<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">nXDXGLfjHLGmRtbXkCjf47h</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000400017</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400417</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000026</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Proposta de escore de risco pr&#233;-operat&#243;rio para pacientes candidatos &#224; cirurgia card&#237;aca valvar</article-title>
      </title-group>
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            <surname>Guaragna</surname>
            <given-names>Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa</given-names>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital S&#227;o Lucas </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>541</fpage>
      <lpage>548</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>21</day>
          <month>10</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>15</day>
          <month>04</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>24</day>
          <month>11</month>
          <year>2009</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Estabelecer escore de risco para cirurgias card&#237;acas permite avaliar risco pr&#233;-operat&#243;rio, informar o paciente e definir cuidados durante a interven&#231;&#227;o. OBJETIVO: Pesquisar fatores de risco pr&#233;-operat&#243;rios para &#243;bito em cirurgia card&#237;aca valvar e construir um modelo de risco simples (escore) para mortalidade hospitalar para os pacientes candidatos &#224; cirurgia no Hospital S&#227;o Lucas da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul (HSL-PUCRS). M&#201;TODOS: A amostra do estudo inclui 1.086 pacientes adultos que realizaram cirurgia card&#237;aca valvar entre Janeiro de 1996 a Dezembro de 2007 no HSL-PUCRS. Regress&#227;o log&#237;stica foi usada para identificar fatores de risco e mortalidade hospitalar. O modelo foi desenvolvido em 699 pacientes e seu desempenho foi testado nos dados restantes (n = 387). O modelo final foi criado com a an&#225;lise da amostra total (n = 1.086). RESULTADOS: A mortalidade global foi 11,8%: 8,8% casos eletivos e 63,8% cirurgia de emerg&#234;ncia. Na an&#225;lise multivariada, 9 vari&#225;veis permaneceram preditores independentes para o desfecho: idade avan&#231;ada, prioridade cir&#250;rgica, sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &lt; 45%, cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM) concomitante, hipertens&#227;o pulmonar, classe funcional III ou IV da NYHA, creatinina (1,5 a 2,49 mg/dl e &gt; 2,5 mg/dl ou di&#225;lise). A &#225;rea sob a curva ROC foi 0,83 (IC: 95%, 0,78 - 0,86). O modelo de risco mostrou boa habilidade para mortalidade observada/prevista: teste Hosmer-Lemeshow foi x&#178; = 5,61; p = 0,691 e r = 0,98 (coeficiente de Pearson). CONCLUS&#195;O: As vari&#225;veis preditoras de mortalidade hospitalar permitiram construir um escore de risco simplificado para a pr&#225;tica di&#225;ria, que classifica o paciente de baixo, m&#233;dio, elevado, muito elevado e extremamente elevado risco pr&#233;-operat&#243;rio.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Probabilidade</kwd>
        <kwd>risco</kwd>
        <kwd>cuidados pr&#233;-operat&#243;rios</kwd>
        <kwd>cirurgia tor&#225;cica</kwd>
        <kwd>valvas card&#237;acas</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>23</day>
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> VALVOPATIAS </p>
    <p>
      <bold>Proposta de escore de risco pr&#233;-operat&#243;rio para pacientes candidatos &#224; cirurgia card&#237;aca valvar</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna; Luiz Carlos Bodanese; Fabiana Lucas Bueno; Marco Antonio Goldani</bold>
    </p>
    <p>Hospital S&#227;o Lucas da Pontificia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="add1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Estabelecer escore de risco para cirurgias card&#237;acas permite avaliar risco pr&#233;-operat&#243;rio, informar o paciente e definir cuidados durante a interven&#231;&#227;o. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Pesquisar fatores de risco pr&#233;-operat&#243;rios para &#243;bito em cirurgia card&#237;aca valvar e construir um modelo de risco simples (escore) para mortalidade hospitalar para os pacientes candidatos &#224; cirurgia no Hospital S&#227;o Lucas da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul (HSL-PUCRS). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> A amostra do estudo inclui 1.086 pacientes adultos que realizaram cirurgia card&#237;aca valvar entre Janeiro de 1996 a Dezembro de 2007 no HSL-PUCRS. Regress&#227;o log&#237;stica foi usada para identificar fatores de risco e mortalidade hospitalar. O modelo foi desenvolvido em 699 pacientes e seu desempenho foi testado nos dados restantes (n = 387). O modelo final foi criado com a an&#225;lise da amostra total (n = 1.086). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A mortalidade global foi 11,8%: 8,8% casos eletivos e 63,8% cirurgia de emerg&#234;ncia. Na an&#225;lise multivariada, 9 vari&#225;veis permaneceram preditores independentes para o desfecho: idade avan&#231;ada, prioridade cir&#250;rgica, sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o <underline>&lt;</underline> 45%, cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM) concomitante, hipertens&#227;o pulmonar, classe funcional III ou IV da NYHA, creatinina (1,5 a 2,49 mg/dl e &gt; 2,5 mg/dl ou di&#225;lise). A &#225;rea sob a curva ROC foi 0,83 (IC: 95%, 0,78 - 0,86). O modelo de risco mostrou boa habilidade para mortalidade observada/prevista: teste Hosmer-Lemeshow foi x<sup>2</sup> = 5,61; p = 0,691 e r = 0,98 (coeficiente de Pearson). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> As vari&#225;veis preditoras de mortalidade hospitalar permitiram construir um escore de risco simplificado para a pr&#225;tica di&#225;ria, que classifica o paciente de baixo, m&#233;dio, elevado, muito elevado e extremamente elevado risco pr&#233;-operat&#243;rio.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Probabilidade, risco, cuidados pr&#233;-operat&#243;rios, cirurgia tor&#225;cica, valvas card&#237;acas/cirurgia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Atualmente s&#227;o realizadas, aproximadamente, 275.000 cirurgias para troca de valvas card&#237;acas em todo o mundo<sup>1</sup>, com mortalidade operat&#243;ria oscilando de 1 a 15%<sup>2,3</sup>. No Brasil, na an&#225;lise de mais de 115.000 cirurgias card&#237;acas realizadas entre 2000 e 2003, a mortalidade relatada foi de 8%. Dentre os fatores de risco para &#243;bito em cirurgia valvar, destacam-se: idade avan&#231;ada<sup>4</sup>, sexo feminino<sup>5-7</sup>, doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica (DPOC)<sup>8,9</sup>, classe funcional da insufici&#234;ncia card&#237;aca (NYHA), disfun&#231;&#227;o ventricular, prioridade cir&#250;rgica (urg&#234;ncia/emerg&#234;ncia), hipertens&#227;o arterial pulmonar (HAP)<sup>10</sup>, disfun&#231;&#227;o renal<sup>11</sup>, doen&#231;a valvar associada com cardiopatia isqu&#234;mica<sup>12</sup>, reopera&#231;&#227;o<sup>13-16</sup> e endocardite Infecciosa<sup>17-20</sup>.</p>
    <p>A partir da an&#225;lise multivariada desses fatores de risco, observados em determinada amostra, torna-se poss&#237;vel a constru&#231;&#227;o de um escore de risco, que deve objetivar<sup>21</sup> a obten&#231;&#227;o de uma estimativa de risco cir&#250;rgico real, tornando algumas vari&#225;veis pass&#237;veis de interven&#231;&#227;o na fase pr&#233;-operat&#243;ria e monitorar o efeito de altera&#231;&#245;es t&#233;cnicas, a din&#226;mica assistencial e as falhas do tratamento oferecido.</p>
    <p>Logo, o objetivo deste estudo foi o de pesquisar fatores pr&#233;-operat&#243;rios que possam estar associados com a ocorr&#234;ncia de &#243;bito em cirurgia card&#237;aca valvar, bem como de construir um escore de risco para mortalidade hospitalar para os pacientes candidatos &#224; cirurgia card&#237;aca valvar no Hospital S&#227;o Lucas da PUCRS.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o e amostra</bold>
    </p>
    <p>Entre Janeiro de 1996 e Dezembro de 2007, 3.895 pacientes foram submetidos &#224; cirurgia card&#237;aca no Hospital S&#227;o Lucas da PUC - RS. Desses, 1.086 realizaram cirurgia valvar isolada ou combinada com revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM), sendo motivo deste estudo.</p>
    <p>
      <bold>Delineamento do estudo</bold>
    </p>
    <p>Estudo observacional de coorte hist&#243;rica. Os dados foram coletados prospectivamente e inseridos no banco de dados da unidade de p&#243;s-operat&#243;rio em cirurgia card&#237;aca do Hospital S&#227;o Lucas da PUCRS.</p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios de inclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Pacientes com idade igual ou maior que 18 anos levados &#224; cirurgia card&#237;aca valvar (troca ou plastia) isolada ou combinada com cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica.</p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios de exclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Foram exclu&#237;das da an&#225;lise cirurgias de valvas tric&#250;spide e pulmonar, quando isoladas, dado ao pequeno n&#250;mero de pacientes submetidos a estes procedimentos.</p>
    <p>
      <bold>Vari&#225;veis em estudo</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis inclu&#237;das na an&#225;lise foram:</p>
    <p>&#149; G&#234;nero (masculino/feminino)</p>
    <p>&#149; Idade</p>
    <p>&#149; Prioridade cir&#250;rgica: cirurgia de emerg&#234;ncia/urg&#234;ncia colocada como vari&#225;vel &#250;nica e definida como necessidade de interven&#231;&#227;o em at&#233; 48 horas, devido a risco iminente de morte ou estado cl&#237;nico-hemodin&#226;mico inst&#225;vel.</p>
    <p>&#149; Classe funcional da insufici&#234;ncia card&#237;aca de acordo com crit&#233;rios da NYHA.</p>
    <p>&#149; Fibrila&#231;&#227;o atrial</p>
    <p>&#149; Acidente vascular cerebral pr&#233;vio</p>
    <p>&#149; Cirurgia card&#237;aca pr&#233;via</p>
    <p>&#149; Diabete</p>
    <p>&#149; DPOC: diagnosticada clinicamente e/ou por estudo radiol&#243;gico do t&#243;rax e/ou espirometria e/ou em tratamento medicamentoso (cortic&#243;ide, broncodilatadores)</p>
    <p>&#149; Hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS)</p>
    <p>&#149; Endocardite: atual ou hist&#243;ria recente (<underline>&lt;</underline> 60 dias)</p>
    <p>&#149; Obesidade: definida quando o &#237;ndice de massa corporal (IMC) <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup></p>
    <p>&#149; Fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o: medida pela ecocardiografia</p>
    <p>&#149; Creatinina s&#233;rica</p>
    <p>&#149; Hipertens&#227;o arterial pulmonar (HAP): detectada no ecocardiograma. Definida como press&#227;o sist&#243;lica em art&#233;ria pulmonar <underline>&gt;</underline> 30 mmHg (conforme Diretriz Brasileira de Hipertens&#227;o Arterial Pulmonar de 2005). No entanto, para a confec&#231;&#227;o do escore n&#227;o houve estratifica&#231;&#227;o quanto ao grau de severidade da mesma, apenas detec&#231;&#227;o se presente ou n&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Desfecho</bold>
    </p>
    <p><italic>&#211;bito - </italic>Considerado no transoperat&#243;rio e durante todo o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Procedimentos</bold>
    </p>
    <p>A anestesia, as t&#233;cnicas de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC) e de cardioplegia foram realizadas de acordo com a padroniza&#231;&#227;o do Hospital S&#227;o Lucas da PUC-RS, conforme previamente descrito<sup>22</sup>. Ap&#243;s a cirurgia, todos os pacientes foram transferidos para a UTI de p&#243;s-operat&#243;rio em cirurgia card&#237;aca, em ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise Estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis cont&#237;nuas foram descritas por m&#233;dia e desvio padr&#227;o e comparadas pelo teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>. As categ&#243;ricas (ou cont&#237;nuas categorizadas) foram descritas por contagens e percentuais e comparadas pelo teste de qui-quadrado. Para o processo de constru&#231;&#227;o do escore de risco, o banco de dados foi dividido de modo aleat&#243;rio em duas por&#231;&#245;es: 2/3 dos dados foram utilizados para modelagem e 1/3 para valida&#231;&#227;o.</p>
    <p><italic>Obten&#231;&#227;o do modelo de risco preliminar -</italic> A considera&#231;&#227;o inicial das vari&#225;veis seguiu um modelo hier&#225;rquico baseado em plausibilidade biol&#243;gica e informa&#231;&#245;es externas (literatura) quanto &#224; relev&#226;ncia e for&#231;a das associa&#231;&#245;es desses potenciais fatores de risco com a ocorr&#234;ncia do desfecho em estudo (&#243;bito intra-hospitalar).</p>
    <p>Uma vez listadas essas vari&#225;veis, usamos regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla em processo de sele&#231;&#227;o retr&#243;grada (<italic>backward selection</italic>) mantendo-se no modelo todas as vari&#225;veis com n&#237;vel de signific&#226;ncia p &lt; 0,05. Em seguida, foi constru&#237;do um escore de risco ponderado baseado na magnitude dos coeficientes <italic>b </italic>da equa&#231;&#227;o log&#237;stica. Ao serem transformados (exp [b]) em odds ratios (raz&#227;o de chances), os valores foram arredondados para o n&#250;mero inteiro mais pr&#243;ximo para compor o escore.</p>
    <p><italic>Valida&#231;&#227;o - </italic>O escore de risco preliminar foi aplicado no banco de dados de valida&#231;&#227;o obtendo-se duas estat&#237;sticas de desempenho: estat&#237;stica c (&#225;rea sob a curva ROC), o qui-quadrado de adequa&#231;&#227;o de ajuste (<italic>goodness-of-fit</italic>) de Hosmer-Lemeshow (HL) e o, consequente, coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson entre os eventos observados e os preditos pelo modelo. Os valores para a &#225;rea sob a curva ROC entre 0,85 e 0,90 indicam excelente poder discriminat&#243;rio. Um qui-quadrado de HL n&#227;o significativo (p &gt; 0,05) sinaliza boa calibra&#231;&#227;o do modelo. Um valor de coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson r <underline>&gt;</underline> 0,7 indica correla&#231;&#227;o muito forte entre os valores observados e os preditos.</p>
    <p><italic>Obten&#231;&#227;o do escore de risco final - </italic>Uma vez observado um desempenho apropriado do modelo no processo de valida&#231;&#227;o, os bancos de dados (modelagem e valida&#231;&#227;o) foram combinados para a obten&#231;&#227;o do escore final. Neste processo n&#227;o foram inclu&#237;das ou removidas vari&#225;veis, o que resultou simplesmente na obten&#231;&#227;o de estimativas mais precisas para os coeficientes j&#225; previamente calculados. Foram tamb&#233;m apresentadas as mesmas estat&#237;sticas de desempenho descritas acima.</p>
    <p>O modelo log&#237;stico resultante seguiu a f&#243;rmula abaixo e, diferentemente do escore, apresenta estimativas diretas da probabilidade de ocorr&#234;ncia do desfecho. Este processo &#233; entendido por alguns autores como sendo mais apropriado na obten&#231;&#227;o de estimativas de evento, apesar de apresentar um certo grau de complexidade matem&#225;tica para o seu uso na pr&#225;tica m&#233;dica di&#225;ria. A aplica&#231;&#227;o do modelo log&#237;stico &#233; mais adequada para progn&#243;stico de risco individual, principalmente em paciente com risco muito elevado no modelo aditivo<sup>23</sup>.</p>
    <p>P(evento) = 1 / 1 + exp (- (&#946;0 + &#946;1x1 + . . . + &#946;k xk))</p>
    <p>Os dados foram processados e analisados com o aux&#237;lio do programa <italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic> (SPSS) vers&#227;o 15.0.</p>
    <p><italic>Considera&#231;&#245;es &#233;ticas - </italic>O projeto de pesquisa deste estudo foi submetido ao Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da FAMED PUCRS, sob o registro n&#250;mero 06003478.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas</bold>
    </p>
    <p>Na amostra total (1.086) 128 pacientes tiveram &#243;bito (11,8%). Considerando-se apenas as cirurgias eletivas, a taxa de &#243;bito cai para 8,8%. Nos casos onde a interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica foi de urg&#234;ncia/ emerg&#234;ncia (5,3%), a mortalidade foi muito elevada: 63,8%. Esses pacientes contribu&#237;ram com 29% do total de &#243;bitos. A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o estudada foi 55,5 anos (&#177; 15,8 anos) e 45% dos pacientes tinham idade igual ou maior que 60 anos. Em rela&#231;&#227;o ao g&#234;nero, 56% eram homens. Em 20% dos pacientes, houve necessidade de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica combinada (<xref ref-type="table" rid="a02tab01m">tabela 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a02tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Desenvolvimento do modelo de risco (modelagem)</bold>
    </p>
    <p>Em 699 pacientes n&#227;o consecutivos (escolha aleat&#243;ria) que constituem 2/3 da amostra total foi realizada regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla dos preditores. Os preditores selecionados, devido &#224; sua signific&#226;ncia estat&#237;stica, para a constru&#231;&#227;o do escore, foram: idade (<underline>&gt;</underline> 60 anos), prioridade cir&#250;rgica, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (<underline>&lt;</underline> 45%), sexo feminino, CRM combinada, hipertens&#227;o pulmonar, classe funcional III ou IV (NYHA), creatinina <underline>&gt;</underline> 1,5 a 2,49 mg/dl e creatinina <underline>&gt;</underline> 2,5 mg/dl ou di&#225;lise (<xref ref-type="table" rid="a02tab02m">tabela 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a02tab02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A pontua&#231;&#227;o do escore, de acordo com o descrito na an&#225;lise estat&#237;stica encontra-se na <xref ref-type="table" rid="a02tab02m">tabela 2</xref>. A &#225;rea sob a curva ROC do modelo obtido foi 0,82 (IC 95% 0,77 a 0,87).</p>
    <p>
      <bold>Valida&#231;&#227;o do modelo de risco</bold>
    </p>
    <p>A valida&#231;&#227;o externa foi realizada em 387 pacientes (1/3 da amostra total) escolhidos aleatoriamente. O modelo de risco teve acur&#225;cia medida pela &#225;rea sob a curva ROC de 0,84 (IC 95% 0,77 a 0,90) tendo, portanto, boa habilidade discriminat&#243;ria. Tamb&#233;m houve boa correla&#231;&#227;o entre mortalidade prevista e observada: r = 0,93 com x<sup>2</sup> = 8,68 (p = 0,37) (teste de Hosmer - Lemeshow).</p>
    <p>
      <bold>Modelo de risco na amostra total: (n = 1.086)</bold>
    </p>
    <p>O modelo foi, ent&#227;o, reconstru&#237;do a partir da conjuga&#231;&#227;o do escore desenvolvido com dados dos 2/3 da amostra com os dados da valida&#231;&#227;o. Com as vari&#225;veis listadas foi usada regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla originando o escore de risco recalibrado baseado na magnitude dos coeficientes &#946; da equa&#231;&#227;o log&#237;stica (<xref ref-type="table" rid="tab3">Tabela 3</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab4">Tabela 4</xref>). Os fatores associados com risco mais elevado foram: prioridade cir&#250;rgica (emerg&#234;ncia/urg&#234;ncia), seguido de creatinina elevada (maior ou igual a 2,5 mg/dl), idade <underline>&gt;</underline> 60 anos e CRM combinada. A &#225;rea sob a curva ROC do modelo obtido foi 0,83 (IC 95% 0,78 - 0,86) (<xref ref-type="fig" rid="fig1">figura 1</xref>). A <xref ref-type="table" rid="tab5">tabela 5</xref> mostra o risco de &#243;bito de acordo com o escore e a classifica&#231;&#227;o desse risco (escore aditivo). Para c&#225;lculo do escore log&#237;stico (avalia&#231;&#227;o de risco individual) deve ser usada a equa&#231;&#227;o log&#237;stica inserida na <xref ref-type="table" rid="tab3">tabela 3</xref>. Na amostra total, 70,5% dos pacientes operados tinham risco baixo e m&#233;dio, isto &#233;, mortalidade estimada pelo escore em 2% e 7,9%, respectivamente. O risco foi considerado extremamente elevado em 6,7% dos pacientes. Para testar a calibra&#231;&#227;o do modelo, foi comparada a mortalidade observada com a prevista entre todos os pacientes em cada um dos cinco intervalos de classifica&#231;&#227;o do escore, obtendo-se um coeficiente de correla&#231;&#227;o prevista/observada de 0,98 com x<sup>2</sup> = 5,61 (p = 0,691) (teste de Hosmer-Lemeshow) (<xref ref-type="fig" rid="fig2">figura 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="fig2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo identificou nove preditores para &#243;bito em cirurgia card&#237;aca valvar que, de acordo com seu risco, formaram o escore: idade <underline>&gt;</underline> 60 anos, cirurgia de urg&#234;ncia/emerg&#234;ncia, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o <underline>&lt;</underline> 45%, cirurgia em mulheres, cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica concomitante, hipertens&#227;o pulmonar, classe funcional III ou IV (NYHA) e insufici&#234;ncia renal (duas vari&#225;veis). Foi desenvolvido, dessa forma, um instrumento de utilidade cl&#237;nica de f&#225;cil aplica&#231;&#227;o para calcular o risco pr&#233;-operat&#243;rio de &#243;bito para o paciente candidato &#224; cirurgia valvar. A escolha das vari&#225;veis foi baseada na pr&#243;pria experi&#234;ncia do setor de p&#243;s-operat&#243;rio de cirurgia card&#237;aca do Hospital S&#227;o Lucas da PUC-RS assim como em estudos pr&#233;vios da literatura<sup>3,12,13,24,25</sup>. Devemos ter em mente, por outro lado, que ao utilizarmos modelos preditivos de risco &#224; beira do leito, avaliamos a probabilidade de &#243;bito de uma popula&#231;&#227;o e n&#227;o daquele paciente em particular<sup>26</sup>.</p>
    <p>A taxa de &#243;bito neste estudo foi de 11,8%. Quando n&#227;o consideradas as cirurgias de urg&#234;ncia/emerg&#234;ncia, a mortalidade foi de 8,8% (cirurgia valvar isolada ou com CRM combinada). Apesar de ser mais elevada que a maioria dos centros europeus e norte-americanos, &#233; semelhante &#224; relatada no Brasil de acordo com os dados do DATASUS, isto &#233;, 8,9% para cirurgias valvares<sup>27,28</sup>. Considerando que tanto o registro da STS como o UK Cardiac Surgical Register s&#227;o volunt&#225;rios enquanto que o DATASUS &#233; administrativo, a compara&#231;&#227;o entre os resultados cir&#250;rgicos obtidos &#233; inapropriada. Pons e cols.<sup>29</sup> do Catalan Study Group on Open Surgery Heart desenvolveram um modelo de risco para &#243;bito a partir da an&#225;lise de 1.309 cirurgias card&#237;acas, onde 47% eram procedimentos valvares. A mortalidade relatada pelos autores, tanto global quanto para casos eletivos, foi semelhante &#224; nossa: 10,9% e 8%, respectivamente. No modelo de risco desenvolvido por Ambler e cols.<sup>3</sup>, a mortalidade para cirurgias eletivas foi de 5%. Nowicki e cols.<sup>12</sup> do Northern New England Cardiovascular Disease Study Group relataram 6,2% de &#243;bitos para cirurgia valvar a&#243;rtica e 9,4% para procedimento na valva mitral. No Brasil, Brand&#227;o e cols.<sup>30</sup>, em estudo com implante de pr&#243;teses mec&#226;nicas de duplo folheto, relataram mortalidade mitral de 13,5% e a&#243;rtica de 7,5%. De Bacco e cols.<sup>15</sup>, tamb&#233;m em nosso meio, em estudo retrospectivo com 703 pacientes que foram &#224; cirurgia para implante de biopr&#243;tese de peric&#225;rdio bovino, relataram 14,3% de &#243;bitos hospitalares e 12,1% quando a cirurgia foi eletiva.</p>
    <p>O que a literatura demonstra, portanto, &#233; uma ampla oscila&#231;&#227;o na taxa de &#243;bito, estimulando a busca de fatores que contribuam com a mortalidade hospitalar. </p>
    <p>A idade acima de 60 anos foi preditor de &#243;bito importante neste estudo, originando 3 pontos no escore. A idade, como preditor de &#243;bito, faz parte de todos os escores de risco encontrados na literatura<sup>3,12,13,24,25</sup>. O que &#233; not&#225;vel em cada escore &#233; a diferen&#231;a do ponto de corte a partir do qual &#233; estabelecido o risco cir&#250;rgico. O estudo de Hannan e cols.<sup>25</sup> constatou que pacientes operados com pelo menos 50 anos de idade tinham maior mortalidade hospitalar, independente da interven&#231;&#227;o valvar realizada: troca a&#243;rtica, mitral, multivalvar, com ou sem cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o. O EuroSCORE<sup>24 </sup>conseguiu determinar que a partir de 60 anos h&#225; incremento no risco de &#243;bito e acrescenta um ponto para cada 5 anos a partir de ent&#227;o.</p>
    <p>No presente estudo, a mortalidade foi mais elevada nas mulheres: 14,4% contra 9,8% nos homens, sendo fator de risco independente para &#243;bito hospitalar (OR; 1,9 IC 95% 1,2-3,0). No escore de risco originou 2 pontos. Entretanto, deve ser observado que paciente feminina na aus&#234;ncia de outro fator de risco tem baixa mortalidade estimada conforme o escore: 2%, semelhante a paciente masculino na mesma situa&#231;&#227;o. O risco aumentado para mulheres &#233; controverso na literatura<sup>3,12,24</sup>. </p>
    <p>Pacientes em classe funcional III ou IV constituem 44% dos casos da nossa amostra e tiveram mortalidade hospitalar de 18,1% contra 6,8% naqueles em que a classe funcional era I ou II. No escore contribuiu com 2 pontos. Este achado demonstra que a cirurgia em pacientes valvopatas deve ser realizada antes do desenvolvimento de sintomas que limitem a capacidade f&#237;sica de forma importante. Portanto, a classe funcional que &#233; um par&#226;metro estritamente cl&#237;nico, &#233; fator progn&#243;stico importante que, a despeito de sua subjetividade, &#233; de f&#225;cil registro &#224; beira do leito. &#201; o sintoma do paciente recebendo sua devida valoriza&#231;&#227;o. </p>
    <p>Neste estudo encontramos que FE <underline>&lt;</underline> 45% foi importante fator de risco para &#243;bito com OR de 2,1; IC 95% 1,2-3,7 na regress&#227;o log&#237;stica, acrescentando 2 pontos no modelo de risco. Demonstrando a import&#226;ncia da disfun&#231;&#227;o ventricular, mesmo na aus&#234;ncia de sintomas.</p>
    <p>Hipertens&#227;o pulmonar, a qual foi considerada como PSAP <underline>&gt;</underline> 30 mmHg obtida por ecocardiograma, esteve presente em 25% dos pacientes operados e foi fator de risco independente para &#243;bito em nossa s&#233;rie: OR 2,0; IC 95% 1,3-3,2, acrescentando 2 pontos no escore. Embora n&#227;o avaliada na maioria dos estudos<sup>12,29,31</sup>, a presen&#231;a de HAP mostrou-se preditor importante para &#243;bito em algumas s&#233;ries<sup>13,24</sup>. </p>
    <p>O estudo demonstrou que pacientes candidatos &#224; troca valvar associada com cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica tem risco de &#243;bito tr&#234;s vezes maior no p&#243;s-operat&#243;rio acrescentando 3 pontos ao escore. A ocorr&#234;ncia elevada de &#243;bito nesses pacientes - 25,2% contra 8,5% para troca valvar isolada - demonstra que outras comorbidades est&#227;o associadas.</p>
    <p>A presen&#231;a de creatinina elevada &#233; um importante preditor de risco para &#243;bito no presente estudo. Em pacientes com creatinina <underline>&gt;</underline> 2,5 mg/dl (em di&#225;lise ou n&#227;o) o risco &#233; seis vezes maior (OR 6,00; IC 95% 2,12 - 16,99). Inclu&#237;mos pacientes em di&#225;lise nesse grupo, devido ao pequeno n&#250;mero na amostra (9 pacientes, apenas).</p>
    <p>O maior impacto na pontua&#231;&#227;o do escore desenvolvido em nosso estudo foi a realiza&#231;&#227;o de cirurgia valvar em pacientes com risco de vida iminente. Essa situa&#231;&#227;o esteve presente em 5,3% dos casos na amostra e a taxa de &#243;bito foi de 64%, sendo respons&#225;vel por 29% dos &#243;bitos. Estudo publicado por De Bacco mostrou mortalidade semelhante<sup>4</sup>. Em nosso meio, recentemente foi publicado, um novo escore de risco para cirurgia valvar (VMCP) que conseguiu predizer maior tempo de interna&#231;&#227;o hospitalar. Entretanto, o risco de &#243;bito n&#227;o foi previs&#237;vel na an&#225;lise multivariada<sup>31</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Acur&#225;cia do escore</bold>
    </p>
    <p>A discrimina&#231;&#227;o do modelo desenvolvido neste estudo de acordo com a curva ROC foi 0,83 (IC 95% 0,78-0,86). A calibra&#231;&#227;o do presente escore, isto &#233;, o grau de concord&#226;ncia entre a mortalidade observada e o risco previsto teste H-L (teste Hosmer-Lemeshow) foi r = 0,98, x<sup>2</sup> = 5,61 (p = 0,691) o que indica um bom desempenho do modelo. Na maioria dos escores de mortalidade a &#225;rea sob a curva ROC encontra-se entre 0,70 e 0,86<sup>32,33</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab6">tabela 6</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab6">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Nosso modelo de risco foi constru&#237;do e validado numa &#250;nica institui&#231;&#227;o. V&#225;rios estudos demonstram que os escores apresentam desempenho inferior quando aplicados a grupos de pacientes diferentes dos quais foram desenvolvidos<sup>26</sup>. Portanto a valida&#231;&#227;o em popula&#231;&#227;o externa com novos dados de outras institui&#231;&#245;es &#233; importante para que o escore tenha ampla aplica&#231;&#227;o cl&#237;nica.</p>
    <p>Como todos os escores existentes na literatura, o atual n&#227;o apresenta perfeita discrimina&#231;&#227;o, apesar de ser considerada boa (&#225;rea sob a curva ROC 0,83; IC 95% 0,78-0,86). &#201; prov&#225;vel que mecanismos ainda desconhecidos de resposta fisiopatol&#243;gica &#224; cirurgia ou de fatores que influenciam a reserva individual de cada paciente, possam contribuir para que o escore n&#227;o tenha valor preditivo elevado. </p>
    <p>Com a melhora cont&#237;nua do cuidado m&#233;dico &#233; poss&#237;vel que o modelo perca a calibra&#231;&#227;o. Essa perda dever&#225; ser compensada recalibrando o &#237;ndice de risco com o uso de dados mais recentes a partir de novas coortes de pacientes.</p>
    <p>A presen&#231;a de HAP n&#227;o foi categorizada em graus de gravidade o que poderia agregar maior risco proporcional ao aumento da mesma. Com uma amostra maior talvez isso seja poss&#237;vel.</p>
    <p>
      <bold>Implica&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Como o escore tem origem em banco de dados cl&#237;nicos, o sistema oferece uma estimativa de risco cir&#250;rgico do "mundo real". O escore serve para monitorar defici&#234;ncia hospitalar, da equipe multidisciplinar (cirurgi&#227;o, anestesista e equipe de p&#243;s-operat&#243;rio) e da indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica. O modelo tem acur&#225;cia suficiente para ser empregado na rotina do Hospital S&#227;o Lucas da PUC - RS e para ser testado com dados de outra institui&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Os fatores de risco que se associaram &#224; ocorr&#234;ncia de &#243;bito hospitalar ap&#243;s cirurgia card&#237;aca valvar foram: idade acima de 60 anos, prioridade cir&#250;rgica, sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o FE <underline>&lt;</underline> 45%, CRM concomitante, hipertens&#227;o pulmonar, classe funcional III ou IV da NYHA e creatinina elevada. A partir das vari&#225;veis identificadas que foram preditoras de mortalidade hospitalar, foi poss&#237;vel construir um escore de risco que classifica o paciente como de baixo, m&#233;dio, elevado, muito elevado e extremamente elevado risco de pr&#233;-operat&#243;rio.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de doutorado de Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna pelo Hospital S&#227;o Lucas da PUCRS.</p>
    <p>
      <fn id="add1" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna </p>
        <p> Rua Paulino Chaves, 84 - Santo Ant&#244;nio </p>
        <p> 90640-200 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="guaragna@cardiol.br">guaragna@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="biagua@terra.com.br">biagua@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 15/04/09; revisado recebido em 21/10/09; aceito em 24/11/09.</p>
  </body>
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          <article-title>Substitui&#231;&#227;o valvar com pr&#243;teses mec&#226;nicas de duplo folheto</article-title>
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          <article-title>Valida&#231;&#227;o de um novo escore de risco cir&#250;rgico para cirurgia valvar</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Proposed preoperative risk score for patients candidate to cardiac valve surgery</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: To establish a risk score for heart surgery allows the assessment of preoperative risk, informing the patient and defining care during the intervention. OBJECTIVE: To assess preoperative risk factors for death in cardiac valve surgery and construct a simple risk model (score) for in-hospital mortality of patients candidate to surgery at Hospital S&#227;o Lucas of Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul (HSL-PUCRS). METHODS: The study sample included 1,086 adult patients that underwent cardiac valve surgery between January 1996 and December 2007 at HSL-PUCRS. Logistic regression was used to identify risk and in-hospital mortality factors. The model was developed in 699 patients and its performance was tested in the remaining data (n = 387). The final model was created using the total study sample (n = 1,086). RESULTS: Global mortality was 11.8%: 8.8% of elective cases and 63.8% of emergency cases. At the multivariate analysis, 9 variables remained independent predictors for the outcome: advanced age, surgical priority, female sex, ejection fraction &lt; 45%, concomitant myocardial revascularization (CABG), pulmonary hypertension, NYHA functional class III or IV, creatinine levels (1.5 to 2.49 mg/dl and &gt; 2.5 mg/dl or undergoing dialysis). The area under the ROC curve was 0.83 (95% CI: 0.78-0.86). The risk model showed good capacity for observed/predicted mortality: the Hosmer-Lemeshow test was x&#178; = 5.61; p = 0.691 and r = 0.98 (Pearson's coefficient). CONCLUSION: The variables predictive of in-hospital mortality allowed the construction of a simplified risk score for daily practice, which classifies the patient as having low, moderate, high, very high and extremely high preoperative risk.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Probability</kwd>
        <kwd>risk</kwd>
        <kwd>preoperative care</kwd>
        <kwd>thoracic surgery</kwd>
        <kwd>heart valves</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="linkinicio-body2"/>Proposed preoperative risk score for patients candidate to cardiac valve surgery</p>
      <p>
        <bold>Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna; Luiz Carlos Bodanese; Fabiana Lucas Bueno; Marco Antonio Goldani</bold>
      </p>
      <p>Hospital S&#227;o Lucas da Pontificia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> To establish a risk score for heart surgery allows the assessment of preoperative risk, informing the patient and defining care during the intervention.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To assess preoperative risk factors for death in cardiac valve surgery and construct a simple risk model (score) for in-hospital mortality of patients candidate to surgery at Hospital S&#227;o Lucas of Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul (HSL-PUCRS).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The study sample included 1,086 adult patients that underwent cardiac valve surgery between January 1996 and December 2007 at HSL-PUCRS. Logistic regression was used to identify risk and in-hospital mortality factors. The model was developed in 699 patients and its performance was tested in the remaining data (n = 387). The final model was created using the total study sample (n = 1,086).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Global mortality was 11.8%: 8.8% of elective cases and 63.8% of emergency cases. At the multivariate analysis, 9 variables remained independent predictors for the outcome: advanced age, surgical priority, female sex, ejection fraction <underline>&lt;</underline> 45%, concomitant myocardial revascularization (CABG), pulmonary hypertension, NYHA functional class III or IV, creatinine levels (1.5 - 2.49 mg/dl and &gt; 2.5 mg/dl or undergoing dialysis).The area under the ROC curve was 0.83 (95%CI: 0.78 - 0.86). The risk model showed good capacity for observed/predicted mortality: the Hosmer-Lemeshow test was x<sup>2</sup> = 5.61; p = 0.691 and r = 0.98 (Pearson's coefficient).</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS:</bold> The variables predictive of in-hospital mortality allowed the construction of a simplified risk score for daily practice, which classifies the patient as having low, moderate, high, very high and extremely high preoperative risk. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(4):507-514)</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Probability; risk; preoperative care; thoracic surgery; heart valves/surgery.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Currently, a total of 275,000 cardiac valve replacement surgeries are carried out worldwide<sup>1</sup>, with operative mortality ranging from 1 to 15%<sup>2,3</sup>. In Brazil, at the analysis of more than 115,000 heart surgeries carried out between 2000 and 2003, the reported mortality was 8%. The main risk factors for death during valve replacement surgeries are: advanced age<sup>4</sup>, female sex<sup>5-7</sup>, chronic obstructive pulmonary disease (COPD)<sup>8,9</sup>, New York Heart Association functional class (NYHA- FC), ventricular dysfunction, surgical priority (urgency/emergency), pulmonary arterial hypertension (PAH)<sup>10</sup>, renal dysfunction<sup>11</sup>, valvular disease associated with ischemic cardiopathy<sup>12</sup>, reoperation<sup>13-16</sup> and infectious endocarditis<sup>17-20</sup>.</p>
      <p>The multivariate analysis of these risk factors, observed in a certain sample, enables the construction of a risk score, with the objective<sup>21</sup> of obtaining an actual surgical risk estimate, making some variables capable of undergoing intervention in the preoperative phase and monitoring the effect of technical alterations, assistential dynamics and failures in the treatment offered to patients. </p>
      <p>Thus, the objective of the present study was to research preoperative factors that could be associated with the occurrence of death in cardiac valve surgery, as well as construct a risk score for in-hospital mortality for patients candidate to cardiac valve surgery in Hospital S&#227;o Lucas of PUCRS.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Population and sample</bold>
      </p>
      <p>Between Janeiro 1996 and December de 2007, 3,895 patients were submitted to heart surgery in Hospital S&#227;o Lucas of PUC - RS. Of these, 1,086 underwent isolated cardiac valve surgery or CABG-associated surgery, which was the object of the present study.</p>
      <p>
        <bold>Study design</bold>
      </p>
      <p>The present was a historical cohort observational study. The data were prospectively collected and inserted in the database of the Cardiac Surgery Postoperative Unit of Hospital S&#227;o Lucas of PUCRS.</p>
      <p>
        <bold>Inclusion criteria</bold>
      </p>
      <p>Patients aged 18 or older submitted to cardiac valve replacement surgery (valve replacement or plasty), isolated or in combination with myocardial revascularization surgery (CAGB).</p>
      <p>
        <bold>Exclusion criteria</bold>
      </p>
      <p>Tricuspid and pulmonary valve surgeries, when isolated surgical procedures, were excluded from the analysis due to the small number of patients submitted to these procedures.</p>
      <p>
        <bold>Study variables</bold>
      </p>
      <p>The variables included in the analysis were: </p>
      <p>&#149; Sex (male/female)</p>
      <p>&#149; Age</p>
      <p>&#149; Surgical priority: emergency/urgency surgery considered as a single variable and defined as the need to undergo surgical intervention in up to 48 hours, due to imminent risk of death or unstable clinical-hemodynamic condition.</p>
      <p>&#149; Heart failure functional class according to NYHA criteria.</p>
      <p>&#149; Atrial fibrillation</p>
      <p>&#149; Previous cerebrovascular accident</p>
      <p>&#149; Previous heart surgery</p>
      <p>&#149; Diabetes</p>
      <p>&#149; COPD: diagnosed clinically and/or through a radiological study of the thorax and/or spirometry and/or current drug treatment (corticoids, bronchodilators) </p>
      <p>&#149; Systemic arterial hypertension (SAH)</p>
      <p>&#149; Endocarditis: current or recent history (<underline>&lt;</underline> 60 days)</p>
      <p>&#149; Obesity: defined when the body mass index (BMI) <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup></p>
      <p>&#149; Ejection fraction: measured by echocardiography</p>
      <p>&#149; Serum creatinine</p>
      <p>&#149; Pulmonary arterial hypertension (PAH): detected at the echocardiogram. Defined as systolic pressure in pulmonary artery <underline>&gt;</underline> 30 mmHg (according to the Brazilian Guideline of Pulmonary Arterial Hypertension of 2005). However, for the construction of the score, there was no stratification regarding the degree of severity of the latter, only detection of its presence or absence.</p>
      <p>
        <bold>Outcome</bold>
      </p>
      <p><italic>Death - </italic>Considered in the transoperative period and throughout the entire hospitalization period.</p>
      <p>
        <bold>Procedures</bold>
      </p>
      <p>Anesthesia, extracorporeal circulation (ECC) and cardioplegia were carried out according to the standard procedures of Hospital S&#227;o Lucas of PUC-RS, as previously described<sup>22</sup>. After the surgery, all patients were transferred to the postoperative intensive care unit (ICU) and mechanically ventilated.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The continuous variables were described by means and standard deviations and compared by Student's <italic>t</italic> test. The categorical variables (or categorized continuous variables) were described by the Chi-square test. To construct the risk score, the database was randomly divided in two portions: 2/3 of the data were used for the modeling and 1/3 for validation.</p>
      <p><italic>Obtaining the preliminary risk model -</italic> The initial consideration of the variables followed a hierarchical model based on biological plausibility and external information (literature) regarding the relevance and power of the association between these potential risk factors and the occurrence of the outcome being analyzed (in-hospital death).</p>
      <p>Once these variables were listed, multiple logistic regression was used in a backward selection process and all variables with a level of significance p &lt; 0.05 were maintained in the model. After that, a weighted risk score was built, based on the magnitude of the <italic>b </italic>coefficients of the logistic equation. After they were transformed (exp [b]) into odds ratios, the values were rounded to the closest whole number to create the score.</p>
      <p><italic>Validation - </italic>The preliminary risk score was applied to the validation database and two performance statistics were obtained: c-statistics (area under the ROC curve), the Hosmer-Lemeshow (HL) Chi-square test of goodness-of-fit and the consequent Pearson's coefficient of correlation between the observed events and those predicted by the model. The values for the area under the ROC curve between 0.85 and 0.90 indicate an excellent discriminatory power. A non-significant HL Chi-square test (P &gt; 0.05) shows good model calibration. A Pearson's coefficient of correlation value r <underline>&gt;</underline> 0.7 indicates a strong correlation between the observed values and the predicted ones. </p>
      <p><italic>Obtaining the final risk score -</italic> Once an appropriate performance of the model was observed at the validation process, the databases (modeling and validation) were combined to obtain the final risk score. During this process, the variables that had been removed were not included, which simply resulted in the obtaining of more precise estimates for the coefficients that had been previously calculated. The same aforementioned performance statistics were also presented. </p>
      <p>The resulting logistic model followed the formula presented below and, differently from the score, it presents direct estimates of outcome occurrence probability. This process is understood by some authors<sup>109</sup> as being more appropriate to obtain event estimates, although it presents a certain degree of mathematical complexity for its use in daily medical practice. The use of the logistic model is more adequate for the prognosis of individual risk, mainly in patients with a very high risk in the additive model<sup>23</sup>.</p>
      <p>P(event) = 1 / 1 + exp (-(&#946;0 + &#946;1x1 + . . . + &#946;k xk))</p>
      <p>The data were processed and analyzed with the help of the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), release 15.0.</p>
      <p><italic>Ethical considerations -</italic> The research project of the present study was submitted to the Ethics Committee in Research of FAMED PUCRS, registration # 06003478.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Characteristics</bold>
      </p>
      <p>Of the total sample (1,086) 128 patients died (11.8%). Considering only the elective surgeries, the mortality rate decreases to 8.8%. In cases where the surgical intervention was an emergency/urgency (5.3%), mortality was very high: 63.8%. These patients contributed with 29% of the total number of deaths. The mean age of the studied population was 55.5 years (&#177; 15.8 years) and 45% of the patients were aged 60 years or older. Regarding gender, 56% of the patients were males. Combined myocardial revascularization (CABG) was necessary in 20% of the patients (<xref ref-type="table" rid="en_a17tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a17tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Development of the risk model (modeling)</bold>
      </p>
      <p>The multiple logistic regression of the predictors was carried out in 699 non-consecutive patients (random selection), which accounted for 2/3 of the total sample. The selected predictors, due to their statistical importance for the risk score construction, were: age (<underline>&gt;</underline> 60 years), surgical priority, ejection fraction (<underline>&lt;</underline> 45%), female sex, combined CABG, pulmonary hypertension, functional class III or IV (NYHA), creatinine <underline>&gt;</underline> 1.5 to 2.49 mg/dl and creatinine <underline>&gt;</underline> 2.5 mg/dl or dialysis (<xref ref-type="table" rid="en_a17tab02-body2">Table 2</xref>). The scoring system, according to what was described in the statistical analysis, is shown in <xref ref-type="table" rid="en_a17tab02-body2">Table 2</xref>. The area under the ROC curve of the obtained model was 0.82 (95%CI: 0.77 to 0.87).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a17tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Validation of the risk model</bold>
      </p>
      <p>The external validation was carried out in 387 patients (1/3 of the total sample), chosen randomly. The risk model accuracy was measured by the area under the ROC curve of 0.84 (95%CI: 0.77 to 0.90) thus presenting good discriminatory capacity. There was also a good correlation between the predicted and the observed mortality: r = 0.93 with x<sup>2</sup> = 8.68 (p = 0.37) (Hosmer-Lemeshow test).</p>
      <p>
        <bold>Risk model in the total sample: (n = 1,086)</bold>
      </p>
      <p>The model was then reconstructed based on the integration of the score developed with data from 2/3 of the sample and the validation data. The multiple logistic regression was used with the listed variables, originating the recalibrated risk score based on the magnitude of the &#946; coefficients of the logistic equation (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>). The factors associated with higher risk were: surgical priority (emergency/urgency), followed by high creatinine levels (<underline>&gt;</underline> 2.5 mg/dl), age <underline>&gt;</underline> 60 years and combined CABG. The area under the ROC curve of the obtained model was 0.83 (95%CI: 0.78 - 0.86) (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>). <xref ref-type="table" rid="tab06-body2">Table 6</xref> shows the risk of death according to the score and the classification of this risk (additive score). To calculate the logistic score (evaluation of individual risk), the logistic equation inserted in <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref> must be used. In the total sample, 70.5% of the patients submitted to surgery presented low and moderate risk, that is, mortality estimated by the score at 2% and 7.9%, respectively. The risk was considered extremely high in 6.7% of the patients. To test the calibration of the model, we compared the observed mortality with the predicted mortality among all patients in each of the five intervals of score classification, obtaining a predicted/observed coefficient of correlation of 0.98 with x<sup>2</sup> = 5.61 (p = 0.691) (Hosmer-Lemeshow test) (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab04-body2">
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      <table-wrap id="tab06-body2">
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      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gf01-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study identified nine predictors for death at cardiac valve surgery, which according to their risk, formed the score: age <underline>&gt;</underline> 60 years, urgency/emergency surgery, ejection fraction <underline>&lt;</underline> 45%, female sex, concomitant myocardial revascularization surgery, pulmonary hypertension, functional class III or IV (NYHA) and renal failure (2 variables). A clinical usefulness tool was then developed, which is easy to apply to calculate the preoperative risk of death in patients candidate to cardiac valve surgery. The choice of variables was based on the experience of the postoperative cardiac surgery service of Hospital S&#227;o Lucas of PUC-RS, as well as from the previous literature studies<sup>3,12,13,24,25</sup>. One must bear in mind, however, that when using a predictive model of risk at the bedside, we are evaluating the possibility of death of a population and not of that particular patient<sup>26</sup>.</p>
      <p>The mortality rate in the present study was 11.8%. When the urgency/emergency surgeries were not considered, the mortality rate was 8.8% (isolated cardiac valve surgery or with combined CABG). Although higher than the rates reported in most European and North-American centers, the mortality rate was similar to that reported in Brazil, according to data from the DATASUS, that is, 8.9% for valvular surgeries<sup>27,28</sup>. Considering that both the STS register and the UK Cardiac Surgical Register are voluntary, whereas DATASUS is administrative, the comparison between the obtained surgical results is inappropriate. Pons et al<sup>29</sup> from the Catalan Study Group on Open Surgery Heart developed a risk model for death based on the analysis of 1,309 cardiac surgeries, where 47% were valvular procedures. The mortality reported by the authors, global as well as for elective cases, was similar to ours: 10.9% and 8%, respectively. In the risk model developed by Ambler et al<sup>3</sup>, the mortality for elective surgeries was 5%. Nowicki et al<sup>12</sup>, from the Northern New England Cardiovascular Disease Study Group, reported 6.2% of deaths for aortic valve surgeries and 9.4% for mitral valve procedures. In Brazil, Brandao et al<sup>30</sup>, in a study of double-leaflet mechanical prosthesis implant, reported a mitral mortality of 13.5% and an aortic mortality of 7.5%. De Bacco et al<sup>15</sup>, also in our country, in a retrospective study of 703 patients that were submitted to surgery for the implant of bovine pericardial bioprosthesis, reported a mortality rate of 14.3% of in-hospital deaths and 12.1% when the surgery was elective. What literature demonstrates, therefore, is a broad oscillation in the mortality rate, which stimulates the search for factors that can contribute to in-hospital mortality.</p>
      <p>Age older than 60 years was an important predictor of death in the present study, worth 3 score points. Age, as a predictor of death, is a part of all risk scores found in the literature<sup>3,12,13,24,25</sup>. What is noteworthy in each score is the difference in the cutoff based on which the surgical risk is established. The study by Hannan et al<sup>25</sup> verified that patients submitted to surgery when they were at least 50 years of age presented higher in-hospital mortality, regardless of the performed valve intervention: aortic, mitral or multivalve replacement, with or without revascularization surgery. The EuroSCORE<sup>24 </sup>was able to determine that after 60 years of age, there is an increase in the risk of death and adds a point to the score for every 5 years thereafter.</p>
      <p>In the present study, the mortality was higher among women: 14.4% <italic>vs</italic> 9.8% among men, with the female sex being an independent risk factor for in-hospital death (OR; 1.9 95%CI: 1.2 - 3.0). It added 2 points to the risk score. However, it must be observed that the female patient in the absence of another risk factor has a low mortality, estimated at 2%, similar to the male patient in the same situation. The increased risk for women is a controversial issue in literature<sup>3,12,24</sup>. Patients with NYHA-FC III or IV constitute 44% of the cases in our sample and presented an in-hospital mortality rate of 18.1% <italic>vs</italic> 6.8% in those with NYHA-FC I or II. That added 2 points to the score. This finding demonstrates that the surgery in patients with valvulopathies must be carried out before the development of symptoms that can significantly impair the physical capacity. Thus, the functional class, which is a strictly clinical parameter, is an important prognostic factor, which, in spite of its subjective nature, is easily registered at the bedside, taking the patient's symptom into account.</p>
      <p>In the present study we verified that EF <underline>&lt;</underline> 45% was an important risk factor for death with an OR of 2.1; 95%CI: 1.2 - 3.7 at the logistic regression, adding 2 points to the score, which demonstrates the importance of ventricular dysfunction, even in the absence of symptoms. </p>
      <p>Pulmonary hypertension, which was considered when PASP <underline>&gt;</underline> 30 mmHg obtained by echocardiogram, was present in 25% of the patients submitted to surgery and was an independent risk factor for death in our series: OR 2.0; 95%CI: 1.3 - 3.2, adding 2 points to the score. Although it was not evaluated in most studies<sup>12,29,31</sup>, the presence of PAH showed to be an important predictor of death in some series<sup>13,24</sup>.</p>
      <p>The study demonstrated that patients candidate to valve replacement associated with myocardial revascularization present a 3-fold higher risk of death in the postoperative period, adding 3 points to the score. The high occurrence of death among these patients - 25.2% <italic>vs</italic> 8.5% for isolated valve replacement - demonstrates that other comorbidities are associated. </p>
      <p>The presence of high creatinine levels is an important predictor of death risk in the present study. Patients with creatinine levels <underline>&gt;</underline> 2.5 mg/dl (undergoing dialysis or not) present a six-fold higher risk (OR 6.00; 95%CI: 2.12 - 16.99). We included patients undergoing dialysis in this group, due to the small number of patients in the sample (only 9 patients).</p>
      <p>The highest impact on the score developed in the present study was the performance of cardiac valve surgery in patients presenting imminent risk of death. This situation was observed in 5.3% of the cases in the sample and the rate of mortality was 64%, being responsible for 29% of the deaths. A study published by De Bacco showed a similar rate of mortality<sup>4</sup>. Recently, in our country, a new risk score for cardiac valve surgery (VMPC) was published, which was able to predict a longer period of hospitalization. However, the risk of death could not be predicted at the multivariate analysis<sup>31</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Score accuracy</bold>
      </p>
      <p>The discrimination of the model developed in the present study according to the ROC curve was 0.83 (95%CI: 0.78 - 0.86). The calibration of the present score, that is, the degree of concordance between the observed mortality and the predicted risk at the H-L test (Hosmer-Lemeshow test) was r = 0.98, x<sup>2</sup> = 5.61 (p = 0.691), which indicates a good model performance. In most mortality scores, the area under the ROC curve is between 0.70 and 0.86<sup>32,33</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab06-body2">Table 6</xref>). </p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>Our risk model was constructed and validated in a single institution. Several studies have demonstrated that the scores present a lower performance when applied to groups of patients that are different from the ones for which the score was developed<sup>26</sup>. Therefore, the validation in an external population with new data from other institutions is important for the score to have broad clinical use. </p>
      <p>As in all scores found in the literature, the present score does not present a perfect discrimination, although it is considered good (area under the ROC curve: 0.83; 95%CI: 0.78 - 0.86). It is probable that unknown mechanisms of physiopathological response to the surgery or of factors that can influence the individual reserve of each patient can contribute to the fact that the score does not have a high predictive value. </p>
      <p>It is likely that the model will lose its calibration with the continuous improvement in medical care. This loss must be counterbalanced by recalibrating the risk index, using more recent data from new patient cohorts. The presence of PAH was not categorized in degrees of severity, which could aggregate a higher proportional risk to its increase. Perhaps this will be possible with a larger sample. </p>
      <p>
        <bold>Implications</bold>
      </p>
      <p>As the score is based on a clinical database, the system offers an estimate of surgical risk in the "real world". The score can be used to monitor deficiencies of the hospital facility, the multidisciplinary team (surgeon, anesthesiologist, and postoperative team) and of the surgical indication. The model presents enough accuracy to be routinely employed at Hospital S&#227;o Lucas of PUC - RS and to be tested with data from other institutions.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The risk factors associated with the occurrence of in-hospital death after cardiac valve surgery were: age &gt; 60 years, surgical priority, female sex, ejection fraction (EF) <underline>&lt;</underline> 45%, concomitant cardiac revascularization surgery, pulmonary hypertension, NYHA functional class III or IV and high creatinine levels. Based on the identified variables that were predictors of in-hospital mortality, a risk score was constructed that classified the patients as presenting low, medium, high, very high and extremely high preoperative risk.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna, from Hospital S&#227;o Lucas da PUCRS.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Propuesta de escore de riesgo preoperatorio para pacientes candidatos a cirug&#237;a cardiaca valvular</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Establecer un escore de riesgo para cirug&#237;as cardiacas permite evaluar el riesgo preoperatorio, informar al paciente y definir cuidados durante la intervenci&#243;n. OBJETIVO: Investigar factores de riesgo preoperatorios de muerte en cirug&#237;a cardiaca valvular y construir un modelo de riesgo simple (escore) para mortalidad hospitalaria para los pacientes candidatos a cirug&#237;a en el Hospital S&#227;o Lucas de la Pontificia Universidad Cat&#243;lica del Rio Grande do Sul (HSL-PUCRS). M&#201;TODOS: La muestra del estudio incluy&#243; 1.086 pacientes adultos a los que se realiz&#243; cirug&#237;a cardiaca valvular entre enero de 1996 y diciembre de 2007 en el HSL-PUCRS. Para identificar factores de riesgo y mortalidad hospitalaria se utiliz&#243; regresi&#243;n log&#237;stica. El modelo fue desarrollado en 699 pacientes y se prob&#243; su desempe&#241;o en los datos restantes (n = 387). El modelo final fue creado con el an&#225;lisis de la muestra total (n = 1.086). RESULTADOS: La mortalidad global fue del 11,8%: un 8,8% de casos electivos y un 63,8% de cirug&#237;a de emergencia. En el an&#225;lisis multivariado, 9 variables permanecieron como predictores independientes para el desenlace: edad avanzada, prioridad quir&#250;rgica, sexo femenino, fracci&#243;n de eyecci&#243;n &lt; 45%, cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (CRM) concomitante, hipertensi&#243;n pulmonar, clase funcional III o IV de la NYHA, creatinina (1,5 - 2,49 mg/dl y &gt; 2,5 mg/dl o di&#225;lisis). El &#225;rea bajo la curva ROC fue 0,83 (IC: 95%,0,78-0,86). El modelo de riesgo mostr&#243; buena habilidad para mortalidad observada/prevista: el test Hosmer-Lemeshow fue x&#178; = 5,61; p = 0,691 y r = 0,98 (coeficiente de Pearson). CONCLUSI&#211;N: Las variables predictoras de mortalidad hospitalaria permitieron construir un escore de riesgo simplificado para la pr&#225;ctica diaria, que clasifica al paciente en bajo, medio, elevado, muy elevado y extremadamente elevado riesgo preoperatorio.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Probabilidad</kwd>
        <kwd>riesgo</kwd>
        <kwd>cuidados preoperatorios</kwd>
        <kwd>cirug&#237;a tor&#225;cica</kwd>
        <kwd>v&#225;lvulas cardiacas</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Propuesta de escore de riesgo preoperatorio para pacientes candidatos a cirug&#237;a cardiaca valvular</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna; Luiz Carlos Bodanese; Fabiana Lucas Bueno; Marco Antonio Goldani</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital S&#227;o Lucas da Pontificia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Establecer un escore de riesgo para cirug&#237;as cardiacas permite evaluar el riesgo preoperatorio, informar al paciente y definir cuidados durante la intervenci&#243;n.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar factores de riesgo preoperatorios de muerte en cirug&#237;a cardiaca valvular y construir un modelo de riesgo simple (escore) para mortalidad hospitalaria para los pacientes candidatos a cirug&#237;a en el Hospital S&#227;o Lucas de la Pontificia Universidad Cat&#243;lica del Rio Grande do Sul (HSL-PUCRS).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> La muestra del estudio incluy&#243; 1.086 pacientes adultos a los que se realiz&#243; cirug&#237;a cardiaca valvular entre enero de 1996 y diciembre de 2007 en el HSL-PUCRS. Para identificar factores de riesgo y mortalidad hospitalaria se utiliz&#243; regresi&#243;n log&#237;stica. El modelo fue desarrollado en 699 pacientes y se prob&#243; su desempe&#241;o en los datos restantes (n = 387). El modelo final fue creado con el an&#225;lisis de la muestra total (n = 1.086).</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> La mortalidad global fue del 11,8%: un 8,8% de casos electivos y un 63,8% de cirug&#237;a de emergencia. En el an&#225;lisis multivariado, 9 variables permanecieron como predictores independientes para el desenlace: edad avanzada, prioridad quir&#250;rgica, sexo femenino, fracci&#243;n de eyecci&#243;n <underline>&lt;</underline> 45%, cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (CRM) concomitante, hipertensi&#243;n pulmonar, clase funcional III o IV de la NYHA, creatinina (1,5 - 2,49 mg/dl y &gt; 2,5 mg/dl o di&#225;lisis). El &#225;rea bajo la curva ROC fue 0,83 (IC: 95%,0,78-0,86). El modelo de riesgo mostr&#243; buena habilidad para mortalidad observada/prevista: el test Hosmer-Lemeshow fue x<sup>2</sup> = 5,61; p = 0,691 y r = 0,98 (coeficiente de Pearson).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Las variables predictoras de mortalidad hospitalaria permitieron construir un escore de riesgo simplificado para la pr&#225;ctica diaria, que clasifica al paciente en bajo, medio, elevado, muy elevado y extremadamente elevado riesgo preoperatorio.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Probabilidad, riesgo, cuidados preoperatorios, cirug&#237;a tor&#225;cica, v&#225;lvulas cardiacas/cirug&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Actualmente se realizan, aproximadamente, 275.000 cirug&#237;as valvulares cardiacas en todo el mundo<sup>1</sup>, con una mortalidad operatoria que oscila entre el 1 y el 15%<sup>2,3</sup>. En Brasil, en el an&#225;lisis de m&#225;s de 115.000 cirug&#237;as cardiacas realizadas entre 2000 y 2003, la mortalidad relatada fue del 8%. Entre los factores de riesgo para muerte en la cirug&#237;a valvular, se destacan: edad avanzada<sup>4</sup>, sexo femenino<sup>5-7</sup>, enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica (EPOC)<sup>8,9</sup>, clase funcional de la insuficiencia cardiaca (NYHA), disfunci&#243;n ventricular, prioridad quir&#250;rgica (urgencia/emergencia), hipertensi&#243;n arterial pulmonar (HAP)<sup>10</sup>, disfunci&#243;n renal<sup>11</sup>, enfermedad valvular asociada a cardiopat&#237;a isqu&#233;mica<sup>12</sup>, reoperaci&#243;n<sup>13-16</sup> y endocarditis infecciosa<sup>17-20</sup>.</p>
      <p>A partir del an&#225;lisis multivariado de estos factores de riesgo, observados en determinada muestra, se posibilita la construcci&#243;n de un escore de riesgo, que debe apuntar<sup>21</sup> a la obtenci&#243;n de una estimativa de riesgo quir&#250;rgico real, tornando algunas variables pasibles de intervenci&#243;n en la fase preoperatoria y monitorear el efecto de alteraciones t&#233;cnicas, la din&#225;mica asistencial y las fallas del tratamiento ofrecido.</p>
      <p>Por consiguiente, el objetivo de este estudio fue el de investigar los factores preoperatorios que puedan estar asociados a muerte en la cirug&#237;a cardiaca valvular, as&#237; como el de construir un escore de riesgo para mortalidad hospitalaria, para los pacientes candidatos a cirug&#237;a cardiaca valvular en el Hospital S&#227;o Lucas de PUCRS.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n y muestra</bold>
      </p>
      <p>Entre enero de 1996 y diciembre de 2007, 3.895 pacientes fueron sometidos a cirug&#237;a cardiaca en el Hospital S&#227;o Lucas de PUC - RS. En 1.086 de ellos se llev&#243; a cabo una cirug&#237;a valvular aislada o combinada con CRM, y constituyen el motivo de este estudio.</p>
      <p>
        <bold>Delineamiento del estudio</bold>
      </p>
      <p>Estudio observacional de cohorte hist&#243;rica. Los datos fueron recogidos prospectivamente e incorporados al Banco de Datos de la unidad de postoperatorio en cirug&#237;a cardiaca del Hospital S&#227;o Lucas de PUCRS.</p>
      <p>
        <bold>Criterios de inclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Pacientes con edad igual o mayor a 18 a&#241;os sometidos a cirug&#237;a cardiaca valvular (recambio o pl&#225;stica) aislada o combinada con cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica.</p>
      <p>
        <bold>Criterios de exclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se excluy&#243; del an&#225;lisis a las cirug&#237;as de v&#225;lvulas tric&#250;spide y pulmonar, cuando aisladas, dado el peque&#241;o n&#250;mero de pacientes sometidos a estos procedimientos.</p>
      <p>
        <bold>Variables en estudio</bold>
      </p>
      <p>Las variables incluidas en el an&#225;lisis fueron:</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>G&#233;nero (masculino/femenino)</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Edad</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Prioridad quir&#250;rgica - cirug&#237;a de emergencia/urgencia propuesta como variable &#250;nica y definida como necesidad de intervenci&#243;n en hasta 48 horas, debido a riesgo inminente de muerte o estado cl&#237;nico-hemodin&#225;mico inestable.</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Clase funcional de la insuficiencia cardiaca de acuerdo con los criterios de la NYHA.</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Fibrilaci&#243;n auricular</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Accidente cerebrovascular previo</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Cirug&#237;a cardiaca previa</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Diabetes</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>EPOC - diagnosticada cl&#237;nicamente y/ o por estudio radiol&#243;gico del t&#243;rax y/ o espirometr&#237;a y/o en tratamiento medicamentoso (corticoide, broncodilatadores)</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS)</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Endocarditis - actual o historia reciente (</p>
          <p><underline>&lt;</underline> 60 d&#237;as)</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Obesidad - definida cuando el &#205;ndice de Masa Corporal (IMC) </p>
          <p><underline>&gt;</underline> 30 kg/m&#178;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Fracci&#243;n de eyecci&#243;n - medida por ecocardiograf&#237;a</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Creatinina s&#233;rica</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Hipertensi&#243;n arterial pulmonar (HAP) - detectada en el ecocardiograma. Definida como presi&#243;n sist&#243;lica en arteria pulmonar </p>
          <p><underline>&gt;</underline> 30 mmHg. (Conforme Directriz Brasile&#241;a de Hipertensi&#243;n Arterial Pulmonar del a&#241;o 2005). No obstante, para la confecci&#243;n del escore no hubo estratificaci&#243;n en cuanto al grado de severidad de la misma, tan s&#243;lo se detect&#243; si estaba presente o no</p>
        </list-item>
      </list>
      <p>
        <bold>Desenlace</bold>
      </p>
      <p><italic>Muerte -</italic> considerada en el transoperatorio y durante todo el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Procedimientos</bold>
      </p>
      <p>La anestesia, las t&#233;cnicas de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC) y de cardioplej&#237;a fueron realizadas de acuerdo a la estandarizaci&#243;n del Hospital S&#227;o Lucas de PUC-RS, como se describi&#243; previamente<sup>22</sup>. Tras la cirug&#237;a, todos los pacientes fueron transferidos a la UTI para postoperatorio de cirug&#237;a cardiaca, con ventilaci&#243;n mec&#225;nica.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Las variables continuas fueron descritas por promedio y desviaci&#243;n est&#225;ndar y comparadas mediante el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>. Las categ&#243;ricas (o continuas categorizadas) fueron descritas por recuentos y porcentuales y comparadas mediante el test de chi-cuadrado. Para el proceso de construcci&#243;n del escore de riesgo, el banco de datos fue dividido de modo aleatorio en dos partes: 2/3 de los datos fueron utilizados para modelado y 1/3 para validaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Obtenci&#243;n del modelo de riesgo preliminar</bold>
      </p>
      <p>La consideraci&#243;n inicial de las variables sigui&#243; un modelo jer&#225;rquico basado en plausibilidad biol&#243;gica e informaciones externas (literatura) en cuanto a relevancia y fuerza de las asociaciones de esos potenciales factores de riesgo con la ocurrencia del desenlace en estudio (muerte intrahospitalaria).</p>
      <p>Una vez listadas esas variables, usamos regresi&#243;n log&#237;stica m&#250;ltiple en proceso de selecci&#243;n retr&#243;grada (<italic>backward selection</italic>) manteniendo en el modelo todas las variables con nivel de significancia P &lt; 0,05. A continuaci&#243;n, se construy&#243; un escore de riesgo ponderado, basado en la magnitud de los coeficientes <italic>b</italic> de la ecuaci&#243;n log&#237;stica. Al ser transformados (exp [b]) en <italic>odds ratios</italic> (raz&#243;n de chances), los valores fueron redondeados al n&#250;mero entero m&#225;s pr&#243;ximo para componer el escore.</p>
      <p><italic>Validaci&#243;n -</italic> el escore de riesgo preliminar fue aplicado en el banco de datos de validaci&#243;n, obteni&#233;ndose dos estad&#237;sticas de desempe&#241;o: estad&#237;stica c (&#225;rea bajo la curva ROC), el chi-cuadrado de adecuaci&#243;n de ajuste (<italic>goodness-of-fit</italic>) de Hosmer-Lemeshow (HL) y el consiguiente coeficiente de correlaci&#243;n de Pearson entre los eventos observados y los predichos por el modelo. Los valores para el &#225;rea bajo la curva ROC entre 0,85 y 0,90 indican excelente poder discriminatorio. Un chi-cuadrado de HL no significativo (P &gt; 0,05) se&#241;ala buena calibraci&#243;n del modelo. Un valor de coeficiente de correlaci&#243;n de Pearson r <underline>&gt;</underline> 0,7 indica correlaci&#243;n muy fuerte entre los valores observados y los predichos.</p>
      <p>
        <bold>Obtenci&#243;n del escore de riesgo final</bold>
      </p>
      <p>Una vez observado un desempe&#241;o apropiado del modelo en el proceso de validaci&#243;n, los bancos de datos (modelado y validaci&#243;n) fueron combinados para obtener el escore final. En este proceso no fueron incluidas ni removidas variables, lo que result&#243; simplemente en la obtenci&#243;n de estimativas m&#225;s precisas para los coeficientes ya previamente calculados. Se presentaron tambi&#233;n las mismas estad&#237;sticas de desempe&#241;o descritas m&#225;s arriba.</p>
      <p>El modelo log&#237;stico resultante sigui&#243; la f&#243;rmula que se muestra abajo y, a diferencia del escore, presenta estimativas directas de la probabilidad de aparici&#243;n de este desenlace. Algunos autores consideran que este proceso resulta m&#225;s apropiado para la obtenci&#243;n de estimativas de evento, a pesar de presentar un cierto grado de complejidad matem&#225;tica para su utilizaci&#243;n en la pr&#225;ctica m&#233;dica diaria. La aplicaci&#243;n del modelo log&#237;stico es m&#225;s adecuada para pron&#243;stico de riesgo individual, principalmente en paciente con riesgo muy elevado en el modelo aditivo<sup>23</sup>.</p>
      <p>P(evento) = 1 / 1 +exp(-(&#946;0 +&#946;1x1 + . . . + &#946;k xk))</p>
      <p>Los datos fueron procesados y analizados con la ayuda del programa <italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic> (SPSS) versi&#243;n 15.0.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones &#233;ticas</bold>
      </p>
      <p>El proyecto de investigaci&#243;n de este estudio fue sometido al Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la FAMED PUCRS, bajo el n&#250;mero de registro 06003478.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas</bold>
      </p>
      <p>En la muestra total (1086) 128 pacientes sufrieron muerte (11,8%). Consider&#225;ndose s&#243;lo las cirug&#237;as electivas, la tasa de muerte cay&#243; al 8,8%. En los casos donde la intervenci&#243;n quir&#250;rgica fue de urgencia/emergencia (5,3%), la mortalidad fue muy elevada: un 63,8%. Esos pacientes contribuyeron con un 29% del total de muertes. La edad promedio de la poblaci&#243;n estudiada fue 55,5 a&#241;os (&#177; 15,8 a&#241;os) y el 45% de los pacientes ten&#237;an 60 a&#241;os o m&#225;s. Con relaci&#243;n al g&#233;nero, el 56% eran hombres. En un 20% de los pacientes, hubo necesidad de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica combinada (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">tabla 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Desarrollo del modelo de riesgo (modelado)</bold>
      </p>
      <p>En 699 pacientes no consecutivos (elecci&#243;n aleatoria), que constituyen 2/3 de la muestra total, se realiz&#243; regresi&#243;n log&#237;stica m&#250;ltiple de los predictores. Los predictores seleccionados, debido a su significancia estad&#237;stica, para la construcci&#243;n del escore, fueron: edad (<underline>&gt;</underline> 60 a&#241;os), prioridad quir&#250;rgica, fracci&#243;n de eyecci&#243;n (<underline>&lt;</underline> 45%), sexo femenino, CRM combinada, hipertensi&#243;n pulmonar, clase funcional III o IV (NYHA), creatinina <underline>&gt;</underline> 1,5 a 2,49mg/dl y creatinina <underline>&gt;</underline> 2,5 mg/dl o di&#225;lisis (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">tabla 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La puntuaci&#243;n del escore, de acuerdo a lo descrito en el an&#225;lisis estad&#237;stico se encuentra en la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">tabla 2</xref>. El &#225;rea bajo la curva ROC del modelo obtenido fue 0,82 (IC 95% 0,77 a 0,87).</p>
      <p>
        <bold>Validaci&#243;n del modelo de riesgo</bold>
      </p>
      <p>La validaci&#243;n externa fue realizada en 387 pacientes (1/3 de la muestra total) escogidos en forma aleatoria. El modelo de riesgo tuvo una precisi&#243;n medida por el &#225;rea bajo la curva ROC de 0,84 (IC 95% 0,77 a 0,90) teniendo, por lo tanto, buena habilidad discriminatoria. Tambi&#233;n hubo buena correlaci&#243;n entre mortalidad prevista y observada: r = 0,93 con x&#178; = 8,68 (p = 0,37) (test de Hosmer - Lemeshow).</p>
      <p>
        <bold>Modelo de riesgo en la muestra total: (n = 1.086)</bold>
      </p>
      <p>El modelo fue, en este caso, reconstruido a partir de la conjugaci&#243;n del escore desarrollado con datos de los 2/3 de la muestra con los datos de la validaci&#243;n. Con las variables listadas fue usada regresi&#243;n log&#237;stica m&#250;ltiple originando el escore de riesgo recalibrado basado en la magnitud de los coeficientes &#946; de la ecuaci&#243;n log&#237;stica. (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref> y <xref ref-type="table" rid="t4-body3">Tabla 4</xref>). Los factores asociados con riesgo m&#225;s elevado fueron: prioridad quir&#250;rgica (emergencia/urgencia), seguido de creatinina elevada (mayor o igual a 2,5 mg/dl), edad <underline>&gt;</underline> 60 a&#241;os y CRM combinada. El &#225;rea bajo la curva ROC del modelo obtenido fue 0,83 (IC 95% 0,78 - 0,86) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">figura 1</xref>). La <xref ref-type="table" rid="t6-body3">tabla 6</xref> muestra el riesgo de muerte de acuerdo con el escore y la clasificaci&#243;n de ese riesgo (escore aditivo). Para c&#225;lculo del escore log&#237;stico (evaluaci&#243;n de riesgo individual) debe utilizarse la ecuaci&#243;n log&#237;stica introducida en la <xref ref-type="table" rid="t3-body3">tabla 3</xref>. En la muestra total, el 70,5% de los pacientes operados ten&#237;an riesgo bajo y medio, vale decir, mortalidad estimada por el escore en un 2% y 7,9%, respectivamente. El riesgo fue considerado extremadamente elevado en el 6,7% de los pacientes. Para probar la calibraci&#243;n del modelo, se compar&#243; la mortalidad observada con la prevista entre todos los pacientes, en cada uno de los cinco intervalos de clasificaci&#243;n del escore, obteni&#233;ndose un coeficiente de correlaci&#243;n prevista / observada de 0,98 con x&#178; = 5,61 (p= 0,691) (test de Hosmer-Lemeshow) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">figura 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-e01-es.jpg"/></p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gf01-es.jpg"/></fig>
      <table-wrap id="t6-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0541-00026-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Ecuaci&#243;n log&#237;stica</bold>
      </p>
      <p>Prob(muerte) =1/(1+exp (-(-4,186 +[0,996*edad <underline>&gt;</underline> 60]+[2,804*emergencia]+[0,655*sexo femenino]+[0,761*FE <underline>&lt;</underline> 45%]+[0,938*CRM combinada] + [0,705*HAP]+[0,495*NYHA III o IV]+[0,446*creatinina de 1,5 - 2,49=1]+[1,793*creatinina <underline>&gt;</underline> 2,5 = 1])))</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio identific&#243; nueve predictores de muerte en cirug&#237;a cardiaca valvular que, de acuerdo con su riesgo, formaron el escore: edad <underline>&gt;</underline> 60 a&#241;os, cirug&#237;a de urgencia/ emergencia, fracci&#243;n de eyecci&#243;n <underline>&lt;</underline> 45%, cirug&#237;a en mujeres, cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica concomitante, hipertensi&#243;n pulmonar, clase funcional III o IV (NYHA) e insuficiencia renal (dos variables). Se desarroll&#243;, de esa forma, un instrumento de utilidad cl&#237;nica de f&#225;cil aplicaci&#243;n para calcular el riesgo preoperatorio de muerte para el paciente candidato a la cirug&#237;a valvular. La elecci&#243;n de las variables se bas&#243; en la propia experiencia del sector de postoperatorio de cirug&#237;a cardiaca del Hospital S&#227;o Lucas de PUC-RS, as&#237; como en estudios previos de la literatura<sup>3,12,13,24,25</sup>. Debemos considerar, por otro lado, que al utilizar modelos predictivos de riesgo al borde de la cama del paciente, evaluamos la probabilidad de muerte de una poblaci&#243;n y no de aquel paciente en particular<sup>26</sup>.</p>
      <p>La tasa de muerte en este estudio fue del 11,8%. Si no se consideran las cirug&#237;as de urgencia/emergencia, la mortalidad fue del 8,8% (cirug&#237;a valvular aislada o con CRM combinada). A pesar de ser m&#225;s elevada que en la mayor&#237;a de los centros europeos y norteamericanos, es semejante a la relatada en Brasil de acuerdo con los datos del DATASUS, esto es, un 8,9% para cirug&#237;as valvulares<sup>27,28</sup>. Considerando que, tanto el registro de la STS como el UK Cardiac Surgical Register son voluntarios, mientras que el DATASUS es administrativo, la comparaci&#243;n entre los resultados quir&#250;rgicos obtenidos es inapropiada. Pons et al<sup>29</sup> del Catalan Study Group on Open Surgery Heart desarrollaron un modelo de riesgo de muerte a partir del an&#225;lisis de 1309 cirug&#237;as cardiacas, donde el 47% eran procedimientos valvulares. La mortalidad relatada por los autores, tanto global como en casos electivos, fue semejante a la nuestra: un 10,9% y un 8%, respectivamente. En el modelo de riesgo desarrollado por Ambler et al<sup>3</sup>, la mortalidad en cirug&#237;as electivas fue de 5%. Nowicki et al<sup>12</sup> del Northern New England Cardiovascular Disease Study Group relataron un 6,2% de muertes en cirug&#237;a valvular a&#243;rtica y un 9,4% en procedimientos en la v&#225;lvula mitral. En Brasil, Brand&#227;o et al<sup>30</sup>, en un estudio con implante de pr&#243;tesis mec&#225;nicas de doble hoja, relataron mortalidad mitral del 13,5% y a&#243;rtica de 7,5%. De Bacco et al<sup>15</sup>, tambi&#233;n en nuestro medio, en un estudio retrospectivo con 703 pacientes que fueron sometidos a cirug&#237;a para implante de biopr&#243;tesis de pericardio bovino, relataron un 14,3% de muertes hospitalarias y un 12,1% cuando la cirug&#237;a fue electiva.</p>
      <p>Lo que la literatura demuestra, por lo tanto, es una amplia oscilaci&#243;n en la tasa de muerte, estimulando la b&#250;squeda de factores que contribuyen a la mortalidad hospitalaria.</p>
      <p>La edad superior a 60 a&#241;os fue factor predictor de muerte importante en este estudio, originando 3 puntos en el escore. La edad, como predictor de muerte, forma parte de todos los escores de riesgo encontrados en la literatura<sup>3,12,13,24,25</sup>. Lo que es notable en cada escore es la diferencia del punto de corte a partir del cual se establece el riesgo quir&#250;rgico. El estudio de Hannan et al<sup>25</sup> constat&#243; que pacientes operados con por lo menos 50 a&#241;os de edad ten&#237;an mayor mortalidad hospitalaria, independientemente de la intervenci&#243;n valvular realizada: reemplazo a&#243;rtico, mitral, multivalvular, con o sin cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n. El EuroSCORE<sup>24</sup> logr&#243; determinar que a partir de 60 a&#241;os hay un incremento en el riesgo de muerte y aumenta un punto por cada 5 a&#241;os a partir de ese momento.</p>
      <p>En el presente estudio, la mortalidad fue m&#225;s elevada en las mujeres: 14,4% contra 9,8% en los hombres, siendo factor de riesgo independiente de muerte hospitalaria (OR; 1,9 IC 95% 1,2 - 3,0). En el escore de riesgo origin&#243; 2 puntos. No obstante, debe considerarse que un paciente de sexo femenino, en ausencia de otro factor de riesgo, tiene baja mortalidad estimada conforme el escore: un 2%, semejante a un paciente masculino en la misma situaci&#243;n. El riesgo aumentado en las mujeres es pol&#233;mico en la literatura<sup>3,12,24</sup>.</p>
      <p>Pacientes en clase funcional III o IV constituyen el 44% de los casos de nuestra muestra y tuvieron una mortalidad hospitalaria del 18,1% contra el 6,8% en aquellos, cuya clase funcional era I o II. En el escore contribuy&#243; con 2 puntos. Este hallazgo demuestra que la cirug&#237;a en pacientes con valvulopat&#237;as debe ser realizada antes del desarrollo de s&#237;ntomas que limiten la capacidad f&#237;sica de forma importante. Por lo tanto, la clase funcional, que es un par&#225;metro estrictamente cl&#237;nico, es factor pron&#243;stico importante que, pese a su subjetividad, es de f&#225;cil registro al borde de la cama del paciente. Es el s&#237;ntoma del paciente recibiendo su debida valorizaci&#243;n.</p>
      <p>En este estudio encontramos que FE <underline>&lt;</underline> 45% fue un importante factor de riesgo para muerte con OR de 2,1; IC 95% 1,2 - 3,7 en la regresi&#243;n log&#237;stica, aumentando 2 puntos en el modelo de riesgo. Ello demuestra la importancia de la disfunci&#243;n ventricular, a&#250;n en ausencia de s&#237;ntomas.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n pulmonar, que fue considerada como PSAP <underline>&gt;</underline> 30mmHg obtenida por Ecocardiograma, estuvo presente en el 25% de los pacientes operados y fue factor de riesgo independiente para muerte en nuestra serie: OR 2,0; IC 95% 1,3 - 3,2, aumentando 2 puntos en el escore. A&#250;n cuando no ha sido evaluada en mayor&#237;a de los estudios<sup>12,29,31</sup>, la presencia de HAP se revel&#243; como un predictor importante para muerte en algunas series<sup>13,24</sup>.</p>
      <p>El estudio demostr&#243; que pacientes candidatos a reemplazo valvular asociado a cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica tienen un riesgo de muerte tres veces mayor en el postoperatorio, aumentado 3 pontos al escore. La ocurrencia elevada de muerte en esos pacientes - un 25,2% contra un 8,5% para reemplazo valvular aislado - demuestra que otras comorbilidades est&#225;n asociadas.</p>
      <p>En este estudio, la presencia de creatinina elevada es un importante predictor de riesgo de muerte. En pacientes con creatinina <underline>&gt;</underline> 2,5 mg/dl (en di&#225;lisis o no) el riesgo es seis veces mayor (OR 6,00; IC 95% 2,12 - 16,99). Incluimos pacientes en di&#225;lisis en este grupo, debido al peque&#241;o n&#250;mero en la muestra (s&#243;lo 9 pacientes).</p>
      <p>El mayor impacto en la puntuaci&#243;n del escore desarrollado en nuestro estudio fue la realizaci&#243;n de cirug&#237;a valvular en pacientes con riesgo de vida inminente. Esa situaci&#243;n se hizo presente en el 5,3% de los casos en la muestra y la tasa de muerte fue del 64%, siendo responsable del 29% de las muertes. Un estudio publicado por De Bacco mostr&#243; una mortalidad semejante<sup>4</sup>. En nuestro medio, recientemente fue publicado un nuevo escore de riesgo para cirug&#237;a valvular (VMCP) que logr&#243; predecir mayor tiempo de internaci&#243;n hospitalaria. Sin embargo, el riesgo de muerte no fue previsible en el an&#225;lisis multivariado<sup>31</sup>.</p>
      <p>Precisi&#243;n del Escore: La discriminaci&#243;n del modelo desarrollado en este estudio de acuerdo con la curva ROC fue 0,83 (IC 95% 0,78 - 0,86). La calibraci&#243;n del presente escore, vale decir, el grado de concordancia entre la mortalidad observada y el riesgo previsto, test H-L (teste Hosmer-Lemeshow) fue r = 0,98, x&#178; = 5,61 (p = 0,691), lo que indica un buen desempe&#241;o del modelo. En la mayor&#237;a de los escores de mortalidad el &#225;rea bajo la curva ROC se encuentra entre 0,70 y 0, 86<sup>32,33</sup> (<xref ref-type="table" rid="t6-body3">tabla 6</xref>).</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones</bold>
      </p>
      <p>Nuestro modelo de riesgo fue construido y validado en una &#250;nica instituci&#243;n. Varios estudios demuestran que los escores presentan un desempe&#241;o inferior cuando se aplican a grupos de pacientes diferentes a aquellos para los que fueron desarrollados<sup>26</sup>. Por lo tanto, la validaci&#243;n en una poblaci&#243;n externa con nuevos datos de otras instituciones es importante para que el escore tenga amplia aplicaci&#243;n cl&#237;nica.</p>
      <p>Como todos los escores existentes en la literatura, el actual no presenta perfecta discriminaci&#243;n, a pesar de ser considerada buena (&#225;rea bajo la curva ROC 0,83; IC 95% 0,78 - 0,86). Es probable que mecanismos a&#250;n desconocidos de respuesta fisiopatol&#243;gica a la cirug&#237;a o de factores que influencian la reserva individual de cada paciente, puedan contribuir para que el escore no tenga valor predictivo elevado.</p>
      <p>Con la mejora continua del cuidado m&#233;dico es posible que el modelo pierda la calibraci&#243;n. Esa p&#233;rdida deber&#225; ser compensada recalibrando el &#237;ndice de riesgo con el uso de datos m&#225;s recientes a partir de nuevas cohortes de pacientes.</p>
      <p>La presencia de HAP no fue categorizada en grados de gravedad, lo que podr&#237;a agregar mayor riesgo proporcional al aumento de la misma. Con una muestra mayor tal vez eso sea posible.</p>
      <p>
        <bold>Implicaciones</bold>
      </p>
      <p>Como el escore tiene origen en un banco de datos cl&#237;nicos, el sistema ofrece una estimativa de riesgo quir&#250;rgico del "mundo real". El escore sirve para monitorear deficiencia hospitalaria, del equipo multidisciplinario (cirujano, anestesista y equipo de postoperatorio) y de la indicaci&#243;n quir&#250;rgica. El modelo tiene precisi&#243;n suficiente como para ser empleado en la rutina del Hospital S&#227;o Lucas de PUC - RS y para ser probado con datos de otra instituci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Los factores de riesgo que se asociaron a la ocurrencia de muerte hospitalaria tras cirug&#237;a cardiaca valvular fueron: edad superior a 60 a&#241;os, prioridad quir&#250;rgica, sexo femenino, fracci&#243;n de eyecci&#243;n FE <underline>&lt;</underline> 45%, CRM concomitante, hipertensi&#243;n pulmonar, clase funcional III o IV de la NYHA y creatinina elevada. A partir de las variables identificadas que fueron predictoras de mortalidad hospitalaria, fue posible construir un escore de riesgo que clasifica al paciente como de bajo, medio, elevado, muy elevado y extremadamente elevado riesgo de preoperatorio.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de la tesis de doctorado de Jo&#227;o Carlos Vieira da Costa Guaragna del Hospital S&#227;o Lucas de PUCRS.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
