<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">F99BCLdvFLTPWcnkqdKLLtt</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001200019</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001200019</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Frequ&#234;ncia etiol&#243;gica da hipertens&#227;o pulmonar em ambulat&#243;rio de refer&#234;ncia na Bahia</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Escola Bahiana de Medicina e Sa&#250;de P&#250;blica</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Funda&#231;&#227;o Bahiana para o Desenvolvimento das Ci&#234;ncias </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>679</fpage>
      <lpage>686</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>07</day>
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          <year>2008</year>
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        <date date-type="received">
          <day>30</day>
          <month>03</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>21</day>
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          <year>2008</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A hipertens&#227;o pulmonar (HP) resulta de diversas etiologias com poss&#237;veis influ&#234;ncias geogr&#225;ficas, por&#233;m poucos trabalhos descrevem a frequ&#234;ncia etiol&#243;gica da HP, especialmente em nosso meio. N&#227;o est&#225; claro se existe associa&#231;&#227;o entre etiologia e n&#237;vel de press&#227;o pulmonar ou intensidade da sintomatologia. OBJETIVO: 1) descrever a preval&#234;ncia etiol&#243;gica da HP na Bahia; 2) avaliar se a etiologia &#233; fator determinante no n&#237;vel de press&#227;o pulmonar; 3) avaliar se a etiologia &#233; fator determinante na classe funcional; 4) identificar os demais preditores do n&#237;vel de press&#227;o pulmonar e da classe funcional. M&#201;TODOS: Estudo observacional, de corte transversal, em portadores de HP atendidos no Ambulat&#243;rio Magalh&#227;es Neto, entre junho de 2005 e dezembro de 2007. A HP foi definida como press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar (PSAP) &gt; 40 mmHg pelo ecocardiograma. Pacientes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica ou doen&#231;a ventricular esquerda n&#227;o foram inclu&#237;dos. RESULTADOS: Foram estudados 48 pacientes com PSAP de 86 &#177; 24 mmHg. Quanto &#224; etiologia, 42% dos pacientes foram classificados como idiop&#225;ticos, seguidos de 25% de esquistossomose, 19% de cardiopatia cong&#234;nita e 10% de embolia pulmonar cr&#244;nica. O maior tempo de doen&#231;a prediz press&#245;es mais elevadas em cardiopatas. Indiv&#237;duos com esquistossomose tiveram melhor desempenho funcional quando comparados aos demais (456 &#177; 58 vs. 299 &#177; 138 metros, p = 0,005). Etiologia esquistossom&#243;tica e idades menores apresentam melhor classe funcional. CONCLUS&#195;O: 1) Prevalece a classifica&#231;&#227;o idiop&#225;tica, sendo a esquistossomose a causa espec&#237;fica mais frequente em nosso meio; 2) pacientes com etiologia esquistossom&#243;tica e de idades menores apresentam melhor classe funcional; 3) cardiopatia cong&#234;nita resulta em maior n&#237;vel de press&#227;o na art&#233;ria pulmonar, provavelmente devido ao maior tempo de doen&#231;a.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>hipertens&#227;o pulmonar</kwd>
        <kwd>esquistossomose</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> HIPERTENS&#195;O ARTERIAL SIST&#202;MICA </p>
    <p>
      <bold>Frequ&#234;ncia etiol&#243;gica da hipertens&#227;o pulmonar em ambulat&#243;rio de refer&#234;ncia na Bahia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Cesar Machado; &#205;sis Brito; Denile Souza; Luis Cl&#225;udio Correia</bold>
    </p>
    <p>Funda&#231;&#227;o Bahiana para o Desenvolvimento das Ci&#234;ncias - Escola Bahiana de Medicina e Sa&#250;de P&#250;blica, Salvador, BA, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A hipertens&#227;o pulmonar (HP) resulta de diversas etiologias com poss&#237;veis influ&#234;ncias geogr&#225;ficas, por&#233;m poucos trabalhos descrevem a frequ&#234;ncia etiol&#243;gica da HP, especialmente em nosso meio. N&#227;o est&#225; claro se existe associa&#231;&#227;o entre etiologia e n&#237;vel de press&#227;o pulmonar ou intensidade da sintomatologia. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> 1) descrever a preval&#234;ncia etiol&#243;gica da HP na Bahia; 2) avaliar se a etiologia &#233; fator determinante no n&#237;vel de press&#227;o pulmonar; 3) avaliar se a etiologia &#233; fator determinante na classe funcional; 4) identificar os demais preditores do n&#237;vel de press&#227;o pulmonar e da classe funcional. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudo observacional, de corte transversal, em portadores de HP atendidos no Ambulat&#243;rio Magalh&#227;es Neto, entre junho de 2005 e dezembro de 2007. A HP foi definida como press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar (PSAP) &gt; 40 mmHg pelo ecocardiograma. Pacientes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica ou doen&#231;a ventricular esquerda n&#227;o foram inclu&#237;dos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Foram estudados 48 pacientes com PSAP de 86 &#177; 24 mmHg. Quanto &#224; etiologia, 42% dos pacientes foram classificados como idiop&#225;ticos, seguidos de 25% de esquistossomose, 19% de cardiopatia cong&#234;nita e 10% de embolia pulmonar cr&#244;nica. O maior tempo de doen&#231;a prediz press&#245;es mais elevadas em cardiopatas. Indiv&#237;duos com esquistossomose tiveram melhor desempenho funcional quando comparados aos demais (456 &#177; 58 <italic>vs</italic>. 299 &#177; 138 metros, p = 0,005). Etiologia esquistossom&#243;tica e idades menores apresentam melhor classe funcional. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> 1) Prevalece a classifica&#231;&#227;o idiop&#225;tica, sendo a esquistossomose a causa espec&#237;fica mais frequente em nosso meio; 2) pacientes com etiologia esquistossom&#243;tica e de idades menores apresentam melhor classe funcional; 3) cardiopatia cong&#234;nita resulta em maior n&#237;vel de press&#227;o na art&#233;ria pulmonar, provavelmente devido ao maior tempo de doen&#231;a. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> hipertens&#227;o pulmonar/etiologia, esquistossomose.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o pulmonar (HP) representa um grupo de doen&#231;as caracterizadas pelo aumento cont&#237;nuo da press&#227;o vascular pulmonar, que, progressivamente, pode resultar em quadros avan&#231;ados de fal&#234;ncia ventricular direita<sup>1</sup>. Em 2003, especialistas da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de definiram uma classifica&#231;&#227;o etiol&#243;gica da HP, visando a contribuir com o manejo cl&#237;nico desses pacientes<sup>2</sup>.</p>
    <p>Existem diferen&#231;as regionais quanto &#224; etiologia da HP. Por exemplo, na Fran&#231;a<sup>3</sup>, a frequ&#234;ncia de HP por drogas anorex&#237;genas &#233; maior que o descrito nos Estados Unidos da Am&#233;rica<sup>4</sup>. Portanto, &#233; prov&#225;vel existir uma forte influ&#234;ncia regional nas etiologias da HP, justificando a reprodu&#231;&#227;o desses estudos de preval&#234;ncia em nosso meio, no qual a esquistossomose &#233; considerada doen&#231;a end&#234;mica.</p>
    <p>No Brasil, o &#250;nico estudo publicado aborda o perfil epidemiol&#243;gico desses pacientes em dois centros de refer&#234;ncia na Cidade de S&#227;o Paulo<sup>5</sup>, baseado em an&#225;lise retrospectiva de prontu&#225;rio. Por atuarem como centros atrativos a pacientes de v&#225;rias partes do pa&#237;s, tal estudo foi considerado pelos autores uma amostra representativa da popula&#231;&#227;o brasileira portadora de HP.</p>
    <p>No presente estudo, descrevemos a preval&#234;ncia das diferentes etiologias de hipertens&#227;o pulmonar em um centro de refer&#234;ncia da capital baiana, utilizando pesquisa sistem&#225;tica e predefinida da causa da doen&#231;a. Testamos tamb&#233;m a hip&#243;tese de que a gravidade cl&#237;nica guarda rela&#231;&#227;o com a etiologia do problema.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o do estudo</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo observacional, de corte transversal, foi realizado no Ambulat&#243;rio de HP do Hospital Universit&#225;rio Professor Edgar Santos, da Universidade Federal da Bahia, um dos dois ambulat&#243;rios especializados em HP no estado. Pacientes atendidos nessa unidade, entre junho de 2005 e dezembro de 2007, com diagn&#243;stico de HP pelo ecocardiograma, definidos como press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar (PSAP) &gt; 40 mmHg<sup>6</sup>, foram considerados candidatos ao estudo.</p>
    <p>Ap&#243;s o ecocardiograma inicial, um segundo ecocardiograma foi realizado preferencialmente por um mesmo observador, a fim de confirmar os achados diagn&#243;sticos de HP e minimizar poss&#237;veis erros de mensura&#231;&#227;o descritos no primeiro. Isso foi poss&#237;vel em 70% dos pacientes inclu&#237;dos na amostra.</p>
    <p>Pacientes que apresentassem doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica (DPOC) ou insufici&#234;ncia card&#237;aca esquerda n&#227;o foram inclu&#237;dos, pois nessas circunst&#226;ncias a HP exerce um papel secund&#225;rio na fisiopatologia e no quadro cl&#237;nico. Pacientes cuja investiga&#231;&#227;o etiol&#243;gica de HP n&#227;o foi realizada por falta de seguimento e aqueles que n&#227;o concordaram em participar do estudo tamb&#233;m foram exclu&#237;dos. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, e o estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Funda&#231;&#227;o Baiana para Desenvolvimento das Ci&#234;ncias.</p>
    <p>
      <bold>Classifica&#231;&#227;o etiol&#243;gica</bold>
    </p>
    <p>Os participantes do estudo foram submetidos a um protocolo de investiga&#231;&#227;o etiol&#243;gica, caracterizado por ultrassom de abdome superior, sorologia para colagenose (fator antinuclear e fator reumat&#243;ide), sorologia para HIV e investiga&#231;&#227;o sobre a utiliza&#231;&#227;o de drogas nos &#250;ltimos dez anos. Pacientes de moderada a alta suspeita cl&#237;nica de tromboembolismo pulmonar (TEP) cr&#244;nico foram submetidos &#224; cintilografia pulmonar (CP) de perfus&#227;o, tomografia contrastada (TC) de art&#233;rias pulmonares ou arteriografia pulmonar.</p>
    <p>Assim como no ecocardiograma, os exames de ultrassom abdominal foram preferencialmente direcionados a um &#250;nico observador, visando a uniformidade da avalia&#231;&#227;o diagn&#243;stica. O protocolo diagn&#243;stico aplicado objetivou definir uma etiologia para a HP.</p>
    <p>A investiga&#231;&#227;o iniciava-se pelo teste diagn&#243;stico referente &#224; etiologia de maior probabilidade pr&#233;-teste e prosseguia com os demais exames na medida em que o anterior n&#227;o esclarecia o diagn&#243;stico.</p>
    <p>As etiologias foram definidas previamente, de acordo com os seguintes crit&#233;rios:</p>
    <p>1. Esquistossomose - padr&#227;o ultrassonogr&#225;fico de fibrose periportal (espessamento ecog&#234;nico da veia porta e seus ramos, espessamento do colo e da parede da ves&#237;cula biliar), associado &#224; hipertens&#227;o portal (aumento do di&#226;metro da veia porta e seus ramos, presen&#231;a de veias colaterais, esplenomegalia e ascite)<sup>7-12</sup>.</p>
    <p>2. Hipertens&#227;o portopulmonar (HAP) associada &#224; hipertens&#227;o portal (aumento do di&#226;metro da veia porta e seus ramos, presen&#231;a de veias colaterais, esplenomegalia e ascite), sem caracter&#237;sticas de esquistossomose. A cirrose hep&#225;tica, uma das causa mais comuns de hipertens&#227;o portal, foi definida como padr&#227;o ultrassonogr&#225;fico de aumento do lobo esquerdo, atrofia do lobo direito do f&#237;gado e espessamento com irregularidade nodular da superf&#237;cie do f&#237;gado<sup>13</sup>.</p>
    <p>3. Cardiopatia cong&#234;nita - evid&#234;ncia ecocardiogr&#225;fica de condi&#231;&#245;es que provoquem <italic>shunt</italic> esquerda-direita com hiperfluxo pulmonar, tais como comunica&#231;&#227;o interatrial (CIA), comunica&#231;&#227;o interventricular (CIV) e persist&#234;ncia do canal arterial. O exame foi realizado pelas janelas paraesternal longitudinal e transversal, apical quatro c&#226;maras, subcostal e supraesternal. Um estudo cuidadoso dos septos interatrial ou interventricular foi realizado a fim de detectar descontinuidades, com correspondente <italic>shunt</italic> ao mapeamento de fluxo colorido, o que definiria, respectivamente, CIA e CIV. Foi pesquisado o fluxo retr&#243;grado na art&#233;ria pulmonar, sugestivo de persist&#234;ncia do canal arterial.</p>
    <p>4. TEP - CP de alta probabilidade<sup>14,15</sup>, TC de art&#233;rias pulmonares ou arteriografia pulmonar com defeitos de enchimento.</p>
    <p>5. Infec&#231;&#227;o por v&#237;rus HIV - sorologia positiva para HIV pelo m&#233;todo ELISA, confirmado por Westernblot.</p>
    <p>6. Colagenose - quadro cl&#237;nico associado a testes sorol&#243;gicos espec&#237;ficos positivos.</p>
    <p>7. Drogas anorex&#237;genas - pacientes em uso ou com hist&#243;ria de uso de drogas inibidoras do apetite. Os pacientes que n&#227;o apresentaram dados cl&#237;nicos ou laboratoriais confirmat&#243;rios da presen&#231;a de qualquer das morbidades acima descritas foram classificados como portadores de HAP idiop&#225;tica.</p>
    <p>
      <bold>Mensura&#231;&#227;o da press&#227;o da art&#233;ria pulmonar</bold>
    </p>
    <p>Todos os pacientes tiveram estimativa n&#227;o invasiva da PSAP pelo ecocardiograma, adicionando o valor do gradiente m&#225;ximo da insufici&#234;ncia tric&#250;spide &#224; press&#227;o no &#225;trio direito<sup>6,16</sup>. Um subgrupo aleat&#243;rio dos pacientes foi submetidos a cateterismo card&#237;aco direito, com medida invasiva da press&#227;o m&#233;dia da art&#233;ria pulmonar (PMAP) por cateter posicionado nesse local<sup>17-19</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o da gravidade cl&#237;nica</bold>
    </p>
    <p>Visto que se trata de um estudo transversal, n&#227;o houve seguimento cl&#237;nico a fim de registrar mortalidade. A gravidade cl&#237;nica foi acessada por crit&#233;rios de morbidade, ou seja, pela caracteriza&#231;&#227;o da classe funcional (CF). Essa foi definida qualitativamente pela classifica&#231;&#227;o da <italic>New York Heart Association</italic><sup>20</sup> em: CF I (assintom&#225;ticos &#224;s atividades habituais); CF II (leve limita&#231;&#227;o aos esfor&#231;os habituais); CF III (limita&#231;&#227;o severa aos esfor&#231;os habituais) e CF IV (sintom&#225;ticos em repouso).</p>
    <p>Al&#233;m disso, foi realizado teste de seis minutos de caminhada (T6MC) por protocolo previamente validado<sup>18,21</sup>, a fim de quantificar a CF em metros caminhados durante esses minutos. Crit&#233;rios ecocardiogr&#225;ficos de gravidade, tais como di&#226;metro do ventr&#237;culo direito, disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo direito pelo menos moderada e presen&#231;a de derrame peric&#225;rdico, foram cuidadosamente registrados durante o ecocardiograma. A satura&#231;&#227;o de hemoglobina foi avaliada por ox&#237;metro de pulso, e a concentra&#231;&#227;o de hemoglobina foi dosada no sangue.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise dos dados</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de cada causa da HP foi expressa em propor&#231;&#227;o de 95% do intervalo de confian&#231;a. Para avaliar se a etiologia &#233; fator determinante no n&#237;vel de press&#227;o pulmonar, a PSAP foi comparada entre os grupos etiol&#243;gicos por an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA). Para avaliar a associa&#231;&#227;o da etiologia com a CF, o valor num&#233;rico do T6MC foi comparado entre os grupos etiol&#243;gicos por ANOVA. Teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> foi usado para comparar essas vari&#225;veis cont&#237;nuas entre dois grupos definidos de acordo com a presen&#231;a ou a aus&#234;ncia de esquistossomose.</p>
    <p>Finalmente, para identificar preditores de gravidade cl&#237;nica, o valor do T6MC foi dicotomizado em sua mediana. As vari&#225;veis cont&#237;nuas foram comparadas entre os dois grupos pelo teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, e as categ&#243;ricas, pelo teste do qui-quadrado ou exato de Fisher. O mesmo foi feito com a dicotomiza&#231;&#227;o da press&#227;o pulmonar em sua mediana. A an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica foi usada para ajustar os preditores de gravidade para vari&#225;veis de confus&#227;o. A signific&#226;ncia estat&#237;stica foi definida como p &lt; 0,05, e o SPSS (SPSS Inc., Chicago, II), vers&#227;o 12.0, foi o pacote estat&#237;stico utilizado.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas gerais da amostra e preval&#234;ncia etiol&#243;gica</bold>
    </p>
    <p>Durante o per&#237;odo do estudo, 84 pacientes foram avaliados com suspeita cl&#237;nica e sinais de HP ao ecocardiograma inicial. Desses, 20 n&#227;o completaram crit&#233;rios de inclus&#227;o, oito n&#227;o tiveram HP confirmada pelo segundo ecocardiograma, um apresentou PMAP normal no cateterismo card&#237;aco, seis apresentavam HP decorrente de DPOC, e cinco, decorrentes de insufici&#234;ncia card&#237;aca ou valvar esquerda. Dezesseis pacientes n&#227;o mantiveram seguimento que permitisse a investiga&#231;&#227;o diagn&#243;stica confirmat&#243;ria, bem como a defini&#231;&#227;o etiol&#243;gica.</p>
    <p>Assim, a amostra final constituiu-se de 48 indiv&#237;duos, 67% do sexo feminino, m&#233;dia de idade 46 &#177; 16 anos e tempo de sintomatologia de 69 &#177; 82 meses. A m&#233;dia da PSAP, estimada pelo ecocardiograma na totalidade dos pacientes, foi 86 &#177; 24 mmHg, indicando n&#237;veis de press&#227;o pulmonar severamente elevados.</p>
    <p>Em concord&#226;ncia, a PMAP estimada pelo cateterismo card&#237;aco, em um subgrupo de 27 pacientes, foi 58 &#177; 15 mmHg. Quanto &#224; defini&#231;&#227;o etiol&#243;gica, 20 pacientes n&#227;o tiveram causa espec&#237;fica identificada pela avalia&#231;&#227;o de rotina, sendo classificados como etiologia idiop&#225;tica (preval&#234;ncia de 42%; 95% IC: 28%-56%). A etiologia esquistossom&#243;tica foi identificada em 12 pacientes (preval&#234;ncia de 25%; 95% IC: 14%-39%); cardiopatia cong&#234;nita em nove pacientes (preval&#234;ncia de 19%; 95% IC: 10%-32%), seguido de TEP em cinco pacientes (preval&#234;ncia de 10%; 95% IC: 4%-22%). Uma mulher de 48 anos recebeu o diagn&#243;stico de colagenose (dermatomiosite), e outra de 49 anos foi diagnosticada com hipertens&#227;o portopulmonar secund&#225;ria &#224; cirrose hep&#225;tica (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Entre os 20 pacientes classificados como etiologia idiop&#225;tica, seis n&#227;o se submeteram &#224; avalia&#231;&#227;o completa dos exames planejados. Nesse grupo de 20, quatro pacientes n&#227;o realizaram ultrassom abdominal, tr&#234;s n&#227;o realizaram sorologias para colagenose e HIV, al&#233;m de aus&#234;ncia de investiga&#231;&#227;o para TEP em outros tr&#234;s. As cardiopatias cong&#234;nitas distribu&#237;ram-se da seguinte forma: seis casos de CIA, dois casos de CIV e um caso de persist&#234;ncia do canal arterial. Dos cinco pacientes com TEP, dois tiveram o diagn&#243;stico firmado por CP de alta probabilidade e um por TC do t&#243;rax. O diagn&#243;stico foi firmado por ambos CP e TC em um paciente e em outro pelos tr&#234;s exames com combina&#231;&#227;o de CP, TC e arteriografia pulmonar. Quando comparados em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, os pacientes apresentaram predomin&#226;ncia do sexo feminino, a exce&#231;&#227;o de esquistossomose, que apresentou 42% de mulheres, comparado a 75% nos demais grupos reunidos (p = 0,03). Foi observado maior tempo de doen&#231;a nos pacientes com cardiopatia cong&#234;nita (171 &#177; 139 meses) em rela&#231;&#227;o aos demais (54 &#177; 62 <italic>vs</italic>. 54 &#177; 37 <italic>vs</italic>. 31 &#177; 21 meses, p = 0,006). As demais caracter&#237;sticas foram semelhantes entre os grupos. Importante salientar que n&#227;o houve diferen&#231;a entre esses grupos quanto &#224; frequ&#234;ncia de terapia com Sildenafil (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Influ&#234;ncia da etiologia na press&#227;o pulmonar e na classe funcional</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o houve diferen&#231;a estat&#237;stica nos n&#237;veis da PSAP medida pelo ecocardiograma entre os pacientes com etiologia idiop&#225;tica (79 &#177; 23 mmHg), esquistossom&#243;tica (95 &#177; 20 mmHg), cardiopatia cong&#234;nita (94 &#177; 32 mmHg) ou emb&#243;lica (83 &#177; 18 mmHg), a despeito de uma aparente superioridade nos pacientes com cardiopatia cong&#234;nita e esquistossomose (p = 0,18) (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>). Colagenose e hipertens&#227;o portopulmonar n&#227;o participaram dessa compara&#231;&#227;o, pois cada uma dessas etiologias foi representada por apenas um paciente.</p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Cateterismo card&#237;aco foi realizado em mais da metade dos pacientes idiop&#225;ticos, esquistossom&#243;ticos e cong&#234;nitos. Ao comparar esses tr&#234;s grupos quanto &#224; PMAP medida pelo cateterismo, nota-se que pacientes com cardiopatia cong&#234;nita apresentam maior n&#237;vel de press&#227;o (71 &#177; 12 mmHg) em rela&#231;&#227;o a pacientes de causa idiop&#225;tica (53 &#177; 14 mmHg), esquistossom&#243;ticos (53 &#177; 14 mmHg) ou com signific&#226;ncia estat&#237;stica (p = 0,02) (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref> - painel A). Tromboembolismo pulmonar n&#227;o participou dessa compara&#231;&#227;o, pois apenas um paciente realizou cateterismo. Quando pacientes com cardiopatia cong&#234;nita foram comparados com as demais etiologias agrupadas, a diferen&#231;a na PMAP mostrou-se altamente significante (71 &#177; 12 mmHg <italic>vs</italic>. 54 &#177; 13 mmHg; p = 0,005) (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref> - painel B). Ap&#243;s ajuste para tempo de doen&#231;a, a cardiopatia cong&#234;nita perdeu a associa&#231;&#227;o com a PMAP (p = 0,79), indicando que essa condi&#231;&#227;o provavelmente apresenta maiores valores de press&#227;o devido ao maior tempo de doen&#231;a.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; CF, indiv&#237;duos com etiologia esquistossom&#243;tica apresentaram tend&#234;ncia a melhor desempenho no teste de seis minutos de caminhada (456 &#177; 58 metros), quando comparados a pacientes idiop&#225;ticos (291 &#177; 135 metros), cardiopatas (320 &#177; 132 metros) ou emb&#243;licos (241 &#177; 262 metros) - p = 0,06, (<xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, painel A). Em concord&#226;ncia, ao compararmos' indiv&#237;duos esquistossom&#243;ticos com os demais, o desempenho no T6MC foi significativamente superior nesse grupo (456 &#177; 58 metros) em rela&#231;&#227;o aos pacientes n&#227;o esquistossom&#243;ticos analisados conjuntamente (299 &#177; 138 metros; p = 0,005) (<xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, painel B).</p>
    <fig id="f4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf04.jpg"/></fig>
    <p>Por outro lado, a classifica&#231;&#227;o da NYHA n&#227;o refletiu a CF no mesmo sentido, sem predom&#237;nio de pacientes menos limitados (classe funcional <underline>&lt;</underline> II) em indiv&#237;duos esquistossom&#243;ticos em rela&#231;&#227;o aos demais pacientes (33% <italic>vs</italic> 36% ; p = 0,86).</p>
    <p>
      <bold>Pesquisa de outros preditores cl&#237;nicos de press&#227;o pulmonar e classe funcional</bold>
    </p>
    <p>Para pesquisa de preditores de press&#227;o pulmonar, os pacientes foram dicotomizados de acordo com a PSAP acima ou abaixo da mediana, e suas caracter&#237;sticas foram comparadas. Apenas a vari&#225;vel idade apresentou diferen&#231;a entre os grupos, sendo menor no grupo de maior press&#227;o pulmonar (42 &#177; 16 anos <italic>vs.</italic> 51 &#177; 14 anos; p = 0,05) (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>). Considerando que cardiopatia cong&#234;nita se associa com maior n&#237;vel de press&#227;o pulmonar, ap&#243;s ajuste para essa etiologia por regress&#227;o log&#237;stica, a idade perdeu a associa&#231;&#227;o com PSAP dicotomizada na mediana (p = 0,97). Quando os pacientes foram dicotomizados pela mediana dos valores da PMAP, a &#250;nica diferen&#231;a foi maior tempo de doen&#231;a, tal como j&#225; descrito anteriormente. Al&#233;m disso, o uso de Sildenafil foi mais frequente nos pacientes com maiores n&#237;veis de PMAP (100% <italic>vs.</italic> 83%; p = 0,02) (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>). Portanto, al&#233;m de cardiopatia cong&#234;nita predizer press&#227;o pulmonar pelo maior tempo de doen&#231;a, nenhum outro preditor de press&#227;o pulmonar foi identificado.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quanto &#224; CF, n&#227;o houve diferen&#231;a de caracter&#237;sticas cl&#237;nicas quando os pacientes foram divididos de acordo com a classifica&#231;&#227;o da NYHA. Analisando o subgrupo de 29 pacientes submetidos ao T6MC, n&#227;o houve correla&#231;&#227;o linear entre os valores da PSAP e a dist&#226;ncia percorrida no teste (r = 0,12; p = 0,56). De forma similar, indiv&#237;duos com dist&#226;ncia percorrida acima da mediana (&gt; 369 metros) apresentam n&#237;veis de PSAP semelhantes &#224;queles abaixo da mediana (87 &#177; 25 mm/Hg vs. 88 &#177; 30 mmHg; p = 0,91), sugerindo n&#227;o ser o n&#237;vel press&#243;rico determinante da CF. Em rela&#231;&#227;o &#224;s demais caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, indiv&#237;duos no grupo acima da mediana do T6MC apresentaram menor idade do que os demais (39 &#177; 13 anos vs. 52 &#177; 18 anos; p = 0,02), enquanto a distribui&#231;&#227;o do g&#234;nero, tempo de sintomas, uso de Sildenafil e satura&#231;&#227;o de hemoglobina foram semelhantes entre os dois grupos (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>). Portanto, idade e etiologia esquistossom&#243;tica foram os preditores significativos da CF. Em an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica, a etiologia esquistossom&#243;tica mostra-se como preditor do T6MC acima da mediana (p = 0,043), independentemente da idade. Da mesma forma, a idade mostra tend&#234;ncia &#224; predi&#231;&#227;o independente (p = 0,056).</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este &#233; o primeiro trabalho brasileiro a avaliar de forma sistematizada, com crit&#233;rios diagn&#243;sticos predeterminados, a preval&#234;ncia das diferentes etiologias de HP em um centro de refer&#234;ncia. S&#227;o dois os principais achados referentes a essa quest&#227;o: 1) a classifica&#231;&#227;o etiol&#243;gica mais frequente &#233; a idiop&#225;tica, sendo encontrada causa espec&#237;fica em 58% dos pacientes; 2) a causa espec&#237;fica de maior preval&#234;ncia &#233; a esquistossomose, dado de alta relev&#226;ncia para o sistema de sa&#250;de p&#250;blica. Quando foi avaliada a influ&#234;ncia da etiologia na gravidade da doen&#231;a, observou-se que n&#237;veis mais elevados de press&#227;o pulmonar est&#227;o presentes em pacientes com cardiopatia cong&#234;nita, provavelmente decorrente de um tempo maior de doen&#231;a. Al&#233;m disso, pacientes de causa esquistossom&#243;tica apresentam melhor CF em rela&#231;&#227;o &#224;s demais etiologias.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de esquistossomose em 25% dos casos constitui importante informa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica. Esse achado sugere que, em nosso meio, h&#225; necessidade da solicita&#231;&#227;o de ultrassom de abd&#244;men em todos os pacientes com HP de causa desconhecida. Nossa frequ&#234;ncia de esquistossomose &#233; concordante com os 30% encontrados por Lapa e cols.<sup>5</sup>, que descrevem as caracter&#237;sticas dos pacientes portadores de HAP em dois centros (Universidade de S&#227;o Paulo e Universidade Federal de S&#227;o Paulo), utilizando ultrassonografia, bi&#243;psia retal e parasitol&#243;gico de fezes para diagn&#243;stico de <italic>Schistosoma mansoni</italic>. O ultrassom empregado no diagn&#243;stico da forma cr&#244;nica da esquistossomose hepatoespl&#234;nica &#233; amplamente documentado na literatura<sup>7,8,10,22</sup>, enquanto o parasitol&#243;gico de fezes &#233; de valor limitado nessa situa&#231;&#227;o<sup>12,23</sup>. As bi&#243;psias retal ou de bexiga s&#227;o procedimentos diagn&#243;sticos invasivos reservados para casos de infec&#231;&#227;o aguda sem confirma&#231;&#227;o de ovos nas fezes ou na urina<sup>12,23</sup>. Esses dados justificam a n&#227;o-inclus&#227;o da bi&#243;psia retal e do parasitol&#243;gico de fezes em nossa avalia&#231;&#227;o. Vale salientar que 72% dos pacientes com ultrassom negativo apresentavam epidemiologia positiva para esquistossomose, demonstrando a pequena especificidade em nosso meio da informa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica para o diagn&#243;stico de causa esquistossom&#243;tica.</p>
    <p>No mundo, s&#227;o poucos os estudos que descrevem a preval&#234;ncia das causas de HAP<sup>3-5,24,25</sup>. Particularmente no Brasil, apenas Lapa e cols.<sup>5</sup> descreveram as etiologias da HP<sup>5</sup>. Em concord&#226;ncia com os achados de nosso trabalho, a descri&#231;&#227;o da forma idiop&#225;tica da doen&#231;a ocorreu em metade dos casos. Sendo aquele um estudo retrospectivo (revis&#227;o de prontu&#225;rio), a sistematiza&#231;&#227;o da investiga&#231;&#227;o etiol&#243;gica e a defini&#231;&#227;o pr&#233;via dos crit&#233;rios diagn&#243;sticos indicam um aspecto original de nosso trabalho. Comparando-se aos dados da literatura internacional, ressalta-se nossa peculiaridade em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a elevada da causa esquistossom&#243;tica.</p>
    <p>Al&#233;m da descri&#231;&#227;o da preval&#234;ncia etiol&#243;gica, avaliamos os determinantes de gravidade, demonstrando um n&#237;vel mais elevado da press&#227;o pulmonar entre os pacientes com cardiopatia submetidos &#224; medida invasiva da press&#227;o pulmonar. Esses pacientes tamb&#233;m apresentaram um tempo maior de doen&#231;a, provavelmente por ser um grupo de patologias de complica&#231;&#245;es progressivas em portadores de altera&#231;&#245;es card&#237;acas graves desde o nascimento. Ao ajustarmos para essa vari&#225;vel, n&#227;o mais notamos associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis elevados da press&#227;o pulmonar nos pacientes portadores de cardiopatia cong&#234;nita, indicando que &#233; primariamente o tempo de doen&#231;a o fator que influencia na magnitude da hipertens&#227;o. A despeito de maior press&#227;o pulmonar, os pacientes cardiopatas n&#227;o apresentam pior CF, sugerindo que a cronicidade dessa condi&#231;&#227;o permite mecanismos adaptativos. Quanto aos determinantes da intensidade da manifesta&#231;&#227;o cl&#237;nica, al&#233;m de uma rela&#231;&#227;o inversa com a idade, indiv&#237;duos com HP de causa esquistossom&#243;tica tiveram associa&#231;&#227;o com melhor desempenho no T6MC. Podemos considerar que isso n&#227;o se deve ao fato de os pacientes esquistossom&#243;ticos serem mais jovens, pois a an&#225;lise multivariada atestou a associa&#231;&#227;o dessa etiologia com o T6MC, independentemente da idade. &#201; poss&#237;vel que pacientes mais jovens apresentem mecanismos fisiol&#243;gicos de adapta&#231;&#227;o &#224;s altera&#231;&#245;es da circula&#231;&#227;o pulmonar, permitindo um melhor desempenho funcional em fases precoces da doen&#231;a. A raz&#227;o para um melhor desempenho dos indiv&#237;duos com HP de causa esquistossom&#243;tica &#233;, para n&#243;s, ainda desconhecida, o que precisa ser pesquisado em futuros estudos. Nenhum outro preditor de CF foi identificado nessa amostra, nem mesmo o valor da press&#227;o pulmonar influenciou o n&#237;vel de limita&#231;&#227;o dos pacientes. Vale salientar que essa observa&#231;&#227;o pode ser aplicada apenas a indiv&#237;duos com HP severa, popula&#231;&#227;o de nosso trabalho. N&#227;o podemos afastar a poss&#237;vel associa&#231;&#227;o da press&#227;o e da CF, caso fossem avaliados indiv&#237;duos com um espectro mais amplo de valores da press&#227;o pulmonar.</p>
    <p>Algumas limita&#231;&#245;es do presente estudo devem ser reconhecidas: 1) o pequeno tamanho amostral leva a amplos intervalos de confian&#231;a na estimativa das preval&#234;ncias etiol&#243;gicas, ou seja, precis&#227;o moderada. Tal limita&#231;&#227;o reflete a pequena preval&#234;ncia da HAP na popula&#231;&#227;o geral, fazendo com que mesmo os centros de refer&#234;ncia n&#227;o apresentem casu&#237;stica de grande porte. Al&#233;m disso, o fato de termos identificado apenas dois &#250;nicos preditores de gravidade pode guardar rela&#231;&#227;o com o tamanho reduzido da amostra; 2) a preval&#234;ncia encontrada em um ambulat&#243;rio espec&#237;fico n&#227;o reflete, necessariamente, a preval&#234;ncia na popula&#231;&#227;o geral, devido a potenciais vieses de refer&#234;ncia dos pacientes. Entretanto, tais vieses podem ter sido amenizados pelo fato de a Secretaria de Sa&#250;de do Estado da Bahia exigir que o indiv&#237;duo com HAP esteja matriculado em nosso ambulat&#243;rio, para que o tratamento farmacol&#243;gico (Sildenafil) seja oferecido pelo servi&#231;o p&#250;blico. Por outro lado, em doen&#231;as raras como essa, n&#227;o &#233; fact&#237;vel descrever a preval&#234;ncia etiol&#243;gica com base em amostras representativas da popula&#231;&#227;o geral, ficando essa limita&#231;&#227;o com uma condi&#231;&#227;o intr&#237;nseca de qualquer estudo em HP; 3) Do total de 20 pacientes classificados como idiop&#225;ticos, seis n&#227;o realizaram todos os exames utilizados na defini&#231;&#227;o etiol&#243;gica da doen&#231;a. Isso pode ter superestimado o n&#250;mero de idiop&#225;ticos, por&#233;m mesmo que esses seis pacientes tivessem etiologias espec&#237;ficas para a HP, a etiologia idiop&#225;tica continuaria como a causa mais frequente. Al&#233;m disso, o percentual classificado como idiop&#225;tico (42%) est&#225; muito pr&#243;ximo ao de Humbert e cols.<sup>3</sup>, que, em uma popula&#231;&#227;o de 674 pacientes com HAP, n&#227;o encontrou uma etiologia definida em 264 dos pacientes (39%); 4) ao contr&#225;rio do car&#225;ter transversal do presente estudo, o melhor modelo investigativo para avaliar determinantes de gravidade seria uma coorte prospectiva, visando a identificar preditores de eventos cl&#237;nicos, tal como &#243;bito; 5) o diagn&#243;stico de HP foi definido pelo ecocardiograma, a despeito de o padr&#227;o-ouro ser a medida invasiva pelo cateterismo card&#237;aco. No entanto, o ecocardiograma apresenta acur&#225;cia satisfat&#243;ria quando comparado aos dados do cateterismo card&#237;aco direito<sup>16,26,27</sup>, tornando pouco prov&#225;vel um erro de confirma&#231;&#227;o diagn&#243;stica no presente estudo.</p>
    <p>Nossa amostra &#233; formada por casos de hipertens&#227;o severa e limita&#231;&#227;o funcional significativa, predomin&#226;ncia de adultos jovens e sexo feminino. Tais caracter&#237;sticas s&#227;o condizentes com estudos pr&#233;vios<sup>3-5,24,25</sup>. Assim, acreditamos ter contribu&#237;do no sentido de estabelecer a associa&#231;&#227;o entre a HP e as diversas comorbidades presentes em nosso meio. Estudos futuros com essa popula&#231;&#227;o s&#227;o mandat&#243;rios, no sentido de definir quest&#245;es importantes como sobrevida, impacto de terapias espec&#237;ficas para a HP associada a essas etiologias, al&#233;m de um melhor entendimento quanto aos mecanismos fisiopatol&#243;gicos em formas prevalentes em nosso meio, tal como a esquistossomose.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Quanto &#224; preval&#234;ncia etiol&#243;gica de HP em nosso meio, a classifica&#231;&#227;o idiop&#225;tica &#233; a predominante. Entre as causas identific&#225;veis, a esquistossomose &#233; mais prevalente. Pacientes cuja etiologia &#233; a cardiopatia cong&#234;nita apresentam maior n&#237;vel de press&#227;o na art&#233;ria pulmonar comparados aos demais pacientes, provavelmente devido ao maior tempo de doen&#231;a. N&#227;o foram identificados outros preditores dos n&#237;veis de press&#227;o pulmonar.</p>
    <p>Quanto &#224; CF, a etiologia esquistossom&#243;tica apresenta melhor desempenho em rela&#231;&#227;o &#224;s demais. Al&#233;m disso, quanto menor a idade, melhor &#233; a CF. O n&#237;vel de press&#227;o pulmonar n&#227;o influencia a CF.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> C&#233;sar Garcia Machado </p>
        <p> Rua Cli&#227;o Arouca, 115/1202, Brotas </p>
        <p> 40290-160 - Salvador, Ba, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="cgmmachado@yahoo.com">cgmmachado@yahoo.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 30/03/08; revisado recebido em 07/10/08; aceito em 21/11/08.</p>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>An epidemiological study of pulmonary arterial hypertension</article-title>
          <source>Eur Respir J</source>
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            <year>2007</year>
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          <fpage>104</fpage>
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          <issue>1</issue>
          <volume>30</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparison of three Doppler ultrasound methods in the prediction of pulmonary artery pressure</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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            <year>1987</year>
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          <volume>9</volume>
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          <article-title>: Continuous wave Doppler determination of right ventricular pressure: a simultaneous Doppler catheterization study in 127 patients</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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            <year>1985</year>
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          <fpage>750</fpage>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Etiological frequency of pulmonary hypertension in a reference outpatient clinic in Bahia, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Pulmonary hypertension (PH) results from several etiologies, with possible geographic influences; however, few studies have described the etiological frequency of PH, especially in our country. It is not clear whether there is an association between etiology and pulmonary pressure level or symptom intensity. OBJECTIVES: 1) to describe the etiological prevalence of PH in the state of Bahia, Brazil; 2) to evaluate whether the etiology is a determinant factor for the pulmonary pressure level; 3) to evaluate whether the etiology is a determinant factor for functional class; 4) to identify the other predictors of pulmonary pressure level and functional class. METHODS: The present was an observational, cross-sectional study that analyzed individuals with PH treated at the Magalhaes Neto Outpatient Clinic, between June 2005 and December 2007. PH was defined as pulmonary artery systolic pressure (PASP) &gt; 40 mmHg measure at the echocardiogram. Patients with chronic obstructive pulmonary disease or ventricular disease were excluded from the study. RESULTS: A total of 48 patients with PASP = 86 &#177; 24 mmHg were studied. Regarding the etiology, 42% of the patients were classified as idiopathic, followed by 25% as schistosomatic, 19% as congenital cardiopathy and 10% of chronic pulmonary embolism. A longer time of disease predicted higher pressures in patients with cardiopathy. Individuals with schistosomiasis had the best functional performance when compared to the others (456 &#177; 58 vs. 299 &#177; 138 meters, p=0.005). The schistosomatic etiology and younger age presented better functional class. CONCLUSIONS: 1) the idiopathic classification is the most prevalent, with schistosomiasis being the most frequent specific cause in our country; 2) patients with schistosomatic etiology and of younger age present better functional class. 3) the congenital cardiopathy results in a higher pressure level in the pulmonary artery, probably due to the longer duration of the disease.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>hypertension, pulmonary</kwd>
        <kwd>schistosomiasis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Etiological frequency of pulmonary hypertension in a reference outpatient clinic in Bahia, Brazil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Cesar Machado; &#205;sis Brito; Denile Souza; Luis Cl&#225;udio Correia</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Funda&#231;&#227;o Bahiana para o Desenvolvimento das Ci&#234;ncias - Escola Bahiana de Medicina e Sa&#250;de P&#250;blica, Salvador, BA, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Pulmonary hypertension (PH) results from several etiologies, with possible geographic influences; however, few studies have described the etiological frequency of PH, especially in our country. It is not clear whether there is an association between etiology and pulmonary pressure level or symptom intensity.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> 1) to describe the etiological prevalence of PH in the state of Bahia, Brazil; 2) to evaluate whether the etiology is a determinant factor for the pulmonary pressure level; 3) to evaluate whether the etiology is a determinant factor for functional class; 4) to identify the other predictors of pulmonary pressure level and functional class.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> The present was an observational, cross-sectional study that analyzed individuals with PH treated at the Magalhaes Neto Outpatient Clinic, between June 2005 and December 2007. PH was defined as pulmonary artery systolic pressure (PASP) &gt; 40 mmHg measure at the echocardiogram. Patients with chronic obstructive pulmonary disease or ventricular disease were excluded from the study.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> A total of 48 patients with PASP = 86 &#177; 24 mmHg were studied. Regarding the etiology, 42% of the patients were classified as idiopathic, followed by 25% as schistosomatic, 19% as congenital cardiopathy and 10% of chronic pulmonary embolism. A longer time of disease predicted higher pressures in patients with cardiopathy. Individuals with schistosomiasis had the best functional performance when compared to the others (456 &#177; 58 vs. 299 &#177; 138 meters, p=0.005). The schistosomatic etiology and younger age presented better functional class.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS: </bold> 1) the idiopathic classification is the most prevalent, with schistosomiasis being the most frequent specific cause in our country; 2) patients with schistosomatic etiology and of younger age present better functional class. 3) the congenital cardiopathy results in a higher pressure level in the pulmonary artery, probably due to the longer duration of the disease.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Hypertension, pulmonary/etiology; schistosomiasis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Pulmonary Hypertension (PH) represents a group of diseases characterized by the continuous increase in the pulmonary vascular pressure, which can progressively result in advanced pictures of right ventricular failure<sup>1</sup>. In 2003, specialists from the World Health organization defined an etiological classification of PH, aiming at contributing with the clinical management of these patients<sup>2</sup>.</p>
      <p>There are regional differences regarding the etiology of PH; for instance, in France<sup>3</sup>, the frequency of PH due to anorexigenic drugs is higher than the one described in the USA<sup>4</sup>. Therefore, it is likely that there is a strong regional influence in PH etiologies, justifying the reproduction of these prevalence studies in our country, where, for instance, Schistosomiasis is considered an endemic disease.</p>
      <p>In Brazil, the only published study addresses the epidemiological profile of these patients in two reference centers in the city of Sao Paulo<sup>5</sup>, based on a retrospective analysis of patients' files. As these centers attract patients from several regions of the country, it was considered by the authors as a representative sample of the Brazilian population with PH.</p>
      <p>The present study describes the prevalence of the different etiologies of PH in a reference center located in the capital city of the state of Bahia, northeastern Brazil, using a systematic and pre-defined research of the cause of the disease. We also tested the hypothesis that the clinical severity is associated with the disease etiology.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Study population</bold>
      </p>
      <p>The present observational, cross-sectional study was carried out at the Pulmonary Hypertension Outpatient Clinic of Professor Edgar Santos University Hospital of the Federal University of Bahia, one of two outpatient clinics specialized in PH in the state of Bahia, Brazil. Patients treated at this unit between June 2005 and December 2007, with a diagnosis of PH at the echocardiogram, defined as pulmonary artery systolic pressure (PASP) &gt; 40 mmHg<sup>6</sup>, were considered candidate for the study.</p>
      <p>After the initial echocardiogram, a second echocardiogram was carried out, preferentially by the same examiner, in order to confirm the diagnostic findings of PH and minimize possible measurement errors described in the first one. This was possible in 70% of the patients included in the sample.</p>
      <p>Patients that presented chronic obstructive pulmonary disease (COPD) or left heart failure were not included in the study, as in these circumstances, the PH has a secondary role in the physiopathology and clinical picture. Patients whose etiological investigation of PH was not performed due to lack of follow-up and those who did not agree to participate in the study were also excluded. All participants signed the Free and Informed Consent Form and the study was approved by the Ethics Committee in Research of the Bahiana Foundation for Scientific Development.</p>
      <p>
        <bold>Etiological classification</bold>
      </p>
      <p>The study participants were submitted to a protocol of etiological investigation, characterized by ultrasound (US) assessment of the upper abdominal region, serological investigation for collagenosis (anti-nuclear factor and rheumatoid factor), serological assessment for HIV and investigation on illicit drug use during the previous ten years. Patients with moderate to high clinical suspicion of chronic pulmonary thromboembolism (PTE), were submitted to perfusion pulmonary scintigraphy (PS), contrasted computed tomography (CT) of the pulmonary arteries or pulmonary arteriography.</p>
      <p>As in the echocardiogram, the abdominal US assessments were preferentially directed at a single observer, aiming at the uniformity of the diagnostic evaluation. The applied diagnostic protocol aimed at defining an etiology for the PH.</p>
      <p>The investigation started with the diagnostic test related to the etiology with the highest pre-test probability and was followed by the other examinations when the previous one could not clarify the diagnosis.</p>
      <p>The etiologies were previously defined according to the following criteria:</p>
      <p>1) schistosomiasis: ultrasonographic pattern of periportal fibrosis (echogenic thickening of the portal vein and its branches, thickening of the gallbladder neck or wall), associated to portal hypertension (increased diameter of the portal vein and its branches, presence of collateral veins, splenomegaly and ascites)<sup>7-12</sup>;</p>
      <p>(2) Portopulmonary Hypertension: PAH associated to portal hypertension (increased diameter of the portal vein and its branches, presence of collateral veins, splenomegaly and ascites), with no characteristics of schistosomiasis. Liver cirrhosis, one of the most common causes of portal hypertension, was defined as: ultrasonographic pattern of increased left lobe, atrophy of the right liver lobe and thickening with nodular irregularity of the liver surface<sup>13</sup>.</p>
      <p>3) congenital cardiopathy: echocardiographic evidence of conditions that cause left-right shunt with pulmonary hyperflow, such as interatrial communication (IAC), interventricular communication (IVC) and patent ductus arteriosus (PDA). The assessment was carried out through the apical 4-chamber longitudinal and transversal parasternal, subcostal and suprasternal views. A careful study of the interatrial or interventricular septa was performed to detect discontinuities, with corresponding shunt to the color flow mapping, which would define IAC and IVC, respectively. The existence of retrograde flow in the pulmonary artery was investigated, suggestive of PDA;</p>
      <p>4) PTE: high-probability PS<sup>14,15</sup>, CT of pulmonary arteries or pulmonary arteriography with filling defects;</p>
      <p>5) HIV Infection: positive serological test for HIV by ELISA, confirmed by Western-blot;</p>
      <p>6) collagenosis: clinical picture associated to positive specific serological tests;</p>
      <p>7) anorexigenic drugs: patients using these drugs or with a history of appetite-inhibiting drugs. The patients who did not present clinical or laboratory data that could confirm the presence of any of the above described morbidities were classified as having idiopathic PAH.</p>
      <p>
        <bold>Measurement of the pulmonary artery pressure</bold>
      </p>
      <p>All patients had a non-invasive PAP estimate by the echocardiogram, adding the value of the maximum gradient of tricuspid failure to the pressure in the right atrium<sup>6,16</sup>. A random subgroup of patients was submitted to right cardiac catheterism, with an invasive measurement of the mean pulmonary artery pressure (MPAP) through a catheter positioned in this place<sup>17-19</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Clinical severity assessment</bold>
      </p>
      <p>Considering that this was a cross-sectional study, there was no clinical follow-up to register mortality. The clinical severity was assessed through morbidity criteria, that is, by the characterization of functional class (FC). The latter was qualitatively defined using the New York Heart Association<sup>20</sup> classification as FC I (asymptomatic at ordinary activities), FC II (mild limitation at ordinary activities), FC III (marked limitation at ordinary activities) and FC IV (symptomatic at rest).</p>
      <p>Additionally, a 6-minute walk test (6MWT) was performed, using a previously validated protocol<sup>18,21</sup> in order to quantify FC in meters walked during the 6 minutes. Echocardiographic criteria of severity, such as right ventricular diameter, right ventricular systolic dysfunction of at least moderate degree and presence of pericardial effusion were carefully recorded during the echocardiogram. Hemoglobin saturation was assessed by a pulse oximeter and hemoglobin levels were measured in blood.</p>
      <p>
        <bold>Data analysis</bold>
      </p>
      <p>The prevalence of each cause of PH was expressed as a proportion and 95% confidence interval. To assess whether the etiology was a determinant factor for the pulmonary pressure level, the PASP was compared among the etiological groups through analysis of variance (ANOVA). To evaluate the association of the etiology with the FC, the numerical value of the 6MWT was compared among the etiological groups through ANOVA. Student's <italic>t</italic> test was used to compare these continuous variables among two groups defined according to the presence or absence of schistosomiasis.</p>
      <p>Finally, to identify predictors of clinical severity, the value of the 6MWT was dichotomized at its median and the continuous variables were compared between the two groups by Student's <italic>t</italic> test, whereas the categorical ones were compared by the Chi-square test or Fisher exact test. The same was done regarding the dichotomization of the pulmonary pressure at its median. The logistic regression analysis was used to adjust the predictors of severity for confounding variables. All statistical analyses were carried out with the SPSS (SPSS Inc., Chicago, Il) statistical package, version 12.0 and statistical significance was set at p &lt; 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>General characteristics of the sample and etiological prevalence</bold>
      </p>
      <p>During the study period, 84 patients with clinical suspicion and signs of PH were assessed at the initial echocardiogram. Of these, 20 did not meet the inclusion criteria: 8 did not have PH confirmed by the second echocardiogram; one presented normal MPAP at the cardiac catheterism; six presented PH caused by COPD and five due to heart or left valvular failure. Sixteen patients did not maintain the necessary follow-up for the confirmatory diagnostic investigation, as well as the etiological definition, to be carried out.</p>
      <p>Therefore, the final sample consisted of 48 individuals, with 67% of women, with a mean age of 46 &#177; 16 years and time of symptom duration of 69 &#177; 82 months. The mean PASP estimated by the echocardiogram in all patients was 86 &#177; 24 mmHg, indicating severely elevated levels of pulmonary pressure.</p>
      <p>In concordance, the MPAP estimated by the cardiac catheterism in a subgroup of 27 patients was 58 &#177; 15 mmHg. As for the etiological definition, 20 patients did not have a specific cause identified by the routine assessment, being classified as idiopathic etiology (prevalence of 42%; 95% CI: 28-56%). The schistosomatic etiology was identified in 12 patients (prevalence of 25%; 95% CI: 14-39%), congenital cardiopathy in 9 patients (prevalence of 19%; 95% CI: 10-32%), followed by PTE in 5 patients (prevalence of 10%; 95% CI: 4-22%). A 48-year-old woman received the diagnosis of collagenosis (dermatomyositis) and another 49-year-old woman was diagnosed as having portopulmonary hypertension secondary to liver cirrhosis (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Among the 20 patients classified as having the idiopathic etiology, six did not undergo the complete assessment through the planned examinations. In this group of 20 patients, 4 did not undergo the abdominal US, 3 did not undergo serological tests for collagenosis and HIV and another 3 did not undergo PTE investigation. The congenital cardiopathies were distributed as follows: 6 cases of IAC, 2 cases of IVC and one case of PDA. Of the 5 cases with PTE, 2 had the diagnosis confirmed by high-probability PS and one by chest CT. The diagnosis was confirmed by both PS and CT in one patient and in another three by the combination of three examinations: PS, CT and pulmonary arteriography. When compared regarding the demographic characteristics, the patients presented a predominance of the female gender, except for the schistosomatic etiology, which presented a 42% rate of female individuals, when compared to 75% in the other groups considered jointly (p = 0.03). A longer time of disease was observed in patients with congenital cardiopathy (171 &#177; 139 months), when compared to the others (54 &#177; 62 <italic>vs</italic>. 54 &#177; 37 <italic>vs</italic>. 31 &#177; 21 months, p = 0.006). The other characteristics were similar in all groups. It is noteworthy the fact that there was no difference among these groups regarding the frequency of sildenafil therapy (<xref ref-type="table" rid="en_19t1-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_19t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Influence of etiology on pulmonary pressure and functional class</bold>
      </p>
      <p>There was no statistical difference in the PASP levels measured by the echocardiogram among patients with idiopathic (79 &#177; 23 mmHg), schistosomatic (95 &#177; 20 mmHg), congenital cardiopathy (94 &#177; 32 mmHg) or embolic (83 &#177; 18 mmHg) etiology, in spite of an apparent superiority in patients with congenital cardiopathy and schistosomiasis (p = 0.18) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>). Collagenosis and portopulmonary hypertension did not participate in this comparison, as each one of these etiologies was represented by only one patient.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>Cardiac catheterism was performed in more than half of the idiopathic, schistosomatic and congenital patients. When comparing these three groups regarding the MPAP measured by catheterism, it can be observed that patients with congenital cardiopathy presented a higher pressure level (71 &#177; 12 mmHg) when compared to idiopathic (53 &#177; 14 mmHg) and schistosomatic (53 &#177; 14 mmHg) etiologies, with statistical significance (p = 0.02) (<xref ref-type="fig" rid="en_19f3-body2">Figure 3</xref> - panel A). Pulmonary thromboembolism did not participate in this comparison, as only one patient underwent catheterism. When patients with congenital cardiopathy were compared to the other etiologies considered as a group, the MPAP difference was highly significant (71 &#177; 12 mmHg <italic>vs</italic>. 54 &#177; 13 mmHg; p = 0.005) (<xref ref-type="fig" rid="en_19f3-body2">Figure 3</xref> - panel B). After adjustment for time of disease, congenital cardiopathy lost its association with MPAP (p = 0.79), indicating that probably, this condition presents higher pressure levels due to a longer time of disease.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_19f3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Regarding the FC, individuals with the schistosomatic etiology presented a trend toward a better a performance at the 6MWT (456 &#177; 58 meters), when compared to patients with idiopathic (291 &#177; 135 metros), cardiopathy (320 &#177; 132 meters) or embolic (241 &#177; 262 metros) etiologies - p = 0.06 (<xref ref-type="fig" rid="f4-body2">Figure 4</xref> - panel A). In concordance, when we compare individuals with schistosomiasis with the others, the performance at the 6MWT was significantly higher in this group (456 &#177; 58 meters) when compared to patients without schistosomiasis analyzed jointly (299 &#177; 138 meters; p = 0.005) (<xref ref-type="fig" rid="f4-body2">Figure 4</xref> - panel B).</p>
      <fig id="f4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>On the other hand, the NYHA classification did not reflect the FC in the same sense, without the predominance of less limited patients (functional class <underline>&lt;</underline> II) in individuals with schistosomiasis in relation to the other patients (33% <italic>vs</italic>. 36% ; p = 0.86).</p>
      <p>
        <bold>Study of other clinical predictors of pulmonary pressure and functional class</bold>
      </p>
      <p>To study the predictors of pulmonary pressure, the patients were dichotomized according to the PASP above or below the median and their characteristics were compared. Only the age variable presented a difference among the groups, being younger in the group with the highest pulmonary pressure (42&#177;16 yrs <italic>vs</italic>. 51&#177;14 yrs; p = 0.05) (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>). Considering that congenital cardiopathy is associated with a higher level of pulmonary pressure, after adjustment for this etiology by logistic regression, age lost its association with PASP dichotomized at the median (p = 0.97). When the patients were dichotomized by the median of the MPAP values, the only difference was a longer time of disease, as previously described. Additionally, the use of sildenafil was more frequent in patients with higher levels of MPAP (100% <italic>vs</italic>. 83%; p = 0.02) (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>). Therefore, in addition to the congenital cardiopathy, which predicts pulmonary pressure via longer time of disease, no other predictor of pulmonary pressure was identified.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As for the FC, there was no difference regarding the clinical characteristics when the patients were divided according to the NYHA classification. When analyzing the subgroup of 29 patients submitted to the 6MWT, there was no linear correlation between the PASP levels and the distance walked during the test (r = 0.12; p = 0.56). Similarly, individuals who walked distances that were above the median (&gt; 369 meters) presented PASP levels similar to those below the median (87 &#177; 25 mm/Hg <italic>vs</italic>. 88 &#177; 30 mmHg; p = 0.91), suggesting that the pressure level is not determinant for the FC. Regarding the other clinical characteristics, individuals in the group above the median at the 6MWT were younger than the others (39&#177;13 yrs <italic>vs</italic>. 52&#177;18 yrs; p= 0.02), whereas the gender distribution, time of symptoms, use of sildenafil and hemoglobin saturation were similar in the two groups (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref>). Thus, age and schistosomatic etiology were significant predictors of FC. The logistic regression analysis shows that the schistosomatic etiology is a predictor of the 6MWT outcome above the median (p = 0.043), regardless of the age. Similarly, age shows a trend toward independent prediction (p = 0.056).</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present is the first Brazilian study to systematically evaluate, using pre-determined diagnostic criteria, the prevalence of the different etiologies of PH in a reference center. There are two main findings regarding this question: 1) the most frequent etiological classification is the idiopathic one, with a specific cause being found in 58% of the patients; 2) the specific cause with the highest prevalence is schistosomiasis, which is highly relevant information for the public health system. When the influence of the etiology on the severity of the disease was assessed, it was observed that higher levels of pulmonary pressure are present in patients with congenital cardiopathy, probably due to a longer time of disease. Additionally, patients with schistosomiasis presented better FC when compared to the other etiologies.</p>
      <p>The prevalence of schistosomiasis in 25% of the cases constitutes important epidemiological information. This finding suggests that, in our country, it is necessary to request an abdominal US for all patients with PH of unknown cause. Our frequency of schistosomiasis is in agreement with the 30% found by Lapa and cols.<sup>5</sup>, who describe the characteristics of patients with PAH in two centers (University of Sao Paulo and Federal University of Sao Paulo), using ultrasonography, rectal biopsy and parasitological examination of stool for the diagnosis of <italic>Schistosoma mansoni</italic> infestation. The use of US in the diagnosis of the chronic form of hepatosplenic schistosomiasis has been broadly documented in the literature<sup>7,8,10,22</sup>, whereas the parasitological examination of stool has limited value in this situation<sup>12,23</sup>. The rectal or bladder biopsies are invasive diagnostic procedures reserved for cases of acute infection with no confirmation of the presence of eggs in the stool or urine<sup>12,23</sup>. These data justify the non-inclusion of the rectal biopsy and the parasitological examination of stool in our assessment. It is worth mentioning that 72% of the patients with negative US presented positive epidemiology for schistosomiasis, demonstrating the low specificity of the epidemiological information for the diagnosis of the schistosomatic etiology in our country.</p>
      <p>In the world, few studies have described the prevalence of the causes of PAH<sup>3-5,24,25</sup>. Particularly in Brazil, only Lapa and cols. have described the etiologies of PH<sup>5</sup>. In agreement with the findings of the present study, the description of the idiopathic form of the disease occurred in half of the cases. As it was a retrospective study (review of patients' files), the systematization of the etiological investigation and the previous definition of the diagnostic criteria indicate an original aspect of our study. When comparing it with data from the international literature, it is noteworthy our peculiarity regarding the elevated presence of schistosomatic etiology.</p>
      <p>In addition to the description of the etiological prevalence, we evaluated the determinants of severity, demonstrating a higher level of pulmonary pressure among the patients with cardiopathy submitted to an invasive measurement of the pulmonary pressure. These patients also presented a longer time of disease, probably due to the fact that this is a group of pathologies with progressive complications in individuals with severe cardiac alterations from birth. After adjusting for this variable, the association between elevated levels of pulmonary pressure in patients with congenital cardiopathy was no longer observed, indicating that the factor that primarily influences the magnitude of the hypertension is the time of the disease. In spite of higher pulmonary pressure, the patients with cardiopathies did not present a worse FC, suggesting that the chronicity of this condition allows the occurrence of adaptive mechanisms. Regarding the determinants of the clinical manifestation intensity, in addition to an inverse association with age, individuals presenting PH with schistosomatic etiology had an association with better performance at the 6MWT.</p>
      <p>One can consider that it is not due to the fact that the patients with schistosomiasis are younger, as the multivariate analysis showed no association between this etiology and the 6MWT, regardless of age. It is possible that younger patients present physiological adaptation mechanisms to the alterations in pulmonary circulation, allowing a better functional performance in the early stages of the disease. The reason for a better performance of an individual with PH of schistosomatic etiology remains unclear and it needs to be investigated in future studies. No other FC predictor was identified in this sample, not even the pulmonary pressure value influenced the patients' level of limitation. It is worth mentioning that this observation can be applied only to individuals with severe PH, the population of our study. We cannot rule out a possible association between pressure and FC if individuals presenting a broader spectrum of pulmonary pressure values were evaluated.</p>
      <p>Some limitations of the present study must be acknowledged: 1) the small sample size leads to broad confidence intervals in the estimate of etiological prevalence, that is, moderate precision. Such limitation reflects the small prevalence of PAH in the general population, which causes even large reference centers to lack large cohorts. Additionally, the fact that we identified only two predictors of severity might be related to the small sample size; 2) the prevalence found in a specific outpatient clinic does not necessarily reflect the prevalence in the general population, due to potential patients' reference biases. However, such biases might have been decreased by the requirement by the State Secretary of Health of the State of Bahia that individuals with PAH be registered in our outpatient clinic, so that the pharmacological treatment (sildenafil) can be offered by the public health system. On the other hand, in cases of rare diseases such as this, it is not feasible to describe the etiological prevalence based on representative samples of the general population and such limitation is an intrinsic condition of any study on PH; 3) of the total of 20 patients classified as idiopathic, six did not undergo all examinations used in the etiological definition of the disease. This might have overestimated the number of idiopathic individuals; however, even if these six patients had specific etiologies for the PH, the idiopathic etiology would still be the most frequent cause. Furthermore, the percentage of 42% classified as idiopathic is very close to that observed by Humpert et al<sup>3</sup> who, in a population of 674 patients with PAH, did not find a defined etiology in 264 (39%) of them; 4) contrarily to the cross-sectional characteristic of the present study, the best investigative model to evaluate determinants of severity would be a prospective cohort, aiming at identifying clinical event predictors, such as death; 5) the diagnosis of PH was defined by the echocardiogram, although the gold standard is the invasive measurement by cardiac catheterism. However, the echocardiogram presents satisfactory accuracy when compared to the data of right cardiac catheterism<sup>16,26,27</sup>, making the possibility of diagnostic confirmation error in the present study unlikely.</p>
      <p>Our sample consists of cases with severe hypertension and significant functional limitation, with a predominance of young adults and female gender. Such characteristics are in agreement with previous studies<sup>3-5,24,25</sup>. Thus, we believe to have contributed to establish an association between the PH and several comorbidities present in our country. Future studies with this population are mandatory, in the sense of defining important questions such as survival, impact of specific therapies for PH associated with these etiologies, as well as a better understanding regarding the physiopathological mechanisms in prevalent forms in our country, such as schistosomiasis.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Regarding the etiological prevalence of PH in our country, the idiopathic classification is the most prevalent one. Among the identifiable causes, schistosomiasis is the most prevalent one. Patients whose etiology is congenital cardiopathy present a higher level of pulmonary artery pressure, when compared to the other patients, probably due to a longer time of disease. No other predictors of pulmonary pressure levels were identified.</p>
      <p>As for the FC, the schistosomatic etiology presents the best performance when compared to the others and the younger the patient, the better the FC. The level of pulmonary pressure does not influence FC. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Frecuencia etiol&#243;gica de la hipertensi&#243;n pulmonar en un ambulatorio de referencia en Bahia</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La hipertensi&#243;n pulmonar (HP) es la resultante de diversas etiolog&#237;as con posibles influencias geogr&#225;ficas, pero pocos trabajos describen la frecuencia etiol&#243;gica de la HP, especialmente en nuestro medio. No est&#225; claro si existe asociaci&#243;n entre etiolog&#237;a y nivel de presi&#243;n pulmonar o intensidad de la sintomatolog&#237;a. OBJETIVO: (1) Describir la prevalencia etiol&#243;gica de la HP en Bah&#237;a; (2) evaluar si la etiolog&#237;a es factor determinante en el nivel de presi&#243;n pulmonar; (3) evaluar si la etiolog&#237;a es factor determinante en la clase funcional; (4) identificar los dem&#225;s predictores del nivel de presi&#243;n pulmonar y de la clase funcional. M&#201;TODOS: Estudio observacional, de corte transversal, en portadores de HP atendidos en el Ambulatorio Magalh&#227;es Neto, entre junio de 2005 y diciembre de 2007. La HP fue definida como presi&#243;n sist&#243;lica de la arteria pulmonar (PSAP) &gt; 40 mmHg por ecocardiograma. No se incluy&#243; a los pacientes con enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica o deterioro del ventr&#237;culo izquierdo. RESULTADOS: Se estudiaron a 48 pacientes con PSAP de 86&#177;24 mmHg. En cuanto a la etiolog&#237;a, el 42% de los pacientes fue clasificado como idiop&#225;tico, seguido del 25% por esquistosomiasis, el 19% por cardiopat&#237;a cong&#233;nita y el 10% por embolia pulmonar cr&#243;nica. El mayor tiempo de enfermedad predice presiones m&#225;s elevadas en cardi&#243;patas. Los individuos con esquistosomiasis tuvieron mejor desempe&#241;o funcional cuando se los compar&#243; con los dem&#225;s (456&#177;58 vs. 299&#177;138 metros, P = 0,005). Pacientes con etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica y edades m&#225;s j&#243;venes cursan con mejor capacidad funcional. CONCLUSI&#211;N: (1) Prevalece la clasificaci&#243;n idiop&#225;tica, y la esquistosomiasis constituye la causa espec&#237;fica m&#225;s frecuente en nuestro medio; (2) pacientes con etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica y de edades menores presentan mejor clase funcional; (3) la cardiopat&#237;a cong&#233;nita resulta en mayor nivel de presi&#243;n en la arteria pulmonar, probablemente debido al mayor tiempo de enfermedad.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Hipertensi&#243;n pulmonar</kwd>
        <kwd>esquistosomiasis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Frecuencia etiol&#243;gica de la hipertensi&#243;n pulmonar en un ambulatorio de referencia en Bahia</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Cesar Machado; &#205;sis Brito; Denile Souza; Luis Cl&#225;udio Correia</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Fundaci&#243;n Bahiana para el Desarrollo de las Ciencias - Escuela Bahiana de Medicina y Salud P&#250;blica, Salvador, BA, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> La hipertensi&#243;n pulmonar (HP) es la resultante de diversas etiolog&#237;as con posibles influencias geogr&#225;ficas, pero pocos trabajos describen la frecuencia etiol&#243;gica de la HP, especialmente en nuestro medio. No est&#225; claro si existe asociaci&#243;n entre etiolog&#237;a y nivel de presi&#243;n pulmonar o intensidad de la sintomatolog&#237;a.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> (1) Describir la prevalencia etiol&#243;gica de la HP en Bah&#237;a; (2) evaluar si la etiolog&#237;a es factor determinante en el nivel de presi&#243;n pulmonar; (3) evaluar si la etiolog&#237;a es factor determinante en la clase funcional; (4) identificar los dem&#225;s predictores del nivel de presi&#243;n pulmonar y de la clase funcional.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio observacional, de corte transversal, en portadores de HP atendidos en el Ambulatorio Magalh&#227;es Neto, entre junio de 2005 y diciembre de 2007. La HP fue definida como presi&#243;n sist&#243;lica de la arteria pulmonar (PSAP) &gt; 40 mmHg por ecocardiograma. No se incluy&#243; a los pacientes con enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica o deterioro del ventr&#237;culo izquierdo.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Se estudiaron a 48 pacientes con PSAP de 86&#177;24 mmHg. En cuanto a la etiolog&#237;a, el 42% de los pacientes fue clasificado como idiop&#225;tico, seguido del 25% por esquistosomiasis, el 19% por cardiopat&#237;a cong&#233;nita y el 10% por embolia pulmonar cr&#243;nica. El mayor tiempo de enfermedad predice presiones m&#225;s elevadas en cardi&#243;patas. Los individuos con esquistosomiasis tuvieron mejor desempe&#241;o funcional cuando se los compar&#243; con los dem&#225;s (456&#177;58 <italic>vs</italic>. 299&#177;138 metros, P = 0,005). Pacientes con etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica y edades m&#225;s j&#243;venes cursan con mejor capacidad funcional.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> (1) Prevalece la clasificaci&#243;n idiop&#225;tica, y la esquistosomiasis constituye la causa espec&#237;fica m&#225;s frecuente en nuestro medio; (2) pacientes con etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica y de edades menores presentan mejor clase funcional; (3) la cardiopat&#237;a cong&#233;nita resulta en mayor nivel de presi&#243;n en la arteria pulmonar, probablemente debido al mayor tiempo de enfermedad.</p>
      <p><bold>Palabras-clave: </bold> Hipertensi&#243;n pulmonar/etiolog&#237;a, esquistosomiasis.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La hipertensi&#243;n pulmonar (HP) representa un grupo de enfermedades caracterizadas por el aumento continuo de la presi&#243;n vascular pulmonar, que, progresivamente, puede resultar en cuadros avanzados de falla ventricular derecha<sup>1</sup>. En 2003, especialistas de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud definieron una clasificaci&#243;n etiol&#243;gica de la HP, tendiente a contribuir con el manejo cl&#237;nico de esos pacientes<sup>2</sup>.</p>
      <p>Existen diferencias regionales en cuanto a la etiolog&#237;a de la HP. Por ejemplo, en Francia<sup>3</sup>, la frecuencia de HP por drogas anorex&#237;genas es mayor que lo descrito en los Estados Unidos de Am&#233;rica<sup>4</sup>. Por lo tanto, es probable que exista una fuerte influencia regional en la etiolog&#237;a de la HP, justificando la reproducci&#243;n de esos estudios de prevalencia en nuestro medio, en el cual la esquistosomiasis es considerada enfermedad end&#233;mica.</p>
      <p>En Brasil, el &#250;nico estudio publicado aborda el perfil epidemiol&#243;gico de esos pacientes en dos centros de referencia en la Ciudad de S&#227;o Paulo<sup>5</sup>, bas&#225;ndose en an&#225;lisis retrospectivos de historias cl&#237;nicas. Por actuar como centros que atraen pacientes de varias regiones del pa&#237;s, el estudio fue considerado por los autores una muestra representativa de la poblaci&#243;n brasilera portadora de HP.</p>
      <p>En el presente trabajo, describimos la prevalencia de las diferentes etiolog&#237;as de hipertensi&#243;n pulmonar en un centro de referencia de la capital bahiana, llevando a cabo una investigaci&#243;n sistem&#225;tica y predefinida de la causa de la enfermedad. Testeamos tambi&#233;n la hip&#243;tesis de que la gravedad cl&#237;nica guarda relaci&#243;n con la etiolog&#237;a del problema.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n del estudio</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio observacional, de corte transversal, fue realizado en el Ambulatorio de HP del Hospital Universitario Profesor Edgar Santos, de la Universidad Federal de Bah&#237;a, uno de los dos ambulatorios especializados en HP en el estado. Fueron considerados candidatos al estudio los pacientes atendidos en esa unidad, entre junio de 2005 y diciembre de 2007, con diagn&#243;stico ecocardiogr&#225;fico de HP, definida como presi&#243;n sist&#243;lica de la arteria pulmonar (PSAP) &gt; 40 mmHg<sup>6</sup>.</p>
      <p>Luego del ecocardiograma inicial, se realiz&#243; un segundo ecocardiograma, preferentemente por un mismo observador, a fin de confirmar los hallazgos diagn&#243;sticos de HP y minimizar posibles errores de medici&#243;n descritos en el primero. Esto fue posible en el 70% de los pacientes incluidos en la muestra.</p>
      <p>Pacientes que presentasen enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica (EPOC) o insuficiencia cardiaca izquierda no fueran incluidos, pues en esas circunstancias la HP ejerce un papel secundario en la fisiopatolog&#237;a y en el cuadro cl&#237;nico. Tambi&#233;n fueron excluidos los pacientes cuya investigaci&#243;n etiol&#243;gica de HP no fue llevada a cabo por falta de seguimiento y aquellos que no acordaron en participar en el estudio. Todos los participantes firmaron el formulario de consentimiento libre e informado, y el estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la Fundaci&#243;n Bahiana para el Desarrollo de las Ciencias.</p>
      <p>
        <bold>Clasificaci&#243;n etiol&#243;gica</bold>
      </p>
      <p>Los participantes del estudio fueron sometidos a un protocolo de investigaci&#243;n etiol&#243;gica, caracterizado por ecograf&#237;a de abdomen superior, serolog&#237;a para colagenosis (factor antinuclear y factor reumatoide), serolog&#237;a para HIV e investigaci&#243;n sobre la utilizaci&#243;n de drogas en los &#250;ltimos diez a&#241;os. Pacientes de moderada a alta sospecha cl&#237;nica de tromboembolismo pulmonar (TEP) cr&#243;nico fueron sometidos a centellograma pulmonar (CP) de perfusi&#243;n, tomograf&#237;a contrastada (TC) de arterias pulmonares o arteriograf&#237;a pulmonar.</p>
      <p>As&#237; como en el ecocardiograma, las ecograf&#237;as abdominales fueron preferentemente realizadas por un &#250;nico observador, apuntando a la uniformidad de la evaluaci&#243;n diagn&#243;stica. El protocolo diagn&#243;stico aplicado consider&#243; como objetivo definir una etiolog&#237;a para la HP.</p>
      <p>La investigaci&#243;n se iniciaba con el test diagn&#243;stico referente a la etiolog&#237;a de mayor probabilidad y prosegu&#237;a con los dem&#225;s ex&#225;menes en la medida en que el anterior no aclaraba el diagn&#243;stico.</p>
      <p>Las etiolog&#237;as fueron definidas previamente, de acuerdo a los siguientes criterios:</p>
      <p>(1) Esquistosomiasis - patr&#243;n ecogr&#225;fico de fibrosis periportal (engrosamiento ecog&#233;nico de la vena porta y sus ramas, engrosamiento del cuello y de la pared de la ves&#237;cula biliar), asociado a la hipertensi&#243;n portal (aumento del di&#225;metro de la vena porta y sus ramas, presencia de venas colaterales, esplenomegalia y ascitis)<sup>7-12</sup>.</p>
      <p>(2) Hipertensi&#243;n portopulmonar (HAP) asociada a la hipertensi&#243;n portal (aumento del di&#225;metro de la vena porta y sus ramas, presencia de venas colaterales, esplenomegalia y ascitis), sin caracter&#237;sticas de esquistosomiasis. La cirrosis hep&#225;tica, una de las causas m&#225;s comunes de hipertensi&#243;n portal, fue definida como patr&#243;n ecogr&#225;fico de aumento de tama&#241;o del l&#243;bulo izquierdo, atrofia del l&#243;bulo derecho y engrosamiento con irregularidad nodular de la superficie del h&#237;gado<sup>13</sup>.</p>
      <p>(3) Cardiopat&#237;a cong&#233;nita - evidencia ecocardiogr&#225;fica de condiciones que provoquen <italic>shunt</italic> izquierdo-derecho con hiperflujo pulmonar, tales como comunicaci&#243;n interauricular (CIA), comunicaci&#243;n interventricular (CIV) y persistencia del canal arterial. El examen fue realizado a trav&#233;s de las ventanas paraesternal longitudinal y transversal, apical cuatro c&#225;maras, subcostal y supraesternal. Se realiz&#243; un estudio cuidadoso de los septos interauricular e interventricular a fin de detectar discontinuidades, con el correspondiente <italic>shunt,</italic> con mapeo de flujo en color, lo que definir&#237;a, respectivamente, CIA y CIV. Se investig&#243; la presencia de flujo retr&#243;grado en la arteria pulmonar, sugestivo de persistencia del canal arterial.</p>
      <p>(4) TEP - CP de alta probabilidad<sup>14,15</sup>, TC de arterias pulmonares o arteriograf&#237;a pulmonar con defectos de relleno.</p>
      <p>(5) Infecci&#243;n por virus HIV - serolog&#237;a positiva para HIV por el m&#233;todo ELISA, confirmado por Western-blot.</p>
      <p>(6) Colagenosis - cuadro cl&#237;nico asociado a tests serol&#243;gicos espec&#237;ficos positivos.</p>
      <p>(7) Drogas anorex&#237;genas - pacientes con consumo o con historia de consumo de drogas inhibidoras del apetito. Los pacientes que no presentaron datos cl&#237;nicos o de laboratorio que confirmaran la presencia de cualquiera de las morbilidades descritas m&#225;s arriba, fueron clasificados como portadores de HAP idiop&#225;tica.</p>
      <p>
        <bold>Medici&#243;n de la presi&#243;n de la arteria pulmonar</bold>
      </p>
      <p>Se realiz&#243; en todos los pacientes una estimaci&#243;n no invasiva de la PSAP mediante el ecocardiograma, sumando el valor del gradiente m&#225;ximo de la insuficiencia tricusp&#237;dea a la presi&#243;n en la aur&#237;cula derecha<sup>6,16</sup>. Un subgrupo aleatorio de los pacientes fue sometido a cateterismo card&#237;aco derecho, con medici&#243;n invasiva de la presi&#243;n media de la arteria pulmonar (PMAP) por cat&#233;ter posicionado en ese lugar<sup>17-19</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n de la gravedad cl&#237;nica</bold>
      </p>
      <p>Visto que se trata de un estudio transversal, no hubo seguimiento cl&#237;nico para registrar mortalidad. Se accedi&#243; a la gravedad cl&#237;nica por criterios de morbilidad, vale decir, por la caracterizaci&#243;n de la clase funcional (CF). &#201;sta fue definida cualitativamente por la clasificaci&#243;n de la <italic>New York Heart Association</italic><sup>20</sup> en: CF I (asintom&#225;tico a las actividades habituales); CF II (leve limitaci&#243;n a los esfuerzos habituales); CF III (limitaci&#243;n severa a los esfuerzos habituales) y CF IV (sintom&#225;tico al reposo).</p>
      <p>Adem&#225;s, se realiz&#243; un test de caminata de seis minutos (TC6M) por protocolo previamente validado<sup>18,21</sup>, a fin de cuantificar la CF en metros caminados durante esos minutos. Durante el ecocardiograma, se registraron cuidadosamente criterios de gravedad, tales como di&#225;metro del ventr&#237;culo derecho, disfunci&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo derecho de grado por lo menos moderado y presencia de derrame peric&#225;rdico. La saturaci&#243;n de hemoglobina fue evaluada mediante ox&#237;metro de pulso, y se dos&#243; en sangre la concentraci&#243;n de hemoglobina.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de los datos</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia de cada causa de HP fue expresada en proporci&#243;n del 95% del intervalo de confianza. Para evaluar si la etiolog&#237;a es factor determinante en el nivel de presi&#243;n pulmonar, se compar&#243; la PSAP entre los grupos etiol&#243;gicos, mediante an&#225;lisis de varianza (ANOVA). Para evaluar la asociaci&#243;n de la etiolog&#237;a con la CF, se compar&#243; entre los grupos etiol&#243;gicos el valor num&#233;rico del TC6M mediante ANOVA. Para comparar esas variables continuas entre dos grupos definidos, de acuerdo a la presencia o a la ausencia de esquistosomiasis, se utiliz&#243; el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>.</p>
      <p>Finalmente, para identificar predictores de gravedad cl&#237;nica, el valor del TC6M fue dividido en su mediana. Con el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> se compararon las variables continuas entre los dos grupos, y las categ&#243;ricas, con el test de chi-cuadrado o exacto de Fisher. Lo mismo se hizo con la dicotomizaci&#243;n de la presi&#243;n pulmonar en su mediana. El an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica se utiliz&#243; para ajustar los predictores de gravedad para variables de confusi&#243;n. La significancia estad&#237;stica se defini&#243; como P &lt; 0,05, y el SPSS (SPSS Inc., Chicago, II), versi&#243;n 12.0, fue el paquete estad&#237;stico utilizado.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas generales de la muestra y prevalencia etiol&#243;gica</bold>
      </p>
      <p>Durante el per&#237;odo de estudio, fueron evaluados 84 pacientes con sospecha cl&#237;nica y signos de HP en el ecocardiograma inicial. De ellos, 20 no completaron los criterios de inclusi&#243;n; en ocho la HP no fue confirmada por el segundo ecocardiograma, uno present&#243; PMAP normal en el cateterismo card&#237;aco; seis presentaban HP como consecuencia de una EPOC, y en cinco, la HP proven&#237;a de insuficiencia cardiaca o valvular izquierda. Diecis&#233;is pacientes no mantuvieron un seguimiento que permitiese la investigaci&#243;n diagn&#243;stica confirmatoria, as&#237; como la definici&#243;n etiol&#243;gica.</p>
      <p>As&#237;, la muestra final se constituy&#243; de 48 individuos, el 67% de sexo femenino, promedio de edad 46&#177;16 a&#241;os y tiempo de sintomatolog&#237;a de 69&#177;82 meses. El promedio de la PSAP, estimado por ecocardiograma en la totalidad de los pacientes, fue 86&#177;24 mmHg, indicando niveles de presi&#243;n pulmonar severamente elevados.</p>
      <p>En concordancia, la PMAP estimada por cateterismo card&#237;aco, en un subgrupo de 27 pacientes, fue de 58&#177;15 mmHg. En cuanto a la definici&#243;n etiol&#243;gica, en 20 pacientes no existi&#243; una causa espec&#237;fica identificada por la evaluaci&#243;n de rutina, por lo que se clasific&#243; la HP como de etiolog&#237;a idiop&#225;tica (prevalencia del 42%; 95% IC: 28%-56%). La etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica fue identificada en 12 pacientes (prevalencia del 25%; 95% IC: 14%-39%); cardiopat&#237;a cong&#233;nita en nueve pacientes (prevalencia del 19%; 95% IC: 10%-32%), seguido de TEP en cinco pacientes (prevalencia del 10%; 95% IC: 4%-22%). En una mujer de 48 a&#241;os se diagnostic&#243; colagenosis (dermatomiositis), y en otra de 49 a&#241;os, una hipertensi&#243;n portopulmonar secundaria a cirrosis hep&#225;tica (<xref ref-type="fig" rid="es_19f1-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_19f1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Entre los 20 pacientes clasificados como de etiolog&#237;a idiop&#225;tica, seis no se sometieron a la evaluaci&#243;n completa de los ex&#225;menes planificados. En este grupo de 20, en cuatro pacientes no se realiz&#243; ecograf&#237;a abdominal, en tres no se realiz&#243; serolog&#237;a para colagenosis y HIV, adem&#225;s de no rastrear la posibilidad de un TEP en otros tres. Las cardiopat&#237;as cong&#233;nitas se distribuyeron de la siguiente forma: seis casos de CIA, dos casos de CIV y un caso de persistencia del canal arterial. De los cinco pacientes con TEP, dos tuvieron el diagn&#243;stico confirmado por CP de alta probabilidad y uno por TC de t&#243;rax. El diagn&#243;stico fue confirmado por CP y TC en un paciente, y en otro por los tres ex&#225;menes combinados de CP, TC y arteriograf&#237;a pulmonar. Comparados respecto de las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, los pacientes presentaron predominio de sexo femenino, a excepci&#243;n de la esquistosomiasis, que present&#243; un 42% de mujeres, comparado al 75% en los dem&#225;s grupos reunidos (P = 0,03). Se observ&#243; mayor tiempo de enfermedad en los pacientes con cardiopat&#237;a cong&#233;nita (171&#177;139 meses) en relaci&#243;n con los dem&#225;s (54&#177;62 <italic>vs</italic>. 54&#177;37 <italic>vs</italic>. 31&#177;21 meses, P = 0,006). Las otras caracter&#237;sticas fueron semejantes entre los grupos. Es importante recalcar que no hubo diferencia entre estos grupos en cuanto a la frecuencia de tratamiento con Sildenafil (<xref ref-type="table" rid="es_19t1-body3">Tabla 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_19t1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Influencia de la etiolog&#237;a en la presi&#243;n pulmonar y en la clase funcional</bold>
      </p>
      <p>No hubo diferencia estad&#237;stica en los niveles de la PSAP medida por ecocardiograma entre los pacientes con etiolog&#237;a idiop&#225;tica (79&#177;23 mmHg), esquistosomiasis (95&#177;20 mmHg), cardiopat&#237;a cong&#233;nita (94&#177;32 mmHg) o emb&#243;lica (83&#177;18 mmHg), a pesar de una aparente superioridad en los pacientes con cardiopat&#237;a cong&#233;nita y esquistosomiasis (P = 0,18) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>). La colagenosis y la hipertensi&#243;n portopulmonar no participaron de esta comparaci&#243;n, pues cada una de esas etiolog&#237;as estuvo representada s&#243;lo por un paciente.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>En m&#225;s de la mitad de los pacientes con etiolog&#237;a idiop&#225;tica, esquistosomi&#225;sica y cong&#233;nita se realiz&#243; cateterismo card&#237;aco. Al comparar esos tres grupos en cuanto a la PMAP medida por el cateterismo, se advierte que pacientes con cardiopat&#237;a cong&#233;nita presentan mayor nivel de presi&#243;n (71&#177;12 mmHg) en relaci&#243;n con pacientes de causa idiop&#225;tica (53&#177;14 mmHg), esquistosomi&#225;sicos (53&#177;14 mmHg) o con significancia estad&#237;stica (P = 0,02) (<xref ref-type="fig" rid="es_19f3-body3">Figura 3</xref> - panel A). El tromboembolismo pulmonar no particip&#243; de esta comparaci&#243;n, pues s&#243;lo en un paciente se realiz&#243; cateterismo. Cuando se compararon pacientes con cardiopat&#237;a cong&#233;nita con las dem&#225;s etiolog&#237;as agrupadas, la diferencia en la PMAP se revel&#243; altamente significativa (71&#177;12 mmHg <italic>vs</italic>. 54&#177;13 mmHg; P = 0,005) (<xref ref-type="fig" rid="es_19f3-body3">Figura 3</xref> - panel B). Tras el ajuste por tiempo de enfermedad, la cardiopat&#237;a cong&#233;nita perdi&#243; la asociaci&#243;n con la PMAP (P = 0,79), indicando que esa condici&#243;n probablemente presenta mayores valores de presi&#243;n debido al mayor tiempo de enfermedad.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_19f3-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Con relaci&#243;n a la CF, individuos con etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica presentaron tendencia a mejor desempe&#241;o en el test de caminata de seis minutos (456&#177;58 metros), si se los compar&#243; con pacientes idiop&#225;ticos (291&#177;135 metros), cardi&#243;patas (320&#177;132 metros) o emb&#243;licos (241&#177;262 metros) - P = 0,06, (<xref ref-type="fig" rid="f4-body3">Figura 4</xref>, panel A). En concordancia, al comparar individuos esquistosomi&#225;sicos con los dem&#225;s, el desempe&#241;o en el TC6M fue significativamente superior en ese grupo (456&#177;58 metros) en relaci&#243;n con los pacientes no esquistosomi&#225;sicos analizados conjuntamente (299&#177;138 metros; P = 0,005) (<xref ref-type="fig" rid="f4-body3">Figura 4</xref>, panel B).</p>
      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>Por otro lado, la clasificaci&#243;n de la NYHA no reflej&#243; la CF en el mismo sentido, sin predominio de pacientes menos limitados (clase funcional <underline>&lt;</underline> II) entre aquellos de etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica con relaci&#243;n a los dem&#225;s pacientes (33% <italic>vs</italic> 36% ; P = 0,86).</p>
      <p>
        <bold>Investigaci&#243;n de otros predictores cl&#237;nicos de presi&#243;n pulmonar y clase funcional</bold>
      </p>
      <p>Para investigar los predictores de presi&#243;n pulmonar, los pacientes fueron divididos de acuerdo a la PSAP por encima o por debajo de la mediana, y fueron comparadas sus caracter&#237;sticas. S&#243;lo la variable edad present&#243; diferencia entre los grupos, siendo menor en el grupo de mayor presi&#243;n pulmonar (42&#177;16 a&#241;os <italic>vs.</italic> 51&#177;14 a&#241;os; P = 0,05) (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>). Considerando que cardiopat&#237;a cong&#233;nita se asocia con mayor nivel de presi&#243;n pulmonar, tras el ajuste para esa etiolog&#237;a por regresi&#243;n log&#237;stica, la edad perdi&#243; la asociaci&#243;n con PSAP dicotomizada en la mediana (P = 0,97). Cuando los pacientes fueron dicotomizados por la mediana de los valores de la PMAP, la &#250;nica diferencia fue mayor tiempo de enfermedad, tal como ha sido descrito anteriormente. Adem&#225;s, el uso de Sildenafil fue m&#225;s frecuente en los pacientes con mayores niveles de PMAP (100% <italic>vs.</italic> 83%; P = 0,02) (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref>). Por lo tanto, adem&#225;s de la cardiopat&#237;a cong&#233;nita, que predijo presi&#243;n pulmonar por el mayor tiempo de enfermedad, no se identific&#243; ning&#250;n otro predictor de presi&#243;n pulmonar.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En cuanto a la CF, no existi&#243; diferencia de caracter&#237;sticas cl&#237;nicas cuando los pacientes fueron divididos de acuerdo a la clasificaci&#243;n de la NYHA. Analizando el subgrupo de 29 pacientes sometidos al TC6M, no hubo correlaci&#243;n linear entre los valores de la PSAP y la distancia recorrida en el test (r = 0,12; P = 0,56). De forma similar, individuos con distancia recorrida superior a la mediana (&gt; 369 metros) presentan niveles de PSAP semejantes a aquellos por debajo de la mediana (87&#177;25 mm/Hg vs. 88&#177;30 mmHg; P = 0,91), sugiriendo no ser el nivel de presi&#243;n determinante de la CF. En relaci&#243;n con las dem&#225;s caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, individuos en el grupo por encima de la mediana del TC6M presentaron menor edad que los dem&#225;s (39&#177;13 a&#241;os vs. 52&#177;18 a&#241;os; P = 0,02), mientras que la distribuci&#243;n del g&#233;nero, tiempo de s&#237;ntomas, uso de Sildenafil y saturaci&#243;n de hemoglobina fueron semejantes entre los dos grupos (<xref ref-type="table" rid="t4-body3">Tabla 4</xref>). Por lo tanto, edad y etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica fueron los predictores significativos de la CF. En an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica, la etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica se muestra como predictor del TC6M por encima de la mediana (P = 0,043), independientemente de la edad. De la misma forma, la edad muestra tendencia a la predicci&#243;n independiente (P = 0,056).</p>
      <table-wrap id="t4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0679-00019-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este es el primer trabajo brasilero que eval&#250;a de forma sistematizada, con criterios diagn&#243;sticos predeterminados, la prevalencia de las diferentes etiolog&#237;as de HP en un centro de referencia. Son dos los principales hallazgos referentes a esa cuesti&#243;n: (1) la clasificaci&#243;n etiol&#243;gica m&#225;s frecuente es la idiop&#225;tica, encontr&#225;ndose causa espec&#237;fica en el 58% de los pacientes; (2) la causa espec&#237;fica de mayor prevalencia es la esquistosomiasis, dato de alta relevancia para el sistema de salud p&#250;blica. Cuando se evalu&#243; la influencia de la etiolog&#237;a en la gravedad de la enfermedad, se observ&#243; que en pacientes con cardiopat&#237;a cong&#233;nita existen niveles m&#225;s elevados de presi&#243;n pulmonar, probablemente derivados de un mayor tiempo de enfermedad. Adem&#225;s, pacientes de causa esquistosomi&#225;sica presentan mejor CF con relaci&#243;n a las dem&#225;s etiolog&#237;as.</p>
      <p>La prevalencia de esquistosomiasis en el 25% de los casos constituye importante informaci&#243;n epidemiol&#243;gica. Ese hallazgo sugiere que, en nuestro medio, es necesario indicar una ecograf&#237;a de abdomen en todos los pacientes con HP de causa desconocida. Nuestra frecuencia de esquistosomiasis concuerda con los 30% encontrados por Lapa et al.<sup>5</sup>, que describen las caracter&#237;sticas de los pacientes portadores de HAP en dos centros (Universidad de S&#227;o Paulo y Universidad Federal de S&#227;o Paulo), utilizando ultrasonido, biopsia rectal y parasitol&#243;gico de materia fecal para diagn&#243;stico de <italic>Schistosoma mansoni</italic>. El ultrasonido empleado en el diagn&#243;stico de la forma cr&#243;nica de la esquistosomiasis hepatoespl&#233;nica est&#225; ampliamente documentado en la literatura<sup>7,8,10,22</sup>, mientras que el parasitol&#243;gico de materia fecal tiene valor limitado en esta situaci&#243;n<sup>12,23</sup>. Las biopsias rectal o de vejiga son procedimientos diagn&#243;sticos invasivos reservados para casos de infecci&#243;n aguda sin confirmaci&#243;n de huevos en las heces o en la orina<sup>12,23</sup>. Esos datos justifica la no inclusi&#243;n de la biopsia rectal y del parasitol&#243;gico en nuestra evaluaci&#243;n. Cabe destacar que el 72% de los pacientes con ecograf&#237;a negativa presentaban epidemiolog&#237;a positiva para esquistosomiasis, demostrando la baja especificidad en nuestro medio de la informaci&#243;n epidemiol&#243;gica para el diagn&#243;stico de causa esquistosomi&#225;sica.</p>
      <p>En el mundo, son pocos los estudios que describen la prevalencia de las causas de HAP<sup>3-5,24,25</sup>. Particularmente en Brasil, s&#243;lo Lapa et al.<sup>5</sup> describieron las diferentes etiolog&#237;as de la HP<sup>5</sup>. En concordancia con los hallazgos de nuestro trabajo, la descripci&#243;n de la forma idiop&#225;tica de la enfermedad ocurri&#243; en la mitad de los casos. Trat&#225;ndose de un estudio retrospectivo (revisi&#243;n de historia cl&#237;nica), la sistematizaci&#243;n de la investigaci&#243;n etiol&#243;gica y la definici&#243;n previa de los criterios diagn&#243;sticos indican un aspecto original de nuestro trabajo. Comparando los datos de la literatura internacional, se destaca nuestra peculiaridad en relaci&#243;n con la presencia elevada de causa esquistosomi&#225;sica.</p>
      <p>Adem&#225;s de la descripci&#243;n de la prevalencia etiol&#243;gica, evaluamos los determinantes de gravedad, demostrando un nivel m&#225;s elevado de presi&#243;n pulmonar entre los pacientes con cardiopat&#237;a sometidos a la medici&#243;n invasiva de la presi&#243;n pulmonar. Esos pacientes tambi&#233;n presentaron un tiempo mayor de enfermedad, probablemente por ser un grupo de patolog&#237;as de complicaciones progresivas en portadores de alteraciones card&#237;acas graves desde el nacimiento. Al ajustar esa variable, ya no notamos asociaci&#243;n entre los niveles elevados de presi&#243;n pulmonar en los pacientes portadores de cardiopat&#237;a cong&#233;nita, indicando que es primariamente el tiempo de enfermedad el factor que influencia en la magnitud de la hipertensi&#243;n. A pesar de mayor presi&#243;n pulmonar, los pacientes cardi&#243;patas no presentan peor CF, sugiriendo que la cronicidad de esa condici&#243;n permite mecanismos de adaptaci&#243;n. En cuanto a los determinantes de la intensidad de la manifestaci&#243;n cl&#237;nica, adem&#225;s de una relaci&#243;n inversa con la edad, individuos con HP de causa esquistosomi&#225;sica se asociaron a mejor desempe&#241;o en el TC6M. Podemos considerar que esto no se debe al hecho de que los pacientes esquistosomi&#225;sicos sean m&#225;s j&#243;venes, pues el an&#225;lisis multivariado demostr&#243; la asociaci&#243;n de esa etiolog&#237;a con el TC6M, independientemente de la edad. Es posible que pacientes m&#225;s j&#243;venes presenten mecanismos fisiol&#243;gicos de adaptaci&#243;n a las alteraciones de la circulaci&#243;n pulmonar, permitiendo un mejor desempe&#241;o funcional en fases precoces de la enfermedad. La raz&#243;n para un mejor desempe&#241;o de los individuos con HP de causa esquistosomi&#225;sica es, para nosotros, a&#250;n desconocida, o precisa ser investigada en futuros estudios. Ning&#250;n otro predictor de CF fue identificado en esta muestra, ni tampoco el valor de la presi&#243;n pulmonar influenci&#243; el nivel de limitaci&#243;n de los pacientes. Cabe destacar que esa observaci&#243;n puede aplicarse s&#243;lo a individuos con HP severa, poblaci&#243;n de nuestro trabajo. No podemos alejar la posible asociaci&#243;n entre la presi&#243;n y la CF, en el caso de que fuesen evaluados individuos con un espectro m&#225;s amplio de valores de la presi&#243;n pulmonar.</p>
      <p>Deben reconocerse algunas limitaciones del presente estudio: (1) el tama&#241;o peque&#241;o de la muestra lleva a intervalos amplios de confianza en la estimaci&#243;n de las prevalencias etiol&#243;gicas, o sea, precisi&#243;n moderada. Tal limitaci&#243;n refleja la baja prevalencia de la HAP en la poblaci&#243;n general, que hace que a&#250;n los centros de referencia no presenten una casu&#237;stica de gran tama&#241;o. Adem&#225;s, el hecho de haber identificado s&#243;lo dos &#250;nicos predictores de gravedad, puede guardar relaci&#243;n con el tama&#241;o reducido de las muestra. (2) La prevalencia encontrada en un ambulatorio espec&#237;fico no refleja, necesariamente, la prevalencia en la poblaci&#243;n general, debido a potenciales sesgos de referencia de los pacientes. Sin embargo, tales sesgos pueden haber sido amortiguados por el hecho de que la Secretar&#237;a de Salud del Estado de Bah&#237;a exige que el individuo con HAP est&#233; registrado en nuestro ambulatorio, para que el tratamiento farmacol&#243;gico (Sildenafil) sea ofrecido por el servicio p&#250;blico. Por otro lado, en enfermedades raras como &#233;sta, no es factible describir la prevalencia etiol&#243;gica bas&#225;ndose en muestras representativas de la poblaci&#243;n general, quedando esta limitaci&#243;n como una condici&#243;n intr&#237;nseca de cualquier estudio en HP. (3) Del total de 20 pacientes clasificados como idiop&#225;ticos, en seis no se realizaron todos los ex&#225;menes utilizados en la definici&#243;n etiol&#243;gica de la enfermedad. Esto puede haber sobreestimado el n&#250;mero de idiop&#225;ticos, pero aun cuando esos seis pacientes tuviesen etiolog&#237;as espec&#237;ficas para a HP, la etiolog&#237;a idiop&#225;tica continuar&#237;a siendo la causa m&#225;s frecuente. Adem&#225;s, el porcentaje clasificado como idiop&#225;tico (42%) es muy similar al de Humbert et al.<sup>3</sup>, que, en una poblaci&#243;n de 674 pacientes con HAP, no encontr&#243; etiolog&#237;a definida en 264 de ellos (39%). (4) Al contrario del car&#225;cter transversal del presente estudio, el mejor modelo investigativo para evaluar determinantes de gravedad seria una cohorte prospectiva, con vista a identificar predictores de eventos cl&#237;nicos, tales como &#243;bito. (5) El diagn&#243;stico de HP fue definido por ecocardiograma, si bien el m&#233;todo diagn&#243;stico patr&#243;n es el cateterismo card&#237;aco. No obstante, el ecocardiograma presenta una precisi&#243;n satisfactoria si se lo compara con los datos del cateterismo card&#237;aco derecho<sup>16,26,27</sup>, tornando poco probable un error de confirmaci&#243;n diagn&#243;stica en el presente estudio.</p>
      <p>Nuestra muestra est&#225; formada por casos de hipertensi&#243;n severa y limitaci&#243;n funcional significativa, predominio de adultos j&#243;venes y sexo femenino. Tales caracter&#237;sticas se condicen con estudios previos<sup>3-5,24,25</sup>. As&#237;, creemos haber contribuido en el sentido de establecer una asociaci&#243;n entre la HP y las diversas comorbilidades presentes en nuestro medio. Se imponen estudios futuros con esta poblaci&#243;n, con el objeto de definir cuestiones importantes como sobrevida, impacto de tratamientos espec&#237;ficos para la HP asociada a esas etiolog&#237;as, adem&#225;s de una mejor comprensi&#243;n de los mecanismos fisiopatol&#243;gicos en las formas prevalentes en nuestro medio, tal como la esquistosomiasis.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En cuanto a la prevalencia etiol&#243;gica de HP en nuestro medio, la clasificaci&#243;n idiop&#225;tica es la predominante. Entre las causas identificables, la esquistosomiasis es la m&#225;s prevalente. Pacientes cuya etiolog&#237;a es la cardiopat&#237;a cong&#233;nita, presentan mayor nivel de presi&#243;n en la arteria pulmonar, cuando se compara con los dem&#225;s pacientes, probablemente debido al mayor tempo de enfermedad. No se identificaron otros predictores de los niveles de presi&#243;n pulmonar.</p>
      <p>En lo referente a la CF, la etiolog&#237;a esquistosomi&#225;sica presenta mejor desempe&#241;o en relaci&#243;n a las dem&#225;s. Por otra parte, cuanto menor la edad, mejor es la CF. El nivel de presi&#243;n pulmonar no influencia la CF.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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