<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010000100003</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Entendimento do termo de consentimento por pacientes part&#237;cipes em pesquisas com f&#225;rmaco na cardiologia</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>94</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>4</fpage>
      <lpage>9</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>27</day>
          <month>01</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>23</day>
          <month>06</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <year>2090</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Em ensaios cl&#237;nicos, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) &#233; fundamental para preservar a &#233;tica, mas pela sua complexidade ele pode n&#227;o ser entendido completamente. Neste estudo, avaliamos o entendimento do TCLE pelo paciente. OBJETIVO: Abordamos a quest&#227;o sobre o n&#237;vel de compreens&#227;o dos pacientes em rela&#231;&#227;o aos estudos baseados no Consentimento Informado. M&#201;TODOS: Convidamos participantes de pesquisa ambulatorial fases II, III e IV, com f&#225;rmacos, para responder um question&#225;rio estruturado com 29 quest&#245;es, tais como: por que aceitou participar? Leu o TCLE antes de assinar? Ao assin&#225;-lo, estava certo de t&#234;-lo entendido? Oitenta indiv&#237;duos (20 mulheres e 60 homens) compareceram, num universo de 106 pacientes. As vari&#225;veis de cada quest&#227;o foram consideradas por frequ&#234;ncia de ocorr&#234;ncia. A compara&#231;&#227;o entre as m&#233;dias entre os grupos foi realizada pelos testes t de Student ou Wilcoxon; e para associa&#231;&#245;es, o Qui-quadrado ou Raz&#227;o de Verossimilhan&#231;a, ou teste exato de Fisher. RESULTADOS: A m&#233;dia das idades foi de 58,7 &#177; 9,3 anos. Das motiva&#231;&#245;es para participar da pesquisa, 66,2% apontaram seu pr&#243;prio benef&#237;cio; 42,5%, o bem da ci&#234;ncia; 25,0% alegaram atender a um pedido de seu m&#233;dico; 50% n&#227;o entenderam corretamente o TCLE; e 32,9% sequer o leram, mas o assinaram. Dentre os que receberam placebo ap&#243;s a randomiza&#231;&#227;o (n = 47), 66,7% n&#227;o entenderam o significado deste termo. Houve forte correla&#231;&#227;o entre o n&#227;o entender o significado de placebo com a escolaridade (p = 0,02), evidenciando que quanto menor o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o, menor este entendimento. CONCLUS&#195;O: O TCLE &#233; pouco compreendido pelos pacientes e para alguns deles a confian&#231;a no m&#233;dico teve impacto na decis&#227;o de participar do ensaio cl&#237;nico com f&#225;rmaco, havendo tamb&#233;m influ&#234;ncia do n&#237;vel de instru&#231;&#227;o dos sujeitos no entendimento do termo "placebo".</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Ensaios cl&#237;nicos controlados aleat&#243;rios como assunto</kwd>
        <kwd>&#233;tica</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>09</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> BIO&#201;TICA</p>
    <p>
      <bold>Entendimento do termo de consentimento por pacientes part&#237;cipes em pesquisas com f&#225;rmaco na cardiologia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Silmara Meneguin<sup>I</sup>; Elma L. C. P. Zoboli<sup>II</sup>; Raquel Z. L. Domingues<sup>I</sup>; Moacyr R. Nobre<sup>I</sup>; Luiz A. M. C&#233;sar<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>InCor-Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Escola de Enfermagem da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Em ensaios cl&#237;nicos, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) &#233; fundamental para preservar a &#233;tica, mas pela sua complexidade ele pode n&#227;o ser entendido completamente. Neste estudo, avaliamos o entendimento do TCLE pelo paciente. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Abordamos a quest&#227;o sobre o n&#237;vel de compreens&#227;o dos pacientes em rela&#231;&#227;o aos estudos baseados no Consentimento Informado. </p>
    <p> M&#201;TODOS: Convidamos participantes de pesquisa ambulatorial fases II, III e IV, com f&#225;rmacos, para responder um question&#225;rio estruturado com 29 quest&#245;es, tais como: por que aceitou participar? Leu o TCLE antes de assinar? Ao assin&#225;-lo, estava certo de t&#234;-lo entendido? Oitenta indiv&#237;duos (20 mulheres e 60 homens) compareceram, num universo de 106 pacientes. As vari&#225;veis de cada quest&#227;o foram consideradas por frequ&#234;ncia de ocorr&#234;ncia. A compara&#231;&#227;o entre as m&#233;dias entre os grupos foi realizada pelos testes t de Student ou Wilcoxon; e para associa&#231;&#245;es, o Qui-quadrado ou Raz&#227;o de Verossimilhan&#231;a, ou teste exato de Fisher. </p>
    <p> RESULTADOS: A m&#233;dia das idades foi de 58,7 &#177; 9,3 anos. Das motiva&#231;&#245;es para participar da pesquisa, 66,2% apontaram seu pr&#243;prio benef&#237;cio; 42,5%, o bem da ci&#234;ncia; 25,0% alegaram atender a um pedido de seu m&#233;dico; 50% n&#227;o entenderam corretamente o TCLE; e 32,9% sequer o leram, mas o assinaram. Dentre os que receberam placebo ap&#243;s a randomiza&#231;&#227;o (n = 47), 66,7% n&#227;o entenderam o significado deste termo. Houve forte correla&#231;&#227;o entre o n&#227;o entender o significado de placebo com a escolaridade (p = 0,02), evidenciando que quanto menor o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o, menor este entendimento. </p>
    <p> CONCLUS&#195;O: O TCLE &#233; pouco compreendido pelos pacientes e para alguns deles a confian&#231;a no m&#233;dico teve impacto na decis&#227;o de participar do ensaio cl&#237;nico com f&#225;rmaco, havendo tamb&#233;m influ&#234;ncia do n&#237;vel de instru&#231;&#227;o dos sujeitos no entendimento do termo "placebo".</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ensaios cl&#237;nicos controlados aleat&#243;rios como assunto, &#233;tica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Pesquisas com seres humanos continuam sendo indispens&#225;veis, principalmente na cardiologia, pois novos f&#225;rmacos habitualmente s&#227;o de uso continuado. No Brasil, houve aumento no n&#250;mero de pesquisas patrocinadas, ap&#243;s sua normatiza&#231;&#227;o com seres humanos, pelo Conselho Nacional de Sa&#250;de (CNS/MS 196/96)<sup>1</sup>. A partir da&#237;, introduziu-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), documento com informa&#231;&#245;es sobre o estudo e suas responsabilidades. Nem sempre o TCLE recebe a aten&#231;&#227;o necess&#225;ria, sendo at&#233; encarado como instrumento de isen&#231;&#227;o de responsabilidades<sup>2</sup>. O investigador tamb&#233;m pode se encontrar em conflito pelo duplo papel que desempenha (cl&#237;nico/pesquisador)<sup>3,4</sup>, al&#233;m do poder que exerce sobre o sujeito, tendo em vista a rela&#231;&#227;o assim&#233;trica entre eles<sup>5,6</sup>.</p>
    <p>Um dos desafios do s&#233;culo XXI &#233; n&#227;o permitir que o poder da tecnologia ofusque o respeito &#224; dignidade das pessoas, principalmente nos pa&#237;ses em desenvolvimento<sup>7</sup>. A cardiologia apresenta n&#250;mero expressivo de estudos na &#225;rea, motivo pelo qual buscamos avaliar, nesses primeiros 10, 12 anos ap&#243;s o estabelecimento dos Comit&#234;s de &#201;tica nos hospitais do Brasil, como os indiv&#237;duos que participam de pesquisas cient&#237;ficas entendem um estudo, a partir do TCLE, e qual a explica&#231;&#227;o dada por quem o desenvolve. Realizamos este estudo por meio de uma pesquisa descritivo-explorat&#243;ria, de corte transversal e com abordagem quali-quantitativa.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O estudo foi realizado em um hospital p&#250;blico do munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, especializado em cardiologia e com atividades de ensino e pesquisa. Ap&#243;s aprova&#231;&#227;o do Comit&#234; de &#201;tica em pesquisas de um banco de dados institucional de pacientes que participaram de ensaios cl&#237;nicos, foram identificados os estudos fases II, III e IV, com f&#225;rmacos, conduzidos no ambulat&#243;rio de especialidades no per&#237;odo de 2002 a 2006, com ou sem a utiliza&#231;&#227;o de placebo. Selecionamos ent&#227;o todos os ensaios cl&#237;nicos - num total de 6 -, que se adequavam a essas caracter&#237;sticas e que foram conduzidos na institui&#231;&#227;o nesse per&#237;odo. Para serem inclu&#237;dos, os sujeitos deveriam ter utilizado placebo ao menos no per&#237;odo de <italic>washout</italic>, ou em compara&#231;&#227;o ao f&#225;rmaco em teste, e terem sido randomizados nessas pesquisas.</p>
    <p>
      <bold>Instrumento de coleta de dados</bold>
    </p>
    <p>Os dados foram obtidos mediante entrevista e consulta aos prontu&#225;rios dos pacientes. Como n&#227;o existe um formul&#225;rio espec&#237;fico para avaliar a interpreta&#231;&#227;o de um TCLE, baseamo-nos em quest&#245;es que poderiam avaliar o entendimento do conte&#250;do e do sentido das palavras. O question&#225;rio constava de 29 itens, desde dados de informa&#231;&#245;es gerais at&#233; perguntas espec&#237;ficas para respostas objetivas com op&#231;&#245;es e perguntas para respostas livres. Al&#233;m das caracter&#237;sticas gerais dos indiv&#237;duos, avaliou-se a escolaridade considerando os seguintes n&#237;veis:</p>
    <p>1) ensino fundamental;</p>
    <p>2) m&#233;dio; ou</p>
    <p>3) superior, levando-se em conta se completo ou incompleto. Quanto ao assunto espec&#237;fico do entendimento, tanto da pesquisa em si quanto sobre o uso de placebo, os indiv&#237;duos foram submetidos a um question&#225;rio objetivo e direto com as seguintes perguntas e op&#231;&#245;es:</p>
    <p>I) Quem o convidou a participar da pesquisa? Op&#231;&#245;es: 1 - pesquisador; 2 - outro paciente; 3 - enfermeira; 4 - secret&#225;ria; 5 - outros;</p>
    <p>II) Foi importante para o(a) sr(a). quem o convidou para participar da pesquisa? Op&#231;&#245;es: Sim ou N&#227;o;</p>
    <p>III) Como foi feito o contato para o(a) sr(a). comparecer ao hospital a fim de participar da pesquisa? Op&#231;&#245;es: 1 - telefone; 2 - pessoal; 3 - outros;</p>
    <p>IV) Foi dito que o objetivo era participar de uma pesquisa? Op&#231;&#245;es: Sim ou N&#227;o;</p>
    <p>V) Por que aceitou participar da pesquisa? Op&#231;&#245;es: 1 - para o bem da ci&#234;ncia; 2 - em benef&#237;cio pr&#243;prio; 3 - porque o m&#233;dico que o atendeu pediu; 4 - porque o m&#233;dico que o atendeu disse que era bom para o(a) sr(a).; 5 - por medo de n&#227;o receber atendimento ou perder a vez; 6 - porque &#233; um hospital p&#250;blico; 7 - outros.</p>
    <p>As quest&#245;es seguintes consideraram como resposta somente as op&#231;&#245;es Sim ou N&#227;o:</p>
    <p>VI) Foi informado da import&#226;ncia da pesquisa?</p>
    <p>VII) Dos poss&#237;veis riscos e inc&#244;modos que poderiam ocorrer em fun&#231;&#227;o da pesquisa?</p>
    <p>VIII) Da exist&#234;ncia de outros tratamentos diferentes dos da pesquisa? Em seguida, as perguntas foram direcionadas especificamente ao TCLE:</p>
    <p>IX) Quando o(a) sr(a). decidiu participar da pesquisa, assinou algum documento?</p>
    <p>X) O(a) sr(a). leu o documento antes de assin&#225;-lo? XI) O(a) sr(a). conversou sobre o TCLE com o pesquisador? XII) Ao assinar o TCLE, o(a) sr(a). estava certo(a) de ter entendido o que o termo de consentimento explicava? Tamb&#233;m foi perguntado: XIII) Se n&#227;o estava certo(a) de t&#234;-lo entendido, o que fez? Op&#231;&#245;es: 1 - assinou mesmo sem entender; 2 - pediu nova explica&#231;&#227;o ao pesquisador; 3 - outro.</p>
    <p>Depois, novamente com op&#231;&#245;es Sim ou N&#227;o, perguntou-se: XIV) Foi entregue a(o) sr(a). uma c&#243;pia do documento? XV) O(a) sr(a). entendeu o que significava "placebo"?</p>
    <p>Em seguida, fez-se uma quest&#227;o aberta e de livre resposta: XVI) E o que o(a) sr(a). entendeu (ou n&#227;o)?</p>
    <p>Voltando para op&#231;&#245;es Sim ou N&#227;o, perguntou-se: XVII) O(a) sr(a). sabia que poderia tomar um comprimido sem nenhum efeito durante alguns meses? (quest&#227;o aplic&#225;vel somente aos pacientes que receberam placebo como tratamento); XVIII) Foi importante para o(a) sr(a). ter participado de uma pesquisa? Por qu&#234;? (resposta livre).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis quantitativas foram analisadas em termos de m&#233;dias e desvios-padr&#227;o. As vari&#225;veis classificat&#243;rias foram apresentadas em tabelas contendo frequ&#234;ncias absolutas (n) e relativas (%).</p>
    <p>Com o objetivo de verificar se havia associa&#231;&#227;o entre alguns quesitos, foram feitas an&#225;lises das poss&#237;veis associa&#231;&#245;es dessas vari&#225;veis por meio do teste t de Student, do Qui-quadrado ou do teste da Raz&#227;o de Verossimilhan&#231;a, ou teste exato de Fisher, quando aplic&#225;veis<sup>8</sup>. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com o apoio do <italic>software</italic> SPSS vers&#227;o 15.0 (SPSS Inc., EUA). Considerou-se como estatisticamente significante para an&#225;lise os valores de p &lt; 0,05. Quanto &#224; an&#225;lise dos dados descritivos obtidos pelo contato direto do pesquisador com o pesquisado por meio das quest&#245;es abertas, utilizou-se a an&#225;lise de conte&#250;do proposta por Bardin<sup>9</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Grupo focal</bold>
    </p>
    <p>Com o intuito de complementar os dados obtidos por meio da pesquisa quali-quantitativa, especialmente para confirmar o entendimento do termo "placebo", optou-se pela realiza&#231;&#227;o do grupo focal por ser uma t&#233;cnica utilizada para obten&#231;&#227;o de dados a partir de discuss&#245;es previamente planejadas, onde os participantes expressam suas experi&#234;ncias, valores, cren&#231;as, atitudes e representa&#231;&#245;es sociais sobre quest&#245;es espec&#237;ficas<sup>10</sup>. Essa t&#233;cnica &#233; particularmente apropriada quando o entrevistador tem uma s&#233;rie de quest&#245;es abertas e fechadas e deseja estimular os participantes a explorarem um assunto de import&#226;ncia para eles, em seu pr&#243;prio vocabul&#225;rio e seguindo suas pr&#243;prias prioridades<sup>11</sup>. Tamb&#233;m se buscou obter respostas que explorassem e esclarecessem opini&#245;es e pontos de vista de um modo f&#225;cil para a sua linguagem, considerando o seu entendimento do assunto, cotejado com a vis&#227;o dos outros<sup>12</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Os estudos dos quais os pacientes participaram foram de tratamento de hipertens&#227;o arterial e doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o. Foram selecionados todos os sujeitos inclu&#237;dos nos ensaios cl&#237;nicos pass&#237;veis de serem localizados e que aceitassem participar desta pesquisa. Oitenta indiv&#237;duos foram entrevistados no segundo semestre de 2006, com tempo de 6 meses at&#233; 4 anos ap&#243;s o t&#233;rmino das pesquisas das quais participaram para a entrevista. Desses pacientes, 69 participaram de estudos que utilizaram placebo, ou numa fase de retirada de medicamentos (<italic>washout</italic>) previamente em uso, ou como comparativo ao f&#225;rmaco em teste durante a fase de tratamento ativo - o que significa que o termo "placebo" estava escrito no TCLE. Do total de indiv&#237;duos, 47 de fato receberam placebo na fase de tratamento ativo - as caracter&#237;sticas gerais dos pacientes est&#227;o na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. Pode-se observar um n&#250;mero expressivo de indiv&#237;duos - 51 (63,8%) - que sequer completaram o ensino fundamental ou at&#233; se diziam analfabetos. A maioria (52,5%) n&#227;o exercia mais nenhuma atividade profissional. Na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> est&#227;o as respostas a respeito das motiva&#231;&#245;es dos sujeitos para participar do estudo cl&#237;nico. Ficou clara, nos pacientes, a percep&#231;&#227;o de que se beneficiam tomando parte de um estudo, pois 66,2% deles consideraram ter participado para benef&#237;cio pr&#243;prio.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Dados relacionados ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido</bold>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o especificamente ao TCLE (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>), verifica-se que 25,0% dos sujeitos declaram n&#227;o ter recebido qualquer tipo de informa&#231;&#227;o acerca da import&#226;ncia da pesquisa para a qual estavam sendo convidados a participar, e quase a metade (42,5%) n&#227;o foi informada dos riscos nem dos inc&#244;modos. Tamb&#233;m nota-se que a garantia de sigilo, primordial durante a realiza&#231;&#227;o de uma pesquisa, era desconhecida por quase metade dos sujeitos (47,5%). Por outro lado, somente 67,1% leram o TCLE antes de o assinarem, al&#233;m de 52 indiv&#237;duos (65,0%) n&#227;o terem conversado sobre o termo com o pesquisador. Ao serem indagados sobre o entendimento da informa&#231;&#227;o contida no TCLE, 50,0% dos sujeitos n&#227;o entenderam o conte&#250;do ou as informa&#231;&#245;es explicadas por quem o aplicou. Mais importante: mesmo n&#227;o entendendo o conte&#250;do da informa&#231;&#227;o contida no TCLE, 39 sujeitos (97,5%) assinaram o documento.</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Entendimento do significado do termo "placebo"</bold>
    </p>
    <p>No questionamento aos 69 sujeitos sobre o entendimento do significado de placebo, 46 entrevistados (66,7%) declararam n&#227;o t&#234;-lo apreendido. Indagados sobre o que ent&#227;o ficou entendido, verificou-se que 47,8% confirmam o desconhecimento do termo e 18,8% t&#234;m cren&#231;as equivocadas quanto ao seu significado. Com isso, observa-se que o entendimento restringiu-se a apenas 20,3% dos entrevistados. Tamb&#233;m se observou que 13,0% dos participantes n&#227;o apresentavam lembran&#231;as da informa&#231;&#227;o no momento da entrevista. Quanto &#224;s associa&#231;&#245;es entre as caracter&#237;sticas dos indiv&#237;duos e suas respostas sobre o entendimento do termo placebo, nota-se, no <xref ref-type="fig" rid="fig03g01">Gr&#225;fico 1</xref>, que a escolaridade foi o fator que se associou ao n&#227;o entendimento (p = 0,02).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig03g01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>H&#225; v&#225;rios aspectos relacionados &#224; percep&#231;&#227;o do sujeito da pesquisa ao participar de um ensaio cl&#237;nico. Confirmam-se e estendem-se conceitos importantes para a implanta&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de aplica&#231;&#227;o do TCLE aos menos instru&#237;dos, em especial em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas. Quanto ao n&#237;vel educacional, a maior parte dos entrevistados era analfabeta ou tinha n&#237;vel fundamental incompleto (63,8%). Souza<sup>13</sup> observou resultados semelhantes, em dados de 793 pacientes convidados a participar de protocolos de pesquisa cl&#237;nica conduzidos em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas e privadas. Nesse estudo (53% dos sujeitos de sexo masculino, m&#233;dia de idade 58,2 anos), o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o predominante entre os 444 participantes (96%) de institui&#231;&#227;o p&#250;blica era semelhante ao de nossa amostra. Sinalizam, portanto, para a grande d&#237;vida educacional do pa&#237;s, reflexo dos 47% dos brasileiros, entre 14 e 64 anos, que n&#227;o completaram a 8&#170; s&#233;rie do ensino fundamental<sup>14</sup>. E dentre os que completaram, apenas 11% consideram-se plenamente alfabetizados<sup>15</sup>. Isso tem impacto na pesquisa cl&#237;nica, pois muitos pacientes podem n&#227;o ser capazes de ler e entender os TCLE<sup>16</sup>. O termo, de acordo com a resolu&#231;&#227;o 196/96<sup>1</sup>, deve ser aplicado ao indiv&#237;duo da pesquisa, o que implica em solicitar a leitura, explicar verbalmente e interagir, por meio do di&#225;logo, com o aplicador do TCLE. Isso vale principalmente para estudos ambulatoriais, pois h&#225; tempo suficiente para que os pesquisadores se dediquem a esta aplica&#231;&#227;o. Num estudo em infarto agudo do mioc&#225;rdio com tratamento vinculado ao imediatismo necess&#225;rio, por exemplo, ocorre algo diferente: nessa circunst&#226;ncia, geralmente as informa&#231;&#245;es ser&#227;o todas verbais e n&#227;o lidas, ao menos pelo paciente em quest&#227;o. Por isso, e pela pr&#243;pria inibi&#231;&#227;o natural dos menos esclarecidos, tais sujeitos dificilmente deixar&#227;o transparecer que n&#227;o entendem o que est&#227;o lendo, ou seja, l&#234;em mas n&#227;o compreendem.</p>
    <p>Este estudo teve claramente a capacidade de detectar o problema da leitura equivocada, independentemente de qual question&#225;rio foi utilizado. N&#227;o se trata de uma mazela restrita ao nosso pa&#237;s e cultura: em revis&#227;o sistem&#225;tica de 12 estudos, realizada por Flory e Emanuel<sup>17</sup>, demonstrou-se que os participantes com alto n&#237;vel de instru&#231;&#227;o ou de leitura apresentaram n&#237;veis de entendimento significativamente superiores (p &lt; 0,05). Em nosso estudo, quanto aos motivos para a participa&#231;&#227;o, observamos que a maioria (66,2%) o fez por benef&#237;cio pr&#243;prio e depois pelo bem da ci&#234;ncia (42,5%). Comparando os dados deste estudo com os de Sakaguti<sup>18</sup>, constatamos que, apesar do autor ter estudado 50 sujeitos de pesquisa, atendidos nas unidades do &#226;mbito da Secretaria Municipal de Sa&#250;de e Faculdade de Odontologia da Universidade de S&#227;o Paulo, os resultados s&#227;o concordantes quanto aos principais motivos que levam os sujeitos a aceitarem tomar parte nos ensaios cl&#237;nicos. Neste nosso estudo, 68% dos sujeitos aceitaram participar em benef&#237;cio pr&#243;prio, 18% em prol da ci&#234;ncia e 2% a pedido do m&#233;dico. Outro aspecto se sobressai: de um estudo com 35 pacientes que participavam de ensaios cl&#237;nicos patrocinados pela ind&#250;stria farmac&#234;utica em centro de oncologia no M&#233;xico, 46% dos pacientes aceitaram participar da pesquisa e assinaram o consentimento para ter acesso ao tratamento, 29% o fizeram para livrar os m&#233;dicos e o hospital de alguma responsabilidade e nenhum deles pensou que a proposta do consentimento serviria para proteg&#234;-los como pacientes<sup>19</sup>. Ainda em nosso estudo, 25% dos sujeitos atenderam ao convite para participar da pesquisa por meio de pedido ou indica&#231;&#227;o do m&#233;dico. As palavras de um m&#233;dico podem mudar o curso de vida ou exercer grande influ&#234;ncia na tomada de decis&#227;o do paciente<sup>20</sup>, sem contarmos com a possibilidade, sempre presente, de haver conflitos de interesse nas pesquisas patrocinadas pela ind&#250;stria farmac&#234;utica<sup>21,22</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Dados relacionados ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido</bold>
    </p>
    <p>H&#225; muita varia&#231;&#227;o no entendimento do TCLE pelos pacientes, o que tamb&#233;m pode se dever &#224;s varia&#231;&#245;es das informa&#231;&#245;es prestadas pelos investigadores. Em nosso estudo, 25% dos sujeitos disseram n&#227;o ter recebido qualquer tipo de informa&#231;&#227;o acerca da import&#226;ncia da pesquisa, e quase a metade (42,5%) desconhecia a possibilidade de riscos e inc&#244;modos. O mesmo procede em rela&#231;&#227;o a outros tratamentos existentes - 66 sujeitos (82,5%) n&#227;o receberam essa informa&#231;&#227;o. Pode ter ocorrido dificuldade de lembran&#231;a desses sujeitos nas suas respostas, em fun&#231;&#227;o do tempo entre a participa&#231;&#227;o nos estudos e a entrevista. Fica assim impl&#237;cita a import&#226;ncia da comunica&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente na discuss&#227;o sobre a efetividade das informa&#231;&#245;es fornecidas no processo de obten&#231;&#227;o do TCLE. Assim, pode-se inferir que a maneira pela qual o m&#233;dico comunica-se com o paciente influenciar&#225; no seu julgamento dos riscos, benef&#237;cios e barreiras para participar do estudo<sup>23</sup>.</p>
    <p>Muito frequentemente, os profissionais consideram o consentimento informado como um requerimento legal, e n&#227;o um facilitador para a autonomia do sujeito da pesquisa<sup>24</sup>. A complexidade das informa&#231;&#245;es presentes no TCLE, bem como os termos t&#233;cnicos e o excessivo n&#250;mero de p&#225;ginas, s&#227;o fatores que contribuem para dificultar seu entendimento<sup>25,26</sup>. Embora em nosso estudo n&#227;o se tenha analisado os termos utilizados na condu&#231;&#227;o dos ensaios cl&#237;nicos, a literatura &#233; un&#226;nime em reconhecer as "habilidades liter&#225;rias" do sujeito como um fator determinante no processo de compreens&#227;o. Os participantes com "habilidades liter&#225;rias" inadequadas entendem uma quantidade m&#237;nima de informa&#231;&#245;es contidas no TCLE<sup>27</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es a respeito do termo "placebo"</bold>
    </p>
    <p>No que tange ao entendimento do significado de placebo, a quest&#227;o espec&#237;fica foi aplicada a 69 (87%) dos 80 indiv&#237;duos em cujas pesquisas aparecia esta palavra escrita no TCLE. Quando indagados sobre o que haviam entendido ou n&#227;o a respeito do significado do placebo, verificou-se que quase a metade confirma o n&#227;o entendimento da palavra (47,8%) ou tem cren&#231;as equivocadas quanto ao seu significado (18,8%). Com isso, observa-se que o entendimento ficou restrito a apenas 20,3% dos entrevistados. Moodley e cols.<sup>28</sup> entrevistaram 334 sujeitos, num per&#237;odo de 4 a 12 meses ap&#243;s a finaliza&#231;&#227;o de um estudo conduzido na &#193;frica do Sul, a fim de testar a vacina para influenza. Os dados mostram que, embora 91% tenham considerado esclarecedora a explica&#231;&#227;o acerca do estudo, 81% n&#227;o entenderam o significado do placebo.</p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es finais e limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ainda &#233; pouco compreendido e para alguns indiv&#237;duos a confian&#231;a no seu m&#233;dico &#233; crucial para a decis&#227;o em participar de um ensaio cl&#237;nico com f&#225;rmacos. Evidenciou-se tamb&#233;m a influ&#234;ncia do n&#237;vel de instru&#231;&#227;o dos sujeitos no entendimento do termo "placebo", sugerindo fortemente que algumas palavras e express&#245;es apresentadas no TCLE s&#227;o ainda muito complexas e n&#227;o exercem a fun&#231;&#227;o que de fato lhes cabe. H&#225; uma grande diversidade de estrat&#233;gias utilizadas para melhorar o entendimento dos participantes, o que ainda est&#225; no campo da experimenta&#231;&#227;o. Na revis&#227;o sistem&#225;tica realizada por Flory e Emanuel<sup>17</sup>, que abordavam as interven&#231;&#245;es utilizadas para melhorar o entendimento dos participantes no processo de consentimento informado, alguns m&#233;todos parecem ser mais efetivos do que outros neste processo.</p>
    <p>Estamos num processo recente de aplica&#231;&#227;o de TCLE estruturado. A avalia&#231;&#227;o deste nosso estudo teve como foco as pesquisas patrocinadas, cujos termos de compromisso costumam ser mais estruturados que aqueles das pesquisas aut&#243;ctones. Por outro lado, h&#225; um imenso n&#250;mero de informa&#231;&#245;es que dificultam o entendimento da pesquisa pelos sujeitos. Tais dificuldades de entendimento, no entanto, n&#227;o pertencem apenas ao nosso meio, estando presentes em in&#250;meros centros de v&#225;rios outros pa&#237;ses. Por fim, &#233; fato que a amostra de 80 pacientes pode ser considerada pequena para que se obtenham informa&#231;&#245;es precisas sobre o assunto em quest&#227;o. Tamb&#233;m &#233; fato que o question&#225;rio aplicado, na falta de um espec&#237;fico, constitui fator limitante do estudo. Todavia, as quest&#245;es espec&#237;ficas sobre placebo e entendimento do TCLE foram diretas e objetivas. Embora pesem essas limita&#231;&#245;es, essas informa&#231;&#245;es s&#227;o as primeiras em nosso meio, sendo que realizamos uma an&#225;lise quantitativa com esse material. A confirma&#231;&#227;o dos dados de compreens&#227;o pelos sujeitos da pesquisa por meio de outras t&#233;cnicas de entrevista certamente poder&#227;o trazer contribui&#231;&#227;o maior para validar estes resultados, o que est&#225; dentro de proposta futura de an&#225;lise para esta casu&#237;stica.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Simara Meneguin pelo Incor - FMUSP.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Luiz Ant&#244;nio Machado C&#233;sar </p>
        <p> Rua Constantino de Souza, 1580 - Campo Belo </p>
        <p> 04605-004 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="lucesar@cardiol.br">lucesar@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="dcllucesar@incor.usp.br">dcllucesar@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo enviado em 27/01/09; revisado recebido em 25/05/09; aceito em 23/06/09.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Health literacy: a review</article-title>
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          <article-title>A systematic review of patient information leaflets for hypertension</article-title>
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          <article-title>Informed consent for clinical trials: a comparative study of standard versus simplified forms</article-title>
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          <article-title>Informed consent and participant perceptions of influenza vaccine trials in South &#193;frica</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">La comprensi&#243;n del formulario de consentimiento por los pacientes que forman parte de investigaciones con f&#225;rmaco en la cardiolog&#237;a</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: En ensayos cl&#237;nicos, el Formulario de Consentimiento Informado (FCI) es fundamental para que se preserve la &#233;tica, sin embargo por su complexidad &#233;l puede no comprenderse completamente. En este estudio, evaluamos la comprensi&#243;n del FCI por parte del paciente. OBJETIVO: Abordamos la cuesti&#243;n sobre el nivel de comprensi&#243;n de los pacientes respecto a los estudios basados en el Consentimiento Informado. M&#201;TODOS: INVITamos a los participantes de investigaci&#243;n cl&#237;nica fase II, III y IV con f&#225;rmacos para responder un cuestionario estructurado con 29 cuestiones, tales como: &#191;Por qu&#233; acept&#243; participar?&#191;Ley&#243; el FCI antes de firmarlo?&#191;Al firmarlo estaba seguro de haberlo entendido? Ochenta individuos (20 mujeres y 60 varones) comparecieron, en un total de 106 pacientes. Las variables de cada cuesti&#243;n se llevaron a cabo por frecuencia de ocurrencia. La comparaci&#243;n entre los promedios entre los grupos se realiz&#243; mediante las pruebas t de Student o Wilcoxon; y para asociaciones, el Chi-cuadrado o Raz&#243;n de Verosimilitud, o prueba exacta de Fisher. RESULTADOS: El promedio de las edades fue de 58,7 &#177; 9,3 a&#241;os. De las motivaciones para participar en la investigaci&#243;n, el 66,2% se&#241;al&#243; su propio beneficio; un 42,5%, el bien de la ciencia; un 25,0% aleg&#243; atender a una petici&#243;n de su m&#233;dico; el 50% no comprendi&#243; correctamente el FCI; y un 32,9% tampoco ley&#243; el formulario, pero lo firm&#243;. Entre los que recibieron placebo tras la randomizaci&#243;n (n = 47), un 66,7% no entendi&#243; el significado de este t&#233;rmino. Hubo una fuerte correlaci&#243;n entre las personas que no entend&#237;an el significado de placebo con la escolaridad (p = 0,02), evidenciando que cuanto menor era el nivel de instrucci&#243;n, menor era la comprensi&#243;n. CONCLUSI&#211;N: EL FCI es poco comprendido por los pacientes y para algunos de ellos la confianza en el m&#233;dico tuvo impacto en la decisi&#243;n de participar en el ensayo cl&#237;nico con f&#225;rmaco, habiendo tambi&#233;n influencia del nivel de instrucci&#243;n de los sujetos en la comprensi&#243;n del t&#233;rmino "placebo".</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ensayos cl&#237;nicos controlados aleatorios como asunto</kwd>
        <kwd>&#233;tica</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>La comprensi&#243;n del formulario de consentimiento por los pacientes que forman parte de investigaciones con f&#225;rmaco en la cardiolog&#237;a</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Silmara Meneguin<sup>I</sup>; Elma L. C. P. Zoboli<sup>II</sup>; Raquel Z. L. Domingues<sup>I</sup>; Moacyr R. Nobre<sup>I</sup>; Luiz A. M. C&#233;sar<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>InCor - Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Escola de Enfermagem da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> En ensayos cl&#237;nicos, el Formulario de Consentimiento Informado (FCI) es fundamental para que se preserve la &#233;tica, sin embargo por su complexidad &#233;l puede no comprenderse completamente. En este estudio, evaluamos la comprensi&#243;n del FCI por parte del paciente.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Abordamos la cuesti&#243;n sobre el nivel de comprensi&#243;n de los pacientes respecto a los estudios basados en el Consentimiento Informado.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> INVITamos a los participantes de investigaci&#243;n cl&#237;nica fase II, III y IV con f&#225;rmacos para responder un cuestionario estructurado con 29 cuestiones, tales como: &#191;Por qu&#233; acept&#243; participar?&#191;Ley&#243; el FCI antes de firmarlo?&#191;Al firmarlo estaba seguro de haberlo entendido? Ochenta individuos (20 mujeres y 60 varones) comparecieron, en un total de 106 pacientes. Las variables de cada cuesti&#243;n se llevaron a cabo por frecuencia de ocurrencia. La comparaci&#243;n entre los promedios entre los grupos se realiz&#243; mediante las pruebas <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> o Wilcoxon; y para asociaciones, el Chi-cuadrado o Raz&#243;n de Verosimilitud, o prueba exacta de Fisher.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> El promedio de las edades fue de 58,7 &#177; 9,3 a&#241;os. De las motivaciones para participar en la investigaci&#243;n, el 66,2% se&#241;al&#243; su propio beneficio; un 42,5%, el bien de la ciencia; un 25,0% aleg&#243; atender a una petici&#243;n de su m&#233;dico; el 50% no comprendi&#243; correctamente el FCI; y un 32,9% tampoco ley&#243; el formulario, pero lo firm&#243;. Entre los que recibieron placebo tras la randomizaci&#243;n (n = 47), un 66,7% no entendi&#243; el significado de este t&#233;rmino. Hubo una fuerte correlaci&#243;n entre las personas que no entend&#237;an el significado de placebo con la escolaridad (p = 0,02), evidenciando que cuanto menor era el nivel de instrucci&#243;n, menor era la comprensi&#243;n.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> EL FCI es poco comprendido por los pacientes y para algunos de ellos la confianza en el m&#233;dico tuvo impacto en la decisi&#243;n de participar en el ensayo cl&#237;nico con f&#225;rmaco, habiendo tambi&#233;n influencia del nivel de instrucci&#243;n de los sujetos en la comprensi&#243;n del t&#233;rmino "placebo". (Arq Bras Cardiol 2010; 94(1) : 4-9)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Ensayos cl&#237;nicos controlados aleatorios como asunto, &#233;tica.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Investigaciones con seres humanos siguen siendo indispensables, principalmente en la cardiolog&#237;a, ya que nuevos f&#225;rmacos son habitualmente de uso continuado. En Brasil, hubo aumento en el n&#250;mero de investigaciones patrocinadas, tras su normalizaci&#243;n con seres humanos, por el Consejo Nacional de Salud (CNS/MS 196/96)<sup>1</sup>. A partir de ah&#237;, se introdujo el Formulario de Consentimiento Informado (FCI), documento con informaciones sobre el estudio y sus responsabilidades. Ni siempre el FCI recibe la atenci&#243;n necesaria, y se lo ve incluso como instrumento de exenci&#243;n de responsabilidades<sup>2</sup>. El investigador puede asimismo hallarse en conflicto debido al doble rol que desempe&#241;a (cl&#237;nico/investigador)<sup>3,4</sup>, adem&#225;s del poder que ejerce sobre el sujeto, teniendo en vista la relaci&#243;n asim&#233;trica entre ellos<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>Uno de los desaf&#237;os del siglo XXI es no permitir que el poder de la tecnolog&#237;a ofusque el respeto a la dignidad de las personas, principalmente en los pa&#237;ses en desarrollo<sup>7</sup>. La cardiolog&#237;a presenta un n&#250;mero expresivo de estudios en el &#225;rea, motivo por el que buscamos evaluar, en estos primeros 10, 12 a&#241;os tras el establecimiento de los Comit&#233;s de &#201;tica en los hospitales de Brasil, como los individuos que participan en investigaciones cient&#237;ficas comprenden un estudio, a partir del FCI, y cual la explicaci&#243;n dada por quien lo desarrolla. Realizamos este estudio por medio de una investigaci&#243;n descriptivo-exploratoria, de cohorte transversal y con abordaje cualitativo y cuantitativo.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El estudio se llev&#243; a cabo en un hospital p&#250;blico del municipio de S&#227;o Paulo, especializado en cardiolog&#237;a y con actividades de ense&#241;anza e investigaci&#243;n. Tras la aprobaci&#243;n del Comit&#233; de &#201;tica en investigaciones de un banco de datos institucional de pacientes que participaron en ensayos cl&#237;nicos, se identificaron los estudios fase II, III y IV con f&#225;rmacos, conducidos en la cl&#237;nica de especialidades en el per&#237;odo de 2002 a 2006, con o sin la utilizaci&#243;n de placebo. As&#237; que seleccionamos todos los ensayos cl&#237;nicos - en un total de 6 -, que se adecuaban a estas caracter&#237;sticas y que se condujeron en la instituci&#243;n en este per&#237;odo. Para incluirse, los sujetos deber&#237;an haber utilizado placebo al menos en el per&#237;odo de <italic>washout</italic>, o en comparaci&#243;n al f&#225;rmaco en prueba, y haber sido randomizados en estas investigaciones.</p>
      <p>
        <bold>Instrumento de recolecci&#243;n de datos</bold>
      </p>
      <p>Los datos se obtuvieron mediante entrevista y consulta a los prontuarios de los pacientes. Como no existe un formulario espec&#237;fico para que se eval&#250;e la interpretaci&#243;n de un FCI, nos basamos en cuestiones que podr&#237;a valorar la comprensi&#243;n del contenido y del sentido de las palabras. El cuestionario constaba de 29 apartados, desde datos de informaciones generales hasta preguntas espec&#237;ficas para respuestas objetivas con opciones y preguntas para respuestas libres. Adem&#225;s de las caracter&#237;sticas generales de los individuos, se evalu&#243; la escolaridad teniendo en cuenta los niveles a continuaci&#243;n: 1) ense&#241;anza fundamental; 2) ense&#241;anza media; &#243; 3) superior, teniendo en cuenta si completa o incompleta. En cuanto al asunto espec&#237;fico de la comprensi&#243;n, tanto de la investigaci&#243;n en si como sobre la utilizaci&#243;n de placebo, los individuos fueron sometidos a un cuestionario objetivo y directo con las siguientes preguntas y opciones: I) &#191;Qui&#233;n lo invit&#243; a participar en la investigaci&#243;n? Opciones: 1) investigador; 2) otro paciente; 3) enfermera; 4) secretaria; 5) otros; II) &#191;Le pareci&#243; importante a usted quien lo invit&#243; a participar en la investigaci&#243;n? Opciones: S&#237; o No; III) &#191;Como se hizo el contacto para que usted compareciera al hospital a fin de que participara de la investigaci&#243;n? Opciones: 1) tel&#233;fono; 2) personal; 3) otros; IV) &#191;Se le fue dicho que el objetivo era que participara en una investigaci&#243;n? Opciones: S&#237; o No; V) &#191;Por qu&#233; acept&#243; participar en una investigaci&#243;n? Opciones: 1) para el bien de la ciencia; 2) en beneficio propio; 3) porque el m&#233;dico que me atendi&#243; me hab&#237;a solicitado; 4) porque el m&#233;dico que me atendi&#243; me hab&#237;a dicho que era bueno para m&#237;; 5) por miedo de no recibir atenci&#243;n o perder la vez; 6) porque es un hospital p&#250;blico; 7) otros.</p>
      <p>Las cuestiones siguientes consideraron como respuesta solamente las opciones S&#237; o No: VI) &#191;Se le informaron de la importancia de la investigaci&#243;n? VII) &#191;Se le informaron de los posibles riesgos e incomodidades que podr&#237;an ocurrir debido a la investigaci&#243;n? VIII) &#191;Se le informaron de la existencia de otros tratamientos diferentes de los de la investigaci&#243;n? Acto seguido, se plantearon las preguntas espec&#237;ficamente relativas al FCI: IX) Cuando usted decidi&#243; participar en la investigaci&#243;n, &#191;firm&#243; alg&#250;n documento? X) &#191;Usted ley&#243; alg&#250;n documento antes de firmarlo? XI) &#191;Usted tuvo una conversaci&#243;n sobre el FCI con el investigador? XII) Al firmar el FCI, &#191;usted estaba cierto de haber comprendido lo que el formulario de consentimiento explicaba? Se pregunt&#243; a&#250;n: XIII) &#191;Si no estaba cierto(a) de haberlo entendido, qu&#233; hizo enseguida? Opciones: 1) firm&#243; incluso sin comprenderlo; 2) le pidi&#243; una nueva explicaci&#243;n al investigaci&#243;n; 3) otro.</p>
      <p>Despu&#233;s, nuevamente con opciones S&#237; o No, se pregunt&#243;: XIV) &#191;A usted se le entreg&#243; una copia del documento? XV) &#191;Usted entendi&#243; lo qu&#233; significaba "placebo"?</p>
      <p>Seguidamente, se plante&#243; una cuesti&#243;n abierta y de libre respuesta: XVI) &#191;Y lo qu&#233; usted comprendi&#243; (o no)?</p>
      <p>Al volver a las opciones S&#237; o No, se pregunt&#243;: XVII) &#191;Usted sab&#237;a que podr&#237;a tomar una pastilla sin ning&#250;n efecto durante algunos meses? (cuesti&#243;n aplicable solamente a los pacientes que recibieron el placebo como tratamiento); XVIII) &#191;Le pareci&#243; importante haber participado en una investigaci&#243;n?&#191;Por qu&#233;? (respuesta libre).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stica</bold>
      </p>
      <p>Las variables cuantitativas se analizaron en t&#233;rminos de promedios y desviaci&#243;n est&#225;ndar. Las variables clasificatorias est&#225;n detalladas en tablas que contienen frecuencias absolutas (n) y relativas (%).</p>
      <p>Con el objetivo de verificar si hab&#237;a asociaci&#243;n entre algunos quesitos, se hicieron an&#225;lisis de las posibles asociaciones de estas variables por medio de la prueba <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, del Chi-cuadrado o de la prueba de la Raz&#243;n de Verosimilitud, o prueba exacta de Fisher, cuando aplicables<sup>8</sup>. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; con el apoyo del <italic>software</italic> SPSS versi&#243;n 15.0 (SPSS Inc., EUA). Se tom&#243; en consideraci&#243;n como estad&#237;sticamente significantes para an&#225;lisis los valores de p &lt; 0,05. En cuanto al an&#225;lisis de los datos descriptivos obtenidos por el contacto directo del investigador con el pesquisado, por medio de las cuestiones abiertas, se utiliz&#243; el an&#225;lisis de contenido propuesta por Bardin<sup>9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Grupo focal</bold>
      </p>
      <p>Con la intenci&#243;n de complementar los datos obtenidos por medio de la investigaci&#243;n cualitativa y cuantitativa, especialmente para que se confirmara el entendimiento del t&#233;rmino "placebo", se opt&#243; por la realizaci&#243;n del grupo focal por ser una t&#233;cnica utilizada para la obtenci&#243;n de datos a partir de discusiones previamente planificadas, donde los participantes expresan sus experiencias, valores, creencias, actitudes y representaciones sociales sobre cuestiones espec&#237;ficas<sup>10</sup>. Esta t&#233;cnica es particularmente apropiada cuando el entrevistador tiene una serie de cuestiones abiertas y cerradas y desea estimular a los participantes a explorar un asunto de importancia para ellos, en su propio vocabulario y siguiendo sus propias prioridades<sup>11</sup>. Tambi&#233;n se busc&#243; obtener respuestas que exploraran y aclararan opiniones y puntos de vista de un modo f&#225;cil para su lenguaje, considerando su comprensi&#243;n del asunto, cotejado con su visi&#243;n de los otros<sup>12</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Los pacientes participaron en estudios de tratamiento de hipertensi&#243;n arterial y enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n. Se seleccionaron a todos los sujetos incluidos en los ensayos cl&#237;nicos pasibles de localizarse y que aceptaran participar en esta investigaci&#243;n. Se entrevistaron a 80 individuos en el segundo semestre de 2006, con tiempo de 6 meses hasta 4 a&#241;os tras el t&#233;rmino de las investigaciones de las que participaron para la entrevista. De estos pacientes, 69 participaron en estudios que utilizaron placebo, o en una fase de retirada de medicamentos (<italic>washout</italic>) previamente en utilizaci&#243;n, o como comparativo al f&#225;rmaco en prueba durante la fase de tratamiento activo - lo que significa que el t&#233;rmino "placebo" estaba escrito en el FCI. Desde el total de individuos, 47 de hecho recibieron placebo en la fase de tratamiento activo - las caracter&#237;sticas generales de los pacientes est&#225;n en la <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>. Se puede observar un n&#250;mero expresivo de individuos - 51 (63,8%) - que tampoco completaron la ense&#241;anza fundamental o incluso se declaraban analfabetos. La mayor&#237;a (52,5%) no ejerc&#237;a ninguna actividad profesional m&#225;s. En la <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref> est&#225;n las respuestas respecto de las motivaciones de los sujetos para participar en el estudio cl&#237;nico. Qued&#243; clara, en los pacientes, la percepci&#243;n de que se benefician tomando parte de un estudio, ya que un 66,2% de ellos consideraron haber participado para beneficio propio.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Datos relacionados al Formulario de Consentimiento Informado</bold>
      </p>
      <p>Con relaci&#243;n espec&#237;ficamente al FCI (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Tabla 3</xref>), se verifica que el 25% de los sujetos declaran no haber recibido cualquier tipo de informaci&#243;n acerca de la importancia de la investigaci&#243;n para la que se estaban invitando a participar, y casi la mitad (42,5%) no se inform&#243; de los riesgos ni de las incomodidades. Tambi&#233;n se nota que la garant&#237;a de sigilo, primordial durante la realizaci&#243;n de una investigaci&#243;n, era desconocida por casi mitad de los sujetos (47,5%). Por otro lado, solamente un 67,1% leyeron el FCI antes de firmarlo, adem&#225;s de 52 individuos (65%) no haber conversado sobre el formulario con el investigador. Al indagarlos sobre su comprensi&#243;n acerca de la informaci&#243;n que constaba del FCI, el 50% de los sujetos no entendieron el contenido o las informaciones explicadas por qui&#233;n lo aplic&#243;. M&#225;s importante todav&#237;a: aun sin entender el contenido de la informaci&#243;n que constaba del FCI, 39 sujetos (97,5%) firmaron el documento.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Entendimiento del significado del t&#233;rmino "placebo"</bold>
      </p>
      <p>En el cuestionamiento a los 69 sujetos sobre el entendimiento acerca del significado del t&#233;rmino "placebo", 46 entrevistados (66,7%) declararon no haberlo aprehendido. Indagados sobre lo que se comprendi&#243; entonces, se pudo verificar que un 47,8% confirman el desconocimiento del formulario (47,8%) y un 18,8% tienen creencias equivocadas en cuanto a su significado. Con ello, se observa que el entendimiento se restringi&#243; solamente a un 20,3% de los entrevistados. Tambi&#233;n se observ&#243; que el 13% de los participantes no presentaban recuerdos de la informaci&#243;n al momento de la entrevista. En cuanto a las asociaciones entre las caracter&#237;sticas de los individuos y sus respuestas sobre el entendimiento del t&#233;rmino "placebo", se nota, en el <xref ref-type="fig" rid="es_03g01-body2">Gr&#225;fico 1</xref>, que la escolaridad fue el factor que se asoci&#243; al no entendimiento (p = 0,02).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_03g01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Hay diversos aspectos relacionados a la percepci&#243;n del sujeto de la investigaci&#243;n al participar en un ensayo cl&#237;nico. Se confirman y comprenden conceptos importantes para la implantaci&#243;n de estrategias de aplicaci&#243;n del FCI a los menos instruidos, en especial en instituciones p&#250;blicas. En cuanto al nivel educacional, la mayor parte de los entrevistados era analfabeta o ten&#237;a un nivel fundamental incompleto (63,8%). Souza<sup>13</sup> observ&#243; resultados semejantes, en datos de 793 pacientes invitados a participar en protocolos de investigaci&#243;n cl&#237;nica conducidos en instituciones p&#250;blicas y privadas. En ese estudio (el 53% de los sujetos de sexo masculino, promedio de edad 58,2 a&#241;os), el nivel de instrucci&#243;n predominante entre los 444 participantes (96%) de instituci&#243;n p&#250;blica era semejante al de nuestra muestra. Dichos datos se&#241;alizan, por lo tanto, hacia la gran deuda educacional del pa&#237;s, un reflejo del 47% de los brasile&#241;os, entre 14 y 64 a&#241;os, que no completaron el 8&#170; a&#241;o de la ense&#241;anza fundamental<sup>14</sup>. Y de todos los que completaron, solamente el 11% se considera como plenamente alfabetizado<sup>15</sup>. Esto tiene un impacto en la investigaci&#243;n cl&#237;nica, ya que muchos pacientes pueden no ser capaces de leer y comprender los FCI<sup>16</sup>. El formulario, de acuerdo con la resoluci&#243;n 196/96<sup>1</sup>, debe aplicarse al individuo de la investigaci&#243;n, lo que implica en requerir la lectura, explicar verbalmente e interaccionar, por medio del di&#225;logo, con el aplicador del FCI. Esto vale principalmente para estudios cl&#237;nicos, ya que hay tiempo suficiente para que los investigadores se dediquen a esta aplicaci&#243;n. En un estudio en infarto agudo de miocardio con tratamiento vinculado al inmediatismo necesario, por ejemplo, ocurre algo diferente: en esta circunstancia, generalmente las informaciones ser&#225;n todas verbales y no se leer&#225;n, al menos por parte del paciente en cuesti&#243;n. Por esto y por la inhibici&#243;n natural misma de los menos esclarecidos, dichos sujetos dif&#237;cilmente dejar&#225;n que trasparezca la no comprensi&#243;n de su lectura del formulario, es decir, que lo leen y no lo entienden.</p>
      <p>Este estudio tuvo claramente la capacidad de detectar el problema de la lectura equivocada, independientemente de cu&#225;l cuestionario se utiliz&#243;. No se trata de una molestia restricta al nuestro pa&#237;s y cultura: en revisi&#243;n sistem&#225;tica de 12 estudios, realizada por Flory y Emanuel<sup>17</sup>, se evidenci&#243; que los participantes con alto nivel de instrucci&#243;n o de lectura presentaron niveles de entendimiento significativamente superiores (p &lt; 0,05). En nuestro estudio, en cuanto a los motivos para la participaci&#243;n, observamos que la mayor&#237;a (66,2%) lo hizo por beneficio propio y despu&#233;s por el bien de la ciencia (42,5%). Comparando los datos de este estudio con los de Sakaguti<sup>18</sup>, constatamos que, a pesar del autor haber estudiado a 50 sujetos de investigaci&#243;n, atendidos en las unidades del &#225;mbito de la Secretar&#237;a Municipal de Salud y Facultad de Odontolog&#237;a de la Universidad de S&#227;o Paulo, los resultados son concordantes en cuanto a los principales motivos que llevan los sujetos a aceptar tomar parte en los ensayos cl&#237;nicos. En este nuestro estudio, el 68% de los sujetos acept&#243; participar en beneficio propio, el 18% en pro de la ciencia y el 2% a petici&#243;n del m&#233;dico. Otro aspecto que sobresale: de un estudio con 35 pacientes que participaban en ensayos cl&#237;nicos patrocinados por la industria farmac&#233;utica en un centro de oncolog&#237;a en M&#233;xico, el 46% de los pacientes aceptaron participar en la investigaci&#243;n y firmaron el consentimiento para tener acceso al tratamiento, el 29% lo hicieron para librar los m&#233;dicos y el hospital de alguna responsabilidad y ning&#250;n de ellos pens&#243; que la propuesta del consentimiento servir&#237;a para protegerlos como pacientes<sup>19</sup>. A&#250;n en nuestro estudio, el 25% de los sujetos atendieron a la invitaci&#243;n para participar en la investigaci&#243;n por medio de petici&#243;n o indicaci&#243;n del m&#233;dico. Las palabras de un m&#233;dico pueden cambiar el curso de vida o ejercer una gran influencia en la toma de decisi&#243;n del paciente<sup>20</sup>, sin contar con la posibilidad, siempre presente, de haber conflictos de inter&#233;s en las investigaciones patrocinadas por la industria farmac&#233;utica<sup>21,22</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Datos relacionados al Formulario de Consentimiento Informado</bold>
      </p>
      <p>Hay mucha variaci&#243;n en el entendimiento del FCI por los pacientes, lo que tambi&#233;n puede ser debido a las variaciones de las informaciones prestadas por los investigadores. En nuestro estudio, el 25% de los sujetos dijeron no haber recibido cualquier tipo de informaci&#243;n acerca de la importancia de la investigaci&#243;n, y casi mitad (42,5%) desconoc&#237;a la posibilidad de riesgo e inc&#243;modos. El mismo procede con relaci&#243;n a otros tratamientos existentes - 66 sujetos (82,5%) no recibieron esta informaci&#243;n. Puede haber ocurrido dificultad de recuerdo de estos sujetos en sus respuestas, en funci&#243;n del tiempo entre la participaci&#243;n en los estudios y la entrevista. Queda as&#237; impl&#237;cita la importancia de la comunicaci&#243;n m&#233;dico-paciente en la discusi&#243;n sobre la efectividad de las informaciones suministradas en el proceso de obtenci&#243;n del FCI. As&#237;, se puede inferir que la manera por la que el m&#233;dico se comunica con el paciente influir&#225; en su juzgamiento de los riesgos, beneficios y barreras para participar en el estudio<sup>23</sup>.</p>
      <p>Muy frecuentemente, los profesionales consideran el consentimiento informado como un requerimiento legal, y no un facilitador para la autonom&#237;a del sujeto de la investigaci&#243;n<sup>24</sup>. La complexidad de las informaciones presentes en el FCI, bien como los t&#233;rminos t&#233;cnicos y el excesivo n&#250;mero de p&#225;ginas, son factores que contribuyen para dificultar su entendimiento<sup>25,26</sup>. Aunque en nuestro estudio no se analiz&#243; los formularios utilizados en la conducci&#243;n de los ensayos cl&#237;nicos, la literatura es un&#225;nime en reconocer las "habilidades literarias" del sujeto como un factor determinante en el proceso de comprensi&#243;n. Los participantes con "habilidades literarias" inadecuadas entienden una cuantidad m&#237;nima de informaciones contenidas en el FCI<sup>27</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones respecto al t&#233;rmino "placebo"</bold>
      </p>
      <p>En lo que toca a la comprensi&#243;n del significado de "placebo", la cuesti&#243;n espec&#237;fica se aplic&#243; a 69 (87%) de los 80 individuos en cuyas investigaciones aparec&#237;a esta palabra escrita en el FCI. Cuando indagados sobre lo que hab&#237;an entendido o no a respecto del significado del placebo, se verific&#243; que casi la mitad confirma o no la comprensi&#243;n de la palabra (47,8%) o tiene creencias equivocadas en cuanto a su significado (18,8%). Con ello, se observa que el entendimiento se restringi&#243; solamente a un 20,3% de los entrevistados. Moodley et al.<sup>28</sup> entrevistaron a 334 sujetos, en un per&#237;odo de 4 a 12 meses tras la finalizaci&#243;n de un estudio conducido en &#193;frica del Sur, a fin de probar la vacuna para influenza. Los datos revelan que, aunque el 91% hall&#243; esclarecedora acerca del estudio, el 81% no entendieron el significado del placebo.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones finales y limitaciones</bold>
      </p>
      <p>El Formulario de Consentimiento Informado es todav&#237;a poco comprendido y para algunos individuos la confianza en su m&#233;dico es crucial para la decisi&#243;n en participar en un ensayo cl&#237;nico con f&#225;rmacos. Se evidenci&#243; tambi&#233;n la influencia del nivel de instrucci&#243;n de los sujetos en el entendimiento del t&#233;rmino "placebo", sugiriendo fuertemente que algunas palabras y expresiones presentadas en el FCI son a&#250;n muy complejas y no ejercen la funci&#243;n que de hecho les cabe. Hay una gran diversidad de estrategias utilizadas para mejorar el entendimiento de los participantes, lo que a&#250;n est&#225; en el campo de la experimentaci&#243;n. En la revisi&#243;n sistem&#225;tica realizada por Flory y Emanuel<sup>17</sup>, que abordaban las intervenciones utilizadas para mejorar la comprensi&#243;n de los participantes en el proceso de consentimiento informado, algunos m&#233;todos parecen ser m&#225;s efectivos que otros en este proceso.</p>
      <p>Estamos en un proceso reciente de aplicaci&#243;n de FCI estructurado. La evaluaci&#243;n de este nuestro estudio tuvo como foco las investigaciones patrocinadas, cuyos t&#233;rminos de compromiso suelen ser m&#225;s estructurados que aquellos de las investigaciones aut&#243;ctonas. Por otra parte, hay un inmenso n&#250;mero de informaciones que dificultan la comprensi&#243;n de la investigaci&#243;n por los sujetos. Dichas dificultades de entendimiento, sin embargo, no pertenecen solamente al nuestro medio, estando presentes en inn&#250;meros centros de diversos otros pa&#237;ses. Por fin, es hecho que la muestra de 80 pacientes se puede considerar como peque&#241;a para que se obtengan informaciones precisas sobre el asunto en cuesti&#243;n. Tambi&#233;n es hecho que el cuestionario aplicado, frente la falta de un espec&#237;fico, constituye factor limitante del estudio. No obstante, las cuestiones espec&#237;ficas sobre placebo y entendimiento del FCI fueron directas y objetivas. Aunque estas limitaciones son considerables, dichas informaciones son las primeras en nuestros medio, teniendo en cuenta que realizamos un an&#225;lisis cuantitativa con este material. La confirmaci&#243;n de los datos de comprensi&#243;n por los sujetos de la investigaci&#243;n por medio de otras t&#233;cnicas de entrevista ciertamente podr&#225; traer una mayor contribuci&#243;n para validar estos resultados, lo que est&#225; dentro de una propuesta futura de an&#225;lisis para esta casu&#237;stica.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Simara Meneguin para el Incor - FMUSP.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Informed consent as viewed by patients participating in cardiology drug trial</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: In clinical tests, the Informed Consent is critical to preserve the ethics, but due to its high complexity level, it cannot be fully understood. This study assesses the Informed Consent as viewed by patients. OBJECTIVE: We addressed the issue of what do patients understand about the studies based on the IC. METHODS: We invited participants of outpatient clinical drug trials phase II, III and IV to answer a questionnaire with 29 questions, such as: why have you accepted to participate? Did you read the Informed Consent before signing it? By signing it, were you sure you have fully understood it? Eighty individuals (20 women and 60 men) showed up, from 106 patients. The variables of each question were considered as often as they appeared. The comparison of the averages among the groups was made by t tests of Student or Wilcoxon; and for associations, Chi-square or Likelihood Ratio, or Fisher's exact test. RESULTS: Ages averaged 58.7 &#177; 9.3 years. Concerning their reasons to taking part in the survey, 66.2% pointed out their own benefit; 42.5%, for science's sake; 25.0% claimed they were doing so at their doctor's request; 50% did not understand the Informed Consent properly; and 32.9% did not read it, but signed it. Among those who were administered placebo after randomization (n = 47), 66.7% did not understand the meaning of the informed consent. A strong correlation between failure to understand the meaning of placebo with literacy level (p = 0,02) was verified, which is an evidence that the smaller is the literacy level, the smaller is the understanding level. CONCLUSION: The Informed Consent is poorly understood by patients and for some of them, trusting a doctor affected their decision in taking part in the clinical trial with drugs. Their literacy level also influenced their understanding of the term "placebo".</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Randomized controlled trials as topic</kwd>
        <kwd>informed consent</kwd>
        <kwd>comprehension</kwd>
        <kwd>ethic</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Informed consent as viewed by patients participating in cardiology drug trial</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Silmara Meneguin<sup>I</sup>; Elma L. C. P. Zoboli<sup>II</sup>; Raquel Z. L. Domingues<sup>I</sup>; Moacyr R. Nobre<sup>I</sup>; Luiz A. M. C&#233;sar<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>InCor-Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP</p>
      <p><sup>II</sup>Escola de Enfermagem da USP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> In clinical tests, the Informed Consent is critical to preserve the ethics, but due to its high complexity level, it cannot be fully understood. This study assesses the Informed Consent as viewed by patients.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> We addressed the issue of what do patients understand about the studies based on the IC.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We invited participants of outpatient clinical drug trials phase II, III and IV to answer a questionnaire with 29 questions, such as: why have you accepted to participate? Did you read the Informed Consent before signing it? By signing it, were you sure you have fully understood it? Eighty individuals (20 women and 60 men) showed up, from 106 patients. The variables of each question were considered as often as they appeared. The comparison of the averages among the groups was made by t tests of Student or Wilcoxon; and for associations, Chi-square or Likelihood Ratio, or Fisher's exact test..</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> Ages averaged 58.7 &#177; 9.3 years. Concerning their reasons to taking part in the survey, 66.2% pointed out their own benefit; 42.5%, for science's sake; 25.0% claimed they were doing so at their doctor's request; 50% did not understand the Informed Consent properly; and 32.9% did not read it, but signed it. Among those who were administered placebo after randomization (n = 47), 66.7% did not understand the meaning of the informed consent. A strong correlation between failure to understand the meaning of placebo with literacy level (p = 0,02) was verified, which is an evidence that the smaller is the literacy level, the smaller is the understanding level.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The Informed Consent is poorly understood by patients and for some of them, trusting a doctor affected their decision in taking part in the clinical trial with drugs. Their literacy level also influenced their understanding of the term "placebo".</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Randomized controlled trials as topic; informed consent; comprehension; ethic.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Trials with human beings are still critical, mainly in cardiology, as new drugs are usually for continued use. In Brazil, there was an increase in the number of sponsored trials, after the Brazilian Health Council authorized trials with human beings (CNS/MS 196/96)<sup>1</sup>. Then, the Informed Consent was introduced. The Informed Consent is a document that contains information on the study and the responsibilities involved. The Informed Consent is often taken for granted. Sometimes it is even viewed as a disclaimer<sup>2</sup>. Investigators may also be faced with a conflicting double role (doctor/researcher)<sup>3,4</sup>, besides the power he has on the patient, taking into account the asymmetrical relationship among them<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>One of the challenges posed in the 21<sup>st</sup> century is not allowing the power of technology to gain importance over the respect to people dignity, mainly in developing countries<sup>7</sup>. Cardiology presents an expressive number of studies in this area, which explains why we seek to assess, in these first 10, 12 years after the establishment of Ethics Committees in Brazilian hospitals, how the individuals participating in scientific trials view a study, starting with the Informed Consent, and which explanation given by those who develop the trial. We conducted this study by means of cross-sectional descriptive exploratory research, with qualitative and quantitative approach.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study was conducted in a public hospital in the city of S&#227;o Paulo, specialized in cardiology and educational and research activities. After the approval of the Ethics Committee for research in an institutional database of patients participating in clinical trials, we found phase II, III and IV of drug studies, conducted in specialized outpatient care from 2002 to 2006, with or without placebo. Then, we selected all clinical trials from 6 , which we deemed appropriate to these characteristics, which were conducted in that hospital in that period. In order to participate, the individuals should have used placebo at least in the washout period, or in comparison to the drug under trial, and they should have been randomized in the trial.</p>
      <p>
        <bold>Data collection instrument</bold>
      </p>
      <p>The data were collected from interviews and reference to patients' files. As there is no specific form to assess the interpretation of an Informed Consent, we drew on questions that could assess the understanding of the content and meaning of words. The questionnaire contained 29 items, including general information data and specific multiple-choice questions and open-ended questions. Besides the general characteristics of individuals, we assessed their literacy level considering the following levels:</p>
      <p>1) elementary/middle education;</p>
      <p>2) high school; or</p>
      <p>3) higher education, considering complete or incomplete studies. As to the specific understanding matter, both in the trial itself and in the use of placebo, the individuals were submitted to an objective questionnaire which included the following questions and options:</p>
      <p>I) Who invited you to take part in this trial? Options: 1 - researcher; 2 - another patient; 3 - nurse; 4 - secretary; 5 - others;</p>
      <p>II) Was the inviter a contributing factor for you to take part in the trial? Options: Yes or No;</p>
      <p>III) How were you contacted to come to the hospital to take part in the trial? Options: 1 - by telephone; 2 - in person; 3 - others;</p>
      <p>IV) Were you told that you would take part in a trial? Options: Yes or No;</p>
      <p>V) Why did you accept to take part in the trial? Options: 1 - for science's sake; 2 - for my own benefit; 3 - because my doctor asked me to; 4 - because my doctor told me it would be good to me; 5 - because I feared not being assisted or losing my turn; 6 - because this is a public hospital; 7 - other.</p>
      <p>The following were yes or no questions: VI) Were you informed about how important is the trial? VII) Of the potential risks and distresses that could arise due to the trial? VIII) Of treatments other than those included in the trial? Then, the questions were specifically directed to the Informed Consent: IX) When you decided to take part in the trial, did you sign any documents? X) Have you read the document before signing it? XI) Did you discuss the Informed Consent with the researcher? XII) Upon signing the Informed Consent, were you sure you have understood what the Informed Consent explained? They also answered to the following: XIII) If you were not sure of having understood it, what did you do? Options: 1 - you signed it even though you had not understood it; 2 - you asked explanation from the researcher ; 3 - other.</p>
      <p>Then, the following yes or no questions were asked: XIV) Were you provided with a copy of the document? XV) Did you understand what "placebo" meant?</p>
      <p>Then, an open ended question was made: XVI) What did you understand (or not)?</p>
      <p>Then, the following yes or no questions were asked: XVII) Did you know you could take a pill with no effect for some months? (this question applied only to those patients administered placebo as a treatment); XVIII) Was it important for you to have taken part in a trial? Why? (free answer).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The quantitative variables were analyzed in terms of averages and standard deviations. The classifying variables were presented in tables containing absolute (n) and relative (%) frequencies.</p>
      <p>In order to check whether there was association among some issues, the potential associations of these variables were analyzed through Student's t test, Chi-square or Likelihood Ratio, or Fisher's exact test, as applicable<sup>8</sup>. The statistical analysis was conducted with the support of the software SPSS version 15.0 (SPSS Inc., EUA). The values p &lt; 0,05 were considered statistically significant for the analysis. As for the analysis of descriptive data obtained through direct contact of researchers with patients by means of open-ended questions, we used the content analysis proposed by Bardin<sup>9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Focal group</bold>
      </p>
      <p>In order to complement the data obtained through the qualitative and quantitative survey, especially to confirm patients' understanding of the term "placebo", we decided to build a focal group, once it is widely used technique intended to obtain data from previously planned discussions, where participants express their experiences, values, beliefs, attitudes and social representations on specific questions<sup>10</sup>. This technique is particularly appropriate when the interviewer has a number of open-ended and multiple-choice questions and wishes to encourage participants to explore a subject of extreme importance for them, in their own words and following their own priorities<sup>11</sup>. We also sought to get answers that could easily explore and clarify opinions and viewpoints by speaking their language, considering their perceptions on the subject, as compared to others' views<sup>12</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The studies in which patients participated were high blood pressure and ischemic heart disease treatments. Individuals included in the clinical trials likely to be located and those who would easily accept this survey were selected. Eighty individuals were interviewed in the second half of 2006, from 6 months to 4 years after the completion of the trial in which they participated to the interview. Out of these patients, 69 participated in studies with placebo, or in a washout phase, or as a comparison to the drug under trial during the active treatment phase-which means that the term "placebo" was written in the Informed Consent. From the individuals, 47 had effectively received placebo in the active treatment phase - the general characteristics of the patients are on <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>. An expressive number of individuals-51 (63.8%)-did not completed elementary/middle education or were even self-declared as illiterate. Most of them (52.5%) were not engaged in any professional activity. <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Table 2</xref> shows the answers concerning the patients' reason to taking part in the clinical trial. It was crystal clear in patients' perception that they feel benefitted by taking part in a study, as 66.2% stated they had taken part for their own benefit.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Data related to the Informed Consent</bold>
      </p>
      <p>Specifically concerning the Informed Consent (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Table 3</xref>), 25.0% of individuals declare they have not received any type of information on the importance of the trial to which they were invited to take part, and almost half (42.5%) was neither informed of the risks nor the distresses involved. Worth of note is that the guarantee of confidentiality, which is critical during a trial, was not known by almost half of individuals (47.5%). On the other hand, only 67.1% have read the Informed Consent before signing it, and 52 individuals (65.0%) did not discussed it with the researcher. When asked about their understanding of the information contained in the Informed Consent, 50.0% of individuals did not understand the content or the information explained by the researcher. More importantly: even though they did not understand the information contained in the Informed Consent, 39 individuals (97.5%) signed it.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>The meaning of "placebo"</bold>
      </p>
      <p>When the 69 individuals were asked about what they understood from "placebo", 46 interviewees (66.7%) declared they have not learned about it. When asked about what they understood from it, 47.8% confirmed they did not know what "placebo" means and 18.8% have misleading beliefs as to its meaning. Therewith, we observe that only 20.3% of interviewees understood its meaning. We also observed that 13.0% of participants did not remembered the information they read when the interview was applied. As to the associations among the characteristics of individuals and their answers on the term "placebo", <xref ref-type="fig" rid="en_03ch01-body3">Chart 1</xref> shows that the literacy level was not necessarily a contributing factor to the patients' understanding (p = 0.02).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_03ch01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-94-01-0004-00003-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>There are several aspects related to the individuals' perception while taking part in a clinical trial. This study confirms and brings forward key concepts to implement Informed Consent application strategies to those patients with lower literacy levels, especially the ones coming from public institutions. As to the educational level, most interviewees were illiterate or had dropped out elementary/middle school (63.8%). Souza<sup>13</sup> observed similar results, in data collected from 793 patients invited to take part in clinical trial protocols conducted in public and private institutions. In this study (53% males, averaged 58.2 years of age), the prevailing literacy level among the 444 individuals (96%) from public institutions was similar to our sample. Therefore, this is a sign of the high educational debt in Brazil, where 47% of Brazilians, aged between 14 and 64, did not complete grade 8 of middle school<sup>14</sup>. Among the ones who completed it, only 11% are considered fully literate<sup>15</sup>. That impacts in the clinical trial, once many patients may not be able to read and understand the Informed Consents<sup>16</sup>. According to Resolution 196/96<sup>1</sup>, the informed consent must be applied to the individuals participating in the trial, which often requires reading it aloud, explaining verbally and interacting, by means of dialogues, with the doctor delivering the Informed Consent. That applies mainly to outpatient studies, once there is sufficient time for researchers to dedicate to this application. In a study on acute myocardial infarction requiring immediate treatment, for instance, something different occurs: in this circumstance, more often than not, information are verbal and not read, at least by the patient. Because of that, and to the natural inhibition of those with lower literacy level, such individuals will hardly let the others know they do not understand what they are reading, that it, they read but fail to understand.</p>
      <p>This study could successfully detect the problem of misleading interpretation, irrespective of which questionnaire was used. Such a distressful situation is not only restricted to our country and culture: A systematic review of 12 studies, conducted by Flory and Emanuel<sup>17</sup>, revealed that participants with high level of literacy or reading skills presented significant superior understanding levels (p &lt; 0,05). In our study, as to the reasons to participate, we observed that most of them (66.2%) did that for their own benefit, and for the science's sake (42.5%). Comparing the data of this study with those of Sakaguti<sup>18</sup>, we found that, although the author has studied 50 individuals assisted in the units managed by the City Office of Health and the Dentistry School of the University of S&#227;o Paulo, the results agree on the main reasons why the individuals accepted to take part in the clinical trials. In this study, 68% of individuals accepted to take part for their own benefit, 18% for science's sake and 2% upon their doctor's request. Another aspect stands apart: from a study with 35 patients participating in clinical trials sponsored by the pharmaceutical industry in oncology centers in Mexico, 46% of patients accepted to take part in the trial and signed the informed consent to have access to the treatment, 29% did so to release the doctors and the hospital from any accountabilities none of them thought the informed consent would serve to protect them as patients<sup>19</sup>. Also in our study, 25% of individuals accepted the invitation to take part in the trial upon their doctor's request or recommendation. The words of a doctor may change the course of life or exercise great influence on a patient's<sup>20</sup> decision, not to mention the permanent possibility of conflicts of interest in trials sponsored by the pharmaceutical industry<sup>21,22</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Data related to the Informed Consent</bold>
      </p>
      <p>There is a huge variation in patients' understanding of the Informed Consent, which may also be due to the various information provided by investigators. In our study, 25% of individuals declare they have not received any type of information on the importance of the trial, and almost half (42.5%) was neither informed of the risks nor the distresses involved. The same is true as to other existing treatments - 66 individuals (82.5%) did not receive such information. These individuals may have had difficulties in recalling this information, due to the interval between the trial and the interview. Then, an effective communication between the doctor and the patient is extremely important to deliver effective information upon assigning an Informed Consent. Thus, we may infer that the way through which the doctor communicates with patient influences their judgment on the risks, benefits and barriers to take part in the study<sup>23</sup>.</p>
      <p>Professionals often consider the informed consent a statutory requirement, but not a means to afford autonomy to the individuals<sup>24</sup>. The complex information found in the Informed Consent, as well as the technical terms and the excessive number of pages, are contributing factors to prevent it from being properly understood<sup>25,26</sup>. Although our study has not analyzed the terms used in the performance of clinical trials, literature is unanimous in recognizing the "literary abilities" of individuals as a determining factor in the understanding process. Participants with insufficient "literary abilities" understand a minimum quantity of information contained in the Informed Consent<sup>27</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Insights on the term "placebo"</bold>
      </p>
      <p>As to the meaning of "placebo", the specific question was asked to 69 (87%) individuals-from 80-whose trials included the word "placebo" in the Informed Consent. When asked about they have understood or not from the meaning of placebo, almost half of them confirm they did not understand the meaning of this word (47.8%) or hold misleading beliefs as to its meaning (18.8%). Therewith, we observe that only 20.3% of interviewees understood its meaning. Moodley et al<sup>28</sup> interviewed 334 individuals from 4 to 12 months after a study conducted in South Africa to test the vaccine for influenza. Data reveal that, although 91% declare to have understood the explanation about study, 81% did not understand the meaning of the word placebo.</p>
      <p>
        <bold>Final insights and constraints</bold>
      </p>
      <p>The Informed Consent is still poorly understood and for individuals, trusting their doctor is critical to their decision to take part in a clinical trial with drugs. We could also verify the influence of the literacy level of individuals in understanding the term "placebo", strongly suggesting that some words and expressions presented in the Informed Consent are still very complex and fail to fulfill the need they are supposed to. A wide range of strategies may be used to improve participants' understanding, but these are not being tested yet. In the systematic review conducted by Flory and Emanuel<sup>17</sup>, who addressed the interventions used to improve participants' understanding of the informed consent, some methods seem to be more effective than the others in this process.</p>
      <p>We a in recent process of application of a structured Informed Consent. The assessment made in this study focused on sponsored trials, in which informed consents are usually more structured than those of independent trials. On the other hand, a huge number of pieces of information prevent the participants from properly understanding the trial. Such difficulties of understanding, however, are not only found in Brazil. Rather, they are found in many other countries. Lastly, the sample of 80 patients may be considered small to get accurate information on this subject. It is also true that the questionnaire applied, which is not a specific one, may pose constraints to the study. Nevertheless, specific questions on and Informed Consent understanding were direct and objective. Despite these constraints, this information has never been introduced before, and we conducted a quantitative analysis with this material. The confirmation of interpretation data by the individuals taking part in the survey, through other interviewing techniques, will certainly bring greater contribution to corroborate these results, which is included in a future analysis for this study.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Silmara Meneguin, from Incor - FMUSP.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
