<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000100010</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca: an&#225;lise ampliada e tend&#234;ncia temporal em tr&#234;s estados do Brasil</article-title>
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            <given-names>Gl&#225;ucia Maria Moraes de</given-names>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio de Janeiro</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Cardiologia do Hospital Miguel Couto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>55</fpage>
      <lpage>61</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <year>2090</year>
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          <day>24</day>
          <month>12</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>05</day>
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          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) &#233; uma doen&#231;a cr&#244;nica de grande preval&#234;ncia e altas taxas de mortalidade. A mortalidade por IC, no Brasil, tem sido estudada mais frequentemente com dados de interna&#231;&#245;es hospitalares. OBJETIVO: Avaliar as taxas de mortalidade por IC, por sexo e faixa et&#225;ria, no conjunto dos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005. M&#201;TODOS: As informa&#231;&#245;es foram obtidas dos atestados de &#243;bito examinados nos tr&#234;s estados. A mortalidade por IC foi avaliada em modo restrito (causa b&#225;sica de morte), modo abrangente (presente em qualquer linha do atestado) e modo ampliado (todos os c&#243;digos com presen&#231;a de IC). RESULTADOS: As taxas espec&#237;ficas de mortalidade apresentaram tend&#234;ncias de quedas n&#237;tidas nos grupos de idade, exceto nos de 80 anos ou mais. As taxas aumentaram com a idade, sendo maiores nos homens, de forma clara, at&#233; os 80 anos. As taxas de mortalidade por IC foram tr&#234;s vezes maiores no modo abrangente do que no modo restrito. O modo ampliado acrescentou ainda 20% de &#243;bitos em que havia IC. CONCLUS&#195;O: Os resultados deste estudo demonstram tend&#234;ncias de quedas nas taxas de mortalidade por IC no conjunto dos tr&#234;s estados - cerca de 43% do Brasil -, de 1999 a 2005. A metodologia de causas m&#250;ltiplas de morte, al&#233;m das b&#225;sicas, permite apresentar dimens&#227;o mais abrangente da import&#226;ncia da IC como causa de &#243;bito. A sele&#231;&#227;o adequada dos c&#243;digos da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as (CID), que compreendem a totalidade do fen&#244;meno de IC, permanece como desafio para futuros estudos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia Card&#237;aca</kwd>
        <kwd>Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as</kwd>
        <kwd>Rio de Janeiro</kwd>
        <kwd>S&#227;o Paulo</kwd>
        <kwd>Rio Grande do Sul</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CORONARIOPATIA AGUDA</p>
    <p>
      <bold>Mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca: an&#225;lise ampliada e tend&#234;ncia temporal em tr&#234;s estados do Brasil</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Eduardo Nagib Gaui; Carlos Henrique Klein; Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</bold>
    </p>
    <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital Miguel Couto; Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica/Fiocruz; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) &#233; uma doen&#231;a cr&#244;nica de grande preval&#234;ncia e altas taxas de mortalidade. A mortalidade por IC, no Brasil, tem sido estudada mais frequentemente com dados de interna&#231;&#245;es hospitalares. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar as taxas de mortalidade por IC, por sexo e faixa et&#225;ria, no conjunto dos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> As informa&#231;&#245;es foram obtidas dos atestados de &#243;bito examinados nos tr&#234;s estados. A mortalidade por IC foi avaliada em modo restrito (causa b&#225;sica de morte), modo abrangente (presente em qualquer linha do atestado) e modo ampliado (todos os c&#243;digos com presen&#231;a de IC). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> As taxas espec&#237;ficas de mortalidade apresentaram tend&#234;ncias de quedas n&#237;tidas nos grupos de idade, exceto nos de 80 anos ou mais. As taxas aumentaram com a idade, sendo maiores nos homens, de forma clara, at&#233; os 80 anos. As taxas de mortalidade por IC foram tr&#234;s vezes maiores no modo abrangente do que no modo restrito. O modo ampliado acrescentou ainda 20% de &#243;bitos em que havia IC. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Os resultados deste estudo demonstram tend&#234;ncias de quedas nas taxas de mortalidade por IC no conjunto dos tr&#234;s estados - cerca de 43% do Brasil -, de 1999 a 2005. A metodologia de causas m&#250;ltiplas de morte, al&#233;m das b&#225;sicas, permite apresentar dimens&#227;o mais abrangente da import&#226;ncia da IC como causa de &#243;bito. A sele&#231;&#227;o adequada dos c&#243;digos da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as (CID), que compreendem a totalidade do fen&#244;meno de IC, permanece como desafio para futuros estudos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia Card&#237;aca / mortalidade, Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Rio Grande do Sul, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) &#233; uma doen&#231;a cr&#244;nica de alta preval&#234;ncia, que incide predominantemente nos mais idosos. &#201; a maior causa de interna&#231;&#227;o por doen&#231;a cardiovascular no Brasil, sendo a primeira causa de interna&#231;&#227;o em pacientes com mais de 65 anos de idade na Espanha<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>A redu&#231;&#227;o da mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares, notadamente a cardiopatia isqu&#234;mica, que vem sendo observada h&#225; d&#233;cadas, e os recentes avan&#231;os da terap&#234;utica n&#227;o resultaram na redu&#231;&#227;o da preval&#234;ncia da IC, fen&#244;meno tamb&#233;m decorrente do envelhecimento da popula&#231;&#227;o<sup>3</sup>. A IC permanece tendo altas taxas de morbidade, mortalidade e letalidade, que podem alcan&#231;ar at&#233; 50% nos 5 anos que se sucedem ao diagn&#243;stico<sup>4</sup>.</p>
    <p>Apesar dessas evid&#234;ncias, t&#234;m sido demonstradas tend&#234;ncias de queda na mortalidade por IC em alguns pa&#237;ses, por meio da an&#225;lise de documentos de &#243;bitos. Goldacre e cols.<sup>5</sup>, na Inglaterra, analisando a popula&#231;&#227;o de Oxford de 1979 a 2003, conclu&#237;ram que as taxas de mortalidade por IC e por doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica tiveram quedas muito similares naquela regi&#227;o. Murdoch e cols.<sup>6</sup>, estudando a IC na Esc&#243;cia de 1979 a 1992, al&#233;m de observar tend&#234;ncia de queda na mortalidade, verificaram que 30%-40% das mortes atribu&#237;das &#224; doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica podem ter sido relacionadas &#224; IC, concluindo que a insufici&#234;ncia card&#237;aca estaria contribuindo ainda mais do que o percebido para a mortalidade total e para a mortalidade prematura.</p>
    <p>Martinez e cols.<sup>1</sup> sinalizaram que, assim como em outros pa&#237;ses, a mortalidade por IC tem declinado na Espanha, condi&#231;&#227;o que afeta os mais idosos, em especial as mulheres com idade avan&#231;ada. E mais: apontaram que uma dificuldade maior ao entendimento do comportamento da IC &#233; a sele&#231;&#227;o de diferentes c&#243;digos da CID para identific&#225;-la, como causa de morte, nos v&#225;rios estudos publicados sobre o assunto.</p>
    <p>Na Austr&#225;lia, Najafi e cols.<sup>7</sup> relataram tend&#234;ncia de queda na mortalidade por IC, de 1997 a 2003, e discutiram as limita&#231;&#245;es da utiliza&#231;&#227;o dos registros oficiais dos &#243;bitos por IC, quando somente considerada a sele&#231;&#227;o da mesma como causa b&#225;sica de morte, de acordo com as regras de modifica&#231;&#227;o da 10&#170; Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de (CID-10)<sup>8</sup>.</p>
    <p>A maior parte das publica&#231;&#245;es sobre a import&#226;ncia da IC como causa de &#243;bito, no Brasil, s&#227;o derivadas de alguns estudos de coorte<sup>9,10</sup>, ou relativas &#224; mortalidade hospitalar, tendo como base os dados dispon&#237;veis do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) referentes &#224;s interna&#231;&#245;es na rede p&#250;blica ou contratadas pelo sistema<sup>11,12</sup>. No Brasil, a IC foi a terceira causa de interna&#231;&#227;o por causas cl&#237;nicas pelo SUS/MS, de 1992 a 2002, com percentuais de interna&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o ao total que variaram entre 3%-4%, com taxas de letalidade entre 5%-7% nas interna&#231;&#245;es<sup>2</sup>.</p>
    <p>A tend&#234;ncia de mortalidade por IC na regi&#227;o metropolitana de Salvador (Bahia), de 1979 a 1995, foi avaliada, utilizando-se para identificar IC, como causa de &#243;bito, os c&#243;digos 428.0, 428.1 e 428.9 do CID-9, mas apenas como causa b&#225;sica de morte. Este estudo revelou decl&#237;nio da mortalidade por IC, de 1979 a 1992, que se estabilizou a partir da&#237; at&#233; 1995<sup>13</sup>.</p>
    <p>Os objetivos deste estudo s&#227;o avaliar as taxas de mortalidade por IC, por sexo e faixa et&#225;ria, no conjunto dos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005. As taxas foram analisadas em modo restrito quando a IC foi codificada como causa b&#225;sica de morte; em modo abrangente quando presente em qualquer linha do atestado; e em modo ampliado quando inclu&#237;dos todos os diagn&#243;sticos com a presen&#231;a de IC.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Todos os dados referentes a &#243;bitos e popula&#231;&#245;es s&#227;o de 1999 a 2005, do conjunto formado pelos estados do Rio de Janeiro (RJ), S&#227;o Paulo (SP) e Rio Grande do Sul (RS). As informa&#231;&#245;es sobre &#243;bitos foram obtidas dos bancos de dados informatizados dos registros de atestados de &#243;bito do Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade (SIM) do Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>14</sup>.</p>
    <p>Os dados populacionais foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), distribu&#237;dos por sexo e faixas et&#225;rias<sup>15</sup>. As faixas et&#225;rias foram definidas deste modo: abaixo de 40 anos e, a partir da&#237;, de 10 em 10 anos at&#233; 79 anos e 80 anos ou mais.</p>
    <p>A escolha dessas tr&#234;s unidades da federa&#231;&#227;o teve como crit&#233;rios o perfil et&#225;rio mais idoso das popula&#231;&#245;es (com maior probabilidade de ocorr&#234;ncia de IC), a boa qualidade de preenchimento dos atestados de &#243;bito, dado inferido por taxas menores de mortalidade proporcional por causas mal definidas e maior n&#250;mero de afec&#231;&#245;es registradas por atestado<sup>16</sup>, e tamb&#233;m pela possibilidade de compara&#231;&#227;o com dados sobre mortalidade cardiovascular j&#225; conhecidos<sup>17</sup>.</p>
    <p>Os registros informatizados dos &#243;bitos utilizaram a classifica&#231;&#227;o de mortalidade da 10&#170; Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Estat&#237;stica Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (CID-10)<sup>18</sup>, da qual selecionamos os c&#243;digos de IC.</p>
    <p>
      <bold>Os modos da ocorr&#234;ncia da IC foram divididos em tr&#234;s grupos:</bold>
    </p>
    <p><bold>A - Restrito</bold>: com IC tabulada como causa b&#225;sica de morte, de acordo com as regras e disposi&#231;&#245;es para codifica&#231;&#227;o de mortalidade e morbidade constantes do manual de instru&#231;&#245;es do CID-10, com os c&#243;digos I50.0 (insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva), I50.1 (insufici&#234;ncia ventricular esquerda) e I50.9 (insufici&#234;ncia card&#237;aca n&#227;o especificada).</p>
    <p><bold>B - Abrangente</bold>: os mesmos c&#243;digos do grupo restrito quando foram anotados como causa b&#225;sica, ou citados em qualquer linha do atestado.</p>
    <p>
      <bold>C - Ampliado: subdividido em dois grupos:</bold>
    </p>
    <p><bold>C1 - Ampliado 1</bold>: acrescenta ao grupo abrangente os c&#243;digos</p>
    <p>|11.0 (doen&#231;a card&#237;aca hipertensiva com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva),</p>
    <p>|13.0 (doen&#231;a card&#237;aca e renal hipertensiva com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva),</p>
    <p>|13.2 (doen&#231;a card&#237;aca e renal hipertensiva com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva e insufici&#234;ncia renal) e P29.0 (insufici&#234;ncia card&#237;aca neonatal), que explicitam em sua denomina&#231;&#227;o a presen&#231;a de IC.</p>
    <p><bold>C2 - Ampliado 2</bold>: acrescenta ao grupo ampliado 1 os c&#243;digos</p>
    <p>|09.9 (doen&#231;a card&#237;aca reum&#225;tica n&#227;o especificada),</p>
    <p>|97.1 (outros dist&#250;rbios funcionais subsequentes &#224; cirurgia card&#237;aca),</p>
    <p>|25.5 (miocardiopatia isqu&#234;mica),</p>
    <p>|31.1 (pericardite constrictiva cr&#244;nica ),</p>
    <p>|42.0 (cardiomiopatia dilatada),</p>
    <p>|42.6 (cardiomiopatia alco&#243;lica),</p>
    <p>B57.0 (forma aguda da doen&#231;a de Chagas, com comprometimento card&#237;aco) e</p>
    <p>B57.2 (doen&#231;a de Chagas cr&#244;nica com comprometimento card&#237;aco), que referem em sua descri&#231;&#227;o a presen&#231;a de IC, ou envolvem condi&#231;&#245;es que podem ter, na sua evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, sinais e sintomas de IC, ainda que esta n&#227;o seja nominada ou descrita junto ao c&#243;digo no manual do CID-10<sup>18</sup>.</p>
    <p>Foram constru&#237;das taxas de mortalidade proporcionais e espec&#237;ficas e suas raz&#245;es entre os sexos. As taxas de mortalidade proporcional por IC foram estimadas pela raz&#227;o entre os &#243;bitos e o total de &#243;bitos. As taxas espec&#237;ficas de mortalidade foram calculadas pela raz&#227;o dos &#243;bitos correspondentes a cada um dos quatro grupos de IC e o total da popula&#231;&#227;o de cada faixa et&#225;ria. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada utilizando-se o programa Stata<sup>19</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foi analisado um total de 2.960.857 atestados, sendo 56,4% do estado de S&#227;o Paulo, 27,2% do Rio de Janeiro e 16,4% do Rio Grande do Sul. No Brasil, 43% dos &#243;bitos ocorreram nesses tr&#234;s estados entre o per&#237;odo de 1999 a 2005.</p>
    <p>Os percentuais de &#243;bitos por IC, que podem ser vistos na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, apresentaram tend&#234;ncias de queda ao longo do per&#237;odo, mais evidente no grupo A, e apenas discreta nos demais. A maior diferen&#231;a foi observada entre os grupos A e B, sendo em B tr&#234;s vezes maior do que em A. Deve-se destacar que a diferen&#231;a encontrada entre os grupos B e C1, na pr&#225;tica, n&#227;o foi relevante. Por esse motivo, o grupo B n&#227;o foi inclu&#237;do nos gr&#225;ficos das taxas espec&#237;ficas de mortalidade por sexo e faixas et&#225;rias.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>As taxas espec&#237;ficas de mortalidade por sexo e faixa et&#225;ria dos grupos A, C1 e C2, apresentadas nas <xref ref-type="fig" rid="f01">Figuras 1A a 1F</xref>, permitem observar tend&#234;ncias de queda das taxas de mortalidade em todas as faixas et&#225;rias ao longo dos 7 anos, exceto na faixa de 80 anos ou mais, onde permanecem relativamente est&#225;veis por quase todo o per&#237;odo. As tend&#234;ncias de queda na mortalidade foram menores no grupo A, em todas as faixas et&#225;rias de ambos os sexos.</p>
    <p content-type="html"><fig id="f01"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/QXJBLqn56QMxfMgS3xp6jZp/79d2451a455a24e5974374e563ae21069b295c73.gif"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gf01.jpg"/></fig>&#13;
</p>
    <p>As taxas de mortalidade por IC aumentaram com o avan&#231;ar da idade. Na faixa de 40 a 49 anos e, de forma mais importante, de 50 a 59 e 60 a 69 anos, as taxas, no conjunto dos tr&#234;s estados, foram marcadamente maiores nos homens. A partir da&#237;, as diferen&#231;as entre os sexos j&#225; n&#227;o se mostraram t&#227;o n&#237;tidas, tornando-se semelhantes na faixa de 80 anos ou mais.</p>
    <p>As raz&#245;es entre as taxas espec&#237;ficas de mortalidade dos sexos por grupo de IC e por faixa et&#225;ria, na soma dos 7 anos nos tr&#234;s estados, podem ser vistas na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>. Observamos que as raz&#245;es de taxas de homens/mulheres decresceram com o aumento da idade. As maiores raz&#245;es foram vistas na faixa de 40 aos 49 anos. Na faixa dos 80 ou mais, aproximaram-se de 1,0 em todos os grupos de IC. Em qualquer faixa et&#225;ria, as raz&#245;es foram semelhantes entre os grupos de IC.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo mostra tend&#234;ncias n&#237;tidas de queda das taxas de mortalidade por IC, no conjunto dos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005, em todas as faixas et&#225;rias abaixo dos 80 anos de idade e mais.</p>
    <p>Na faixa dos mais idosos, a queda s&#243; foi percept&#237;vel no inicio do per&#237;odo. Esses achados s&#227;o concordantes com outros j&#225; publicados no Brasil<sup>13,20</sup> e no exterior<sup>1,5-7</sup>, que analisaram a mortalidade por IC nos registros de &#243;bito. O mesmo tem-se observado com as taxas de mortalidade hospitalar por IC. Acredita-se que esse comportamento possa ser explicado pelos avan&#231;os obtidos, nos &#250;ltimos anos, na abordagem da IC, tais como diagn&#243;stico mais precoce, conduta mais agressiva no tratamento durante as interna&#231;&#245;es por descompensa&#231;&#227;o e o uso, em maiores propor&#231;&#245;es, dos inibidores da enzima conversora da angiotensina e dos betabloqueadores<sup>21,22</sup>.</p>
    <p>Ultimamente, relatos publicados tamb&#233;m t&#234;m demonstrado queda da mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares em geral, com exemplos no Brasil<sup>23,24</sup> e no exterior<sup>25,26</sup>. Isso tamb&#233;m pode justificar o que vem ocorrendo com a IC, por ser esta a consequ&#234;ncia terminal da maioria das cardiopatias.</p>
    <p>Oliveira e cols.<sup>27</sup> observaram quedas nas taxas de mortalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o nas popula&#231;&#245;es dos mesmos tr&#234;s estados, nas duas d&#233;cadas precedentes ao atual estudo. O observado em nosso estudo deve ser decorrente da rela&#231;&#227;o existente entre as doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o e sua evolu&#231;&#227;o natural para IC.</p>
    <p>Neste estudo, observa-se tamb&#233;m que as taxas de mortalidade por IC dos homens s&#227;o maiores do que as das mulheres, em todas as faixas et&#225;rias at&#233; os 80 anos, sendo que, entre os sexos, as diferen&#231;as destas taxas decrescem, aproximando-se com o avan&#231;ar da idade.</p>
    <p>Esse fen&#244;meno pode ser observado quando analisamos a mortalidade por IC, quando selecionada como causa b&#225;sica (grupo A), ou quando notificada como causa associada (grupos B, C1 e C2) no documento de &#243;bito. A maior incid&#234;ncia da doen&#231;a em homens, mostrada em outros estudos<sup>28-30</sup>, corrobora nossos achados.</p>
    <p>Nos indiv&#237;duos de 80 ou mais, &#233; preciso considerar que, nesta faixa, que n&#227;o possui limite et&#225;rio superior, as mulheres s&#227;o em m&#233;dia mais velhas por apresentarem maior longevidade do que os homens. Na <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1F</xref>, as diferen&#231;as observadas entre os sexos nos grupos A e C1 parecem se desvanecer, mas ainda pode se pressupor maior ocorr&#234;ncia relativa nos homens, descontado o efeito da idade. No grupo C2, o desfavorecimento dos homens continuou evidente, provavelmente devido &#224; maior ocorr&#234;ncia da miocardiopatia isqu&#234;mica e da cardiomiopatia dilatada ou alco&#243;lica nos homens.</p>
    <p>No Brasil, podem ser encontrados alguns relatos publicados que avaliaram a mortalidade por doen&#231;as circulat&#243;rias, cerebrovasculares e isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o, a partir da an&#225;lise de documentos de &#243;bitos<sup>16,23,24</sup>, mas, apenas dois, nas quais a mortalidade por IC foi o objeto do estudo<sup>20</sup>.</p>
    <p>Latado e cols.<sup>13</sup> utilizaram a IC apenas quando selecionada como causa b&#225;sica de morte na regi&#227;o metropolitana de Salvador, de 1979 a 1995. Gaui e cols.<sup>20</sup>, al&#233;m disso, tamb&#233;m avaliaram a ocorr&#234;ncia de IC, quando mencionada em qualquer linha do documento de &#243;bito, nos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2004. Ambos conclu&#237;ram que ocorreu queda das taxas de mortalidade por IC nos dois per&#237;odos, por&#233;m o segundo mostrou que a import&#226;ncia da IC pode ser subestimada quando avaliada somente como causa b&#225;sica.</p>
    <p>As estat&#237;sticas de mortalidade s&#227;o apresentadas tradicionalmente por meio da causa b&#225;sica, que &#233; conceituada como a "causa ou les&#227;o que iniciou a cadeia de acontecimentos patol&#243;gicos que conduziram diretamente &#224; morte ou &#224;s circunst&#226;ncias do acidente ou viol&#234;ncia que produziram a les&#227;o fatal"<sup>8</sup>.</p>
    <p>A causa b&#225;sica &#233; selecionada a partir dos c&#243;digos de doen&#231;as mencionados no documento de &#243;bito por meio da aplica&#231;&#227;o das regras de codifica&#231;&#227;o definidas pela 10&#170; Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de (CID-10), o que faz com que algumas "afec&#231;&#245;es espec&#237;ficas possam ter prefer&#234;ncia como causa b&#225;sica em rela&#231;&#227;o a agravos generalizados"<sup>16</sup>. A diabetes mellitus &#233; um exemplo dessa prefer&#234;ncia. Em um atestado em que a linha A tenha sido preenchida com o c&#243;digo J81 (edema pulmonar n&#227;o especificado de outra forma), a linha B com I50.1 (insufici&#234;ncia ventricular esquerda) e a linha C com E14.9 (diabetes mellitus n&#227;o especificado sem complica&#231;&#245;es), ter&#225; esta &#250;ltima selecionada como causa b&#225;sica de morte.</p>
    <p>No presente estudo, quando comparamos os modos restrito (A) e abrangente (B), observamos a ocorr&#234;ncia de IC tr&#234;s vezes mais no segundo, coincidentemente o mesmo encontrado por Santo e cols.<sup>16</sup>.</p>
    <p>O uso apenas da causa b&#225;sica para dimensionar a mortalidade por IC n&#227;o nos d&#225; a verdadeira perspectiva do problema representado pela IC. O mesmo ocorre com outras condi&#231;&#245;es cr&#244;nico-degenerativas comuns nos mais idosos, nos quais mais de um estado patol&#243;gico pode estar contribuindo para a morte. A utiliza&#231;&#227;o das causas m&#250;ltiplas de morte, por meio de suas men&#231;&#245;es nas declara&#231;&#245;es de &#243;bitos e modelos de an&#225;lise multidimensional a fim de estabelecer as rela&#231;&#245;es entre aquelas, tem sido proposta como ferramenta adicional para estat&#237;sticas de mortalidade<sup>31</sup>.</p>
    <p>A mortalidade por IC tamb&#233;m pode ser subdimensionada pela escolha dos c&#243;digos da CID-10 para sua defini&#231;&#227;o. A maioria dos estudos, al&#233;m de utilizar apenas a causa b&#225;sica de morte, tamb&#233;m seleciona somente os c&#243;digos I50 da CID para definir IC, o que corresponde aos nossos grupos A e B. Dois relatos j&#225; publicados<sup>7</sup> definiram IC como um conjunto de c&#243;digos que referem em sua descri&#231;&#227;o a presen&#231;a de insufici&#234;ncia card&#237;aca, ou envolvem condi&#231;&#245;es que podem ter, na sua evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, sinais e sintomas de IC.</p>
    <p>Em nosso estudo, al&#233;m dos c&#243;digos selecionados nos estudos mencionados, em C1, acrescentamos a insufici&#234;ncia card&#237;aca neonatal e, em C2, a doen&#231;a de Chagas aguda e cr&#244;nica, com comprometimento card&#237;aco e doen&#231;a reum&#225;tica.</p>
    <p>Observando os percentuais de &#243;bitos de IC por grupo (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>), vemos que a diferen&#231;a entre os grupos B e C1 n&#227;o foi importante, por&#233;m, o grupo C2 acrescenta aproximadamente 20% de mortes por IC em rela&#231;&#227;o ao grupo B. Portanto, os c&#243;digos acrescidos ao grupo B, para a formata&#231;&#227;o do grupo C1, n&#227;o contribu&#237;ram mais do que os c&#243;digos I50 para a avalia&#231;&#227;o da real dimens&#227;o da mortalidade por IC. Entretanto, o mesmo n&#227;o pode se dizer dos c&#243;digos que, acrescidos ao grupo C1, formataram o grupo C2, ressaltando o I09.9 (doen&#231;a card&#237;aca reum&#225;tica n&#227;o especificada), B57.0 (forma aguda de doen&#231;a de Chagas, com comprometimento card&#237;aco) e B57.2 (doen&#231;a de Chagas cr&#244;nica com comprometimento card&#237;aco), que tamb&#233;m ocorrem em nosso meio e n&#227;o foram considerados por outros autores<sup>7</sup>.</p>
    <p>A abrang&#234;ncia de informa&#231;&#227;o diagn&#243;stica, a qualidade do preenchimento e a utiliza&#231;&#227;o de c&#243;digos que transcrevem as informa&#231;&#245;es originais contidas nas declara&#231;&#245;es de &#243;bito DO s&#227;o fatores limitantes de nosso estudo. Deve-se ressaltar, ainda, que a IC diast&#243;lica, tamb&#233;m denominada IC com fun&#231;&#227;o ventricular esquerda preservada, pode representar at&#233; 50% dos casos de interna&#231;&#227;o por IC<sup>10,30</sup>, e n&#227;o &#233; contemplada por nenhum c&#243;digo na CID-10.</p>
    <p>Os resultados deste estudo demonstram tend&#234;ncias de queda nas taxas de mortalidade por IC, no conjunto dos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005, que representam pouco menos da metade do Brasil. Ainda assim, o observado no conjunto daqueles estados n&#227;o pode ser utilizado como estimativa do que ocorreu no Brasil como um todo, o que se constitui numa das limita&#231;&#245;es deste estudo. Por outro lado, a abrang&#234;ncia das informa&#231;&#245;es sobre &#243;bitos &#233; prec&#225;ria em boa parte do pa&#237;s. Estes achados s&#227;o concordantes com outros j&#225; publicados no Brasil e no exterior, e podem estar relacionados com as j&#225; reportadas quedas das taxas de mortalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas.</p>
    <p>O uso de metodologia das causas m&#250;ltiplas de morte associado ao conceito de causa b&#225;sica nos d&#225; uma dimens&#227;o mais abrangente do estudo da mortalidade. E a sele&#231;&#227;o adequada dos c&#243;digos da CID que compreendem a totalidade do fen&#244;meno de IC, neste estudo representado pelo grupo mais ampliado (grupo C2), permanece como um desafio para futuros estudos.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de Disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Eduardo Nagib Gaui pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Eduardo Nagib Gaui </p>
        <p> Rua Real Grandeza, 139/705 - Botafogo </p>
        <p> 22281033 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="engaui@cardiol.br">engaui@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 24/12/08; revisado recebido em 11/08/09; aceito em 05/08/09.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Causas m&#250;ltiplas de morte por doen&#231;as cr&#244;nico-degenerativas: uma an&#225;lise multidimensional</article-title>
          <source>Cad Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>1223</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>20</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rezende</surname>
              <given-names>EM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sampaio</surname>
              <given-names>IBM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ishitani</surname>
              <given-names>LH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Mortality due to heart failure: extended analysis and temporal trend in three states of Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Heart failure (HF) is a chronic disease with high prevalence and mortality rates. The mortality due to HF in Brazil has been studied more frequently using hospitalization data. OBJECTIVE: To evaluate the mortality rates due to HF by sex and age range, in three states of Brazil, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo and Rio Grande do Sul, from 1999 to 2005. METHODS: The data were obtained from death certificates assessed in the three states. The mortality due to HF was assessed in the restricted (underlying cause of death), comprehensive (mentioned in any line of the death certificate) and extended (all codes with the presence of HF) forms. RESULTS: The specific rates of mortality presented a clear decrease trend in the age groups, except in the group aged 80 years or older. The rates increased with age and were clearly higher among men up to 80 years of age. The rates of mortality due to HF were 3-fold higher in the comprehensive than in the restricted form of analysis. The extended form of analysis also added 20% of deaths in which HF was present. CONCLUSION: The results of this study demonstrated a decrease trend in the mortality rates due to HF when considering the three states - around 43% of Brazil - from 1999 to 2005. The methodology of multiple causes of death, in addition to the underlying ones, allows us to present a more comprehensive dimension of the importance of HF as cause of death. The adequate selection of the codes of the International Classification of Diseases (ICD), which comprehend the totality of the HF phenomenon, remains a challenge for further studies.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart Failure</kwd>
        <kwd>International Classification of Diseases</kwd>
        <kwd>Rio de Janeiro</kwd>
        <kwd>S&#227;o Paulo</kwd>
        <kwd>Rio Grande do Sul</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Mortality due to heart failure: extended analysis and temporal trend in three states of Brazil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Eduardo Nagib Gaui; Carlos Henrique Klein; Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital Miguel Couto; Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica/Fiocruz; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Heart failure (HF) is a chronic disease with high prevalence and mortality rates. The mortality due to HF in Brazil has been studied more frequently using hospitalization data.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To evaluate the mortality rates due to HF by sex and age range, in three states of Brazil, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo and Rio Grande do Sul, from 1999 to 2005.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The data were obtained from death certificates assessed in the three states. The mortality due to HF was assessed in the restricted (underlying cause of death), comprehensive (mentioned in any line of the death certificate) and extended (all codes with the presence of HF) forms.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> The specific rates of mortality presented a clear decrease trend in the age groups, except in the group aged 80 years or older. The rates increased with age and were clearly higher among men up to 80 years of age. The rates of mortality due to HF were 3-fold higher in the comprehensive than in the restricted form of analysis. The extended form of analysis also added 20% of deaths in which HF was present.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The results of this study demonstrated a decrease trend in the mortality rates due to HF when considering the three states - around 43% of Brazil - from 1999 to 2005. The methodology of multiple causes of death, in addition to the underlying ones, allows us to present a more comprehensive dimension of the importance of HF as cause of death. The adequate selection of the codes of the International Classification of Diseases (ICD), which comprehend the totality of the HF phenomenon, remains a challenge for further studies.</p>
      <p><bold>Key-Words:</bold> Heart Failure / mortality; International Classification of Diseases; Rio de Janeiro; S&#227;o Paulo; Rio Grande do Sul; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Heart failure (HF) is a chronic disease with a high prevalence, which affects predominantly the elderly. It is the major cause of hospitalization due to cardiovascular disease in Brazil and the first cause of hospitalization in patients older than 65 years in Spain<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>The decrease in mortality due to cardiovascular diseases, especially the ischemic cardiopathy, which has been observed for decades, as well as the recent advances in therapeutic management, did not result in the decrease of HF prevalence, a phenomenon also ascribed to the aging of the population<sup>3</sup>. HF remains presenting high rates of morbidity, mortality and lethality, which can reach up to 50% in the years following diagnosis<sup>4</sup>.</p>
      <p>In spite of this evidence, decrease trends regarding HF mortality have been demonstrated in some countries, through the analysis of death certificates. Goldacre et al<sup>5</sup>, in England, when analyzing the population of Oxford from 1979 to 2003, concluded that the rates of mortality due to HF and ischemic heart disease presented very similar decreases in that region. Murdoch et al<sup>6</sup>, studying HF in Scotland from 1979 to 1992, in addition to observing a decrease in mortality, verified that 30-40% of the deaths attributed to ischemic heart disease might have been related to HF, concluding that HF would be contributing even more than what had been perceived for total and premature mortality.</p>
      <p>Martinez et al<sup>3</sup> showed that, similarly to other countries, the mortality due to HF had decreased in Spain, a condition that affected mostly elderly individuals, especially elderly women. Additionally, they showed that another difficulty in understanding the behavior of HF was the selection of different ICD (International Classification of Disease) codes to identify the disease as cause of death in the several studies published on the subject.</p>
      <p>In Australia, Najafi et al<sup>7</sup> reported a decrease trend in mortality due to HF, from 1997 to 2003 and discussed the limitations of using official records of death due to HF, when considering only the selection of HF as the underlying cause of death, according to the modification rules in the 10<sup>th</sup> Revision of the International Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD-10)<sup>8</sup>.</p>
      <p>Most of the publications on the importance of HF as the cause of death in Brazil are derived from cohort studies<sup>9,10</sup> or related to hospital mortality, based on the data available at the Brazilian Public Health System (SUS) regarding hospitalizations in public hospitals or those hired by the system<sup>11,12</sup>. In Brazil, HF was the third cause of hospitalization due to clinical causes through SUS/MH(Ministry of Health) from 1992 to 2002, with percentages of hospitalizations in relation to the total number of hospitalizations that varied from 3%-4%, with lethality rates of 5%-7% at hospital admissions<sup>2</sup>.</p>
      <p>The mortality trend due to HF in the metropolitan region of Salvador (Bahia), from 1979 to 1995, was assessed using the codes 428.0, 428.1 and 428.9 of ICD-9 to identify HF as the cause of death, but only as the underlying cause of death. This study showed a decrease in the mortality due to HF from 1979 to 1992, which subsequently stabilized until 1995<sup>13</sup>.</p>
      <p>The objectives of the present study were to analyze the rates of mortality due to HF by sex and age range, in three states of Brazil, namely Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo and Rio Grande do Sul, from 1999 to 2005. The rates were assessed in the restricted form, when HF was stated as the underlying cause of death; in the comprehensive form, when HF was mentioned in any line of the death certificate; and in the extended form, when all diagnoses with the presence with HF were included.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The data concerning the deaths and populations refer to the period of 1999 to 2005, in the group formed by the states of Rio de Janeiro (RJ), S&#227;o Paulo (SP) and Rio Grande do Sul (RS). The information on the deaths were obtained from the computer databases of death certificate records of the Mortality Information System (MIS) of the Ministry of Health (MH)<sup>14</sup>.</p>
      <p>The population data were obtained from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) and distributed by sex and age ranges<sup>15</sup>. The age ranges were defined as follows: below 40 years of age and then, plus 10 years until 79 years of age and 80 years or older. The criteria used for the selection of these three states were the older age profile of the populations (with a higher probability of HF occurrence), the good quality of death certificate completion, information inferred through lower rates of proportional mortality due to poorly-defined causes of death and the higher number of affections recorded per certificate<sup>16</sup>, as well as the possibility of comparison with previously known data on cardiovascular mortality<sup>17</sup>.</p>
      <p>The computerized recording of the death certificates used the classification of mortality in the 10<sup>th</sup> Revision of the Statistical International Classification of Diseases and Related Health Problems of the World Health Organization (ICD-10)<sup>18</sup>, from which we selected the HF codes.</p>
      <p>The types of HF occurrence were divided in three groups:</p>
      <p><bold>A - Restricted</bold>: with HF considered as the underlying cause of death, according to the rules and dispositions for the codification of mortality and morbidity found in the instruction manual of the ICD-10, with the codes I50.0 (congestive heart failure), I50.1 (left ventricular failure ) and I50.9 (unspecified heart failure).</p>
      <p><bold>B - Comprehensive</bold>: the same codes of the restricted group, when listed as the underlying cause or mentioned in any line of the death certificate.</p>
      <p><bold>C - Extended</bold>: subdivided in two groups:</p>
      <p><bold>C1 - Extended 1</bold>: added the codes</p>
      <p>I11.0 (hypertensive heart disease with congestive heart failure),</p>
      <p>I13.0 (hypertensive heart and kidney disease with congestive heart failure),</p>
      <p>I13.2 (hypertensive heart and kidney disease with congestive heart failure and kidney failure) and</p>
      <p>P29.0 (neonatal heart failure) to the comprehensive group, which clearly identified the presence of HF in their account.</p>
      <p><bold>C2 - Extended 2</bold>: added the codes</p>
      <p>I09.9 (unspecified rheumatic heart disease),</p>
      <p>I97.1 (other functional disorders subsequent to heart surgery),</p>
      <p>I25.5 (ischemic cardiomyopathy),</p>
      <p>I31.1 (chronic constrictive pericarditis),</p>
      <p>I42.0 (dilated cardiomyopathy),</p>
      <p>I42.6 (alcoholic cardiomyopathy),</p>
      <p>B57.0 (acute form of Chagas disease, with cardiac involvement) and</p>
      <p>B57.2 (chronic Chagas disease with cardiac involvement) to the comprehensive group 1, which clearly identified the presence of HF in their account or involved conditions that could present symptoms and signs of HF during their clinical evolution, although not named or described together with the code in the ICD-10 manual<sup>18</sup>.</p>
      <p>Proportional and specific mortality rates and their ratios between the sexes were constructed. The proportional mortality rates due to HF were estimated based on the ratio between the deaths and the total number of deaths. The specific mortality rates were calculated through the ratio of the corresponding deaths for each one of the four groups of HF and the total population from each age range. The statistical analysis was carried out using the Stata program<sup>19</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>A total of 2,960,857 death certificates were assessed, with 56.4% being from the state of Sao Paulo, 27.2% from the state of Rio de Janeiro and 16.4% from the state of Rio Grande do Sul. In Brazil, 43% of the deaths occurred in these three states in the period between 1999 and 2005.</p>
      <p>The percentages of death due to HF, which can be seen in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>, present a decrease trend throughout the period, more evident in group <bold>A,</bold> with a slight one in the others. The highest difference was observed between groups <bold>A</bold> and <bold>B</bold>, being three-fold higher in <bold>B</bold> when compared to <bold>A</bold>. It must be emphasized that the difference observed between groups <bold>B</bold> and <bold>C1</bold> was, in fact, not relevant. Therefore, group <bold>B</bold> was not included in the charts of the specific mortality rates by sex and age range.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The specific mortality rates by sex and age range in the groups <bold>A</bold>, <bold>C1</bold> and <bold>C2,</bold> presented in <xref ref-type="fig" rid="en_10f01-body2">Figures 1A to 1F</xref>, show the decrease trend in the mortality rates in all age ranges throughout the 7-year period, except in the 80-year-old age range, where it remains relatively stable during almost the entire period. The decrease trend in mortality was lower in group <bold>A</bold>, at all age ranges of both sexes.</p>
      <p content-type="html"><fig id="en_10f01-body2"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/QXJBLqn56QMxfMgS3xp6jZp/20fa17d48e1d0157832c197f7de93a147980feec.gif"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gf01-en.jpg"/></fig>&#13;
</p>
      <p>The mortality rates due to HF increased with age. In the 40 to 49-year-old age range, and most significantly, at the age ranges 50 to 59 and 60 to 69 years of age, the rates, considering the three states, were markedly higher among males. From then on, the differences between the sexes were not so clear, becoming similar at the 80-year-old or older age range. The ratios between the specific mortality rates of the sexes per HF group and by age range, considering the 7-year period in the three states can be seen in <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>. We observed that the ratios of male/female mortality rates decreased with age. The highest ratios were seen in the 40 to 49 year-old age range. At the 80-year-old or older age range, the ratios were close to 1.0 in all HF groups. At any age range, the ratios were similar among the HF groups.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study shows a clear decrease trend in mortality rates due to HF considering the three states of Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo and Rio Grande do Sul, from 1999 to 2005, at all age ranges below 80 years of age and older.</p>
      <p>At the elderly age range, the decrease was perceptible only in the beginning of the period. These findings are in agreement with others, previously published in Brazil<sup>13,20</sup> and in other countries<sup>1,5-7</sup>, which analyzed mortality due to HF in death certificates. The same has been observed with in-hospital mortality rates due to HF. It is believed that this behavior can be explained by the advances attained in the last years regarding the HF approach, such as earlier diagnoses, more aggressive management during hospitalizations due to decompensations and the broader use of angiotensin-converting enzyme inhibitors and beta-blockers<sup>21,22</sup>.</p>
      <p>Recently, published reports have also demonstrated a decrease in mortality rates due to cardiovascular diseases in general, with examples in Brazil<sup>23,24</sup> and in other countries<sup>25,26</sup>. This fact can also justify what has been occurring with HF, as the latter is the terminal consequence of most cardiopathies.</p>
      <p>Oliveira et al<sup>27</sup> observed a decrease in the mortality rates due to ischemic heart diseases in the populations of the same three states, in the two decades before the present study was carried out. The findings observed in our study must be ascribed to the association between ischemic heart diseases and their natural evolution to HF. The present study also shows that the mortality rates are higher among men than among women, at all age ranges up to 80 years old and that the mortality rate differences between the sexes decrease and become similar as age increases.</p>
      <p>This phenomenon can be observed when we analyze the mortality due to HF, when selected as the underlying cause of death (group <bold>A</bold>), or when notified as an associated cause (groups <bold>B, C1</bold> and <bold>C2</bold>) in the death certificate. The higher incidence of the disease among men, as demonstrated by other studies<sup>28-30</sup> , corroborates our findings.</p>
      <p>Among individuals aged 80 years or older, it is necessary to consider that, at this age range, which does not have a higher age limit, women are usually older as they live longer than men. <xref ref-type="fig" rid="en_10f01-body2">Figure 1F</xref> shows that the differences observed between the sexes in groups <bold>A</bold> and <bold>C1</bold> seem to disappear, but one can still presume a higher relative occurrence in men, when disregarding the age factor. In group <bold>C2</bold>, the men's disadvantageous condition remained evident, probably due to a higher occurrence of ischemic myocardiopathy and dilated or alcoholic cardiomyopathy in men.</p>
      <p>In Brazil, some published reports have evaluated the mortality due to circulatory, cerebrovascular and ischemic heart diseases, based on the analysis of death certificates<sup>30,41,42</sup>, but only two of them had mortality due to HF as the object of study<sup>20</sup>.</p>
      <p>Latado et al<sup>13</sup> used the HF only when it was selected as the underlying cause of death in the metropolitan region of Salvador, from 1979 to 1995. Gaui et al<sup>36</sup>, in addition, also evaluated the occurrence of HF when it was mentioned in any line of the death certificate, in the states of Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo and Rio Grande do Sul, from 1999 to 2004. Both groups concluded that there was a decrease in the mortality rates due to HF in the two periods; however, the second showed that the importance of HF can be underestimated when evaluated solely as the underlying cause of death.</p>
      <p>The statistics of mortality are traditionally presented by means of the underlying cause, which is considered as the "cause or injury that initiated the chain of pathological events that led directly to the death or to the circumstances of the accident or violence that produced the fatal injury"<sup>8</sup>.</p>
      <p>The underlying cause is selected among the codes of diseases mentioned in the death certificate, by applying the rules of codification defined in the 10<sup>th</sup> Revision of the International Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD-10), and as a result, some "specific affections have preference as the underlying cause of death in relation to generalized injuries"<sup>16</sup>. Diabetes mellitus is one example of this preference. A death certificate that has line A filled in with code J81 (pulmonary edema, not specified in any other way), line B with code I50.1 (left ventricular failure) and line C with E14.9 (non-specified diabetes mellitus without complications), will have the latter selected as the underlying cause of death.</p>
      <p>In the present study, when we compared the <bold>restricted</bold> (<bold>A</bold>) and <bold>comprehensive</bold> (<bold>B</bold>) forms, we observed that the occurrence of HF was three-fold higher in the second group, coincidentally the same findings observed by Santo et al<sup>30</sup>.</p>
      <p>The sole use of the underlying cause to characterize the mortality due to HF does not provide the actual perspective of the problem represented by HF. The same occurs with other chronic-degenerative conditions common in the elderly, in whom more than one pathological condition might contribute to death. The use of multiple causes of death, by mentioning them in the death certificates and models of multidimensional analysis in order to establish associations among them has been proposed as an additional tool for the statistics of mortality<sup>31</sup>.</p>
      <p>The mortality due to HF can also be underestimated by the choice of the ICD-10 codes used for its definition. Most of the studies, in addition to using only the underlying cause of death, also select only the codes I50 of ICD to define HF, which corresponds to our groups <bold>A</bold> and <bold>B</bold>. Two previously reported studies<sup>15</sup> defined HF as a set of codes that state in their description the presence of heart failure or involve conditions that can present, during its clinical evolution, signs and symptoms of HF.</p>
      <p>In our study, in addition to the codes selected in the aforementioned studies, we added neonatal heart failure to <bold>C1</bold> and acute and chronic Chagas' disease with cardiac involvement and rheumatic disease to <bold>C2</bold>.</p>
      <p>Observing the percentages of deaths due to HF per group (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table I</xref>), it can be observed that the difference between groups <bold>B</bold> and <bold>C1</bold> was not significant; however, group <bold>C2</bold> has an increase of approximately 20% of deaths due to HF in relation to group <bold>B</bold>. Therefore, the codes added to group <bold>B</bold>, for the configuring of group <bold>C1</bold>, did not contribute more than the I50 codes for the assessment of the actual dimension of mortality due to HF. However, the same cannot be said of the codes that, added to the group <bold>C1</bold>, configured group <bold>C2</bold>, namely I09.9 (unspecified rheumatic heart disease), B57.0 (acute form of Chagas disease, with cardiac involvement) and B57.2 (chronic Chagas disease with cardiac involvement), which also occurred in our country and were not considered by other authors<sup>7</sup>.</p>
      <p>The comprehensiveness of diagnostic information, the quality of death certificate completion and the use of codes that transcribe the original information contained in the declaration of death are limiting factors of our study. It must also be mentioned that the diastolic HF, also called HF with preserved left ventricular function, can represent up to 50% of the cases of hospitalizations due to HF<sup>10,30</sup> and it is not represented by any code in the ICD-10.</p>
      <p>The results of the present study show a decrease trend in the rates of mortality due to HF in the three analyzed Brazilian states, i.e., Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo and Rio Grande do Sul, from 1999 to 2005, which represent a little less than half of Brazil. Nevertheless, the findings obtained with the three states cannot be used as an estimate of what occurred in the country as a whole, which constitutes one of the limitations of the present study. On the other hand, the comprehensiveness of the information on the deaths is faulty in many states. These findings are in agreement with other previously published data in Brazil and in other countries and might be related to the previously reported decreases in mortality rates due to ischemic diseases.</p>
      <p>The use of the methodology of multiple causes of death associated with the concept of the underlying cause of death provides a more comprehensive analysis of the study of mortality. Additionally, the adequate selection of the ICD codes that comprehend the totality of the HF phenomenon, represented in the present study by the more extended group (group C2), remains a challenge for future studies.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Eduardo Nagib Gaui, from Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Mortalidad por insuficiencia cardiaca: an&#225;lisis ampliado y tendencia temporal en tres estados de Brasil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La insuficiencia cardiaca (IC) es una enfermedad cr&#243;nica de gran prevalencia y altas tasas de mortalidad. La mortalidad por IC, en Brasil, se ha estudiado m&#225;s frecuentemente con datos de internaciones hospitalarias. OBJETIVO: Evaluar las tasas de mortalidad por IC, por sexo e intervalo de edades, en el conjunto de los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, del 1999 a 2005. M&#201;TODOS: Las informaciones se obtuvieron de los certificados de &#243;bito examinados en los tres estados. La mortalidad por IC se evalu&#243; de modo restricto (causa b&#225;sica de muerte), modo amplio (presente en cualquier l&#237;nea del certificado) y modo ampliado (todos los c&#243;digos con presencia de IC). RESULTADOS: Las tasas espec&#237;ficas de mortalidad presentaron tendencias de ca&#237;das n&#237;tidas en los grupos de edad, excepto en los de 80 a&#241;os o m&#225;s. Las tasas aumentaron con la edad, siendo mayores en los hombres, de forma clara, hasta los 80 a&#241;os. Las tasas de mortalidad por IC fueron tres veces mayores en el modo amplio que en el modo restricto. El modo ampliado agreg&#243; adem&#225;s un 20% de &#243;bitos en que hab&#237;a IC. CONCLUSI&#211;N: Los resultados de este estudio muestran tendencias de ca&#237;das en las tasas de mortalidad por IC en el conjunto de los tres estados - cerca del 43% del Brasil -, de 1999 a 2005. La metodolog&#237;a de causas m&#250;ltiples de muerte, adem&#225;s de las b&#225;sicas, permite presentar dimensi&#243;n m&#225;s amplia de la importancia de la IC como causa de &#243;bito. La selecci&#243;n adecuada de los c&#243;digos de Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades (CIE), que comprenden la totalidad del fen&#243;meno de IC, permanece como desaf&#237;o para futuros estudios.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Insuficiencia cardiaca</kwd>
        <kwd>clasificaci&#243;n internacional de enfermedades</kwd>
        <kwd>Rio de Janeiro</kwd>
        <kwd>S&#227;o Paulo</kwd>
        <kwd>Rio Grande do Sul</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Mortalidad por insuficiencia cardiaca: an&#225;lisis ampliado y tendencia temporal en tres estados de Brasil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Eduardo Nagib Gaui; Carlos Henrique Klein; Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital Miguel Couto; Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica/Fiocruz; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La insuficiencia cardiaca (IC) es una enfermedad cr&#243;nica de gran prevalencia y altas tasas de mortalidad. La mortalidad por IC, en Brasil, se ha estudiado m&#225;s frecuentemente con datos de internaciones hospitalarias.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Evaluar las tasas de mortalidad por IC, por sexo e intervalo de edades, en el conjunto de los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, del 1999 a 2005.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Las informaciones se obtuvieron de los certificados de &#243;bito examinados en los tres estados. La mortalidad por IC se evalu&#243; de modo restricto (causa b&#225;sica de muerte), modo amplio (presente en cualquier l&#237;nea del certificado) y modo ampliado (todos los c&#243;digos con presencia de IC).</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> Las tasas espec&#237;ficas de mortalidad presentaron tendencias de ca&#237;das n&#237;tidas en los grupos de edad, excepto en los de 80 a&#241;os o m&#225;s. Las tasas aumentaron con la edad, siendo mayores en los hombres, de forma clara, hasta los 80 a&#241;os. Las tasas de mortalidad por IC fueron tres veces mayores en el modo amplio que en el modo restricto. El modo ampliado agreg&#243; adem&#225;s un 20% de &#243;bitos en que hab&#237;a IC.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Los resultados de este estudio muestran tendencias de ca&#237;das en las tasas de mortalidad por IC en el conjunto de los tres estados - cerca del 43% del Brasil -, de 1999 a 2005. La metodolog&#237;a de causas m&#250;ltiples de muerte, adem&#225;s de las b&#225;sicas, permite presentar dimensi&#243;n m&#225;s amplia de la importancia de la IC como causa de &#243;bito. La selecci&#243;n adecuada de los c&#243;digos de Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades (CIE), que comprenden la totalidad del fen&#243;meno de IC, permanece como desaf&#237;o para futuros estudios. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(1) : 52-58)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia cardiaca/mortalidad, clasificaci&#243;n internacional de enfermedades, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Rio Grande do Sul, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La insuficiencia cardiaca (IC) es una enfermedad cr&#243;nica de alta prevalencia, que incide predominantemente en los m&#225;s a&#241;osos. Es la mayor causa de internaci&#243;n por enfermedades cardiovasculares en Brasil, siendo la primera causa de internaci&#243;n en pacientes con m&#225;s de 65 a&#241;os de edad en Espa&#241;a<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>La reducci&#243;n de la mortalidad por enfermedades cardiovasculares, principalmente la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, que viene siendo observada desde hace d&#233;cadas, y los recientes avances de la terap&#233;utica no resultaron en la reducci&#243;n de la prevalencia de la IC, fen&#243;meno tambi&#233;n derivado del envejecimiento de la poblaci&#243;n<sup>3</sup>. La IC permanece teniendo altas tasas de morbilidad, mortalidad y letalidad, que pueden alcanzar hasta el 50% en los 5 que siguen al diagn&#243;stico<sup>4</sup>.</p>
      <p>A pesar de esas evidencias, se han demostrado tendencias de ca&#237;da en la mortalidad por IC en algunos pa&#237;ses, por medio del an&#225;lisis de documentos de &#243;bitos. Goldacre et al<sup>5</sup>, en Inglaterra, analizando la poblaci&#243;n de Oxford de 1979 a 2003, concluyeron que las tasa de mortalidad por IC y por enfermedad cardiaca isqu&#233;mica tuvieron ca&#237;das muy similares en aquella regi&#243;n. Murdoch et al<sup>6</sup>, estudiando la IC en Escocia de 1979 a 1992, adem&#225;s de observar tendencia de ca&#237;da en la mortalidad, verificaron que el 30%-40% de las muertes atribuidas a la enfermedad cardiaca isqu&#233;mica pueden haber sido relacionadas a la IC, concluyendo que la insuficiencia cardiaca estar&#237;a contribuyendo todav&#237;a m&#225;s que lo percibido para la mortalidad total y para la mortalidad prematura.</p>
      <p>Martinez et al<sup>1</sup> se&#241;alaron que, al igual que en otros pa&#237;ses, la mortalidad por IC ha declinado en Espa&#241;a, condici&#243;n que afecta a los m&#225;s a&#241;osos, especialmente las mujeres de edad avanzada.. Y m&#225;s: indicaron que una dificultad mayor para la comprensi&#243;n del comportamiento de la IC es la selecci&#243;n de diferentes c&#243;digos de la CIE para identificarla, como causa de muerte, en los diferentes estudios publicados sobre el asunto.</p>
      <p>En Australia, Najafi et al<sup>7</sup> relataron tendencia de ca&#237;da en la mortalidad por IC, de 1997 a 2003, y discutieron las limitaciones de la utilizaci&#243;n de los registros oficiales de los &#243;bitos por IC, cuando s&#243;lo se considera la selecci&#243;n de la misma como causa b&#225;sica de la muerte, de acuerdo con las reglas de modificaci&#243;n de la 10&#170; Revisi&#243;n de la Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades y Problemas Relacionados a la Salud (CID-10)<sup>8</sup>.</p>
      <p>La mayor parte de las publicaciones sobre la importancia de la IC como causa de &#243;bito, en Brasil, se derivan de algunos estudios de cohorte<sup>9,10</sup>, o relativas a la mortalidad hospitalaria, teniendo como base los datos disponibles del Sistema &#218;nico de Salud (SUS) referentes a las internaciones en la red p&#250;blica o contratadas por el sistema<sup>11,12</sup>. En Brasil, la IC fue la tercera causa de internaci&#243;n por causas cl&#237;nicas por el SUS/MS, de 1992 a 2002, con porcentajes de internaci&#243;n con relaci&#243;n al total que variaron entre el 3%-4%, con tasas de letalidad entre el 5%-7% en las internaciones<sup>2</sup>.</p>
      <p>Se evalu&#243; la tendencia de mortalidad por IC en la regi&#243;n metropolitana de Salvador (Bah&#237;a), de 1979 a 1995, utilizando para identificar IC, como causa de &#243;bito, los c&#243;digos 428.0, 428.1 y 428.9 del CIE-9, pero s&#243;lo como causa b&#225;sica de muerte. Este estudio revel&#243; un descenso de la mortalidad por IC, de 1979 a 1992, que se estabiliz&#243; a partir de all&#237; hasta 1995<sup>13</sup>.</p>
      <p>Los objetivos de este estudio son evaluar las tasas de mortalidad por IC, por sexo e intervalo de edades, en el conjunto de los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005. Las tasas se analizaron de modo restricto cuando la IC fue codificada como causa b&#225;sica de muerte; en modo amplio cuando estaba presente en cualquier l&#237;nea del certificado; y en modo ampliado cuando se inclu&#237;an todos los diagn&#243;sticos con la presencia de IC.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Todos los datos referentes a &#243;bitos y poblaciones son de 1999 a 2005, del conjunto formado por los estados de Rio de Janeiro (RJ), S&#227;o Paulo (SP) y Rio Grande do Sul (RS). Las informaciones sobre &#243;bitos se obtuvieron de los bancos de datos informatizados de los registros de certificados de &#243;bito del Sistema de Informaciones sobre Mortalidad (SIM) del Ministerio de Salud<sup>14</sup>.</p>
      <p>Los datos de poblaci&#243;n se obtuvieron del Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica (IBGE), distribuidos por sexo e intervalo de edades<sup>15</sup>. Los intervalos de edades se definieron de este modo: por debajo de 40 a&#241;os y, a partir de all&#237;, de 10 en 10 a&#241;os hasta 79 a&#241;os y 80 a&#241;os o m&#225;s.</p>
      <p>La selecci&#243;n de estas tres unidades de la federaci&#243;n tuvo como criterios el perfil de edades m&#225;s a&#241;oso de sus poblaciones (con mayor probabilidad de ocurrencia de IC), la buena calidad de llenado de los certificados de &#243;bito, dato inferido por tasas menores de mortalidad proporcional por causas mal definidas y mayor n&#250;mero de afecciones registradas por certificado<sup>16</sup>, y tambi&#233;n por la posibilidad de comparaci&#243;n con datos sobre mortalidad cardiovascular ya conocidos<sup>17</sup>.</p>
      <p>Los registros informatizados de los &#243;bitos utilizaron la clasificaci&#243;n de mortalidad de la 10&#170; Revisi&#243;n de la Clasificaci&#243;n Estad&#237;stica Internacional de Enfermedades y Problemas Relacionados con la Salud de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (CIE-10)<sup>18</sup>, de la cual seleccionamos los c&#243;digos de IC.</p>
      <p>Los modos de ocurrencia de la IC se dividieron en tres grupos:</p>
      <p><bold>A) Restricto -</bold> Con IC tabulada como causa b&#225;sica de muerte, de acuerdo con las reglas y disposiciones para codificaci&#243;n de mortalidad y morbilidad constantes en el manual de instrucciones del CIE-10, con los c&#243;digos I50.0 (insuficiencia cardiaca congestiva), I50.1 (insuficiencia ventricular izquierda) y I50.9 (insuficiencia cardiaca no especificada).</p>
      <p><bold>B) Amplia -</bold> Los mismos c&#243;digos del grupo restricto cuando se anotaron como causa b&#225;sica, o citados en cualquier l&#237;nea del certificado.</p>
      <p><bold>C) Ampliado -</bold> Subdividido en dos grupos:</p>
      <p><italic>C1 - Ampliado 1 -</italic> Agrega al grupo amplio los c&#243;digos I11.0 (enfermedad cardiaca hipertensos con insuficiencia cardiaca congestiva), I13.0 (enfermedad cardiaca y renal hipertensiva con insuficiencia cardiaca congestiva), I13.2 (enfermedad cardiaca y renal hipertensiva con insuficiencia cardiaca congestiva e insuficiencia renal) y P29.0 (insuficiencia cardiaca neonatal), que explicitan en su denominaci&#243;n la presencia de IC.</p>
      <p><italic>C2 - Ampliado 2 -</italic> Agrega al grupo ampliado 1 los c&#243;digos I09.9 (enfermedad cardiaca reum&#225;tica no especificada), I97.1 (otros disturbios funcionales subsiguientes a la cirug&#237;a cardiaca), I25.5 (miocardiopat&#237;a isqu&#233;mica), I31.1 (pericarditis constrictiva cr&#243;nica), I42.0 (miocardiopat&#237;a dilatada), I42.6 (cardiomiopat&#237;a alcoh&#243;lica), B57.0 (forma aguda de la enfermedad de Chagas, con compromiso card&#237;aco) y B57.2 (enfermedad de Chagas cr&#243;nica con compromiso card&#237;aco), que refieren en su descripci&#243;n la presencia de IC, o involucran condiciones que pueden tener, en su evoluci&#243;n cl&#237;nica, se&#241;ales y s&#237;ntomas de IC, aunque no sea nombrada o descrita en el c&#243;digo en el manual del CIE-10<sup>18</sup>.</p>
      <p>Se construyeron tasas de mortalidad proporcionales y espec&#237;ficas y sus razones entre los sexos. Las tasas de mortalidad proporcional por IC fueron estimadas por la raz&#243;n entre los &#243;bitos y el total de &#243;bitos. Las tasas espec&#237;ficas de mortalidad fueron calculadas por la raz&#243;n de los &#243;bitos correspondientes a cada uno de los cuatro grupos de IC y el total de la poblaci&#243;n de cada intervalo de edades. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; utilizando el programa Stata<sup>19</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se analiz&#243; un total de 2.960.857 certificados, siendo el 56,4% del estado de S&#227;o Paulo, el 27,2% de Rio de Janeiro y el 16,4% de Rio Grande do Sul. En Brasil, el 43% de los &#243;bitos ocurrieron en esos tres estados entre el per&#237;odo de 1999 a 2005.</p>
      <p>Los porcentajes de &#243;bitos por IC, que pueden verse en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>, presentaron tendencias de ca&#237;da a lo largo del per&#237;odo, m&#225;s evidente en el grupo A, y s&#243;lo discreta en los dem&#225;s. La mayor diferencia se observ&#243; entre los grupos A y B, siendo en B tres veces mayor que en A. Se debe destacar que la diferencia encontrada entre los grupos B y C1, en la pr&#225;ctica, no fue relevante. Por ese motivo, el grupo B no se incluy&#243; en los gr&#225;ficos de las tasas espec&#237;ficas de mortalidad por sexo e intervalo de edades.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Las tasas espec&#237;ficas de mortalidad por sexo e intervalo de edades de los grupos A, C1 y C2, presentadas en las <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figuras 1&#170; y 1F</xref>, permiten observan tendencias de ca&#237;da en las tasas de mortalidad en todos los intervalos de edades a lo largo de los 7 a&#241;os, excepto en el intervalo de 80 a&#241;os o m&#225;s, en que permanecen relativamente estables por casi todo el per&#237;odo. Las tendencias de ca&#237;da en la mortalidad fueron menores en el grupo A, en todos los intervalos de edades de ambos sexos.</p>
      <fig id="f1-body3"/>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-e01-es.jpg"/></p>
      <p>
        <fig id="f1f-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Las tasas de mortalidad por IC aumentaron con el avance de la edad. En el intervalo de 40 a 49 a&#241;os, y de forma m&#225;s importante, de 50 a 59 y 60 a 69 a&#241;os, las tasas, en el conjunto de los tres estados, fueron notoriamente mayores en los hombres. A partir de all&#237;, las diferencias entre los sexos ya no se mostraron tan n&#237;tidas, volvi&#233;ndose similares en el intervalo de 80 a&#241;os o m&#225;s.</p>
      <p>Las razones entre las tasas espec&#237;ficas de mortalidad de los sexos por grupo de IC y por intervalo de edades, en la suma de los 7 a&#241;os en los tres estados, pueden verse en la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>. Observamos que las razones de tasas de hombres/mujeres decrecieron con el aumento de la edad. Las mayores razones se observaron en el intervalo de 40 a 49 a&#241;os. En el intervalos de los 80 o m&#225;s, se aproximaron a 1,0 en todos los grupos de IC. En cualquier intervalo de edades, las razones fueron similares entre los grupos de IC.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0055-00010-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio muestra tendencias n&#237;tidas de ca&#237;da de las tasas de mortalidad por IC, en el conjunto de los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005, en todos los intervalos de edades por debajo de los 80 a&#241;os de edad y m&#225;s.</p>
      <p>En el intervalo de los m&#225;s a&#241;osos, la ca&#237;da s&#243;lo fue perceptible al inicio del per&#237;odo. Estos hallazgos concuerdan con otros ya publicados en Brasil<sup>13,20</sup> y en el exterior<sup>1,5-7</sup>, que analizaron la mortalidad por IC en los registros de &#243;bito. Lo mismo se observ&#243; con las tasas de mortalidad hospitalaria por IC. Se cree que este comportamiento pueda explicarse por los avances obtenidos, en los &#250;ltimos a&#241;os, en el abordaje de la IC, tales como diagn&#243;stico m&#225;s precoz, conducta m&#225;s agresiva en el tratamiento durante las internaciones por descompensaci&#243;n y el uso, en mayores proporciones, de los inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina y de los betabloqueantes<sup>21,22</sup>.</p>
      <p>&#218;ltimamente, relatos publicados tambi&#233;n han demostrada una ca&#237;da de la mortalidad por enfermedades cardiovasculares en general, con ejemplos en Brasil<sup>23,24</sup> y en el exterior<sup>25,26</sup>. Esto tambi&#233;n puede justificar lo que viene ocurriendo con la IC, por ser &#233;sta la consecuencia terminal de la mayor&#237;a de las cardiopat&#237;as.</p>
      <p>Oliveira et al<sup>27</sup> observaron ca&#237;das en las tasas de mortalidad por enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n en las poblaciones de los mismos tres estados, en las dos d&#233;cadas precedentes al actual estudio. Lo observado en nuestro estudio debe ser derivado de la relaci&#243;n existente entre las enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n y su evoluci&#243;n natural para IC.</p>
      <p>En este estudio se observa tambi&#233;n que las tasas de mortalidad por IC de los hombres son mayores que las de las mujeres, en todos los intervalos de edades hasta los 80 a&#241;os, siendo que, entre los sexos, las diferencias de estas tasas disminuyen, aproxim&#225;ndose con el avance de la edad.</p>
      <p>Este fen&#243;meno puede observarse cuando analizamos la mortalidad por IC, cuando se la selecciona como causa b&#225;sica (grupo A), o cuando se la notifica como causa asociada (grupos B, C1 y C2) en el documento de &#243;bito. La mayor incidencia de la enfermedad en hombres, mostrada en otros estudios<sup>28-30</sup>, corrobora nuestros hallazgos.</p>
      <p>En los individuos de 80 o m&#225;s, es necesario considerar que, en este intervalo, que no tiene l&#237;mite de edad superior, las mujeres son en promedio m&#225;s viejas por presentar mayor longevidad que los hombres. En la <xref ref-type="fig" rid="f1f-body3">Figura 1F</xref>, las diferencias observadas entre los sexos en los grupos A y C1 parecen desvanecerse, pero todav&#237;a puede presuponerse mayor ocurrencia relativa en los hombres, descontado el efecto de la edad. En el grupo C2, el desfavorecimiento de los hombres continu&#243; evidente, probablemente debido a la mayor ocurrencia de la miocardiopat&#237;a isqu&#233;mica y de la miocardiopat&#237;a dilatada o alcoh&#243;lica en los hombres.</p>
      <p>En Brasil, pueden encontrarse algunos relatos publicados que evaluaron la mortalidad por enfermedades circulatorias, cerebrovasculares e isqu&#233;micas del coraz&#243;n, a partir del an&#225;lisis de documentos de &#243;bitos<sup>16,23,24</sup>, pero s&#243;lo dos en las cuales la mortalidad por IC fue el objeto del estudio<sup>20</sup>.</p>
      <p>Latado et al<sup>13</sup> utilizaron la IC s&#243;lo cuando era seleccionada como causa b&#225;sica de muerte en la regi&#243;n metropolitana de Salvador, de 1979 a 1995. Gaui et al<sup>20</sup>, adem&#225;s de ello, tambi&#233;n evaluaron la ocurrencia de IC, cuando se la mencionaba en cualquier l&#237;nea del documento de &#243;bito, en los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, de 1999 a 2004. Ambos concluyeron que ocurri&#243; una ca&#237;da en las tasas de mortalidad por IC en los dos per&#237;odos, no obstante el segundo mostr&#243; que la importancia de la IC puede ser subestimada cuando se la eval&#250;a s&#243;lo como causa b&#225;sica.</p>
      <p>Las estad&#237;sticas de mortalidad se presentan tradicionalmente por medio de la causa b&#225;sica, que se concept&#250;a como la "causa o lesi&#243;n que inici&#243; la cadena de eventos patol&#243;gicos que condujeron directamente a la muerte o a las circunstancias del accidente o violencia que produjeron la lesi&#243;n fatal"<sup>8</sup>.</p>
      <p>La causa b&#225;sica se selecciona a partir de los c&#243;digos de enfermedades mencionados en el documento de &#243;bito por medio de la aplicaci&#243;n de las reglas de codificaci&#243;n definidas por la 10&#170; Revisi&#243;n de la Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades y Problemas Relacionados con la Salud (CIE-10), lo que hace que algunas "afecciones espec&#237;ficas puedan tener preferencia como causa b&#225;sica en relaci&#243;n a agravamientos generalizados"<sup>16</sup>. La <italic>diabetes mellitus</italic> es un ejemplo de esta preferencia. En un certificado en que la l&#237;nea A se hab&#237;a completado con el c&#243;digo J81 (edema pulmonar no especificado de otra forma), la l&#237;nea B con I50. 1 (insuficiencia ventricular izquierda) y la l&#237;nea C con E14.9 (diabetes mellitus no especificado sin complicaciones), &#233;sta &#250;ltima ser&#225; seleccionada como causa b&#225;sica de muerte.</p>
      <p>En el presente estudio, cuando comparamos los modos restricto (A) y amplio (B), observamos la ocurrencia de IC tres veces m&#225;s en el segundo, coincidente con lo encontrado por Santo et al<sup>16</sup>.</p>
      <p>El uso s&#243;lo de la causa b&#225;sica para dimensionar la mortalidad por IC no nos da la verdadera perspectiva del problema representado por la IC. Lo mismo ocurre con otras condiciones cr&#243;nico degenerativas comunes en los m&#225;s a&#241;osos, en los cuales m&#225;s de un estado patol&#243;gico puede estar contribuyendo para la muerte. La utilizaci&#243;n de las causas m&#250;ltiples de muerte, por medio de sus menciones en las declaraciones de &#243;bitos y modelos de an&#225;lisis multidimensional a fin de establecer las relaciones entre aquellas, se propuso como herramienta adicional para estad&#237;sticas de mortalidad<sup>31</sup>.</p>
      <p>La mortalidad por IC tambi&#233;n puede ser subdimensionada por la selecci&#243;n de los c&#243;digos de la CIE-10 para su definici&#243;n. La mayor&#237;a de los estudios, adem&#225;s de utilizar apenas la causa b&#225;sica de muerte, tambi&#233;n selecciona s&#243;lo los c&#243;digos I50 de la CIE para definir IC, lo que corresponde a nuestros grupos A y B. Dos relatos ya publicados<sup>7</sup> definieron IC como un conjunto de c&#243;digos que refieren en su descripci&#243;n la presencia de insuficiencia cardiaca, o involucran condiciones que pueden tener, en su evoluci&#243;n cl&#237;nica, se&#241;ales y s&#237;ntomas de IC.</p>
      <p>En nuestro estudio, adem&#225;s de los c&#243;digos seleccionados en los estudios mencionados, en C1, agregamos la insuficiencia cardiaca neonatal y, en C2, la enfermedad de Chagas aguda y cr&#243;nica, con compromiso card&#237;aco y enfermedad reum&#225;tica.</p>
      <p>Observando los porcentajes de &#243;bitos de IC por grupo (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>), vemos que la diferencia entre los grupos B y C1 no fue importante, con todo, el grupo C2 agregar aproximadamente el 20% de muertes por IC con relaci&#243;n al grupo B. Por lo tanto, los c&#243;digos agregados al grupo B, para que se formatee el grupo C1, no contribuyeron m&#225;s que los c&#243;digos I50 para la evaluaci&#243;n de la real dimensi&#243;n de la mortalidad por IC. No obstante, lo mismo no se puede decir de los c&#243;digos que, agregados al grupo C1, formatearon el grupo C2, resaltando el I09.9 (enfermedad cardiaca reum&#225;tica no especificada), B57.0 (forma aguda de la enfermedad de Chagas, con compromiso card&#237;aco) y B57.2 (enfermedad de Chagas cr&#243;nica con compromiso card&#237;aco), que tambi&#233;n ocurren en nuestro medio y no fueron considerados por otros autores<sup>7</sup>.</p>
      <p>La amplitud de informaci&#243;n diagn&#243;stica, la calidad del llenado y la utilizaci&#243;n de c&#243;digos que transcriben las informaciones originales contenidas en las declaraciones de &#243;bito DO son factores limitantes de nuestro estudio. Se debe resaltar adem&#225;s que la IC diast&#243;lica, tambi&#233;n denominada IC con funci&#243;n ventricular izquierda preservada, puede representar hasta un 50% de los casos de internaci&#243;n por IC<sup>10,30</sup>, y no es contemplada por ning&#250;n c&#243;digo en la CIE-10.</p>
      <p>Los resultados de este estudio demuestran tendencias de ca&#237;da en las tasa de mortalidad por IC, en el conjunto de los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, del 1999 a 2005, que representan poco menos de la mitad de Brasil. Aun as&#237;, lo observado en el conjunto de aquellos estados no puede ser utilizado como estimativa de lo que ocurri&#243; en Brasil como un todo, lo que constituye una de las limitaciones de este estudio. Por otra parte, la amplitud de las informaciones sobre &#243;bitos es precaria en buena porci&#243;n del pa&#237;s. Estos hallazgos concuerdan con otros ya publicados en Brasil y en el exterior, y pueden estar relacionados con las ya reportadas ca&#237;das de las tasas de mortalidad por enfermedades isqu&#233;micas.</p>
      <p>El uso de metodolog&#237;a de las causas m&#250;ltiples de muerte asociado al concepto de causa b&#225;sica nos da una dimensi&#243;n m&#225;s amplia del estudio de la mortalidad. Y la selecci&#243;n adecuada de los c&#243;digos de la CIE que comprenden la totalidad del fen&#243;meno de IC, en este estudio representado por el grupo m&#225;s ampliado (grupo C2), permanece como un desaf&#237;o para futuros estudios.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la tesis de Maestr&#237;a de Eduardo Nagib Gaui de la Universidad Federal de Rio de Janeiro.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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