<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">8hjzL7BHS8hrt4Gg3BPMKgq</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000200011</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400211</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000200011</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Excesso de peso e o risco cardiovascular em jovens seguidos por 17 anos: estudo do Rio de Janeiro</article-title>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade do Estado do Rio de Janeiro</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>207</fpage>
      <lpage>215</lpage>
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          <day>15</day>
          <month>04</month>
          <year>2009</year>
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          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>15</day>
          <month>05</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A ado&#231;&#227;o de medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria em jovens &#233; de potencial impacto favor&#225;vel no cen&#225;rio das doen&#231;as cardiovasculares. OBJETIVO: Avaliar a press&#227;o arterial (PA) e vari&#225;veis de risco cardiovascular em jovens estratificados pelo comportamento do &#237;ndice de massa corporal (IMC) obtido ao longo de 17 anos, desde a inf&#226;ncia/adolesc&#234;ncia (I/A). M&#201;TODOS: Tr&#234;s avalia&#231;&#245;es foram feitas em 115 indiv&#237;duos pertencentes &#224; coorte do Estudo do Rio de Janeiro: A1:12,97 &#177; 1,48 anos; A2:21,90 &#177; 1,71 anos; A3:30,65 &#177; 2,00 anos e divididos em tr&#234;s grupos segundo o IMC nas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es: Grupo N (IMC sempre normal; n=46), Grupo L (IMC vari&#225;vel; n=49) e Grupo S/O (IMC sempre aumentado; n=20). Em A1, A2 e A3 foram obtidos PA e IMC. Em A2 e A3, dosados glicose (G) e perfil lip&#237;dico. Ainda em A2, dosada insulina (INS) e calculado HOMA-IR. Em A3 acrescentou-se medida da circunfer&#234;ncia abdominal (CA), rela&#231;&#227;o abd&#244;men/quadril (RAQ) e percentual de gordura corporal (%GC). RESULTADOS: 1) Grupo S/O apresentou maiores m&#233;dias de PA aumentada (p&lt;0,0001) nas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es; 2) Em A3, o grupo S/O mostrou maiores m&#233;dias de CA, RAQ e %GC, e maiores preval&#234;ncias de CA aumentada e s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) (p&lt;0,0001); 3) Foram observadas maiores m&#233;dias de INS, HOMA-IR, LDL-c em A2, e G, colesterol, LDL-c e triglicer&#237;deos em A3 no grupo S/O (p&lt;0,05); 4) G&#234;nero masculino e S/O em A1 determinaram maior risco para a ocorr&#234;ncia de SM na idade adulta. CONCLUS&#195;O: A Presen&#231;a de S/O desde a I/A associou-se a maiores valores da PA, &#237;ndices antropom&#233;tricos e maior preval&#234;ncia de SM na fase adulta jovem.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>pesos e medidas corporais</kwd>
        <kwd>risco cardiovascular</kwd>
        <kwd>adolescentes</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMOLOGIA</p>
    <p>
      <bold>Excesso de peso e o risco cardiovascular em jovens seguidos por 17 anos. Estudo do Rio de Janeiro</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Fl&#225;via Lopes Fonseca; Andr&#233;a Ara&#250;jo Brand&#227;o; Roberto Pozzan; &#201;rika Maria Gon&#231;alves Campana; Oswaldo Luiz Pizzi; Maria Eliane Campos Magalh&#227;es; Elizabete Vianna de Freitas; Ayrton Pires Brand&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A ado&#231;&#227;o de medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria em jovens &#233; de potencial impacto favor&#225;vel no cen&#225;rio das doen&#231;as cardiovasculares. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a press&#227;o arterial (PA) e vari&#225;veis de risco cardiovascular em jovens estratificados pelo comportamento do &#237;ndice de massa corporal (IMC) obtido ao longo de 17 anos, desde a inf&#226;ncia/adolesc&#234;ncia (I/A). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Tr&#234;s avalia&#231;&#245;es foram feitas em 115 indiv&#237;duos pertencentes &#224; coorte do Estudo do Rio de Janeiro: A1:12,97 &#177; 1,48 anos; A2:21,90 &#177; 1,71 anos; A3:30,65 &#177; 2,00 anos e divididos em tr&#234;s grupos segundo o IMC nas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es: Grupo N (IMC sempre normal; n=46), Grupo L (IMC vari&#225;vel; n=49) e Grupo S/O (IMC sempre aumentado; n=20). Em A1, A2 e A3 foram obtidos PA e IMC. Em A2 e A3, dosados glicose (G) e perfil lip&#237;dico. Ainda em A2, dosada insulina (INS) e calculado HOMA-IR. Em A3 acrescentou-se medida da circunfer&#234;ncia abdominal (CA), rela&#231;&#227;o abd&#244;men/quadril (RAQ) e percentual de gordura corporal (%GC). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> 1) Grupo S/O apresentou maiores m&#233;dias de PA aumentada (p&lt;0,0001) nas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es; 2) Em A3, o grupo S/O mostrou maiores m&#233;dias de CA, RAQ e %GC, e maiores preval&#234;ncias de CA aumentada e s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) (p&lt;0,0001); 3) Foram observadas maiores m&#233;dias de INS, HOMA-IR, LDL-c em A2, e G, colesterol, LDL-c e triglicer&#237;deos em A3 no grupo S/O (p&lt;0,05); 4) G&#234;nero masculino e S/O em A1 determinaram maior risco para a ocorr&#234;ncia de SM na idade adulta. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A Presen&#231;a de S/O desde a I/A associou-se a maiores valores da PA, &#237;ndices antropom&#233;tricos e maior preval&#234;ncia de SM na fase adulta jovem.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Press&#227;o arterial, pesos e medidas corporais, risco cardiovascular, adolescentes.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Apesar dos avan&#231;os terap&#234;uticos, a doen&#231;a cardiovascular (DCV), em especial a sua apresenta&#231;&#227;o como doen&#231;a arterial coronariana (DAC), permanece como a principal causa de morte em todo o mundo<sup>1</sup>.</p>
    <p>Numerosos estudos epidemiol&#243;gicos em adultos t&#234;m apontado com clareza a rela&#231;&#227;o existente entre os fatores de risco cardiovascular (RCV) e o desenvolvimento da DAC, e dentre os fatores de risco (FR) implicados destacam-se a hipertens&#227;o arterial (HA), a dislipidemia, o tabagismo, o sedentarismo e a obesidade, particularmente a de distribui&#231;&#227;o central<sup>1</sup>.</p>
    <p>De forma semelhante aos adultos, em jovens, os fatores de RCV tamb&#233;m est&#227;o implicados nesse determinismo e t&#234;m import&#226;ncia crucial uma vez que tendem a se repetir e a se agravar com o passar dos anos<sup>2-6</sup>. Nesse contexto, destaca-se o estudo Bogalusa, que a partir de v&#225;rias coortes demonstrou que os fatores de RCV est&#227;o presentes desde a inf&#226;ncia/adolesc&#234;ncia (I/A)<sup>7</sup> e t&#234;m rela&#231;&#227;o com les&#245;es ateroscler&#243;ticas evidenciadas em estudos de necropsia de indiv&#237;duos jovens<sup>8-10</sup>.</p>
    <p>Dados sobre sobrepeso/obesidade (S/O) na popula&#231;&#227;o brasileira refor&#231;am sua preval&#234;ncia aumentada em idades precoces, podendo variar de 18,8% a 26,3% em coortes brasileiras envolvendo crian&#231;as e adolescentes<sup>11-13</sup>.</p>
    <p>T&#227;o importante quanto o S/O &#233; a distribui&#231;&#227;o da gordura corporal (GC). J&#225; se encontra estabelecida a rela&#231;&#227;o entre a gordura corporal central e o risco para a sa&#250;de, sendo mais fidedigno que o pr&#243;prio grau de obesidade<sup>14-18</sup>.</p>
    <p>Assim, fica clara a necessidade de se identificar essas anormalidades desde a I/A com o objetivo de identificar indiv&#237;duos com maior risco para o desenvolvimento de DCV<sup>7</sup>.</p>
    <p>Al&#233;m disso, est&#225; bem estabelecida a forte rela&#231;&#227;o entre a obesidade e os demais fatores de risco cardiovascular (FRCV), sendo sugerido por v&#225;rios autores que a obesidade represente o elo comum e facilitador na agrega&#231;&#227;o desses fatores de risco. Vague<sup>19</sup>, desde 1956, incluiu a obesidade central como um dos elementos desencadeadores do que hoje se entende por s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM).</p>
    <p>Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo avaliar a PA e vari&#225;veis de RCV em indiv&#237;duos jovens estratificados pelo comportamento do IMC obtido ao longo de 17 anos, desde a I/A.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>A amostra populacional deste estudo origina-se do Estudo do Rio de Janeiro (ERJ), uma linha de pesquisa sobre PA e outros FR cardiovascular em jovens e suas fam&#237;lias, desenvolvida na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desde 1983<sup>2-6</sup>. Este estudo foi realizado em duas etapas: na primeira, foram avaliadas crian&#231;as entre 6 e 9 anos de idade (1983-1986) em duas fases: fase escolar e fase domiciliar, cujo objetivo foi desenhar curvas de normalidade da PA por sexo e faixa et&#225;ria. Na segunda, foram avaliadas crian&#231;as e adolescentes entre 10 e 15 anos de idade (1987-1999), em cinco fases: fase escolar (1987-1988), fase domiciliar (1989-1991), fase hospitalar (1992-1995), fase familiar (1996-1999)<sup>2-5</sup> e fase ambulatorial (2004-2008)<sup>6</sup>, com o objetivo de avaliar o comportamento das vari&#225;veis de RCV e suas rela&#231;&#245;es com a PA, desde a I/A, bem como a presen&#231;a de les&#245;es em &#243;rg&#227;os-alvo de HA nos indiv&#237;duos jovens e suas fam&#237;lias. O presente estudo faz parte da Fase Ambulatorial da 2&#170; etapa do ERJ<sup>6</sup> (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Na presente avalia&#231;&#227;o foram inclu&#237;dos 115 jovens, designados como alunos-alvo, de ambos os sexos. Foram consideradas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es da segunda etapa do ERJ, a saber: A1 (fase escolar: 10-15 anos / 1987-1988), A2 (fase familiar: 18-26 anos / 1996-1999) e A3 (fase ambulatorial: 26-31 anos / 2004-2008) (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
    <p>De acordo com o IMC obtido nas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es ao longo de 17 anos, tr&#234;s grupos foram constitu&#237;dos: grupo N (IMC sempre normal) - n=46, grupo L (IMC vari&#225;vel) - n=49 e grupo S/O (IMC sempre aumentado) - n=20 (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>).</p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Este estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto (HUPE) e todos os indiv&#237;duos avaliados e/ou os seus respons&#225;veis legais assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.</p>
    <p>Nas tr&#234;s avalia&#231;&#245;es, o protocolo de estudo constituiu-se na aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio para a an&#225;lise das vari&#225;veis cl&#237;nicas, epidemiol&#243;gicas, metab&#243;licas e socioculturais. A classifica&#231;&#227;o do indiv&#237;duo por n&#237;vel socioecon&#244;mico (NSE) baixo, m&#233;dio e alto foi feita levando-se em considera&#231;&#227;o a renda mensal dos pais, suas profiss&#245;es, local de moradia e localiza&#231;&#227;o das escolas, de acordo com os crit&#233;rios estabelecidos pela Secretaria Estadual de Educa&#231;&#227;o do Rio de Janeiro. Al&#233;m disso, foram obtidos PA, peso (P), altura (A) e calculado o IMC. Em A2 e A3, foram dosados, ap&#243;s jejum de 12 horas, glicose (G), colesterol, HDL-colesterol, triglicer&#237;deos (TG) e calculado o LDL-colesterol. Ainda em A2, foi realizada a dosagem de insulina e o c&#225;lculo do HOMA-IR. Em A3, foi acrescentada a medida da circunfer&#234;ncia abdominal (CA), rela&#231;&#227;o abd&#244;men/quadril (RAQ) e a medida das dobras cut&#226;neas (DC) com c&#225;lculo do percentual de gordura corporal (%GC).</p>
    <p>A PA aumentada em A1 foi definida em A1, de acordo com os valores correspondentes ao percentil 95 obtidos no pr&#243;prio Estudo do Rio de Janeiro quando foram desenhadas as curvas de press&#227;o arterial dessa popula&#231;&#227;o. J&#225; tanto em A2 quanto em A3 foram utilizados os crit&#233;rios das Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial vigentes no momento do estudo. Foi considerada PA aumentada em A1 quando a PA <underline>&gt;</underline> percentil 95 para sexo e idade<sup>20</sup>, e em A2 e A3 quando a PA<underline>&gt;</underline>140/90 mmHg<sup>21</sup>.</p>
    <p>O IMC foi obtido por meio do quociente: IMC = peso (kilograma) / altura<sup>2</sup> (metros) para a classifica&#231;&#227;o do estado nutricional, segundo a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de<sup>22</sup>. Foram considerados normais valores de IMC entre 18,50 kg/m&#178; e 24,99 kg/m&#178;; sobrepeso quando o IMC se encontrava entre 25 kg/m&#178; e 29,99 kg/m<sup>2</sup> e obesidade quando IMC<underline>&gt;</underline>30 kg/m<sup>2,22</sup>.</p>
    <p>A medida da CA foi obtida por meio de fita m&#233;trica inextens&#237;vel, no ponto m&#233;dio entre a crista il&#237;aca e a borda inferior da &#250;ltima costela<sup>23</sup>. Foram definidos como valores aumentados quando CA&gt;102 cm para homens e &gt;88 cm para mulheres<sup>24</sup>.</p>
    <p>Para o c&#225;lculo do %GC, primeiramente foi determinada a densidade corporal (Dc) de acordo com a equa&#231;&#227;o de Durnin e Womersley<sup>25</sup> por meio da medida das dobras cut&#226;neas (DC), a saber: dobra cut&#226;nea triciptal (DCT), dobra cut&#226;nea biciptal (DCB), dobra cut&#226;nea subescapular (DCSE) e dobra cut&#226;nea dobra cut&#226;nea suprail&#237;aca (DCSI). Ap&#243;s, foi obtido o %GC de acordo com a equa&#231;&#227;o de Siri<sup>26</sup>.</p>
    <p>A presen&#231;a de SM foi definida de acordo com a I Diretriz Brasileira de SM<sup>24</sup>, adotando-se o ponto de corte <underline>&gt;</underline> 100 mg/dl para glicose de jejum, proposto por Grundy e cols.<sup>27</sup>.</p>
    <p>Para as vari&#225;veis metab&#243;licas, foi considerado valor normal, quando a glicemia era &lt;100 mg/dl, faixa de intoler&#226;ncia a glicose quando a glicemia se situava entre 100 mg/dl e 126 mg/dl, e diabete melito (DM) quando com glicemia<underline>&gt;</underline>126 mg/dl<sup>28</sup>. Os valores de normalidade para o perfil lip&#237;dico seguiram as recomenda&#231;&#245;es da IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose<sup>29</sup>.</p>
    <p>As informa&#231;&#245;es colhidas foram armazenadas em um &#250;nico banco de dados atrav&#233;s do programa <italic>Microsoft Access</italic>. Os dados foram analisados por meio do programa estat&#237;stico <italic>SPSS for Windows</italic>, vers&#227;o 8.0, Copyright SPSS Inc. 1989-1997, e utilizados os seguintes testes estat&#237;sticos: An&#225;lise de vari&#226;ncia, Teste de Tukey, Teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis, Teste n&#227;o param&#233;trico de m&#250;ltiplas compara&#231;&#245;es e Teste do Chi-Quadrado.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados 115 indiv&#237;duos, 64 homens (55,7%) e 51 mulheres (44,3%), com m&#233;dia de idade de 30,65 &#177; 2,00 anos (27 a 36 anos), em um seguimento de 212,23 &#177; 16,05 meses. As caracter&#237;sticas epidemiol&#243;gicas da popula&#231;&#227;o est&#227;o na <xref ref-type="table" rid="t01">tabela 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Para todas as vari&#225;veis epidemiol&#243;gicas estudadas (g&#234;nero, cor, idade, NSE em A1 e tempo de seguimento do estudo), os grupos foram semelhantes entre si (<xref ref-type="table" rid="t01">Tabela 1</xref>).</p>
    <p>Avaliando-se a distribui&#231;&#227;o dos percentis de PA em A1 pelos grupos, observou-se que no grupo S/O, 70% dos indiv&#237;duos apresentavam percentil de PA &gt;=95, 20% tinham percentil de PA entre 50 e 95, e 10% estavam no percentil de PA &lt;=50 em A1. Esses porcentuais para o grupo N foram 19,6%, 32,6% e 47,8%, respectivamente. Para o grupo L, os porcentuais observados foram 44,9%, 16,3% e 38,8%, respectivamente (p&lt;0,001).</p>
    <p>Na atual fase do estudo (A3), 30,4% dos jovens avaliados tiveram PA aumentada e, em todas as avalia&#231;&#245;es, observou-se que o grupo S/O apresentou m&#233;dias de PAS e PAD significativamente maiores, comparado ao grupo N (p&lt;0,0001), nos tr&#234;s momentos de avalia&#231;&#227;o (<xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na an&#225;lise das vari&#225;veis antropom&#233;tricas foram encontradas preval&#234;ncias de S/O de 25,2% em A1, de 30,4% em A2 e de 53,9% em A3 na popula&#231;&#227;o total do estudo. Nas compara&#231;&#245;es entre os grupos, foi observado que o grupo S/O tinha maiores m&#233;dias de CA, RAQ e %GC do que o grupo N em A3, todas com significado estat&#237;stico (<xref ref-type="table" rid="t03">Tabela 3</xref>). As crian&#231;as e adolescentes que mantiveram o peso dentro da normalidade (grupo N) exibiram aumento de 21 kg e 3,8 kg/m<sup>2</sup>, respectivamente para o peso e IMC, ao longo dos 17 anos de acompanhamento, ao passo que naquelas cujo IMC permaneceu alto (grupo S/O) houve um aumento de 38,7 kg para o peso e 8,4 kg/m<sup>2</sup> para o IMC ao longo de 17 anos.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A obesidade abdominal avaliada por circunfer&#234;ncia abdominal aumentada esteve presente em 38,3% dos jovens avaliados na fase atual do estudo (A3). A preval&#234;ncia da RAQ aumentada foi de 47,8%, enquanto para o %GC aumentado foi de 50,9%.</p>
    <p>A compara&#231;&#227;o das preval&#234;ncias de CA aumentada alcan&#231;ou diferen&#231;a estatisticamente significativa entre os grupos, com preval&#234;ncias de 8,7% e 75% nos grupos N e S/O (p&lt;0,0001), respectivamente. N&#227;o houve diferen&#231;a entre os grupos para a preval&#234;ncia de RAQ aumentada ou %GC aumentado (<xref ref-type="table" rid="t03">Tabela 3</xref>).</p>
    <p>Analisando-se as vari&#225;veis metab&#243;licas, foram observadas maiores m&#233;dias de insulina, HOMA-IR, LDL-c em A2 no grupo S/O, assim como glicose, colesterol, LDL-colesterol e triglicer&#237;deos em A3 no mesmo grupo (S/O) quando comparados com os demais grupos de estudo. Para as demais vari&#225;veis, n&#227;o houve diferen&#231;a entre os grupos, embora o grupo S/O tenha sempre apresentado m&#233;dias mais elevadas do que aquelas observadas no grupo L e N, conforme descrito na <xref ref-type="table" rid="t04">tabela 4</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Analisando-se a em conjunto as vari&#225;veis: presen&#231;a ou aus&#234;ncia de PA aumentada e presen&#231;a ou aus&#234;ncia de S/O entre os grupos nos tr&#234;s momentos de avalia&#231;&#227;o, foi observada diferen&#231;a estatisticamente significativa na compara&#231;&#227;o das preval&#234;ncias da associa&#231;&#227;o dessas vari&#225;veis entre os tr&#234;s grupos (p&lt;0,0001 em A1, A2 e A3). Em todas as avalia&#231;&#245;es (A1, A2 e A3), grupo S/O contribuiu com maiores preval&#234;ncias da associa&#231;&#227;o de PA aumentada e presen&#231;a de S/O, enquanto no grupo N a maioria das crian&#231;as e adolescentes avaliados tinha PA e o IMC normais. Assim, a associa&#231;&#227;o de PA aumentada com presen&#231;a de S/O esteve presente em 70%, 35% e 70% dos indiv&#237;duos do grupo S/O avaliados em A1, A2 e A3, respectivamente, enquanto no grupo N as preval&#234;ncias de indiv&#237;duos avaliados que n&#227;o tinham associa&#231;&#227;o de PA aumentada e presen&#231;a de S/O foi de 80,4% em A1, 91,3% em A2 e 91,3% em A3 (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>).</p>
    <fig id="f3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf03.jpg"/></fig>
    <p>Avaliando-se a agrega&#231;&#227;o dos FRCV, na <xref ref-type="table" rid="t05">tabela 5</xref> foram descritas as preval&#234;ncias das altera&#231;&#245;es dos componentes utilizados para a classifica&#231;&#227;o da SM no momento atual do estudo (A3), a saber: PAS e/ou PAD aumentadas, CA aumentada, TG e glicose aumentados e HDL-c baixo. Para todos os componentes avaliados, exceto para os TG, a preval&#234;ncia de altera&#231;&#245;es dessas vari&#225;veis foi maior no grupo S/O comparada aos grupos L e N (p&lt;0,05).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de SM, 28,7% dos jovens avaliados preencheram crit&#233;rios para o seu diagn&#243;stico, e o grupo S/O apresentou maior preval&#234;ncia de SM (60%) em rela&#231;&#227;o ao grupo N (8,7%) e ao grupo L (34,7%) (p&lt;0,0001).</p>
    <p>Por an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica, foi avaliado o risco relativo para a ocorr&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica na fase adulta jovem (A3). Foram consideradas como vari&#225;veis independentes o g&#234;nero, a PA aumentada e a presen&#231;a de S/O em A1. Observou-se que o g&#234;nero masculino e a presen&#231;a de S/O na escola determinaram maior chance de ocorr&#234;ncia de SM na fase atual do estudo (<italic>Odds Ratio</italic> 32,66; IC95%: 6,47-164,89 e <italic>Odds Ratio</italic> 4,13; IC95%: 1,13-15,10, respectivamente).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Diversos estudos<sup>30-32</sup> t&#234;m demonstrado claramente que os fatores de risco cardiovascular, isolados ou em associa&#231;&#227;o, j&#225; est&#227;o presentes em faixa et&#225;ria pedi&#225;trica e podem contribuir para o desenvolvimento da aterosclerose<sup>7-10</sup>.</p>
    <p>Nessa dire&#231;&#227;o, o ERJ &#233; uma linha de pesquisa sobre PA e FRCV e vem acompanhando jovens em seguimento de 17 anos, com realiza&#231;&#227;o de diversas avalia&#231;&#245;es durante esse per&#237;odo. Cabe ressaltar que o desenho original dessa s&#233;rie caracterizou-se pelo acompanhamento de indiv&#237;duos jovens com comportamentos distintos da PA na fase escolar: com percentil de PA<underline>&lt;</underline>50 e <underline>&gt;</underline>95. Desta forma, em fases subsequentes do estudo, s&#227;o esperadas taxas de preval&#234;ncia de PA mais elevadas do que as observadas na popula&#231;&#227;o geral desta faixa et&#225;ria jovem. Como o S/O est&#225; fortemente relacionado &#224; PA nesta faixa et&#225;ria, &#233; poss&#237;vel que os grupos constitu&#237;dos, no momento atual n&#227;o reflitam as caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o geral, embora seja uma popula&#231;&#227;o de origem escolar.</p>
    <p>Um dos primeiros estudos observacionais a mostrar a rela&#231;&#227;o entre os FRCV e a DAC foi o estudo de <italic>Framingham</italic>. Entre os diversos FR analisados, o S/O sempre se mostrou fortemente relacionado &#224; DAC<sup>33</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, em A1, foi observada uma preval&#234;ncia de S/O de 25,2%, considerando-se o IMC &gt;= percentil 85 para sexo e idade como ponto de corte. Cabe destacar que esses valores derivam de estudos em popula&#231;&#245;es n&#227;o brasileiras e &#233; poss&#237;vel que curvas nacionais de IMC pudessem mostrar valores diferentes, o que modificaria esse achado.</p>
    <p>Em A3, o S/O foi observado em 53,9% dos indiv&#237;duos avaliados, e nessa mesma popula&#231;&#227;o, observou-se um aumento da preval&#234;ncia do excesso de peso ao longo dos anos, o que est&#225; de acordo com outros estudos<sup>11-13</sup>.</p>
    <p>Outro achado importante foi que o grupo com S/O desde a inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia apresentou maiores m&#233;dias de PA e maior porcentual de indiv&#237;duos com PA elevada em todas as avalia&#231;&#245;es realizadas. Refor&#231;ando essa associa&#231;&#227;o entre excesso de peso e HA ao longo do tempo, foram observadas maiores m&#233;dias de PAS e PAD nos jovens que se mantiveram com IMC anormal (grupo S/O) quando comparados ao grupo com IMC sempre normal (grupo N) ao longo de 17 anos. Not&#243;rio foi o comportamento do grupo L (IMC vari&#225;vel) que apresentou uma posi&#231;&#227;o intermedi&#225;ria, tendendo a se aproximar ao grupo S/O na maioria das avalia&#231;&#245;es.</p>
    <p>Digno de nota foi a importante redu&#231;&#227;o na preval&#234;ncia de PA aumentada no grupo S/O entre as duas primeiras avalia&#231;&#245;es (A1 e A2). Poss&#237;veis fatores relacionados a esse achado seriam: o emprego de crit&#233;rios distintos para a defini&#231;&#227;o de press&#227;o arterial elevada em A1 e A2 (diferentes faixas et&#225;rias) e fatores biopsicossociais pr&#243;prios da passagem da adolesc&#234;ncia para a fase adulta, embora esses aspectos n&#227;o tenham sido objeto do presente estudo. &#192; medida que o indiv&#237;duo ingressa na fase adulta (entre A2 e A3), o maior tempo de exposi&#231;&#227;o ao S/O pode ser considerado como o principal respons&#225;vel pela maior preval&#234;ncia de PA aumentada observada em A3. Dessa forma, o estudo em quest&#227;o contribuiu para refor&#231;ar que nesse grupo de indiv&#237;duos, maiores m&#233;dias e preval&#234;ncias de PA aumentada est&#227;o associadas &#224; presen&#231;a do S/O.</p>
    <p>Corroborando tais dados, diversas s&#233;ries t&#234;m reconhecido a rela&#231;&#227;o entre o S/O e a PA, notadamente a PAS com vari&#225;veis de peso e IMC<sup>2-6</sup>.</p>
    <p>A relev&#226;ncia da rela&#231;&#227;o entre o excesso de peso e o aumento da PA ganha destaque &#224; medida que se verifica que a obesidade infanto-juvenil est&#225; implicada com o desenvolvimento de hipertens&#227;o e de obesidade na idade adulta<sup>34</sup> e de mortalidade no adulto jovem<sup>35</sup>.</p>
    <p>T&#227;o importante quanto o excesso de peso &#233; o padr&#227;o de deposi&#231;&#227;o da gordura corporal, em especial da sua distribui&#231;&#227;o central e sua rela&#231;&#227;o com o risco de DCV<sup>16,17,36</sup>. Uma importante limita&#231;&#227;o dos &#237;ndices antropom&#233;tricos mais utilizados nos estudos epidemiol&#243;gicos (IMC, CA e RAQ) &#233; o fato deles n&#227;o refletirem a mesma quantidade de gordura em raz&#227;o de caracter&#237;sticas espec&#237;ficas de diferentes popula&#231;&#245;es, como a etnia<sup>36</sup>.</p>
    <p>Na fase atual do presente estudo, foi demonstrado o grupo S/O apresentou maiores m&#233;dias de CA, RAQ e %GC, destacando-se que 38,3% dos indiv&#237;duos tinham CA aumentada. Com rela&#231;&#227;o &#224; RAQ, estudo no Rio de Janeiro encontrou que esse indicador apresentou maior capacidade preditiva de HA e menor correla&#231;&#227;o com o IMC do que a CA<sup>16</sup>. Em estudo realizado em S&#227;o Paulo, a RAQ e a CA associaram-se de forma semelhante com a HA<sup>17</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis metab&#243;licas, no presente estudo foram observadas diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos para as vari&#225;veis lip&#237;dicas pesquisadas, exceto para o HDL-colesterol. Em A2 foram observadas maiores m&#233;dias de LDL-colesterol, insulina e HOMA-IR no grupo S/O, assim como em A3, maiores m&#233;dias de G, LDL-colesterol, colesterol total e triglicer&#237;deos no mesmo grupo S/O quando comparado aos demais grupos de estudo. Embora n&#227;o tenha sido estudado o comportamento longitudinal dessas vari&#225;veis desde a I/A, os achados sugerem uma associa&#231;&#227;o das vari&#225;veis metab&#243;licas com a presen&#231;a de S/O, o que est&#225; em acordo com a literatura<sup>37</sup>.</p>
    <p>O conceito de SM trouxe uma nova dimens&#227;o para a compreens&#227;o da DCV nas &#250;ltimas d&#233;cadas. Cada componente da s&#237;ndrome encontra-se associado a aumento do RCV individualmente, por&#233;m, quando associados, esse risco aumenta de forma exponencial elevando a mortalidade geral e cardiovascular em aproximadamente 1,5 e 2,5 vezes, respectivamente<sup>23</sup>.</p>
    <p>O cl&#225;ssico estudo de Bogalusa avaliou longitudinalmente em uma coorte de 1.020 crian&#231;as/adolescentes vari&#225;veis envolvidas no diagn&#243;stico da SM. Os autores demonstraram que tais vari&#225;veis coexistiram por 16 anos e que o grau de aglomera&#231;&#227;o das mesmas na idade adulta (18-38 anos) era consistentemente maior do que aquele observado na I/A (4-17 anos). Houve um aumento de 5,8 kg/m<sup>2</sup> no IMC, 7,5 mmHg na PA m&#233;dia e 0,45 pontos no HOMA-IR, indicando pior perfil metab&#243;lico com o avan&#231;ar da idade<sup>38</sup>.</p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o brasileira, a preval&#234;ncia da SM ainda n&#227;o &#233; conhecida, em parte pela aus&#234;ncia de consenso na sua defini&#231;&#227;o e nos pontos de corte dos seus componentes<sup>39</sup>. No presente estudo, a preval&#234;ncia de adultos jovens com SM foi de 28,7%, e quando se avaliou a SM associada ao comportamento do IMC ao longo de 17 anos, observou-se que essa preval&#234;ncia &#233; maior no grupo S/O (8,7% no grupo N, 35,7% no grupo L e 60% no grupo S/O), demonstrando que a manuten&#231;&#227;o do excesso de peso pode contribuir de forma expressiva para a ocorr&#234;ncia da SM.</p>
    <p>Em concord&#226;ncia com esses dados, o presente estudo demonstrou que o g&#234;nero masculino e o S/O na I/A se constitu&#237;ram em maior risco para a agrega&#231;&#227;o de FRCV, caracterizada como SM. Estudo longitudinal com crian&#231;as e adolescentes americanas demonstrou que valores anormais de IMC e CA na I/A determinavam risco aumentado de desenvolver SM na idade adulta<sup>40</sup>.</p>
    <p>A principal limita&#231;&#227;o deste estudo &#233; a mesma experimentada por diversas coortes existentes na literatura e relaciona-se ao car&#225;ter longitudinal do seguimento que determina perdas progressivas de uma parte da amostra original. Entretanto, destaca-se que a amostra populacional do ERJ &#233; uma amostra n&#227;o hospitalar, de origem escolar e que vem sendo seguida nos &#250;ltimos 17 anos, constituindo-se na coorte brasileira desta faixa et&#225;ria com mais longo seguimento at&#233; os dias atuais.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, a import&#226;ncia da avalia&#231;&#227;o do RCV em popula&#231;&#245;es jovens tem sido enfatizada por diversos estudos longitudinais e, nesse cen&#225;rio, o presente estudo mostrou que o excesso de peso ao longo de 17 anos de acompanhamento, desde a I/A, mostrou-se associado a maiores valores da PA, dos &#237;ndices antropom&#233;tricos e maior preval&#234;ncia de SM na idade adulta jovem. O g&#234;nero masculino e o S/O na I/A (A1) aumentaram o risco para a ocorr&#234;ncia de SM na idade adulta jovem.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Fl&#225;via Lopes Fonsecapela Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas - Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Fl&#225;via Lopes Fonseca </p>
        <p> Av. 28 de setembro, 77 sala 251 - Vila Isabel </p>
        <p> 20551-030 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: : </p>
        <p>
          <email xlink:href="flavnut@yahoo.com.br">flavnut@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 17/11/08; revisado recebido em 15/04/09; aceito em 15/05/09.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
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        <element-citation publication-type="book">
          <source>Cardiologia preventiva: preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria</source>
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          <article-title>A import&#226;ncia do desenvolvimento f&#237;sico no comportamento da curva de press&#227;o arterial em crian&#231;as de 6 a 9 anos de idade</article-title>
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            <name>
              <surname>Huang</surname>
              <given-names>T-KT</given-names>
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              <surname>Daniels</surname>
              <given-names>SR</given-names>
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              <surname>Arslanian</surname>
              <given-names>S</given-names>
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              <surname>Liu</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Overweight and cardiovascular risk among young adults followed-up for 17 years: the Rio de Janeiro study, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The adoption of primary prevention measures among young people has a favorable impact on the context of cardiovascular diseases. OBJECTIVE: To assess blood pressure (BP) and cardiovascular risk variables among young adults stratified according to the body mass index (BMI) behavior obtained along 17 years, since childhood/adolescence (C/A). METHODS: Three assessments were carried out in 115 individuals pertaining to the study cohort of Rio de Janeiro, Brazil. A1: 12.97 &#177; 1.48 years old; A2: 21.90 &#177; 1.71 years old; A3: 30.65 &#177; 2.00 years olds and divided into three groups according to BMI in the three assessments: Group N (always normal BMI; n=46), Group L (varying BMI; n=49) and Group O/O (always increased BMI; n=20). In A1, A2 and A3, BP and BMI were obtained. In A2 and A3, glucose (G) and lipidic profile were dosed. Also in A2, insulin (INS) was dosed and HOMA-IR was calculated. In A3, the measurement of waist circumference (WC), abdomen/hip relation (AHR) and body fat percentage (%BF) were added. RESULTS: 1) Group O/O presented higher mean values of increased BP (p&lt;0.0001) at the three assessments; 2) In A3, Group O/O showed higher mean values for WC, AHR and %BF and prevalence of increased WC and metabolic syndrome (MS) (p&lt;0.0001); 3) higher mean values were observed for INS, HOMA-IR, LDL-c in A2, and G, cholesterol, LDL-c and triglycerides in A3 for Group O/O (p&lt;0.05); 4) masculine sex and O/O at A1 determined higher risk for MS occurrence in adult age. CONCLUSION: The presence of O/O since C/A was associated with higher BP values, anthropometric indexes and higher prevalence of MS in the young adult phase.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure</kwd>
        <kwd>body weights and measures</kwd>
        <kwd>cardiovascular risk</kwd>
        <kwd>adolescents</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Overweight and cardiovascular risk among young adults followed-up for 17 years: the Rio de Janeiro study, Brazil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Fl&#225;via Lopes Fonseca; Andr&#233;a Ara&#250;jo Brand&#227;o; Roberto Pozzan; &#201;rika Maria Gon&#231;alves Campana; Oswaldo Luiz Pizzi; Maria Eliane Campos Magalh&#227;es; Elizabete Vianna de Freitas; Ayrton Pires Brand&#227;o</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The adoption of primary prevention measures among young people has a favorable impact on the context of cardiovascular diseases.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To assess blood pressure (BP) and cardiovascular risk variables among young adults stratified according to the body mass index (BMI) behavior obtained along 17 years, since childhood/adolescence (C/A).</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Three assessments were carried out in 115 individuals pertaining to the study cohort of Rio de Janeiro, Brazil. A1: 12.97 &#177; 1.48 years old; A2: 21.90 &#177; 1.71 years old; A3: 30.65 &#177; 2.00 years olds and divided into three groups according to BMI in the three assessments: Group N (always normal BMI; n=46), Group L (varying BMI; n=49) and Group O/O (always increased BMI; n=20). In A1, A2 and A3, BP and BMI were obtained. In A2 and A3, glucose (G) and lipidic profile were dosed. Also in A2, insulin (INS) was dosed and HOMA-IR was calculated. In A3, the measurement of waist circumference (WC), abdomen/hip relation (AHR) and body fat percentage (%BF) were added.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> 1) Group O/O presented higher mean values of increased BP (p&lt;0.0001) at the three assessments; 2) In A3, Group O/O showed higher mean values for WC, AHR and %BF and prevalence of increased WC and metabolic syndrome (MS) (p&lt;0.0001); 3) higher mean values were observed for INS, HOMA-IR, LDL-c in A2, and G, cholesterol, LDL-c and triglycerides in A3 for Group O/O (p&lt;0.05); 4) masculine sex and O/O at A1 determined higher risk for MS occurrence in adult age.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The presence of O/O since C/A was associated with higher BP values, anthropometric indexes and higher prevalence of MS in the young adult phase.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Blood pressure; body weights and measures; cardiovascular risk; adolescents.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Despite therapeutic advances, the cardiovascular disease, especially it presentation as coronary arterial disease (CAD), remains as the main death cause in the whole world<sup>1</sup>.</p>
      <p>Several epidemiological studies on adults have clearly pointed out the relation between cardiovascular risk factors (CVF) and the CAD development, and among the implicated risk factors, the most important ones are arterial hypertension (AH), dislipidemia, smoking, sedentarism and obesity, particularly central distribution obesity<sup>1</sup>.</p>
      <p>Similarly to adults, among young people, cardiovascular risk factors are also implicated in this determinism and have crucial importance if they tend to repeat and worsen along the years<sup>2-6</sup>. In this context, we highlight the Bogalusa study that, based on many cohorts, demonstrated that cardiovascular risk factors are present since the childhood/adolescence (C/A)<sup>7</sup> and have a relation to atherosclerotic lesions evidenced in studies of necropsy in young individuals<sup>8-10</sup>.</p>
      <p>Data on overweight/obesity (O/O) in Brazilian population reinforce its increased prevalence in early age groups, as it may vary from 18.8% to 26.3% in Brazilian cohorts comprising children and adolescents<sup>11-13</sup>.</p>
      <p>Body fat (BF) distribution is as important as O/O. The relation between central body fat and health risk is already established, and is more reliable than the obesity degree itself<sup>14-18</sup>.</p>
      <p>In this manner, the necessity of identifying these abnormalities since C/A with the purpose of identifying individuals with higher risk for cardiovascular diseases is clear<sup>7</sup>.</p>
      <p>Besides, the strong relation between obesity and the remaining cardiovascular risk factors is well establishes, and many authors suggest that obesity represents the common and favoring link in the aggregation of these risk factors. Vague<sup>19</sup>, since 1956, included the central obesity as one of the elements that unleash what is known today as metabolic syndrome (MS).</p>
      <p>Face to the exposed, the present study had the objective of assessing BP and cardiovascular risk factors variables in young individuals stratified according to their BMI behavior obtained along 17 years, since C/A.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The studied sample were from <italic>Estudo do Rio de Janeiro</italic> (ERJ), a research line on BP and other cardiovascular risk factors in young people and their families developed at Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Brazil, since 1983<sup>2-6</sup>. The study was performed in two stages: first, children from 6 to 9 years old were assessed (1983-1986) in two phases: school phase and home phase, with the objective of creating BP normality curves based on sex and age group. In the second phase, children and adolescents from 10 to 15 years old were assessed (1987-1999) in five phases: school phase (1987-1988), home phase (1989-1991), hospital phase (1992-1995), family phase (1996-1999)<sup>2-5</sup> and ambulatory phase (2004-2008)<sup>6</sup>, with the objective of evaluating the behavior of cardiovascular risk factors variables and their relation with BP, since C/A as well as the presence of lesions in target-organs of AH in the young individuals and their families. The present study is part of the ambulatory phase of the 2<sup>nd</sup> stage of ERJ<sup>6</sup> (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>In the present assessment, 115 young people of both sexes were included and denominated as target-students. Three assessments of the second stage of ERJ were considered: A1 (school phase: 10 to 15 years old / 1987-1988), A2 (family phase: 18 to 26 years old / 1996-1999) and A3 (ambulatory phase: 26 to 31 years old / 2004-2008) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p>According to the BMI obtained from the three assessments along 17 years, three groups were created: Group N (always normal BMI; n=46), Group L (varying BMI; n=49) and Group O/O (always increased BMI; n=20) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>This research was approved by the Ethics Committee of University Hospital Pedro Ernesto (HUPE, acronym in Portuguese) and all the assessed individuals and/or their legal responsible adults signed the informed consent.</p>
      <p>In the three assessments, the study protocol consisted of the employment of a questionary for the analysis of clinical, epidemiological, metabolic and sociocultural variables. The qualification of the individual according to low, medium or high socioeconomic level (SEL) was carried out based on monthly gains of parents, their professions, place of residence and school localization, according to criteria established by Secretaria Estadual de Educa&#231;&#227;o do Rio de Janeiro. Moreover, BP, weight (W) and height (H) were obtained, and BMI was calculated. At A2 and A3, after a 12-hour fast, glucose (G), cholesterol, HDL-c, triglycerides (TG) were dosed, and the LDL-c was calculated. Also at A2, insulin dosage and HOMA-IR calculus were performed. In A3, the measurement of waist circumference (WC), abdomen/hip relation (AHR) and the measurement of cutaneous fold (CF) with the calculation of body fat percentage (%BF) were added.</p>
      <p>Increased BP at A1 was defined in A1 according to the values that corresponded to 95 Percentile obtained in ERJ when this population's curves for blood pressure were created. At A2 as much as at A3, the criteria established by Brazilian directives for arterial hypertension in vigour at the moment of the study were adopted. At A1, increased BP was considered when BP <underline>&gt;</underline> 95 Percentile for sex and age<sup>20</sup>, and at A2 and A3 when BP<underline>&gt;</underline>140/90 mmHg<sup>21</sup>.</p>
      <p>BMI was obtained by means of the quotient: BMI = weight (kg) / height<sup>2</sup> (m) for the classification of the nutritional status, according to World Health Organization<sup>22</sup>. Values of BMI between 18.50 kg/m&#178; and 24.99 kg/m&#178; were considered normal; when BMI values were between 25 kg/m&#178; and 29.99 kg/m<sup>2</sup> was considered overweight and when BMI<underline>&gt;</underline>30 kg/m<sup>2</sup> it was considered obesity<sup>2,22</sup>.</p>
      <p>WC measurement was obtained by means of an inextensible measuring stick at the mean point between iliac peak and the inferior border of the last rib<sup>23</sup>. Values were defined as increased when WC&gt;102 cm for men and &gt;88 cm for women<sup>24</sup>.</p>
      <p>For %BF calculation, body density was firstly determined (bD) according to Durnin and Womersley equation<sup>25</sup> by means of cutaneous fold measuring: tricipital cutaneous fold (TCF), biciptal cutaneous fold (BCF), subescapular cutaneous fold (SECF) and suprailiac cutaneous fold (SICF). Following, %BF was obtained according to Siri's equation<sup>26</sup>.</p>
      <p>The presence of MS was defined according to I Brazilian Directive for MS<sup>24</sup>, once the cut point <underline>&gt;</underline>100 mg/dL was adopted for fast glucose, as proposed by Grundy et al<sup>27</sup>.</p>
      <p>For the metabolic variables, glycemia &lt;100 mg/dL, was considered a normal value, glycemia between 100 mg/dL and 126 mg/dL was considered glucose intolerance range, and glycemia <underline>&gt;</underline>126 mg/dL was considered diabetes mellitus (DM)<sup>28</sup>. The normality values for lipidic profile followed the recommendations of the IV Brazilian Directive on Dislipidemia and Atherosclerosis Prevention<sup>29</sup>.</p>
      <p>The collected information was stored in one single database generated by Microsoft Access. Data were assessed by means of the statistical software SPSS for Windows, version 8.0, Copyright SPSS Inc. 1989-1997, and the following statistical tests were used: Variance analysis, Tukey's test, Kruskal-Wallis non-parametric test, multiple comparisons non-parametric test and chi-square test.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>A group of 115 individuals, 64 men (55.7%) and 51 women (44.3%), mean age 30.65 &#177; 2.00 years old (27 to 36 years old) was studied in a follow-up of 212.23 &#177; 16.05 months. The epidemiological characteristics are presented on <xref ref-type="table" rid="en_11t01-body2">Table 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_11t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>For all the studied epidemiological variables (genre, skin color, socioeconomic level at A1 and follow-up period of the study), groups were similar (<xref ref-type="table" rid="en_11t01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p>As the distribution of BP Percentiles were assessed at A1 by groups, we observed that, in Group O/O, 70% of the individuals presented BP Percentile <underline>&gt;</underline>95, 20% had BP Percentile between 50 and 95, and 10% presented BP Percentile <underline>&lt;</underline>50. These values for Group N were 19.6%, 32.6% and 47.8%, respectively. For Group L, the percentages were 44.9%, 16.3% and 38.8%, respectively (p&lt;0.001).</p>
      <p>In the current study phase (A3), 30.4% of the assessed young adults had increased BP and, in all assessments, we observed that Group O/O presented mean systolic blood pressure (SBP) and diastolic blood pressure (DBP) values significantly higher at the three moments of assessment in comparison to Group N (p&lt;0.0001) (<xref ref-type="table" rid="en_11t02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_11t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>In the analysis of anthropometric variables, we found the prevalence of 25.2% for O/O at A1, 30.4% at A2 and 53.9% at A3 in the general studied population. In comparisons between groups, we observed that Group O/O had higher mean values for WC, AHR and %BF in Group N at A3, all statistically significant (<xref ref-type="table" rid="en_11t03-body2">Table 3</xref>). Children and adolescents who maintained their weights in compliance with normality (Group N) presented and increase of 21 kg and 3.8 kg/m<sup>2</sup>, respectively, for weight and BMI along the 17 years of follow-up, while among those whose BMI remained high (Group O/O), there was an increase of 38.7 kg for weight and 8.4 kg/m<sup>2</sup> for BMI along the 17-year follow-up.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_11t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Abdominal obesity assessed through increased waist circumference was present in 38.3% of the assessed individuals at the current phase of the study (A3). The prevalence of increased AHR was 47.8%, while for increased %BF the value was 50.9%.</p>
      <p>The comparison of prevalence of increased WC reached a statistically significant difference between groups, with prevalence of 8.7% and 75% in Groups N and O/O (p&lt;0.0001), respectively. There were no differences between groups for increased AHR or %BF prevalence (<xref ref-type="table" rid="en_11t03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p>When the metabolic variables were assessed, higher mean values for insulin, HOMA-IR, LDL-c at A2 in Group O/O were observed, as well as glucose, cholesterol, LDL-c and triglycerides at A3 in the same group (O/O) in comparison to the other studied groups. For the remnant variables, there were no differences between groups, though Group O/O had always presented mean values higher than those observed in Groups L and N, as described in <xref ref-type="table" rid="en_11t04-body2">Table 4</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_11t04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>When variables were assessed in conjunct: presence or absence of increased BP and presence or absence of O/O among groups at the three moments of assessment, we observed a statistically significant difference in the comparison of the prevalence of such variables association between all groups (p&lt;0.0001 for A1, A2 and A3). In all assessments (A1, A2 and A3), Group O/O contributed with higher prevalence of the association of increased BP and presence of O/O, while in Group N the majority of the studied children and adolescents had normal BP and BMI. In this manner, the association of increased BP with presence of O/O was present in 70%, 35% and 70% of the individuals from Group O/O assessed at A1, A2 and A3, respectively, while in Group N the prevalence of assessed individuals that did not present association of increased BP and O/O presence was 80,4% at A1, 91,3% at A2 and 91,3% at A3 (<xref ref-type="fig" rid="en_11f03-body2">Figure 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_11f03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>As the aggregation of cardiovascular risk factors was assessed, the prevalence of alterations in the components used for the classification of MS at the current study phase (A3) were described in <xref ref-type="table" rid="en_11t05-body2">Table 5</xref>: Increased SBP and/or DBP, increased WC, increased TG and glucose and low HDL-c. For all the assessed components, except for TG, the prevalence of these variables' alterations was higher in Group O/O in comparison to Groups L and N (p&lt;0.05).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_11t05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>With regard to the presence of MS, 28.7% of the studied individuals fulfilled the criteria required for the diagnosis, and Group O/O presented a higher MS prevalence (60%) in relation to Group N (8.7%) and to Group L (34.7%) (p&lt;0.0001).</p>
      <p>The relative risk for the occurrence of metabolic syndrome in the young adult age group (A3) was assessed by means of logistic regression analysis. Genre, increased BP and the presence of O/O were considered as independent variables at A1. We observed that male genre and the presence of O/O in the school determined higher chances of MS occurrence in the current phase of the study (<italic>Odds Ratio</italic> 32.66; 95%CI: 6.47-164.89 and <italic>Odds Ratio</italic> 4.13; 95%CI: 1.13-15.10, respectively).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Many studies<sup>30-32</sup> have clearly demonstrated that isolate or associated cardiovascular risk factors are already present in the pediatric phase and may contribute to the development of atherosclerosis<sup>7-10</sup>.</p>
      <p>In this context, the ERJ is a line of research on BP and cardiovascular risk factors and have followed-up young people during 17 years, accomplishing several assessments along this period. It is important to emphasize that this series' original design was characterized by the follow-up of individuals with distinct BP behaviors in school phase: with Percentile of BP<underline>&lt;</underline>50 and <underline>&gt;</underline>95. Hence, in subsequent phases of the study, prevalence rates of BP higher than those observed in the general population of this age group are expected. As O/O is strongly related to BP in this age group, it is possible that the currently constituted groups do not reflect the characteristics of the general population, though it is a school population.</p>
      <p>One of the first observational studies that showed relation between cardiovascular risk factors and CAD was the <italic>Framingham</italic> study. Among the various assessed risk factors, O/O always showed to be strongly related to CAD<sup>33</sup>.</p>
      <p>In the present study, at A1, a prevalence of 25.2% of O/O was observed, considering BMI<underline>&gt;</underline> Percentile 85 for sex and age as cut point. It is important to emphasize that these values result from studies carried out in non-Brazilian populations, and it is possible that national curves for BMI could show different values, what would modify such finding.</p>
      <p>At A3, O/O was observed in 53.9% of the studied individuals, and in the same population, an increased in the prevalence of overweight along the years was observed, which confirms other studies' results<sup>11-13</sup>.</p>
      <p>Another important finding was that Group O/O since childhood and adolescence presented higher mean values of BP and higher percentage of individuals with increased BP in all the assessments. As reinforcing this association between overweight and AH along the years, higher mean values for SBP and DBP were observed in the group who maintained abnormal BMI (Group O/O) in comparison to the group whose BMI values were always normal (Group N) along 17 years. The behavior of Group L (varying BMI) was notorious, for it presented an intermediate position with a tendency to proximity of Group O/O in the majority of assessments.</p>
      <p>The important reduction in the prevalence of increased BP in Group O/O between the two first evaluations (A1 and A2) deserves to be mentioned. Factors possibly related to this finding would be: the employment of distinct criteria for the definition of high blood pressure at A1 and A2 (different age groups) and psychosocial factors typical of the passage of adolescence to adult age, even though such aspects have no been object of the present study. As the individual enters the adult age (between A2 and A3), the greater period of exposition to O/O may be considered as the main factor responsible for the high prevalence of increased BP observed at A3. In this manner, the present study has contributed to reinforce that this group of people, higher mean values and prevalence of increased BP are associated with the presence of O/O.</p>
      <p>Confirming these data, several series have recognized the relation between O/O and BP, mainly SBP and weight and BMI variables<sup>2-6</sup>.</p>
      <p>The relevance of the relation between overweight and increase in BP receives emphasis as we verify that child and adolescent obesity is implicated in the development of hypertension and obesity in adult life<sup>34</sup> and mortality among young adults<sup>35</sup>.</p>
      <p>Just as important as overweight is the pattern of body fat deposition, specially it central distribution and its relation to the risk for cardiovascular disease<sup>16,17,36</sup>. An important limitation of the anthropometric indexes most widely used in epidemiological studies (BMI, WC and AHR) is the fact that they do not reflect the same fat quantity due to specific characteristics of different populations, like ethnicity<sup>36</sup>.</p>
      <p>In the current study phase, we demonstrated that Group O/O presented higher mean values of WC, AHR and %BF, and 38.3% of the individuals had increased WC. With regard to AHR, a study carried out in Rio de Janeiro showed that this indicator presented higher capability predictive of HA and smaller correlation to BMI than WC<sup>16</sup>. In a study carried out in S&#227;o Paulo, AHR and WC were similarly associated with AH<sup>17</sup>.</p>
      <p>Concerning metabolic variables, in the present study, we observed statistically significant differences between groups for the studied lipidic variables, except for HDL-c. Higher mean values for LDL-c, insulin and HOMA-IR were observed at A2 in Group O/O, as well as higher mean values for G, LDL-c, total cholesterol and triglycerides at A3 in the same group (O/O) in comparison to the other studied groups. Although the longitudinal behavior of these variables since C/A was not studied, the findings suggest that an association of the metabolic variables with the presence of O/O, which is in accordance to literature<sup>37</sup>.</p>
      <p>The concept of MS brought a new dimension for the understanding of cardiovascular disease in the last decades. Each component of the syndrome is associated with an individual increase of cardiovascular risk; however, when associated, this risk increases exponentially, also elevating the general and cardiovascular mortality rates in approximately 1.5 and 2.5 times, respectively<sup>23</sup>.</p>
      <p>The classic Bogalusa Study longitudinally assessed variables involved in the MS diagnosis in a cohort of 1,020 children/adolescents. The authors demonstrated that such variables coexisted for 16 years and that their degree of agglomeration in adult age (18-38 years old) was consistently higher than those observed in C/A (4-17 years old). There as an increase of 5.8 kg/m<sup>2</sup> in BMI, 7.5 mmHg in mean BP and 0.45 points in HOMA-IR, which indicates a worse metabolic profile as age raises<sup>38</sup>.</p>
      <p>In the Brazilian population, the prevalence of MS is not known yet, partially because of the absence of a consensus in its definition and in the cut points of its components<sup>39</sup>. In the present study, the prevalence of young adults with MS was 28.7%, and when we assessed MS in association with BMI behavior along 17 years, we observed that this prevalence is higher in Group O/O (8.7% in Group N, 35.7% in Group L and 60% in Group O/O), which demonstrates that the maintenance of overweight may contribute expressively to the occurrence of MS.</p>
      <p>In accordance with these data, the present study demonstrated that male genre and the O/O in C/A constitute higher risks for the aggregation of cardiovascular risk factors, which is characterized as MS. A longitudinal study carried out with American children and adolescents demonstrated that abnormal values of BMI and WC in C/A determine increased risk for the development of MS in the adult age<sup>40</sup>.</p>
      <p>The main limitation of this study is the same experimented by many cohorts reported in literature and is related to the longitudinal character of the follow-up, which determines progressive losses of a portion of the original sample. However, it is emphasized that the population sample of ERJ is a non-hospital sample, of school origin and that has been followed-up for the last 17 years, considered as the Brazilian cohort of this age group with the longest follow-up period till nowadays.</p>
      <p>In conclusion, the importance of cardiovascular risk assessment in young populations has been emphasized by many longitudinal studies and, in this context, the present study showed that overweight along the 17-year follow-up, since C/A, was associated with higher BP and anthropometric indexes values and also higher prevalence of MS in the adult age. Male sex and O/O in C/A (A1) increased the risk of MS occurrence in the adult age.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Fl&#225;via Lopes Fonseca, from Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas - Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">El exceso de peso y el riesgo cardiovascular en j&#243;venes seguidos durante 17 a&#241;os: estudio del Rio de Janeiro</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La adopci&#243;n de medidas de prevenci&#243;n primaria en j&#243;venes es de potencial impacto favorable en el escenario de las enfermedades cardiovasculares. OBJETIVO: Evaluar la presi&#243;n arterial (PA) y variables de riesgo cardiovascular en j&#243;venes estratificados por el comportamiento del &#237;ndice de masa corporal (IMC) obtenido a lo largo de 17 a&#241;os, desde la infancia/adolescencia (I/A). M&#201;TODOS: Tres evaluaciones se llevaron a cabo en 115 individuos pertenecientes a la cohorte del Estudio del Rio de Janeiro: A1:12,97 &#177; 1,48 a&#241;os; A2:21,90 &#177; 1,71 a&#241;os; A3:30,65 &#177; 2,00 a&#241;os y divididos en tres grupos segundo el IMC en las tres evaluaciones: Grupo N (IMC siempre normal; n=46), Grupo L (IMC variable; n=49) y Grupo S/O (IMC siempre aumentado; n=20). En A1, A2 y A3 se obtuvieron PA e IMC. En A2 y A3, dosificados glucosa (G) y perfil lip&#237;dico. Todav&#237;a en A2, dosificada la insulina (INS) y calculado el HOMA-IR. En A3 se a&#241;adi&#243; la medida de la circunferencia abdominal (CA), relaci&#243;n abdomen/cadera (RAC) y porcentaje de grasa corporal (%GC). RESULTADOS: 1) Grupo S/O present&#243; mayores promedios de PA aumentada (p&lt;0,0001) en las tres evaluaciones; 2) En A3, el grupo S/O mostr&#243; mayores promedios de CA, RAC y %GC, y mayores prevalencias de CA aumentada y s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) (p&lt;0,0001); 3) Se observaron mayores promedios de INS, HOMA-IR, LDL-c en A2, y G, colesterol, LDL-c y Triglic&#233;ridos en A3 en el grupo S/O (p&lt;0,05); 4) G&#233;nero masculino y S/O en A1 determinaron mayor riesgo para la ocurrencia de SM en la edad adulta. CONCLUSI&#211;N: La presencia de S/O desde la I/A se asoci&#243; a mayores valores de la PA, &#237;ndices antropom&#233;tricos y mayor prevalencia de SM en la fase adulta joven.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>pesos y medidas corporales</kwd>
        <kwd>riesgo cardiovascular</kwd>
        <kwd>adolescentes</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>El exceso de peso y el riesgo cardiovascular en j&#243;venes seguidos durante 17 a&#241;os. Estudio del Rio de Janeiro</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Fl&#225;via Lopes Fonseca; Andr&#233;a Ara&#250;jo Brand&#227;o; Roberto Pozzan; &#201;rika Maria Gon&#231;alves Campana; Oswaldo Luiz Pizzi; Maria Eliane Campos Magalh&#227;es; Elizabete Vianna de Freitas; Ayrton Pires Brand&#227;o</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> La adopci&#243;n de medidas de prevenci&#243;n primaria en j&#243;venes es de potencial impacto favorable en el escenario de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar la presi&#243;n arterial (PA) y variables de riesgo cardiovascular en j&#243;venes estratificados por el comportamiento del &#237;ndice de masa corporal (IMC) obtenido a lo largo de 17 a&#241;os, desde la infancia/adolescencia (I/A).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Tres evaluaciones se llevaron a cabo en 115 individuos pertenecientes a la cohorte del Estudio del Rio de Janeiro: A1:12,97 &#177; 1,48 a&#241;os; A2:21,90 &#177; 1,71 a&#241;os; A3:30,65 &#177; 2,00 a&#241;os y divididos en tres grupos segundo el IMC en las tres evaluaciones: Grupo N (IMC siempre normal; n=46), Grupo L (IMC variable; n=49) y Grupo S/O (IMC siempre aumentado; n=20). En A1, A2 y A3 se obtuvieron PA e IMC. En A2 y A3, dosificados glucosa (G) y perfil lip&#237;dico. Todav&#237;a en A2, dosificada la insulina (INS) y calculado el HOMA-IR. En A3 se a&#241;adi&#243; la medida de la circunferencia abdominal (CA), relaci&#243;n abdomen/cadera (RAC) y porcentaje de grasa corporal (%GC).</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> 1) Grupo S/O present&#243; mayores promedios de PA aumentada (p&lt;0,0001) en las tres evaluaciones; 2) En A3, el grupo S/O mostr&#243; mayores promedios de CA, RAC y %GC, y mayores prevalencias de CA aumentada y s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) (p&lt;0,0001); 3) Se observaron mayores promedios de INS, HOMA-IR, LDL-c en A2, y G, colesterol, LDL-c y Triglic&#233;ridos en A3 en el grupo S/O (p&lt;0,05); 4) G&#233;nero masculino y S/O en A1 determinaron mayor riesgo para la ocurrencia de SM en la edad adulta.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La presencia de S/O desde la I/A se asoci&#243; a mayores valores de la PA, &#237;ndices antropom&#233;tricos y mayor prevalencia de SM en la fase adulta joven.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Presi&#243;n arterial, pesos y medidas corporales, riesgo cardiovascular, adolescentes.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Pese a los avances terap&#233;uticos, la enfermedad cardiovascular (ECV), en especial su presentaci&#243;n como enfermedad arterial coronaria (EAC), permanece como la principal causa de muerte en todo el mundo<sup>1</sup>.</p>
      <p>Numerosos estudios epidemiol&#243;gicos en adultos vienen se&#241;alando con clareza la relaci&#243;n existente entre los factores de riesgo cardiovascular (RCV) y el desarrollo de la EAC, y entre los factores de riesgo (FR) implicados se destacan la hipertensi&#243;n arterial (HA), la dislipidemia, el tabaquismo, el sedentarismo y la obesidad, particularmente la de distribuci&#243;n central<sup>1</sup>.</p>
      <p>De forma semejante a los adultos, en j&#243;venes, los factores de RCV tambi&#233;n est&#225;n implicados en este determinismo y tienen importancia crucial una vez que tienden a repetir y a agravarse con el paso de los a&#241;os<sup>2-6</sup>. En este marco, se destaca el estudio Bogalusa, que a partir de varias cohortes demostr&#243; que los factores de RCV est&#225;n presentes desde la infancia/adolescencia (I/A)<sup>7</sup> y tiene relaci&#243;n con lesiones ateroscler&#243;ticas evidenciadas en estudios de necropsia de individuos j&#243;venes<sup>8-10</sup>.</p>
      <p>Datos sobre sobrepeso/obesidad (S/O) en la poblaci&#243;n brasile&#241;a refuerzan su prevalencia aumentada en edades precoces, pudiendo variar de un 18,8% a un 26,3% en cohortes brasile&#241;as involucrando a ni&#241;os y adolescentes<sup>11-13</sup>.</p>
      <p>Tan importante como el S/O es la distribuci&#243;n de la grasa corporal (GC). Ya se encuentra establecida la relaci&#243;n entre la grasa corporal central y el riesgo para la salud, siendo m&#225;s fidedigno que el propio grado de obesidad<sup>14-18</sup>.</p>
      <p>As&#237;, queda clara la necesidad de identificarse estas anormalidades desde la I/A con el objetivo de identificar a los individuos con mayor riesgo para el desarrollo de ECV<sup>7</sup>.</p>
      <p>Adem&#225;s de esto, est&#225; bien establecida la fuerte relaci&#243;n entre la obesidad y los dem&#225;s factores de riesgo cardiovascular (FRCV), con la sugerencia por parte de variados autores que la obesidad represente el eslab&#243;n com&#250;n y facilitador en la agregaci&#243;n de estos factores de riesgo. Vague<sup>19</sup>, desde el 1956, incluy&#243; la obesidad central como uno de los elementos desencadenadores de lo que se entiende hoy por s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM).</p>
      <p>Ante de lo expuesto, el presente estudio tiene como objetivo evaluar la PA y variables de RCV en individuos j&#243;venes estratificados por el comportamiento del IMC obtenido a lo largo de 17 a&#241;os, desde la I/A.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>La muestra poblacional de este estudio se origina del Estudio del Rio de Janeiro (ERJ), una l&#237;nea de investigaci&#243;n sobre PA y otros FR cardiovascular en j&#243;venes y sus familias, desarrolladas en la Universidad del Estado del Rio de Janeiro, desde el 1983<sup>2-6</sup>. Este estudio se llev&#243; a cabo en dos etapas: en la primera, se evaluaron ni&#241;os entre 6 y 9 a&#241;os de edad (1983-1986) en dos fases: fase escolar y fase domiciliar, cuyo objetivo fue dibujar curvas de normalidad de la PA por sexo y grupo de edad. En la segunda, se evaluaron a ni&#241;os y adolescentes entre 10 y 15 a&#241;os de edad (1987-1999) en cinco fases: fase escolar (1987-1988), fase domiciliar (1989-1991), fase hospitalaria (1992-1995), fase familiar (1996-1999)<sup>2-5</sup> y fase ambulatoria (2004-2008)<sup>6</sup>, con el objetivo de evaluar el comportamiento de las variables de RCV y sus relaciones con la PA, desde la I/A, as&#237; como la presencia de lesiones en &#243;rganos-blanco de HA en los individuos j&#243;venes y sus familias. El presente estudio forma parte de la Fase Ambulatoria de la 2&#170; etapa del ERJ<sup>6</sup> (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>En la presente evaluaci&#243;n se incluyeron 115 j&#243;venes, designados como alumnos-blanco, de ambos sexos. Se tuvieron en cuenta tres evaluaciones de la segunda etapa del ERJ, a saber: A1 (fase escolar: 10-15 a&#241;os / 1987-1988), A2 (fase familiar: 18-26 a&#241;os / 1996-1999) y A3 (fase ambulatoria: 26-31 a&#241;os / 2004-2008) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <p>Seg&#250;n el IMC obtenido en las tres evaluaciones a lo largo de 17 a&#241;os, tres grupos se constituyeron: grupo N (IMC siempre normal) - n=46, grupo L (IMC variable) - n=49 y grupo S/O (IMC siempre aumentado; n=20). (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>).</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>El Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del Hospital Universitario Pedro Ernesto (HUPE) aprob&#243; este estudio y todos los individuos evaluados y/o sus responsables legales firmaron el formulario de consentimiento informado.</p>
      <p>En las tres evaluaciones, el protocolo de estudio se constituy&#243; en la aplicaci&#243;n de un cuestionario para el an&#225;lisis de las variables cl&#237;nicas, epidemiol&#243;gicas, metab&#243;licas y socioculturales. La clasificaci&#243;n del individuo por nivel socioecon&#243;mico (NSE) bajo, promedio y alto se hizo teni&#233;ndose en cuenta la renta mensual de los padres, sus profesiones, el local de vivienda y la ubicaci&#243;n de las escuelas, seg&#250;n los criterios establecidos por la Secretar&#237;a Estatal de Educaci&#243;n de Rio de Janeiro. Adem&#225;s de ello, se obtuvieron la PA, el peso (P), la altura (A) y se calcul&#243; el IMC. En A2 y A3, se dosificaron, tras ayuno de 12 horas, glucosa (G), colesterol, HDL-colesterol, triglic&#233;ridos (TG) y se calcul&#243; el LDL-colesterol. Todav&#237;a en A2, se llev&#243; a cabo la dosificaci&#243;n de insulina y el c&#225;lculo del HOMA-IR. En A3 se a&#241;adi&#243; la medici&#243;n de la circunferencia abdominal (CA), relaci&#243;n abdomen/cadera (RAC) y la medici&#243;n de los pliegues cut&#225;neos (PC) con el c&#225;lculo del porcentaje de grasa corporal (%GC).</p>
      <p>La PA aumentada en A1 se defini&#243; en A1, seg&#250;n los valores correspondientes al percentil 95 obtenido en el Estudio del Rio de Janeiro mismo, cuando se dibujaron las curvas de presi&#243;n arterial de esta poblaci&#243;n. Sin embargo, tanto en A2 cuanto en A3 se utilizaron los criterios de las Directrices Brasile&#241;as de Hipertensi&#243;n Arterial vigentes en el momento del estudio. Se consider&#243; la PA como aumentada en A1 cuando la PA <underline>&gt;</underline> percentil 95 para sexo y edad, y en A2 y A3 cuando la PA <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg<sup>21</sup>.</p>
      <p>El IMC se obtuvo por medio del cociente: IMC = peso (kilogramo) / altura<sup>2</sup> (metros) para la clasificaci&#243;n del estado nutricional, seg&#250;n la Organizaci&#243;n Mundial de Salud<sup>22</sup>. Se consideraron como normales los valores de IMC entre 18,50 kg/m&#178; y 24,99 kg/m&#178;; sobrepeso cuando el IMC se encontraba entre 25 kg/m&#178; y 29,99 kg/m<sup>2</sup> y obesidad cuando IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2,22</sup>.</p>
      <p>La medici&#243;n de la CA se obtuvo por medio de cinta m&#233;trica inextensible, no punto promedio entre la cresta il&#237;aca y el borde inferior de la &#250;ltima costilla<sup>23</sup>. Se definieron como valores aumentados cuando CA &gt; 102 cm para varones y &gt; 88 cm para mujeres<sup>24</sup>.</p>
      <p>Para el c&#225;lculo del %GC, primeramente se determin&#243; la densidad corporal (Dc) seg&#250;n la ecuaci&#243;n de Durnin y Womersley<sup>25</sup> por medio de la medici&#243;n de los pliegues cut&#225;neos (PC), a saber: Pliegue cut&#225;neo tricipital (PCT), pliegue cut&#225;neo bicipital (PCB), pliegue cut&#225;neo subescapular (PCSE) y pliegue cut&#225;neo suprail&#237;aco (PCSI). Tras ello, se obtuvo el %GC de acuerdo con la ecuaci&#243;n de Siri<sup>26</sup>.</p>
      <p>La presencia de SM se defini&#243; seg&#250;n la I Directriz Brasileira de SM<sup>24</sup>, adopt&#225;ndose el punto de cohorte <underline>&gt;</underline> 100 mg/dl para glucosa de ayuno, propuesto por Grundy et al<sup>27</sup>.</p>
      <p>Para las variables metab&#243;licas, se consider&#243; como valor normal, cuando la glucemia era &lt; 100 mg/dl, franja de intolerancia a la glucosa cuando la glucemia estaba entre 100 mg/dl y 126 mg/dl, y diabetes melito (DM) cuando con glucemia <underline>&gt;</underline> 126 mg/dl<sup>28</sup>. Los valores de normalidad para el perfil lip&#237;dico siguieron las recomendaciones de la IV Directriz Brasile&#241;a Sobre Dislipidemias y Prevenci&#243;n de la Aterosclerosis.</p>
      <p>Las informaciones recolectadas se almacenaron en un &#250;nico banco de datos a trav&#233;s del programa <italic>Microsoft Access</italic>. Los datos se analizaron por medio del programa estad&#237;stico <italic>SPSS for Windows</italic>, versi&#243;n 8.0, Copyright SPSS Inc. 1989-1997, y se utilizaron las siguientes pruebas estad&#237;sticas: Los an&#225;lisis de varianza, la prueba de Tukey, la prueba no param&#233;trica de Kruskal-Wallis, la prueba no param&#233;trica de m&#250;ltiples comparaciones y la prueba del do Chi-Cuadrado.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 115 individuos, 64 varones (55,7%) y 51 mujeres (44,3%), con promedio de edad de 30,65 &#177; 2,00 a&#241;os (27 a 36 a&#241;os), en un seguimiento de 212,23 &#177; 16,05 meses. Las caracter&#237;sticas epidemiol&#243;gicas de la poblaci&#243;n est&#225;n en la <xref ref-type="table" rid="es_11t01-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_11t01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Para todas las variables epidemiol&#243;gicas estudiadas (g&#233;nero, color, edad, NSE en A1 y tiempo de seguimiento del estudio), los grupos fueron similares entre ellos (<xref ref-type="table" rid="es_11t01-body3">Tabla 1</xref>).</p>
      <p>Al evaluar la distribuci&#243;n de los percentiles de PA en A1 por los grupos, se observ&#243; que en el grupo S/O, el 70% de los individuos presentaban percentil de PA &gt;=95, el 20% ten&#237;an percentil de PA entre 50 y 95, y el 10% estaban en el percentil de PA &lt;=50 en A1. Estos porcentuales para el grupo N fueron un 9,6%, un 32,6% y un 47,8%, respectivamente. Para el grupo L, los porcentuales observados fueron un 44,9%, un 16,3% y un 38,8%, respectivamente (p &lt; 0,001).</p>
      <p>En la actual fase del estudio (A3), un 30,4% de los j&#243;venes evaluados tuvieron PA aumentada y, en todas las evaluaciones, se observ&#243; que el grupo S/O present&#243; promedios de PAS y PAD significativamente mayores, comparado al grupo N (p &lt; 0,0001), en los tres momentos de la evaluaci&#243;n (<xref ref-type="table" rid="es_11t02-body3">Tabla 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_11t02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En el an&#225;lisis de las variables antropom&#233;tricas se encontraron prevalencias de S/O de un 25,2% en A1, de un 30,4% en A2 y de un 53,9% en A3 en la poblaci&#243;n total del estudio. En las comparaciones entre los grupos, se observ&#243; que el grupo S/O ten&#237;a mayores promedios de CA, RAC y %GC que el grupo N en A3, todas con significado estad&#237;stico (<xref ref-type="table" rid="es_11t03-body3">Tabla 3</xref>). Los ni&#241;os y adolescentes que mantuvieron el peso dentro de la normalidad (grupo N) exhibieron aumento de 21 kg y 3,8 kg/m<sup>2</sup>, respectivamente para el peso e IMC, a lo largo de los 17 a&#241;os de seguimiento, al paso que en aquellas cuyo IMC permaneci&#243; alto (grupo S/O) hubo un aumento de 38,7 kg para el peso y 8,4 kg/m<sup>2</sup> para el IMC a lo largo de 17 a&#241;os.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_11t03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La obesidad abdominal evaluada por circunferencia abdominal aumentada estuvo presente en un 38,3% de los j&#243;venes evaluados en la fase actual del estudio (A3). La prevalencia de la RAC aumentada fue de un 47,8%, mientras que para %GC aumentado fue de un 50,9%.</p>
      <p>La comparaci&#243;n de las prevalencias de CA aumentada alcanz&#243; una diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos, con prevalencias de un 8,7% y el 75% en los grupos N y S/O (p &lt; 0,0001), respectivamente. No hubo diferencia entre los grupos para la prevalencia de RAC aumentada o %GC aumentado (<xref ref-type="table" rid="es_11t03-body3">Tabla 3</xref>).</p>
      <p>Al analizar las variables metab&#243;licas, se observaron mayores promedios de insulina, HOMA-IR, LDL-c en A2 en el grupo S/O, as&#237; como glucosa, colesterol, LDL-colesterol y triglic&#233;ridos en A3 en el mismo grupo (S/O) cuando comparados con los dem&#225;s grupos de estudio. Para las dem&#225;s variables, no hubo diferencia entre los grupos, aunque el grupo S/O siempre ha presentado promedios m&#225;s elevados que aquellas observadas en el grupo L y N, conforme descrito en la <xref ref-type="table" rid="es_11t04-body3">Tabla 4</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_11t04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Al analizar en conjunto a las variables: presencia o ausencia de PA aumentada y presencia o ausencia de S/O entre los grupos en los tres momentos de evaluaci&#243;n, se observ&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa en la comparaci&#243;n de las prevalencias de la asociaci&#243;n de estas variables entre los tres grupos (p &lt; 0,0001 en A1, A2 y A3). En todas las evaluaciones (A1, A2 y A3), grupo S/O contribuy&#243; con mayores prevalencias de la asociaci&#243;n de PA aumentada y presencia de S/O, mientras que en el grupo N la mayor&#237;a de los ni&#241;os y adolescentes evaluados ten&#237;a PA y el IMC normales. As&#237;, la asociaci&#243;n de PA aumentada con la presencia de S/O estuve presente en el 70%, el 35% y el 70% de los individuos del grupo S/O evaluados en A1, A2 y A3, respectivamente, mientras que en el grupo N las prevalencias de individuos evaluados que no ten&#237;an asociaci&#243;n de PA aumentada y presencia de S/O fue de un 80,4% en A1, y un 91,3% en A2 y un 91,3% en A3 (<xref ref-type="fig" rid="es_11f03-body3">Figura 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_11f03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Al evaluar la agregaci&#243;n de los FRCV, en la <xref ref-type="table" rid="es_11t05-body3">Tabla 5</xref> se describieron las prevalencias de las alteraciones de los componentes utilizados para la clasificaci&#243;n del SM en el momento actual del estudio (A3), a saber: PAS y/o PAD aumentadas, CA aumentada, TG y glucosa aumentados y HDL-c bajo. Para todos los componentes evaluados, a excepci&#243;n de los TG, la prevalencia de alteraciones de estas variables fue mayor en el grupo S/O comparada a los grupos L y N (p&lt;0,05).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_11t05-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0207-00011-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Respecto a la presencia de SM, un 28,7% de los j&#243;venes evaluados completaron criterios para su diagn&#243;stico, y su grupo S/O present&#243; mayor prevalencia de SM (60%) con relaci&#243;n al grupo N (8,7%) y al grupo L (34,7%) (p &lt; 0,0001).</p>
      <p>Por el an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica, se evalu&#243; el riesgo relativo para la ocurrencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico en la fase adulta joven (A3). Se consideraron como variables independientes el g&#233;nero, la PA aumentada y la presencia de S/O en A1. Se observ&#243; que el g&#233;nero masculino y la presencia de S/O en la escuela determinaron mayor probabilidad de ocurrencia de SM en la fase actual del estudio (<italic>Odds Ratio</italic> 32,66; IC95%: 6,47-164,89 y <italic>Odds Ratio</italic> 4,13; IC95%: 1,13-15,10, respectivamente).</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Diversos estudios<sup>30-32</sup> vienen evidenciando claramente que los factores de riesgo cardiovascular, aislados o en asociaci&#243;n, ya est&#225;n presentes en grupo de edad pedi&#225;trica y pueden contribuir al desarrollo de la aterosclerosis.</p>
      <p>En este sentido, el ERJ es una l&#237;nea de investigaci&#243;n sobre PA y FRCV y ha estado acompa&#241;ando j&#243;venes en seguimiento de 17 a&#241;os, con realizaci&#243;n de diversas evaluaciones durante este per&#237;odo. Cabe resaltar que el dibujo original de esta serie se caracteriz&#243; por el seguimiento de individuos j&#243;venes con comportamientos distintos de la PA en la fase escolar: con percentil de PA <underline>&lt;</underline> 50 y <underline>&gt;</underline> 95. De esta forma, en fases subsiguientes del estudio, se esperan tasas de prevalencia de PA m&#225;s elevadas que las observadas en la poblaci&#243;n general de este grupo de edad joven. Como el S/O est&#225; fuertemente relacionado a la PA en este grupo de edad, es posible que los grupos constituidos, en el momento actual, no reflejen las caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n general, aunque es una poblaci&#243;n de origen escolar.</p>
      <p>Uno de los primeros estudios observacionales a evidenciar la relaci&#243;n entre los FRCV y la EAC fue el estudio de <italic>Framingham</italic>. Entre los diversos FR analizados, el S/O siempre se mostr&#243; fuertemente relacionado a la EAC<sup>33</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, en A1, se observ&#243; una prevalencia de S/O de un 25,2%, y se consider&#243; el IMC &gt;= percentil 85 para sexo y edad como punto de corte. Cabe destacar que estos valores derivan de estudios en poblaciones no brasile&#241;as y es posible que curvas nacionales de IMC pudieran revelar valores diferentes, lo que cambiaria este hallazgo.</p>
      <p>En A3, el S/O se observ&#243; en un 53,9% de los individuos evaluados, y en esta misma poblaci&#243;n, se observ&#243; un aumento de la prevalencia del exceso de peso a lo largo de los a&#241;os, lo que est&#225; de acuerdo con otros estudios<sup>11-13</sup>.</p>
      <p>Otro hallazgo importante fue que el grupo con S/O desde la infancia y adolescencia present&#243; mayores promedios de PA y mayor porcentual de individuos con PA elevada en todas las evaluaciones realizadas. Reforzando esta asociaci&#243;n entre exceso de peso y HA a lo largo del tiempo, se observaron mayores promedios de PAS y PAD en los j&#243;venes que se mantuvieron con IMC anormal (grupo S/O) cuando comparados al grupo con IMC siempre normal (grupo N) a lo largo de 17 a&#241;os. Es importante destacar el comportamiento del grupo L (IMC variable), que present&#243; una posici&#243;n intermediaria, con tendencia a aproximarse al grupo S/O en la mayor&#237;a de las evaluaciones.</p>
      <p>Tambi&#233;n destacada fue la importante reducci&#243;n en la prevalencia de PA, aumentada en el grupo S/O entre las dos primeras evaluaciones (A1 y A2). Posibles factores relacionados a este hallazgo ser&#237;an: El empleo de criterios distintos para la definici&#243;n de presi&#243;n arterial elevada en A1 y A2 (diferentes grupo de edad) y factores biopsicosociales propios del per&#237;odo de pasaje de la adolescencia para la fase adulta, aunque estos aspectos no hayan sido objeto del presente estudio. A la medida que el individuo ingresa en la fase adulta (entre A2 y A3), el mayor tiempo de exposici&#243;n al S/O se puede considerar como el principal responsable de la mayor prevalencia de PA aumentada observada en A3. De esta forma, el estudio en cuesti&#243;n contribuy&#243; a reforzar que en este grupo de individuos, mayores promedios y prevalencias de PA aumentada est&#225;n asociados a la presencia del S/O.</p>
      <p>En corroboraci&#243;n a dichos datos, diversas series vienen reconociendo la relaci&#243;n entre el S/O y la PA, en especial la PAS con variables de peso e IMC<sup>2-6</sup>.</p>
      <p>La relevancia de la relaci&#243;n entre el exceso de peso y el aumento de la PA gana destaque a la medida que se verifica que la obesidad infanto-juvenil est&#225; implicada con el desarrollo de hipertensi&#243;n y de obesidad en la edad adulta<sup>34</sup> y de mortalidad en el adulto joven<sup>35</sup>.</p>
      <p>Tan importante cuanto el exceso de peso es el est&#225;ndar de deposici&#243;n de la grasa corporal, en especial de su distribuci&#243;n central y su relaci&#243;n con el riesgo de ECV<sup>16,17,36</sup>. Una importante limitaci&#243;n de los &#237;ndices antropom&#233;tricos m&#225;s utilizados en los estudios epidemiol&#243;gicos (IMC, CA y RAC) es el hecho de ellos no reflejar la misma cantidad de grasa en raz&#243;n de caracter&#237;sticas espec&#237;ficas de diferentes poblaciones, como la etnia<sup>36</sup>.</p>
      <p>En la fase actual del presente estudio, se evidenci&#243; el grupo S/O present&#243; mayores promedios de CA, RAC y %GC, y se destac&#243; que un 38,3% de los individuos ten&#237;an CA aumentada. Con relaci&#243;n a la RAC, el Estudio en Rio de Janeiro encontr&#243; que este indicador present&#243; mayor capacidad predictiva de HA y menor correlaci&#243;n con el IMC que la CA<sup>16</sup>. En estudio realizado en S&#227;o Paulo, la RAC y la CA se asociaron de forma semejante con la HA<sup>17</sup>.</p>
      <p>En cuanto a las variables metab&#243;licas, en el presente estudio se observaron diferencias estad&#237;sticamente significativas entre los grupos para las variables lip&#237;dicas investigadas, a excepci&#243;n del HDL-colesterol. En A2 se observaron mayores promedios de LDL-colesterol, insulina y HOMA-IR el grupo S/O, as&#237; como en A3 mayores promedios de G, LDL-colesterol, colesterol total y triglic&#233;ridos en el mismo grupo (S/O) cuando comparados con los dem&#225;s grupos de estudio. Aunque no se estudi&#243; el comportamiento longitudinal de estas variables desde la I/A, los hallazgos sugieren una asociaci&#243;n de las variables metab&#243;licas con la presencia de S/O, lo que est&#225; en conformidad con la literatura<sup>37</sup>.</p>
      <p>El concepto de SM trajo una nueva dimensi&#243;n a la comprensi&#243;n de la ECV en las &#250;ltimas d&#233;cadas. Cada componente del s&#237;ndrome se encuentra asociado a aumento del RCV individualmente, sin embargo, cuando asociados, este riesgo aumenta de forma exponencial elevando la mortalidad general y cardiovascular en aproximadamente 1,5 y 2,5 veces, respectivamente<sup>23</sup>.</p>
      <p>El cl&#225;sico estudio de Bogalusa evalu&#243; longitudinalmente en una cohorte de 1.020 ni&#241;os/adolescentes variables implicadas en el diagn&#243;stico del SM. Los autores evidenciaron que tales variables coexistieron por 16 a&#241;os y que el grado de aglomeraci&#243;n de las mismas en la edad adulta (18-38 a&#241;os) era consistentemente mayor que aquel observado en la I/A (4-17 a&#241;os). Hubo un aumento de 5,8 kg/m<sup>2</sup> en el IMC, 7,5 mmHg en la PA promedio y 0,45 puntos en el HOMA-IR, lo que indic&#243; peor perfil metab&#243;lico con el avance de la edad.</p>
      <p>En la poblaci&#243;n brasile&#241;a, no se conoce a&#250;n la prevalencia del SM, en parte por la ausencia de consenso en su definici&#243;n y en los puntos de corte de sus componentes<sup>39</sup>. En el presente estudio, la prevalencia de adultos j&#243;venes con SM fue de un 28,7%, y cuando se evalu&#243; el SM asociado al comportamiento del IMC a lo largo de 17 a&#241;os, se observ&#243; que esta prevalencia es mayor en el grupo S/O (un 8,7% en el grupo N, un35,7% en el grupo L y el 60% en el grupo S/O), lo que evidenci&#243; que el mantenimiento del exceso de peso puede contribuir de forma expresiva para la ocurrencia del SM.</p>
      <p>De conformidad con estos datos, el presente estudio revel&#243; que el g&#233;nero masculino y el S/O en la I/A se constituyeron en mayor riesgo para la agregaci&#243;n de FRCV, caracterizada como SM. Un estudio longitudinal con ni&#241;os y adolescentes americanas demostr&#243; que valores anormales de IMC y CA en la I/A determinaban riesgo aumentado de desarrollar SM en la edad adulta<sup>40</sup>.</p>
      <p>La principal limitaci&#243;n de este estudio es la misma experimentada por diversas cohortes existentes en la literatura y se relaciona al car&#225;cter longitudinal del seguimiento que determina p&#233;rdidas progresivas de una parte de la muestra original. Sin embargo, se destaca que la muestra poblacional del ERJ es una muestra no hospitalaria, de origen escolar y que ha sido seguida en los &#250;ltimos 17 a&#241;os, constituy&#233;ndose en la cohorte brasile&#241;a de este grupo de edad con m&#225;s largo seguimiento hasta los d&#237;as actuales.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, la importancia de la evaluaci&#243;n del RCV en poblaciones j&#243;venes se viene enfatizando por diversos estudios longitudinales y, en este escenario, el presente estudio mostr&#243; que el exceso de peso a lo largo de 17 a&#241;os de seguimiento, desde la I/A, se mostr&#243; asociado a mayores valores de la PA, de los &#237;ndices antropom&#233;tricos y mayor prevalencia de SM en la edad adulta joven. El g&#233;nero masculino y el S/O en la I/A (A1) aumentaron el riesgo para la ocurrencia de SM en la edad adulta joven.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Fl&#225;via Lopes Fonseca de la <italic>Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas - Universidade do Estado do Rio de Janeiro</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
