<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">mhkmTC4Ghqhz3QmysrLLvbR</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000300020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400320</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000300020</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Resultados imediatos e tardios da valvoplastia mitral percut&#226;nea em pacientes com estenose mitral</article-title>
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          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>406</fpage>
      <lpage>413</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>29</day>
          <month>04</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="received">
          <day>08</day>
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          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>01</day>
          <month>07</month>
          <year>2009</year>
        </date>
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      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A an&#225;lise dos resultados imediatos e a longo prazo da valvoplastia mitral por cat&#233;ter-bal&#227;o (VMCB) ainda s&#227;o escassos na literatura, principalmente no contexto nacional. OBJETIVO: Avaliar os resultados imediatos e tardios dos pacientes submetidos &#224; VMCB. M&#201;TODO: 330 pacientes consecutivos foram seguidos por 47 &#177; 36 meses (at&#233; 126 meses). An&#225;lises univariadas e multivariadas avaliaram os fatores relacionados ao sucesso do procedimento, &#224; reestenose e aos eventos tardios (morte ou necessidade de nova interven&#231;&#227;o na valva mitral). O m&#233;todo de Kaplan-Meier estimou a sobrevida livre de eventos. RESULTADOS: Houve sucesso do procedimento em 305 (92,4%). A anatomia valvar mitral foi o principal preditor de sucesso imediato do procedimento. Durante o seguimento, a reestenose ocorreu em 77 (23,3%) pacientes e esteve associada a menor &#225;rea valvar mitral e maior calcifica&#231;&#227;o antes do procedimento. Ocorreram 67 eventos em um tempo m&#233;dio de seguimento de 38 &#177; 26 meses. A probabilidade de sobrevida livre de eventos foi de 95 % em 1 ano, 75% aos 5 anos e 61% aos 10 anos. Os preditores de sobrevida livre de eventos foram: idade, escore ecocardiogr&#225;fico e resultado imediato do procedimento. CONCLUS&#195;O: A VMCB &#233; um procedimento efetivo, sendo que mais de 60% dos pacientes estiveram livres de eventos ao final do seguimento. A condi&#231;&#227;o anat&#244;mica da valva mitral e a idade do paciente foram os melhores preditores da sobrevida livre de eventos e devem ser levados em considera&#231;&#227;o na sele&#231;&#227;o dos pacientes para VMCB.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Dilata&#231;&#227;o com bal&#227;o</kwd>
        <kwd>estenose da valva mitral</kwd>
        <kwd>avalia&#231;&#227;o de procesos e resultados (cuidados de sa&#250;de)</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> VALVOPLASTIA PERCUT&#194;NEA</p>
    <p>
      <bold>Resultados imediatos e tardios da valvoplastia mitral percut&#226;nea em pacientes com estenose mitral</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Luiz Francisco Cardoso; Carlos Vinetou Ayres; Andr&#233; Moreira Bento; Fl&#225;vio Tarasoutchi; Marcelo Luiz Vieira; Max Grinberg</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (InCor)</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A an&#225;lise dos resultados imediatos e a longo prazo da valvoplastia mitral por cat&#233;ter-bal&#227;o (VMCB) ainda s&#227;o escassos na literatura, principalmente no contexto nacional. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar os resultados imediatos e tardios dos pacientes submetidos &#224; VMCB. </p>
    <p><bold>M&#201;TODO:</bold> 330 pacientes consecutivos foram seguidos por 47 &#177; 36 meses (at&#233; 126 meses). An&#225;lises univariadas e multivariadas avaliaram os fatores relacionados ao sucesso do procedimento, &#224; reestenose e aos eventos tardios (morte ou necessidade de nova interven&#231;&#227;o na valva mitral). O m&#233;todo de Kaplan-Meier estimou a sobrevida livre de eventos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Houve sucesso do procedimento em 305 (92,4%). A anatomia valvar mitral foi o principal preditor de sucesso imediato do procedimento. Durante o seguimento, a reestenose ocorreu em 77 (23,3%) pacientes e esteve associada a menor &#225;rea valvar mitral e maior calcifica&#231;&#227;o antes do procedimento. Ocorreram 67 eventos em um tempo m&#233;dio de seguimento de 38 &#177; 26 meses. A probabilidade de sobrevida livre de eventos foi de 95 % em 1 ano, 75% aos 5 anos e 61% aos 10 anos. Os preditores de sobrevida livre de eventos foram: idade, escore ecocardiogr&#225;fico e resultado imediato do procedimento. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A VMCB &#233; um procedimento efetivo, sendo que mais de 60% dos pacientes estiveram livres de eventos ao final do seguimento. A condi&#231;&#227;o anat&#244;mica da valva mitral e a idade do paciente foram os melhores preditores da sobrevida livre de eventos e devem ser levados em considera&#231;&#227;o na sele&#231;&#227;o dos pacientes para VMCB.</p>
    <p><bold>Palavras Chave: </bold> Dilata&#231;&#227;o com bal&#227;o, estenose da valva mitral, avalia&#231;&#227;o de procesos e resultados (cuidados de sa&#250;de).</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Desde a introdu&#231;&#227;o da t&#233;cnica de dilata&#231;&#227;o por bal&#227;o da estenose mitral em 1984<sup>1</sup>, a valvoplastia mitral por cateter bal&#227;o (VMCB) tem se revelado um tratamento efetivo para a estenose mitral em pacientes selecionados. A possibilidade de sua realiza&#231;&#227;o, mesmo em situa&#231;&#245;es em que h&#225; elevado risco cir&#250;rgico, evitando as complica&#231;&#245;es inerentes ao bin&#244;mio toracotomia-circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, tornou a VMCB op&#231;&#227;o terap&#234;utica em rela&#231;&#227;o ao tratamento cir&#250;rgico. Redu&#231;&#227;o do tempo de interna&#231;&#227;o hospitalar, diminui&#231;&#227;o de custos hospitalares, baixa morbidade e mortalidade s&#227;o outras vantagens que tornam este m&#233;todo extremamente atrativo, como alternativa &#224; cirurgia. Ap&#243;s o procedimento, a melhora imediata da &#225;rea valvar e a sobrevida livre de eventos a m&#233;dio e curto prazo<sup>2-4</sup> s&#227;o compar&#225;veis &#224; comissurotomia cir&#250;rgica<sup>5,6</sup>. Muitos fatores t&#234;m sido sugeridos como determinantes do sucesso tardio da VMCB, incluindo: idade, aspectos morfol&#243;gicos da valva, ritmo card&#237;aco, d&#233;bito card&#237;aco, &#225;rea valvar mitral (AVM) e experi&#234;ncia do centro intervencionista<sup>7-18</sup>. No entanto, ainda h&#225; incertezas no que se refere ao poder preditivo destas vari&#225;veis, visto que os resultados n&#227;o s&#227;o homog&#234;neos e alguns pesquisadores n&#227;o evidenciaram associa&#231;&#227;o entre estes fatores acima mencionados e os resultados a longo prazo<sup>7,9-19</sup>. Diferen&#231;as regionais no perfil dos pacientes, no m&#233;todo utilizado para a an&#225;lise morfol&#243;gica da valva mitral e na t&#233;cnica praticada no procedimento talvez possam justificar estas varia&#231;&#245;es nos resultados encontrados. A possibilidade de demonstrar a experi&#234;ncia de um &#250;nico centro brasileiro, nos motivou a desenvolver esta an&#225;lise da evolu&#231;&#227;o a curto e longo prazo de pacientes submetidos &#224; VMCB, com o objetivo de identificar os fatores relacionados ao sucesso imediato e tardio deste procedimento.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram acompanhados 330 pacientes portadores de estenose mitral reum&#225;tica sintom&#225;tica, submetidos consecutivamente &#224; VMCB no per&#237;odo de agosto de 1987 a dezembro de 1997, no Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (InCor HCFMUSP) (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>). A sele&#231;&#227;o dos pacientes foi feita pela anamnese, exame f&#237;sico e ecodopplercardiografia bidimensional (ECO). Foram inclu&#237;dos os pacientes com classe funcional II ou superior (de acordo com a NYHA) com escore ecocardiogr&#225;fico considerado adequado &#224; VMCB e pacientes com escore acima do ideal, mas com alto risco cir&#250;rgico. Foram exclu&#237;dos os pacientes com insufici&#234;ncia mitral (IM) de grau al&#233;m de discreto e portadores de outra cardiopatia com indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica. O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa.</p>
    <table-wrap id="t1">
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    <p>Todos os pacientes realizaram avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica atrav&#233;s de hist&#243;ria e exame f&#237;sico e ou exames complementares nos seguintes momentos: imediatamente antes da VMCB (PRE), ap&#243;s a VMCB (POI) antes da alta hospitalar, 30 dias ap&#243;s a alta hospitalar, 6 meses ap&#243;s a VMCB (PO6M), 12 meses ap&#243;s a VMCB (PO12M) e, a seguir, a cada 12 meses, at&#233; o limite de 120 meses.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica foi realizada em todos os momentos descritos e constou de hist&#243;ria e exame f&#237;sico completos. Para fins do estudo foi particularmente quantificada a classe funcional, de acordo com os crit&#233;rios da NYHA, presen&#231;a de complica&#231;&#245;es no p&#243;s-operat&#243;rio imediato e os eventos assim definidos: &#243;bitos cardiovasculares, &#243;bitos n&#227;o cardiovasculares, nova interven&#231;&#227;o na valva mitral, seja atrav&#233;s de cirurgia ou nova VMCB. Quarenta e seis pacientes (13,9%) realizaram as reavalia&#231;&#245;es cl&#237;nicas fora da institui&#231;&#227;o e os seus dados cl&#237;nicos foram obtidos por carta ou telefone.</p>
    <p>O estudo ecocardiogr&#225;fico foi realizado em todos os momentos descritos, exceto pela avalia&#231;&#227;o de 30 dias ap&#243;s a alta hospitalar. As imagens obtidas pelo ECO possibilitaram a avalia&#231;&#227;o dos par&#226;metros morfol&#243;gicos utilizados na gradua&#231;&#227;o do comprometimento valvar e a quantifica&#231;&#227;o do grau de refluxo valvar mitral. As vari&#225;veis consideradas foram: estudo morfol&#243;gico da valva mitral (escore ecocardiogr&#225;fico), gradiente transvalvar mitral m&#233;dio (G) em mmHg, &#225;rea valvar mitral (AVM) em cm<sup>2</sup> e grau de IM. O estudo morfol&#243;gico da valva mitral baseou-se em an&#225;lise semi-quantitativa, estabelecendo-se nota de 1 (comprometimento discreto) a 4 (comprometimento severo) para mobilidade, espessamento e calcifica&#231;&#227;o das c&#250;spides bem como o comprometimento fibr&#243;tico do aparelho subvalvar. A somat&#243;ria dessas notas resultou no escore ecocardiogr&#225;fico total, de acordo com os crit&#233;rios propostos por Wilkins e cols.<sup>10</sup>. Com o Doppler cont&#237;nuo e o mapeamento de fluxo em cores, a partir da janela apical, obteve-se a melhor curva de velocidade do fluxo mitral para o c&#225;lculo da AVM e do G mitral m&#233;dio<sup>20,21</sup>. O Doppler puls&#225;til e/ou o mapeamento de fluxo em cores foram utilizados na detec&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o semi-quantitativa do grau de IM<sup>22</sup>.</p>
    <p>A VMCB foi feita exclusivamente pelo mesmo hemodinamicista, usando a t&#233;cnica de cateteriza&#231;&#227;o de cora&#231;&#227;o direito e abordagem trans-septal. A abordagem por cat&#233;ter &#250;nico ou duplo foi usada, de acordo com a disponibilidade do material. A t&#233;cnica de duplo bal&#227;o foi usada em 83 (25,2%) pacientes. Os bal&#245;es unifoil, bifoil e trifoil foram usados em 4 (1,2%), 30 (9,1%) e 8 (2,4%) pacientes, respectivamente. O bal&#227;o de Inoue foi usado nos demais 205 (62,1%) pacientes. Foram feitas medidas hemodin&#226;micas, incluindo, press&#227;o atrial esquerda, press&#227;o diast&#243;lica final do ventr&#237;culo esquerdo, G press&#243;rico pela valva mitral e d&#233;bito card&#237;aco (pelo m&#233;todo de termodilui&#231;&#227;o) antes e depois da dilata&#231;&#227;o por bal&#227;o. A dilata&#231;&#227;o por bal&#227;o foi repetida at&#233; ser obtida queda satisfat&#243;ria do G mitral, melhora da ausculta card&#237;aca, surgimento de regurgita&#231;&#227;o mitral ou outras complica&#231;&#245;es.</p>
    <p>Foi considerado como sucesso o achado de AVM ap&#243;s o procedimento, calculada ao ECO, maior ou igual a 1,5 cm<sup>2</sup> ou ganho de 50% em rela&#231;&#227;o &#224; &#225;rea medida antes do procedimento.</p>
    <p>Foi definida como re-estenose a ocorr&#234;ncia, durante o acompanhamento, de AVM, calculada pelo ECO, inferior a 1,5 cm<sup>2</sup> ou perda de pelo menos 50% do ganho inicial obtido no primeiro ECO p&#243;s-procedimento (POI).</p>
    <p>Foram considerados eventos principais: a necessidade de nova interven&#231;&#227;o na valva mitral (cirurgia ou VMCB) e a ocorr&#234;ncia de &#243;bito de origem cardiovascular ou n&#227;o cardiovascular.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>An&#225;lises univariadas e multivariadas foram realizadas para estudar os seguintes fatores relacionados ao sucesso do procedimento: sexo, idade, classe funcional da NYHA (II <italic>versus</italic> III ou IV), ritmo (sinusal ou n&#227;o sinusal), escore ecocardiogr&#225;fico total (<underline>&lt;</underline> 8 <italic>versus</italic> &gt; 8), mobilidade (1 e 2 <italic>versus</italic> 3 e 4), espessamento (1 e 2 <italic>versus</italic> 3 e 4), calcifica&#231;&#227;o (1 e 2 <italic>versus</italic> 3 e 4), subvalvar (1 e 2 <italic>versus</italic> 3 e 4), AVM, G mitral m&#233;dio e grau de IM no pr&#233;-procedimento.</p>
    <p>Os fatores preditivos de re-estenose e eventos no seguimento dos pacientes tamb&#233;m foram estudados atrav&#233;s de an&#225;lise univariada e multivariada. Al&#233;m das vari&#225;veis utilizadas para an&#225;lise do sucesso, foram inclu&#237;das as medidas da AVM e G mitral m&#233;dio adquiridos no ECO realizado no POI.</p>
    <p>Para estimar a probabilidade de sobrevida livre de eventos combinados ao longo do tempo utilizou-se o m&#233;todo de Kaplan-Meier.</p>
    <p>Para comparar as vari&#225;veis qualitativas utilizou-se o teste de Qui-quadrado ou o teste Exato de Fisher. Para comparar as vari&#225;veis quantitativas utilizou-se o teste t-Student.</p>
    <p>Atrav&#233;s da an&#225;lise multivariada e regress&#227;o log&#237;stica correlacionou-se a probabilidade de sucesso, re-estenose e eventos, com as vari&#225;veis pr&#233;-determinadas na an&#225;lise univariada.</p>
    <p>O n&#237;vel de signific&#226;ncia utilizado para os testes foi de 5%.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Imediatos</bold>
    </p>
    <p>A VMCB foi considerada com sucesso em 305 (92,4%) pacientes. Em sete pacientes ocorreu dificuldades t&#233;cnicas e nos demais a AVM obtida n&#227;o atingiu os crit&#233;rios de sucesso. Em m&#233;dia, a AVM aumentou de 1,00 &#177; 0,23 cm<sup>2</sup> para 2,03 &#177; 0.41 cm<sup>2</sup> ap&#243;s a VMCB (p&lt;0,001). Acompanhando este achado o G transmitral m&#233;dio diminuiu de 12 &#177; 5 mmHg para 5 &#177; 3 mmHg (p&lt;0,001). Ap&#243;s o procedimento, a IM foi considerada ausente em 171 pacientes, de grau discreto em 106 pacientes, moderada em 38 pacientes e grave em 15 pacientes. Outras complica&#231;&#245;es relacionadas ao procedimento ocorreram em 14 (4,2%) pacientes, sendo que 9 (2,7%) pacientes apresentaram tamponamento card&#237;aco, 4 (1,2%) pacientes apresentaram embolia para o sistema nervoso central e um apresentou (0,3%) embolia perif&#233;rica.</p>
    <p>Os resultados da an&#225;lise univariada para os fatores preditivos de sucesso est&#227;o listados na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>. A m&#233;dia et&#225;ria dos pacientes com sucesso do procedimento foi significativamente menor (<italic>p</italic>=0,001). Foram considerados fatores preditivos de sucesso para a VMCB menor comprometimento fibr&#243;tico do aparelho subvalvar (<italic>p</italic>=0,002), menor espessamento (<italic>p</italic>=0,019) e maior mobilidade das c&#250;spides valvares (<italic>p</italic>=0,034), bem como o escore ecocardiogr&#225;fico total inferior a 8 (<italic>p</italic>&lt;0,001).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Atrav&#233;s da an&#225;lise multivariada identificou-se apenas o escore ecocardiogr&#225;fico inferior a 8 como fator preditivo de sucesso para a VMCB. Al&#233;m disso, determinou-se que a chance de ocorrer insucesso foi cerca de 7,47 vezes maior nos indiv&#237;duos com valor superior a 8 (Intervalo de Confian&#231;a 95%, 2,559 a 21,830 - <italic>p</italic>=0,002).</p>
    <p>
      <bold>Tardios</bold>
    </p>
    <p>O tempo de acompanhamento m&#233;dio para todos os pacientes que realizaram a VMCB foi de 47 &#177; 36 meses. Duzentos e oitenta e quatro (86,06%) pacientes que foram acompanhados al&#233;m da primeira consulta cl&#237;nica, aos 30 dias, apresentaram tempo m&#233;dio de seguimento de 54 &#177; 34 meses (variando de 2 a 126 meses).</p>
    <p>
      <bold>Reestenose</bold>
    </p>
    <p>Durante o seguimento, 77 (23,3%) pacientes apresentaram crit&#233;rios ecocardiogr&#225;ficos para re-estenose em um tempo m&#233;dio de 62 &#177; 32 meses ap&#243;s a VMCB. A &#225;rea valvar m&#233;dia e o G mitral destes pacientes foram 1,07 &#177; 0,19 cm<sup>2</sup> e 9,5 &#177; 4,1 mmHg, respectivamente.</p>
    <p>Atrav&#233;s da an&#225;lise univariada identificou-se tr&#234;s vari&#225;veis relacionadas &#224; maior probabilidade de re-estenose durante o seguimento (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>). Pacientes que desenvolveram re-estenose apresentavam maior intensidade de calcifica&#231;&#227;o valvar mitral (<italic>p</italic>=0,029), AVM significativamente menor no PRE (<italic>p</italic>=0,018), e inferior a 2,0 cm<sup>2</sup> no POI (<italic>p</italic>=0,015).</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A an&#225;lise multivariada, atrav&#233;s de regress&#227;o log&#237;stica, identificou apenas a AVM no PRE e o maior grau de calcifica&#231;&#227;o valvar como os principais fatores preditivos de re-estenose.</p>
    <p>
      <bold>Eventos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Foram observados 67 (20,3%) eventos durante o per&#237;odo de seguimento a um tempo m&#233;dio de 38 &#177; 26 meses ap&#243;s a VMCB.</p>
    <p>Ocorreram dezessete &#243;bitos (4,84%) em 33 &#177; 19 meses ap&#243;s o procedimento. As causas dos &#243;bitos est&#227;o descritas na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>.</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quarenta e tr&#234;s (13,0%) pacientes foram submetidos a tratamento cir&#250;rgico durante o seguimento. Em 18 (5,45%) houve necessidade de implante de pr&#243;tese card&#237;aca em 30 &#177; 28 meses ap&#243;s a VMCB. Comissurotomia mitral foi realizada em 23 (6,96%) pacientes no per&#237;odo de 48 &#177; 25 meses e pl&#225;stica da valva mitral em outros 2 (0,6%) pacientes em 6 &#177; 3 meses ap&#243;s a VMCB. Nova valvoplastia mitral foi realizada em 7 pacientes (2,12%) em 64 &#177; 22 meses ap&#243;s a primeira VMCB.</p>
    <p>A probabilidade de sobrevida livre de eventos (cirurgia, valvoplastia, ou &#243;bito) foi de 94,99 &#177; 1,31% em 1 ano, 75,14 &#177; 3,03% aos 5 anos e 61,44 &#177; 4,36 aos 8 anos mantendo-se at&#233; o final dos 10 anos de acompanhamento (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). N&#227;o ocorreram eventos ap&#243;s o oitavo ano de seguimento. Foram identificadas, atrav&#233;s da an&#225;lise univariada, sete vari&#225;veis relacionadas &#224; probabilidade de eventos durante o seguimento (<xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>). Pacientes que desenvolveram evento apresentavam m&#233;dia et&#225;ria significativamente mais elevada (<italic>p</italic>=0,010), menor AVM no PRE (<italic>p</italic>=0,009), reduzida mobilidade de suas c&#250;spides (<italic>p</italic>=0,021), maior grau de calcifica&#231;&#227;o valvar (<italic>p</italic>=0,001) e escore ecocardiogr&#225;fico superior a oito (<italic>p</italic>=0,029) no PRE. No POI, o G transvalvar m&#233;dio mais elevado (<italic>p</italic>&lt;0,001) e AVM menor do que 2,00 cm<sup>2</sup> (<italic>p</italic>=0,009) tamb&#233;m foram preditivos de eventos e tiveram correla&#231;&#227;o com a taxa de eventos a longo prazo.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gf01.jpg"/></fig>
    <table-wrap id="t5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Atrav&#233;s da an&#225;lise multivariada, identificou-se serem mais fortemente relacionadas &#224; presen&#231;a de eventos a longo prazo as seguintes vari&#225;veis: idade mais avan&#231;ada, menor AVM no PRE e maior valor de G transvalvar mitral m&#233;dio no POI.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Na literatura m&#233;dica, trabalhos com an&#225;lises evolutivas de diferentes tempos de seguimento da VMCB variam de 1 a 12 anos<sup>7-18</sup>, no entanto, as popula&#231;&#245;es estudadas diferem em seu perfil s&#243;cio-econ&#244;mico, &#233;tnico, cultural, et&#225;rio, al&#233;m das caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e ecocardiogr&#225;ficas das observadas em nosso estudo. Tantas particularidades ressaltam a import&#226;ncia de se conhecer os resultados a longo prazo da VMCB no contexto nacional, representada por escassos, embora valiosos estudos<sup>7,23</sup>.</p>
    <p>A idade m&#233;dia dos pacientes deste estudo foi de 35 &#177; 13 anos, intermedi&#225;ria entre aquela de outros pa&#237;ses em desenvolvimento<sup>24</sup>, mais jovens, e as m&#233;dias et&#225;rias dos pacientes dos pa&#237;ses da Europa<sup>25,26</sup> e Estados Unidos da Am&#233;rica<sup>8,27</sup>, consideradas mais elevadas. Nos estudos norte-americanos de Pal&#225;cios e cols.<sup>27</sup> e Cohen e cols.<sup>8</sup>, as m&#233;dias et&#225;rias dos pacientes eram de 55 e 59 anos, respectivamente. Esta observa&#231;&#227;o se justifica pelo fato da doen&#231;a reum&#225;tica ser end&#234;mica e o acometimento card&#237;aco acontecer mais precocemente nos pa&#237;ses em desenvolvimento.</p>
    <p>Nosso trabalho relata a VMCB numa popula&#231;&#227;o primordialmente de mulheres jovens, com v&#225;lvulas consideradas ideais para a realiza&#231;&#227;o de VMCB. Embora alguns pacientes com um perfil menos favor&#225;vel tamb&#233;m estejam presentes em nosso trabalho. A predomin&#226;ncia do sexo feminino (89%) em nosso estudo &#233; condizente com outros estudos<sup>7,8,25-28</sup>.</p>
    <p>O escore ecocardiogr&#225;fico m&#233;dio de nossa popula&#231;&#227;o foi de 6,77, e apenas 14 pacientes, considerados de risco aumentado para o tratamento cir&#250;rgico, tinham escore ecocardiogr&#225;fico acima de 9. Propor&#231;&#245;es semelhantes de pacientes com morfologia valvar desfavor&#225;vel foram apresentadas por outros autores<sup>7,27</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resultados imediatos</bold>
    </p>
    <p>Utilizando os crit&#233;rios definidos anteriormente, a VMCB obteve sucesso em 92,4% dos casos, acompanhado de melhora clinica logo ap&#243;s o procedimento e a longo prazo. Esta incid&#234;ncia de sucesso &#233; similar ao relatado anteriormente<sup>11,29-31</sup>, embora a defini&#231;&#227;o de sucesso possa ter variado entre os relatos.</p>
    <p>Em nosso estudo, a analise univariada detectou como fatores preditores de sucesso: idade, escore ecocardiogr&#225;fico, espessamento subvalvar e mobilidade das c&#250;spides. A analise multivariada demonstrou que a vari&#225;vel de maior poder foi o escore ecocardiogr&#225;fico abaixo de 9. Os resultados da VMCB, de maneira semelhante &#224; observada na comissurotomia mitral, est&#227;o diretamente relacionados ao grau de envolvimento do aparelho valvar. A an&#225;lise ecocardiogr&#225;fica da anatomia mitral, usando-se o escore, embora possa apresentar certo grau de variabilidade entre observadores, tem se demonstrado um m&#233;todo sens&#237;vel e efetivo de quantificar as altera&#231;&#245;es da estrutura mitral. V&#225;rios estudos sobre a VMCB<sup>3,11,23,25,26</sup>, usando os mesmos crit&#233;rios de an&#225;lise da morfologia valvar tamb&#233;m demonstram ser o escore ecocardiogr&#225;fico, o mais importante preditor de sucesso. Efeitos adversos da VMCB foram infreq&#252;entes. Encontramos 14 casos (4,23%) de complica&#231;&#245;es n&#227;o valvares (tamponamento card&#237;aco e embolia) e 15 casos (4,5%) de IM importante. Esta incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es &#233; similar ao descrito por outros autores<sup>3,32</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resultados Tardios</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Reestenose</bold>
    </p>
    <p>A progress&#227;o da les&#227;o valvar na doen&#231;a reum&#225;tica pode ser resultante de uma atividade reum&#225;tica sub-cl&#237;nica e/ou pelo fluxo turbulento gerado em cima de uma valva j&#225; deformada. Tais condi&#231;&#245;es podem contribuir para um aumento da fus&#227;o comissural, espessamento e calcifica&#231;&#227;o do aparelho de uma valva j&#225; previamente deformada. Estas condi&#231;&#245;es podem ocorrer tanto em v&#225;lvulas ainda sem abordagem bem como valvas com procedimentos pr&#233;vios. Re-estenose &#233; um termo amb&#237;guo que pode incluir o resultado inadequado da VMCB, a inacur&#225;cia da determina&#231;&#227;o da AVM, a verdadeira re-estenose e a progress&#227;o da doen&#231;a. A defini&#231;&#227;o de re-estenose n&#227;o &#233; homog&#234;nea nos v&#225;rios estudos, podendo ser baseada em aspectos cl&#237;nicos, AVM, perda absoluta de &#225;rea valvar, percentagem de perda desta &#225;rea ou aus&#234;ncia de aumento da &#225;rea. Toda esta variabilidade de fatores e de crit&#233;rios empregados podem justificar a grande diferen&#231;a da taxa de re-estenose entre os diversos relatos, variando de 3% a 70% em um per&#237;odo de 1 a 3 anos<sup>33,34</sup>. Escore ecocardiogr&#225;fico<sup>24,33,34</sup> acima de 8 e presen&#231;a de calcifica&#231;&#227;o<sup>35</sup> antes da VMCB e reduzida AVM<sup>26,36</sup> ap&#243;s a VMCB j&#225; foram relatados como preditores de re-estenose em outros estudos. Em nosso estudo, em 10 anos, a taxa de re-estenose foi 23,3%, e aconteceu depois de um tempo m&#233;dio de 62 &#177; 32 meses. A import&#226;ncia do estudo da re-estenose se baseia no fato de que esta &#233; a causa mais freq&#252;ente de um novo procedimento. Dos 43 pacientes operados, re-estenose foi o diagn&#243;stico em 26 casos. Nossos resultados suportam que a an&#225;lise ecocardiogr&#225;fica &#233; essencial para determinar os pacientes com elevada probabilidade de desenvolver re-estenose a longo prazo e, portanto, &#233; &#250;til para selecionar a melhor op&#231;&#227;o terap&#234;utica.</p>
    <p>
      <bold>Eventos</bold>
    </p>
    <p>A anatomia valvar &#233; um importante preditor de resultados insatisfat&#243;rios a longo prazo em pacientes submetidos a tratamento cir&#250;rgico de estenose mitral<sup>37,38</sup>. Desde o princ&#237;pio da utiliza&#231;&#227;o da VMCB o escore ecocardiogr&#225;fico j&#225; havia sido identificado como preditor de resultados imediatos e a m&#233;dio prazo<sup>11,25,30,32</sup>. Nossos resultados suportam que um escore acima de 8 est&#225; fortemente relacionado com eventos no seguimento a longo prazo. Apesar da maioria dos nossos pacientes n&#227;o apresentar escore de calcifica&#231;&#227;o elevado (3 ou 4), este, quando presente, foi relacionado com o desenvolvimento de eventos tardios. Em nossa an&#225;lise, AVM antes do procedimento foi significativamente menor naqueles com eventos tardios. Este achado foi relatado por outros estudos<sup>26,29,30,35</sup> e pode estar associado com a maior taxa de re-estenose neste grupo de pacientes.</p>
    <p>Outras duas vari&#225;veis relacionadas ao sucesso imediato da VMCB, o G transvalvar mitral e a AVM no POI, tamb&#233;m foram preditores de eventos tardios. Este resultado est&#225; em concord&#226;ncia com outros autores<sup>11,26,28,29</sup> e enfatiza a import&#226;ncia do resultado imediato da VMCB na evolu&#231;&#227;o a longo prazo. Assim como em nosso estudo, a idade tamb&#233;m j&#225; foi descrita como um fator preditor de eventos tardios em outros estudos<sup>25,27-29,35</sup>.</p>
    <p>Portanto, o resultado imediato tamb&#233;m est&#225; relacionado ao progn&#243;stico de longo prazo. A an&#225;lise da anatomia mitral &#233; essencial para determinar aqueles que t&#234;m maiores chances de conseguir bons resultados com a VMCB, pois pode prever resultados imediatos e de longo prazo.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os resultados deste estudo fornecem dados adicionais sobre as evid&#234;ncias que sugerem que a VMCB &#233; um procedimento seguro e eficaz para a o alcance de benef&#237;cio a longo prazo em pacientes com estenose mitral sintom&#225;tica. A condi&#231;&#227;o anat&#244;mica da valva mitral e a idade do paciente foram os mais potentes preditores de sobrevida livre de eventos. Isto deve ser levado em considera&#231;&#227;o na sele&#231;&#227;o dos pacientes para comissurotomia mitral percut&#226;nea.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Carlos Vinetou Ayres pela Faculdade de Medicina de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Luiz Francisco Cardoso </p>
        <p> Rua Barata Ribeiro, 237 cj 26 - Bela Vista </p>
        <p> 01308-000 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="lcardoso@cardiol.br">lcardoso@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/12/08; revisado e recebido em 29/04/09; aceito em 01/07/09.</p>
  </body>
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          <article-title>A novel prognostic scoring system to predict late outcome after percutaneous balloon valvotomy in patients with severe mitral stenosis</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
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          <volume>134</volume>
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          <article-title>Predictors of clinical events or restenosis during follow-up after percutaneous mitral balloon valvotomy</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Long-term results of open radical mitral commissurotomy: ten year follow-up study of 202 patients</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
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          <article-title>Long-term follow-up of patients undergoing closed transventricular mitral commissurotomy: a useful surrogate for percutaneous balloon mitral valvuloplasty?</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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            <year>1992</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Immediate and late results of percutaneous mitral valve repair in patients with mitral stenosis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The analysis of immediate and long-term results of mitral valvoplasty by balloon catheter (MVRBC) are still lacking in literature, mainly in the national context. OBJECTIVE: To assess the immediate and late results of patients submitted to mitral valve repair by balloon catheter. METHOD: A total of 330 consecutive patients were followed-up by 47 &#177; 36 months (up to 126 months). Univariate and multivariate analyses assessed the factors associated with the success of the procedure, restenosis and late events (death or necessity of new intervention on mitral valve). Kaplan-Meier method estimated survival without events. RESULTS: The procedure was successful in 305 cases (92.4%). The mitral valve anatomy was the main predictor for immediate success for the procedure. During the procedure, restenosis occurred in 77 (23.3%) patients and was associated with smaller mitral valve area and with larger calcification before the process. In a mean period of 38 &#177; 26-month follow-up, 67 events occurred. The probability of survival without events was of 95% in one year, 75% in five years and 61% in ten years. The predictors of survival without events were: age, echocardiography score and immediate result of the procedure. CONCLUSION: Mitral valve repair by balloon catheter is an effective procedure, as 60% patients did not present events after the follow-up. The anatomical condition of the mitral valve and the patient's age were the best predictors of survival without events, and should be taken into account when selecting patients for the mentioned procedure. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(3):383-390)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Balloon dilatation</kwd>
        <kwd>mitral valve stenosis</kwd>
        <kwd>outcome and process assessment (health care)</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Immediate and late results of percutaneous mitral valve repair in patients with mitralstenosis </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Luiz Francisco Cardoso; Carlos Vinetou Ayres; Andr&#233; Moreira Bento; Fl&#225;vio Tarasoutchi; Marcelo Luiz Vieira; Max Grinberg</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (InCor)</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The analysis of immediate and long-term results of mitral valvoplasty by balloon catheter (MVRBC) are still lacking in literature, mainly in the national context.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To assess the immediate and late results of patients submitted to mitral valve repair by balloon catheter.</p>
      <p><bold>METHOD:</bold> A total of 330 consecutive patients were followed-up by 47 &#177; 36 months (up to 126 months). Univariate and multivariate analyses assessed the factors associated with the success of the procedure, restenosis and late events (death or necessity of new intervention on mitral valve). Kaplan-Meier method estimated survival without events.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The procedure was successful in 305 cases (92.4%). The mitral valve anatomy was the main predictor for immediate success for the procedure. During the procedure, restenosis occurred in 77 (23.3%) patients and was associated with smaller mitral valve area and with larger calcification before the process. In a mean period of 38 &#177; 26-month follow-up, 67 events occurred. The probability of survival without events was of 95% in one year, 75% in five years and 61% in ten years. The predictors of survival without events were: age, echocardiography score and immediate result of the procedure.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Mitral valve repair by balloon catheter is an effective procedure, as 60% patients did not present events after the follow-up. The anatomical condition of the mitral valve and the patient's age were the best predictors of survival without events, and should be taken into account when selecting patients for the mentioned procedure.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Balloon dilatation; mitral valve stenosis; outcome and process assessment (health care).</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Since the introduction of balloon dilatation technique in mitral stenosis, in 1984<sup>1</sup>, the mitral valvuloplasty by balloon catheter (MVBC) has showed to be an effective treatment for mitral stenosis in selected patients. The possibility of its accomplishment, even in situation with high surgical risk, as avoiding the complications intrinsic to the couple thoracotomy/extracorporeal circulation, has made MVBC a therapeutic option concerning surgical treatment. Reduction of hospitalization period, reduction of hospital costs and low mortality are other advantages that made this method extremely attractive and alternative to surgery. After the procedure, the immediate improvement of the valvar area and the survival without medium and long-term events<sup>2-4</sup> are comparable to the surgical commissurotomy<sup>5,6</sup>. Many factors have been suggested as determinants of late MVBC success, including: age, morphological aspects, cardiac rhythm, cardiac debt, mitral valve area (MVA) and experience of the intervention center<sup>7-18</sup>. However, there are still uncertainties with regard to these variables' predictive power, for the results are not homogeneous and some researchers did not found association of the abovementioned factors with long-term results<sup>7,9-19</sup>. Regional differences in the patients' profile may justify the variation of the results in the method used for the morphological analysis of mitral valve and in the technique used for the procedure. The possibility of demonstrating the experience of one single Brazilian center has motivated us to develop an analysis of the evolution at short and long term in patients submitted to MVBC in order to identify the factors related to the immediate or late success of this procedure.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A total of 330 patients with symptomatic rheumatic mitral stenosis were followed-up after being consecutively submitted to MVBC from August 1987 to December 1997, at Instituto do Cora&#231;&#227;o of Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>). Selection of patients was performed by anamnesis, physical exam and bidimensional echodopplercardiography (ECO). Patients with functional class II or superior (according to New York Heart Association, NYHA) with echocardiography score considered adequate to MVBC and patients with score superior to the ideal, but with high surgical risk, were included in the study. Patients with mitral insufficiency (MI) of grades higher than discrete and carriers of other cardiopathies with surgical indication were excluded from the sample. The study was approved by the Ethics Committee of the institution.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>All patients went through a clinical assessment based on history and physical or complementary exams in the following moments: immediately before MVBC (henceforth PRE), after MVBC (henceforth POI) and before hospital discharge, 30 days after hospital discharge, 6 months after MVBC (henceforth PO6M), 12 months after MVBC (henceforth PO12M) and then every 12 months, till the limit of 120 months.</p>
      <p>Clinical assessment was performed in all the aforementioned moments and consisted of complete history and physical exam. The functional class and the presence of immediate postoperative complications were particularly quantified according to NYHA, and the events were defined as follows: cardiovascular obit, non-cardiovascular obit, new intervention on mitral valve through surgery or new MVBC. Forty-six patients (13.9%) were clinically reassessed in other institutions and their clinical data were obtained by letter or phone call.</p>
      <p>The echocardiograph evaluation was performed in all aforesaid moments, except for the assessment 30 days after hospital discharge. The images obtained from ECO enabled the assessment of the morphological patterns used in the graduation of the valve damage and the quantification of mitral valve reflux grade. The variables taken into account were: morphological study of mitral valve (echocardiograph score), medium mitral transvalvar gradient (G) in mmHg, mitral valve area (MVA) in cm<sup>2</sup> and MI. The mitral valve morphological study was based in semi-quantitative analysis, as established grade 1 (discrete damage) to 4 (severe damage) for mobility, thickness and calcification of the cuspids, as well as the fiberoptic damage of subvalvar system. The sum of these grades resulted in the total echocardiography score according to the criteria proposed by Wilkins et al<sup>10</sup>. With continuum Doppler and color flux mapping from the apical window, the best curve of mitral flux velocity was obtained for the MVA calculation and of medium mitral G<sup>20,21</sup>. Pulsing Doppler and/or color flux mapping were used for the detection and semi-quantitative assessment of MI grade<sup>22</sup>.</p>
      <p>MVBC was performed exclusively by the same interventionist doctor by means of right-heart catheterization technique and transseptal approach. The single or double-catheter approach was used according to the availability of the material. The double-balloon technique was used in 83 (25.2%) patients. Unifoil, bifoil and trefoil balloons were used in 4 (1.2%), 30 (9.1%) and 8 (2.4%) patients, respectively. The Inoue balloon was used in the remaining 205 patients (62.1%). Hemodynamic measures were made, including left atrium pressure, left ventricle final diastolic pressure, pressure G by mitral valve and cardiac debt (through thermal dissolution) after and before the balloon dilation. Dilation by balloon was repeated till a satisfactory drop in mitral G, improvement of cardiac auscultation, mitral regurgitation appearance or other complications were achieved.</p>
      <p>MVA after the procedure, calculated by ECO, superior or equal to 1.5 cm<sup>2</sup> or 50% gain in relation to the measured area before the procedure was considered successful.</p>
      <p>During the follow-up, the occurrence of MVA, calculated by ECO, inferior to 1.5 cm<sup>2</sup> or loss of 50% of the initial obtained gain in the first ECO post-procedure (POI) were defined as restenosis.</p>
      <p>The necessity of new intervention on the mitral valve (surgery or MVBC) and the occurrence of obit by cardiovascular or non-cardiovascular causes were considered to be the main events.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Univariate and multivariate analyses were performed to assess the following factors associated with the procedure success: sex, age, NYHA functional class (II versus III or IV), rhythm (sinus or non-sinus), total echocardiography score (<underline>&lt;</underline> 8 versus &lt; 8), mobility (1 and 2 versus 3 and 4), thickness (1 and 2 versus 3 and 4), calcification (1 and 2 versus 3 and 4), subvalvar (1 and 2 versus 3 and 4), MVA, medium mitral G and MI grade in the pre-procedure period.</p>
      <p>The predictive factors for restenosis and events in the follow-up of patients were also studied through univariate and multivariate analysis. Besides the variables used in the analysis of success, the measures of MVA and medium mitral G obtained in the ECO performed during POI were included.</p>
      <p>To estimate the probability of survival without the occurrence of events combined throughout time, the Kaplan-Meier method was applied.</p>
      <p>The chi-square or Fisher's exact tests were used to compare the qualitative variables, while the Student's t-test was applied in the comparison of quantitative variables.</p>
      <p>Through multivariate logistic regression, the probability of success, restenosis and events was correlated to the predetermined variables from univariate analysis.</p>
      <p>The significance level applied in the tests was 5%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Immediate</bold>
      </p>
      <p>MVBC was considered successful in 305 patients (92.4%). Technical difficulties occurred in seven patients and in the others the obtained MVA did not reach the success criteria. MVA increased from 1.00 &#177; 0.23 cm<sup>2</sup> to 2.03 &#177; 0.41 cm<sup>2</sup> after MVBC (p&lt;0.001). Following this findingm m&#233;dium transmitral G decreased from 12 &#177; 5 mmHg to 5 &#177; 3 mmHg (p&lt;0.001). After the procedure, MI was considered absent in 171 patients, discrete-grade in 106 patients, moderate in 38 patients and severe in 15 patients. Other complications related to the procedure occurred in 14 (4.2%) patients, as 9 (2.7%) patients presented cardiac tamponing, 4 (1.2%) patients presented embolism in the central nervous system, and one presented (0.3%) peripheral embolism.</p>
      <p>The results of the univariate analysis for the predictive factors for success are presented in <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>. Mean age of patients that had successful procedure was significantly lower (<italic>p</italic>=0.001). The following factors were considered predictive of success for MVBC: less subvalvar system fiberoptic damage (<italic>p</italic>=0.002), less thickness (<italic>p</italic>=0.019) and more valvar cuspids mobility (<italic>p</italic>=0.034), as well as total echocardiograph score inferior to 8 (<italic>p</italic>&lt;0.001).</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Through the multivariate analysis, only echocardiograph score inferior to 8 was identified as predictive factor for MVBC success. Besides, the chance of failing was determined as approximately 7.47 times higher in individuals with value superior to 8 (confidence interval 95%, 2.559 to 21.830, <italic>p</italic>=0.002).</p>
      <p>
        <bold>Late</bold>
      </p>
      <p>The mean follow-up period for all patients that went through MVBC was 47 &#177; 36 months. The total of 284 patients (86.06%) who were followed-up, not only in the first clinical consultation, but also at the 30<sup>th</sup> day, presented mean follow-up period of 54 &#177; 34 months (varying from 2 to 126 months).</p>
      <p>
        <bold>Restenosis</bold>
      </p>
      <p>During the follow-up, 77 (23.3%) patients presented echocardiography criteria for restenosis in a mean period of 62 &#177; 32 months after MVBC. The mean valvar area and the mitral gradient of these patients were: 1.07 &#177; 0.19 cm<sup>2</sup> and 9.5 &#177; 4.1 mmHg, respectively.</p>
      <p>Through the multivariate analysis, three variables related to a higher probability of restenosis during procedure were identified (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>). Patients who developed restenosis presented higher intensity of mitral valve calcification (<italic>p</italic>=0.029), MVA significantly smaller at PRE (<italic>p</italic>=0.018) and inferior to 2.0 cm<sup>2</sup> at POI (<italic>p</italic>=0.015).</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The multivariate analysis, performed through logistic regression, identified only MVA at PRE and higher valve calcification grade as main predictive factors for restenosis.</p>
      <p>
        <bold>Clinical events</bold>
      </p>
      <p>Sixty-seven events (20.3%) were observed during follow-up, with a mean period of 38 &#177; 26 months after MVBC.</p>
      <p>There were 17 death occurrences (4.84%) within 33 &#177; 19 months after procedure. The causes of obits are presented in <xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref>.</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Forty-three patients (13.0%) were submitted to surgical treatment during follow-up. In 18 patients (5.45%) it was necessary to implant cardiac prosthesis 30 &#177; 28 months after MVBC. Mitral commissurotomy was performed in 23 patients (6.96%) within 48 &#177; 25 months, and mitral valve plastic surgery in other 2 patients (0.6%) within 6 &#177; 3 months after MVBC. New mitral valvuloplasty was performed in 7 patients (2.12%) within 64 &#177; 22 months after the first MVBC.</p>
      <p>The probability of survival without events (surgery, valvuloplasty or obit) was 94.99 &#177; 1.31% within 1 year, 75.14 &#177; 3.03% within 5 years and 61.44 &#177; 4,36 within 8 years, as maintaining it till 10 years of follow-up (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>). No events occurred after the eighth year of follow-up. Through the multivariate analysis, seven variables related to the probability of events during follow-up were identified (<xref ref-type="table" rid="t5-body2">Table 5</xref>). The patients who developed any event presented significantly higher mean age (<italic>p</italic>=0.010), lower MVA at PRE (<italic>p</italic>=0.009), reduced mobility of cuspids (<italic>p</italic>=0.021), higher valvar calcification grade (<italic>p</italic>=0.001) and echocardiograph score superior to 8 (<italic>p</italic>=0.029) at PRE. At POI, the most elevated mean transvalvar G (<italic>p</italic>&lt;0.001) and MVA smaller than 2.00 cm<sup>2</sup> (<italic>p</italic>=0.009) were also predictors of events, and was associated with long-term events rate.</p>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0406-00020-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Through the multivariate analysis, the following variables were identified as the most strongly related to the occurrence of long-term events: advanced age, smaller MVA at PRE and higher medium mitral transvalvar G value at POI.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In medical literature, studies on evolutional analysis of different periods of MVBC follow-up vary from 1 to 12 years<sup>7-18</sup>, however, the studied populations differ in their socioeconomic, ethnic, cultural and aging profiles, besides clinical and echocardiograph characteristics, from those found in our sample. All these particularities stick out the importance of knowing the long-term results of MVBC in the national context, which is represented by scarce but valuable studies<sup>7,23</sup>.</p>
      <p>Mean age of the patients herein presented was 35 &#177; 13 years old, a value that is intermediate to those of developed countries<sup>24</sup>, where these patients are younger, and to the mean ages of patients from European countries<sup>25,26</sup> and from the United States of America<sup>8,27</sup>, which are considered to be more elevated. In North American studies by Pal&#225;cios et al<sup>27</sup> and Cohen et al<sup>8</sup>, mean ages of patients were 55 and 59 years old, respectively. This observation is justified by the fact that rheumatic disease is endemic and cardiac assault happens more precociously in developed countries.</p>
      <p>This paper reports MVBC in a population formed primarily by young women, with valves considered to be ideal for the MVBC proceeding, though some patients with less favorable profile are also presented in our research. The predominance of females (89%) in this study suits other studies<sup>7,8,25-28</sup>.</p>
      <p>The mean echocardiograph score in the presented sample was 6.77, and only 14 patients, who had higher risk for surgical treatment, had a value superior to 9. Similar proportions of patients with unfavorable valvar morphology were studied by other authors<sup>7,27</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Immediate results</bold>
      </p>
      <p>By means of the aforementioned criteria, MVBC was successful in 92.4% of the cases followed by clinical improvement immediately after the procedure and at long term. This success incidence is similar to what was previously reported<sup>11,29-31</sup>, although the definition of success may have varied among case reports.</p>
      <p>In the present study, the univariate analysis detected the following items as success predictors: age, echocardiograph score, subvalvar thickness and cuspids mobility. The multivariate analysis demonstrated that the most powerful variable was the echocardiograph score inferior to 9. The MVBC results, similarly to those observed in mitral commissurotomy, are directly related to the involvement grade of the valvar system. Though the echocardiography analysis of mitral anatomy by means of score may present certain grade of variability among observers, it has showed to be a sensitive and effective method for quantifying the alterations on the mitral structure. Several studies on MVBC<sup>3,11,23,25,26</sup> that used the same analysis criteria for valvar morphology have also showed that the echocardiograph score is the most important success predictor. Adverse effects of MVBC were not frequent. We found 14 cases (4.23%) of non-valvar complications (cardiac tamponing and embolism) and 15 cases (4.5%) of MI importance. This incidence of complications is similar to what has been already described by other authors<sup>3,32</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Late results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Restenosis</bold>
      </p>
      <p>The progression of the valvar lesion in rheumatic disease may result from a subclinical rheumatic activity and/or from the turbulent flux generated in an already deformed valve. Such conditions may contribute to an increase in commissural fusion, thickness and calcification of a previously deformed valve system. They may occur in valves without intervention as much as in valves that previously went through such procedures. Restenosis is an ambiguous term that may include the inadequate result of MVBC, the inaccuracy of MVA determination, the true restenosis and the disease progress. The definition for restenosis is not homogeneous among many studies, as it may be based on clinical aspects, MVA, absolute loss of valvar area, loss percentage or absence of increase in this area. All this variability of factors and employed criteria may justify the great difference of restenosis rate among the various reports, varying from 3 to 70% within a period of 1 to 3 years<sup>33,34</sup>. Echocardiograph score superior to 8<sup>24,33,34</sup> and the presence of calcification<sup>35</sup> before MVBC and reduced MVA<sup>26,36</sup> after MVBC have already been reported as restenosis predictors in other studies. In this 10-year study, restenosis rate was 23.3% and happened after a mean period of 62 &#177; 32 months. The importance of restenosis study is based on the fact that this is the more frequent cause for a new intervention. Among the 43 operated patients, restenosis was diagnosed in 26 cases. Our results support the hypothesis that the echocardiograph analysis is essential to determine patients with high probability of developing restenosis at long term and, therefore, is useful to select the best therapeutic option.</p>
      <p>
        <bold>Events</bold>
      </p>
      <p>The valvar anatomy is an important predictor of dissatisfactory long-term results in patients submitted to surgical treatment for mitral stenosis<sup>37,38</sup>. From the introduction of MVBC, the echocardiograph score had already been identified as a predictor for immediate and medium-term results<sup>11,25,30,32</sup>. The results herein presented support the hypothesis that a score superior to 8 is strongly related to the occurrence of events in long-term follow-up. Although the majority of patients do not present elevated calcification score (3 or 4), when it was presented, was related to the development of late events. In this analysis, MVA before the procedure was significantly lower in the patients who presented late events. Such finding was reported in other studies<sup>26,29,30,35</sup> and may be associated with the higher restenosis rate in this group of patients.</p>
      <p>Two other variables related to immediate success of MVBC, the mitral transvalvar gradient and MVA at POI, were also late events predictors. This result in compliance with other authors' report<sup>11,26,28,29</sup> and emphasizes the importance of the immediate result of MVBC in the long-term evolvement. Likewise the present study, age was also described as a predictor factor for late events in other studies<sup>25,27-29,35</sup>.</p>
      <p>Therefore, the immediate result is also related to long-term prognostic. The analysis of mitral anatomy is essential to determine the patients who have greater chances of achieving good results with MVBC, for it may predict immediate and long-term results.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The results herein presented provide additional data on evidence that suggest that MVBC is a safe and efficient procedure for the achievement of long-term benefits in patients with symptomatic mitral stenosis. The anatomical condition of mitral valve and the patients' age were potential predictors of survival without events. This should be taken into account when selecting patients for percutaneous mitral commissurotomy.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Carlos Vinetou Ayres, from Faculdade de Medicina de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
