<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000005</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Aptid&#227;o f&#237;sica, idade e estado nutricional em militares</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>438</fpage>
      <lpage>443</lpage>
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          <day>01</day>
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          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Embora exista uma tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de aptid&#227;o f&#237;sica, a intensidade desse decr&#233;scimo em raz&#227;o da idade e do estado nutricional em homens adultos n&#227;o &#233; bem conhecida, especialmente na popula&#231;&#227;o brasileira. OBJETIVO: Analisar os n&#237;veis de aptid&#227;o f&#237;sica de acordo com a idade e o estado nutricional em homens adultos. M&#201;TODOS: Foram aplicados testes de resist&#234;ncia aer&#243;bica e muscular e flexibilidade e avalia&#231;&#227;o do estado nutricional em 1.011 homens. Foram realizadas an&#225;lises de correla&#231;&#227;o, covari&#226;ncia e raz&#245;es de preval&#234;ncias por meio de regress&#227;o de Poisson. RESULTADOS: Os indiv&#237;duos apresentaram desempenho regular nos testes de aptid&#227;o f&#237;sica. Uma diminui&#231;&#227;o dos &#237;ndices de desempenho f&#237;sico de acordo com o avan&#231;o da idade foi verificada considerando todas as faixas et&#225;rias investigadas. A an&#225;lise de covari&#226;ncia corrigida pela idade mostrou diferen&#231;as (p&lt;0,001) para todos os testes comparando indiv&#237;duos normais e com sobrepeso/obesidade. As raz&#245;es de preval&#234;ncias mostraram uma forte tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o do desempenho f&#237;sico dos 18 aos 54 anos. Sujeitos com idades entre 41 e 54 anos apresentaram preval&#234;ncias de baixos &#237;ndices de VO2m&#225;x 3,22 vez maior na compara&#231;&#227;o com a faixa et&#225;ria de 18 a 20 e 1,40 vez maior em compara&#231;&#227;o a sujeitos com idades entre 21 a 25 anos. Houve uma redu&#231;&#227;o dos escores de VO2m&#225;x da faixa de 18 a 20 em rela&#231;&#227;o &#224; de 41 a 54 anos de 11,45% no grupo normal e de 20,91% no grupo com sobrepeso e obesidade. CONCLUS&#195;O: A idade e o estado nutricional apresentaram forte influ&#234;ncia na diminui&#231;&#227;o nos escores de desempenho f&#237;sico principalmente ap&#243;s os 30 anos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Aptid&#227;o f&#237;sica</kwd>
        <kwd>idade</kwd>
        <kwd>estado nutricional</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>03</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOLOGIA DO ESPORTE</p>
    <p>Aptid&#227;o f&#237;sica, idade e estado nutricional em militares</p>
    <p>
      <bold>Clarissa Stefani Teixeira<sup>I</sup>; &#201;rico Felden Pereira<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&#243;polis, SC </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="corresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Embora exista uma tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de aptid&#227;o f&#237;sica, a intensidade desse decr&#233;scimo em raz&#227;o da idade e do estado nutricional em homens adultos n&#227;o &#233; bem conhecida, especialmente na popula&#231;&#227;o brasileira. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar os n&#237;veis de aptid&#227;o f&#237;sica de acordo com a idade e o estado nutricional em homens adultos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram aplicados testes de resist&#234;ncia aer&#243;bica e muscular e flexibilidade e avalia&#231;&#227;o do estado nutricional em 1.011 homens. Foram realizadas an&#225;lises de correla&#231;&#227;o, covari&#226;ncia e raz&#245;es de preval&#234;ncias por meio de regress&#227;o de <italic>Poisson</italic>. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Os indiv&#237;duos apresentaram desempenho regular nos testes de aptid&#227;o f&#237;sica. Uma diminui&#231;&#227;o dos &#237;ndices de desempenho f&#237;sico de acordo com o avan&#231;o da idade foi verificada considerando todas as faixas et&#225;rias investigadas. A an&#225;lise de covari&#226;ncia corrigida pela idade mostrou diferen&#231;as (p&lt;0,001) para todos os testes comparando indiv&#237;duos normais e com sobrepeso/obesidade. As raz&#245;es de preval&#234;ncias mostraram uma forte tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o do desempenho f&#237;sico dos 18 aos 54 anos. Sujeitos com idades entre 41 e 54 anos apresentaram preval&#234;ncias de baixos &#237;ndices de VO<sub>2m&#225;x</sub> 3,22 vez maior na compara&#231;&#227;o com a faixa et&#225;ria de 18 a 20 e 1,40 vez maior em compara&#231;&#227;o a sujeitos com idades entre 21 a 25 anos. Houve uma redu&#231;&#227;o dos escores de VO<sub>2m&#225;x</sub> da faixa de 18 a 20 em rela&#231;&#227;o &#224; de 41 a 54 anos de 11,45% no grupo normal e de 20,91% no grupo com sobrepeso e obesidade. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A idade e o estado nutricional apresentaram forte influ&#234;ncia na diminui&#231;&#227;o nos escores de desempenho f&#237;sico principalmente ap&#243;s os 30 anos. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Aptid&#227;o f&#237;sica, idade, estado nutricional.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>N&#237;veis adequados de aptid&#227;o f&#237;sica e de atividade f&#237;sica t&#234;m sido apontados como fatores de prote&#231;&#227;o para in&#250;meras doen&#231;as e como promotores de qualidade de vida<sup>1-3</sup>. Apesar disso, existe um contexto complexo que engloba aspectos da constitui&#231;&#227;o gen&#233;tica, idade, sexo, matura&#231;&#227;o das fun&#231;&#245;es psicomotoras, diferen&#231;as sociais, culturais e &#233;tnicas dos grupos e popula&#231;&#245;es demogr&#225;ficas que determinam o desempenho f&#237;sico das pessoas em cada etapa da vida<sup>4</sup>. Em termos gerais, tem-se identificado uma diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de aptid&#227;o f&#237;sica e do envolvimento com atividades esportivas regulares durante a fase adulta e inser&#231;&#227;o no mercado de trabalho<sup>5</sup>.</p>
    <p>Em estudo cl&#225;ssico<sup>6</sup> foi verificado que o baixo n&#237;vel de aptid&#227;o f&#237;sica est&#225; associado a maiores taxas de mortalidade, mesmo com ajustes para idade, tabagismo, n&#237;vel de colesterol, press&#227;o arterial, glicemia e hist&#243;ria familiar de doen&#231;a coronariana. Investiga&#231;&#245;es com amostras brasileiras apontam para altas preval&#234;ncias de baixa aptid&#227;o f&#237;sica, bem como para a car&#234;ncia de dados com popula&#231;&#245;es de adultos, focando os estudos com desempenho f&#237;sico em adolescentes e escolares<sup>7-9</sup>.</p>
    <p>A idade e o estado nutricional podem ser apontados como fatores primordiais para o desempenho f&#237;sico, e os n&#237;veis de aptid&#227;o decrescem com o aumento da idade, bem como naqueles indiv&#237;duos com sobrepeso e obesidade<sup>9,10</sup>. Apesar disso, maiores detalhamentos acerca de como esse processo ocorre e sua velocidade na transi&#231;&#227;o da adolesc&#234;ncia &#224; velhice podem revelar pontos cr&#237;ticos de interven&#231;&#227;o, bem como colaborar para uma maior compreens&#227;o dos diferentes mecanismos biol&#243;gicos relacionados ao desenvolvimento humano. Dessa forma, este estudo se prop&#244;s a descrever e discutir as associa&#231;&#245;es entre idade e &#237;ndice de massa corporal (IMC) para o desempenho f&#237;sico para homens adultos militares.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Participaram da amostra 1.011 homens, militares da Aeron&#225;utica de uma Unidade Militar do Sul do Brasil. Todos os integrantes da Unidade Militar com restri&#231;&#245;es f&#237;sicas e/ou laudos m&#233;dicos foram exclu&#237;dos. A idade m&#233;dia dos indiv&#237;duos foi de 28,32 &#177; 8,73 anos, IC95% (27,28-28,86 anos), massa corporal de 76,27 &#177; 11,48 kg, IC95% (75,55 - 76,97 kg) e estatura de 174,16 &#177; 7,91 cm, IC95% (173,67 - 174,65 cm).</p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica e Pesquisa com Seres Humanos da institui&#231;&#227;o de origem do projeto sob protocolo 23081.002290/2007-53.</p>
    <p>Foram considerados para an&#225;lise os testes f&#237;sicos do Teste de Aptid&#227;o do Condicionamento da Aeron&#225;utica<sup>11,12</sup>. Para avalia&#231;&#227;o da flexibilidade utilizou-se o flexiteste conforme protocolo de Ara&#250;jo<sup>13</sup>, considerando a medida da amplitude articular do ombro, do tronco e do quadril no qual s&#227;o avaliados cinco movimentos (extens&#227;o com adu&#231;&#227;o posterior do ombro, adu&#231;&#227;o posterior a partir da abdu&#231;&#227;o de 180&#186; do ombro com os cotovelos flexionados, flex&#227;o do tronco, flex&#227;o do quadril e abdu&#231;&#227;o do quadril) considerando-se como escore final o somat&#243;rio das pontua&#231;&#245;es obtidas nos movimentos. </p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o da resist&#234;ncia dos bra&#231;os e da cintura escapular foi utilizado o teste de flex&#227;o de bra&#231;os (RMB), e para avaliar a resist&#234;ncia muscular dos m&#250;sculos abdominais e flexores do tronco (RMT) foi realizado o teste de flex&#227;o de tronco (abdominal modificado) conforme protocolos de Johnson e Nelson<sup>14</sup>. O teste de corrida de 12 minutos teve por objetivo medir a resist&#234;ncia cardiorrespirat&#243;ria e seguiu as recomenda&#231;&#245;es de aplica&#231;&#227;o de Cooper<sup>15</sup> e Johnson e Nelson<sup>14</sup>, sendo o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2m&#225;x</sub>) estimado pela seguinte equa&#231;&#227;o: VO<sub>2m&#225;x</sub> = (dist&#226;ncia percorrida/milhas - 0,3138)/0,0278.</p>
    <p>Para a vari&#225;vel idade foram adotadas as seguintes categorias em anos: 18 a 20, 21 a 25, 26 a 30, 31 a 35, 36 a 40 e 41 a 54. J&#225; para o IMC, considerou-se estado nutricional normal at&#233; IMC = 24,99 e sobrepeso/obesidade valores de 25 ou mais. Para efeito de an&#225;lise de raz&#245;es de preval&#234;ncias foram considerados de baixa aptid&#227;o os escores abaixo da m&#233;dia do desempenho geral do grupo para cada teste f&#237;sico.</p>
    <p>An&#225;lises estat&#237;sticas descritivas foram realizadas considerando m&#233;dia, desvio padr&#227;o, intervalos de confian&#231;a e preval&#234;ncias de baixa aptid&#227;o. A normalidade dos dados foi confirmada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. Para verificar poss&#237;veis associa&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis foram aplicados testes de correla&#231;&#227;o de Pearson, para vari&#225;veis cont&#237;nuas, e de Spearman, no caso de vari&#225;veis intervalares. Consideraram-se, para efeito de an&#225;lise das correla&#231;&#245;es, os crit&#233;rios adotados por Malina<sup>16</sup>, os quais descrevem correla&#231;&#227;o baixa para um valor menor que 0,30, correla&#231;&#227;o moderada para valores entre 0,30 e 0,60, e correla&#231;&#227;o alta para valores superiores a 0,60. Para verificar poss&#237;veis diferen&#231;as entre m&#233;dias no desempenho f&#237;sico em diferentes estados nutricionais com ajustes pela idade foi realizada an&#225;lise de covari&#226;ncia (ANCOVA). A an&#225;lise de regress&#227;o de Poisson foi utilizada para estimar as raz&#245;es de preval&#234;ncias considerando a baixa aptid&#227;o f&#237;sica como vari&#225;vel dependente, j&#225; que se trata de desfechos com valores altos de preval&#234;ncias<sup>17</sup>. </p>
    <p>Em todas as an&#225;lises foi adotado o n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A m&#233;dia do IMC da amostra foi 25,08 kg.m<sup>2</sup> com um desvio padr&#227;o de 3,38 kg.m<sup>2</sup>. Na <xref ref-type="table" rid="aop00110tab01">tabela 1</xref> foram apresentados os resultados das correla&#231;&#245;es entre o desempenho nos testes de aptid&#227;o f&#237;sica e idade e IMC que mostraram correla&#231;&#245;es moderadas em todas as vari&#225;veis e maiores considerando a idade. J&#225; na <xref ref-type="fig" rid="aop00110fig01">figura 1</xref> o desempenho nos testes foi ilustrado de acordo com os intervalos de faixas et&#225;rias estabelecidos, sendo poss&#237;vel visibilizar uma queda linear do escores de desempenho com o avan&#231;o da idade. A redu&#231;&#227;o do VO<sub>2m&#225;x </sub>da primeira para a &#250;ltima faixa et&#225;ria foi de 20,96%. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop00110tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00110fig01">
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    </p>
    <p>Quando estratificado de acordo com o estado nutricional o porcentual de redu&#231;&#227;o considerando a m&#233;dia de desempenho do VO<sub>2m&#225;x </sub>entre a primeira e a &#250;ltima faixa et&#225;ria fixada de 11,45% no grupo normal, e saltou para 20,91% no grupo com sobrepeso/obesidade. Na flexibilidade a redu&#231;&#227;o foi de 24,23% no grupo geral e semelhante no grupo normal (22,71%) e com sobrepeso e obesidade (20,96%). Na avalia&#231;&#227;o de RMT esses valores foram 38,33% no grupo geral; 37,02% no grupo normal; e 38,56% no grupo com sobrepeso e obesidade. Na avalia&#231;&#227;o da RMB a redu&#231;&#227;o foi de 47,98% no grupo geral e, considerando o estado nutricional, de 44,19% para o grupo normal e 47,02% no grupo com sobrepeso e obesidade. </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="aop00110tab02">tabela 2</xref> s&#227;o apresentadas as diferen&#231;as de desempenho de acordo com o estado nutricional que, considerando o ajuste pela idade, mostraram diferen&#231;as significativas para todas as qualidades f&#237;sicas investigadas.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop00110tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>As raz&#245;es de preval&#234;ncias apresentadas na <xref ref-type="table" rid="tab3">tabela 3</xref> revelaram forte tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o da aptid&#227;o f&#237;sica para idades superiores e para sobrepeso e obesidade. Considerando o estado nutricional, a maior raz&#227;o de preval&#234;ncia foi para a avalia&#231;&#227;o da resist&#234;ncia cardiorrespirat&#243;ria, e os obesos apresentaram preval&#234;ncias de baixa aptid&#227;o f&#237;sica 1,41 vez maior em rela&#231;&#227;o aos indiv&#237;duos com estado nutricional normal. Embora tenha sido verificada forte tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o da aptid&#227;o f&#237;sica conforme aumento da idade, a flexibilidade foi a qualidade f&#237;sica que apresentou preval&#234;ncias de baixa aptid&#227;o menos evidente quando comparada com as outras qualidades f&#237;sicas investigadas. As raz&#245;es de preval&#234;ncias apresentaram um comportamento semelhante quando analisado o desempenho nos testes de resist&#234;ncia muscular de bra&#231;o e tronco. As preval&#234;ncias de baixa aptid&#227;o foram maiores considerando a idade em compara&#231;&#227;o ao estado nutricional.</p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Na presente investiga&#231;&#227;o foram analisados resultados de avalia&#231;&#227;o de desempenho f&#237;sico de 1.011 homens na faixa de idade de 18 a 54 anos e a associa&#231;&#227;o desse desempenho com a idade e com o estado nutricional. O IMC m&#233;dio foi ligeiramente superior ao encontrado em estudo<sup>9</sup> com militares de 36 guarni&#231;&#245;es do ex&#233;rcito brasileiro, bem como do estudo<sup>18</sup> que avaliou 121 militares do ex&#233;rcito brasileiro de uma unidade militar da guarni&#231;&#227;o de Porto Alegre. </p>
    <p>No presente estudo, a idade se apresentou com correla&#231;&#245;es mais fortes que os resultados de IMC (<xref ref-type="table" rid="aop00110tab01">tab.1</xref>), embora ambos os fatores tenham apresentado grande influ&#234;ncia nos testes de aptid&#227;o f&#237;sica, indo ao encontro das associa&#231;&#245;es identificadas em estudo longitudinal com militares filandeses<sup>5</sup>. Al&#233;m das rela&#231;&#245;es com a idade tem-se verificado que os indicadores de estado nutricional, de modo geral, pioram &#224; medida que os indiv&#237;duos progridem na carreira<sup>19</sup>. </p>
    <p>Altas preval&#234;ncias de sobrepeso e obesidade em homens adultos j&#225; foram identificadas<sup>20-22</sup> e est&#227;o diretamente relacionadas ao aumento da idade, principalmente na faixa de 27 a 37 anos. Levantamentos nacionais<sup>21</sup> identificaram que aproximadamente 8% dos homens adultos brasileiros s&#227;o obesos, sendo essa preval&#234;ncia mais alta nas regi&#245;es Sul e Sudeste do pa&#237;s.</p>
    <p>Uma redu&#231;&#227;o mais acentuada do desempenho (<xref ref-type="fig" rid="aop00110fig01">fig.1</xref>) foi identificada logo ap&#243;s os 30 anos, e em alguns casos houve estabilidade de desempenho entre os 20 e 30 anos. Os 30 anos s&#227;o apontados<sup>23</sup> como um ponto de estabiliza&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o dos pulm&#245;es que tende a declinar gradualmente. Esse decl&#237;nio segue um padr&#227;o relacionado &#224; idade, por&#233;m a redu&#231;&#227;o entre os 40 e os 50 anos tende a estar ligada a fatores como aumento do peso corporal em vez de estar ligada a altera&#231;&#245;es reais nos tecidos. Nas vari&#225;veis do condicionamento f&#237;sico<sup>19</sup>, estima-se uma diminui&#231;&#227;o de, aproximadamente, 10% a 15% na pot&#234;ncia aer&#243;bica para cada d&#233;cada de vida &#224; medida que os indiv&#237;duos se aproximam dos 30 anos. Por&#233;m, parece que a perda em pessoas altamente treinadas pode ser de apenas 5% a 7% por d&#233;cada<sup>24</sup>.</p>
    <p>Na amostra brasileira investigada a redu&#231;&#227;o do VO<sub>2m&#225;x</sub> foi ligeiramente maior do que no estudo com filandeses<sup>5</sup>, quando comparado um intervalo de idades semelhantes. Os valores absolutos apresentados pelos militares brasileiros na an&#225;lise do VO<sub>2m&#225;x </sub>foram classificados como um n&#237;vel bom<sup>15</sup>. Apesar disso, estudo com amostra semelhante<sup>10</sup> identificou baixa aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria nos militares avaliados. A aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria<sup>9</sup> &#233; apontada como fator protetor de riscos &#224; sa&#250;de atribu&#237;dos &#224; obesidade e remete &#224; necessidade de um estilo de vida mais ativo no sentido de preven&#231;&#227;o e controle de doen&#231;as cr&#244;nico-degenerativas e s&#237;ndromes metab&#243;licas.</p>
    <p>An&#225;lises da redu&#231;&#227;o do porcentual de aptid&#227;o considerando o estado nutricional para popula&#231;&#227;o semelhante n&#227;o foram encontradas na literatura. Nos sujeitos investigados, a redu&#231;&#227;o do VO<sub>2m&#225;x </sub>da primeira para a &#250;ltima faixa et&#225;ria foi de 11,45% no grupo normal, e de 20,91% para o grupo com sobrepeso e obesidade, o que mostra uma forte influ&#234;ncia do estado nutricional em longo prazo. Embora dados transversais n&#227;o possam revelar rela&#231;&#227;o de causa e efeito, esses resultados v&#227;o ao encontro do estudo de Santilla e cols.<sup>5</sup> em acompanhamento longitudinal em amostra similar. Apesar dessa importante diferen&#231;a porcentual de acordo com o estado nutricional para o VO<sub>2m&#225;x</sub>, a redu&#231;&#227;o dos escores de desempenho foi mais substancial nas avalia&#231;&#245;es de resist&#234;ncia muscular localizada, chegando a uma redu&#231;&#227;o de mais de 40% entre as faixas et&#225;rias de 18 a 20 e 41 a 54 anos. Resultados semelhantes foram apresentados na literatura<sup>9</sup> identificando que, mesmo com ajustes pela idade, os indiv&#237;duos com maiores per&#237;metros de cintura apresentaram menor aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria.</p>
    <p>Os resultados das correla&#231;&#245;es (<xref ref-type="table" rid="aop00110tab01">tab.1</xref>) e das an&#225;lises de covari&#226;ncia (<xref ref-type="table" rid="aop00110tab02">tab.2</xref>) mostrando as diferen&#231;as de desempenho de acordo com o estado nutricional corrigidos pela idade indicaram a necessidade de interven&#231;&#245;es nutricionais em todas as faixas et&#225;rias e confirmam resultados de estudo epidemiol&#243;gico<sup>25</sup> que mostrou que jovens sedent&#225;rios apresentam maiores chances de se tornarem adultos tamb&#233;m sedent&#225;rios. Al&#233;m disso, uma car&#234;ncia de alternativas para a pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos por adultos, especialmente ap&#243;s a inser&#231;&#227;o no mercado, &#233; apontada como uma das causas para baixa aptid&#227;o f&#237;sica<sup>26</sup>. As raz&#245;es de preval&#234;ncias (<xref ref-type="table" rid="tab3">tab.3</xref>) confirmaram a forte tend&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o da aptid&#227;o f&#237;sica para idades superiores e indiv&#237;duos com sobrepeso e obesidade. Apesar disso, essa an&#225;lise identificou maior relev&#226;ncia do estado nutricional para baixos n&#237;veis de resist&#234;ncia cardiorrespirat&#243;ria comparando com as outras qualidades f&#237;sicas.</p>
    <p>O comportamento dos resultados da avalia&#231;&#227;o da flexibilidade est&#225; de acordo com as normas<sup>27</sup> propostas em rela&#231;&#227;o &#224; idade. Apesar disso, a flexibilidade mostrou-se ser a qualidade f&#237;sica menos influenci&#225;vel pela idade de acordo com as raz&#245;es de preval&#234;ncias calculadas (<xref ref-type="table" rid="tab3">tab.3</xref>). Os &#237;ndices na avalia&#231;&#227;o da resist&#234;ncia muscular localizada para o teste de flex&#227;o de tronco encontram-se entre o percentil 25 e 50<sup>28</sup>; j&#225; no teste de flex&#227;o de bra&#231;os est&#227;o no percentil 55<sup>14</sup> e remetem a um desempenho mediano para fraco. No entanto, valores semelhantes j&#225; foram verificados em amostras de militares atletas<sup>29</sup>.</p>
    <p>Um decl&#237;nio, de maneira n&#227;o linear, na resist&#234;ncia muscular localizada tanto na flex&#227;o de bra&#231;os quanto nos abdominais na fase adulta j&#225; foi relatado<sup>19</sup>, e decl&#237;nios na for&#231;a muscular<sup>30</sup> s&#227;o relatados a partir da terceira e da quarta d&#233;cadas de vida, com taxas de 8% a 15% por d&#233;cada, o que remete &#224; necessidade de estrat&#233;gias para promo&#231;&#227;o da sa&#250;de funcional, especialmente na fase adulta, quando acontece uma maior inser&#231;&#227;o no mercado de trabalho. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A idade e o estado nutricional apresentaram forte influ&#234;ncia na diminui&#231;&#227;o nos escores de desempenho f&#237;sico. Uma redu&#231;&#227;o de desempenho mais acentuada foi identificada ap&#243;s 30 anos. A redu&#231;&#227;o de desempenho considerando as faixas et&#225;rias foi superior no grupo de sobrepeso e obesidade especialmente no desempenho de resist&#234;ncia muscular localizada. Medidas para a promo&#231;&#227;o da aptid&#227;o f&#237;sica s&#227;o necess&#225;rias, bem como o controle de sobrepeso e obesidade em todas as idades em raz&#227;o do poss&#237;vel efeito negativo em m&#233;dio e longo prazos em in&#250;meros desfechos em sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="corresp" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> &#201;rico Felden Pereira </p>
        <p> Rua Otac&#237;lio Chaves, 253 - Nossa Senhora do Perp&#233;tuo Socorro </p>
        <p> 97045-360 - Santa Maria, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="ericofelden@gmail.com">ericofelden@gmail.com</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="ericofelden@yahoo.com.br">ericofelden@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/12/08; revisado recebido em 08/12/08; aceito em 01/10/09.</p>
  </body>
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          <article-title>Ageing among elite distance runners: a 22-year longitudinal study</article-title>
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          <article-title>Tracking of physical activity from adolescence to adulthood: a population-based study</article-title>
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          <article-title>Pr&#225;ticas esportivas e o servi&#231;o militar</article-title>
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          <article-title>Avalia&#231;&#227;o da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade</article-title>
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          <article-title>Perfil f&#237;sico de atletas de orienta&#231;&#227;o</article-title>
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          <article-title>Isometric muscle strength and muscular endurance in normal person age between 17 and 70 years</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Physical fitness, age and nutritional status of military personnel</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Although there is a trend toward the decrease in levels of physical fitness, the intensity of this decrease due to the aging process and the nutritional status in adult male individuals is not well-known, especially in the Brazilian population. OBJECTIVE: To analyze the levels of physical fitness according to age and the nutritional status in adult male individuals. METHODS: Aerobic and muscular endurance tests as well as flexibility tests and nutritional status assessment were carried out in 1,011 male individuals. Analyses of correlation, covariance and prevalence ratio were performed through Poisson regression. RESULTS: The individuals presented a moderate performance at the physical fitness tests. A decrease in the levels of physical performance according to the aging process was verified, considering all age ranges analyzed. The analysis of covariance corrected by age showed differences (p&lt;0.001) for all tests comparing normal individuals and those with overweight/obesity. The prevalence ratios showed a strong trend toward the decrease in the physical fitness from 18 to 54 years. Individuals aged 41 to 54 years presented prevalences of low VO2max index that were 3.22-fold higher when compared to those aged 18 to 20 and 1.40-fold higher when compared to individuals aged 21 to 25 years. There was a decrease in the VO2max scores in the 18 to 20 age range, when compared to the 41 to 54 age range, of 11.45% in the normal group and 20.91% in the group with overweight and obesity. CONCLUSION: Age and the nutritional status have a strong influence on the decreased physical performance scores, mainly after 30 years of age.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Physical fitness</kwd>
        <kwd>age</kwd>
        <kwd>nutritional status</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="linkinicio-body2"/>Physical fitness, age and nutritional status of military personnel</p>
      <p>
        <bold>Clarissa Stefani Teixeira<sup>I</sup>; &#201;rico Felden Pereira<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Santa Catarina</p>
      <p><sup>II</sup>Florian&#243;polis, SC; Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Although there is a trend toward the decrease in levels of physical fitness, the intensity of this decrease due to the aging process and the nutritional status in adult male individuals is not well-known, especially in the Brazilian population.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze the levels of physical fitness according to age and the nutritional status in adult male individuals.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Aerobic and muscular endurance tests as well as flexibility tests and nutritional status assessment were carried out in 1,011 male individuals. Analyses of correlation, covariance and prevalence ratio were performed through Poisson regression.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The individuals presented a moderate performance at the physical fitness tests. A decrease in the levels of physical performance according to the aging process was verified, considering all age ranges analyzed. The analysis of covariance corrected by age showed differences (p&lt;0.001) for all tests comparing normal individuals and those with overweight/obesity. The prevalence ratios showed a strong trend toward the decrease in the physical fitness from 18 to 54 years. Individuals aged 41 to 54 years presented prevalences of low VO<sub>2max</sub> index that were 3.22-fold higher when compared to those aged 18 to 20 and 1.40-fold higher when compared to individuals aged 21 to 25 years. There was a decrease in the VO<sub>2max</sub> scores in the 18 to 20 age range, when compared to the 41 to 54 age range, of 11.45% in the normal group and 20.91% in the group with overweight and obesity.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Age and the nutritional status have a strong influence on the decreased physical performance scores, mainly after 30 years of age. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(4):412-417)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Physical fitness; age; nutritional status.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Adequate levels of physical fitness and physical activity have been shown to be protective factors against several diseases and to promote good quality of life<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>In spite of that, there is a complex context that encompasses aspects of genetic constitution, age, sex, psychomotor maturity, social, cultural and ethnic differences of the demographic groups and populations that determine the physical performance of the individuals at each phase of life<sup>4</sup>. In general terms, a decrease in the levels of physical fitness and involvement with regular sports activities has been identified during the adult phase and insertion in the work market<sup>5</sup>.</p>
      <p>A classic study<sup>6</sup> showed that the low level of physical fitness is associated with higher levels of mortality, even after adjusted for age, smoking status, levels of cholesterol, arterial pressure, glycemia and family history of coronary disease. Investigations with Brazilian patients have demonstrated a high prevalence of low physical fitness, as well as lack of data regarding the adult population, with studies focusing mainly on the physical performance of adolescents and schoolchildren<sup>7-9</sup>.</p>
      <p>Age and the nutritional status can be indicated as the main factors for physical performance and the levels of physical fitness decrease with age, as well as in those individuals with overweight and obesity<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>In spite of that, a more detailed assessment of how this process occurs and its velocity during the transition from adolescence to older age can reveal vital points of intervention, as well as collaborating to a better understanding of the different biological mechanisms related to human development. Therefore, the aim of this study was to describe and discuss the associations between age and body mass index (BMI) in the physical performance of adult military men.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A total of 1,011 male individuals from the Brazilian Air Force stationed at a base in southern Brazil were studied. All participants who presented physical and/or medical restrictions were excluded from the study. The individuals mean age was 28.32 &#194;&#177; 8.73 years, 95%CI (27.28-28.86 years) and had a mean body mass index (BMI) and height of 76.27 &#194;&#177; 11.48 kg, 95% CI (75.55 - 76.97 kg) and 174.16 &#194;&#177; 7.91 cm, 95%CI (173.67 - 174.65 cm), respectively.</p>
      <p>The study was approved by the Human Research Ethics Committee of the institution, project protocol # 23081.002290/2007-53.</p>
      <p>The Air Force Physical Fitness Tests<sup>11,12</sup> were considered for the analysis. The Flexitest was used to evaluate flexibility according to the Araujo procotol<sup>13</sup>, considering the measurement of the joint range of motion of the shoulder, trunk and hip, in which five movements (extension with shoulder posterior adduction, posterior adduction with 180&#194;&#176; of shoulder abduction with flexed elbows, trunk flexion and hip abduction) considering the final score the sum of the scores obtained for the movements.</p>
      <p>The arm muscular endurance (AMB) was used to evaluate the arm and shoulder girdle resistance and the trunk flexion test (modified abdominal test) was used to evaluate the endurance of the abdominal trunk muscular endurance (TME), according to the protocols of Johnson and Nelson<sup>14</sup>. The 12-minute run test aimed at measuring the cardiorespiratory resistance and followed the recommendations by Cooper<sup>15</sup> and Johnson and Nelson<sup>14</sup>, with the maximal oxygen consumption (VO<sub>2max</sub>) being estimated through the following equation: VO<sub>2max</sub> = (distance walked/miles - 0.3138)/0.0278).</p>
      <p>The following ranges were adopted for the age variable, in years: 18 to 20, 21 to 25, 26 to 30, 31 to 35, 36 to 40 and 41 to 54. For the BMI, we considered a normal nutritional status when BMI was up to 24.99 and overweight/obesity when BMI was &gt; 25. For the analysis of prevalence ratios, the scores below the mean general performance of the group for each physical test were considered as low level of physical fitness.</p>
      <p>Descriptive statistical analyses were carried out considering means, standard deviations, confidence intervals and low physical fitness prevalences. The normality of the data was confirmed by the Kolmogorov-Smirnov test. To verify possible associations among the variables, Pearson's correlation tests were applied for continuous variables and Spearman's correlations tests were used for interval-like variables. The criteria used by Malina<sup>16</sup> were used for the analysis of the correlations, which describe a low correlation for a value &lt; 0.30, a moderate correlation for values between 0.30 and 0.60 and high correlation for values &gt; 0.60. The analysis of covariance (ANCOVA) was used to verify possible differences between physical performance means at different nutritional status, adjusted by age. Poisson regression analysis was used to estimate the prevalence ratios considering the low physical fitness as the dependent variable, as the outcomes present high prevalence values<sup>17</sup>. The level of statistical significance was set at 5% for all analyses.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The mean BMI of the sample was 25.08 kg.m<sup>2</sup> with a standard deviation of 3.38 kg.m<sup>2</sup>. <xref ref-type="table" rid="en_a02tab01-body2">Table 1</xref> shows the results of the correlations between the performance at the physical fitness tests and age and BMI, which showed moderate correlations at all variables and higher ones when considering age. <xref ref-type="fig" rid="en_a02fig01-body2">Figure 1</xref> shows the performance at the tests according to the established age ranges and it is possible to observe a linear decrease in the performance scores with age. The decrease in VO<sub>2max </sub>from the first to the last age range was 20.96%.</p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
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          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>When stratified according to the nutritional status, the percentage of decrease considering the mean VO<sub>2max </sub>performancebetween the first and the last age range was 11.45% in the normal group, increasing to 20.91% in the overweight/obesity group. Regarding flexibility, the decrease was 24.23% in the general group and similar in the normal (22.71%) and the overweight/obesity group (20.96%). At the TME assessment these values were 38.33% in the general group; 37.02% in the normal group; and 38.56% in the overweight/obesity group. At the RMB assessment, the decrease was 47.98% in the general group and, when considering the nutritional status, 44.19% for the normal group and 47.02% in the overweight/obesity group.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_a02tab02-body2">Table 2</xref> shows the differences in performance according to the nutritional status which, considering the adjustment by age, showed significant differences for all physical capacities that were investigated.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a02tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The prevalence ratios presented in <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref> show a strong trend toward the decrease in physical fitness for older ages and for overweight and obesity. Considering the nutritional status, the highest prevalence ratio was observed for the evaluation of cardiorespiratory resistance and the obese individuals presented prevalences of low physical fitness that were 1.41-fold higher when compared with the individuals with normal nutritional status. Although a strong trend toward the decrease in physical fitness was observed with age, flexibility was the physical quality that presented less evident prevalences of low physical fitness when compared with other physical capacities that were investigated. The prevalence ratios showed a similar behavior when the performance at the arm and trunk muscular endurance tests was analyzed. The prevalences of low physical fitness were higher considering the age, in comparison with the nutritional status.</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study analyzed the results of the assessment of the physical performance of 1,011 men aged 18 to 54 years and the association of this performance with age and nutritional status. The mean BMI was slightly higher than the one observed in a study<sup>9</sup> carried out with military personnel from 36 different garrisons of the Brazilian Army, as well as in the study<sup>18</sup> that assessed 121 military individuals from the Brazilian Army from a military garrison at Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil. </p>
      <p>In the present study, age showed stronger correlations than BMI results (<xref ref-type="table" rid="en_a02tab01-body2">Table 1</xref>), although both factors had a strong effect on the physical fitness tests, in accordance with associations identified in a longitudinal study with Finnish military personnel<sup>5</sup>. In addition to the associations with age, it has been verified that the indicators of the nutritional status worsen as the individuals rise in their careers<sup>19</sup>.</p>
      <p>High prevalences of overweight and obesity in adult men have been identified<sup>20-22</sup> and are directly associated with the aging process, mainly at the age range of 27 to 37 years. National investigations<sup>21</sup> identified that approximately 8% of the Brazilian adult men are obese, with this prevalence being higher in the south and southeast regions of the country. </p>
      <p>A more marked decrease in performance (<xref ref-type="fig" rid="en_a02fig01-body2">Figure 1</xref>) was identified soon after 30 years of age and, in some cases, performance stability was observed between 20 and 30 years of age. The third decade of life is indicated<sup>23</sup> as a period of stabilization in lung function that tends to decrease gradually. This decrease follows an age-related pattern; however, the decrease between 40 and 50 years of age tends to be associated with factors such as increase in body weight, instead of being associated with actual tissue alterations. Regarding the physical fitness variables<sup>19</sup>, a decrease of approximately 10 to 15% in aerobic power is estimated for each decade of life as individuals approach their 3<sup>rd</sup> decade. However, it seems that the loss can be as little as 5% to 7% per decade in highly trained individuals<sup>24</sup>. </p>
      <p>The studied Brazilian sample showed a decrease in VO<sub>2max</sub> that was slightly higher than the one in the Finnish study<sup>5</sup>, when similar age intervals were compared. The absolute values presented by the Brazilian military personnel at the analysis of the VO<sub>2max </sub>were classified as presenting a good level<sup>15</sup>. Nevertheless, a study with a similar sample<sup>10</sup> identified low cardiorespiratory fitness among the studied military personnel. The cardiorespiratory fitness<sup>9</sup> is considered a protective factor against health risks attributed to obesity and reflects the need for a more active lifestyle, in the sense of preventing and controlling chronic-degenerative diseases and metabolic syndromes.</p>
      <p>Analyses of the decrease in the percentage of fitness considering the nutritional status for a similar population were not found in the literature. In the studied individuals, the VO<sub>2max </sub>decrease from the first to the last age range was 11.45% in the normal group and 20.91% in the overweight/obesity group, which shows a strong influence of the nutritional status in the long term. Although cross-sectional data cannot reveal a cause-effect association, these results are in agreement with those by Santilla et al<sup>5</sup> in a longitudinal follow-up of a similar sample. In spite of this important percentage difference according to the nutritional status for the VO2<sub>max</sub>,the decrease in the performance scores was more significant in the assessments of localized muscular resistance, reaching a decrease of more than 40% at the age ranges of 18 to 20 and 41 to 54 years.</p>
      <p> Similar results were presented in the literature<sup>9</sup>, identifying that, even after adjusted for age, the individuals with higher waist circumferences presented lower cardiorespiratory fitness.</p>
      <p>The results of the correlations (<xref ref-type="table" rid="en_a02tab01-body2">Table 1</xref>) and the analysis of covariance (<xref ref-type="table" rid="en_a02tab02-body2">Table 2</xref>), which showed the differences in performance according to the nutritional status corrected by age, indicated the need for nutritional interventions at all age ranges and have confirmed the results of an epidemiological study<sup>25</sup> that showed that sedentary young individuals have a higher chance of becoming sedentary adults. Additionally, the lack of alternatives for the practice of physical exercises by adults, especially after their insertion in the work market, is pointed out as one of the causes for the low physical fitness<sup>26</sup>. The prevalence ratios (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>) confirmed the strong trend toward the decrease in physical fitness among the elderly and also for individuals with overweight and obesity. Nonetheless, this analysis identified a higher relevance of the nutritional status for low levels of cardiorespiratory resistance, when compared to other physical capacities.</p>
      <p>The behavior of the results of the flexibility assessment is in agreement with the norms<sup>27</sup> proposed in relation to age. In spite of that, the flexibility showed to be the physical quality that is least influenced by age, according to the calculated prevalence ratios (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p>The indexes in the localized muscular strength assessment for the trunk flexion test are between the 25<sup>th</sup> and the 50<sup>th</sup> percentiles<sup>28</sup>; at the arm flexion test, they showed indexes at the 55<sup>th</sup> percentile<sup>14</sup>, which imply in a moderate to poor performance. However similar values have been verified in samples of military athletes<sup>29</sup>. </p>
      <p>A non-linear decrease in localized muscle resistance in both arm flexions and abdominal exercises at the adult phase has been previously reported<sup>19</sup> and decreases in muscular strength<sup>30</sup> have been reported from the third and fourth decades of life, with a decrease of 8 to 15% per decade, which demonstrates the need for establishing strategies to promote functional health, especially at the adult phase, when there is a higher rate of insertion in the work market.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Age and nutritional status have a strong influence on the decreased scores of physical performance. A more marked decrease was observed after 30 years of age. The decrease in the physical performance considering the age ranges was higher in the overweight and obesity group, especially regarding the localized muscle strength performance. It is necessary to adopt measures aimed at improving physical fitness, as well as controlling overweight and obesity at all age ranges, due to the possible negative effects, at mid and long term, on several health outcomes.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Aptitud f&#237;sica, edad y estado nutricional en militares</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Aunque existe una tendencia de disminuci&#243;n de los niveles de aptitud f&#237;sica, la intensidad de este descenso en raz&#243;n de la edad y del estado nutricional en varones adultos no se conoce bien, especialmente en la poblaci&#243;n brasile&#241;a. OBJETIVO: Analizar los niveles de aptitud f&#237;sica de acuerdo a la edad y el estado nutricional en varones adultos. M&#201;TODOS: Se aplicaron pruebas de resistencia aer&#243;bica y muscular y flexibilidad y evaluaci&#243;n del estado nutricional en 1.011 varones. Se llevaron a cabo an&#225;lisis de correlaci&#243;n, covarianza y razones de prevalencias por medio de regresi&#243;n de Poisson. RESULTADOS: Los individuos presentaron desempe&#241;o regular en las pruebas de aptitud f&#237;sica. Una disminuci&#243;n de los &#237;ndices de desempe&#241;o f&#237;sico seg&#250;n el avance de la edad se verific&#243;, teniendo en cuenta todos los grupos de edad investigados. Los an&#225;lisis de covarianza corregidos por la edad evidenci&#243; diferencias (p &lt; 0,001) para todas las pruebas comparando a individuos normales y con sobrepeso/obesidad. Las razones de prevalencias evidenciaron una fuerte tendencia de disminuci&#243;n del desempe&#241;o f&#237;sico de los 18 a los 54 a&#241;os. Sujetos con edades entre 41-54 a&#241;os presentaron prevalencias de bajos &#237;ndices de VO2m&#225;x 3,22 veces mayor en comparaci&#243;n con el grupo de edad de 18-20 y 1,40 vez mayor en comparaci&#243;n a sujetos con edades entre 21-25 a&#241;os. Hubo una reducci&#243;n de los scores de VO2m&#225;x del grupo de 18-20 con relaci&#243;n a 41-54 a&#241;os de un 11,45% en el grupo normal y de 20,91% en el grupo con sobrepeso y obesidad. CONCLUSI&#211;N: La edad y el estado nutricional presentaron fuerte influencia en la disminuci&#243;n en los scores de desempe&#241;o f&#237;sico principalmente tras los 30 a&#241;os.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Aptitud f&#237;sica</kwd>
        <kwd>edad</kwd>
        <kwd>estado nutricional</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Aptitud f&#237;sica, edad y estado nutricional en militares</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Clarissa Stefani Teixeira<sup>I</sup>; &#201;rico Felden Pereira<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&#243;polis, SC</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Aunque existe una tendencia de disminuci&#243;n de los niveles de aptitud f&#237;sica, la intensidad de este descenso en raz&#243;n de la edad y del estado nutricional en varones adultos no se conoce bien, especialmente en la poblaci&#243;n brasile&#241;a.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Analizar los niveles de aptitud f&#237;sica de acuerdo a la edad y el estado nutricional en varones adultos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Se aplicaron pruebas de resistencia aer&#243;bica y muscular y flexibilidad y evaluaci&#243;n del estado nutricional en 1.011 varones. Se llevaron a cabo an&#225;lisis de correlaci&#243;n, covarianza y razones de prevalencias por medio de regresi&#243;n de <italic>Poisson</italic>.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> Los individuos presentaron desempe&#241;o regular en las pruebas de aptitud f&#237;sica. Una disminuci&#243;n de los &#237;ndices de desempe&#241;o f&#237;sico seg&#250;n el avance de la edad se verific&#243;, teniendo en cuenta todos los grupos de edad investigados. Los an&#225;lisis de covarianza corregidos por la edad evidenci&#243; diferencias (p &lt; 0,001) para todas las pruebas comparando a individuos normales y con sobrepeso/obesidad. Las razones de prevalencias evidenciaron una fuerte tendencia de disminuci&#243;n del desempe&#241;o f&#237;sico de los 18 a los 54 a&#241;os. Sujetos con edades entre 41-54 a&#241;os presentaron prevalencias de bajos &#237;ndices de VO<sub>2m&#225;x</sub> 3,22 veces mayor en comparaci&#243;n con el grupo de edad de 18-20 y 1,40 vez mayor en comparaci&#243;n a sujetos con edades entre 21-25 a&#241;os. Hubo una reducci&#243;n de los scores de VO<sub>2m&#225;x</sub> del grupo de 18-20 con relaci&#243;n a 41-54 a&#241;os de un 11,45% en el grupo normal y de 20,91% en el grupo con sobrepeso y obesidad.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La edad y el estado nutricional presentaron fuerte influencia en la disminuci&#243;n en los scores de desempe&#241;o f&#237;sico principalmente tras los 30 a&#241;os.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Aptitud f&#237;sica, edad y estado nutricional.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Niveles adecuados de aptitud f&#237;sica y de actividad f&#237;sica se vienen se&#241;alando como factores de protecci&#243;n para in&#250;meras enfermedades y como promotores de calidad de vida<sup>1-3</sup>. Pese a ello, existe un contexto complexo que engloba aspectos de la constituci&#243;n gen&#233;tica, edad, sexo, madurez de las funciones psicomotoras, diferencias sociales, culturales y &#233;tnicas de los grupos y poblaciones demogr&#225;ficas que determinan el desempe&#241;o f&#237;sico de las personas en cada etapa de la vida<sup>4</sup>. En t&#233;rminos generales, se viene intensificando una disminuci&#243;n de los niveles de aptitud f&#237;sica y de la implicaci&#243;n con las actividades deportivas regulares durante la fase adulta e de inserci&#243;n en el mercado laboral<sup>5</sup>.</p>
      <p>En un estudio cl&#225;sico<sup>6</sup> se verific&#243; que el bajo nivel de aptitud f&#237;sica est&#225; asociado a mayores tasas de mortalidad, aun con ajustes para edad, tabaquismo, nivel de colesterol, presi&#243;n arterial, glucemia e historia familiar de enfermedad coronaria. Investigaciones con muestras brasile&#241;as se&#241;alan hacia altas prevalencias de baja aptitud f&#237;sica, as&#237; como para la carencia de datos con poblaciones de adultos, enfocando los estudios con desempe&#241;o f&#237;sico en adolescentes y escolares<sup>7-9</sup>.</p>
      <p>La edad y el estado nutricional se pueden se&#241;alar como factores primordiales para el desempe&#241;o f&#237;sico, y hay un descenso de los niveles de aptitud con el avance de la edad, as&#237; como en aquellos individuos con sobrepeso y obesidad<sup>9,10</sup>. Pese a ello, los mayores detalles acerca de c&#243;mo ese proceso se produce y su velocidad en la transici&#243;n de la adolescencia a la vejez pueden revelar puntos cr&#237;ticos de intervenci&#243;n, as&#237; como colaborar a una mayor comprensi&#243;n de los diferentes mecanismos biol&#243;gicos relacionados al desarrollo humano. De esta forma, este estudio se propuso a describir y discutir las asociaciones entre edad e &#237;ndice de masa corporal (IMC) para el desempe&#241;o f&#237;sico para varones adultos militares.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Participaron en la muestra 1.011 varones, militares de Aeron&#225;utica de una Unidad Militar del Sur de Brasil. Se excluyeron a todos los integrantes de la Unidad Militar con restricciones f&#237;sicas y/o los laudos m&#233;dicos. La edad promedio de los individuos fue de 28,32 &#177; 8,73 a&#241;os, IC95% (27, 28-28, 86 anos), masa corporal de 76,27 &#177; 11,48 kg, IC95% (75,55 - 76,97 kg) y estatura de 174,16 &#177; 7,91 cm, IC95% (173,67 - 174,65 cm).</p>
      <p>El estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica E investigaci&#243;n con Seres Humanos de la instituci&#243;n de origen del proyecto bajo protocolo 23081.002290/2007-53.</p>
      <p>Se tuvieron en cuenta para an&#225;lisis las pruebas f&#237;sicas de la Prueba de Aptitud de Acondicionamiento de la Aeron&#225;utica<sup>11,12</sup>. Para evaluaci&#243;n de la flexibilidad se utiliz&#243; el flexitest de conformidad al protocolo de Ara&#250;jo<sup>13</sup>, teniendo en cuenta la medici&#243;n de la amplitud articular del hombro, del tronco y de la cadera en el que se eval&#250;an cinco movimientos (extensi&#243;n con aducci&#243;n posterior del hombro, aducci&#243;n posterior a partir de la abducci&#243;n de 180&#176; del hombro con los codos flexionados, flexi&#243;n do tronco, flexi&#243;n de la cadera y abducci&#243;n de la cadera) teniendo en cuenta como score final el sumatoria de los puntajes obtenidas en los movimientos.</p>
      <p>Para la evaluaci&#243;n de la resistencia de los brazos y de la cintura escapular se utiliz&#243; la prueba de flexi&#243;n de brazos (RMB), y para evaluar la resistencia muscular de los m&#250;sculos abdominales y flexores del tronco (RMT) se realiz&#243; la prueba de flexi&#243;n de tronco (abdominal modificado) de conformidad a los protocolos de Johnson y Nelson<sup>14</sup>. La prueba de corrida de 12 minutos tuvo por objetivo medir la resistencia cardiorespiratoria y sigui&#243; las recomendaciones de aplicaci&#243;n de Cooper<sup>15</sup> y Johnson y Nelson<sup>14</sup>, con el consumo m&#225;ximo de ox&#237;geno (VO<sub>2m&#225;x</sub>) estimado por la siguiente ecuaci&#243;n: VO<sub>2m&#225;x</sub> = (distancia recorrida/millas - 0,3138)/0,0278.</p>
      <p>Para la variable edad se adoptaron las siguientes categor&#237;as en a&#241;os: 18-20, 21-25, 26-30, 31-35, 36-40 y 41-54. Ya para el IMC, se tuvo en cuenta el estado nutricional normal hasta IMC = 24,99 y sobrepeso/obesidad valores de 25 o m&#225;s. Para efecto de an&#225;lisis de razones de prevalencias se consideraron de baja aptitud los scores abajo del promedio del desempe&#241;o general del grupo para cada prueba f&#237;sica.</p>
      <p>An&#225;lisis estad&#237;sticas descriptivas se llevaron a cabo considerando como promedio, desviaci&#243;n est&#225;ndar, intervalos de confianza y prevalencias de baja aptitud. La normalidad de los datos se confirm&#243; por medio de la prueba de Kolmogorov-Smirnov. Para verificarse posibles asociaciones entre las variables se aplicaron pruebas de correlaci&#243;n de Pearson, para variables continuas, y de Spearman, en el caso de variables intervalares. Se tuvieron en cuenta, para efecto de an&#225;lisis de las correlaciones, los criterios adoptados por Malina<sup>16</sup>, los que describieron correlaci&#243;n baja para un valor menor que 0,30, correlaci&#243;n moderada para valores entre 0,30 y 0,60, y correlaci&#243;n alta para valores superiores a 0,60. Para verificar posibles diferencias entre promedios en el desempe&#241;o f&#237;sico en diferentes estados nutricionales con ajustes por la edad se llev&#243; a cabo an&#225;lisis de covarianza (ANCOVA). El an&#225;lisis de regresi&#243;n de Poisson se utiliz&#243; para estimar las razones de prevalencias considerando la baja aptitud f&#237;sica como variable dependiente, ya que se trata de desenlaces con valores altos de prevalencias<sup>17</sup>.</p>
      <p>En todos los an&#225;lisis se adopt&#243; el nivel de significancia del 5%.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El promedio del IMC de la muestra fue 25,08 kg.m<sup>2</sup> con una desviaci&#243;n est&#225;ndar de 3,38 kg.m<sup>2</sup>. En la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> est&#225;n detallados los resultados de las correlaciones entre el desempe&#241;o en las pruebas de aptitud f&#237;sica y edad e IMC que evidenciaron correlaciones moderadas en todas las variables y mayores considerando la edad. Sin embargo, en la <xref ref-type="fig" rid="es_02f01-body3">Figura 1</xref>, el desempe&#241;o en las pruebas se ilustr&#243; de acuerdo con los intervalos de franjas de edad establecidos, con la posibilidad de visualizar un descenso lineal de los scores de desempe&#241;o con el avance de la edad. La reducci&#243;n del VO<sub>2m&#225;x</sub> del primer al &#250;ltimo grupo de edad fue de un 20,96%.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_02f01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Cuando estratificado de acuerdo con el estado nutricional el porcentaje de reducci&#243;n considerando como promedio de desempe&#241;o del VO<sub>2m&#225;x</sub> entre el primer y el &#250;ltimo grupo de edad fijado de un 11,45% en el grupo normal, y salt&#243; para un 20,91% en el grupo con sobrepeso/obesidad. En la flexibilidad, la reducci&#243;n fue de un 24,23% en el grupo general y semejante en el grupo normal (22,71%) y con sobrepeso y obesidad (20,96%). En la evaluaci&#243;n de RMT estos valores fueron un 38,33% en el grupo general; un 37,02% en el grupo normal; y un 38,56% en el grupo con sobrepeso y obesidad. En la evaluaci&#243;n de la RMB la reducci&#243;n fue de un 47,98% en el grupo general y, teniendo en cuenta el estado nutricional, de un 44,19% para el grupo normal y un 47,02% en el grupo con sobrepeso y obesidad.</p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref> se presentan las diferencias de desempe&#241;o de acuerdo con el estado nutricional que, considerando el ajuste por la edad, evidencian diferencias significativas para todas las calidades f&#237;sicas investigadas.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Las razones de prevalencias presentadas en la <xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref> revelaron fuerte tendencia de disminuci&#243;n de la aptitud f&#237;sica para edades superiores y para sobrepeso y obesidad. Considerando el estado nutricional, la mayor raz&#243;n de prevalencia fue para la evaluaci&#243;n de la resistencia cardiorespiratoria, y los obesos presentaron prevalencias de baja aptitud f&#237;sica 1,41 vez mayor con relaci&#243;n a los individuos con estado nutricional normal. Aunque se verific&#243; fuerte tendencia de disminuci&#243;n de la aptitud f&#237;sica de conformidad al aumento de la edad, la flexibilidad fue la calidad f&#237;sica que present&#243; prevalencias de baja aptitud menos evidente cuando comparada con las otras calidades f&#237;sicas investigadas. Las razones de prevalencias presentaron un comportamiento semejante cuando analizado el desempe&#241;o en las pruebas de resistencia muscular de brazo y tronco. Las prevalencias de baja aptitud fueron mayores considerando la edad en comparaci&#243;n al estado nutricional.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0438-00005-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En la presente investigaci&#243;n se analizaron resultados de evaluaci&#243;n de desempe&#241;o f&#237;sico de 1.011 varones en el grupo de edad de 18 a 54 a&#241;os y la asociaci&#243;n de este desempe&#241;o con la edad y con el estado nutricional. El IMC promedio fue ligeramente superior al encontrado en estudio<sup>9</sup> con militares de 36 guarniciones del ej&#233;rcito brasile&#241;o, as&#237; como del estudio<sup>18</sup> que evalu&#243; a 121 militares del ej&#233;rcito brasileiro de una unidad militar de la guarnici&#243;n de Porto Alegre.</p>
      <p>En el presente estudio, la edad se present&#243; con correlaciones m&#225;s fuertes que los resultados de IMC (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tab.1</xref>), aunque ambos los factores presentaron gran influencia en las pruebas de aptitud f&#237;sica, de conformidad a las asociaciones identificadas en estudio longitudinal con militares finlandeses<sup>5</sup>. Adem&#225;s de las relaciones con la edad se viene verificando que los indicadores de estado nutricional, de modo general, empeoran a la medida que los individuos avanzan en la carrera<sup>19</sup>.</p>
      <p>Altas prevalencias de sobrepeso y obesidad en varones adultos ya se identificaron<sup>20-22</sup> y est&#225;n directamente relacionadas al aumento de la edad, principalmente en el grupo de edad de 27 a 37 a&#241;os. Levantamientos nacionales<sup>21</sup> identificaron que aproximadamente el 8% de los varones adultos brasile&#241;os son obesos, con esta prevalencia m&#225;s alta en las regiones Sur y Sureste del pa&#237;s.</p>
      <p>Una reducci&#243;n m&#225;s acentuada del desempe&#241;o (<xref ref-type="fig" rid="es_02f01-body3">Fig.1</xref>) se identific&#243; luego de los 30 a&#241;os, y en algunos casos se produjo estabilidad de desempe&#241;o entre los 20 y 30 a&#241;os. Los 30 a&#241;os se se&#241;alan<sup>23</sup> como un punto de estabilizaci&#243;n de la funci&#243;n de los pulmones que tiende a declinar gradualmente. Este descenso sigue un est&#225;ndar relacionado a la edad, adem&#225;s de la reducci&#243;n entre los 40 y los 50 a&#241;os tiende a estar conectada a factores como aumento del peso corporal en vez de estar conectada a alteraciones reales en los tejidos. En las variables del condicionamiento f&#237;sico<sup>19</sup>, se estima una disminuci&#243;n de, aproximadamente, el 10%-15% en la potencia aer&#243;bica para cada d&#233;cada de vida a la medida en que los individuos se aproximan de los 30 a&#241;os. Sin embargo, parece que la p&#233;rdida en personas altamente entrenadas puede ser de solamente el 5% al 7% por d&#233;cada<sup>24</sup>.</p>
      <p>En la muestra brasile&#241;a investigada la reducci&#243;n del VO<sub>2m&#225;x</sub> fue ligeramente mayor que en el estudio con finlandeses<sup>5</sup>, cuando comparado un intervalo de edades semejantes. Los valores absolutos presentados por los militares brasile&#241;os en el an&#225;lisis del VO<sub>2m&#225;x</sub> se clasificaron como un buen nivel<sup>15</sup>. A pesar de ello, estudio con muestra semejante<sup>10</sup> identific&#243; baja aptitud cardiorespiratoria en los militares evaluados. La aptitud cardiorespiratoria<sup>9</sup> es se&#241;alada como factor protector de riesgos a la salud atribuidos a la obesidad y remete a la necesidad de un estilo de vida m&#225;s activo en el sentido de prevenci&#243;n y control de enfermedades cr&#243;nico-degenerativas y s&#237;ndromes metab&#243;licos.</p>
      <p>An&#225;lisis de la reducci&#243;n del porcentual de aptitud teniendo en cuenta el estado nutricional para poblaci&#243;n semejante no se encontraron en la literatura. En los sujetos investigados, la reducci&#243;n del VO<sub>2m&#225;x</sub> del primer para el &#250;ltimo grupo de edad fue de un 11,45% en el grupo normal, y de un 20,91% para el grupo con sobrepeso y obesidad, lo que muestra una fuerte influencia del estado nutricional en largo plazo. Aunque datos transversales no puedan revelar una relaci&#243;n de causa y efecto, esos resultados est&#225;n de acuerdo con el estudio de Santilla et al<sup>5</sup> en el seguimiento longitudinal en muestra similar. Pese a esta importante diferencia porcentual de acuerdo con el estado nutricional para el VO2<sub>m&#225;x</sub>, la reducci&#243;n de los scores de desempe&#241;o fue m&#225;s sustancial en las evaluaciones de resistencia muscular localizada, llegando a una reducci&#243;n de m&#225;s del 40% entre los grupos de edad de 18-20 y 41-54 a&#241;os. Resultados semejantes fueron presentados en la literatura<sup>9</sup> identificando que, aun con ajustes por la edad, los individuos con mayores per&#237;metros de cintura presentaron menor aptitud cardiorespiratoria.</p>
      <p>Los resultados de las correlaciones (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tab.1</xref>) y de los an&#225;lisis de covarianza (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tab.2</xref>) revelando las diferencias de desempe&#241;o de acuerdo con el estado nutricional corregidos por la edad indicaron la necesidad de intervenciones nutricionales en todos los grupos de edad y confirman resultados de estudio epidemiol&#243;gico<sup>25</sup> que evidenci&#243; que j&#243;venes sedentarios presentan mayores probabilidades de convertirse en adultos tambi&#233;n sedentarios. Adem&#225;s de ello, se se&#241;ala una carencia de alternativas para la pr&#225;ctica de ejercicios f&#237;sicos por adultos, especialmente tras la inserci&#243;n en el mercado, como una de las causas para baja aptitud f&#237;sica<sup>26</sup>. Las razones de prevalencias (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tab.3</xref>) confirmaron la fuerte tendencia de disminuci&#243;n de la aptitud f&#237;sica para edades superiores e individuos con sobrepeso y obesidad. A pesar de ello, este an&#225;lisis identific&#243; mayor relevancia del estado nutricional para bajos niveles de resistencia cardiorespiratoria comparando con las otras calidades f&#237;sicas.</p>
      <p>El comportamiento de los resultados de la evaluaci&#243;n de la flexibilidad est&#225; de acuerdo con las normas<sup>27</sup> propuestas en relaci&#243;n a la edad. A pesar de ello, la flexibilidad se expres&#243; como la calidad f&#237;sica menos influenciable por la edad de acuerdo con las razones de prevalencias calculadas (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tab. 3</xref>). Los &#237;ndices en la evaluaci&#243;n de la resistencia muscular localizada para la prueba de flexi&#243;n de tronco se encuentran entre el percentil 25 y 50<sup>28</sup>; ya en la prueba de flexi&#243;n de brazos est&#225;n en el percentil 55<sup>14</sup> y remeten a un desempe&#241;o mediano para d&#233;bil. Sin embargo, valores semejantes ya se verificaron en muestras de militares atletas<sup>29</sup>.</p>
      <p>Un descenso, de manera no lineal, en la resistencia muscular localizada tanto en la flexi&#243;n de brazos como en los abdominales en la fase adulta ya se relat&#243;<sup>19</sup>, y descensos en la fuerza muscular<sup>30</sup> se relatan a partir de la tercera y de la cuarta d&#233;cadas de vida, con tasas del 8%-15% por d&#233;cada, lo que remete a la necesidad de estrategias para promoci&#243;n de la salud funcional, especialmente en la fase adulta, cuando se produce una mayor inserci&#243;n en el mercado laboral.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La edad y el estado nutricional expresaron fuerte influencia en la disminuci&#243;n en los scores de desempe&#241;o f&#237;sico. Una reducci&#243;n de desempe&#241;o m&#225;s acentuada se identific&#243; tras 30 a&#241;os. La reducci&#243;n de desempe&#241;o teniendo en cuenta los grupos de edad fue superior en el grupo de sobrepeso y obesidad especialmente en el desempe&#241;o de resistencia muscular localizada. Mediciones para la promoci&#243;n de la aptitud f&#237;sica son necesarias, as&#237; como el control de sobrepeso y obesidad en todas las edades en raz&#243;n del posible efecto negativo en promedio y largo plazos en in&#250;meros desenlaces en salud.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
