub>2</sub>&#945; -, y tromboxano A<sub>2</sub>. Por la v&#237;a de la lipo-oxigenasa se forman leucotrienos, lipoxinas y otros productos.</p>
      <p>En 1991, se evidenci&#243; la existencia de dos isoformas de la enzima ciclo-oxigenase, designadas COX-1 y COX-2, codificadas por diferentes genes, con estructuras qu&#237;micas similares, el 60% de homolog&#237;a en la secuencia de amino&#225;cidos y est&#225;ndares singulares de expresi&#243;n<sup>1-3</sup>. La isoforma COX-1 se expresa de forma <italic>constitutiva</italic> (constante) en la mayor parte de los tejidos; mientras la COX-2 es <italic>inducida</italic> en las inflamaciones. La COX-1 es esencial para el mantenimiento del estado fisiol&#243;gico normal de muchos tejidos, incluidos la protecci&#243;n de la mucosa gastrointestinal; control del flujo sangu&#237;neo renal; homeostasia; respuestas autoinmunes; funciones pulmonares y del sistema nervioso central; cardiovasculares y reproductivas<sup>3-5</sup>. La COX-2, inducida en la inflamaci&#243;n por varios est&#237;mulos - como citocinas, endotoxinas y factores de crecimiento -, origina prostaglandinas inductoras, que contribuyen al desarrollo del edema, rubor, fiebre e hiperalgesia. La COX-2 se expresa tambi&#233;n en las c&#233;lulas vasculares endoteliales normales, que secretan prostaciclina en respuesta al estr&#233;s de cizallamiento. El bloqueo de la COX-2 resulta en inhibici&#243;n de la s&#237;ntesis de prostaciclina<sup>6-8</sup>.</p>
      <p>Las enzimas COX desempe&#241;an un importante rol en la homeostasia cardiovascular. Las plaquetas contienen solamente la COX-1. El tromboxano A2 (TXA<sub>2</sub>), sintetizado primariamente en las plaquetas por la actividad de la COX-1, ocasiona agregaci&#243;n plaquetaria, vasoconstricci&#243;n y proliferaci&#243;n de c&#233;lulas musculares lisas. De otra parte, la s&#237;ntesis de prostaciclina, ampliamente mediada por la actividad de la COX-2 en las c&#233;lulas endoteliales macrovasculares, se contrapone a estos efectos. La prostaciclina es el principal prostanoide secretado por las c&#233;lulas endoteliales. Provoca relajaci&#243;n de las c&#233;lulas musculares lisas vasculares y es un potente vasodilatador. Adem&#225;s de esto, por actuar en los receptores IP de las plaquetas, ejerce importante actividad antiplaquetaria<sup>9</sup>.</p>
      <p>Diversos prostanoides, especialmente la prostaciclina y la PGE<sub>2</sub>, son fundamentales para proteger la mucosa g&#225;strica de los efectos corrosivos del &#225;cido estomacal, as&#237; como para mantener la condici&#243;n naturalmente sana de la mucosa g&#225;strica. Estas prostaglandinas son producidas por acci&#243;n de la COX-1<sup>9</sup> (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figura 1</xref>). Las consecuencias del bloqueo de la COX-1 en el trato gastrointestinal son la inhibici&#243;n de la protecci&#243;n de su mucosa y el aumento de la secreci&#243;n &#225;cida, pudiendo llevar a la erosi&#243;n, ulceraci&#243;n, perforaci&#243;n y hemorragia. La probabilidad de ocurrencia de &#250;lcera o sangrado aumenta con el uso en dosis altas o prolongada del AINE, administraci&#243;n concomitante de corticoesteroides y/o anticoagulantes, tabaquismo, bebidas alcoh&#243;licas y edad avanzada.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>De otra parte, la inhibici&#243;n selectiva de la COX-2 puede inducir a la reducci&#243;n relativa de la producci&#243;n endotelial de prostaciclina, mientras que la producci&#243;n plaquetaria de TXA<sub>2</sub> no es alterada. Este desequilibrio de los prostanoides hemost&#225;ticos puede aumentar el riesgo de trombosis y de eventos vasculares. Se demostr&#243;, tambi&#233;n, en ratones no anestesiados, que la COX-2 media efectos cardioprotectores durante la fase tard&#237;a del preacondicionamiento mioc&#225;rdico<sup>10</sup>. Con todo, la administraci&#243;n de inhibidores de la COX-2 a los animales, 24h tras el preacondicionamiento isqu&#233;mico, elimina este efecto cardioprotector sobre el miocardio "aturdido" y el infarto del miocardio. Estudios subsiguientes indicaron que la regulaci&#243;n superior de la COX-2 desempe&#241;a rol-clave en la cardioprotecci&#243;n mediada por las PGE<sub>2</sub> y PGI<sub>2</sub><sup>10-12</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Farmacolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Las diferencias en los efectos biol&#243;gicos de los inhibidores de la COX resultan del grado de selectividad para las dos isoenzimas, de las variaciones tisulares espec&#237;ficas en su distribuci&#243;n y de las enzimas que convierten la PGH<sub>2</sub> en prostanoides espec&#237;ficos.</p>
      <p>Los AINEs no selectivos de la COX inhiben la producci&#243;n de prostaglandinas en la mucosa gastrointestinal, pudiendo causar gastroduodenitis, &#250;lcera g&#225;strica y sangrado digestivo. Estos AINEs, como la aspirina, reducen la producci&#243;n plaquetaria de TXA<sub>2</sub>, debido al bloqueo de la COX-1, y previenen la trombosis arterial (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figura 2</xref>). Recientemente, ha sido postulado que los inhibidores selectivos de la COX-2 aumentan el riesgo cardiovascular. Estos agentes no bloquean la formaci&#243;n de TXA<sub>2</sub>, ni ejercen acci&#243;n antiplaquetaria, debido a la inhibici&#243;n m&#237;nima de la COX-1, pero reducen la producci&#243;n de prostaciclina<sup>12</sup>. El aumento del riesgo cardiovascular podr&#237;a resultar de la no oposici&#243;n a las acciones de la TXA<sub>2</sub> y de la propensi&#243;n a trombosis. Adem&#225;s de ello, variados modelos experimentales vienen evidenciando el efecto cardioprotector de la COX-2, que pudiera ser bloqueado por los inhibidores de esta isoforma. La COX-2 se expresa en niveles bajos por las c&#233;lulas endoteliales en condiciones est&#225;ticas, pero se la induce por medio del estr&#233;s de cizallamiento<sup>8</sup>. Estos hallazgos sugieren que la reducci&#243;n de la producci&#243;n de prostaciclina, secundaria al descenso de la COX-2, puede aumentar el riesgo de aterog&#233;nesis focal en locales de bifurcaci&#243;n vascular.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>A partir de la d&#233;cada de 1960, muchos AINEs no selectivos se introdujeron en la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Estos AINEs, tradicionales o convencionales, presentan efectos inhibitorios variados con relaci&#243;n a la COX-1 y COX-2, as&#237; como a los efectos colaterales en el tubo digestivo. La aspirina es aproximadamente 166 veces m&#225;s potente como inhibidor de la COX-1 en relaci&#243;n a la COX-2<sup>13</sup>. La aspirina acetila e inhibe irreversiblemente la isoenzima COX-1, lo que conlleva la inhibici&#243;n plaquetaria completa, por el tiempo de vida de las plaquetas<sup>14</sup>. Otros AINEs no selectivos, como naproxeno, ibuprofeno y piroxicam, ocasionan inhibici&#243;n variable de la COX-1 y COX-2 y provocan inhibici&#243;n plaquetaria reversible.</p>
      <p>
        <bold>Efectos cardiovasculares</bold>
      </p>
      <p>Debido a la relativa escasez de la expresi&#243;n de la COX-2 en el trato gastrointestinal y su gran expresi&#243;n en los tejidos inflamatorios y/o doloridos, se desarrollaron e se introdujeron en la terap&#233;utica, a partir de 1999, los inhibidores selectivos de la COX-2, designados COXIBEs, con el objetivo de minimizar la toxicidad gastrointestinal de los AINEs no selectivos<sup>15</sup>. Los COXIBEs son tan o m&#225;s eficaces que los AINEs no selectivos para el tratamiento de la inflamaci&#243;n y s&#237;ntomas asociados. Sin embargo, como las plaquetas expresan primariamente la COX-1, estos f&#225;rmacos no tienen propiedades antitromb&#243;ticas. Con base en experimentos animales, observaci&#243;n de registros y ensayos cl&#237;nicos, se propuso que las m&#225;s importantes consecuencias de la inhibici&#243;n selectiva de la COX-2 con relaci&#243;n al coraz&#243;n son la propensi&#243;n a la trombosis, por la desviaci&#243;n del balance protromb&#243;tico/antitromb&#243;tico en la superficie endotelial, adem&#225;s de la p&#233;rdida del efecto protector de la regulaci&#243;n superior de la COX-2 en la isquemia mioc&#225;rdica y en el infarto del miocardio<sup>15-17</sup> (<xref ref-type="fig" rid="f3-body2">Figura 3</xref>).</p>
      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf03-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Efectos renales</bold>
      </p>
      <p>Prostaglandinas homeost&#225;ticas - prostaciclina, PGE<sub>2</sub> y PGD<sub>2</sub> -, generadas por acci&#243;n de la COX-1 en distintas regiones de los ri&#241;ones, dilatan la vasculatura, disminuyen la resistencia vascular renal y aumentan la perfusi&#243;n del &#243;rgano. Esto lleva a la redistribuci&#243;n del flujo sangu&#237;neo de la corteza renal para los nefronas en la regi&#243;n intramedular<sup>18,19</sup>. La inhibici&#243;n de estos mecanismos tiende a disminuir la perfusi&#243;n renal total y redistribuir el flujo sangu&#237;neo para la corteza, proceso que culmina en vasoconstricci&#243;n renal aguda, isquemia medular y, en ciertas condiciones, insuficiencia renal aguda.</p>
      <p>Adem&#225;s de ello, PGE<sub>2</sub> y PGF<sub>2</sub>&#945; med&#237;an efectos diur&#233;ticos y natriur&#233;ticos, mientras que PGE<sub>2</sub> y PGI<sub>2</sub> antagonizan la acci&#243;n de la vasopresina. Ambas, generadas en los glom&#233;rulos, contribuyen a mantener la tasa de filtraci&#243;n glomerular. Estas prostaglandinas constituyen un mecanismo autoregulador ante la presencia de la disminuci&#243;n de la perfusi&#243;n renal, como en la insuficiencia cardiaca y en condiciones de hipovolemia.</p>
      <p>Las respuestas a la disminuci&#243;n del flujo sangu&#237;neo renal y a las alteraciones hemodin&#225;micas renales incluyen la estimulaci&#243;n del sistema renina-angiotensina-aldosterona, que resulta en vasoconstricci&#243;n y retenci&#243;n de sodio y agua, y en la estimulaci&#243;n del sistema nervioso simp&#225;tico, que aumenta adicionalmente el tono vascular. En estas situaciones, las prostaglandinas promueven dilataci&#243;n compensatoria de la vasculatura renal para asegurar un flujo sangu&#237;neo normal y prevenir el deterioro funcional agudo del ri&#241;&#243;n. Adem&#225;s de esto, estas prostaglandinas reducen la liberaci&#243;n de noradrenalina, lo que tambi&#233;n favorece la vasodilataci&#243;n. Es debido, en gran parte, a la atenuaci&#243;n de estos mecanismos contraregulatorios mediados por las prostaglandinas que los AINEs comprometen la funci&#243;n renal, especialmente en pacientes de alto riesgo, que ya presentan reducci&#243;n de la perfusi&#243;n renal (<xref ref-type="fig" rid="f4-body2">Figura 4</xref>).</p>
      <fig id="f4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>Retenci&#243;n de sodio y agua y edema son efectos colaterales de los AINEs, sin embargo, son habitualmente leves y subcl&#237;nicos<sup>18,20</sup>. La prevalencia de edema sintom&#225;tico es del 3% al 5%<sup>21</sup>. Otra reacci&#243;n potencialmente adversa inducida por los AINEs es la hipercalemia. Los AINEs aten&#250;an la liberaci&#243;n de renina mediada por las prostaglandinas, reducen la formaci&#243;n de aldosterona y, en consecuencia, disminuyen la excreci&#243;n de potasio. Adem&#225;s de ello, ante el flujo glomerular reducido, la oposici&#243;n a los efectos natriur&#233;ticos y diur&#233;ticos de las prostaglandinas por los AINEs puede aumentar la reabsorci&#243;n de sodio y agua en el t&#250;bulo renal, con reducci&#243;n del reemplazo Na+-K+ en el nefron distal<sup>22</sup>. Los pacientes m&#225;s susceptibles a desarrollar hipercalemia son los que utilizan simult&#225;neamente suplemento de potasio, diur&#233;ticos ahorradores de potasio y/o inhibidores de la enzima convertidora de la angiotensina (ECA), adem&#225;s de aquellos que tienen disfunci&#243;n renal basal, insuficiencia cardiaca o diabetes melito<sup>21</sup>.</p>
      <p>Las complicaciones renales inducidas por los AINEs son reversibles con la supresi&#243;n de estos f&#225;rmacos. Sin embargo, en presencia de condiciones adversas asociadas, pueden, aunque raramente, provocar disfunci&#243;n renal aguda, s&#237;ndrome nefr&#243;tico, nefritis intersticial o necrosis papilar renal.</p>
      <p>El uso prolongado de AINEs puede provocar elevaci&#243;n de 5 a 6 mm Hg de la presi&#243;n arterial promedio, principalmente en hipertensos, e interferir con los efectos antiipertensivos de diur&#233;ticos, betabloqueantes e inhibidores de la ECA. Sin embargo, hay gran variaci&#243;n de los resultados entre los f&#225;rmacos y entre los estudios cl&#237;nicos.</p>
      <p>
        <bold>Estudios cl&#237;nicos</bold>
      </p>
      <p>Algunos estudios experimentales y cl&#237;nicos sugirieron una probable relaci&#243;n entre inhibidores de la COX-2 y el aumento del riesgo cardiovascular. Hasta el presente momento, ning&#250;n ensayo prospectivo completo ha evaluado este problema. Sin embargo, estudios cl&#237;nicos planificados para evaluar desenlaces gastrointestinales relataron eventos cardiovasculares. Los resultados de estos estudios cl&#237;nicos, que utilizaron diferentes inhibidores de la COX-2, fueron inconsistentes y es probable que el estado de riesgo basal del paciente desempe&#241;e un importante rol.</p>
      <p>
        <bold>Efectos cardiovasculares</bold>
      </p>
      <p>Los primeros estudios evaluaron el rofecoxib, que ya fue retirado del mercado. El <italic>Vioxx Gastroinstestinal Outcomes Research Study</italic> (VIGOR)<sup>2<italic>3</italic></sup> compar&#243; el rofecoxib, 50mg/d&#237;a, con el naproxeno, 500mg dos veces al d&#237;a, en 8.076 pacientes con artritis reumatoide. Se excluy&#243; a pacientes con eventos cardiovasculares recientes o en uso de aspirina. El desenlace primario fue evento gastrointestinal alto. Aunque no fue objetivo del estudio, se observ&#243; mayor incidencia de infarto del miocardio con rofecoxib (0,4%/a&#241;o), comparado con naproxeno (0,1%/a&#241;o). El sangrado gastrointestinal fue significantemente menor con rofecoxib, comparado con naproxeno (RR (riesgo relativo) 0,4). El naproxeno es un inhibidor fuerte de la COX-1 e inhibe en el 71% al COX-2, mientras que el diclofenaco inhibe esta isoenzima en el 94%<sup>24</sup>.</p>
      <p>El <italic>Multinational Etoricoxib and Diclofenac Arthritis Long-Term MEDAL Study Program</italic><sup>25</sup> compar&#243; el agente altamente selectivo para inhibici&#243;n de la COX-2 (etericoxib) con un AINE tradicional, el diclofenaco, relativamente menos selectivo para inhibici&#243;n de la COX-2. Este estudio no revel&#243; inferioridad del etoricoxib comparado con diclofenaco, con relaci&#243;n a los eventos cardiovasculares tromb&#243;ticos.</p>
      <p>Aunque en el estudio VIGOR<sup>23</sup> se relat&#243; un aumento en la tasa de infarto de miocardio entre los pacientes asignados para rofecoxib, en comparaci&#243;n con naproxeno (4 <italic>vs</italic> 1; p&lt;0,001), esta diferencia puede haber ocurrido en parte debido al efecto inhibidor de la agregaci&#243;n plaquetaria del naproxeno en el esquema posol&#243;gico utilizado. Sin embargo, los resultados del APPROVE - <italic>The Adenomatous Polyp Prevention on VIOXX</italic><sup>24</sup> -, el primer gran estudio que compar&#243; un inhibidor selectivo de la COX-2 con placebo, mostraron aumento de dos veces en los eventos vasculares con el rofecoxib. Tras el estudio APC<sup>5</sup>, que compar&#243; celecoxib con placebo, relat&#243; incidencia similar de eventos vasculares con este AINE selectivo<sup>26</sup>. Sin embargo, en el <italic>Celecoxib Long-Term Arthrites Safety Study</italic> (CLASS)<sup>27</sup>, que incluy&#243; a 8.059 pacientes con osteoartritis o artritis reumatoide, tratados con celecoxib, 400 mg dos veces del d&#237;a, o con otro inhibidor no selectivo de la COX (ibuprofeno 800 mg, tres veces al d&#237;a, o diclofenaco, 75 mg dos veces al d&#237;a), no hubo diferencia estad&#237;sticamente significativa en la incidencia de eventos cardiovasculares entre los grupos. Las tasas de sangrado fueron mayores con ibuprofeno y diclofenaco (6,0%) en comparaci&#243;n con celecoxib (3,1%). Se debe se&#241;alar que diclofenaco e ibuprofeno ejercen actividad antiplaquetaria relativamente d&#233;bil.</p>
      <p>En 2006, Kearney et al<sup>28</sup> publicaron los resultados de metaan&#225;lisis de 138 estudios randomizados implicando AINEs tradicionales e inhibidores selectivos de la COX-2, compar&#225;ndolos con placebo y entre ellos. El desenlace primario fue evento vascular severo, definido como infarto de miocardio, accidente cerebrovascular o muerte vascular. Globalmente, en 121 estudios controlados con placebo, se produjeron 216 eventos vasculares en 18.190 pacientes/a&#241;o tratados con inhibidor selectivo de la COX-2 (1,2%/a&#241;o), comparados con 112 estudios en 12.639 pacientes/a&#241;o en el grupo placebo (0,9%/a&#241;o), correspondiendo a aumento relativo del 42% en la incidencia de un primer evento vascular severo (<italic>rate ratio</italic> 1,42, p = 0,003), sin heterogeneidad significante entre los diferentes inhibidores selectivos de la COX-2.</p>
      <p>Este resultado fue principalmente atribuible al aumento del riesgo de infarto del miocardio (0,6%/a&#241;o <italic>vs</italic> 0,33%/a&#241;o; <italic>rate ratio</italic> 1,86; p = 0,0003), con peque&#241;a diferencia en los otros desenlaces vasculares. Cerca de dos tercios de los eventos vasculares se produjeron entre los nueve estudios de largo plazo (un a&#241;o o m&#225;s de tratamiento esquematizado, promedio de 139 semanas). En estos estudios, el uso de inhibidor selectivo de la COX-2 se asoci&#243; al aumento del 45% en la incidencia de eventos vasculares (<italic>rate ratio</italic> 1,45; p = 0,005), sin heterogeneidad significante entre el <italic>rate ratio</italic> de eventos. En el total, la incidencia de eventos vasculares severos fue similar entre un inhibidor selectivo de la COX-2 y cualquier AINE tradicional (1,0%/a&#241;o <italic>vs</italic> 0,9%/a&#241;o). Sin embargo, se observ&#243; acentuada heterogeneidad entre los estudios que compararon un inhibidor selectivo de la COX-2 con naproxeno: eventos vasculares (<italic>rate ratio</italic> 1,57; p = 0,0006); infarto del miocardio (p = 0,04); accidente cerebrovascular (ACV) (p = 0,06); muerte vascular (p = 0,02).</p>
      <p>El resumen del <italic>rate ratio</italic> de eventos vasculares, en comparaci&#243;n con placebo, fue 0,92 para naproxeno, 1,51 para ibuprofeno y 1,63 para diclofenaco. En conclusi&#243;n, los inhibidores selectivos de la COX-2 se asociaron al aumento moderado del riesgo de eventos vasculares; el mismo se produjo con los AINEs no selectivos ibuprofeno y diclofenaco en altas dosis, pero no con naproxeno. Respecto a asociaci&#243;n de un AINE con aspirina, las evidencias indican que el ibuprofeno, pero no el acetominofeno, diclofenaco o rofecoxib, interfiere con la capacidad de la aspirina de acetilaci&#243;n irreversible de la enzima COX-1 plaquetaria. Esto podr&#237;a reducir el efecto protector de la aspirina contra os eventos aterotromb&#243;ticos.</p>
      <p>Recientemente, Garcia Rodriguez et al<sup>29</sup> han evaluado la asociaci&#243;n entre la frecuencia, dosis y duraci&#243;n del uso de diferentes AINEs y el riesgo de infarto del miocardio en la poblaci&#243;n general, en estudio de cohorte retrospectivo. Verificaron tambi&#233;n si el grado de inhibici&#243;n de la COX-2 en la sangre total puede ser un predictor bioqu&#237;mico "sustituto" para el riesgo de infarto de miocardio asociado a los AINEs. Se identific&#243; 8.852 casos de infarto no fatal en pacientes con 50 a 80 a&#241;os, entre 2000 y 2005, y se llev&#243; a cabo el an&#225;lisis de casos-control. Se correlacion&#243; el riesgo de infarto con el grado de inhibici&#243;n de la COX-1 plaquetaria y de la COX-2 monoc&#237;tica <italic>in vitro</italic> por la concentraci&#243;n terap&#233;utica promedio de cada AINE.</p>
      <p>El riesgo de infarto del miocardio aument&#243; con el uso habitual de AINEs (RR 1,35; intervalo de confianza - IC 1,23 a 1,48) y este riesgo se correlacion&#243; con la posolog&#237;a y la duraci&#243;n del tratamiento. El grupo de AINEs con grado de inhibici&#243;n de la COX-2 menor que el 90% - ibuprofeno, meloxican, celicoxib y etoricoxib -, present&#243; RR de 1,18 (IC 1,02 a 1,28) mientras que el grupo de AINEs con inhibici&#243;n mayor de la COX-2 - rofecoxib, indometacina, diclofenaco y piroxicam -, present&#243; RR 1,60 (IC 1,41 a 1,81; p &lt; 0,01 para interacci&#243;n). El grado de inhibici&#243;n de la actividad de la COX-1 y COX-2 en la sangre total, <italic>in vitro,</italic> inducido por los AINEs individualmente, revel&#243; que, con excepci&#243;n del naproxeno e ibuprofeno, todos los otros inhibieron la COX-2 m&#225;s intensamente que la COX-1, en concentraciones terap&#233;uticas. Concluyeron los autores que la magnitud de la inhibici&#243;n de la prostaciclina dependiente de la COX-2 puede representar el factor principal para el riesgo aumentado de infarto del miocardio entre los AINEs, con supresi&#243;n no funcional de la COX-1. Esta propiedad es compartida por la mayor&#237;a de los AINEs tradicionales y COXIBEs, y la determinaci&#243;n de la concentraci&#243;n de la COX-2 en la sangre total puede representar un desenlace sustituto para predecir el riesgo cardiovascular de estos f&#225;rmacos. La separaci&#243;n de los AINEs en inhibidores selectivos o no de la COX-2 representa s&#243;lo parcialmente la predicci&#243;n del riesgo cardiovascular de los AINEs. Esos resultados son consistentes con los de estudios casos-control y ensayos cl&#237;nicos randomizados<sup>28,30</sup>, no obstante, s&#243;lo parcialmente con la visi&#243;n actual de que la selectividad para la COX-2 es un atributo necesario para el riesgo cardiovascular. En verdad, se evidenci&#243; que la acci&#243;n prolongada y dosis altas del compuesto activo se asocian con el riesgo aumentado para cualquier AINE. Estos hallazgos sugieren que el grado de inhibici&#243;n de la COX por niveles terap&#233;uticos de AINEs se debe considerar como el mayor determinante del riesgo cardiovascular<sup>5,31,32</sup>.</p>
      <p>Teniendo en cuenta que la vasculatura y la COX-2 son las fuentes y los catalizadores m&#225;s importantes de la PGI<sub>2</sub><sup>5</sup>, los autores infirieron que solamente la reducci&#243;n profunda de la actividad de la COX-2 (<underline>&gt;</underline> 95%) resulta en una reducci&#243;n sustancial de la s&#237;ntesis de la PGI<sub>2</sub><italic>in vivo</italic>, y, eventualmente, al aumento del riesgo de infarto del miocardio<sup>29</sup>. Por tanto, el aumento del riesgo cardiovascular parece estar n&#237;tidamente relacionado a la efectiva inhibici&#243;n de la COX-2, a menos que atenuada por la inhibici&#243;n efectiva concomitante de la COX-1 plaquetaria.</p>
      <p>
        <bold>Hipertensi&#243;n arterial</bold>
      </p>
      <p>Dos grandes metaan&#225;lisis<sup>33,34</sup>, englobando m&#225;s de 90 ensayos cl&#237;nicos, demostraron que los AINEs pueden elevar la presi&#243;n arterial. En ambos, la elevaci&#243;n se produjo en mayor magnitud en los pacientes hipertensos. En el an&#225;lisis de Pope et al<sup>33</sup>, indometacina y naproxeno elevaron la presi&#243;n arterial promedio en 3,59 mmHg y 3,74 mmHg, respectivamente. El piroxican ejerci&#243; aumento insignificante (0,49 mmHg) de la presi&#243;n arterial promedio. El aumento de la presi&#243;n arterial provocado por los AINEs se asoci&#243; al descenso significante de las concentraciones de prostaglandinas y renina.</p>
      <p>En el metaan&#225;lisis de Jonhson et al<sup>34</sup>, los datos mostraron que los AINEs aumentaron la presi&#243;n arterial supina promedio en cerca de 5,0 mmHg. El piroxican indujo el aumento m&#225;s elevado (6,2 mmHg). Aspirina, sulindac y flubiprofeno presentaron la menor elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial; indometacina e ibuprofeno ejercieron efectos intermediarios.</p>
      <p>El conjunto de datos tambi&#233;n mostr&#243; que los AINEs interfieren con los efectos antiipertensivos de las diversas clases de estos agentes, especialmente de aquellas cuyo mecanismo de acci&#243;n involucra tambi&#233;n la s&#237;ntesis de las prostaglandinas vasodilatadoras, como diur&#233;ticos, inhibidores de la enzima de conversi&#243;n de la angiotensina y betabloqueantes. Bloqueantes de los canales de calcio y antagonistas de los receptores de angiotensina II sufrieron menor interferencia de los AINEs en sus efectos<sup>18,35</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Eventos cerebrovasculares</bold>
      </p>
      <p>En los ensayos cl&#237;nicos, el uso de los AINEs inhibidores selectivos de la COX-2 se asoci&#243; al riesgo aumentado de eventos cardiovasculares y muerte<sup>36</sup>. La mayor&#237;a de los an&#225;lisis <italic>post hoc</italic> de los ensayos mostr&#243; como desenlace cl&#237;nico los eventos cardiovasculares y cerebrovasculares combinados, sin otra especificaci&#243;n del riesgo cardiovascular<sup>36</sup>. El metaanalisis de Kearney et al<sup>28</sup> no evidenci&#243; diferencia en la incidencia de eventos cerebrovasculares con los AINEs.</p>
      <p>Recientemente, Haag et al<sup>37</sup> han evaluado a 7.636 individuos con edad promedio de 70,2 a&#241;os, de los que un 61,3% era conformado de mujeres, sin manifestaci&#243;n de isquemia cerebral previa (1991-1993), para incidencia de accidente cerebrovascular (ACV) hasta septiembre de 2004. En 70.063 personas/a&#241;o de seguimiento (promedio = 9,2 a&#241;os), 807 individuos desarrollaron ACV (460 isqu&#233;micos, 74 hemorr&#225;gicos y 273 no especificados). Los usuarios habituales de AINEs no selectivos (HR 1,72; IC 95%; 1,22 a 2,44) y de inhibidores selectivos de la COX-2 (HR 2,75; IC 1,28 a 5,95) tuvieron mayor riesgo de ACV, sin embargo, no aquello que tomaron inhibidores selectivos de la COX-1 (HR 1,1; IC 0,41 a 2,97). El <italic>hazard ratio</italic> para ACV isqu&#233;mico fue de 1,68 (1,05 a 2,69) para agentes no selectivos, y de 4,54 (2,06 a 9,98) para los selectivos de la COX-2. Considerados separadamente, el uso corriente de naproxeno (no selectivo) se asoci&#243; a HR 2,63 (IC 1,47 a 4,72) y de rofecoxib (selectivo para COX-2) a mayor riesgo de ACV (HR 3,38; IC 1,48 a 7,74). Los <italic>hazard ratios</italic> para diclofenaco (1,60; 1,0 a 2,57), ibuprofeno (1,47; 0,73 a 3,00) y celecoxib (3,79; 0,52 a 2,76) fueron mayores que 1,00, pero no alcanzaron significancia estad&#237;stica.</p>
      <p>Concluyeron los autores que, en la poblaci&#243;n general, el riesgo de ACV fue mayor con el uso corriente de AINEs selectivos, pero no limitado a estos, ya que se produce tambi&#233;n con los AINEs no selectivos.</p>
      <p>
        <bold>Insuficiencia cardiaca</bold>
      </p>
      <p>La adicci&#243;n de un AINE al esquema terap&#233;utico de paciente en uso de diur&#233;tico para control de enfermedad cardiovascular, asociada la retenci&#243;n de sodio y agua, aumenta la probabilidad de desarrollo de insuficiencia cardiaca. En un estudio implicando a cerca de 10.000 individuos, con 55 a&#241;os o m&#225;s, el uso concomitante de diur&#233;ticos y AINEs se asoci&#243; al aumento de dos veces en la tasa de hospitalizaci&#243;n por insuficiencia cardiaca<sup>38</sup>. Pacientes con historia previa de insuficiencia cardiaca congestiva presentaron mayor riesgo<sup>38</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Efectos gastrointestinales</bold>
      </p>
      <p>Los efectos colaterales m&#225;s importantes de los AINEs se produjeron en el aparato gastrointestinal. Aproximadamente el 20% de los pacientes no toleran el tratamiento con AINEs debido a tales efectos, incluso dolor abdominal, acidez y diarrea<sup>16</sup>. El tratamiento a largo plazo puede provocar erosiones y &#250;lceras g&#225;stricas y duodenales. Aunque muchos de estos pacientes no tienen s&#237;ntomas, presenten riesgo alto de desarrollar complicaciones severas, como sangrado y perforaci&#243;n del est&#243;mago. El riesgo anual de estas complicaciones severas es del 1% al 4% en el tratamiento cr&#243;nico con AINEs. Son m&#225;s suscetibles de presentarlos los pacientes adultos mayores, del sexo femenino, con artritis reumatoides, historia previa de sangrado gastroduodenal, en uso de agentes antitromb&#243;ticos o corticosteroides, altas dosis de AINEs y presencia de enfermedad sist&#233;mica severa.</p>
      <p>Estos efectos colaterales resultan del bloqueo de la COX-1 en la mucosa gastrointestinal y en la consecuente inhibici&#243;n de la producci&#243;n de prostaciclina, PGE<sub>2</sub> y PGD<sub>2</sub> en el est&#243;mago<sup>39</sup>. Estas prostaglandinas sirven como agentes citoprotectores de la mucosa gastrointestinal; inhiben la secreci&#243;n &#225;cida por el est&#243;mago, aumentan el flujo sangu&#237;neo local y la secreci&#243;n de moco citoprotector. En pacientes con gastroduedinitis, &#250;lcera y, sobre todo, sangrado digestivo, se debe usar inhibidores de la bomba de protones (omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol etc) diariamente y administrar los AINEs tras las comidas<sup>40</sup>.</p>
      <p>
        <bold>CONCLUSIONES</bold>
      </p>
      <p>Las evidencias sobre el aumento del riesgo cardiovascular con el uso de AINEs, particularmente de los inhibidores selectivos de la COX-2, son todav&#237;a incompletas. Principalmente por la ausencia de ensayos randomizados y controlados con poder para evaluar desenlaces cardiovasculares relevantes. Como las diferencias entre los diversos AINEs son probablemente peque&#241;as, grandes ensayos cl&#237;nicos comparativos son necesarios para identificar cual esquema antiinflamatorio minimiza la carga total de los desenlaces cardiovasculares y gastrointestinales adversos. Sin embargo, los resultados de estudios cl&#237;nicos y de metaan&#225;lisis indican que los inhibidores selectivos de la COX-2 ejercen importantes efectos cardiovasculares adversos, que incluyen aumento del riesgo de infarto del miocardio, accidente cerebrovascular, insuficiencia cardiaca, insuficiencia renal e hipertensi&#243;n arterial. El riesgo de estos efectos adversos es mayor en pacientes con historia previa de enfermedad cardiovascular o con alto riesgo para desarrollarla. En estos pacientes, el uso de inhibidores de la COX-2 se debe limitar a aquellos para los que no hay alternativa apropiada y, aun as&#237;, solamente en dosis bajas y por el menor tiempo necesario. Adem&#225;s de ello, m&#225;s datos son necesarios sobre la seguridad cardiovascular de los AINEs tradicionales<sup>9</sup>. Aunque los efectos adversos m&#225;s frecuentes se relacionen a la inhibici&#243;n selectiva de la COX-2, la ausencia de selectividad para esta isoenzima no elimina completamente el riesgo de eventos cardiovasculares, de modo que todos los f&#225;rmacos del largo espectro de los AINEs solamente deben ser prescritos tras consideraci&#243;n del balance riesgo/beneficio.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Nonsteroidal anti-inflammatory drugs: cardiovascular, cerebrovascular and renal effects</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) are among the most often prescribed drugs in the world. This heterogeneous class of drugs includes aspirin and several other selective or non-selective cyclooxygenase (COX) inhibitors. The non-selective NSAIDs are the oldest ones and are called traditional or conventional NSAIDs. The selective NSAIDs are called COX-2 inhibitors. In recent years, the safety of NSAID use in clinical practice has been questioned, especially that of the selective COX-2 inhibitors. The evidence on the increase in cardiovascular risk with the use of NSAIDs is still scarce, due to the lack of randomized and controlled studies with the capacity of evaluating relevant cardiovascular outcomes. However, the results of prospective clinical trials and meta-analyses indicate that the selective COX-2 inhibitors present important adverse cardiovascular effects, which include increased risk of myocardial infarction, cerebrovascular accident, heart failure, kidney failure and arterial hypertension. The risk of these adverse effects is higher among patients with a previous history of cardiovascular disease or those at high risk to develop it. In these patients, the use of COX-2 inhibitors must be limited to those for which there is no appropriate alternative and, even in these cases, only at low doses and for as little time as possible. Although the most frequent adverse effects have been related to the selective COX-2 inhibition, the absence of selectiveness for this isoenzyme does not completely eliminate the risk of cardiovascular events; therefore, all drugs belonging to the large spectrum of NSAIDs should only be prescribed after consideration of the risk/benefit balance.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Anti-inflammatory agents, non-steroidal</kwd>
        <kwd>risk</kwd>
        <kwd>physiological effects of drugs</kwd>
        <kwd>physiological effects of drugs</kwd>
        <kwd>physiological effects of drugs</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="add1-body3"/>Nonsteroidal anti-inflammatory drugs: cardiovascular, cerebrovascular and renal effects</p>
      <p>
        <bold>Michel Batlouni</bold>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) are among the most often prescribed drugs in the world. This heterogeneous class of drugs includes aspirin and several other selective or non-selective cyclooxygenase (COX) inhibitors. The non-selective NSAIDs are the oldest ones and are called traditional or conventional NSAIDs. The selective NSAIDs are called COX-2 inhibitors. In recent years, the safety of NSAID use in clinical practice has been questioned, especially that of the selective COX-2 inhibitors. The evidence on the increase in cardiovascular risk with the use of NSAIDs is still scarce, due to the lack of randomized and controlled studies with the capacity of evaluating relevant cardiovascular outcomes. However, the results of prospective clinical trials and meta-analyses indicate that the selective COX-2 inhibitors present important adverse cardiovascular effects, which include increased risk of myocardial infarction, cerebrovascular accident, heart failure, kidney failure and arterial hypertension. The risk of these adverse effects is higher among patients with a previous history of cardiovascular disease or those at high risk to develop it. In these patients, the use of COX-2 inhibitors must be limited to those for which there is no appropriate alternative and, even in these cases, only at low doses and for as little time as possible. </p>
      <p>Although the most frequent adverse effects have been related to the selective COX-2 inhibition, the absence of selectiveness for this isoenzyme does not completely eliminate the risk of cardiovascular events; therefore, all drugs belonging to the large spectrum of NSAIDs should only be prescribed after consideration of the risk/benefit balance.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Anti-inflammatory agents, non-steroidal/adverse effects; risk; physiological effects of drugs/heart/kidney/cerebrum.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) are among the most often prescribed drugs in the world. They are used mainly in the treatment of inflammation, pain and edema, as well as of osteoarthritis, rheumatoid arthritis and musculoskeletal disorders. This heterogeneous class of drugs includes aspirin and several other selective or non-selective cyclooxygenase (COX) inhibitors (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>). Aspirin is the oldest and more extensively studied NSAID; however, it is considered separately from the others, due to its predominant use in the treatment of cardiovascular and cerebrovascular diseases at low doses<sup>1</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The non-selective NSAIDs are the oldest ones and are called traditional or conventional NSAIDs. The selective NSAIDs are called COX-2 inhibitors<sup>2</sup>. In recent years, the safety of NSAID use in clinical practice has been questioned, especially that of the selective COX-2 inhibitors in the presence of certain conditions and diseases, which has led to the removal of some of these drugs from the market.</p>
      <p>The traditional NSAIDs can present a pattern of COX-2 selectiveness similar to that of COX-2 inhibitors, such as diclofenac when compared to celecoxib, or they can be more active COX-1 inhibitors, such as naproxen and ibuprofen.</p>
      <p>
        <bold>Physiopathology</bold>
      </p>
      <p>The phospholipase A2 enzyme activation, in response to several stimuli, hydrolyzes the phospholipids of the membrane, releasing arachidonic acid in the cytoplasm. The latter functions as substrate for two enzyme pathways: the cyclooxygenase and the lipoxygenase. Prostaglandin (PG) H<sub>2</sub> is generated through the COX pathway, which stimulates the formation of several prostanoids, including several prostaglandins - PGI<sub>2</sub>, PGD<sub>2</sub>, PGE<sub>2</sub> PGF<sub>2</sub>&#945;-, and thromboxane A<sub>2</sub>. Leukotrienes, lipoxins and other products are formed through the lipoxygenase pathway.</p>
      <p>In 1991, the existence of two isoforms of the cyclooxygenase enzyme were demonstrated; they were called COX-1 and COX-2 and were found to be codified by different genes, with similar chemical structures, 60% of homology in the amino acid sequence and singular patterns of expression<sup>1-3</sup>. The COX-1 isoform is expressed in a <italic>constitutive</italic> (constant) way in most tissues, whereas COX-2 is <italic>induced</italic> in inflammations. COX-1 is essential for the maintenance of the normal physiological state of many tissues, including the protection of the gastrointestinal mucosa, control of renal blood flow, homeostasis, autoimmune responses, pulmonary, central nervous system, cardiovascular and reproductive functions<sup>3-5</sup>. COX-2, induced in inflammation by several stimuli - such as cytokines, endotoxins and growth factors -, originates inducing prostaglandins, which contribute to the development of edema, rubor, fever and hyperalgesia. COX-2 is also expressed in normal endothelial vascular cells, which secrete prostacyclin in response to shearing stress. The COX-2 blocking results in prostacyclin synthesis inhibition<sup>6-8</sup>.</p>
      <p>The COX enzymes have an important role in cardiovascular homeostasis. The thromboxane A2 (TXA<sub>2</sub>), synthesized mainly in the platelets by the COX-1 activity, causes platelet aggregation, vasoconstriction and proliferation of smooth muscle cells. On the other hand, the synthesis of prostacyclin, broadly mediated by the activity of COX-2 in macrovascular endothelial cells, contrasts with these effects. The prostacyclin is the main prostanoid secreted by the endothelial cells. It causes relaxation of the vascular smooth muscle cells and is a potent vasodilator. Additionally, as it acts on the IP receptors of platelets, it has an important anti-platelet activity<sup>9</sup>. Several prostanoids, especially prostacyclin and PGE<sub>2</sub>, are crucial to protect the gastric mucosa from the erosive effects of stomach acid, as well as to maintain the naturally healthy condition of the gastric mucosa. These prostaglandins are produced by the action of the COX-1<sup>9</sup> (<xref ref-type="fig" rid="en_a19fig01-body3">Figure 1</xref>). The consequences of the COX-1 blocking in the gastrointestinal tract are the inhibition of the mucosa protection and increased acid secretion, which can lead to erosion, ulceration, perforation and hemorrhage. The likelihood of ulcers or bleeding increases with high-dose or prolonged use of NSAIDs, concomitant administration of corticosteroids and/or anticoagulants, smoking, alcohol consumption and advanced age.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a19fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>On the other hand, the selective inhibition of COX-2 can induce the relative decrease of endothelial production of prostacyclin, whereas the platelet production of TXA<sub>2</sub> is not altered. This imbalance of hemostatic prostanoids can increase the risk of thrombosis and vascular events. It was also demonstrated, in non-anesthetized mice, that COX-2 mediates cardioprotective effects during the late phase of myocardial pre-conditioning<sup>10</sup>. However, the administration of COX-2 inhibitors to the animals, 24 hours after the ischemic pre-conditioning, eliminates this cardioprotective effect against the "stunned" myocardium and myocardial infarction. These subsequent studies indicated that the up-regulation of COX-2 has a key-role in cardioprotection mediated by PGE<sub>2</sub> and PGI<sub>2</sub><sup>10-12</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Pharmacology</bold>
      </p>
      <p>The differences in the biological effects of COX inhibitors result from the degree of selectiveness for the two isoenzymes, the specific tissue variations in its distribution and the enzymes that convert PGH<sub>2</sub> into specific prostanoids.</p>
      <p>The COX non-selective NSAIDs inhibit the production of prostaglandins in the gastrointestinal mucosa and can cause gastroduodenitis, gastric ulcer and digestive bleeding. These NSAIDs, similarly to aspirin, reduce the platelet production of TXA<sub>2</sub> due to the COX-1 blocking and prevent arterial thrombosis (<xref ref-type="fig" rid="en_a19fig02-body3">Figure 2</xref>). Recently, it has been postulated that the COX-2 selective inhibitors increase the cardiovascular risk. These agents do not block the formation of TXA<sub>2</sub> or have anti-platelet action, due to the minimal inhibition of COX-1, but they decrease prostacyclin production<sup>12</sup>. The increase in cardiovascular risk could result from the lack of opposition to the action of TXA<sub>2</sub> and the propensity to thrombosis. Additionally, several experimental models have shown the cardioprotective effect of COX-2, which could be blocked by the inhibitors of this isoform. COX-2 is expressed at low levels by the endothelial cells in static conditions; however, it is induced by shearing stress<sup>8</sup>. These findings suggest that the decrease in prostacyclin production, secondary to the decrease in COX-2, can increase the risk of focal atherogenesis in vascular bifurcation sites. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a19fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>From the 1960s on, many non-selective NSAIDs were introduced in clinical practice. These traditional or conventional NSAIDs present varied inhibitory effects in relation to COX-1 and COX-2, as well as the side effects in the digestive tube. The aspirin is approximately 166 times more potent as COX-1 inhibitor in relation to COX-2<sup>13</sup>. The aspirin acetylates and irreversible inhibits the COX-1 isoenzyme, which leads to complete platelet inhibition, during the platelet life-time<sup>14</sup>. Other non-selective NSAIDs, such as naproxen, ibuprofen and piroxicam, cause variable inhibition of COX-1 and COX-2 and result in reversible platelet inhibition.</p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular effects</bold>
      </p>
      <p>Due to the relatively scarce expression of COX-2 in the gastrointestinal tract and its high expression in inflammatory and/or painful tissues, selective COX-2 inhibitors were developed and introduced in therapeutics from 1999 on, with the objective of minimizing gastrointestinal toxicity of non-selective NSAIDs<sup>15</sup>. The selective COX-2 inhibitors are as or more effective than the non-selective NSAIDs for the treatment of inflammation and associated symptoms. However, as the platelets primarily express COX-1, these drugs do not have anti-thrombotic properties. Based on animal studies, observation of records and clinical trials, it has been proposed that the most important consequences of the selective inhibition of COX-2 in relation to the heart are the propensity to thrombosis, through the shift in the pro-thrombotic/anti-thrombotic balance on the endothelial surface and the loss of the protective effect of the up-regulation of COX-2 in myocardial ischemia and myocardial infarction<sup>15-17 </sup>(<xref ref-type="fig" rid="en_a19fig03-body3">Figure 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a19fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Renal effects</bold>
      </p>
      <p>Homeostatic prostaglandins - prostacyclin, -PGE<sub>2</sub> and PGD<sub>2</sub> -, generated through the action of COX-1 in distinct regions of the kidneys, dilate the vasculature, decrease the renal vascular resistance and increase the organ perfusion. This leads to the redistribution of the blood flow from the renal cortex to the nephrons in the intramedullary region<sup>18,19</sup>. The inhibition of these mechanisms tend to decrease the total renal perfusion and redistribute the blood flow to the cortex, a process that culminates in acute renal vasoconstriction, medullary ischemia and, under certain conditions, acute renal failure.</p>
      <p>Additionally, PGE<sub>2</sub> and PGF<sub>2</sub>&#945; mediate the diuretic and natriuretic effects, whereas PGE<sub>2</sub> and PGI<sub>2</sub> antagonize the action of vasopressin. Both, generated at the glomeruli, contribute to maintain the glomerular filtration rate. These prostaglandins constitute a self-regulating mechanism in the presence of renal perfusion decrease, as in heart failure and hypovolemia conditions. </p>
      <p>The responses to the decreased renal blood flow and renal hemodynamic alterations include the stimulation of the renin-angiotensin-aldosterone system, which results in vasoconstriction and sodium and water retention, as well as the stimulation of the sympathetic nervous system, promoting a further increase in vascular tonus.</p>
      <p>In these situations, the prostaglandins promote compensatory dilation of the renal vasculature to guarantee a normal blood flow and prevent the acute functional deterioration of the kidney. Additionally, these prostaglandins reduce the release of noradrenaline, which also favors vasodilation. It is mostly through the attenuation of these contra-regulatory mechanisms mediated by prostaglandins that NSAIDs impair the renal function, especially in high-risk patients, who already present a decrease in renal perfusion (<xref ref-type="fig" rid="en_a19fig04-body3">Figure 4</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a19fig04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0556-00019-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Sodium and water retention and edema are adverse effects of NSAIDs, but they are usually mild and sub-clinical<sup>18,20</sup>. The prevalence of symptomatic edema is 3% to 5%<sup>21</sup>. Another potentially adverse reaction induced by NSAIDs is hyperkalemia. The NSAIDs attenuate the release of renin mediated by prostaglandins, reduce the formation of aldosterone and, as a consequence, decrease the excretion of potassium. Additionally, in the presence of a decreased glomerular flow, the opposition to the natriuretic and diuretic effects of the prostaglandins by the NSAIDs can increase the sodium and water resorption in the renal tubule, with a decrease in the Na+-K+ exchange in the distal n&#233;ephron<sup>22</sup>. The patients that are more susceptible to develop hyperkalemia are those that use simultaneously potassium supplement, potassium-sparing diuretics and/or angiotensin-converting enzyme inhibitor (ACEI), in addition to those with basal renal dysfunction, heart failure or diabetes mellitus<sup>21</sup>.</p>
      <p>The renal complications induced by NSAIDs are reversible with the suppression of these drugs. However, in the presence of associated adverse conditions, they can, albeit rarely, cause acute renal dysfunction, nephrotic syndrome, interstitial nephritis or renal papillary necrosis. </p>
      <p>The prolonged use of NSAIDs can cause an increase of 5 to 6 mmHg in the mean blood pressure, especially in hypertensive individuals and can interfere with the anti-hypertensive effects of diuretics, beta-blockers and ACE inhibitors. However, there is a large variation concerning the results among the drugs and among the clinical trials.</p>
      <p>
        <bold>Clinical trials</bold>
      </p>
      <p>Some clinical and experimental trials have suggested a probable association between COX-2 inhibitors and the increase in cardiovascular risk. To date, no complete prospective trial has evaluated this problem. However, clinical trials designed to assess gastrointestinal outcomes have reported cardiovascular events. The outcomes of these clinical trials, which used different COX-2 inhibitors, were inconsistent and it is likely that the patient&#180;s basal risk has an important role. </p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular events</bold>
      </p>
      <p>The first studies evaluated the rofecoxib, which has been removed from the market. The Vioxx Gastrointestinal Outcome Research Study (VIGOR)<sup>23</sup> compared o rofecoxib, 50 mg/day owith naproxen, 500 mg 2x day, in 8,076 patients with rheumatoid arthritis. Patients with recent cardiovascular events or those using aspirin were excluded. The primary outcome was upper gastrointestinal event. Although it was not the objective of the study, a higher incidence of myocardial infarction was observed with rofecoxib (0.4%/year), when compared to naproxen (0.1%/year). Gastrointestinal bleeding was significantly lower with rofecoxib, when compared with naproxen (RR (relative risk) = 0.4). Naproxen is a strong inhibitor of COX-1 and also inhibits COX-2 by 71%, while diclofenac inhibits this isoenzyme by 94%<sup>24</sup>.</p>
      <p>The Multinational Etoricoxib and Diclofenac Arthritis Long-Term MEDAL Study Program<sup>25</sup> compared the agent that was highly selective for COX-2 inhibition (Etoricoxib) with a traditional NSAID, diclofenac, relatively less selective for COX-2 inhibition. This study did not show inferiority of the Etoricoxib when compared to diclofenac, regarding the thrombotic cardiovascular events.</p>
      <p>Although the VIGOR<sup>23</sup> study reported an increase in the myocardial infarction rate among the patients allocated to rofecoxib, when compared to those allocated to naproxeno, (4 <italic>vs</italic> 1; p &lt; 0.001), this difference might have occurred in part due to the inhibitory effect of the platelet aggregation of naproxen in the posology scheme used in the study. However, the outcomes of the APPROVE - The Adenomatous Polyp Prevention on VIOXX<sup>24</sup> - study, the first large study that compared a selective inhibitor of COX-2 with a placebo, showed a two-fold increase in cardiovascular events with rofecoxib. Soon after, the APC<sup>5 </sup>study, which compared celecoxib with a placebo, reported a similar incidence of vascular events with this selective NSAID<sup>26</sup>. However, the Celecoxib Long-Term Arthritis Safety Study (CLASS)<sup>27</sup>, which included 8,059 patients with oosteoarthritis or rheumatoid arthritis treated with celecoxib, 400 mg 2x day, or another non-selective COX inhibitor com (ibuprofen 800 mg, 3x day, or diclofenac, 75 mg 2x day), did not show any statistically significant difference regarding the incidence of cardiovascular events between the groups. The rates of bleeding were higher with ibuprofen and diclofenac (6.0%) in comparison with celecoxib (3.1%). It must be stated that diclofenac and ibuprofen have a relatively weak anti-platelet activity. </p>
      <p>In 2006, Kearney et al<sup>28</sup> published the results of the meta-analysis of 138 randomized studies involving traditional NSAIDs and selective COX-2 inhibitors, comparing them with a placebo and with each other. The primary outcome was severe vascular event, defined as myocardial infarction, cerebrovascular accident, or vascular death. Overall, in 121 placebo-controlled studies, there were 216 vascular events among 18,190 patients/year treated with selective COX-2 inhibitors (1.2%/year), compared with 112 studies in em ,em 12,639 patients/year in the placebo group (0.9%/year), corresponding to a relative 42% increase in the incidence of a first severe vascular event (rate ratio 1.42; p = 0.003), without significant heterogeneity among the different selective COX-2 inhibitors. </p>
      <p>This outcome was mainly attributable to the increased risk of myocardial infarction (0.6%/yr <italic>vs</italic> 0.33%/yr; rate ratio 1.86; p = 0.0003), with a small difference in the other vascular outcomes. Around two-thirds of the vascular events occurred among the nine long-term studies (one year or more of planned treatment, mean of 139 weeks). In these studies, the use of selective COX-2 inhibitor was associated to a 45% increase in the incidence of vascular events (rate ratio 1.45; p = 0.005), without significant heterogeneity between the rate ratio of events. Overall, the incidence of severe vascular events was similar between a selective COX-2 inhibitor and any traditional NSAID (1.0%/yr <italic>vs</italic> 0.9%/yr). However, a marked heterogeneity was observed among the studies that compared a selective COX-2 inhibitor with naproxen: vascular events (rate ratio 1.57; p = 0.0006); myocardial infarction (p = 0.04); cerebrovascular accident (CVA) (p = 0.06); vascular death (p = 0.02).</p>
      <p>The summarization of the rate ratio of vascular events in comparison to placebo was 0.92 for naproxen, 1.51 for ibuprofen and 1.63 for diclofenac. In conclusion, the selective COX-2 inhibitors were associated with a moderate increase in the risk of vascular events; the same occurred with the non-selective NSAIDs ibuprofen and diclofenac at high doses, but not with naproxen. Regarding the association of a NSAID with aspirin, the evidence indicates that ibuprofen, but not acetaminophen, diclofenac or rofecoxib interfere with the capacity of aspirin to irreversibly acetylate the platelet COX-1 enzyme. This could reduce the protective effect of aspirin against atherothrombotic events.</p>
      <p>Recently, Garcia Rodriguez et al<sup>29</sup> evaluated the association between the frequency, dose and duration of use of different NSAIDs and the risk of myocardial infarction in the general population, in a retrospective cohort study. They also verified whether the degree of COX-2 inhibition in whole blood could be a "surrogate" biochemical predictor for the risk of myocardial infarction associated with NSAIDs. A total of 8,852 cases of non-fatal infarction were identified in patients aged 50 to 80 years, between 2000 and 2005 and the case-control analysis was performed. The risk of infarction was correlated with the degree of platelet COX-1 inhibition and monocyte COX-2 <italic>in vitro</italic> through the mean therapeutic concentration of each NSAID.</p>
      <p>The risk of myocardial infarction increased with the regular use of NSAIDs (RR 1.35; confidence interval - CI 1.23 to 1.48) and this risk was correlated with the posology and duration of treatment. The group of NSAIDs with a degree of COX-2 inhibition &lt; 90% - ibuprofen, meloxicam, celecoxib and etoricoxib - presented a RR of 1.18 (CI 1.02 to 1.28), whereas the group of NSAIDs with higher COX-2 inhibition - rofecoxib, indomethacin, diclofenac and piroxicam -, presented RR = 1.60 (CI 1.41 to 1.81; p &lt; 0.01 for interaction). The degree of COX-1 and COX-2 activity inhibition in whole blood, <italic>in vitro</italic>, induced by the NSAIDs individually, showed that, except for naproxen and ibuprofen, all the others inhibited COX-2 more intensely than COX-1 at therapeutic concentrations. The authors concluded that the magnitude of the inhibition of COX-2-dependent prostacyclin can represent the main factor for the increased risk of myocardial infarction among NSAIDs, with non-functional suppression of COX-1. This property is shared by most traditional NSAIDs and COX-2 inhibitors and the measurement of the concentration of COX-2 in whole blood can represent a surrogate outcome to predict the cardiovascular risk of these drugs. The division of NSAIDs in selective and non-selective COX-2 inhibitors represents only partially the prediction of cardiovascular risk of NSAIDs. These results are consistent with those from case-control studies and randomized clinical trials<sup>28,30</sup>, however, only partially, with the current view that the selectiveness for COX-2 is a necessary attribute for cardiovascular risk. In fact, it was demonstrated that the prolonged action and high doses of the active compound are associated with an increased risk for any NSAID. These findings suggest that the degree of COX inhibition by therapeutic levels of NSAIDs must be considered the major determinant factor of cardiovascular risk<sup>5,31,32</sup>. Considering that the vasculature and COX-2 are the most important sources and the catalyzers of PGI<sub>2</sub><sup>5</sup>, the authors inferred that only the intense reduction in COX-2 activity (<underline>&gt;</underline> 95%) results in a significant decrease in the synthesis of PGI<sub>2</sub><italic>in vivo</italic>, and, eventually, oin the increased risk of myocardial infarction<sup>29</sup>. Therefore, an increase in the cardiovascular risk seems to be clearly associated to the effective inhibition of COX-2, unless it is attenuated by the concomitant effective inhibition of platelet COX-1. </p>
      <p>
        <bold>Arterial hypertension</bold>
      </p>
      <p>Two large meta-analyses<sup>33,34</sup>, encompassing more than 90 clinical trials, demonstrated that the NSAIDs can elevate the blood pressure (BP). Both showed a higher elevation in hypertensive patients. The analysis by Pope et al<sup>33</sup> showed that indomethacin and naproxen increased the mean blood pressure by 3.59 mmHg and 3.74 mmHg, respectively. Piroxicam resulted in a negligible mean BP increase (0.49 mmHg). The increase in BP caused by NSAIDs was associated with the significant decline in the concentrations of prostaglandins and renin.</p>
      <p>In the meta-analysis by Jonhson et al<sup>34</sup>, the data showed that the NSAIDs increased the mean supine BP by around 5.0 mmHg. O Ppiroxicam induced o the highest increase (6.2 mmHg). Aspirin, sulindac and flurbiprofen presented the lowest increase in BP; indomethacin and ibuprofen had intermediate effects.</p>
      <p>The set of data also showed that the NSAIDs interfere with the anti-hypertensive effects of several classes of these agents, especially those of which mechanism of action also involves the synthesis of vasodilating prostaglandins, such as diuretics, angiotensin-converting enzyme inhibitor and beta-blockers. Calcium-channel blockers and angiotensin-II receptor antagonists showed less interference by NSAIDs on their effects<sup>18,35</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Cerebrovascular events</bold>
      </p>
      <p>In clinical trials, the use of selective COX-2 inhibitor NSAIDs was associated with an increased risk of cardiovascular events and death<sup>36</sup>. Most post hoc analyses of the trials showed the combined cardiovascular and cerebrovascular events as the clinical outcome, without any other specification of cardiovascular risk<sup>36</sup>. The meta-analysis by Kearney et al<sup>28</sup> did not show any difference in the incidence of cerebrovascular events with NSAIDs.</p>
      <p>Recently, Haag et al<sup>37</sup> evaluated 7,636 individuals with a mean age of 70.2 years, of which 61.3% were women, with no manifestations of previous brain ischemia (1991-1993), regarding the incidence of cerebrovascular accident (CVA) up to September 2004. Of 70,063 individuals/year of follow-up (mean = 9.2 years), 807 individuals developed CVA (460 ischemic, 74 hemorrhagic and 273 not specified). The regular users of non-selective NSAIDs (HR 1.72; 95% CI: 1.22 to 2.44) and selective COX-2 inhibitors (HR 2.75; 95% CI: 1.28 to 5.95) presented a higher risk of stroke; however, the same was not true for those that took selective COX-1 inhibitors (HR 1.1; 95% CI: 0.41 to 2.97). The hazard ratio for ischemic stroke was de 1.68 (1.05 to 2.69) for non-selective agents and 4.54 (2.06 to 9.98) for selective agents. Considered separately, the current use of naproxen (non-selective) was associated with a HR of 2.63 (95% CI: 1.47 to 4.72) and the use of rofecoxib (selective for COX-2) to a higher risk of stroke (HR 3.38; 95% CI: 1.48 to 7.74). The hazard ratios for diclofenac (1.60; 1.0 to 2.57), ibuprofen (1.47; 0.73 to 3.00) and celecoxib (3.79; 0.52 to 2.76) were &gt; 1.00, but did not reach statistical significance.</p>
      <p>The authors concluded that in the general population, the risk of stroke was higher with the current use of selective NSAIDs, although it was not limited to them, as the event also occurs with the non-selective NSAIDs. </p>
      <p>
        <bold>Heart failure</bold>
      </p>
      <p>The addition of a NSAID to the therapeutic scheme of a patient undergoing treatment with diuretics to control cardiovascular disease, associated with sodium and water retention, increases the probability of developing heart failure. In a study of 10,000 individuals, aged 55 years or older, the concomitant use of diuretics and NSAIDs was associated with a two-fold increase in the rate of hospitalizations due to heart failure<sup>38</sup>. Patients with a previous history of congestive heart failure presented a higher risk<sup>38</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Gastrointestinal effects</bold>
      </p>
      <p>The most important adverse effects of NSAIDs occur in the gastrointestinal system. Approximately 20% of the patients do not tolerate the treatment with NSAIDs due to such effects, including abdominal pain, pyrosis and diarrhea<sup>16</sup>. The long-term treatment can cause gastric and duodenal erosions and ulcers. Although many of these patients are asymptomatic, they present a high risk of developing severe complications, such as stomach bleeding and perforation. The annual risk of these severe complications is 1% to 4% during the chronic treatment with NSAIDs. The elderly, women, individuals with rheumatoid arthritis, previous history of gastroduodenal bleeding, those using anti-thrombotic or corticosteroid agents, those using high doses of NSAIDs and those with a severe systemic disease are more prone to present them.</p>
      <p>These adverse effects result from the blocking of COX-1 in the gastrointestinal mucosa and the consequent inhibition in the production of prostacyclin, PGE<sub>2</sub> and PGD<sub>2</sub> in the stomach. <sup>39</sup>. These prostaglandins act as cytoprotective agents of the gastrointestinal mucosa; they inhibit the acid secretion by the stomach, increase the local blood flow and the secretion of the protective mucus. Patients with gastroduodenitis, ulcer and mainly digestive bleeding must take proton-pump inhibitors (omeprazole, pantoprazole, lansoprazole etc) daily and the NSAIDs must be taken after the meals<sup>40</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The evidence on the increased cardiovascular risk with the use of NSAIDs, especially the selective COX-2 inhibitors, is still incomplete, mainly due to the lack of randomized and controlled trials with the power to evaluate relevant cardiovascular outcomes. As the differences among the several NSAIDs are probably small, large comparative clinical trials are necessary to identify which anti-inflammatory scheme minimizes the total load of cardiovascular and gastrointestinal adverse events. However, the results of the clinical trials and meta-analyses indicate that the selective COX-2 inhibitors have important adverse cardiovascular effects that include increased risk of myocardial infarction, cerebrovascular accident, heart failure, kidney failure and arterial hypertension. The risk of these adverse events is higher in patients with a previous history of cardiovascular disease or those presenting high risk of developing it. In these patients, the use of COX-2 inhibitors must be limited to those for whom there is no appropriate alternative and even so, only at low doses and for as little time as necessary. </p>
      <p>Additionally, more data are necessary on the cardiovascular safety of traditional NSAIDs<sup>9</sup>. Although the most frequent adverse effects have been associated with the selective inhibition of COX-2, the absence of selectiveness for this isoenzyme does not completely rule out the risk of cardiovascular events, so that all drugs belonging to the large spectrum of NSAIDs must only be prescribed after the risk/benefit balance is considered. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
