<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">7QWFXr5W53Zm6kbRXYBsTGw</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000200008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400208</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000200008</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Ponte mioc&#225;rdica: evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e terap&#234;utica</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Pereira</surname>
            <given-names>Aline Braz</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Castro</surname>
            <given-names>Danilo Spricigo Peressoni</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Menegotto</surname>
            <given-names>Emanuela Todeschini</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Amaral</surname>
            <given-names>Wladimir Maia do</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Castro</surname>
            <given-names>Gustavo Spricigo Peressoni</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Florian&#243;polis</named-content>
          <named-content content-type="state">Santa Catarina</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade do Extremo Sul Catarinense</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital S&#227;o Jos&#233; de Crici&#250;ma SC </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>188</fpage>
      <lpage>194</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>13</day>
          <month>05</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>06</day>
          <month>08</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>20</day>
          <month>05</month>
          <year>2009</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A ponte mioc&#225;rdica constitui um dos principais diagn&#243;sticos diferenciais de doen&#231;a arterial coronariana. Entretanto, ainda &#233; subdiagnosticada e tem seus mecanismos fisiopatol&#243;gicos e sua terap&#234;utica n&#227;o completamente elucidados. OBJETIVO: Analisar e descrever a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e terap&#234;utica de pacientes com diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de ponte mioc&#225;rdica, comparando os dados com a literatura atual, a fim de elucidar o perfil cl&#237;nico e o progn&#243;stico destes pacientes. M&#201;TODOS: Foram revisados os resultados de cineangiocoronariografias realizadas no per&#237;odo de 2003 a 2007, em um laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica, efetuando-se an&#225;lise de prontu&#225;rios e entrevista de um grupo de pacientes selecionados. RESULTADOS: A frequ&#234;ncia de diagn&#243;sticos de pontes mioc&#225;rdicas foi de 3,6%. A idade m&#233;dia dos pacientes foi de 56,8 anos (DP = 11,83; IC = 0,73). A art&#233;ria descendente anterior foi acometida isoladamente em 100% dos casos. Ap&#243;s a sele&#231;&#227;o, realizou-se an&#225;lise e entrevista de 31 pacientes. N&#227;o houve correla&#231;&#227;o entre os sintomas e o grau de estreitamento angiogr&#225;fico obtido nos pacientes estudados. O tratamento medicamentoso incluiu o uso de agentes? bloqueadores, antagonistas do canal de c&#225;lcio, antiagregantes plaquet&#225;rios e/ou nitratos, tendo, como resultado, melhora cl&#237;nica em 30%, aus&#234;ncia de altera&#231;&#245;es no quadro cl&#237;nico em 60% e piora dos sintomas em 10% dos pacientes. Um paciente apresentou morte s&#250;bita, dois pacientes realizaram angioplastia com melhora cl&#237;nica significativa e nenhum paciente realizou procedimento cir&#250;rgico. CONCLUS&#195;O: A maioria dos pacientes com ponte mioc&#225;rdica tem um bom progn&#243;stico, mas em longo prazo n&#227;o h&#225; dados suficientes, realizados em um grande grupo de pacientes sintom&#225;ticos, para conclus&#245;es definitivas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;a da art&#233;ria coronariana</kwd>
        <kwd>angioplastia transluminal percut&#226;nea coronariana</kwd>
        <kwd>ponte mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>estudos de coortes</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CORONARIOPATIA CR&#212;NICA</p>
    <p>
      <bold>Ponte mioc&#225;rdica: evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e terap&#234;utica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Aline Braz Pereira; Danilo Spricigo Peressoni Castro; Emanuela Todeschini Menegotto; Wladimir Maia do Amaral; Gustavo Spricigo Peressoni Castro</bold>
    </p>
    <p>Universidade do Extremo Sul Catarinense, Hospital S&#227;o Jos&#233; de Crici&#250;ma SC, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A ponte mioc&#225;rdica constitui um dos principais diagn&#243;sticos diferenciais de doen&#231;a arterial coronariana. Entretanto, ainda &#233; subdiagnosticada e tem seus mecanismos fisiopatol&#243;gicos e sua terap&#234;utica n&#227;o completamente elucidados. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar e descrever a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e terap&#234;utica de pacientes com diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de ponte mioc&#225;rdica, comparando os dados com a literatura atual, a fim de elucidar o perfil cl&#237;nico e o progn&#243;stico destes pacientes. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram revisados os resultados de cineangiocoronariografias realizadas no per&#237;odo de 2003 a 2007, em um laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica, efetuando-se an&#225;lise de prontu&#225;rios e entrevista de um grupo de pacientes selecionados. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A frequ&#234;ncia de diagn&#243;sticos de pontes mioc&#225;rdicas foi de 3,6%. A idade m&#233;dia dos pacientes foi de 56,8 anos (DP = 11,83; IC = 0,73). A art&#233;ria descendente anterior foi acometida isoladamente em 100% dos casos. Ap&#243;s a sele&#231;&#227;o, realizou-se an&#225;lise e entrevista de 31 pacientes. N&#227;o houve correla&#231;&#227;o entre os sintomas e o grau de estreitamento angiogr&#225;fico obtido nos pacientes estudados. O tratamento medicamentoso incluiu o uso de agentes? bloqueadores, antagonistas do canal de c&#225;lcio, antiagregantes plaquet&#225;rios e/ou nitratos, tendo, como resultado, melhora cl&#237;nica em 30%, aus&#234;ncia de altera&#231;&#245;es no quadro cl&#237;nico em 60% e piora dos sintomas em 10% dos pacientes. Um paciente apresentou morte s&#250;bita, dois pacientes realizaram angioplastia com melhora cl&#237;nica significativa e nenhum paciente realizou procedimento cir&#250;rgico. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A maioria dos pacientes com ponte mioc&#225;rdica tem um bom progn&#243;stico, mas em longo prazo n&#227;o h&#225; dados suficientes, realizados em um grande grupo de pacientes sintom&#225;ticos, para conclus&#245;es definitivas.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Doen&#231;a da art&#233;ria coronariana/terapia, angioplastia transluminal percut&#226;nea coronariana, ponte mioc&#225;rdica, estudos de coortes.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A ponte mioc&#225;rdica (PM) &#233; uma anomalia cong&#234;nita das coron&#225;rias que acomete geralmente a art&#233;ria descendente anterior esquerda (DAE), em que um ou mais feixes de mioc&#225;rdio cruzam ou envolvem um segmento de art&#233;ria coron&#225;ria epic&#225;rdica, a qual atravessa a por&#231;&#227;o intramural do mioc&#225;rdio, abaixo da ponte muscular. A PM constitui um dos principais diagn&#243;sticos diferenciais de doen&#231;a arterial coronariana (DAC), podendo manifestar-se como angina de peito t&#237;pica ou at&#237;pica e, mais raramente, infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) ou morte s&#250;bita.</p>
    <p>Trata-se de uma patologia relativamente comum na popula&#231;&#227;o geral, geralmente benigna, acometendo principalmente pacientes com baixo risco para DAC; entretanto, quando sintom&#225;ticas, manifestam-se na forma de angina inst&#225;vel ou est&#225;vel, arritmias card&#237;acas (taquicardia ventricular e taquicardia supraventricular), IAM e morte s&#250;bita, sendo os dois &#250;ltimos de ocorr&#234;ncia rara<sup>1</sup>.</p>
    <p>Ainda &#233; subdiagnosticada em virtude de apenas uma minoria dos pacientes apresentarem-se sintom&#225;ticos, da falta de disponibilidade e, consequentemente, do uso restrito de m&#233;todos diagn&#243;sticos de maior acur&#225;cia, fazendo com que seus mecanismos fisiopatol&#243;gicos e sua terap&#234;utica ainda n&#227;o tenham sido completamente elucidados. Este estudo visou analisar a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e terap&#234;utica de pacientes com diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de ponte mioc&#225;rdica, no per&#237;odo de 2003 a 2007, comparando os dados com os da literatura atual, a fim de elucidar o perfil cl&#237;nico e a evolu&#231;&#227;o destes pacientes.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo de coorte observacional e transversal, em que foram utilizadas ferramentas estat&#237;sticas para an&#225;lise do n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%. Os custos referentes aos materiais utilizados foram de inteira responsabilidade do pesquisador. A pesquisa foi realizada mediante an&#225;lise dos prontu&#225;rios e aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio a um grupo de pacientes selecionados.</p>
    <p>O estudo foi realizado em um laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica, mediante aprova&#231;&#227;o pelo comit&#234; de &#233;tica da institui&#231;&#227;o. O sigilo de identidade dos pacientes e a utiliza&#231;&#227;o dos dados somente para pesquisa cient&#237;fica foram garantidos. Ap&#243;s a pr&#233;-sele&#231;&#227;o dos prontu&#225;rios, foram contatados os pacientes ou respons&#225;veis, sendo explicado o estudo e adquirido o consentimento mediante a assinatura do termo de consentimento aprovado pela Comiss&#227;o Cient&#237;fica de Pesquisa e &#201;tica em Sa&#250;de da institui&#231;&#227;o.</p>
    <p>Foram analisados pacientes com idade entre 20 e 75 anos, que realizaram cineangiocoronariografia no per&#237;odo de 2003 a 2007, sob suspeita e investiga&#231;&#227;o de prov&#225;vel DAC, em que os resultados angiogr&#225;ficos demonstraram a presen&#231;a de PM. Tamb&#233;m foram analisados pacientes que n&#227;o possuem patologias card&#237;acas associadas capazes de produzir sintomas anginosos: doen&#231;a valvular card&#237;aca ou miocardiopatias previamente diagnosticadas ou &#224; cineangiocoronariografia, e presen&#231;a de DAC &#224; cineangiocoronariografia. Foram exclu&#237;dos pacientes com patologias neurol&#243;gicas que impe&#231;am a correta aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio, al&#233;m daqueles cujos dados dispon&#237;veis encontravam-se incompletos ou desatualizados, impossibilitando o estabelecimento de contato para entrevista.</p>
    <p>Apesar dos pacientes terem sido inclu&#237;dos no estudo com base em angiografias coronarianas feitas antes do estudo, todas foram realizadas de acordo com o protocolo do laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica da institui&#231;&#227;o, seguindo a t&#233;cnica de Judkins, em que o fen&#244;meno de compress&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria coron&#225;ria descendente anterior pode ser observado claramente. Este protocolo n&#227;o incluiu a administra&#231;&#227;o intracoron&#225;ria de nitroglicerina.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram analisados os resultados de 3.375 cineangiocoronariografias realizadas no per&#237;odo de 2003 a 2007, das quais 123 apresentaram o fen&#244;meno de constri&#231;&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria DAE (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>), com o diagn&#243;stico de PM. A frequ&#234;ncia de diagn&#243;sticos de ponte mioc&#225;rdica em cineangiocoronariografias realizadas nesse per&#237;odo foi de 3,6%. A idade m&#233;dia dos pacientes foi de 56,8 anos (DP = 11,83; IC = 0,73). Todos os pacientes apresentaram o acometimento de somente uma art&#233;ria coron&#225;ria, sendo que a art&#233;ria DAE foi acometida em 100% dos casos. Trinta e quatro pacientes (27,6%) apresentaram DAC acometendo em graus variados o segmento proximal da ponte. O acometimento da art&#233;ria DAE &#224; cineangiocoronariografia foi graduado em grau 1 (<underline>&lt;</underline> 49%), grau 2 (50-74%) e grau 3 (<underline>&gt;</underline> 75%) (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf01.jpg"/></fig>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Ap&#243;s a sele&#231;&#227;o dos pacientes, 81 deles foram exclu&#237;dos do estudo, sendo 68 por DAC (55,28%), 17 por miocardiopatia (13,82%) e 21 por valvulopatia (17,07%) associadas. Foram selecionados 42 pacientes para o estudo, dos quais um apresentou patologia neurol&#243;gica que impossibilitava a realiza&#231;&#227;o da entrevista, e em 10 casos n&#227;o foi poss&#237;vel realizar a entrevista, pois os dados dispon&#237;veis encontravam-se incompletos ou desatualizados, impossibilitando o contato com estes pacientes, resultando na an&#225;lise e entrevista de 31 pacientes.</p>
    <p>A idade m&#233;dia de in&#237;cio dos sintomas dos pacientes estudados foi de 45,9 anos (IC = 11,7; DP = 4,2), sendo que 50% dos pacientes levaram intervalo de tempo <underline>&gt;</underline> um ano para realizar o diagn&#243;stico de ponte mioc&#225;rdica. Foi efetuada a an&#225;lise do grau de estreitamento da art&#233;ria DAE (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>). Os sintomas dos pacientes foram graduados com aux&#237;lio da classifica&#231;&#227;o proposta pela Sociedade Canadense de Cardiologia para gradua&#231;&#227;o da angina de peito, antes e ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o do tratamento (<xref ref-type="table" rid="t03">Tabela 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>De acordo com essa classifica&#231;&#227;o, pacientes com grau 1 de estreitamento sist&#243;lico &#224; cineangiocoronariografia possuem as classifica&#231;&#245;es CCS-I (31,6%), II (31,6%) e III (31,6%). Pacientes com grau 2 de estreitamento classificam-se em I (11,1%), II (11,1%), III (66,7%) e IV (11,1%). Pacientes com grau 3 de estreitamento classificam-se em II (33,3%), III (33,3%) e IV (33,3%).</p>
    <p>Um paciente foi exclu&#237;do da an&#225;lise dos sintomas por &#243;bito ocasionado por morte s&#250;bita, o qual apresentava grau 1 de estreitamento sist&#243;lico da art&#233;ria descendente anterior. Dois pacientes realizaram angioplastia, apresentando grau 1 de estreitamento, classificando-se ambos em CCS-III e evoluindo para as classes I e II ap&#243;s o procedimento.</p>
    <p>Com base nesses dados, conclui-se que n&#227;o h&#225; correla&#231;&#227;o entre a classifica&#231;&#227;o dos sintomas e o grau de estreitamento angiogr&#225;fico obtido nos pacientes estudados. Por&#233;m, a intensidade dos sintomas depende, tamb&#233;m, do n&#250;mero, da espessura, da localiza&#231;&#227;o e do comprimento das pontes mioc&#225;rdicas, que variam de paciente para paciente, podendo variar em um mesmo paciente de um exame para outro. Os eventos adversos relatados pelos pacientes foram: isquemia e s&#237;ndrome coronariana aguda, IAM e morte s&#250;bita (<xref ref-type="fig" rid="g1">Gr&#225;fico 1</xref>).</p>
    <fig id="g1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Houve varia&#231;&#227;o significativa no tempo de tratamento realizado e nos esquemas terap&#234;uticos utilizados pelos pacientes. O tratamento medicamentoso incluiu o uso de agentes bloqueadores, antagonistas do canal de c&#225;lcio, antiagregantes plaquet&#225;rios e/ou nitratos. Dois pacientes realizaram angioplastia e nenhum paciente realizou procedimento cir&#250;rgico. O nitrato foi utilizado em 43,3% dos pacientes, em associa&#231;&#227;o ou n&#227;o a outras drogas, apesar de relatos de piora dos sintomas e do quadro cl&#237;nico na literatura. Entretanto, n&#227;o foi poss&#237;vel afirmar o real impacto dessas medica&#231;&#245;es no desfecho cl&#237;nico desses pacientes.</p>
    <p>Dos pacientes que possu&#237;am classifica&#231;&#227;o CCS-I antes do tratamento, todos permaneceram na mesma classifica&#231;&#227;o ap&#243;s o tratamento. Dos pacientes que possu&#237;am classifica&#231;&#227;o II antes do tratamento, 37,5% continuaram na mesma classe ap&#243;s o tratamento e 50% passaram para classe I, com melhora cl&#237;nica. Em 12,5%, houve piora, passando para classe III. Dos pacientes que possu&#237;am classifica&#231;&#227;o CCS-III antes do tratamento, 53,8% continuaram na mesma classifica&#231;&#227;o ap&#243;s o tratamento; em 30,8%, houve melhora para as classes I ou II; e em 15,4%, houve piora dos sintomas, passando para classe IV. Dos pacientes que possu&#237;am classifica&#231;&#227;o IV antes do tratamento, 50% continuaram na mesma classifica&#231;&#227;o ap&#243;s o tratamento e, nos outros 50%, houve melhora, passando para classifica&#231;&#227;o III. Foram inclu&#237;dos nesse grupo dois pacientes com classifica&#231;&#227;o III que realizaram ICP e continuaram utilizando o tratamento medicamentoso, apresentando melhora cl&#237;nica.</p>
    <p>Concluindo, 30% dos pacientes apresentaram melhora cl&#237;nica, 60% dos pacientes n&#227;o apresentaram altera&#231;&#245;es no quadro cl&#237;nico e 10% apresentaram piora dos sintomas, apesar do tratamento (<xref ref-type="fig" rid="fig08g02">Gr&#225;fico 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig08g02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A ponte mioc&#225;rdica &#233; uma anomalia cong&#234;nita<sup>2,3</sup> resultante da falha do desenvolvimento sincr&#244;nico do mioc&#225;rdio e de ramos coron&#225;rios<sup>4</sup>, na qual um segmento de uma art&#233;ria coron&#225;ria epic&#225;rdica &#233; envolvido por um feixe de m&#250;sculo card&#237;aco, chamado "segmento tunelizado", atravessando a por&#231;&#227;o intramural do mioc&#225;rdio, abaixo da ponte muscular mioc&#225;rdica<sup>5</sup>. A frequ&#234;ncia de diagn&#243;sticos de pontes mioc&#225;rdicas deste estudo foi de 3,6%. Os dados dos estudos revelam varia&#231;&#227;o significativa entre os &#237;ndices de frequ&#234;ncia, incid&#234;ncia e preval&#234;ncia, e os resultados angiogr&#225;ficos. A preval&#234;ncia angiogr&#225;fica de pontes mioc&#225;rdicas &#233; menor que 5%<sup>6-8</sup>, fato atribu&#237;do &#224;s pontes mioc&#225;rdicas finas, que causam pouca compress&#227;o no segmento tunelizado e est&#227;o presentes na maioria dos casos<sup>8</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos procuram elucidar a associa&#231;&#227;o entre pontes mioc&#225;rdicas e aterosclerose. Sabe-se que a &#225;rea abaixo da PM &#233; poupada da doen&#231;a ateroscler&#243;tica, enquanto a &#225;rea proximal &#224; ponte &#233; prop&#237;cia ao desenvolvimento de aterosclerose<sup>9,10</sup>. Neste estudo, 27,6% dos pacientes apresentaram acometimento do segmento proximal da ponte por graus variados de DAC. Dist&#250;rbios no fluxo sangu&#237;neo contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose no segmento proximal da ponte<sup>11</sup>, modulando a produ&#231;&#227;o de subst&#226;ncias vasoativas pelas c&#233;lulas endoteliais, afetando fun&#231;&#245;es celulares vasculares, como o potencial trombog&#234;nico, regula&#231;&#227;o do fluxo sangu&#237;neo e t&#244;nus vascular<sup>12,13</sup>.</p>
    <p>O achado angiogr&#225;fico t&#237;pico da PM &#233; a redu&#231;&#227;o sist&#243;lica do di&#226;metro da art&#233;ria coron&#225;ria epic&#225;rdica e persist&#234;ncia da redu&#231;&#227;o durante a di&#225;stole<sup>14</sup>. Sua natureza transit&#243;ria e a din&#226;mica da obstru&#231;&#227;o auxiliam no diagn&#243;stico diferencial de estenoses coronarianas fixas. A art&#233;ria DAE &#233; a mais comumente envolvida<sup>15</sup>, acometendo de forma isolada 100% dos pacientes neste estudo. Por&#233;m, pode haver envolvimento de outras art&#233;rias, como a art&#233;ria circunflexa esquerda e a art&#233;ria coron&#225;ria direita<sup>4</sup>. A quantifica&#231;&#227;o do comprometimento da art&#233;ria coron&#225;ria envolvida foi efetuada de acordo com Noble e cols.<sup>6</sup>, em que o estreitamento da art&#233;ria descendente anterior durante a s&#237;stole foi graduado em: Grau 1 (<underline>&gt;</underline> 49%); Grau 2 (50%-74%); e Grau 3 (<underline>&gt;</underline> 75%).</p>
    <p>Em alguns casos, quando os resultados angiogr&#225;ficos revelam art&#233;rias coron&#225;rias normais, o uso de testes de provoca&#231;&#227;o por meio de redu&#231;&#227;o da pr&#233;-carga e a estimula&#231;&#227;o adren&#233;rgica com nitroglicerina e orciprenaline, respectivamente, podem acentuar a compress&#227;o sist&#243;lica do segmento tunelizado, estabelecendo-se ent&#227;o o diagn&#243;stico em at&#233; 40% dos casos<sup>7,16</sup>. Tais procedimentos n&#227;o foram realizados neste estudo.</p>
    <p>O diagn&#243;stico cl&#237;nico de pontes mioc&#225;rdicas deve ser considerado em pacientes com sintomas anginosos, na aus&#234;ncia de fatores de risco ou evid&#234;ncias de isquemia<sup>17</sup>. Apesar de ser uma malforma&#231;&#227;o presente desde o nascimento, a ocorr&#234;ncia de sintomas n&#227;o se desenvolve antes da terceira d&#233;cada de vida. A idade m&#233;dia de in&#237;cio dos sintomas apresentada pelos pacientes foi de 45,9 anos (IC = 11,7; DP = 4,2). A manifesta&#231;&#227;o tardia dos sintomas pode ser explicada pelo aumento da tens&#227;o sist&#243;lica da parede mioc&#225;rdica, em consequ&#234;ncia do crescimento do cora&#231;&#227;o, pela eleva&#231;&#227;o da press&#227;o diast&#243;lica final do ventr&#237;culo esquerdo, pela associa&#231;&#227;o com a hipertens&#227;o arterial (hipertrofia mioc&#225;rdica) e com a eventual redu&#231;&#227;o do fluxo coron&#225;rio por processos ateroscler&#243;ticos que ocorrem mais tardiamente<sup>18</sup>.</p>
    <p>Uma consider&#225;vel parcela dos pacientes com diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de pontes mioc&#225;rdicas possui doen&#231;a card&#237;aca valvular associada, muscular ou ateroscler&#243;tica, que afeta de maneira independente a apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica e a resposta ao tratamento<sup>6</sup>. Tais pacientes foram exclu&#237;dos neste estudo.</p>
    <p>&#201; bem estabelecida a associa&#231;&#227;o entre pontes mioc&#225;rdicas e complica&#231;&#245;es, como isquemia e s&#237;ndrome coronariana aguda<sup>19</sup>, relatada em 56% dos pacientes estudados; IAM<sup>20</sup>, acometendo 40% dos pacientes; e morte s&#250;bita<sup>21</sup>, que vitimou um paciente neste estudo. Outras complica&#231;&#245;es s&#227;o: espasmo coronariano<sup>22</sup>, ruptura do septo ventricular<sup>23</sup>, taquicardia parox&#237;stica supraventricular<sup>24</sup>, taquicardia ventricular<sup>25</sup> e bloqueio atrioventricular induzido pelo exerc&#237;cio<sup>26</sup>, n&#227;o relatados pelos pacientes neste estudo.</p>
    <p>O tratamento medicamentoso &#233; a conduta de primeira linha nos pacientes sintom&#225;ticos com pontes mioc&#225;rdicas. As interven&#231;&#245;es s&#227;o reservadas aos pacientes com angina refrat&#225;ria a despeito do tratamento medicamentoso. O tratamento medicamentoso consiste no uso de agentes inotr&#243;picos e cronotr&#243;picos negativos, como bloqueadores de receptores adren&#233;rgicos ou bloqueadores de canal de c&#225;lcio, e o uso de agentes antiplaquet&#225;rios, com o objetivo de aliviar os sintomas e sinais de isquemia mioc&#225;rdica e reduzir o risco de futuros eventos adversos card&#237;acos<sup>27</sup>. A dura&#231;&#227;o do tratamento n&#227;o est&#225; bem esclarecida entre os diversos estudos.</p>
    <p>Neste estudo, houve varia&#231;&#227;o significativa no tempo de tratamento realizado e nos esquemas terap&#234;uticos utilizados pelos pacientes, impossibilitando a an&#225;lise individualizada de cada classe medicamentosa.</p>
    <p>O uso de bloqueadores promove redu&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia card&#237;aca, aumento do tempo diast&#243;lico e redu&#231;&#227;o da contratilidade e compress&#227;o sist&#243;lica do vaso, com consequente retorno &#224; normalidade das altera&#231;&#245;es do segmento ST ao ECG, al&#233;m de melhora dos sintomas cl&#237;nicos anginosos e sinais de isquemia<sup>28,29</sup>. O uso de antagonistas do canal de c&#225;lcio pode ser particularmente &#250;til quando h&#225; uma contraindica&#231;&#227;o para o uso dos bloqueadores ou, primeira escolha, quando h&#225; suspeita de vasoespasmo coronariano<sup>30</sup>. O uso de nitratos deve ser evitado, pois ao melhorar a contratilidade card&#237;aca, os nitratos pioram o grau de estreitamento sist&#243;lico da art&#233;ria coron&#225;ria, podendo agravar os sintomas<sup>16,31,32</sup>. Apesar dos estudos apresentados, o nitrato foi utilizado em 43,3% dos pacientes, em associa&#231;&#227;o ou n&#227;o a outras drogas. Entretanto, n&#227;o se pode estabelecer o real impacto do uso dessas medica&#231;&#245;es no desfecho cl&#237;nico desses pacientes.</p>
    <p>O implante de <italic>stents</italic> impede a compress&#227;o f&#225;sica da luz da coron&#225;ria, elimina as anormalidades do fluxo diast&#243;lico e a eleva&#231;&#227;o m&#225;xima da press&#227;o sist&#243;lica intracoron&#225;ria, normalizando os sintomas cl&#237;nicos<sup>13</sup>. Ap&#243;s o implante do <italic>stent</italic>, evidencia-se o desaparecimento da compress&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria descendente anterior, aumento do di&#226;metro luminal e da &#225;rea de sec&#231;&#227;o transversal da art&#233;ria, al&#233;m de aumento do fluxo coron&#225;rio de reserva. Contudo, de acordo com Haager e cols.<sup>33</sup>, an&#225;lises ap&#243;s 7 semanas revelaram, de moderada a severa, estenose dos <italic>stents</italic> em 45% dos pacientes, exigindo nova interven&#231;&#227;o em 36% dos pacientes.</p>
    <p>O seguimento cl&#237;nico e angiogr&#225;fico, por dois anos, revelou bons resultados, com melhora dos sintomas anginosos e aus&#234;ncia de eventos card&#237;acos<sup>33</sup>. Entretanto, resultados favor&#225;veis em longo prazo s&#227;o descritos por outros autores<sup>34,35</sup>. Neste estudo, dois pacientes com grau 1 de estreitamento sist&#243;lico angiogr&#225;fico realizaram angioplastia, apresentando melhora significativa dos sintomas, livre de eventos adversos, ap&#243;s um e dois anos de seguimento.</p>
    <p>Antes da atual era da interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea, a miotomia cir&#250;rgica era considerada o tratamento de escolha para os pacientes com sintomas persistentes, a despeito da terapia medicamentosa intensiva<sup>27,36</sup>. A descompress&#227;o cir&#250;rgica da art&#233;ria tunelizada resulta em desaparecimento dos sintomas anginosos e da isquemia em pacientes com compress&#227;o sist&#243;lica severa da art&#233;ria descendente anterior<sup>37</sup>. Outra alternativa &#233; a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, com realiza&#231;&#227;o de anastomoses da art&#233;ria mam&#225;ria interna na DAE<sup>33</sup>. N&#227;o foram realizados procedimentos cir&#250;rgicos em nenhum paciente deste estudo.</p>
    <p>O progn&#243;stico em longo prazo das pontes mioc&#225;rdicas &#233; bom e &#233; independente da severidade do estreitamento sist&#243;lico do di&#226;metro luminal da art&#233;ria coron&#225;ria<sup>38</sup>.</p>
    <p>Neste estudo, a an&#225;lise de 31 pacientes revelou &#243;bito em apenas um paciente, atribu&#237;do &#224; morte s&#250;bita por ponte mioc&#225;rdica; realiza&#231;&#227;o de angioplastia em dois dos pacientes, com melhora cl&#237;nica significativa em longo prazo; e tratamento cl&#237;nico medicamentoso em 96,7% dos pacientes. Em outro estudo, durante o seguimento de 43 meses de um grupo de 35 pacientes com pontes mioc&#225;rdicas, um paciente morreu por morte s&#250;bita card&#237;aca, 20% dos pacientes continuaram apresentando angina classe CCS I-II, um dos pacientes necessitou de revasculariza&#231;&#227;o percut&#226;nea para melhora dos sintomas e 63% dos pacientes continuaram utilizando tratamento medicamentoso ao final do estudo<sup>39</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Neste artigo, procurou-se descrever a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica e terap&#234;utica, bem como o progn&#243;stico em longo prazo dos pacientes com PM. Neste estudo retrospectivo, foram selecionados pacientes a partir de dados de um laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica, que funciona como um dos centros de refer&#234;ncia da regi&#227;o, n&#227;o refletindo, estatisticamente, dados da popula&#231;&#227;o local. Como os pacientes foram selecionados a partir dos dados de cineangiocoronariografias previamente realizadas em intervalo de tempo de 5 anos, n&#227;o foi poss&#237;vel realizar um seguimento e fazer testes diagn&#243;sticos n&#227;o invasivos uniformes em todos os pacientes, bem como realizar a confirma&#231;&#227;o das complica&#231;&#245;es apresentadas, baseando-se apenas no relato dos pacientes entrevistados.</p>
    <p>S&#243; foi poss&#237;vel indicar o n&#250;mero de pacientes em que esses testes foram realizados e o tipo de testes que foram realizados, bem como seus resultados. Por &#250;ltimo, os crit&#233;rios em que a decis&#227;o de manter o tratamento em longo prazo foram baseados, bem como as op&#231;&#245;es terap&#234;uticas utilizadas, est&#227;o fora do alcance deste estudo, sendo influenciados pelo crit&#233;rio do cardiologista.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A ponte mioc&#225;rdica acomete indiv&#237;duos com sintomas anginosos na aus&#234;ncia de fatores de risco ou evid&#234;ncias de isquemia, em que o in&#237;cio dos sintomas n&#227;o se desenvolve antes da terceira d&#233;cada de vida. A maioria dos pacientes com ponte mioc&#225;rdica tem um bom progn&#243;stico, mas, em longo prazo, n&#227;o h&#225; dados suficientes realizados em um grande grupo de pacientes sintom&#225;ticos que tenham um elevado grau de compress&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica e evid&#234;ncias de isquemia para conclus&#245;es definitivas.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Aline Braz Pereira </p>
        <p> Rua Coronel Carvalho, 33 - Centro </p>
        <p> 89240-000 - S&#227;o Francisco do Sul, SC - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="linibp@hotmail.com">linibp@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 13/05/09; revisado recebido em 20/05/09; aceito em 06/08/09.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Sociedade Brasileira    de Cardiologia. Diretrizes de doen&#231;a coronariana cr&#244;nica e angina    est&#225;vel. Arq Bras Cardiol. 2004; 83 (2): 2-43.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Diretrizes de doen&#231;a coronariana cr&#244;nica e angina est&#225;vel.</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>2</fpage>
          <lpage>43</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>83</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Angelini P,    Velasco JA, Flamm S. Coronary anomalies: incidence, pathophysiology, and clinical    relevance. Circulation. 2002; 105: 2449-54.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Coronary anomalies: incidence, pathophysiology, and clinical relevance</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>2449</fpage>
          <lpage>54</lpage>
          <volume>105</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Angelini</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Velasco</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Flamm</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Angelini P,    Trivellato M, Donis J, Leachman RD. Myocardial bridges: a review. Prog Cardiovasc    Dis. 1983; 26: 75-88.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridges: a review</article-title>
          <source>Prog Cardiovasc Dis</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>75</fpage>
          <lpage>88</lpage>
          <volume>26</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Angelini</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Trivellato</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Donis</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leachman</surname>
              <given-names>RD</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Polacek P. Relation    of myocardial bridges and loops on the coronary arteries to coronary occlusions.    Am Heart J. 1961; 61: 44-52.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Relation of myocardial bridges and loops on the coronary arteries to coronary occlusions</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>1961</year>
          </date>
          <fpage>44</fpage>
          <lpage>52</lpage>
          <volume>61</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Polacek</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Alegria JR,    Herrmann J, Holmes DR, Lerman AJ, Rihal CS. Myocardial bridging. Eur Heart J.    2005; 26 (12): 1159-68.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridging</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1159</fpage>
          <lpage>68</lpage>
          <issue>12</issue>
          <volume>26</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Alegria</surname>
              <given-names>JR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Herrmann</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Holmes</surname>
              <given-names>DR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lerman</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rihal</surname>
              <given-names>CS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Noble J, Bourassa    MG, Petitclerc R, Dyrda I. Myocardial bridging and milking effect of the left    anterior descending artery: normal variant or obstruction? Am J Cardiol. 1976;    37 (37): 993-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridging and milking effect of the left anterior descending artery: normal variant or obstruction?</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1976</year>
          </date>
          <fpage>993</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>37</issue>
          <volume>37</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Noble</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bourassa</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Petitclerc</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dyrda</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Diefenbach C,    Erbel R, Treese N, Bollenbach E, Meyer J. H&#228;ufigkeit von myokardbrucken    nach adrenerger stimulation und nachlastsenkung bei patienten mit angina pectoris,    aber unauff&#228;lligen koronararterien. Z Kardiol. 1994; 83: 809-15.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>H&#228;ufigkeit von myokardbrucken nach adrenerger stimulation und nachlastsenkung bei patienten mit angina pectoris, aber unauff&#228;lligen koronararterien</article-title>
          <source>Z Kardiol</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>809</fpage>
          <lpage>15</lpage>
          <volume>83</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Diefenbach</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Erbel</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Treese</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bollenbach</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Meyer</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Garcia JF, Villalon    AM, Chavero EP. Significado clinico de las bandas musculares en las arterias    coronaries. Arch Inst Cardiol M&#233;x. 1983; 53: 413-20.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Significado clinico de las bandas musculares en las arterias coronaries</article-title>
          <source>Arch Inst Cardiol M&#233;x</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>413</fpage>
          <lpage>20</lpage>
          <volume>53</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Garcia</surname>
              <given-names>JF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Villalon</surname>
              <given-names>AM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chavero</surname>
              <given-names>EP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Ishii T, Asuwa    N, Masuda S, Ishikawa Y. The effects of a myocardial bridge on coronary atherosclerosis    and ischemia. J Pathol. 1998; 185: 4-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The effects of a myocardial bridge on coronary atherosclerosis and ischemia.</article-title>
          <source>J Pathol</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>4</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>185</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ishii</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Asuwa</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Masuda</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ishikawa</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Ishikawa Y,    Ishii T, Asuwa N, Masuda S. Absence of atherosclerosis evolution in the coronary    arterial segment covered by myocardial tissue in cholesterol-fed rabbits. Virchows    Arch. 1997; 430: 163-71.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Absence of atherosclerosis evolution in the coronary arterial segment covered by myocardial tissue in cholesterol-fed rabbits</article-title>
          <source>Virchows Arch</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>163</fpage>
          <lpage>71</lpage>
          <volume>430</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ishikawa</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ishii</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Asuwa</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Masuda</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Ge J, Eebel    R, G&#246;rge G, Haude M, Meyer J. High wall shear stress proximal to myocardial    bridging and atherosclerosis: intracoronary ultrasound and pressure measurements.    Br Heart J. 1995; 73 (5): 462-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>High wall shear stress proximal to myocardial bridging and atherosclerosis: intracoronary ultrasound and pressure measurements</article-title>
          <source>Br Heart J</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>462</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>73</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ge</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Eebel</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>G&#246;rge</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Haude</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Meyer</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Zoghi M, Duygu    H, Nalbantgil S, Kirilmaz B, Turk U, Ozerkan F, et al. Impaired endothelial    function in patients with myocardial bridge. Echocardiography. 2006; 23 (7):    577-81.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Impaired endothelial function in patients with myocardial bridge</article-title>
          <source>Echocardiography</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>577</fpage>
          <lpage>81</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>23</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Zoghi</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Duygu</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nalbantgil</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kirilmaz</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Turk</surname>
              <given-names>U</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ozerkan</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Klues HG, Schwarz    ER, vom Dahl J, Reffelmann T, Reul H, Potthast K, et al. Disturbed intracoronary    hemodynamics in myocardial bridging: early normalization by intracoronary stent    placement. Circulation. 1997; 96: 2905-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Disturbed intracoronary hemodynamics in myocardial bridging: early normalization by intracoronary stent placement</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>2905</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <volume>96</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Klues</surname>
              <given-names>HG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schwarz</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>vom Dahl</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reffelmann</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reul</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Potthast</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Schwarz ER,    Klues HG, vom Dahl J, Klein I, Krebs W, Hanrath P. Functional characteristics    of myocardial bridging: a combined angiographic and intracoronary doppler flow    study. Eur Heart J. 1997; 18 (3): 434-42.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Functional characteristics of myocardial bridging: a combined angiographic and intracoronary doppler flow study</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>434</fpage>
          <lpage>42</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>18</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schwarz</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klues</surname>
              <given-names>HG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>vom Dahl</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klein</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Krebs</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hanrath</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Ferreira AGJ,    Trotter SE, K&#246;nig BJ, D&#233;court LV, Fox K, Olsen EG. Myocardial bridges:    morphological and functional aspects. Br Heart J. 1991; 66 (5): 364-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridges: morphological and functional aspects</article-title>
          <source>Br Heart J</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>364</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>66</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ferreira</surname>
              <given-names>AGJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Trotter</surname>
              <given-names>SE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>K&#246;nig</surname>
              <given-names>BJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>D&#233;court</surname>
              <given-names>LV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fox</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Olsen</surname>
              <given-names>EG</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Hongo Y, Tada    H, Ito K, Yasumura Y, Miyatake K, Yamagishi M. Augmentation of vessel squeezing    at coronary-myocardial bridge by nitroglycerin: study by quantitative coronary    angiography and intravascular ultrasound. Am Heart J. 1999; 138: 345-50.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Augmentation of vessel squeezing at coronary-myocardial bridge by nitroglycerin: study by quantitative coronary angiography and intravascular ultrasound</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>345</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <volume>138</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hongo</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tada</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ito</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Yasumura</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Miyatake</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Yamagishi</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Kulan K, Kulan    C, Tuncer C, Komsuolu B, Telatar M. Myocardial perfusion scintigraphy in a myocardial    bridging of coronary artery. Clin Nucl Med. 1996; 21 (11): 888-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial perfusion scintigraphy in a myocardial bridging of coronary artery</article-title>
          <source>Clin Nucl Med</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>888</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>21</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kulan</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kulan</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tuncer</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Komsuolu</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Telatar</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Maia GAS, Alfieri    RG, Chalela WA, Moffa PJ, Pastore CA, Del Nero Junior E. Ponte mioc&#225;rdica.    Arq Bras Cardiol. 1987; 48: 389-93.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ponte mioc&#225;rdica</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1987</year>
          </date>
          <fpage>389</fpage>
          <lpage>93</lpage>
          <volume>48</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Maia</surname>
              <given-names>GAS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Alfieri</surname>
              <given-names>RG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chalela</surname>
              <given-names>WA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moffa</surname>
              <given-names>PJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pastore</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Del Nero Junior</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Tauth J, Sullebarger    T. Myocardial infarction associated with myocardial bridging: case history and    review of the literature. Cathet Cardiovasc Diagn. 1997; 40 (4): 364-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial infarction associated with myocardial bridging: case history and review of the literature</article-title>
          <source>Cathet Cardiovasc Diagn</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>364</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>40</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tauth</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sullebarger</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Bestetti RB,    Costa RS, Zucolotto S, Oliveira JS. Fatal outcome associated with autopsy proven    myocardial bridging of the left anterior descending coronary artery. Eur Heart    J. 1989; 10 (6): 573-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatal outcome associated with autopsy proven myocardial bridging of the left anterior descending coronary artery.</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>1989</year>
          </date>
          <fpage>573</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>10</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bestetti</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Costa</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zucolotto</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Bestetti RB,    Costa RS, Kazava DK, Oliveira JS. Can isolated myocardial bridging of the left    anterior descending coronary artery be associated with sudden death during exercise?    Acta Cardiol. 1991; 46 (1): 27-30.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Can isolated myocardial bridging of the left anterior descending coronary artery be associated with sudden death during exercise?</article-title>
          <source>Acta Cardiol</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>27</fpage>
          <lpage>30</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>46</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bestetti</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Costa</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kazava</surname>
              <given-names>DK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Sakuma M, Kamishirado    H, Inoue T, Ichihara M, Takayanagi K, Hayashi T. Acute myocardial infarction    associated with myocardial bridge and coronary artery vasospasm. Int J Clin    Pract. 2002; 56 (9): 721-2.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Acute myocardial infarction associated with myocardial bridge and coronary artery vasospasm</article-title>
          <source>Int J Clin Pract</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>721</fpage>
          <lpage>2</lpage>
          <issue>9</issue>
          <volume>56</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sakuma</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kamishirado</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Inoue</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ichihara</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Takayanagi</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hayashi</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Tio RA, Ebels    T. Ventricular septal rupture caused by myocardial bridging. Ann Thorac Surg.    2001; 72 (4): 1369-70.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ventricular septal rupture caused by myocardial bridging</article-title>
          <source>Ann Thorac Surg</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1369</fpage>
          <lpage>70</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>72</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tio</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ebels</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Morales AR,    Romanelli R, Boucek RJ. The mural left anterior descending coronary artery,    strenuous exercise and sudden death. Circulation. 1980; 62 (2): 230-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The mural left anterior descending coronary artery, strenuous exercise and sudden death</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>230</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>62</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Morales</surname>
              <given-names>AR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Romanelli</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Boucek</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Feld H, Guadanino    V, Hollander G, Greengart S, Lichstein E, Shani J. Exercise-induced ventricular    tachycardia in association with a myocardial bridge. Chest. 1991; 99: 1295-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise-induced ventricular tachycardia in association with a myocardial bridge</article-title>
          <source>Chest</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>1295</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>99</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Feld</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Guadanino</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hollander</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Greengart</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lichstein</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shani</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Den Dulk K,    Brugada P, Braat S, Heddle B, Wellens HJ. Myocardial bridging as a cause of    paroxysmal atrioventricular block. J Am Coll Cardiol. 1983; 1: 965-9 .</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridging as a cause of paroxysmal atrioventricular block</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>965</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>1</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Den Dulk</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brugada</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Braat</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Heddle</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wellens</surname>
              <given-names>HJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27. Bourassa MG,    Butnaru A, Lesperance J, Tardif JC. Symptomatic myocardial bridges: overview    of ischemic mechanisms and current diagnostic and treatment strategies. J Am    Coll Cardiol. 2003; 41 (3): 351-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Symptomatic myocardial bridges: overview of ischemic mechanisms and current diagnostic and treatment strategies</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>351</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>41</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bourassa</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Butnaru</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lesperance</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tardif</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B28">
        <mixed-citation>28. Schwarz ER,    Klues HG, vom Dahl J, Klein I, Krebs W, Hanrath P. Functional, angiographic    and intracoronary Doppler flow characteristics in symptomatic patients with    myocardial bridging: effect of short-term intravenous beta-blocker medication.    J Am Coll Cardiol. 1996; 27 (7): 1637-45.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Functional, angiographic and intracoronary Doppler flow characteristics in symptomatic patients with myocardial bridging: effect of short-term intravenous beta-blocker medication</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>1637</fpage>
          <lpage>45</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>27</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schwarz</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klues</surname>
              <given-names>HG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>vom Dahl</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klein</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Krebs</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hanrath</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29. Nair CK, Dang    B, Heintz MH, Sketch MH. Myocardial bridges: effect of propanolol on systolic    compression. Can J Cardiol. 1986; 2: 218-21.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridges: effect of propanolol on systolic compression</article-title>
          <source>Can J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1986</year>
          </date>
          <fpage>218</fpage>
          <lpage>21</lpage>
          <volume>2</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Nair</surname>
              <given-names>CK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dang</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Heintz</surname>
              <given-names>MH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sketch</surname>
              <given-names>MH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B30">
        <mixed-citation>30. Kracoff OH,    Osvyshcher I, Gueron M. Malignant course of a benign anomaly: myocardial bridging.    Chest. 1987; 92 (6): 1113-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Malignant course of a benign anomaly: myocardial bridging</article-title>
          <source>Chest</source>
          <date>
            <year>1987</year>
          </date>
          <fpage>1113</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>92</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kracoff</surname>
              <given-names>OH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Osvyshcher</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gueron</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31. Ishimori T,    Raizner AE, Chahine RA, Awdeh M, Luchi RJ. Myocardial bridges in man: clinical    correlations and angiographic accentuation with nitroglycerin. Cathet Cardiovasc    Diagn. 1977; 3: 59-65.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridges in man: clinical correlations and angiographic accentuation with nitroglycerin</article-title>
          <source>Cathet Cardiovasc Diagn</source>
          <date>
            <year>1977</year>
          </date>
          <fpage>59</fpage>
          <lpage>65</lpage>
          <volume>3</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ishimori</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Raizner</surname>
              <given-names>AE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chahine</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Awdeh</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Luchi</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32. Carvalho VB,    Macruz R, D&#233;court LV, Arie S, Manrique R, Mello SC, et al. Hemodynamic    determinants of coronary constriction in human myocardial bridges. Am Heart    J. 1984; 108: 73-80.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hemodynamic determinants of coronary constriction in human myocardial bridges</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>1984</year>
          </date>
          <fpage>73</fpage>
          <lpage>80</lpage>
          <volume>108</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Carvalho</surname>
              <given-names>VB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Macruz</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>D&#233;court</surname>
              <given-names>LV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Arie</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Manrique</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mello</surname>
              <given-names>SC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B33">
        <mixed-citation>33. Haager PK,    Schwarz ER, vom Dahl J, Klues HG, Reffelmann T, Hanrath P. Long-term angiographic    and clinical follow-up in patients with stent implantation for symptomatic myocardial    bridging. Heart. 2000; 84 (4): 403-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Long-term angiographic and clinical follow-up in patients with stent implantation for symptomatic myocardial bridging</article-title>
          <source>Heart</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>403</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Haager</surname>
              <given-names>PK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schwarz</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>vom Dahl</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klues</surname>
              <given-names>HG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reffelmann</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hanrath</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B34">
        <mixed-citation>34. Bayes A, Marti    V, Auge JM. Coronary stenting for symptomatic myocardial bridging. Heart. 1998;    80: 102-3.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Coronary stenting for symptomatic myocardial bridging</article-title>
          <source>Heart</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>102</fpage>
          <lpage>3</lpage>
          <volume>80</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bayes</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marti</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Auge</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B35">
        <mixed-citation>35. Prendergast    BD, Kerr F, Starkey IR. Normalisation of abnormal coronary fractional flow reserve    associated with myocardial bridging using an intra-coronary stent. Heart. 2000;    83: 705-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Normalisation of abnormal coronary fractional flow reserve associated with myocardial bridging using an intra-coronary stent.</article-title>
          <source>Heart</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>705</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>83</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Prendergast</surname>
              <given-names>BD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kerr</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Starkey</surname>
              <given-names>IR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B36">
        <mixed-citation>36. Katznelson    Y, Petchenko P, Knobel B, Cohen AJ, Kishon Y, Schachner A. Myocardial bridging:    surgical technique and operative results. Mil Med. 1996; 161: 248-50.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Myocardial bridging: surgical technique and operative results</article-title>
          <source>Mil Med</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>248</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <volume>161</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Katznelson</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Petchenko</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Knobel</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cohen</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kishon</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schachner</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B37">
        <mixed-citation>37. Grondin P,    Bourassa MG, Noble J, Petitclerc R, Dydra I. Successful course after supraarterial    myotomy for myocardial bridging and milking effect of the left anterior descending    artery. Ann Thorac Surg. 1977; 24 (5): 422-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Successful course after supraarterial myotomy for myocardial bridging and milking effect of the left anterior descending artery</article-title>
          <source>Ann Thorac Surg</source>
          <date>
            <year>1977</year>
          </date>
          <fpage>422</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>24</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Grondin</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bourassa</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Noble</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Petitclerc</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dydra</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B38">
        <mixed-citation>38. Juilliere Y,    Berder V, Suty-Selton C, Buffet P, Danchin N, Cherrier F. Isolated myocardial    bridges with angiographic milking of the left anterior descending coronary artery:    a long-term follow-up study. Am Heart J. 1995; 129 (4): 663-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Isolated myocardial bridges with angiographic milking of the left anterior descending coronary artery: a long-term follow-up study</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>663</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>129</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Juilliere</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Berder</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Suty-Selton</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Buffet</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Danchin</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cherrier</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B39">
        <mixed-citation>39. Lozano I, Baz    JA, L&#243;pez Palop R, Pinar E, Pic&#243; F, Vald&#233;s M, et al. Long-term    prognosis of patients with myocardial bridge and angiographic milking of the    left anterior descending coronary artery. Rev Esp Cardiol. 2002; 55 (4): 359-64.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Long-term prognosis of patients with myocardial bridge and angiographic milking of the left anterior descending coronary artery</article-title>
          <source>Rev Esp Cardiol</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>359</fpage>
          <lpage>64</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>55</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lozano</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Baz</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>L&#243;pez Palop</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pinar</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pic&#243;</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vald&#233;s</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Puente mioc&#225;rdico: evoluci&#243;n cl&#237;nica y terap&#233;utica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El puente mioc&#225;rdico constituye uno de los principales diagn&#243;sticos diferenciales de la enfermedad arterial coronaria. No obstante, a&#250;n est&#225; subdiagnosticado y sus mecanismos fisiopatol&#243;gicos y su tratamiento no est&#225;n completamente esclarecidos. OBJETIVO: Analizar y describir la evoluci&#243;n cl&#237;nica y terap&#233;utica de pacientes con diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de puente mioc&#225;rdico, comparando los datos con la literatura actual, a fin de clarificar el perfil cl&#237;nico y el pron&#243;stico de estos pacientes. M&#201;TODOS: Se revisaron los resultados de cinecoronariografias realizadas entre los a&#241;os 2003 y 2007, en un laboratorio de hemodinamia, conjuntamente con el an&#225;lisis de historias cl&#237;nicas y la realizaci&#243;n de entrevistas a un grupo de pacientes seleccionados. RESULTADOS: La frecuencia del diagn&#243;stico de puente mioc&#225;rdico fue del 3,6%. La edad promedio de los pacientes fue de 56,8 a&#241;os (DE = 11,83; IC = 0,73). La arteria descendente anterior fue afectada aisladamente en el 100% de los casos. Tras la selecci&#243;n, se realizaron an&#225;lisis y entrevistas a 31 pacientes. No existi&#243; correlaci&#243;n entre los s&#237;ntomas y el grado de estrechamiento angiogr&#225;fico obtenido en los pacientes estudiados. El tratamiento medicamentoso incluy&#243; el uso de betabloqueantes, antagonistas de los canales de calcio, antiagregantes plaquetarios y/o nitratos, obteniendo, como resultado, mejor&#237;a cl&#237;nica en el 30%, ausencia de alteraciones en el cuadro cl&#237;nico en el 60% y empeoramiento de los s&#237;ntomas en el 10% de los pacientes. Un paciente present&#243; muerte s&#250;bita; en dos pacientes se practic&#243; una angioplastia con mejor&#237;a cl&#237;nica significativa y ning&#250;n paciente fue sometido a un procedimiento quir&#250;rgico. CONCLUSI&#211;N: La mayor&#237;a de los pacientes con puente mioc&#225;rdico tiene un buen pron&#243;stico, pero no hay datos suficientes a largo plazo, que permitan sacar conclusiones definitivas, mediante el seguimiento de un grupo numeroso de pacientes sintom&#225;ticos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enfermedad arterial coronaria</kwd>
        <kwd>angioplastia transluminal percut&#225;nea coronaria</kwd>
        <kwd>puente mioc&#225;rdico</kwd>
        <kwd>estudios de cohortes</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Puente mioc&#225;rdico: evoluci&#243;n cl&#237;nica y terap&#233;utica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Aline Braz Pereira; Danilo Spricigo Peressoni Castro; Emanuela Todeschini Menegotto; Wladimir Maia do Amaral; Gustavo Spricigo Peressoni Castro</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade do Extremo Sul Catarinense, Hospital S&#227;o Jos&#233; de Crici&#250;ma SC, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> El puente mioc&#225;rdico constituye uno de los principales diagn&#243;sticos diferenciales de la enfermedad arterial coronaria. No obstante, a&#250;n est&#225; subdiagnosticado y sus mecanismos fisiopatol&#243;gicos y su tratamiento no est&#225;n completamente esclarecidos.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Analizar y describir la evoluci&#243;n cl&#237;nica y terap&#233;utica de pacientes con diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de puente mioc&#225;rdico, comparando los datos con la literatura actual, a fin de clarificar el perfil cl&#237;nico y el pron&#243;stico de estos pacientes.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Se revisaron los resultados de cinecoronariografias realizadas entre los a&#241;os 2003 y 2007, en un laboratorio de hemodinamia, conjuntamente con el an&#225;lisis de historias cl&#237;nicas y la realizaci&#243;n de entrevistas a un grupo de pacientes seleccionados.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> La frecuencia del diagn&#243;stico de puente mioc&#225;rdico fue del 3,6%. La edad promedio de los pacientes fue de 56,8 a&#241;os (DE = 11,83; IC = 0,73). La arteria descendente anterior fue afectada aisladamente en el 100% de los casos. Tras la selecci&#243;n, se realizaron an&#225;lisis y entrevistas a 31 pacientes. No existi&#243; correlaci&#243;n entre los s&#237;ntomas y el grado de estrechamiento angiogr&#225;fico obtenido en los pacientes estudiados. El tratamiento medicamentoso incluy&#243; el uso de betabloqueantes, antagonistas de los canales de calcio, antiagregantes plaquetarios y/o nitratos, obteniendo, como resultado, mejor&#237;a cl&#237;nica en el 30%, ausencia de alteraciones en el cuadro cl&#237;nico en el 60% y empeoramiento de los s&#237;ntomas en el 10% de los pacientes. Un paciente present&#243; muerte s&#250;bita; en dos pacientes se practic&#243; una angioplastia con mejor&#237;a cl&#237;nica significativa y ning&#250;n paciente fue sometido a un procedimiento quir&#250;rgico.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La mayor&#237;a de los pacientes con puente mioc&#225;rdico tiene un buen pron&#243;stico, pero no hay datos suficientes a largo plazo, que permitan sacar conclusiones definitivas, mediante el seguimiento de un grupo numeroso de pacientes sintom&#225;ticos.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Enfermedad arterial coronaria/tratamiento, angioplastia transluminal percut&#225;nea coronaria, puente mioc&#225;rdico, estudios de cohortes.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El puente mioc&#225;rdico (PM) es una anomal&#237;a cong&#233;nita de las coronarias, que ataca generalmente a la arteria descendente anterior izquierda (DAI), en que uno o m&#225;s haces de miocardio cruzan o envuelven un segmento de arteria coronaria epic&#225;rdica, que atraviesa la porci&#243;n intramural del miocardio, por debajo del puente muscular. El PM constituye uno de los principales diagn&#243;sticos diferenciales de enfermedad arterial coronaria (EAC), pudiendo manifestarse como angina de pecho t&#237;pica o at&#237;pica y, m&#225;s raramente, infarto agudo de miocardio (IAM) o muerte s&#250;bita.</p>
      <p>Se trata de una patolog&#237;a relativamente com&#250;n en la poblaci&#243;n general, habitualmente benigna, que aqueja principalmente a pacientes con bajo riesgo para EAC. No obstante, cuando es sintom&#225;tica, se manifiesta en forma de angina inestable o estable, arritmias card&#237;acas (taquicardia ventricular y taquicardia supraventricular), IAM y muerte s&#250;bita, estos dos &#250;ltimos de rara aparici&#243;n<sup>1</sup>.</p>
      <p>Esta patolog&#237;a est&#225; a&#250;n subdiagnosticada, en virtud de la poca cantidad de pacientes que presentan s&#237;ntomas, de la falta de disponibilidad y, consiguientemente, del uso restringido de m&#233;todos diagn&#243;sticos de mayor precisi&#243;n, todo lo cual hace que sus mecanismos fisiopatol&#243;gicos y su tratamiento no hayan sido a&#250;n completamente esclarecidos. Este estudio se propuso analizar la evoluci&#243;n cl&#237;nica y terap&#233;utica de pacientes con diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de puente mioc&#225;rdico, en el per&#237;odo de 2003 a 2007, comparando los datos con los de la literatura actual, a fin de dilucidar el perfil cl&#237;nico y la evoluci&#243;n de estos pacientes.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio de cohorte observacional y transversal, en que fueron utilizadas herramientas estad&#237;sticas para an&#225;lisis del nivel de significancia del 5%. Los costos referentes a los materiales utilizados fueron de entera responsabilidad del investigador. La investigaci&#243;n se realiz&#243; mediante an&#225;lisis de las historias cl&#237;nicas y aplicaci&#243;n de un cuestionario a un grupo de pacientes seleccionados.</p>
      <p>El estudio se realiz&#243; en un laboratorio de hemodinamia, tras la aprobaci&#243;n del comit&#233; de &#233;tica de la instituci&#243;n. Se garantiz&#243; el secreto de identidad de los pacientes y la utilizaci&#243;n de los datos s&#243;lo para la investigaci&#243;n cient&#237;fica. Luego de la preselecci&#243;n de las historias cl&#237;nicas, se contact&#243; a los pacientes o sus responsables. Se les explic&#243; el estudio y se obtuvo la firma del formulario de consentimiento informado, aprobado por la Comisi&#243;n Cient&#237;fica de Investigaci&#243;n y &#201;tica en Salud de la instituci&#243;n.</p>
      <p>Se analizaron pacientes con edades entre 20 y 75 a&#241;os, a quienes se practic&#243; una cinecoronariograf&#237;a en el per&#237;odo de 2003 a 2007, con sospecha y b&#250;squeda de probable EAC, y cuyos resultados angiogr&#225;ficos demostraron la presencia de PM. Tambi&#233;n se analizaron pacientes sin patolog&#237;as card&#237;acas asociadas, capaces de producir s&#237;ntomas anginosos: enfermedad valvular cardiaca o miocardiopat&#237;as con diagn&#243;stico previo o hallado en la cinecoronariograf&#237;a, y presencia de EAC en la cinecoronariograf&#237;a. Se excluy&#243; a los pacientes con patolog&#237;as neurol&#243;gicas que impidieran la correcta aplicaci&#243;n del cuestionario, adem&#225;s de aquellos, cuyos datos disponibles estaban incompletos o desactualizados, lo que imposibilitaba establecer contacto para la entrevista.</p>
      <p>A pesar de que los pacientes fueron incluidos bas&#225;ndose en angiograf&#237;as coronarias realizadas antes del estudio, todas fueron realizadas de acuerdo al protocolo del laboratorio de hemodinamia de la instituci&#243;n, siguiendo la t&#233;cnica de Judkins, mediante la que se puede observar claramente el fen&#243;meno de compresi&#243;n sist&#243;lica de la arteria coronaria descendente anterior. Este protocolo no incluy&#243; la administraci&#243;n intracoronaria de nitroglicerina.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se analizaron los resultados de 3.375 cinecoronariograf&#237;as realizadas en el per&#237;odo de 2003 a 2007, de las cuales 123 presentaron el fen&#243;meno de constricci&#243;n sist&#243;lica de la arteria DAI (<xref ref-type="fig" rid="es_08f01-body2">Figura 1</xref>), con diagn&#243;stico de PM. La frecuencia de diagn&#243;stico de puente mioc&#225;rdico en cinecoronariograf&#237;as realizadas en ese per&#237;odo fue del 3,6%. La edad promedio de los pacientes fue de 56,8 a&#241;os (DE = 11,83; IC = 0,73). En todos los pacientes la afecci&#243;n se present&#243; en una sola arteria coronaria, siendo la DAI afectada en el 100% de los casos. Treinta y cuatro pacientes (27,6%) presentaron EAC que afectaba en grados variados el segmento proximal del puente. La afecci&#243;n de la arteria DAI en la cinecoronariograf&#237;a fue medida como grado 1 (<underline>&lt;</underline> 49%), grado 2 (50-74%) y grado 3 (<underline>&gt;</underline> 75%) (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_08f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Luego de la selecci&#243;n de los pacientes, 81 de ellos fueron excluidos del estudio: 68 por EAC (55,28%), 17 por miocardiopat&#237;a (13,82%) y 21 por valvulopat&#237;a (17,07%) asociadas. Para el estudio fueron seleccionados 42 pacientes, de los cuales uno present&#243; una patolog&#237;a neurol&#243;gica que imposibilitaba la realizaci&#243;n de la entrevista, y en 10 casos no fue posible realizarla, porque los datos disponibles estaban incompletos o desactualizados, lo cual impidi&#243; el contacto con esos pacientes. El an&#225;lisis y la entrevista se realizaron finalmente en 31 pacientes.</p>
      <p>La edad promedio de inicio de los s&#237;ntomas de los pacientes estudiados fue de 45,9 a&#241;os (IC = 11,7; DE = 4,2) y en el 50% de los pacientes llev&#243; un intervalo de tiempo <underline>&gt;</underline> a un a&#241;o para realizar el diagn&#243;stico de puente mioc&#225;rdico. Se analiz&#243; el grado el grado de estenosis de la arteria DAI (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref>). Los s&#237;ntomas de los pacientes fueron evaluados antes y despu&#233;s de la realizaci&#243;n del tratamiento, con ayuda de la clasificaci&#243;n propuesta por la Sociedad Canadiense de Cardiolog&#237;a para la angina de pecho (<xref ref-type="table" rid="es_08t03-body2">Tabla 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_08t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>De acuerdo a esta clasificaci&#243;n, pacientes con grado 1 de estrechamiento sist&#243;lico en la cinecoronariograf&#237;a poseen las clasificaciones CCS-I (31,6%), II (31,6%) y III (31,6%). Pacientes con grado 2 de estrechamiento se clasifican en I (11,1%), II (11,1%), III (66,7%) y IV (11,1%). Pacientes con estenosis grado 3 se clasifican en II (33,3%), III (33,3%) y IV (33,3%).</p>
      <p>Un paciente, que presentaba estrechamiento sist&#243;lico grado 1 de la arteria descendente anterior, fue excluido del an&#225;lisis de los s&#237;ntomas por muerte s&#250;bita. En dos pacientes, que presentaban estenosis grado 1 y angina clase III, se realiz&#243; una angioplastia y evolucionaron hacia clases I y II luego del procedimiento.</p>
      <p>Bas&#225;ndose en estos datos, se concluy&#243; que no existe correlaci&#243;n entre la clasificaci&#243;n de los s&#237;ntomas y el grado de estrechamiento angiogr&#225;fico obtenido en los pacientes estudiados. Sin embargo, la intensidad de los s&#237;ntomas depende, tambi&#233;n, del n&#250;mero, del espesor, de la localizaci&#243;n y de la longitud de los puentes mioc&#225;rdicos, que var&#237;an de paciente en paciente, y pueden variar en un mismo paciente de un examen a otro. Los eventos adversos que afectaron a los pacientes fueron: isquemia y s&#237;ndrome coronario agudo, IAM y muerte s&#250;bita (<xref ref-type="fig" rid="g1-body2">Gr&#225;fico 1</xref>).</p>
      <fig id="g1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>Hubo variaci&#243;n significativa en la duraci&#243;n del tratamiento realizado y en los esquemas terap&#233;uticos utilizados por los pacientes. El tratamiento medicamentoso incluy&#243; el uso de betabloqueantes, bloqueantes de los canales de calcio, antiagregantes plaquetarios y/o nitratos. En dos pacientes se realiz&#243; una angioplastia y en ninguno de ellos se llev&#243; a cabo un procedimiento quir&#250;rgico. El nitrato se utiliz&#243; en el 43,3% de los pacientes, en asociaci&#243;n o no a otras drogas, a pesar de las referencias sobre empeoramiento de los s&#237;ntomas y del cuadro cl&#237;nico en la literatura. No obstante, no fue posible afirmar el real impacto de esos medicamentos en el desenlace cl&#237;nico de estos pacientes.</p>
      <p>De los pacientes con clasificaci&#243;n CCS-I antes del tratamiento, todos permanecieron en la misma clasificaci&#243;n luego del mismo. Entre los pacientes que pose&#237;an clasificaci&#243;n II antes del tratamiento, el 37,5% continu&#243; en la misma clase luego del mismo y el 50% pas&#243; a clase I, con mejor&#237;a cl&#237;nica. En un 12,5%, hubo deterioro, pasando a clase III. De los pacientes que ten&#237;an clasificaci&#243;n CCS-III antes del tratamiento, el 53,8% continu&#243; en la misma clasificaci&#243;n despu&#233;s del mismo; en el 30,8%, hubo mejor&#237;a, evolucionando hacia las clases I o II; y en el 15,4%, los s&#237;ntomas empeoraron, pasando a clase IV. De los pacientes con clase IV antes del tratamiento, el 50% continu&#243; en la misma clasificaci&#243;n luego del mismo y el otro 50% evolucion&#243; a clase III. En ese grupo fueron incluidos dos pacientes con clase III, en los que se llev&#243; a cabo una ICP y continuaron bajo tratamiento medicamentoso, con mejor&#237;a cl&#237;nica.</p>
      <p>Concluyendo, el 30% de los pacientes present&#243; mejor&#237;a cl&#237;nica, el 60% no mostr&#243; modificaciones en el cuadro cl&#237;nico y el 10% present&#243; un empeoramiento de los s&#237;ntomas, a pesar del tratamiento (<xref ref-type="fig" rid="es_08g02-body2">Gr&#225;fico 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_08g02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El puente mioc&#225;rdico es una anomal&#237;a cong&#233;nita<sup>2,3</sup> resultante de la falla del desarrollo sincr&#243;nico del miocardio y las ramas coronarias<sup>4</sup>, en la que un segmento de una arteria coronaria epic&#225;rdica es envuelto por un haz de m&#250;sculo card&#237;aco, llamado "segmento tunelizado", atravesando la porci&#243;n intramural del miocardio, debajo del puente muscular mioc&#225;rdico<sup>5</sup>. La frecuencia de diagn&#243;stico de puente mioc&#225;rdico en este estudio fue del 3,6%. Los datos de los estudios revelan una variaci&#243;n significativa entre los &#237;ndices de frecuencia, incidencia y prevalencia, y los resultados angiogr&#225;ficos. La prevalencia angiogr&#225;fica de puentes mioc&#225;rdicos es menor a 5%<sup>6-8</sup>, hecho atribuido a los puentes mioc&#225;rdicos finos, que causan poca compresi&#243;n en el segmento tunelizado y est&#225;n presentes en la mayor&#237;a de los casos<sup>8</sup>.</p>
      <p>Varios estudios intentan dilucidar la asociaci&#243;n entre puentes mioc&#225;rdicos y aterosclerosis. Se sabe que el &#225;rea debajo del PM est&#225; preservada de la enfermedad ateroscler&#243;tica, mientras que el &#225;rea proximal al puente es propicia al desarrollo de aterosclerose<sup>9,10</sup>. En este estudio, el 27,6% de los pacientes presentaron afecci&#243;n del segmento proximal del puente por grados variados de EAC. Los disturbios en el flujo sangu&#237;neo contribuyen al desarrollo de aterosclerosis en el segmento proximal del puente<sup>11</sup>, modulando la producci&#243;n de substancias vasoactivas por las c&#233;lulas endoteliales, afectando funciones celulares vasculares, como el potencial trombog&#233;nico, la regulaci&#243;n del flujo sangu&#237;neo y el tono vascular<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>El hallazgo angiogr&#225;fico t&#237;pico del PM es la reducci&#243;n sist&#243;lica del di&#225;metro de la arteria coronaria epic&#225;rdica y persistencia de la reducci&#243;n durante la di&#225;stole<sup>14</sup>. Su naturaleza transitoria y la din&#225;mica de la obstrucci&#243;n ayudan en el diagn&#243;stico diferencial de estenosis coronarias fijas. La arteria DAI es la m&#225;s com&#250;nmente comprometida<sup>15</sup>, en forma &#250;nica en el 100% de los pacientes en este estudio. Sin embargo, puede haber compromiso de otras arterias, como la arteria circunfleja izquierda y la arteria coronaria derecha<sup>4</sup>. La cuantificaci&#243;n del compromiso de la arteria coronaria implicada se realiz&#243; de acuerdo con Noble et al<sup>6</sup>, en que el estrechamiento de la arteria descendente anterior durante la s&#237;stole fue graduado en: Grado 1 (<underline>&lt;</underline> 49%); Grado 2 (50%-74%); y Grado 3 (<underline>&gt;</underline> 75%).</p>
      <p>En algunos casos, cuando los resultados angiogr&#225;ficos revelan arterias coronarias normales, el uso de test de provocaci&#243;n mediante la reducci&#243;n de la precarga y la estimulaci&#243;n adren&#233;rgica con nitroglicerina y orciprenalina, respectivamente, pueden acentuar la compresi&#243;n sist&#243;lica del segmento tunelizado, estableci&#233;ndose entonces el diagn&#243;stico en hasta un 40% de los casos<sup>7,16</sup>. Tales procedimientos no fueron realizados en este estudio.</p>
      <p>El diagn&#243;stico cl&#237;nico de puentes mioc&#225;rdicos debe ser considerado en pacientes con s&#237;ntomas anginosos, en ausencia de factores de riesgo o evidencias de isquemia<sup>17</sup>. A pesar de ser una malformaci&#243;n presente desde el nacimiento, la aparici&#243;n de s&#237;ntomas no se desarrolla antes de la tercera d&#233;cada de vida. La edad promedio de inicio de los s&#237;ntomas presentada por los pacientes fue de 45,9 a&#241;os (IC = 11,7; DE = 4,2). La manifestaci&#243;n tard&#237;a de los s&#237;ntomas puede explicarse por el aumento de la tensi&#243;n sist&#243;lica de la pared mioc&#225;rdica, como consecuencia del crecimiento del coraz&#243;n, por la elevaci&#243;n de la presi&#243;n de fin de di&#225;stole del ventr&#237;culo izquierdo, por la asociaci&#243;n con hipertensi&#243;n arterial (hipertrofia mioc&#225;rdica) y por la eventual reducci&#243;n del flujo coronario por procesos ateroscler&#243;ticos que ocurren m&#225;s tard&#237;amente<sup>18</sup>.</p>
      <p>Una parte considerable de los pacientes con diagn&#243;stico angiogr&#225;fico de puente mioc&#225;rdico posee una enfermedad card&#237;aca valvular asociada, muscular o ateroscler&#243;tica, que afecta de manera independiente la presentaci&#243;n cl&#237;nica y la respuesta al tratamiento<sup>6</sup>. Tales pacientes fueron excluidos de este estudio.</p>
      <p>Est&#225; bien establecida la asociaci&#243;n entre puentes mioc&#225;rdicos y complicaciones, como isquemia y s&#237;ndrome coronario agudo<sup>19</sup>, descrita en el 56% de los pacientes estudiados; IAM<sup>20</sup>, que afect&#243; al 40% de los pacientes; y muerte s&#250;bita<sup>21</sup>, que ocurri&#243; en un paciente en este estudio. Otras complicaciones son: espasmo coronario<sup>22</sup>, ruptura del septo ventricular<sup>23</sup>, taquicardia parox&#237;stica supraventricular<sup>24</sup>, taquicardia ventricular<sup>25</sup> y bloqueo atrioventricular inducido por el ejercicio<sup>26</sup>, no referidos por los pacientes en este estudio.</p>
      <p>El tratamiento medicamentoso es la conducta de primera l&#237;nea en los pacientes sintom&#225;ticos con puentes mioc&#225;rdicos. Las intervenciones est&#225;n reservadas a los pacientes con angina refractaria al tratamiento medicamentoso. El tratamiento medicamentoso consiste en el uso de agentes inotr&#243;picos y cronotr&#243;picos negativos, como bloqueantes de receptores adren&#233;rgicos o bloqueantes de los canales de calcio, y el uso de agentes antiplaquetarios, con el objetivo de aliviar los s&#237;ntomas y signos de isquemia mioc&#225;rdica y reducir el riesgo de futuros eventos adversos card&#237;acos<sup>27</sup>. La duraci&#243;n del tratamiento no est&#225; bien esclarecida entre los diversos estudios.</p>
      <p>En este estudio, hubo variaci&#243;n significativa en el tiempo de tratamiento realizado y en los esquemas terap&#233;uticos utilizados por los pacientes, imposibilitando el an&#225;lisis individualizado de cada clase medicamentosa.</p>
      <p>El uso de betabloqueantes provoca reducci&#243;n de la frecuencia cardiaca, aumento del tiempo diast&#243;lico y reducci&#243;n de la contractilidad y compresi&#243;n sist&#243;lica del vaso, con consiguiente retorno a la normalidad de las alteraciones del segmento ST en el ECG, adem&#225;s de una mejor&#237;a de los s&#237;ntomas cl&#237;nicos anginosos y los signos de isquemia<sup>28,29</sup>. El uso de antagonistas de los canales de calcio puede ser particularmente &#250;til cuando hay una contraindicaci&#243;n para el uso de betabloqueantes o de primera elecci&#243;n, cuando hay sospecha de vasoespasmo coronario<sup>30</sup>. La utilizaci&#243;n de nitratos debe evitarse, pues al mejorar la contractilidad cardiaca, los nitratos acent&#250;an el grado de estrechamiento sist&#243;lico de la arteria coronaria, pudiendo agravar los s&#237;ntomas<sup>16,31,32</sup>. A pesar de los estudios presentados, se utilizaron nitratos en el 43,3% de los pacientes, asociado o no a otras drogas. No obstante, no se puede establecer el impacto real del uso de esas drogas en el desenlace cl&#237;nico de estos pacientes.</p>
      <p>El implante de <italic>stents</italic> impide la compresi&#243;n de la luz de la coronaria, elimina las anormalidades del flujo diast&#243;lico y la elevaci&#243;n m&#225;xima de la presi&#243;n sist&#243;lica intracoronaria, normalizando los s&#237;ntomas cl&#237;nicos<sup>13</sup>. Luego del implante del <italic>stent</italic>, desaparece la compresi&#243;n sist&#243;lica de la arteria descendente anterior, aumenta el di&#225;metro luminal y del &#225;rea de secci&#243;n transversal de la arteria, adem&#225;s de aumentar el flujo coronario de reserva. Sin embargo, seg&#250;n Haager et al.<sup>33</sup>, los an&#225;lisis tras 7 semanas revelaron estenosis de los <italic>stents,</italic> de moderada a severa, en 45% de los pacientes, exigiendo nueva intervenci&#243;n en el 36% de los pacientes.</p>
      <p>El seguimiento cl&#237;nico y angiogr&#225;fico, durante dos a&#241;os, revel&#243; buenos resultados, con mejora de los s&#237;ntomas anginosos y ausencia de eventos card&#237;acos<sup>33</sup>. Mientras tanto, otros autores describen resultados favorables a largo plazo<sup>34,35</sup>. En este estudio, se realiz&#243; una angioplastia en dos pacientes con grado 1 de estrechamiento sist&#243;lico angiogr&#225;fico, quienes presentaron una mejor&#237;a significativa de los s&#237;ntomas, sin eventos adversos, luego de uno y dos a&#241;os de seguimiento.</p>
      <p>Antes de la era actual, de intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea, la miotom&#237;a quir&#250;rgica era considerada el tratamiento de elecci&#243;n para los pacientes con s&#237;ntomas persistentes, en lugar del tratamiento medicamentoso intensivo<sup>27,36</sup>. La descompresi&#243;n quir&#250;rgica de la arteria tunelizada resulta en desaparici&#243;n de los s&#237;ntomas anginosos y de la isquemia en pacientes con compresi&#243;n sist&#243;lica severa de la arteria descendente anterior<sup>37</sup>. Otra alternativa es la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, con realizaci&#243;n de anastomosis de la arteria mamaria interna en la DAI<sup>33</sup>. No se realizaron procedimientos quir&#250;rgicos en ning&#250;n paciente de este estudio.</p>
      <p>El pron&#243;stico a largo plazo de los puentes mioc&#225;rdicos es bueno y es independiente de la severidad del estrechamiento sist&#243;lico del di&#225;metro luminal de la arteria coronaria<sup>38</sup>.</p>
      <p>En este estudio, el an&#225;lisis de 31 pacientes revel&#243; &#243;bito en s&#243;lo uno de ellos, atribuido a la muerte s&#250;bita por puente mioc&#225;rdico; realizaci&#243;n de angioplastia en dos de los pacientes, con mejor&#237;a cl&#237;nica significativa a largo plazo; y tratamiento cl&#237;nico medicamentoso en el 96,7% de los pacientes. En otro estudio, durante el seguimiento de 43 meses de un grupo de 35 pacientes con puentes mioc&#225;rdicos, un paciente muri&#243; por muerte s&#250;bita cardiaca, el 20% de los pacientes continuaron presentando angina clase CCS I-II, uno de los pacientes necesit&#243; revascularizaci&#243;n percut&#225;nea para mejora de los s&#237;ntomas y el 63% de los pacientes continuaron utilizando tratamiento medicamentoso luego reconcluido el estudio<sup>39</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones</bold>
      </p>
      <p>En este art&#237;culo, se intent&#243; describir la evoluci&#243;n cl&#237;nica y terap&#233;utica, as&#237; como el pron&#243;stico a largo plazo de los pacientes con PM. En este estudio retrospectivo, los pacientes fueron seleccionados a partir de datos de un laboratorio de hemodinamia, que funciona como uno de los centros de referencia de la regi&#243;n, por lo que no refleja, estad&#237;sticamente, datos de la poblaci&#243;n local. Como los pacientes fueron seleccionados a partir de los datos de cinecoronariograf&#237;as realizadas previamente, en un intervalo de tiempo de 5 a&#241;os, no fue posible realizar un seguimiento y hacer test diagn&#243;sticos no invasivos uniformes en todos los pacientes, ni confirmar las complicaciones presentadas, bas&#225;ndose &#250;nicamente en el relato de los pacientes entrevistados.</p>
      <p>S&#243;lo fue posible indicar el n&#250;mero de pacientes a los que se realiz&#243; el test y el tipo de test utilizado, as&#237; como sus resultados. Por &#250;ltimo, los criterios en los que se bas&#243; la decisi&#243;n de mantener el tratamiento a largo plazo, as&#237; como las opciones terap&#233;uticas utilizadas, est&#225;n fuera del alcance de este estudio, quedando reservadas al criterio del cardi&#243;logo.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El puente mioc&#225;rdico afecta a individuos con s&#237;ntomas anginosos en ausencia de factores de riesgo o evidencias de isquemia, y el inicio de los s&#237;ntomas no se desarrolla antes de la tercera d&#233;cada de vida. La mayor&#237;a de los pacientes con puente mioc&#225;rdico tienen un buen pron&#243;stico, aunque, en el largo plazo, no existen datos suficientes tomados de un gran grupo de pacientes sintom&#225;ticos que tengan un elevado grado de compresi&#243;n sist&#243;lica y diast&#243;lica y evidencias de isquemia, para sacar conclusiones definitivas.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Myocardial bridging: therapeutic and clinical development</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The myocardial bridge constitutes one of the main differential diagnoses of coronary artery disease. However, it remains an underdiagnosed condition and its physiopathological mechanisms and therapeutics are yet to be elucidated. OBJECTIVE: To analyze and describe the clinical and therapeutic evolution of patients with an angiographic diagnosis of myocardial bridge, comparing the data with that in the current literature, in order to clarify the patients' clinical profile and prognosis. METHODS: The results of coronary angiographies carried out from 2003 to 2007 in a Laboratory of Hemodynamics were reviewed; the analysis of patients' files was carried out and selected patients were interviewed. RESULTS: The frequency of myocardial bridge diagnosis was 3.6%. The mean age of patients was 56.8 years (SD = 11.83; CI = 0.73). The anterior descending artery was affected in isolation in 100% of the cases. After the selection, the analysis and interview of 31 patients were carried out. There was no correlation between symptoms and degree of angiographic narrowing observed in the studied patients. The drug treatment included the use of beta-blockers, calcium-channel antagonists, platelet antiaggregants and/or nitrates and resulted in clinical improvement in 30%, absence of alterations in the clinical picture in 60% and symptom worsening in 10% of the patients. One patient presented sudden death; two patients underwent angioplasty followed by significant clinical improvement and none of the patients underwent surgical procedures. CONCLUSION: Most of the patients with myocardial bridge have a good prognosis, but in the long term, there are not enough data, obtained from a large sample of symptomatic patients, to draw definitive conclusions.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Coronary artery disease</kwd>
        <kwd>myocardial bridging</kwd>
        <kwd>angioplasty</kwd>
        <kwd>transluminal</kwd>
        <kwd>percutaneous coronary</kwd>
        <kwd>cohort studies</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Myocardial bridging: therapeutic and clinical development</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Aline Braz Pereira; Danilo Spricigo Peressoni Castro; Emanuela Todeschini Menegotto; Wladimir Maia do Amaral; Gustavo Spricigo Peressoni Castro</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade do Extremo Sul Catarinense, Hospital S&#227;o Jos&#233; de Crici&#250;ma SC, Florian&#243;polis, SC - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The myocardial bridge constitutes one of the main differential diagnoses of coronary artery disease. However, it remains an underdiagnosed condition and its physiopathological mechanisms and therapeutics are yet to be elucidated.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To analyze and describe the clinical and therapeutic evolution of patients with an angiographic diagnosis of myocardial bridge, comparing the data with that in the current literature, in order to clarify the patients' clinical profile and prognosis.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The results of coronary angiographies carried out from 2003 to 2007 in a Laboratory of Hemodynamics were reviewed; the analysis of patients' files was carried out and selected patients were interviewed.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The frequency of myocardial bridge diagnosis was 3.6%. The mean age of patients was 56.8 years (SD = 11.83; CI = 0.73). The anterior descending artery was affected in isolation in 100% of the cases. After the selection, the analysis and interview of 31 patients were carried out. There was no correlation between symptoms and degree of angiographic narrowing observed in the studied patients. The drug treatment included the use of beta-blockers, calcium-channel antagonists, platelet antiaggregants and/or nitrates and resulted in clinical improvement in 30%, absence of alterations in the clinical picture in 60% and symptom worsening in 10% of the patients. One patient presented sudden death; two patients underwent angioplasty followed by significant clinical improvement and none of the patients underwent surgical procedures.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> Most of the patients with myocardial bridge have a good prognosis, but in the long term, there are not enough data, obtained from a large sample of symptomatic patients, to draw definitive conclusions.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Coronary artery disease/therapy; myocardial bridging; angioplasty, transluminal, percutaneous coronary; cohort studies. </p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The myocardial bridge (MB) is a congenital anomaly of the coronary arteries that usually affect the left anterior descending artery (ADA), when one or more myocardial bundles cross or involve a segment of the epicardial coronary artery, which crosses the intramural portion of the myocardium, below the muscular bridge. The MB constitutes one of the main differential diagnoses of coronary artery disease (CAD) and can manifest as typical or atypical angina pectoris and, more rarely, as acute myocardial infarction (AMI) or sudden death.</p>
      <p>It is a relatively common and usually benign pathology among the general population, affecting mainly patients at low risk for CAD; however, when symptomatic, it can manifest as unstable or stable angina, cardiac arrhythmias (ventricular tachycardia and supraventricular tachycardia), AMI and sudden death, with the latter two being rare<sup>1</sup>.</p>
      <p>It remains underdiagnosed due to the fact that only a minority of patients present symptoms as well as the lack of availability and, consequently, the restricted use of more accurate diagnostic methods and therefore, its physiopathological mechanisms and therapeutics have not been fully elucidated.</p>
      <p>The present study aimed at analyzing the clinical and therapeutic evolution of patients with an angiographic diagnosis of myocardial bridge, from 2003 to 2007, comparing the data with those in the current literature, in order to elucidate the clinical profile and the evolution of these patients.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is an observational, cross-sectional cohort study that used statistical tools for the analysis of the level of significance of 5%. The researcher was fully responsible for the costs of the materials used in the study. The study was carried out through the analysis of medical files and by applying a questionnaire to a group of selected patients.</p>
      <p>The study was carried out in a Laboratory of Hemodynamics after being approved by the Ethics Committee of the institution. The patients' confidentiality and the use of the data for scientific research purposes only were warranted. After the pre-selection of the medical files, the patients or their tutors were contacted, the study objective was explained to them and the Free and Informed Consent Form was signed by all participants, which had been previously approved by the Scientific Committee in Research and Ethics of the Institution.</p>
      <p>Patients aged 20 to 75 years that had been submitted to a coronary angiography from 2003 to 2007, due to suspected and undergoing investigation for probable CAD, in whom the angiographic results showed the presence of MB, were evaluated. Patients who did not present associated cardiac pathologies capable of producing angina symptoms were also assessed: cardiac valvular disease or myocardiopathies that had been previously diagnosed or were diagnosed at the coronary angiography and the presence of CAD at the coronary angiography.</p>
      <p>Patients with neurological pathologies that prevented the correct use of the questionnaire and those who available data were incomplete or outdated, which prevented the contact for the interview, were excluded.</p>
      <p>Although the patients were included in the study based on the coronary angiographies carried out before the study, all of them were carried out according to the protocol of the Laboratory of Hemodynamics of the institution, following the Judkins technique, in which the phenomenon of systolic compression of the descending coronary artery can be clearly observed.</p>
      <p>This protocol did not include the intracoronary administration of nitroglycerin.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The results of 3,375 coronary angiographies, carried out from 2003 to 2007, were assessed, of which 123 presented the phenomenon of systolic constriction of the left ADA (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figure 1</xref>), with a diagnosis of MB. The frequency of diagnoses of MB in coronary angiographies performed within this period was 3.6%. The mean age of patients was 56.8 years (SD=11.83; CI=0.73). All patients presented only one affected coronary artery and the left ADA was the affected one in 100% of the cases. Thirty-four patients (27.6%) presented CAD that affected the proximal segment of the bridge at different degrees. The involvement of the left ADA at the coronary angiography was classified as Grade 1 (<underline>&lt;</underline>49%), grade 2 (50-74%) and grade 3 (<underline>&gt;</underline> 75%) (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf01-en.jpg"/></fig>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>After the patient selection, 81 were excluded from the study: 68 due to associated CAD (55.28%), 17 due to myocardiopathy (13.82%) and 21 due to valvulopathy (17.07%). A total of 42 patients were selected for the study, of whom one presented a neurological pathology that prevented the interview to be carried out and in 10 cases, the interview could not be carried out as the available data were incomplete or outdated, which prevented the contact with these patients, resulting in the analysis and interview of 31 patients.</p>
      <p>The mean age at the symptom onset among the studied patients was 45.9 years (CI=11.7; SD=4.2) and in 50% of them, the diagnosis of MB took <underline>&gt;</underline> one year. The analysis of the degree of narrowing of the left ADA was performed (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">Table 2</xref>). The patients' symptoms were classified according to the classification proposed by the Canadian Cardiovascular Society Grading Scale for angina pectoris, before and after the treatment (<xref ref-type="table" rid="en_08t03-body3">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_08t03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>According to this classification, patients with grade 1 of systolic narrowing at the coronary angiography presented the classifications CCS-I (31.6%), II (31.6%) and III (31.6%). Patients with grade 2 of narrowing were classified as I (11.1%), II (11.1%), III (66.7%) and IV (11.1%). Patients with grade 3 were classified as II (33.3%), III (33.3%) and IV (33.3%).</p>
      <p>A patient who died due to sudden death was excluded from the analysis of symptoms; this patient presented grade 1 systolic narrowing of the ADA. Two patients that underwent angioplasty presented grade 1 narrowing and were both classified as CCS-III; they were later reclassified as classes I and II after the procedure.</p>
      <p>Based on these data, one concludes that there is no correlation between symptom classification and the degree of angiographic narrowing observed in the studied patients. However, the intensity of these symptoms also depends on the number, thickness, location and length of the MB, which vary from patient to patient and can even vary in a same patient, from one evaluation to another. The adverse events reported by the patients were: ischemia and acute coronary syndrome, AMI and sudden death (<xref ref-type="fig" rid="c1-body3">Chart 1</xref>).</p>
      <fig id="c1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>There was a significant variation regarding the time of treatment performed and the therapeutic regimens used by the patients. The drug treatment included the use of beta-blockers, calcium-channel antagonists, platelet antiaggregants and/or nitrates. Two patients underwent angioplasty and none of the patients was submitted to surgical procedure. Nitrates were used by 43.3% of the patients, associated or not to other drugs, in spite of reports of the worsening of symptoms and clinical picture in the literature. However, it was not possible to assert the real impact of these medications on the clinical outcome of these patients.</p>
      <p>Of the patients that presented CCS-I classification before treatment, all remained at the same classification after the treatment. Of the patients that presented CCS-II classification before the treatment, 37.5% remained at the same class after the treatment, 50% became class I, with clinical improvement and 12.5% presented clinical worsening and became class III. Of the patients that presented CCS-III classification before treatment, 53.8% remained at the same classification after the treatment, 30.8% presented improvement to classes I or II and 15.4%, presented symptom worsening and became class IV. Of the patients that presented CCS-IV classification before the treatment, 50% remained at the same classification after the treatment and the other 50% presented clinical improvement and became class III. This group included two patients with classification III that underwent PCI and maintained the same drug treatment, presenting clinical improvement.</p>
      <p>In conclusion, 30% of the patients presented clinical improvement, 60% did not present alterations in the clinical picture and 10% presented symptom worsening, in spite of the treatment (<xref ref-type="fig" rid="en_08c02-body3">Chart 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_08c02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0188-00008-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The myocardial bridge is a congenital anomaly<sup>2,3</sup> that results from the failure in the synchronic development of the myocardium and the coronary branches<sup>4</sup>, in which a segment of one epicardial coronary artery is involved by a cardiac muscle bundle, called "tunneled segment", crossing the intramural portion of the myocardium, below the myocardial muscle bridge<sup>5</sup>. The frequency of MB diagnoses in this study was 3.6%. Study data have shown a significant variation regarding the frequency, incidence and prevalence rates and the angiographic results. The angiographic prevalence of myocardial bridges is &lt; 5%<sup>6-8</sup>, a fact attributed to thin myocardial bridges that cause little compression to the tunneled segment and are present in most cases<sup>8</sup>.</p>
      <p>Several studies have tried to elucidate the association between myocardial bridges and atherosclerosis. It is known that the area below the MB is spared in atherosclerotic disease, whereas the proximal area is prone to the development of atheroclerosis<sup>9,10</sup>. In the present study, 27.6% of the patients presented involvement of the proximal segment of the bridge due to varying degrees of CAD. Disorders in blood flow contribute to the development of atherosclerosis in the proximal segment of the bridge<sup>11</sup>, modulating the production of vasoactive substances by the endothelial cells, affecting vascular cell functions such as the thrombogenic potential, blood flow regulation and vascular tonus<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>The typical angiographic finding of the MB is the systolic reduction of the epicardial coronary artery diameter and the persistence of this reduction during diastole<sup>14</sup>. Its transient nature and the dynamics of the obstruction help the differential diagnosis of fixed coronary stenoses. The left ADA is the most commonly affected artery<sup>15</sup> and 100% of the patients in the present study presented the isolated form of left ADA involvement. However, other arteries can be involved, such as the left circumflex artery and the right coronary artery<sup>4</sup>. The quantification of the involvement of the coronary artery was carried out according to Noble et al<sup>6</sup>, in which the narrowing of the ADA during systole was classified as: Grade 1 (<underline>&lt;</underline> 49%); Grade 2 (50%-74%); and Grade 3 (<underline>&gt;</underline> 75%).</p>
      <p>In some cases, when the angiographic results disclose normal coronary arteries, the use of provocative tests through pre-load decrease and adrenergic stimulation with nitroglycerin and orciprenaline, respectively, can enhance the systolic compression of the tunneled segment, thus establishing the diagnosis in up to 40% of the cases<sup>7,16</sup>. Such procedures were not carried out in the present study.</p>
      <p>The clinical diagnosis of MB must be considered in patients with angina symptoms, in the absence of risk factors or evidence of ischemia<sup>17</sup>. Although it is a malformation present since birth, symptoms onset does not occur until the third decade of life. The mean age of symptom onset presented by the patients was 45.9 years (CI=11.7; SD=4.2). The late symptom manifestation can be explained by the systolic tension increase in the myocardial wall, as a consequence of the heart growth due to the elevation in the left ventricular diastolic-end pressure, through the association with arterial hypertension (myocardial hypertrophy) and with the eventual decrease in the coronary flow due to atherosclerotic processes that occur later<sup>18</sup>.</p>
      <p>A considerable number of patients with an angiographic diagnosis of MB present associated cardiac valvular, muscular or atherosclerotic disease, which independently affects the clinical presentation and the response to treatment<sup>6</sup>. Such patients were excluded from the present study.</p>
      <p>It has been well established the association between MB and complications such as ischemia and acute coronary syndrome<sup>19</sup>, reported by 56% of the studied patients; AMI<sup>20</sup> affecting 40% of the patients and sudden death<sup>21</sup>, which was the cause of death of one patient in the present study. Other complications are: coronary spasm<sup>22</sup>; ventricular septum rupture<sup>23</sup>, supraventricular paroxysmal tachycardia<sup>24</sup>; ventricular tachycardia<sup>25</sup> and exercise-induced atrioventricular block<sup>26</sup>, which were not reported by the patients in the present study.</p>
      <p>The drug therapy is the first-choice treatment for symptomatic patients with MB. Interventions are reserved for patients with angina that is refractory to drug treatment. The drug treatment consists in the use of negative inotropic and chronotropic agents, such as adrenergic receptor blockers or calcium-channel blockers and the use of anti-platelet agents, with the objective of relieving symptoms and signs of myocardial ischemia and reducing the risk of future cardiac adverse events<sup>27</sup>. Treatment duration is not well clarified among the several studies.</p>
      <p>In the present study, there was a significant variation regarding the time of treatment and the therapeutic regimens used by the patients, which prevented the individualized analysis of each drug class.</p>
      <p>The use of beta-blockers results in decreased heart rate, increased diastolic time and reduced contractility and systolic compression of the vessel, with a consequent return to normal of the ST-segment alterations at the ECG, in addition to the improvement of clinical symptoms of angina and signs of ischemia<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>The use of calcium-channel antagonists can be particularly useful when there is a contraindication for the use of blockers or, first choice, when there is a suspected coronary vasospasm<sup>30</sup>. The use of nitrates must be avoided, as while they improve cardiac contractility, they worsen the degree of systolic narrowing of the coronary artery, which can aggravate symptoms<sup>16,31,32</sup>. In spite of the presented studies, the nitrate was used in 43.3% of the patients in association or not with other drugs. However, the real impact of the use of these drugs on the clinical outcome of these patients cannot be established.</p>
      <p>Stent implants prevent the phasic compression of the coronary lumen, eliminate the abnormalities of the diastolic flow and the maximum elevation of the intracoronary systolic pressure, normalizing the clinical symptoms<sup>13</sup>. After the stent implant, the systolic compression of the anterior descending artery disappears and the luminal diameter increases as well as the transversal section of the artery and the coronary flow reserve. However, according to Haager et al<sup>33</sup>, analyses after 7 weeks showed moderate to severe stenosis of the stents in 45% of the patients, which required a new intervention in 36% of the patients.</p>
      <p>The two-year clinical and angiographic follow-up showed good results, with improvement of the angina symptoms and absence of cardiac events<sup>33</sup>. However, long-term favorable results have been described by other authors<sup>34,35</sup>. In the present study, two patients with grade 1 angiographic systolic narrowing underwent angioplasty, presenting significant symptom improvement, free of adverse events, after one and two years of follow-up.</p>
      <p>Before the current era of percutaneous coronary intervention, the surgical myotomy was considered the treatment of choice for patients with persistent symptoms, despite the intensive drug therapy<sup>27,36</sup>. The surgical decompression of the tunneled artery results in the disappearance of the angina symptoms and ischemia in patients with severe systolic compression of the ADA<sup>37</sup>. Another alternative is the myocardial revascularization surgery, with the anastomosis of the internal mammary artery to the left ADA<sup>33</sup>. None of the patients in the present study underwent surgical procedures.</p>
      <p>The long-term prognosis of MB is good, regardless of the severity of the systolic narrowing of the luminal diameter of the coronary artery<sup>38</sup>.</p>
      <p>In this study, the analysis of 31 patients showed that only one patient died, which was attributed to sudden death due to myocardial bridge; angioplasty was performed in two patients, with long-term significant clinical improvement; and 96.7% of the patients underwent clinical pharmacological therapy. In another study, during a 43-month follow-up of a group of 35 patients with MB, a patient died due to sudden cardiac death; 20% of the patients persisted with CCS I-II angina classification; one patient needed percutaneous revascularization for symptom improvement and 63% of the patients had kept the same drug therapy by the end of the study<sup>39</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>This article aimed at describing the clinical and therapeutic evolution, as well as the long-term prognosis of patients with MB. For this retrospective study, patients were selected from a database of a Laboratory of Hemodynamics that functions as a reference center in the region, which does not statistically reflect the data of the local population. As the patients were selected based on the data of the coronary angiographies previously carried out during a 5-year interval, it was not possible to carry out a follow-up and perform uniform noninvasive diagnostic tests in all patients, as well as confirm the reported complications, which were solely based on the report of the interviewed patients.</p>
      <p>It was only possible to indicate the number of patients in whom these tests were performed and the type of test that was carried out, as well as their results. Finally, the criteria on which the decision of maintaining the long-term treatment were based are out of the scope of the present study, being influenced by the cardiologist's criterion.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Myocardial bridges affect individuals with angina symptoms in the absence of risk factors or evidence of ischemia, in which symptom onset does not take place before the third decade of life. Most patients with myocardial bridges have a good prognosis, but in the long term, there are not enough data obtained from a large number of symptomatic patients that have presented an elevated degree of systolic and diastolic compression and ischemia evidence for definitive conclusions to be drawn.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
