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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000300003</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em necropsias pedi&#225;tricas: caracter&#237;sticas, associa&#231;&#245;es e preval&#234;ncia</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Hospital de Base do Distrito Federal</institution>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>294</fpage>
      <lpage>299</lpage>
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          <day>25</day>
          <month>07</month>
          <year>2009</year>
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          <day>21</day>
          <month>09</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: No Brasil, desde 2001, as anomalias cong&#234;nitas constituem a segunda causa de morte em crian&#231;as menores de um ano, respondendo os defeitos cardiovasculares por 39,4% destes &#243;bitos. OBJETIVOS: Conhecer a preval&#234;ncia e as caracter&#237;sticas das malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em necropsias pedi&#225;tricas realizadas no Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, DF, de janeiro de 1996 a dezembro de 2007. M&#201;TODOS: Estudo descritivo, transversal, sendo revisadas 1591 necropsias realizadas de janeiro de 1996 a dezembro de 2007 e encontradas 189 (11,9%) com malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas, inclu&#237;das neste trabalho. RESULTADOS: As anomalias card&#237;acas foram observadas principalmente no grupo dos neomortos (117/61,9%), seguindo-se o grupo dos natimortos (35/18,5%), o grupo dos lactentes (30/15,9%) e o grupo dos pr&#233;-escolares (7/3,7%), n&#227;o havendo nenhum caso entre os escolares. As principais altera&#231;&#245;es detectadas nessa popula&#231;&#227;o foram: a comunica&#231;&#227;o interatrial em 96 pacientes (27%), a comunica&#231;&#227;o interventricular em 66 (18,5%) e a persist&#234;ncia do canal arterial em 51 (14,3%), sem predom&#237;nio entre os sexos. Em 133 pacientes (70,4%), as cardiopatias eram m&#250;ltiplas e em 96 (50,8%) estavam associadas a anomalias de outros &#243;rg&#227;os e sistemas; dentre esses, 45 (23,8%) apresentaram cardiopatias como componentes de s&#237;ndromes, destacando-se a alta preval&#234;ncia de doen&#231;as cromoss&#244;micas, especialmente as trissomias, em todas as faixas et&#225;rias. CONCLUS&#213;ES: Os resultados deste trabalho mostram elevada preval&#234;ncia de anomalias card&#237;acas cong&#234;nitas em nosso meio e distribui&#231;&#227;o e associa&#231;&#245;es semelhantes &#224;s observadas em pa&#237;ses desenvolvidos. A elevada mortalidade associada a essas anomalias alerta para a necessidade de pesquisas mais abrangentes a fim de se conhecer os fatores de risco e buscar a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de alguns desses defeitos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Cardiopatias cong&#234;nitas</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
        <kwd>autopsia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>04</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> ANATOMIA PATOL&#211;GICA</p>
    <p>
      <bold>Malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em necropsias pedi&#225;tricas: caracter&#237;sticas, associa&#231;&#245;es e preval&#234;ncia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dinaldo de Lima Leite<sup>I</sup>; H&#233;lcio Miziara<sup>II</sup>; Moema Veloso<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Hospital de Base do Distrito Federal </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia, Bras&#237;lia, DF - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> No Brasil, desde 2001, as anomalias cong&#234;nitas constituem a segunda causa de morte em crian&#231;as menores de um ano, respondendo os defeitos cardiovasculares por 39,4% destes &#243;bitos. </p>
    <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Conhecer a preval&#234;ncia e as caracter&#237;sticas das malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em necropsias pedi&#225;tricas realizadas no Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, DF, de janeiro de 1996 a dezembro de 2007. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudo descritivo, transversal, sendo revisadas 1591 necropsias realizadas de janeiro de 1996 a dezembro de 2007 e encontradas 189 (11,9%) com malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas, inclu&#237;das neste trabalho. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> As anomalias card&#237;acas foram observadas principalmente no grupo dos neomortos (117/61,9%), seguindo-se o grupo dos natimortos (35/18,5%), o grupo dos lactentes (30/15,9%) e o grupo dos pr&#233;-escolares (7/3,7%), n&#227;o havendo nenhum caso entre os escolares. As principais altera&#231;&#245;es detectadas nessa popula&#231;&#227;o foram: a comunica&#231;&#227;o interatrial em 96 pacientes (27%), a comunica&#231;&#227;o interventricular em 66 (18,5%) e a persist&#234;ncia do canal arterial em 51 (14,3%), sem predom&#237;nio entre os sexos. Em 133 pacientes (70,4%), as cardiopatias eram m&#250;ltiplas e em 96 (50,8%) estavam associadas a anomalias de outros &#243;rg&#227;os e sistemas; dentre esses, 45 (23,8%) apresentaram cardiopatias como componentes de s&#237;ndromes, destacando-se a alta preval&#234;ncia de doen&#231;as cromoss&#244;micas, especialmente as trissomias, em todas as faixas et&#225;rias. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#213;ES: </bold> Os resultados deste trabalho mostram elevada preval&#234;ncia de anomalias card&#237;acas cong&#234;nitas em nosso meio e distribui&#231;&#227;o e associa&#231;&#245;es semelhantes &#224;s observadas em pa&#237;ses desenvolvidos. A elevada mortalidade associada a essas anomalias alerta para a necessidade de pesquisas mais abrangentes a fim de se conhecer os fatores de risco e buscar a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de alguns desses defeitos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Cardiopatias cong&#234;nitas/mortalidade, preval&#234;ncia, autopsia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas est&#227;o associadas &#224; elevada mortalidade sendo estimado que cerca de 3% dos rec&#233;m-nascidos t&#234;m uma malforma&#231;&#227;o importante, com significado cosm&#233;tico ou funcional, sendo estas as principais causas de &#243;bito, de doen&#231;a e de incapacit&#226;ncia infantil<sup>1</sup>.</p>
    <p>No Brasil, as anomalias cong&#234;nitas constituem a segunda causa de mortalidade infantil, determinando 11,2% destas mortes<sup>2</sup>. V&#225;rios estudos relatam que o sistema cardiovascular &#233; o mais afetado por malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas, associadas ou n&#227;o a outras malforma&#231;&#245;es<sup>1,3-5</sup>. Em 1997, os defeitos cardiovasculares responderam por 39,4% de todas as mortes infantis por malforma&#231;&#245;es, seguindo-se os defeitos do sistema nervoso (18,8%)<sup>2,6</sup>.</p>
    <p>O impacto das anomalias cong&#234;nitas na mortalidade infantil depende de v&#225;rios fatores, incluindo sua preval&#234;ncia, a qualidade e disponibilidade de tratamento m&#233;dico e cir&#250;rgico, e a efetividade de medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria<sup>7,8</sup>. O conhecimento das anomalias mais prevalentes e os poss&#237;veis fatores de risco associados podem permitir interven&#231;&#227;o precoce buscando a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e repercutindo positivamente na qualidade de vida da crian&#231;a e da fam&#237;lia.</p>
    <p>Os objetivos deste trabalho s&#227;o estimar a preval&#234;ncia e estudar as caracter&#237;sticas morfol&#243;gicas das malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em necropsias pedi&#225;tricas realizadas no Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, DF no per&#237;odo de janeiro de 1996 a dezembro de 2007.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado estudo descritivo, transversal, constando de levantamento ativo no arquivo do N&#250;cleo de Citopatologia e Anatomia Patol&#243;gica do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), de todos os &#243;bitos ocorridos nesse hospital, entre janeiro de 1996 a dezembro de 2007. O HRAS &#233; um hospital p&#250;blico e refer&#234;ncia para gesta&#231;&#245;es de alto risco no Distrito Federal.</p>
    <p>Dentre as necropsias realizadas, todas que apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas foram revisadas pelo autor e um patologista. Foram analisadas as seguintes vari&#225;veis: idade materna e da crian&#231;a, diagn&#243;stico da necropsia, sexo, malforma&#231;&#245;es card&#237;acas e outras associadas. Blocos anat&#244;micos cardiorrespirat&#243;rios e cora&#231;&#245;es arquivados no servi&#231;o foram revisados e classificados.</p>
    <p>As idades foram agrupadas segundo a classifica&#231;&#227;o de Nelson Miyague em: natimortos (crian&#231;as com mais de 500 g que tiveram morte intrauterina), neomortos ou rec&#233;m-natos (crian&#231;as que nasceram vivas e que foram a &#243;bito at&#233; o 28&#186; dia de vida, prematuros ou n&#227;o), lactentes (crian&#231;as que foram a &#243;bito entre o 29&#186; dia de vida e o 11&#186; m&#234;s de idade), pr&#233;-escolares (crian&#231;as que foram a &#243;bito entre um ano e 6 anos e 11 meses) e escolares (crian&#231;as que foram a &#243;bito entre 7-14 anos e 11 meses de idade).</p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Secretaria de Estado de Sa&#250;de do Distrito Federal (SES/DF) sob o parecer n&#250;mero 211/08.</p>
    <p>Os dados foram analisados pelo programa BioEstat<sup>9</sup> vers&#227;o 5.0. Os testes estat&#237;sticos utilizados est&#227;o descritos no texto.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O n&#250;mero total de &#243;bitos no Hospital Regional da Asa Sul, de janeiro de 1996 a dezembro 2007, foi de 4319, tendo sido realizadas 1591 necropsias nesse per&#237;odo e encontradas 189 (11,9%) com malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas. Notou-se discreto predom&#237;nio do sexo masculino (52,4%) em rela&#231;&#227;o ao feminino (47,1%), sem signific&#226;ncia estat&#237;stica, e um caso (0,5%) de sexo indeterminado (&#967;&#178; = 0,282; p = 0,59). Foram observadas 117 (61,9%) malforma&#231;&#245;es no grupo dos neomortos ou rec&#233;m-natos, 35 (18,5%) no grupo dos natimortos, 30 (15,9%) no grupo dos lactentes e 7 (3,7%) no grupo dos pr&#233;-escolares, n&#227;o tendo sido registrado nenhum caso de malforma&#231;&#227;o entre os escolares.</p>
    <p>De 1996 a 1999, a taxa de necropsias foi de 52%, caindo progressivamente para 35% de 2000 a 2002, 24,6% de 2003 a 2006 e 14% em 2007. A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> mostra as varia&#231;&#245;es temporais que ocorreram nesse per&#237;odo, n&#227;o havendo signific&#226;ncia estat&#237;stica entre as diferentes propor&#231;&#245;es de malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas entre as necropsias realizadas em todo o per&#237;odo do estudo (meta-an&#225;lise para v&#225;rias propor&#231;&#245;es, p <italic>=</italic> 0,33).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0294-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>As anomalias card&#237;acas mais comumente observadas nos 189 pacientes foram a comunica&#231;&#227;o interatrial em 96 (27%) deles, a comunica&#231;&#227;o interventricular em 66 (18,5%) e a persist&#234;ncia do canal arterial em 51 (14,3%) (<xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref>). No total, 357 defeitos card&#237;acos cong&#234;nitos foram identificados, e em 133 (70,4%) pacientes as cardiopatias eram m&#250;ltiplas, predominando as seguintes associa&#231;&#245;es: CIA + PCA, CIA + CIV, CIA + CIV + PCA, CIA + coarcta&#231;&#227;o da aorta, e PCA + CIV. Essas associa&#231;&#245;es estiveram presentes, predominantemente, nas crian&#231;as com altera&#231;&#245;es cromoss&#244;micas/g&#234;nicas.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0294-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quando a distribui&#231;&#227;o dessas anomalias foi analisada em rela&#231;&#227;o aos grupos et&#225;rios, observou-se que as comunica&#231;&#245;es interatrial e interventricular, e a persist&#234;ncia do canal arterial representaram 59,8% de todas as malforma&#231;&#245;es encontradas, sendo as mais prevalentes entre os neonatos, natimortos e lactentes. Entre os pr&#233;-escolares, as comunica&#231;&#245;es interatrial e a interventricular foram as &#250;nicas anomalias card&#237;acas encontradas. Dos 35 natimortos, 30 (85,7%) apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas associadas a outros &#243;rg&#227;os e sistemas, destacando-se as malforma&#231;&#245;es do sistema m&#250;sculo-esquel&#233;tico em 8 (26,7%) (p&#233;s tortos, dolicocefalia e t&#243;rax curto), do sistema nervoso central em 6 (20%) (holoprosencefalia, anencefalia e raquisquise), do sistema sensorial em 5 (16,7%) (microftalmia, agenesia nariz, macroglossia), do sistema urin&#225;rio em 4 (13,3%) (rim em ferradura), do sistema circulat&#243;rio em tr&#234;s (10%) (art&#233;ria umbilical &#250;nica) e do sistema respirat&#243;rio em um (3,3%) (displasia pulmonar). Do grupo de 35 natimortos, 7 (20%) pacientes apresentaram diagn&#243;stico sindr&#244;mico, sendo tr&#234;s com triossomia n&#227;o classificada, dois com s&#237;ndrome de Patau e um com s&#237;ndrome de Down e o &#250;ltimo com s&#237;ndrome Dandy Walker.</p>
    <p>Entre os neomortos, 58 (49,5%) apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas associadas a outros &#243;rg&#227;os ou sistemas, tendo o sistema m&#250;sculo-esquel&#233;tico contribu&#237;do com 14 casos (24,1%) (p&#233; torto, h&#233;rnia diafragm&#225;tica, pesco&#231;o curto, cr&#226;nio c&#244;nico, malforma&#231;&#245;es de membros superiores e inferiores), o geniturin&#225;rio com 13 casos (22,4%) (rim em ferradura, polic&#237;stico, agenesia renal e de genit&#225;lia externa), o sistema digest&#243;rio com 13 (22,4%) (atresia de es&#244;fago, vias biliares e duodeno-jejunal, malforma&#231;&#227;o intestinal, imperfura&#231;&#227;o anal, divert&#237;culo de Merkel), o sistema sensorial com 8 casos (13,8%) (exoftalmia, microftalmia, malforma&#231;&#245;es auriculares), o sistema nervoso central com 7 casos (12%) (holoprosencefalia, agenesia corpo caloso, anencefalia) e o sistema imunol&#243;gico com tr&#234;s casos (5,2%) (agenesia de ba&#231;o e poliesplenia).</p>
    <p>Observou-se maior preval&#234;ncia de diagn&#243;sticos sindr&#244;micos entre os neomortos, tendo sido observados 31 (26,5%) casos, sendo as trissomias as mais frequentes (s&#237;ndrome de Down, Edwards, Patau).</p>
    <p>Entre os lactentes, dois (6,7%) apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas associadas a anomalias do sistema sensorial (agenesia e malforma&#231;&#245;es de orelhas), um (3,3%) a defeitos do sistema nervoso central (agenesia de corpo caloso) e um (3,3%) a defeitos do sistema m&#250;sculo-esquel&#233;tico (h&#233;rnia inguinal). Em tr&#234;s desses pacientes, as altera&#231;&#245;es fizeram parte de s&#237;ndromes, estando dois associados &#224; s&#237;ndrome de Down e um &#224; s&#237;ndrome de Edwards.</p>
    <p>No grupo dos pr&#233;-escolares, dois apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas associadas a defeitos do sistema nervoso central (microcefalia) e um a defeitos do sistema digest&#243;rio (divert&#237;culo de Merkel). Nesse grupo, havia somente um paciente com s&#237;ndrome de Down, associada a CIV e valva atrioventricular alada.</p>
    <p>Quarenta e cinco crian&#231;as apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas fazendo parte de s&#237;ndromes com anomalias m&#250;ltiplas (<xref ref-type="table" rid="t03">Tabela 3</xref>). Nesse grupo, predominaram as trissomias, principalmente a s&#237;ndrome de Down em todas as faixas et&#225;rias, exceto a dos natimortos, comprometendo principalmente meninas (7/2). A CIV estava presente em 25 (55%) dessas crian&#231;as.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0294-00003-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quanto &#224; idade materna da popula&#231;&#227;o deste estudo, 156 m&#227;es tinham menos de 35 anos, inclu&#237;das 32 com menos de 19 anos; 16 tinham 35 anos ou mais e em 17 n&#227;o constava essa informa&#231;&#227;o. Mesmo somando essas 17 &#224;s outras 16 com 35 anos ou mais, predomina o grupo mais jovem traduzindo a popula&#231;&#227;o atendida em nosso hospital. N&#227;o foi observada, no presente estudo, associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre idade materna <underline>&gt;</underline> 35 anos e presen&#231;a de anomalias cong&#234;nitas (meta-an&#225;lise para v&#225;rias propor&#231;&#245;es p = 0,056), nem quando estas eram componentes da s&#237;ndrome de Down (teste exato de Fisher p = 0,16).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As cardiopatias cong&#234;nitas s&#227;o as malforma&#231;&#245;es fetais mais frequentes. Resultados de diferentes estudos mostram incid&#234;ncia variando entre 4:1.000- 50:1.000 nascidos vivos<sup>10</sup>. Essas anomalias aparecem como principal causa de &#243;bito na inf&#226;ncia nos pa&#237;ses do primeiro mundo. Com a melhoria no diagn&#243;stico e tratamento, a mortalidade por tal causa vem caindo consideravelmente nos &#250;ltimos anos, fazendo aumentar a preval&#234;ncia das malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas, com um impacto socioecon&#244;mico e emocional devastador, requerendo maior esfor&#231;o nas medidas de preven&#231;&#227;o.</p>
    <p>No Brasil, a preval&#234;ncia desses defeitos varia entre 5.5:1000-13.2:1000 nascidos vivos<sup>6,8,11-15</sup>. Desde 2001, as anomalias cong&#234;nitas s&#227;o a segunda causa de mortalidade em menores de um ano em nosso pa&#237;s, de acordo com o Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, determinando 11,2% destas mortes, respondendo os defeitos cardiovasculares por 39,4% de todas as mortes infantis por malforma&#231;&#227;o em 1997<sup>16</sup>. No entanto, ainda h&#225; poucos trabalhos sobre as malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em nosso pa&#237;s <sup>7,8,11-14,17</sup>.</p>
    <p>O n&#250;mero total de &#243;bitos no Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, Distrito Federal, foi de 4.319, no per&#237;odo de janeiro de 1996 a dezembro de 2007, sendo o exame necrosc&#243;pico realizado em 1.591 (36,84%). Dentre esses, 189 (11,9%) apresentaram malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas isoladas, &#250;nicas ou m&#250;ltiplas, ou associadas a anomalias de outros &#243;rg&#227;os ou sistemas, com varia&#231;&#227;o temporal no per&#237;odo estudado sem efeito epidemiol&#243;gico na popula&#231;&#227;o. A an&#225;lise estat&#237;stica mostrou que as propor&#231;&#245;es de necropsias realizadas e as que apresentavam malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas no per&#237;odo de estudo se mantiveram uniformes, apesar da diminui&#231;&#227;o progressiva do n&#250;mero de necropsias. As altas preval&#234;ncias observadas no presente trabalho podem ser atribu&#237;das &#224;s caracter&#237;sticas do HRAS, que &#233; hospital de refer&#234;ncia para tratamento e diagn&#243;stico de doen&#231;as maternas e infantis e gesta&#231;&#227;o de alto risco.</p>
    <p>Nenhum dos relatos brasileiros permite compara&#231;&#227;o direta com nosso estudo. Os defeitos card&#237;acos cong&#234;nitos t&#234;m apresenta&#231;&#227;o variada, desde aqueles que progridem sem sintomas associados at&#233; os relacionados &#224; significante sintomatologia e alta mortalidade, traduzindo a variedade de anomalias e graus de comprometimento estrutural cardiovascular que pode ser observado morfologicamente. Considerou-se como malforma&#231;&#227;o cong&#234;nita a presen&#231;a de qualquer altera&#231;&#227;o estrutural ao nascimento, diagnosticada atrav&#233;s do exame macrosc&#243;pico em todas as necropsias realizadas no per&#237;odo entre 1996-2007.</p>
    <p>Existem cerca de 40 tipos de defeitos anat&#244;micos cardiovasculares descritos<sup>18</sup>. Foram encontradas entre as 189 necropsias estudadas, 23 diferentes malforma&#231;&#245;es card&#237;acas. Essa grande variedade de altera&#231;&#245;es poss&#237;veis, aliada aos diferentes m&#233;todos de estudo, sele&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o e diferen&#231;as regionais refletem a dificuldade de se obter dados compar&#225;veis e explica as discrep&#226;ncias relatadas na literatura<sup>13</sup>. No entanto, os resultados observados neste trabalho n&#227;o diferem muito dos encontrados na literatura nacional e internacional.</p>
    <p>Em estudo retrospectivo realizado em hospital universit&#225;rio em Belo Horizonte, Minas Gerais<sup>11</sup>, a preval&#234;ncia de malforma&#231;&#245;es card&#237;acas foi de 11,82% nascimentos (rec&#233;m-nascidos vivos e natimortos) e entre os natimortos 87,52&#137;, diagnosticados &#224; necropsia. Em outro estudo em necropsias realizado em hospital universit&#225;rio de Niter&#243;i, Rio de Janeiro, entre 1967-1992, a frequ&#234;ncia de malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas foi de 9%, correspondendo as card&#237;acas a 50% dessas<sup>12</sup>. No entanto, nesse relato, n&#227;o h&#225; refer&#234;ncia sobre os tipos de malforma&#231;&#245;es card&#237;acas mais frequentes e sua distribui&#231;&#227;o por grupo et&#225;rio.</p>
    <p>&#138;am&#225;nek<sup>19,20</sup> e Brent<sup>21</sup> relataram preval&#234;ncia de 6,2% de cardiopatias cong&#234;nitas em necropsias, respons&#225;veis por 7,4% da mortalidade total entre os nascidos vivos e 41,4% das malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas diagnosticadas na Bohemia, atual Rep&#250;blica Tcheca, durante 25 anos, antes da introdu&#231;&#227;o de m&#233;todos avan&#231;ados de cirurgia card&#237;aca neonatal. As anomalias mais frequentes foram a comunica&#231;&#227;o interventricular e a persist&#234;ncia do canal arterial<sup>19</sup>.</p>
    <p>Em todos os trabalhos publicados, n&#227;o somente no Brasil<sup>7,12,15-17</sup> como tamb&#233;m em outros pa&#237;ses<sup>20,21</sup>, salienta-se a alta preval&#234;ncia de malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas em nascidos vivos e natimortos, estando entre os mais frequentes defeitos cong&#234;nitos, compreendendo as comunica&#231;&#245;es interatrial e interventricular<sup>13</sup>, e a persist&#234;ncia do canal arterial as mais comuns<sup>21</sup>.</p>
    <p>S&#227;o esses defeitos card&#237;acos cong&#234;nitos, afetando, principalmente, crian&#231;as na faixa et&#225;ria dos neonatos<sup>22</sup> ou at&#233; a dos lactentes, os mais prevalentes, independente da popula&#231;&#227;o e da metodologia utilizada<sup>14</sup>, concordante com os resultados do presente trabalho. Salientamos ainda algumas tend&#234;ncias observadas neste relato, tamb&#233;m concordantes com a literatura: maior frequ&#234;ncia de malforma&#231;&#245;es card&#237;acas m&#250;ltiplas ou associadas, em compara&#231;&#227;o &#224;s isoladas e ao n&#250;mero de pacientes com s&#237;ndromes gen&#233;ticas.</p>
    <p>V&#225;rias medidas para a preven&#231;&#227;o de anomalias cong&#234;nitas t&#234;m sido tomadas em pa&#237;ses em desenvolvimento. &#201; dif&#237;cil determinar com seguran&#231;a a rela&#231;&#227;o causa e efeito entre os fatores ambientais e as malforma&#231;&#245;es. Acredita-se que cerca de 25% das anomalias cong&#234;nitas s&#227;o de etiologia gen&#233;tica, outras 15% de origem ambiental (radia&#231;&#227;o ionizante, infec&#231;&#245;es pr&#233;-natais, doen&#231;a materna cr&#244;nica, agentes ambientais e f&#225;rmacos) e 60% s&#227;o de causas desconhecidas<sup>23</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, 45 (23,8%) crian&#231;as apresentaram cardiopatias como componentes de s&#237;ndromes, destacando-se a alta preval&#234;ncia das doen&#231;as cromoss&#244;micas, especialmente das trissomias, em todos os grupos et&#225;rios: 15,6% nos natimortos; 68,9% nos neomortos, 13,3% nos lactentes e 2,2% nos pr&#233;-escolares. A alta preval&#234;ncia de doen&#231;as cromoss&#244;micas em crian&#231;as com cardiopatia e anomalias m&#250;ltiplas &#233; concordante com o descrito na literatura, embora os percentuais encontrados sejam vari&#225;veis, dependendo dos m&#233;todos e locais onde s&#227;o realizados os trabalhos, e refor&#231;a a recomenda&#231;&#227;o de realizar estudo cromoss&#244;mico em todo rec&#233;m-nascido ou natimorto com anomalias m&#250;ltiplas<sup>11</sup>.</p>
    <p>Em todos os grupos et&#225;rios, exceto o dos natimortos, a s&#237;ndrome de Down foi a s&#237;ndrome cromoss&#244;mica mais comum, comprometendo principalmente meninas (7/2), e a comunica&#231;&#227;o interventricular estava presente em 55% dessas crian&#231;as. Outras s&#237;ndromes gen&#233;ticas podem ter sido subestimadas por seus diagn&#243;sticos dependerem de procedimentos ainda n&#227;o dispon&#237;veis em nosso hospital. A idade materna <underline>&gt;</underline> 35 anos tem sido associada &#224; presen&#231;a de anomalias cong&#234;nitas, com aumento do risco com a idade<sup>2,10</sup>. No entanto, essa associa&#231;&#227;o n&#227;o foi observada neste trabalho, nem nas apresenta&#231;&#245;es em que a cardiopatia cong&#234;nita &#233; componente de uma s&#237;ndrome, especialmente na s&#237;ndrome de Down, discordando do observado por outros autores<sup>11,24</sup>. Tal diverg&#234;ncia pode ser devido ao tamanho da presente amostra e o acentuado predom&#237;nio de jovens m&#227;es. Chama a aten&#231;&#227;o a idade materna da popula&#231;&#227;o deste estudo - 156 m&#227;es tinham menos de 35 anos, inclu&#237;das 32 com menos de 19 anos, traduzindo a popula&#231;&#227;o atendida em nosso hospital.</p>
    <p>Vidal e cols.<sup>25</sup> referem tamb&#233;m um aumento proporcional de mulheres com menos de 20 anos na popula&#231;&#227;o atendida pelo Instituto Materno Infantil de Pernambuco, hospital de complexidade terci&#225;ria e de refer&#234;ncia para gestantes e rec&#233;m-nascidos de alto risco.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Os resultados deste estudo mostram alta preval&#234;ncia de anomalias card&#237;acas cong&#234;nitas em nosso meio, com distribui&#231;&#227;o e associa&#231;&#245;es semelhantes &#224;s observadas em pa&#237;ses desenvolvidos. A elevada mortalidade associada a essas anomalias, que j&#225; se constitui na segunda causa de morte infantil no Brasil, alerta para a necessidade de pesquisas mais abrangentes a fim de se conhecer os fatores de risco e se instituir programas de preven&#231;&#227;o de alguns desses defeitos.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Ao Professor Manuel Ayres, pelas orienta&#231;&#245;es na an&#225;lise estat&#237;stica. Ao Dr. Alberto Henrique Barbosa e &#224; Dr&#170;. Regina Maria de Ara&#250;jo Froz, pelo apoio na realiza&#231;&#227;o deste trabalho.</p>
    <p>Este trabalho &#233; parte da monografia apresentada como requisito para conclus&#227;o do curso superior de Bacharelado em Ci&#234;ncias Biol&#243;gicas da Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia (UCB).</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Moema Gon&#231;alves Pinheiro Veloso </p>
        <p> SQS 309 bloco B / 401 </p>
        <p> 70362-020 - Bras&#237;lia, DF - Brasil </p>
        <p> Email: </p>
        <p>
          <email xlink:href="moema.veloso@gmail.com">moema.veloso@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 25/07/09; revisado recebido em 25/07/09; aceito em 21/09/09.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Prevalence, treatment, and outcome of heart disease in live-born children: a prospective analysis of 91,823 live-born children</article-title>
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          <article-title>Children with congenital heart disease: probability of natural survival</article-title>
          <source>Pediatr Cardiol</source>
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          <article-title>The complexities of solving the problem of human malformations</article-title>
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          <article-title>The presentation of symptomatic heart disease in infancy based on 10 years experience (1973-82): Implications for the provision of services</article-title>
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          <article-title>Congenital malformation</article-title>
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          <article-title>Avalia&#231;&#227;o da s&#233;rie hist&#243;rica dos nascidos vivos em unidade terci&#225;ria de Pernambuco: 1991 a 2000</article-title>
          <source>Rev Assoc Med Bras</source>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Congenital cardiac malformations in pediatric necropsies: characteristics, associations and prevalence</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: In Brazil, since 2001, the congenital abnormalities have represented the second cause of death in children younger than one year, with cardiovascular defects being responsible for 39.4% of these deaths. OBJECTIVES: To establish the prevalence and the characteristics of the congenital cardiac malformations in pediatric necropsies performed in Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, DF, Brazil, from January 1996 to December 2007. METHODS: This is a descriptive, cross-sectional study that reviewed 1,591 necropsies performed from January 1996 to December 2007 and found 189 (11.9%) with congenital cardiac malformations, included in this study. RESULTS: The cardiac abnormalities were observed mainly in the group of live births (117/61.9%), followed by the stillbirths (35/18.5%), the infant group (30/15.9%) and the preschoolers' group (7/3.7%), with no cases identified among school-aged children. The main alterations detected were: interatrial communication in 96 patients (27%), interventricular communication in 66 patients (18.5%) and patent ductus arteriosus in 51 (14.3%), with no predominance of either sex. In 133 patients (70.4%), the cardiopathies were multiple and in 96 (50.8%) they were associated with anomalies in other organs and systems; among these, 45 (23.8%) presented cardiopathies as syndrome components, especially trisomies, at all age ranges. CONCLUSIONS: The results of the present study show a high prevalence of congenital cardiac anomalies in our country and distribution and association that were similar to the ones observed in developed countries. The high mortality associated to such anomalies highlights the need for more comprehensive research in order to identify the risk factors and seek the primary prevention of some of these defects.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart defects, congenital</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
        <kwd>autopsy</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Congenital cardiac malformations in pediatric necropsies: characteristics, associations and prevalence</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Dinaldo de Lima Leite<sup>I</sup>; H&#233;lcio Miziara<sup>II</sup>; Moema Veloso<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Hospital de Base do Distrito Federal</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia, Bras&#237;lia, DF - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> In Brazil, since 2001, the congenital abnormalities have represented the second cause of death in children younger than one year, with cardiovascular defects being responsible for 39.4% of these deaths.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To establish the prevalence and the characteristics of the congenital cardiac malformations in pediatric necropsies performed in Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, DF, Brazil, from January 1996 to December 2007.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> This is a descriptive, cross-sectional study that reviewed 1,591 necropsies performed from January 1996 to December 2007 and found 189 (11.9%) with congenital cardiac malformations, included in this study.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The cardiac abnormalities were observed mainly in the group of live births (117/61.9%), followed by the stillbirths (35/18.5%), the infant group (30/15.9%) and the preschoolers' group (7/3.7%), with no cases identified among school-aged children. The main alterations detected were: interatrial communication in 96 patients (27%), interventricular communication in 66 patients (18.5%) and patent ductus arteriosus in 51 (14.3%), with no predominance of either sex. In 133 patients (70.4%), the cardiopathies were multiple and in 96 (50.8%) they were associated with anomalies in other organs and systems; among these, 45 (23.8%) presented cardiopathies as syndrome components, especially trisomies, at all age ranges.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS:</bold> The results of the present study show a high prevalence of congenital cardiac anomalies in our country and distribution and association that were similar to the ones observed in developed countries. The high mortality associated to such anomalies highlights the need for more comprehensive research in order to identify the risk factors and seek the primary prevention of some of these defects.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Heart defects, congenital / mortality; prevalence; autopsy.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Congenital malformations are associated with high mortality and it has been estimated that approximately 3% of the newborns present an important malformation, with cosmetic or functional significance, being the main cause of death, disease or disability among children<sup>1</sup>.</p>
      <p>In Brazil, the congenital abnormalities constitute the second cause of child mortality, being responsible for 11.2% of these deaths<sup>2</sup>. Several studies have reported that the cardiovascular system is the one most often affected by congenital malformations, associated or not to other malformations<sup>1,3-5</sup>. In 1997, the cardiovascular defects were responsible for 39.4% of all child deaths due to malformations, followed by nervous system defects (18.8%)<sup>2,6</sup>.</p>
      <p>The impact of congenital abnormalities on child mortality depends on several factors, including their prevalence, the quality and availability of medical and surgical treatment and the effectiveness of primary prevention measures<sup>7,8</sup>. The awareness of the most prevalent anomalies and the possible associated risk factors can allow an early intervention directed at primary prevention, with a positive impact on the quality of life of the child and its family.</p>
      <p>The aims of the present study are to estimate the prevalence and study the morphologic characteristics of congenital cardiac malformations identified in pediatric necropsies performed at Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, DF, Brazil, from January 1996 to December 2007.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A descriptive, cross-sectional study was carried out, which consisted in the review of patients' files from the Cytopathologic and Pathologic Anatomy Center of Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), of all deaths that occurred in this hospital between January 1996 and December 2007. The HRAS is a public hospital and a reference one for high-risk pregnancies in the Federal District (DF).</p>
      <p>Among the necropsies performed at the HRAS, all that presented cardiac malformations were reviewed by the author and a pathologist. The following variables were analyzed: maternal and child's age, necropsy diagnosis, sex, cardiac malformations and associated ones. Cardiorespiratory anatomical blocks and hearts that had been stored at the Service were reviewed and classified.</p>
      <p>The ages were grouped according to the classification of Nelson Miyague as: stillbirths (children weighing more than 500 g that had intrauterine death), live births or neonates (children that were born alive and died up to the 28<sup>th</sup> day of life, either premature or not), infants (children that died between the 29<sup>th</sup> day and 11<sup>th</sup> month of life), preschoolers (children that died between 1 year and 6 years and 11 months of age) and school-aged children (children that died between 7-14 years and 11 months of age).</p>
      <p>The project was approved by the Ethics Committee in Research of the State Secretary of Health of the Federal District (SES/DF) under protocol #211/08.</p>
      <p>The data were analyzed using the BioEstat<sup>9</sup> statistical software, release 5.0. The statistical tests are described in the text.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The total number of deaths in Hospital Regional da Asa Sul, from January 1996 to December 2007, was 4,319 and 1,591 necropsies were performed during this period, of which 189 (11.9%) presented congenital cardiac malformations. There was a slight predominance of the male sex (52.4%) when compared to the female sex (47.1%), albeit without statistical significance, as well as one case (0.5%) of undetermined sex (&#967;&#178; = 0.282; p = 0.59). A total of 117 (61.9%) malformations were observed in the group of live births or neonates, 35 (18.5%) in the group of stillbirths, 30 (15.9%) in the group of infants and 7 (3.7%) in the group of preschoolers, with no malformation cases being observed in the group of school-aged children.</p>
      <p>From 1996 to 1999, the rate of necropsies was 52%, progressively decreasing to 35% from 2000 to 2002, 24.6% from 2003 to 2006 and 14% in 2007. <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref> shows the temporal variations that occurred in this period, with no statistical significance between the different proportions of congenital cardiac malformations observed at the necropsies performed throughout the study period (meta-analysis for several proportions, p=0.33).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0294-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The most common cardiac abnormalities in the 189 patients were the interatrial communication (IAC) in 96 (27%) of them, the interventricular communication (IVC) in 66 (18.5%) and patent ductus arteriosus (PDA) in 51 (14.3%) (<xref ref-type="table" rid="en_03t02-body2">Table 2</xref>). In total, 357 congenital cardiac defects were identified and in 133 of them (70.4%), the cardiopathies were multiple, with the predominance of the following associations: IAC + PDA, IAC + IVC, IAC + IVC + PDA, IAC + aorta coarctation and PDA + IVC. These associations were predominantly present in children with chromosomal/gene alterations.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_03t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0294-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>When the distribution of these abnormalities was analyzed in relation to the age ranges, it was observed that the interatrial and interventricular communications and the patent ductus arteriosus represented 59.8% of all observed malformations, being the most prevalent ones among neonates, stillbirths and infants. Among the preschoolers, the IAC and IVC were the only abnormalities observed.</p>
      <p>Of the 35 stillbirths, 30 (85.7%) presented cardiac malformations associated with other organs and systems, with a predominance of musculoskeletal system malformations in 8 (26.7%) (clubfoot, dolichocephaly and short thorax), central nervous system malformations in 6 (20%) (holoprosencephaly, anencephaly and rachischisis), sensory system malformations in 5 (16.7%) (microphthalmia, nose agenesis, macroglossia), urinary system malformations in 4 (13.3%) (horseshoe kidney), circulatory system malformations in 3 (10%) (single umbilical artery) and respiratory system malformations in 1 (3.3%) (pulmonary dysplasia). Of the group of 35 stillbirths, 7 patients (20%) presented a syndromic diagnosis, with three having unclassified trisomies, two with Patau syndrome, one with Down syndrome and the last one with Dandy-Walker syndrome.</p>
      <p>Among the live births, 58 (49.5%) presented cardiac malformations associated with other organs and systems, with a predominance of musculoskeletal system malformations in 14 cases (24.1%) (clubfoot, diaphragmatic hernia, short neck, conically shaped skull, malformations in the upper and lower limbs), genitourinary system malformations in 13 cases (22.4%) (horseshoe kidney, polycystic kidney, kidney agenesis and external genitalia agenesis), digestive system malformations in 13 (22.4%) (esophageal, biliary tract and duodenal-jejunal atresia, intestinal malformations, Imperforate anus, Merkel's diverticulum), sensory system malformations in 8 cases (13.8%) (exophthalmia, microphthalmia, auricular malformations), central nervous system in 7 cases (12%) (holoprosencephaly, corpus callosum agenesis, anencephaly) and immunological system malformations in 3 cases (5.2%) (splenic agenesis and polysplenia).</p>
      <p>A higher prevalence of syndromic diagnoses was observed among the live births, with 31 (26.5%) cases, with trisomies being the most frequent defects (Down, Edwards and Patau syndrome).</p>
      <p>Among the infants, 2 (6.7%) presented cardiac malformations associated to sensory system malformations (ear agenesis and malformations), one case (3.3%) presented a central nervous system malformation (corpus callosum agenesis) and one (3.3%) presented a musculoskeletal malformation (inguinal hernia). In three of these patients, the abnormalities were part of an associated syndrome, with two cases being associated to Down syndrome and one to Edwards syndrome.</p>
      <p>In the group of preschoolers, two presented cardiac abnormalities associated with central nervous system malformations (microcephaly) and one to a digestive system malformation (Merkel's diverticulum). In this group, there was only one patient with Down syndrome, associated with IVC and atrioventricular septal defect.</p>
      <p>Forty-five children presented cardiac malformations associated with syndromes with multiple anomalies (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>). In this group, trisomies predominated, mainly Down syndrome at all age ranges, except in the still birth group, affecting mainly girls (7/2). The IVC was present in 25 (55%) of these children.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-03-0294-00003-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Regarding the maternal age in this study population, 156 mothers were younger than 35 years, including 32 younger than 19 years; 16 were 35 or older and 17 cases lacked this information. Even when adding these 17 mothers to the 16 that were 35 or older, the younger group predominates, representing the population treated at our hospital. The present study did not show a statistically significant association between the maternal age <underline>&gt;</underline> 35 years and the presence of congenital abnormalities (meta-analysis for several proportions p = 0.056), not even when the latter were components of Down syndrome (Fisher exact test: p = 0.16).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Congenital cardiopathies are the most frequent fetal malformations. Results from different studies have shown incidences varying from 4:1.000 - 50:1.000 live births<sup>10</sup>. These abnormalities appear as the main cause of death in childhood in the first-world countries. With improvements in the diagnosis and treatment, the mortality due to congenital cardiopathies has decreased considerably in the last years, thus increasing the prevalence of congenital cardiac malformations, which has a devastating socioeconomic and emotional impact, requiring more efforts regarding prevention measures.</p>
      <p>In Brazil, the prevalence of these defects varies between 5.5:1000-13.2:1000 live births<sup>6,8,11-15</sup>. Since 2001, the congenital abnormalities are the second cause of mortality in children younger than one year in our country, according to the Mortality Information System of the Ministry of Health, being responsible for 11.2% of these deaths, with 39.4% of all children's deaths due to malformation being ascribed to cardiovascular defects in 1997<sup>16</sup>. However, there have been few studies on congenital cardiac malformations in our country<sup>7,8,11-14,17</sup>.</p>
      <p>The total number of deaths in Hospital Regional da Asa Sul, Bras&#237;lia, Federal District, Brazil, was 4,319, from January 1996 to December 2007, of which 1,591 (36.84%) were submitted to necroscopic examination.</p>
      <p>Of these, 189 (11.9%) presented isolated congenital cardiac malformations, single or multiple, or associated to abnormalities in other organs or systems, with temporal variation in the study period presenting no epidemiological effect on the population.</p>
      <p>The statistical analysis showed that the number of necropsies performed and the ones that presented congenital malformations during the study period remained uniform, in spite of the progressive decrease in the number of necropsies. The high prevalences observed in the present study can be attributed to the characteristics of the HRAS, which is a reference hospital for the treatment and diagnosis of maternal and children's diseases and high-risk pregnancies.</p>
      <p>None of the Brazilian reports allow a direct comparison with our study. The congenital cardiac defects have a wide-ranging presentation, from those that progress without associated symptoms to those related to significant symptomatology and high mortality, demonstrating the variety of abnormalities and degrees of cardiovascular structural involvement that can be observed morphologically.</p>
      <p>The presence of any structural alteration at birth, diagnosed through the macroscopic assessment in all necropsies performed between 1996 and 2007 was considered congenital malformation.</p>
      <p>Approximately 40 types of cardiovascular anatomic defects have been described<sup>18</sup>. Twenty-three different cardiac malformations were identified among the 189 studied necropsies. The large variety of possible alterations, together with the different study methods, population selection and regional differences reflect the difficulty to obtain comparable data and explains the discrepancies reported in the literature<sup>13</sup>. However, the results observed in the present study do not differ much from the ones found in the national and international literature.</p>
      <p>In a retrospective study carried out in a university hospital in Belo Horizonte, state of Minas Gerais<sup>11</sup>, Brazil, the prevalence of cardiac malformations was 11.82% births (live births and stillbirths) and 87.52% among the stillbirths, diagnosed at the necropsy. In another study in necropsies carried out in a university hospital in Niteroi, state of Rio de Janeiro, Brazil, between 1967 and 1992, the frequency of congenital malformations was 9%, of which 50% of them were cardiac malformations<sup>12</sup>. However, in this report, there is no information about the most frequent types of cardiac malformations and their distribution per age range.</p>
      <p>&#138;am&#225;nek<sup>19,20</sup> and Brent<sup>21</sup> reported a prevalence of 6.2% of congenital cardiopathies in necropsies, responsible for 7.4% of the total mortality among live births and 41.4% of the congenital malformations diagnosed in Bohemia, currently the Czech Republic for 25 years, before the introduction of advanced methods of neonatal cardiac surgery. The most frequent abnormalities were the interventricular communication and the patent ductus arteriosus<sup>19</sup>.</p>
      <p>In all studies that have been published, not only in Brazil<sup>7,12,15-17</sup> but also in other countries<sup>20,21</sup>, one can observe the high prevalence of congenital cardiac malformations in live births and stillbirths, with the most frequent congenital defects being the interventricular and interatrial communications<sup>13</sup> and the patent ductus arteriosus<sup>21</sup>. These congenital cardiac defects, which affect mostly children from the neonatal age<sup>22</sup> or even infants, are the most prevalent ones regardless of the population and the methodology used<sup>14</sup>, in agreement with the results of the present study. Some trends observed in the present study are also in agreement with the literature: higher frequency of multiple or associated cardiac malformations, in comparison to isolated ones and the number of patients with genetic syndromes.</p>
      <p>Several measures for the prevention of congenital abnormalities have been taken in developing countries. It is difficult to safely determine the cause-effect relation between the environmental factors and the malformations. It is believed that approximately 25% of the congenital anomalies have a genetic etiology, whereas 15% are ascribed to environmental factors (ionizing radiation, prenatal infections, chronic maternal disease, environmental agents and drugs) and 60% are of unknown causes<sup>23</sup>.</p>
      <p>In the present study, 45 (23.8%) children presented cardiopathies as syndrome components and it is the noteworthy the high prevalence of chromosomal diseases, especially trisomies, in all age ranges: 15.6% of the stillbirths; 68.9% of the live births, 13.3% of the infants and 2.2% of the preschoolers. The high prevalence of chromosomal diseases in children with cardiopathies and multiple abnormalities is in agreement with what has been described in the literature, although the percentages found in the literature vary, depending on the methods used and the places where the studies were carried out and this reinforces the recommendation of performing a chromosomal analysis of all newborns or stillbirths with multiple abnormalities<sup>11</sup>.</p>
      <p>In all age ranges, except in the stillbirth group, Down syndrome was the most common chromosomal syndrome, affecting mainly girls (7/2) and the interventricular communication was present in 55% of these children. Other genetic syndromes might have been underestimated, as their diagnoses depend on procedures that are not available yet at our hospital. Maternal age <underline>&gt;</underline> 35 years has been associated with the presence of congenital abnormalities, with risk increasing with age<sup>2,10</sup>. However, this association was not observed in the present study, or in cases where the congenital cardiopathy is the component of a syndrome, especially Down syndrome, which is not in agreement with what has been observed by other authors<sup>11,24</sup>. Such divergence might be due to the size of the present sample and the predominance of young mothers. The maternal age of the present study population is noteworthy - 156 mothers were 35 years or younger, including 32 mothers younger than 19 years, which reflects the population treated at our hospital.</p>
      <p>Vidal et al<sup>25</sup> also reported a proportional increase in the number of women younger than 20 years treated at the Instituto Materno Infantil de Pernambuco, a tertiary and reference hospital for high-risk pregnancies and newborns.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The results of the present study show a high prevalence of congenital cardiac abnormalities in our country, with distribution and associations that are similar to the ones observed in developed countries. The high mortality associated with these abnormalities, which constitute the second cause of child death in Brazil, raises the awareness of the need to perform more comprehensive researches, in order to know the risk factors and institute prevention programs for some of these defects.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>To Professor Manuel Ayres, for his assistance with the statistical analysis. To Dr. Alberto Henrique Barbosa and Dr. Regina Maria de Ara&#250;jo Froz, for their support of this study.</p>
      <p>This study is part of the monograph presented as a requirement for the Bachelor of Science (BSc) degree in Biological Sciences at Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia (UCB).</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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