<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000200007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400207</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000002</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea em pacientes com indica&#231;&#227;o de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</article-title>
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            <given-names>Marcelo Pereira da</given-names>
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            <surname>Portal</surname>
            <given-names>Vera L&#250;cia</given-names>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Cardiologia do RS </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>182</fpage>
      <lpage>187</lpage>
      <history>
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          <day>07</day>
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          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>15</day>
          <month>01</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>07</day>
          <month>07</month>
          <year>2009</year>
        </date>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Embora a aterosclerose carot&#237;dea seja a principal causa de acidente vascular cerebral, a preval&#234;ncia de estenose clinicamente significativa (&gt;50%) permanece desconhecida em nosso meio, principalmente em indiv&#237;duos com indica&#231;&#227;o de cirurgia eletiva de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio. OBJETIVO: Identificar a preval&#234;ncia e o grau de estenose carot&#237;dea em indiv&#237;duos com indica&#231;&#227;o de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica em um centro de refer&#234;ncia em cardiologia no Brasil. M&#201;TODOS: Estudo transversal no qual 457 pacientes consecutivos e de ambos os g&#234;neros foram avaliados, entre maio de 2007 e abril de 2008, atrav&#233;s de ultrassonografia com Doppler em cores de art&#233;rias car&#243;tidas, no pr&#233;-operat&#243;rio de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica eletiva. Para a an&#225;lise estat&#237;stica foi usado o programa SPSS 10.1. Um valor-p&lt;0,05 foi considerado significativo. Houve perda de 7 pacientes no decorrer do estudo. RESULTADOS: A m&#233;dia de idade (&#177;desvio padr&#227;o) foi de 62,2 &#177; 9,4 anos sendo que 65,6% eram do g&#234;nero masculino. A preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea significativa foi de 18,7%. Quanto &#224; estratifica&#231;&#227;o do grau de estenose carot&#237;dea: aus&#234;ncia de estenose ocorreu em 3,6%, estenose inferior a 50%, em 77,8%, estenose entre 50% e 69% em 11,6%, estenose entre 70% e 99% em 6,9% e oclus&#227;o da art&#233;ria em 0,2%. A sensibilidade e especificidade em rela&#231;&#227;o ao sopro carot&#237;deo foram, respectivamente, 34,5% e 88,8%. CONCLUS&#195;O: A preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea significativa foi alta na amostra estudada, sugerindo tratar-se de popula&#231;&#227;o de alto risco para acidente vascular cerebral.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Estenose das car&#243;tidas</kwd>
        <kwd>doen&#231;as das art&#233;rias car&#243;tidas</kwd>
        <kwd>ponte de art&#233;ria coron&#225;ria</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>15</day>
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CORONARIOPATIA CR&#212;NICA</p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea em pacientes com indica&#231;&#227;o de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Marcelo Pereira da Rosa; Vera L&#250;cia Portal</bold>
    </p>
    <p>Instituto de Cardiologia do RS/ FUC, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Embora a aterosclerose carot&#237;dea seja a principal causa de acidente vascular cerebral, a preval&#234;ncia de estenose clinicamente significativa (<underline>&gt;</underline>50%) permanece desconhecida em nosso meio, principalmente em indiv&#237;duos com indica&#231;&#227;o de cirurgia eletiva de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Identificar a preval&#234;ncia e o grau de estenose carot&#237;dea em indiv&#237;duos com indica&#231;&#227;o de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica em um centro de refer&#234;ncia em cardiologia no Brasil. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal no qual 457 pacientes consecutivos e de ambos os g&#234;neros foram avaliados, entre maio de 2007 e abril de 2008, atrav&#233;s de ultrassonografia com Doppler em cores de art&#233;rias car&#243;tidas, no pr&#233;-operat&#243;rio de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica eletiva. Para a an&#225;lise estat&#237;stica foi usado o programa SPSS 10.1. Um valor-p&lt;0,05 foi considerado significativo. Houve perda de 7 pacientes no decorrer do estudo. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A m&#233;dia de idade (&#177;desvio padr&#227;o) foi de 62,2 &#177; 9,4 anos sendo que 65,6% eram do g&#234;nero masculino. A preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea significativa foi de 18,7%. Quanto &#224; estratifica&#231;&#227;o do grau de estenose carot&#237;dea: aus&#234;ncia de estenose ocorreu em 3,6%, estenose inferior a 50%, em 77,8%, estenose entre 50% e 69% em 11,6%, estenose entre 70% e 99% em 6,9% e oclus&#227;o da art&#233;ria em 0,2%. A sensibilidade e especificidade em rela&#231;&#227;o ao sopro carot&#237;deo foram, respectivamente, 34,5% e 88,8%. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea significativa foi alta na amostra estudada, sugerindo tratar-se de popula&#231;&#227;o de alto risco para acidente vascular cerebral.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Estenose das car&#243;tidas, doen&#231;as das art&#233;rias car&#243;tidas/diagn&#243;stico, ponte de art&#233;ria coron&#225;ria</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A aterosclerose &#233; uma doen&#231;a inflamat&#243;ria cr&#244;nica, sist&#234;mica, complexa e multifatorial, que pode se manifestar simultaneamente em mais de um s&#237;tio do leito arterial. Dependendo dos locais onde a placa ateroscler&#243;tica se desenvolver, o progn&#243;stico do indiv&#237;duo poder&#225; ser diferente.</p>
    <p>O avan&#231;o t&#233;cnico, cir&#250;rgico e anest&#233;sico da cirurgia card&#237;aca &#233; indiscut&#237;vel, mas a complica&#231;&#227;o neurol&#243;gica, principalmente o acidente vascular cerebral (AVC), secund&#225;ria &#224; estenose carot&#237;dea significativa (ECS), segue preocupando as equipes assistenciais e todas as estrat&#233;gias devem ser usadas para reduzi-la no perioperatorio<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>O AVC constitui a segunda maior causa de morte entre as doen&#231;as vasculares, sendo superado somente pelas s&#237;ndromes isqu&#234;micas coronarianas. No Brasil, &#233; a terceira causa, ap&#243;s o c&#226;ncer e as doen&#231;as card&#237;acas, estimando-se que ocorram cerca de 250 mil por ano<sup>4</sup>. &#201; uma doen&#231;a muitas vezes incapacitante, de consider&#225;vel impacto socioecon&#244;mico, familiar e, por conseguinte, na qualidade de vida<sup>5</sup>. Das v&#237;timas, um ter&#231;o evolui de forma satisfat&#243;ria, um ter&#231;o morre e o restante sobrevive com sequelas.</p>
    <p>Apesar da magnitude do problema, &#233; desconhecida, em nosso meio, a preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea significativa e permanece a controv&#233;rsia sobre a necessidade de investiga&#231;&#227;o de rotina da mesma no pr&#233;-operat&#243;rio de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM), tendo em vista o alto custo e as condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas desfavor&#225;veis do nosso pa&#237;s.</p>
    <p>Sendo assim, pretendemos avaliar, prospectivamente, a preval&#234;ncia e o grau de estenose carot&#237;dea em pacientes com doen&#231;a coronariana grave com indica&#231;&#227;o de CRM em um centro de refer&#234;ncia em cardiologia no Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Metodologia</bold>
    </p>
    <p>Estudo transversal aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa local e realizado numa unidade de interna&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). A coleta dos dados iniciou em maio de 2007 e terminou em abril de 2008.</p>
    <p>Os pacientes internados ou referidos, que tinham indica&#231;&#227;o de CRM<sup>6,7</sup>, foram convidados a participar da triagem de EC no pr&#233;-operat&#243;rio.</p>
    <p>Ap&#243;s a assinatura do termo de Consentimento Informado Livre e Esclarecido, responderam a um question&#225;rio para identifica&#231;&#227;o detalhada da hist&#243;ria m&#233;dica atual e pregressa, hist&#243;ria familiar de doen&#231;a ateroscler&#243;tica, hist&#243;ria pessoal de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (press&#227;o sangu&#237;nea <underline>&gt;</underline>140/90 mmHg ou uso de anti-hipertensivo), dislipidemia (colesterol total &gt;200mg/dL, HDL-C &lt;40mg/dL e/ou triglicer&#237;deos &gt;150mg/dL e/ou uso de hipolipemiante), diabetes mellitus (controlado por dieta; uso de hipoglicemiante oral, insulina; n&#237;vel de glicose em jejum <underline>&gt;</underline>126mg/dl), obesidade (&#237;ndice de massa corporal <underline>&gt;</underline>30Kg/m&#178;), tabagismo (nunca, parou um m&#234;s antes da hospitaliza&#231;&#227;o ou atual) e uso de medica&#231;&#245;es, com base na Diretriz de Avalia&#231;&#227;o Perioperat&#243;ria da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>8</sup>, aplicado pelo pesquisador principal.</p>
    <p>Foram examinados no pr&#233;-operat&#243;rio, com &#234;nfase para a palpa&#231;&#227;o de fr&#234;mito e ausculta de sopro cervical (buscando excluir sopro card&#237;aco irradiado). Os dados antropom&#233;tricos foram anotados, al&#233;m de informa&#231;&#245;es sobre a anestesia e o procedimento cir&#250;rgico.</p>
    <p>Ap&#243;s a avalia&#231;&#227;o cl&#237;nico-laboratorial de rotina, os pacientes realizaram ultrassonografia com <italic>Doppler</italic> em cores de art&#233;rias car&#243;tidas, executados por tr&#234;s m&#233;dicos com &#225;rea de atua&#231;&#227;o em ultrassonografia vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular / Col&#233;gio Brasileiro de Radiologia, cegos para qualquer dado de hist&#243;ria cl&#237;nica ou de exame f&#237;sico do paciente e que adotaram crit&#233;rios iguais para o diagn&#243;stico de EC.</p>
    <p>O exame foi realizado em aparelho de ultrassom (GE Logiq 500; <italic>General Electric Medical Systems</italic>, Milwaukee, WI) com transdutor linear de alta frequ&#234;ncia de 7,5 MHz e convexo de 3,75 MHz, apropriado para casos de bifurca&#231;&#227;o carot&#237;dea alta, tortuosidades arteriais ou pesco&#231;o curto.</p>
    <p>Foi realizada a ultrassonografia modo B (escala de cinza), inicialmente, para avalia&#231;&#227;o anat&#244;mica. A seguir, a an&#225;lise espectral com modo <italic>Doppler</italic> colorido e <italic>power Doppler</italic> foi avaliada para medir a pot&#234;ncia (amplitude) do sinal recebido e exame da din&#226;mica do fluxo, al&#233;m da detec&#231;&#227;o da forma da onda da velocidade sangu&#237;nea (an&#225;lise espectral). Ao final, para averiguar o grau de estenose das art&#233;rias car&#243;tidas, foram usados ambos os crit&#233;rios supracitados (imagem e velocidade), conforme o &#250;ltimo consenso para estenose de art&#233;ria car&#243;tida interna por ultrassonografia de <italic>Doppler</italic> <sup>9</sup>.</p>
    <p>O principal indicador utilizado para a pesquisa de estenose foi a medida da velocidade de fluxo associada &#224; identifica&#231;&#227;o de placas ateroscler&#243;ticas no bulbo e na emerg&#234;ncia da art&#233;ria car&#243;tida interna (ACI). Os crit&#233;rios para doen&#231;a carot&#237;dea foram os seguintes: ausente (velocidade de pico sist&#243;lico -VPS- da ACI &lt;125 cm/s e aus&#234;ncia de placa ou de estenose vis&#237;veis); leve, entre 0% e 49% de estenose (frequ&#234;ncia de pico &lt;4 MHz =125 cm/s e placa ou estenose vis&#237;veis); moderado, entre 50% e 69% (frequ&#234;ncia de pico &gt;4 MHz e placa vis&#237;vel); severo, entre 70% e 99% (VPS da ACI &gt;230 cm/s e placa ou estenose vis&#237;veis) e oclus&#227;o, 100% (aus&#234;ncia de sinal ao <italic>Doppler</italic> colorido, espectral, <italic>power Doppler</italic> ou imagem em escala de cinza)<sup>10</sup>.</p>
    <p>Foram usados dois par&#226;metros adicionais para aferi&#231;&#227;o da estenose, quando: a- a VPS da ACI n&#227;o fosse representativa em rela&#231;&#227;o &#224; extens&#227;o da doen&#231;a por fatores t&#233;cnicos ou cl&#237;nicos; b- estenose de alto grau no lado oposto; c- discrep&#226;ncia entre o aspecto visual e a velocidade diast&#243;lica final (VDF) da ACI; d- velocidade de fluxo da art&#233;ria car&#243;tida comum (ACC) aumentada; e- estado card&#237;aco hiperdin&#226;mico; f- baixo d&#233;bito<sup>11</sup>.</p>
    <p>Esses par&#226;metros foram (<xref ref-type="table" rid="t01">Tabela 1</xref>):</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>1) a rela&#231;&#227;o da VPS da ACI pela VPS da ACC,</p>
    <p>2) a VDF da ACI.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Para a an&#225;lise estat&#237;stica, houve confer&#234;ncia de todos os dados digitados e utilizado o programa SPSS 10.1 (SPSS Inc, Cary, NC).</p>
    <p>As vari&#225;veis cont&#237;nuas foram expressas em m&#233;dia &#177; desvio padr&#227;o (DP), comparadas por teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> bicaudado.</p>
    <p>Os testes de qui-quadrado ou exato de <italic>Fisher</italic> foram usados para comparar as vari&#225;veis categ&#243;ricas: pacientes com aus&#234;ncia de EC hemodinamicamente significativa e doen&#231;a arterial coronariana (DAC) versus pacientes com coexistente EC e DAC.</p>
    <p>Um valor p&lt;0,05 foi considerado estatisticamente significativo.</p>
    <p>Para o c&#225;lculo do tamanho da amostra (n), considerando-se um erro beta de 20% e uma frequ&#234;ncia esperada de 7,9%, eram necess&#225;rios, no m&#237;nimo, 372 indiv&#237;duos para se obter diferen&#231;a estat&#237;stica (valor p&lt;0,05) em rela&#231;&#227;o aos preditores independentes de AVC.</p>
    <p>Este trabalho foi realizado com recursos da Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Embora tenham sido observadas diferen&#231;as entre muitas vari&#225;veis na preval&#234;ncia de EC, n&#227;o se mostrando estatisticamente significativas, ao contr&#225;rio dos achados de exame f&#237;sico de circunfer&#234;ncia abdominal (p=0,007) e sopro carot&#237;deo (p&lt;0,001).</p>
    <p>O sopro carot&#237;deo esteve relacionado &#224; estenose hemodinamicamente significativa em 29 (34,5%) doentes com EC significativa e em 41 (11,2%) naqueles com EC inferior a 50%.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de sopro carot&#237;deo, a sensibilidade foi de 34,5%, especificidade de 88,8%, valor preditivo positivo de 41,4% e negativo de 85,5%, raz&#227;o de verossimilhan&#231;a positiva de 3,1% e negativa de 0,73% para estenose hemodinamicamente significativa. A raz&#227;o de chances para doentes com sopro carot&#237;deo foi 4,24 vezes maior para estenose hemodinamicamente significativa.</p>
    <p>A preval&#234;ncia foi de 18,7% de EC &gt;50%, no total de pacientes estudados.</p>
    <p>De acordo com o grau de estenose (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>), 77,8% (350) dos pacientes apresentaram estenose &lt;50%, 11,6% (52), estenose entre 50-69%, 6,9% (31), estenose entre 70-99% e 0,2% (01) dos pacientes com oclus&#227;o de art&#233;ria car&#243;tida. O exame foi normal em 3,6% (16) dos pacientes.</p>
    <p>
      <xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t02">
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    </p>
    <table-wrap id="t3">
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    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No nosso estudo, a preval&#234;ncia de EC foi elevada (18,7%) mesmo se comparada a outros estudos com pacientes com doen&#231;a coronariana, onde se encontrou de 4 a 17% de estenose hemodinamicamente significativa<sup>11-15</sup>. Este fato pode expressar a melhora no m&#233;todo diagn&#243;stico, ou ainda estar relacionado &#224; maior gravidade dos doentes com acesso a esta institui&#231;&#227;o.</p>
    <p>Se o paciente com doen&#231;a arterial coronariana apresenta um sopro carot&#237;deo, apesar de ser um achado com baixa sensibilidade, h&#225; entre 30 e 50% de possibilidade de que a estenose seja superior a 50% ao exame de ultrassom<sup>16</sup>. Neste estudo, pacientes com sopro carot&#237;deo apresentaram risco 4,24 vezes maior para estenose hemodinamicamente significativa, o que refor&#231;a a import&#226;ncia do exame f&#237;sico.</p>
    <p>N&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significativa com rela&#231;&#227;o aos fatores de risco para doen&#231;a carot&#237;dea em coronariopatas graves, quanto ao g&#234;nero, idade, antecedentes de tabagismo, dislipidemia, hipertens&#227;o arterial, antecedentes familiares de infarto agudo do mioc&#225;rdio ou acidente vascular cerebral.</p>
    <p>Embora a diferen&#231;a de incid&#234;ncia de EC entre homens e mulheres seja aparentemente grande, esta n&#227;o se apresentou estatisticamente significativa, provavelmente devido &#224; casu&#237;stica reduzida. O mesmo pode ser verdade em rela&#231;&#227;o a fatores de risco cl&#225;ssicos como o tabagismo, doen&#231;a arterial obstrutiva perif&#233;rica, dislipidemia e idade.</p>
    <p>A ultrassonografia &#233; o m&#233;todo (escolhido para este estudo) complementar, de primeira escolha, n&#227;o invasivo empregado no diagn&#243;stico da doen&#231;a ateroscler&#243;tica carot&#237;dea, com sensibilidade de 90% a 98% e especificidade pr&#243;xima a 95%, semelhantes &#224; angiografia por resson&#226;ncia magn&#233;tica<sup>17</sup>, notadamente nas estenoses &gt;70%<sup>18</sup>. Apresenta o menor custo e prov&#233;m as informa&#231;&#245;es essenciais para delinear a anatomia intraluminal, al&#233;m de ter boa reprodutibilidade, n&#227;o exigir prepara&#231;&#227;o, poder ser realizada &#224; beira do leito, embora seja profissional-dependente<sup>19</sup>. Al&#233;m disso, potencialmente, estende o procedimento diagn&#243;stico para uma popula&#231;&#227;o muito maior com doen&#231;a assintom&#225;tica<sup>20</sup>.</p>
    <p>Mas, neste contexto, sabemos que a maioria dos pacientes no nosso meio n&#227;o tem acesso ao diagn&#243;stico da EC previamente &#224; CRM, notadamente aqueles oriundos do SUS.</p>
    <p>O manejo da doen&#231;a cerebrovascular demonstrou claramente que a cirurgia, associada &#224; melhor terap&#234;utica cl&#237;nica, comparada somente com a &#250;ltima, reduz significativamente o risco de infarto cerebral em pacientes sintom&#225;ticos com placas de ateromas na bifurca&#231;&#227;o carot&#237;dea, que provocam estenose entre 70% e 99%<sup>21</sup>.</p>
    <p>Por exemplo, pacientes com grau de EC entre 70% e 99%, evidenciada por arteriografia, sintom&#225;ticos, com sinais neurol&#243;gicos hemisf&#233;ricos ou oculares n&#227;o incapacitantes, iniciados nos &#250;ltimos 120 dias, comprovados e com dura&#231;&#227;o superior a 24 horas, submetidos &#224; endarterectomia, indicada somente pelo percentual de estenose, tiveram redu&#231;&#227;o de risco absoluto para desfechos combinados de morte ou AVC, acima de 15% em cinco anos, mesmo com um risco perioperat&#243;rio de AVC e morte de 6%, produzindo um n&#250;mero necess&#225;rio para tratar (NNT) de 6,3 (Intervalo de Confian&#231;a de 95%; 5-9)<sup>22-24</sup>. Esta conclus&#227;o tem n&#237;vel de evid&#234;ncia A<sup>25</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, os pacientes sem sinais neurol&#243;gicos como AVC ou isquemia transit&#243;ria, com estenose de 60% a 99% submetidos ao tratamento cir&#250;rgico obtiveram uma redu&#231;&#227;o de risco absoluto pr&#243;ximo de 5,5% em cinco anos e com um NNT de 20, considerando um risco combinado perioperat&#243;rio de 2% a 3%. Aparentemente, as mulheres teriam um benef&#237;cio menor, e por isso uma an&#225;lise em dez anos &#233; necess&#225;ria<sup>26,27</sup>.</p>
    <p>A CRM, em pacientes com estenose severa de art&#233;ria car&#243;tida interna (ACI), &#233; associada com AVC em 2% a 3%<sup>12</sup>, aumentando para 7% na CRM combinada &#224;s cirurgias das valvopatias<sup>1</sup>. Isto pode ser evitado em 40% a 50% dos casos, sendo uma das mais tem&#237;veis complica&#231;&#245;es perioperat&#243;rias, com uma mortalidade de at&#233; 38%<sup>2</sup>.</p>
    <p>Os cuidados maiores, na CRM, devem ser direcionados para os pacientes com estenoses de alto grau em art&#233;ria car&#243;tida que, quando colocados em circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, podem sofrer uma queda de press&#227;o ou de fluxo distais t&#227;o acentuados a ponto de gerar um evento isqu&#234;mico, por resposta vasodilatadora devido &#224; baixa perfus&#227;o.</p>
    <p>Em v&#225;rios locais, a preval&#234;ncia de EC &#233; vari&#225;vel em candidatos &#224; CRM. No Brasil, h&#225; relato de um &#250;nico estudo com amostra de 50 pacientes, sendo que a taxa foi de 48% e 32% em pacientes com EC <underline>&gt;</underline>50 e <underline>&gt;</underline>70%, respectivamente<sup>28</sup>.</p>
    <p>A triagem para EC, sobretudo em assintom&#225;ticos<sup>29</sup>, combinada com revasculariza&#231;&#227;o cerebral profil&#225;tica ou n&#227;o<sup>30</sup> reduz a taxa de AVC tanto no intra quanto no p&#243;s-operat&#243;rio.</p>
    <p>O <italic>screening</italic> tamb&#233;m pode ajudar no diagn&#243;stico e seguimento dos casos em que h&#225; indica&#231;&#227;o de tratamento conservador, porque a EC &#233; um marcador de risco <italic>per se</italic> que persiste independente de seu tratamento<sup>31</sup> e uma oportunidade para observar a sa&#250;de vascular em geral<sup>32</sup>. Para preven&#231;&#227;o do AVC, a identifica&#231;&#227;o e a quantifica&#231;&#227;o da EC s&#227;o de primeira import&#226;ncia<sup>33</sup>.</p>
    <p>A presen&#231;a de significante EC pode mudar a conduta cir&#250;rgica com riscos e custos aceit&#225;veis, sendo estes semelhantes tanto nas cirurgias concomitantes<sup>34</sup> quanto na revasculariza&#231;&#227;o carot&#237;dea com CRM subsequente<sup>35</sup>.</p>
    <p>Alguns autores recomendam o estudo da doen&#231;a carot&#237;dea em todos os pacientes candidatos &#224; CRM<sup>14</sup>. Outros, somente em casos de alto risco: idade superior a 65 anos<sup>36</sup>, sopro cervical ao exame f&#237;sico, AVC ou ataque isqu&#234;mico transit&#243;rio pr&#233;vios, doen&#231;a arterial obstrutiva perif&#233;rica, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, estenose do tronco da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda, hist&#243;ria de tabagismo, <italic>diabete mellitus</italic> e aterosclerose do arco a&#243;rtico<sup>37</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas</bold>
    </p>
    <p>A angiografia &#233; o m&#233;todo tradicional e padr&#227;o-ouro para avalia&#231;&#227;o c&#233;rebro-vascular em pessoas com sintomas, mas devido ao custo elevado<sup>38</sup>, risco de AVC e outras complica&#231;&#245;es<sup>39</sup>, o uso exclusivo de exames n&#227;o invasivos tem sido defendido<sup>19</sup>.</p>
    <p>A doen&#231;a cerebrovascular permanece sob monitoriza&#231;&#227;o bastante intensa e novas t&#233;cnicas, como o manejo endovascular e o tratamento farmacol&#243;gico da aterosclerose, est&#227;o em pleno desenvolvimento. A busca por redu&#231;&#245;es na morbimortalidade e nos custos deve incluir a parcela que diz respeito &#224; investiga&#231;&#227;o. Dessa forma, o esfor&#231;o pela utiliza&#231;&#227;o criteriosa dos m&#233;todos diagn&#243;sticos e a consequente diminui&#231;&#227;o dos gastos e das complica&#231;&#245;es decorrentes, contribuem para um tratamento mais satisfat&#243;rio.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de estenose carot&#237;dea foi elevada neste estudo, sugerindo tratar-se de popula&#231;&#227;o de alto risco e que pode se beneficiar do diagn&#243;stico pr&#233;vio da doen&#231;a.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Marcelo Pereira da Rosa pelo programa de P&#243;s-gradua&#231;&#227;o do Instituto de Cardiologia do RS/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Marcelo Pereira da Rosa </p>
        <p> Av. Princesa Isabel, 370 - Santana </p>
        <p> 90620-001 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="verap.pesquisa@cardiologia.org.br">verap.pesquisa@cardiologia.org.br</email> , </p>
        <p>
          <email xlink:href="editoracao-c@cardiologia.org.br">editoracao-c@cardiologia.org.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/01/09; revisado recebido em 07/05/09; aceito em 07/07/09.</p>
  </body>
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          <article-title>Intensive management of risk factors for accelerated atherosclerosis: the role of multiple interventions</article-title>
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          <article-title>Continuing controversy in the management of concomitant coronary and carotid disease: an overview</article-title>
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          <article-title>Cost savings associated with the nonroutine use of carotid angiography</article-title>
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          <article-title>Complications of diagnostic cerebral angiography: evaluation of 19,826 consecutive patients</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Prevalence of carotid stenosis in patients referred to myocardial revascularization surgery</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Although the carotid stenosis is the main cause of cerebrovascular accident, the prevalence of clinically significant stenosis (&gt;50%) remains unknown in our country, mainly in individuals with a surgical indication for elective myocardial revascularization surgery. OBJECTIVE: To identify the prevalence and degree of carotid stenosis in individuals with a surgical indication for MRS in a reference center in Cardiology in Brazil. METHODS: Transversal study of 457 consecutive patients of both genders, evaluated between May 2007 and April 2008 through ultrasonography with color Doppler of the carotid arteries, during the preoperative period of elective MRS. The statistical analysis was performed with the SPSS program, version 10.1. A p value &lt;0.05 was considered significant. Seven patients were lost throughout the study. RESULTS: The mean age (&#177;standard deviation) was 62.2 &#177; 9.4 years and 65.6% of the patients were males. The prevalence of significant carotid stenosis was 18.7%. As for the stratification of the degree of carotid stenosis: absence of stenosis was observed in 3.6%; stenosis &lt; 50% was observed in 77.8%; stenosis between 50% and 69% was observed in 11.6%; stenosis between 70% and 99% was observed in 6.9% and arterial occlusion was observed in 0.2% of the individuals. The sensitivity and specificity regarding the carotid bruit were 34.5% and 88.8%, respectively. CONCLUSION: The prevalence of significant carotid stenosis was high in the studied sample, which suggests this is a high-risk population for the occurrence of cerebrovascular accident.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Carotid stenosis</kwd>
        <kwd>carotid artery diseases</kwd>
        <kwd>coronary artery disease</kwd>
        <kwd>coronary artery bypass</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Prevalence of carotid stenosis in patients referred to myocardial revascularization surgery</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Marcelo Pereira da Rosa; Vera L&#250;cia Portal</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do RS/ FUC, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Although the carotid stenosis is the main cause of cerebrovascular accident, the prevalence of clinically significant stenosis (<underline>&gt;</underline>50%) remains unknown in our country, mainly in individuals with a surgical indication for elective myocardial revascularization surgery.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To identify the prevalence and degree of carotid stenosis in individuals with a surgical indication for MRS in a reference center in Cardiology in Brazil.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Transversal study of 457 consecutive patients of both genders, evaluated between May 2007 and April 2008 through ultrasonography with color Doppler of the carotid arteries, during the preoperative period of elective MRS. The statistical analysis was performed with the SPSS program, version 10.1. A p value &lt;0.05 was considered significant. Seven patients were lost throughout the study.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> : The mean age (&#177;standard deviation) was 62.2 &#177; 9.4 years and 65.6% of the patients were males. The prevalence of significant carotid stenosis was 18.7%. As for the stratification of the degree of carotid stenosis: absence of stenosis was observed in 3.6%; stenosis &lt; 50% was observed in 77.8%; stenosis between 50% and 69% was observed in 11.6%; stenosis between 70% and 99% was observed in 6.9% and arterial occlusion was observed in 0.2% of the individuals. The sensitivity and specificity regarding the carotid bruit were 34.5% and 88.8%, respectively.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The prevalence of significant carotid stenosis was high in the studied sample, which suggests this is a high-risk population for the occurrence of cerebrovascular accident.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Carotid stenosis; carotid artery diseases/diagnostic; coronary artery disease; coronary artery bypass.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Atherosclerosis is a chronic inflammatory systemic, complex and multifactorial disease that can manifest simultaneously in more than one site of the arterial bed. Depending on the place where the atherosclerotic plaque develops, the prognosis of the individual can be different.</p>
      <p>The technical, surgical and anesthetic advancements in cardiac surgery are unquestionable, but the neurological complications, mainly the cerebrovascular accident (CVA) secondary to significant carotid stenosis (SCS), remain a concern for the assistance teams and all strategies must be used to reduce them in the perioperative period<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>The CVA constitutes the second major cause of death among the vascular diseases, being second only to coronary ischemic syndromes. In Brazil, it is the third cause, after cancer and cardiac diseases and it is estimated that 250,000 deaths occur per year<sup>4</sup>. It is very often an incapacitating disease of considerable socioeconomic and family impact, and, consequently, has a significant effect on the quality of life<sup>5</sup>. Of the victims, one third presents a satisfactory evolution, one third dies and the remaining one third survives with sequelae.</p>
      <p>In spite of the magnitude of the problem, the prevalence of SCS is unknown in our country and the controversy remains on the necessity to routinely investigate it at the preoperative period before myocardial revascularization surgery (MRS), considering the high cost and the unfavorable socioeconomic conditions of our country.</p>
      <p>Therefore, our aim was to prospectively assess the prevalence and degree of carotid stenosis in patients with severe coronary diseases referred to MRS in a reference center in Cardiology in Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The present was a transversal study approved by the local Ethics Committee in Research, carried out in an inpatient clinic of the Brazilian Public Health System (SUS). Data collection started in May 2007 and ended in April 2008.</p>
      <p>The inpatients or those referred to the clinic with a surgical indication for MRS<sup>6,7</sup> were invited to participate in a screening of carotid stenosis in the preoperative period. After signing the Free and Informed Consent Form, they answered a questionnaire to supply detailed information on the current and prior medical history, family history of atherosclerotic disease, personal history of systemic arterial hypertension (blood pressure <underline>&gt;</underline>140/90 mmHg or use of anti-hypertensive drugs), dyslipidemia (total cholesterol &gt;200mg/dL, HDL-C &lt;40mg/dL and/or triglycerides &gt;150mg/dL and/or use of hypolipemiant drugs), diabetes mellitus (controlled by diet; use of oral hypoglycemiant agents, insulin; fasting glucose levels <underline>&gt;</underline>126mg/dL), obesity (body mass index <underline>&gt;</underline>30Kg/m&#178;), smoking status (never, stopped one month before hospitalization or current smoker) and use of medications, based on the Guidelines for the Perioperative Assessment of the Brazilian Society of Cardiology<sup>8</sup>, applied by the main investigator.</p>
      <p>The individuals were assessed in the preoperative period, with emphasis on the palpation of fremitus and auscultation of cervical bruit (in order to rule out heart bruit radiation). The anthropometric data were collected, as well as information on anesthesia and the surgical procedure.</p>
      <p>After the routine clinical-laboratory assessment, the patients underwent an ultrasonography with color Doppler of the carotid arteries, performed by three physicians specialized in vascular ultrasonography, certified by the Brazilian Society of Angiology and Vascular Surgery/ Brazilian College of Radiology, blinded to any data in the clinical history or physical examination of the patient and who adopted identical criteria for the diagnosis of carotid stenosis.</p>
      <p>The examination was carried out in an ultrasound equipment (GE Logiq 500; <italic>General Electric Medical Systems</italic>, Milwaukee, WI) with a high-frequency linear transducer of 7.5 MHz and convex of 3.75 MHz, adequate for cases of high carotid bifurcation, arterial tortuosity or short neck.</p>
      <p>The ultrasonography was carried out in B-mode (gray scale), initially for the anatomic assessment. Subsequently, the spectral analysis in color Doppler and power Doppler was assessed to measure the power (amplitude) of the received signal and flow dynamics evaluation, in addition to the detection of the blood velocity waveform (spectral analysis). At the end, to investigate the degree of stenosis of the carotid arteries, both aforementioned criteria were used (image and velocity), according to the last consensus for internal carotid artery stenosis by Doppler ultrasonography<sup>9</sup>.</p>
      <p>The main indicator for stenosis screening was the measurement of the flow velocity associated to the identification of atherosclerotic plaques in the bulb and the emergence of the internal carotid artery (ICA). The criteria for carotid disease were the following: absent (peak systolic velocity - PSV - of the ICA &lt;125 cm/s and absence of visible plaque or stenosis); mild, between 0% and 49% of stenosis (peak frequency &lt; 4 MHz = 125 cm/s and visible plaque or stenosis); moderate, between 50% and 69% (peak frequency &gt;4 MHz and visible plaque); severe, between 70% and 99% (PSV of the ICA &gt;230 cm/s and visible plaque or stenosis) and occlusion, 100% (absence of signal at color Doppler, spectral, power Doppler or gray-scale image)<sup>10</sup>.</p>
      <p>Two additional parameters were used to measure stenosis, when a) PSV of the ICA was not representative in relation to the extension of the disease due to technical or clinical factors; b) there was high degree stenosis on the opposite side; c) there was a discrepancy between the visual aspect and the end-diastolic velocity (EDV) of the ICA; d) increased flow velocity was observed in the common carotid artery (CCA); e) hyperdynamic cardiac state was observed; and f) low cardiac output was observed<sup>11</sup>.</p>
      <p>These parameters were (<xref ref-type="table" rid="en_07t01-body2">Table 1</xref>):</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_07t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>1) the PSV of the ICA/PSV of ACC ratio;</p>
      <p>2) the EDV of the ICA.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>All entered data were checked and the program SPSS 10.1 (SPSS Inc, Cary, NC) was used for the statistical analysis. The continuous variables were expressed as means &#177; standard deviations (SD) and compared by two-tailed Student's <italic>t</italic> test.</p>
      <p>Chi-square or Fisher's Exact tests were used to compare the categorical variables: patients with absence of hemodynamically significant CS and coronary artery disease (CAD) <italic>versus</italic> patients with coexisting CS and CAD. A p-value &lt; 0.05 was considered statistically significant.</p>
      <p>For the calculation of the sample size (n), considering a beta error of 20% and an expected frequency of 7.9%, at least 372 individuals were necessary to obtain a statistical difference (p-value &lt; 0.05), in relation to independent predictors of CVA.</p>
      <p>The present study was financially supported by Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (The State of Rio Grande do Sul Research Support Foundation).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the sequence of 457 patients submitted to MRS from May 2007 to April 2008, seven were lost: five due to emergency surgeries performed on weekends and holidays and two cases that refused to participate. Therefore, a total of 450 patients were studied.</p>
      <p>Mean age (&#177;SD) was 62.2&#177;9.4 years (ranging from 38 to 85 years) and 295 (65.6%) individuals were males. The basal clinical characteristics of the studied population are shown in <xref ref-type="table" rid="en_07t02-body2">Table 2</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_07t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Although differences were observed among many variables regarding the prevalence of CS, these were not statistically significant, differently from the findings of the physical examination on abdominal circumference (p=0.007) and carotid bruit (p&lt; 0.001).</p>
      <p>The carotid bruit was associated with hemodynamically significant stenosis in 29 (34.5%) of the patients with SCS and in 41 (11.2%) of those with CS &lt; 50%.</p>
      <p>Regarding the presence of carotid bruit, the sensitivity was 34.5%, the specificity was 88.8%, the positive predictive value was 41.4% , the negative predictive value was 85.5%, the positive likelihood ratio was 3.1% and the negative likelihood ratio was 0.73% for hemodynamically significant stenosis. The odds ratio for individuals with carotid bruit was 4.24-fold higher for hemodynamically significant stenosis. The prevalence of CS &gt; 50% was 18.7% among the total number of studied patients.</p>
      <p>According with the degree of stenosis (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>), 77.8% (350) of the patients presented stenosis &lt;50%, 11.6% (52) presented stenosis between 50-69%, 6.9% (31) presented stenosis between 70-99% and 0.2% (01) of the patients presented carotid artery occlusion. The examination was normal in 3.6% (16) of the patients.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In the present study, the prevalence of CS was high (18.7%) even when compared to other studies that included patients with coronary disease, which showed a range between 4 and 17% of hemodynamically significant stenosis<sup>11-15</sup>. This fact may express the improvement in the diagnostic method or be associated with the higher disease severity presented by the patients treated at our institution.</p>
      <p>If the patient with CAD presents carotid bruit, although it is a low-sensitivity finding, there is a 30-50% possibility that the stenosis is &gt;50% at the ultrasound assessment<sup>16</sup>. In the present study, patients with carotid bruit presented a 4.24-fold higher risk for hemodynamically significant stenosis, which reinforces the importance of the physical examination.</p>
      <p>There was no statistically significant difference in relation to risk factors for carotid disease in severe coronariopathies, regarding gender, age, smoking status, dyslipidemia, arterial hypertension, family history of acute myocardial infarction or cerebrovascular accident.</p>
      <p>Although the difference in CS incidence between males and females was apparently high, it was not statistically significant, probably due to the small sample size. The same might be true regarding the classic risk factors, such as smoking status, peripheral obstructive arterial disease, dyslipidemia and age.</p>
      <p>The ultrasonography is the first-choice, complementary noninvasive method employed for the diagnosis of carotid atherosclerotic disease with a sensitivity of 90% to 98% and specificity close to 95%, similar to the magnetic resonance angiography<sup>17</sup>, mainly in stenosis &gt; 70%<sup>18</sup>. It has the lowest cost and provides the essential information to outline the intraluminal anatomy and also presents good reproducibility, does not require any preparation and can be performed at the bedside, although it is professional and dependent<sup>19</sup>.</p>
      <p>Additionally, it potentially extends the diagnostic procedure to a much larger population with asymptomatic disease<sup>20</sup>.</p>
      <p>However, in this context, we know that most patients do not have access to the diagnosis of CS before the MRS, notably those originally from the public health system.</p>
      <p>The management of the cerebrovascular disease has clearly shown that the surgery, associated with the best clinical therapy, in comparison with the latter alone, significantly decreases the risk of cerebral infarction in symptomatic patients with atheromatous plaques in the carotid bifurcation, which cause stenosis between 70% and 99%<sup>21</sup>.</p>
      <p>For instance, patients with a degree of CS between 70% and 99% demonstrated by arteriography, symptomatic, with non-incapacitating, confirmed hemispheric or ocular neurological signs initiated within the last 120 days, with a duration &gt; 24 hours, submitted to endarterectomy, indicated only by the percentage of stenosis, presented a decrease in the absolute risk for combined outcomes of death or CVA &gt; 15% in five years, even with a perioperative risk of CVA and death of 6%, producing a number necessary to treat (NNT) of 6.3 (95% CI: 5-9)<sup>22-24</sup>. This conclusion has an "A" level of evidence<sup>25</sup>.</p>
      <p>On the other hand, the patients without neurological signs such as CVA or transient ischemia, with stenosis of 60% to 99%, submitted to the surgical treatment obtained an absolute risk decrease close to 5.5% in five years, with a NNT of 20, considering a combined perioperative risk of 2% to 3%. Apparently, women would present a higher benefit and therefore, a ten-year analysis is necessary<sup>26,27</sup>.</p>
      <p>The MRS in patients with severe stenosis of the ICA is associated with CVA in 2% to 3% of the cases<sup>12</sup>, increasing to 7% in MRS combined with valvulopathy surgeries<sup>1</sup>. This might be prevented in 40% to 50% of the cases, being one of the most feared perioperative complications, with a mortality of up to 38%<sup>2</sup>.</p>
      <p>The more complex care in MRS must be directed at patients with high-degree stenosis of the carotid artery who, when submitted to extracorporeal circulation, can suffer a drop in blood pressure or distal flow so severe that can generate an ischemic event, due to the vasodilator response to low perfusion.</p>
      <p>In several countries, the prevalence of CS is variable in patients candidate to MRS. In Brazil, there has been a single report with a 50-individual sample and the rate was 48% and 32% in patients with CS <underline>&gt;</underline>50 and <underline>&gt;</underline>70%, respectively<sup>28</sup>.</p>
      <p>The screening for CS, mainly in asymptomatic individuals<sup>29</sup>, combined with prophylactic or not brain revascularization<sup>30</sup>, decreases the rate of CVA in the intraoperative as well as in the postoperative periods.</p>
      <p>The screening can also aid the diagnosis and follow-up of cases that have an indication for conservative treatment, because the CS is a risk marker itself that persists regardless of its treatment<sup>31</sup> and an opportunity to observe the vascular health in general<sup>32</sup>. To prevent the CVA, the identification and quantification of the CS are of utmost importance<sup>33</sup>.</p>
      <p>The presence of significant CS can change the surgical conduct with acceptable risks and costs, with the latter two being similar in concomitant surgeries<sup>34</sup>, as well as in carotid revascularization with subsequent MRS<sup>35</sup>.</p>
      <p>Some authors have recommended the study of carotid disease in all patients candidate to MRS<sup>14</sup>. Others, only in cases presenting high risk: age older than 65 years<sup>36</sup>, cervical bruit at physical examination, previous CVA or transient ischemic attack, peripheral obstructive arterial disease, systemic arterial hypertension, left coronary artery trunk stenosis, history of smoking, diabetes mellitus and aortic arch atherosclerosis<sup>37</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Clinical implications</bold>
      </p>
      <p>The angiography is the traditional and gold-standard method for cerebrovascular assessment in symptomatic individuals, but due to its high cost<sup>18</sup>, elevated risk of CVA and other complications<sup>39</sup>, the exclusive use of noninvasive assessment has been defended<sup>19</sup>.</p>
      <p>The cerebrovascular disease remains under intense monitoring and new techniques, such as the endovascular management and the pharmacological treatment of atherosclerosis remain under full development. The search for a decrease in morbimortality and costs must include the component regarding the investigation. Therefore, the effort for the stringent use of diagnostic methods and the consequent decrease in expenses and ensuing complications contribute to a more satisfactory treatment.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The prevalence of carotid stenosis was high in the present study, suggesting that it is a high-risk population that can benefit from an early diagnosis of the disease.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Marcelo Pereira da Rosa, from <italic>Instituto de Cardiologia do RS/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Prevalencia de estenosis carotidea en pacientes con indicaci&#243;n de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: A&#250;n cuando la aterosclerosis carotidea es la principal causa de accidente cerebrovascular, la prevalencia de estenosis cl&#237;nicamente significativa (&gt;50%) permanece desconocida en nuestro medio, principalmente en individuos con indicaci&#243;n de cirug&#237;a electiva de revascularizaci&#243;n de miocardio. OBJETIVO: Identificar la prevalencia y el grado de estenosis carotidea en individuos con indicaci&#243;n de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, en un centro de referencia en cardiolog&#237;a en Brasil. M&#201;TODOS: Estudio transversal, en el que fueron evaluados 457 pacientes consecutivos y de ambos g&#233;neros, entre mayo de 2007 y abril de 2008, mediante ecograf&#237;a Doppler color de arterias car&#243;tidas, en el preoperatorio de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica electiva. Para el an&#225;lisis estad&#237;stico se utiliz&#243; el programa SPSS 10.1. Un valor-p&lt;0,05 fue considerado significativo. En el transcurso del estudio se perdi&#243; 7 pacientes. RESULTADOS: El promedio de edad (desviaci&#243;n est&#225;ndar) fue de 62,2 &#177; 9,4 a&#241;os y el 65,6% era de g&#233;nero masculino. La prevalencia de estenosis carotidea significativa fue de 18,7%. En cuanto a la estratificaci&#243;n del grado de estenosis carotidea: ausencia de estenosis en un 3,6%, estenosis inferior al 50%, en un 77,8%, estenosis entre el 50% y el 69% en un 11,6%, estenosis entre el 70% y el 99% en un 6,9% y oclusi&#243;n de la arteria en un 0,2% de los pacientes. La sensibilidad y especificidad en relaci&#243;n al soplo carotideo fueron, respectivamente, del 34,5% y del 88,8%. CONCLUSI&#211;N: La prevalencia de estenosis carotidea significativa fue alta en la muestra estudiada, lo cual sugiere que se trata de poblaci&#243;n de alto riesgo para accidente cerebrovascular.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Estenosis de las car&#243;tidas</kwd>
        <kwd>enfermedades de las arterias car&#243;tidas</kwd>
        <kwd>puente de arteria coronaria</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prevalencia de estenosis carotidea en pacientes con indicaci&#243;n de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Marcelo Pereira da Rosa; Vera L&#250;cia Portal</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do RS/FUC, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A&#250;n cuando la aterosclerosis carotidea es la principal causa de accidente cerebrovascular, la prevalencia de estenosis cl&#237;nicamente significativa (<underline>&gt;</underline>50%) permanece desconocida en nuestro medio, principalmente en individuos con indicaci&#243;n de cirug&#237;a electiva de revascularizaci&#243;n de miocardio.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Identificar la prevalencia y el grado de estenosis carotidea en individuos con indicaci&#243;n de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, en un centro de referencia en cardiolog&#237;a en Brasil.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudio transversal, en el que fueron evaluados 457 pacientes consecutivos y de ambos g&#233;neros, entre mayo de 2007 y abril de 2008, mediante ecograf&#237;a Doppler color de arterias car&#243;tidas, en el preoperatorio de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica electiva. Para el an&#225;lisis estad&#237;stico se utiliz&#243; el programa SPSS 10.1. Un valor-p&lt;0,05 fue considerado significativo. En el transcurso del estudio se perdi&#243; 7 pacientes.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> El promedio de edad (desviaci&#243;n est&#225;ndar) fue de 62,2 &#177; 9,4 a&#241;os y el 65,6% era de g&#233;nero masculino. La prevalencia de estenosis carotidea significativa fue de 18,7%. En cuanto a la estratificaci&#243;n del grado de estenosis carotidea: ausencia de estenosis en un 3,6%, estenosis inferior al 50%, en un 77,8%, estenosis entre el 50% y el 69% en un 11,6%, estenosis entre el 70% y el 99% en un 6,9% y oclusi&#243;n de la arteria en un 0,2% de los pacientes. La sensibilidad y especificidad en relaci&#243;n al soplo carotideo fueron, respectivamente, del 34,5% y del 88,8%.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La prevalencia de estenosis carotidea significativa fue alta en la muestra estudiada, lo cual sugiere que se trata de poblaci&#243;n de alto riesgo para accidente cerebrovascular.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Estenosis de las car&#243;tidas, enfermedades de las arterias car&#243;tidas/diagn&#243;stico, puente de arteria coronaria.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La aterosclerosis es una enfermedad inflamatoria cr&#243;nica, sist&#233;mica, compleja y multifactorial, que puede manifestarse simult&#225;neamente en m&#225;s de un sitio del lecho arterial. El pron&#243;stico del individuo podr&#225; ser diferente, dependiendo de los lugares donde se desarrolla la placa ateromatosa.</p>
      <p>El avance t&#233;cnico, quir&#250;rgico y anest&#233;sico de la cirug&#237;a cardiaca es indiscutible, pero la complicaci&#243;n neurol&#243;gica, principalmente el accidente cerebrovascular (ACV), secundaria a la estenosis carotidea significativa (ECS), sigue preocupando a los equipos asistenciales y deben utilizarse todas las estrategias para reducirla en el perioperatorio<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>El ACV constituye la segunda mayor causa de muerte entre las enfermedades vasculares, siendo superado solamente por los s&#237;ndromes isqu&#233;micos coronarios. En Brasil constituye la tercera causa, luego del c&#225;ncer y las enfermedades card&#237;acas, estim&#225;ndose que ocurren aproximadamente 250 mil por a&#241;o<sup>4</sup>. Es una enfermedad muchas veces incapacitante, de considerable impacto socioecon&#243;mico, familiar y, por consiguiente, en la calidad de vida<sup>5</sup>. De los afectados, un tercio evoluciona de forma satisfactoria, un tercio muere y el tercio restante sobrevive con secuelas.</p>
      <p>A pesar de la magnitud del problema, se desconoce, en nuestro medio, la prevalencia de estenosis carotidea significativa y persiste la controversia sobre la necesidad de investigar su presencia en la rutina preoperatoria de la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (CRM), considerando el alto costo y las condiciones socioecon&#243;micas desfavorables de nuestro pa&#237;s.</p>
      <p>Siendo as&#237;, pretendemos evaluar, prospectivamente, la prevalencia y el grado de estenosis carotidea en pacientes con enfermedad coronaria grave con indicaci&#243;n de CRM en un centro de referencia en cardiolog&#237;a en Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Metodolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Estudio transversal aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n local y realizado en una unidad de internaci&#243;n del Sistema &#218;nico de Salud (SUS). La recolecci&#243;n de los datos se inici&#243; en mayo de 2007 y finaliz&#243; en abril de 2008.</p>
      <p>Los pacientes internados o referidos, que ten&#237;an indicaci&#243;n de CRM<sup>6,7</sup>, fueron invitados a participar del triage de EC en el preoperatorio.</p>
      <p>Luego de firmar el Consentimiento Informado, respondieron a un cuestionario para identificaci&#243;n detallada de la historia m&#233;dica actual y antecedentes patol&#243;gicos, historia familiar de enfermedad ateroscler&#243;tica, historia personal de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (presi&#243;n sangu&#237;nea <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg o uso de antihipertensivos), dislipidemia (colesterol total &gt; 200 mg/dl, HDL-C &lt; 40 mg/dl y/o triglic&#233;ridos &gt; 150 mg/dl y/o uso de hipolipidemiantes), diabetes melitus (controlada con dieta; uso de hipoglucemiantes orales, insulina; nivel de glucosa en ayuno <underline>&gt;</underline> 126 mg/dl), obesidad (&#237;ndice de masa corporal <underline>&gt;</underline> 30 kg/m&#178;), tabaquismo (nunca, hasta un mes antes de la hospitalizaci&#243;n o actual) y uso de medicaci&#243;n, basado en la Directriz de Evaluaci&#243;n Perioperatoria de la Sociedad Brasilera de Cardiolog&#237;a<sup>8</sup>, aplicada por el investigador principal.</p>
      <p>Los pacientes fueron examinados en el preoperatorio, con &#233;nfasis en la palpaci&#243;n de fr&#233;mito y auscultaci&#243;n de soplo cervical (tratando de excluir soplo card&#237;aco irradiado). Se registraron los datos antropom&#233;tricos, adem&#225;s de informaciones sobre la anestesia y el procedimiento quir&#250;rgico.</p>
      <p>Luego de la evaluaci&#243;n cl&#237;nica y el laboratorio de rutina, se realiz&#243; a los pacientes una ecograf&#237;a <italic>Doppler</italic> color de arterias car&#243;tidas. Las ecograf&#237;as fueron realizadas por tres m&#233;dicos especializados en ecograf&#237;a vascular por la Sociedad Brasilera de Angiolog&#237;a y Cirug&#237;a Vascular/Colegio Brasilero de Radiolog&#237;a, que desconoc&#237;an cualquier dato de historia cl&#237;nica o de examen f&#237;sico del paciente y que adoptaron criterios iguales para el diagn&#243;stico de EC.</p>
      <p>El examen fue llevado a cabo con un ec&#243;grafo (GE Logiq 500; <italic>General Electric Medical Systems</italic>, Milwaukee, WI) con transductor linear de alta frecuencia de 7,5 MHz y convexo de 3,75 MHz, apropiado para casos de bifurcaci&#243;n carotidea alta, tortuosidades arteriales o cuello corto.</p>
      <p>Se realiz&#243; ecograf&#237;a modo B (escala de grises), inicialmente, para evaluaci&#243;n anat&#243;mica. A continuaci&#243;n, el an&#225;lisis espectral con modo <italic>Doppler</italic> color y <italic>power Doppler</italic> fue evaluado para medir la potencia (amplitud) de la se&#241;al recibida y examen de la din&#225;mica del flujo, adem&#225;s de la detecci&#243;n de la forma de la onda de la velocidad sangu&#237;nea (an&#225;lisis espectral). Finalmente, para averiguar el grado de estenosis de las arterias car&#243;tidas, se utilizaron ambos criterios mencionados (imagen y velocidad), conforme el &#250;ltimo consenso para estenosis de arteria car&#243;tida interna por ecograf&#237;a <italic>Doppler</italic> <sup>9</sup>.</p>
      <p>El principal indicador utilizado para la b&#250;squeda de estenosis fue la medida de la velocidad de flujo asociada a la identificaci&#243;n de placas ateromatosas en el bulbo y en la emergencia de la arteria car&#243;tida interna (ACI). Los criterios para enfermedad carotidea fueron los siguientes: ausente (velocidad de pico sist&#243;lico -VPS- de la ACI &lt; 125 cm/s y ausencia de placa o de estenosis visibles); leve, entre el 0% y el 49% de estenosis (frecuencia de pico &lt; 4 MHz = 125 cm/s y placa o estenosis visibles); moderado, entre el 50% y el 69% (frecuencia de pico &gt; 4 MHz y placa visible); severo, entre el 70% y el 99% (VPS de la ACI &gt; 230 cm/s y placa o estenosis visibles) y oclusi&#243;n, 100% (ausencia de se&#241;al al <italic>Doppler</italic> color, espectral, <italic>power Doppler</italic> o imagen en escala de grises)<sup>10</sup>.</p>
      <p>Se utilizaron dos par&#225;metros adicionales para comparaci&#243;n de la estenosis, cuando: a) la VPS de la ACI no fuese representativa en relaci&#243;n a la extensi&#243;n de la enfermedad por factores t&#233;cnicos o cl&#237;nicos; b) estenosis de alto grado en el lado opuesto; c) discrepancia entre el aspecto visual y la velocidad diast&#243;lica final (VDF) de la ACI; d) velocidad de flujo de la arteria car&#243;tida com&#250;n (ACC) aumentada; e) estado card&#237;aco hiperdin&#225;mico; f) bajo d&#233;bito<sup>11</sup>.</p>
      <p>Estos par&#225;metros fueron (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>):</p>
      <disp-quote>
        <p>1- la relaci&#243;n de la VPS de la ACI con la VPS de la ACC,</p>
        <p>2- la VDF de la ACI.</p>
        <table-wrap id="t1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </disp-quote>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Para el an&#225;lisis estad&#237;stico, se reunieron todos los datos digitados y se utiliz&#243; el programa SPSS 10.1 (SPSS Inc, Cary, NC).</p>
      <p>Las variables continuas fueron expresadas en promedio &#177; desviaci&#243;n est&#225;ndar (DE), comparadas mediante el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> de dos colas.</p>
      <p>Para comparar las variables categ&#243;ricas: pacientes con ausencia de EC hemodin&#225;micamente significativa y enfermedad arterial coronaria (EAC) versus pacientes con EC y EAC coexistente, se utilizaron los test de chi-cuadrado o exacto de <italic>Fisher</italic>.</p>
      <p>Se consider&#243; estad&#237;sticamente significativo un valor p&lt;0,05.</p>
      <p>Para el c&#225;lculo del tama&#241;o de la muestra (n), consider&#225;ndose un error beta del 20% y una frecuencia esperada del 7,9%, eran necesarios, como m&#237;nimo, 372 individuos para obtener diferencia estad&#237;stica (valor p&lt;0,05) en relaci&#243;n a los predictores independientes de ACV.</p>
      <p>Este trabajo fue realizado con recursos de la Fundaci&#243;n de Amparo a la Investigaci&#243;n del Estado de Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De la secuencia de 457 pacientes sometidos a la CRM, en el per&#237;odo de mayo de 2007 a abril de 2008, se perdieron siete casos: cinco debido a la cirug&#237;a de urgencia realizada en los fines de semana y feriados y dos que se negaron a participar. Finalmente, se analizaron datos de 450 pacientes.</p>
      <p>El promedio de edad (&#177;DE) fue de 62,2&#177;9,4 a&#241;os (variando de 38 a 85), de estos, 295 (65,6%) eran hombres. Las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas basales de la poblaci&#243;n estudiada se pueden observar en la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>A&#250;n cuando se hayan observado diferencias entre muchas variables en la prevalencia de EC, no fueron estad&#237;sticamente significativas, al contrario de los hallazgos de examen f&#237;sico de circunferencia abdominal (p=0,007) y soplo carotideo (p&lt;0,001).</p>
      <p>El soplo carotideo se relacion&#243; a la estenosis hemodin&#225;micamente significativa en 29 (34,5%) enfermos con EC significativa y en 41 (11,2%) con EC inferior al 50%.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la presencia de soplo carotideo, la sensibilidad fue del 34,5%, la especificidad del 88,8%, valor predictivo positivo del 41,4% y negativo del 85,5%, raz&#243;n de verosimilitud positiva del 3,1% y negativa del 0,73% para estenosis hemodin&#225;micamente significativa. La raz&#243;n de chances para pacientes con soplo carotideo fue 4,24 veces mayor para estenosis hemodin&#225;micamente significativa.</p>
      <p>La prevalencia fue del 18,7% de EC &gt; 50%, en el total de pacientes estudiados.</p>
      <p>De acuerdo con el grado de estenosis (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref>), el 77,8% (350) de los pacientes presentaron estenosis &lt;50%, el 11,6% (52), estenosis entre un 50-69%, el 6,9% (31), estenosis entre un 70-99% y el 0,2% (01) de los pacientes, oclusi&#243;n de la arteria car&#243;tida. El examen fue normal en el 3,6% (16) de los pacientes.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0182-00002-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En nuestro estudio, la prevalencia de EC fue elevada (18,7%) a&#250;n si se compara con otros estudios con pacientes con enfermedad coronaria, donde se encontr&#243; de un 4 a un 17% de estenosis hemodin&#225;micamente significativa<sup>11-15</sup>. Este hecho puede expresar el perfeccionamiento en el m&#233;todo diagn&#243;stico, o estar relacionado a una mayor gravedad de los pacientes con acceso a esta instituci&#243;n.</p>
      <p>Si el paciente con enfermedad arterial coronaria presenta un soplo carotideo, a pesar de ser un hallazgo con baja sensibilidad, hay entre un 30 y un 50% de posibilidad de que la estenosis sea superior al 50% en la ecograf&#237;a<sup>16</sup>. En este estudio, pacientes con soplo carotideo presentaron un riesgo 4,24 veces mayor de estenosis hemodin&#225;micamente significativa, lo que refuerza la importancia del examen f&#237;sico.</p>
      <p>No existi&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa con relaci&#243;n a los factores de riesgo para enfermedad carotidea en pacientes coronarios graves, en cuanto al g&#233;nero, edad, antecedentes de tabaquismo, dislipidemia, hipertensi&#243;n arterial, antecedentes familiares de infarto agudo de miocardio o accidente cerebrovascular.</p>
      <p>A&#250;n cuando la diferencia de incidencia de EC entre hombres y mujeres sea aparentemente grande, no fue estad&#237;sticamente significativa, probablemente debido a la casu&#237;stica reducida. Lo mismo pode aplicarse en relaci&#243;n a factores de riesgo cl&#225;sicos como el tabaquismo, enfermedad arterial obstructiva perif&#233;rica, dislipidemia y edad.</p>
      <p>La ecograf&#237;a es el m&#233;todo (elegido para este estudio) complementario, de primera elecci&#243;n, no invasivo, empleado en el diagn&#243;stico de la enfermedad ateroscler&#243;tica carotidea, con sensibilidad del 90% al 98% y especificidad pr&#243;xima al 95%, semejantes a la angiograf&#237;a por resonancia magn&#233;tica<sup>17</sup>, especialmente en las estenosis &gt; 70%<sup>18</sup>. Presenta el menor costo y provee las informaciones esenciales para delinear la anatom&#237;a intraluminal, adem&#225;s de tener buena reproducibilidad, no exigir preparaci&#243;n, poder ser realizado al lado de la cama, aunque sea profesional-dependiente<sup>19</sup>. Adem&#225;s, potencialmente, extiende el procedimiento diagn&#243;stico a una poblaci&#243;n mucho mayor con enfermedad asintom&#225;tica<sup>20</sup>.</p>
      <p>Sin embargo, en este contexto, sabemos que la mayor&#237;a de los pacientes en nuestro medio no tiene acceso al diagn&#243;stico de EC previo a la CRM, principalmente aquellos provenientes del SUS.</p>
      <p>El manejo de la enfermedad cerebrovascular demostr&#243; claramente que la cirug&#237;a, asociada a la mejor terap&#233;utica cl&#237;nica, comparada con esta &#250;ltima, reduce significativamente el riesgo de infarto cerebral en pacientes sintom&#225;ticos con placas de ateroma en la bifurcaci&#243;n carotidea, que provocan estenosis entre el 70% y el 99%<sup>21</sup>.</p>
      <p>Por ejemplo, en pacientes con grado de EC entre el 70% y el 99%, evidenciada por arteriograf&#237;a, sintom&#225;ticos, con signos neurol&#243;gicos hemisf&#233;ricos u oculares no incapacitantes, iniciados en los &#250;ltimos 120 d&#237;as, comprobados y con duraci&#243;n superior a 24 horas, sometidos a una endarterectom&#237;a, indicada solamente por el porcentaje de estenosis, se redujo el riesgo absoluto para desenlaces combinados de muerte o ACV, m&#225;s del 15% en cinco a&#241;os, a&#250;n con un riesgo perioperatorio de ACV y muerte del 6%, produciendo un n&#250;mero necesario para tratar (NNT) de 6,3 (Intervalo de Confianza del 95%; 5-9)<sup>22-24</sup>. Esta conclusi&#243;n tiene nivel de evidencia A<sup>25</sup>.</p>
      <p>Por otro lado, los pacientes sin signos neurol&#243;gicos como ACV o isquemia transitoria, con estenosis del 60% al 99% sometidos a tratamiento quir&#250;rgico obtuvieron una reducci&#243;n de riesgo absoluto pr&#243;ximo del 5,5% en cinco a&#241;os y con un NNT de 20, considerando un riesgo combinado perioperatorio del 2% al 3%. Aparentemente, las mujeres tendr&#237;an un beneficio menor, y por eso es necesario un an&#225;lisis en diez a&#241;os<sup>26,27</sup>.</p>
      <p>La CRM, en pacientes con estenosis severa de arteria car&#243;tida interna (ACI), est&#225; asociada a ACV en el 2% a 3%<sup>12</sup>, y aumenta al 7% en la CRM combinada con cirug&#237;as valvulares<sup>1</sup>. Esto puede evitarse en un 40% a 50% de los casos, siendo una de las m&#225;s temibles complicaciones perioperatorias, con una mortalidad de hasta un 38%<sup>2</sup>.</p>
      <p>Los cuidados mayores, en la CRM, deben dirigirse a los pacientes con estenosis de alto grado en arteria car&#243;tida que, cuando son colocados en circulaci&#243;n extracorp&#243;rea, pueden sufrir una ca&#237;da de presi&#243;n o de flujo distales tan acentuada, que puede generar un evento isqu&#233;mico, por respuesta vasodilatadora debido a la baja perfusi&#243;n.</p>
      <p>En varios lugares, la prevalencia de EC es variable en candidatos a la CRM. En Brasil, existe referencia de un &#250;nico estudio con una muestra de 50 pacientes, donde la tasa fue del 48% y 32% en pacientes con EC, <underline>&gt;</underline>50 y <underline>&gt;</underline>70%, respectivamente<sup>28</sup>.</p>
      <p>El triage para EC, sobretodo en asintom&#225;ticos<sup>29</sup>, combinado con revascularizaci&#243;n cerebral profil&#225;ctica o no<sup>30</sup> reduce la tasa de ACV tanto durante la cirug&#237;a como en el posquir&#250;rgico.</p>
      <p>El <italic>screening</italic> tambi&#233;n puede ayudar en el diagn&#243;stico y seguimiento de los casos en que existe indicaci&#243;n de tratamiento conservador, porque la EC es un marcador de riesgo <italic>per se</italic> que persiste independiente de su tratamento<sup>31</sup> y una oportunidad para observar la salud vascular en general<sup>32</sup>. Para prevenci&#243;n del ACV, la identificaci&#243;n y la cuantificaci&#243;n de la EC son de primordial importancia<sup>33</sup>.</p>
      <p>La presencia de EC significativa puede cambiar la conducta quir&#250;rgica con riesgos y costos aceptables, siendo estos semejantes tanto en las cirug&#237;as concomitantes<sup>34</sup> como en la revascularizaci&#243;n carotidea con CRM subsiguiente<sup>35</sup>.</p>
      <p>Algunos autores recomiendan el estudio de la enfermedad carotidea en todos los pacientes candidatos a la CRM<sup>14</sup>. Otros, solamente en casos de alto riesgo: edad superior a 65 a&#241;os<sup>36</sup>, soplo cervical al examen f&#237;sico, ACV o accidente isqu&#233;mico transitorio previos, enfermedad arterial obstructiva perif&#233;rica, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, estenosis del tronco de la arteria coronaria izquierda, antecedentes de tabaquismo, <italic>diabetes mellitus</italic> y aterosclerosis del arco a&#243;rtico<sup>37</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Implicancias cl&#237;nicas</bold>
      </p>
      <p>La angiograf&#237;a es el m&#233;todo tradicional y patr&#243;n oro para la evaluaci&#243;n cerebrovascular en personas con s&#237;ntomas, pero se ha privilegiado el uso exclusivo de ex&#225;menes no invasivos<sup>19</sup> debido al costo elevado<sup>38</sup>, el riesgo de ACV y otras complicaciones<sup>39</sup>.</p>
      <p>La enfermedad cerebrovascular permanece bajo intenso control y se encuentran en pleno desarrollo nuevas t&#233;cnicas, como el manejo endovascular y el tratamiento farmacol&#243;gico de la aterosclerosis. La b&#250;squeda de reducci&#243;n de la morbimortalidad y de los costos debe incluir un presupuesto respetable para la investigaci&#243;n. De esa forma, el esfuerzo por la utilizaci&#243;n acertada de los m&#233;todos diagn&#243;sticos y la consiguiente disminuci&#243;n de los gastos y de las complicaciones derivadas, contribuyen a un tratamiento m&#225;s satisfactorio.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia de estenosis carotidea en este estudio fue elevada, lo que sugiere que se trata de una poblaci&#243;n de alto riesgo y que puede beneficiarse con el diagn&#243;stico previo de la enfermedad.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por la Fundaci&#243;n de Amparo a la Investigaci&#243;n del Estado de Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Marcelo Pereira da Rosa por el programa de Postgrado del Instituto de Cardiolog&#237;a de RS/Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
