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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <article-title>Press&#227;o arterial de 24 horas em mulheres idosas normotensas e com hipertens&#227;o do avental branco</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>431</fpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Mudan&#231;as no comportamento do ritmo circadiano podem ser delet&#233;rias, levando &#224; les&#227;o de &#243;rg&#227;os-alvo, o que sugere ser de importante significado progn&#243;stico e, eventualmente, podem tamb&#233;m demandar interven&#231;&#227;o terap&#234;utica. OBJETIVO: Descrever e comparar os ritmos circadianos de press&#227;o arterial (PA) entre mulheres idosas normotensas e portadoras de hipertens&#227;o do avental branco (HAB). M&#201;TODOS: Estudo transversal em uma amostra de 36 pacientes, com idades entre 60-83 anos, submetidas &#224; monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial de press&#227;o arterial (MAPA) durante 24 horas. Dezenove idosas normotensas e 17 com HAB foram comparadas quanto &#224; queda noturna e variabilidade de PA, ascens&#227;o matinal da PAS, press&#227;o de pulso, hipotens&#227;o p&#243;s-prandial e correla&#231;&#227;o de m&#233;dias de PA de 24 horas. Na an&#225;lise estat&#237;stica, utilizou-se o teste t de Student, teste do qui-quadrado, teste exato de Fisher e teste de correla&#231;&#227;o linear de Pearson. RESULTADOS: As idosas com HAB apresentaram n&#237;veis mais elevados de PAS do que as normotensas, entre 8-12 horas (133 &#177; 8,0 mmHg vs 123 &#177; 9,0 mmHg, respectivamente, p &lt; 0,001). A variabilidade da PA foi mais elevada no grupo de HAB apenas no per&#237;odo de vig&#237;lia (entre 7-23 horas, p = 0,02). Constatou-se correla&#231;&#227;o positiva entre o IMC e as m&#233;dias de PAS, &#224; noite, apenas nas idosas com HAB (r = 0,578; p = 0,015 e r = 0,488; p = 0,055, respectivamente). CONCLUS&#195;O: As idosas portadoras de HAB apresentaram m&#233;dias de PAS e PAD mais elevadas na vig&#237;lia. Nas primeiras horas da manh&#227;, as idosas com HAB apresentaram m&#233;dias significativamente mais altas de PAS.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial de press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>03</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOGERIATRIA</p>
    <p>Press&#227;o arterial de 24 horas em mulheres idosas normotensas e com hipertens&#227;o do avental branco</p>
    <p>
      <bold>Paulo Rog&#233;rio W. Hekman; Juarez N. Barbisan; Hon&#243;rio S. Menezes; Vicente Antonello</bold>
    </p>
    <p> Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS &#150; Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Mudan&#231;as no comportamento do ritmo circadiano podem ser delet&#233;rias, levando &#224; les&#227;o de &#243;rg&#227;os-alvo, o que sugere ser de importante significado progn&#243;stico e, eventualmente, podem tamb&#233;m demandar interven&#231;&#227;o terap&#234;utica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Descrever e comparar os ritmos circadianos de press&#227;o arterial (PA) entre mulheres idosas normotensas e portadoras de hipertens&#227;o do avental branco (HAB). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Estudo transversal em uma amostra de 36 pacientes, com idades entre 60-83 anos, submetidas &#224; monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial de press&#227;o arterial (MAPA) durante 24 horas. Dezenove idosas normotensas e 17 com HAB foram comparadas quanto &#224; queda noturna e variabilidade de PA, ascens&#227;o matinal da PAS, press&#227;o de pulso, hipotens&#227;o p&#243;s-prandial e correla&#231;&#227;o de m&#233;dias de PA de 24 horas. Na an&#225;lise estat&#237;stica, utilizou-se o teste t de Student, teste do qui-quadrado, teste exato de Fisher e teste de correla&#231;&#227;o linear de Pearson. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>As idosas com HAB apresentaram n&#237;veis mais elevados de PAS do que as normotensas, entre 8-12 horas (133 &#177; 8,0 mmHg vs 123 &#177; 9,0 mmHg, respectivamente, p &lt; 0,001). A variabilidade da PA foi mais elevada no grupo de HAB apenas no per&#237;odo de vig&#237;lia (entre 7-23 horas, p = 0,02). Constatou-se correla&#231;&#227;o positiva entre o IMC e as m&#233;dias de PAS, &#224; noite, apenas nas idosas com HAB (r = 0,578; p = 0,015 e r = 0,488; p = 0,055, respectivamente). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> As idosas portadoras de HAB apresentaram m&#233;dias de PAS e PAD mais elevadas na vig&#237;lia. Nas primeiras horas da manh&#227;, as idosas com HAB apresentaram m&#233;dias significativamente mais altas de PAS. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial de press&#227;o arterial, idoso, hipertens&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nas duas &#250;ltimas d&#233;cadas, no Brasil, a popula&#231;&#227;o de idosos vem crescendo, em termos proporcionais, mais do que qualquer outra faixa et&#225;ria, estimando-se que existam, atualmente, cerca de 17,6 milh&#245;es&#185;. </p>
    <p>Estudos epidemiol&#243;gicos brasileiros demonstram que a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) entre idosos &#233; bastante elevada e a busca de maiores evid&#234;ncias para o diagn&#243;stico e manejo &#233; importante. Aproximadamente 65% dos idosos s&#227;o hipertensos e, entre as mulheres com mais de 75 anos, a preval&#234;ncia de HAS pode chegar a 80%&#178;. </p>
    <p>Os idosos est&#227;o sujeitos a uma consider&#225;vel variabilidade na press&#227;o arterial (PA), que pode levar a diferentes padr&#245;es diurnos. Esses padr&#245;es s&#227;o melhor identificados com a monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial de press&#227;o arterial (MAPA). A consequ&#234;ncia cl&#237;nica pr&#225;tica desses padr&#245;es vari&#225;veis no idoso com PA &#233; que suas medi&#231;&#245;es ocasionais podem ser inexatas e/ou enganadoras&#179;. </p>
    <p>A hipertens&#227;o do avental branco (HAB) ocorre quando h&#225; valores anormais na medida da PA no consult&#243;rio (<underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg) e valores normais de PA pela MAPA durante o per&#237;odo de vig&#237;lia (<underline>&lt;</underline> 135/85 mmHg)<sup>4</sup>. &#201; mais comum em idosos do que em jovens, sendo que os pacientes com essa condi&#231;&#227;o podem progredir para hipertens&#227;o sustentada e necessitar de cuidadoso acompanhamento com medi&#231;&#245;es de PA, dentro e fora do consult&#243;rio<sup>5</sup>. </p>
    <p>A HAB, ou hipertens&#227;o de consult&#243;rio, pode ocorrer em at&#233; 20% dos pacientes idosos hipertensos<sup>6</sup>. No estudo de Dolan e cols., em rela&#231;&#227;o aos determinantes da HAB, entre os 5.716 indiv&#237;duos estudados por um per&#237;odo de 22 anos, verificou-se a maior preval&#234;ncia desta condi&#231;&#227;o entre os adultos mais idosos, do sexo feminino e n&#227;o fumantes<sup>7</sup>.</p>
    <p>Estudos realizados em idosos sugerem que a HAB n&#227;o seja uma condi&#231;&#227;o benigna, pois foi verificado pela ecocardiografia que estes pacientes apresentavam um moderado aumento na dimens&#227;o do &#225;trio esquerdo e na massa do ventr&#237;culo esquerdo, associado a uma tend&#234;ncia &#224; disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica ventricular esquerda<sup>8</sup>. Entre as poss&#237;veis altera&#231;&#245;es, a mudan&#231;a no comportamento do ritmo circadiano nesses pacientes pode ser um dos componentes envolvidos nos mecanismos delet&#233;rios, que levam &#224; les&#227;o de &#243;rg&#227;os-alvo. Tal perspectiva sugere ser de importante significado progn&#243;stico e, eventualmente, pode demandar interven&#231;&#227;o terap&#234;utica. Portanto, a pesquisa nessa &#225;rea &#233; de profundo interesse.</p>
    <p>A fisiopatologia da HAB consiste em altera&#231;&#245;es hemodin&#226;micas ainda n&#227;o totalmente elucidadas, por&#233;m de extrema relev&#226;ncia cl&#237;nica. O diagn&#243;stico da HAB &#233; fundamentado na MAPA, exame que fornece informa&#231;&#227;o sobre a PA durante as atividades di&#225;rias e no per&#237;odo de sono, e uma an&#225;lise mais detalhada do comportamento de ritmos press&#243;ricos, nas 24 horas, em indiv&#237;duos portadores desta condi&#231;&#227;o, ainda n&#227;o foi descrita<sup>9</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste artigo consiste em descrever e comparar os ritmos circadianos de press&#227;o arterial de idosas normotensas e de idosas portadoras de HAB, durante 24 horas, atrav&#233;s da an&#225;lise de exames de MAPA.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Realizou-se um estudo transversal, selecionando-se, de forma consecutiva, 19 pacientes normotensas e 17 portadoras de HAB, que realizaram MAPA no servi&#231;o de nefrologia do Hospital S&#227;o Lucas da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul e preencheram os seguintes crit&#233;rios: 1) idade <underline>&gt;</underline> 60 anos; 2) sexo feminino; 3) pacientes que n&#227;o estivessem em uso de qualquer medica&#231;&#227;o que pudesse afetar a PA, pelo menos nas 4 semanas pr&#233;vias ao dia da monitoriza&#231;&#227;o, tais como drogas anti-hipertensivas, digital e horm&#244;nios da tireoide; e 4) diagn&#243;stico de HAB como medida de PA, no consult&#243;rio, em mais de duas ocasi&#245;es <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg e na primeira medida pela MAPA <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg.</p>
    <p>O diagn&#243;stico de HAB levou em considera&#231;&#227;o o crit&#233;rio sugerido pela IV Diretriz para Uso da Monitoriza&#231;&#227;o Ambulatorial da Press&#227;o Arterial, ou seja, a medi&#231;&#227;o da PA por t&#233;cnicas convencionais no consult&#243;rio, ou na cl&#237;nica, em mais de duas ocasi&#245;es, estando <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg, com medidas de MAPA <underline>&lt;</underline> 135/85 mmHg na vig&#237;lia<sup>4</sup>. Na medida da PA de consult&#243;rio, foi empregado esfigmoman&#244;metro aneroide Tycos, previamente calibrado, com a press&#227;o sendo registrada, no m&#237;nimo ap&#243;s 5 minutos de repouso, na posi&#231;&#227;o sentada, no bra&#231;o direito apoiado.</p>
    <p>Foram exclu&#237;dos do estudo pacientes com: 1) dem&#234;ncia ou outras doen&#231;as mentais debilitantes; 2) alcoolismo ou outras doen&#231;as que poderiam afetar a PA, como valvulopatias graves e insufici&#234;ncia renal; e 3) uso de drogas que pudessem alterar a PA. </p>
    <p>As vari&#225;veis de interesse analisadas foram: idade, &#237;ndice de massa corporal (IMC), press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) e press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) de consult&#243;rio, m&#233;dias de PAS e PAD de 24 horas, m&#233;dias diurnas e noturnas de PAS e PAD, press&#227;o de pulso (PP), hipotens&#227;o p&#243;s-prandial (HPP) e ascens&#227;o matinal. </p>
    <p>A classifica&#231;&#227;o da varia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial vig&#237;lia-sono seguiu o seguinte crit&#233;rio: descenso da press&#227;o arterial durante o sono (%) para press&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica presente (<underline>&gt;</underline> 10 %), ausente (<underline>&lt;</underline> 0 %) e atenuado (&gt; 0 e &lt; 10 %)<sup>4</sup>. Foi considerado ritmo circadiano de PA normal, quando ocorria uma queda de PAS, ou PAD, entre o per&#237;odo de vig&#237;lia e o per&#237;odo de sono de 10 % ou mais. A press&#227;o de pulso foi definida como a PAS menos a PAD<sup>10</sup>.</p>
    <p> A hipotens&#227;o p&#243;s-prandial foi definida como a diferen&#231;a entre a m&#233;dia da PAS, uma hora antes e duas horas ap&#243;s o almo&#231;o. Os valores de PA durante a refei&#231;&#227;o foram exclu&#237;dos para evitar a influ&#234;ncia da altera&#231;&#227;o da postura ou da alimenta&#231;&#227;o na PA<sup>11</sup>. A ascens&#227;o matinal (<italic>morning surge</italic>) foi definida como a diferen&#231;a entre a m&#233;dia das PAS, durante as primeiras duas horas ap&#243;s o despertar, e a m&#233;dia das tr&#234;s leituras centradas no nadir da noite<sup>12</sup>.</p>
    <p>A PA foi monitorizada ao longo de 24 horas, utilizando-se um dispositivo oscilom&#233;trico ambulatorial de PA n&#227;o invasivo (Spacelabs 90207, Spacelabs Inc., Redmond, WA, USA). Cada aparelho foi programado para medir a PA ambulatorial, automaticamente, a cada 15 minutos durante o per&#237;odo da vig&#237;lia (de 7h &#224;s 23h) e a cada 30 minutos no per&#237;odo de sono (de 23h &#224;s 7h). O manguito do aparelho era sempre colocado no bra&#231;o n&#227;o dominante e a acur&#225;cia das leituras de PA eram verificadas contra um esfigmoman&#244;metro de merc&#250;rio antes do in&#237;cio de cada exame com a MAPA. Todos os exames foram iniciados pela manh&#227;, entre 9h e 12h. </p>
    <p>Durante o per&#237;odo de MAPA, os pacientes eram mandados para casa e instru&#237;dos a manter suas atividades habituais, mas evitar atividades pesadas que pudessem interferir no funcionamento apropriado do monitor de PA. Tamb&#233;m foi solicitado a cada paciente que mantivesse o bra&#231;o com o manguito em repouso quando a medi&#231;&#227;o de PA ocorresse e que preenchesse um di&#225;rio com as principais atividades di&#225;rias (ex.: hor&#225;rio das refei&#231;&#245;es, hor&#225;rio de dormir) e poss&#237;veis sintomas que acontecessem durante o per&#237;odo de monitoriza&#231;&#227;o. Os registros que tiveram dura&#231;&#227;o m&#237;nima de 24 horas, com 80 leituras v&#225;lidas, correspondendo ao m&#237;nimo de 80% do total de medidas, foram considerados v&#225;lidos para an&#225;lise.</p>
    <p>O &#237;ndice de massa corporal foi calculado mediante a rela&#231;&#227;o entre o peso corporal em quilogramas e o quadrado da altura em metros (kg/m&#178;). O IMC normal foi definido como valores entre 18,5-24,9, de sobrepeso entre 25-29,9 e de obesidade entre 30-34,9<sup>13</sup>.</p>
    <p>A hip&#243;tese do trabalho foi que os ritmos circadianos de PA em idosas com HAB e idosas normotensas seriam iguais. Para testar tal hip&#243;tese, foi aplicada an&#225;lise estat&#237;stica nas vari&#225;veis qualitativas, que foram comparadas entre os dois grupos a partir do m&#233;todo qui-quadrado com res&#237;duos ajustados, ou do teste exato de Fisher, quando necess&#225;rio, para verifica&#231;&#227;o de associa&#231;&#227;o. As vari&#225;veis quantitativas foram comparadas pelo teste <italic>t </italic>de <italic>Student</italic>. O coeficiente de Pearson foi utilizado para verificar correla&#231;&#245;es entre vari&#225;veis e comportamento da PA nas 24 horas. Foram considerados significativos valores de p &lt; 0,05. O programa estat&#237;stico utilizado foi o SPSS <italic>for Windows</italic>, vers&#227;o 14.0.</p>
    <p>O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Instituto de Cardiologia/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Das 36 pacientes selecionadas para esse estudo, cujas idades variaram entre 60-83 anos (m&#233;dia = 69 &#177; 7 anos), 19 eram normotensas e 17 apresentavam hipertens&#227;o do avental branco. Todas eram de cor branca. A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> mostra as caracter&#237;sticas cl&#237;nicas da amostra.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A maior parte da amostra (33%) encontrava-se entre os 60-64 anos de idade e apresentava sobrepeso. Fumo e ronco foram mais prevalentes nas HAB.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> apresenta as m&#233;dias de PAS e PAD aferidas pela MAPA nas pacientes normotensas e com HAB no consult&#243;rio nos per&#237;odos das 24 horas, diurno e noturno. Os grupos diferiram apenas em rela&#231;&#227;o &#224; PA no consult&#243;rio.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Apesar de a variabilidade nas 24 horas ser mais elevada no grupo de HAB em rela&#231;&#227;o ao de normotensas, verificou-se diferen&#231;a significativa entre os grupos apenas no per&#237;odo de vig&#237;lia (de 7h &#224;s 23h), sendo maior no grupo de HAB (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>).</p>
    <p>A PA p&#243;s-prandial caiu em m&#233;dia 5,7 &#177; 10 mmHg para as normotensas e 9,4 &#177; 15 mmHg no grupo de HAB (p = 0,393). A ascens&#227;o matinal da PAS foi de 14 &#177; 11 mmHg para as normotensas e de 15 &#177; 11 mmHg para as idosas com HAB (p = 0,814). As m&#233;dias de PP foram de 50 &#177; 6,0 mmHg e 55 &#177; 8,0 mmHg para as normotensas e HAB, respectivamente (p = 0,074).</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref> apresenta a distribui&#231;&#227;o da amostra em rela&#231;&#227;o &#224; queda noturna de PAS, onde se observa um comprometimento do descenso com predomin&#226;ncia da atenua&#231;&#227;o, seguido do descenso ausente.</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref> mostra as m&#233;dias hor&#225;rias de PA, durante as 24 horas, nos grupos de idosas com HAB e normotensas. As idosas com HAB apresentaram m&#233;dias de PAS mais elevadas nas primeiras horas da manh&#227; (de 8h as 12h), quando comparadas &#224;s normotensas (133 &#177; 8 <italic>vs</italic> 123 &#177; 9, respectivamente, p &lt; 0,001). </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Nos dois grupos, as m&#233;dias de PAS e PAD foram mais elevadas durante o per&#237;odo da manh&#227;, entre as 8h e 12h, com um z&#234;nite em torno das 10h, caindo entre as 12h e 15h, que compreende o per&#237;odo p&#243;s-prandial, elevando-se ap&#243;s as 15h e mantendo um plat&#244; at&#233; as 22h. Depois das 22h, caem at&#233; um nadir entre a meia-noite e as 2h, voltando a subir at&#233; as primeiras horas da manh&#227;.</p>
    <p>N&#227;o foram observadas diferen&#231;as relevantes no per&#237;odo noturno (os dois grupos apresentaram queda na PAS e na PAD do per&#237;odo de vig&#237;lia para o sono) na ascens&#227;o matinal (ambos os grupos apresentaram ascens&#227;o de PAS e PAD do nadir do sono para o per&#237;odo de at&#233; duas horas ap&#243;s o despertar) e no per&#237;odo p&#243;s-prandial (queda de PAS at&#233; duas horas ap&#243;s o almo&#231;o).</p>
    <p>Constatou-se uma correla&#231;&#227;o positiva entre a idade e o IMC com as m&#233;dias de PAS no per&#237;odo noturno nas idosas com HAB (r = 0,578, p = 0,015 e r = 0,488, p = 0,055, respectivamente), que n&#227;o foi observada nas normotensas (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figuras 2</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig03">3</xref>).</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf02.jpg"/></fig>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf03.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este trabalho mostra que a press&#227;o arterial n&#227;o se comporta de uma mesma maneira nas pacientes idosas normotensas e nas pacientes idosas portadoras de hipertens&#227;o do avental branco. Quando avaliadas pela MAPA, as press&#245;es arteriais no per&#237;odo da manh&#227; diferiram entre os grupos das idosas normotensas e idosas portadoras de HAB, estas apresentando n&#237;veis de PAS significativamente mais elevados. Esse comportamento ainda n&#227;o havia sido relatado em mulheres idosas e pode justificar as altera&#231;&#245;es na massa e na espessura da parede ventricular previamente descritas, corroborando com a hip&#243;tese de n&#227;o se tratar de uma entidade benigna<sup>8,14,15</sup>.</p>
    <p>Entretanto, constatamos que as m&#233;dias de 24 horas da PAS e da PAD apresentaram um valor semelhante nos dois grupos. Evid&#234;ncias t&#234;m mostrado diversas altera&#231;&#245;es entre indiv&#237;duos normotensos e indiv&#237;duos com HAB.</p>
    <p>Pela literatura, parece ser este o primeiro trabalho que evidencia diferen&#231;a no comportamento da MAPA em mulheres idosas com hipertens&#227;o do avental branco em compara&#231;&#227;o &#224;s mulheres idosas normotensas, por&#233;m estes achados podem n&#227;o ser exclusivos do sexo feminino e desta faixa et&#225;ria.</p>
    <p>A relev&#226;ncia progn&#243;stica da HAB permanece controversa. A maioria dos estudos sugere que indiv&#237;duos com HAB apresentam um risco cardiovascular mais elevado do que os normotensos, por&#233;m menor do que os indiv&#237;duos com hipertens&#227;o arterial sustentada<sup>16-18</sup>. </p>
    <p>No estudo de Verdechia e cols.<sup>19</sup>, analisou-se a incid&#234;ncia de acidente vascular encef&#225;lico durante um per&#237;odo de 10 anos de seguimento. O principal achado foi que a HAB estava associada a um baixo risco, similar ao dos verdadeiros normotensos, nos primeiros 5 anos de acompanhamento. Entretanto, ap&#243;s esse tempo, o risco aumentou e tornou-se igual ao dos verdadeiros hipertensos<sup>19</sup>.</p>
    <p>Diferentes explica&#231;&#245;es para esse perfil de risco intermedi&#225;rio da HAB t&#234;m sido propostas, tais como o aumento da variabilidade da press&#227;o arterial, o aumento da atividade nervosa simp&#225;tica e um maior estresse oxidativo<sup>20-27</sup>.</p>
    <p>Neumann e cols.<sup>28</sup> realizaram um estudo em homens com idades variando entre 40-70 anos, no qual o objetivo era determinar se indiv&#237;duos com HAB mostravam evid&#234;ncia de desregula&#231;&#227;o auton&#244;mica semelhante &#224; encontrada em pacientes com hipertens&#227;o sustentada<sup>28</sup>. Foi observado que os indiv&#237;duos com HAB apresentavam uma maior ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica e um controle do t&#244;nus parassimp&#225;tico significativamente mais baixo do que em normotensos, por&#233;m similares aos indiv&#237;duos com hipertens&#227;o sustentada. Conclu&#237;ram que essas semelhan&#231;as entre hipertens&#227;o persistente e HAB, refletindo o controle parassimp&#225;tico atenuado do cora&#231;&#227;o - ou seja, uma desregula&#231;&#227;o auton&#244;mica - poderiam constituir um dos mecanismos para o risco aumentado de eventos cardiovasculares nos indiv&#237;duos afetados<sup>28</sup>.</p>
    <p>Nosso estudo mostrou que a variabilidade apresentou diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos no per&#237;odo de vig&#237;lia, sendo maior no grupo de HAB. A HAB parece ser uma condi&#231;&#227;o com uma hiper-reatividade generalizada da PA e, embora as m&#233;dias de PA pela MAPA sejam normais, o aumento da variabilidade, quando presente, pode ser potencialmente prejudicial ao sistema cardiovascular em idosos<sup>28,29</sup>.</p>
    <p>A PAS tem sido considerada como um melhor preditor de desfechos cardiovasculares do que a PAD<sup>30</sup>. Encontramos uma correla&#231;&#227;o positiva entre a idade e o IMC com as m&#233;dias de PAS, no per&#237;odo noturno, nas idosas com HAB, fato n&#227;o observado nas normotensas. Dolan e cols<sup>7</sup>. n&#227;o verificaram em seu estudo associa&#231;&#227;o entre o IMC e HAB<sup>7</sup>. </p>
    <p>Em nosso estudo, as idosas com HAB apresentaram m&#233;dias de PAS mais elevadas nas primeiras horas da manh&#227;, quando comparadas &#224;s normotensas. Tamb&#233;m verificamos, nos dois grupos, um n&#237;tido ritmo circadiano de press&#227;o arterial, com n&#237;veis de PAS e PAD mais elevados no per&#237;odo de vig&#237;lia, com queda no per&#237;odo de sono &#224; noite e uma ascens&#227;o gradual durante a madrugada para as primeiras horas da manh&#227;.</p>
    <p>Muitos idosos acima dos 70 anos e indiv&#237;duos de cor negra n&#227;o exibem uma redu&#231;&#227;o ou descenso noturno na PA<sup>31</sup>. Tamb&#233;m foi demonstrado que os idosos apresentam uma menor queda noturna da PA, quando medida em mmHg, ou como uma propor&#231;&#227;o da PA nas 24 horas<sup>32</sup>. </p>
    <p>Staessen e cols.<sup>32</sup> relataram que a probabilidade de apresentar um descenso noturno atenuado, ou ausente, aumentava em 2,8 vezes dos 30 aos 60 anos, e em 5,7 vezes dos 60 aos 80 anos<sup>32</sup>. As explica&#231;&#245;es propostas para essas observa&#231;&#245;es incluem o fato do idoso passar mais tempo na cama do que o jovem, experimentar menos sono de ondas-lentas, apresentar mais despertares &#224; noite e um sono mais fragmentado<sup>33</sup>. O idoso tamb&#233;m apresenta uma maior ascens&#227;o matinal de PA do que o jovem e, ao longo do tempo, particularmente, se vier a ter hipertens&#227;o arterial sustentada, tender&#225; a desenvolver mais &#225;reas de potencial isquemia no c&#233;rebro (&#225;reas de penumbra), no cora&#231;&#227;o, nos rins e nos vasos perif&#233;ricos. Por fim, idosos apresentam um risco absoluto de eventos cardiovasculares maior do que os jovens, s&#243; pela idade, mas talvez atribu&#237;vel, em parte, &#224; apneia do sono, com consequentes arritmias card&#237;acas, que s&#227;o mais comuns entre os indiv&#237;duos com mais de 65 anos<sup>33</sup>. </p>
    <p>A incid&#234;ncia da maioria dos eventos cardiovasculares adversos parece seguir um padr&#227;o circadiano, alcan&#231;ando um pico pela manh&#227;, durante e logo ap&#243;s o despertar<sup>34</sup>. Estudos sugerem que, durante as primeiras horas p&#243;s-despertar, as fases deste ciclo apresentem uma sincroniza&#231;&#227;o que crie uma condi&#231;&#227;o que predisponha &#224; ruptura e trombose de placas ateroscler&#243;ticas em indiv&#237;duos suscept&#237;veis, o que favoreceria um risco cardiovascular aumentado neste per&#237;odo do dia. A "ascens&#227;o matinal" (<italic>morning surge</italic>) da PA pode atuar como um gatilho para eventos cardiovasculares, incluindo infarto do mioc&#225;rdio e acidente vascular encef&#225;lico<sup>35</sup>. Por&#233;m, em nossa amostra, n&#227;o encontramos diferen&#231;as na ascens&#227;o matinal entre os grupos. </p>
    <p>A hipotens&#227;o p&#243;s-prandial &#233; um fen&#244;meno observado frequentemente em pacientes com disfun&#231;&#227;o auton&#244;mica, hipertens&#227;o arterial e indiv&#237;duos idosos sadios, sendo que sua preval&#234;ncia aumenta com a idade<sup>36</sup>. Pode causar sintomas cl&#237;nicos, que incluem tontura, sensa&#231;&#227;o de "vazio" na cabe&#231;a ou s&#237;ncope pelo comprometimento da perfus&#227;o cerebral<sup>36</sup>. Estudos t&#234;m demonstrado que idosos com profunda HPP apresentam maior risco para futuras quedas, s&#237;ncope, eventos coronarianos e acidente vascular encef&#225;lico. A mortalidade total nesse grupo tamb&#233;m era mais alta<sup>37</sup>.</p>
    <p>Em nossa amostra, o grupo de HAB apresentou, em m&#233;dia, uma queda de PAS p&#243;s-prandial de quase 4,0 mmHg a mais do que o grupo das normotensas. Apesar da diferen&#231;a entre os grupos n&#227;o ter alcan&#231;ado signific&#226;ncia estat&#237;stica, esses poucos mmHg podem representar um impacto cl&#237;nico importante em idosos. A HPP pode aumentar significativamente a variabilidade da PA, no per&#237;odo de vig&#237;lia e tamb&#233;m nas 24 horas<sup>11</sup>. Em nosso estudo, esse achado foi verificado no grupo da HAB, no per&#237;odo diurno ou de vig&#237;lia, mas n&#227;o nas 24 horas.</p>
    <p>Kohara e cols.<sup>38</sup> tamb&#233;m verificaram, em uma amostra de idosos portadores de HAS, que quanto maior a HPP, maior era a preval&#234;ncia de les&#245;es cerebrovasculares assintom&#225;ticas, avaliadas por imagens de resson&#226;ncia magn&#233;tica, n&#227;o encontrando uma correla&#231;&#227;o entre a hipotens&#227;o e m&#233;dias de PA na vig&#237;lia e &#224; noite, nem com o fen&#244;meno de aus&#234;ncia ou atenua&#231;&#227;o do descenso noturno<sup>38</sup>. </p>
    <p>A press&#227;o de pulso obtida pela MAPA e calculada pela diferen&#231;a entre as m&#233;dias da PA sist&#243;lica e diast&#243;lica de 24 horas tamb&#233;m tem se mostrado prognosticadora de eventos, sendo que valores superiores a 53 mmHg est&#227;o relacionados a um aumento de quase 5 vezes na ocorr&#234;ncia de desfechos cardiovasculares<sup>39</sup>. As m&#233;dias da PP nas idosas com HAB foram mais elevadas do que nas normotensas em nossa amostra, o que tamb&#233;m poderia representar impacto cl&#237;nico nessa faixa et&#225;ria.</p>
    <p>Estudos observacionais, baseados no c&#225;lculo da PP e da press&#227;o arterial m&#233;dia (PAM) de leituras convencionais de PA, sugerem que, em adultos de meia-idade e em idosos, o progn&#243;stico cardiovascular piora quanto mais alta for a PP, mas n&#227;o a PAM<sup>10</sup>. </p>
    <p>Diversas dificuldades foram superadas no presente estudo, principalmente na lide com o paciente idoso, realizando diversos procedimentos em pacientes normais. Apesar da amostra pequena, o estudo &#233; absolutamente original em suas caracter&#237;sticas populacionais e metodol&#243;gicas, constituindo-se, assim, de grande valor cient&#237;fico.</p>
    <p>Entre as limita&#231;&#245;es de nosso estudo, est&#225; o fato de n&#227;o terem sido inclu&#237;dos na amostra par&#226;metros bioqu&#237;micos, como dosagem de lipoprote&#237;nas, glicemia, etc.; portanto, n&#227;o se pode aferir o impacto destes fatores de risco. Tamb&#233;m n&#227;o foram pesquisadas les&#245;es em &#243;rg&#227;os-alvo, tais como a hipertrofia do ventr&#237;culo esquerdo. </p>
    <p>A amostra foi constitu&#237;da por mulheres brancas; portanto, os resultados n&#227;o podem ser generalizados. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Detectaram-se n&#237;veis de PAS significativamente mais elevados das 8h &#224;s 12h da manh&#227; nas portadoras de HAB.</p>
    <p>Ocorreu maior variabilidade da PA no grupo das HAB no per&#237;odo de vig&#237;lia.</p>
    <p>N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre os grupos na queda da PA p&#243;s-prandial, na ascens&#227;o matinal e na press&#227;o de pulso.</p>
    <p>Evid&#234;ncias recentes sugerem que a HAB possa aumentar o risco de AVE. O presente estudo abre perspectivas para outros determinantes de risco cardiovascular no espectro de avalia&#231;&#227;o do ritmo circadiano da PA nessa popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de doutorado de Paulo Rog&#233;rio W. Hekman pela Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Dr. Paulo Hekman </p>
        <p> Av. Princesa Isabel, 370 - Santana </p>
        <p> 90620-001 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="barbisan.pesquisa@cardiologia.org.br">barbisan.pesquisa@cardiologia.org.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="hekmanp@terra.com.br">hekmanp@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 08/06/09; revisado recebido em 17/07/09; aceito em 21/09/09.</p>
  </body>
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              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ciucci</surname>
              <given-names>A</given-names>
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              <surname>Pede</surname>
              <given-names>S</given-names>
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            <name>
              <surname>Porcellati</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
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        </element-citation>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Presi&#243;n arterial de 24 horas en mujeres mayores normotensas y con hipertensi&#243;n de la bata blanca</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Cambios en el comportamiento del ritmo circadiano pueden ser perjudiciales, conduciendo a la lesi&#243;n de &#243;rganos blanco, lo que sugiere ser de importante significado pron&#243;stico y, eventualmente, pueden tambi&#233;n demandar intervenci&#243;n terap&#233;utica. OBJETIVO: Describir y comparar los ritmos circadianos de presi&#243;n arterial (PA) entre mujeres mayores normotensas y portadoras de hipertensi&#243;n de la bata blanca (HABB). M&#201;TODOS: Estudio transversal en una muestra de 36 pacientes, con edades entre 60-83 a&#241;os, sometidas a monitoreo ambulatorio de presi&#243;n arterial (MAPA) durante 24 horas. 19 mujeres mayores normotensas y 17 con HABB fueron comparadas con relaci&#243;n a la ca&#237;da nocturna y variabilidad de la PA, ascenso matinal de la PAS, presi&#243;n de pulso, hipotensi&#243;n postprandial y correlaci&#243;n de promedios de PA de 24 horas. En el an&#225;lisis estad&#237;stico, se utiliz&#243; el test t de Student, el test de chi-cuadrado, el test exacto de Fisher y el test de correlaci&#243;n lineal de Pearson. RESULTADOS: Las mujeres mayores con HABB presentaron niveles m&#225;s elevados de PAS que las normotensas, entre 8-12 horas (133 &#177; 8,0 mmHg vs 123 &#177; 9,0 mmHg, respectivamente, p &lt; 0,001). La variabilidad de la PA fue m&#225;s elevada en el grupo de HABB s&#243;lo en el per&#237;odo de vigilia (entre 7-23 horas, p = 0,02). Se constat&#243; correlaci&#243;n positiva ente el IMC y los promedios de PAS, a la noche, s&#243;lo en las mujeres mayores con HABB (r = 0,578; p = 0,015 y r = 0,488; p = 0,055, respectivamente). CONCLUSI&#211;N: Las mujeres mayores portadoras de HABB presentaron promedios de PAS y PAD m&#225;s elevadas en la vigilia. En las primeras horas de la ma&#241;ana, las mujeres mayores con HABB presentaron promedios significativamente m&#225;s altos de PAS.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Monitoreo ambulatorio de presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>adulto mayor</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Presi&#243;n arterial de 24 horas en mujeres mayores normotensas y con hipertensi&#243;n de la bata blanca</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo Rog&#233;rio W. Hekman; Juarez N. Barbisan; Hon&#243;rio S. Menezes; Vicente Antonello</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Cambios en el comportamiento del ritmo circadiano pueden ser perjudiciales, conduciendo a la lesi&#243;n de &#243;rganos blanco, lo que sugiere ser de importante significado pron&#243;stico y, eventualmente, pueden tambi&#233;n demandar intervenci&#243;n terap&#233;utica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Describir y comparar los ritmos circadianos de presi&#243;n arterial (PA) entre mujeres mayores normotensas y portadoras de hipertensi&#243;n de la bata blanca (HABB).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio transversal en una muestra de 36 pacientes, con edades entre 60-83 a&#241;os, sometidas a monitoreo ambulatorio de presi&#243;n arterial (MAPA) durante 24 horas. 19 mujeres mayores normotensas y 17 con HABB fueron comparadas con relaci&#243;n a la ca&#237;da nocturna y variabilidad de la PA, ascenso matinal de la PAS, presi&#243;n de pulso, hipotensi&#243;n postprandial y correlaci&#243;n de promedios de PA de 24 horas. En el an&#225;lisis estad&#237;stico, se utiliz&#243; el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, el test de chi-cuadrado, el test exacto de Fisher y el test de correlaci&#243;n lineal de Pearson.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Las mujeres mayores con HABB presentaron niveles m&#225;s elevados de PAS que las normotensas, entre 8-12 horas (133 &#177; 8,0 mmHg <italic>vs</italic> 123 &#177; 9,0 mmHg, respectivamente, p &lt; 0,001). La variabilidad de la PA fue m&#225;s elevada en el grupo de HABB s&#243;lo en el per&#237;odo de vigilia (entre 7-23 horas, p = 0,02). Se constat&#243; correlaci&#243;n positiva ente el IMC y los promedios de PAS, a la noche, s&#243;lo en las mujeres mayores con HABB (r = 0,578; p = 0,015 y r = 0,488; p = 0,055, respectivamente).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Las mujeres mayores portadoras de HABB presentaron promedios de PAS y PAD m&#225;s elevadas en la vigilia. En las primeras horas de la ma&#241;ana, las mujeres mayores con HABB presentaron promedios significativamente m&#225;s altos de PAS.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Monitoreo ambulatorio de presi&#243;n arterial, adulto mayor, hipertensi&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En las dos &#250;ltimas d&#233;cadas, en Brasil, la poblaci&#243;n de adultos mayores viene creciendo en t&#233;rminos proporcionales, m&#225;s que cualquier otro intervalo de edades, estim&#225;ndose que existan actualmente cerca de 17,6 millones&#185;.</p>
      <p>Estudios epidemiol&#243;gicos brasile&#241;os muestran que la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) entre adultos mayores es bastante elevada y la busca de mayores evidencias para el diagn&#243;stico y manejo es importante. Aproximadamente el 65% de los adultos mayores son hipertensos y, entre las mujeres con m&#225;s de 75 a&#241;os, la prevalencia de HAS puede llegar al 80%&#178;.</p>
      <p>Los adultos mayores est&#225;n sujetos a una considerable variabilidad en la presi&#243;n arterial (PA), que puede conducir a diferentes patrones diurnos. Estos patrones se identifican mejor con el monitoreo ambulatorio de presi&#243;n arterial (MAPA). La consecuencia cl&#237;nica pr&#225;ctica de estos patrones variables en el adulto mayor con PA es que sus mediciones ocasionales pueden ser inexactas y/o enga&#241;osas&#179;.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n de la bata blanca (HABB) ocurre cuando hay valores anormales en la medida de la PA en el consultorio (<underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg) y valores normales de PA por el MAPA durante el per&#237;odo de vigilia (<underline>&lt;</underline> 135/85 mmHg)<sup>4</sup>. Es m&#225;s com&#250;n en adultos mayores que en j&#243;venes, siendo que los pacientes en esa condici&#243;n pueden evolucionar hacia hipertensi&#243;n sostenida y necesitar un cuidadoso seguimiento con mediciones de PA, dentro y fuera del consultorio<sup>5</sup>.</p>
      <p>La HABB, o hipertensi&#243;n de consultorio, puede ocurrir en hasta el 20% de los pacientes mayores hipertensos<sup>6</sup>. En el estudio de Dolan et al, con relaci&#243;n a los determinantes de la HABB, entre los 5.716 individuos estudiados por un per&#237;odo de 22 a&#241;os, se verific&#243; la mayor prevalencia de esta condici&#243;n entre los adultos m&#225;s mayores, del sexo femenino y no fumadores<sup>7</sup>.</p>
      <p>Estudios realizados en adultos mayores sugieren que la HABB no sea una condici&#243;n benigna, pues se ha verificado por ecocardiograma que estos pacientes presentaban un moderado aumento en la dimensi&#243;n del atrio izquierdo y en la masa del ventr&#237;culo izquierdo, asociada a una tendencia a la disfunci&#243;n diast&#243;lica ventricular izquierda<sup>8</sup>. Entre las posibles alteraciones, el cambio en el comportamiento del ritmo circadiano en estos pacientes puede ser uno de los componentes involucrados en los mecanismos perjudiciales, que llevan a la lesi&#243;n de &#243;rganos blanco. Tal perspectiva sugiere ser de importante significado pron&#243;stico y, eventualmente, puede demandar intervenci&#243;n terap&#233;utica. Por lo tanto, la investigaci&#243;n en esta &#225;rea es de profundo inter&#233;s.</p>
      <p>La fisiopatolog&#237;a de la HABB consiste en alteraciones hemodin&#225;micas aun no totalmente dilucidadas, aunque de extrema relevancia cl&#237;nica. El diagn&#243;stico de la HABB se fundamenta en el MAPA, examen que proporciona informaci&#243;n sobre la PA durante las actividades diarias y en el per&#237;odo de sue&#241;o, y un an&#225;lisis m&#225;s detallado del comportamiento de ritmos de presi&#243;n, en las 24 horas, en individuos portadores de esta condici&#243;n, todav&#237;a no fue descrita<sup>9</sup>.</p>
      <p>El objetivo de este art&#237;culo consiste en describir y comprar los ritmos circadianos de presi&#243;n arterial de mujeres mayores normotensas y mujeres mayores portadoras de HABB, Durante 24 horas, mediante el an&#225;lisis de ex&#225;menes de MAPA.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se realiz&#243; un estudio transversal, seleccion&#225;ndose en forma consecutiva 19 pacientes normotensas y 17 portadoras de HABB, que realizaron MAPA en el servicio de nefrolog&#237;a del Hospital S&#227;o Lucas de la Pontificia Universidad Cat&#243;lica de Rio Grande do Sul y observaron los siguientes criterios: 1) edad <underline>&gt;</underline> 60 a&#241;os; 2) sexo femenino; 3) pacientes que no hac&#237;an uso de ninguna medicaci&#243;n que pudiera afectar la PA, por lo menos en las 4 semanas previas al d&#237;a del monitoreo, tales como drogas antihipertensivas, digital y hormonas de la tiroides; y 4) diagn&#243;stico de HABB como medida de PA, en el consultorio, en m&#225;s de dos ocasiones <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg y en la primera medida por el MAPA <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg.</p>
      <p>El diagn&#243;stico de HABB tom&#243; en consideraci&#243;n el criterio sugerido por la IV Directriz para Uso del Monitoreo Ambulatorio de la Presi&#243;n Arterial, o sea, la medici&#243;n de la PA por t&#233;cnicas convencionales en el consultorio, o en la cl&#237;nica, en m&#225;s de dos ocasiones, siendo <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg, con medidas de MAPA <underline>&lt;</underline> 135/85 mmHg en la vigilia<sup>4</sup>. En la medida de la PA de consultorio se emple&#243; esfigmoman&#243;metro aneroide Tycos, previamente calibrado, con la presi&#243;n registrada, como m&#237;nimo despu&#233;s de 5 minutos de reposo, en posici&#243;n sentada, en el brazo derecho apoyado.</p>
      <p>Fueron excluidos del estudio pacientes con: 1) demencia u otras enfermedades mentales debilitantes; 2) alcoholismo u otras enfermedades que podr&#237;an afectar la PA, como valvulopat&#237;as graves e insuficiencia renal</p>
      <p>Las variables de inter&#233;s analizadas fueron: edad, &#237;ndice de masa corporal (IMC), presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) y presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD) de consultorios, promedios de PAS y PAD de 24 horas, promedios diurnos y nocturnos de PAS y PAD, presi&#243;n de pulso (PP), hipotensi&#243;n postprandial (HPP) y ascenso matinal.</p>
      <p>La clasificaci&#243;n de la variaci&#243;n de la presi&#243;n arterial vigilia-sue&#241;o sigui&#243; el siguiente criterio: descenso de la presi&#243;n arterial durante el sue&#241;o (%) para presi&#243;n sist&#243;lica y diast&#243;lica presente (<underline>&gt;</underline> 10 %), ausente (<underline>&lt;</underline> 0 %) y atenuado (&gt; 0 y &lt; 10 %)<sup>4</sup>. Fue considerado ritmo circadiano de PA normal, cuando ocurr&#237;a una ca&#237;da de PAS, o PAD, entre el per&#237;odo de vigilia y el per&#237;odo de sue&#241;o del 10% o m&#225;s. La presi&#243;n de pulso se defini&#243; como la PAS menos la PAD<sup>10</sup>.</p>
      <p>La hipotensi&#243;n postprandial se defini&#243; como la diferencia entre el promedio de la PAS, una hora antes y dos horas despu&#233;s del almuerzo. Los valores de PA durante la comida fueron excluidos para evitar la influencia de la alteraci&#243;n de la postura o de la alimentaci&#243;n en la PA<sup>11</sup>. El ascenso matinal (<italic>morning surge</italic>) fue definida como la diferencia entre el promedio de las PAS, durante las dos primeras horas despu&#233;s del despertar, y el promedio de las tres lecturas centradas en el nadir de la noche<sup>12</sup>.</p>
      <p>La PA fue monitoreada a lo largo de 24 horas, utilizando un dispositivo oscilom&#233;trico ambulatorio de PA no invasivo (Spacelabs 90207, Spacelabs Inc., Redmond, WA, EEUU). Cada aparato se program&#243; para medir la PA ambulatoria, autom&#225;ticamente, cada 15 minutos durante el per&#237;odo de vigilia (de las 7h a las 23h) y cada 30 minutos en el per&#237;odo de sue&#241;o (de las 23h a las 7h). El manguito del aparato era colocado siempre en el brazo no dominante y la exactitud de las lecturas de PA se verificaba contra un esfigmoman&#243;metro de mercurio antes del inicio de cada examen con el MAPA. Todos los ex&#225;menes se iniciaron por la ma&#241;ana, entre las 9h y las 12h.</p>
      <p>Durante el per&#237;odo de MAPA, los pacientes fueron orientados a ir a sus casas y mantener sus actividades habituales, pero evitar actividades pesadas que pudieran interferir en el funcionamiento apropiado del monitor de PA. Tambi&#233;n se solicit&#243; a cada paciente que mantuviera el brazo con el manguito en reposo cuando ten&#237;a lugar la medici&#243;n de la PA y que llenara un diario con las principales actividades diarias (ej.: horario de las comidas, horario de dormir) y posibles s&#237;ntomas que ocurrieran durante el per&#237;odo de monitoreo. Los registros que tuvieron duraci&#243;n m&#237;nima de 24 horas, con 80 lecturas v&#225;lidas, correspondiendo al m&#237;nimo del 80% del total de las medidas, fueron considerados v&#225;lidos para an&#225;lisis.</p>
      <p>El &#237;ndice de masa corporal se calcul&#243; mediante la relaci&#243;n entre el peso corporal en kilogramos y el cuadrado de la altura en metros (kg/m&#178;). El IMC normal se defini&#243; como valores entre 18,5-24,9, de sobrepeso entre 25-29,9 y de obesidad entre 30-34,9<sup>13</sup>.</p>
      <p>La hip&#243;tesis del trabajo fue que los ritmos circadianos de PA en mujeres mayores con HABB y mujeres mayores normotensas ser&#237;an iguales. Para probar tal hip&#243;tesis se aplic&#243; an&#225;lisis estad&#237;stico en las variables cualitativas, que fueron comparadas entre los dos grupos a partir del m&#233;todo chi-cuadrado con residuos ajustados, o del test exacto de Fisher, cuando era necesario, para verificaci&#243;n de asociaci&#243;n. Las variables cuantitativas fueron comparadas por el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>. El coeficiente de Pearson se utiliz&#243; para verificar correlaciones entre variables y comportamiento de la PA en las 24 horas. Se consideraron significativos valores de p &lt; 0,05. El programa estad&#237;stico utilizado fue el SPSS <italic>for Windows</italic>, versi&#243;n 14.0.</p>
      <p>El protocolo del estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del Instituto de Cardiolog&#237;a/Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De las 36 pacientes seleccionadas para este estudio, cuyas edades variaron entre 60-83 a&#241;os (promedio = 69 &#177; 7 a&#241;os), 19 eran normotensas y 17 presentaban hipertensi&#243;n de la bata blanca. Todas eran de color blanco. La <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref> muestra las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de la muestra.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La mayor parte de la muestra (33%) se encontraba entre los 60-64 a&#241;os de edad y presentaba sobrepeso. El fumar y el ronquido eran m&#225;s prevalentes en las HABB.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref> presenta los promedios de PAS y PAD medidas por el MAPA en las pacientes normotensas y con HABB en el consultorio en los per&#237;odos de las 24 horas, diurno y nocturno. Los grupos difirieron s&#243;lo con relaci&#243;n a la PA en el consultorio.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>A pesar de que la variabilidad en las 24 horas era m&#225;s elevada en el grupo de HABB con relaci&#243;n al de normotensas, se verific&#243; diferencia significativa entre los grupos s&#243;lo en el per&#237;odo de vigilia (de las 7h a las 23 h), siendo mayor en el grupo de HABB (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref>).</p>
      <p>La PA postprandial cay&#243; en promedio 5,7 &#177; 10 mmHg para las normotensas y 9,4 &#177; 15 mmHg en el grupo de HABB (p = 0,393). El ascenso matinal de la PAS fue de 14 &#177; 11 mmHg para las normotensas y de 15 &#177; 11 mmHg para las mujeres mayores con HABB (p = 0,814). Los promedios de PP fueron de 50 &#177; 6,0 mmHg y 55 &#177; 8,0 mmHg para las normotensas y HABB, respectivamente (p = 0,074).</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t3-body2">Tabla 3</xref> presenta la distribuci&#243;n de la muestra con relaci&#243;n a la ca&#237;da nocturna de PAS, donde se observa un compromiso del descenso con predominancia de la atenuaci&#243;n, seguido del descenso ausente.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="es_01f01-body2">Figura 1</xref> muestra los promedios horarios de PA, durante las 24 horas, en los grupos de mujeres mayores con HABB y normotensas. Las mujeres mayores con HABB presentaron promedios de PAS m&#225;s elevados en las primeras horas de la ma&#241;ana (de las 8h a las 12h), al compararlas con las normotensas (133 &#177; 8 <italic>vs</italic> 123 &#177; 9, respectivamente, p &lt; 0,001).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_01f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En los dos grupos, los promedios de PAS y PAD fueron m&#225;s elevados durante el per&#237;odo de la ma&#241;ana, entre las 8h y las 12h, con un zenit en torno de las 10h, cayendo entre las 12h y las 15h, que comprende el per&#237;odo postprandial, elev&#225;ndose despu&#233;s de las 15h y manteni&#233;ndose una meseta hasta las 22h. Despu&#233;s de las 22h, caen hasta un nadir entre la medianoche y las 2h, volviendo a subir hasta las primeras horas de la ma&#241;ana.</p>
      <p>No se observaron diferencias relevantes en el per&#237;odo nocturno (los dos grupos presentaron ca&#237;da en la PAS y en la PAD del per&#237;odo de vigilia para el sue&#241;o) en el ascenso matinal (ambos grupos presentaron ascenso de PAS y PAD del nadir del sue&#241;o para el per&#237;odo de hasta dos horas despu&#233;s del despertar) y en el per&#237;odo postprandial (ca&#237;da de PAS hasta dos horas despu&#233;s del almuerzo).</p>
      <p>Se constat&#243; una correlaci&#243;n positiva entre la edad y el IMC con los promedios de PAS en el per&#237;odo nocturno en las mujeres mayores con HABB (r = 0,578, p = 0,015 y r = 0,488, p = 0,055, respectivamente), que no se observ&#243; en las normotensas (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figuras 2</xref> y <xref ref-type="fig" rid="f3-body2">3</xref>).</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf02-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf03-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este trabajo muestra que la presi&#243;n arterial no se comporta de una misma manera en las pacientes mayores normotensas y en las pacientes mayores portadoras de hipertensi&#243;n de la bata blanca. Cuando fueron evaluadas por el MAPA, las presiones arteriales en el per&#237;odo de la ma&#241;ana difirieron entre los grupos de las pacientes mayores normotensas y mayores portadoras de HABB, &#233;stas &#250;ltimas presentando niveles de PAS significativamente m&#225;s elevados. Este comportamiento todav&#237;a no hab&#237;a sido relatado en mujeres mayores y puede justificar las alteraciones en la masa y en el espesor de la pared ventricular previamente descritas, corroborando la hip&#243;tesis de no tratarse de una entidad benigna<sup>8,14,15</sup>.</p>
      <p>Con todo, constatamos que los promedios de 24 horas de la PAS y de la PAD presentaron un valor similar en los dos grupos. Evidencias han mostrado diversas alteraciones entre individuos normotensos e individuos con HABB.</p>
      <p>Por la bibliograf&#237;a parece ser &#233;ste el primer trabajo que evidencia diferencia en el comportamiento del MAPA en mujeres mayores con hipertensi&#243;n de la bata blanca en comparaci&#243;n con mujeres mayores normotensas, aunque estos hallazgos pueden no ser exclusivos del sexo femenino y de este intervalo de edades.</p>
      <p>La relevancia pron&#243;stica de la HABB contin&#250;a siendo controvertida. La mayor&#237;a de los estudios sugiere que individuos con HABB presentan un riesgo cardiovascular m&#225;s elevado que los normotensos, aunque menor que los individuos con hipertensi&#243;n arterial sostenida<sup>16-18</sup>.</p>
      <p>En el estudio de Verdechia et al<sup>19</sup>, se analiz&#243; la incidencia de accidente vascular encef&#225;lico durante un per&#237;odo de 10 a&#241;os de seguimiento. El principal hallazgo fue que la HABB estaba asociada a un bajo riesgo, similar al de los verdaderos normotensos, en los primeros 5 a&#241;os de seguimiento. No obstante, despu&#233;s de ese tiempo, el riesgo aumento y se volvi&#243; igual al de los verdaderos hipertensos<sup>19</sup>.</p>
      <p>Se han propuesto diferentes explicaciones para este perfil de riesgo intermedio de la HABB, tales como el aumento de la variabilidad de la presi&#243;n arterial, el aumento de la actividad nerviosa simp&#225;tica y un mayor estr&#233;s oxidativo<sup>20-27</sup>. Neumann et al<sup>28</sup> realizaron un estudio en hombres con edades variando entre 40-70 a&#241;os, cuyo objetivo era determinar si individuos con HABB mostraban evidencia de desregulaci&#243;n auton&#243;mica similar a la encontrada en pacientes con hipertensi&#243;n sostenida<sup>28</sup>. Se observ&#243; que individuos con HABB presentaban una mayor activaci&#243;n simp&#225;tica y un control del tono parasimp&#225;tico significativamente m&#225;s bajo que en normotensos, aunque similares a los individuos con hipertensi&#243;n sostenida. Concluyeron que estas semejanzas entre hipertensi&#243;n persistente y HABB, reflejando el control parasimp&#225;tico atenuado del coraz&#243;n - o sea, una desregulaci&#243;n auton&#243;mica - podr&#237;an constituir uno de los mecanismos para el riesgo aumentado de eventos cardiovasculares en los individuos afectados<sup>28</sup>.</p>
      <p>Nuestro estudio mostr&#243; que la variabilidad present&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos en el per&#237;odo de vigilia, siendo mayor en el grupo de HABB. La HABB parece ser una condici&#243;n con una hiperreactividad generalizada de la PA y, aunque los promedios de PA por el MAPA sean normales, el aumento de la variabilidad, cuando est&#225; presente, puede se potencialmente perjudicial para el sistema cardiovascular en adultos mayores<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>La PAS ha sido considerada como un mejor predictor de desenlaces cardiovasculares que la PAD<sup>30</sup>. Encontramos una correlaci&#243;n positiva entre la edad y el IMC con los promedios de PAS, en el per&#237;odo nocturno, en las mujeres mayores con HABB, hecho no observado en las normotensas. Dolan et al<sup>7</sup>. no verificaron en su estudio asociaci&#243;n entre el IMC y HABB<sup>7</sup>.</p>
      <p>En nuestro estudio, las mujeres mayores con HABB presentaron promedios de PAS m&#225;s elevados en las primeras horas de la ma&#241;ana al compararlas con las normotensas. Tambi&#233;n verificamos, en los dos grupos, un n&#237;tido ritmo circadiano de presi&#243;n arterial, con niveles de PAS y PAD m&#225;s elevados en el per&#237;odo de vigilia, con ca&#237;da en el per&#237;odo de sue&#241;o a la noche y un ascenso gradual durante la madrugada para las primeras horas de la ma&#241;ana.</p>
      <p>Muchos adultos mayores de m&#225;s de 70 a&#241;os e individuos de color negro no presentan reducci&#243;n o descenso nocturno en la PA<sup>31</sup>. Tambi&#233;n se demostr&#243; que los adultos mayores presentan una menor ca&#237;da nocturna de la PA, cuando se mide en mmHg, o como una proporci&#243;n de la PA en las 24 horas<sup>32</sup>.</p>
      <p>Staessen et al<sup>32</sup> relataron que la probabilidad de presentar un descenso nocturno atenuado, o ausente, aumentaba 2,8 veces de los 30 a los 60 a&#241;os, y en 5,7 de las veces de los 60 a los 80 a&#241;os<sup>32</sup>. Las explicaciones propuestas para estas observaciones incluyen el hecho de que el adulto mayor pase m&#225;s tiempo en la cama que el joven, experimento menos sue&#241;o de ondas lentas, presente m&#225;s despertares de noche y un sue&#241;o m&#225;s fragmentado<sup>33</sup>. El adulto mayor tambi&#233;n presenta un mayor ascenso matinal de PA que el joven y, a lo largo del tiempo, particularmente si llegara a tener hipertensi&#243;n arterial sostenida, tender&#225; a desarrollar m&#225;s &#225;reas de potencial isquemia en el cerebro (&#225;reas de penumbra), en el coraz&#243;n, en los ri&#241;ones y en los vasos perif&#233;ricos. Finalmente, adultos mayores presentan un riesgo absoluto de eventos cardiovasculares mayor que los j&#243;venes, s&#243;lo por la edad, pero tal vez atribuible, en parte, a la apnea del sue&#241;o, con las consiguientes arritmias card&#237;acas, que son m&#225;s comunes entre los individuos con m&#225;s de 65 a&#241;os<sup>33</sup>.</p>
      <p>La incidencia de la mayor&#237;a de los eventos cardiovasculares adversos parece seguir un patr&#243;n circadiano, alcanzando un pico por la ma&#241;ana, durante y enseguida de despertar<sup>34</sup>. Estudios sugieren que, durante las primeras horas despu&#233;s del despertar, las fases de este ciclo presenten una sincronizaci&#243;n que propicie una condici&#243;n que predisponga a la ruptura y trombosis de placas ateroscler&#243;ticas en individuos susceptibles, lo que favorecer&#237;a un riesgo cardiovascular aumentado en este per&#237;odo del d&#237;a. El "ascenso matinal" (<italic>morning surge</italic>) de la PA puede actuar con un gatillo para eventos cardiovasculares, incluyendo infarto de miocardio y accidente vascular encef&#225;lico<sup>35</sup>. Sin embargo, en nuestra muestra, no encontramos diferencias en el ascenso matinal entre los grupos.</p>
      <p>La hipotensi&#243;n postprandial es un fen&#243;meno observado frecuentemente en pacientes con disfunci&#243;n auton&#243;mica, hipertensi&#243;n arterial e individuos mayores sanos, y su prevalencia aumenta con la edad<sup>36</sup>. Puede causar s&#237;ntomas cl&#237;nicos, que incluyen mareos, sensaci&#243;n de "vac&#237;o" en la cabeza o s&#237;ncope por el compromiso de la perfusi&#243;n cerebral<sup>36</sup>. Estudios han demostrado que adultos mayores con profunda HPP presentan mayor riesgo de futuras ca&#237;das, s&#237;ncope, eventos coronarios y accidente vascular encef&#225;lico. La mortalidad total en ese grupo tambi&#233;n era m&#225;s alta<sup>37</sup>.</p>
      <p>En nuestra muestra, el grupo de HABB present&#243;, en promedio, una ca&#237;da de PAS postprandial de casi 4,0 mmHg mayor que el grupo de las normotensas. A pesar de que la diferencia entre los grupos no alcanz&#243; significancia estad&#237;stica, estos pocos mmHg pueden representar un impacto cl&#237;nico importante en adultos mayores. La HPP puede aumentar significativamente la variabilidad de la PA, en el per&#237;odo de vigilia y tambi&#233;n en las 24 horas<sup>11</sup>. En nuestro estudio, este hallazgo se verific&#243; en el grupo de la HABB, en el per&#237;odo diurno o de vigilia, pero no en las 24 horas.</p>
      <p>Kohara et al<sup>38</sup> tambi&#233;n verificaron, en una muestra de adultos mayores portadores de HAS, que cuando mayor era la HPP, mayor era la prevalencia de lesiones cerebrovasculares asintom&#225;ticas, evaluadas por im&#225;genes de resonancia magn&#233;tica, no encontrando una correlaci&#243;n entre la hipotensi&#243;n y promedios de PA en la vigilia y en la noche, ni con el fen&#243;meno de ausencia o atenuaci&#243;n del descenso nocturno<sup>38</sup>.</p>
      <p>La presi&#243;n de pulso obtenida por el MAPA y calculada por la diferencia entre los promedios de PA sist&#243;lica y diast&#243;lica de 24 horas tambi&#233;n se mostr&#243; pronosticadora de eventos, siendo que valores superiores a 53 mmHg est&#225;n relacionados con un aumento de casi 5 veces en la ocurrencia de desenlaces cardiovasculares<sup>39</sup>. Los promedios de la PP en mujeres mayores con HABB fueron m&#225;s elevados que en las normotensas en nuestra muestra, lo que tambi&#233;n podr&#237;a representar un impacto cl&#237;nico en ese intervalo de edades.</p>
      <p>Estudios observacionales, basados en el c&#225;lculo de la PP y de la presi&#243;n arterial media (PAM) de lecturas convencionales de PA, sugieren que, en adultos de media edad y en adultos mayores, el pron&#243;stico cardiovascular empeora cuando m&#225;s alta sea la PP, pero no la PAM<sup>10</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio fueron superadas diversas dificultades, principalmente al tratar con el paciente mayor, realizando diversos procedimientos en pacientes normales. A pesar de ser una muestra peque&#241;a, el estudio es absolutamente original en sus caracter&#237;sticas poblacionales y metodol&#243;gicas, constituyendo as&#237; gran valor cient&#237;fico.</p>
      <p>Entre las limitaciones de nuestro estudio est&#225; el hecho de que no se incluyeron en la muestra par&#225;metros bioqu&#237;micos, como determinaci&#243;n de lipoprote&#237;nas, glucemia etc; por lo tanto, no se puede medir el impacto de estos factores de riesgo. Tampoco se investigaron lesiones en &#243;rganos blanco, tales como la hipertrofia del ventr&#237;culo izquierdo.</p>
      <p>La muestra tambi&#233;n estuvo constituida por mujeres blancas; por lo tanto, los resultados no pueden ser generalizados.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se detectaron niveles de PAS significativamente m&#225;s elevados de las 8h a las 12h de la ma&#241;ana en las portadoras de HABB.</p>
      <p>Ocurri&#243; mayor variabilidad de la PA en el grupo de las HABB en el per&#237;odo de vigilia.</p>
      <p>No se encontraron diferencias significativas entre los grupos en la ca&#237;da de la PA postprandial, en el ascenso matinal y en la presi&#243;n de pulso.</p>
      <p>Evidencias recientes sugieren que la HABB pueda aumentar el riesgo de AVE. El presente estudio abre perspectivas para otros determinantes de riesgo cardiovascular en el espectro de evaluaci&#243;n del ritmo circadiano de la PA en esta poblaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de la tesis de doctorado de Paulo Rog&#233;rio W. Hekman de la Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">24-hour blood pressure in normotensive elderly women and elderly women with white-coat hypertension</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Changes in the behavior of the circadian rhythm can be deleterious, leading to target-organ damage, which suggests that they can have a prognostic significance and, eventually, can also demand therapeutic intervention. OBJECTIVE: To describe and compare the circadian rhythms of blood pressure (BP) in normotensive elderly women and in those with white-coat hypertension (WCH). METHODS: A cross-sectional study was carried out in sample of 36 patients, aged 60-83 years, submitted to ambulatory blood pressure monitoring (ABPM) for a period of 24 hours. Nineteen normotensive elderly women and 17 with WHC were compared regarding the nocturnal dipping and the BP variability, morning increase in systolic blood pressure (SBP), pulse pressure, post-prandial hypotension and correlation of 24-hour BP means. The statistical analysis used the Student's t test, Chi-square test, Fisher's exact test and Pearson's linear correlation. RESULTS: The elderly women with WCH presented higher levels of SBP than the normotensive ones, between 8 am-12 pm (133 &#177; 8.0 mmHg vs 123 &#177; 9.0 mmHg, respectively, p &lt; 0.001). The BP variability was higher in the WCH group only during the wakefulness period (between 7 am-11 pm, p = 0.02). A positive correlation was observed between the BMI and the SBP means at night, only in the elderly women with WCH (r = 0.578; p = 0.015 and r = 0.488; p = 0.055, respectively). CONCLUSION: The elderly women with WCH presented higher SBP and diastolic blood pressure (DBP) means during the wakefulness period. In the early hours of the morning, the elderly women with WCH presented significantly higher SBP means.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure monitoring, ambulatory</kwd>
        <kwd>aged</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="linkinicio-body3">
          <label>24-</label>
          <p>hour blood pressure in normotensive elderly women and elderly women with white-coat hypertension</p>
        </fn>
      </p>
      <p>
        <bold>Paulo Rog&#233;rio W. Hekman; Juarez N. Barbisan; Hon&#243;rio S. Menezes; Vicente Antonello</bold>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Changes in the behavior of the circadian rhythm can be deleterious, leading to target-organ damage, which suggests that they can have a prognostic significance and, eventually, can also demand therapeutic intervention.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To describe and compare the circadian rhythms of blood pressure (BP) in normotensive elderly women and in those with white-coat hypertension (WCH).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A cross-sectional study was carried out in sample of 36 patients, aged 60-83 years, submitted to ambulatory blood pressure monitoring (ABPM) for a period of 24 hours. Nineteen normotensive elderly women and 17 with WHC were compared regarding the nocturnal dipping and the BP variability, morning increase in systolic blood pressure (SBP), pulse pressure, post-prandial hypotension and correlation of 24-hour BP means. The statistical analysis used the Student's t test, Chi-square test, Fisher's exact test and Pearson's linear correlation.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The elderly women with WCH presented higher levels of SBP than the normotensive ones, between 8 am-12 pm (133 &#177; 8.0 mmHg <italic>vs</italic> 123 &#177; 9.0 mmHg, respectively, p &lt; 0.001). The BP variability was higher in the WCH group only during the wakefulness period (between 7 am-11 pm, p = 0.02). A positive correlation was observed between the BMI and the SBP means at night, only in the elderly women with WCH (r = 0.578; p = 0.015 and r = 0.488; p = 0.055, respectively).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The elderly women with WCH presented higher SBP and diastolic blood pressure (DBP) means during the wakefulness period. In the early hours of the morning, the elderly women with WCH presented significantly higher SBP means. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(4):405-411)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Blood pressure monitoring, ambulatory; aged; hypertension.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In the last two decades, in Brazil, the elderly population has grown, in proportional terms, more than any other age range and it is estimated that there are currently 17.6 million elderly individuals in the country<sup>1</sup>.</p>
      <p>Brazilian epidemiological studies have demonstrated that the prevalence of systemic arterial hypertension (SAH) among the elderly is quite high and it is important to search for more evidence for the diagnosis, morbidity and management of the disease. Approximately 65% of the elderly individuals are hypertensive and, among women older than 75 years, the prevalence of SAH can reach 80%<sup>2</sup>.</p>
      <p>The elderly are prone to considerable blood pressure (BP) variability, which can lead to different diurnal patterns. These patterns are better identified with the ambulatory blood pressure monitoring (ABPM). The practical clinical consequence of these variable patterns in the elderly individual with BP is that occasional measurements can be inaccurate and/or misleading<sup>3</sup>.</p>
      <p>The white coat hypertension (WCH) occurs when abnormal BP levels are recorded during a visit to the medical office (<underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg) and normal values of BP are observed at the ABPM during the wakefulness period (<underline>&lt;</underline> 135/85 mmHg)<sup>4</sup>. It is more common among the elderly than in younger individuals and patients presenting this condition can develop sustained hypertension and need careful follow-up with BP measurements, in and out of the medical office<sup>5</sup>. The WCH or white coat syndrome can occur in up to 20% of hypertensive elderly patients<sup>6</sup>. In the study by Dolan and cols., regarding the determinants of WCH, among the 5,716 individuals studied for a period of 22 years, a higher prevalence of this condition was observed among the older adults of the female sex who were nonsmokers<sup>7</sup>.</p>
      <p>Studies carried out in elderly individuals have suggested that the WCH is not a benign condition, as echocardiographic studies demonstrated that these patients presented a moderate increase in the left atrium dimension and left ventricular mass, associated with a tendency toward left ventricular diastolic dysfunction<sup>8</sup>. Among the possible alterations, the change in the behavior of the circadian rhythm in these patients can be one of the components involved in the deleterious mechanisms that lead to target-organ damage. Such perspective suggests that it has an important prognostic meaning and eventually, that it can demand therapeutic intervention. Therefore, the research in this area is extremely interesting.</p>
      <p>The physiopathology of WCH consists in hemodynamic alterations that are yet to be fully elucidated, although they have great clinical relevance. The diagnosis of WCH is based on the ABPM, an examination that provides information on the BP during the daily activities and the sleep period and a more detailed analysis of the 24-hour behavior of pressure rhythms in individuals with this condition has not been described yet<sup>9</sup>.</p>
      <p>The objective of this study was to describe and compare the blood pressure circadian rhythms of normotensive elderly women and women with WCH for a period of 24 hours, through the analysis of ABPM.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A cross-sectional study was carried out by consecutively selecting 19 normotensive patients and 17 patients with WCH, who underwent ABPM at the Service of Nephrology of <italic>Hospital S&#227;o Lucas</italic> of P<italic>ontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul</italic> and met the following criteria: 1) age <underline>&gt;</underline> 60 yrs; 2) female sex; 3) patients who were not taking any medication that could affect BP for at least 4 weeks prior to the monitoring day, such as anti-hypertensive drugs, digitalis and thyroid hormones; and 4) patients who had a diagnosis of WCH as a BP measurement at the medical office, in more than two occasions, <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg and <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg at the first ABPM measurement.</p>
      <p>The diagnosis of WCH took into account the criterion suggested by the IV Guideline for the Use of Ambulatory Monitoring of Blood Pressure, that is, the BP measurement through the conventional techniques at the medical office or clinic, in more than two occasions, being <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg, with ABPM measurements <underline>&lt;</underline> 135/85 mmHg during wakefulness<sup>4</sup>. A previously calibrated Tycos aneroid sphygmomanometer was used for the BP measurement at the office and the pressure was recorded after at least 5 minutes of rest in the sitting position, in the supported right arm.</p>
      <p>The patients that presented the following conditions were excluded from the study: 1) dementia or other debilitating mental illnesses; 2) alcoholism or other diseases that could affect BP, such as severe valvulopathies and renal failure; e 3) use of drugs that could alter BP.</p>
      <p>The variables of interest analyzed were: age, body mass index (BMI), systolic blood pressure (SBP) and diastolic blood pressure (DBP) at the office, 24-hr means of SBP and DBP, nocturnal and diurnal means of SBP and DBP, pulse pressure (PP), postprandial hypotension (PPH) and morning surge.</p>
      <p>The classification of the BP variation during the wakefulness-sleep periods followed the following criterion: blood pressure dipping during sleep (%) for systolic and diastolic pressure present (<underline>&gt;</underline> 10 %), absent (<underline>&lt;</underline> 0 %) and attenuated (&gt; 0 and &lt; 10 %)<sup>4</sup>. A normal BP circadian rhythm was considered when there was a decrease in SBP or DBP, between the wakefulness and the sleep period, of 10% or more. Pulse pressure was defined as SBP minus DBP<sup>10</sup>. </p>
      <p>Postprandial hypotension was defined as the difference between the mean SBP one hour before and two hours after lunch. The BP values during the meal were excluded to avoid the influence of posture alteration or food ingestion on BP<sup>11.</sup> The morning surge was defined as the difference between the mean SBP of the first two hours after waking up and the mean of the three readings taken during the night<sup>12</sup>.</p>
      <p>The BP was monitored throughout 24 hours using a noninvasive ambulatory oscillometric BP device (Spacelabs 90207, Spacelabs Inc., Redmond, WA, USA). Each device was programmed to automatically measure the ambulatory BP every 15 minutes during the wakefulness period (from 7 am to 11 pm) and every 30 minutes during the sleep period (from 11 pm to 7 am). The device cuff was always placed on the non-dominant arm and the accuracy of the BP readings were verified against a mercury sphygmomanometer before each assessment with the ABPM. All examinations were started in the morning, between 9 am and 12 pm. </p>
      <p>During the ABPM period, the patients were sent home and instructed to maintain their routine activities, but to avoid strenuous physical activities that could interfere with the adequate function of the BP monitor. Each patient was also asked to maintain the arm with the cuff at rest when the BP was measured and to fill out a diary with main daily activities (for instance: mealtimes, sleep time) and possible symptoms that would occur during the monitoring time. The recordings that had a minimum duration of 24 hours, with 80 valid readings, corresponding to at least 80% of the total measurements, were considered valid for the analysis.</p>
      <p>The body mass index was calculated based on the ratio between the body weight in kilograms and the square height in meters (kg/m<sup>2</sup>). The normal BMI was defined as BMI values between 18.5 and 24.9; overweight was defined as values between 25-29.9 and obesity was defined as values between 30 and 34.9<sup>13</sup>. </p>
      <p>The study hypothesis was that circadian rhythms of BP in elderly women with WCH and normotensive elderly women would be the same. To test such hypothesis, the statistical analysis was applied to the qualitative variables, which were compared between the two groups with the Chi-square test with adjusted residuals or Fisher's exact test, when necessary, to verify the association. The quantitative variables were compared by Student's t test. Pearson's coefficient was used to verify the correlations between variables and the 24-hour BP behavior. P values &lt; 0.05 were considered statistically significant. The statistical package SPSS for Windows, release 14.0 was used in all statistical analyses.</p>
      <p>The study protocol was approved by the Ethics Committee in Research of the Institute of Cardiology/<italic>Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 36 patients selected for the study, whose ages varied from 60 to 83 years (mean = 69 &#177; 7 years), 19 were normotensive and 17 presented white-coat hypertension. All women were Caucasians. <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref> shows the clinical characteristics of the sample.</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Most of the sample (33%) was between 60 and 64 years and were overweight. Smoking and snoring were more prevalent in the WCH group.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_a01tab02-body3">Table 2</xref> shows the SBP and DBP means measured by ABPM in the normotensive and WCH groups at the office, during the 24-hour period, both diurnal and nocturnal. The groups presented differences only regarding the BP at the office.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a01tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Although the 24-hour variability was higher in the WCH group in comparison to the normotensive group, a significant difference was observed between the groups only during the wakefulness period (7 am to 11 pm), being higher in the WCH group (<xref ref-type="table" rid="en_a01tab02-body3">Table 2</xref>).</p>
      <p>The postprandial BP decreased on average 5.7 &#177; 10 mmHg for the normotensive and 9.4 &#177; 15 mmHg in the WCH group (p = 0.393). The morning surge of the SBP was 14 &#177; 11 mmHg for the normotensive and 15 &#177; 11 mmHg for the WCH group (p = 0.814). The PP means were 50 &#177; 6.0 mmHg and 55 &#177; 8.0 mmHg for the normotensive and WCH groups, respectively (p = 0.074).</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref> shows the distribution of the sample in relation to the nocturnal dipping of SBP and it can observed an impairment of the dipping, with a predominance of attenuation, followed by absent dipping.</p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_a01fig01-body3">Figure 1</xref> shows the 24-hour hourly means of BP in the WCH and normotensive groups. The elderly women with WCH presented higher SBP means in the first hours of the morning (8 am to 12 pm), when compared to the normotensive ones (133 &#177; 8 <italic>vs</italic> 123 &#177; 9, respectively, p &lt; 0.001).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a01fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In the two groups, the mean SBP and DBP levels were higher during the morning period, between 8 am and 12 pm, with a peak around 10 am, which later decreased between 12 pm and 3 pm, which comprehends the postprandial period, rising again at 3 pm and maintaining a plateau until 10 pm. After 10 pm, they decreased to a lowest point between midnight and 2 am and again increased up to the first hours of the morning. </p>
      <p>No significant differences were observed during the nocturnal period (the two groups presented a decrease in SBP and DBP from the wakefulness to the sleep period), in the morning surge (both groups presented SBP and DBP increase from the lowest level during sleep to the period up to two hours after waking up) and in the postprandial period (SBP decrease up to two hours after lunch). A positive correlation was observed between age and BMI with the SBP means during the nocturnal period in the WCH group (r = 0.578, p = 0.015 and r = 0.488, p = 0.055, respectively), which was not observed in the normotensive group (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">Figures 2</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig03-body3">3</xref>).</p>
      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-04-0431-00010-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study shows that the BP does not behave in the same way in normotensive female elderly patients and female elderly patients with white-coat hypertension. When assessed through ABPM, the blood pressures in the morning period differed between the normotensive and the WCH groups, with the latter presenting significantly higher SBP levels. This behavior had not been reported in elderly women and can justify the previously described alterations in ventricular wall mass and thickness, corroborating the hypothesis that it is not a benign entity<sup>8,14,15</sup>.</p>
      <p>However, we observed that the 24-hour means of SBP and DBP were similar in the two groups. Evidence has shown several alterations between normotensive individuals and individuals with WCH. </p>
      <p>Considering the literature, this seems to be the first study that demonstrated a difference in the behavior of ABPM in elderly women with WCH, when compared to normotensive elderly women; however, these findings might not be exclusive for this sex and age range. </p>
      <p>The prognostic relevance of WCH remains controversial. Most studies suggest that individuals with WCH present a higher cardiovascular risk than the normotensive individuals, although lower than that of individuals with sustained arterial hypertension<sup>16-18</sup>. </p>
      <p>The study by Verdechia et al<sup>19</sup> analyzed the incidence of cerebrovascular accident during a 10-year period of follow-up. The main finding was that WCH was associated to a low risk, similar to that presented by true normotensive individuals, during the five first years of follow-up. However, after this period, the risk increased and became the same presented by the true hypertensive individuals<sup>19</sup>.</p>
      <p>Different explanations for this intermediate risk profile of WCH have been proposed, such as the increase in the BP variability, the increase in the sympathetic nervous activity and more oxidative stress<sup>20-27</sup>. </p>
      <p>Neumann et al<sup>28</sup> carried out a study with men aged 40 to 70 years, which objective was to determine whether individuals with WCH showed evidence of autonomic deregulation similar to that found in patients with sustained hypertension<sup>28</sup>. It was observed that the individuals with WCH presented higher sympathetic activation and a significantly lower parasympathetic tonus than normotensive individuals, although similar to individuals with sustained hypertension. They concluded that these similarities between persistent hypertension and WHC, reflecting the attenuated parasympathetic control of the heart - that is, an autonomic deregulation - could constitute one of the mechanisms for increased risk of cardiovascular events in the affected individuals<sup>28</sup>. </p>
      <p>Our study showed that the variability presented a statistically significant difference between the groups during the wakefulness period, being higher in the WCH group. The WCH seems to be a condition with a generalized BP hyper-reactivity and although the BP means at the ABPM are normal, the increase in the variability, when present, can be potentially harmful to the cardiovascular system in elderly individuals<sup>28,29</sup>. </p>
      <p>The SBP has been considered a better predictor of cardiovascular outcomes than the DBP<sup>30</sup>. We found a positive correlation between age and BMI with the SBP means during the nocturnal period in the group of elderly women with WCH, a fact that was not observed in the normotensive group. Dolan et al<sup>7</sup> did not observe an association between BMI and WCH in their study<sup>7</sup>. </p>
      <p>In our study, the women with WCH presented higher SBP means in the first hours of the morning, when compared to the normotensive women. We also verified, in the two groups, an obvious circadian rhythm of blood pressure, with higher SBP and DBP levels during the wakefulness period, decreasing during the sleep period at night and a gradual increase during the night until the first hours of the morning.</p>
      <p>Many elderly individuals older than 70 years and individuals of African ethnicity do not exhibit a nocturnal dipping in BP<sup>31</sup>. It has also been demonstrated that the elderly present a lower nocturnal dipping of BP when measured in mmHg, or as a BP proportion during 24 hours<sup>32</sup>. </p>
      <p>Staessen et al<sup>32</sup> reported that the probability of presenting an attenuated or absent nocturnal dipping increased 2.8-fold from 30 to 60 years and 5.7-fold from 60 to 80 years<sup>32</sup>. The explanations proposed for these observations include the fact that the elderly spends more time in bed than younger people, experiences less deep sleep wakes up more often at night and has a more fragmented sleep<sup>33</sup>. The elderly also present a higher morning surge of BP than younger individuals, and throughout time, particularly when they present sustained arterial hypertension, they will tend to develop more areas of potential ischemia in the brain (shadow areas), in the heart, kidneys and peripheral vessels. Finally, elderly individuals present a higher absolute risk of cardiovascular events than younger individuals, not only due to the age, but attributable in part, to sleep apnea, with consequent cardiac arrhythmias, which are more common among individuals older than 65 years<sup>33</sup>.</p>
      <p>The incidence of most adverse cardiovascular events seems to follow a circadian pattern, reaching a peak in the morning, during and soon after waking up<sup>34</sup>.</p>
      <p>Studies have suggested that during the first hours after waking up, the phases of this cycle present a synchronization that creates a condition that predisposes to the rupture and thrombosis of atherosclerotic plaques in susceptible individuals, which would favor an increased cardiovascular risk during this period of the day. The morning surge of the BP can act as a trigger for cardiovascular events, including myocardial infarction and cerebrovascular accident<sup>35</sup>. However, in our sample, no differences were found regarding the morning surge between the groups. </p>
      <p>The postprandial hypotension is a frequently observed phenomenon in patients with autonomic dysfunction, arterial hypertension and healthy elderly individuals and its prevalence increases with age<sup>36</sup>. It can cause clinical symptoms that include dizziness, an "empty-headed" sensation or syncope due to the impairment of brain perfusion<sup>36</sup>. Studies have demonstrated that elderly individuals with deep PPH presented a higher risk for future falls, syncope, coronary events and cerebrovascular accident. The total mortality in this group was also higher<sup>37</sup>.</p>
      <p>In our sample, the WCH group presented, on average, a decrease in the postprandial SBP of almost 4.0 mmHg higher than the normotensive group. Although the difference between the groups did not reach statistical significance, these few mmHg can represent an important clinical impact in elderly individuals. The PPH can significantly increase the BP variability during the wakefulness period and also during the 24-hour period<sup>11</sup>. In our study, this finding was verified in the group with WCH during the diurnal or the wakefulness period, but not during the 24-hour period.</p>
      <p>Kohara et al<sup>38</sup> also verified, in a sample of elderly individuals with SAH, that the higher the PPH, the higher the prevalence of asymptomatic cerebrovascular lesions evaluated through magnetic resonance and they found no correlation between the hypotension and the BP means during wakefulness and at night, or with the phenomenon of absence or attenuation of the nocturnal dipping<sup>38</sup>.</p>
      <p>The pulse pressure obtained by the ABPM and calculated by the difference between the 24-hour systolic and diastolic BP means has also shown to be a good prognostic indicator of events and values &gt; 53 mmHg have shown to be related to an increase of almost 5-fold in the occurrence of cardiovascular outcomes<sup>39</sup>. The PP means in the group with WCH were higher than those observed in the normotensive group, which can also represent a clinical impact in this age range. </p>
      <p>Observational studies, based on the calculation of PP and mean arterial pressure (MAP) of conventional BP readings suggest that, in middle-aged adults and the elderly, the cardiovascular prognostic worsens as the PP increases, but not the MAP<sup>10</sup>. </p>
      <p>Several difficulties were overcome in the present study, mainly during the handling of the elderly patients and the performance of several procedures in normal individuals. In spite of the small sample size, the study is absolutely original regarding its population and methodological characteristics, thus being of high scientific value.</p>
      <p>Among the limitations of the present study is the fact that it did not include the measurement of biochemical parameters such as lipoprotein and glycemia levels; therefore, the impact of these risk factors cannot be measured. Target-organ lesions were not analyzed, either, such as left ventricular hypertrophy. </p>
      <p>The sample consisted of Caucasian females; therefore, the results cannot be generalized.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Significantly higher SBP levels were detected from 8 AM to 12 PM in the women with WCH. The higher BP variability in the WCH group was observed during the wakefulness period.</p>
      <p>No significant differences were observed between the two groups regarding the BP post-prandial decrease, morning surge and pulse pressure.</p>
      <p>Recent evidence suggests that WCH can increase the risk of CVA. The present study open new perspectives for other determinants of cardiovascular risk in the spectrum of assessment of BP circadian rhythm in this population.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Paulo Rog&#233;rio W. Hekman, from <italic>Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
