<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">zKj7NbWhSbqzH6pv7zKZmjf</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00015</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000200015</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400215</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000200015</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Adi&#231;&#227;o de Bloqueador do receptor de angiotensina II na insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada</article-title>
      </title-group>
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            <given-names>Antonio C. P.</given-names>
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            <given-names>Jos&#233; A. F.</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>235</fpage>
      <lpage>238</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>08</day>
          <month>05</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>08</day>
          <month>02</month>
          <year>2008</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Durante a descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca, ocorre uma intensa ativa&#231;&#227;o do sistema renina-angiotensina-aldosterona, entretanto, o uso de inibidor da enzima de convers&#227;o de angiotensina (IECA) n&#227;o pode bloque&#225;-lo completamente. De outro modo, a adi&#231;&#227;o de bloqueador do receptor de angiotensina II (BRA) pode ser &#250;til quando ocorre a depend&#234;ncia de inotr&#243;pico. Avaliamos a efici&#234;ncia da associa&#231;&#227;o BRA-IECA para retirada da dobutamina na insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada e descompensada. OBJETIVO: Avaliar a efic&#225;cia da associa&#231;&#227;o de bloqueador do receptor AT1 de angiotensina II ao inibidor de enzima de convers&#227;o, para a retirada da dobutamina em pacientes com depend&#234;ncia de suporte inotr&#243;pico decorrente da descompensa&#231;&#227;o aguda da insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica. M&#201;TODOS: Em um estudo caso-controle (N = 24), selecionamos pacientes internados por descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca e com uso por mais de 15 dias de dobutamina, ou uma ou mais tentativas sem sucesso de retirada; dose otimizada de IECA; e FEVE &lt; 0,45. Os pacientes ent&#227;o receberam adicionalmente BRA (n = 12) ou n&#227;o (controle, n = 12). O desfecho foi o sucesso na retirada da dobutamina, avaliado pela regress&#227;o log&#237;stica, com p &lt; 0,05. RESULTADOS: A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o foi de 0,25, e a idade de 53 anos, com dose de dobutamina de 10,7 &#956;g/kg.min. O sucesso na retirada de dobutamina ocorreu em oito pacientes do grupo BRA (67,7%), e em dois no grupo controle (16,7%). A "odds ratio" foi de 10,0 (intervalo de confian&#231;a de 95%:1,4 a 69,3; p = 0,02). A piora da fun&#231;&#227;o renal foi semelhante (grupo BRA: 42% vs. grupo controle: 67%, p = 0,129). CONCLUS&#195;O: Neste estudo piloto, a associa&#231;&#227;o BRA-IECA foi relacionada ao sucesso na retirada da dobutamina, na insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada descompesada. A piora da fun&#231;&#227;o renal foi semelhante em ambos os grupos. Estudos adicionais s&#227;o necess&#225;rios para esclarecer o assunto.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
        <kwd>bloqueador do receptor de angiotensina</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> INSUFICI&#202;NCIA CARD&#205;ACA</p>
    <p>
      <bold>Adi&#231;&#227;o de Bloqueador do receptor de angiotensina II na insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Marcelo E. Ochiai; Antonio C. P. Barretto; Juliano N. Cardoso; Robinson T. Munhoz; Paulo C. Morgado; Jos&#233; A. F. Ramires</bold>
    </p>
    <p>Hospital Auxiliar de Cotox&#243; do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Durante a descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca, ocorre uma intensa ativa&#231;&#227;o do sistema renina-angiotensina-aldosterona, entretanto, o uso de inibidor da enzima de convers&#227;o de angiotensina (IECA) n&#227;o pode bloque&#225;-lo completamente. De outro modo, a adi&#231;&#227;o de bloqueador do receptor de angiotensina II (BRA) pode ser &#250;til quando ocorre a depend&#234;ncia de inotr&#243;pico. Avaliamos a efici&#234;ncia da associa&#231;&#227;o BRA-IECA para retirada da dobutamina na insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada e descompensada. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a efic&#225;cia da associa&#231;&#227;o de bloqueador do receptor AT1 de angiotensina II ao inibidor de enzima de convers&#227;o, para a retirada da dobutamina em pacientes com depend&#234;ncia de suporte inotr&#243;pico decorrente da descompensa&#231;&#227;o aguda da insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Em um estudo caso-controle (N = 24), selecionamos pacientes internados por descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca e com uso por mais de 15 dias de dobutamina, ou uma ou mais tentativas sem sucesso de retirada; dose otimizada de IECA; e FEVE &lt; 0,45. Os pacientes ent&#227;o receberam adicionalmente BRA (n = 12) ou n&#227;o (controle, n = 12). O desfecho foi o sucesso na retirada da dobutamina, avaliado pela regress&#227;o log&#237;stica, com p &lt; 0,05. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o foi de 0,25, e a idade de 53 anos, com dose de dobutamina de 10,7 &#956;g/kg.min. O sucesso na retirada de dobutamina ocorreu em oito pacientes do grupo BRA (67,7%), e em dois no grupo controle (16,7%). A "odds ratio" foi de 10,0 (intervalo de confian&#231;a de 95%:1,4 a 69,3; p = 0,02). A piora da fun&#231;&#227;o renal foi semelhante (grupo BRA: 42% vs. grupo controle: 67%, p = 0,129). </p>
    <p> CONCLUS&#195;O: Neste estudo piloto, a associa&#231;&#227;o BRA-IECA foi relacionada ao sucesso na retirada da dobutamina, na insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada descompesada. A piora da fun&#231;&#227;o renal foi semelhante em ambos os grupos. Estudos adicionais s&#227;o necess&#225;rios para esclarecer o assunto.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, progn&#243;stico, bloqueador do receptor de angiotensina</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A descompensa&#231;&#227;o aguda da insufici&#234;ncia card&#237;aca &#233; um momento que requer condutas espec&#237;ficas para obten&#231;&#227;o de melhor resultado. N&#227;o &#233; incomum a necessidade de suporte inotr&#243;pico, e alguns pacientes desenvolvem depend&#234;ncia dessa medica&#231;&#227;o. Essa situa&#231;&#227;o tem sido pouco estudada, e alguns autores consideram-na somente como "ponte" para o transplante card&#237;aco ou como o final da vida<sup>1</sup>. Dessa forma, torna-se necess&#225;rio encontrar op&#231;&#245;es para esses pacientes.</p>
    <p>Uma op&#231;&#227;o seria a redu&#231;&#227;o da resist&#234;ncia arterial sist&#234;mica para permitir a retirada do suporte inotr&#243;pico. Vasodilatadores endovenosos t&#234;m sido utilizados para essa finalidade, entretanto, outras estrat&#233;gias vasodilatadoras poderiam ser &#250;teis. O conceito de bloqueio m&#250;ltiplo do renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), isto &#233;, associa&#231;&#227;o do inibidor da enzima de convers&#227;o de angiotensina (IECA) com o bloqueador do receptor de angiotensina II (BRA), tem sido estudada em est&#225;gios mais iniciais de insufici&#234;ncia card&#237;aca, entretanto, n&#227;o foi abordada em situa&#231;&#245;es mais avan&#231;adas.</p>
    <p>Na insufici&#234;ncia card&#237;aca, quanto mais avan&#231;ada do ponto de vista cl&#237;nico, mais ativado o SRAA. As vias do SRRA s&#227;o redundantes, e a enzima de convers&#227;o de angiotensina (ECA) &#233; respons&#225;vel pela produ&#231;&#227;o de somente 11% da angiotensina II<sup>2</sup>. Dessa forma, o IECA n&#227;o tem a capacidade de bloquear a maioria da produ&#231;&#227;o de angiotensina II, e assim a estimula&#231;&#227;o desse sistema persiste.</p>
    <p>Por outro lado, teoricamente o BRA poderia interromper essa estimula&#231;&#227;o, pois compete no receptor AT1 tanto com a angiotensina II produzida pela ECA como com a produzida por outras enzimas, o que resulta em um aumento da angiotensina II<sup>3</sup>. N&#237;veis mais altos de angiotensina II podem estimular o receptor AT2, cuja express&#227;o ocorre em situa&#231;&#245;es de inj&#250;ria tecidual.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este &#233; um estudo piloto, caso-controle, para avaliar a efic&#225;cia da associa&#231;&#227;o de bloqueador do receptor AT1 de angiotensina II ao inibidor de enzima de convers&#227;o, para a retirada da dobutamina em pacientes com depend&#234;ncia de suporte inotr&#243;pico decorrente da descompensa&#231;&#227;o aguda da insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica.</p>
    <p>Selecionamos os pacientes entre os internados em enfermaria de retaguarda de um hospital de refer&#234;ncia terci&#225;ria no per&#237;odo entre dezembro de 2002 e setembro de 2004.</p>
    <p>Inclu&#237;mos pacientes com depend&#234;ncia de suporte inotr&#243;pico, definida com dura&#231;&#227;o maior ou igual a 15 dias de uso de dobutamina, ou 1 ou mais tentativas de retirada sem sucesso, ou ambos. Retirada sem sucesso da dobutamina foi definida como a piora da dispneia ou fadiga, hipotens&#227;o arterial acentuada, confus&#227;o mental e piora da fun&#231;&#227;o renal ap&#243;s a redu&#231;&#227;o ou mesmo a retirada da infus&#227;o da medica&#231;&#227;o.</p>
    <p>Outros crit&#233;rios de inclus&#227;o foram: fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo menor ou igual a 0,45<sup>4</sup>; e o uso otimizado de inibidor da enzima de convers&#227;o, de diur&#233;ticos e de digit&#225;lico. A etiologia da disfun&#231;&#227;o ventricular n&#227;o foi crit&#233;rio de inclus&#227;o.</p>
    <p>Os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram: press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&lt;</underline> 70 mmHg; ureia s&#233;rica <underline>&gt;</underline> 200 mg/dL; pot&#225;ssio s&#233;rico <underline>&gt;</underline> 6,0 mEq/L; estenose a&#243;rtica clinicamente significante; s&#237;ndrome coronariana aguda; procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio; e acidente vascular cerebral nos dois meses pr&#233;vios ao estudo.</p>
    <p>No grupo BRA, o bloqueador do receptor de angiotensina II foi adicionado ao uso otimizado do inibidor de enzima de convers&#227;o, definido como a maior dose tolerada pelo paciente, com as seguintes doses-alvo: captopril 150 mg/dia, e enalapril 20 mg/dia. Em dez pacientes foi usado losartan, inicialmente 25 mg/ dia, ap&#243;s 25 mg duas vezes por dia, e 50 mg duas vezes por dia (dose-alvo). Em dois pacientes foi usado irbesartan, 75 mg/dia, ap&#243;s 75 mg duas vezes por dia, 150 mg duas vezes por dia (dose-alvo). Nessas sequ&#234;ncias n&#227;o foi permitida a queda da press&#227;o arterial sist&#243;lica abaixo de 70 mmHg.</p>
    <p>N&#243;s monitorizamos a fun&#231;&#227;o renal atrav&#233;s de dosagens s&#233;ricas de ureia, creatinina, s&#243;dio e pot&#225;ssio a cada tr&#234;s dias, e se necess&#225;rio diariamente. Nos Pacientes com a ureia s&#233;rica &lt; 50 mg/dl e creatinina &lt; 1,5 mg/dl, consideramos a piora da fun&#231;&#227;o renal como eleva&#231;&#227;o acima de 100 mg/dl e 2,5 mg/dl, respectivamente. Na situa&#231;&#227;o com n&#237;veis de ureia &gt; 100 mg/dl e de creatinina &gt; 2,5 mg/dl, consideramos piora da fun&#231;&#227;o renal a ocorr&#234;ncia de eleva&#231;&#227;o de pelo menos duas vezes o valor inicial.</p>
    <p>O grupo controle foi selecionado de acordo com os mesmos crit&#233;rios de inclus&#227;o e exclus&#227;o, e com o objetivo de parear sexo, idade, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, s&#243;dio s&#233;rico e fun&#231;&#227;o renal. Nesse grupo, foi considerado o momento inicial a partir da defini&#231;&#227;o de depend&#234;ncia de dobutamina (mais de 15 dias de uso de dobutamina ou 1 ou mais tentativas de retirada da droga vasoativa).</p>
    <p>Consideramos como desfecho principal a ocorr&#234;ncia da retirada bem sucedida da dobutamina. A ocorr&#234;ncia de &#243;bito foi registrada.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis cont&#237;nuas foram expressas em m&#233;dia e desvio-padr&#227;o e analisadas pelo teste t de Student. As vari&#225;veis categ&#243;ricas foram expressas em n&#250;mero e propor&#231;&#227;o e analisadas pelo teste exato de Fisher ou pelo Qui-quadrado. Consideramos significante p &lt; 0,05 (bicaudal).</p>
    <p>As vari&#225;veis com p &lt; 0,10 foram inclu&#237;das na an&#225;lise multivariada pelo m&#233;todo da regress&#227;o log&#237;stica<sup>5</sup>, para c&#225;lculo do "<italic>odds ratio</italic>" e do respectivo intervalo de confian&#231;a de 95%. As curvas de sobrevida foram constru&#237;das pelo m&#233;todo de Kaplan-Meier<sup>6</sup> e comparadas pelo teste de Log-Rank<sup>7</sup>. Essas an&#225;lises foram feitas pelo programa estat&#237;stico SAS (Cary, NC, EUA).</p>
    <p>
      <bold>&#201;tica</bold>
    </p>
    <p>A pesquisa foi avaliada e aprovada pela Comiss&#227;o de &#201;tica para An&#225;lise de Projetos de Pesquisa (CAPPESQ) do HCFMUSP, em consoante com a declara&#231;&#227;o de Helsinki.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Selecionamos 24 pacientes, 12 no grupo BRA e 12 no grupo controle, com idade de 53 &#177; 15 anos, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 0,25 &#177; 0,06, e a etiologia mais frequente foi a doen&#231;a de Chagas (54,2%). Os pacientes receberam dobutamina por um per&#237;odo de 33,5 &#177; 21,8 dias, antes do in&#237;cio do estudo, com dose de 10,7 mcg/kg.min. A <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref> mostra as caracter&#237;sticas basais segundo o grupo.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0235-00015-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A piora da fun&#231;&#227;o renal ocorreu em 13 (54%) pacientes; 5 (42%) no grupo BRA e 8 (67%) no grupo controle; com p = 0,219.</p>
    <p>A retirada com sucesso da dobutamina ocorreu em 8 (66,7%) pacientes no grupo BRA, e em 2 (16,7%) no grupo controle, com p = 0,013, pela an&#225;lise univariada. A retirada da dobutamina com sucesso foi relacionada com s&#243;dio s&#233;rico maior (p = 0,013) e com tend&#234;ncia para creatinina s&#233;rica menor (p = 0,059).</p>
    <p>Essas vari&#225;veis foram analisadas pela regress&#227;o log&#237;stica, que identificou o uso de BRA como vari&#225;vel independente para sucesso na retirada de dobutamina, com "<italic>odds ratio</italic>" de 10,0 (intervalo de confian&#231;a de 95%: 1,4 a 69,3; p = 0,02). S&#243;dio e creatinina n&#227;o foram associados &#224; retirada com sucesso.</p>
    <p>O intervalo entre o in&#237;cio do BRA e a retirada da dobutamina foi de 19,4 &#177; 17,0 dias, e a dose de losartan (n = 10) foi de 62,5 &#177; 29,5 mg/dia, e a de irbesartan (n = 2) foi de 300,0 &#177; 212,1 mg/dia.</p>
    <p>Na amostra total, 15 pacientes morreram: 5 (41,7%) no grupo BRA e 10 (83,8%) no grupo controle. No grupo BRA, entre os pacientes com sucesso na retirada de dobutamina, a mortalidade foi de 25%; e entre os sem sucesso foi de 75%. No grupo controle, entre os que n&#227;o tiveram sucesso na retirada da droga vasoativa, houve 90% de mortalidade. As curvas de sobrevida est&#227;o mostradas na <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>. A mortalidade aos dois meses de seguimento foi de 56% (intervalo de confian&#231;a de 95%: 34,8% a 78,4%).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0235-00015-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nossos resultados demonstraram que a associa&#231;&#227;o de BRA-IECA foi relacionada &#224; maior probabilidade de retirada da dobutamina na insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada.</p>
    <p>O estudo Val-HeFT demonstrou que a associa&#231;&#227;o BRA-IECA reduz a interna&#231;&#227;o, por&#233;m n&#227;o altera a mortalidade<sup>8</sup>. Diferentemente, o estudo CHARM-ADDED encontrou uma redu&#231;&#227;o tanto de interna&#231;&#227;o quanto de mortalidade cardiovascular, por&#233;m sem redu&#231;&#227;o da mortalidade total<sup>9</sup>. Entretanto, ambos os estudos avaliaram pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca de grau moderado, com mortalidade de 19,5% em 23 meses no Val-HeFT, e 31% em 41 meses no CHARM-ADDED. Nossa mortalidade de dois meses de 56,6% mostra a gravidade da insufici&#234;ncia card&#237;aca da nossa amostra, que tamb&#233;m &#233; compat&#237;vel com a situa&#231;&#227;o de depend&#234;ncia de dobutamina.</p>
    <p>Binkley e cols.<sup>10</sup> estudaram a vasodilata&#231;&#227;o com hidralazina para retirada de dobutamina em cinco pacientes. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o era 0,12 e a dose de 13,4 mcg/kg.min. A hidralazina melhorou o &#237;ndice card&#237;aco, a press&#227;o capilar pulmonar e a resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, o que permitiu o desmame da dobutamina em todos esses pacientes<sup>10</sup>.</p>
    <p>Durante a descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca, o objetivo &#233; a melhora hemodin&#226;mica, com o aumento do &#237;ndice card&#237;aco, redu&#231;&#227;o da press&#227;o de enchimento ventricular e redu&#231;&#227;o da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica. Esse objetivo dever ser prioridade sobre o processo de remodelamento card&#237;aco, pois este tem influ&#234;ncia a m&#233;dio e longo prazo.</p>
    <p>Na insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada, h&#225; controv&#233;rsia na escolha entre inotr&#243;picos e vasodilatadores. Provavelmente em algumas situa&#231;&#245;es, como a depend&#234;ncia de dobutamina, ambos s&#227;o necess&#225;rios. A terap&#234;utica vasodilatadora padr&#227;o &#233; o nitroprussiato de s&#243;dio endovenoso, entretanto, seu uso &#233; limitado em pacientes j&#225; com hipotens&#227;o arterial.</p>
    <p>Efeitos hemodin&#226;micos agudos do BRA t&#234;m sido descritos. Baruch e cols. encontraram uma redu&#231;&#227;o de press&#227;o capilar pulmonar e uma tend&#234;ncia de queda de resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, 6 a 12 horas ap&#243;s a administra&#231;&#227;o de valsartan em pacientes sem IECA<sup>11</sup>. A melhora hemodin&#226;mica ocorre duas horas ap&#243;s a ingest&#227;o de losartan, com redu&#231;&#227;o de 18% da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica e aumento de 25% no &#237;ndice card&#237;aco<sup>12</sup>. Esses efeitos hemodin&#226;micos acentuam-se ap&#243;s semanas de uso do BRA<sup>13</sup>.</p>
    <p>A produ&#231;&#227;o de angiotensina II por enzimas n&#227;o ECA; como quimase, catelepsina, e calicre&#237;na; tornam a vasodilata&#231;&#227;o plena por inibi&#231;&#227;o da ECA pouco prov&#225;vel<sup>2,14</sup>. O bloqueio m&#250;ltiplo do SRAA pode levar a uma vasodilata&#231;&#227;o maior nas situa&#231;&#245;es de maior resist&#234;ncia perif&#233;rica, como a descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca. Essa vasodilata&#231;&#227;o adicional pode permitir a retirada da dobutamina nos pacientes com baixo d&#233;bito card&#237;aco cr&#244;nico e dependentes de suporte inotr&#243;pico.</p>
    <p>Esse modelo de vasodilata&#231;&#227;o m&#250;ltiplo aqui proposto para essa situa&#231;&#227;o parece ser apropriado, pois durante a descompensa&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca, ocorre uma intensa ativa&#231;&#227;o do SRAA, com vias redundantes.</p>
    <p>No presente estudo, a probabilidade de retirada de dobutamina foi dez vezes maior com o uso da associa&#231;&#227;o BRA-IECA do que somente com a dose plena de IECA, e a evolu&#231;&#227;o mais frequente do grupo controle foi a ocorr&#234;ncia de &#243;bito. Por essas raz&#245;es, consideramos a associa&#231;&#227;o BRA-IECA uma boa op&#231;&#227;o para a depend&#234;ncia de suporte inotr&#243;pico. Nos nossos pacientes, a piora da fun&#231;&#227;o renal foi frequente, provavelmente devido &#224; gravidade da insufici&#234;ncia card&#237;aca, mas n&#227;o foi diferente entre os grupos.</p>
    <p>O valor do presente estudo &#233; demonstrar a melhora cl&#237;nica consider&#225;vel e indicar uma dire&#231;&#227;o para o tratamento da depend&#234;ncia de dobutamina na insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es do estudo</bold>
    </p>
    <p>O desenho caso-controle com uma amostra relativamente pequena n&#227;o &#233; um evid&#234;ncia forte o suficiente para indicar o uso rotineiro da associa&#231;&#227;o BRA-IECA na depend&#234;ncia de suporte inotr&#243;pico. A etiologia mais frequente foi a chag&#225;sica, o que limita a generaliza&#231;&#227;o dos achados, principalmente em outros pa&#237;ses. O desfecho utilizado, a retirada bem-sucedida da dobutamina, &#233; um evento clinicamente relevante, entretanto, n&#227;o foi avaliada de forma objetiva a situa&#231;&#227;o hemodin&#226;mica. A piora da fun&#231;&#227;o renal foi semelhante entre os dois grupos, por&#233;m n&#227;o pode ser descartada a possibilidade de erro tipo II, devido ao tamanho da amostra; mesmo assim, a disfun&#231;&#227;o renal foi mais frequente no grupo controle.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Nesse estudo piloto, a associa&#231;&#227;o BRA-IECA foi relacionada a retirada com sucesso da dobutamina na insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada. A piora da fun&#231;&#227;o renal n&#227;o foi mais frequente. Estudos randomizados s&#227;o necess&#225;rios para esclarecer o assunto.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Marcelo E. Ochiai </p>
        <p> Hospital Auxiliar de Cotox&#243; - InCor </p>
        <p> Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 </p>
        <p> 05403-900 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="marcelo.ochiai@incor.usp.br">marcelo.ochiai@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/02/08; revisado recebido em 08/05/08; aceito em 29/05/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Usefulness of hydralazine to withdraw from dobutamine in severe congestive heart failure</article-title>
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          <article-title>Augmented short-term and long-term hemodynamic and hormonal effects of an angiotensin receptor blocker added to angiotensin converting enzyme inhibitor therapy in patients with heart failure</article-title>
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          <article-title>Hemodynamic and neurohormonal effects of angiotensin II antagonist losartan in patients with congestive heart failure</article-title>
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          <article-title>for the Losartan Hemodynamic Study Group: Losartan in heart failure: hemodynamic effects and tolerability</article-title>
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          <article-title>Angiotensin converting enzyme (ACE) and non-ACE dependent angiotensin II generation in resistance arteries from patients with heart failure and coronary heart disease</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Angiotensin II receptor blocker add-on therapy for low cardiac output in decompensated heart failure</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: During heart failure (HF) decompensation, an intense activation of the renin-angiotensin-aldosterone system occurs; however, the use of angiotensin-converting enzyme inhibitor (ACEI) cannot block it completely. Otherwise, the addition of angiotensin II receptor blocker (ARB) can be useful when the inotropic dependence occurs. We evaluated the efficacy of the ARB-ACEI association on dobutamine withdrawal in advanced decompensated HF. OBJECTIVE: To assess the efficacy of association angiotensin receptor blocker - angiotensin converting enzyme inhibitor to withdraw the intravenous inotropic support in decompensated severe heart failure. METHODS: In a case-control study (N = 24), we selected patients admitted at the hospital due to HF that had been using dobutamine for more than 15 days, with one or more unsuccessful drug withdrawal attempts; optimized dose of ACEI and ejection fraction (EF) &lt; 0.45. Then, the patients additionally received ARB (n=12) or not (control, n=12). The outcome was the successful dobutamine withdrawal, evaluated by logistic regression, with a p &lt; 0.05. RESULTS: The EF was 0.25 and the age was 53 years, with a dobutamine dose of 10.7 &#956;g/kg.min. The successful drug withdrawal was observed in 8 patients from the ARB group (67.7%) and in 2 patients from the control group (16.7%). The odds ratio (OR) was 10.0 (95%CI: 1.4 to 69.3; p = 0.02). The worsening in renal function was similar (ARB group: 42% vs. control group: 67%; p=0.129). CONCLUSION: In this pilot study, the ARB-ACEI association was associated with successful dobutamine withdrawal in advanced decompensated heart failure. The worsening in renal function was similar in both groups. Further studies are necessary to clarify the issue.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Congestive heart failure</kwd>
        <kwd>prognosis</kwd>
        <kwd>angiotensin II type 1 receptor blockers</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Angiotensin II receptor blocker add-on therapy for low cardiac output in decompensated heart failure</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Marcelo E. Ochiai; Antonio C. P. Barretto; Juliano N. Cardoso; Robinson T. Munhoz; Paulo C. Morgado; Jos&#233; A. F. Ramires</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Auxiliar de Cotox&#243; do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> During heart failure (HF) decompensation, an intense activation of the renin-angiotensin-aldosterone system occurs; however, the use of angiotensin-converting enzyme inhibitor (ACEI) cannot block it completely. Otherwise, the addition of angiotensin II receptor blocker (ARB) can be useful when the inotropic dependence occurs. We evaluated the efficacy of the ARB-ACEI association on dobutamine withdrawal in advanced decompensated HF.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To assess the efficacy of association angiotensin receptor blocker - angiotensin converting enzyme inhibitor to withdraw the intravenous inotropic support in decompensated severe heart failure.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> In a case-control study (N = 24), we selected patients admitted at the hospital due to HF that had been using dobutamine for more than 15 days, with one or more unsuccessful drug withdrawal attempts; optimized dose of ACEI and ejection fraction (EF) &lt; 0.45. Then, the patients additionally received ARB (n=12) or not (control, n=12). The outcome was the successful dobutamine withdrawal, evaluated by logistic regression, with a p &lt; 0.05.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The EF was 0.25 and the age was 53 years, with a dobutamine dose of 10.7 &#956;g/kg.min. The successful drug withdrawal was observed in 8 patients from the ARB group (67.7%) and in 2 patients from the control group (16.7%). The odds ratio (OR) was 10.0 (95%CI: 1.4 to 69.3; p = 0.02). The worsening in renal function was similar (ARB group: 42% vs control group: 67%; p=0.129).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> In this pilot study, the ARB-ACEI association was associated with successful dobutamine withdrawal in advanced decompensated heart failure. The worsening in renal function was similar in both groups. Further studies are necessary to clarify the issue.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Congestive heart failure, prognosis, angiotensin II type 1 receptor blockers.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Acute decompensation in heart failure (HF) is a moment that requires specific conducts in order to obtain the best results. The need for inotropic support is not unusual and some patients develop drug dependence. This situation has been scarcely studied and some authors consider it only as a "bridge" to heart transplant or the end of the life<sup>1</sup>. Therefore, it becomes necessary to find options for these patients.</p>
      <p>One option would be the decrease in the systemic arterial resistance to allow the withdrawal of the inotropic support. Intravenous vasodilators have been used for this purpose; however, other vasodilation strategies could be useful. The concept of multiple blocking of the renin-angiotensin-aldosterone system (RAAS), i.e., the association between the angiotensin-converting enzyme inhibitor (ACEI) and the angiotensin II receptor blocker (ARB), has been studied at earlier stages of HF; however, it has not been assessed at more advanced stages of the disease.</p>
      <p>In HF, the more advanced the disease from a clinical point of view, the more activated is the RAAS. The RAAS pathways are redundant and the angiotensin-converting enzyme (ACE) is responsible for the production of only 11% of angiotensin II<sup>2</sup>. Thus, the ACEI does have the capacity to block most of the production of angiotensin II and the stimulation of the system persists.</p>
      <p>On the other hand, in theory, the ARB could interrupt this stimulation, as it competes in the AT1 receptor with both the angiotensin II produced by ACE and the one produced by other enzymes, which results in an increase of angiotensin II<sup>3</sup>. Higher levels of angiotensin II can stimulate the AT2 receptor, of which expression occurring in situations of tissue injury.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a case-control pilot study to evaluate the efficacy of the association between AT1 receptor blocker of angiotensin II and the angiotensin-converting enzyme inhibitor on dobutamine withdrawal in patients with inotropic support dependence caused by acute decompensation of chronic HF.</p>
      <p>We selected patients among those admitted at a tertiary hospital from December 2002 to September 2004. We included patients with inotropic support dependence, defined as a duration <underline>&gt;</underline> 15 days of dobutamine use or one or more unsuccessful withdrawal attempts, or both. The unsuccessful dobutamine withdrawal was defined as the worsening in apnea or fatigue, marked arterial hypotension, mental confusion and worsening of renal function after the decrease or even withdrawal of the drug infusion.</p>
      <p>Other inclusion criteria were: left ventricular ejection fraction (EF) <underline>&lt;</underline> 0.45<sup>4</sup>; and optimized use of angiotensin-converting enzyme inhibitor, diuretics and digitalis. The etiology of the ventricular dysfunction was not an inclusion criterion.</p>
      <p>The exclusion criteria were: systolic arterial pressure <underline>&lt;</underline> 70 mmHg; serum urea <underline>&gt;</underline> 200 mg/dL; serum potassium <underline>&gt;</underline> 6.0 mEq/L; clinically significant aortic stenosis; acute coronary syndrome; myocardial revascularization procedures; and cerebrovascular accident in the two months prior to the study.</p>
      <p>In the ARB group, the angiotensin II-receptor blocker was added to the optimized use of the angiotensin-converting enzyme inhibitor, defined as the highest dose tolerated by the patient, with the following target-doses: captopril 150 mg/day, and enalapril 20 mg/day. Ten patients used losartan, initially 25 mg/ day, and later, 25 mg twice a day and 50 mg twice a day (target-dose). Two patients used irbesartan, 75 mg/day, and later, 75 mg twice a day, 150 mg twice a day (target-dose). During these sequences, the systolic arterial pressure was not allowed to decrease below 70 mmHg.</p>
      <p>We monitored the renal function through serum measurements of urea, creatinine, sodium and potassium every three days and, if necessary, daily. In patients with serum urea &lt; 50 mg/dL and creatinine &lt; 1.5 mg/dL, we considered the worsening in renal function as levels &gt; 100 mg/dL and 2.5 mg/dL, respectively. In a situation with urea levels &gt; 100 mg/dL and creatinine &gt; 2.5 mg/dL, we considered the worsening in the renal function as the occurrence of at least a two-fold increase in the initial value.</p>
      <p>The control group was selected according to the same criteria of inclusion and exclusion with the objective of pairing sex, age, EF, serum sodium and renal function. In this group, the initial moment was considered from the definition of dobutamine dependence (more than 15 days of dobutamine use or one or more attempts to withdraw the vasoactive drug).</p>
      <p>The main outcome was the successful withdrawal of dobutamine. The occurrence of death was recorded.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The continuous variables were expressed as mean and standard deviation and analyzed through the Student's <italic>t</italic> test. The categorical variables were expressed in numbers and proportions and analyzed through Fisher's exact test or Chi-square test. A p value &lt;0.05 was considered significant (two-tailed).</p>
      <p>The variables with a p value &lt; 0.10 were included in the multivariate analysis through the logistic regression method<sup>5</sup>, for the calculation of the odds ratio (OR) and the respective 95% confidence interval (95%CI). The survival curves were constructed by the Kaplan-Meier method<sup>6</sup> and compared by the Log-Rank test.<sup>7</sup> These analyses were carried out using the statistical program SAS (Cary, NC, USA).</p>
      <p>
        <bold>Ethics</bold>
      </p>
      <p>This study was evaluated and approved by the Ethics Committee for Analysis of Research Projects of Hospital das Clinicas of the School of Medicine of the University of Sao Paulo (CAPPesq-HCFMUSP), in accordance to the Helsinki Declaration.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We selected 24 patients, 12 in ARB group and 12 in the control group, aged 53 &#177; 15 years, with EF = 0.25 &#177; 0.06; the most frequent etiology was Chagas' disease (54.2%). The patients had been treated with dobutamine for a period of 33.5 &#177; 21.8 days before the start of the study, at a dose of 10.7 mcg/kg.min. <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref> shows the basal characteristics according to the group.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0235-00015-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The worsening in renal function occurred in 13 (54%) patients: 5 (42%) in the ARB group and 8 (67%) in the control group, with p = 0.219.</p>
      <p>The successful dobutamine withdrawal was achieved in 8 (66.7%) patients from the ARB group and in 2 (16.7%) from the control group, with p = 0.013, at the univariate analysis. Successful dobutamine withdrawal was associated with higher serum sodium (p = 0.013) and a tendency towards lower serum creatinine levels (p = 0.059). These variables were analyzed by logistic regression, which identified the use of ARB as an independent variable for the successful dobutamine withdrawal, with an OR of 10.0 (95%CI: 1.4 to 69.3; p = 0.02). Sodium and creatinine levels were not associated with the successful drug withdrawal.</p>
      <p>The interval between the start of ARB administration and dobutamine withdrawal was 19.4 &#177; 17.0 days and the losartan dose (n = 10) was 62.5 &#177; 29.5 mg/day, whereas the irbesartan dose (n = 2) was 300.0 &#177; 212.1 mg/day.</p>
      <p>Fifteen patients of the total sample died: 5 (41.7%) from the ARB and 10 (83.8%) from the control group. In the ARB group, the mortality was 25% among the patients that achieved successful dobutamine withdrawal, whereas it was 75% among those that did not. In the control group, the mortality rate was 90% among those that did not achieve the vasoactive drug withdrawal. The survival curves are shown in <xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>. After a two-month follow-up, the mortality was 56% (95%CI: 34.8% to 78.4%).</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0235-00015-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Our results demonstrated that the ARB-ACEI association was related to a higher probability of dobutamine withdrawal in patients with decompensated heart failure.</p>
      <p>The Val-HeFT study demonstrated that the ARB-ACEI association reduced the duration of hospitalization; however, it did not alter the mortality<sup>8</sup>. Differently, the CHARM-ADDED study found a decrease in both hospitalization duration and cardiovascular mortality, although it did not show a decrease in total mortality<sup>9</sup>. However, both studies evaluated patients with moderate HF, with a mortality of 19.5% in 23 months at the Val-HeFT and 31% in 41 months in the CHARM-ADDED study. Our two-month mortality of 56.6% shows the HF severity in our sample, which is also compatible with the situation of dobutamine dependence.</p>
      <p>Binkley et al<sup>10</sup> studied vasodilatation with hydralazine for dobutamine withdrawal in 5 patients whose EF was 0.12; the dobutamine dose was 13.4 mcg/kg.min. The hydralazine use improved the cardiac index, the pulmonary capillary pressure and the peripheral vascular resistance, which allowed the dobutamine weaning in all these patients<sup>10</sup>.</p>
      <p>During the HF decompensation, the aim is the hemodynamic improvement, with the increase in the cardiac index, reduction in the ventricular filling pressure and the peripheral vascular resistance. This objective must be the priority on the process of cardiac remodeling, as it has mid-term and long-term influence.</p>
      <p>In decompensated HF, there is controversy regarding the choice the choice between inotropic and vasodilatation agents. Probably, in some situations, such as dobutamine dependence, both are necessary. The vasodilatation treatment is sodium nitroprussiate, I.V.; however, its use is limited in patients already with arterial hypotension.</p>
      <p>The acute hemodynamic effects of the ARB have been described. Baruch and cols. found a decrease in the pulmonary capillary pressure and a tendency toward a decrease in the peripheral vascular resistance 6 to 12 hours after the administration of valsartan in patients without ACEI<sup>11</sup>. The hemodynamic improvement occurs two hours after the ingestion of losartan, with an 18% decrease in the peripheral vascular resistance and a 25% increase in the cardiac index<sup>12</sup>. These hemodynamic effects are enhanced after weeks of ARB use<sup>13</sup>.</p>
      <p>The production of angiotensin II by non-ACE enzymes, such as chimase, catelepsin and kallikrein, make the full vasodilatation through the ACE inhibition unlikely<sup>2,14</sup>. The multiple blocking of the RAAS can lead to a higher vasodilatation in situations of higher peripheral resistance, such as the decompensation of HF. This additional vasodilatation can allow the dobutamine withdrawal in patients with chronic low cardiac output that are dependent on inotropic support.</p>
      <p>The herein-proposed model of multiple vasodilatation seems to be appropriate, considering that an intense activation of the RAAS occurs during the HF decompensation, with redundant pathways.</p>
      <p>In the present study, the probability of dobutamine withdrawal was ten-fold higher with the use of the ARB-ACEI association than with the isolated full dose of ACEI and most frequent evolution in the control group was the occurrence of death.</p>
      <p>For these reasons, we consider the ARB-ACEI association a good option for inotropic support dependence. In our patients, the worsening in renal function was frequent, probably due to the HF severity, but it was not different between the groups.</p>
      <p>The importance of the present study is to demonstrate the significant clinical improvement and indicate a direction for the treatment of dobutamine dependence in decompensated heart failure.</p>
      <p>
        <bold>Study limitations</bold>
      </p>
      <p>The case-control design with a relatively small sample is not strong enough evidence to indicate the routine use of the ARB-ACEI association in a situation of inotropic support dependence. The most frequent etiology was Chagas' disease, which limits the generalization of findings, mainly in other countries. The outcome used in the study, the successful dobutamine withdrawal, is a clinically relevant event; however, the hemodynamic situation was not objectively evaluated. The worsening in the renal function was similar between the two groups; nevertheless, the possibility of a type II error cannot be ruled out, due to the sample size; even so, the renal dysfunction was more frequent in the control group.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>In this pilot study, the ARB-ACEI association was related to the successful dobutamine withdrawal in patients with decompensated HF. The worsening in renal function was not more frequent. Randomized studies are necessary to clarify the issue.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Adici&#243;n de bloqueante del receptor de angiotensina II en la insuficiencia cardiaca descompensada</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Durante la descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca, ocurre una intensa activaci&#243;n del sistema renina-angiotensina-aldosterona, sin embargo, el empleo de inhibidor de la enzima de conversi&#243;n de angiotensina (IECA) no puede bloquearlo completamente. De otro modo, la adici&#243;n de bloqueante del receptor de angiotensina II (BRA) puede ser &#250;til cuando ocurre la dependencia de inotr&#243;pico. Evaluamos la eficiencia de la asociaci&#243;n BRA-IECA para retirada de la dobutamina en la insuficiencia cardiaca avanzada y descompensada. OBJETIVO: Evaluar la eficacia de la asociaci&#243;n de bloqueante del receptor AT1 de angiotensina II al inhibidor de enzima de conversi&#243;n, para la retirada de la dobutamina en pacientes con dependencia de soporte inotr&#243;pico que trascurre de la descompensaci&#243;n aguda de la insuficiencia cardiaca cr&#243;nica. M&#201;TODOS: En un estudio caso-control (N = 24), seleccionamos a pacientes internados por descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca y con empleo por m&#225;s de 15 d&#237;as de dobutamina, o una o m&#225;s intentos sin &#233;xito de retirada; dosis optimizada de IECA; y FEVI &lt; 0,45. As&#237; que los pacientes recibieron adicionalmente BRA (n = 12) o no (control, n = 12). El desenlace fue el &#233;xito en la retirada de la dobutamina, evaluado por la regresi&#243;n log&#237;stica, con p &lt; 0,05. RESULTADOS: La fracci&#243;n de eyecci&#243;n fue de 0,25, y la edad de 53 a&#241;os, con dosis de dobutamina de 10,7 &#956;g/kg.min. El &#233;xito en la retirada de dobutamina ocurri&#243; en ocho pacientes del grupo BRA (67,7%), y en dos en el grupo control (16,7%). La "odds ratio" fue de 10,0 (intervalo de confianza de 95%:1,4 a 69,3; p = 0,02). El empeoramiento de la funci&#243;n renal se hall&#243; similar (grupo BRA: 42% vs grupo control: 67%, p = 0,129). CONCLUSI&#211;N: En este estudio piloto, la asociaci&#243;n BRA-IECA se relacion&#243; al &#233;xito en la retirada de la dobutamina, en la insuficiencia cardiaca avanzada descompensada. El empeoramiento de la funci&#243;n renal fue similar en ambos los grupos. Estudios adicionales son necesarios para clarificar el asunto.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Insuficiencia cardiaca congestiva</kwd>
        <kwd>pron&#243;stico</kwd>
        <kwd>bloqueante del receptor de angiotensina</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Adici&#243;n de bloqueante del receptor de angiotensina II en la insuficiencia cardiaca descompensada</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Marcelo E. Ochiai; Antonio C. P. Barretto; Juliano N. Cardoso; Robinson T. Munhoz; Paulo C. Morgado; Jos&#233; A. F. Ramires</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Auxiliar de Cotox&#243; do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Durante la descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca, ocurre una intensa activaci&#243;n del sistema renina-angiotensina-aldosterona, sin embargo, el empleo de inhibidor de la enzima de conversi&#243;n de angiotensina (IECA) no puede bloquearlo completamente. De otro modo, la adici&#243;n de bloqueante del receptor de angiotensina II (BRA) puede ser &#250;til cuando ocurre la dependencia de inotr&#243;pico. Evaluamos la eficiencia de la asociaci&#243;n BRA-IECA para retirada de la dobutamina en la insuficiencia cardiaca avanzada y descompensada.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Evaluar la eficacia de la asociaci&#243;n de bloqueante del receptor AT1 de angiotensina II al inhibidor de enzima de conversi&#243;n, para la retirada de la dobutamina en pacientes con dependencia de soporte inotr&#243;pico que trascurre de la descompensaci&#243;n aguda de la insuficiencia cardiaca cr&#243;nica.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> En un estudio caso-control (N = 24), seleccionamos a pacientes internados por descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca y con empleo por m&#225;s de 15 d&#237;as de dobutamina, o una o m&#225;s intentos sin &#233;xito de retirada; dosis optimizada de IECA; y FEVI &lt; 0,45. As&#237; que los pacientes recibieron adicionalmente BRA (n = 12) o no (control, n = 12). El desenlace fue el &#233;xito en la retirada de la dobutamina, evaluado por la regresi&#243;n log&#237;stica, con p &lt; 0,05.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> La fracci&#243;n de eyecci&#243;n fue de 0,25, y la edad de 53 a&#241;os, con dosis de dobutamina de 10,7 &#956;g/kg.min. El &#233;xito en la retirada de dobutamina ocurri&#243; en ocho pacientes del grupo BRA (67,7%), y en dos en el grupo control (16,7%). La "odds ratio" fue de 10,0 (intervalo de confianza de 95%:1,4 a 69,3; p = 0,02). El empeoramiento de la funci&#243;n renal se hall&#243; similar (grupo BRA: 42% vs grupo control: 67%, p = 0,129).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> En este estudio piloto, la asociaci&#243;n BRA-IECA se relacion&#243; al &#233;xito en la retirada de la dobutamina, en la insuficiencia cardiaca avanzada descompensada. El empeoramiento de la funci&#243;n renal fue similar en ambos los grupos. Estudios adicionales son necesarios para clarificar el asunto.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Insuficiencia cardiaca congestiva, pron&#243;stico, bloqueante del receptor de angiotensina.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La descompensaci&#243;n aguda de la insuficiencia cardiaca es un momento que requiere conductas espec&#237;ficas para obtenci&#243;n de mejor resultado. Es habitual la necesidad de soporte inotr&#243;pico, y algunos pacientes desarrollan dependencia de esta medicaci&#243;n. Esta situaci&#243;n est&#225; siendo poco estudiada, y algunos autores la consideran solamente como un "puente" para el trasplante cardiaco o como el final de la vida<sup>1</sup>. De esta forma, se vuelve necesario encontrar opciones para estos pacientes.</p>
      <p>Una opci&#243;n ser&#237;a la reducci&#243;n de la resistencia arterial sist&#233;mica para permitir la retirada del soporte inotr&#243;pico. Se vienen utilizando vasodilatadores endovenosos para esta finalidad, sin embargo, otras estrategias vasodilatadoras podr&#237;an ser &#250;tiles. El concepto de bloqueo m&#250;ltiple de lo renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), es decir, asociaci&#243;n del inhibidor de la enzima de conversi&#243;n de angiotensina (IECA) con el bloqueante del receptor de angiotensina II (BRA), se viene estudiando en estadios m&#225;s iniciales de insuficiencia cardiaca, sin embargo, no se abord&#243; en situaciones m&#225;s avanzadas.</p>
      <p>En la insuficiencia cardiaca, cuanto m&#225;s avanzada desde el punto de vista cl&#237;nico, m&#225;s activado el SRAA. Las v&#237;as del SRRA son redundantes, y la enzima de conversi&#243;n de angiotensina (ECA) es responsable de la producci&#243;n de solamente el 11% de la angiotensina II<sup>2</sup>. De esta forma, el IECA no tiene la capacidad de bloquear la mayor&#237;a de la producci&#243;n de angiotensina II, y as&#237; la estimulaci&#243;n de este sistema persiste.</p>
      <p>Por otro lado, te&#243;ricamente el BRA podr&#237;a interrumpir esta estimulaci&#243;n, ya que compite en el receptor AT1 tanto con la angiotensina II producida por la ECA como con la producida por otras enzimas, lo que resulta en un aumento de la angiotensina II<sup>3</sup>. Niveles m&#225;s altos de angiotensina II pueden estimular el receptor AT2, cuya expresi&#243;n ocurre en situaciones de da&#241;o tisular.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este es un estudio piloto, caso control, para evaluar la eficacia de la asociaci&#243;n de bloqueante del receptor AT1 de angiotensina II al inhibidor de enzima de conversi&#243;n, para la retirada de la dobutamina en pacientes con dependencia de soporte inotr&#243;pico que trascurre de la descompensaci&#243;n aguda de la insuficiencia cardiaca cr&#243;nica.</p>
      <p>Seleccionamos a los pacientes entre los internados en sala de internaci&#243;n de retaguardia de un hospital de referencia terciaria en el per&#237;odo entre diciembre del 2002 y septiembre del 2004.</p>
      <p>Incluimos a pacientes con dependencia de soporte inotr&#243;pico, definida con duraci&#243;n mayor o igual a 15 d&#237;as de uso de dobutamina, &#243; 1 &#243; m&#225;s tentativas de retirada sin &#233;xito, o ambos. Retirada sin &#233;xito de la dobutamina se defini&#243; como el empeoramiento de la disnea o fatiga, hipotensi&#243;n arterial acentuada, confusi&#243;n mental y empeoramiento de la funci&#243;n renal tras la reducci&#243;n o aun la retirada de la infusi&#243;n de la medicaci&#243;n.</p>
      <p>Otros criterios de inclusi&#243;n fueron: fracci&#243;n de eyecci&#243;n de ventr&#237;culo izquierdo menor o igual a 0,45<sup>4</sup>; y el uso optimizado de inhibidor de la enzima de conversi&#243;n, de diur&#233;ticos y de digit&#225;lico. La etiolog&#237;a de la disfunci&#243;n ventricular no fue criterio de inclusi&#243;n.</p>
      <p>Los criterios de inclusi&#243;n fueron: presi&#243;n arterial sist&#243;lica <underline>&lt;</underline> 70 mmHg; urea s&#233;rica <underline>&gt;</underline> 200 mg/dl; potasio s&#233;rico <underline>&gt;</underline> 6,0 mEq/l; estenosis a&#243;rtica cl&#237;nicamente significante; s&#237;ndrome coronario agudo; procedimientos de revascularizaci&#243;n del miocardio; y accidente cerebrovascular en los dos meses previos al estudio.</p>
      <p>En el grupo BRA, el bloqueante del receptor de angiotensina II fue adicionado al uso optimizado del inhibidor de enzima de conversi&#243;n, definido como la mayor dosis tolerada por el paciente, con las siguientes dosis: captopril 150 mg/d&#237;a, y enalapril 20 mg/d&#237;a. En diez pacientes se us&#243; losartan, inicialmente 25 mg/d&#237;a, tras 25mg dos veces por d&#237;a, y 50 mg dos veces por d&#237;a (dosis-blanco). En dos pacientes se us&#243; irbesartan, 75 mg/d&#237;a, tras 75 mg dos veces por d&#237;a, y 150 mg dos veces por d&#237;a (dosis-blanco). En estas secuencias no se permiti&#243; el descenso de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica inferior a 70 mmHg.</p>
      <p>Monitorizamos la funci&#243;n renal a trav&#233;s de dosificaciones s&#233;ricas de urea, creatinina, sodio y potasio a cada tres d&#237;as, y se necesario diariamente. En los pacientes con la urea s&#233;rica &lt; 50 mg/dl y creatinina &lt; 1,5 mg/dl, consideramos el empeoramiento de la funci&#243;n renal como elevaci&#243;n superior a 100 mg/dl y 2,5 mg/dl, respectivamente. En la situaci&#243;n con niveles de urea &gt; 100 mg/dl y de creatinina &gt; 2,5 mg/dl, consideramos empeoramiento de la funci&#243;n renal la ocurrencia de elevaci&#243;n de al menos dos veces el valor inicial.</p>
      <p>El grupo control se seleccion&#243; de acuerdo con los mismos criterios de inclusi&#243;n y exclusi&#243;n, y con el objetivo de parear sexo, edad, fracci&#243;n de eyecci&#243;n, sodio s&#233;rico y funci&#243;n renal. En este grupo, se tuvo en cuenta el momento inicial a partir de la definici&#243;n de dependencia de dobutamina (m&#225;s de 15 d&#237;as de uso de dobutamina &#243; 1 &#243; m&#225;s intentos de retirada del f&#225;rmaco vasoactivo).</p>
      <p>Consideramos como desenlace principal la ocurrencia de la retirada exitosa de la dobutamina. La ocurrencia de &#243;bito se registr&#243;.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Las variables continuas se expresaron en promedio y desviaci&#243;n est&#225;ndar y se analizaron por la prueba t de Student. Las variables categ&#243;ricas estaban expresadas en n&#250;mero y proporci&#243;n y analizadas por la prueba exacta de Fisher o por la Chi-cuadrado. Consideramos como significante p &lt; 0,05 (a dos colas).</p>
      <p>Las variables con p &lt; 0,10 se incluyeron en el an&#225;lisis multivariado por el m&#233;todo de la regresi&#243;n log&#237;stica<sup>5</sup>, para c&#225;lculo del "<italic>odds ratio</italic>" y del respectivo intervalo de confianza del 95%. Las curvas de sobrevida se construyeron por el m&#233;todo de Kaplan-Meier<sup>6</sup> y se compararon por el test de Log-Rank<sup>7</sup>. Estos an&#225;lisis se llevaron a cabo mediante el programa estad&#237;stico SAS (Cary, NC, EUA).</p>
      <p>
        <bold>&#201;tica</bold>
      </p>
      <p>La Comisi&#243;n de &#201;tica para an&#225;lisis de Proyectos de Investigaci&#243;n (CAPPESQ) del HCFMUSP, en conformidad con la declaraci&#243;n de Helsinki, evalu&#243; y aprob&#243; la investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Seleccionamos a 24 pacientes, 12 en el grupo BRA y 12 en el grupo control, con edad de 53 &#177; 15 a&#241;os, fracci&#243;n de eyecci&#243;n de 0,25 &#177; 0,06, y la etiolog&#237;a m&#225;s frecuente fue la enfermedad de Chagas (54,2%). Los pacientes recibieron dobutamina por un per&#237;odo de 33,5 &#177; 21,8 d&#237;as, antes del inicio del estudio, con dosis de 10,7 mcg/kg.min. La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> revela las caracter&#237;sticas basales seg&#250;n el grupo.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0235-00015-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El empeoramiento de la funci&#243;n renal ocurri&#243; en 13 (54%) pacientes; 5 (42%) en el grupo BRA y 8 (67%) en el grupo control; con p = 0,219.</p>
      <p>La retirada con &#233;xito de la dobutamina ocurri&#243; en 8 (66,7%) pacientes en el grupo BRA, y en 2 (16,7%) en el grupo control, con p = 0,013, por el an&#225;lisis univariado. La retirada de la dobutamina con &#233;xito fue relacionada con sodio s&#233;rico mayor (p = 0,013) y con tendencia para creatinina s&#233;rica menor (p = 0,059).</p>
      <p>Estas variables se analizaron por la regresi&#243;n log&#237;stica, que identific&#243; el uso de BRA como variable independiente para &#233;xito en la retirada de dobutamina, con "<italic>odds ratio</italic>" de 10 (intervalo de confianza del 95%: 1,4 a 69,3; p = 0,02). Sodio y creatinina no se asociaron a la retirada con &#233;xito.</p>
      <p>El intervalo entre el inicio del BRA y la retirada de la dobutamina fue de 19,4 &#177; 17,0 d&#237;as, y la dosis de losartan (n = 10) fue de 62,5 &#177; 29,5 mg/d&#237;a, y la de irbesartan (n = 2) fue de 300,0 &#177; 212,1 mg/d&#237;a.</p>
      <p>En la muestra total, 15 pacientes murieron: 5 (41,7%) no grupo BRA e 10 (83,8%) no grupo controle. En el grupo BRA, entre los pacientes con &#233;xito en la retirada de dobutamina, la mortalidad fue del 25%; y entre los sin &#233;xito fue del 75%. En el grupo control, entre los que no tuvieron &#233;xito en la retirada del f&#225;rmaco vasoactivo, hubo el 90% de mortalidad. Las curvas de sobrevida est&#225;n mostradas en la <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>. La mortalidad a los dos meses de seguimiento fue del 56% (intervalo de confianza del 95%: un 34,8% a un 78,4%).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0235-00015-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Nuestros resultados revelaron que la asociaci&#243;n de BRA-IECA se relacion&#243; a la mayor probabilidad de retirada de la dobutamina en la insuficiencia cardiaca descompensada.</p>
      <p>El estudio Val-HeFT evidenci&#243; que la asociaci&#243;n BRA-IECA reduce la internaci&#243;n, sin embargo no altera la mortalidad. Diferentemente, el estudio CHARM-ADDED encontr&#243; una reducci&#243;n tanto de internaci&#243;n como de mortalidad cardiovascular, pero sin reducci&#243;n de la mortalidad total<sup>9</sup>. No obstante, ambos estudios evaluaron a pacientes con insuficiencia cardiaca de grado moderado, con mortalidad de un 19,5% en 23 meses en el Val-HeFT, y el 31% en 41 meses en el CHARM-ADDED. Nuestra mortalidad de dos meses de un 56,6% muestra la severidad de la insuficiencia cardiaca de nuestra muestra, que tambi&#233;n es compatible con la situaci&#243;n de dependencia de dobutamina.</p>
      <p>Binkley et al<sup>10</sup> estudiaron la vasodilataci&#243;n con hidralazina para retirada de dobutamina en cinco pacientes. La fracci&#243;n de eyecci&#243;n era 0,12 y la dosis de 13,4 mcg/kg.min. La hidralazina mejor&#243; el &#237;ndice cardiaco, la presi&#243;n capilar pulmonar y la resistencia vascular perif&#233;rica, lo que permiti&#243; el "destete" de la dobutamina en todos estos pacientes<sup>10</sup>.</p>
      <p>Durante la descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca, el objetivo es la mejora hemodin&#225;mica, con el aumento del &#237;ndice cardiaco, reducci&#243;n de la presi&#243;n de llenado ventricular y reducci&#243;n de la resistencia vascular perif&#233;rica. Este objetivo debe ser prioridad sobre el proceso de remodelaci&#243;n cardiaca, ya que este tiene influencia a mediano y largo plazo.</p>
      <p>En la insuficiencia cardiaca descompensada, hay controversia en la elecci&#243;n entre inotr&#243;picos y vasodilatadores. Probablemente en algunas situaciones, como la dependencia de dobutamina, ambos son necesarios. La terap&#233;utica vasodilatadora est&#225;ndar es el nitroprusiato de sodio endovenoso, con todo, su utilizaci&#243;n es limitada en pacientes ya con hipotensi&#243;n arterial.</p>
      <p>Se vienen describiendo los efectos hemodin&#225;micos agudos del BRA. Baruch et al encontraron una reducci&#243;n de presi&#243;n capilar pulmonar y una tendencia de ca&#237;da de la resistencia vascular vascular perif&#233;rica, 6 a 12 horas despu&#233;s de la administraci&#243;n de valsartan en pacientes sin IECA<sup>11</sup>. La mejora hemodin&#225;mica ocurre dos horas tras la ingesta de losartan, con reducci&#243;n del 18% de la resistencia vascular perif&#233;rica y aumento del 25% en el &#237;ndice cardiaco<sup>12</sup>. Estos efectos hemodin&#225;micos se acent&#250;an tras semanas de uso del BRA<sup>13</sup>.</p>
      <p>Las producci&#243;n de angiotensina II por enzima no ECA; como quinase, catelepsina, y calicre&#237;na; convierten la vasodilataci&#243;n plena por inhibici&#243;n de la ECA en poco probable<sup>2,14</sup>. El bloqueo m&#250;ltiple del SRAA puede llevar a una vasodilataci&#243;n mayor en las situaciones de mayor resistencia perif&#233;rica, como la descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca. Esta vasodilataci&#243;n adicional puede permitir la retirada de la dobutamina en los pacientes con bajo gasto cardiaco cr&#243;nico, y dependientes de soporte inotr&#243;pico.</p>
      <p>Este modelo de vasodilataci&#243;n m&#250;ltiple aqu&#237; propuesto para esta situaci&#243;n parece ser apropiado, ya que durante la descompensaci&#243;n de la insuficiencia cardiaca, ocurre una intensa activaci&#243;n del SRAA, con v&#237;as redundantes.</p>
      <p>En el presente estudio, la probabilidad de retirada de dobutamina fue diez veces mayor con el uso de la asociaci&#243;n BRA-IECA que solamente con la dosis plena de IECA, y la evoluci&#243;n m&#225;s frecuente del grupo control fue la ocurrencia de &#243;bito. Por estas razones, consideramos la asociaci&#243;n BRA-IECA una buena opci&#243;n para la dependencia de soporte inotr&#243;pico. En nuestros pacientes, el empeoramiento de la funci&#243;n renal fue frecuente, probablemente debido a la gravedad de la insuficiencia cardiaca, sin embargo no fue diferente entre los grupos.</p>
      <p>El valor del presente estudio es demostrar la mejora cl&#237;nica considerable e indicar una direcci&#243;n para el tratamiento de la dependencia de dobutamina en la insuficiencia cardiaca descompensada.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones del estudio</bold>
      </p>
      <p>El dise&#241;o caso-control con una muestra relativamente peque&#241;a no es una evidencia fuerte lo suficiente para se&#241;alar el uso rutinario de la asociaci&#243;n BRA-IECA en la dependencia de soporte inotr&#243;pico. La etiolog&#237;a m&#225;s frecuente fue la chag&#225;sica, lo que limita la generalizaci&#243;n de los hallazgos, principalmente en otros pa&#237;ses. El desenlace utilizado, la retirada exitosa de la dobutamina, es un evento cl&#237;nicamente relevante, sin embargo, no se evalu&#243; de forma objetiva la situaci&#243;n hemodin&#225;mica. El empeoramiento de la funci&#243;n renal fue semejante entre los dos grupos, sin embargo no se puede descartar la posibilidad de error tipo II, debido al tama&#241;o de la muestra; aun as&#237;, la disfunci&#243;n renal fue m&#225;s frecuente en el grupo control.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>En este estudio piloto, la asociaci&#243;n BRA-IECA se relacion&#243; al &#233;xito en la retirada de la dobutamina, en la insuficiencia cardiaca descompensada. El empeoramiento de la funci&#243;n renal no fue m&#225;s frecuente. Estudios randomizados son necesarios para clarificar el asunto.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
