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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">vk7ZDX9QdFFg5RKqNRcCkrv</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000400009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400409</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000020</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Avalia&#231;&#227;o dos fatores de risco e prote&#231;&#227;o associados &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial em crian&#231;as</article-title>
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          <named-content content-type="city">Goi&#226;nia</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Goi&#225;s</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>486</fpage>
      <lpage>491</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Estudos epidemiol&#243;gicos t&#234;m mostrado um aumento da preval&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial na faixa et&#225;ria pedi&#225;trica. Hoje se sabe que os fatores de risco poderiam ter sido detectados na inf&#226;ncia, o que auxiliaria na preven&#231;&#227;o da doen&#231;a. OBJETIVO: Avaliar fatores de risco e de prote&#231;&#227;o relacionados &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial na inf&#226;ncia. M&#201;TODOS: Foram avaliadas crian&#231;as de 3 a 10 anos moradoras dos distritos sanit&#225;rios leste e sudoeste de Goi&#226;nia, Goi&#225;s. Obtiveram-se os seguintes dados: peso ao nascer, aleitamento materno, hist&#243;ria familiar de hipertens&#227;o e obesidade, peso, estatura, &#237;ndice de massa corporal (IMC) e press&#227;o arterial. Utilizaram-se os testes de U de Mann-Whitney para comparar a varia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial quanto &#224;s vari&#225;veis descritas. RESULTADOS: Na amostra estudada, 519 crian&#231;as foram avaliadas, 246 (47,4%) do sexo masculino. Avalia&#231;&#227;o do IMC identificou 109 (21%) com excesso de peso, das quais 53 (10,3%) eram obesas. O aleitamento materno predominante e/ou exclusivo por tempo inferior a 6 meses foi encontrado em 242 (51,2%). As m&#233;dias da press&#227;o sist&#243;lica se encontraram significativamente mais elevadas naquelas crian&#231;as com aleitamento materno exclusivo e/ou predominante por tempo inferior a 6 meses (p = 0,04), hist&#243;ria familiar positiva para hipertens&#227;o (p = 0,05) e excesso de peso (p &lt; 0,0001). Esses dados foram confirmados na an&#225;lise multivariada. CONCLUS&#195;O: Na amostra estudada, excesso de peso e fatores heredit&#225;rios podem estar associados &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial, e o tempo em aleitamento materno superior a 6 meses parece conferir um efeito protetor.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>sa&#250;de da crian&#231;a</kwd>
        <kwd>Goi&#225;s</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>Avalia&#231;&#227;o dos fatores de risco e prote&#231;&#227;o associados &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial em crian&#231;as</p>
    <p>
      <bold>Alessandra Vitorino Naghettini; Joice M.F. Belem; Cl&#225;udia Maria Salgado; Huber M. Vasconcelos J&#250;nior; Elaine Maria Xavier Seronni; Ana Luiza Junqueira; Patr&#237;cia Marques Fortes</bold>
    </p>
    <p> Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Estudos epidemiol&#243;gicos t&#234;m mostrado um aumento da preval&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial na faixa et&#225;ria pedi&#225;trica. Hoje se sabe que os fatores de risco poderiam ter sido detectados na inf&#226;ncia, o que auxiliaria na preven&#231;&#227;o da doen&#231;a. </p>
    <p> OBJETIVO: Avaliar fatores de risco e de prote&#231;&#227;o relacionados &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial na inf&#226;ncia. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Foram avaliadas crian&#231;as de 3 a 10 anos moradoras dos distritos sanit&#225;rios leste e sudoeste de Goi&#226;nia, Goi&#225;s. Obtiveram-se os seguintes dados: peso ao nascer, aleitamento materno, hist&#243;ria familiar de hipertens&#227;o e obesidade, peso, estatura, &#237;ndice de massa corporal (IMC) e press&#227;o arterial. Utilizaram-se os testes de U de Mann-Whitney para comparar a varia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial quanto &#224;s vari&#225;veis descritas. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Na amostra estudada, 519 crian&#231;as foram avaliadas, 246 (47,4%) do sexo masculino. Avalia&#231;&#227;o do IMC identificou 109 (21%) com excesso de peso, das quais 53 (10,3%) eram obesas. O aleitamento materno predominante e/ou exclusivo por tempo inferior a 6 meses foi encontrado em 242 (51,2%). As m&#233;dias da press&#227;o sist&#243;lica se encontraram significativamente mais elevadas naquelas crian&#231;as com aleitamento materno exclusivo e/ou predominante por tempo inferior a 6 meses (p = 0,04), hist&#243;ria familiar positiva para hipertens&#227;o (p = 0,05) e excesso de peso (p &lt; 0,0001). Esses dados foram confirmados na an&#225;lise multivariada. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Na amostra estudada, excesso de peso e fatores heredit&#225;rios podem estar associados &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial, e o tempo em aleitamento materno superior a 6 meses parece conferir um efeito protetor. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Press&#227;o arterial, fatores de risco, sa&#250;de da crian&#231;a, Goi&#225;s, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; fator de risco importante para as doen&#231;as cardiovasculares que representam hoje uma das principais causas de mortalidade e morbidade mundiais<sup>1</sup><sub>.</sub></p>
    <p>Estudos epidemiol&#243;gicos t&#234;m mostrado um aumento de sua preval&#234;ncia na faixa et&#225;ria pedi&#225;trica<sup>2</sup>. Hoje se sabe que os fatores associados &#224; hipertens&#227;o arterial entre adultos poderiam ter sido detectados ainda na inf&#226;ncia<sup>3-5</sup>.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o precoce de fatores de risco como peso ao nascimento<sup>6,7</sup>, dieta na inf&#226;ncia<sup>8</sup>, estado nutricional, circunst&#226;ncias sociais<sup>9</sup> e identifica&#231;&#227;o de fatores de prote&#231;&#227;o pode contribuir para a interven&#231;&#227;o precoce e preven&#231;&#227;o da doen&#231;a cardiovascular em crian&#231;as com maior chance de desenvolv&#234;-la.</p>
    <p>Este estudo prop&#245;e a avalia&#231;&#227;o de fatores de risco associados &#224; hipertens&#227;o arterial na inf&#226;ncia (baixo peso ao nascimento, sobrepeso/obesidade infantil, fatores familiares) e de prote&#231;&#227;o, como o tempo em aleitamento materno.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>A pesquisa foi realizada em Goi&#226;nia, capital do Estado de Goi&#225;s, cuja popula&#231;&#227;o &#233; de 1.244.645 habitantes<sup>10</sup>.</p>
    <p>Realizou-se estudo epidemiol&#243;gico observacional, transversal, descritivo em 2006, em amostra representativa de crian&#231;as de ambos os sexos, na faixa et&#225;ria de 3-10 anos e 11 meses, moradoras das regi&#245;es que representam os distritos sanit&#225;rios sudoeste e leste de Goi&#226;nia, que estavam sendo atendidas pela Equipe de Sa&#250;de da Fam&#237;lia das respectivas regi&#245;es. </p>
    <p>A Secretaria Municipal de Sa&#250;de divide o munic&#237;pio de Goi&#226;nia em 11 distritos sanit&#225;rios, com base no principio de descentraliza&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Para este estudo, foram utilizados dois distritos sanit&#225;rios que se encontram geograficamente em regi&#245;es opostas e s&#227;o atendidos pelo Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia. </p>
    <p>Considerando que existem nas regi&#245;es 979 crian&#231;as atendidas pelo Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia, em n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5% e com poder de teste de 80%, e usando uma margem de erro de 3%, o tamanho m&#237;nimo da amostra estimado foi de 510 crian&#231;as.</p>
    <p> Uma equipe de alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goi&#225;s, previamente treinada e acompanhada por agentes do Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia, realizou visitas domiciliares com o objetivo de convidar as crian&#231;as e seus respons&#225;veis a participar do projeto.</p>
    <p>Foram convocadas as crian&#231;as cuja idade variava de 3 a 10 anos e 11 meses, de ambos os sexos.</p>
    <p>Em uma primeira etapa, foi realizada orienta&#231;&#227;o sobre o projeto e solicitou-se assinatura do consentimento informado pelos respons&#225;veis. Posteriormente, coletaram-se dados prim&#225;rios por meio de entrevistas dirigidas aos respons&#225;veis das crian&#231;as e an&#225;lise do Cart&#227;o da Crian&#231;a, e dados secund&#225;rios, obtidos com base no exame f&#237;sico.</p>
    <p>Foram exclu&#237;das do projeto crian&#231;as cujos respons&#225;veis legais se recusaram a participar da pesquisa ou n&#227;o seguiram todos os passos do protocolo.</p>
    <p>Preencheu-se ficha de cadastro com os seguintes dados: nome, endere&#231;o, telefone para contato, idade, data de nascimento, data de consulta, sexo e cor da pele (classificada por meio de suas caracter&#237;sticas fenot&#237;picas em branco e n&#227;o branco).</p>
    <p>Para hist&#243;ria cl&#237;nica, foram obtidos dados sobre antecedente familiar de hipertens&#227;o arterial e obesidade (pai, m&#227;e e av&#243;s), idade gestacional ao nascimento, termo ou n&#227;o termo, peso ao nascer e dura&#231;&#227;o do aleitamento materno exclusivo e/ou predominante. Os dados referentes ao rec&#233;m-nascido foram coletados com base na avalia&#231;&#227;o do Cart&#227;o da Crian&#231;a e no antecedente familiar por pergunta dirigida ao acompanhante, com resposta objetiva, sim ou n&#227;o.</p>
    <p>O baixo peso ao nascer foi definido para aquelas crian&#231;as que apresentaram peso ao nascimento inferior a 2.500 g<sup>11</sup>.</p>
    <p>Os dados sobre o aleitamento materno predominante e/ou exclusivo foram coletados com base nas entrevistas com os respons&#225;veis e organizados de acordo com a dura&#231;&#227;o, se superior a 6 meses ou n&#227;o, conforme os indicadores propostos pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS)<sup>12</sup>.</p>
    <p>Avalia&#231;&#227;o f&#237;sica das crian&#231;as foi feita por medidas de peso, estatura e press&#227;o arterial. </p>
    <p>A estatura foi medida com uma fita m&#233;trica inel&#225;stica fixada &#224; parede, colocando a crian&#231;a em p&#233;, de encontro &#224; parede, com os p&#233;s juntos e a coluna retificada, ajustando estadi&#244;metro graduado em mil&#237;metros sobre a cabe&#231;a. O peso (kg) foi obtido por balan&#231;a port&#225;til calibrada com precis&#227;o de 50 g, modelo Sport MEA-07400 - Plenna. Utilizou-se como padr&#227;o de refer&#234;ncia o gr&#225;fico do <italic>National Center of Health Statistics Percentilis</italic><sup>13</sup>.</p>
    <p>Calcularam-se o &#237;ndice de massa corporal (IMC) (kg/m<sup>2</sup>) e o percentil do IMC (pIMC) para cada crian&#231;a. As crian&#231;as que apresentaram pIMC inferior a 3 foram consideradas desnutridas; com valores entre 85 e 95, foram consideradas em sobrepeso; e aquelas com pIMC superior a 95 foram classificadas como obesas, de acordo com os dados de Conde e Carlos<sup>14</sup> e Tomkins<sup>15</sup>. Consideramos com excesso de peso as crian&#231;as com pIMC &gt; p 85, o que inclui aquelas com sobrepeso e obesas.</p>
    <p> A press&#227;o arterial (PA) foi aferida pelo m&#233;todo auscultat&#243;rio atrav&#233;s do aparelho aneroide marca BD calibrado. Realizou-se a aferi&#231;&#227;o no bra&#231;o direito utilizando manguitos com largura m&#237;nima correspondente a 40% da circunfer&#234;ncia do bra&#231;o e comprimento de pelo menos 80%, ap&#243;s 5 minutos de repouso, com a crian&#231;a sentada, bra&#231;o apoiado na altura do cora&#231;&#227;o, estetosc&#243;pio localizado sobre o pulso da art&#233;ria braquial em ambiente controlado, segundo as recomenda&#231;&#245;es do <italic>Fourth Task Force</italic><sup>16</sup>. Considerou-se a m&#233;dia aritm&#233;tica de duas medidas realizadas com intervalo de 5 minutos. Ap&#243;s um per&#237;odo de 2 meses, as crian&#231;as tiveram sua press&#227;o reavaliada. O valor da m&#233;dia das medidas da primeira e da segunda avalia&#231;&#227;o foi comparado com a tabela de percentil, seguindo a t&#233;cnica padronizada por <italic>Fourth Task Force</italic><sup>16</sup>. Considerou-se hipertens&#227;o arterial quando os valores estavam acima do percentil 95.</p>
    <p> Para a elabora&#231;&#227;o do banco de dados e sua an&#225;lise, utilizaram-se os <italic>softwares</italic> Epi-Info, vers&#227;o 3.2.2, e SPSS 10.0 <italic>for Windows</italic>. Foram utilizados os testes de U de Mann-Whitney para comparar a varia&#231;&#227;o da PA com a vari&#225;vel descrita. Para a an&#225;lise multivariada, utilizou-se a regress&#227;o linear m&#250;ltipla, e as press&#245;es sist&#243;lica e diast&#243;lica foram consideradas como vari&#225;vel-resposta. Estudaram-se as seguintes vari&#225;veis independentes: hist&#243;ria familiar para hipertens&#227;o arterial e obesidade positiva, isoladas ou em conjunto, para pai, m&#227;e e av&#243;s, excesso de peso, tempo de aleitamento materno predominante, peso ao nascimento, cor da pele, idade gestacional (se termo ou n&#227;o termo) e sexo. Para vari&#225;veis com p &lt; 0,2, foi realizada an&#225;lise multivariada. Fixou-se n&#237;vel de 95% de confian&#231;a, considerando significativo p &lt; 0,05. </p>
    <p>O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Avaliaram-se 519 crian&#231;as: 246 (47,4%) do sexo masculino e 248 (47,9%) brancas. A idade variou de 3 a 10,6 anos (X: 7,16 &#215; 2,15). Na distribui&#231;&#227;o por faixa et&#225;ria, 248 apresentavam idade entre 3 e 6 anos e 11meses (47,7%), e 271, de 7 a 10 anos e 11 meses (52,2%).</p>
    <p>As caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e antropom&#233;tricas est&#227;o descritas na <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Constatou-se prematuridade em 94 crian&#231;as (27,9%) crian&#231;as, e baixo peso ao nascer observado em 30 (5,7%).</p>
    <p>O IMC apresentou a seguinte distribui&#231;&#227;o: 53 (10,3%) eram obesas, 56 (10,8%) apresentavam sobrepeso, 373 (71,9%) tinham o peso adequado para idade e sexo, e 37 (7,1%) estavam desnutridas. O excesso de peso (pIMC &gt; p 85) foi encontrado, portanto, em 109 (21%) crian&#231;as.</p>
    <p>A press&#227;o arterial de 510 crian&#231;as estava normal (98,3%), e 9 (1,7%) tinham PA elevada (pPA &gt; 95), das quais 100% apresentavam PAS &gt; 95, e 11% (1), PAD entre 90 e 95. N&#227;o foram encontradas crian&#231;as desnutridas entre as hipertensas. No entanto, 44,4% (4) s&#227;o obesas, 33,3% (3) t&#234;m sobrepeso e 22,3% (2) s&#227;o eutr&#243;ficas.</p>
    <p>Hist&#243;ria familiar positiva de hipertens&#227;o foi observada em 342 av&#243;s (71,8%), 38 m&#227;es (8,15%) e 48 pais (10,7%). Constou-se obesidade em 104 av&#243;s (21,8%), 34 pais (7,1%) e 43 m&#227;es (6,5%). N&#227;o se observou associa&#231;&#227;o entre obesidade paterna e hipertens&#227;o, apenas entre 1,9% dos av&#243;s e 1,8% das m&#227;es, sem rela&#231;&#227;o estatisticamente significante.</p>
    <p>Quanto o aleitamento materno, 242 (51,2%) receberam leite materno predominante por um tempo inferior a 6 meses.</p>
    <p>An&#225;lise univariada dos fatores de risco da eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial foi realizada considerando os seguintes itens: baixo peso ao nascer, cor da pele, hist&#243;ria familiar de hipertens&#227;o arterial e obesidade (pai, m&#227;e e av&#244;s), sobrepeso, obesidade, excesso de peso, idade gestacional (se termo ou n&#227;o) e sexo. O tempo em aleitamento materno foi considerado fator protetor. </p>
    <p>As m&#233;dias de press&#227;o arterial sist&#243;lica foram significativamente menores nas crian&#231;as com aleitamento materno predominante acima de 6 meses (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>) e maiores naquelas com hist&#243;ria paterna positiva para hipertens&#227;o (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>), com IMC compat&#237;vel com excesso de peso (<xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>) e m&#227;e obesa (p = 0,008) (<xref ref-type="fig" rid="fig04">Figura 4</xref>). As vari&#225;veis peso ao nascer, cor da pele, sexo e idade gestacional n&#227;o apresentaram rela&#231;&#227;o estatisticamente significante.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf02.jpg"/></fig>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf03.jpg"/></fig>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf04.jpg"/></fig>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o da press&#227;o diast&#243;lica, seus valores estavam significativamente diminu&#237;dos naquelas crian&#231;as com aleitamento materno predominante e/ou exclusivo superior a 6 meses (p = 0,039) e aumentados naquelas com excesso de peso.</p>
    <p>Na an&#225;lise multivariada, no modelo para press&#227;o sist&#243;lica, as seguintes vari&#225;veis permaneceram significantes: aleitamento materno predominante por tempo inferior a 6 meses (p = 0,042), pai hipertenso (p = 0,053) e crian&#231;a obesa (p &lt; 0,0001) e com sobrepeso (p = 0,005).</p>
    <p>Como apenas 1 crian&#231;a apresentava aumento da press&#227;o diast&#243;lica, a an&#225;lise multivariada n&#227;o foi considerada para esse modelo.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este trabalho teve como enfoque o estudo dos fatores de risco associados &#224; hipertens&#227;o arterial em crian&#231;as. Utilizaram-se dois distritos sanit&#225;rios de Goi&#226;nia, de grande densidade populacional, como ambiente de pesquisa, e inclu&#237;ram-se as crian&#231;as que estavam sendo atendidas pelo Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia em 2006.</p>
    <p>A ocorr&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial na amostra estudada foi de 9 casos (1,7%), o que est&#225; relacionado &#224; literatura vigente que demonstra preval&#234;ncia 1%-13%, dependendo da metodologia empregada<sup>17</sup>. Outros estudos realizados na Regi&#227;o Centro-Oeste demonstraram valores que variaram de 2,3% a 5%, por&#233;m as crian&#231;as avaliadas apresentavam faixa et&#225;ria acima de 6 anos<sup>18,19</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos dados do rec&#233;m-nascido, o baixo peso ao nascer apresentou uma preval&#234;ncia de 6%, a qual se aproxima do valor de 7,5% para Goi&#226;nia, relatado no Sistema de Informa&#231;&#227;o de Nascidos Vivos do Datasus<sup>20</sup>. N&#227;o observamos associa&#231;&#227;o com eleva&#231;&#227;o da m&#233;dia da press&#227;o arterial. Apesar da hip&#243;tese de que fatores presentes no per&#237;odo neonatal s&#227;o respons&#225;veis por altera&#231;&#245;es permanentes no organismo do indiv&#237;duo<sup>21</sup>, outros estudos demonstraram que a quantidade e a velocidade do ganho de peso s&#227;o mais relevantes na determina&#231;&#227;o da press&#227;o arterial na inf&#226;ncia<sup>22,23</sup>.</p>
    <p>O percentil do IMC evidenciou uma preval&#234;ncia de obesidade e sobrepeso compat&#237;veis com outros trabalhos. No Brasil, Abrantes e cols.<sup>24</sup>, por meio de dados da pesquisa sobre padr&#245;es de vida realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE) em 1997, identificaram uma preval&#234;ncia de obesidade em crian&#231;as das Regi&#245;es Nordeste e Sudeste que variou entre 8,2% e 11,9%. Monego e Jardim<sup>19</sup> encontraram uma preval&#234;ncia de 4,9% de obesos e 11% de sobrepeso (16% de excesso de peso) numa popula&#231;&#227;o de crian&#231;as de 7 a 14 anos da cidade de Goi&#226;nia. </p>
    <p>Na an&#225;lise univariada, a hist&#243;ria familiar paterna positiva para hipertens&#227;o e materna positiva para obesidade, e a obesidade e o sobrepeso infantil predisp&#245;em a um maior risco de hipertens&#227;o arterial. </p>
    <p>Na an&#225;lise multivariada, esses fatores permaneceram influenciando no valor da press&#227;o arterial infantil de forma significante, com exce&#231;&#227;o da hist&#243;ria materna positiva para obesidade.</p>
    <p>Na an&#225;lise univariada, crian&#231;as com tempo de aleitamento materno predominante por per&#237;odo superior a 6 meses apresentaram press&#245;es sist&#243;lica e diast&#243;lica menores, o que parece conferir um efeito protetor do aleitamento materno mais prolongado. </p>
    <p>H&#225; evid&#234;ncia inconsistente e conflitante na associa&#231;&#227;o entre o aleitamento materno e a eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial na inf&#226;ncia<sup>25</sup>, e v&#225;rias raz&#245;es para isso t&#234;m sido enumeradas. A n&#227;o padroniza&#231;&#227;o de um tempo-limite que defina o aleitamento materno exclusivo ou at&#233; mesmo a n&#227;o relev&#226;ncia dada a essa exclusividade e os diversos tipos de alimentos oferecidos &#224; crian&#231;a em associa&#231;&#227;o ao leite da m&#227;e<sup>26</sup> dificultam a elabora&#231;&#227;o de uma conclus&#227;o definitiva. </p>
    <p>Outros estudos observacionais sugerem que o aleitamento materno pode estar relacionado com um valor menor de press&#227;o arterial na inf&#226;ncia<sup>27-29</sup>. Alguns referem que h&#225; um exagero nessa correla&#231;&#227;o<sup>30</sup>, enquanto outros mencionam uma pequena redu&#231;&#227;o na press&#227;o diast&#243;lica<sup>31</sup>.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o entre obesidade/sobrepeso e hipertens&#227;o arterial infantil vem sendo relatada por v&#225;rios estudos, e todos encontram uma maior preval&#234;ncia de hipertens&#227;o nas crian&#231;as obesas do que naquelas eutr&#243;ficas. Sorof e cols.<sup>32</sup> constataram que as crian&#231;as obesas apresentam uma preval&#234;ncia tr&#234;s vezes maior de hipertens&#227;o do que as n&#227;o obesas. </p>
    <p>Alguns estudos demonstram uma rela&#231;&#227;o entre os danos da obesidade ao sistema cardiovascular e o consequente aumento da press&#227;o arterial, sendo a hipertens&#227;o sist&#243;lica o primeiro sinal da altera&#231;&#227;o<sup>32,33</sup>. </p>
    <p>De acordo com Estudo de Bogalusa<sup>34</sup>, 77% das crian&#231;as obesas assim se mant&#234;m na idade adulta, o que refor&#231;a a elabora&#231;&#227;o de estrat&#233;gias com enfoque adicional ao estado nutricional infantil, relacionada tanto &#224; preven&#231;&#227;o da pr&#243;pria obesidade quanto &#224; hipertens&#227;o arterial na vida adulta. </p>
    <p>Em suma, apesar das limita&#231;&#245;es deste estudo, observa-se, nessa amostra, uma associa&#231;&#227;o de risco entre o excesso de peso e fatores heredit&#225;rios, bem como um efeito protetor do maior tempo de aleitamento materno sobre a eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial na faixa et&#225;ria entre 3 e 10 anos e 11 meses.</p>
    <p>Consideramos que, para a preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial e demais comorbidades na idade adulta, s&#227;o necess&#225;rias pol&#237;ticas de sa&#250;de p&#250;blica com foco de a&#231;&#227;o na promo&#231;&#227;o do aleitamento materno e no combate ao excesso de peso na inf&#226;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos aos alunos da turma n&#250;mero 54 da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goi&#225;s a valiosa contribui&#231;&#227;o na realiza&#231;&#227;o deste estudo.</p>
    <p>A aluna Joice Moraes Faria Monteiro Belem que participou do projeto recebeu bolsa de inicia&#231;&#227;o cient&#237;fica oferecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPQ).</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Alessandra Vitorino Naghettini </p>
        <p> Rua t-36, 477/201 - Setor Bueno </p>
        <p> 74223-050 - Goi&#226;nia, GO - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="naghetti@terra.com.br">naghetti@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 13/10/08; revisado recebido em 26/05/09; aceito em 14/08/09.</p>
  </body>
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        <p>BACKGROUND: Epidemiological studies have shown an increased prevalence of high blood pressure in pediatric patients. Today we know that risk factors can be detected during childhood and may help in preventing the disease. OBJECTIVE: To evaluate risk and protection factors related to high blood pressure in childhood. METHODS: We evaluated children aged 3 to10 years, residing in the east and southwest sanitary districts of the City of Goi&#226;nia, Goi&#225;s, and obtained the following data: birth weight, breastfeeding, family history of high blood pressure and obesity, weight, height, body mass index (BMI), and blood pressure. We applied the Mann-Whitney U-test to these variables in order to compare pressure variation. RESULTS: In this sample, 519 children were evaluated, and 246 (47.4%) of them were male. The BMI assessment identified 109 (21%) overweight children, of which 53 (10.3%) were obese. Predominant and/or exclusive breastfeeding for less than 6 months was found in 242 (51.2%). The mean systolic pressure was significantly higher in children with exclusive and/or predominant breastfeeding for less than 6 months (p = 0.04), and in children with family history of high blood pressure (p = 0.05), and in overweight children (p &lt;0.0001). These data were confirmed in multivariate analysis. CONCLUSION: In this sample, we observed that overweight and hereditary factors may be associated with elevated blood pressure, and that breastfeeding for more than 6 months seems to offer a protective effect.</p>
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    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="linkinicio-body2"/>Evaluation of risk and protection factors associated with high blood pressure in children</p>
      <p>
        <bold>Alessandra Vitorino Naghettini; Joice M.F.Belem; Cl&#225;udia Maria Salgado; Huber M. Vasconcelos J&#250;nior; Elaine Maria Xavier Seronni; Ana Luiza Junqueira; Patr&#237;cia Marques Fortes</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Epidemiological studies have shown an increased prevalence of high blood pressure in pediatric patients. Today we know that risk factors can be detected during childhood and may help in preventing the disease.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate risk and protection factors related to high blood pressure in childhood.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We evaluated children aged 3 to10 years, residing in the east and southwest sanitary districts of the City of Goi&#226;nia, Goi&#225;s, and obtained the following data: birth weight, breastfeeding, family history of high blood pressure and obesity, weight, height, body mass index (BMI), and blood pressure. We applied the Mann-Whitney U-test to these variables in order to compare pressure variation.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In this sample, 519 children were evaluated, and 246 (47.4%) of them were male. The BMI assessment identified 109 (21%) overweight children, of which 53 (10.3%) were obese. Predominant and/or exclusive breastfeeding for less than 6 months was found in 242 (51.2%). The mean systolic pressure was significantly higher in children with exclusive and/or predominant breastfeeding for less than 6 months (p = 0.04), and in children with family history of high blood pressure (p = 0.05), and in overweight children (p &lt;0.0001). These data were confirmed in multivariate analysis.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> In this sample, we observed that overweight and hereditary factors may be associated with elevated blood pressure, and that breastfeeding for more than 6 months seems to offer a protective effect. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(4):458-463)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Blood pressure; risk factors; child health (public health); Goi&#225;s, Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>High blood pressure is an important risk factor for cardiovascular disease, which currently represents a major cause of mortality and morbidity worldwide<sup>1</sup>.</p>
      <p>Epidemiological studies have shown an increase in its prevalence in the pediatric population<sup>2</sup>. Today we know that the factors associated with high blood pressure among adults could have been detected in childhood<sup>3-5</sup>.</p>
      <p>The early assessment of risk factors such as birth weight<sup>6, </sup><sup>7</sup>, diet in childhood<sup>8</sup>, nutritional status, social circumstances<sup>9</sup>, and the identification of protective factors may contribute to an early intervention and prevention of cardiovascular disease in children who are more likely to develop it.</p>
      <p>This study proposes to evaluate the risk factors associated with high blood pressure in children (low birth weight, overweight/obesity, family factors) and protective factors, such as breastfeeding duration period.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study was conducted in the City of Goi&#226;nia, capital of the state of Goi&#225;s, which has a population of 1,244,645 inhabitants<sup>10</sup>.</p>
      <p>This was an epidemiological observational, descriptive, cross-sectional study, conducted in 2006, in a representative sample of children of both genders, aged 3-10 years and 11 months, residing in regions that represented the east and southwest sanitary districts of Goi&#226;nia, and who were assisted by the Family Health Teams of their respective regions.</p>
      <p>The Municipal Health Department divided the city of Goi&#226;nia in 11 sanitary districts, based on the principle of decentralization of the National Health System. For this study, we used two sanitary districts which are located in opposite geographical areas, both assisted by the Family Health Program. </p>
      <p>Considering that there are 979 children in these regions who are assisted by the Family Health Program, at a significance level of 5% and test power of 80%, and using a margin of error of 3%, the minimum sample size was estimated to be 510 children. </p>
      <p>A team of students from the School of Medicine of the Federal University of Goi&#225;s, previously trained and accompanied by Family Health Program agents, made home visits in order to invite children and their parents to participate in the project. </p>
      <p>Children of both genders, whose ages ranged from 3 to 10 years and 11 months, were invited to participate.</p>
      <p>In a first step, they received information on the project, and a parental or guardian-signed informed consent was obtained for each child. Subsequently, basic data were collected through interviews with the children's parents, the Child Health Card was evaluated, and secondary data were obtained based on physical examination.</p>
      <p>We excluded from the project those children whose guardians declined to participate or did not follow all the steps of the protocol.</p>
      <p>A registration form for each child was completed with the following information: name, address, contact telephone number, age, date of birth, date of visit, gender, and skin color (classified by phenotypic characteristics as white and non-white).</p>
      <p>As for history, we obtained data on family history of high blood pressure and obesity (father, mother, and grandparents), gestational age at birth, term or non-term birth, birth weight, and duration of exclusive and/or predominant breastfeeding. Data for the newborns were collected with bas on the evaluation of the Child Health Card and the family history, by asking the accompanying parent objective yes-or-no questions.</p>
      <p>Low birth weight was defined for those children who had birth weight of less than 2,500 g<sup>11</sup>.</p>
      <p>Data on predominant and/or exclusive breastfeeding were collected with base on interviews with agents, and organized according to duration - more than 6 months, or not - according to the indicators proposed by the World Health Organization (WHO)<sup>12</sup>.</p>
      <p>Physical evaluation of the children consisted of weight, height and blood pressure measurements. </p>
      <p>Height was measured with an inelastic tape fixed to a wall, with the child standing straight against the wall with feet placed together, and a stadiometer graduated in millimeters adjusted on the head. Weight (kg) was obtained using a portable scale with a 50 g accuracy, Sport MEA-07400 model-Plenna. The standard chart of the National Center for Health Statistics Percentiles was used as reference<sup>13</sup>.</p>
      <p>We calculated the body mass index (BMI) (kg/m<sup>2</sup>) and the BMI percentile (BMIp) for each child. Children with BMIp of less than 3 were considered malnourished, those with BMIp values between 85 and 95 were considered overweight, and those with BMIp over 95 were classified as obese, according to data from Conde and Carlos<sup>14</sup> and Tomkins<sup>15</sup>. Children with BMIp &gt; p 85 were considered overweight, and this includes overweight and obese children. </p>
      <p>Blood pressure (BP) was measured by the auscultatory method, using a duly calibrated BD aneroid sphygmomanometer. The measurement was done in the right arm, with a cuff that had a bladder length of at least 80%, and a width equal to 40% of arm circumference, after 5 minutes of rest, with the child seated, the arm supported at heart level, the stethoscope located on the pulse of the brachial artery, in a controlled environment, according to the recommendations of the Fourth Task Force<sup>16</sup>. The arithmetic mean of two measurements with an interval of 5 minutes was considered. After a period of 2 months, the children's blood pressure was re-evaluated. The average value of the measurements of the first and the second assessment was compared with the percentile table, following the technique standardized by the Fourth Task Force<sup>16</sup>. Blood pressure values above the 95th percentile were considered high.</p>
      <p>For the development of the database and its analysis, we used the softwares Epi-Info, version 3.2.2, and SPSS 10.0 for Windows. We used Mann-Whitney U-test to compare the blood pressure variation with the variable. For the multivariate analysis, we used multiple linear regression, and the systolic and the diastolic pressures were considered as the outcome variable. We studied the following variables: positive family history of hypertension and obesity (father, mother, and grandparents), individually or collectively, overweight, duration of predominant breastfeeding, birth weight, skin color, gestational age (term or non-term), and gender. Multivariate analysis was performed for variables with p &lt; 0.2. A 95% confidence interval was determined, considering significant p &lt; 0.05. </p>
      <p>The research project was approved by the Ethics Committee of the Federal University of Goi&#225;s General Hospital.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We evaluated 519 children: 246 (47.4%) males, and 248 (47.9%) white. The age ranged from 3 to 10 years and 11 months (X: 7.16 &#194;&#177; 2.15). In the distribution by age group, 248 were aged between 3 and 6 years and 11 months (47.7%), and 271 were aged between 7 to 10 years and 11 months (52.2%).</p>
      <p>The anthropometric and clinical characteristics are described in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>A total of 94 children (27.9%) were preterm, and 30 (5.7%) had low birth weight.</p>
      <p>The BMI assessment showed the following distribution: 53 (10.3%) were obese; 56 (10.8%) were overweight; 373 (71.9%) had normal weight for gender and sex; and 37 (7.1%) were malnourished. Therefore, a total of 109 (21%) children were overweight (BMIp &gt; p 85).</p>
      <p>A total of 510 children had normal blood pressure (98.3%) and 9 (1.7%) had elevated blood pressure (BPp &gt; 95), of which 100% had SBP &gt; 95, and 11% (1) had DBP between 90 and 95. There were no malnourished children among the hypertensive group. However, 44.4% (4) were obese, 33.3% (3) were overweight, and 22.3% (2) were eutrophic.</p>
      <p>Positive family history of hypertension was observed in 342 grandparents (71.8%), 38 mothers (8.15%), and 48 fathers (10.7%). Obesity was observed in 104 grandparents (21.8%), 34 fathers (7.1%), and 43 mothers (6.5%). We found no association between obesity of fathers and hypertension, and there were only a 1.9% association between obesity of grandparents and hypertension, and a 1.8% association between obesity of mothers and hypertension, both not statistically significant.</p>
      <p>A total of 242 (51.2%) children were predominantly breastfed for periods of less than 6 months. </p>
      <p>Univariate analysis of elevated blood pressure risk factors was performed by considering the following: low birth weight; skin color; family history of hypertension and obesity (father, mother and grandparents); overweight; obesity;1 gestational age (term or non-term); and gender. Breastfeeding duration was considered a protective factor.</p>
      <p>The mean systolic blood pressure was significantly lower in children with predominant breastfeeding over 6 months (<xref ref-type="fig" rid="en_a09fig01-body2">Fig. 1</xref>), and higher in those with positive paternal history of hypertension (<xref ref-type="fig" rid="en_a09fig02-body2">Fig. 2</xref>), with a BMI in the overweight range (<xref ref-type="fig" rid="en_a09fig03-body2">Fig. 3</xref>), and with obese mother (p = 0.008) (<xref ref-type="fig" rid="en_a09fig04-body2">Fig. 4</xref>). The variables birth weight, skin color, gender and gestational age showed no statistically significant relationship. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a09fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a09fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a09fig03-body2">
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      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a09fig04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In the evaluation of diastolic blood pressure, values were significantly reduced in children with predominant and/or exclusive breastfeeding for more than 6 months (p = 0.039), and elevated in those with overweight. </p>
      <p>In multivariate analysis, in the model for systolic pressure, the following variables remained significant: predominantly breastfed for less than 6 months (p = 0.042); hypertensive father (p = 0.053); obese child (p &lt;0.0001); and overweight child (p = 0.005). </p>
      <p>As only 1 child had an increase in diastolic pressure, the multivariate analysis was not considered for this model.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study focused on the risk factors associated with hypertension in children. We used two densely populated sanitary districts of the city of Goi&#226;nia as a research environment, including children who were being assisted by the Family Health Program in 2006.</p>
      <p>The occurrence of hypertension in the study sample consisted of 9 cases (1.7%), which is in agreement with the current literature that reports a prevalence of 1%-13%, depending on the methodology employed<sup>17</sup>. Other studies in the Midwest Region of Brazil showed values ranging from 2.3% to 5%, but there the evaluated children were aged over 6 years<sup>18,19</sup>.</p>
      <p>As to newborn data, low birth weight showed a prevalence of 6%, which approaches the value of 7.5% for Goi&#226;nia, reported in the Datasus Live Birth Information System<sup>20</sup>. We observed no association with elevated mean blood pressure. Despite the hypothesis that some factors present in the neonatal period are responsible for permanent changes in the body of individuals<sup>21</sup>, other studies have shown that the amount and speed of weight gain are more relevant in determining blood pressure in children<sup>22,23</sup>. </p>
      <p>The BMI percentile showed a prevalence of obesity and overweight consistent with other studies. In Brazil, Abrantes et al<sup>24</sup>, using data collected in a survey on living standards conducted by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) in 1997, found a prevalence of obesity in children in the Northeast and Southeast regions ranging from 8.2% and 11.9%. Monego &amp; Jardim<sup>19</sup> found a 4.9% prevalence of obese children and an 11% prevalence of overweight children (excess weight of 16%) in a population of children aged 7 to 14 years, in the city of Goi&#226;nia.</p>
      <p>In univariate analysis, positive paternal history for hypertension, and positive maternal history for obesity, as well as obesity and overweight in children predispose to an increased risk of hypertension.</p>
      <p>In multivariate analysis, these factors significantly influenced the values of the children's blood pressure, with the exception of positive maternal history for obesity. </p>
      <p> In univariate analysis, children who were predominantly breastfed for more than 6 months had lower systolic and diastolic blood pressures, which seems to indicate a protective effect in longer breastfeeding.</p>
      <p>There is inconsistent and conflicting evidence on the association between breastfeeding and blood pressure elevation in children<sup>25</sup>, and several reasons for this have been listed. The lack of standardization of a time-limit defining exclusive breastfeeding, or even no consideration given to this exclusivity and different types of food offered to the children in association with mother's milk<sup>26</sup> hinder the development of a definitive conclusion. </p>
      <p>Other observational studies suggest that breastfeeding may be associated with a lower blood pressure in childhood<sup>27-29</sup>. Some argue that there is an exaggeration in this correlation<sup>30</sup>, whereas others mention a small reduction in diastolic blood pressure<sup>31</sup>. </p>
      <p>The association between obesity/overweight and hypertension in children has been reported by several studies, and all find a higher prevalence of hypertension in obese children than in eutrophic children. Sorof et al<sup>32</sup> found that obese children have a threefold greater prevalence of hypertension than non-obese children.</p>
      <p>Some studies show a relationship between obesity-related cardiovascular damages and the consequent increase in blood pressure; and systolic hypertension is the first sign of this change<sup>32,33</sup>.</p>
      <p>According to the Bogalusa Study<sup>34</sup>, 77% of obese children remain obese into adulthood, which emphasizes the need to develop strategies focusing on the nutritional status of children, related both to the prevention of obesity itself and of high blood pressure in adulthood.</p>
      <p>In short, despite the limitations of this study, the sample showed an association of risk between overweight and hereditary factors, as well as a protective effect of longer breastfeeding on blood pressure elevation in children aged between 3 and 10 years and 11 months. </p>
      <p>We believe that, for the prevention of hypertension and other comorbidities in adulthood, there is a need for public health policies with a focus on actions to promote breastfeeding and combat excess weight in childhood.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>We thank the students of class number 54 of the School of Medicine of the Federal University of Goi&#225;s for their valuable contribution to this study.</p>
      <p>Joice Moraes Faria Monteiro Belem, one of the students who participated in the project, received a scientific initiation scholarship offered by the National Council for Scientific and Technological Development (CNPq).</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Evaluaci&#243;n de los factores de riesgo y protecci&#243;n asociados a la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en ni&#241;os</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Estudios epidemiol&#243;gicos vienen expresando un aumento de la prevalencia de la hipertensi&#243;n arterial en el grupo de edad pedi&#225;trico. Se sabe hoy que los factores de riesgo pudieran haber sido detectados en la ni&#241;ez, lo que ayudar&#237;a en la prevenci&#243;n de la enfermedad. OBJETIVO: Evaluar factores de riesgo y de protecci&#243;n relacionados a la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en la ni&#241;ez. M&#201;TODOS: Se evaluaron a ni&#241;os de 3 a 10 a&#241;os, vecinos de los distritos sanitarios este y sudoeste de Goi&#226;nia, Goi&#225;s. Se obtuvieron los siguientes datos: peso al nacer, lactancia materna, historia familiar de hipertensi&#243;n y obesidad, peso, estatura, &#237;ndice de masa corporal (IMC) y presi&#243;n arterial. Se utilizaron las pruebas de U de Mann-Whitney para comparar la variaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en cuanto a las variables descriptas. RESULTADOS: En muestra estudiada, se evaluaron a 519 ni&#241;os, 246 (47,4%) del sexo masculino. Evaluaci&#243;n del IMC identific&#243; a 109 (21%) con exceso de peso, de los que 53 (10,3%) eran obesos. La lactancia materna predominante y/o exclusivo por tiempo inferior a 6 meses se encontr&#243; en 242 (51,2%). Los promedios de la presi&#243;n sist&#243;lica se encontraron significativamente m&#225;s elevadas en aquellos ni&#241;os con lactancia materna exclusivo y/o predominante por tiempo inferior a 6 meses (p = 0,04), historia familiar positiva para hipertensi&#243;n (p = 0,05) y exceso de peso (p &lt; 0,0001). Estos datos se confirmaron en el an&#225;lisis multivariado. CONCLUSI&#211;N: En la muestra estudiada, exceso de peso y factores hereditarios pueden estar asociados a la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial, y el tiempo en lactancia materna superior a 6 meses parece conferir un efecto protector.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
        <kwd>salud del ni&#241;o</kwd>
        <kwd>Goi&#225;s</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Evaluaci&#243;n de los factores de riesgo y protecci&#243;n asociados a la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en ni&#241;os</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Alessandra Vitorino Naghettini; Joice M.F. Belem; Cl&#225;udia Maria Salgado; Huber M. Vasconcelos J&#250;nior; Elaine Maria Xavier Seronni; Ana Luiza Junqueira; Patr&#237;cia Marques Fortes</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Estudios epidemiol&#243;gicos vienen expresando un aumento de la prevalencia de la hipertensi&#243;n arterial en el grupo de edad pedi&#225;trico. Se sabe hoy que los factores de riesgo pudieran haber sido detectados en la ni&#241;ez, lo que ayudar&#237;a en la prevenci&#243;n de la enfermedad.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar factores de riesgo y de protecci&#243;n relacionados a la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en la ni&#241;ez.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se evaluaron a ni&#241;os de 3 a 10 a&#241;os, vecinos de los distritos sanitarios este y sudoeste de Goi&#226;nia, Goi&#225;s. Se obtuvieron los siguientes datos: peso al nacer, lactancia materna, historia familiar de hipertensi&#243;n y obesidad, peso, estatura, &#237;ndice de masa corporal (IMC) y presi&#243;n arterial. Se utilizaron las pruebas de U de Mann-Whitney para comparar la variaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en cuanto a las variables descriptas.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En muestra estudiada, se evaluaron a 519 ni&#241;os, 246 (47,4%) del sexo masculino. Evaluaci&#243;n del IMC identific&#243; a 109 (21%) con exceso de peso, de los que 53 (10,3%) eran obesos. La lactancia materna predominante y/o exclusivo por tiempo inferior a 6 meses se encontr&#243; en 242 (51,2%). Los promedios de la presi&#243;n sist&#243;lica se encontraron significativamente m&#225;s elevadas en aquellos ni&#241;os con lactancia materna exclusivo y/o predominante por tiempo inferior a 6 meses (p = 0,04), historia familiar positiva para hipertensi&#243;n (p = 0,05) y exceso de peso (p &lt; 0,0001). Estos datos se confirmaron en el an&#225;lisis multivariado.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> En la muestra estudiada, exceso de peso y factores hereditarios pueden estar asociados a la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial, y el tiempo en lactancia materna superior a 6 meses parece conferir un efecto protector.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Presi&#243;n arterial, factores de riesgo, salud del ni&#241;o, Goi&#225;s, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial es factor de riesgo importante para las enfermedades cardiovasculares que representan hoy una de las principales causas de mortalidad y morbilidad mundiales<sup>1</sup><sub>.</sub></p>
      <p>Estudios epidemiol&#243;gicos vienen expresando un aumento de su prevalencia en el grupo de edad pedi&#225;trico<sup>2</sup>. Se sabe hoy que los factores asociados a la hipertensi&#243;n arterial entre adultos pudieran haber sido detectados todav&#237;a en la ni&#241;ez<sup>3-5</sup>.</p>
      <p>La evaluaci&#243;n precoz de factores de riesgo como peso al nacimiento<sup>6,7</sup>, dieta en la ni&#241;ez<sup>8</sup>, estado nutricional, circunstancias sociales<sup>9</sup> e identificaci&#243;n de factores de protecci&#243;n puede contribuir a la intervenci&#243;n precoz y prevenci&#243;n de la enfermedad cardiovascular en ni&#241;os con mayor probabilidad de desarrollarla.</p>
      <p>Este estudio propone la evaluaci&#243;n de factores de riesgo asociados a la hipertensi&#243;n arterial en la ni&#241;ez (bajo peso al nacimiento, sobrepeso/obesidad infantil, factores familiares) y de protecci&#243;n, como el tiempo en lactancia materna.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>La investigaci&#243;n se llev&#243; a cabo en Goi&#226;nia, capital del Estado de Goi&#225;s, cuya poblaci&#243;n es de 1.244.645 habitantes<sup>10</sup>.</p>
      <p>Se llev&#243; a cabo un estudio epidemiol&#243;gico observacional, transversal, descriptivo en 2006, en muestra representativa de ni&#241;os de ambos sexos, en el grupo de edad de 3-10 a&#241;os y 11 meses, moradores de las regiones que representan los distritos sanitarios sudoeste y este de Goi&#226;nia, que el Equipo de Salud de la Familia de las respectivas regiones estaban atendiendo.</p>
      <p>La Secretar&#237;a Municipal de Salud divide el municipio de Goi&#226;nia en 11 distritos sanitarios, con base en el principio de descentralizaci&#243;n del Sistema &#218;nico de Salud. Para este estudio, se utilizaron dos distritos sanitarios que se encuentran geogr&#225;ficamente en regiones opuestas, atendidos por el Programa de Salud de la Familia.</p>
      <p>Teniendo en cuenta que existen en las regiones 979 ni&#241;os atendidos por el Programa de Salud de la Familia, en nivel de significancia del 5% y con poder de test del 80%, adem&#225;s de utilizar un margen de error del 3%, el tama&#241;o m&#237;nimo de la muestra estimado fue de 510 ni&#241;os.</p>
      <p>Un equipo de alumnos de la Facultad de Medicina de la Universidad Federal de Goi&#225;s, previamente entrenada y seguida por agentes del Programa de Salud de la Familia, realiz&#243; visitas domiciliares con el objetivo de invitar a los ni&#241;os y sus responsables a participar en el proyecto.</p>
      <p>Se convocaron a los ni&#241;os cuya edad variaba de 3 a 10 a&#241;os y 11 meses, de ambos sexos.</p>
      <p>En una primera etapa, se hizo una orientaci&#243;n sobre el proyecto y se solicit&#243; una firma del consentimiento informado por los responsables. Posteriormente, se recolectaron datos primarios por medio de entrevistas dirigidas a los responsables de los ni&#241;os y an&#225;lisis de la Tarjeta del Ni&#241;o, y datos secundarios, obtenidos con base en el examen f&#237;sico.</p>
      <p>Se excluyeron del proyecto a ni&#241;os cuyos responsables legales se rechazaron a participar en la investigaci&#243;n o no siguieron todos los pasos del protocolo.</p>
      <p>Se complet&#243; la ficha de catastro con los siguientes datos: nombre, direcci&#243;n, tel&#233;fono para contacto, edad, fecha de nacimiento, fecha de consulta, sexo y color de la piel (clasificada por medio de sus caracter&#237;sticas fenot&#237;picas en blanco y no blanco).</p>
      <p>Para historia cl&#237;nica, se obtuvieron datos sobre antecedente familiar de hipertensi&#243;n arterial y obesidad (padre, madre y abuelos), edad gestacional al nacimiento, t&#233;rmino o no t&#233;rmino, peso al nacer y duraci&#243;n de la lactancia materna exclusiva y/o predominante. Los datos referentes al reci&#233;n-nacido se recolectaron con base en la evaluaci&#243;n de la Tarjeta del Ni&#241;o y en el antecedente familiar por pregunta dirigida al acompa&#241;ante, con respuesta objetiva, s&#237; o no.</p>
      <p>El bajo peso al nacer se defini&#243; para aquellos ni&#241;os que presentaron peso al nacimiento inferior a 2.500 g<sup>11</sup>.</p>
      <p>Los datos sobre la lactancia materna predominante y/o exclusivo se recolectaron con base en las entrevistas con los responsables y organizados de acuerdo a la duraci&#243;n, se superior a 6 meses o no, conforme los indicadores propuestos por la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS)<sup>12</sup>.</p>
      <p>Evaluaci&#243;n f&#237;sica de los ni&#241;os se hizo por mediciones de peso, estatura y presi&#243;n arterial.</p>
      <p>La estatura se midi&#243; con una cinta m&#233;trica inel&#225;stica fijada a la pared, colocando el ni&#241;o de pie, en contra la pared, con los pies juntos y la columna alineada, ajustando el estadi&#243;metro graduado en mil&#237;metros sobre la cabeza. El peso (kg) se obtuvo mediante balanza port&#225;til calibrada con precisi&#243;n de 50 g, modelo Sport MEA-07400 - Plenna. Se utiliz&#243; como est&#225;ndar de referencia el gr&#225;fico del National Center of Health Statistics Percentilis<sup>13</sup>.</p>
      <p>Se calcularon el &#237;ndice de masa corporal (IMC) (kg/m<sup>2</sup>) y el percentil del IMC (pIMC) para cada ni&#241;o. Los ni&#241;os que presentaron pIMC inferior a 3 se consideraron como desnutridas; con valores entre 85 y 95, y se consideraron como con sobrepeso; y aquellas con pIMC superior a 95 se clasificaron como obesas, de acuerdo con los datos de Conde y Carlos<sup>14</sup> y Tomkins<sup>15</sup>. Consideramos con exceso de peso los ni&#241;os con pIMC &gt; p 85, lo que incluye aquellas con sobrepeso y obesas.</p>
      <p>La presi&#243;n arterial (PA) se tom&#243; mediante el m&#233;todo auscultatorio a trav&#233;s del aparato aneroide marca BD calibrado. Se llev&#243; a cabo la medici&#243;n en el brazo derecho con la utilizaci&#243;n de manguitos con anchura m&#237;nima correspondiente al 40% de la circunferencia del brazo y longitud de al menos el 80%, tras 5 minutos de reposo, con el ni&#241;o sentado, brazo apoyado en la altura del coraz&#243;n, estetoscopio ubicado sobre el pulso de la arteria braquial en ambiente controlado, seg&#250;n las recomendaciones del Fourth Task Force<sup>16</sup>. Se consider&#243; promedio aritm&#233;tico de dos mediciones llevadas a cabo con intervalo de 5 minutos. Tras un per&#237;odo de 2 meses, los ni&#241;os tuvieron su presi&#243;n reevaluada. El valor del promedio de las mediciones de la primera y de la segunda evaluaci&#243;n de compar&#243; con la tabla de percentil, siguiendo la t&#233;cnica estandarizada por <italic>Fourth Task Force</italic><sup>16</sup>. Se consider&#243; como hipertensi&#243;n arterial cuando los valores estaban superiores al percentil 95.</p>
      <p>Para la elaboraci&#243;n del banco de datos y su an&#225;lisis, se utilizaron los <italic>softwares</italic> Epi-Info, versi&#243;n 3.2.2, y SPSS 10.0 <italic>for Windows</italic>. Se utilizaron las pruebas de U de Mann-Whitney para comparar la variaci&#243;n de la PA con la variable descripta. Para el an&#225;lisis multivariado, se utiliz&#243; la regresi&#243;n lineal m&#250;ltiple, y las presiones sist&#243;lica y diast&#243;lica se consideraron como variable-respuesta. Se estudiaron las siguientes variables independientes: historia familiar para hipertensi&#243;n arterial y obesidad positiva, aisladas o en conjunto, para padre, madre y abuelos, exceso de peso, tiempo de lactancia materna predominante, peso al nacimiento, color de la piel, edad gestacional (si t&#233;rmino o no t&#233;rmino) y sexo. Para variables con p &lt; 0,2, se llev&#243; a cabo an&#225;lisis multivariado. Se fij&#243; nivel del 95% de confianza, considerando significativo p &lt; 0,05.</p>
      <p>El proyecto de investigaci&#243;n se aprob&#243; por el Comit&#233; de &#201;tica del Hospital de las Cl&#237;nicas de la Universidad Federal de Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 519 ni&#241;os: 246 (47,4%) del sexo masculino y 248 (47,9%) blancas. La edad vari&#243; de 3 a 10,6 a&#241;os (X: 7,16 &#177; 2,15). En la distribuci&#243;n por grupo de edad, 248 ten&#237;an edad entre 3 y 6 a&#241;os y 11 meses (47,7%), y 271, de 7 a 10 a&#241;os y 11 meses (52,2%).</p>
      <p>Las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y antropom&#233;tricas est&#225;n descriptas en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Se constat&#243; prematuridad en 94 ni&#241;os (27,9%), y bajo peso al nacer observado en 30 (5,7%).</p>
      <p>El IMC expres&#243; la siguiente distribuci&#243;n: 53 (10,3%) eran obesas, 56 (10,8%) presentaban sobrepeso, 373 (71,9%) ten&#237;an el peso adecuado para edad y sexo, y 37 (7,1%) estaban desnutridas. El exceso de peso (pIMC &gt; p 85) fue encontrado, por tanto, en 109 (21%) ni&#241;os.</p>
      <p>La presi&#243;n arterial de 510 ni&#241;os estaba normal (98,3%), y 9 (1,7%) ten&#237;an PA elevada (pPA &gt; 95), de las que el 100% expresaban PAS &gt; 95, y el 11% (1), PAD entre 90 y 95. No se encontraron ni&#241;os desnutridas entre las hipertensas. Sin embargo, un 44,4% (4) son obesas, un 33,3% (3) tienen sobrepeso y un 22,3% (2) son eutr&#243;ficas.</p>
      <p>Historia familiar positiva de hipertensi&#243;n se observ&#243; en 342 abuelas (71,8%), 38 madres (8,15%) y 48 padres (10,7%). Se constat&#243; obesidad en 104 abuelos (21,8%), 34 padres (7,1%) y 43 madres (6,5%). No se observ&#243; asociaci&#243;n entre obesidad paterna e hipertensi&#243;n, solamente entre un 1,9% de los abuelos y un 1,8% de las madres, sin relaci&#243;n estad&#237;sticamente significativo.</p>
      <p>En cuanto a la lactancia materna, 242 (51,2%) recibieron leche materna predominante por un tiempo inferior a 6 meses.</p>
      <p>El an&#225;lisis univariado de los factores de riesgo de la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial se efectu&#243; teniendo en cuenta los siguientes &#237;tems: Bajo peso al nacer, color de la piel, historia familiar de hipertensi&#243;n arterial y obesidad (padre, madre y abuelos), sobrepeso, obesidad, exceso de peso, edad gestacional (si t&#233;rmino o no) y sexo. El tiempo en lactancia materna se consider&#243; como factor protector.</p>
      <p>Los promedios de presi&#243;n arterial sist&#243;lica fueron significativamente menores en los ni&#241;os con lactancia materna predominante superior a 6 meses (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>) y mayores en aquellas con historia paterna positiva para hipertensi&#243;n (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>), con IMC compatible con exceso de peso (<xref ref-type="fig" rid="f3-body3">Figura 3</xref>) y madre obesa (p = 0,008) (<xref ref-type="fig" rid="f4-body3">Figura 4</xref>). Las variables peso al nacer, color de la piel, sexo y edad gestacional no presentaron relaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa.</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf01-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf02-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf03-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0486-00020-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>En la evaluaci&#243;n de la presi&#243;n diast&#243;lica, sus valores estaban significativamente reducidos en aquellos ni&#241;os con lactancia materna predominante y/o exclusivo superior a 6 meses (p = 0,039) y aumentados en aquellas con exceso de peso.</p>
      <p>En el an&#225;lisis multivariado, en el modelo para presi&#243;n sist&#243;lica, las siguientes variables permanecieron significantes: lactancia materna predominante por tiempo inferior a 6 meses (p = 0,042), padre hipertenso (p = 0,053) y ni&#241;o obeso (p &lt; 0,0001) y con sobrepeso (p = 0,005).</p>
      <p>Como solamente un ni&#241;o presentaba aumento de la presi&#243;n diast&#243;lica, el an&#225;lisis multivariado no se consider&#243; para este modelo.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este trabajo tuvo por objeto el estudio de los factores de riesgo asociados a la hipertensi&#243;n arterial en ni&#241;os. Se utilizaron dos distritos sanitarios de Goi&#226;nia, de gran densidad poblacional, como ambiente de investigaci&#243;n, y se incluyeron los ni&#241;os que estaban siendo atendidas por el Programa de Salud de la Familia en 2006.</p>
      <p>La ocurrencia de la hipertensi&#243;n arterial en la muestra estudiada fue de 9 casos (1,7%), lo que est&#225; relacionado a la literatura vigente que expresa prevalencia del 1%-13%, dependiendo de la metodolog&#237;a empleada<sup>17</sup>. Otros estudios llevados a cabo en la Regi&#243;n Centro-Oeste evidenciaron valores que variaron de un 2,3% al 5%, pero a los ni&#241;os evaluados presentaban grupo de edad superior a 6 a&#241;os<sup>18,19</sup>.</p>
      <p>Respecto a los datos del reci&#233;n nacido, el bajo peso al nacer present&#243; una prevalencia del 6%, al que se aproxima del valor de un 7,5% para Goi&#226;nia, relatado en el Sistema de Informaci&#243;n de Nascidos Vivos del Datasus<sup>20</sup>. No observamos asociaci&#243;n con elevaci&#243;n del promedio de la presi&#243;n arterial. A pesar de la hip&#243;tesis de que factores presentes en el per&#237;odo neonatal son responsables de alteraciones permanentes en el organismo del individuo<sup>21</sup>, otros estudios evidenciaron que la cantidad y la velocidad de la ganancia de peso son m&#225;s relevantes en la determinaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en la ni&#241;ez<sup>22,23</sup>.</p>
      <p>El percentil del IMC evidenci&#243; una prevalencia de obesidad y sobrepeso compatibles con otros trabajos. En el Brasil, Abrantes et al<sup>24</sup>, por medio de datos de la investigaci&#243;n sobre est&#225;ndares de vida realizada por el Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica (IBGE) en 1997, identificaron una prevalencia de obesidad en ni&#241;os de las regiones Nordeste y Sureste que vari&#243; entre un 8,2% y un 11,9%. Monego y Jardim<sup>19</sup> encontraron una prevalencia de un 4,9% de obesos y un 11% de sobrepeso (el 16% de exceso de peso) en una poblaci&#243;n de ni&#241;os de 7 a 14 a&#241;os de la ciudad de Goi&#226;nia.</p>
      <p>En el an&#225;lisis univariado, la historia familiar paterna positiva para hipertensi&#243;n y materna positiva para obesidad, y la obesidad y el sobrepeso infantil predisponen a un mayor riesgo de hipertensi&#243;n arterial.</p>
      <p>En el an&#225;lisis multivariado, estos factores siguieron influenciando en el valor de la presi&#243;n arterial infantil de forma significativa, a excepci&#243;n de la historia materna positiva para obesidad.</p>
      <p>En el an&#225;lisis univariado, ni&#241;os con tiempo de lactancia materna predominante por per&#237;odo superior a 6 meses presentaron presiones sist&#243;lica y diast&#243;lica menores, lo que parece conferir un efecto protector de la lactancia materna m&#225;s prolongado.</p>
      <p>Hay evidencia inconsistente y conflictiva en la asociaci&#243;n entre la lactancia materna y la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en la ni&#241;ez<sup>25</sup>, y varias razones para esto se vienen enumerando. La no estandarizaci&#243;n de un tiempo-l&#237;mite que defina la lactancia materna exclusiva o incluso la no relevancia dada a esta exclusividad y los diversos tipos de alimentos ofrecidos al ni&#241;o en asociaci&#243;n a la lactancia de la madre<sup>26</sup> dificultan la elaboraci&#243;n de una conclusi&#243;n definitiva.</p>
      <p>Otros estudios observacionales sugieren que la lactancia materna puede estar relacionada al valor menor de presi&#243;n arterial en la ni&#241;ez<sup>27-29</sup>. Algunos refieren que hay un exagero en esta correlaci&#243;n<sup>30</sup>, mientras que otros mencionan una peque&#241;a reducci&#243;n en la presi&#243;n diast&#243;lica<sup>31</sup>.</p>
      <p>La asociaci&#243;n entre obesidad/sobrepeso e hipertensi&#243;n arterial infantil viene siendo relatada por varios estudios, y todos encuentran una mayor prevalencia de hipertensi&#243;n en los ni&#241;os obesos que en aquellos eutr&#243;ficos. Sorof et al<sup>32</sup> constataron que los ni&#241;os obesos expresaron una prevalencia tres veces mayor de hipertensi&#243;n que las no obesas.</p>
      <p>Algunos estudios demostraron una relaci&#243;n entre los da&#241;os de la obesidad al sistema cardiovascular y el consecuente aumento de la presi&#243;n arterial, con la hipertensi&#243;n sist&#243;lica como la primera se&#241;al de alteraci&#243;n<sup>32,33</sup>.</p>
      <p>Seg&#250;n el estudio de Bogalusa<sup>34</sup>, el 77% de los ni&#241;os obesos as&#237; se mantienen en la edad adulta, lo que refuerza la elaboraci&#243;n de estrategias con enfoque adicional al estado nutricional infantil, relacionada tanto a la prevenci&#243;n de la propia obesidad en cuanto a la hipertensi&#243;n arterial en la vida adulta.</p>
      <p>En suma, a pesar de las limitaciones de este estudio, se observa, en esta muestra, una asociaci&#243;n de riesgo entre el exceso de peso y factores hereditarios, as&#237; como un efecto protector del mayor tiempo de lactancia materno sobre la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial en el grupo de edad entre 3 y 10 a&#241;os y 11 meses.</p>
      <p>Tenemos en cuenta que, para la prevenci&#243;n de la hipertensi&#243;n arterial y dem&#225;s comorbilidades en la edad adulta, son necesidades pol&#237;ticas de salud p&#250;blica con enfoque de acci&#243;n en la promoci&#243;n de la lactancia materna y en el combate al exceso de peso en la ni&#241;ez.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Agradecemos a los alumnos de la clase 54 de la Facultad de Medicina de la Universidad Federal de Goi&#225;s la valiosa contribuci&#243;n en la realizaci&#243;n de este estudio.</p>
      <p>La alumna Joice Moraes Faria Monteiro Belem que particip&#243; en el proyecto recibi&#243; beca de iniciaci&#243;n cient&#237;fica ofrecida por el Consejo Nacional de Desarrollo Cient&#237;fico y Tecnol&#243;gico (CNPQ).</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
