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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Jv5N6GHmFrSBBY4gNftzq8G</article-id>
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        <article-title>Coment&#225;rios sobre o artigo de girardi e cols.: custos em cirurgia card&#237;aca</article-title>
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            <surname>Benchimol-Barbosa</surname>
            <given-names>Paulo R.</given-names>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Hospital Central Aristarcho Pessoa</institution>
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        <month>02</month>
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      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>05</day>
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      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Coment&#225;rios sobre o artigo de girardi e cols.: custos em cirurgia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo R. Benchimol-Barbosa</bold>
    </p>
    <p>Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Central Aristarcho Pessoa; Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras chave: </bold> Honor&#225;rios e pre&#231;os, custos de cuidados de sa&#250;de, cirurgia tor&#225;cica.</p>
    <p>
      <bold>Senhor Editor,</bold>
    </p>
    <p>Li com interesse o artigo de Girardi e cols., no qual os autores analisam o impacto de duas t&#233;cnicas cir&#250;rgicas sobre os custos hospitalares relacionados aos procedimentos<sup>1</sup>. Gostaria de congratular os autores pela ousadia em abordar assunto controverso e pela clareza e objetividade apresentadas.</p>
    <p>O custeio de cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio em hospitais credenciados pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), seja com ou sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, parece ter impacto negativo no n&#250;mero de cirurgias eletivas realizadas, como &#233; o caso de nossa institui&#231;&#227;o. Aparentemente, o custeio oferecido pelo conv&#234;nio (SUS) n&#227;o cobre o custo total do procedimento, o que, eventualmente, acarreta falta de pagamento de fornecedores e contratantes. A consequ&#234;ncia imediata &#233; a limita&#231;&#227;o do n&#250;mero de cirurgias card&#237;acas realizadas, com a forma&#231;&#227;o de longas filas de espera. A curto e m&#233;dio prazo, possivelmente, impactam-se os desfechos dos pacientes que aguardam o procedimento.</p>
    <p>Nesse contexto, Oliveira e cols.<sup>2</sup>, em excelente artigo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, constataram o elevado custo social relacionado aos procedimentos cardiol&#243;gicos invasivos (cir&#250;rgicos ou intervencionistas) realizados em institui&#231;&#245;es credenciadas pelo SUS no Estado do Rio de Janeiro, entre 1999 e 2003, no qual verificaram a elevada morbimortalidade intra-hospitalar, muito acima dos padr&#245;es de qualidade aceitos.</p>
    <p>Olhando os dois lados da situa&#231;&#227;o, parece que o aparente paradoxo se completa: o custeio inadequado dos gastos hospitalares fornecido pelo conv&#234;nio reflete-se diretamente na qualidade dos procedimentos e, consequentemente, nos desfechos da interna&#231;&#227;o. O que fazer? Procedimentos cir&#250;rgicos eficientes, com baixo custo intra-hospitalar e adequada efic&#225;cia terap&#234;utica t&#234;m posi&#231;&#227;o de destaque e devem ser considerados na gest&#227;o de cuidados assistenciais. N&#227;o-obstante, a melhora dos indicadores de qualidade em sa&#250;de, como &#237;ndices de morbimortalidade intra-hospitalar, deve ser precedida da adequada gest&#227;o dos cuidados assistenciais e do apropriado custeio dos procedimentos realizados.</p>
    <p>Paz e Bem.</p>
    <p>
      <bold>Resposta do autor</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Prezado Senhor,</bold>
    </p>
    <p>Recebi o direito de resposta do Editor em rela&#231;&#227;o ao artigo "Custos comparativos entre a revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea"<sup>1</sup>. Quero agradecer os coment&#225;rios e concordar inteiramente com as coloca&#231;&#245;es do missivista.</p>
    <p>De fato, nosso sistema de sa&#250;de foi transformado em monop&#243;lio estatal, em que a maioria esmagadora dos enfermos &#233; ref&#233;m do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), sem op&#231;&#227;o qualitativa de escolha e sem condi&#231;&#245;es econ&#244;micas para acesso ao tratamento por meio da sa&#250;de suplementar ou dos servi&#231;os privados.</p>
    <p>Dessa forma, o SUS faz de conta que remunera o atendimento, e os prestadores de assist&#234;ncia m&#233;dica fazem de conta que recebem a remunera&#231;&#227;o. Pratica-se, por outro lado, um atendimento da melhor qualidade dentro das condi&#231;&#245;es impostas pelo SUS. As discuss&#245;es sobre a remunera&#231;&#227;o da presta&#231;&#227;o de servi&#231;os m&#233;dicos merecem profundas e desapaixonadas reflex&#245;es sobre a quem cabe esse monop&#243;lio e se &#233; a pr&#243;pria sociedade que deve regular essa atividade.</p>
    <p>O que n&#227;o se pode aceitar &#233; esse estado de arb&#237;trio entre o estado e os prestadores de servi&#231;os de sa&#250;de. Sen&#227;o vejamos: nossa pesquisa, que objetivou avaliar os custos hospitalares de um procedimento de alta complexidade, somente abordou situa&#231;&#245;es concretas dos pre&#231;os de &#243;rteses e pr&#243;teses, sem levar em conta os pre&#231;os efetivamente pagos pelo hospital. Como se sabe, nem sempre os pre&#231;os remuneram os custos.</p>
    <p>Por causa desse monop&#243;lio, o SUS pratica uma remunera&#231;&#227;o arbitr&#225;ria e diferente para o mesmo procedimento e para cada hospital. Em nosso hospital, trabalhamos com o regime de um teto de pagamento fixo mensal sobre toda a atividade assistencial, independentemente da quantidade e do tipo de atendimento praticado.</p>
    <p>Assim, quando realizamos o maior n&#250;mero de investiga&#231;&#227;o diagn&#243;stica e tamb&#233;m terap&#234;utica sequencial que o limite monet&#225;rio permite, vamos impor &#224; institui&#231;&#227;o um preju&#237;zo adicional sobre o j&#225; deficiente programa de pagamentos. Caracteriza-se, assim, um contrato de risco em que o risco &#233; somente de um lado.</p>
    <p>Nessa linha de racioc&#237;nio, vale lembrar que as complica&#231;&#245;es operat&#243;rias que exigem recursos de alta complexidade, tais como bal&#227;o intra-a&#243;rtico e circuito de hemodi&#225;lise, entre outros, n&#227;o ser&#227;o remuneradas pelo SUS.</p>
    <p>Outra forma arbitr&#225;ria de remunera&#231;&#227;o praticada pelo SUS refere-se ao pagamento por cotas de procedimentos. Sabe-se que o SUS remunera um n&#250;mero limitado de exames ou procedimentos para cada hospital, de acordo com sua capacidade de atendimento. Pacientes atendidos acima desse teto ou na presen&#231;a de complica&#231;&#245;es do procedimento n&#227;o ser&#227;o remunerados.</p>
    <p>Isso sem discutir in&#250;meros avan&#231;os tecnol&#243;gicos n&#227;o aceitos pelo SUS, n&#227;o sendo, portanto, remunerados. Essa pr&#225;tica estimulou o sistema de planos de sa&#250;de complementar a tamb&#233;m n&#227;o remunerar os procedimentos n&#227;o pagos pelo SUS. Exemplo disso ocorre com a implanta&#231;&#227;o dos <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos.</p>
    <p>Assim, conforme o missivista classificou como ousadia nosso estudo de custos, considero esse estudo a maneira simb&#243;lica de se quantificar quanto custa para o SUS determinado procedimento. Dessa forma, ficamos sem saber o que &#233; custo, o que &#233; pre&#231;o, o que &#233; valor. N&#227;o para a sociedade, n&#227;o para o paciente, n&#227;o para o hospital.</p>
    <p>
      <bold>Whady Hueb</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Paulo R. Benchimol-Barbosa </p>
        <p> Rua Pompeu Loureiro, 36/702 </p>
        <p> 22061-000, Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 02/12/08; revisado recebido em 05/12/08; aceito em 05/12/08.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias (Resposta dos autores) / References (authors' reply)</bold>
    </p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparative costs between myocardial revascularization with or without extracorporeal circulation</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Comments on the article by Girardi et al: costs in cardiac surgery</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Comments on the article by Girardi et al: costs in cardiac surgery</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Paulo R. Benchimol-Barbosa</bold>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Central Aristarcho Pessoa; Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Fees and Charges; Health Care Costs; Thoracic Surgery.</p>
      <p>
        <bold>To the Editor,</bold>
      </p>
      <p>I read with interest the article by Girardi et al, in which the authors analyze the impact of two surgical techniques on the hospital costs related to the procedures<sup>1</sup>. I would like to congratulate the authors for their boldness in addressing such a controversial subject as well as for their transparency and objectiveness.</p>
      <p>The funding of myocardial revascularization surgeries in hospitals accredited by the Brazilian Public Health System (SUS), either with or without extracorporeal circulation, seems to have a negative impact on the number of elective surgeries performed, as is the case in our institution. Apparently, the funding offered by the public health insurance system (SUS) does not cover the entire cost of the procedure, which eventually results in lack of payment to suppliers and contractors. The immediate consequence is the limitation of the number of performed cardiac surgeries with the ensuing long waiting for the procedure, which within short and mid-term periods, possibly affect the outcome of patients waiting to undergo the procedure.</p>
      <p>In this context, de Oliveira et al<sup>2</sup>, in an a excellent article published in the Brazilian Archives of Cardiology, verified the high social cost related to invasive cardiac procedures (surgical or interventionist ones), performed at institutions accredited by SUS in the state of Rio de Janeiro between 1999 and 2003, in which they demonstrated high intra-hospital morbidity and mortality, much higher than the accepted quality standards. When looking at the two sides of the situation, it seems that the apparent paradox completes itself: the inadequate funding of hospital expenses supplied by the health insurance company reflects directly on the quality of the procedures and, consequently, on the hospitalization outcomes. What should one do? Efficient surgical procedures, with low intra-hospital costs and adequate therapeutic efficacy are noteworthy and must be considered in health care management. However, the improvement in health quality indicators, such as intra-hospital morbimortality rates, must be preceded by the adequate management of health care services and the appropriate funding of the performed procedures.</p>
      <p>Peace and blessings.</p>
      <p>
        <bold>Answer to Letter to the Editor</bold>
      </p>
      <p>I was granted the right to respond by the Editor related to the article "Comparative Costs between Myocardial Revascularization Surgery With and Without Extracorporeal Circulation<sup>1</sup>. I would like to thank you for the comments; I entirely agree with you.</p>
      <p>In fact, our health system has become a state monopoly, where the great majority of the patients depend on the Brazilian Public Health System (SUS), with no qualitative option to choose and no economical condition to have access to treatment through supplementary or private health services. Therefore, SUS pretends to remunerate for the health care service and the health care suppliers pretend to be reimbursed. The latter, however, gives the best quality healthcare services, considering the conditions imposed by SUS. The discussions on the reimbursement of medical healthcare services deserve deep and dispassionate considerations on who this monopoly belongs to and whether society itself must regulate this activity. What cannot be accepted is this state of arbitration between the government and the healthcare service suppliers. Otherwise, let us analyze this: our research, which aimed at evaluating the hospital costs of a high-complexity procedure, only addressed concrete situations dealing with the price of ortheses and prosthesis, without taking into account the prices that were effectively paid by the hospital. As it is well-known, the prices do not always pay for the costs.</p>
      <p>Because of this monopoly, SUS practices an arbitrary and different remuneration for the same procedure and for each hospital. In our hospital, we work with a fixed maximum monthly payment concerning all medical-assistential activity, regardless of the quantity and type of assistance practiced. Thus, when we perform a higher number of diagnostic investigation and also sequential therapeutic procedures that the monetary limit allows, we will inflict upon the institution additional loss on top of the already deficient payment program. This characterizes a "risk contract", where the risk lies only on one side.</p>
      <p>Considering all that, it is worth mentioning that surgical complications that require high-complexity resources such as Intra-aortic Balloon or Hemodialysis Circuit, among others, are not covered by SUS.</p>
      <p>Another arbitrary form of reimbursement used by SUS refers to the payment by procedure quotas. It is known that SUS reimburses a limited number of examinations or procedures for each hospital, according to its capacity of providing assistance. Patients treated above this quota, or in the presence of procedure complications, will not be reimbursed. Additionally, there are technological developments that are not accepted by SUS and, therefore, are not reimbursed. This practice has stimulated the complementary healthcare insurance providers to not remunerate the procedures that are not paid for by SUS, either. That occurs, for instance, with the implant of pharmacological stents.</p>
      <p>Hence, as the letter writer classified our study of costs as a "bold" one, I consider this study as a symbolic way to quantify how much a certain procedure costs for SUS. Therefore, we are not allowed to know what cost is, what price is, what value is. Not for the society, not for the patient and not for the hospital.</p>
      <p>
        <bold>Whady Hueb</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> Paulo R. Benchimol-Barbosa</p>
          <p> Rua Pompeu Loureiro, 36/702</p>
          <p> 22061-000, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received December 02, 2008; revised manuscript received December 05, 2008; accepted December 05, 2008.</p>
      <p>
        <bold>References (authors' reply) / Refer&#234;ncias (Resposta dos autores)</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta dos autores) / References (authors' reply)</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Comentarios sobre el art&#237;culo de Girardi et al: costes en cirug&#237;a cardiaca</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Comentarios sobre el art&#237;culo de Girardi et al: costes en cirug&#237;a cardiaca</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Paulo R. Benchimol-Barbosa</bold>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Central Aristarcho Pessoa; Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Honorarios y precios, costes de cuidados de salud, cirug&#237;a tor&#225;cica.</p>
      <p>
        <bold>Estimado Editor,</bold>
      </p>
      <p>Le&#237; con inter&#233;s el art&#237;culo de Girardi et al, en el que los autores analizan el impacto de dos t&#233;cnicas quir&#250;rgicas sobre los costes hospitalarios relacionados con los procedimientos<sup>1</sup>. Por lo que me gustar&#237;a felicitar a los autores por la osad&#237;a en abordar un asunto controvertido y por la clareza y la objetividad presentadas.</p>
      <p>El costeamiento de cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n del miocardio en hospitales acreditados por el Sistema &#218;nico de Salud (SUS), ya sea con o sin circulaci&#243;n extracorp&#243;rea, parece tener impacto negativo en el n&#250;mero de cirug&#237;as electivas realizadas, como es el caso de nuestra instituci&#243;n. Aparentemente, el costeamiento que el convenio (SUS) ofrece no cubre el gasto total del procedimiento, lo que, eventualmente, conlleva la falta de pago de proveedores y contratantes. La consecuencia inmediata es la limitaci&#243;n del n&#250;mero de cirug&#237;as cardiacas llevadas a cabo, con la formaci&#243;n de largas colas de espera. A corto y mediano plazos, posiblemente, son impactantes los desenlaces de los pacientes que aguardan el procedimiento.</p>
      <p>En ese marco, Oliveira et al<sup>2</sup>, en excelente art&#237;culo publicado en <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, constataron el elevado coste social relacionado con los procedimientos cardiol&#243;gicos invasivos (quir&#250;rgico o intervencionistas) realizados en instituciones acreditadas por el SUS en el Estado de R&#237;o de Janeiro, entre el 1999 y el 2003, en el que se verificaron la elevada morbimortalidad intrahospitalaria, muy arriba de los est&#225;ndares de calidad aceptados.</p>
      <p>Teniendo en cuenta los dos aspectos, me parece que la aparente paradoja se completa: el costeamiento inadecuado los gastos hospitalarios por parte del convenio se refleja directamente en la calidad de los procedimientos y, consecuentemente, en los desenlaces de la internaci&#243;n. &#191;Qu&#233; hacer? Procedimientos quir&#250;rgicos eficientes, con bajo coste intrahospitalario y adecuada eficacia terap&#233;utica tiene posici&#243;n de protagonista y se deben tener en cuenta en la gesti&#243;n de cuidados asistenciales. No obstante, la mejora de los indicadores de calidad en salud, como &#237;ndices de morbimortalidad intrahospitalaria, debe precederse de la adecuada gesti&#243;n de los cuidados asistenciales y del apropiado costeamiento de los procedimientos realizados.</p>
      <p>Saludos cordiales.</p>
      <p>
        <bold>Respuesta del autor</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Estimado Se&#241;or,</bold>
      </p>
      <p>Recib&#237; el derecho de respuesta del Editor respecto al art&#237;culo "Costes comparativos entre la revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con y sin circulaci&#243;n extracorp&#243;rea"<sup>1</sup>. Me gustar&#237;a agradecerle los comentarios, adem&#225;s de haber coincidido por completo con los comentarios del misivista.</p>
      <p>De hecho, nuestro sistema de salud ha estado transform&#225;ndose en monopolio estatal, en que la gran mayor&#237;a de los enfermos es reh&#233;n del Sistema &#218;nico de Salud (SUS), sin opci&#243;n cualitativa de elecci&#243;n y sin condiciones econ&#243;micas para acceso al tratamiento por medio de la salud suplementaria o de los servicios privados.</p>
      <p>De esta manera, el SUS se hace la cuenta de que remunera la atenci&#243;n, y los prestadores de asistencia m&#233;dica se hacen la cuenta de que reciben la remuneraci&#243;n. Se practica, por otra parte, una atenci&#243;n de la mejor calidad dentro de las condiciones impuestas por el SUS. Las discusiones acerca de la remuneraci&#243;n de la prestaci&#243;n de servicios m&#233;dicos merecen profundas y sin pasi&#243;n reflexiones sobre a qui&#233;n cabe este monopolio y si es la propia sociedad que debe regular esta actividad.</p>
      <p>Lo que no se puede aceptar es este estado de arbitrio entre el Estado y los prestadores de servicios de salud. De lo contrario, veamos: nuestra investigaci&#243;n, que tuvo por objeto evaluar los costes hospitalarios de un procedimiento de alta complejidad, solamente abord&#243; situaciones concretas de los precios de ortesis y pr&#243;tesis, sin tener en cuenta los precios efectivamente pagos por el hospital. Como ya se sabe, ni siempre los precios remuneran los costes.</p>
      <p>A causa de este monopolio, el SUS practica una remuneraci&#243;n arbitraria y distinta para un mismo procedimiento y a cada hospital. En nuestro hospital, trabajamos con el r&#233;gimen de un techo de pago fijo mensual sobre toda la actividad asistencial, independientemente de la cuantidad y del tipo de atenci&#243;n practicado.</p>
      <p>As&#237;, cuando realizamos el mayor n&#250;mero de investigaci&#243;n diagn&#243;stica y tambi&#233;n terap&#233;utica secuencial que lo l&#237;mite monetario permite, vamos imponer a la instituci&#243;n un perjuicio adicional sobre lo ya deficiente programa de pagos. Se caracteriza, as&#237;, un contrato de riesgo en que el riesgo es solamente de una parte.</p>
      <p>En esta l&#237;nea de raciocinio, vale recordar que las complicaciones operatorias que exigen recursos de alta complejidad, tales como bal&#243;n intraa&#243;rtico y circuito de hemodi&#225;lisis, entre otros, no se remunerar&#225;n por el SUS.</p>
      <p>Otra forma arbitraria de remuneraci&#243;n practicada por el SUS se refiere al pago por cuotas de procedimientos. Ya se sabe que el SUS remunera un n&#250;mero limitado de ex&#225;menes o procedimientos para cada hospital, seg&#250;n su capacidad de atenci&#243;n. Pacientes atendidos con valores superiores a este o en la presencia de complicaciones del procedimiento no se remunerar&#225;n.</p>
      <p>Esto sin debatirse un sinn&#250;mero de avances tecnol&#243;gicos no aceptados por el SUS, que no son, por lo tanto, remunerados. Esta pr&#225;ctica hizo con que el sistema de seguros de salud complementario tambi&#233;n no remunerara los procedimientos no pagados por el SUS. Ejemplo de esto sucede con la implantaci&#243;n de los <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos.</p>
      <p>As&#237;, seg&#250;n clasific&#243; el misivista como osad&#237;a en nuestro estudio de costes, considero este estudio como la manera simb&#243;lica de cuantificarse cu&#225;nto cuesta al SUS un determinado procedimiento. De este modo, quedamos sin saber lo que es coste, lo que es precio, lo que es valor. No frente la sociedad, no frente el paciente, no frente el hospital.</p>
      <p>
        <bold>Whady Hueb</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body3" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p>Paulo R. Benchimol-Barbosa</p>
          <p>Rua Pompeu Loureiro, 36/702</p>
          <p> 22061-000, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
          <p>E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 02/12/08; revisado recibido el 05/12/08; aceptado el 05/12/08.</p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (cartas ao editor) / References (letters to the editor)</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta dos autores) / References (authors' reply)</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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