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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000100014</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000100014</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Avalia&#231;&#227;o da ades&#227;o de m&#233;dicos ao protocolo de hipertens&#227;o arterial da secretaria municipal de sa&#250;de de Curitiba</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Positivo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>86</fpage>
      <lpage>91</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Em Curitiba, a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) &#233; a segunda causa de internamento hospitalar e a primeira causa de morte por doen&#231;as cardiovasculares. Os protocolos de atendimento aos hipertensos sistematizam a aten&#231;&#227;o ao paciente com o intuito de aprimorar a resolutividade e a qualidade dos servi&#231;os de sa&#250;de. OBJETIVO: Avaliar a ades&#227;o dos profissionais m&#233;dicos ao protocolo do programa de hipertensos da Secretaria Municipal de Sa&#250;de (SMS) de Curitiba. M&#201;TODOS: Este &#233; um estudo transversal e observacional. A coleta de dados referentes ao trabalho foi realizada em quatro unidades de sa&#250;de de Curitiba. A amostra foi constitu&#237;da de 200 pacientes hipertensos cadastrados no programa de HAS. Os dados coletados eram referentes &#224;s duas primeiras consultas. A fonte de dados foi o prontu&#225;rio eletr&#244;nico das unidades de sa&#250;de. O protocolo utilizado para an&#225;lise comparativa foi o da SMS de Curitiba. RESULTADOS: A n&#227;o conformidade entre a pr&#225;tica cl&#237;nica e o protocolo na primeira consulta foi de 56,8% quanto &#224; classifica&#231;&#227;o de grau, 63,8% quanto ao risco cardiovascular e de 54% quanto ao tratamento. Na segunda consulta, em 67% n&#227;o houve concord&#226;ncia com o protocolo quanto ao risco e em 51,3% quanto ao tratamento. CONCLUS&#195;O: A n&#227;o conformidade entre a pr&#225;tica cl&#237;nica e a ades&#227;o ao protocolo da SMS de Curitiba mostrou-se evidente na classifica&#231;&#227;o de grau, risco cardiovascular e tratamento do paciente hipertenso. O n&#227;o seguimento do protocolo pode representar uma baixa resolutividade do servi&#231;o de sa&#250;de, o qual perde a oportunidade de reduzir a morbidade e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares na popula&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>protocolos cl&#237;nicos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> HIPERTENS&#195;O ARTERIAL SIT&#202;MATICA</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o da ades&#227;o de m&#233;dicos ao protocolo de hipertens&#227;o arterial da secretaria municipal de sa&#250;de de Curitiba</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ivan Maluf Jr; Mariana Ribas Zahdi; Natasha Unterstell; Eliane Mara Ces&#225;rio Pereira Maluf; Andr&#233; Bonamigo de Sousa; Felipe Dominici Loures</bold>
    </p>
    <p>Universidade Positivo, Curitiba, PR - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Em Curitiba, a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) &#233; a segunda causa de internamento hospitalar e a primeira causa de morte por doen&#231;as cardiovasculares. Os protocolos de atendimento aos hipertensos sistematizam a aten&#231;&#227;o ao paciente com o intuito de aprimorar a resolutividade e a qualidade dos servi&#231;os de sa&#250;de. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar a ades&#227;o dos profissionais m&#233;dicos ao protocolo do programa de hipertensos da Secretaria Municipal de Sa&#250;de (SMS) de Curitiba. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Este &#233; um estudo transversal e observacional. A coleta de dados referentes ao trabalho foi realizada em quatro unidades de sa&#250;de de Curitiba. A amostra foi constitu&#237;da de 200 pacientes hipertensos cadastrados no programa de HAS. Os dados coletados eram referentes &#224;s duas primeiras consultas. A fonte de dados foi o prontu&#225;rio eletr&#244;nico das unidades de sa&#250;de. O protocolo utilizado para an&#225;lise comparativa foi o da SMS de Curitiba. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> A n&#227;o conformidade entre a pr&#225;tica cl&#237;nica e o protocolo na primeira consulta foi de 56,8% quanto &#224; classifica&#231;&#227;o de grau, 63,8% quanto ao risco cardiovascular e de 54% quanto ao tratamento. Na segunda consulta, em 67% n&#227;o houve concord&#226;ncia com o protocolo quanto ao risco e em 51,3% quanto ao tratamento. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> A n&#227;o conformidade entre a pr&#225;tica cl&#237;nica e a ades&#227;o ao protocolo da SMS de Curitiba mostrou-se evidente na classifica&#231;&#227;o de grau, risco cardiovascular e tratamento do paciente hipertenso. O n&#227;o seguimento do protocolo pode representar uma baixa resolutividade do servi&#231;o de sa&#250;de, o qual perde a oportunidade de reduzir a morbidade e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares na popula&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Hipertens&#227;o / terapia, press&#227;o arterial, protocolos cl&#237;nicos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) &#233; um dos problemas de sa&#250;de p&#250;blica mais importantes e frequentes no mundo, tendo preval&#234;ncia aproximada de 20% na popula&#231;&#227;o adulta<sup>1</sup>. A HAS &#233; reconhecida mundialmente como o maior fator de risco pass&#237;vel de preven&#231;&#227;o nos casos de acidente vascular encef&#225;lico (AVE), infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM), doen&#231;a vascular perif&#233;rica e insufici&#234;ncia renal<sup>2</sup>. Segundo a Organiza&#231;&#227;o das Na&#231;&#245;es Unidas (ONU), a mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares que frequentemente est&#227;o associadas &#224; hipertens&#227;o chega a ser de 250/100 mil habitantes<sup>3</sup>. Mesmo com os avan&#231;os no tratamento das doen&#231;as cardiovasculares, o n&#250;mero de mortes por consequ&#234;ncia da HAS continua crescendo, e estima-se que em 2020 esteja liderando as estat&#237;sticas de causa-morte no mundo todo<sup>4</sup>. Apesar disso, ainda n&#227;o h&#225; a&#231;&#245;es concentradas e sustent&#225;veis que permitam aos sistemas de sa&#250;de da Am&#233;rica Latina e Central desenvolver estrat&#233;gias e programas eficazes e eficientes de controle da doen&#231;a<sup>5</sup>.</p>
    <p>Em Curitiba, a hipertens&#227;o &#233; a segunda causa de internamento hospitalar e a primeira causa de morte por doen&#231;as cardiovasculares<sup>6</sup>.</p>
    <p>Nos &#250;ltimos cinco anos, os gastos com medicamentos t&#234;m subido vertiginosamente no mundo. Na Gr&#227;-Bretanha e nos EUA, esse aumento chegou a 50% e 173%, respectivamente. Entre as principais causas identificadas como fatores que contribuem para a falha no controle da HAS, encontram-se as prescri&#231;&#245;es inadequadas. Por&#233;m, os estudos de avalia&#231;&#227;o da qualidade das prescri&#231;&#245;es ainda s&#227;o escassos<sup>3</sup>.</p>
    <p>A ades&#227;o aos protocolos est&#225; relacionada &#224; maior qualidade das prescri&#231;&#245;es e, consequentemente, tem um impacto significativo no n&#250;mero de pessoas com o n&#237;vel de press&#227;o arterial controlado, al&#233;m de diminuir eventos cardiovasculares<sup>7</sup>. No entanto, estudos demonstraram um n&#250;mero elevado de pacientes tratados em desacordo com os protocolos, especialmente pela insist&#234;ncia em monoterapia naqueles cujo quadro cl&#237;nico sugere o uso de tr&#234;s a quatro medicamentos associados<sup>2,8</sup>.</p>
    <p>Diante desse desacordo, em 1990 mais de 43 milh&#245;es de norte-americanos acima de 18 anos preenchiam os crit&#233;rios de diagn&#243;stico para HAS, no entanto apenas 50% estavam sendo tratados<sup>9</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Objetivo</bold>
    </p>
    <p>O prop&#243;sito deste trabalho foi avaliar a ades&#227;o de m&#233;dicos ao protocolo do programa de hipertensos da Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Curitiba.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este trabalho caracteriza-se como um estudo transversal e observacional.</p>
    <p>A coleta de dados referentes ao trabalho foi realizada em quatro unidades de sa&#250;de (US) de Curitiba escolhidas pela Secretaria Municipal de Sa&#250;de em 2006: Nossa Senhora da Luz e Augusta, pertencentes &#224; regional Cidade Industrial de Curitiba (CIC); Jardim Gabineto, pertencente &#224; regional Santa Felicidade; e Capanema, da regional Matriz.</p>
    <p>A amostra foi constitu&#237;da por coleta de dados de 200 pacientes em duas consultas m&#233;dicas referentes ao programa de HAS. Selecionaram-se pacientes de ambos os sexos e acima de 35 anos de idade que foram inclu&#237;dos no programa de HAS em 2005. Exclu&#237;ram-se gestantes com n&#237;veis press&#243;ricos abaixo ou igual a 120/80 na primeira consulta do programa, pacientes inativos no programa e aqueles com HAS secund&#225;ria.</p>
    <p>Coletaram-se informa&#231;&#245;es referentes &#224;s duas consultas consecutivas realizadas a partir de 2005, e a primeira refere-se ao dia do cadastro no programa de HAS.</p>
    <p>A coleta de dados foi realizada por cinco acad&#234;micos de medicina, previamente treinados, integrantes da equipe. Elaborou-se uma planilha no Excel com as vari&#225;veis estudadas: sexo, data das consultas, unidades de sa&#250;des, idade, press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS), press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD), &#237;ndice de massa corporal (IMC), fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular, medicamentos prescritos na primeira e segunda consultas com dose e n&#250;mero de tomada di&#225;ria, exames complementares pedidos nas consultas e classifica&#231;&#227;o e grau de cada consulta.</p>
    <p>A classifica&#231;&#227;o do grau e risco da hipertens&#227;o foi realizada com base no diagn&#243;stico da primeira consulta m&#233;dica de inser&#231;&#227;o no programa de hipertensos da US e comparada com os crit&#233;rios do protocolo. Tamb&#233;m foi efetuada a compara&#231;&#227;o com o plano de tratamento proposto.</p>
    <p>O protocolo utilizado foi o padronizado pela Secretaria Municipal da Sa&#250;de de Curitiba em 2004.</p>
    <p>Os esquemas terap&#234;uticos avaliados no trabalho contemplaram medicamentos dispon&#237;veis na rede p&#250;blica, que coincidem com os do protocolo: hidroclorotiazida, furosemida, propranolol, captopril, metildopa e nifedipina de a&#231;&#227;o prolongada.</p>
    <p>Para fonte de dados, utilizou-se o prontu&#225;rio eletr&#244;nico das unidades de sa&#250;de (informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas, comorbidades e prescri&#231;&#227;o).</p>
    <p>O programa de estat&#237;stica utilizado para a an&#225;lise dos dados foi o SPSS vers&#227;o 13.</p>
    <p>O trabalho foi analisado e aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica da Universidade Positivo.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 200 pacientes que preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o do estudo, 51 (24,5%) eram da US Augusta, 63 (31,5%) da US Nossa Senhora da Luz, 55 (27,5%) da US. Jardim Gabineto e 31 (16,5%) da US Capanema. A maior parte pertencia ao g&#234;nero feminino (57%). A mediana de idade foi de 52 anos, com idade m&#237;nima de 35 e m&#225;xima de 90 anos. Dos pacientes, 40,7% eram obesos, e 47,8% das mulheres apresentaram IMC acima de 30 kg/m<sup>2</sup>.</p>
    <p>Na maior parte dos prontu&#225;rios pesquisados, n&#227;o se observaram tabagismo, hist&#243;ria de acidente vascular encef&#225;lico, les&#227;o em &#243;rg&#227;o-alvo, dislipidemia, doen&#231;a renal ou card&#237;aca e etilismo.</p>
    <p>
      <bold>Diagn&#243;stico e est&#225;gio da hipertens&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A mediana da PAS foi de150 mmHg, com m&#237;nima de 120 mmHg e m&#225;xima de 250 mmHg. Entre as mulheres, 64% apresentaram PAS abaixo de 159 mmHg e 43% dos homens situavam-se nessa faixa.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; PAD, a mediana calculada foi de 100 mmHg, com m&#237;nima de 80 mmHg e m&#225;xima de 160 mmHg. Com rela&#231;&#227;o &#224;s mulheres, 51,8% estavam situadas nos valores entre 60 e 99 mmHg; quanto aos homens, 52,3% tinham a PAD entre 100 e 109 mmHg.</p>
    <p>Dos fatores de risco cardiovasculares estudados, em 11% dos pacientes havia diagn&#243;stico pr&#233;vio de diabetes melito, com predom&#237;nio nos homens (16,3%).</p>
    <p>Os exames complementares foram avaliados com base nos valores recomendados pelo protocolo de hipertens&#227;o da Secretaria Municipal.</p>
    <p>Alguns pacientes apresentaram, j&#225; na primeira consulta, os resultados de exames laboratoriais. Das 51 an&#225;lises de glicemia de jejum, havia valores acima de 100 mg/dl em 51% dos resultados. Igualmente, na mesma quantidade de solicita&#231;&#227;o do valor do colesterol total, havia altera&#231;&#227;o do n&#237;vel recomendado em 33,3%. Na avalia&#231;&#227;o de 44 an&#225;lises de triglicer&#237;deos, 29,6% estavam com valores elevados. Outros exames avaliados apresentaram altera&#231;&#245;es:</p>
    <p>&#149; HDL: com 26 an&#225;lises e 23,1% em n&#237;veis abaixo do recomendado.</p>
    <p>&#149; LDL: com 30 solicita&#231;&#245;es, das quais 53,4% apresentavam resultados elevados.</p>
    <p>&#149; Creatinina: em 22% das 50 an&#225;lises, estava acima do limite superior da normalidade.</p>
    <p>Seis pacientes apresentaram resultado de s&#243;dio s&#233;rico, e o valor estava abaixo do recomendado em apenas um deles. Houve 17 resultados de pot&#225;ssio s&#233;rico, e em todas as situa&#231;&#245;es o valor estava dentro da normalidade.</p>
    <p>Solicitaram-se esses exames a alguns pacientes para avalia&#231;&#227;o na segunda consulta. Dos 73 resultados de glicemia de jejum, 27,3% apresentaram glicemia maior que 100 mg/dl. Em 29,5% de 71 an&#225;lises, havia aumento do colesterol total. Foram solicitadas 68 an&#225;lises de triglicer&#237;deos que se mostraram alteradas em 17,6% dos resultados. Das 49 avalia&#231;&#245;es do HDL, em apenas 7 o valor estava abaixo do recomendado. O LDL foi solicitado para 50 pessoas, e em 40% das an&#225;lises o valor era maior que 130 mg/dl. Pediram-se 50 parciais de urina: em 3 an&#225;lises havia hemoglobin&#250;ria, e em 2 constatou-se protein&#250;ria. S&#243;dio s&#233;rico estava alterado em apenas um exame, de 13 solicita&#231;&#245;es, e o pot&#225;ssio s&#233;rico em dois exames, de 39 solicita&#231;&#245;es. De 62 an&#225;lises, apenas em duas havia valor maior que 1,2 mg/dl.</p>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o do grau da HAS, houve discord&#226;ncia da recomenda&#231;&#227;o em 56,8% das situa&#231;&#245;es. Dos dados que, segundo o protocolo, deveriam ser classificados como grau 1, 50,7% n&#227;o estavam dessa maneira. Como grau 2, 60,4% n&#227;o estavam em conformidade, e, em rela&#231;&#227;o aos que deveriam ser determinados como grau 3, 58,5% n&#227;o estavam classificados corretamente (<xref ref-type="table" rid="t01">Tabela 1</xref>). Esse dado foi analisado apenas na primeira consulta porque, para haver uma mudan&#231;a na classifica&#231;&#227;o do grau de hipertens&#227;o do paciente, seria necess&#225;rio um per&#237;odo m&#237;nimo de tr&#234;s meses de estabilidade em outro grau. Este trabalho n&#227;o contempla esse acompanhamento, portanto n&#227;o ser&#225; apresentada aqui a an&#225;lise dos graus na segunda consulta.</p>
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    </p>
    <p>Na classifica&#231;&#227;o sobre o risco cardiovascular, analisaram-se as duas consultas e os riscos estratificados para an&#225;lise de concord&#226;ncia em cada n&#237;vel, pois o risco do paciente poderia ser modificado de acordo com resultados de exames complementares solicitados na primeira consulta. Houve discord&#226;ncia nas classifica&#231;&#245;es em 63,8% na primeira consulta. Dos dados que, segundo o protocolo, deveriam ser classificados como risco baixo, 46,9% n&#227;o estavam dessa maneira. Dos que deveriam estar como risco moderado, 57,1% n&#227;o estavam em conformidade. E, quanto aos riscos alto e muito alto, 66,7% e 91,7%, respectivamente, divergiram do recomendado pelo protocolo (<xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref>). Na segunda consulta, n&#227;o houve concord&#226;ncia com a recomenda&#231;&#227;o em 67% dos casos. Dos pacientes que deveriam ser determinados como baixo risco, assim n&#227;o estavam em 50% das situa&#231;&#245;es. Apenas 38% foram classificados corretamente como risco moderado, e houve diverg&#234;ncia em 67,5% e 92,6% nas distribui&#231;&#245;es de riscos alto e muito alto, respectivamente (<xref ref-type="table" rid="t03">Tabela 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0086-00014-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0086-00014-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Tratamento</bold>
    </p>
    <p>Dentre os 200 pacientes, 11 n&#227;o estavam fazendo uso de drogas anti-hipertensivas. O tratamento farmacol&#243;gico preconizado pelo protocolo da Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Curitiba estabelece como droga de primeira escolha na terapia a hidroclorotiazida, a qual foi prescrita em 51,5% de todos os casos na primeira consulta. Dos pacientes que estavam em monoterapia, apenas 34,2% faziam uso dessa droga. O medicamento captopril foi o mais utilizado (em 57% dos casos), inclusive como monoterapia (51,8%), seguido pelo propranolol em 13% das situa&#231;&#245;es. Medicamentos n&#227;o inclu&#237;dos na farm&#225;cia das unidades de sa&#250;de foram prescritos para 2,5% dos pacientes medicados. Os demais medicamentos foram prescritos com menor frequ&#234;ncia, sendo a metildopa prescrita para 1% dos pacientes medicados, furosemida para 4% e nifedipina para 8,5%.</p>
    <p>A monoterapia foi aplicada &#224; maioria dos pacientes (57%). Em uso de dois medicamentos, havia 32,5% dos pacientes, e 5% estavam usando tr&#234;s ou mais drogas.</p>
    <p>Na an&#225;lise de ades&#227;o ao protocolo da SMS de Curitiba, verificou-se que, na primeira consulta, em 54,7% das vezes o tratamento n&#227;o estava em conformidade com o sugerido pelo protocolo, e, na segunda consulta, em 51,3% das vezes tamb&#233;m n&#227;o estava compat&#237;vel.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em Curitiba, em 2004 o total de hipertensos cadastrados no Programa do SUS era de 85.783 pacientes. Em 2005, houve um acr&#233;scimo de 16.405 cadastrados. Nesse mesmo ano, realizaram-se 830.269 consultas, e em 2004, 746.927. Do total de medicamentos disponibilizados na farm&#225;cia das unidades de sa&#250;de em 2004, 48,6% foram de anti-hipertensivos (68.045.973 comprimidos). Em 2005, distribu&#237;ram-se 79.933.945 comprimidos de anti-hipertensivos para a popula&#231;&#227;o usu&#225;ria do SUS<sup>6</sup>.</p>
    <p>As a&#231;&#245;es desenvolvidas para o controle da HAS e suas complica&#231;&#245;es t&#234;m levado em conta v&#225;rios fatores, tais como mudan&#231;as nos h&#225;bitos de vida, tratamento medicamentoso e sua ader&#234;ncia. O protocolo de HAS da SMS de Curitiba foi criado com o objetivo de sistematizar a aten&#231;&#227;o ao hipertenso, com intuito de aprimorar a resolutividade e a qualidade dos servi&#231;os municipais de sa&#250;de. Tamb&#233;m traz inova&#231;&#245;es na abordagem, introduzindo novos conceitos como gest&#227;o da patologia e de casos que, se bem incorporados pelas equipes, auxiliar&#227;o, sem d&#250;vida, na organiza&#231;&#227;o do processo de trabalho e na otimiza&#231;&#227;o dos recursos dispon&#237;veis. Somado a isso, o prop&#243;sito seria acompanhar a popula&#231;&#227;o-alvo em suas &#225;reas de abrang&#234;ncia e monitorizar o alcance das metas pactuadas pelas equipes de sa&#250;de, com rela&#231;&#227;o a internamentos decorrentes da HAS, solicita&#231;&#227;o de exames laboratoriais e retorno agendados<sup>1</sup>.</p>
    <p>Somente um ter&#231;o dos pacientes sob tratamento para HAS alcan&#231;a &#237;ndices de PA abaixo de 140/90 mmHg, que &#233; o indicado pela diretriz do <italic>Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure</italic> (JNC VI)<sup>2</sup>. Isso ocorre independentemente do fato de existirem mais de 70 drogas anti-hipertensivas dispon&#237;veis e protocolos espec&#237;ficos para a doen&#231;a. A falta de ades&#227;o dos m&#233;dicos aos protocolos &#233; um fator importante para esses n&#250;meros<sup>2</sup>.</p>
    <p>Este estudo deixa clara a inconformidade que h&#225; entre o tratamento realizado nas unidades de sa&#250;de e o protocolo da SMS de Curitiba, proposto como m&#233;todo de compara&#231;&#227;o. Apesar dessa evid&#234;ncia, reconhece-se a dificuldade em manter de modo efetivo essa compara&#231;&#227;o. Observou-se tamb&#233;m, criticamente, que medir a ader&#234;ncia a um protocolo n&#227;o &#233; tarefa f&#225;cil, uma vez que, geralmente, essa medi&#231;&#227;o se d&#225; por meio de crit&#233;rios muitas vezes pouco acurados. Em raz&#227;o disso, est&#227;o sendo estudadas novas formas de avaliar a ades&#227;o, porque &#233; sabido que a introdu&#231;&#227;o de um novo protocolo modifica substancialmente a detec&#231;&#227;o, a avalia&#231;&#227;o de risco e o tratamento da hipertens&#227;o<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>Pesquisas laboratoriais s&#227;o de suma import&#226;ncia para pesquisar outros fatores de risco, descartar a presen&#231;a de hipertens&#227;o secund&#225;ria e evidenciar ou n&#227;o a les&#227;o de &#243;rg&#227;o-alvo, o qual muitas vezes &#233; de car&#225;ter subcl&#237;nico<sup>12</sup>. &#201; nesse contexto que se torna obrigat&#243;ria e &#233; preconizada por diversos protocolos, e adotada pela SMS de Curitiba, a realiza&#231;&#227;o desses exames complementares<sup>1</sup>. Sabe-se que protocolos baseados em risco cardiovascular e n&#227;o apenas em n&#237;veis press&#243;ricos s&#227;o mais eficientes<sup>4</sup>. Mesmo com esse n&#237;vel de import&#226;ncia, observou-se, neste estudo, que exames foram solicitados em 31,8% das consultas, ainda assim n&#227;o contemplando os exames m&#237;nimos preconizados, e o eletrocardiograma foi solicitado em apenas uma. Na aus&#234;ncia desses dados, n&#227;o foi poss&#237;vel calcular o n&#250;mero de pacientes subdiagnosticados com diabetes melito tipo II, insufici&#234;ncia renal e dislipidemia. O controle da press&#227;o mostra um melhor custo-benef&#237;cio para reduzir doen&#231;as macrovasculares derivadas do diabetes<sup>8</sup>.</p>
    <p>O &#237;ndice de concord&#226;ncia na primeira consulta dos medicamentos prescritos com as indica&#231;&#245;es do protocolo foi de apenas 45,3%. Resultados semelhantes de baixa ades&#227;o foram encontrados na literatura pesquisada<sup>13</sup>. A classifica&#231;&#227;o de grau e risco divergente do preconizado implica um tratamento inadequado. Estudos recentes demonstraram que uma maior ades&#227;o dos m&#233;dicos &#224;s recomenda&#231;&#245;es dos protocolos traz benef&#237;cios, pois diminui a incid&#234;ncia de riscos cardiovasculares e complica&#231;&#245;es renais, al&#233;m de reduzir os n&#237;veis press&#243;ricos. As recomenda&#231;&#245;es vigentes nos protocolos s&#227;o baseadas em evid&#234;ncias cient&#237;ficas de redu&#231;&#227;o significativa da morbidade e mortalidade decorrentes da hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica<sup>14</sup>.</p>
    <p>Apesar de n&#227;o ter sido a droga mais utilizada, a hidroclorotiazida foi prescrita para 51,5% dos pacientes, demonstrando boa ades&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica. Esse resultado diverge de outros estudos que mostraram descren&#231;a por parte dos m&#233;dicos no uso dessa droga como primeira escolha<sup>15</sup>. Durante muitos anos, os betabloqueadores serviram como drogas de prescri&#231;&#227;o rotineira pela maioria dos m&#233;dicos de aten&#231;&#227;o prim&#225;ria, no entanto, segundo estudos recentes, verificou-se uma quebra dessa tradi&#231;&#227;o, j&#225; que essa classe de anti-hipertensivos n&#227;o &#233; mais considerada de primeira linha<sup>7,16,17</sup>. Neste estudo, verificou-se que o propranolol - medicamento da classe dos betabloqueadores - foi administrado em 15% dos pacientes. Muitas vezes, &#233; necess&#225;rio prescrever mais de uma droga para atingir os n&#237;veis press&#243;ricos considerados normais, e verifica-se que essa pr&#225;tica &#233; um tanto desconsiderada<sup>2</sup>. No estudo ora apresentado, a monoterapia esteve presente em 57%.</p>
    <p>Dada a aus&#234;ncia de algumas informa&#231;&#245;es necess&#225;rias para a classifica&#231;&#227;o dos pacientes, a avalia&#231;&#227;o deste estudo foi baseada nos dados dispon&#237;veis. Informa&#231;&#245;es como tabagismo, hist&#243;ria de AVE e doen&#231;as cardiovasculares e renais associadas estavam ausentes em praticamente todos os prontu&#225;rios, o que dificultou a classifica&#231;&#227;o exata e o tratamento correto a serem feitos. Dessa maneira, verifica-se uma discord&#226;ncia com o protocolo que preconiza a avalia&#231;&#227;o de fatores de risco para uma correta estratifica&#231;&#227;o de grau e risco do paciente<sup>1</sup>. Os resultados avaliados mostraram que h&#225; pouca ades&#227;o ao protocolo da SMS, em raz&#227;o do elevado &#237;ndice de n&#227;o conformidade no diagn&#243;stico de grau e risco, o que tamb&#233;m se observou no tratamento da hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, pois, em m&#233;dia, apenas 50% dos m&#233;dicos seguem as recomenda&#231;&#245;es da SMS.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A n&#227;o conformidade entre a pr&#225;tica cl&#237;nica e o preconizado pelo protocolo da SMS de Curitiba mostrou-se evidente tanto na classifica&#231;&#227;o de grau e risco do paciente hipertenso quanto no tratamento. O seguimento do protocolo pode ser uma ferramenta importante no controle da HAS e contribuir na redu&#231;&#227;o da morbidade e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares na popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Ivan Maluf Junior </p>
        <p> Av. Silva Jardim, 2833, ap. 501 - Agua Verde </p>
        <p> 80240020 - Curitiba, PR - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="ivanmalufjr@yahoo.com.br">ivanmalufjr@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 13/11/08; revisado recebido em 01/12/08; aceito em 25/05/09.</p>
  </body>
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          <article-title>Antihypertensive medication prescribing in 27,822 elderly Canadians with diabetes over the past decade</article-title>
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          <article-title>Medicaid prescriber compliance with Joint National Committee VI Hypertension Treatment Guidelines</article-title>
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          <article-title>Development of explicit criteria to measure adherence to hypertension guidelines</article-title>
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          <article-title>Effects of new treatment criteria and goals in patients with high blood pressure in general practice</article-title>
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          <article-title>Guidelines for the management of arterial hypertension: The Task Force for the Management of Arterial Hypertension of the European Society of Hypertension (ESH) and of the European Society of Cardiology (ESC)</article-title>
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          <article-title>Hypertension in the elderly</article-title>
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          <article-title>Improving adherence to guidelines for hypertension drug prescribing: cluster-randomized controlled trial of general versus patient-specific recommendations</article-title>
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          <article-title>Rational prescribing in primary care (RaPP): process evaluation of an intervention to improve prescribing of antihypertensive and cholesterol-lowering drugs</article-title>
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          <article-title>Choice of first antihypertensive: simple as ABCD?</article-title>
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          <article-title>NICE removes beta blockers as first line treatment for hypertension</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Evaluaci&#243;n de la adhesi&#243;n de m&#233;dicos al protocolo de hipertensi&#243;n arterial de la Secretar&#237;a Municipal de Salud de Curitiba</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: En Curitiba, la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) es la segunda causa de internamiento hospitalario y la primera causa de muerte por enfermedades cardiovasculares. Los protocolos de atenci&#243;n a los hipertensos sistematizan la atenci&#243;n al paciente con la intenci&#243;n de perfeccionar la resolutividad y la calidad de los servicios de salud. OBJETIVO: Evaluar la adhesi&#243;n de los profesionales m&#233;dicos al protocolo del programa de hipertensos de la Secretar&#237;a Municipal de Salud (SMS) de Curitiba. M&#201;TODOS: Este es un estudio transversal y observacional. La recolecci&#243;n de datos referentes al trabajo se llev&#243; a cabo en cuatro unidades de salud de Curitiba. La muestra estaba conformada por 200 pacientes hipertensos registrados en el programa de HAS. Los datos recolectados se refer&#237;an a las dos primeras consultas. La fuente de datos fue el prontuario electr&#243;nico de las unidades de salud. El protocolo utilizado para an&#225;lisis comparativo fue el de la SMS de Curitiba. RESULTADOS: La no conformidad entre la pr&#225;ctica cl&#237;nica y el protocolo en la primera consulta fue de un 56,8% en cuanto a la clasificaci&#243;n de grado, un 63,8% en cuanto al riesgo cardiovascular y del 54% con relaci&#243;n al tratamiento. En la segunda consulta, en el 67% no hubo concordancia con el protocolo en cuanto al riesgo y en un 51,3% en cuanto al tratamiento. CONCLUSI&#211;N: La no conformidad entre la pr&#225;ctica cl&#237;nica y la adhesi&#243;n al protocolo de la SMS de Curitiba se revel&#243; evidente en la clasificaci&#243;n de grado, riesgo cardiovascular y tratamiento del paciente hipertenso. El no seguimiento del protocolo puede representar una baja resolutividad del servicio de salud, el que pierde la oportunidad de reducir la morbilidad y mortalidad por enfermedades cardiovasculares en la poblaci&#243;n.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>protocolos cl&#237;nicos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n de la adhesi&#243;n de m&#233;dicos al protocolo de hipertensi&#243;n arterial de la secretar&#237;a municipal de salud de Curitiba</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Ivan Maluf Jr; Mariana Ribas Zahdi; Natasha Unterstell; Eliane Mara Ces&#225;rio Pereira Maluf; Andr&#233; Bonamigo de Sousa; Felipe Dominici Loures</bold>
      </p>
      <p>Universidade Positivo, Curitiba, PR - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> En Curitiba, la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) es la segunda causa de internamiento hospitalario y la primera causa de muerte por enfermedades cardiovasculares. Los protocolos de atenci&#243;n a los hipertensos sistematizan la atenci&#243;n al paciente con la intenci&#243;n de perfeccionar la resolutividad y la calidad de los servicios de salud.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Evaluar la adhesi&#243;n de los profesionales m&#233;dicos al protocolo del programa de hipertensos de la Secretar&#237;a Municipal de Salud (SMS) de Curitiba.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Este es un estudio transversal y observacional. La recolecci&#243;n de datos referentes al trabajo se llev&#243; a cabo en cuatro unidades de salud de Curitiba. La muestra estaba conformada por 200 pacientes hipertensos registrados en el programa de HAS. Los datos recolectados se refer&#237;an a las dos primeras consultas. La fuente de datos fue el prontuario electr&#243;nico de las unidades de salud. El protocolo utilizado para an&#225;lisis comparativo fue el de la SMS de Curitiba.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> La no conformidad entre la pr&#225;ctica cl&#237;nica y el protocolo en la primera consulta fue de un 56,8% en cuanto a la clasificaci&#243;n de grado, un 63,8% en cuanto al riesgo cardiovascular y del 54% con relaci&#243;n al tratamiento. En la segunda consulta, en el 67% no hubo concordancia con el protocolo en cuanto al riesgo y en un 51,3% en cuanto al tratamiento.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La no conformidad entre la pr&#225;ctica cl&#237;nica y la adhesi&#243;n al protocolo de la SMS de Curitiba se revel&#243; evidente en la clasificaci&#243;n de grado, riesgo cardiovascular y tratamiento del paciente hipertenso. El no seguimiento del protocolo puede representar una baja resolutividad del servicio de salud, el que pierde la oportunidad de reducir la morbilidad y mortalidad por enfermedades cardiovasculares en la poblaci&#243;n. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(1) : 82-86)</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Hipertensi&#243;n/terapia, presi&#243;n arterial, protocolos cl&#237;nicos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) es uno de los problemas de salud p&#250;blica m&#225;s importantes y frecuentes en el mundo, y tiene prevalencia aproximada del 20% en la poblaci&#243;n adulta<sup>1</sup>. Se reconoce la HAS mundialmente como el mayor factor de riesgo pasible de prevenci&#243;n en los casos de accidente vascular encef&#225;lico (AVE), infarto agudo del miocardio (IAM), enfermedad vascular perif&#233;rica e insuficiencia renal<sup>2</sup>. Seg&#250;n la Organizaci&#243;n de las Naciones Unidas (ONU), la mortalidad por enfermedades cardiovasculares que frecuentemente est&#225;n asociadas a hipertensi&#243;n llega a ser de 250/100 mil habitantes<sup>3</sup>. Aun con los avances en el tratamiento de las enfermedades cardiovasculares, el n&#250;mero de muertes por consecuencia de la HAS sigue creciendo, y se estima que en 2020 est&#233; liderando las estad&#237;sticas de causa-muerte en todo el mundo<sup>4</sup>. Pese a ello, todav&#237;a no hay acciones concentradas y sostenibles que permitan a los sistemas de salud de Am&#233;rica Latina y Central desarrollar estrategias y programas eficaces y eficientes de control de la enfermedad.</p>
      <p>En Curitiba, la hipertensi&#243;n es la segunda causa de internamiento hospitalario y la primera causa de muerte por enfermedades cardiovasculares<sup>6</sup>.</p>
      <p>En los &#250;ltimos cinco a&#241;os, los gastos con medicamentos han subido vertiginosamente en el mundo. En Gran Breta&#241;a y en los EE.UU. este aumento lleg&#243; al 50% y al 173%, respectivamente. Entre las principales causas identificadas como factores que contribuyen a la falla en el control de HAS, se encuentran las prescripciones inadecuadas. Adem&#225;s, los estudios de evaluaci&#243;n de la calidad de las prescripciones son a&#250;n escasos<sup>3</sup>.</p>
      <p>La adhesi&#243;n a los protocolos est&#225; relacionada a la mayor calidad de las prescripciones y, consecuentemente, tiene un impacto significativo en el n&#250;mero de personas con el nivel de presi&#243;n arterial controlado, adem&#225;s de disminuir eventos cardiovasculares<sup>7</sup>. Sin embargo, estudios evidenciaron un n&#250;mero elevado de pacientes tratados en desacuerdo con los protocolos, en especial por la insistencia en monoterapia en aquellos cuyo cuadro cl&#237;nico sugiere el uso de tres a cuatro medicamentos asociados<sup>2,8</sup>.</p>
      <p>Ante este desacuerdo, en el 1990 m&#225;s de 43 millones de estadounidenses de 18 a&#241;os obedec&#237;an a los criterios de diagn&#243;stico para HAS, sin embargo solamente el 50% se estaba tratando<sup>9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Objetivo</bold>
      </p>
      <p>El prop&#243;sito de este trabajo fue evaluar la adhesi&#243;n de los m&#233;dicos al protocolo del programa de hipertensos de la Secretar&#237;a Municipal de Salud de Curitiba.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este trabajo se caracteriza como un estudio transversal y observacional.</p>
      <p>La recolecci&#243;n de datos referentes al trabajo se llev&#243; a cabo en cuatro unidades de salud (US) de Curitiba elegidas por la Secretar&#237;a Municipal de Salud en 2006: Nossa Senhora da Luz y Augusta, pertenecientes a la regional Ciudad Industrial de Curitiba (CIC); Jardim Gabineto, perteneciente a la regional Santa Felicidade; y Capanema, de la regional Matriz.</p>
      <p>La muestra estaba conformada por recolecci&#243;n de datos de 200 pacientes en dos consultas m&#233;dicas referentes al programa de HAS. Se seleccionaron a pacientes de ambos sexos y arriba de 35 a&#241;os de edad que se incluyeron en el programa de HAS en 2005. Se excluyeron a gestantes con niveles de presi&#243;n inferiores o igual a 120/80 en la primera consulta del programa, pacientes inactivos en el programa y aquellos con HAS secundaria.</p>
      <p>Se recolectaron informaciones referentes a las dos consultas consecutivas realizadas a partir de 2005, y la primera se refiere al d&#237;a del registro en el programa de HAS.</p>
      <p>Cinco acad&#233;micos de medicina, integrantes del equipo, previamente entrenados, efectuaron la recolecci&#243;n de datos. Se elabor&#243; una hoja de c&#225;lculo en el Excel con las variables estudiadas: sexo, fecha de las consultas, unidades de salud, edad, presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD), &#237;ndice de masa corporal (IMC), factores de riesgo para enfermedad cardiovascular, medicamentos prescritos en la primera y segunda consultas con dosis y n&#250;mero de toma diaria, ex&#225;menes complementarios pedidos en las consultas y clasificaci&#243;n y grado de cada consulta.</p>
      <p>La clasificaci&#243;n del grado y riesgo de la hipertensi&#243;n se llev&#243; a cabo con base en el diagn&#243;stico de la primera consulta m&#233;dica de inserci&#243;n en el programa de hipertensos de la US y comparada con los criterios del protocolo. Tambi&#233;n se efectu&#243; la comparaci&#243;n con el plano de tratamiento propuesto.</p>
      <p>El protocolo utilizado fue el estandarizado por la Secretar&#237;a Municipal de la Salud de Curitiba en 2004.</p>
      <p>Los esquemas terap&#233;uticos evaluados en el trabajo contemplaron medicamentos disponibles en el sistema p&#250;blico de salud, que coinciden con los del protocolo: hidroclorotiazida, furosemida, propranolol, captopril, metildopa y nifedipina de acci&#243;n prolongada.</p>
      <p>Para fuente de datos, se utiliz&#243; el prontuario electr&#243;nico de las unidades de salud (informaciones cl&#237;nicas, comorbilidades y prescripci&#243;n).</p>
      <p>El programa de estad&#237;stica utilizado para el an&#225;lisis de los datos fue el SPSS versi&#243;n 13.</p>
      <p>El comit&#233; de &#233;tica de la Universidad Positivo analiz&#243; y aprob&#243; el trabajo.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 200 pacientes que obedecieron a los criterios de inclusi&#243;n del estudio, 51 (24,5%) eran de US Augusta, 63 (31,5%) de US Nossa Senhora da Luz, 55 (27,5%) de US. Jardim Gabineto y 31 (16,5%) de US Capanema. La mayor parte pertenec&#237;a al g&#233;nero femenino (57%). La mediana de edad fue de 52 a&#241;os, con edad m&#237;nima de 35 y m&#225;xima de 90 a&#241;os. De los pacientes, un 40,7% era obeso, y un 47,8% de las mujeres presentaba IMC arriba de 30 kg/m<sup>2</sup>.</p>
      <p>En la mayor parte de los prontuarios investigados, no se observaron tabaquismo, historia de accidente vascular encef&#225;lico, lesi&#243;n en &#243;rgano-blanco, dislipidemia, enfermedad renal o cardiaca y etilismo.</p>
      <p>
        <bold>Diagn&#243;stico y estadio de la hipertensi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La mediana de la PAS fue de150 mmHg, con m&#237;nima de 120 mmHg y m&#225;xima de 250 mmHg. Entre las mujeres, el 64% presentaron PAS inferior a 159 mmHg y el 43% de los varones se situaban en esta franja.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la PAD, la mediana de calculada fue 100 mmHg, con m&#237;nima de 80 mmHg y m&#225;xima de 160 mmHg. En cuanto a las mujeres, un 51,8% estaba ubicado en los valores entre 60 y 99 mmHg; en cuanto a los varones, un 52,3% ten&#237;an la PAD entre 100 y 109 mmHg.</p>
      <p>De los factores de riesgo cardiovasculares estudiados, en el 11% de los pacientes hab&#237;a diagn&#243;stico previo de diabetes melito, con predominio en los varones (16,3%).</p>
      <p>Los ex&#225;menes complementarios se evaluaron con base en los valores recomendados por el protocolo de hipertensi&#243;n de la Secretar&#237;a Municipal.</p>
      <p>Algunos pacientes presentaron, ya en la primera consulta, los resultados de ex&#225;menes laboratoriales. De los 51 an&#225;lisis de glucemia de ayuno, hab&#237;a valores superiores a 100 mg/dl en el 51% de los resultados. Igualmente, en la misma cuantidad de solicitaci&#243;n del valor del colesterol total, hab&#237;a alteraci&#243;n del nivel recomendado en un 33,3%. En la evaluaci&#243;n de 44 an&#225;lisis de triglic&#233;ridos, el 29,6% estaban con valores elevados. Otros ex&#225;menes evaluados presentaron alteraciones:</p>
      <p>&#149; HDL: con 26 an&#225;lisis y un 23,1% en niveles abajo de lo recomendado.</p>
      <p>&#149; LDL: con 30 solicitaciones, de las cuales un 53,4% presentaban resultados elevados.</p>
      <p>&#149; Creatinina: En el 22% del 50 an&#225;lisis, estaba arriba del l&#237;mite superior de la normalidad.</p>
      <p>Seis pacientes presentaron resultado de sodio s&#233;rico, y el valor estaba abajo de lo recomendado en solamente uno de ellos. Hubo 17 resultados de potasio s&#233;rico, y en todas las situaciones el valor estaba dentro de la normalidad.</p>
      <p>Se requirieron estos ex&#225;menes a algunos pacientes para la evaluaci&#243;n en la segunda consulta. Teniendo en cuenta los 73 resultados de glucemia de ayuno, un 27,3% present&#243; glucemia mayor que 100 mg/dl. En un 29,5% de 71 an&#225;lisis, hab&#237;a aumento del colesterol total. Se solicitaron 68 an&#225;lisis de triglic&#233;ridos que se evidenciaron alteradas en un 17,6% de los resultados. De las 49 evaluaciones del HDL, en solamente 7 el valor estaba abajo de lo recomendado. El LDL se requiri&#243; para 50 personas, y en el 40% de los an&#225;lisis el valor era mayor que 130 mg/dl. Se requirieron parciales de orina: En el 3 an&#225;lisis hab&#237;a hemoglobinuria, y en 2 se constat&#243; proteinuria. El sodio s&#233;rico estaba alterado en solamente un examen, de 13 requerimientos, y el potasio s&#233;rico en dos ex&#225;menes, de 39 requerimientos. De 62 an&#225;lisis, solo en dos hab&#237;a un valor mayor que 1,2 mg/dl.</p>
      <p>En la evaluaci&#243;n del grado de la HAS, hubo discordancia de la recomendaci&#243;n en un 56,8% de las situaciones. De los datos que, seg&#250;n el protocolo, deber&#237;an clasificarse como grado 1, un 50,7% no estaba de esa manera. Como grado 2, un 60,4% no estaba en conformidad, y respecto a los que deber&#237;an determinarse como grado 3, un 58,5% no estaba clasificado correctamente (<xref ref-type="table" rid="es_14t01-body2">Tabla 1</xref>). Ese dato se analiz&#243; apenas en la primera consulta porque, para haber un cambio en la clasificaci&#243;n del grado de hipertensi&#243;n del paciente, ser&#237;a necesario un per&#237;odo m&#237;nimo de tres meses de estabilidad en otro grado. Este trabajo no contempla ese seguimiento, por lo tanto no se presentar&#225; aqu&#237; el an&#225;lisis de los grados en la segunda consulta.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_14t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0086-00014-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En la clasificaci&#243;n sobre el riesgo cardiovascular, se analizaron las dos consultas y los riesgos estratificados para el an&#225;lisis de concordancia en cada nivel, ya que el riesgo del paciente podr&#237;a modificarse de acuerdo con resultados de ex&#225;menes complementarios solicitados en la primera consulta. Hubo discordancia en las clasificaciones en un 63,8% en la primera consulta. De los datos que, seg&#250;n el protocolo, deber&#237;an clasificarse como riesgo bajo, un 46,9%, no estaba de esa manera. De los que deber&#237;a estar como riesgo moderado, un 57,1% no estaba en conformidad. Y, en cuanto a los riesgos alto y muy alto, un 66,7% y un 91,7%, respectivamente, divergieron de lo recomendado por el protocolo (<xref ref-type="table" rid="es_14t02-body2">Tabla 2</xref>). En la segunda consulta, no hubo concordancia con la recomendaci&#243;n en el 67% de los casos. De los pacientes que deber&#237;an ser determinados como bajo riesgo, as&#237; no estaba en el 50% de las situaciones. Solamente el 38% se clasific&#243; correctamente como riesgo moderado, y hubo divergencia en un 67,5% y un 92,6% en las distribuciones de riesgo alto y muy alto, respectivamente (<xref ref-type="table" rid="es_14t03-body2">Tabla 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_14t02-body2">
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      </p>
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        <table-wrap id="es_14t03-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Tratamiento</bold>
      </p>
      <p>De un total de 200 pacientes, 11 no hac&#237;an uso de f&#225;rmacos antihipertensivos. El tratamiento farmacol&#243;gico que recomienda el protocolo de la Secretar&#237;a Municipal de Salud de Curitiba establece como droga de primera elecci&#243;n en la terapia la hidroclorotiazida, la que se prescribi&#243; en un 51,5% de todos los casos en la primera consulta. De los pacientes que estaban en monoterapia, solamente un 34,2% hac&#237;an uso de ese f&#225;rmaco. El medicamento captopril fue el que m&#225;s se utiliz&#243; (en el 57% de los casos), inclusive como monoterapia (51,8%), seguido por el propranolol en el 13% de las situaciones. Medicamentos no incluidos en la farmacia de las unidades de salud fueron prescriptos para un 2,5% de los pacientes medicados. Los dem&#225;s medicamentos se prescribieron con menor frecuencia, siendo la metildopa prescripta para el 1% de los pacientes medicados, furosemida para el 4% y nifedipina para un 8,5%.</p>
      <p>La monoterapia se aplic&#243; a la mayor&#237;a de los pacientes (57%). En uso de dos medicamentos, hab&#237;a un 32,5% de los pacientes, y el 5% estaba usando tres o m&#225;s f&#225;rmacos.</p>
      <p>En el an&#225;lisis de adhesi&#243;n al protocolo de la SMS de Curitiba, se verific&#243; que, en la primera consulta, en un 54,7% de las veces el tratamiento no estaba en conformidad con el sugerido por el protocolo, y en la segunda consulta, en un 51,3% de las veces tambi&#233;n no estaba compatible.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En Curitiba, en 2004 el total de hipertensos registrados en el Programa del Sistema &#218;nico de Salud (SUS) era de 85.783 pacientes. En 2005, hubo un incremento de 16.405 registrados. En este mismo a&#241;o, se llevaron a cabo 830.269 consultas, y en 2004, 746.927. Del total de medicamentos disponibles en la farmacia de las unidades de salud en 2004, un 48,6% fue de antihipertensivos (68.045.973 comprimidos). En 2005, se distribuyeron 79.933.945 comprimidos de antihipertensivos para la poblaci&#243;n usuaria del SUS<sup>6</sup>.</p>
      <p>Las acciones desarrolladas para el control de la HAS y sus complicaciones vienen teniendo en cuenta diversos factores, tales como cambios en los h&#225;bitos de vida, tratamiento medicamentoso y su adherencia. El protocolo de HAS de la SMS de Curitiba se cre&#243; con el objetivo de sistematizar la atenci&#243;n al hipertenso, con el prop&#243;sito de perfeccionar la resolutividad y la calidad de los servicios municipales de salud. Trae asimismo innovaciones en el abordaje, introduciendo nuevos conceptos como gesti&#243;n de la patolog&#237;a y de casos que, se bien incorporados por los equipos, auxiliar&#225;n, sin duda, en la organizaci&#243;n del proceso de trabajo y en la optimizaci&#243;n de los recursos disponibles. A&#241;adido a esto, el prop&#243;sito ser&#237;a seguir a la poblaci&#243;n en sus &#225;reas de amplitud y monitorizar el alcance de las metas pactadas por los equipos de salud, respecto a internaciones resultantes de la HAS, requerimiento de ex&#225;menes laboratoriales y retorno agendados<sup>1</sup>.</p>
      <p>Solamente un tercio de los pacientes bajo tratamiento para HAS alcanza &#237;ndices de PA inferiores a 140/90 mmHg, que es lo indicado por la directriz del Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure (JNC VI)<sup>2</sup>. Eso ocurre independientemente del hecho de existir m&#225;s de 70 f&#225;rmacos antihipertensivos disponibles y protocolos espec&#237;ficos para la enfermedad. La falta de adhesi&#243;n de los m&#233;dicos a los protocolos es un factor importante para estos n&#250;meros<sup>2</sup>.</p>
      <p>Este estudio deja clara la inconformidad que hay entre el tratamiento realizado en las unidades de salud y el protocolo de la SMS de Curitiba, propuesto como m&#233;todo de comparaci&#243;n. Pese a esta evidencia, se reconoce la dificultad en mantenerse de modo efectivo esta comparaci&#243;n. Se observ&#243; tambi&#233;n, cr&#237;ticamente, que medir la adherencia a un protocolo no es tarea f&#225;cil, una vez que, generalmente, esta medici&#243;n se da por medio de criterios muchas veces poco exactos. En raz&#243;n de esto, se est&#225;n estudiando nuevas formas de evaluar la adhesi&#243;n, porque se sabe que la introducci&#243;n de un nuevo protocolo modifica sustancialmente la detecci&#243;n, la evaluaci&#243;n de riesgo y el tratamiento de la hipertensi&#243;n<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Investigaciones laboratoriales son de suma importancia para investigar otros factores de riesgo, descartar la presencia de hipertensi&#243;n secundaria y evidenciar o no la lesi&#243;n de &#243;rgano-blanco, lo que muchas veces es de car&#225;cter subcl&#237;nico<sup>12</sup>. Es en ese contexto que se vuelve obligatoria y se recomienda por diversos protocolos, adem&#225;s de adoptada por la SMS de Curitiba, la realizaci&#243;n de estos ex&#225;menes complement&#225;rios<sup>1</sup>. Se sabe que protocolos basados en riesgo cardiovascular y no solamente en niveles de presi&#243;n son m&#225;s eficientes<sup>4</sup>. Incluso con este nivel de importancia, se observ&#243;, en este estudio, que ex&#225;menes se requirieron en un 31,8% de las consultas, a&#250;n as&#237; no contemplando los ex&#225;menes m&#237;nimos recomendados, y lo electrocardiograma se requiri&#243; en solamente una. En la ausencia de estos datos, no fue posible calcular el n&#250;mero de pacientes subdiagnosticados con diabetes melito tipo II, insuficiencia renal y dislipidemia. El control de la presi&#243;n revela un mejor coste-beneficio para que se reduzca enfermedades macrovasculares derivadas de diabetes<sup>8</sup>.</p>
      <p>El &#237;ndice de concordancia en la primera consulta de los medicamentos prescritos con las indicaciones del protocolo fue de solamente un 45,3%. Resultados semejantes de baja adhesi&#243;n se encontraron en la literatura investigada<sup>13</sup>. La clasificaci&#243;n de grado y riesgo divergente de lo recomendado implica un tratamiento inadecuado. Estudios recientes evidenciaron que una mayor adhesi&#243;n de los m&#233;dicos a las recomendaciones de los protocolos trae beneficios, ya que disminuye la incidencia de riesgos cardiovasculares y complicaciones renales, adem&#225;s de reducir los niveles de presi&#243;n. Las recomendaciones vigentes en los protocolos est&#225;n basadas en evidencias cient&#237;ficas de reducci&#243;n significativa de la morbilidad y mortalidad resultantes de la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica.</p>
      <p>A pesar de no haber sido el f&#225;rmaco m&#225;s utilizado, la hidroclorotiazida se prescribi&#243; a un 51,5% de los pacientes, evidenciando una buena adhesi&#243;n en la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Este resultado diverge de otros estudios que revelaron descreencia por parte de los m&#233;dicos en el uso de este f&#225;rmaco como primera elecci&#243;n<sup>15</sup>. Durante muchos a&#241;os, los betabloqueantes sirvieron como f&#225;rmacos de prescripci&#243;n rutinaria por la mayor&#237;a de los m&#233;dicos de atenci&#243;n primaria, sin embargo, seg&#250;n estudios recientes, se verific&#243; una quiebra de esta tradici&#243;n, ya que esta clase de antihipertensivos no se considera m&#225;s como de primera l&#237;nea<sup>7,16,17</sup>. En este estudio, se verific&#243; que el propranolol - medicamento de la clase de los betabloqueantes - se administr&#243; en el 15% de los pacientes. Muchas veces, se necesita prescribir m&#225;s de un f&#225;rmaco para alcanzar los niveles de presi&#243;n considerados como normales, y se verifica que esta pr&#225;ctica es un tanto desconsiderada<sup>2</sup>. En el estudio en esta hora presentado, la monoterapia estuvo presente en el 57%.</p>
      <p>Dada la ausencia de algunas informaciones necesarias para la clasificaci&#243;n de los pacientes, la evaluaci&#243;n de este estudio se bas&#243; en los datos disponibles. Informaciones como tabaquismo, historia de AVE y enfermedades cardiovasculares y renales asociadas estaban ausentes en pr&#225;cticamente todos los prontuarios, lo que dificult&#243; la clasificaci&#243;n exacta y el tratamiento correcto que hacer. De este modo, se verifica una discordancia con el protocolo que recomienda la evaluaci&#243;n de factores de riesgo para una correcta estratificaci&#243;n de grado y riesgo del paciente<sup>1</sup>. Los resultados evaluados evidenciaron que hay poca adhesi&#243;n al protocolo de la SMS, en raz&#243;n del elevado &#237;ndice de no conformidad en el diagn&#243;stico de grado y riesgo, lo que tambi&#233;n se observ&#243; en el tratamiento de la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, ya que en un promedio, solamente el 50% de los m&#233;dicos siguen las recomendaciones de la SMS.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La no conformidad entre la pr&#225;ctica cl&#237;nica y lo recomendado por el protocolo de la SMS de Curitiba se revel&#243; evidente tanto en la clasificaci&#243;n de grado y riesgo del paciente hipertenso como en el tratamiento. El seguimiento del protocolo puede ser una herramienta importante en el control de la HAS y contribuir a la reducci&#243;n de la morbilidad y mortalidad por enfermedades cardiovasculares en la poblaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p> Ivan Maluf Junior</p>
          <p> Av. Silva Jardim, 2833, ap. 501</p>
          <p> &#193;gua Verde - 80240020 - Curitiba, PR - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="ivanmalufjr@yahoo.com.br">ivanmalufjr@yahoo.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 13/11/08; revisado recibido el 01/12/08; aceptado el 25/05/09.</p>
    </body>
  </sub-article>
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Evaluation of physicians' compliance with the hypertension protocol of the Municipal Health Department of the city of Curitiba</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: In Curitiba, systemic hypertension (SH) is the second leading cause of hospitalization and the leading cause of death from cardiovascular diseases. The protocols for the treatment of hypertension provide a systematic approach to patient management, aiming at improving the efficiency and quality of health services. OBJECTIVE: To evaluate medical professionals' compliance with the protocol of hypertension of the Municipal Health Department (MHD) of the city of Curitiba. METHODS: This was a cross-sectional observational study. The data collection for the study was conducted in four health units in Curitiba. The sample consisted of 200 hypertensive patients enrolled in the hypertension program. The collected data refers to the first two consultations. The data source was the electronic records of the health units. The protocol used for comparative analysis was the protocol of the Municipal Health Department of Curitiba. RESULTS: The non-conformity percentage between clinical practice and the protocol in the first consultation was 56.8% on hypertension grade classification, 63.8% on cardiovascular risk evaluation, and 54% on treatment. In the second consultation, the non-conformity percentage was 67% on risk evaluation, and 51.3% on treatment. CONCLUSION: The non-conformity between clinical practice and the protocol of the MHD of Curitiba was evident on hypertension grade classification, cardiovascular risk evaluation, and treatment of hypertensive patients. This non-conformity may result in low efficiency of the health service, which hinders the efforts to reduce morbidity and mortality from cardiovascular disease in the population.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>blood pressure</kwd>
        <kwd>clinical protocols</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Evaluation of physicians' compliance with the hypertension protocol of the Municipal Health Department of the city of Curitiba</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Ivan Maluf Jr; Mariana Ribas Zahdi; Natasha Unterstell; Eliane Mara Ces&#225;rio Pereira Maluf; Andr&#233; Bonamigo de Sousa; Felipe Dominici Loures</bold>
      </p>
      <p>Universidade Positivo, Curitiba, PR - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body3">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> In Curitiba, systemic hypertension (SH) is the second leading cause of hospitalization and the leading cause of death from cardiovascular diseases. The protocols for the treatment of hypertension provide a systematic approach to patient management, aiming at improving the efficiency and quality of health services.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To evaluate medical professionals' compliance with the protocol of hypertension of the Municipal Health Department (MHD) of the city of Curitiba.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> This was a cross-sectional observational study. The data collection for the study was conducted in four health units in Curitiba. The sample consisted of 200 hypertensive patients enrolled in the hypertension program. The collected data refers to the first two consultations. The data source was the electronic records of the health units. The protocol used for comparative analysis was the protocol of the Municipal Health Department of Curitiba.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> The non-conformity percentage between clinical practice and the protocol in the first consultation was 56.8% on hypertension grade classification, 63.8% on cardiovascular risk evaluation, and 54% on treatment. In the second consultation, the non-conformity percentage was 67% on risk evaluation, and 51.3% on treatment.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The non-conformity between clinical practice and the protocol of the MHD of Curitiba was evident on hypertension grade classification, cardiovascular risk evaluation, and treatment of hypertensive patients. This non-conformity may result in low efficiency of the health service, which hinders the efforts to reduce morbidity and mortality from cardiovascular disease in the population.</p>
      <p><bold>Key-Words:</bold> Hypertension / therapy; blood pressure; clinical protocols.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Systemic hypertension (SH) is one of the most important and frequent public health issues in the world, with a prevalence of approximately 20% in the adult population<sup>1</sup>. SH is recognized worldwide as the greatest preventable risk factor for stroke, myocardial infarction (AMI), peripheral vascular disease and renal failure<sup>2</sup>. According to the United Nations (UN), the mortality ratio from cardiovascular diseases that are often associated with hypertension reaches up to 250/100 thousand inhabitants<sup>3</sup>. Even with advances in the treatment of cardiovascular diseases, the number of deaths from hypertension continues to increase, and it is estimated that in 2020 hypertension will be the leading cause of death worldwide<sup>4</sup>. Nevertheless, there are still no focused and sustainable measures that allow Latin and Central America health systems to develop effective programs and efficient control of diseases<sup>5</sup>.</p>
      <p>In Curitiba, hypertension is the second leading cause of hospitalization and the first cause of death from cardiovascular diseases<sup>6</sup>.</p>
      <p>In the last five years, expenditure on medicines has risen sharply in the world. In Britain and the U.S., this increase reached 50% and 173% respectively. Among the main causes identified as contributing factors to the failure in the control of hypertension are inadequate prescriptions. However, studies assessing the quality of prescriptions are still scarce<sup>3</sup>.</p>
      <p>The compliance with protocols is related to higher quality prescriptions and therefore has a significant impact on the number of people with blood pressure control and also reduces cardiovascular events<sup>7</sup>. However, studies have shown that a large number of patients are not treated according to the protocols, especially because of the insistence on the use of a single medicine for patients whose clinical picture suggests the use of three or four combined medicines<sup>2,8</sup>.</p>
      <p>Because of this disagreement, in 1990 over 43 million Americans, aged over 18 years, met the diagnostic criteria for SH; however, only 50% of them were treated<sup>9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Objective</bold>
      </p>
      <p>The purpose of this study was to evaluate the compliance of physicians with the hypertension protocol of the Municipal Health Department of Curitiba.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was a cross-sectional observational study. The data collection for the study was conducted in four health units (HU) in Curitiba, chosen by the Municipal Health Department, in 2006: Nossa Senhora da Luz unit and Augusta unit, which belongs to the Industrial City of Curitiba (CIC) administrative region; Jardim Gabineto unit, which belongs to the Santa Felicidade administrative region, and Capanema unit, which belongs to the Matriz administrative region.</p>
      <p>The sample consisted of data collected from 200 patients in the course of two medical consultations, as part of the hypertension program. We selected patients from both genders aged over 35 years who were enrolled in the hypertension program in 2005. Women with blood pressure levels below or equal to 120/80 in the first consultation of the program, patients who were inactive in the program and those with secondary hypertension were excluded.</p>
      <p>We collected information on two consecutive consultations, as of 2005; the first consultation refers to the first day of registration in the hypertension program.</p>
      <p>Data collection was performed by five medical students, who had been previously trained and were members of the team. A spreadsheet was created in Excel with the following study variables: gender; date of consultation; health unit; age; systolic blood pressure (SBP); diastolic blood pressure (DBP); body mass index (BMI); risk factors for cardiovascular disease; medications prescribed in the first and second consultations with dose and number of times taken daily; laboratory tests ordered in the consultations; and the hypertension grade classification determined in each consultation.</p>
      <p>The classification of grade and risk of hypertension was based on the diagnosis of the first medical consultation for inclusion in the hypertension program of the health unit and compared with the criteria of the protocol. A comparison with the proposed treatment plan was also performed.</p>
      <p>The protocol used was standardized by the Municipal Health Department of Curitiba in 2004.</p>
      <p>The treatment regimens evaluated in the study included drugs that are available in the public health system, which are the same used in the protocol: hydrochlorothiazide, furosemide, propranolol, captopril, methyldopa, and long-acting nifedipine.</p>
      <p>For data source, we used the electronic records of the health units (clinical information, comorbidities, and prescription).</p>
      <p>The statistical program used for data analysis was SPSS version 13.</p>
      <p>The study was reviewed and approved by the Ethics Committee of the Positivo University.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 200 patients who met the inclusion criteria of the study, 51 (24.5%) were from Augusta Health Unit; 63 (31.5%) from Nossa Senhora da Luz Health Unit; 55 (27.5%) from Jardim Gabineto Health Unit; and 31 (16.5%) from Capanema Health Unit. Most patients were women (57%). The median age was 52 years, with minimum age of 35 and maximum age of 90 years. Of the patients, 40.7% were obese, and 47.8% of women had BMI above 30 kg/m<sup>2</sup>.</p>
      <p>In most cases, there was no record of smoking habit, history of stroke, target organ injury, dyslipidemia, renal or cardiac disease, or alcoholism.</p>
      <p>
        <bold>Diagnosis and grades of hypertension</bold>
      </p>
      <p>The median SBP was of 150 mmHg, with a minimum of 120 mmHg and a maximum of 250 mmHg. Among women, 64% had SBP below 159 mmHg, and 43% of men had SBP below 159 mmHg.</p>
      <p>The median DBP calculated was of 100 mmHg, with a minimum of 80 mmHg and a maximum of 160 mmHg. A total of 51.8% of the women had DBP values between 60 and 99 mmHg, and 52.3% of the men had DBP values between 100 and 109 mmHg.</p>
      <p>As for the cardiovascular risk factors studied, 11% of the patients had previous diagnosis of diabetes mellitus, predominantly men (16.3%).</p>
      <p>The laboratory tests were evaluated based on the hypertension protocol recommended by Municipal Department of Health.</p>
      <p>Some patients, already in the first consultation presented the results of laboratory tests. Of the 51 fasting blood glucose tests analyzed, 51% had values above 100 mg/dl. As for total cholesterol tests, 33.3% of them had values above the recommended levels. Among 44 triglycerides tests analyzed, 29.6% of them had high values. Other tests evaluated showed changes:</p>
      <p>&#149; HDL: Of 26 tests, 23.1% of them had levels below the recommended.</p>
      <p>&#149; LDL: Of 30 tests, 53.4% of them had high results.</p>
      <p>&#149; Creatinine: Of 50 tests, 22% of them had values above the upper limit of the normal range.</p>
      <p>Six patients presented serum sodium test results, and the value was below the recommended in only one. There were 17 serum potassium tests, and in all cases the results were within normal range.</p>
      <p>We ordered these tests for some patients, for evaluation in the second consultation. Of 73 fasting blood glucose tests, 27.3% had blood glucose greater than 100 mg/dl. In 29.5% of 71 tests, the total cholesterol level was high. Of 68 triglycerides tests ordered, 17.6% had altered results. Of 49 HDL tests ordered, only 7 had results below the recommended range. LDL tests were ordered for 50 people, and 40% of them had values greater than 130 mg/dl. A total of 50 partial urine tests were ordered: 3 tests showed hemoglobinuria, and 2 tests showed proteinuria. Serum sodium was altered in only one of 13 tests ordered, and serum potassium was altered in two of 39 tests ordered. Of 62 tests ordered, only two had values greater than 1.2 mg/dl.</p>
      <p>As for the classification of hypertension grade, there was disagreement on the recommendation in 56.8% of cases. A total of 50.7% of patients who, according to the protocol, should be classified as grade 1 were not classified as such. As to grade 2, 60.4% were not in compliance. Of those who should be determined as grade 3, 58.5% were not classified correctly (<xref ref-type="table" rid="en_14t01-body3">Table 1</xref>). This datum was analyzed only in the first consultation because, in order to change the patient's classification of hypertension, a minimum period of three months of stability in another grade is required. This study does not address this monitoring, so the classification of grades in the second consultation will not be presented here.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_14t01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0086-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>In the classification of cardiovascular risk, both consultations were analyzed, and a risk stratification was conducted for agreement analysis at each level, because the risk of the patient could be modified according to results of additional tests ordered in the first consultation. There was disagreement on the classifications in 63.8% of cases in the first consultation. A total of 46.9% of cases with data that, according to the protocol, should be classified as low risk, were not classified as such. Of those which should be classified as moderate risk, 57.1% were not in compliance. And, for high and very high risk, 66.7% and 91.7%, respectively, differed from the recommended protocol (<xref ref-type="table" rid="en_14t02-body3">Table 2</xref>). In the second consultation, there was disagreement on the recommendation in 67% of cases. Of the patients that should be determined as low risk, 50% of them were not classified as such. Only 38% were correctly classified as moderate risk, and there was disagreement on 67.5% and 92.6% of cases in the distributions of high and very high risk, respectively (<xref ref-type="table" rid="en_14t03-body3">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_14t02-body3">
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      </p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
      <p>
        <bold>Treatment</bold>
      </p>
      <p>Among the 200 patients, 11 were not making use of anti-hypertensive drugs. The pharmacological treatment protocol recommended by the Municipal Health Department of Curitiba determines hydrochlorothiazide as drug of first choice in hypertension therapy, and it was prescribed in 51.5% of all cases in the first consultation. Of the patients who were on single medication therapy, only 34.2% made use of this drug. Captopril was the the most used drug (in 57% of cases), including as monotherapy (51.8%), followed by propranolol in 13% of cases. Drugs not included in the pharmacy of the health units were prescribed for 2.5% of patients treated. Other drugs were prescribed less frequently: methyldopa was prescribed for 1% of patients treated, furosemide and nifedipine for 4% and 8.5%, respectively.</p>
      <p>Monotherapy was applied to most patients (57%). There were 32.5% of patients receiving two drugs, and 5% using three or more drugs.</p>
      <p>In the analysis of compliance with the Curitiba MHD protocol, we found that, in the first consultation, in 54.7% of cases the treatment was not in accordance with the protocol, and in the second consultation, in 51.3% of cases there was non-compliance with the protocol.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In Curitiba, in 2004 the total number of hypertensive patients enrolled in the program of the SUS was 85,783 patients. In 2005, there was an increase of 16,405 registered patients. In that same year, there were 830,269 consultations, and in 2004, there were 746,927 consultations. Of all the drugs available in the pharmacy of the health units in 2004, 48.6% were anti-hypertensive (68,045,973 tablets) medications. In 2005, a total of 79,933,945 tablets of anti-hypertensive drugs were distributed to the population of SUS users<sup>6</sup>.</p>
      <p>The measures developed for the control of hypertension and its complications take into account several factors such as changes in living habits, medical treatment and compliance. The hypertension protocol of the Curitiba MHD was created with the objective of providing a systematic approach to patient management, aiming at improving the efficiency and quality of health services. It brings innovation in the approach by introducing new concepts such as disease management and case management which, if adequately conducted by the professional teams, will certainly help in the organization of the work process and in the optimization of available resources. Added to this, the aim would be to follow the target population in their areas of coverage and monitor the achievement of goals agreed by the health teams with respect to hospitalizations due to HBP, laboratory tests ordered and scheduled follow-ups<sup>1</sup>.</p>
      <p>Only one third of patients on treatment for hypertension achieve BP levels below 140/90 mmHg, which are the ranges recommended by the guidelines of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure (JNC VI)<sup>2</sup>. This occurs regardless of the fact that there are more than 70 anti-hypertensive drugs available and specific protocols for the disease. The physicians' lack of compliance with the protocols significantly affects this statistic<sup>2</sup>.</p>
      <p>This study clearly shows that there is a disagreement between the treatment carried out in health units and the protocol of the Curitiba MHD, which was proposed as a method of comparison. Despite this evidence, we recognize the difficulty in conducting this comparison with effectiveness. We also observed that measuring the compliance with a protocol is not an easy task, because usually this is often done through inaccurate criteria. Therefore, new methods are being studied to assess compliance, because it is known that the introduction of a new protocol substantially alters the detection, risk assessment and treatment of hypertension<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Laboratory tests are extremely important to search for other risk factors, eliminate the presence of secondary hypertension and show whether or not there is target-organ damage, which often is subclinical<sup>12</sup>. In this context, such laboratory tests are required and recommended by various protocols, and they have been adopted by the Curitiba MHD<sup>1</sup>. It is known that protocols based on cardiovascular risk are more efficient than those based only in blood pressure<sup>4</sup>. Despite their importance, we observed in this study that laboratory tests were ordered in 31.8% of consultations, and not all recommended tests were ordered, and the electrocardiogram was required in only one. In the absence of such data, it was not possible to calculate the number of undiagnosed patients with diabetes mellitus type II, renal failure and dyslipidemia. The control of high blood pressure has better cost-effectiveness in the reduction of macrovascular disease resulting from diabetes<sup>8</sup>.</p>
      <p>The agreement rate in the first consultation between the drugs prescribed and those recommended by the protocol was only 45.3%. Similar results of poor compliance were found in the literature<sup>13</sup>. Grade and risk classifications in disagreement with the protocols result in inadequate treatment. Recent studies have shown that greater compliance with the recommendations of the medical protocols is beneficial, as it reduces the incidence of cardiovascular risks and renal complications, and reduces blood pressure levels. The recommendations in the existing protocols are based on scientific evidence of a significant reduction in morbidity and mortality resulting from hypertension<sup>14</sup>.</p>
      <p>Although not the most frequently used, hydrochlorothiazide was prescribed for 51.5% of patients, showing good compliance in clinical practice. This result differs from other studies that show distrust on the part of physicians in the use of this drug as first choice<sup>15</sup>. For many years, beta-blockers have been routinely prescribed by most primary care physicians; however, according to recent studies, there was a breach of that tradition, because this class of drugs is not considered first-line antihypertensive drugs anymore<sup>7,16,17</sup>. In this study, we found that propranolol, a beta-blocker, was administered to 15% of the patients. It is often necessary to prescribe more than one drug to achieve blood pressure levels considered normal, and it appears that the practice was somewhat overlooked<sup>2</sup>. In this study, monotherapy was used in 57% of the cases.</p>
      <p>Given the absence of some information for the classification of patients, the evaluation of this study was based on available data. Information such as smoking habit, history of stroke and associated cardiovascular and renal diseases was absent in almost all records, hindering the determination of an accurate classification and the prescription of a correct treatment. Thus, there was a disagreement with the protocol, which requires the evaluation of risk factors for a correct stratification of risk and grade classification of pacients<sup>1</sup>. The results evaluated showed little compliance with the protocol of the MHD, on diagnosis and classification of risk, and also on treatment of hypertension, because on average only 50% of the physicians followed the MHD recommendations.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The non-conformity between the clinical practice and the procedures recommended by the protocol of the Municipal Health Department of Curitiba was clearly shown both on grade and risk classification of hypertensive patients on treatment. Compliance with the protocol may be an important tool in the control of hypertension and may contribute to reduce morbidity and mortality from cardiovascular disease in the population.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body3" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> Ivan Maluf Junior</p>
          <p> Av. Silva Jardim, 2833, ap. 501</p>
          <p> Agua Verde - 80240020 - Curitiba PR - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="ivanmalufjr@yahoo.com.br">ivanmalufjr@yahoo.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received November 13, 2008; revised manuscript received December 01, 2008; accepted May 25, 2009.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
