<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="editorial">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">RzdGt4Z9Jwg8jDbk7Mbzd5D</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000200002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400202</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000200002</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Evolu&#231;&#227;o da cirurgia cardiovascular: a saga brasileira. Uma hist&#243;ria de trabalho, pioneirismo e sucesso</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Braile</surname>
            <given-names>Domingo M.</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Gomes</surname>
            <given-names>Walter J.</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff03"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S.J. Rio Preto,</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <aff id="aff03">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Escola Paulista de Medicina </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <aff id="aff02">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Campinas</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Campinas</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>151</fpage>
      <lpage>152</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Evolu&#231;&#227;o da cirurgia cardiovascular. A saga brasileira. Uma hist&#243;ria de trabalho, pioneirismo e sucesso</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Domingo M. Braile<sup>I, II</sup>; Walter J. Gomes<sup>III</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Faculdade Estadual de Medicina de S.J. Rio Preto, S.J. Rio Preto, SP - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas Unicamp, Campinas, SP - Brasil </p>
    <p><sup>III</sup>Escola Paulista de Medicina Unifesp, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Procedimentos cir&#250;rgicos cardiovasculares/hist&#243;ria/ tend&#234;ncias.</p>
    <p>A cirurgia cardiovascular foi e tem sido intensamente escrutinada e avaliada. Os cirurgi&#245;es card&#237;acos, por sua vez, t&#234;m consistentemente liderado no mundo os esfor&#231;os em coletar, analisar e aplicar os resultados cir&#250;rgicos a fim de melhorar a qualidade e reavaliar condutas e procedimentos<sup>1</sup>. Neste contexto, a cirurgia card&#237;aca brasileira &#233; uma das mais respeitadas do mundo, com 116.821 procedimentos em 2008, segundo o DATASUS<sup>2</sup>, permitindo a uma institui&#231;&#227;o de renome, como o Incor, ter realizado mais de 71 mil procedimentos apenas entre 1984 e 2007, conforme levantamento do artigo "Evolu&#231;&#227;o da Cirurgia Cardiovascular no Instituto do Cora&#231;&#227;o: An&#225;lise de 71.305 Opera&#231;&#245;es", de Lisboa e cols.<sup>3</sup>, publicado na p&#225;gina <bold>174.</bold></p>
    <p>Poucas especialidades no pa&#237;s contribu&#237;ram tanto para o desenvolvimento do conhecimento quanto a cirurgia card&#237;aca brasileira. Assim, no campo da cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, por exemplo, as duas contribui&#231;&#245;es que mais melhoraram os resultados cir&#250;rgicos no mundo foram introduzidas por cirurgi&#245;es brasileiros, a saber, a t&#233;cnica de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com o cora&#231;&#227;o batendo (conhecida como t&#233;cnica sem uso de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea) e a utiliza&#231;&#227;o dos enxertos duplos de art&#233;ria mam&#225;ria interna. No tratamento cir&#250;rgico da insufici&#234;ncia card&#237;aca, as t&#233;cnicas atualmente utilizadas no mundo foram desenvolvidas por cirurgi&#245;es cardiovasculares brasileiros.</p>
    <p>Esta pujan&#231;a n&#227;o &#233; obra do acaso, mas sim resultado de um trabalho &#225;rduo desenvolvido duranted&#233;cadas, por pioneiros como os doutores Euryclides Zerbini, Adib Jatene e Hugo Felipozzi, que arrega&#231;aram as mangas para obter tecnologia nacional que permitisse realizar as opera&#231;&#245;es a c&#233;u aberto, quase simultaneamente com a experi&#234;ncia dos centros americanos liderados por Gibbon, Kirklin e Lillehei. Apenas dois anos ap&#243;s John Gibbon ter desenvolvido a primeira m&#225;quina de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC) nos EUA, o Dr. Felipozzi e sua equipe conseguiram realizar, em 15 de outubro de 1955, uma opera&#231;&#227;o a c&#233;u aberto no Brasil, usando equipamento desenvolvido em nosso pa&#237;s, no Instituto de Cardiologia Sabbado D'Angelo. No ano seguinte, foi feito o primeiro procedimento com CEC total<sup>4</sup>.</p>
    <p>Em 1958, Zerbini, Jatene e equipe tamb&#233;m desenvolveram a m&#225;quina de CEC, utilizando-a nas cirurgias realizadas no Hospital das Cl&#237;nicas. Em 1968, Zerbini faz o primeiro transplante, apenas um ano ap&#243;s Christiaan Barnard.</p>
    <p>D&#233;cadas depois, a cirurgia cardiovascular brasileira encontra-se em situa&#231;&#227;o s&#243;lida, com profissionais e centros respeitados dentro e fora do pa&#237;s, ind&#250;strias nacionais que exportam equipamentos como m&#225;quinas de CEC, oxigenadores e valvas biol&#243;gicas e mec&#226;nicas para os quatro cantos do mundo, economizando nossos d&#243;lares e gerando empregos. Diante deste quadro, &#233; fundamental fazer levantamentos constantes sobre o n&#250;mero de opera&#231;&#245;es, os acertos, as car&#234;ncias, a fim de que se possam implementar pol&#237;ticas p&#250;blicas mais eficientes, que permitam encurtar o caminho para a universaliza&#231;&#227;o do acesso &#224; Sa&#250;de, objetivo do SUS.</p>
    <p>Por isso, trabalhos desse g&#234;nero s&#227;o de extrema import&#226;ncia. Este, em particular, tem o m&#233;rito de fazer um profundo levantamento mostrando a evolu&#231;&#227;o do n&#250;mero de cirurgias cardiovasculares realizadas no Incor durante 24 anos. O n&#250;mero total impressiona, afinal, a m&#233;dia &#233; de 2971 procedimentos/ano - ou mais de 8 por dia. &#201; interessante notar que o n&#250;mero vem subindo. Se tomarmos a revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio como exemplo, os 856 procedimentos/ano, na d&#233;cada de 80, passaram a ser 1106/ano, atualmente. Este aumento se repete tamb&#233;m nas opera&#231;&#245;es valvares e na corre&#231;&#227;o de cardiopatias cong&#234;nitas.</p>
    <p>Nesses procedimentos ocorre redu&#231;&#227;o no &#237;ndice de mortalidade (nas cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica a m&#233;dia atual &#233; de 4,8%; nas opera&#231;&#245;es valvares, de 8,5% e nas corre&#231;&#245;es das cardiopatias cong&#234;nitas, de 5,3%). A mortalidade m&#233;dia, que no in&#237;cio era de 7,5%, caiu para 7,0% nos &#250;ltimos anos, dos quais 4,9% eram os procedimentos eletivos. N&#250;meros interessantes, mas que, como os pr&#243;prios autores apontam, podem ser ainda menores.</p>
    <p>V&#225;rios fatores levam &#224; diminui&#231;&#227;o da mortalidade, entre eles, o aperfei&#231;oamento dos profissionais, o desenvolvimento de novas drogas e a melhoria da qualidade de vida da popula&#231;&#227;o. O tema vem sendo debatido por v&#225;rios autores, entre os quais destaca-se o estudo de Brown e cols.<sup>5</sup>, que analisou 108.687 pacientes submetidos &#224; troca valvar entre 1997 e 2006, para concluir que houve uma queda na morbi-mortalidade, apesar do crescimento gradual da faixa et&#225;ria dos pacientes<sup>5</sup>. Outros trabalhos tamb&#233;m discutem o assunto, mostrando, tamb&#233;m, a tend&#234;ncia para o aumento da sobrevida<sup>6-9</sup>. Em 2007, a divulga&#231;&#227;o do estudo do cardiologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais Antonio Luiz Ribeiro gerou pol&#234;mica. Contendo dados de 2000 e 2003, o trabalho mostra que 8% dos pacientes morreram antes de receber a alta hospitalar. Hospitais de refer&#234;ncia em cirurgia cardiovascular dos Estados Unidos e da Inglaterra, por exemplo, apresentam em m&#233;dia 4% de mortalidade.</p>
    <p>Taxas de mortalidade t&#234;m sido comparadas entre bancos de dados de diferentes pa&#237;ses e continentes. Os resultados de mortalidade ap&#243;s cirurgia cardiovascular realizada em hospitais do SUS no Brasil se revelaram maiores quando comparados com os do banco de dados da Sociedade de Cirurgi&#245;es Tor&#225;cicos (STS - The Society for Thoracic Surgeons) nos Estados Unidos da Am&#233;rica.. Entretanto, &#233; preciso considerar que o banco de dados norte-americano &#233; volunt&#225;rio, engloba os resultados de hospitais de refer&#234;ncia, que recebem os pacientes com melhores indicadores socioecon&#244;micos e representam menos de 10% do total de cirurgias realizadas anualmente nos EUA.</p>
    <p>Gomes e cols.<sup>10</sup> destacaram que seria interessante fazer a compara&#231;&#227;o com bases de dados mais "compar&#225;veis", como os do servi&#231;o de sa&#250;de p&#250;blica dos pa&#237;ses europeus, que s&#227;o divergentes. No Reino Unido, o Registro de Cirurgia Card&#237;aca mostra mortalidade em cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica em torno de 3%, ao passo que na Espanha atinge uma taxa de 7,3%<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>A conclus&#227;o do artigo permanece extremamente v&#225;lida, tanto no &#226;mbito institucional como no nacional. A cirurgia cardiovascular continua em ascens&#227;o e a demanda de pacientes deve aumentar nos pr&#243;ximos anos, com a melhora do acesso da popula&#231;&#227;o ao sistema de sa&#250;de e de diagn&#243;stico e tamb&#233;m devido &#224; acelera&#231;&#227;o do envelhecimento populacional, com o consequente aumento na incid&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares. As pol&#237;ticas de sa&#250;de formuladas para a &#225;rea dever&#227;o ser necessariamente capazes de atender a estas necessidades.</p>
    <p>Procedimentos cir&#250;rgicos em septuagen&#225;rios e octogen&#225;rios t&#234;m sido cada vez mais frequentes. Caso os dados do Incor estejam dispon&#237;veis, poderia ser feito um novo estudo mostrando a evolu&#231;&#227;o no n&#250;mero de cirurgias por faixa et&#225;ria ao longo do per&#237;odo avaliado.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Domingo M. Braile </p>
        <p> Av. J.K., 1505 - Tarraf </p>
        <p> 15091-450 - S. J. Rio Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="dbraile@cardiol.br">dbraile@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="domingo@braile.com.br">domingo@braile.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo enviado em 10/02/09; revisado recebido em 16/04/09; aceito em 06/05/09.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Shahian DM,    Silverstein T, Lovett AF, Wolf RE, Normand SL. Comparison of clinical and administrative    data sources for hospital coronary artery bypass graft surgery report cards.    Circulation. 2007; 115(12): 1518-27.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparison of clinical and administrative data sources for hospital coronary artery bypass graft surgery report cards</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>1518</fpage>
          <lpage>27</lpage>
          <issue>12</issue>
          <volume>115</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Shahian</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silverstein</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lovett</surname>
              <given-names>AF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wolf</surname>
              <given-names>RE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Normand</surname>
              <given-names>SL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <label>2</label>
        <mixed-citation>2. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Datasus. Dados fornecidos diretamente pelo Datasus sob pedido formal. Bras&#237;lia; 2009.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Dados fornecidos diretamente pelo Datasus sob pedido formal</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Lisboa LAF,    Moreira LF, Dallan LA, Pomerantzeff P, Costa R, Puig LB, et al. Evolu&#231;&#227;o    da cirurgia cardiovascular no Instituto do Cora&#231;&#227;o: an&#225;lise    de 71.305 opera&#231;&#245;es. Arq Bras Cardiol. 2009 [94(2):174-81.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Evolu&#231;&#227;o da cirurgia cardiovascular no Instituto do Cora&#231;&#227;o: an&#225;lise de 71.305 opera&#231;&#245;es</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol.</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>174</fpage>
          <lpage>81</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>94</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lisboa</surname>
              <given-names>LAF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moreira</surname>
              <given-names>LF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dallan</surname>
              <given-names>LA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pomerantzeff</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Costa</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Puig</surname>
              <given-names>LB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Gomes WJ, Saba    JC, Buffolo E. 50 anos de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea no Brasil:    Hugo J. Felipozzi, o pioneiro da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea    no Brasil. Rev Bras Cir Cardiovasc. 2005; 20 (4): 1-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>50 anos de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea no Brasil: Hugo J. Felipozzi, o pioneiro da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea no Brasil</article-title>
          <source>Rev Bras Cir Cardiovasc</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>20</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gomes</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Saba</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Buffolo</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Brown JM, O'Brien    SM, Wu C, Sikora JAH, Griffith BP, Gammie JS. Isolated aortic valve replacement    in North America comprising 108,687 patients in 10 years: changes in risks,    valve types, and outcomes in the Society of Thoracic Surgeons National Database.    J Thorac Cardiovasc Surg. 2009; 137 (1): 82-90.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Isolated aortic valve replacement in North America comprising 108,687 patients in 10 years: changes in risks, valve types, and outcomes in the Society of Thoracic Surgeons National Database</article-title>
          <source>J Thorac Cardiovasc Surg</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>82</fpage>
          <lpage>90</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>137</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brown</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>O'Brien</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wu</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sikora</surname>
              <given-names>JAH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Griffith</surname>
              <given-names>BP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gammie</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Puskas JD, Kilgo    PD, Lattouf OM, Thourani VH, Cooper WA, Thomas A, et al. Off-Pump coronary bypass    provides reduced mortality and morbidity and equivalent 10-year survival. Ann    Thorac Surg. 2008; 86 (4): 1139-46.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Off-Pump coronary bypass provides reduced mortality and morbidity and equivalent 10-year survival</article-title>
          <source>Ann Thorac Surg</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>1139</fpage>
          <lpage>46</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>86</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Puskas</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kilgo</surname>
              <given-names>PD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lattouf</surname>
              <given-names>OM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thourani</surname>
              <given-names>VH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cooper</surname>
              <given-names>WA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thomas</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Miyahara K,    Matsuura A, Takemura H, Saito S, Sawaki S, Yoshioka T, et al. On-pump beating-heart    coronary artery bypass grafting after acute myocardial infarction has lower    mortality and morbidity. J Thorac Cardiovasc Surg. 2008; 135 (3): 521-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>On-pump beating-heart coronary artery bypass grafting after acute myocardial infarction has lower mortality and morbidity</article-title>
          <source>J Thorac Cardiovasc Surg</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>521</fpage>
          <lpage>6.</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>135</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Miyahara</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Matsuura</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Takemura</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Saito</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sawaki</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Yoshioka</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Liakopoulos    OJ, Choi YH, Haldenwang PL, Strauch J, Wittwer T, D&#246;rge H, et al. Impact    of preoperative statin therapy on adverse postoperative outcomes in patients    undergoing cardiac surgery: a meta-analysis of over 30000 patients. Eur Heart    J. 2008; 29 (12): 1548-59.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Impact of preoperative statin therapy on adverse postoperative outcomes in patients undergoing cardiac surgery: a meta-analysis of over 30000 patients</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>1548</fpage>
          <lpage>59</lpage>
          <issue>12</issue>
          <volume>29</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Liakopoulos</surname>
              <given-names>OJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Choi</surname>
              <given-names>YH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Haldenwang</surname>
              <given-names>PL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Strauch</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wittwer</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>D&#246;rge</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Tahir SM, Price    LL, Shah PB, Welt FGP. Eighteen year (1985-2002) analysis of incidence, mortality,    and cardiac procedure outcomes of acute myocardial infarction in patients &gt;    65 years of age. Am J Cardiol. 2008; 101 (7): 930-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Eighteen year (1985-2002) analysis of incidence, mortality, and cardiac procedure outcomes of acute myocardial infarction in patients &gt; 65 years of age</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>930</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>101</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tahir</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Price</surname>
              <given-names>LL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shah</surname>
              <given-names>PB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Welt</surname>
              <given-names>FGP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Gomes WJ, Mendon&#231;a    JT, Braile DM. Resultados em cirurgia cardiovascular: oportunidade para rediscutir    o atendimento m&#233;dico e cardiol&#243;gico no sistema p&#250;blico    de sa&#250;de do pa&#237;s. Rev Bras Cir Cardiovasc. 2007; 22 (4): III-VI.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Resultados em cirurgia cardiovascular: oportunidade para rediscutir o atendimento m&#233;dico e cardiol&#243;gico no sistema p&#250;blico de sa&#250;de do pa&#237;s</article-title>
          <source>Rev Bras Cir Cardiovasc</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>III</fpage>
          <lpage>VI</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>22</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gomes</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mendon&#231;a</surname>
              <given-names>JT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Braile</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Palma-Ruiz    M, Garc&#237;a de Due&#241;as L, Rodr&#237;guez-Gonz&#225;lez A, Sarr&#237;a-Santamera    A. Analysis of in-hospital mortality from coronary artery bypass grafting surgery.    Rev Esp Cardiol. 2003; 56 (7): 687-94.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Analysis of in-hospital mortality from coronary artery bypass grafting surgery</article-title>
          <source>Rev Esp Cardiol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>687</fpage>
          <lpage>94</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>56</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Palma-Ruiz</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Garc&#237;a de Due&#241;as</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodr&#237;guez-Gonz&#225;lez</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sarr&#237;a-Santamera</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Evolution of cardiovascular surgery: the Brazilian saga. A history of work, pioneering experience and success</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Evolution of cardiovascular surgery. The Brazilian saga. A history of work, pioneering experience and success</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Domingo M. Braile<sup>I, II</sup>; Walter J. Gomes<sup>III</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Faculdade Estadual de Medicina de S.J. Rio Preto, S.J. Rio Preto, SP - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas Unicamp, Campinas, SP - Brazil</p>
      <p><sup>III</sup>Escola Paulista de Medicina Unifesp, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Cardiovascular surgical procedures/history/trends.</p>
      <p>The cardiovascular surgery was and has been intensely scrutinized and evaluated. Cardiac surgeons have, in turn, consistently directed the efforts in collecting, analyzing and applying the surgical results in order to improve quality and reassess conducts and procedures<sup>1</sup>. In this context, the Brazilian cardiac surgery is one of the most respected in the world, with 116,821 procedures in 2008 according to DATASUS<sup>2</sup>, allowing an renowned institution, such as The Heart Institute (InCor), to have performed more than 71,000 procedures only between 1984 and 2007, as reported by Lisboa et al<sup>3</sup>, at "Evolution of Cardiovascular Surgery at the Instituto do Cora&#231;&#227;o: Analysis of 71,305 Surgeries", published on page 162.</p>
      <p>Few medical specialties have contributed so much to the development of knowledge as the Brazilian cardiac surgery. Thus, in the field of myocardial revascularization surgery, the two contributions that best improved surgical results worldwide were introduced by Brazilian surgeries, i.e., the beating-heart myocardial revascularization technique (known as off-pump myocardial revascularization surgery) and the use of Double Internal Mammary Grafting. The currently used techniques for the surgical treatment of heart failure were developed by Brazilian cardiovascular surgeons.</p>
      <p>This abundance is not an accidental feat, but the result of hard work developed during decades by pioneering doctors such as Euryclides Zerbini, Adib Jatene and Hugo Felipozzi, who endeavored to obtain national technology that would allow open-heart surgery, almost simultaneously with the experience carried out in North-American Centers by Gibbon, Kirklin and Lillehei. Only two years after John Gibbon had developed the first extracorporeal circulation (ECC) equipment in the USA, Dr. Felipozzi and his team were able to perform, on October 15, 1955, an open-heart surgery in Brazil using equipment that had been developed in our country, at the Institute of Cardiology Sabbado D'Angelo. In the following year, the first procedure with total ECC was carried out<sup>4</sup>.</p>
      <p>In 1958, Zerbini, Jatene and team also developed the ECC equipment, using it in surgeries carried out in Hospital das Clinicas. In 1968, Zerbini performed the first heart transplant in Brazil, only one year after Christiaan Barnard.</p>
      <p>Decades later, the Brazilian cardiovascular surgery has a solid establishment, with professionals and centers that are respected inside and outside the country, national industries that export equipment such as ECC machines, oxygenators and biological and mechanical valves worldwide, saving us dollars and generating jobs. Considering this picture, it is crucial to constantly take stock of the number of operations, the successes, the shortages, in order to implement more efficient public policies that will shorten the way to universalized health care, the objective of SUS (the Brazilian Public Health System).</p>
      <p>Therefore, studies like these are extremely important. This one, in particular, has the merit of taking into account the evolution of the number of cardiovascular surgeries performed at InCor during a 24-year period. The total number is an remarkable one, after all, the mean is of 2,971 procedures/year - or more than 8 procedures a day. It is noteworthy the fact that the number has been increasing. If we take myocardial revascularization as an example, the 856 procedures/year in the 80s have currently increased to 1,106/year. This increase is also seen in valvular operations and the correction of congenital cardiopathies.</p>
      <p>A decrease in the mortality rate occurs in these procedures (in myocardial revascularization surgery, the current mean mortality rate is 4.8%; in valvular operations, 8.5% and in the correction of congenital cardiopathies, 5.3%). The mean mortality, which in the start was 7.5%, decreased to 7.0% in recent years, of which 4.9% were elective procedures. Interesting figures, but which, as pointed out by the authors themselves, could be even lower.</p>
      <p>Several factors lead to the decrease in mortality, among them, the improvement of the professionals, the development of new drugs and the improvement in the quality of life of the population. The matter has been the object of discussion in several studies and among them the study by Brown et al<sup>5</sup>, which analyzed 108,687 patients submitted to valvular replacement between 1997 and 2006, to conclude that there was a decrease in the morbimortality in spite of the gradual increase in patients' age range<sup>5</sup>. Other studies have addressed the subject, also showing a trend towards improved survival<sup>6-9</sup>.</p>
      <p>In 2007, the study carried out by Antonio Luiz Ribeiro, a cardiologist and Professor at the Federal University of Minas Gerais, Brazil, generated controversy. Containing data from the years 2000 and 2003, the study showed that 8% of the patients died before being discharged from the hospital. Reference hospitals for cardiovascular surgery in the United States and England, for instance, present a mean mortality rate of 4%.</p>
      <p>Mortality rates have been compared among databases from several countries and continents. The mortality outcomes after cardiovascular surgeries carried out in SUS hospitals in Brazil have shown to be higher when compared to the data from databases of the Society for Thoracic Surgeons (STS) in the United States of America. However, it necessary to consider the fact that the North-American database is voluntary, encompasses the outcomes of reference hospitals that receive patients with better socioeconomic indicators and represents less than 10% of the total surgeries carried out annually in the USA.</p>
      <p>Gomes et al<sup>10</sup> emphasized that it would be interesting to make the comparison based on more "comparable" data, such as those from the Public Health System of European countries, which are divergent. In the United Kingdom, the Cardiac Surgery Registry shows a myocardial revascularization surgery mortality rate of around 3%, whereas in Spain, it increases to 7.3%<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>The conclusion of the article remains extremely valid, both at the institutional and national levels. Cardiac surgeries remain on the rise and the patient demand should increase in the following years, with the improved access of the population to the healthcare system and also due to the acceleration of global population aging, with the consequent increase in the incidence of cardiovascular diseases. The healthcare policies created for this area must be necessarily capable of tending to these needs.</p>
      <p>Surgical procedures in septuagenarian and octogenarian patients have been increasingly more common. If the InCor data are available, a new study could be carried out, showing the evolution in the number of surgeries per age range throughout the assessed period.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Evoluci&#243;n de la cirug&#237;a cardiovascular: la saga brasile&#241;a. Una historia de labor, vanguardia y &#233;xito</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Evoluci&#243;n de la cirug&#237;a cardiovascular. La saga brasile&#241;a. Una historia de labor, vanguardia y &#233;xito</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Domingo M. Braile<sup>I, II</sup>; Walter J. Gomes<sup>III</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Faculdade Estadual de Medicina de S.J. Rio Preto, S.J. Rio Preto, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas Unicamp, Campinas, SP</p>
      <p><sup>III</sup>Escola Paulista de Medicina Unifesp, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Procedimientos quir&#250;rgicos cardiovasculares/historia/tendencias.</p>
      <p>La cirug&#237;a cardiovascular fue y viene siendo intensamente examinada y evaluada. Los cirujanos cardiacos, a su vez, han estado consistentemente liderando en el mundo los esfuerzos en recolectar, analizar y aplicar los resultados quir&#250;rgicos a fin de mejorar la calidad y reevaluar conductas y procedimientos<sup>1</sup>. En este marco, la cirug&#237;a cardiaca brasile&#241;a es una de las m&#225;s respetadas del mundo, con 116.821 procedimientos en el 2008, seg&#250;n el DATASUS<sup>2</sup>, permitiendo a una instituci&#243;n de reputaci&#243;n, como el Incor (<italic>Instituto do Cora&#231;&#227;o</italic>), haber realizado m&#225;s de 71 mil procedimientos solamente entre el 1984 y el 2007, de acuerdo con el levantamiento del art&#237;culo "Veinticuatro A&#241;os de Evoluci&#243;n de la Cirug&#237;a Cardiovascular: An&#225;lisis de 71.305 Procedimientos", de Lisboa et al<sup>3</sup>, publicada en la p&#225;gina 164.</p>
      <p>Pocas especialidades en el pa&#237;s brindaron un aporte tan importante para el desarrollo del conocimiento, como para la cirug&#237;a cardiaca brasile&#241;a. As&#237;, en el campo de la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, por ejemplo, la introducci&#243;n de procedimientos que m&#225;s mejoraron los resultados quir&#250;rgicos en el mundo quedaron a cargo de cirujanos brasile&#241;os, a saber: la t&#233;cnica de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con el coraz&#243;n latiendo (conocida como t&#233;cnica sin uso de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea) y la utilizaci&#243;n de los injertos dobles de arteria mamaria interna. En el tratamiento quir&#250;rgico de la insuficiencia cardiaca, fueron cirujanos cardiovasculares brasile&#241;os que desarrollaron las t&#233;cnicas actualmente utilizadas en el mundo.</p>
      <p>Este vigor no es por azar, sino resultado de una labor ardua desarrollada durante d&#233;cadas, por la vanguardia conformada como los doctores Euryclides Zerbini, Adib Jatene y Hugo Felipozzi, que se esforzaron para obtener tecnolog&#237;a nacional que permitiera realizar las operaciones a cielo abierto, casi simult&#225;neamente con la experiencia de los centros americanos liderados por Gibbon, Kirklin y Lillehei. Solamente dos a&#241;os despu&#233;s de John Gibbon haber desarrollado la primera m&#225;quina de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC) en los EE.UU., el dr. Felipozzi y su equipo lograron realizar, el 15 de octubre de 1955, una operaci&#243;n a cielo abierto en Brasil, usando equipamiento desarrollado en nuestro pa&#237;s, en el Instituto de Cardiolog&#237;a Sabbado D'Angelo. El a&#241;o siguiente, se hizo el primer procedimiento con CEC total<sup>4</sup>.</p>
      <p>El 1958, Zerbini, Jatene y el equipo tambi&#233;n desarrollaron la m&#225;quina de CEC, utiliz&#225;ndola en las cirug&#237;as realizadas en el Hospital de Cl&#237;nicas. El 1968, Zerbini hizo el primer trasplante, solamente un a&#241;o tras Christiaan Barnard.</p>
      <p>D&#233;cadas despu&#233;s, la cirug&#237;a cardiovascular brasile&#241;a se encuentra en situaci&#243;n s&#243;lida, con profesionales y centros respetados dentro y fuera del pa&#237;s, industrias nacionales que exportan equipamientos como m&#225;quinas de CEC, oxigenadores y v&#225;lvulas biol&#243;gicas y mec&#225;nicas para los cuatro cantos del mundo, economizando nuestros d&#243;lares y generando empleos. Frente a este cuadro, es fundamental que se haga levantamientos constantes sobre el n&#250;mero de operaciones, los aciertos, las carencias, a fin de que se puedan implementar pol&#237;ticas p&#250;blicas m&#225;s eficientes, que permitan acortar el camino para la universalizaci&#243;n del acceso a la salud, objetivo del SUS (Sistema &#218;nico de Salud).</p>
      <p>Por ello, labores de ese g&#233;nero son de extrema importancia. &#201;ste, en particular, tiene el m&#233;rito de hacer un profundo levantamiento al evidenciar la evoluci&#243;n del n&#250;mero de cirug&#237;as cardiovasculares realizadas en el Incor durante 24 a&#241;os. El n&#250;mero total impresiona, a fin de cuentas el promedio es de 2.971 procedimientos/a&#241;o - o m&#225;s de 8 por d&#237;a. Es interesante notar que el n&#250;mero ha estado subiendo. Si tenemos en cuenta la revascularizaci&#243;n del miocardio como ejemplo, los 856 procedimientos/a&#241;o, en la d&#233;cada de 80, pasaron a ser 1106/a&#241;o, actualmente. Este aumento se repite tambi&#233;n en las operaciones valvulares y en la correcci&#243;n de cardiopat&#237;as cong&#233;nitas.</p>
      <p>En estos procedimientos ocurre reducci&#243;n en el &#237;ndice de mortalidad (en las cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica el promedio actual es de un 4,8%; en las operaciones valvulares, de un 8,5% y en las correcciones de las cardiopat&#237;as cong&#233;nitas, de un 5,3%). La mortalidad promedio, que en el inicio era de un 7,5%, baj&#243; para el 7% en los &#250;ltimos a&#241;os, de los cuales un 4,9% era el procedimiento electivo. N&#250;meros interesantes, que, sin embargo, como los propios autores se&#241;alan, pueden ser todav&#237;a menores.</p>
      <p>Diversos factores conllevan la disminuci&#243;n de la mortalidad, entre ellos, el perfeccionamiento de los profesionales, el desarrollo de nuevos f&#225;rmacos y la mejor&#237;a de la calidad de vida de la poblaci&#243;n. Variados autores han estado debatiendo el tema, entre los que es protagonista el estudio de Brown et al<sup>5</sup>, que analiz&#243; a 108.687 pacientes sometidos al reemplazo valvular entre el 1997 y el 2006, para concluir que hubo una baja en la morbimortalidad, pese al crecimiento gradual del grupo de edad de los pacientes<sup>5</sup>. Otros trabajos tambi&#233;n discuten el asunto, y revelan asimismo la tendencia al aumento de la sobrevida. El 2007, la divulgaci&#243;n del estudio del cardi&#243;logo y profesor de la Universidad Federal de Minas Gerais Antonio Luiz Ribeiro caus&#243; pol&#233;mica. Con datos del 2000 y el 2003, el trabajo revela que el 8% de los pacientes murieron antes de recibir el alta hospitalaria. Hospitales de referencia en cirug&#237;a cardiovascular de los Estados Unidos y de Inglaterra, por ejemplo, presentan en un promedio el 4% de mortalidad.</p>
      <p>Se vienen comparando las tasas de mortalidad entre bancos de datos de diferentes pa&#237;ses y continentes. Los resultados de mortalidad tras cirug&#237;a cardiovascular efectuada en hospitales del SUS en Brasil se revelaron mayores cuando comparados con los del banco de datos de la Sociedad de Cirujanos Tor&#225;cicos (STS - <italic>The Society for Thoracic Surgeons</italic>) en los Estados Unidos de Am&#233;rica. Sin embargo, es necesario tener en cuenta que el banco de datos estadounidense es voluntario, engloba los resultados de hospitales de referencia, que reciben los pacientes con mejores indicadores socioecon&#243;micos y representan menos del 10% del total de cirug&#237;as realizadas anualmente en los EE.UU.</p>
      <p>Gomes et al<sup>10</sup> destacaron que ser&#237;a interesante hacer la comparaci&#243;n con bases de datos m&#225;s "comparables", como las del servicio de salud p&#250;blica de los pa&#237;ses europeos, que son divergentes. En el Reino Unido, el Registro de Cirug&#237;a Card&#237;aca muestra mortalidad en cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica en torno del 3%, al paso que en Espa&#241;a alcanza una tasa de un 7,3%<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>La conclusi&#243;n del art&#237;culo permanece extremamente v&#225;lida, tanto en el &#225;mbito institucional como en el nacional. La cirug&#237;a cardiovascular sigue ascendiendo y la demanda de pacientes debe aumentar en los pr&#243;ximos a&#241;os, con la mejora del acceso de la poblaci&#243;n al sistema de salud y de diagn&#243;stico y tambi&#233;n debido a la aceleraci&#243;n del envejecimiento poblacional, con el consecuente aumento en la incidencia de enfermedades cardiovasculares. Las pol&#237;ticas de salud formuladas para el &#225;rea deber&#225;n ser necesariamente capaces de atender a estas necesidades.</p>
      <p>Los procedimientos quir&#250;rgicos en septuagenarios y octogenarios han estado cada vez m&#225;s frecuentes. Caso los datos del Incor est&#233;n disponibles, se podr&#237;a hacer un nuevo estudio en que se revelara la evoluci&#243;n en el n&#250;mero de cirug&#237;as por grupo de edad a lo largo del per&#237;odo evaluado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
