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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">jWwmk87JXTrNZVw7BvftLLg</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000009</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Espa&#231;o urbano e a mortalidade por doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o em idosos no Rio de Janeiro</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio de Janeiro</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Estudos de Sa&#250;de Coletiva </institution>
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        <institution content-type="orgdiv1">Hospital dos Servidores do Estado </institution>
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        <institution content-type="orgname">Secretaria Municipal de Sa&#250;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>463</fpage>
      <lpage>471</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: As doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o a primeira causa de morte no Brasil, especialmente entre idosos. No munic&#237;pio do Rio de Janeiro (MRJ), predomina a mortalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC). Estudos mostram uma associa&#231;&#227;o entre o processo de urbaniza&#231;&#227;o, as condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e a mudan&#231;a no estilo de vida com a ocorr&#234;ncia de DIC. OBJETIVO: Descrever a distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica da taxa de mortalidade por DIC em idosos do MRJ em 2000 e sua correla&#231;&#227;o com vari&#225;veis socioecon&#244;micas. M&#201;TODOS: Estudo ecol&#243;gico, com an&#225;lise espacial da distribui&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC em idosos que residiam no MRJ em 2000, padronizada por sexo e faixa et&#225;ria, e de suas correla&#231;&#245;es com vari&#225;veis socioecon&#244;micas do censo demogr&#225;fico. RESULTADOS: N&#227;o foram observadas correla&#231;&#245;es fortes entre as vari&#225;veis socioecon&#244;micas e a mortalidade por DIC em idosos no &#226;mbito dos bairros. Algumas correla&#231;&#245;es encontradas, embora fracas, apontaram uma maior mortalidade associada a um melhor n&#237;vel socioecon&#244;mico. Ap&#243;s corre&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC por meio do acr&#233;scimo das causas mal definidas (CMD) de &#243;bito, algumas associa&#231;&#245;es adquiriram o sentido de piores condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e maior mortalidade por DIC. Foi encontrada depend&#234;ncia espacial para vari&#225;veis socioecon&#244;micas, mas n&#227;o para a mortalidade por DIC. CONCLUS&#195;O: A depend&#234;ncia espacial encontrada nas vari&#225;veis socioecon&#244;micas mostra que o espa&#231;o urbano no MRJ, embora heterog&#234;neo, possui certa dose de discrimina&#231;&#227;o no &#226;mbito dos bairros. Algumas correla&#231;&#245;es encontradas entre DIC e vari&#225;veis socioecon&#244;micas apresentaram sentido oposto ao da literatura, o que pode estar em parte relacionado &#224;s propor&#231;&#245;es de CMD ou ao perfil distinto nessa faixa et&#225;ria.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Isquemia mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>urbaniza&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
        <kwd>cidades</kwd>
        <kwd>Rio de Janeiro</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>03</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA </p>
    <p>Espa&#231;o urbano e a mortalidade por doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o em idosos no Rio de Janeiro</p>
    <p>
      <bold>Germana P&#233;riss&#233;<sup>I,III</sup>; Roberto de Andrade Medronho<sup>I</sup>; Claudia Caminha Escosteguy<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Instituto de Estudos de Sa&#250;de Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro </p>
    <p><sup>II</sup>Hospital dos Servidores do Estado - Minist&#233;rio da Sa&#250;de </p>
    <p><sup>III</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="corresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> As doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o a primeira causa de morte no Brasil, especialmente entre idosos. No munic&#237;pio do Rio de Janeiro (MRJ), predomina a mortalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC). Estudos mostram uma associa&#231;&#227;o entre o processo de urbaniza&#231;&#227;o, as condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e a mudan&#231;a no estilo de vida com a ocorr&#234;ncia de DIC. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Descrever a distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica da taxa de mortalidade por DIC em idosos do MRJ em 2000 e sua correla&#231;&#227;o com vari&#225;veis socioecon&#244;micas. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo ecol&#243;gico, com an&#225;lise espacial da distribui&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC em idosos que residiam no MRJ em 2000, padronizada por sexo e faixa et&#225;ria, e de suas correla&#231;&#245;es com vari&#225;veis socioecon&#244;micas do censo demogr&#225;fico. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> N&#227;o foram observadas correla&#231;&#245;es fortes entre as vari&#225;veis socioecon&#244;micas e a mortalidade por DIC em idosos no &#226;mbito dos bairros. Algumas correla&#231;&#245;es encontradas, embora fracas, apontaram uma maior mortalidade associada a um melhor n&#237;vel socioecon&#244;mico. Ap&#243;s corre&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC por meio do acr&#233;scimo das causas mal definidas (CMD) de &#243;bito, algumas associa&#231;&#245;es adquiriram o sentido de piores condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e maior mortalidade por DIC. Foi encontrada depend&#234;ncia espacial para vari&#225;veis socioecon&#244;micas, mas n&#227;o para a mortalidade por DIC. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A depend&#234;ncia espacial encontrada nas vari&#225;veis socioecon&#244;micas mostra que o espa&#231;o urbano no MRJ, embora heterog&#234;neo, possui certa dose de discrimina&#231;&#227;o no &#226;mbito dos bairros. Algumas correla&#231;&#245;es encontradas entre DIC e vari&#225;veis socioecon&#244;micas apresentaram sentido oposto ao da literatura, o que pode estar em parte relacionado &#224;s propor&#231;&#245;es de CMD ou ao perfil distinto nessa faixa et&#225;ria. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Isquemia mioc&#225;rdica/mortalidade, urbaniza&#231;&#227;o, idoso, cidades, Rio de Janeiro, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o a primeira causa de morte no Brasil, especialmente entre os idosos<sup>1</sup>. As doen&#231;as cerebrovasculares (DCBV) e as doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC) totalizam mais de 60% dos &#243;bitos por DCV. No estado do Rio de Janeiro, as DCBV ainda ultrapassam as DIC, embora em alguns munic&#237;pios, como o Rio de Janeiro, as DIC ocupem o primeiro lugar<sup>2</sup>.</p>
    <p>Em 2002, a mortalidade proporcional por DIC, no Brasil, foi de 30,5% das mortes por DCV, sendo que, na faixa et&#225;ria acima de 60 anos, foi de 27,4% para o sexo feminino, e para o sexo masculino foi de 32,0% dos &#243;bitos por DCV. No munic&#237;pio do Rio de Janeiro, essa mortalidade foi de 34,9%, sendo de 32,0% para mulheres acima de 60 anos e de 38,1% para os homens na mesma faixa et&#225;ria<sup>1</sup>.</p>
    <p>Estudos que analisaram a varia&#231;&#227;o geogr&#225;fica da doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o encontraram a participa&#231;&#227;o de fatores ambientais entre os seus determinantes, destacando-se o processo de urbaniza&#231;&#227;o, as condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas da popula&#231;&#227;o e a mudan&#231;a no estilo de vida<sup>3-8</sup>. </p>
    <p>No munic&#237;pio do Rio de Janeiro (MRJ), estudos realizados<sup>9,10 </sup> evidenciaram uma rela&#231;&#227;o inversa entre desigualdade social e situa&#231;&#227;o de sa&#250;de, com o crescimento das taxas de mortalidade nas regi&#245;es menos urbanizadas e mais desprovidas de rede p&#250;blica de esgoto sanit&#225;rio.</p>
    <p>Alguns autores<sup>3,5,8</sup> que avaliaram o acesso a procedimentos invasivos cardiovasculares conclu&#237;ram que as popula&#231;&#245;es com baixa renda t&#234;m menor probabilidade de alcan&#231;ar tal acesso. Estudos brasileiros<sup>11-13</sup> que avaliaram o risco de morte e doen&#231;as cardiovasculares conclu&#237;ram que o aumento do risco foi influenciado por piores condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas. </p>
    <p>Estudos ecol&#243;gicos t&#234;m sido utilizados para estudar o comportamento e a distribui&#231;&#227;o das doen&#231;as, sendo relativamente r&#225;pidos e de baixo custo, n&#227;o requerendo o conhecimento individual da distribui&#231;&#227;o das vari&#225;veis. Tem sido crescente a utiliza&#231;&#227;o de t&#233;cnicas de an&#225;lise espacial nesse tipo de estudo<sup>14,15</sup>. </p>
    <p>O objetivo deste estudo &#233; descrever a distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica da taxa de mortalidade por DIC em idosos do MRJ no ano 2000 e sua correla&#231;&#227;o com vari&#225;veis socioecon&#244;micas. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo ecol&#243;gico sobre a varia&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC em idosos que residiam no MRJ no ano 2000. Considerou-se idoso o indiv&#237;duo com idade igual ou superior a 60 anos, em concord&#226;ncia com o estipulado no Estatuto do Idoso<sup>16</sup>.</p>
    <p>Os dados de mortalidade foram obtidos a partir do Sistema de Informa&#231;&#227;o sobre Mortalidade (SIM), fornecidos pela Secretaria Estadual de Sa&#250;de do Rio de Janeiro. Foram considerados os &#243;bitos de idosos residentes no munic&#237;pio do Rio de Janeiro que tinham como causa b&#225;sica a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (c&#243;digos I20.0 a I25.9 da 10&#170;. revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional da Doen&#231;a, CID-10, da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de - OMS).</p>
    <p>Os dados socioecon&#244;micos foram obtidos do censo demogr&#225;fico realizado em 2000 pela Funda&#231;&#227;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (FIBGE) e acessados a partir da p&#225;gina do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos<sup>17</sup>, ou cedidos pela FIBGE<sup>18</sup>. Foram analisadas as diferentes vari&#225;veis socioecon&#244;micas dispon&#237;veis no censo, representando estimativas de renda, escolaridade, organiza&#231;&#227;o familiar, acesso a diferentes bens de consumo, acesso a servi&#231;os b&#225;sicos e densidade de pessoas por dormit&#243;rio dos domic&#237;lios permanentes, al&#233;m da propor&#231;&#227;o de idosos. Para a apresenta&#231;&#227;o no artigo, foram selecionadas apenas as estimativas que exibiram correla&#231;&#227;o com a taxa de mortalidade por DIC.</p>
    <p>A unidade de an&#225;lise espacial foi o bairro. Em 2000, o MRJ contava com 158 bairros; para a an&#225;lise espacial foram aglomerados os bairros da Pavuna com Parque Col&#250;mbia, elevado &#224; condi&#231;&#227;o de bairro somente em 1999<sup>19</sup>; a Barra da Tijuca com o Jo&#225;, em fun&#231;&#227;o deste &#250;ltimo n&#227;o ter tido nenhum &#243;bito de nenhuma causa em 2000; e o Recreio dos Bandeirantes com Grumari, por este apresentar apenas dois &#243;bitos totais n&#227;o pertencentes ao cap&#237;tulo IX das doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (um no cap&#237;tulo X e outro no cap&#237;tulo XVIII da CID-10) e ter a menor popula&#231;&#227;o de todos os bairros do Rio de Janeiro. </p>
    <p>Para fins administrativos, na &#225;rea de sa&#250;de, o MRJ &#233; dividido em 10 &#225;reas program&#225;ticas (AP): a AP 1.0 corresponde &#224;s regi&#245;es do Centro, Zona Portu&#225;ria, Rio Comprido, S&#227;o Crist&#243;v&#227;o, Paquet&#225; e Santa Teresa; a AP 2.1, &#224;s regi&#245;es de Botafogo, Copacabana, Lagoa e Rocinha; a AP 2.2, &#224;s regi&#245;es da Tijuca e Vila Isabel; a AP 3.1, &#224;s regi&#245;es de Ramos, Penha, Ilha do Governador, Complexo do Alem&#227;o e Mar&#233;; a AP 3.2, &#224;s regi&#245;es de Inha&#250;ma, M&#233;ier e Jacarezinho; a AP 3.3, &#224;s regi&#245;es de Iraj&#225;, Madureira, Anchieta e Pavuna; a AP 4.0, &#224;s regi&#245;es de Jacarepagu&#225;, Barra da Tijuca e Cidade de Deus; a AP 5.1, &#224;s regi&#245;es de Bangu e Realengo; a AP 5.2, &#224;s regi&#245;es de Campo Grande e Guaratiba; e a AP 5.3, que corresponde &#224; regi&#227;o de Santa Cruz<sup>17</sup>. A <xref ref-type="fig" rid="aop00210fig01">Figura 1</xref> apresenta a distribui&#231;&#227;o espacial das APs.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00210fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Dos 3.771 &#243;bitos por DIC ocorridos em idosos no MRJ em 2000, foram exclu&#237;dos 84 por n&#227;o apresentarem a vari&#225;vel "bairro de resid&#234;ncia" devidamente preenchida. A taxa de mortalidade foi padronizada por sexo e faixa et&#225;ria, categorizada em faixas et&#225;rias de 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e 80 ou mais anos. A padroniza&#231;&#227;o foi feita pelo m&#233;todo direto e utilizou-se a popula&#231;&#227;o do MRJ como popula&#231;&#227;o padr&#227;o.</p>
    <p>Devido &#224; ocorr&#234;ncia de 10,8% de &#243;bitos por causas mal definidas no MRJ em 2000, e levando-se em conta a hip&#243;tese de subestima&#231;&#227;o dos &#243;bitos por DIC, considerou-se ainda estudar duas corre&#231;&#245;es para esta taxa de mortalidade padronizada por sexo e faixa et&#225;ria. A primeira utilizou a t&#233;cnica adotada por Oliveira e cols.<sup>12</sup> e consistiu em alocar para os &#243;bitos por DIC parte dos &#243;bitos por causas mal definidas em propor&#231;&#227;o igual a que guardava os &#243;bitos definidos em rela&#231;&#227;o a todos os &#243;bitos, exclu&#237;dos os maldefinidos; a taxa assim corrigida foi chamada de <italic>compensada e ajustada</italic>. A segunda foi a adotada por Melo e cols.<sup>13</sup> e consistiu na inclus&#227;o na an&#225;lise de todos os &#243;bitos classificados como causas mal definidas; a taxa assim corrigida foi chamada de <italic>taxa acrescida das causas mal definidas (CMD)</italic>. As causas mal definidas est&#227;o classificadas no cap&#237;tulo XVIII (R00 a R99) da CID-10, "sintomas, sinais e achados anormais de exames cl&#237;nicos e de laborat&#243;rio n&#227;o classificados em outra parte".</p>
    <p>Para a an&#225;lise da correla&#231;&#227;o entre a taxa de mortalidade e as demais vari&#225;veis, foi utilizado o coeficiente de correla&#231;&#227;o de Spearman. No seu c&#225;lculo, foram retirados os bairros cuja taxa de mortalidade era muito discrepante (<italic>outliers</italic>).</p>
    <p>A correla&#231;&#227;o espacial das vari&#225;veis foi analisada atrav&#233;s do &#237;ndice de Moran, que testa a exist&#234;ncia de autocorrela&#231;&#227;o espacial e tem estrutura similar ao coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson. O &#237;ndice de Moran pode ser entendido como um coeficiente de correla&#231;&#227;o entre valores da mesma vari&#225;vel mensurada em locais vizinhos, tendo, geralmente, uma varia&#231;&#227;o entre -1 e 1. Quando n&#227;o existe autocorrela&#231;&#227;o espacial, seu valor tende a 0. A agrega&#231;&#227;o espacial &#233; expressa por valores positivos, enquanto valores negativos expressam autocorrela&#231;&#227;o inversa<sup>15</sup>.</p>
    <p>Utilizou-se como crit&#233;rio de signific&#226;ncia o valor de p abaixo de 0,05. Posteriormente, foram feitos os mapas das vari&#225;veis que tiveram as melhores correla&#231;&#245;es com o desfecho.</p>
    <p>Foram utilizados os programas SPlus 2000 e ArcGis 8.0 para a an&#225;lise dos dados.</p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do N&#250;cleo de Estudos de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi parcialmente financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq) e pela Funda&#231;&#227;o Carlos Chagas Filho de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A taxa bruta de mortalidade por DIC na popula&#231;&#227;o geral foi de 82,42 por 100.000 habitantes, sendo que para a popula&#231;&#227;o acima de 60 anos foi de 501,70 por 100.000 habitantes.</p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="aop00210fig02">Figura 2</xref> apresenta a distribui&#231;&#227;o espacial da taxa de mortalidade por DIC em idoso, por bairro, padronizada por sexo e faixa et&#225;ria, classificada por quartis. Houve uma grande variabilidade entre os bairros na distribui&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC (0 a 9.247,77/100.000). As maiores taxas foram encontradas nos bairros Camorim (9.247,77/100.000), Sa&#250;de (4.174,29/100.000) e Cidade Universit&#225;ria (2.612,74/100.000). A mediana do coeficiente de mortalidade foi 470,78 por 100.000 habitantes. S&#227;o percebidos dois aglomerados, um composto pela maior parte dos bairros das AP 5.2 e 5.3, que tiveram as menores taxas, e outro composto por alguns bairros das AP 1.0, 2.2 e 3.1, onde predominaram as taxas mais elevadas.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00210fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="aop00210fig03">Figura 3</xref> apresenta a distribui&#231;&#227;o espacial da propor&#231;&#227;o de &#243;bitos por causas mal definidas, observando-se comportamento heterog&#234;neo entre os bairros. As maiores propor&#231;&#245;es foram causas encontradas nos bairros das AP 3.3, 5.1, 5.2 e 5.3. </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00210fig03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="aop00210tab01">Tabela 1</xref> apresenta os coeficientes de correla&#231;&#227;o de Spearman entre a taxa de mortalidade por DIC e diversas vari&#225;veis socioecon&#244;micas, que expressaram correla&#231;&#245;es fracas, ainda que estatisticamente significativas. A correla&#231;&#227;o com as propor&#231;&#245;es de idosos foi positiva; de domic&#237;lios cujo chefe tem renda maior ou igual a 15 sal&#225;rios m&#237;nimos e de domic&#237;lios com moradores individuais, sendo que para estas duas &#250;ltimas o p-valor foi lim&#237;trofe. A correla&#231;&#227;o foi negativa e estatisticamente significativa com a propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios cujo chefe tem renda menor ou igual a tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos, inclu&#237;dos os que n&#227;o t&#234;m rendimentos; propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios que n&#227;o t&#234;m computador; propor&#231;&#227;o de casais com filhos; e propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios com densidade de mais de 4,0 pessoas por dormit&#243;rio. A correla&#231;&#227;o com a propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios cujo chefe n&#227;o tem renda, inclu&#237;dos os que recebem somente benef&#237;cios, tamb&#233;m foi negativa, mas com p-valor lim&#237;trofe. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop00210tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na an&#225;lise da correla&#231;&#227;o entre a taxa de mortalidade por DIC <italic>compensada e ajustada</italic> e as vari&#225;veis socioecon&#244;micas, observou-se o mesmo padr&#227;o da taxa de mortalidade por DIC, sem a corre&#231;&#227;o no caso da propor&#231;&#227;o de idosos (correla&#231;&#227;o positiva) e da propor&#231;&#227;o de casais com filhos (correla&#231;&#227;o negativa). Para as demais vari&#225;veis, n&#227;o houve correla&#231;&#227;o com signific&#226;ncia estat&#237;stica. </p>
    <p>Ao analisar-se a correla&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis socioecon&#244;micas e a taxa de mortalidade por DIC <italic>acrescida das CMD</italic>, encontrou-se um padr&#227;o diferenciado dos anteriores. A correla&#231;&#227;o tornou-se positiva e estatisticamente significativa para as vari&#225;veis: propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios cujo chefe n&#227;o tem renda, inclu&#237;dos os que recebem somente benef&#237;cios; propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios cujo chefe tem renda menor ou igual a tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos, inclu&#237;dos os que n&#227;o t&#234;m renda; e propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios que n&#227;o t&#234;m computador. O acr&#233;scimo das CMD &#224; taxa de mortalidade por DIC inverteu o sentido da associa&#231;&#227;o para 4 vari&#225;veis, que passaram a assumir o padr&#227;o de condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas piores e mortalidade por DIC maior. J&#225; a propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios cujo chefe tem renda maior ou igual a 15 sal&#225;rios m&#237;nimos e a propor&#231;&#227;o de moradores individuais, que apresentou correla&#231;&#245;es positivas com a taxa sem corre&#231;&#227;o, passou a ter correla&#231;&#227;o negativa. </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref> apresenta a autocorrela&#231;&#227;o espacial da taxa de mortalidade por DIC em idosos e das vari&#225;veis socioecon&#244;micas, dada pelo &#237;ndice de Moran I. N&#227;o houve depend&#234;ncia espacial para a taxa de mortalidade por DIC nem para as duas corre&#231;&#245;es utilizadas para esta taxa. J&#225; as vari&#225;veis socioecon&#244;micas analisadas apresentaram &#237;ndice Moran I com valores que variaram entre 0,26 a 0,54, todos com signific&#226;ncia estat&#237;stica (p = 0,000), indicando a exist&#234;ncia de depend&#234;ncia espacial.</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A distribui&#231;&#227;o espacial da taxa de mortalidade por DIC <italic>compensada e ajustada</italic> &#233; apresentada na <xref ref-type="fig" rid="aop00210fig04">Figura 4</xref>, onde se observa que o aglomerado, anteriormente existente, de baixas taxas de mortalidade por DIC nas AP 5.2 e 5.3 diminuiu, enquanto o aglomerado de altas taxas de mortalidade na AP 2.2 se manteve.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00210fig04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="fig" rid="aop00210fig05">Figura 5</xref>, &#233; apresentada a distribui&#231;&#227;o espacial da taxa de mortalidade por DIC <italic>acrescida das CMD</italic>, na qual se observa que o aglomerado de altas taxas de mortalidade anteriormente existente na AP 2.2 diminuiu. Da mesma forma, o aglomerado de baixas taxas de mortalidade existente na AP 5.3 passou a apresentar taxas moderadas. Observam-se, tamb&#233;m, tr&#234;s aglomerados de altas taxas de mortalidade, sendo um na AP 3.3, o segundo na AP 4.0 e um terceiro na AP 5.1. No entanto, os bairros de Guaratiba, Barra de Guaratiba e Cosmos, todos pertencentes &#224; AP 5.2, continuaram apresentando baixas taxas de mortalidade por DIC em idoso.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00210fig05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf05.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo n&#227;o observou correla&#231;&#245;es fortes entre as vari&#225;veis socioecon&#244;micas dispon&#237;veis e a mortalidade por DIC em idosos no &#226;mbito dos bairros. Uma poss&#237;vel explica&#231;&#227;o pode estar relacionada ao perfil socioecon&#244;mico heterog&#234;neo dentro de cada bairro. Assim, as vari&#225;veis socioecon&#244;micas representariam um valor m&#233;dio que n&#227;o seria capaz de discriminar varia&#231;&#245;es nesse n&#237;vel de agrega&#231;&#227;o.</p>
    <p>Algumas correla&#231;&#245;es encontradas neste estudo t&#234;m sentido oposto ao que tem sido descrito na literatura, que em geral aponta para uma maior mortalidade por DIC associada a um perfil socioecon&#244;mico mais desfavor&#225;vel. Estudos realizados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de revelaram que os pa&#237;ses em desenvolvimento, locais com os piores n&#237;veis socioecon&#244;micos, concentram grande parte da carga das doen&#231;as cardiovasculares<sup>20</sup>. Estudo desenvolvido em Bambu&#237;, Minas Gerais, encontrou associa&#231;&#227;o entre escolaridade menor que 4 anos e um pior perfil de risco para doen&#231;as cardiovasculares em adultos<sup>21</sup>. Outro estudo em Salvador, Bahia, mostrou uma elevada propor&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos fatores de risco cardiovascular em associa&#231;&#227;o com a popula&#231;&#227;o de cor negra e menor escolaridade<sup>22</sup>. J&#225; um estudo realizado em Botucatu, S&#227;o Paulo, n&#227;o encontrou associa&#231;&#227;o entre o risco de morte cardiovascular e os indicadores socioecon&#244;micos em uma coorte de idosos, levantando a hip&#243;tese de que o grupo estudado era muito homog&#234;neo quanto a essas caracter&#237;sticas<sup>23</sup>. </p>
    <p>Em nosso estudo, encontramos associa&#231;&#227;o entre a menor mortalidade por DIC em idosos, padronizada por sexo e faixa et&#225;ria, com algumas vari&#225;veis que expressam n&#237;vel socioecon&#244;mico menos favorecido: bairros com maior propor&#231;&#227;o de baixa renda e bairros com maior propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios sem computador. Por outro lado, a propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios particulares permanentes, cuja pessoa respons&#225;vel recebe mais de 15 sal&#225;rios m&#237;nimos, correlacionou-se com a maior mortalidade por DIC. Esses achados podem estar relacionados &#224; sele&#231;&#227;o da faixa et&#225;ria de idosos. &#201; poss&#237;vel que piores condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas se reflitam em diferen&#231;as desfavor&#225;veis quanto aos desfechos cardiovasculares, especialmente isqu&#234;micos, antes dos 60 anos, em fases mais precoces da vida. Talvez, por esse motivo, estudos que n&#227;o fazem restri&#231;&#245;es de faixa et&#225;ria encontram rela&#231;&#227;o inversa entre condi&#231;&#227;o socioecon&#244;mica e DIC, e o presente estudo n&#227;o. A sele&#231;&#227;o et&#225;ria pode ter mascarado a rela&#231;&#227;o que h&#225; entre os fen&#244;menos ao longo de toda a vida das pessoas. A competi&#231;&#227;o por outras causas de mortalidade nessa faixa et&#225;ria, como acidente vascular encef&#225;lico e doen&#231;as respirat&#243;rias, tamb&#233;m poderia atenuar poss&#237;veis associa&#231;&#245;es entre n&#237;vel socioecon&#244;mico e mortalidade por DIC. </p>
    <p>Outra explica&#231;&#227;o para as associa&#231;&#245;es observadas poderia ser o confundimento pela propor&#231;&#227;o de &#243;bitos de causas mal definidas, maior nos bairros economicamente mais desfavorecidos. Nesse sentido, ao corrigir-se a taxa de mortalidade por DIC atrav&#233;s do acr&#233;scimo das causas mal definidas, algumas das associa&#231;&#245;es se inverteram e assumiram o sentido mais descrito na literatura. De qualquer forma, os resultados do presente estudo n&#227;o podem ser generalizados para o per&#237;odo total de vida das pessoas.</p>
    <p>Cabe ressaltar que um estudo multic&#234;ntrico, conduzido no Brasil, com o objetivo de determinar os fatores de risco para a ocorr&#234;ncia de IAM, tamb&#233;m encontrou que a ocorr&#234;ncia deste foi mais prevalente entre os que tinham melhores condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas<sup>4</sup>.</p>
    <p>A correla&#231;&#227;o da maior propor&#231;&#227;o de casais com filhos com menor mortalidade por DIC e a da maior propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios com moradores individuais e maior mortalidade s&#227;o descritas, podendo estar relacionadas com a influ&#234;ncia de fatores psicossociais. A literatura tem referido a influ&#234;ncia do estado marital e apoio social para o idoso sobre a mortalidade cardiovascular<sup>23,24</sup>. </p>
    <p>Este estudo n&#227;o encontrou autocorrela&#231;&#227;o espacial significativa da mortalidade por DIC em idosos. Outro estudo recente sobre distribui&#231;&#227;o espacial da mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) no MRJ encontrou depend&#234;ncia espacial fraca, embora com signific&#226;ncia estat&#237;stica. O referido estudo, diferentemente do nosso, analisou exclusivamente a mortalidade por IAM e em todas as faixas et&#225;rias, enfatizando a elevada propor&#231;&#227;o observada de &#243;bitos precoces (abaixo de 65 anos). As autoras mostraram um padr&#227;o heterog&#234;neo da distribui&#231;&#227;o espacial dos &#243;bitos por IAM associado a um forte gradiente social, considerando este "padr&#227;o em mosaico" consistente com os contrastes sociais existentes em nosso munic&#237;pio<sup>13</sup>. </p>
    <p>O referido estudo<sup>13</sup> encontrou um padr&#227;o de sub-risco de mortalidade por IAM na Zona Oeste, principalmente nas AP 5.1 e AP 5.3, n&#227;o consistente com o perfil socioecon&#244;mico e de acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de da &#225;rea, menos favorecida em rela&#231;&#227;o a outras do munic&#237;pio. As autoras levantaram a hip&#243;tese de que a taxa de mortalidade por IAM pudesse ter sido subestimada em consequ&#234;ncia &#224; elevada propor&#231;&#227;o de causas mal definidas de &#243;bito nessa regi&#227;o. Essas autoras optaram por fazer o ajuste da taxa de mortalidade a partir do acr&#233;scimo das causas mal definidas.</p>
    <p>As limita&#231;&#245;es do presente estudo dizem respeito, em primeiro lugar, &#224; qualidade dos dados, oriundos de bases de dados secund&#225;rios. Em rela&#231;&#227;o ao SIM, estudos<sup>25,26</sup> ressaltam que os dados de mortalidade brasileiros s&#227;o amplos e de razo&#225;vel qualidade. A sua cobertura em 2002 foi de 83,3% para o pa&#237;s como um todo, variando de 92,6% no Rio Grande do Sul a 52,9% no Maranh&#227;o<sup>1</sup>. Embora venha ocorrendo uma melhora gradativa da qualidade dos dados de mortalidade, no Brasil ainda se tem cerca de 14% das mortes classificadas como mal definidas<sup>25</sup>. No munic&#237;pio do Rio de Janeiro, essas t&#234;m apresentado uma m&#233;dia de 10% das causas de &#243;bito ao longo dos anos<sup>27</sup>. Em 2000, a propor&#231;&#227;o de &#243;bitos classificados como sendo por causas mal definidas foi de 10,8%.</p>
    <p>A confiabilidade dos dados no Rio de Janeiro &#233; tradicionalmente considerada satisfat&#243;ria, mas h&#225; que se considerar tamb&#233;m o peso das causas mal definidas, ainda acima dos valores considerados baixos, que seriam em torno de 4% a 6% de &#243;bitos por causas mal definidas<sup>25</sup>.</p>
    <p>No estado do Rio de Janeiro, observou-se uma eleva&#231;&#227;o das causas mal definidas, particularmente do c&#243;digo R99 correspondente &#224; causa indeterminada, coincidente com a publica&#231;&#227;o da <italic>Resolu&#231;&#227;o SES n. 550</italic> de 23 de janeiro de 1990<sup>28</sup>, que prev&#234; que, esgotadas as tentativas para determinar a causa b&#225;sica de morte (e n&#227;o havendo suspeita de &#243;bito por causa violenta), o &#243;bito seja declarado como decorrente de "causa indeterminada". Um estudo voltado para a investiga&#231;&#227;o dos &#243;bitos por causas mal definidas da Ger&#234;ncia de Informa&#231;&#245;es Epidemiol&#243;gicas da SMS-RJ mostrou que 13,5% dos &#243;bitos recuperados pertenciam ao grupo de doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio<sup>27</sup>.</p>
    <p>Alguns autores sugerem corrigir a taxa de mortalidade por doen&#231;a cardiovascular, inclusive DIC, pela distribui&#231;&#227;o proporcional dos grupos de causas definidas de mortalidade<sup>12</sup>. Outros autores consideram insatisfat&#243;ria<sup>29 </sup>a pr&#225;tica da redistribui&#231;&#227;o proporcional dos &#243;bitos por causas mal definidas entre os cap&#237;tulos por causas bem definidas. Ainda outros optaram pelo ajuste a partir do acr&#233;scimo das causas mal definidas<sup>13</sup>.</p>
    <p>Neste estudo, observou-se que as maiores propor&#231;&#245;es de causas mal definidas foram encontradas nos bairros das AP 3.3, 5.1, 5.2 e 5.3, o que pode estar ligado &#224; quest&#227;o do acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de e &#224; qualidade destes servi&#231;os prestados &#224; popula&#231;&#227;o. H&#225; de se destacar que essas regi&#245;es t&#234;m baixa cobertura de assist&#234;ncia m&#233;dica terci&#225;ria<sup>13</sup>, o que pode estar diretamente implicado com a grande propor&#231;&#227;o do c&#243;digo R99 da CID-10, utilizado em situa&#231;&#245;es onde a "causa indeterminada" &#233; a &#250;nica informa&#231;&#227;o contida na declara&#231;&#227;o de &#243;bito<sup>27</sup>. Eventualmente, o idoso que consegue acesso ao socorro m&#233;dico pode chegar morto ou vir a morrer logo ap&#243;s dar entrada no hospital, impossibilitando a obten&#231;&#227;o de um diagn&#243;stico preciso.</p>
    <p>A an&#225;lise da correla&#231;&#227;o entre a taxa de mortalidade por DIC padronizada por sexo e faixa et&#225;ria e as vari&#225;veis socioecon&#244;micas encontrou algumas associa&#231;&#245;es que, embora fracas, traduziram o sentido de maior mortalidade associada a melhor n&#237;vel socioecon&#244;mico em idosos. Esse achado pode estar em parte relacionado &#224;s propor&#231;&#245;es de causas mal definidas. Por outro lado, pode estar relacionado a um perfil distinto na faixa et&#225;ria de idosos, j&#225; observado em outro estudo<sup>23</sup>. No presente estudo, foram utilizados dois m&#233;todos distintos de corre&#231;&#227;o por causas mal definidas. O primeiro deles, denominado taxa de mortalidade por DIC em idosos <italic>compensada e ajustada</italic><sup>12</sup>, anulou a maior parte das associa&#231;&#245;es encontradas anteriormente, pois, embora fracas, eram estatisticamente significativas. J&#225; a taxa de mortalidade por DIC em idoso <italic>acrescida das CMD</italic>, obtida pelo segundo m&#233;todo de corre&#231;&#227;o, inverteu algumas das associa&#231;&#245;es encontradas inicialmente com a taxa por DIC sem corre&#231;&#227;o. As associa&#231;&#245;es encontradas com a taxa <italic>acrescida das CMD </italic>foram no sentido de maior mortalidade nos bairros com piores condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas, de acordo com o que aponta a literatura<sup>12,21-23</sup>. No entanto, a vari&#225;vel propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios com morador individual, que, anteriormente, estava positivamente correlacionada &#224; mortalidade por DIC, passou a ter uma correla&#231;&#227;o negativa, e a propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios com densidade de mais de 4 pessoas por dormit&#243;rio passou a exibir uma correla&#231;&#227;o positiva fraca e n&#227;o significativa. Essa corre&#231;&#227;o incluiu todos os &#243;bitos de causas mal definidas na taxa de mortalidade por DIC <italic>acrescida das CMD</italic>, o que provavelmente n&#227;o reflete a realidade, tendendo a superestimar essa mortalidade. Por outro lado, as maiores propor&#231;&#245;es de &#243;bitos por causas mal definidas encontram-se nas AP 3.3, 5.1, 5.2 e 5.3, que s&#227;o regi&#245;es economicamente menos favorecidas. A corre&#231;&#227;o da taxa a partir do acr&#233;scimo desses &#243;bitos mal definidos tenderia a elevar mais a mortalidade em associa&#231;&#227;o &#224;s condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas menos favor&#225;veis.</p>
    <p>O sub-risco de morte do idoso por DIC em parte dos bairros da AP 5.2 manteve-se o mesmo ap&#243;s as duas corre&#231;&#245;es realizadas.</p>
    <p>Santos e Noronha<sup>9</sup>, ao discutirem a qualidade dos dados para a an&#225;lise espacial em sa&#250;de baseada em dados secund&#225;rios, falam sobre os problemas da vari&#225;vel utilizada para o georreferenciamento, como a aus&#234;ncia de informa&#231;&#227;o e os erros de classifica&#231;&#227;o. No presente estudo, encontramos 2,2% de &#243;bitos em que o bairro de resid&#234;ncia foi ignorado. Al&#233;m disso, n&#227;o se podem controlar os erros de classifica&#231;&#227;o do bairro de resid&#234;ncia, que pode ter sido influenciado por um bairro vizinho que fosse mais conhecido. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Ao analisar algumas vari&#225;veis descritoras de caracter&#237;sticas socioecon&#244;micas do espa&#231;o urbano do munic&#237;pio do Rio de Janeiro e a distribui&#231;&#227;o da taxa de mortalidade por DIC em idosos, este estudo encontrou depend&#234;ncia espacial para vari&#225;veis socioecon&#244;micas, mas n&#227;o para a mortalidade por DIC em idosos. A despeito de o espa&#231;o urbano ser muito heterog&#234;neo no &#226;mbito dos bairros, esse achado demonstra certo grau de aglomera&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o do n&#237;vel socioecon&#244;mico. N&#227;o foram encontradas correla&#231;&#245;es fortes entre as vari&#225;veis socioecon&#244;micas e a mortalidade por DIC. Algumas correla&#231;&#245;es encontradas, embora fracas, apontaram para uma maior mortalidade associada ao n&#237;vel socioecon&#244;mico mais favorecido em idosos, considerando-se a taxa de mortalidade por DIC padronizada por sexo e faixa et&#225;ria. Hip&#243;teses para esses resultados podem estar relacionadas &#224; distribui&#231;&#227;o heterog&#234;nea das propor&#231;&#245;es de causas mal definidas, ao perfil distinto nessa faixa et&#225;ria ou ao confundimento relacionado &#224; sele&#231;&#227;o dessa faixa et&#225;ria. </p>
    <p>Novos estudos se fazem necess&#225;rios para uma melhor compreens&#227;o do impacto das causas mal definidas sobre tais associa&#231;&#245;es; das rela&#231;&#245;es entre o espa&#231;o urbano do Rio de Janeiro, reconhecidamente heterog&#234;neo dentro de cada bairro, utilizando-se unidades geogr&#225;ficas menores que o bairro; e do processo sa&#250;de-doen&#231;a, particularmente no que se refere &#224; mortalidade cardiovascular em idosos. Finalmente, o conhecimento da distribui&#231;&#227;o espacial de vari&#225;veis associadas a esse processo pode colaborar com a tomada de decis&#245;es dos gestores e atores do sistema de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq) e parcialmente financiado pela Funda&#231;&#227;o Carlos Chagas Filho de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de mestrado de Germana P&#233;riss&#233; de Abreu pelo Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
    <p>
      <fn id="corresp" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Claudia Caminha Escosteguy </p>
        <p> Rua Sacadura Cabral, 178 </p>
        <p> 20221-903 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="cescosteguy@hse.rj.saude.gov.br">cescosteguy@hse.rj.saude.gov.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 13/05/08; revisado recebido em 08/07/09; aceito em 01/09/08.</p>
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        <mixed-citation>26. Haraki CAC, Gotlieb SLD, Laurenti R. Confiabilidade do sistema de informa&#231;&#245;es sobre mortalidade em munic&#237;pio do sul do Estado de S&#227;o Paulo. Rev bras epidemiol. 2005; 8 (1): 19-24.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Confiabilidade do sistema de informa&#231;&#245;es sobre mortalidade em munic&#237;pio do sul do Estado de S&#227;o Paulo</article-title>
          <source>Rev bras epidemiol</source>
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            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>19</fpage>
          <lpage>24</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>8</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Causas mal definidas de morte: recupera&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro</article-title>
          <source>Revista Sa&#250;de em Foco</source>
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            <year>2001</year>
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          <lpage>73</lpage>
          <volume>22</volume>
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        <label>28</label>
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          <source>Leis etc: Resolu&#231;&#227;o N&#186; 550/SES. Disp&#245;e sobre a expedi&#231;&#227;o de Atestados de &#211;bito de pacientes que venham a falecer por causa natural a caminho ou nas depend&#234;ncias de Pronto-Socorro ou Ambulat&#243;rio P&#250;blico ou privado, e d&#225; outras provid&#234;ncias</source>
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          <article-title>O sistema de informa&#231;&#245;es sobre mortalidade: problemas e propostas para o seu enfrentamento - I - Mortes por causas naturais</article-title>
          <source>Rev bras epidemiol</source>
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            <year>2002</year>
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          <fpage>197</fpage>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Urban space and mortality from ischemic heart disease in the elderly in Rio de Janeiro</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Cardiovascular diseases are the leading cause of death in Brazil, especially among the elderly. In the city of Rio de Janeiro (RJC), ischemic heart disease (IHD) is the predominant cause of mortality. Studies show an association between the process of urbanization, socioeconomic conditions and changes in lifestyle with the occurrence of IHD. OBJECTIVE: To describe the geographical distribution of the IHD mortality rates in the elderly of RJC in 2000 and its correlation with socioeconomic variables. METHODS: This was an ecological study with a spatial analysis of the distribution of the IHD mortality rates in the elderly residing in RJC in 2000, standardized by gender and age, and its correlation with socioeconomic variables from the demographic census. RESULTS: There were no strong correlations between the socioeconomic variables and IHD mortality in the elderly in the districts. Some correlations, albeit weak, showed an association between higher socioeconomic status and higher mortality. After correcting the IHD mortality rate by adding ill-defined causes (IDC) of death, an association between low socioeconomic status and higher mortality from IHD was observed. The study showed spatial dependence for socioeconomic variables, but not for mortality from IHD. CONCLUSION: The spatial dependence observed in economic variables shows that the urban space in MRJ, although heterogeneous, has a certain amount of discrimination in the districts. Some correlations between IHD and socioeconomic variables were opposite to those found in the literature, and this may be partly related to the proportion of IDC, or to the exclusive profile of this age group.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Myocardial ischemia</kwd>
        <kwd>aged</kwd>
        <kwd>urbanization</kwd>
        <kwd>cities</kwd>
        <kwd>Rio de Janeiro</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="linkinicio-body2"/>Urban space and mortality from ischemic heart disease in the elderly in Rio de Janeiro</p>
      <p>
        <bold>Germana P&#233;riss&#233;<sup>I,III</sup>; Roberto de Andrade Medronho<sup>I</sup>; Claudia Caminha Escosteguy<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto de Estudos de Sa&#250;de Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
      <p><sup>II</sup>Hospital dos Servidores do Estado - Minist&#233;rio da Sa&#250;de</p>
      <p><sup>III</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Cardiovascular diseases are the leading cause of death in Brazil, especially among the elderly. In the city of Rio de Janeiro (RJC), ischemic heart disease (IHD) is the predominant cause of mortality. Studies show an association between the process of urbanization, socioeconomic conditions and changes in lifestyle with the occurrence of IHD.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To describe the geographical distribution of the IHD mortality rates in the elderly of RJC in 2000 and its correlation with socioeconomic variables.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> This was an ecological study with a spatial analysis of the distribution of the IHD mortality rates in the elderly residing in RJC in 2000, standardized by gender and age, and its correlation with socioeconomic variables from the demographic census.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> There were no strong correlations between the socioeconomic variables and IHD mortality in the elderly in the districts. Some correlations, albeit weak, showed an association between higher socioeconomic status and higher mortality. After correcting the IHD mortality rate by adding ill-defined causes (IDC) of death, an association between low socioeconomic status and higher mortality from IHD was observed. The study showed spatial dependence for socioeconomic variables, but not for mortality from IHD.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The spatial dependence observed in economic variables shows that the urban space in RJC, although heterogeneous, has a certain amount of discrimination in the districts. Some correlations between IHD and socioeconomic variables were opposite to those found in the literature, and this may be partly related to the proportion of IDC, or to the exclusive profile of this age group. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(4):437-444)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Myocardial ischemia/mortality; aged; urbanization; cities; Rio de Janeiro; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases (CVD) are the leading cause of death in Brazil, especially among the elderly<sup>1</sup>. Cerebrovascular diseases (CBVD) and ischemic heart diseases (IHD) represent more than 60% of CVD deaths. In the state of Rio de Janeiro, CBVD still exceed IHD, although in some cities, like Rio de Janeiro, IHD are the leading cause of death<sup>2</sup>.</p>
      <p>In 2002, the proportion of IHD mortality was 30.5% of deaths from CVD, and, in the age group above 60 years, the mortality rate from CVD was 27.4% for females and 32.0% for males. In Rio de Janeiro, this rate was 34.9% for the general population, and 32.0% for women over 60 years, and 38.1% for men over 60 years<sup>1</sup>.</p>
      <p>Studies that analyzed the geographic variation of ischemic heart disease verified the involvement of environmental factors among its determinants, especially the process of urbanization, socio-economic conditions and changes in lifestyle<sup>3-8</sup>. </p>
      <p>In Rio de Janeiro (RJC)<sup>9,10</sup>, studies showed an inverse relationship between social inequality and health status, with an increase in mortality rates in the less urban regions which are not well served by the public sanitary sewer system.</p>
      <p>Some authors<sup>3,5,8</sup> who evaluated the access to invasive cardiovascular procedures concluded that people with low income are less likely to achieve such access. Brazilian studies<sup>11-13</sup> that evaluated the risk of death and cardiovascular disease concluded that the increased risk was influenced by low socioeconomic status.</p>
      <p>Ecological studies have been used to study the behavior and distribution of diseases, and they are relatively fast and inexpensive, requiring no knowledge of the distribution of individual variables. The use of spatial analysis techniques in this type of study has increased<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>The objective of this study was to describe the geographical distribution of mortality rates from IHD in the elderly in RJC, in 2000, and its correlation with socioeconomic variables.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was an ecological study on the variation of the mortality rate from IHD in elderly people who lived in RJC in 2000. Individuals aged over 60 years were considered elderly, in accordance with the Elderly Statute<sup>16</sup>.</p>
      <p>Mortality data were obtained from the Information System (SIM), provided by the State Health Department of Rio de Janeiro. We considered the deaths of elderly residents in the municipality of Rio de Janeiro that had ischemic heart disease as the primary cause of death (codes I20.0 to I25.9 of the 10th Review of the International Classification of Diseases, ICD-10, World Health Organization - WHO).</p>
      <p>Socio-economic data were obtained from the census conducted in 2000 by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) and accessed from the page of Pereira Passos Municipal Institute of Urbanism<sup>17 </sup>or provided by IBGE<sup>18</sup>. We analyzed the various socioeconomic variables available in the census, representing estimates of income, education, family structure, access to different consumer goods, access to basic services and density of persons per household in permanent homes, and the proportion of elderly members. For presentation in the study we selected only estimates that showed a correlation with the rate of IHD mortality.</p>
      <p>The spatial analysis unit was the district. In 2000, RJC had 158 districts. For spatial analysis we grouped the districts of Pavuna with Parque Col&#250;mbia, which received the status of district only in 1999<sup>19</sup>; and Barra da Tijuca with Jo&#225;, because the latter had no death from any cause in 2000; and Bandeirantes with Grumari, because the latter had only two deaths, not included in the Chapter IX of circulatory system diseases (one in chapter X, and one in Chapter XVIII of ICD-10), and they have the smallest population of all districts of Rio de Janeiro. </p>
      <p>For administrative purposes, RJC is divided into 10 health program areas (AP): AP 1.0 includes Centro, Zona Portu&#225;ria, Rio Comprido, S&#227;o Crist&#243;v&#227;o, Paquet&#225; and Santa Teresa regions; AP 2.1 includes Botafogo, Copacabana, Lagoa, and Rocinha regions; AP 2.2 includes Tijuca and Vila Isabel regions; AP 3.1 includes Ramos, Penha, Ilha do Governador, Complexo do Alem&#227;o, and Mar&#233; regions; AP 3.2 includes Inha&#250;ma, M&#233;ier, and Jacarezinho regions; AP 3.3 includes Iraj&#225;, Madureira, Anchieta, and Pavuna regions; AP 4.0 includes Jacarepagu&#225;, Barra da Tijuca, and Cidade de Deus regions; AP 5.1 includes Bangu and Realengo regions; AP 5.2 includes Campo Grande and Guaratiba regions; AP 5.3 comprises the region of Santa Cruz<sup>17</sup>. <xref ref-type="fig" rid="en_a06fig01-body2">Figure 1</xref> shows the spatial distribution of the APs.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a06fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Of 3,771 IHD deaths occurred in the elderly in 2000, in RJC, 84 were excluded for not having the variable "residence district" duly completed. The mortality rate was standardized by gender and age groups, and categorized by the following age groups: 60 to 69 years, 70 to 79 years, and 80 or more years. The standardization was made by direct method and used the population of RJC as a standard population. </p>
      <p>Due to the occurrence of 10.8% of deaths from ill-defined causes in RJC in 2000, and considering the possibility of underestimating the IHD deaths, two corrections for this mortality rate standardized by gender and age have been taken into account. The first used the technique adopted by Oliveira et al which consisted in allocating to the IHD deaths those from ill-defined causes in a proportion equal to that represented by defined deaths in relation to all deaths, excluding the ill-defined, and the adjusted rate was called balanced and adjusted. The second correction was the technique adopted by Melo et al<sup>13</sup> which consisted in the inclusion of all deaths classified as ill-defined causes in the analysis; the adjusted rate was called rate plus ill-defined causes (IDC). The ill-defined causes are classified in Chapter XVIII (R00 to R99) of ICD-10, "symptoms, signs and abnormal clinical and laboratory findings not elsewhere classified." </p>
      <p>To analyze the correlation between mortality rate and other variables, we used the Spearman's correlation coefficient. In the calculation, we excluded the districts with very discrepant rates (outliers). </p>
      <p>The spatial correlation of the variables was analyzed using the Moran index, which tests the existence of spatial structure and is similar to the correlation coefficient of Pearson. Moran's index can be understood as a correlation coefficient between values of the same variable measured in the district, and it usually ranges between - 1 and 1. When there is spatial autocorrelation, its value tends to 0. The spatial aggregation is expressed by positive values, while negative values express inverse autocorrelation<sup>15</sup>.</p>
      <p>We used the value of p below 0.05 as significance criterion. Later, we made maps of the variables that had the best correlation with the outcome.</p>
      <p>We used the programs SPlus 2000 and ArcGis 8.0 for data analysis.</p>
      <p>The study was approved by the Ethics in Research of the Center for Research on Collective Health, Federal University of Rio de Janeiro, and was partially funded by the National Council for Scientific and Technological Development (CNPq) and the <italic>Funda&#231;&#227;o Carlos Chagas Filho de Amparo &#224; Pesquisa</italic> of the State of Rio de Janeiro (FAPERJ). </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The crude IHD mortality rate in the general population was 82.42 per 100,000 inhabitants, whereas in the population over 60 it was 501.70 per 100,000 inhabitants.</p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_a06fig02-body2">Figure 2</xref> shows the spatial distribution of the IHD mortality rate in the elderly, by district, standardized by gender and age group, classified by quartiles. There was great variability among the districts in the distribution of IHD mortality rate (0 to 9,247.77/100,000). The highest rates were found in the Camorim (9247.77/100,000), Sa&#250;de (4174.29/100,000), and Cidade Universit&#225;ria (2612.74/100,000) districts. The median mortality rate was 470.78 per 100,000 inhabitants. Two clusters were observed, one comprising most of the districts of AP 5.2 and 5.3, which showed the lowest rate, and another composed of some districts of AP 1.0, 2.2, and 3.1, where higher rates predominated.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a06fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_a06fig03-body2">Figure 3</xref> shows the spatial distribution of the proportion of deaths from ill-defined causes, and a heterogeneous behavior was observed among the districts. The highest rates were found in the districts of AP 3.3, 5.1, 5.2, and 5.3. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a06fig03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_a06tab01-body2">Table 1</xref> shows the correlation coefficients of Spearman between IHD mortality rate and several socioeconomic variables, which expressed weak, although statistically significant correlations. The correlation was positive with the proportion of elderly people, with households whose head has an income higher than or equal to 15 minimum wages, and with households with individuals, and for the last two the p-value was borderline. The correlation was negative and statistically significant with the proportion of households whose head has an income less than or equal to three minimum wages, including those without income, with the proportion of households that have no computer, with the proportion of couples with children, and with the proportion of households with population density of 4.0 people per bedroom. The correlation with the proportion of households whose head has no income, including those receiving only benefits, was also negative, but with a borderline p-value.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a06tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>When analyzing the correlation between balanced and adjusted IHD mortality rate and socioeconomic variables, we observed the same pattern found in mortality from IHD, without correction in the proportion of elderly (positive correlation), and in the proportion of couples with children (negative correlation). For the other variables, there was no statistically significant correlation. </p>
      <p>When analyzing the correlation between socioeconomic variables and IHD mortality rate plus IDC, we found a pattern that was distinct from the one mentioned above. The correlation became positive and statistically significant for the following variables: proportion of households whose head has no income, including those who only receive benefits; proportion of households whose head has an income less than or equal to three minimum wages, including those without income; and proportion of households that have no computer. The addition of IDC to the IHD mortality rate reversed the direction of the association for 4 variables, which followed the pattern of worse socio-economic conditions and increased IHD mortality. The proportion of households whose head has an income higher than or equal to 15 minimum wages, and the proportion of individual residents, which showed positive correlations with the rate without correction, became negatively correlated. </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> shows the autocorrelation of the IHD mortality rate in the elderly and socioeconomic variables, given by Moran's I. There was no spatial dependence for the IHD mortality rate or for the two corrections used for this rate. The socioeconomic variables analyzed showed Moran I index with values ranging from 0.26 to 0.54, all with statistical significance (p = 0.000), indicating the existence of spatial dependence. </p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The spatial distribution of the balanced and adjusted IHD mortality rate is shown in <xref ref-type="fig" rid="en_a06fig04-body2">Figure 4</xref>, which shows that the cluster, previously existing, of low IHD mortality rates in AP 5.2 and 5.3 decreased, whereas the cluster of high mortality rates at AP 2.2 was maintained. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a06fig04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_a06fig05-body2">Figure 5</xref> shows the spatial distribution of IHD mortality rates plus IDC, which shows that the previously existing cluster of high mortality rates at AP 2.2 decreased. Similarly, the cluster of low mortality rates at AP 5.3 presented moderate rates. Three clusters of high mortality rates were also observed, one in AP 3.3, the second in AP 4.0, and the third in AP 5.1. However, the districts of Guaratiba, Barra de Guaratiba and Cosmos, all belonging to AP 5.2, continued to experience low rates of IHD mortality in the elderly.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a06fig05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf05-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study found no strong correlations between the socioeconomic variables available and IHD mortality in the elderly in the districts. A possible explanation may be related to a heterogeneous socioeconomic profile within each district. Therefore, the socioeconomic variables represent an average value that would not be able to discriminate variations at this level of aggregation.</p>
      <p>Some correlations found in this study are opposite to what has been described in the literature, which generally indicates a higher IHD mortality associated with a more unfavorable socioeconomic profile. Studies conducted by the World Health Organization revealed that the developing countries, which are the places with the lowest socioeconomic conditions, concentrate most of the burden of cardiovascular diseases<sup>20</sup>. A study conducted in Bambu&#237;, Minas Gerais State, found an association between having had less than 4 years of schooling and a worse risk profile for cardiovascular disease in adults<sup>21</sup>. Another study conducted in Salvador, Bahia, showed a high proportion of multiple cardiovascular risk factors associated with the black population with less schooling<sup>22</sup>. Another study conducted in Botucatu, S&#227;o Paulo, found no association between the risk of cardiovascular death and socioeconomic indicators in a cohort of elderly, raising the possibility that the group studied was very homogeneous as regards these traits<sup> 23</sup>.</p>
      <p>In our study, we found a correlation between lower IHD mortality in the elderly, standardized by age and gender, and some variables that reflect lower socioeconomic level: districts with larger proportion of low-income, and districts with larger proportion of households without a computer. On the other hand, the proportion of permanent private households, whose head earns more than 15 minimum wages, was associated with higher mortality from IHD. These findings may be related to the selection of the elderly age group. It is possible that low socioeconomic status results in adverse differences regarding cardiovascular outcomes, especially ischemic events before 60 years of age, in earlier stages of life. Perhaps it was for this reason that studies with no age restrictions found an inverse relationship between socioeconomic status and IHD, and this study did not. The selection group may have masked the relationship that exists between these phenomena throughout the subjects' lives. Competition with other causes of mortality in this age group, such as stroke and respiratory diseases, could also minimize possible associations between socioeconomic status and mortality from IHD. </p>
      <p>Another explanation for the associations observed could be the confounding induced by the proportion of deaths from ill-defined causes, which is larger in economically disadvantaged districts. Therefore, by correcting the IHD mortality rate by adding the ill-defined causes, some of the associations were reversed and showed results similar to those described in the literature. Anyway, the results of this study can not be generalized for people's entire life.</p>
      <p>It should be noted that a multicenter study conducted in Brazil, to determine the risk factors for AMI, also found that this occurrence was more prevalent among those who had the best socioeconomic conditions<sup>4</sup>.</p>
      <p>The correlations between higher proportion of couples with children with lower IHD mortality, and higher proportion of households with individuals and higher mortality have been described and may be related to the influence of psychosocial factors. The literature has referred to the influence of marital status and social support for the elderly on cardiovascular mortality<sup>23,24</sup>.</p>
      <p>This study found no significant spatial autocorrelation of IHD mortality in the elderly. Another recent study on the spatial distribution of mortality from acute myocardial infarction (AMI) in RJC found a weak, although statistically significant spatial dependence. This study, unlike ours, exclusively examined mortality from AMI and in all age groups, emphasizing the high proportion of early deaths observed (below 65 years). The authors showed a heterogeneous pattern of spatial distribution of AMI deaths associated with a strong social gradient, considering this "mosaic pattern" consistent with the social inequalities existing in our municipality<sup>13</sup>.</p>
      <p>The study<sup>13</sup> found a sub-risk standard of mortality from AMI in the western area, especially in AP 5.1 and AP 5.3, which is not consistent with the socioeconomic background and the access to health services in the area, less favored than the others in the municipality. The authors hypothesized that the mortality rate from AMI may have been underestimated due to the high proportion of ill-defined causes of death in this region. The authors chose to make the adjustment in the mortality rate by adding ill-defined causes.</p>
      <p>The limitations of this study relate primarily to the quality of data, which originated from secondary databases. As for the SIM, studies<sup>25,26</sup> point out that the mortality data in Brazil are large and of reasonable quality. Its coverage in 2002 was 83.3% for the country as a whole, ranging from 92.6% in Rio Grande do Sul to 52.9% in Maranh&#227;o<sup>1</sup>. Although a gradual improvement has been observed in the quality of mortality data in Brazil, about 14% of deaths are still classified as ill-defined<sup>25</sup>. In the municipality of Rio de Janeiro, these have accounted for an average of 10% of deaths over the years<sup>27</sup>. In 2000, the proportion of deaths classified as ill-defined was 10.8%.</p>
      <p>The reliability of the data in Rio de Janeiro is traditionally regarded as satisfactory, but we must also consider the weight of ill-defined causes, still above the values considered low, which would be around 4% to 6% of deaths from ill-defined causes<sup>25</sup>.</p>
      <p>In the state of Rio de Janeiro, there was an increase in ill-defined causes, particularly the code R99 which corresponds to unknown causes, coinciding with the publication of SES Resolution n.o 550 of January 23, 1990<sup>28</sup>, which states that, having exhausted the attempts to determine the underlying cause of death (and if there is no suspicion of violent death), death is declared due to "undetermined cause." A study on the investigation of deaths from ill-defined causes conducted by the Epidemiological Information Management of SMS-RJ showed that 13.5% of the recovered deaths belonged to the group of diseases of the circulatory system<sup>27</sup>.</p>
      <p>Some authors suggest correcting the mortality rate from cardiovascular disease, including DIC, by proportionally distributing different defined causes of death<sup>12</sup>. Other authors<sup>29</sup> consider as insatisfactory the practice of proportional redistribution of well-defined causes among deaths from ill-defined causes. Still others have opted for the adjustment by the addition of ill-defined causes<sup>13</sup>. </p>
      <p>In this study, we found that the highest rates of ill-defined causes were found in the districts of AP 3.3, 5.1, 5.2, and 5.3, which can be connected to the issue of access to health services and quality of service to the population. It must be noted that these regions have poor tertiary health care coverage<sup>13</sup>, which can be directly associated with the large proportion of R99 code of ICD-10, used in situations in which "undetermined" is the only information contained in the death certificate<sup>27</sup>. Occasionally, an elderly patient who has access to medical help, may arrive dead or die soon after being admitted, making it impossible to obtain an accurate diagnosis. </p>
      <p>The analysis of the correlation between the IHD mortality rate, standardized by gender and age, and socioeconomic variables found some associations which, albeit weak, resulted in increased mortality associated with higher socioeconomic status in the elderly. This finding may be partly related to the proportion of ill-defined causes. On the other hand, it may be related to a distinct profile in the age group of elderly, already observed in another study<sup>23</sup>. In this study, we used two different methods of correction of ill-defined causes. The first, called balanced and adjusted IHD mortality rate in the elderly<sup>12</sup>, set aside most of the associations previously reported, because, although weak, they were statistically significant. The IHD mortality rate plus IDC in the elderly, (obtained by the second correction method), reversed some of the associations found initially at the IDC rate without correction. The associations found with the IHD mortality rate plus IDC tended to show greater mortality in districts with low socioeconomic status, which is consistent with what is found in the literature<sup>12,21-23</sup>. However, the variable proportion of households with one resident, which previously was positively correlated with IHD mortality, started to have a negative correlation, and the proportion of households with a density of more than 4 people per bedroom started to show a weak and not significant positive correlation. This correction included all deaths from ill-defined causes in the mortality rate from IHD plus IDC, which probably does not reflect reality, tending to overestimate the mortality rate. Moreover, the highest proportions of deaths from ill-defined causes can be found in AP 3.3, 5.1, 5.2, and 5.3, which are economically disadvantaged. The correction of the rate by the addition of these ill-defined deaths tend to elevate mortality in association with less favorable socioeconomic conditions. </p>
      <p>The sub-risk of death of elderly people from IHD in the districts of the AP 5.2 remained the same after the two corrections were made. </p>
      <p>Santos and Noronha<sup>9</sup>, while discussing the quality of data for spatial analysis in health care, based on secondary data, referred to the problems of the variable used for the geo-referenciation, such as lack of information and misclassification. In this study, we found 2.2% deaths of patients whose district of residence was unknown. Moreover, we can not control the misclassification of the residential area, which may have been influenced by a neighboring district that is better known.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In dealing with some descriptor variables of socioeconomic characteristics of urban space in Rio de Janeiro and the distribution of IHD mortality rates in the elderly, this study found spatial dependence for socioeconomic variables, but not for IHD mortality in the elderly. Despite the fact that the urban space is very heterogeneous within the districts, this finding demonstrates a degree of agglomeration in terms of socioeconomic status. There were strong correlations between the socioeconomic variables and mortality from IHD. Some correlations, although weak, showed an increased mortality associated with more favored socioeconomic status in the elderly, taking into account IHD mortality rate standardized by gender and age. Possible explanations for these results may be related to a heterogeneous distribution of the proportions of ill-defined causes, the distinctive profile of this age group, or a confouding related to the selection of this age group.</p>
      <p>Further studies are needed to better understand the impact of ill-defined causes on such associations, the relationship between urban spaces in Rio de Janeiro, known to be heterogeneous within each district, using geographical units that are smaller than the district, and the health and disease process, particularly with regard to cardiovascular mortality in the elderly. Finally, the understanding of the spatial distribution of variables associated with this process can collaborate with the decisions of managers and actors in the health system.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by <italic>Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico</italic> (CNPq) and partially funded by <italic>Funda&#231;&#227;o Carlos Chagas Filho de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro</italic> (Faperj).</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Germana P&#233;riss&#233; de Abreu from <italic>Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Espacio urbano y la mortalidad por enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n en adultos mayores en Rio de Janeiro</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Las enfermedades cardiovasculares son la primera causa de muerte en Brasil, especialmente en adultos mayores. En el municipio de Rio de Janeiro (MRJ), predomina la mortalidad por enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n (EIC). Estudios muestran una asociaci&#243;n entre el proceso de urbanizaci&#243;n, las condiciones socioecon&#243;micas y el cambio en el estilo de vida con la ocurrencia de EIC. OBJETIVO: Describir la distribuci&#243;n geogr&#225;fica de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores del MRJ en 2000 y su correlaci&#243;n con variables socioecon&#243;micas. M&#201;TODOS: Estudio ecol&#243;gico, con an&#225;lisis espacial de la distribuci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores que resid&#237;an en el MRJ en el 2000, normalizada por sexo e intervalo de edades, y de sus correlaciones con variables socioecon&#243;micas del censo demogr&#225;fico. RESULTADOS: No se observaron correlaciones fuertes entre las variables socioecon&#243;micas y la mortalidad por EIC en adultos mayores en el &#225;mbito de los barrios. Algunas correlaciones encontradas, aunque tenues, indicaron una mayor mortalidad asociada a un mejor nivel socioecon&#243;mico. Despu&#233;s de la correcci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC por medio del agregado de las causas mal definidas (CMD) de fallecimiento, algunas asociaciones adquirieron el sentido de peores condiciones socioecon&#243;micas y mayor mortalidad por EIC. Se encontr&#243; dependencia espacial para variables socioecon&#243;micas, pero no para a mortalidad por EIC. CONCLUSI&#211;N: La dependencia espacial encontrada en las variables socioecon&#243;micas muestra que el espacio urbano en el MRJ, aunque heterog&#233;neo, posee cierta dosis de discriminaci&#243;n en el &#225;mbito de los barrios. Algunas correlaciones encontradas entre EIC y variables socioecon&#243;micas presentaron sentido opuesto al de la bibliograf&#237;a, lo que puede estar en parte relacionado a las proporciones de CMD o al perfil distinto en ese intervalo de edades.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Isquemia mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>urbanizaci&#243;n</kwd>
        <kwd>adulto mayor</kwd>
        <kwd>ciudades</kwd>
        <kwd>Rio de Janeiro</kwd>
        <kwd>Brasil.</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Espacio urbano y la mortalidad por enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n en adultos mayores en Rio de Janeiro</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Germana P&#233;riss&#233;<sup>I, III</sup>; Roberto de Andrade Medronho<sup>I</sup>; Claudia Caminha Escosteguy<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto de Estudos de Sa&#250;de Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
      <p> Hospital dos Servidores do Estado - Minist&#233;rio da Sa&#250;de</p>
      <p><sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Las enfermedades cardiovasculares son la primera causa de muerte en Brasil, especialmente en adultos mayores. En el municipio de Rio de Janeiro (MRJ), predomina la mortalidad por enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n (EIC). Estudios muestran una asociaci&#243;n entre el proceso de urbanizaci&#243;n, las condiciones socioecon&#243;micas y el cambio en el estilo de vida con la ocurrencia de EIC.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Describir la distribuci&#243;n geogr&#225;fica de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores del MRJ en 2000 y su correlaci&#243;n con variables socioecon&#243;micas.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudio ecol&#243;gico, con an&#225;lisis espacial de la distribuci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores que resid&#237;an en el MRJ en el 2000, normalizada por sexo e intervalo de edades, y de sus correlaciones con variables socioecon&#243;micas del censo demogr&#225;fico.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> No se observaron correlaciones fuertes entre las variables socioecon&#243;micas y la mortalidad por EIC en adultos mayores en el &#225;mbito de los barrios. Algunas correlaciones encontradas, aunque tenues, indicaron una mayor mortalidad asociada a un mejor nivel socioecon&#243;mico. Despu&#233;s de la correcci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC por medio del agregado de las causas mal definidas (CMD) de fallecimiento, algunas asociaciones adquirieron el sentido de peores condiciones socioecon&#243;micas y mayor mortalidad por EIC. Se encontr&#243; dependencia espacial para variables socioecon&#243;micas, pero no para a mortalidad por EIC.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La dependencia espacial encontrada en las variables socioecon&#243;micas muestra que el espacio urbano en el MRJ, aunque heterog&#233;neo, posee cierta dosis de discriminaci&#243;n en el &#225;mbito de los barrios. Algunas correlaciones encontradas entre EIC y variables socioecon&#243;micas presentaron sentido opuesto al de la bibliograf&#237;a, lo que puede estar en parte relacionado a las proporciones de CMD o al perfil distinto en ese intervalo de edades.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Isquemia mioc&#225;rdica/mortalidad, urbanizaci&#243;n, adulto mayor, ciudades, Rio de Janeiro, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las enfermedades cardiovasculares (ECV) son la primera causa de muerte en Brasil, especialmente en adultos mayores<sup>1</sup>. Las enfermedades cerebrovasculares (ECBV) y las enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n (EIC) totalizan m&#225;s del 60% de los fallecimientos por ECV. En el estado de Rio de Janeiro, las ECBV todav&#237;a superan las EIC, aunque en algunos municipios, como Rio de Janeiro, las EIC ocupan el primer lugar<sup>2</sup>.</p>
      <p>En 2002, la mortalidad proporcional por EIC, en Brasil, fue del 30,5% de las muertes por ECV, siendo que, en el intervalo de edades superior a 60 a&#241;os, fue del 27,4% para el sexo femenino, y para el sexo masculino fue del 32,0% de los fallecimientos por ECV. En el municipio de Rio de Janeiro, esta mortalidad fue del 34,9%, siendo del 32,0% para mujeres mayores de 60 a&#241;os y del 38,1% para hombres en el mismo intervalo de edades<sup>1</sup>.</p>
      <p>Estudios que analizaron la variaci&#243;n geogr&#225;fica de la enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n encontraron la participaci&#243;n de factores ambientales entre sus determinantes, destac&#225;ndose el proceso de urbanizaci&#243;n, las condiciones socioecon&#243;micas de la poblaci&#243;n y el cambio en el estilo de vida<sup>3-8</sup>.</p>
      <p>En el municipio de Rio de Janeiro (MRJ). Estudios realizados<sup>9,10</sup> evidenciaron una relaci&#243;n inversa entre desigualdad social y situaci&#243;n de salud, con el crecimiento de las tasas de mortalidad en las regiones menos urbanizadas y m&#225;s desprovistas de red p&#250;blica de alcantarillado.</p>
      <p>Algunos autores<sup>3,5,8</sup> que evaluaron el acceso a procedimientos invasivos cardiovasculares concluyeron que las poblaciones con bajos ingresos tienen menor probabilidad de alcanzar tal acceso. Estudios brasile&#241;os<sup>11-13</sup> que evaluaron el riesgo de muerte y enfermedades cardiovasculares concluyeron que el aumento del riesgo se vio influenciado por peores condiciones socioecon&#243;micas.</p>
      <p>Estudios ecol&#243;gicos se han utilizado para estudiar el comportamiento y la distribuci&#243;n de las enfermedades, siendo relativamente r&#225;pidos y de bajo costo, no exigiendo el conocimiento individual de la distribuci&#243;n de las variables. Es creciente la utilizaci&#243;n de t&#233;cnicas de an&#225;lisis espacial en este tipo de estudio<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>El objetivo de este estudio es describir la distribuci&#243;n geogr&#225;fica de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores del MRJ en 2000 y su correlaci&#243;n con variables socioecon&#243;micas.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se realiz&#243; un estudio ecol&#243;gico sobre la variaci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores que resid&#237;an en el MRJ en el a&#241;o 2000. Se consider&#243; adulto mayor al individuo con edad igual o superior a 60 a&#241;os, de conformidad con lo estipulado en el Estatuto del Adulto Mayor<sup>16</sup>.</p>
      <p>Los datos de mortalidad se obtuvieron a partir del Sistema de Informaci&#243;n sobre Mortalidad (SIM), proporcionados por la Secretar&#237;a Estatal de Salud de Rio de Janeiro. Se consideraron los fallecimientos de adultos mayores residentes en el municipio de Rio de Janeiro que ten&#237;an como causa b&#225;sica la enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n (c&#243;digos I20.0 a I25.9 de la 10&#170;. revisi&#243;n de la Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades, CIE-10, de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud - OMS).</p>
      <p>Los datos socioecon&#243;micos se obtuvieron del censo demogr&#225;fico realizado en 2000 por la Fundaci&#243;n Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica (FIBGE) y recolectados a partir de la p&#225;gina del Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos<sup>17</sup>, o fueron cedidos por la FIBGE<sup>18</sup>. Se analizaron las diferentes variables socioecon&#243;micas disponibles en el censo, representando estimativas de ingresos, escolaridad, organizaci&#243;n familiar, acceso a diferentes bienes de consumo, acceso a servicios b&#225;sicos y densidad de personas por dormitorio de los domicilios permanentes, adem&#225;s de la proporci&#243;n de adultos mayores. Para la presentaci&#243;n en el art&#237;culo se seleccionaron s&#243;lo las estimativas que mostraron correlaci&#243;n con la tasa de mortalidad por EIC.</p>
      <p>La unidad de an&#225;lisis espacial fue el barrio. En 2000, el MRP contaba con 158 barrios; para el an&#225;lisis espacial se aglomeraron los barrios de Pavuna con Parque Col&#250;mbia, elevado a la condici&#243;n de barrio s&#243;lo en 1999<sup>19</sup>, Barra da Tijuca con Jo&#225;, en funci&#243;n de que este &#250;ltimo no tuvo ning&#250;n fallecimiento por ninguna causa en 2000, y Recreio dos Bandeirantes con Grumari, puesto que &#233;ste presentaba s&#243;lo dos fallecimientos totales no pertenecientes al cap&#237;tulo IX de las enfermedades del aparato circulatorio (uno en el cap&#237;tulo X y otro en el cap&#237;tulo XVIII de la CIE-10) y tener la menor poblaci&#243;n de todos los barrios de Rio de Janeiro.</p>
      <p>Para fines administrativos, en el &#225;rea de salud, el MRJ se divide en 10 &#225;reas program&#225;ticas (AP): la AP 1.0 corresponde a las regiones de Centro, Zona Portu&#225;ria, Rio Comprido, S&#227;o Crist&#243;v&#227;o, Paquet&#225; y Santa Teresa; la AP 2.1, a las regiones de Botafogo, Copacabana, Lagoa y Rocinha; la AP 2.2, a las regiones da Tijuca y Vila Isabel; la AP 3.1, a las regiones de Ramos, Penha, Ilha do Governador, Complexo do Alem&#227;o y Mar&#233;; la AP 3.2, a las regiones de Inha&#250;ma, M&#233;ier y Jacarezinho; la AP 3.3, a las regiones de Iraj&#225;, Madureira, Anchieta y Pavuna; la AP 4.0, a las regiones de Jacarepagu&#225;, Barra da Tijuca y Cidade de Deus; la AP 5.1, a las regiones de Bangu y Realengo; la AP 5.2, a las regiones de Campo Grande y Guaratiba; y la AP 5.3, que corresponde a la regi&#243;n de Santa Cruz<sup>17</sup>. La <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref> presenta la distribuci&#243;n espacial de las APs.</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>De los 3.771 fallecimientos por EIC ocurridos en adultos mayores en el MRJ en 2000, se excluyeron 84 por no presentar la variable "barrio de residencia" debidamente completada. La tasa de mortalidad se normaliz&#243; por sexo e intervalo de edades, categorizada en intervalos de edades de 60-69 a&#241;os, 70-79 a&#241;os y 80 a&#241;os o m&#225;s. La normalizaci&#243;n se realiz&#243; por el m&#233;todo directo y se utiliz&#243; la poblaci&#243;n del MRJ como poblaci&#243;n est&#225;ndar.</p>
      <p>Debido a la ocurrencia del 10,8% de fallecimientos por causas mal definidas en el MRJ en 2000, y tomando en cuenta la hip&#243;tesis de subestimaci&#243;n de los fallecimientos por EIC, se consider&#243; adem&#225;s estudiar dos correcciones para esta tasa de mortalidad normalizada por sexo e intervalo de edades. La primera utiliz&#243; la t&#233;cnica adoptada por Oliveira et al<sup>12</sup> y consisti&#243; en atribuir a los fallecimientos por EIC parte de los fallecimientos por causas mal definidas en proporci&#243;n igual a la que guardaban los fallecimientos definidos con relaci&#243;n a todos los fallecimientos, excluyendo los mal definidos; la tasa corregida de esta manera fue llamada <italic>compensada y ajustada</italic>. La segunda fue la adoptada por Melo et al<sup>13</sup> y consisti&#243; en la inclusi&#243;n en el an&#225;lisis de todos los &#243;bitos clasificados como causas mal definidas, la tasa corregida de esta manera fue llamada <italic>tasa incluyendo causas mal definidas (CMD)</italic>. Las causas mal definidas est&#225;n clasificadas en el cap&#237;tulo XVIII (R00 a R99) de la CIE-10, "s&#237;ntomas, se&#241;ales y hallazgos anormales de ex&#225;menes cl&#237;nicos y de laboratorio no clasificados en otra parte".</p>
      <p>Para el an&#225;lisis de la correlaci&#243;n entre la tasa de mortalidad y las dem&#225;s variables, se utiliz&#243; el coeficiente de correlaci&#243;n de Spearman. Para su c&#225;lculo se retiraron los barrios cuya tasa de mortalidad era muy discrepante (<italic>outliers</italic>).</p>
      <p>La correlaci&#243;n espacial de las variables fue analizada mediante el &#237;ndice de Moran, que prueba la existencia de autocorrelaci&#243;n espacial y tiene estructura similar al coeficiente de correlaci&#243;n de Pearson. El &#237;ndice de Moran puede ser entendido como un coeficiente de correlaci&#243;n entre valores de la misma variable medida en locales vecinos, teniendo, generalmente, una variaci&#243;n entre -1 y 1. Cuando no existe autocorrelaci&#243;n espacial, su valor tiende a 0. La agregaci&#243;n espacial se expresa mediante valores positivos, mientras que valores negativos expresan autocorrelaci&#243;n inversa<sup>15</sup>.</p>
      <p>Se utiliz&#243; como criterio de significancia el valor de p inferior 0,05. Posteriormente, se realizaron los mapas de las variables que presentaron las mejores correlaciones con el desenlace.</p>
      <p>Se utilizaron los programas SPlus 2000 y ArcGis 8.0 para el an&#225;lisis de los datos.</p>
      <p>El estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del N&#250;cleo de Estudios de Salud Colectiva de la Universidad Federal de Rio de Janeiro y fue parcialmente financiado por el Consejo Nacional de Desarrollo Cient&#237;fico y Tecnol&#243;gico (CNPq) y por la Fundaci&#243;n Carlos Chagas Filho de Amparo a la Investigaci&#243;n del Estado de Rio de Janeiro (FAPERJ).</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La tasa bruta de mortalidad por EIC en la poblaci&#243;n general fue de 82,42 por 100.000 habitantes, siendo que para la poblaci&#243;n de m&#225;s de 60 a&#241;os fue de 501,70 por 100.000 habitantes.</p>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref> presenta la distribuci&#243;n espacial de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores, por barrio, normalizada por sexo e intervalo de edades, clasificada por cuartiles. Hubo una gran variabilidad entre los barrios en la distribuci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC (0 a 9.247,77/100.000). Las mayores tasas fueron encontradas en los barrios Camorim (9. 247,77/100. 000), Sa&#250;de (4. 174,29/100. 000) y Cidade Universit&#225;ria (2. 612,74/100. 000). La mediana del coeficiente de mortalidad fue 470,78 por 100.000 habitantes. Se perciben dos aglomerados, uno compuesto por la mayor parte de los barrios de las AP 5.2 y 5.3, que tuvieron las menores tasas, y otro compuesto por algunos barrios de las AP 1.0, 2.2 y 3.1, donde predominaron las tasas m&#225;s elevadas.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="f3-body3">Figura 3</xref> presenta la distribuci&#243;n espacial de la proporci&#243;n de fallecimientos por causas mal definidas, observ&#225;ndose comportamiento heterog&#233;neo entre los barrios. Las mayores proporciones fueron causas encontradas en los barrios de las AP 3.3, 5.1, 5.2 y 5.3.</p>
      <fig id="f3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf03-es.jpg"/></fig>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_06t01-body3">Tabla 1</xref> presenta los coeficientes de correlaci&#243;n de Spearman entre la tasa de mortalidad por EIC y diversas variables socioecon&#243;micas, que expresaron correlaciones tenues, aunque estad&#237;sticamente significativas. La correlaci&#243;n con las proporciones de adultos mayores fue positiva, de domicilios cuyo jefe tiene ingresos superiores o iguales a 15 salarios m&#237;nimos y de domicilio con habitantes individuales, siendo que para estas dos &#250;ltimas el p-valor fue lim&#237;trofe. La correlaci&#243;n fue negativa y estad&#237;sticamente significativa con la proporci&#243;n de domicilios cuyo jefe tiene ingresos menores o iguales a tres salarios m&#237;nimos, incluidos los que no tienen ingresos; proporci&#243;n de domicilios que no tienen ordenador; proporci&#243;n de parejas con hijos; y proporci&#243;n de domicilios con densidad de m&#225;s de 4,0 personas por dormitorio. La correlaci&#243;n con la proporci&#243;n de domicilios cuyo jefe no tiene ingresos, incluidos los que reciben s&#243;lo beneficios, tambi&#233;n fue negativa, pero con p-valor lim&#237;trofe.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_06t01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En el an&#225;lisis de la correlaci&#243;n entre la tasa de mortalidad por EIC <italic>compensada y ajustada</italic> y las variables socioecon&#243;micas, se observ&#243; el mismo patr&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC, sin la correcci&#243;n en el caso de la proporci&#243;n de adultos mayores (correlaci&#243;n positiva) y de la proporci&#243;n de parejas con hijos (correlaci&#243;n negativa). Para las dem&#225;s variables, no hubo correlaci&#243;n con significancia estad&#237;stica.</p>
      <p>Al analizar si la correlaci&#243;n entre las variables socioecon&#243;micas y la tasa de mortalidad por EIC <italic>incluyendo las CMD</italic>, se encontr&#243; un patr&#243;n diferenciado de los anteriores. La correlaci&#243;n se volvi&#243; positiva y estad&#237;sticamente significativa para las variables: proporci&#243;n de domicilios cuyo jefe no tiene ingresos, incluyendo los que reciben s&#243;lo beneficios; proporci&#243;n de domicilios cuyo jefe tiene ingresos inferiores o iguales a tres salarios m&#237;nimos, incluyendo los que no tienen ingresos; y proporci&#243;n de domicilios que no tienen ordenador. El agregado de las CMD a la tasa de mortalidad por EIC invirti&#243; el sentido de la asociaci&#243;n para 4 variables, que pasaron a asumir el patr&#243;n de condiciones socioecon&#243;micas peores y mortalidad por EIC mayor. Ya la proporci&#243;n de domicilios cuyo jefe tiene ingresos mayores o iguales a 15 salarios m&#237;nimos y la proporci&#243;n de habitantes individuales, que present&#243; correlaciones positivas con la tasa sin correcci&#243;n, pas&#243; a tener correlaci&#243;n negativa.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref> presenta la autocorrelaci&#243;n espacial de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores y de las variables socioecon&#243;micas, dada por el &#237;ndice de Moran I. No hubo dependencia espacial para la tasa de mortalidad por EIC ni para las dos correcciones utilizadas para esta tasa. Ya las variables socioecon&#243;micas analizadas presentaron &#237;ndice Moran I con valores que variaron entre 0,26 a 0,54, todo con significancia estad&#237;stica (p = 0,000), indicando la existencia de dependencia espacial.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La distribuci&#243;n espacial de la tasa de mortalidad por EIC <italic>compensada y ajustada</italic> se presenta en la <xref ref-type="fig" rid="f4-body3">Figura 4</xref>, donde se observa que el aglomerado, anteriormente existente, de bajas tasas de mortalidad por EIC en las AP 5.2 y 5.3 disminuy&#243;, mientras que el aglomerado de altas tasas de mortalidad en la AP 2.2 se mantuvo.</p>
      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>En la <xref ref-type="fig" rid="f5-body3">Figura 5</xref>, se presenta la distribuci&#243;n espacial de la tasa de mortalidad por EIC <italic>incluyendo las CMD</italic>, en la cual se observa que el aglomerado de altas tasas de mortalidad anteriormente existente en la AP 2.2 disminuy&#243;. De la misma forma, el aglomerado de bajas tasas de mortalidad existente en la AP 5.3 pas&#243; a presentar tasas moderadas. Se observaron tambi&#233;n tres aglomerados de altas tasas de mortalidad, siendo una en la AP 3.3, el segundo en la AP 4.0 y un tercero en la AP 5.1. No obstante, los barrios de Guaratiba, Barra de Guaratiba y Cosmos, todos pertenecientes a la AP 5.2, continuaron presentando bajas tasas de mortalidad por EIC en adultos mayores.</p>
      <fig id="f5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0463-00009-gf05-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio no observ&#243; correlaciones fuertes entre las variables socioecon&#243;micas disponibles y la mortalidad por EIC en adultos mayores en el &#225;mbito de los barrios. Una posible explicaci&#243;n puede estar relacionada al perfil socioecon&#243;mico heterog&#233;neo dentro de cada barrio. As&#237;, las variables socioecon&#243;micas representar&#237;an un valor promedio que no ser&#237;a capaz de discriminar variaciones en ese nivel de agregaci&#243;n.</p>
      <p>Algunas correlaciones encontradas en este estudio tienen sentido opuesto al que se ha descrito en la bibliograf&#237;a, que en general indica una mayor mortalidad por EIC asociada a un perfil socioecon&#243;mico m&#225;s desfavorable. Estudios realizados por la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud revelaron que los pa&#237;ses en desarrollo, locales con los peores niveles socioecon&#243;micos, concentran gran parte de la carga de las enfermedades cardiovascular<sup>20</sup>. Un estudio desarrollado en Bambu&#237;, Minas Gerais, encontr&#243; asociaci&#243;n entre escolaridad menor que 4 a&#241;os y un peor perfil de riesgo para enfermedades cardiovasculares en adultos<sup>21</sup>. Otro estudio en Salvador, Bah&#237;a, mostr&#243; una elevada proporci&#243;n de m&#250;ltiples factores de riesgo cardiovascular en asociaci&#243;n con la poblaci&#243;n de color negro y menor escolaridad<sup>22</sup>. Ya un estudio realizado en Botucatu, S&#227;o Paulo, no encontr&#243; asociaci&#243;n entre el riesgo de muerte cardiovascular y los indicadores socioecon&#243;micos en una cohorte de adultos mayores, levantando la hip&#243;tesis de que el grupo estudiado era muy heterog&#233;neo en cuanto a esas caracter&#237;sticas<sup>23</sup>.</p>
      <p>En nuestro estudio, encontramos asociaci&#243;n entre la menor mortalidad por EIC en adultos mayores, normalizada por sexo e intervalo de edades, con algunas variables que expresan nivel socioecon&#243;mico menos favorecido: barrios con mayor proporci&#243;n de bajos ingresos y barrios con mayor proporci&#243;n de domicilios sin ordenador. Por otro lado, la proporci&#243;n de domicilios particulares permanentes, cuya persona responsable recibe m&#225;s de 15 salarios m&#237;nimos, se correlacion&#243; con la mayor mortalidad por EIC. Estos hallazgos pueden estar relacionados a la selecci&#243;n de intervalo de edades de adultos mayores. Es posible que peores condiciones socioecon&#243;micas se reflejen en diferencias desfavorables en cuanto a los desenlaces cardiovasculares, especialmente isqu&#233;micos, antes de los 60 a&#241;os, en fases m&#225;s precoces de la vida. Tal vez, por ese motivo, estudios que no tienen restricciones de intervalo de edades encuentran relaci&#243;n inversa entre condici&#243;n socioecon&#243;mica y EIC, y el presente estudio no. La selecci&#243;n etaria puede haber enmascarado la relaci&#243;n que hay entre los fen&#243;menos a lo largo de toda la vida de las personas. La competencia por otras causas de mortalidad en ese intervalo de edades, como accidente vascular encef&#225;lico y enfermedades respiratorias, tambi&#233;n podr&#237;a atenuar posibles asociaciones entre nivel socioecon&#243;mico y mortalidad por EIC.</p>
      <p>Otra explicaci&#243;n para las asociaciones observadas podr&#237;a ser la confusi&#243;n por la proporci&#243;n de fallecimientos de causas mal definidas, mayor en los barrios econ&#243;micamente m&#225;s desfavorecidos. En este sentido, al corregir la tasa de mortalidad por EIC a trav&#233;s del agregado de las causas mal definidas, algunas de las asociaciones se invirtieron y asumieron el sentido m&#225;s descrito en la bibliograf&#237;a. De cualquier forma, los resultados del presente estudio no pueden ser generalizados para el per&#237;odo total de vida de las personas.</p>
      <p>Cabe resaltar que un estudio multic&#233;ntrico, conducido en Brasil, con el objetivo de determinar los factores de riesgo para la ocurrencia de IAM, tambi&#233;n encontr&#243; que la ocurrencia de &#233;ste fue m&#225;s relevante entre los que ten&#237;an mejores condiciones socioecon&#243;micas<sup>4</sup>.</p>
      <p>Se describen la correlaci&#243;n de la mayor proporci&#243;n de parejas con hijos con menor mortalidad por EIC y la de la mayor proporci&#243;n de domicilios con habitantes individuales y mayor mortalidad, pudiendo estar relacionadas con la influencia de factores psicosociales. La bibliograf&#237;a ha referido la influencia del estado marital y apoyo social para el adulto mayor sobre la mortalidad cardiovascular<sup>23,24</sup>.</p>
      <p>Este estudio no encontr&#243; autocorrelaci&#243;n espacial significativa de la mortalidad por EIC en adultos mayores. Otro estudio reciente sobre distribuci&#243;n espacial de la mortalidad por infarto agudo de miocardio (IAM) en el MRJ encontr&#243; dependencia espacial tenue, aunque con significancia estad&#237;stica. El referido estudio, a diferencia del nuestro, analiz&#243; exclusivamente la mortalidad por IAM y en todos los intervalos de edades, enfatizando la elevada proporci&#243;n observada de fallecimientos precoces (por debajo de 65 a&#241;os). Las autoras mostraron un patr&#243;n heterog&#233;neo de la distribuci&#243;n espacial de los fallecimientos por IAM asociado a un fuerte gradiente social, considerando este "patr&#243;n en mosaico" consistente con los contrastes sociales existentes en nuestro municipio<sup>13</sup>.</p>
      <p>El referido estudio<sup>13</sup> encontr&#243; un est&#225;ndar de subriesgo de mortalidad por IAM en la Zona Oeste, principalmente en las AP 5.1 y AP 5.3, no consistente con el perfil socioecon&#243;mico y de acceso a los servicios de salud del &#225;rea, menos favorecida con relaci&#243;n a otras del municipio. Las autoras plantearon la hip&#243;tesis de que la tasa de mortalidad por IAM haya sido subestimada en consecuencia de la elevada proporci&#243;n de causas mal definidas de fallecimiento en esa regi&#243;n. Estas autoras optaron por hacer el ajuste de la tasa de mortalidad a partir del agregado de las causas mal definidas.</p>
      <p>Las limitaciones del presente estudio tienen relaci&#243;n, en primer lugar, con la calidad de los datos, oriundos de bases de datos secundarios. Con relaci&#243;n al SIM, estudios<sup>25,26</sup> resaltan que los datos de mortalidad brasile&#241;os son amplios y de calidad razonable. Su cobertura en 2002 fue del 83,3% para el pa&#237;s como un todo, variando del 92,6% en Rio Grande do Sul al 52,9% en Maranh&#227;o<sup>1</sup>. Aunque venga ocurriendo una mejora gradual de la calidad de los datos de mortalidad, en Brasil todav&#237;a se tiene cerca del 14% de las muertes clasificadas como mal definidas<sup>25</sup>. En el municipio de Rio de Janeiro, &#233;stas han presentado un promedio del 10% de las causas de fallecimiento a lo largo de los a&#241;os<sup>27</sup>. En 2000, la proporci&#243;n de fallecimientos clasificados como siendo por causas mal definidas fue del 10,8%.</p>
      <p>La confiabilidad de los datos en Rio de Janeiro tradicionalmente se considera satisfactoria, pero hay que considerar tambi&#233;n el peso de las causas mal definidas, aun por encima de los valores considerados bajos, que ser&#237;an en torno al 4%-6% de fallecimientos por causas mal definidas<sup>25</sup>.</p>
      <p>En el estado de Rio de Janeiro, se observ&#243; una elevaci&#243;n de las causas mal definidas, particularmente del c&#243;digo R99 correspondiente a la causa indeterminada, coincidente con la publicaci&#243;n de la <italic>Resoluci&#243;n SES n&#186; 550</italic> del 23 de enero de 1990<sup>28</sup>, que prev&#233; que, agotados los intentos para determinar la causa b&#225;sica de muerte (y no habiendo sospecha de fallecimiento por causa violenta), el fallecimiento sea declarado como derivado de "causa indeterminada". Un estudio volcado a la investigaci&#243;n de los fallecimientos por causas mal definidas de la Gerencia de Informaciones Epidemiol&#243;gicas de la SMS-RJ mostr&#243; que el 13,5% de los fallecimientos recuperados pertenec&#237;an al grupo de enfermedades del aparato circulatorio<sup>27</sup>.</p>
      <p>Algunos autores sugieren corregir la tasa de mortalidad por enfermedad cardiovascular, inclusive EIC, por la distribuci&#243;n proporcional de los grupos de causas definidas de mortalidad<sup>12</sup>. Otros autores consideran insatisfactoria<sup>29</sup> la pr&#225;ctica de la redistribuci&#243;n proporcional de los fallecimientos por causas mal definidas entre los cap&#237;tulos por causas bien definidas. Adem&#225;s, otros optaron por el ajuste a partir del agregado de las causas mal definidas<sup>13</sup>.</p>
      <p>En este estudio, se observ&#243; que las mayores proporciones de causas mal definidas fueron encontradas en los barrios de las AP 3.3, 5.1, 5.2 y 5.3, lo que puede estar vinculado al aspecto del acceso a los servicios de salud y a la calidad de estos servicios prestados a la poblaci&#243;n. Hay que destacar que esas regiones tienen baja cobertura de asistencia m&#233;dica terciaria<sup>13</sup>, lo que puede estar directamente implicado en la gran proporci&#243;n del c&#243;digo R99 de la CIE-10, utilizado en situaciones donde la "causa indeterminada" es la &#250;nica informaci&#243;n contenida en el certificado de defunci&#243;n<sup>27</sup>. Eventualmente, el adulto mayor que consigue acceso al socorro m&#233;dico puede llegar muerto o morir despu&#233;s de ingresar al hospital, imposibilitando la obtenci&#243;n de un diagn&#243;stico preciso.</p>
      <p>El an&#225;lisis de la correlaci&#243;n entre la tasa de mortalidad por EIC normalizada por sexo e intervalo de edades y las variables socioecon&#243;micas encontr&#243; algunas asociaciones que, aunque tenues, tradujeron el sentido de mayor mortalidad asociada a mejor nivel socioecon&#243;mico en adultos mayores. Este hallazgo puede estar en parte relacionado a las proporciones de causas mal definidas. Por otro lado, puede estar relacionado a un perfil distinto en el intervalo de edades de adultos mayores, ya observado en otro estudio<sup>23</sup>. En el presente estudio se utilizaron dos m&#233;todos diferentes de correcci&#243;n por causas mal definidas. El primero de ellos, denominado tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores <italic>compensada y ajustada</italic><sup>12</sup>, anul&#243; la mayor parte de las asociaciones encontradas anteriormente, pues, aunque tenues, eran estad&#237;sticamente significativas. Ya la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores <italic>incluyendo las CMD</italic>, obtenida por el segundo m&#233;todo de correcci&#243;n, invirti&#243; algunas de las asociaciones encontradas inicialmente con la tasa por EIC sin correcci&#243;n. Las asociaciones encontradas con la tasas <italic>incluyendo las CMD</italic> fueron en el sentido de mayor mortalidad en los barrios con peores condiciones socioecon&#243;micas, de acuerdo con lo indicado por la bibliograf&#237;a<sup>12,21-23</sup>. No obstante, la variable proporci&#243;n de domicilios con habitante individual, que anteriormente estaba positivamente correlacionada con la mortalidad por EIC, pas&#243; a presentar una correlaci&#243;n negativa, y la proporci&#243;n de domicilios con densidad de m&#225;s de 4 personas por dormitorio pas&#243; a presentar una correlaci&#243;n positiva tenue y no significativa. Esta correcci&#243;n incluy&#243; todos los fallecimientos de causas mal definidas en la tasa de mortalidad por EIC <italic>incluyendo las CMD</italic>, lo que probablemente no refleja la realidad, tendiendo a superestimar esta mortalidad. Por otro lado, las mayores proporciones de fallecimientos por causas mal definidas se encuentran en las AP 3.3, 5.1, 5.2 y 5.3, que son regiones econ&#243;micamente menos favorecidas. La correcci&#243;n de la tasa a partir del agregado de estos fallecimientos mal definidos tender&#237;a a elevar m&#225;s la mortalidad en asociaci&#243;n a las condiciones socioecon&#243;micas menos favorables.</p>
      <p>El subriesgo de muerte del adulto mayor por EIC en parte de los barrios de la AP 5.2 se mantuvo el mismo despu&#233;s de las dos correcciones realizadas.</p>
      <p>Santos y Noronha<sup>9</sup>, al discutir la calidad de los datos para el an&#225;lisis espacial en salud basada en datos secundarios, hablan sobre los problemas de la variable utilizada para la georeferenciaci&#243;n, como la ausencia de informaci&#243;n y los errores de clasificaci&#243;n. En el presente estudio, encontramos el 2,2% de &#243;bitos en que el barrio de residencia fue ignorado. Adem&#225;s de ello, no se pueden controlar los errores de clasificaci&#243;n del barrio de residencia, que puede haber sido influenciado por un barrio vecino que fuera m&#225;s conocido.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Al analizar algunas variables descriptoras de caracter&#237;sticas socioecon&#243;micas del espacio urbano del municipio de Rio de Janeiro y la distribuci&#243;n de la tasa de mortalidad por EIC en adultos mayores, este estudio encontr&#243; dependencia espacial para variables socioecon&#243;micas, pero no para la mortalidad por EIC en adultos mayores. A pesar del espacio urbano ser muy heterog&#233;neo en el &#225;mbito de los barrios, este hallazgo demuestra cierto grado de aglomeraci&#243;n en funci&#243;n del nivel socioecon&#243;mico. No se observaron correlaciones fuertes entre las variables socioecon&#243;micas y la mortalidad por EIC. Algunas correlaciones encontradas, aunque tenues, se&#241;alaron una mayor mortalidad asociada al nivel socioecon&#243;mico m&#225;s favorecido en adultos mayores, considerando la tasa de mortalidad por EIC normalizada por sexo e intervalo de edades. Hip&#243;tesis para estos resultados pueden estar relacionadas a la distribuci&#243;n heterog&#233;nea de las proporciones de causas mal definidas, al perfil distinto en ese intervalo de edades o a la confusi&#243;n relacionada a la selecci&#243;n de ese intervalo de edades.</p>
      <p>Son necesarios nuevos estudios para una mejor comprensi&#243;n del impacto de las causas mal definidas sobre tales asociaciones; de las relaciones entre el espacio urbano de Rio de Janeiro, reconocidamente heterog&#233;neo dentro de cada barrio, utilizando unidades geogr&#225;ficas menores que el barrio, y del proceso salud-enfermedad, particularmente en lo que refiere a la mortalidad cardiovascular en adultos mayores. Finalmente, el conocimiento de la distribuci&#243;n espacial de variables asociadas a este proceso puede colaborar con la toma de decisiones de los gestores y actores del sistema de salud.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por <italic>Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico</italic> (CNPq) y parcialmente financiado por la <italic>Funda&#231;&#227;o Carlos Chagas Filho de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro</italic> (Faperj).</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Germana P&#233;riss&#233; de Abreu por <italic>Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
