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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Fibroelastoma papil&#237;fero do ventr&#237;culo esquerdo</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Hospital Santa Cruz</institution>
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        <month>02</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>78</fpage>
      <lpage>81</lpage>
      <history>
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          <day>27</day>
          <month>07</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="rev-recd">
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Avaliamos o caso de uma paciente portadora de fibroelastoma papil&#237;fero (FEP) que apresentou emboliza&#231;&#227;o para membro superior direito. A paciente foi submetida &#224; embolectomia percut&#226;nea, com retirada do fragmento. O diagn&#243;stico foi confirmado por ecocardiograma transtor&#225;cico e exame anatomopatol&#243;gico. Optou-se pelo tratamento cl&#237;nico conservador e acompanhamento da paciente, que mostrou boa evolu&#231;&#227;o e n&#227;o teve recorr&#234;ncia do quadro at&#233; o momento. Aproveitamos esse raro e interessante caso na inten&#231;&#227;o de revisar a literatura vigente e discutir a melhor conduta terap&#234;utica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Neoplasias</kwd>
        <kwd>cora&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>embolectomia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Fibroelastoma papil&#237;fero do ventr&#237;culo esquerdo</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Renato Jorge Alves; Alexandre H. Borin; Carlos Renato De Oliveira; Raphael Puig; Ana Carolina Merc&#234;; Kenji Nakiri</bold>
    </p>
    <p>Hospital Santa Cruz, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p> Avaliamos o caso de uma paciente portadora de fibroelastoma papil&#237;fero (FEP) que apresentou emboliza&#231;&#227;o para membro superior direito. A paciente foi submetida &#224; embolectomia percut&#226;nea, com retirada do fragmento. O diagn&#243;stico foi confirmado por ecocardiograma transtor&#225;cico e exame anatomopatol&#243;gico. Optou-se pelo tratamento cl&#237;nico conservador e acompanhamento da paciente, que mostrou boa evolu&#231;&#227;o e n&#227;o teve recorr&#234;ncia do quadro at&#233; o momento. Aproveitamos esse raro e interessante caso na inten&#231;&#227;o de revisar a literatura vigente e discutir a melhor conduta terap&#234;utica.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Neoplasias/terapia, cora&#231;&#227;o, embolectomia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os tumores prim&#225;rios do cora&#231;&#227;o s&#227;o mais raros que os metast&#225;ticos, apresentando incid&#234;ncia de 0,002%-0,3%. Aproximadamente 75% dos tumores s&#227;o benignos e, destes, metade s&#227;o mixomas1. O fibroelastoma papil&#237;fero (FEP) &#233; um tumor raramente diagnosticado durante a vida e corresponde a aproximadamente 8% dos tumores card&#237;acos<sup>2</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Relato de caso</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de uma paciente do sexo feminino, com 71 anos de idade e portadora de dislipidemia, hipertens&#227;o arterial e obesidade. A paciente deu entrada em nosso servi&#231;o, em 24 de fevereiro de 2007, com dor no membro superior direito e uma hora de dura&#231;&#227;o. A dor come&#231;ou na m&#227;o e progrediu para o bra&#231;o e o ombro, associada &#224; diminui&#231;&#227;o de for&#231;a motora e sensibilidade.</p>
    <p>A dor, de forte intensidade em repouso, latejante e sem melhora com mudan&#231;a de posi&#231;&#227;o ou medica&#231;&#227;o, estava acompanhada de mal-estar geral. No exame f&#237;sico, a paciente apresentava-se consciente, eupneica, acian&#243;tica, normocorada, anict&#233;rica e afebril, com ritmo card&#237;aco regular em dois tempos, bulhas card&#237;acas normofon&#233;ticas e sem sopros.</p>
    <p>A frequ&#234;ncia card&#237;aca era de 88 batimentos por minuto e a press&#227;o arterial, de 180/100 mmHg. O membro em quest&#227;o apresentava pulso radial diminu&#237;do e sinais de hipoperfus&#227;o. O eletrocardiograma (ECG) apresentava ritmo sinusal, com evid&#234;ncia de sobrecarga de &#225;trio esquerdo, e a radiografia de t&#243;rax n&#227;o evidenciava altera&#231;&#245;es significativas.</p>
    <p>Optou-se por explora&#231;&#227;o cir&#250;rgica, embolectomia percut&#226;nea da art&#233;ria umeral e retirada de fragmento, enviado para avalia&#231;&#227;o anatomopatol&#243;gica. A paciente evoluiu com melhora do quadro cl&#237;nico e na investiga&#231;&#227;o complementar, dois dias ap&#243;s a interna&#231;&#227;o, ocorrida em 26 de fevereiro de 2007, realizou-se ecocardiograma transtor&#225;cico, que evidenciou pequena massa m&#243;vel, de forma triangular, aderida &#224; regi&#227;o apical do septo, na face ventricular esquerda, medindo cerca de 8 x 5 mm.</p>
    <p>Ao ser informada sobre tal achado, a paciente relatou que durante o ecocardiograma de rotina, realizado em 1999, j&#225; havia sido evidenciada massa intracavit&#225;ria em ventr&#237;culo esquerdo, confirmada por ecocardiograma transesof&#225;gico (imagem pediculada m&#233;dio-apical de 9 X 8 mm). Na &#233;poca, indicou-se cirurgia para ex&#233;rese, prosseguindo com investiga&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria, inclusive com realiza&#231;&#227;o de cateterismo card&#237;aco, que n&#227;o mostrava altera&#231;&#245;es coronarianas.</p>
    <p>A paciente recusou, entretanto, o tratamento cir&#250;rgico, optando pelo acompanhamento cl&#237;nico.</p>
    <p>Nesse acompanhamento, o ecocardiograma transesof&#225;gico de 13 de dezembro de 2004 identificou duas massas tumorais, aderidas em ter&#231;o m&#233;dio distal da parede septal do ventr&#237;culo esquerdo, m&#243;veis, irregulares, de aspecto heterog&#234;neo, medindo 18 x 12 mm a maior e 8,9 x 10 mm a menor, abaixo do folheto posterior da valva mitral.</p>
    <p>Em 23 de agosto de 2005, foi realizado ecocardiograma transtor&#225;cico, que evidenciou pequena massa aderida, em ter&#231;o m&#233;dio distal da parede septal, na face ventricular esquerda (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0078-00025-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Solicitou-se, nessa ocasi&#227;o, tomografia computadorizada de t&#243;rax, que foi realizada em 05 de setembro de 2005. A tomografia mostrava les&#227;o vegetante apical em parede &#226;ntero-septal do ventr&#237;culo esquerdo, de contornos irregulares e baixa atenua&#231;&#227;o, medindo nos seus maiores eixos 22 x 17 x 14 mm.</p>
    <p>A paciente havia recusado qualquer tratamento intervencionista at&#233; ent&#227;o (setembro de 2005), voltando a apresentar sintomas apenas na data presente (fevereiro de 2007).</p>
    <p>O tumor, proveniente de embolectomia arterial, era formado por fragmentos irregulares de tecido pardo e tinha aspecto esponjoso, medindo 2,0 x 1,5 x 0,5 cm. Na microscopia, o exame histol&#243;gico evidenciou elastofibroma papil&#237;fero, descrito abaixo, nos 4 pain&#233;is da <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>.</p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0078-00025-gf02.jpg"/></fig>
    <p>A partir dos dados do exame anatomopatol&#243;gico, foi diagnosticado fibroelastoma papil&#237;fero.</p>
    <p>Indicou-se acompanhamento cl&#237;nico, devido &#224; localiza&#231;&#227;o (septo interventricular, com maior chance de atingir feixe de Hiss em interven&#231;&#227;o), benignidade e progn&#243;stico, mantendo-se a paciente em regime de anticoagula&#231;&#227;o. At&#233; o presente momento, a paciente apresenta boa evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, sem recidiva de emboliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os avan&#231;os nas t&#233;cnicas n&#227;o invasivas de diagn&#243;stico cardiovascular por imagem, especialmente ecocardiografia, tomografia computadorizada e resson&#226;ncia nuclear magn&#233;tica, facilitaram de forma relevante a avalia&#231;&#227;o diagn&#243;stica e permitiram a identifica&#231;&#227;o mais r&#225;pida de massas intracard&#237;acas.</p>
    <p>O FEP &#233; um achado incidental em grande parte dos casos, embora nos pacientes sintom&#225;ticos a apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica seja vari&#225;vel e dependente da localiza&#231;&#227;o, mobilidade e tamanho do tumor. Trata-se de um raro tumor benigno card&#237;aco, manifestando-se mais comumente nas valvas card&#237;acas<sup>3</sup>.</p>
    <p>A complica&#231;&#227;o mais temida &#233; a emboliza&#231;&#227;o sist&#234;mica, particularmente para a circula&#231;&#227;o cerebral ou coronariana. N&#227;o est&#225; claro se o &#234;mbolo &#233; de origem tumoral ou plaquet&#225;ria e se a anticoagula&#231;&#227;o sist&#234;mica poderia prevenir tais eventos. As apresenta&#231;&#245;es cl&#237;nicas mais comuns descritas s&#227;o acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isqu&#234;mico transit&#243;rio (AIT). Outras formas incluem: angina pectoris, infarto do mioc&#225;rdico, morte s&#250;bita, insufici&#234;ncia card&#237;aca, s&#237;ncope, embolia pulmonar, cegueira, embolia perif&#233;rica ou infarto renal<sup>4</sup>.</p>
    <p>A mobilidade tumoral &#233; um relevante preditor independente de mortalidade ou emboliza&#231;&#227;o n&#227;o fatal. A proposta terap&#234;utica, quando pedunculadas, &#233; a ressec&#231;&#227;o cir&#250;rgica visando &#224; preven&#231;&#227;o de fen&#244;menos emb&#243;licos cerebrais, pulmonares, coronarianos ou perif&#233;ricos<sup>4</sup>.</p>
    <p>Os achados eletrocardiogr&#225;ficos s&#227;o geralmente inespec&#237;ficos, eventualmente ocorrendo arritmias atriais. A radiografia de t&#243;rax pode demonstrar sinais de aumento de c&#226;maras card&#237;acas, hipertens&#227;o ou congest&#227;o pulmonar, particularmente se o tumor estiver ocluindo a valva mitral. Contudo, o ecocardiograma transtor&#225;cico &#233; o m&#233;todo ideal para o diagn&#243;stico e a caracteriza&#231;&#227;o do tumor<sup>5</sup>. Usualmente, o ecocardiograma transtor&#225;cico demonstra a massa, com suas propor&#231;&#245;es variadas, m&#243;vel ou n&#227;o, pedunculada ou s&#233;ssil, de formato arredondado, oval ou irregular.</p>
    <p>Em estudo de caso-controle, a sensibilidade e a especificidade do ecocardiograma foram de 88,9% e 87,8%, respectivamente<sup>6</sup>. A melhora do poder diagn&#243;stico e o uso difundido da ecocardiografia bidimensional resultaram em um aumento na detec&#231;&#227;o de tumores card&#237;acos prim&#225;rios<sup>7</sup>.</p>
    <p>A resson&#226;ncia magn&#233;tica tem valor consider&#225;vel na detec&#231;&#227;o e no delineamento dos tumores card&#237;acos e, em alguns casos, pode demonstrar, mais claramente do que a ecocardiografia bidimensional, o tamanho, a forma e as caracter&#237;sticas da superf&#237;cie do tumor. A resson&#226;ncia magn&#233;tica demonstra a massa no folheto valvar ou c&#226;mara card&#237;aca, e a presen&#231;a de realce com gadol&#237;nio na massa tumoral aumenta o grau de suspei&#231;&#227;o<sup>8</sup>.</p>
    <p>Na cineangiocoronariografia &#233; poss&#237;vel visualizar oclus&#245;es totais das art&#233;rias coron&#225;rias, bem como dilata&#231;&#245;es aneurism&#225;ticas e estreitamentos secund&#225;rios a &#234;mbolos tumorais, al&#233;m de fornecer dados que afetam significativamente a abordagem cir&#250;rgica<sup>9</sup>. Para os pacientes sintom&#225;ticos, a ex&#233;rese cir&#250;rgica &#233; o tratamento de escolha, tentando-se sempre preservar o tecido valvar e sua fun&#231;&#227;o.</p>
    <p>Nos indiv&#237;duos assintom&#225;ticos, a conduta cir&#250;rgica &#233; controversa, sendo a mobilidade tumoral o fator determinante da indica&#231;&#227;o da cirurgia, por ser ela preditor independente de emboliza&#231;&#227;o e morte. A cirurgia pode ser curativa na maioria dos casos.</p>
    <p>A ressec&#231;&#227;o de tecido normal na base de implanta&#231;&#227;o do ped&#237;culo &#233; importante no sentido de evitar a recidiva. O defeito criado pode ser suturado diretamente ou corrigido com remendo de peric&#225;rdio bovino ou material pl&#225;stico. Alguns autores, no entanto, recomendam ressec&#231;&#227;o parcial do tumor, n&#227;o se evidenciando recorr&#234;ncia<sup>4</sup>.</p>
    <p>O seguimento dos pacientes assintom&#225;ticos que n&#227;o forem submetidos &#224; cirurgia deve incluir a anticoagula&#231;&#227;o, embora seja controversa a sua efic&#225;cia na prote&#231;&#227;o contra fen&#244;menos emb&#243;licos. A conduta diante de uma les&#227;o isolada do lado direito inclui a retirada cir&#250;rgica, quando a massa for grande e/ou m&#243;vel, ou na presen&#231;a de forame oval patente, pela possibilidade de embolismo paradoxal.</p>
    <p>O FEP cursa favoravelmente com a extirpa&#231;&#227;o cir&#250;rgica, podendo-se at&#233; mesmo falar em cura, embora seja recomendado um acompanhamento ecocardiogr&#225;fico anual para poss&#237;vel detec&#231;&#227;o dos raros casos de recidiva<sup>4</sup>.</p>
    <p>At&#233; o presente momento, n&#227;o h&#225; t&#233;cnicas de imagem capazes de determinar o diagn&#243;stico definitivo desses tumores. Somente a bi&#243;psia endomioc&#225;rdica ou a toracotomia s&#227;o capazes de caracterizar <italic>in vivo</italic> tais massas card&#237;acas. A an&#225;lise histol&#243;gica imediata &#233; imprescind&#237;vel para que se confirme o diagn&#243;stico e se estabele&#231;a o tratamento cir&#250;rgico mais adequado.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Renato Jorge Alves </p>
        <p> Hospital Santa Cruz, Diretoria M&#233;dica </p>
        <p> Rua Santa Cruz, 398 - Vila Mariana </p>
        <p> 04122-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="rjorge@cardiol.br">rjorge@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="renatoalves178@gmail.com">renatoalves178@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 22/12/08; revisado recebido em 03/06/09; aceito em 27/07/09.</p>
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          <article-title>Coronary angiography in atrial myxoma: Findings in nine cases</article-title>
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          <subject>Case Report</subject>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Left ventricular papillary fibroelastoma</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>We evaluated the case of a patient with Papillary Fibroelastoma (PFE) that presented embolization to the upper right limb. The patient was submitted to percutaneous embolectomy, with fragment removal. The diagnosis was confirmed by transthoracic echocardiogram and anatomopathological analysis of the fragment. The patient chose to undergo the conservative clinical treatment and the follow-up has shown good evolution with no disease recurrence to date. We decided to use this rare and interesting case with the objective of reviewing the current literature and discuss the best therapeutic management.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Neoplasms</kwd>
        <kwd>heart</kwd>
        <kwd>embolectomy</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p><undefined id="top-body2"/>Left ventricular papillary fibroelastoma</p>
      <p>
        <bold>Renato Jorge Alves; Alexandre H. Borin; Carlos Renato De Oliveira; Raphael Puig; Ana Carolina Merc&#234;; Kenji Nakiri</bold>
      </p>
      <p>Hospital Santa Cruz, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>We evaluated the case of a patient with Papillary Fibroelastoma (PFE) that presented embolization to the upper right limb. The patient was submitted to percutaneous embolectomy, with fragment removal. The diagnosis was confirmed by transthoracic echocardiogram and anatomopathological analysis of the fragment. The patient chose to undergo the conservative clinical treatment and the follow-up has shown good evolution with no disease recurrence to date.</p>
      <p> We decided to use this rare and interesting case with the objective of reviewing the current literature and discuss the best therapeutic management.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Neoplasms/therapy; heart; embolectomy.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The primary heart tumors are rarer than metastatic ones, with an incidence of 0.002%-0.3%. Approximately 75% of the tumors are benign and, of these, 50% of myxomas<sup>1</sup>. The Papillary Fibroelastoma (PFE) is a tumor that is rarely diagnosed during life and corresponds to approximately 8% of heart tumors<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>We report on a 71-year-old female patient with dyslipidemia, arterial hypertension and obesity. The patient came to our Service on February 24, 2007, complaining of pain in the upper right limb that had lasted for one hour. The pain had started in the hand and progressed up to the arm and shoulder, associated with a decrease in motor strength and sensitivity. The high-intensity, throbbing pain at rest showed no improvement after change in position or medication and was accompanied by malaise. At the physical examination, the patient was conscious, eupneic, acyanotic, with normal skin color, anicteric and afebrile, with regular heart rhythm, normal heart sounds and no murmurs. The heart rate was 88 b.p.m. and blood pressure was 180/100 mmHg. The upper right limb showed decreased radial pulse and signs of hypoperfusion. The electrocardiogram (ECG) showed sinus rhythm, with evidence of left atrial overload and the chest X-ray did not show any significant alterations. The surgical exploration was chosen, together with the percutaneous embolectomy of the humeral artery and fragment removal, which was sent to anatomopathological analysis. The patient presented improvement in the clinical picture and a transthoracic echocardiogram was performed at the complementary assessment, two days after the hospitalization, on February 26, 2007, which showed a small mobile, triangular-shaped mass, adhered to the apical septal region, on the left ventricular surface, measuring 8 x 5 mm.</p>
      <p>When the patient was informed about the finding, she reported that during the routine echocardiogram performed in 1999, an intracavitary mass had been observed in the left ventricle, confirmed by a transesophageal echocardiogram (mid-apical pedunculated image measuring 9 x 8 mm). At the time, a surgical procedure was indicated for the resection of the mass, with a preoperative investigation that included cardiac catheterism, which did not show coronary alterations.</p>
      <p>The patient, however, refused the surgical treatment and chose to undergo the clinical follow-up. During this follow-up, the transesophageal echocardiogram performed on December 13, 2004, showed two tumor masses adhered to the distal mid-third of the left ventricular septal wall, which were mobile, irregular, with heterogeneous aspect and measured 18 x 12 mm (the larger one) and 8.9 x 10 mm (the smaller one), below the mitral valve posterior leaflet. A transthoracic echocardiogram was carried out on August 23, 2005, which showed a small mass adhered to the distal mid-third of the septal wall on the left ventricular surface (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0078-00025-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>At this time, a chest computed tomography (CT) was requested, which was carried out on September 05, 2005. The CT showed an apical vegetation-lesion on the antero-septal wall of the left ventricle, with irregular contours and low attenuation, measuring 22 x 17 x 14 mm. The patient had refused any interventionist treatment so far (September 2005) and the symptoms had recurred only recently (February 2007). The tumor, originated from an arterial embolectomy, was formed by irregular fragments of darkish tissue and had a spongy aspect, measuring 2.0 x 1.5 x 0.5 cm. At the microscopy, the histological assessment showed it was a Papillary Fibroelastoma (PFE), described below, in the four panels of <xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0078-00025-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>The diagnosis of PFE was attained based on the anatomopathological analysis. The clinical follow-up was indicated, due to the tumor location (interventricular septum, with a higher chance of reaching the bundle of Hiss during the intervention), benign nature of the tumor and prognosis and the patient was kept on anticoagulation therapy. To date, the patient has presented good clinical evolution, with no recurrence of embolization.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The advances in the noninvasive techniques of cardiovascular imaging diagnosis, especially by echocardiography, computed tomography and nuclear magnetic resonance have significantly improved the diagnostic assessment and allowed the faster identification of intracardiac masses.</p>
      <p>The PFE is an incidental finding in many cases, although the clinical presentation is variable in symptomatic patients and depends on the tumor location, mobility and size. The PFE is a rare benign tumor, more commonly observed in the heart valves<sup>3</sup>.</p>
      <p>The most feared complication is the systemic embolization, particularly to the brain or coronary circulation. It is not clear whether the embolus has a tumor or platelet origin and whether systemic anticoagulation can prevent such events. The most common clinical presentations described are the cerebrovascular accident (CVA) or transient ischemic attack (TIA). Other forms include: angina pectoris, myocardial infarction, sudden death, heart failure, syncope, pulmonary embolism, blindness, peripheral embolism or renal infarction<sup>4</sup>.</p>
      <p>Tumor mobility is a significant independent predictor of mortality or nonfatal embolization. The therapeutic proposal, when they are pedunculated, is the surgical resection aiming at preventing brain, pulmonary, coronary or peripheral embolic phenomena<sup>4</sup>.</p>
      <p>The electrocardiographic findings are usually unspecific and atrial arrhythmias eventually occur. The chest X-ray can demonstrate signs of increased cardiac chambers, hypertension or pulmonary congestion, particularly if the tumor is occluding the mitral valve. However, the transthoracic echocardiogram is the ideal method for tumor diagnosis and characterization<sup>5</sup>. Usually, the transthoracic echocardiogram discloses the mass, with its varying proportions, mobile or not, pedunculated or sessile, of round, oval or irregular shape.</p>
      <p>In a case-control study, the sensitivity and specificity of the echocardiogram were 88.9% and 87.8%, respectively<sup>6</sup>. The improvement in the diagnostic power and the disseminated use of two-dimensional echocardiography resulted in the increased detection of primary cardiac tumors<sup>7</sup>.</p>
      <p>Magnetic resonance has a significant importance in the detection and characterization of cardiac tumors and, in some cases, it can disclose, with a higher degree of precision, the size, shape and characteristics of the tumor surface, when compared to the two-dimensional echocardiography. The magnetic resonance discloses the mass in the valvular leaflet or cardiac chamber and the presence of gadolinium contrast enhancement in the tumor mass increases the degree of suspicion<sup>8</sup>.</p>
      <p>The coronary angiography allows the visualization of total occlusions of the coronary arteries, as well as aneurysmatic dilatations and narrowings secondary to tumor emboli, in addition to providing data that significantly affect the surgical approach<sup>9</sup>. For symptomatic patients, the surgical resection is the treatment of choice, always attempting to preserve the valvular tissue and function.</p>
      <p>In asymptomatic individuals, the surgical procedure is controversial, with tumor mobility being the determinant factor for the surgical indication, as it is an independent predictor of embolization and death. The surgery can be curative in most cases.</p>
      <p>The resection of the normal tissue at the base of the pedicle implantation is important to prevent recurrence. The defect created can be sutured directly or corrected using a bovine pericardial patch or plastic material. Some authors, however, have recommended a partial resection of the tumor, without recurrence<sup>4</sup>.</p>
      <p>The follow-up of asymptomatic patients that were not submitted to surgery must include anticoagulation therapy, although its effectiveness in protecting against embolic phenomena is controversial. The conduct when an isolated lesion is identified on the right side includes the surgical removal, when the mass is large and/or mobile, or in the presence of patent foramen ovale, due to the possibility of paradoxical embolism.</p>
      <p>The PFE courses favorably with the surgical resection and one can even refer to cure, although it is recommended to perform an annual echocardiographic follow-up for the possible detection of rare recurrence cases<sup>4</sup>.</p>
      <p>To date, no imaging technique is capable of establishing a definitive diagnosis of these tumors. Only endomyocardial biopsies or thoracotomy are capable of characterizing <italic>in vivo</italic> such cardiac masses. The prompt histological analysis is crucial to confirm the diagnosis and establish the most adequate surgical treatment.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Fibroelastoma papilar del ventr&#237;culo izquierdo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Evaluamos el caso de una paciente portadora de fibroelastoma papilar (FEP) que present&#243; embolizaci&#243;n para miembro superior derecho. La paciente fue sometida a embolectom&#237;a percut&#225;nea, con retirada del fragmento. El diagn&#243;stico fue confirmado por ecocardiograma transtoracico y examen anatomopatol&#243;gico. Se opt&#243; por el tratamiento cl&#237;nico conservador y seguimiento de la paciente, que mostr&#243; la buena evoluci&#243;n y no tuvo recurrencia del cuadro hasta el momento. Aprovechamos este raro e interesante caso en la intenci&#243;n de revisar la literatura vigente y discutir la mejor conducta terap&#233;utica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Neoplasias</kwd>
        <kwd>coraz&#243;n</kwd>
        <kwd>embolectom&#237;a</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASO CL&#205;NICO</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Fibroelastoma papilar del ventr&#237;culo izquierdo</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Renato Jorge Alves; Alexandre H. Borin; Carlos Renato De Oliveira; Raphael Puig; Ana Carolina Merc&#234;; Kenji Nakiri</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Santa Cruz, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Evaluamos el caso de una paciente portadora de fibroelastoma papilar (FEP) que present&#243; embolizaci&#243;n para miembro superior derecho. La paciente fue sometida a embolectom&#237;a percut&#225;nea, con retirada del fragmento. El diagn&#243;stico fue confirmado por ecocardiograma transtoracico y examen anatomopatol&#243;gico. Se opt&#243; por el tratamiento cl&#237;nico conservador y seguimiento de la paciente, que mostr&#243; la buena evoluci&#243;n y no tuvo recurrencia del cuadro hasta el momento.</p>
      <p> Aprovechamos este raro e interesante caso en la intenci&#243;n de revisar la literatura vigente y discutir la mejor conducta terap&#233;utica.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Neoplasias/terapia, coraz&#243;n, embolectom&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los tumores primarios del coraz&#243;n son m&#225;s raros que los metast&#225;ticos, presentando incidencia de un 0,002% a un 0,3%. Aproximadamente el 75% de los tumores son benignos y de estos, la mitad es de mixoma<sup>1</sup>. El fibroelastoma papilar (FEP) es un tumor raramente diagnosticado durante la vida y corresponde a aproximadamente el 8% de los tumores cardiacos<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Caso cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>Se trata de una paciente del sexo femenino, con 71 a&#241;os de edad y portadora de dislipidemia, hipertensi&#243;n arterial y obesidad. La paciente ingres&#243; en nuestro servicio, el 24 de febrero de 2007, con dolor en el miembro superior derecho y una hora de duraci&#243;n. El dolor empez&#243; en la mano y progres&#243; hacia el brazo y el hombro, asociado a la disminuci&#243;n de fuerza motora y sensibilidad.</p>
      <p>El dolor, de fuerte intensidad en reposo, puls&#225;til y sin mejora con cambio de posici&#243;n o medicaci&#243;n, estaba acompa&#241;ado de malestar general. En el examen f&#237;sico, la paciente se hallaba consciente, eupneica, acian&#243;tica, normocoloreada, anict&#233;rica y afebril, con ritmo cardiaco regular en dos tiempos, ruidos cardiacas normofon&#233;ticas y sin soplos.</p>
      <p>La frecuencia cardiaca era de 88 latidos por minuto y la presi&#243;n arterial, de 180/100 mmHg. El miembro en cuesti&#243;n presentaba pulso radial disminuido y se&#241;ales de hipoperfusi&#243;n. El electrocardiograma (ECG) presentaba ritmo sinusal, con evidencia de sobrecarga de atrio izquierdo, y la radiograf&#237;a de t&#243;rax no evidenciaba alteraciones significativas.</p>
      <p>Se opt&#243; por exploraci&#243;n quir&#250;rgica, embolectom&#237;a percut&#225;nea de la arteria humeral y retirada de fragmento, enviado para evaluaci&#243;n anatomopatol&#243;gica. La paciente evolucion&#243; con mejora del cuadro cl&#237;nico y en la investigaci&#243;n complementaria, dos d&#237;as tras la internaci&#243;n, ocurrida el 26 de febrero de 2007, se realiz&#243; ecocardiograma transtor&#225;cico, que evidenci&#243; peque&#241;a masa m&#243;vil, de forma triangular, adherida a la regi&#243;n apical del septo, en la porci&#243;n ventricular izquierda, midiendo cerca de 8 x 5 mm.</p>
      <p>Al informarse sobre tal hallazgo, la paciente relat&#243; que durante el ecocardiograma de rutina, realizado el 1999, ya hab&#237;a sido evidenciada masa intracavitaria en el ventr&#237;culo izquierdo, confirmada por ecocardiograma transesof&#225;gico (imagen pediculada medio-apical de 9 X 8 mm). A la &#233;poca, se indic&#243; la cirug&#237;a para ex&#233;resis, y se prosigui&#243; con la investigaci&#243;n preoperatoria, incluso con la realizaci&#243;n de cateterismo cardiaco, que no mostraba alteraciones coronarias.</p>
      <p>La paciente rechaz&#243;, sin embargo, el tratamiento quir&#250;rgico, y opt&#243; por el seguimiento cl&#237;nico.</p>
      <p>En este seguimiento, el ecocardiograma transesof&#225;gico del 13 de diciembre del 2004 identific&#243; dos masas tumorales, adheridas en tercio promedio distal de la pared septal del ventr&#237;culo izquierdo, muebles, irregulares, de aspecto heterog&#233;neo, midiendo 18 x 12 mm la mayor y 8,9 x 10 mm la menor, abajo de la hoja posterior de la v&#225;lvula mitral.</p>
      <p>El 23 de agosto de 2005, se llev&#243; a cabo ecocardiograma transtor&#225;cico, que evidenci&#243; peque&#241;a masa adherida, en tercio medio distal de la pared septal, en la porci&#243;n ventricular izquierda (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0078-00025-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>Se requiri&#243;, en esta ocasi&#243;n, tomograf&#237;a computarizada de t&#243;rax, que se llev&#243; a cabo el 05 de septiembre de 2005. La tomograf&#237;a mostraba lesi&#243;n vegetante apical en pared anteroseptal del ventr&#237;culo izquierdo, de contornos irregulares y baja atenuaci&#243;n, midiendo en sus mayores ejes 22 x 17 x 14 mm.</p>
      <p>La paciente hab&#237;a recusado cualquier tratamiento intervencionista hasta entonces (septiembre del 2005), y volvi&#243; a presentar s&#237;ntomas solamente en la fecha presente (febrero del 2007).</p>
      <p>El tumor, proveniente de embolectom&#237;a arterial, estaba conformado de fragmentos irregulares de tejido pardo y ten&#237;a aspecto esponjoso, y media 2,0 x 1,5 x 0,5 cm. En la microscopia, el examen histol&#243;gico evidenci&#243; elastofibroma papilar, detallado a continuaci&#243;n, en los 4 paneles de la <xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-02-0078-00025-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>A partir de los datos del examen anatomopatol&#243;gico, se diagnostic&#243; fibroelastoma papilar.</p>
      <p>Se indic&#243; seguimiento cl&#237;nico, debido a la localizaci&#243;n (septo interventricular, con mayor probabilidad de alcanzar Haz de Hiss en intervenci&#243;n), benignidad y pron&#243;stico, manteni&#233;ndose la paciente en r&#233;gimen de anticoagulaci&#243;n. Hasta el presente momento, la paciente presenta buena evoluci&#243;n cl&#237;nica, sin recidiva de embolizaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los avances en las t&#233;cnicas no invasivas de diagn&#243;stico cardiovascular por imagen, especialmente ecocardiograf&#237;a, tomograf&#237;a computarizada y resonancia nuclear magn&#233;tica, facilitaron de forma relevante la evaluaci&#243;n diagn&#243;stica y permitieron la identificaci&#243;n m&#225;s r&#225;pida de masas intracardiacas.</p>
      <p>El FEP es un hallazgo incidental en gran parte de los casos, aunque en los pacientes sintom&#225;ticos la presentaci&#243;n cl&#237;nica es variable y dependiente de la localizaci&#243;n, movilidad tama&#241;o del tumor. Se trata de un raro tumor benigno cardiaco, que se manifiesta m&#225;s habitualmente en las v&#225;lvulas cardiacas<sup>3</sup>.</p>
      <p>La complicaci&#243;n m&#225;s temida es la embolizaci&#243;n sist&#233;mica, particularmente para la circulaci&#243;n cerebral o coronaria. No est&#225; claro si el &#233;mbolo es de origen tumoral o plaquetaria y si la anticoagulaci&#243;n sist&#233;mica podr&#237;a prevenir dichos eventos. Las presentaciones cl&#237;nicas m&#225;s habituales descriptas son accidente cerebrovascular (ACV) o ataque isqu&#233;mico transitorio (AIT). Otras formas incluyen: angina pectoris, infarto del mioc&#225;rdico, muerte s&#250;bita, insuficiencia cardiaca, s&#237;ncope, embolia pulmonar, ceguera, embolia perif&#233;rica o infarto renal<sup>4</sup>.</p>
      <p>La movilidad tumoral es un relevante predictor independiente de mortalidad o embolizaci&#243;n no fatal. La propuesta terap&#233;utica, cuando pedunculadas, es la resecci&#243;n quir&#250;rgica que busca la prevenci&#243;n de fen&#243;menos embolicos cerebrales, pulmonares, coronario o perif&#233;ricos<sup>4</sup>.</p>
      <p>Los hallazgos electrocardiogr&#225;ficos son generalmente inespec&#237;ficos, eventualmente ocurriendo arritmias atriales. La radiograf&#237;a de t&#243;rax puede demonstrar se&#241;ales de aumento de c&#225;maras cardiacas, hipertensi&#243;n o congesti&#243;n pulmonar, particularmente si el tumor estuviera ocluyendo la v&#225;lvula mitral. No obstante, el ecocardiograma transtor&#225;cico es el m&#233;todo ideal para el diagn&#243;stico y la caracterizaci&#243;n del tumor<sup>5</sup>. Usualmente, el ecocardiograma transtor&#225;cico demuestra la masa, con sus proporciones variadas, m&#243;vil o no, pedunculada o s&#233;sil, de formato arredondeado, oval o irregular.</p>
      <p>En estudio de caso-control, la sensibilidad y la especificidad del ecocardiograma fueron de un 88,9% y un 87,8%, respectivamente<sup>6</sup>. La mejora del poder diagn&#243;stico y el uso difundido de la ecocardiograf&#237;a bidimensional resultaron en un aumento en la detecci&#243;n de tumores cardiacos prim&#225;rios<sup>7</sup>.</p>
      <p>La resonancia magn&#233;tica tiene valor considerable en la detecci&#243;n en la delineaci&#243;n de los tumores cardiacos y, en algunos casos, puede revelar, m&#225;s claramente que la ecocardiograf&#237;a bidimensional, el tama&#241;o, la forma y las caracter&#237;sticas de la superficie del tumor. La resonancia magn&#233;tica evidencia la masa en la hoja valvular o c&#225;mara cardiaca, y la presencia de realce con gadolinio en la masa tumoral aumenta el grado de sospecha<sup>8</sup>.</p>
      <p>En la cineangiocoronariograf&#237;a es posible visualizar oclusiones totales de las arterias coronaria, as&#237; como dilataciones aneurism&#225;ticas y estrechamientos secundarios a &#233;mbolos tumorales, adem&#225;s de suministrar datos que afectan significativamente el abordaje quir&#250;rgico<sup>9</sup>. Para los pacientes sintom&#225;ticos, la ex&#233;resis quir&#250;rgica es el tratamiento de elecci&#243;n, intent&#225;ndose siempre preservar el tejido valvular y su funci&#243;n.</p>
      <p>En los individuos asintom&#225;ticos, la conducta quir&#250;rgica es controvertida, y es la movilidad tumoral el factor determinante de la indicaci&#243;n de la cirug&#237;a, por ser ella el predictor independiente de embolizaci&#243;n y muerte. La cirug&#237;a puede ser curativa en la mayor&#237;a de los casos.</p>
      <p>La resecci&#243;n de tejido normal en la base de implantaci&#243;n del ped&#237;culo es importante en el sentido de evitar la recidiva. El defecto creado se puede suturar directamente o corregir con parche de pericardio bovino o material pl&#225;stico. Algunos autores, sin embargo, recomiendan la resecci&#243;n parcial del tumor, no evidenci&#225;ndose recurrencia<sup>4</sup>.</p>
      <p>El seguimiento de los pacientes asintom&#225;ticos que no se sometieron a la cirug&#237;a debe incluir la anticoagulaci&#243;n, aunque es controvertida su eficacia en la protecci&#243;n contra fen&#243;menos embolicos. La conducta frente una lesi&#243;n aislada del lado derecho incluye la retirada quir&#250;rgica, cuando la masa sea grande y/o m&#243;vil, o en la presencia de foramen oval patente, por la posibilidad de embolismo paradoxal.</p>
      <p>El FEP cursa favorablemente con la extirpaci&#243;n quir&#250;rgica, pudiendo incluso hablar de curaci&#243;n, aunque se recomiende un seguimiento ecocardiogr&#225;fico anual para posible detecci&#243;n de los raros casos de recidiva<sup>4</sup>.</p>
      <p>Hasta el presente momento, no hay t&#233;cnicas de imagen capaces de determinar el diagn&#243;stico definitivo de estos tumores. Solamente la biopsia endomioc&#225;rdica o la toracotom&#237;a son capaces de caracterizar <italic>in vivo</italic> dichas masas cardiacas. El an&#225;lisis histol&#243;gico inmediato es imprescindible para que se confirme el diagn&#243;stico y se establezca el tratamiento quir&#250;rgico m&#225;s adecuado.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
