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        <article-title>Terapia de ressincroniza&#231;&#227;o card&#237;aca: h&#225; algo de novo no front?</article-title>
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    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Terapia de ressincroniza&#231;&#227;o card&#237;aca: h&#225; algo de novo no <italic>front</italic>?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ana Clara Tude Rodrigues</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HC- FMUSP - Departamento de Ecocardiografia, Hospital Israelita Albert Einstein, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Estimula&#231;&#227;o card&#237;aca artificial/utiliza&#231;&#227;o/tend&#234;ncias.</p>
    <p>A terapia de ressincroniza&#231;&#227;o card&#237;aca (TRC) est&#225; bem estabelecida como uma alternativa eficaz para o tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca refrat&#225;ria, com diversos estudos mostrando diminui&#231;&#227;o na mortalidade, melhora da qualidade de vida, sintomatologia e remodelamento card&#237;aco.</p>
    <p>No entanto, em fun&#231;&#227;o principalmente do custo elevado e da fal&#234;ncia terap&#234;utica em cerca de um ter&#231;o dos pacientes submetidos a essa interven&#231;&#227;o, v&#225;rias estrat&#233;gias t&#234;m sido dirigidas no sentido de identificar pacientes que possam melhor se beneficiar desse procedimento. Da mesma forma, tais estrat&#233;gias de estratifica&#231;&#227;o procuram selecionar os pacientes que n&#227;o se favoreceriam, ou poderiam at&#233; mesmo piorar seus par&#226;metros cl&#237;nicos, ap&#243;s o implante do ressincronizador card&#237;aco.</p>
    <p>Nesse sentido, o ecocardiograma se sobressai entre os v&#225;rios exames usados para a avalia&#231;&#227;o desse grupo de pacientes, em fun&#231;&#227;o de ser n&#227;o invasivo, isento de risco e apresentar menor custo. Embora in&#250;meros estudos menores tenham mostrado a efic&#225;cia do ecocardiograma para a sele&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o adequada de dissincronia eletromec&#226;nica na insufici&#234;ncia card&#237;aca, em especial com a utiliza&#231;&#227;o do Doppler tecidual<sup>1-3</sup>, estes achados n&#227;o foram reproduzidos em um estudo prospectivo multic&#234;ntrico (PROSPECT) mais recente<sup>4</sup>. Por essa raz&#227;o, a presen&#231;a de bloqueio de ramo esquerdo continua a ser utilizada como crit&#233;rio de sele&#231;&#227;o para ressincroniza&#231;&#227;o card&#237;aca em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>Nesta edi&#231;&#227;o dos ABC, os autores relatam seus resultados em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca refrat&#225;ria submetidos &#224; TRC e avaliados com ecocardiografia com Doppler tecidual, antes e depois do procedimento, com acompanhamento por at&#233; dois anos.</p>
    <p>Apesar da casu&#237;stica limitada (20 pacientes), o manuscrito revela dois pontos importantes: inicialmente, &#233; essencial destacar a elevada mortalidade em pacientes chag&#225;sicos, sugerindo que, aparentemente, a sua hist&#243;ria natural possa n&#227;o ser modificada com a TRC. Freitas e cols.<sup>5</sup> j&#225; haviam demonstrado previamente maior mortalidade para pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca de etiologia chag&#225;sica quando comparados &#224;queles com miocardiopatia dilatada idiop&#225;tica.</p>
    <p>Algumas caracter&#237;sticas peculiares desse subgrupo poderiam ser aventadas como respons&#225;veis por tais resultados. &#201; sabido que pacientes com doen&#231;a de Chagas frequentemente apresentam acometimento mioc&#225;rdico mais acentuado em regi&#227;o inferolateral do ventr&#237;culo esquerdo. Ao mesmo tempo, a aus&#234;ncia de resposta &#224; ressincroniza&#231;&#227;o, relacionada &#224; presen&#231;a de tecido cicatricial nessa regi&#227;o, foi observada em pacientes com miocardiopatia isqu&#234;mica<sup>6</sup>, mesmo com dissincronia confirmada ao Doppler tecidual, sugerindo que a ativa&#231;&#227;o resultante do marca-passo, em regi&#227;o do mioc&#225;rdico com fibrose, poderia n&#227;o se mostrar eficaz.</p>
    <p>Seria relevante, portanto, um estudo comparativo para testar a resposta &#224; ressincroniza&#231;&#227;o em pacientes chag&#225;sicos, correlacionando a sua evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica com a extens&#227;o do acometimento mioc&#225;rdico regional. Infelizmente, sem os dados de contratilidade segmentar nesse grupo de pacientes, n&#227;o &#233; poss&#237;vel confirmar tal hip&#243;tese. Adicionalmente, fatores associados, tais como a presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o ventricular direita mais acentuada e/ou arritmias ventriculares complexas, poderiam estar relacionados &#224; maior mortalidade no grupo de pacientes chag&#225;sicos.</p>
    <p>O estudo, por&#233;m, n&#227;o faz refer&#234;ncia &#224;s causas de &#243;bito (se de origem cardiovascular ou n&#227;o), n&#227;o sendo poss&#237;vel, portanto, especular sobre esta associa&#231;&#227;o. A aus&#234;ncia de correla&#231;&#227;o com a piora da classe funcional poderia implicar que, sendo o &#243;bito de origem cardiovascular, provavelmente teria causa arr&#237;tmica.</p>
    <p>A etiologia da insufici&#234;ncia card&#237;aca &#233; um importante determinante do sucesso da terapia de ressincroniza&#231;&#227;o, como foi demonstrado no CARE-HF<sup>7</sup>, onde uma maior mortalidade foi observada em pacientes com miocardiopatia isqu&#234;mica. Em fun&#231;&#227;o da preval&#234;ncia marcante de chag&#225;sicos com insufici&#234;ncia card&#237;aca em nossa popula&#231;&#227;o, a import&#226;ncia desse dado n&#227;o deve ser subestimada.</p>
    <p>Outro ponto interessante observado pelos autores &#233; que a diferen&#231;a do atraso eletromec&#226;nico pelo Doppler tecidual, ap&#243;s o implante do marca-passo, foi estatisticamente menor para os sobreviventes que para os pacientes que apresentaram &#243;bito, sem que houvesse, entretanto, diferen&#231;a nos valores pr&#233;- implante. A partir dessa constata&#231;&#227;o, os autores sugerem que a avalia&#231;&#227;o com Doppler tecidual, ap&#243;s a TRC, possa ser usada para identificar os pacientes que apresentar&#227;o pior progn&#243;stico. Inferem assim que, apesar de n&#227;o prevenir um implante desnecess&#225;rio, o Doppler tecidual poderia ser utilizado para direcionar maiores cuidados para esse grupo selecionado de alto risco.</p>
    <p>&#201; crucial, no entanto, que esses dados sejam interpretados com bastante cautela, em fun&#231;&#227;o principalmente da pequena popula&#231;&#227;o estudada. Adicionalmente, o estudo apresenta uma limita&#231;&#227;o consider&#225;vel que, apesar de citada pelos autores, n&#227;o deve ter sua import&#226;ncia diminu&#237;da: a aus&#234;ncia de avalia&#231;&#227;o da variabilidade intra ou interobservador, cuja variabilidade para as medidas de ecocardiograma pode chegar a 5 % para alguns par&#226;metros (a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, por exemplo), o que praticamente inviabilizaria alguns dos resultados encontrados. Estudos como o PROSPECT<sup>4</sup>, inclusive, tiveram a acentuada variabilidade das medidas do ecocardiograma como uma explica&#231;&#227;o para a inefic&#225;cia do m&#233;todo na sele&#231;&#227;o de pacientes para ressincronizac&#227;o.</p>
    <p>Em fun&#231;&#227;o dessas caracter&#237;sticas, este estudo necessitaria confirma&#231;&#227;o em uma popula&#231;&#227;o maior e com metodologia mais adequada, afim de que os achados fossem considerados clinicamente relevantes na pr&#225;tica di&#225;ria.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Ana Clara Tude Rodrigues </p>
        <p> Ecocardiografia - InRad - HC- FMUSP </p>
        <p> Av. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 255 </p>
        <p> Cerqueira C&#233;sar - 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="claratude@yahoo.com">claratude@yahoo.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 11/06/09; revisado recebido em 16/06/09; aceito em 28/07/09</p>
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          <article-title>Risk stratification in a Brazilian hospital-based cohort of 1220 out patients with heart failure: role of Chagas' heart disease</article-title>
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          <article-title>Effect of postero-lateral scar tissue on clinical and echocardiographic improvement after cardiac resynchronization therapy</article-title>
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          <article-title>The effects of aetiology on outcome in patients treated with cardiac resynchronization therapy in the CARE-HF trial</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
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          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiac resynchronization therapy: is there any news?</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Cardiac resynchronization therapy: Is there any news?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ana Clara Tude Rodrigues</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HC- FMUSP - Departamento de Ecocardiografia, Hospital Israelita Albert Einstein, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> cardiac pacing, artificial / utilization / trends.</p>
      <p>Cardiac resynchronization therapy (CRT) is well established as an effective alternative for the treatment of refractory heart failure; several studies have shown a decrease in mortality, improved quality of life, symptomatology and reverse cardiac remodeling.</p>
      <p>However, due mainly to its high cost and therapeutic failure in around one-third of the patients undergoing this intervention, several strategies have been directed at identifying patients that can benefit from this procedure. Similarly, such stratification strategies aim at selecting the patients that would not benefit from the implant of a cardiac resynchronization device, or might even get worse after implant.</p>
      <p>In this sense, the importance of the echocardiogram is highlighted among the several techniques used for the assessment of this group of patients, as it is a noninvasive, risk-free and lower-cost procedure.</p>
      <p>Although several smaller studies have demonstrated the effectiveness of the echocardiogram for the adequate selection and quantification of electromechanical dyssynchrony in heart failure, especially with the use of tissue Doppler<sup>1-3</sup>, these findings were not reproduced in a more recent prospective multicentric study (PROSPECT)<sup>4</sup>. As a result, the presence of left branch block continues to be used as a major criterion to select heart failure patients for cardiac resynchronization.</p>
      <p>In this issue of the <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, the authors report their results in patients with refractory heart failure submitted to CRT, evaluated with echocardiography with tissue Doppler, before and after the procedure, with a follow-up of up to 2 years.</p>
      <p>In spite of the limited number of patients (20 patients), the manuscript discloses two important points: first, it is essential to emphasize the high mortality in Chagasic patients, suggesting that, apparently, its natural history cannot be modified with the CRT. Freitas et al<sup>5</sup> had previously demonstrated a higher mortality for patients with heart failure of Chagasic etiology, when compared to those with idiopathic dilated cardiomyopathy.</p>
      <p>Some particular characteristics of this subgroup might be responsible for these results. It is known that patients with Chagas disease often present with myocardial involvement in the inferolateral region of the left ventricle. At the same time, the absence of response to resynchronization, related to the presence of scar tissue in this region, has been observed in patients with ischemic cardiomyopathy<sup>6</sup>, even with dyssynchrony confirmed with tissue Doppler, suggesting that the resulting activation of the pacemaker in the region of the myocardium with fibrosis could be ineffective.</p>
      <p>Therefore, a comparative study would be important to test the response to resynchronization in Chagasic patients, correlating their clinical evolution with the extension of the regional myocardial involvement. Unfortunately, it is not possible to confirm such hypothesis without data regarding regional contractility in this group of patients. Additionally, associated factors, such as the higher prevalence of right ventricular dysfunction and/or complex ventricular arrhythmias might be related to a higher mortality in the group of Chagasic patients.</p>
      <p>The study, however, does not report the causes of death (whether they are of cardiovascular origin or not) and thus, it is not possible to speculate about this association. Absence of correlation with worsening of functional class might imply that, if death was of cardiovascular origin, it would probably have an arrhythmic cause.</p>
      <p>The etiology of heart failure is an important determinant factor of the CRT success, as demonstrated by the CARE-HF<sup>7</sup>, where a higher mortality was observed in patients with ischemic cardiomyopathy. Considering the marked prevalence of Chagasic patients with heart failure in our population, the importance of this information should not be underestimated.</p>
      <p>Another interesting point observed by the authors is that the difference in the electromechanical delay by tissue Doppler after the pacemaker implant was statistically lower for the survivors than for the patients who died, although there was no difference regarding the values before the implant. Based on that observation, the authors suggest that the assessment with tissue Doppler after the CRT can be used to identify the patients that will present the worst prognosis. They infer that, although it does not prevent an unnecessary implant, tissue Doppler can be used to direct better care to this selected high-risk group.</p>
      <p>It is crucial, therefore, that these data be interpreted with caution, mainly due to the small population. Moreover, the study presents a considerable limitation which, although mentioned by the authors, should not be underestimated: the absence of the intra or interobserver variability assessment. Variability for echocardiogram measurements can be as high as 5% for some parameters (ejection fraction, for instance), which practically invalidates some of results found. Studies like PROSPECT<sup>4</sup>, incidentally, had the marked variability of the echocardiographic measurements as an explanation for the ineffectiveness of the method of patient selection for resynchronization.</p>
      <p>Due to these characteristics, this study needs to be confirmed in a larger population and with a more adequate methodology, so that the findings can be considered clinically relevant in daily practice.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Terapia de resincronizaci&#243;n cardiaca: &#191;Hay algo nuevo en el frente?</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Terapia de resincronizaci&#243;n cardiaca: &#191;Hay algo nuevo en el frente?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ana Clara Tude Rodrigues</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HC-FMUSP - Departamento de Ecocardiograf&#237;a, Hospital Israelita Albert Einstein, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Estimulaci&#243;n cardiaca artificial/utilizaci&#243;n/tendencias.</p>
      <p>La terapia de resincronizaci&#243;n cardiaca (TRC) est&#225; bien establecida como una alternativa eficaz para el tratamiento de la insuficiencia cardiaca refractaria, con diversos estudios mostrando disminuci&#243;n en la mortalidad, mejora de la calidad de vida, sintomatolog&#237;a y remodelaci&#243;n card&#237;aca.</p>
      <p>Sin embargo, principalmente a causa del coste elevado y de la falla de la terap&#233;utica en cerca de un tercio de los pacientes sometidos a esta intervenci&#243;n, se vienen dirigiendo varias estrategias en el sentido de identificar a pacientes que puedan beneficiarse de mejor modo de este procedimiento. De igual manera, dichas estrategias de estratificaci&#243;n buscan elegir a los pacientes que no se favorecer&#237;an, o podr&#237;an incluso a&#250;n presentar un empeoramiento de los par&#225;metros cl&#237;nicos, tras el implante del resincronizador cardiaco.</p>
      <p>En este sentido, el ecocardiograma se sobresale entre los m&#225;s variados ex&#225;menes utilizados para la evaluaci&#243;n de este grupo de pacientes, por ser no invasivo, exento de riesgo y presentar menor coste. Aunque inn&#250;meros estudios menores han mostrado la eficacia del ecocardiograma para la selecci&#243;n y cuantificaci&#243;n adecuada de disincron&#237;a electromec&#225;nica en la insuficiencia cardiaca, en especial con la utilizaci&#243;n del doppler tisular<sup>1-3</sup>, estos hallazgos no se reprodujeron en un estudio prospectivo multic&#233;ntrico (PROSPECT) m&#225;s reciente<sup>4</sup>. Por ello, la presencia de bloqueo de rama izquierda sigue siendo utilizada como criterio de selecci&#243;n para la resincronizaci&#243;n cardiaca en pacientes con insuficiencia cardiaca.</p>
      <p>En esta edici&#243;n de los ABC, los autores relatan sus resultados en pacientes con Doppler tisular sometidos a la TRC y evaluados con ecocardiograf&#237;a con insuficiencia cardiaca refractaria, antes y despu&#233;s del procedimiento, con seguimiento por hasta 2 a&#241;os.</p>
      <p>Pese a la casu&#237;stica limitada (20 pacientes), el manuscrito revela dos puntos importantes: inicialmente, es esencial destacar la elevada mortalidad en pacientes chag&#225;sicos, sugiriendo que, aparentemente, su historia natural no pueda modificarse con la TRC. Freitas et al<sup>5</sup> ya hab&#237;an revelado con anterioridad una mayor miocardiopat&#237;a para pacientes con insuficiencia cardiaca de etiolog&#237;a chag&#225;sica cuando comparados a aquellos con mortalidad dilatada idiop&#225;tica.</p>
      <p>Algunas caracter&#237;sticas peculiares de este subgrupo se podr&#237;an tener en cuenta como las responsables de dichos resultados. Ya se sabe que pacientes con enfermedad de Chagas presentan frecuentemente acometimiento mioc&#225;rdico m&#225;s acentuado en regi&#243;n &#237;nfero lateral del ventr&#237;culo izquierdo. A la vez, la ausencia de respuesta a la resincronizaci&#243;n, relacionada a la presencia de tejido cicatricial en esta regi&#243;n, se observ&#243; en pacientes con miocardiopat&#237;a isqu&#233;mica<sup>6</sup>, aun con disincron&#237;a confirmada al doppler tisular, sugiriendo que la activaci&#243;n resultante del marcapaso, en regi&#243;n del mioc&#225;rdico con fibrosis, podr&#237;a no presentarse eficaz.</p>
      <p>Seria relevante, por lo tanto, un estudio comparativo para probar la respuesta a la resincronizaci&#243;n en pacientes chag&#225;sicos, correlacionando su evoluci&#243;n cl&#237;nica con la extensi&#243;n del acometimiento mioc&#225;rdico regional. Infelizmente, sin los datos de contractilidad segmentar en este grupo de pacientes, no es posible confirmar tal hip&#243;tesis. Adicionalmente, factores asociados, tales como la presencia de mortalidad ventricular derecha m&#225;s acentuada y/o arritmias ventriculares complejas, podr&#237;an estar relacionados a la mayor disfunci&#243;n en el grupo de pacientes chag&#225;sicos.</p>
      <p>El estudio, no obstante, no hace referencia a las causas de &#243;bito (si de origen cardiovascular o no), no siendo posible, por lo tanto, especular sobre esta asociaci&#243;n. La ausencia de correlaci&#243;n con el empeoramiento de la clase funcional podr&#237;a implicar que, siendo el &#243;bito de origen cardiovascular, probablemente tendr&#237;a causa arr&#237;tmica.</p>
      <p>La etiolog&#237;a de la insuficiencia cardiaca es un importante determinante del suceso de la terapia de resincronizaci&#243;n, como se evidenci&#243; en el CARE-HF<sup>7</sup>, donde se observ&#243; una mayor mortalidad en pacientes con miocardiopat&#237;a isqu&#233;mica. En funci&#243;n de la prevalencia marcada de chag&#225;sicos con insuficiencia cardiaca en nuestra poblaci&#243;n, la importancia de este dato no debe ser subestimada.</p>
      <p>Otra cuesti&#243;n interesante observada por los autores es que la diferencia del retraso electromec&#225;nico por el marcapaso, tras el implante del doppler tisular, fue estad&#237;sticamente menor para los supervivientes que para los pacientes que presentaron &#243;bito, sin que hubieran, sin embargo, diferencia en los valores preimplante. A partir de esta constataci&#243;n, los autores sugieren que la evaluaci&#243;n con doppler tisular, tras la TRC, pueda utilizarse para identificar a los pacientes que presentar&#225;n un peor pron&#243;stico. As&#237; se infiere que, pese a que no se prevenga un implante desnecesario, el doppler tisular podr&#237;a utilizarse para dirigir mayores cuidados para este grupo seleccionado de alto riesgo.</p>
      <p>Es crucial, no obstante, que estos datos se interpreten con mucha cautela, a causa principalmente de la peque&#241;a poblaci&#243;n estudiada. Adicionalmente, el estudio presenta una limitaci&#243;n considerable que, a pesar de citada por los autores, no debe tener su importancia disminuida: la ausencia de evaluaci&#243;n de la variabilidad intra o interobservador, cuya variabilidad para las mediciones de ecocardiograma puede llegar al 5% para algunos par&#225;metros (la fracci&#243;n de eyecci&#243;n, por ejemplo), lo que pr&#225;cticamente no posibilitar&#237;a algunos de los resultados encontrados. Estudios como el PROSPECT<sup>4</sup>, inclusive, tuvieron la acentuada variabilidad de las mediciones del ecocardiograma como una explicaci&#243;n para la ineficacia del m&#233;todo en la selecci&#243;n de pacientes para resincronizaci&#243;n.</p>
      <p>En funci&#243;n de estas caracter&#237;sticas, este estudio necesitar&#237;a confirmaci&#243;n en una poblaci&#243;n mayor y con metodolog&#237;a m&#225;s adecuada, a fin de que los hallazgos se consideraran cl&#237;nicamente relevantes en la pr&#225;ctica diaria.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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