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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">6KqKMzp49Z8hPw6KqQ6pRWR</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010000100007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09400107</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000100007</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Influ&#234;ncia da cor de pele auto-referida na preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica numa popula&#231;&#227;o urbana do Brasil</article-title>
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          <named-content content-type="city">Salvador</named-content>
          <named-content content-type="state">Bahia</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Sa&#250;de Coletiva </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>34</fpage>
      <lpage>40</lpage>
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        <date date-type="received">
          <day>29</day>
          <month>06</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>12</day>
          <month>12</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>06</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A s&#237;ndrome metab&#243;lica tem uma elevada preval&#234;ncia em diferentes partes do mundo, com varia&#231;&#245;es entre diferentes grupos &#233;tnicos. OBJETIVO: Este estudo pretende explorar a influ&#234;ncia da cor de pele auto-referida sobre a preval&#234;ncia da SM. M&#201;TODOS: Estudo transversal, realizado em subgrupo populacional em Salvador, Brasil. Utilizou-se auto-defini&#231;&#227;o de cor de pele (branca, parda e negra) e o crit&#233;rio de SM do ATP-III. Foi usado o quiquadrado para tend&#234;ncia a fim de analisar gradiente das preval&#234;ncias entre os grupos e a regress&#227;o log&#237;stica para an&#225;lises de associa&#231;&#245;es. RESULTADOS: A preval&#234;ncia geral da SM, ajustada por vari&#225;veis potencialmente confundidoras, n&#227;o diferiu entre brancos (23,3%), pardos (23,3%) e negros (23,4%,). A an&#225;lise por sexo mostrou entre os homens redu&#231;&#227;o da preval&#234;ncia da SM dos brancos, 26,2% IC95%(20,7-31,7), em compara&#231;&#227;o aos negros, 17,5% IC95% (12,3-22,8), e uma preval&#234;ncia intermedi&#225;ria entre os pardos, 21,9% IC95% (18,6 - 25,1), p tend= 0,002. Entre as mulheres, a tend&#234;ncia foi inversa, maior nas negras, 27,0% IC95% (22,2-31,8), e menor nas brancas, 20,5% IC95%(15,6-25,4), p tend= 0,02. Na an&#225;lise multivariada da associa&#231;&#227;o entre cor de pele e SM (branco=grupo de refer&#234;ncia), a cor negra entre os homens foi fator de prote&#231;&#227;o, raz&#227;o de preval&#234;ncia (RP)= 0,60 (0,36 - 0,97), enquanto que nas mulheres tendeu a ser fator de risco, RP= 1,33 (0,94 - 1,78). CONCLUS&#195;O: A preval&#234;ncia da SM variou em fun&#231;&#227;o da cor de pele de modo inverso entre homens e mulheres. Ser negro foi fator de prote&#231;&#227;o entre homens e de risco nas mulheres.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>s&#237;ndrome metab&#243;lica</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
        <kwd>cor</kwd>
        <kwd>pele</kwd>
        <kwd>popula&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>Salvador (BA)</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CORONARIOPATIA AGUDA</p>
    <p>
      <bold>Influ&#234;ncia da cor de pele auto-referida na preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica numa popula&#231;&#227;o urbana do Brasil</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa; Ines Lessa; Naomar de Almeida Filho; Luc&#233;lia Batista N. Cunha Magalh&#227;es; Jenny Ara&#250;jo</bold>
    </p>
    <p>Instituto de Sa&#250;de Coletiva - Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A s&#237;ndrome metab&#243;lica tem uma elevada preval&#234;ncia em diferentes partes do mundo, com varia&#231;&#245;es entre diferentes grupos &#233;tnicos. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Este estudo pretende explorar a influ&#234;ncia da cor de pele auto-referida sobre a preval&#234;ncia da SM. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudo transversal, realizado em subgrupo populacional em Salvador, Brasil. Utilizou-se auto-defini&#231;&#227;o de cor de pele (branca, parda e negra) e o crit&#233;rio de SM do ATP-III. Foi usado o quiquadrado para tend&#234;ncia a fim de analisar gradiente das preval&#234;ncias entre os grupos e a regress&#227;o log&#237;stica para an&#225;lises de associa&#231;&#245;es. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A preval&#234;ncia geral da SM, ajustada por vari&#225;veis potencialmente confundidoras, n&#227;o diferiu entre brancos (23,3%), pardos (23,3%) e negros (23,4%,). A an&#225;lise por sexo mostrou entre os homens redu&#231;&#227;o da preval&#234;ncia da SM dos brancos, 26,2% IC95%(20,7-31,7), em compara&#231;&#227;o aos negros, 17,5% IC95% (12,3-22,8), e uma preval&#234;ncia intermedi&#225;ria entre os pardos, 21,9% IC95% (18,6 - 25,1), p tend= 0,002. Entre as mulheres, a tend&#234;ncia foi inversa, maior nas negras, 27,0% IC95% (22,2-31,8), e menor nas brancas, 20,5% IC95%(15,6-25,4), p tend= 0,02. Na an&#225;lise multivariada da associa&#231;&#227;o entre cor de pele e SM (branco=grupo de refer&#234;ncia), a cor negra entre os homens foi fator de prote&#231;&#227;o, raz&#227;o de preval&#234;ncia (RP)= 0,60 (0,36 - 0,97), enquanto que nas mulheres tendeu a ser fator de risco, RP= 1,33 (0,94 - 1,78). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> A preval&#234;ncia da SM variou em fun&#231;&#227;o da cor de pele de modo inverso entre homens e mulheres. Ser negro foi fator de prote&#231;&#227;o entre homens e de risco nas mulheres.</p>
    <p><bold>Palavras chave: </bold> s&#237;ndrome metab&#243;lica, preval&#234;ncia, cor, pele, popula&#231;&#227;o, Salvador (BA), Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;os</bold>
    </p>
    <p>A s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) caracteriza-se por um conjunto de anormalidades (hipertens&#227;o arterial, altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas e glic&#237;dicas), frequentemente correlacionadas com a resist&#234;ncia insul&#237;nica<sup>1</sup> e com a obesidade central e associa-se fortemente ao desenvolvimento da aterosclerose. Na atualidade, a SM vem sendo identificada como um dos mais potentes e investigados fatores determinantes das doen&#231;as cardiovasculares e do diabete melito tipo 2 (DM)<sup>2-8</sup>.</p>
    <p>A SM &#233; de elevada preval&#234;ncia, por&#233;m as an&#225;lises de associa&#231;&#245;es com diversas vari&#225;veis mostram aspectos que necessitam esclarecimentos. Destacam-se entre eles as associa&#231;&#245;es com os grupos &#233;tnico-raciais distintos e a identifica&#231;&#227;o da vari&#225;vel sexo como modificadora de efeito desta associa&#231;&#227;o<sup>9-14</sup>. Nos Estados Unidos da Am&#233;rica, Ford e cols.<sup>10</sup>, em 2001, verificaram que, a preval&#234;ncia da SM entre os afro-descendentes, quando comparada a dos brancos, era maior entre as mulheres (25,7% <italic>vs</italic> 22,8%) e menor entre os homens (16,4% <italic>vs</italic> 24,8%)<sup>10</sup>. Tamb&#233;m tem-se observado que as preval&#234;ncias dos fatores de risco que caracterizam a SM diferem, substancialmente, entre grupos &#233;tnico distintos com comportamento diferente entre os sexos<sup>9,10,15</sup>.</p>
    <p>Considerando, por um lado, que as diferentes estrat&#233;gias preventivas existentes permitem identificar precocemente e intervir sobre popula&#231;&#245;es ou indiv&#237;duos expostos a maior risco cardiovascular e, por outro, que a cidade do Salvador destaca-se no Brasil como a capital com a popula&#231;&#227;o de mais forte miscigena&#231;&#227;o afro-descendente, pretende-se, neste estudo, explorar a influ&#234;ncia da cor de pele auto-referida sobre a preval&#234;ncia da SM em homens e mulheres, buscando poss&#237;veis explica&#231;&#245;es para eventuais diferen&#231;as entre os grupos analisados.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O estudo &#233; de corte transversal, usando a amostra do Projeto Monitoramento das doen&#231;as cardiovasculares e do diabete melito em Salvador, MONIT<sup>16</sup>. Sumariamente, para o MONIT, o tamanho da amostra foi inicialmente estimado em 1.800 adultos com idade <underline>&gt;</underline> 20 anos, com base em uma preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial de 25%, n&#237;vel de confian&#231;a de 95% e erro de delineamento de 2%. Como o projeto inclu&#237;a v&#225;rios outros objetivos, o "n" foi ampliado para aproximadamente 2.500 pessoas, estimando-se em 1,7 eleg&#237;veis por domic&#237;lio. Previu-se perda de 20% dos domic&#237;lios por diversas raz&#245;es. A amostragem foi realizada em tr&#234;s est&#225;gios: 1) os setores censit&#225;rios de 8 das 10 bacias hidrogr&#225;ficas da cidade, com caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas semelhantes, foram agrupados em 108 "&#193;reas de Pesquisa" e estas classificadas por n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico (NSE) alto, misto e baixo. As &#225;reas continham 16.592 domic&#237;lios, com cerca de 83.000 habitantes com idade <underline>&gt;</underline> 20 anos. Proporcionalmente ao n&#250;mero de setores de cada NSE das &#193;reas, 37 foram sorteadas probabilisticamente; 2) por amostra sistem&#225;tica (intervalo=10), foram sorteados 1.540 domic&#237;lios, com perda de 18,3% e resposta favor&#225;vel &#224; participa&#231;&#227;o de 1.258 fam&#237;lias residentes em 63 setores censit&#225;rios; 3) no terceiro est&#225;gio, foram sorteados os participantes, no m&#225;ximo dois por domic&#237;lio, um de cada sexo, exclu&#237;das as gr&#225;vidas<sup>16</sup>.</p>
    <p>O projeto foi submetido e aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica M&#233;dica do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia e todos os participantes assinaram Termo de Consentimento Informado.</p>
    <p>A amostra global incluiu 2.404 indiv&#237;duos que responderam a inqu&#233;rito sobre fatores de risco cardiovascular (FRCV) e para o DM, tiveram seis aferi&#231;&#245;es da press&#227;o arterial (PA) e duas da Circunfer&#234;ncia da Cintura (CC) em domic&#237;lio. Compareceram para coleta de sangue e medidas de peso e altura 1.546 participantes (64,3% da amostra), tendo-se analisado, neste estudo, 1.437 indiv&#237;duos (92,9% dos que completaram todo o protocolo).</p>
    <p>A cor da pele foi auto-definida pelos indiv&#237;duos pesquisados, em uma das categorias: branca, parda (correspondente aos mulatos) e negra, conforme usadas nos censos demogr&#225;ficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica<sup>17</sup>. A utiliza&#231;&#227;o da cor de pele auto-referida buscou apreender, sobretudo, aspectos do campo &#233;tnico-social e, implicitamente, o cultural da popula&#231;&#227;o estudada e assim considerada nesse estudo. A quest&#227;o da cor da pele para auto-classifica&#231;&#227;o em branca, parda e negra, prevista para ser fechada, n&#227;o foi assumida por cerca de 19% da popula&#231;&#227;o que se auto-classificou em 18 outras conota&#231;&#245;es de cor da pele/etnia. S&#227;o exemplos: claro, clarinho, moreno, moreninho, negro, cabo verde, sarar&#225;, moreno claro, mulato m&#233;dio e mulato escuro, escuro, escurinho, nego, marrom, etc. Essas informa&#231;&#245;es foram reclassificadas nas tr&#234;s categorias previstas. Foram equivalentes ao branco o "clarinho" e o "moreno claro" (recebem essa conota&#231;&#227;o em Salvador, no Estado da Bahia, pessoas com pele clara, fei&#231;&#245;es finas, sem outros atributos fenot&#237;picos de indiv&#237;duos negros) e como negro foram classificados o "negro", o "escuro", o "escurinho" e o "nego". Os demais compuseram o grupo de pardos.</p>
    <p>O n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico (NSE) foi definido conforme crit&#233;rio usado no Brasil pelo Instituto de Pesquisa Econ&#244;mica Aplicada e IBGE<sup>18</sup>, resultante da somat&#243;ria dos escores pr&#233;-estabelecidos para disponibilidade e quantidade de bens m&#243;veis e im&#243;veis especificados, disponibilidade de empregados mensalistas e grau de instru&#231;&#227;o do chefe da fam&#237;lia. A classifica&#231;&#227;o original dos estratos de A a E foi agrupada para este estudo em A+B (NSE alto), C (NSE m&#233;dio) e D+E (NSE baixo).</p>
    <p>A escolaridade foi categorizada em tr&#234;s estratos: a) alta (ensino m&#233;dio completo ou curso superior completo ou incompleto); b) m&#233;dia (ensino fundamental completo ou m&#233;dio incompleto);c) baixa (analfabeto ou ensino fundamental incompleto).</p>
    <p>Foram considerados praticantes de atividade f&#237;sica no lazer, indiv&#237;duos que realizavam atividade f&#237;sica leve (caminhada, nata&#231;&#227;o, ciclismo ou dan&#231;a) numa dura&#231;&#227;o <underline>&gt;</underline> 4 horas por semana), atividades moderadas (corrida, gin&#225;stica, ou jogo de futebol) numa dura&#231;&#227;o <underline>&gt;</underline> 3 horas por semana), ou ainda atividades intensas (treinamento para competi&#231;&#227;o).</p>
    <p>Foram realizados os seguintes procedimentos:</p>
    <p>a) A PA foi aferida em dois blocos de tr&#234;s (intervalo entre os blocos de 10 minutos); obtendo-se a m&#233;dia das cinco &#250;ltimas medidas.</p>
    <p>b) A CC foi aferida em unidade inteira de cent&#237;metros (cm), ao n&#237;vel da linha natural da cintura (parte mais estreita entre t&#243;rax e quadril) e com o indiv&#237;duo respirando suavemente, em posi&#231;&#227;o ereta, p&#233;s juntos e com o peso do corpo distribu&#237;do de modo uniforme;</p>
    <p>c) A medida da altura e do peso para o c&#225;lculo do IMC, usando equipamentos padronizados e aferidos periodicamente pelo INMETRO;</p>
    <p>d) Ap&#243;s jejum de 12 horas, foram realizados exames bioqu&#237;micos de glicemia (labtest no plasma fluoretado), colesterol (m&#233;todo enzim&#225;tico-Tender), tiglicer&#237;deos (t&#233;cnica de Soloni modificado) e HDL colesterol (Labtest).</p>
    <p>S&#237;ndrome metab&#243;lica foi definida conforme os crit&#233;rios revisados do ATP III<sup>19</sup>, adequando os valores de CC para nossa popula&#231;&#227;o<sup>20</sup>, sendo caracterizado o diagn&#243;stico da SM pela presen&#231;a, num mesmo indiv&#237;duo, de tr&#234;s ou mais das anormalidades: a)obesidade abdominal determinada a partir da circunfer&#234;ncia da cintura (&gt; 84 cm para mulheres e &gt; 88 para os homens); b) hipertrigliceridemia (<underline>&gt;</underline> 150 mg/dl); HDL-c baixo (&lt; 40 nos homens e &lt; 50 nas mulheres); c) hipertens&#227;o arterial (<underline>&gt;</underline>130/85 mmHg) ou tratamento farmacol&#243;gico atual para hipertens&#227;o arterial; d) hiperglicemia (glicemia de jejum <underline>&gt;</underline> 100 mg/dl) ou tratamento farmacol&#243;gico atual para diabete melito (DMsm).</p>
    <p>A SM foi a vari&#225;vel dependente, a cor de pele, por&#233;m, a independente principal. A idade, a escolaridade, o NSE, o tabagismo, o consumo de &#225;lcool e pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos foram co-vari&#225;veis de interesse. Em todas as an&#225;lises, a vari&#225;vel sexo foi tratada como modificadora de efeito.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Considerando o sexo uma modificadora de efeito na associa&#231;&#227;o entre SM e etnia<sup>9-12</sup>, a associa&#231;&#227;o entre a preval&#234;ncia da SM e a cor de pele auto-referida em homens e mulheres foi analisada em separado. Foram medidas as preval&#234;ncias e intervalos de confian&#231;a a 95% (IC 95%) das co-vari&#225;veis de interesse entre homens e mulheres, nos diferentes estratos da vari&#225;vel cor da pele para identificar potenciais confundidores da associa&#231;&#227;o principal. Tamb&#233;m, foram medidas as preval&#234;ncias, brutas e ajustadas, e IC 95% da SM e dos seus componentes isoladamente nos estratos da vari&#225;vel cor de pele entre homens e mulheres.</p>
    <p>Para an&#225;lise da associa&#231;&#227;o entre SM e a cor de pele em ambos os sexos e da influ&#234;ncia das vari&#225;veis com potencial de confundimento e intera&#231;&#227;o, foi utilizado o modelo de regress&#227;o log&#237;stica. A raz&#227;o de preval&#234;ncia (RP), com seu IC 95%, foi a medida de associa&#231;&#227;o utilizada, estimada a partir da Odds Ratio , procedimento <italic>relrisk (</italic>pacote STATA). Confundimento foi definido como uma diferen&#231;a maior ou igual a 10% entre a RP bruta e ajustada. Para sele&#231;&#227;o das vari&#225;veis confundidoras considerou-se, tamb&#233;m, o conhecimento cient&#237;fico existente na literatura. Intera&#231;&#227;o foi avaliada pelo teste da raz&#227;o de m&#225;xima verossimilhan&#231;a, considerando um p &lt; 0,05 como n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica. A cor branca foi assumida como refer&#234;ncia nas compara&#231;&#245;es da preval&#234;ncia da SM entre os grupos de cor de pele. Para a an&#225;lise, foi utilizado o pacote estat&#237;stico STATA<sup>tm</sup>, vers&#227;o 7.0.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O subgrupo estudado assemelhou-se &#224; amostra original, exceto pelas maiores frequ&#234;ncias de indiv&#237;duos com n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico baixo (55,2% <italic>vs</italic> 59,9%) e baixa escolaridade (43,2 <italic>vs</italic> 47,5%), entre as mulheres<sup>20</sup>. Houve perda de informa&#231;&#227;o da cor de pele em treze question&#225;rios. Dos 1424 participantes, 603 (42,3%) eram homens e 821 (57,7%) mulheres. A distribui&#231;&#227;o de brancos, pardos e negros entre os homens foi de 24,9%, 46,8% e 28,3%, e entre as mulheres 26,6%, 45,3 e 28,1%. As caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o nos diferentes estratos da cor da pele, para homens obtiveram os seguintes resultados: os brancos tenderam a ter NSE mais elevado; atividade f&#237;sica no lazer e maior consumo de &#225;lcool, por&#233;m, foram mais frequentes em negros, que tamb&#233;m a tendem a ser mais jovens; NSE mais baixo e o tabagismo predominaram nos pardos (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>). Para as mulheres, NSE mais elevado e atividade f&#237;sica no lazer foram mais frequentes nas brancas, com gradiente descendente em dire&#231;&#227;o &#224;s negras. Idade, consumo de &#225;lcool e tabagismo mostraram gradiente crescente das brancas para as negras; escolaridade foi semelhante nas mulheres dos tr&#234;s grupos (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Ainda se pode observar na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>, diferen&#231;as mais expressivas dos homens brancos em rela&#231;&#227;o &#224;s mulheres para atividade f&#237;sica, duas vezes mais, consumo de &#225;lcool 2,2 vezes maior e tabagistas 1,7 vezes mais. Para os pardos, observou-se que as diferen&#231;as foram semelhantes e para os negros viu-se que os homens se encontravam 1,2 vezes mais no NSE mais elevado e desenvolviam tr&#234;s vezes mais atividade no lazer, consumiam 2,2 vezes mais excesso de &#225;lcool, enquanto que as mulheres predominaram no grupo et&#225;rio <underline>&gt;</underline> 40 anos.</p>
    <p>A preval&#234;ncia da SM &#233; crescente com a idade, duplicando-se para cada d&#233;cada entre 20 e 49 anos (6,9% de 20 a 29 anos, 14,3% de 30 a 39 anos, 32,4 % de 40 a 49 anos) e passando a 40,9% a partir dos 50 anos (de modo semelhante nos brancos, pardos e negros) (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gf01.jpg"/></fig>
    <p>A preval&#234;ncia da SM, sem e com ajuste (por idade, atividade f&#237;sica no lazer, tabagismo, n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico e escolaridade) foi semelhante entre brancos (23,3%); pardos (23,3%) e negros (23,4%); p = ns (<xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref>). Todavia, quando analisadas por sexo, houve decl&#237;nio de 37,0% da preval&#234;ncia bruta de SM nos homens brancos em dire&#231;&#227;o aos negros (p/ tend= 0,02). Na an&#225;lise ajustada, o gradiente de preval&#234;ncia se mant&#233;m: nos brancos foi 26,2 IC95%(20,7-31,7); nos pardos 21,9% IC95% (18,6 - 25,1) e nos negros 17,5% IC95% (12,3-22,8). A tend&#234;ncia inverte-se para mulheres, tanto das taxas brutas quanto ajustadas (<xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref>). A preval&#234;ncia da SM (ajustada por idade, atividade f&#237;sica no lazer, tabagismo, n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico e escolaridade) foi maior entre as mulheres negras, 27,0% IC95% (22,2-31,8), quando comparadas &#224;s brancas, 20,5% IC95%(15,6-25,4), com uma preval&#234;ncia intermedi&#225;ria entre aquelas que se definiram como pardas, 23,8% IC 95% (20,8-26,8). Quando observado sob a forma de gr&#225;fico, o comportamento da preval&#234;ncia da SM nos estratos de cor da pele na popula&#231;&#227;o geral, entre homens e mulheres, identifica-se com maior clareza a modifica&#231;&#227;o de efeito da vari&#225;vel sexo sobre esta associa&#231;&#227;o (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gf02.jpg"/></fig>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t03">tabela 3</xref> mostra a preval&#234;ncia dos fatores que comp&#245;em a SM. Entre as mulheres de pele negra, observaram-se maiores preval&#234;ncias de obesidade abdominal, DMsm e de HASsm, enquanto as mulheres brancas apresentaram maior preval&#234;ncias para HDL-c baixo. Para os homens, a obesidade central (OC), o HDL-c &lt; 40mg/dl e a hipertrigliceridemia foram mais prevalentes entre os brancos, enquanto a hipertens&#227;o arterial predominou nos negros.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Tomando-se como refer&#234;ncia a cor de pele branca, foi calculada a RP da SM por cor de pele (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>). Entre os homens, ap&#243;s ajustamento por idade, atividade f&#237;sica no lazer, tabagismo, n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico e escolaridade, observa-se que a cor de pele negra comportou-se como fator de prote&#231;&#227;o, de modo estatisticamente significativo, 0,60 IC 95% (0,36 - 0,97). J&#225; entre as mulheres, a cor de pele negra comportou-se como fator de risco, aproximando-se do n&#237;vel signific&#226;ncia estat&#237;stica, 1,33 IC 95% (0,94 - 1,78).</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No presente estudo, a vari&#225;vel sexo confirmou-se como modificadora de efeito da associa&#231;&#227;o entre cor de pele e SM. Quando analisada a preval&#234;ncia da SM nos diferentes estratos da vari&#225;vel cor de pele, n&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significante. Por&#233;m, quando a associa&#231;&#227;o foi analisada separadamente por sexo, observou-se que, enquanto entre os homens, a maior preval&#234;ncia foi em brancos e a menor em negros, o gradiente foi inverso entre as mulheres, com maior preval&#234;ncia da SM entre as negras (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>).</p>
    <p>Ford e cols.<sup>10</sup>, em 2001, encontraram preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica nos Estados Unidos da Am&#233;rica de 21,8% da popula&#231;&#227;o adulta, sem diferen&#231;a significativa entre os sexos<sup>10</sup>. Todavia, quando os autores analisaram a preval&#234;ncia da SM por g&#234;nero e grupos &#233;tnicos, encontraram uma preval&#234;ncia maior entre as mulheres americanas afro-descendentes (25,7%) em compara&#231;&#227;o com mulheres brancas (22,8%), menor preval&#234;ncia entre os homens afro-americanos (16,4%) em compara&#231;&#227;o aos brancos (24,8%). Os dados de Salvador assemelham-se aos dos autores referidos. Pelos resultados de Ford e tamb&#233;m pelos nossos resultados, menores preval&#234;ncias da SM entre os homens negros (ou afro-descendentes) ocorreram porque, a despeito de uma maior preval&#234;ncia de HASsm, este grupo &#233;tnico apresentou uma menor preval&#234;ncia de obesidade abdominal, HDL-c baixo e hipertrigliceridemia (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>). Os autores n&#227;o descreveram caracter&#237;sticas como escolaridade, n&#237;vel s&#243;cio econ&#244;mico, h&#225;bitos alimentares e pr&#225;tica de atividade f&#237;sica na popula&#231;&#227;o estudada. Tal fato limita a internegra&#231;&#227;o das diferen&#231;as de preval&#234;ncia encontradas entre os grupos &#233;tnico-raciais.</p>
    <p>No Brasil, ainda que n&#227;o tenham encontrado diferen&#231;a estatisticamente significante entre as preval&#234;ncias da SM em "grupos raciais" distintos, Salaroli e colaboradores num estudo de base populacional na cidade de Vit&#243;ria encontraram, de modo semelhante ao nosso estudo, uma maior preval&#234;ncia da SM entre mulheres negras e menor entre os homens negros<sup>21</sup>.</p>
    <p>Tem-se demonstrado que homens negros apresentam n&#237;veis de triglic&#233;rides menores e n&#237;veis de HDL-c maiores que os brancos<sup>9,22-26</sup>, enquanto que em mulheres adultas estas diferen&#231;as s&#227;o menores ou inexistentes<sup>22,26</sup>. O achado de n&#237;veis mais altos da sub-fra&#231;&#227;o HDL<sub>2</sub> colesterol (fra&#231;&#227;o mais protetora do HDL-c) entre crian&#231;as negras &#233; uma evid&#234;ncia que pode sugerir alguma influ&#234;ncia de fatores gen&#233;ticos. Por&#233;m, pensa-se que, sobretudo, os fatores relacionados ao modo de vida expliquem boa parte das diferen&#231;as de perfil lip&#237;dico entre negros e brancos na idade adulta. Assim &#233; que as mulheres negras, &#224; semelhan&#231;a dos homens negros, na inf&#226;ncia e na adolesc&#234;ncia, apresentam taxas de triglic&#233;rides menores e de HDL-c maiores que as brancas<sup>27-30</sup>, mas que desaparecem no decorrer do tempo.</p>
    <p>Alguns autores demonstraram que a obesidade central associa-se ao aparecimento de altera&#231;&#245;es do metabolismo glic&#237;dico, &#224; eleva&#231;&#227;o de triglic&#233;rides e &#224; redu&#231;&#227;o de HDL-c independentemente da etnia<sup>9,23,24,31</sup>. A partir destas evid&#234;ncias e dos nossos resultados, acreditamos que a menor preval&#234;ncia de obesidade central entre os homens negros tem um papel central na explica&#231;&#227;o dos achados de n&#237;veis de triglic&#233;rides mais baixos e de HDL-c mais elevados neste sub-grupo, assim como, a maior preval&#234;ncia de obesidade central entre os homens brancos ajuda a ampliar as diferen&#231;as do perfil lip&#237;dico entre negros e brancos. Por conseguinte, a maior propor&#231;&#227;o de mulheres negras com obesidade central ajuda a explicar por que estas, quando comparadas &#224;s brancas, apresentam taxas de triglic&#233;rides semelhantes e menores diferen&#231;as nos n&#237;veis de HDL-c do que aquela observada no sexo masculino<sup>31</sup>.</p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o deste estudo, observamos uma maior propor&#231;&#227;o de mulheres negras com baixo n&#237;vel de escolaridade que n&#227;o praticam atividade f&#237;sica (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>). Supostamente isto explicaria parcialmente a maior preval&#234;ncia de obesidade central e da SM neste subgrupo. Tamb&#233;m, uma maior propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos que praticam atividade f&#237;sica entre os homens negros ajudaria a explicar uma menor preval&#234;ncia destas condi&#231;&#245;es entre estes (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>). Todavia, a distribui&#231;&#227;o destas vari&#225;veis n&#227;o parece ser suficiente para explicar a maior preval&#234;ncia de obesidade central e da SM entre os homens de cor de pele branca.</p>
    <p>Baixo peso ao nascimento seria um outro fator que poderia ajudar a explicar a associa&#231;&#227;o entre cor de pele e SM<sup>32-34</sup>. Assim, condi&#231;&#245;es de subnutri&#231;&#227;o na vida intra-uterina parecem causar altera&#231;&#245;es metab&#243;licas que t&#234;m como prioridade o provimento de nutrientes para o c&#233;rebro em detrimento da musculatura estriada e p&#226;ncreas, resultando em resist&#234;ncia insul&#237;nica<sup>35</sup>. No presente estudo, n&#227;o dispomos do peso ao nascer dos indiv&#237;duos pesquisados.</p>
    <p>A n&#227;o inclus&#227;o, neste estudo, da an&#225;lise dos h&#225;bitos alimentares e dos fatores psicossociais dos indiv&#237;duos pode ter trazido limita&#231;&#245;es para um entendimento mais perfeito das rela&#231;&#245;es entre a cor de pele e SM. Tamb&#233;m, sendo a preval&#234;ncia da SM mais elevada com a progress&#227;o da idade e tratando-se de um estudo de corte transversal, vi&#233;s de sobreviv&#234;ncia pode influenciar os achados de diferen&#231;as na preval&#234;ncia da SM entre brancos, pardos e negros. Entre os homens, a propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com idade superior ou igual a 40 anos foi muito semelhante nos tr&#234;s grupos e, entre as mulheres, tendeu a ser maior nas de cor de pele negra. Assim, n&#227;o acreditamos que este tipo de vi&#233;s explique na totalidade as diferen&#231;as nas preval&#234;ncias encontradas, mas pode ter contribu&#237;do, conjuntamente com h&#225;bitos alimentares e fatores psicossociais, para explicar as diferentes taxas de preval&#234;ncia da SM entre brancos, pardos e negros, em homens e mulheres.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pelo Cnpq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa pelo Instituto de Sa&#250;de Coletiva - UFBA.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa </p>
        <p> Rua Amazonas, 216 - Cond. Pituba Ville N&#186; 229 </p>
        <p> Residencial Paul Gauguin, Apto. M302 </p>
        <p> Pituba - 41830-380 - Salvador, BA, Brasil. </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="paulojbb@cardiol.br">paulojbb@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="pjbbarbosa@uol.com.br">pjbbarbosa@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/06/08; revisado recebido em 06/12/08; aceito em 12/12/08</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Lipids and lipoproteins in 927 schoolchildren, ages 6 to 17 years</article-title>
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          <article-title>Lipid and lipoprotein distributions in children by ethnic group, gender, and geographic location-preliminary findings of the Child and Adolescent Trial for Cardiovascular Health (CATCH)</article-title>
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          <article-title>Race and gender differences in serum lipoproteins of children, adolescents, and young adults-emergence of an adverse lipoprotein pattern in white males: the Bogalusa Heart Study</article-title>
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          <article-title>Obesity</article-title>
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          <article-title>Interactions of perturbations in intrauterine growth and growth during childhood on the risk of adult-onset disease</article-title>
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          <article-title>Prematurity-a window of opportunity?</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Influencia del color de la piel autodeclarado en la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en una poblaci&#243;n urbana de Brasil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El s&#237;ndrome metab&#243;lico tiene una elevada prevalencia en diferentes partes del mundo, con variaciones entre diferentes grupos &#233;tnicos. OBJETIVO: Este estudio pretende explorar la influencia del color de la piel autodeclarado sobre la prevalencia del SM. M&#201;TODOS: ESTUDio transversal, realizado en subgrupo poblacional en Salvador, Brasil. Se utiliz&#243; la autodefinici&#243;n de color de la piel (blanca, parda y negra) y el criterio de SM del ATP-III. Se us&#243; el test chi-cuadrado para tendencia a fin de analizar gradiente de las prevalencias entre los grupos y la regresi&#243;n log&#237;stica para an&#225;lisis de asociaciones. RESULTADOS: La prevalencia general del SM, ajustado por variables potencialmente confusas, no difiri&#243; entre blancos (23,3%), pardos (23,3%) y negros (23,4%,). El an&#225;lisis por sexo mostr&#243; entre los hombres reducci&#243;n de la prevalencia del SM de los blancos, el 26,2% IC95%(20,7-31,7), en comparaci&#243;n con los negros, 17,5% IC95% (12,3-22,8), y una prevalencia intermedia entre los pardos, 21,9% IC95% (18,6 - 25,1), p tend= 0,002. Entre las mujeres, la tendencia fue inversa, mayor en las negras, 27,0% IC95% (22,2-31,8), y menor en las blancas, 20,5% IC95%(15,6-25,4), p tend= 0,02. En el an&#225;lisis multivariado de la asociaci&#243;n entre color de la piel y SM (blanco=grupo de referencia), el color negro entre los hombres fue factor de protecci&#243;n, raz&#243;n de prevalencia (RP)= 0,60 (0,36-0,97), mientras que en las mujeres tendi&#243; a ser factor de riesgo, RP= 1,33 (0,94-1,78). CONCLUSI&#211;N: LA Prevalencia del SM vari&#243; en funci&#243;n del color de la piel de modo inverso entre hombres y mujeres. Ser negro fue factor de protecci&#243;n entre hombres y de riesgo en las mujeres.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome metab&#243;lico</kwd>
        <kwd>prevalencia</kwd>
        <kwd>color</kwd>
        <kwd>piel</kwd>
        <kwd>poblaci&#243;n</kwd>
        <kwd>Salvador (BA)</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Influencia del color de la piel autodeclarado en la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en una poblaci&#243;n urbana de Brasil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa; Ines Lessa; Naomar de Almeida Filho; Luc&#233;lia Batista N. Cunha Magalh&#227;es; Jenny Ara&#250;jo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Sa&#250;de Coletiva - Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> El s&#237;ndrome metab&#243;lico tiene una elevada prevalencia en diferentes partes del mundo, con variaciones entre diferentes grupos &#233;tnicos.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Este estudio pretende explorar la influencia del color de la piel autodeclarado sobre la prevalencia del SM.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> ESTUDio transversal, realizado en subgrupo poblacional en Salvador, Brasil. Se utiliz&#243; la autodefinici&#243;n de color de la piel (blanca, parda y negra) y el criterio de SM del ATP-III. Se us&#243; el test chi-cuadrado para tendencia a fin de analizar gradiente de las prevalencias entre los grupos y la regresi&#243;n log&#237;stica para an&#225;lisis de asociaciones.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> La prevalencia general del SM, ajustado por variables potencialmente confusas, no difiri&#243; entre blancos (23,3%), pardos (23,3%) y negros (23,4%,). El an&#225;lisis por sexo mostr&#243; entre los hombres reducci&#243;n de la prevalencia del SM de los blancos, el 26,2% IC95%(20,7-31,7), en comparaci&#243;n con los negros, 17,5% IC95% (12,3-22,8), y una prevalencia intermedia entre los pardos, 21,9% IC95% (18,6 - 25,1), p tend= 0,002. Entre las mujeres, la tendencia fue inversa, mayor en las negras, 27,0% IC95% (22,2-31,8), y menor en las blancas, 20,5% IC95%(15,6-25,4), p tend= 0,02. En el an&#225;lisis multivariado de la asociaci&#243;n entre color de la piel y SM (blanco=grupo de referencia), el color negro entre los hombres fue factor de protecci&#243;n, raz&#243;n de prevalencia (RP)= 0,60 (0,36-0,97), mientras que en las mujeres tendi&#243; a ser factor de riesgo, RP= 1,33 (0,94-1,78).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> LA Prevalencia del SM vari&#243; en funci&#243;n del color de la piel de modo inverso entre hombres y mujeres. Ser negro fue factor de protecci&#243;n entre hombres y de riesgo en las mujeres. (Arq Bras Cardiol 2010; 94(1) : 32-38)</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> S&#237;ndrome metab&#243;lico, prevalencia, color, piel, poblaci&#243;n, Salvador (BA), Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) se caracteriz&#243; por un conjunto de anormalidades (hipertensi&#243;n arterial, alteraciones lip&#237;dicas y gluc&#237;dicas), frecuentemente correlacionadas con la resistencia insul&#237;nica<sup>1</sup> y con la obesidad central y se asocia fuertemente al desarrollo de la aterosclerosis. En la actualidad, el SM viene siendo identificado como uno de los m&#225;s potentes e investigados factores determinantes de las enfermedades cardiovasculares y de la diabetes mellitus tipo 2 (DM)<sup>2-8</sup>.</p>
      <p>El SM es de elevada prevalencia, sin embargo, los an&#225;lisis de asociaciones con diversas variables muestran aspectos que necesitan aclaraciones. Se destacan entre ellos las asociaciones con los grupos &#233;tnicos raciales distintos y la identificaci&#243;n de la variable sexo como modificadora del efecto de esta asociaci&#243;n<sup>9-14</sup>. En los Estados Unidos de Am&#233;rica, Ford et al<sup>10</sup>, en 2001, verificaron que, la prevalencia de SM entre los afrodescendientes, al compararla con los blancos, era mayor entre las mujeres (25,7% <italic>vs</italic> 22,8%) y menor entre los hombres (16,4% <italic>vs</italic> 24,8%)<sup>10</sup>. Tambi&#233;n se ha observado que las prevalencias de los factores de riesgo que caracterizan el SM difieren, sustancialmente, entre grupos &#233;tnicos distintos con comportamiento diferente entre los sexos<sup>9,10,15</sup>.</p>
      <p>Considerando, por un lado, que las diferentes estrategias preventivas existentes permiten identificar precozmente e intervenir sobre poblaciones o individuos expuestos a mayor riesgo cardiovascular y, por otro, que la ciudad de Salvador se destaca en Brasil como la capital con la poblaci&#243;n de mayor mestizaje afrodescendiente, se pretende en este estudio, explorar la influencia del color de la piel autodeclarado sobre la prevalencia del SM en hombres y mujeres, buscando posibles explicaciones para eventuales diferencias entre los grupos analizados.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El estudio es de corte transversal, usando la muestra del Proyecto Monitoreo de las enfermedades cardiovasculares y de la diabetes mellitus en Salvador, MONIT<sup>16</sup>. Resumidamente, para el MONIT, el tama&#241;o de la muestra fue inicialmente estimado en 1.800 adultos con <underline>&gt;</underline> 20 a&#241;os, en base a una prevalencia de hipertensi&#243;n arterial del 25%, nivel de confianza del 95% y error de delineaci&#243;n del 2%. Como el proyecto inclu&#237;a varios otros objetivos, el "n" fue ampliado para aproximadamente 2.500 personas, estim&#225;ndose en 1,7 elegibles por domicilio. Se previ&#243; una p&#233;rdida del 20% de los domicilios por diversas razones. El muestreo se realiz&#243; en tres etapas: 1) los sectores de censo de 8 de las 10 cuencas hidrogr&#225;ficas de la ciudad, con caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas similares, fueron agrupados en 108 "&#193;reas de Investigaci&#243;n" y &#233;stas se clasificaron por nivel socioecon&#243;mico (NSE) alto, mixto y bajo. Las &#225;reas conten&#237;an 16.592 domicilios, con cerca de 83.000 habitantes con edad <underline>&gt;</underline> 20 a&#241;os. Proporcionalmente al n&#250;mero de sectores de cada NSE de las &#193;reas, 37 se sortearon probabil&#237;sticamente; 2) por muestra sistem&#225;tica (intervalo=10), se sortearon 1.540 domicilios, con p&#233;rdida del 18,3% y respuesta favorable a la participaci&#243;n de 1.258 familias residentes en 63 sectores de censo; 3) en la tercera etapa se sortearon los participantes, en un m&#225;ximo de dos por domicilio, uno de cada sexo, excluidas las gestantes<sup>16</sup>.</p>
      <p>El proyecto fue sometido y aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica M&#233;dica del Consejo Regional de Medicina del Estado de Bah&#237;a y todos los participantes firmaron un T&#233;rmino de Consentimiento Informado.</p>
      <p>La muestra global incluy&#243; 2.404 individuos que respondieron la encuesta sobre factores de riesgo cardiovascular (FRCV) y para la DM, y se les realizaron seis medidas de la presi&#243;n arterial (PA) y dos de la circunferencia de la cintura (CC) en domicilio. Comparecieron para la recolecci&#243;n de sangre y medidas de peso y altura 1.546 participantes (64,3% de la muestra), analiz&#225;ndose en este estudio 1437 individuos (92,9% de los que completaron todo el protocolo).</p>
      <p>El color de la piel fue autodeclarado por los individuos investigados, en una de las categor&#237;as: blanca, parda (correspondiente a los mulatos) y negra, como se usa en los censos demogr&#225;ficos del Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica<sup>17</sup>. La utilizaci&#243;n del color de la piel autodeclarado busc&#243; determinar, sobre todo, aspectos del campo &#233;tnico social, e impl&#237;citamente el cultural de la poblaci&#243;n estudiada y as&#237; considerada en este estudio. El aspecto del color de la piel para autoclasificaci&#243;n en blanco, pardo y negro, previsto para ser cerrado, no fue asumido por cerca del 19% de la poblaci&#243;n que se autoclasific&#243; en otras 18 connotaciones de color de la piel/etnia. Como por ejemplo: claro, clarito, moreno, morenito, negro, cabo verde, <italic>sarar&#225;</italic>, moreno claro, mulato medio y mulato oscuro, oscuro, oscurito, <italic>nego</italic>, marr&#243;n etc. Estas informaciones se reclasificaron en las tres categor&#237;as previstas. Fueron equivalentes al blanco el "clarito" y el "moreno claro" (reciben esta connotaci&#243;n en Salvador, Estado de Bah&#237;a, personas de piel clara, facciones finas, sin otros atributos fenot&#237;picos de individuos negros) y como negro se clasificaron el "negro", el "oscuro", el "oscurito y el "nego". Los dem&#225;s compusieron el grupo de pardos.</p>
      <p>El nivel socioecon&#243;mico (NSE) se defini&#243; de acuerdo con el criterio usado en Brasil por el Instituto de Investigaci&#243;n Econ&#243;mica Aplicada y el IBGE<sup>18</sup>, resultante de la sumatoria de los escores preestablecidos para disponibilidad y cantidad de bienes muebles e inmuebles especificados, disponibilidad de empleados fijos y grado de instrucci&#243;n del jefe de familia. La clasificaci&#243;n original de los estratos de A a E se agrup&#243; para este estudio en A+B (NSE alto), C (NSE medio) y D+E (NSE bajo).</p>
      <p>La escolaridad se clasific&#243; en tres estratos: a) alta (ense&#241;anza secundaria completa o curso superior completo o incompleto); b) media (ense&#241;anza primaria completa o secundaria incompleta); c) baja (analfabeto o ense&#241;anza primaria incompleta).</p>
      <p>Se consideraron practicantes de actividad f&#237;sica recreativa, individuos que realizaban actividad f&#237;sica leve (caminata, nataci&#243;n, ciclismo o danza) con una duraci&#243;n <underline>&gt;</underline> 4 horas por semana; actividades moderadas (carrera, gimnasia o f&#250;tbol) con una duraci&#243;n <underline>&gt;</underline> 3 horas por semana; o actividades intensas (entrenamiento para competencia).</p>
      <p>Se realizaron los siguientes procedimientos:</p>
      <p>a) Se midi&#243; la PA en dos bloques de tres (intervalo entre los bloques de 10 minutos); obteniendo el promedio de las cinco &#250;ltimas medidas.</p>
      <p>b) La CC se midi&#243; en unidad entera de cent&#237;metros (cm), a nivel de la l&#237;nea natural de la cintura (parte m&#225;s estrecha entre t&#243;rax y cadera) y con el individuo respirando suavemente, en posici&#243;n erecta, pies juntos y con el peso del cuerpo distribuido de modo uniforme;</p>
      <p>c) La medida de la altura y del peso para el c&#225;lculo del IMC, usando equipamientos normalizado y medidos peri&#243;dicamente por el INMETRO;</p>
      <p>d) Despu&#233;s de un ayuno de 12 horas, se realizaron ex&#225;menes bioqu&#237;micos de glucemia (labtest en plasma fluorurado), colesterol (m&#233;todo enzim&#225;tico-Tender), tiglic&#233;ridos (t&#233;cnica de Soloni modificado) y HDL colesterol (Labtest).</p>
      <p>El s&#237;ndrome metab&#243;lico se defini&#243; de acuerdo con los criterios revisados del ATP III<sup>19</sup>, adecuando los valores de CC para nuestra poblaci&#243;n<sup>20</sup>, siendo caracterizado el diagn&#243;stico de SM por la presencia, en un mismo individuos, de tres o m&#225;s de las anormalidades: a)obesidad abdominal determinada a partir de la circunferencia de la cintura (&gt; 84 cm para mujeres y &gt; 88 para hombres); b) hipertrigliceridemia (<underline>&gt;</underline> 150 mg/dl); HDL-c bajo (&lt; 40 en hombres y &lt; 50 en mujeres); c) hipertensi&#243;n arterial (<underline>&gt;</underline>130/85 mmHg) o tratamiento farmacol&#243;gico actual para hipertensi&#243;n arterial; d) hiperglucemia (glucemia en ayunas <underline>&gt;</underline> 100 mg/dl) o tratamiento farmacol&#243;gico actual para diabetes mellitus (DMsm).</p>
      <p>El SM fue la variable dependiente, el color de la piel, la variable independiente principal. La edad, la escolaridad, el NSE, el tabaquismo, el consumo de alcohol y la pr&#225;ctica de ejercicios f&#237;sicos fueron covariables de inter&#233;s. En todos los an&#225;lisis, la variable sexo fue tratada como modificadora de efecto.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Considerando el sexo una modificadora del efecto en la asociaci&#243;n entre SM y etnia<sup>9-12</sup>, la asociaci&#243;n entre la prevalencia del SM y el color de la piel autodeclarado en hombres y mujeres se analiz&#243; por separado. Se midieron las prevalencias e intervalos de confianza al 95% (IC 95%) de las covariables de inter&#233;s entre hombres y mujeres, en los diferentes estratos de la variable color de la piel para identificar potenciales factores de confusi&#243;n de la asociaci&#243;n principal. Tambi&#233;n se midieron las prevalencias, brutas y ajustadas, e IC 95% del SM y de sus componentes aisladamente en los estratos de la variable color de piel entre hombres y mujeres.</p>
      <p>Para el an&#225;lisis de la asociaci&#243;n entre SM y el color de piel en ambos sexos y de la influencia de las variables con potencial de confusi&#243;n e interacci&#243;n, se utiliz&#243; el modelo de regresi&#243;n log&#237;stica. La raz&#243;n de prevalencia (RP), con su IC 95%, fue la medida de asociaci&#243;n utilizada, estimada a partir de la Odds Ratio, procedimiento <italic>relrisk (</italic>paquete STATA). La confusi&#243;n se defini&#243; como una diferencia mayor o igual al 10% entre la RP bruta y ajustada. Para la selecci&#243;n de las variables de confusi&#243;n se consider&#243; tambi&#233;n el conocimiento cient&#237;fico existente en la bibliograf&#237;a. La interacci&#243;n se evalu&#243; por el test de la raz&#243;n de m&#225;xima verosimilitud, considerando un p &lt; 0,05 como nivel de significancia estad&#237;stica. El color blanco se asumi&#243; como referencia en las comparaciones de la prevalencia del SM entre los grupos de color de piel. Para el an&#225;lisis se utiliz&#243; el paquete estad&#237;stico STATA<sup>tm</sup>, versi&#243;n 7.0.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El subgrupo estudiado se asemej&#243; a la muestra original, excepto por las mayores frecuencias de individuos con nivel socioecon&#243;mico bajo (55,2% <italic>vs</italic> 59,9%) y baja escolaridad (43,2 <italic>vs</italic> 47,5%), entre las mujeres<sup>20</sup>. Hubo p&#233;rdida de informaci&#243;n del color de piel en trece cuestionarios. De los 1424 participantes, 603 (42,3%) eran hombres y 821 (57,7%) mujeres. La distribuci&#243;n de blancos, pardos y negros entre los hombres fue del 24,9%, 46,8% y 28,3%, y entre las mujeres 26,6%, 45,3 y 28,1%. Las caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n en los diferentes estratos del color de la piel, para hombres obtuvieron los siguientes resultados: los blancos tendieron a tener NSE m&#225;s elevado; actividad f&#237;sica recreativa y mayor consumo de alcohol, no obstante, fueron m&#225;s frecuentes en negros, que tambi&#233;n tienden a ser m&#225;s j&#243;venes; NSE m&#225;s bajo y el tabaquismo predominaron en los pardos (<xref ref-type="table" rid="es_07t01-body2">Tabla 1</xref>). Para las mujeres, NSE m&#225;s elevado y actividad f&#237;sica recreativa fueron m&#225;s frecuentes en las blancas, con gradiente descendente en direcci&#243;n a las negras. Edad, consumo de alcohol y tabaquismo mostraron gradiente descendente de las blancas a las negras; la escolaridad fue similar en las mujeres de los tres grupos (<xref ref-type="table" rid="es_07t01-body2">Tabla 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_07t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Adem&#225;s se puede observar en la <xref ref-type="table" rid="es_07t01-body2">tabla 1</xref>, diferencias m&#225;s expresivas de los hombres blancos con relaci&#243;n a las mujeres para actividad f&#237;sica, dos veces m&#225;s, consumo de alcohol 2,2 veces mayor y tabaquismo 1,7 veces m&#225;s. Para los pardos, se observ&#243; que las diferencias fueron similares y para los negros se vio que los hombres se encontraban 1,2 veces m&#225;s en el NSE mas elevado y desarrollaban tres veces m&#225;s actividad f&#237;sica recreativa, consum&#237;an 2,2 veces m&#225;s exceso de alcohol, mientras que las mujeres predominaron en el grupo etario <underline>&gt;</underline> 40 a&#241;os.</p>
      <p>La prevalencia del SM es creciente con la edad, duplic&#225;ndose para cada d&#233;cada entre 20 y 49 a&#241;os (6,9% de 20 a 29 a&#241;os, 14,3% de 30 a 39 a&#241;os, 32,4% de 40 a 49 a&#241;os) y pasando a 40,9% a partir de los 50 a&#241;os (de modo similar en los blancos, pardos y negros) (<xref ref-type="fig" rid="es_07f01-body2">Figura 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_07f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La prevalencia del SM, sin y con ajuste (por edad, actividad f&#237;sica recreativa, tabaquismo, nivel socioecon&#243;mico y escolaridad fue similar entre blancos (23,3%); pardos (23,3%) y negros (23,4%); p=ns (<xref ref-type="table" rid="es_07t02-body2">Tabla 2</xref>). No obstante, cuando se analizaron por sexo, hubo disminuci&#243;n del 37,0% de la prevalencia bruta de SM en los hombres blancos en direcci&#243;n a los negros (p tend=0,02). En el an&#225;lisis ajustado, el gradiente de prevalencia se mantiene: en los blancos fue 26,2 IC95%(20,7-31,7); en los pardos 21,9% IC95% (18,6-25,1) y en los negros 17,5% IC95% (12,3-22,8). La tendencia se invierte para mujeres, tanto de las tasas brutas como de las ajustadas (<xref ref-type="table" rid="es_07t02-body2">Tabla 2</xref>). La prevalencia del SM (ajustado por edad, actividad f&#237;sica recreativa, tabaquismo, nivel socioecon&#243;mico y escolaridad) fue mayor entre las mujeres negras, 27,0% IC95% (22,2-31,8), al compararlas con las blancas, 20,5% IC95%(15,6-25,4), con una prevalencia intermedia entre aquellas que se definieron como pardas, 23,8% IC 95% (20,8-26,8). Cuando se observa bajo la forma de gr&#225;fico, el comportamiento de la prevalencia del SM en los estratos de color de la piel en la poblaci&#243;n general, entre hombres y mujeres, se identifica con mayor claridad la modificaci&#243;n del efecto de la variable sexo sobre esta asociaci&#243;n (<xref ref-type="fig" rid="es_07f02-body2">Figura 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_07t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_07f02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_07t03-body2">Tabla 3</xref> muestra la prevalencia de los factores que componen el SM. Entre las mujeres de piel negra, se observaron mayores prevalencias de obesidad abdominal, DMsm y de HASsm, mientras que las mujeres blancas presentaron mayor prevalencia para HDL-c bajo. Para los hombres, la obesidad central (OC), el HDL-c &lt; 40mg/dl y la hipertrigliceridemia fueron m&#225;s prevalentes entre los blancos, mientras que la hipertensi&#243;n arterial predomin&#243; en los negros.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_07t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Tomando como referencia el color de piel blanco, se calcul&#243; la RP del SM por color de piel (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Tabla 4</xref>). Entre los hombres, despu&#233;s del ajuste por edad, actividad f&#237;sica reacreativa, tabaquismo, nivel socioecon&#243;mico y escolaridad, se observa que el color de piel negro se comport&#243; como factor de protecci&#243;n, de modo estad&#237;sticamente significativo, 0,60 IC 95% (0,36-0,97). Ya entre las mujeres, el color de piel negro se comport&#243; como factor de riesgo, aproxim&#225;ndose al nivel de significancia estad&#237;stica, 1,33 IC 95% (0,94-1,78).</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En el presente estudio, la variable sexo se confirm&#243; como modificadora del efecto de la asociaci&#243;n entre color de piel y SM. Cuando se analiz&#243; la prevalencia del SM en los diferentes estratos de la variable color de piel, no hubo diferencia estad&#237;sticamente significativa. Sin embargo, cuando la asociaci&#243;n fue analizada separadamente por sexo, se observ&#243; que, mientras entre los hombres, la mayor prevalencia fue en blancos y la menor en negros, el gradiente fue inverso entre las mujeres, con mayor prevalencia de SM entre las negras (<xref ref-type="fig" rid="es_07f02-body2">Figura 2</xref>).</p>
      <p>Ford et al<sup>10</sup>, en 2001, encontraron prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en los Estados Unidos de Am&#233;rica del 21,8% de la poblaci&#243;n adulta, sin diferencia significativa entre los sexos<sup>10</sup>. Sin embargo, cuando los autores analizaron la prevalencia del SM por g&#233;nero y grupos &#233;tnicos, encontraron una prevalencia mayor entre las mujeres americanas afrodescendientes (25,7%) en comparaci&#243;n con mujeres blancas (22,8%), menor prevalencia entre los hombres afroamericanos (16,4%) en comparaci&#243;n con los blancos (24,8%). Los datos de Salvador se asemejan a los de los referidos autores. Por los resultados de Ford y tambi&#233;n por nuestros resultados, ocurrieron menores prevalencias del SM entre los hombres negros (o afrodescendientes) porque, a pesar de una mayor prevalencia de HASsm, este grupo &#233;tnico present&#243; menor prevalencia de obesidad abdominal, HDL-c bajo e hipertrigliceridemia (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Tabla 4</xref>). Los autores no describieron caracter&#237;sticas como escolaridad, nivel socioecon&#243;mico, h&#225;bitos alimentarios y pr&#225;ctica de actividad f&#237;sica en la poblaci&#243;n estudiada. Tal hecho limita la interpretaci&#243;n de las diferencias de prevalencia encontradas entre los grupos &#233;tnico raciales.</p>
      <p>En Brasil, aun cuando no se hayan encontrado diferencias estad&#237;sticamente significativas entre las prevalencias de SM en "grupos raciales" distintos, Salaroli y colaboradores en un estudio de base poblacional en la ciudad de Vit&#243;ria encontraron, de modo similar a nuestro estudio, una mayor prevalencia de SM entre mujeres negras y menor entre los hombres negros<sup>21</sup>.</p>
      <p>Se ha demostrado que hombres negros presentan niveles de triglic&#233;ridos menores y niveles de HDL-c mayores que los blancos<sup>9,22-26</sup>, mientras que en mujeres adultas estas diferencias son menores o inexistentes<sup>22,26</sup>. El hallazgo de niveles m&#225;s altos de la subfracci&#243;n HDL<sub>2</sub> colesterol (fracci&#243;n m&#225;s protectora del HDL-c) entre ni&#241;os negros es una evidencia que puede sugerir alguna influencia de factores gen&#233;ticos. Sin embargo, se piensa que, sobre todo los factores relacionados con el modo de vida expliquen buena parte de las diferencias de perfil lip&#237;dico entre negros y blancos en la edad adulta. As&#237; es que las mujeres negras, al igual que los hombres negros, en la infancia y en la adolescencia, presentan tasas de triglic&#233;ridos menores y de HDL-c mayores que las blancas<sup>27-30</sup>, pero que desaparecen con el transcurso del tiempo.</p>
      <p>Algunos autores demuestran que la obesidad central se asocia a la aparici&#243;n de alteraciones del metabolismo gluc&#237;dico, a la elevaci&#243;n de triglic&#233;ridos y a la reducci&#243;n de HDL-c independientemente de la etnia<sup>9,23,24,31</sup>. A partir de estas evidencias y de nuestros resultados, creemos que la menor prevalencia de obesidad central entre los hombres negros tiene un papel central en la explicaci&#243;n de los hallazgos de niveles de triglic&#233;ridos m&#225;s bajos y de HDL-c m&#225;s elevados en este subgrupo, as&#237; como, la mayor prevalencia de obesidad central entre los hombres blancos ayuda a ampliar las diferencias del perfil lip&#237;dico entre negros y blancos. Por consiguiente, la mayor proporci&#243;n de mujeres negras con obesidad central ayuda a explicar por qu&#233; &#233;stas, al compararlas con las blancas, presentan tasas de triglic&#233;ridos similares y menores diferencias en los niveles de HDL-c que aquella observada en el sexo masculino<sup>31</sup>.</p>
      <p>En la poblaci&#243;n de este estudio, observamos una mayor proporci&#243;n de mujeres negras con bajo nivel de escolaridad que no practican actividad f&#237;sica (<xref ref-type="table" rid="es_07t01-body2">Tabla 1</xref>). Supuestamente esto explicar&#237;a parcialmente la mayor prevalencia de obesidad central y de SM en este subgrupo. Tambi&#233;n, una mayor proporci&#243;n de individuos que practican actividad f&#237;sica entre los hombres negros ayudar&#237;a a explicar una menor prevalencia de estas condiciones entre &#233;stos (<xref ref-type="table" rid="es_07t01-body2">Tabla 1</xref>). Con todo, la distribuci&#243;n de estas variables no parece ser suficiente para explicar la mayor prevalencia de obesidad central y de SM entre los hombres de color de piel blanco.</p>
      <p>El bajo peso al nacer ser&#237;a un factor que podr&#237;a ayudar a explicar la asociaci&#243;n entre color de piel y SM<sup>32-34</sup>. As&#237;, condiciones de subnutrici&#243;n en la vida intrauterina parecen causar alteraciones metab&#243;licas que tienen como prioridad el suministro de nutrientes para el cerebro en detrimento de la musculatura estriada y p&#225;ncreas, resultando en resistencia insul&#237;nica<sup>35</sup>. En el presente estudio, no disponemos del peso al nacer de los individuos investigados.</p>
      <p>La no inclusi&#243;n, en este estudio, del an&#225;lisis de los h&#225;bitos alimentarios y de los factores psicosociales de los individuos puede haber tra&#237;do limitaciones para una comprensi&#243;n m&#225;s perfecta de las relaciones entre el color de piel y SM. Tambi&#233;n, siendo la prevalencia del SM m&#225;s elevada con la progresi&#243;n de la edad y trat&#225;ndose de un estudio de corte transversal, el sesgo de supervivencia puede influir en los hallazgos de diferencias en la prevalencia del SM entre blancos, pardos y negros. Entre los hombres, la proporci&#243;n de individuos con edad superior o igual a 40 a&#241;os fue muy similar en los tres grupos y, entre las mujeres, tendi&#243; a ser mayor en las de color de piel negra. As&#237;, no creemos que este tipo de sesgo explique en su totalidad las diferencias en las prevalencias encontradas, pero puede haber contribuido, conjuntamente con h&#225;bitos alimentarios y factores psicosociales, para explicar diferentes tasas de prevalencia de SM entre blancos, pardos y negros, en hombres y mujeres.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>EL Cnpq finaci&#243; parcialmente el presente estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la tesis de doctorado de Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa del Instituto de Salud Colectiva - UFBA.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Influence of the self-reported skin color on the prevalence of metabolic syndrome in an urban Brazilian population</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The metabolic syndrome (MS) has a high prevalence in different parts of the world, with variations between different ethnic groups. OBJECTIVE: This study aims at exploring the influence of the self-reported skin color on the prevalence of MS Methods: Cross-sectional study, carried out in a population subgroup (n=1,439 adults) in Salvador, Brazil. The self-reported skin color (white, mulatto or black) was used as well as the MS criterion of ATP-III. The Chi-square test for tendency was used to analyze the prevalence gradient between the groups and logistic regression, for association analysis. RESULTS: The general prevalence of MS, adjusted for potentially confounder variables, did not differ among whites (23.3%), mulattos (23.3%) and blacks (23.4%). The analysis by sex showed, among men, a reduction in the MS prevalence of whites (26.2%, 95%CI: 20.7-31.7), in comparison to blacks (17.5%, 95%CI: 12.3-22.8) and an intermediate prevalence among mulattos, 21.9%, 95%CI: 18.6-25.1, p tend. = 0.002. Among the women, the tendency was the opposite, being higher among the blacks, 27.0%, 95%CI: 22.2-31.8, and lower among the whites, 20.5%, 95%CI: 15.6-25.4, p tend. = 0.02. The multivariate analysis of the association between skin color and MS (white = group of reference) showed that the black color of the skin was a protective factor among black men, with a prevalence ratio (PR) = 0.60 (0.36-0.97), whereas it tended to be a risk factor among black women, with a PR = 1.33 (0.94-1.78). CONCLUSION: The prevalence of MA presented an inverse variation according to the color of skin between men and women. To be black was a protective factor among men and a risk factor among women.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>metabolic syndrome</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
        <kwd>color</kwd>
        <kwd>skin</kwd>
        <kwd>population</kwd>
        <kwd>Salvador (BA)</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Influence of the self-reported skin color on the prevalence of metabolic syndrome in an urban Brazilian population</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa; Ines Lessa; Naomar de Almeida Filho; Luc&#233;lia Batista N. Cunha Magalh&#227;es; Jenny Ara&#250;jo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Collective Health Institute; Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The metabolic syndrome (MS) has a high prevalence in different parts of the world, with variations between different ethnic groups.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> This study aims at exploring the influence of the self-reported skin color on the prevalence of MS</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Cross-sectional study, carried out in a population subgroup (n=1,439 adults) in Salvador, Brazil. The self-reported skin color (white, mulatto or black) was used as well as the MS criterion of ATP-III. The Chi-square test for tendency was used to analyze the prevalence gradient between the groups and logistic regression, for association analysis.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> The general prevalence of MS, adjusted for potentially confounder variables, did not differ among whites (23.3%), mulattos (23.3%) and blacks (23.4%). The analysis by sex showed, among men, a reduction in the MS prevalence of whites (26.2%, 95%CI: 20.7-31.7), in comparison to blacks (17.5%, 95%CI: 12.3-22.8) and an intermediate prevalence among mulattos, 21.9%, 95%CI: 18.6-25.1, p tend. = 0.002. Among the women, the tendency was the opposite, being higher among the blacks, 27.0%, 95%CI: 22.2-31.8, and lower among the whites, 20.5%, 95%CI: 15.6-25.4, p tend. = 0.02. The multivariate analysis of the association between skin color and MS (white = group of reference) showed that the black color of the skin was a protective factor among black men, with a prevalence ratio (PR) = 0.60 (0.36-0.97), whereas it tended to be a risk factor among black women, with a PR = 1.33 (0.94-1.78).</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The prevalence of MA presented an inverse variation according to the color of skin between men and women. To be black was a protective factor among men and a risk factor among women.</p>
      <p><bold>Key-Words:</bold> Metabolic syndrome; prevalence; color; skin; population; Salvador (BA); Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The Metabolic Syndrome (MS) is characterized by a set of abnormalities (arterial hypertension and alterations in the lipid and glycidic metabolism) often correlated with insulin resistance<sup>1</sup> and central obesity and is strongly associated with the development of atherosclerosis. Currently, MS has been identified as one of the most potent and investigated determinant factors of cardiovascular diseases and of type 2 diabetes mellitus (DM2)<sup>2-8</sup>.</p>
      <p>The MS has high prevalence; however, the analyses of its associations with several variables have shown aspects that need to be clarified. Among these are the associations with distinct ethnic/racial groups and the identification of the sex variable as a modifier of the effect of this association<sup>9-14</sup>. In the United States, Ford et al<sup>10</sup>, in 2001, verified that the MS prevalence among African descendants, when compared to Whites, was higher among women (25.7% <italic>vs.</italic> 22.8%) and lower among men (16.4% <italic>vs.</italic> 24.8%)<sup>10</sup>. It has also been observed that the prevalence of risk factors that characterize the MS substantially differ among distinct ethnic groups, with a different behavior between genders<sup>9,10,15</sup>. Considering, on the one hand, that the current different prevention strategies allow the early identification of populations and individuals, as well as intervention on those exposed to higher cardiovascular risk, and on the other hand, that the city of Salvador is the capital city with the highest degree of miscegenation of African descendants in the country, the aim of this study was to analyze the influence of the self-reported color of the skin on the prevalence of MS in men and women, in an attempt to find possible explanations for eventual differences between the analyzed groups.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a cross-sectional study, using the sample from the Cardiovascular Disease and Diabetes Mellitus Monitoring Project (MONIT)<sup>16</sup>, carried out in the capital city of Salvador, state of Bahia, northeastern Brazil. In brief, for the MONIT, the sample size was initially estimated at 1,800 adults, aged <underline>&gt;</underline> 20 years, based on a prevalence of arterial hypertension of 25%, 95% confidence level and design error of 2%.</p>
      <p>As the project included several other objectives, the "n" was increased to approximately 2,500 people, estimating 1.7 eligible individuals per household. A 20% loss was predicted due to several reasons. The sampling was carried out at three stages: 1) the census sectors of 8 of the 10 hydrographic basins of the city, with similar sociodemographic characteristics, were grouped in 108 "Research Areas" and the latter were classified by socioeconomic level (SEL): high, mixed or low. The areas contained 16,592 households, with around 83,000 inhabitants aged <underline>&gt;</underline> 20 years. Proportionally to the number of sectors in each SEL, 37 were probabilistically drawn by lot; per systematic sample (interval = 10), 1,540 households were drawn by lot, with a loss of 18.3% and favorable response to participation of 1,258 families from 63 census sectors; 3) at the third stage, the participants were chosen by drawing lots, with a maximum of two participants per household, one of each sex, excluding pregnant women<sup>16</sup>.</p>
      <p>The project was submitted to and approved by the Medical Ethics Committee of the Regional Council of Medicine of the State of Bahia and all participants signed the Free and Informed Consent Form.</p>
      <p>The global sample included 2,404 individuals, who answered questions about risk factors for cardiovascular disease (CVRF) and DM, had six blood pressure (BP) measurements and two measurements of the waist circumference (WC) at home. A total of 1,546 participants came in for blood collections as well as weight and height measurements (64.3% of the sample) and a final sample of 1,437 individuals were analyzed in this study (92.9% of those that completed the protocol).</p>
      <p>The skin color was self-defined by the studied individuals as one of the following categories: white, mulatto and black, according to the definitions used in the demographic censuses of the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE)<sup>17</sup>. The use of the self-reported skin color sought to understand, particularly, aspects of the ethnic-social field and, implicitly, the cultural aspects of the studied population and thus considered in this study. The question of the skin color for the self-classification as white, mulatto or black, predicted to be closed, was not accepted by around 20% of the population, who self-classified using 18 other connotations of skin color/ethnicity. Some examples are fair, light-skinned, brunet, dark-skinned, negro, "cabo-verde", <italic>sarara</italic> (light-haired mulatto), light brunet, medium mulatto and dark mulatto, dark, colored, brown, etc.</p>
      <p>These data were reclassified in the three predicted categories. The terms "fair", "light-skinned" and "light brunet" were considered equivalent to White (in Salvador, state of Bahia, people with white/fair skin and no facial characteristics that are typical of African-descendants receive this denomination), whereas the terms "black", "dark", "colored" and "negro" were classified as Black. The others were classified as Mulattos.</p>
      <p>The socioeconomic level (SEL) was defined according to the criterion used in Brazil by IBGE<sup>18</sup>, resulting from the sum of pre-established scores for availability and quantity of specified real estate and assets, availability of house employees and level of schooling of the head of the family. The original classification of the A to E strata was grouped in this study as A+B (high SEL), C (medium SLE) and D+E (low SEL).</p>
      <p>The level of schooling was categorized in three strata: a) high (Complete High School, Complete or Incomplete College or University); b) medium (Complete Elementary School or Incomplete High School); c) low (illiterate or incomplete Elementary School).</p>
      <p>Individuals that performed a mild physical activity (walking, swimming, cycling or dancing for <underline>&gt;</underline> 4 hours a week), moderate physical activity (running, gymnastics or soccer playing for <underline>&gt;</underline> 3 hours a week) or intense physical activities (training for competition) were considered as practicing physical activity in leisure time.</p>
      <p>The following procedures were performed:</p>
      <p>a) BP was measured in two blocks of three measurements (10-minute interval between the blocks); the mean of the five last measurements was obtained.</p>
      <p>b) The waist circumference (WC) was measured as a whole unit in centimeters (cm) at the level of the natural waist (the narrowest part between the thorax and hips), with the individual breathing softly, in the standing position, feet placed side-by-side, with body weight distributed uniformly;</p>
      <p>c) Height and weight were measured for the body mass index (BMI) calculation, using standardized equipment, sporadically verified by INMETRO (The National Institute of Metrology, Standardization and Industrial Quality);</p>
      <p>d) After a 12-hour fast, biochemical analyses of glycemia (Labtest in fluorinated plasma), cholesterol (Tender enzymatic method), triglycerides (modified Soloni technique) and HDL cholesterol (Labtest) were performed.</p>
      <p>The metabolic syndrome was defined according to the revised criteria of ATP III<sup>19</sup>, adjusting CC values for our population<sup>20</sup>, characterizing the diagnosis of MS by the presence, in the same individual, of three or more of the following abnormalities: a) abdominal obesity determined by the WC (&gt; 84 cm for women and &gt; 88 for men); b) hypertriglyceridemia (<underline>&gt;</underline> 150 mg/dl); low HDL-c (&lt; 40 in men and &lt; 50 in women); c) arterial hypertension (<underline>&gt;</underline>130/85 mmHg) or current drug treatment for arterial hypertension; d) hyperglycemia (fasting glycemia <underline>&gt;</underline> 100 mg/dl) or current drug treatment for diabetes mellitus (DM).</p>
      <p>The MS was the dependent variable; the skin color, however, was the main independent variable. Age, level of schooling, SEL, smoking status, alcohol consumption and exercise practice were co-variables of interest. In all analyses, the gender variable was treated as a modifier of effect.</p>
      <p>
        <bold>Statistical Analysis</bold>
      </p>
      <p>Considering gender a modifier of effect in the association between MS and ethnicity<sup>9-12</sup>, the association between MS and the self-reported skin color in men and women was analyzed separately. The prevalence and 95% confidence intervals (95%CI) of the co-variables of interest were measured in men and women, at the different strata of the skin color variable, to identify potential confounders of the main association. The gross and adjusted prevalence and 95%CI of the MS and its components were measured separately, at the skin color variable strata between men and women.</p>
      <p>The logistic regression model was used to analyze the association between MS and skin color in both sexes and the influence of the variables with a potential for confounding and interaction. The prevalence ratio (PR) with its 95%CI was the measurement of the used association, estimated based on the Odds Ratio (OR), relrisk procedure <italic>(</italic>STATA package). The confounding was defined as a difference <underline>&gt;</underline> 10% between the gross and adjusted PR. For the selection of the confounding variables, we also considered the current scientific knowledge in the literature. The interaction was evaluated through the maximum likelihood ratio test, considering a p &lt; 0.05 as the level of statistical significance. The "White" color of skin was considered as the reference in the comparisons of MS prevalence among the skin color groups. The statistical package STATA<sup>tm</sup>, version 7.0, was used for the statistical analysis.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The studied subgroup was similar to the original sample, except for the higher frequency of individuals with low SEL (55.2% <italic>vs.</italic> 59.9%) and low level of schooling (43.2 <italic>vs.</italic> 47.5%), among women<sup>20</sup>. There was a loss of information on the skin color in 13 questionnaires. Of the 1,424 participants, 603 (42.3%) were males and 821 (57.7%) were females. The distribution of whites, mulattos and blacks in the male sex was 24,.9%, 46.8% and 28.3%, respectively and 26.6%, 45.3 and 28.1% in the female sex, respectively. The characteristics of the population at the different strata of skin color in the male sex had the following results: Whites tended to have the highest SEL; the physical activity in leisure time and higher alcohol consumption, however, were more frequent among the Blacks, who also tended to be younger; a lower SEL and the habit of smoking predominated among the mulattos (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>). In the female sex, a higher SEL and physical activity in leisure time were more frequent among the Whites, with a decreasing gradient towards the Blacks. Age, alcohol consumption and the habit of smoking showed an increasing gradient from the Whites to the Blacks; the level of schooling was similar among the three groups of women (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <label>Table 1</label>
        <p content-type="label"><xref/><underline>&gt;</underline> 40 years.</p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The prevalence of MS increases with age, doubling for each decade between 20 and 49 years (6.9% from 20 to 29 years; 14.3% from 30 to 39 years; 32.4 % from 40 to 49 years) and reaching 40.9% from the age of 50 years onward (similarly among whites, mulattos and blacks) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>The prevalence of MS, with and without adjustment (by age, physical activity at leisure time, smoking status, SEL and level of schooling) was similar among whites (23.3%); mulattos (23.3%) and blacks (23.4%); p = ns (<xref ref-type="table" rid="en_07t02-body3">Table 2</xref>). However, when analyzed by sex, there was a decrease of 37% in the gross prevalence of MS in white males toward the blacks (p tend. = 0.02). At the adjusted analysis, the prevalence gradient was maintained: 26.2, 95%CI (20,7-31,7) among the whites; 21.9%, 95%CI (18.60-25.1) among the mulattos and 17.5%, 95%CI (12.3-22.8) among the blacks. The trend is inverted among women, for both the gross and adjusted rates (<xref ref-type="table" rid="en_07t02-body3">Table 2</xref>). The prevalence of MS (adjusted by age, physical activity at leisure time, smoking status, SEL and level of schooling) was higher among black women, 27.0%, 95%CI (22.2-31.8), when compared to white women, 20.5%, 95%CI (15.6-25.4), with an intermediate prevalence among the women that self-reported being mulatto, 23.8%, 95%CI (20.8-26.8). When the data are plotted in a chart, the behavior of the MS prevalence in the skin color strata in the general population, between men and women, clearly identifies the modification of the sex variable effect on this association (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_07t02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_07t03-body3">Table 3</xref> shows the prevalence of factors that constitute the MS. There was a higher prevalence of abdominal obesity, DMms and SAHms among the black women, whereas the white women presented a higher prevalence of low HDL-c. Among men, central obesity (CO), HDL-c &lt; 40mg/dl and hypertriglyceridemia were more prevalent among the Whites, whereas arterial hypertension predominated among Blacks.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_07t03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Taking the white skin color as reference, the PR of the metabolic syndrome was calculated by skin color (<xref ref-type="table" rid="t4-body3">Table 4</xref>). Among the men, after adjusted by age, physical activity at leisure time, smoking status, SEL and level of schooling, the black skin color behaved as a protective factor, in a statistically significant fashion, 0.60, 95%CI (0.36-0.97). Among the women, the black skin color behaved as a risk factor, reaching an almost statistical significance level, 1.33, 95%CI (0.94-1.78).</p>
      <table-wrap id="t4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0034-00007-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In the present study, the sex variable confirmed its status as a modifier of the association effect between skin color and MS. When the prevalence of MS is analyzed at the different strata of skin color, there was no statistically significant difference. However, when the association was analyzed separately by sex, it was observed that whereas among men, the highest prevalence was observed in whites and the lowest in blacks, the gradient was inverted among women, with a higher prevalence of MS among blacks (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figure 2</xref>).</p>
      <p>Ford et al<sup>10</sup>, in 2001, found a MS prevalence of 21.8% of the adult population of the USA, with no significant difference between the sexes<sup>10</sup>. However, when the authors analyzed the prevalence of MS by gender and ethnic group, they found a higher prevalence among the African-descendants (25.7%) when compared to white women (22.8%), and a lower prevalence among African-American men (16.4%) when compared to white men (24.8%).</p>
      <p>The Salvador data are similar to those of the aforementioned authors. Considering Ford's results and also our results, a lower prevalence of MS occurred among black men (or African descendants) occurred because, in spite of presenting a higher prevalence of SAHms, this ethnic group presented a lower prevalence of abdominal obesity, low HDL-c and hypertriglyceridemia (<xref ref-type="table" rid="t4-body3">Table IV</xref>). The authors did not describe characteristics such as level of schooling, SEL, dietary habits and physical activity practice in the studied population. Such fact limits the interpretation of the differences in prevalence observed among the ethnic-racial groups studied.</p>
      <p>In Brazil, although there was no statistically significant difference between the SM prevalence among "distinct" racial groups, Salaroli and cols., in a population-based study in the city of Vitoria, state of Espirito Santo, southeastern Brazil, found, similar to our study, a higher prevalence of MS among black women, as well as a lower prevalence among black men<sup>21</sup>.</p>
      <p>It has been demonstrated that black men present lower triglyceride and higher HDL-c levels than white men<sup>9,22-26</sup>, whereas, among adult women, these differences are lower or nonexistent<sup>22,26</sup>. The finding of higher levels of HDL<sub>2</sub>-cholesterol subfraction (the more protective fraction of HDL-c) among black children constitutes evidence that can suggest some influence of genetic factors. However, it is mainly considered that the factors related to lifestyle can explain the differences in lipid profiles between blacks and whites at the adult age. Hence, black women, similarly to black men, in childhood and adolescence, present lower triglyceride and higher HDL-c levels than white women<sup>27-30</sup>, but these disappear throughout time.</p>
      <p>Some authors have demonstrated that central obesity is associated with the onset of alterations in the glycidic metabolism, increase in triglyceride and decrease in HDL-c levels, regardless of ethnicity<sup>9,23,24,31</sup>. Based on this evidence and on our results, we believe that the lower prevalence of central obesity among black men has a central role to explain the findings of lower triglycerides and higher HDL-c levels found in this subgroup, as well as the higher prevalence of central obesity among white men helps to broaden the differences in lipid profiles between blacks and whites. Therefore, the higher proportion of black women with CO helps to explain why they present similar triglyceride and a lower difference in HDL-c levels, when compared to white women, than that observed in the male sex<sup>31</sup>.</p>
      <p>Regarding the population of this study, we observed a higher proportion of black women with a low level of schooling that did not practice physical activity in leisure time (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table I</xref>). Supposedly, this would explain, in part, the higher prevalence CO and MS in this subgroup. Moreover, a higher proportion of individuals that practice physical activity in leisure time among the black men would help explain the lower prevalence of these conditions among them (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table I</xref>). However, the distribution of thee variables does not seem to be enough to explain the higher prevalence of CO and MS among white men.</p>
      <p>The low birth weight would be another factor that could help to explain the association between skin color and MS<sup>32-34</sup>. Thus, malnutrition during intrauterine life seems to cause metabolic alterations that have as priority the supply of nutrients to the brain to the detriment of the striated musculature and pancreas, resulting in insulin resistance<sup>35</sup>. In the present study, we do not have data on birth weight of the analyzed individuals.</p>
      <p>The non-inclusion in the present study of the analysis of dietary habits and psychosocial factors of individuals might have resulted in limitations for a better understanding of the association between skin color and MS. Moreover, considering that the prevalence of MS increases with age and this is a cross-sectional study, the survival bias can influence the finding of differences in the prevalence of MS among whites, mulattos and blacks. Among the men, the proportion of individuals aged <underline>&gt;</underline> 40 years was very similar in the three groups, and among the women, this proportion tended to be higher among blacks.</p>
      <p>Thus, we do not believe that this type of bias can fully explain the different prevalence rates found, but it might have contributed, together with dietary habits and psychosocial factors, to explain the different MS rates among whites, mulattos and blacks, in men and women.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by Cnpq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Paulo Jos&#233; Bastos Barbosa, from Instituto de Sa&#250;de Coletiva - UFBA.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
