<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">vb8b7BWTc9DNx3qmzPVwXFh</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001200014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300614</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009005000003</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Doen&#231;as cardiovasculares antes e ap&#243;s o programa sa&#250;de da fam&#237;lia, Londrina, Paran&#225;</article-title>
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            <given-names>Mara Cristina Nishikawa</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Londrina</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Sa&#250;de Coletiva </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>645</fpage>
      <lpage>650</lpage>
      <history>
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          <day>10</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A redu&#231;&#227;o da morbi-mortalidade pelas doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC) &#233; um dos maiores desafios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica, e a atua&#231;&#227;o da Sa&#250;de da Fam&#237;lia possibilita o acesso &#224;s medidas multissetoriais e integrais que a abordagem dessas doen&#231;as exige. OBJETIVO: Analisar a mortalidade e a interna&#231;&#227;o hospitalar, por DAC, antes e ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o da Sa&#250;de da Fam&#237;lia em Londrina-PR. M&#201;TODOS: Estudo de agregados, comparando-se os coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar pelo SUS, por DAC, doen&#231;a cerebrovascular (DCbV) e doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (DIC), de residentes em Londrina, em dois quadri&#234;nios: 1997 a 2000 e 2002 a 2005. Os dados foram obtidos no Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade e no Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares do SUS. Foram calculadas raz&#245;es entre as taxas nos dois per&#237;odos e os respectivos intervalos de 95% de confian&#231;a. RESULTADOS: As DAC mantiveram-se como a primeira causa de morte no munic&#237;pio nos dois quadri&#234;nios. As DCbV e as DIC responderam por mais de 63% das mortes por DAC. Na compara&#231;&#227;o dos dois quadri&#234;nios, observou-se a redu&#231;&#227;o das taxas de mortalidade por DCbV, significativa apenas em maiores de 59 anos, em ambos os sexos, e o aumento da interna&#231;&#227;o em 10%. Para as DIC n&#227;o houve altera&#231;&#227;o significativa na mortalidade e ocorreu um aumento de 40% na taxa de interna&#231;&#227;o. CONCLUS&#195;O: A redu&#231;&#227;o significativa apenas na mortalidade por DCbV em idosos sugere a necessidade de ampliar a cobertura assistencial aos diferentes grupos populacionais e o desenvolvimento de a&#231;&#245;es de car&#225;ter preventivo e de promo&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>morbidade</kwd>
        <kwd>avalia&#231;&#227;o de programas e projetos de sa&#250;de</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>09</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA </p>
    <p>
      <bold>Doen&#231;as cardiovasculares antes e ap&#243;s o programa sa&#250;de da fam&#237;lia, Londrina, Paran&#225;</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Br&#237;gida Gimenez Carvalho; Regina Kazue Tanno de Souza; Darli Antonio Soares; Mara Cristina Nishikawa Yagi</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Estadual de Londrina, PR - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> A redu&#231;&#227;o da morbi-mortalidade pelas doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC) &#233; um dos maiores desafios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica, e a atua&#231;&#227;o da Sa&#250;de da Fam&#237;lia possibilita o acesso &#224;s medidas multissetoriais e integrais que a abordagem dessas doen&#231;as exige. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar a mortalidade e a interna&#231;&#227;o hospitalar, por DAC, antes e ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o da Sa&#250;de da Fam&#237;lia em Londrina-PR. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo de agregados, comparando-se os coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar pelo SUS, por DAC, doen&#231;a cerebrovascular (DCbV) e doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (DIC), de residentes em Londrina, em dois quadri&#234;nios: 1997 a 2000 e 2002 a 2005. Os dados foram obtidos no Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade e no Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares do SUS. Foram calculadas raz&#245;es entre as taxas nos dois per&#237;odos e os respectivos intervalos de 95% de confian&#231;a. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> As DAC mantiveram-se como a primeira causa de morte no munic&#237;pio nos dois quadri&#234;nios. As DCbV e as DIC responderam por mais de 63% das mortes por DAC. Na compara&#231;&#227;o dos dois quadri&#234;nios, observou-se a redu&#231;&#227;o das taxas de mortalidade por DCbV, significativa apenas em maiores de 59 anos, em ambos os sexos, e o aumento da interna&#231;&#227;o em 10%. Para as DIC n&#227;o houve altera&#231;&#227;o significativa na mortalidade e ocorreu um aumento de 40% na taxa de interna&#231;&#227;o. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A redu&#231;&#227;o significativa apenas na mortalidade por DCbV em idosos sugere a necessidade de ampliar a cobertura assistencial aos diferentes grupos populacionais e o desenvolvimento de a&#231;&#245;es de car&#225;ter preventivo e de promo&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> doen&#231;as cardiovasculares/mortalidade, morbidade, avalia&#231;&#227;o de programas e projetos de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A revolu&#231;&#227;o tecnol&#243;gica e industrial produziu mudan&#231;as no perfil de morbi-mortalidade da popula&#231;&#227;o, com predom&#237;nio das doen&#231;as e mortes provocadas pelas doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis (DCNT), que produzem elevados custos para a sociedade, devido &#224; alta mortalidade e invalidez precoces<sup>1</sup>.</p>
    <p>Na Am&#233;rica Latina e no Caribe, as DCNT constituem a principal causa de morte, e as de maior import&#226;ncia s&#227;o as doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC), os c&#226;nceres e o diabetes mellitus<sup>2</sup>. No Brasil, as DAC foram respons&#225;veis, no ano de 2005, por 31,5% dos &#243;bitos. Entre essas, a doen&#231;a cerebrovascular (DCbV) foi a primeira causa de morte, seguida pelo infarto agudo do mioc&#225;rdio, que &#233; a principal dentre o grupo das doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC). No ano de 2006, as DAC representaram 10,1% do total de interna&#231;&#245;es<sup>3</sup>.</p>
    <p>Tanto as DCbV como as DIC t&#234;m fatores de risco bem estabelecidos. O estudo de Framingham foi um dos primeiros a demonstrar que a hipertens&#227;o arterial, altos n&#237;veis de colesterol, obesidade, diabetes mellitus, falta de atividade f&#237;sica e tabagismo s&#227;o fatores de risco fortemente relacionados ao desenvolvimento da doen&#231;a card&#237;aca e cerebrovascular<sup>4</sup>. Ap&#243;s esse estudo, v&#225;rios outros estudos confirmaram essa rela&#231;&#227;o<sup>5-7</sup>.</p>
    <p>Todos esses fatores de risco est&#227;o de alguma forma relacionados, portanto, &#233; de fundamental import&#226;ncia a implementa&#231;&#227;o de modelos de aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de que incorporem estrat&#233;gias diversas de preven&#231;&#227;o e/ou controle desses fatores, individuais e coletivos, a fim de contribuir para a redu&#231;&#227;o da morbi-mortalidade pelas DAC. Essa &#233;, na atualidade, um dos maiores desafios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica<sup>8</sup>.</p>
    <p>A ado&#231;&#227;o da estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia como pol&#237;tica priorit&#225;ria de aten&#231;&#227;o b&#225;sica, por sua conforma&#231;&#227;o e processo de trabalho, compreende as condi&#231;&#245;es mais favor&#225;veis de acesso &#224;s medidas multissetoriais e integrais que a abordagem das DAC exige<sup>1</sup>.</p>
    <p>Diante da relev&#226;ncia das DAC no quadro nosol&#243;gico no pa&#237;s e no mundo, e considerando a atua&#231;&#227;o das equipes de sa&#250;de da fam&#237;lia na identifica&#231;&#227;o e no controle dos principais fatores de risco das DAC, &#233; objetivo deste estudo analisar os coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar pelo SUS, antes e ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o da Sa&#250;de da Fam&#237;lia no munic&#237;pio de Londrina - PR.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo de agregados, no qual foram comparados coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#245;es hospitalares por DAC, DCbV e DIC, de pessoas residentes no munic&#237;pio de Londrina, em dois quadri&#234;nios: 1997 a 2000 e 2002 a 2005, respectivamente antes e ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o da estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia. O ano de 2001 foi exclu&#237;do por corresponder ao ano da implanta&#231;&#227;o dessa estrat&#233;gia na &#225;rea urbana do munic&#237;pio.</p>
    <p>O munic&#237;pio de Londrina situa-se na regi&#227;o norte do Estado do Paran&#225; e contava, no ano de 2005, com uma popula&#231;&#227;o de 488 287 habitantes<sup>9</sup>. Possu&#237;a, nesse mesmo ano, uma rede de aten&#231;&#227;o b&#225;sica composta por 54 unidades de sa&#250;de, nas quais se encontravam vinculadas 102 equipes de Sa&#250;de da Fam&#237;lia, com uma cobertura de mais de 70% da popula&#231;&#227;o do munic&#237;pio, principalmente a de &#225;reas perif&#233;ricas e de maior risco epidemiol&#243;gico e social<sup>10</sup>.</p>
    <p>Os dados de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar foram obtidos no banco do Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SIH/SUS). Esses bancos s&#227;o disponibilizados pelo Departamento de Inform&#225;tica do SUS (DATASUS), &#243;rg&#227;o sob responsabilidade da Secretaria Executiva do Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>11</sup>. As informa&#231;&#245;es sobre a popula&#231;&#227;o tiveram como fonte o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), contagem populacional de 1996 e estimativas para 1997 a 1999 e o Censo de 2000 (primeiro quadri&#234;nio) e estimativas do Censo de 2000 para 2002 a 2005 (segundo quadri&#234;nio) <sup>9</sup>.</p>
    <p>A coleta e classifica&#231;&#227;o dos dados pelos Sistemas de Informa&#231;&#245;es do Minist&#233;rio da Sa&#250;de sobre a morbidade e mortalidade por doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio baseou-se na classifica&#231;&#227;o estat&#237;stica internacional de doen&#231;as e problemas relacionados &#224; sa&#250;de, X Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as (CID-10), cap&#237;tulo IX<sup>12</sup>. Para obten&#231;&#227;o do n&#250;mero de interna&#231;&#245;es no ano de 1997, foi utilizado a CID - 9 (cap&#237;tulo VII) que era a classifica&#231;&#227;o em vigor naquele per&#237;odo. As DAC foram agrupadas pelos c&#243;digos: CID-9 390 a 459 e CID-10 100 a 199; as DCbV agrupadas pelos c&#243;digos: CID-9 430 a 438 e CID-10 160 a 169; e as DIC agrupadas pelos c&#243;digos: CID-9 410 a 414 e CID-10 120 a 125.</p>
    <p>Os dados foram transferidos para a planilha eletr&#244;nica Excel e em seguida foram constru&#237;das taxas espec&#237;ficas, segundo as vari&#225;veis: sexo, faixa et&#225;ria, causa de morte e de interna&#231;&#227;o hospitalar. Foram utilizados os coeficientes brutos de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar por DAC, DCbV e DIC, em vez dos padronizados, considerando-se a semelhan&#231;a da estrutura populacional do munic&#237;pio nos dois per&#237;odos. Segundo Laurenti e cols.<sup>13</sup>, a padroniza&#231;&#227;o constitui recurso a ser utilizado na compara&#231;&#227;o de popula&#231;&#245;es com diferentes estruturas et&#225;rias.</p>
    <p>Para compara&#231;&#227;o das taxas antes e ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o da Sa&#250;de da Fam&#237;lia, foram calculadas raz&#245;es de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar e os respectivos intervalos de 95% de confian&#231;a para as causas estudadas, tendo por refer&#234;ncia o valor correspondente ao quadri&#234;nio 1997-2000. Para o c&#225;lculo do intervalo de confian&#231;a, utilizou-se o "statcalc" do Programa Epi Info, Vers&#227;o 3.4.1. Considerando-se a estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia como interven&#231;&#227;o, raz&#245;es inferiores &#224; unidade, inclusive no intervalo de confian&#231;a, expressariam redu&#231;&#227;o estatisticamente significativa nas taxas de ocorr&#234;ncia dos agravos no segundo per&#237;odo.</p>
    <p>O projeto de pesquisa foi submetido ao Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Londrina, sendo analisado e aprovado sob o parecer 201/06 em 07 de agosto de 2006.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>As DAC mantiveram-se como a primeira causa de morte no munic&#237;pio de Londrina nos dois quadri&#234;nios estudados, respondendo por 3262 mortes no primeiro quadri&#234;nio e por 3389 no segundo. Dentre as DAC, as DCbV foram as mais prevalentes (40,31% das DAC no primeiro quadri&#234;nio e 37% no segundo), seguidas pelas DIC (25,1% e 26,82%, respectivamente). As DCbV e as DIC responderam juntas, em ambos os per&#237;odos, por aproximadamente 65% das mortes por DAC. Apesar da redu&#231;&#227;o do coeficiente de mortalidade por DAC no segundo per&#237;odo, que passou de 188,9 para 179,3/100.000 habitantes, esta n&#227;o foi significativa (raz&#227;o = 0,95, I.C.95%: 0,90-1,00).</p>
    <p>Quanto &#224;s interna&#231;&#245;es hospitalares por DAC, o coeficiente de interna&#231;&#227;o hospitalar manteve-se inalterado nos dois per&#237;odos (raz&#227;o = 1,00, I.C.95%: 0,97: 1,02). J&#225; as DCbV foram respons&#225;veis por 9,6% e 10,7% do total de interna&#231;&#245;es por DAC, no primeiro e segundo per&#237;odo respectivamente, mas a participa&#231;&#227;o percentual das DIC aumentou expressivamente no segundo per&#237;odo, passando de 19,7% para 27,1%.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref> apresenta os coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar das DCbV. Observa-se uma redu&#231;&#227;o das taxas de mortalidade (raz&#227;o= 0,87, I.C.95%: 0,81-0,94), mas um aumento de 10% no coeficiente de interna&#231;&#227;o no segundo per&#237;odo (raz&#227;o=1,10, I.C.95%: 1,03-1,19), sendo ambos estatisticamente significativos.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0645-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Ao estratificar por sexo, verifica-se uma redu&#231;&#227;o significativa no coeficiente de mortalidade, tanto para os homens quanto para as mulheres, por&#233;m, na estratifica&#231;&#227;o por faixa et&#225;ria, essa redu&#231;&#227;o foi significativa apenas no grupo de maiores de 60 anos, em ambos os sexos.</p>
    <p>Para o coeficiente de interna&#231;&#227;o hospitalar por DCbV, observou-se um aumento significativo do coeficiente entre os homens. Nas mulheres, verificou-se, apesar de n&#227;o significativa, uma redu&#231;&#227;o em todos os grupos et&#225;rios. Os coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar por DCbV tamb&#233;m foram mais elevados no sexo masculino. A rela&#231;&#227;o masculino/feminino manteve-se relativamente est&#225;vel para a mortalidade, passando de 1,3 no primeiro quadri&#234;nio para 1,4 no segundo. Para a interna&#231;&#227;o, houve um aumento expressivo na rela&#231;&#227;o masculino/feminino, passando de 1,2 para 1,6 no segundo quadri&#234;nio.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> mostra que, relativamente &#224;s DIC, n&#227;o houve altera&#231;&#227;o significativa no coeficiente de mortalidade entre os per&#237;odos (raz&#227;o=1,01, I.C.95%: 0,92-1,12). Altera&#231;&#245;es discretas e n&#227;o significativas foram observadas nas taxas de mortalidade espec&#237;ficas por sexo. Entre os homens houve um pequeno aumento, sobretudo no grupo mais jovem (30 a 45 anos) e entre as mulheres, redu&#231;&#227;o em todos os grupos et&#225;rios.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0645-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao coeficiente de interna&#231;&#227;o hospitalar, houve um aumento significativo no segundo quadri&#234;nio, com acr&#233;scimo de 40% na taxa (raz&#227;o=1,40, I.C.95%: 1,31-1,44). Essa eleva&#231;&#227;o se deu de maneira homog&#234;nea nos dois sexos e em todos os grupos. Por&#233;m, foi nas faixas et&#225;rias de 45 a 59 anos e nos maiores de 60 anos que o aumento foi estatisticamente significativo.</p>
    <p>Tamb&#233;m para as DIC, os coeficientes de mortalidade e de interna&#231;&#227;o hospitalar foram superiores no sexo masculino. Para o coeficiente de mortalidade, a rela&#231;&#227;o masculino/feminino que era de 1,5 no primeiro quadri&#234;nio passou para 1,7 no segundo. J&#225; para o coeficiente de interna&#231;&#227;o hospitalar, a rela&#231;&#227;o masculino/feminino apresentou redu&#231;&#227;o no segundo quadri&#234;nio em rela&#231;&#227;o ao primeiro, passando de 1,5 para 1,4.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Quanto ao delineamento dos estudos ecol&#243;gicos ou de agregados, segundo Almeida Filho e Rouquayrol<sup>14</sup>, s&#243; recentemente, inicia-se uma reavalia&#231;&#227;o das bases l&#243;gicas e metodol&#243;gicas desse tipo de estudo, tendo pela primeira vez merecido o destaque de um cap&#237;tulo espec&#237;fico no mais importante livro texto de epidemiologia da atualidade. No &#226;mbito da epidemiologia, os estudos ecol&#243;gicos passaram por um per&#237;odo de intenso processo de desvaloriza&#231;&#227;o, sendo relegados &#224; condi&#231;&#227;o de abordagem meramente descritiva, sem maior poder anal&#237;tico.</p>
    <p>Segundo Morgenstern<sup>15</sup>, os efeitos ecol&#243;gicos s&#227;o particularmente relevantes quando se tem por objetivo avaliar interven&#231;&#245;es na popula&#231;&#227;o, tais como novo programa, pol&#237;ticas ou legisla&#231;&#227;o. Todavia, algumas das limita&#231;&#245;es citadas por v&#225;rios autores<sup>15-17</sup> merecem ser consideradas na an&#225;lise dos resultados do presente estudo. A primeira refere-se &#224; qualidade da informa&#231;&#227;o e a segunda &#224; dificuldade de controlar fatores de confundimento.</p>
    <p>No tocante &#224;s informa&#231;&#245;es utilizadas, os dados do munic&#237;pio de Londrina, com baixas propor&#231;&#245;es de causas mal definidas - observadas ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o do N&#250;cleo de Informa&#231;&#245;es em Mortalidade (NIM), em meados da d&#233;cada de 1990, que checa as declara&#231;&#245;es de &#243;bito e realiza investiga&#231;&#227;o para confirmar a verdadeira causa de &#243;bito<sup>18</sup> -, sugerem a boa qualidade das informa&#231;&#245;es. Merece destaque o fato das causas mal definidas representarem, no per&#237;odo estudado, menos de 1,7% das mortes<sup>19</sup>.</p>
    <p>As diferen&#231;as significativas encontradas nos valores dos coeficientes analisados n&#227;o podem ser entendidas exclusivamente como resultantes da interven&#231;&#227;o (PSF), pois n&#227;o foi de alcance do estudo o controle dos fatores de confundimento. Portanto, apenas permitem aventar hip&#243;teses sobre uma poss&#237;vel influ&#234;ncia da estrat&#233;gia de aten&#231;&#227;o implantada nos n&#237;veis de morbi-mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares, que deve ser mais bem explorada a partir do uso de outros delineamentos como, por exemplo, estudo de caso controle.</p>
    <p>Quanto aos resultados, este estudo identificou uma redu&#231;&#227;o de 5,1% no coeficiente de mortalidade por DAC no per&#237;odo de 2002 a 2005 em rela&#231;&#227;o ao per&#237;odo de 1997 a 2000. O grupo de causas respons&#225;vel por essa redu&#231;&#227;o foi o das DCbV, com redu&#231;&#227;o de 12,9% no coeficiente. Esses resultados acompanham a tend&#234;ncia de queda das DAC e DCbV que vem ocorrendo na regi&#227;o Sul do pa&#237;s<sup>20</sup> e em alguns pa&#237;ses como Jap&#227;o, Austr&#225;lia, Estados Unidos e pa&#237;ses da Europa Ocidental, desde a d&#233;cada de 1950<sup>21</sup>. As taxas de mortalidade por DCbV apresentadas pelo munic&#237;pio no segundo per&#237;odo foram mais baixas que as da regi&#227;o Sul do pa&#237;s em 2001, nos dois sexos e em todos os grupos et&#225;rios<sup>22</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado que as DCbV apresentam aumento significativo da mortalidade com o aumento da idade, atingindo valores extremamente altos em pessoas acima dos 60 anos<sup>22-24</sup>, situa&#231;&#227;o tamb&#233;m confirmada por este estudo no munic&#237;pio de Londrina. A redu&#231;&#227;o significativa na taxa de mortalidade DCbV leva a inferir que a aten&#231;&#227;o prestada pela Sa&#250;de da Fam&#237;lia no munic&#237;pio, que tem a hipertens&#227;o arterial como &#225;rea program&#225;tica priorit&#225;ria para atua&#231;&#227;o das equipes (por meio da dispensa&#231;&#227;o de medicamentos, controle da press&#227;o arterial, acompanhamento clinico e laboratorial dos doentes) tem contribu&#237;do para a redu&#231;&#227;o dos coeficientes de mortalidade, entre mulheres e idosos. Ressalta-se que as a&#231;&#245;es de controle da hipertens&#227;o arterial pelas equipes de Sa&#250;de da Fam&#237;lia atingem principalmente estes dois grupos: mulheres e idosos, conforme descrito por Sousa e cols.<sup>25</sup> na atua&#231;&#227;o dessa estrat&#233;gia em munic&#237;pio de pequeno porte do interior do Paran&#225;.</p>
    <p>No estudo realizado por Abreu e cols.<sup>26</sup>, verificou-se o decl&#237;nio da mortalidade pela DCbV no Brasil, no per&#237;odo de 1993 a 2002. Os autores atribu&#237;ram esta redu&#231;&#227;o, em parte, &#224;s mudan&#231;as na oferta e no acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de ocorridos no pa&#237;s nesse per&#237;odo. Conforme estudo conduzido por Collins e cols.<sup>27</sup>, a DCbV &#233; um agravo que pode ser evitado em at&#233; 42% com controle adequado da hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. No entanto, tamb&#233;m deve se considerar que a facilidade de acesso &#224;s interna&#231;&#245;es hospitalares pode ter contribu&#237;do para reduzir a letalidade e, portanto, a mortalidade por essa causa.</p>
    <p>No caso das DIC, o comportamento da doen&#231;a no munic&#237;pio, com semelhan&#231;as nos valores assumidos pelos coeficientes nos dois per&#237;odos estudados, difere da tend&#234;ncia &#224; queda verificada nos Estados Unidos, pa&#237;ses da Europa Ocidental, Jap&#227;o e tamb&#233;m na Am&#233;rica Latina desde o final dos anos 1960, e nas regi&#245;es Sul e Sudeste do Brasil desde os anos 1980<sup>28</sup>. Segundo Lotufo<sup>28</sup>, a mortalidade pela DIC no Brasil n&#227;o &#233; uniforme. Quanto &#224;s interna&#231;&#245;es hospitalares em Londrina, o aumento nas taxas pode ser consequente &#224; amplia&#231;&#227;o no acesso &#224; aten&#231;&#227;o hospitalar, reflexo da regula&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o pr&#233;-hospitalar e hospitalar, com a implanta&#231;&#227;o do Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU) e da central de leitos no munic&#237;pio no in&#237;cio da d&#233;cada de 2000. Outra quest&#227;o a ser considerada no aumento mencionado, refere-se ao avan&#231;o tecnol&#243;gico no diagn&#243;stico e tratamento intervencionista para esse agravo (revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio e angioplastias) verificado nos &#250;ltimos anos. Segundo Oliveira e cols.<sup>29</sup>, em um estudo realizado no Estado do Rio de Janeiro, houve um aumento significativo das interna&#231;&#245;es por DIC, com crescimento concomitante de procedimentos de alta complexidade nessas interna&#231;&#245;es.</p>
    <p>Apesar do aumento da interna&#231;&#227;o, n&#227;o houve redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC. A esse respeito, h&#225; que se destacar que n&#227;o h&#225; consenso sobre qual tipo de interven&#231;&#227;o m&#233;dica tem maior impacto na ocorr&#234;ncia dessa doen&#231;a<sup>26</sup>. No estudo "INTERHEART", realizado em 52 pa&#237;ses, avaliando o efeito de fatores de risco para o infarto do mioc&#225;rdio, verificou que as dislipidemias; o tabagismo; a hipertens&#227;o; o diabetes; a obesidade abdominal; o baixo consumo di&#225;rio de frutas e verduras; o uso de &#225;lcool; e a falta de atividade f&#237;sica regular s&#227;o os mais importantes fatores de risco em todos os pa&#237;ses, em ambos os sexos e em todas as idades. Esses nove fatores responderam por 90% do risco atribu&#237;vel nos homens e 94% nas mulheres<sup>30</sup>.</p>
    <p>Essa constata&#231;&#227;o refor&#231;a o car&#225;ter multifatorial das doen&#231;as cardiovasculares e a insufici&#234;ncia das a&#231;&#245;es intervencionistas, e daquelas que focam prioritariamente o controle da hipertens&#227;o arterial em idades mais avan&#231;adas. H&#225; que se considerar que na etiologia da DIC, o adequado controle da hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), pode diminuir a ocorr&#234;ncia da DIC em 14%<sup>27</sup>. Tais aspectos indicam a necessidade de redirecionamento da aten&#231;&#227;o e amplia&#231;&#227;o da cobertura assistencial, com abordagens que contemplem mudan&#231;as no estilo de vida, de car&#225;ter preventivo e de promo&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de.</p>
    <p>Cabe a reflex&#227;o sobre que estrat&#233;gias preventivas e assistenciais deveriam ser adotadas pelas equipes de Sa&#250;de da Fam&#237;lia, visando a redu&#231;&#227;o das mortes por DIC e por DCbV nos outros grupos et&#225;rios e principalmente na popula&#231;&#227;o masculina. Nesse sentido, seria fundamental que as v&#225;rias iniciativas para reduzir o impacto das doen&#231;as n&#227;o-transmiss&#237;veis na popula&#231;&#227;o brasileira, propostas pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, que incluem o rastreamento do diabetes no n&#237;vel nacional, a implementa&#231;&#227;o de campanhas sobre hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e a aplica&#231;&#227;o de protocolos para manejo agressivo da dislipidemia em coronariopatas<sup>31</sup>, tamb&#233;m encontrem condi&#231;&#245;es adequadas para o seu desenvolvimento pelas equipes locais.</p>
    <p>Destaque-se que s&#243; mais recentemente est&#227;o sendo adotadas estrat&#233;gias de promo&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de. A Pol&#237;tica Nacional de Promo&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de, publicada em 2002 pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>32</sup>, fez v&#225;rios apontamentos, por&#233;m n&#227;o foi suficiente para deflagrar o desenvolvimento de a&#231;&#245;es concretas nesse campo. Uma estrat&#233;gia recente, divulgada no in&#237;cio de 2008 por meio de portaria ministerial, foram os N&#250;cleos de Apoio &#224; Sa&#250;de da Fam&#237;lia<sup>33</sup>, de atua&#231;&#227;o multiprofissional, com objetivo de apoiar as equipes de sa&#250;de da fam&#237;lia e que, se bem sucedidos, constituir&#227;o um importante passo para o desenvolvimento de a&#231;&#245;es de atividade f&#237;sica, de promo&#231;&#227;o de pr&#225;ticas alimentares saud&#225;veis, de sa&#250;de mental, dentre outras, reconhecidamente necess&#225;rias ao enfrentamento desses agravos n&#227;o transmiss&#237;veis.</p>
    <p>Apesar de a presente an&#225;lise basear-se em dados secund&#225;rios e agregados, os resultados mostraram a redu&#231;&#227;o das taxas de mortalidade por doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio no munic&#237;pio, ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o da estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia, como consequ&#234;ncia da diminui&#231;&#227;o da mortalidade por doen&#231;as cerebrovasculares, notadamente na popula&#231;&#227;o idosa. Os resultados indicam, de certo modo, o impacto dos investimentos no controle da hipertens&#227;o arterial e na preven&#231;&#227;o dos eventos cerebrovasculares. Todavia, a manuten&#231;&#227;o dos n&#237;veis de mortalidade e o incremento de interna&#231;&#245;es hospitalares, tanto por DCbV quanto por DIC, entre adultos n&#227;o idosos, apontam a necessidade de se aprofundar a an&#225;lise em n&#237;vel local, no sentido de verificar em que medida as a&#231;&#245;es t&#234;m alcan&#231;ado diferentes grupos populacionais, em especial os inseridos no mercado de trabalho. Al&#233;m disso, &#233; tamb&#233;m merecedora de preocupa&#231;&#227;o a sobremorbi-mortalidade masculina observada, principalmente ao se considerar que avan&#231;os ulteriores na promo&#231;&#227;o da sa&#250;de cardiovascular dependem, em grande parte, da capacidade de inclus&#227;o das pessoas tradicionalmente &#224; margem do sistema de sa&#250;de, com destaque para a aten&#231;&#227;o b&#225;sica. &#201; necess&#225;rio que os indicadores epidemiol&#243;gicos n&#227;o sejam calculados apenas como resposta &#224;s exig&#234;ncias governamentais para o repasse de recursos, mas que sejam incorporados ao conceito de vigil&#226;ncia e de acompanhamento sistematizado, com o prop&#243;sito de dar suporte aos processos decis&#243;rios em toda linha do cuidado.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte da monografia de especializa&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva de Mara Cristina Nishikawa Yagi pela Universidade Estadual de Londrina.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Br&#237;gida Gimenez Carvalho </p>
        <p> Rua Chile, 43 - 1&#186; andar - Centro </p>
        <p> 86010-220 - Londrina- PR - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="brigidagimenez@gmail.com">brigidagimenez@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/07/2008; revisado recebido em 16/10/2008; aceito em 10/11/2008.</p>
  </body>
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            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31. Polanczyk CA.    Fatores de risco cardiovascular no Brasil: os pr&#243;ximos 50 anos! Arq Bras    Cardiol. 2005; 84(3): 199-201.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatores de risco cardiovascular no Brasil: os pr&#243;ximos 50 anos!</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>199</fpage>
          <lpage>201</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Polanczyk</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32. Minist&#233;rio    da Sa&#250;de. Pol&#237;tica Nacional de Promo&#231;&#227;o da Sa&#250;de.    Bras&#237;lia; 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Pol&#237;tica Nacional de Promo&#231;&#227;o da Sa&#250;de</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B33">
        <label>33</label>
        <mixed-citation>33. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Portaria GM n&#186; 154, de 24 de Janeiro de 2008. Cria os N&#250;cleos de apoio &#224; Sa&#250;de da Fam&#237;lia - NASF. Di&#225;rio Oficial da Uni&#227;o 4 mar 2008; Se&#231;&#227;o 1(43):38-42.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Portaria GM n&#186; 154, de 24 de Janeiro de 2008: Cria os N&#250;cleos de apoio &#224; Sa&#250;de da Fam&#237;lia - NASF</article-title>
          <source>Di&#225;rio Oficial da Uni&#227;o 4 mar</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>38</fpage>
          <lpage>42</lpage>
          <issue>43</issue>
          <volume>Se&#231;&#227;o 1</volume>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Enfermedades cardiovasculares antes y despu&#233;s del programa salud de la familia, Londrina, Paran&#225;</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La reducci&#243;n de la morbimortalidad en las enfermedades del aparato circulatorio (EAC) es uno de los mayores desaf&#237;os de la atenci&#243;n b&#225;sica, y la acci&#243;n de Salud de la Familia posibilita el acceso a las medidas multisectoriales e integrales que el abordaje de esas enfermedades exige. OBJETIVO: Analizar la mortalidad y la internaci&#243;n hospitalaria por EAC, antes y despu&#233;s de la implantaci&#243;n de Salud de la Familia en Londrina-PR. M&#201;TODO: Estudio de agregaci&#243;n, comparando los coeficientes de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria del SUS, por EAC, enfermedad cerebrovascular (ECbV) y enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n (EIC), de residentes en Londrina, en dos cuadrienios: 1997 a 2000 y 2002 a 2005. Los datos se obtuvieron mediante el Sistema de Informaciones sobre Mortalidad y el Sistema de Informaciones Hospitalarias del SUS. Se calcularon las razones de las tasas en los dos per&#237;odos y los respectivos intervalos de 95% de confianza. RESULTADOS: Las EAC se mantuvieron como la primera causa de muerte en el municipio en los dos cuadrienios. Las ECbV y las EIC fueron responsables de m&#225;s del 63% de las muertes por EAC. En la comparaci&#243;n de los dos cuadrienios, se observ&#243; reducci&#243;n de las tasas de mortalidad por ECbV, significativa s&#243;lo en mayores de 59 a&#241;os, en ambos sexos, y aumento de la internaci&#243;n en un 10%. No existi&#243; alteraci&#243;n significativa en la mortalidad por EIC y hubo un aumento del 40% en la tasa de internaci&#243;n. CONCLUSI&#211;N: La reducci&#243;n significativa s&#243;lo en la mortalidad por ECbV en ancianos sugiere la necesidad de ampliar la cobertura asistencial a los diferentes grupos poblacionales y desarrollar acciones de car&#225;cter preventivo y de promoci&#243;n de la salud.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enfermedades cardiovasculares</kwd>
        <kwd>morbilidad</kwd>
        <kwd>evaluaci&#243;n de programas y proyectos de salud</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Enfermedades cardiovasculares antes y despu&#233;s del Programa Salud de la Familia, Londrina, Paran&#225;</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Br&#237;gida Gimenez Carvalho; Regina Kazue Tanno de Souza; Darli Antonio Soares; Mara Cristina Nishikawa Yagi</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Salud Colectiva de la Universidad Estadual de Londrina, PR, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> La reducci&#243;n de la morbimortalidad en las enfermedades del aparato circulatorio (EAC) es uno de los mayores desaf&#237;os de la atenci&#243;n b&#225;sica, y la acci&#243;n de Salud de la Familia posibilita el acceso a las medidas multisectoriales e integrales que el abordaje de esas enfermedades exige.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analizar la mortalidad y la internaci&#243;n hospitalaria por EAC, antes y despu&#233;s de la implantaci&#243;n de Salud de la Familia en Londrina-PR.</p>
      <p><bold>M&#201;TODO:</bold> Estudio de agregaci&#243;n, comparando los coeficientes de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria del SUS, por EAC, enfermedad cerebrovascular (ECbV) y enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n (EIC), de residentes en Londrina, en dos cuadrienios: 1997 a 2000 y 2002 a 2005. Los datos se obtuvieron mediante el Sistema de Informaciones sobre Mortalidad y el Sistema de Informaciones Hospitalarias del SUS. Se calcularon las razones de las tasas en los dos per&#237;odos y los respectivos intervalos de 95% de confianza.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Las EAC se mantuvieron como la primera causa de muerte en el municipio en los dos cuadrienios. Las ECbV y las EIC fueron responsables de m&#225;s del 63% de las muertes por EAC. En la comparaci&#243;n de los dos cuadrienios, se observ&#243; reducci&#243;n de las tasas de mortalidad por ECbV, significativa s&#243;lo en mayores de 59 a&#241;os, en ambos sexos, y aumento de la internaci&#243;n en un 10%. No existi&#243; alteraci&#243;n significativa en la mortalidad por EIC y hubo un aumento del 40% en la tasa de internaci&#243;n.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La reducci&#243;n significativa s&#243;lo en la mortalidad por ECbV en ancianos sugiere la necesidad de ampliar la cobertura asistencial a los diferentes grupos poblacionales y desarrollar acciones de car&#225;cter preventivo y de promoci&#243;n de la salud. </p>
      <p><bold>Palabras Clave:</bold> Enfermedades cardiovasculares/mortalidad, morbilidad, evaluaci&#243;n de programas y proyectos de salud.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La revoluci&#243;n tecnol&#243;gica e industrial produjo cambios en el perfil de morbimortalidad de la poblaci&#243;n, con predominio de las enfermedades y muertes provocadas por las enfermedades cr&#243;nicas no transmisibles (ECNT), que producen elevados costos para la sociedad, debido a la alta mortalidad e invalidez precoces<sup>1</sup>.</p>
      <p>En Am&#233;rica Latina y en el Caribe, las ECNT constituyen la principal causa de muerte, y las de mayor importancia son las enfermedades del aparato circulatorio (EAC), el c&#225;ncer y la diabetes mellitus<sup>2</sup>. En Brasil, las EAC fueron responsables, en el a&#241;o 2005, del 31,5% de los &#243;bitos. Entre ellas, la enfermedad cerebrovascular (ECbV) fue la primera causa de muerte, seguida por el infarto agudo de miocardio, que es la principal dentro del grupo de las enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n (EIC). En el a&#241;o 2006, las EAC representaron el 10,1% del total de internaciones<sup>3</sup>.</p>
      <p>Tanto las ECbV como las EIC tienen factores de riesgo bien establecidos. El estudio de Framingham fue uno de los primeros en demostrar que la hipertensi&#243;n arterial, altos niveles de colesterol, obesidad, diabetes mellitus, falta de actividad f&#237;sica y tabaquismo son factores de riesgo fuertemente relacionados al desarrollo de enfermedad cardiaca y cerebrovascular<sup>4</sup>. Luego de ese estudio, varios otros confirmaron esa relaci&#243;n<sup>5-7</sup>.</p>
      <p>Todos esos factores de riesgo est&#225;n de alguna forma relacionados y es, por lo tanto, de fundamental importancia la implementaci&#243;n de modelos de atenci&#243;n de la salud, que incorporen estrategias diversas de prevenci&#243;n y/o control de esos factores, individuales y colectivos, a fin de contribuir a la reducci&#243;n de la morbimortalidad por EAC. Ese es, en la actualidad, uno de los mayores desaf&#237;os de la atenci&#243;n b&#225;sica<sup>8</sup>.</p>
      <p>La adopci&#243;n de la estrategia Salud de la Familia como pol&#237;tica prioritaria de atenci&#243;n b&#225;sica, por su conformaci&#243;n y proceso de trabajo, comprende las condiciones m&#225;s favorables de acceso a las medidas multisectoriales e integrales que el abordaje de las EAC exige<sup>1</sup>.</p>
      <p>Frente a la relevancia de las EAC en el cuadro nosol&#243;gico del pa&#237;s y del mundo, y considerando la actuaci&#243;n de los equipos de Salud de la Familia en la identificaci&#243;n y control de los principales factores de riesgo de las EAC, es objetivo de este estudio analizar los coeficientes de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria a trav&#233;s del SUS, antes y despu&#233;s de la implantaci&#243;n de Saludde la Familia en el municipio de Londrina - PR.</p>
      <p>
        <bold>Metodolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio de agregaci&#243;n en el cual se compararon coeficientes de mortalidad y de internaciones hospitalarias por EAC, ECbV y EIC, de personas residentes en el municipio de Londrina, en dos cuadrienios: 1997 a 2000 y 2002 a 2005, respectivamente, antes y despu&#233;s de la implantaci&#243;n de la estrategia Salud de la Familia. Se excluy&#243; al a&#241;o 2001 por corresponder al a&#241;o de implantaci&#243;n de esta estrategia en el &#225;rea urbana del municipio.</p>
      <p>El municipio de Londrina est&#225; situado en la regi&#243;n norte del Estado de Paran&#225; y contaba, en el a&#241;o 2005, con una poblaci&#243;n de 488.287 habitantes<sup>9</sup>. Ten&#237;a, en el mismo a&#241;o, una red de atenci&#243;n b&#225;sica compuesta por 54 unidades de salud, a las que se vinculaban 102 equipos de Salud de la Familia, con una cobertura de m&#225;s del 70% de la poblaci&#243;n del municipio, principalmente de &#225;reas perif&#233;ricas y de mayor riesgo epidemiol&#243;gico y social<sup>10</sup>.</p>
      <p>Los datos de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria se obtuvieron en el banco del Sistema de Informaciones sobre Mortalidad (SIM) y del Sistema de Informaciones Hospitalarias del Sistema &#218;nico de Salud (SIH/SUS). Esos bancos est&#225;n a cargo del Departamento de Inform&#225;tica del SUS (DATASUS), &#243;rgano que se encuentra bajo la responsabilidad de la Secretar&#237;a Ejecutiva del Ministerio de Salud<sup>11</sup>. Las informaciones sobre la poblaci&#243;n tuvieron como fuente al Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica (IBGE), el conteo poblacional de 1996 y estimaciones para 1997 a 1999, y el Censo de 2000 (primer cuadrienio) y estimaciones del Censo de 2000 para 2002 a 2005 (segundo cuadrienio) <sup>9</sup>.</p>
      <p>La recolecci&#243;n y clasificaci&#243;n de los datos por los Sistemas de Informaciones del Ministerio de Salud sobre la morbilidad y mortalidad por enfermedades del aparato circulatorio se bas&#243; en la clasificaci&#243;n estad&#237;stica internacional de enfermedades y problemas relacionados a la salud, X&#170; Revisi&#243;n de la Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades (CIE-10), cap&#237;tulo IX<sup>12</sup>. Para obtener el n&#250;mero de internaciones en el a&#241;o 1997, se utiliz&#243; la CIE - 9 (cap&#237;tulo VII) que era la clasificaci&#243;n vigente en ese per&#237;odo. Las EAC fueron agrupadas por los c&#243;digos: CID-9 390 a 459 y CID-10 I00 a I99; las ECbV, por los c&#243;digos: CID-9 430 a 438 y CID-10 I60 a I69; y las EIC, por los c&#243;digos: CID-9 410 a 414 y CID-10 I20 a I25.</p>
      <p>Los datos se transfirieron a una planilla electr&#243;nica Excel y se construyeron luego tasas espec&#237;ficas, seg&#250;n las variables: sexo, franja etaria, causa de muerte y de internaci&#243;n hospitalaria. Se utilizaron los coeficientes brutos de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria por EAC, ECbV y EIC, en lugar de los estandarizados, consider&#225;ndose la semejanza de la estructura poblacional del municipio en los dos per&#237;odos. Seg&#250;n Laurenti et al. <sup>13</sup>, la estandarizaci&#243;n constituye un recurso utilizable en la comparaci&#243;n de poblaciones con diferentes estructuras etarias.</p>
      <p>Para comparar las tasas antes y despu&#233;s de la implantaci&#243;n de Salud de la Familia, se calcularon razones de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria y los respectivos intervalos del 95% de confianza para las causas estudiadas, teniendo por referencia el valor correspondiente al cuadrienio 1997-2000. Para el c&#225;lculo del intervalo de confianza, se utiliz&#243; el "statcalc" del Programa Epi Info, Versi&#243;n 3.4.1. Consider&#225;ndose la estrategia Salud de la Familia como intervenci&#243;n, las razones inferiores a la unidad, inclusive en el intervalo de confianza, expresar&#237;an reducci&#243;n estad&#237;sticamente significativa en las tasas de aparici&#243;n de las patolog&#237;as en el segundo per&#237;odo.</p>
      <p>El proyecto de investigaci&#243;n se someti&#243; a la evaluaci&#243;n del Comit&#233; de &#201;tica en la Investigaci&#243;n en Seres Humanos, de la Universidad Estadual de Londrina, y fue analizado y aprobado bajo el dictamen 201/06, el 07 de agosto de 2006.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Las EAC se mantuvieron como primera causa de muerte en el municipio de Londrina en los dos cuadrienios estudiados, siendo responsables de 3262 muertes en el primer cuadrienio y de 3389 en el segundo. Entre las EAC, las ECbV fueron las prevalentes (40,31% de las EAC en el primer cuadrienio y el 37% en el segundo), seguidas por las EIC (25,1% y 26,82%, respectivamente). Las ECbV y las EIC causaron juntas, en ambos per&#237;odos, aproximadamente el 65% de las muertes por EAC. Pese a la reducci&#243;n del coeficiente de mortalidad por EAC en el segundo per&#237;odo, que pas&#243; de 188,9 a 179,3/100.000 habitantes, &#233;sta no fue significativa (raz&#243;n = 0,95, I.C.95%: 0,90-1,00).</p>
      <p>En cuanto a las internaciones hospitalarias por EAC, el coeficiente se mantuvo sin modificaciones en los dos per&#237;odos (raz&#243;n = 1,00, I.C.95%: 0,97: 1,02). Las ECbV fueron responsables del 9,6% y el 10,7% del total de internaciones por EAC, en el primero y segundo per&#237;odo respectivamente, pero la participaci&#243;n porcentual de las EIC aument&#243; significativamente en el segundo per&#237;odo, pasando del 19,7% al 27,1%.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t1-body2">tabla 1</xref> presenta los coeficientes de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria de las ECbV. Se observa una reducci&#243;n de las tasas de mortalidad (raz&#243;n= 0,87, I.C.95%: 0,81-0,94), y un aumento del 10% en el coeficiente de internaci&#243;n en el segundo per&#237;odo (raz&#243;n=1,10, I.C.95%: 1,03-1,19), siendo ambos estad&#237;sticamente significativos.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0645-00003-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Al estratificar por sexo, se verifica una reducci&#243;n significativa en el coeficiente de mortalidad, tanto en los hombres como en las mujeres; sin embargo, en la estratificaci&#243;n por franja etaria, esa reducci&#243;n s&#243;lo fue significativa en el grupo de mayores de 60 a&#241;os, en ambos sexos.</p>
      <p>Para el coeficiente de internaci&#243;n hospitalaria por ECbV, se observ&#243; un aumento significativo del coeficiente en los hombres. En las mujeres, pese a no ser significativa, se evidenci&#243; una reducci&#243;n en todos los grupos etarios. Tambi&#233;n para el sexo masculino los coeficientes de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria por ECbV fueron m&#225;s elevados. La relaci&#243;n masculino/femenino se mantuvo relativamente estable para la mortalidad, pasando de 1,3 en el primer cuadrienio a 1,4 en el segundo. En la internaci&#243;n hubo un aumento significativo en la relaci&#243;n masculino/femenino, pasando de 1,2 a 1,6 en el segundo cuadrienio.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t2-body2">tabla 2</xref> muestra que, con relaci&#243;n a las EIC, no existi&#243; alteraci&#243;n significativa en el coeficiente de mortalidad entre los per&#237;odos (raz&#243;n=1,01, I.C.95%: 0,92-1,12). Alteraciones discretas y no significativas se observaron en las tasas de mortalidad espec&#237;ficas por sexo. Entre los hombres hubo un peque&#241;o aumento, sobre todo en el grupo m&#225;s joven (30 a 45 a&#241;os) y entre las mujeres, reducci&#243;n en todos los grupos etarios.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0645-00003-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Con relaci&#243;n al coeficiente de internaci&#243;n hospitalaria, hubo un aumento significativo el segundo cuadrienio, con un crecimiento de 40% en la tasa (raz&#243;n=1,40, I.C.95%: 1,31-1,44). Esa elevaci&#243;n se dio de manera homog&#233;nea en los dos sexos y en todos los grupos. Sin embargo, fue en las franjas etarias de 45 a 59 a&#241;os y en los mayores de 60 a&#241;os que el aumento fue estad&#237;sticamente significativo.</p>
      <p>Tambi&#233;n para las EIC, los coeficientes de mortalidad y de internaci&#243;n hospitalaria fueron superiores en el sexo masculino. Para el coeficiente de mortalidad, la relaci&#243;n masculino/femenino que era de 1,5 en el primer cuadrienio pas&#243; a 1,7 en el segundo. Para el coeficiente de internaci&#243;n hospitalaria, la relaci&#243;n masculino/femenino present&#243; una reducci&#243;n en el segundo cuadrienio en relaci&#243;n con el primero, pasando de 1,5 a 1,4.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En cuanto al delineamiento de los estudios ecol&#243;gicos o de agregaci&#243;n, seg&#250;n Almeida Filho y Rouquayrol<sup>14</sup>, reci&#233;n ahora se inicia una reevaluaci&#243;n de las bases l&#243;gicas y metodol&#243;gicas de ese tipo de estudios, y obtienen por primera vez un lugar destacado en un cap&#237;tulo espec&#237;fico del libro de texto de epidemiolog&#237;a m&#225;s importante de la actualidad. En el &#225;mbito de la epidemiolog&#237;a, los estudios ecol&#243;gicos pasaron por un per&#237;odo de intenso proceso de desvalorizaci&#243;n, siendo relegados a la condici&#243;n de abordaje meramente descriptivo, sin mayor poder anal&#237;tico.</p>
      <p>Seg&#250;n Morgenstern<sup>15</sup>, los efectos ecol&#243;gicos son particularmente relevantes cuando se tiene por objetivo evaluar intervenciones en la poblaci&#243;n, tales como nuevo programa, pol&#237;ticas o legislaci&#243;n. Sin embargo, algunas de las limitaciones citadas por varios autores<sup>15-17</sup> merecen ser consideradas en el an&#225;lisis de los resultados del presente estudio. La primera se refiere a la calidad de la informaci&#243;n y la segunda a la dificultad de controlar factores confusores.</p>
      <p>En lo que concierne a las informaciones utilizadas, los datos del municipio de Londrina, con bajas proporciones de causas mal definidas - observadas luego de la implantaci&#243;n del N&#250;cleo de Informaciones en Mortalidad (NIM), a mediados de la d&#233;cada de 1990, que chequea los certificados de defunci&#243;n y realiza una investigaci&#243;n para confirmar la verdadera causa de &#243;bito<sup>18</sup> -, sugieren la buena calidad de las informaciones. Merece destacarse el hecho de que las causas mal definidas representaron, en el per&#237;odo estudiado, menos del 1,7% de las muertes<sup>19</sup>.</p>
      <p>Las diferencias significativas encontradas en los valores de los coeficientes analizados no pueden ser entendidas exclusivamente como resultantes de la intervenci&#243;n (PSF), pues no fue de alcance del estudio el control de los factores confusores. Por lo tanto, s&#243;lo permiten aventar hip&#243;tesis sobre una posible influencia de la estrategia de atenci&#243;n implantada sobre los niveles de morbimortalidad por Enfermedades cardiovasculares, que debe ser mejor explorada a partir del uso de otros delineamientos como, por ejemplo, el estudio de caso control.</p>
      <p>En cuanto a los resultados, este estudio identific&#243; una reducci&#243;n del 5,1% en el coeficiente de mortalidad por EAC, en el per&#237;odo de 2002 a 2005 con relaci&#243;n al per&#237;odo de 1997 a 2000. El grupo de causas responsable de esa reducci&#243;n fue el de las ECbV, con una reducci&#243;n del 12,9% en el coeficiente. Esos resultados acompa&#241;an la tendencia de ca&#237;da de las EAC y ECbV que viene ocurriendo en la regi&#243;n Sur del pa&#237;s<sup>20</sup> y en algunos pa&#237;ses como Jap&#243;n, Australia, Estados Unidos y pa&#237;ses de Europa Occidental, desde la d&#233;cada de 1950<sup>21</sup>. Las tasas de mortalidad por ECbV presentadas por el municipio en el segundo per&#237;odo fueron m&#225;s bajas que las de la regi&#243;n Sur del pa&#237;s en 2001, en los dos sexos y en todos los grupos etarios<sup>22</sup>.</p>
      <p>Varios estudios vienen demostrando que las ECbV presentan un aumento significativo de la mortalidad con el aumento de la edad, alcanzando valores extremamente altos en personas mayores de 60 a&#241;os<sup>22-24</sup>, situaci&#243;n tambi&#233;n confirmada por este estudio en el municipio de Londrina. La reducci&#243;n significativa en la tasa de mortalidad ECbV lleva a inferir que la atenci&#243;n prestada por Salud de la Familia en el municipio, que tiene a la hipertensi&#243;n arterial como &#225;rea program&#225;tica prioritaria para actuaci&#243;n de los equipos (por medio de la dispensaci&#243;n de medicamentos, control de la presi&#243;n arterial, seguimiento cl&#237;nico y de laboratorio de los pacientes), est&#225; contribuyendo a la reducci&#243;n de los coeficientes de mortalidad, entre mujeres y ancianos. Se destaca que las acciones de control de la hipertensi&#243;n arterial por los equipos de Salud de la Familia alcanza principalmente a estos dos grupos: mujeres y ancianos, conforme lo descrito por Sousa et al. <sup>25</sup> en la actuaci&#243;n de esa estrategia en municipios de peque&#241;o tama&#241;o del interior de Paran&#225;.</p>
      <p>En el estudio realizado por Abreu et al. <sup>26</sup>, se verific&#243; el descenso de la mortalidad por ECbV en Brasil, en el per&#237;odo del 1993 a 2002. Los autores atribuyeron esta reducci&#243;n, en parte, a los cambios en la oferta y en la accesibilidad a los servicios de salud ocurridos en el pa&#237;s en ese per&#237;odo. De acuerdo al estudio llevado a cabo por Collins et al.<sup>27</sup>, la ECbV es una patolog&#237;a que puede ser evitada en hasta un 42% con control adecuado de la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. No obstante, tambi&#233;n se debe considerar que la facilidad de acceso a las internaciones hospitalarias puede haber contribuido a reducir la letalidad y, por lo tanto, la mortalidad por esa causa.</p>
      <p>En el caso de las EIC, el comportamiento de la enfermedad en el municipio, con semejanzas en los valores asumidos por los coeficientes en los dos per&#237;odos estudiados, difiere de la tendencia a la ca&#237;da verificada en Estados Unidos, pa&#237;ses de Europa Occidental, Jap&#243;n e tambi&#233;n en Am&#233;rica Latina desde el final de los a&#241;os 1960, y en las regiones Sur y Sudeste de Brasil desde los a&#241;os 1980<sup>28</sup>. Seg&#250;n Lotufo<sup>28</sup>, la mortalidad por EIC en Brasil no es uniforme. En cuanto a las internaciones hospitalarias en Londrina, el aumento en las tasas puede ser consecuencia del incremento de la accesibilidad a la atenci&#243;n hospitalaria, reflejo de la regulaci&#243;n de la atenci&#243;n pre-hospitalaria y hospitalaria, con la implantaci&#243;n del Servicio de Atenci&#243;n M&#243;vil de Urgencia (SAMU) y de la central de camas en el municipio a comienzos de la d&#233;cada de 2000. Otra cuesti&#243;n a ser considerada en el mencionado aumento, se refiere al avance tecnol&#243;gico en el diagn&#243;stico y tratamiento intervencionista para esa patolog&#237;a (revascularizaci&#243;n del miocardio y angioplastias) verificado en los &#250;ltimos a&#241;os. Seg&#250;n Oliveira et al. <sup>29</sup>, en un estudio realizado en el Estado de R&#237;o de Janeiro, se produjo un aumento significativo de las internaciones por EIC, con crecimiento concomitante de procedimientos de alta complejidad en esas internaciones.</p>
      <p>Pese al aumento de la internaci&#243;n, no hubo reducci&#243;n de la mortalidad por EIC. A ese respecto, hay que destacar que no existe consenso sobre qu&#233; tipo de intervenci&#243;n m&#233;dica tiene mayor impacto en la aparici&#243;n de esta enfermedad <sup>26</sup>. En el estudio "INTERHEART", realizado en 52 pa&#237;ses, evaluando el efecto de factores de riesgo para el infarto de miocardio, verific&#243; que las dislipidemias, el tabaquismo, la hipertensi&#243;n, la diabetes, la obesidad abdominal, el bajo consumo diario de frutas y verduras, el uso de alcohol y la falta de actividad f&#237;sica regular son los factores de riesgo m&#225;s importantes en todos los pa&#237;ses, en ambos sexos y en todas las edades. Esos nueve factores fueron responsables del 90% del riesgo atribuible en los hombres y el 94% en las mujeres<sup>30</sup>.</p>
      <p>Esta constataci&#243;n refuerza el car&#225;cter multifactorial de las enfermedades cardiovasculares y la insuficiencia de las acciones intervencionistas, y de aquellas que enfocan prioritariamente el control de la hipertensi&#243;n arterial en edades m&#225;s avanzadas. Hay que considerar que en la etiolog&#237;a de la EIC, el adecuado control de la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), puede disminuir la aparici&#243;n de la EIC en un 14%<sup>27</sup>. Tales aspectos muestran la necesidad de redireccionar la atenci&#243;n y ampliaci&#243;n de la cobertura asistencial, con abordajes que contemplen cambios en el estilo de vida, de car&#225;cter preventivo y de promoci&#243;n de la salud.</p>
      <p>Cabe reflexionar sobre qu&#233; estrategias preventivas y asistenciales deber&#237;an ser adoptadas por los equipos de Salud de la Familia, con vista a la reducci&#243;n de las muertes por EIC y por ECbV en los otros grupos etarios y principalmente en la poblaci&#243;n masculina. En ese sentido, seria fundamental que las diferentes iniciativas para reducir el impacto de las Enfermedades no transmisibles en la poblaci&#243;n brasile&#241;a, propuestas por el Ministerio de Salud, que incluyen la b&#250;squeda de diabetes a nivel nacional, la implementaci&#243;n de campa&#241;as sobre hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica y la aplicaci&#243;n de protocolos para el manejo agresivo de la dislipidemia en pacientes coronarios<sup>31</sup>, tambi&#233;n encuentren condiciones adecuadas para su desarrollo por los equipos locales.</p>
      <p>Es de destacar que reci&#233;n en los &#250;ltimos tiempos se est&#225;n adoptando estrategias de promoci&#243;n de la salud. La Pol&#237;tica Nacional de Promoci&#243;n de la Salud, publicada en 2002 por el Ministerio de Salud <sup>32</sup>, traz&#243; varias directrices, pero no fue suficiente para propagar el desarrollo de acciones concretas en ese campo. Una estrategia reciente, divulgada en el inicio de 2008 mediante resoluci&#243;n ministerial, fue la de los N&#250;cleos de Apoyo a la Salud de la Familia <sup>33</sup>, de actuaci&#243;n interdisciplinaria, cuyo objetivo es apoyar a los equipos de salud de la familia y que, si se llevan a cabo correctamente, constituir&#225;n un importante paso para el desarrollo de acciones de actividad f&#237;sica, de promoci&#243;n de pr&#225;cticas saludables, de salud mental, entre otras, reconocidamente necesarias para afrontar estas patolog&#237;as no transmisibles.</p>
      <p>Pese a que el presente an&#225;lisis se basa en datos secundarios y agregaci&#243;n, los resultados mostraron una reducci&#243;n de las tasas de mortalidad por enfermedades del aparato circulatorio en el municipio, tras la implementaci&#243;n de la estrategia Salud de la Familia, como consecuencia de la disminuci&#243;n de la mortalidad por enfermedades cerebrovasculares, principalmente en la poblaci&#243;n anciana. Los resultados indican, de cierto modo, el impacto de las inversiones en el control de la hipertensi&#243;n arterial y en la prevenci&#243;n de los eventos cerebrovasculares. No obstante, el mantenimiento de los niveles de mortalidad y el incremento de internaciones hospitalarias, tanto por ECbV como por EIC, entre adultos no ancianos, se&#241;alan la necesidad de profundizar el an&#225;lisis a nivel local, en el sentido de verificar en qu&#233; medida las acciones vienen alcanzando a diferentes grupos poblacionales, especialmente a los insertos en el mercado laboral. Merece preocupaci&#243;n tambi&#233;n la sobremorbimortalidad masculina observada, sobre todo si se considera que avances ulteriores en la promoci&#243;n de la salud cardiovascular dependen, en grande parte, de la capacidad de inclusi&#243;n de las personas que se encuentran tradicionalmente al margen del sistema de salud, con especial relevancia para la atenci&#243;n b&#225;sica. Es necesario que los indicadores epidemiol&#243;gicos no sean calculados s&#243;lo como respuesta a las exigencias gubernamentales para la asignaci&#243;n de recursos, sino que sean incorporados al concepto de vigilancia y de seguimiento sistematizado, con el prop&#243;sito de dar sustento a los procesos decisorios a lo largo de toda la l&#237;nea de cuidados.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la tesis de monograf&#237;a de Especializaci&#243;n en Salud Colectiva de Br&#237;gida Gimenez Carvalho de la Universidad Estadual de Londrina.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Diseases of the circulatory system before and after the family health program, Londrina, Paran&#225;</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The reduction in morbidity and mortality rates from diseases of the circulatory system (DCS) is one of the greatest challenges in primary care, and the implementation of the Family Health Program provides access to the multisectoral and integrated measures required for dealing with these diseases. OBJECTIVE: To analyze DCS mortality and hospitalization rates before and after the implementation of the Family Health Program, in Londrina, Paran&#225;. METHODS: This was an ecological study, comparing DCS, cerebrovascular disease (CbVD) and ischemic heart disease (IHD) mortality rates and hospitalization rates by the SUS, in residents of Londrina, in two 4-year periods: 1997 to 2000, and 2002 to 2005. The data were obtained from the Mortality Information System and the Hospital Information System of the SUS. The ratios between the rates were calculated for both periods at 95% confidence interval. RESULTS: The DCS was the first cause of death in the city, in both quadrennia. The CbVD and IHD accounted for more than 63% of DCS deaths. In comparing the two quadrennia, there was a reduction in CbVD mortality rates, which was significant only for subjects over 59 years, in both genders, and the hospitalization rates increased by 10%. For IHD, no significant change occurred in mortality rates, and there was a 40% increase in hospitalization rates. CONCLUSION: The significant reduction only in CbVD mortality in the elderly suggests the need for expanding health assistance coverage to different population groups and the development of preventive and health promotion measures.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>diseases</kwd>
        <kwd>morbidity</kwd>
        <kwd>program evaluation</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Diseases of the circulatory system before and after the Family Health Program, Londrina, Paran&#225;</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Br&#237;gida Gimenez Carvalho; Regina Kazue Tanno de Souza; Darli Antonio Soares; Mara Cristina Nishikawa Yagi</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Estadual de Londrina, PR - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The reduction in morbidity and mortality rates from diseases of the circulatory system (DCS) is one of the greatest challenges in primary care, and the implementation of the Family Health Program provides access to the multisectoral and integrated measures required for dealing with these diseases.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze DCS mortality and hospitalization rates before and after the implementation of the Family Health Program, in Londrina, Paran&#225;.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> This was an ecological study, comparing DCS, cerebrovascular disease (CbVD) and ischemic heart disease (IHD) mortality rates and hospitalization rates by the SUS, in residents of Londrina, in two 4-year periods: 1997 to 2000, and 2002 to 2005. The data were obtained from the Mortality Information System and the Hospital Information System of the SUS. The ratios between the rates were calculated for both periods at 95% confidence interval.</p>
      <p> RESULTS: The DCS was the first cause of death in the city, in both quadrennia. The CbVD and IHD accounted for more than 63% of DCS deaths. In comparing the two quadrennia, there was a reduction in CbVD mortality rates, which was significant only for subjects over 59 years, in both genders, and the hospitalization rates increased by 10%. For IHD, no significant change occurred in mortality rates, and there was a 40% increase in hospitalization rates.</p>
      <p><bold> CONCLUSION:</bold> The significant reduction only in CbVD mortality in the elderly suggests the need for expanding health assistance coverage to different population groups and the development of preventive and health promotion measures.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Cardiovascular diseases / mortality; morbidity; program evaluation.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The technological and industrial revolution changed the morbidity and mortality profiles of the population, with a prevalence of diseases and deaths caused by non-transmissible chronic diseases (NTCD), resulting in high costs to society due to high mortality and early disability<sup>1</sup>.</p>
      <p>In Latin America and the Caribbean, NTCD is the main cause of death, and the most important diseases are those of the circulatory system - DSC, cancers and diabetes mellitus<sup>2</sup>. In Brazil, in 2005, the DCS were responsible for 31.5% of deaths. Among these, cerebrovascular disease (CbVD) was the first cause of death, followed by acute myocardial infarction, which is the main disease among the group of ischemic heart diseases (IHD). In 2006, the DCS represented 10.1% of the total number of hospitalizations<sup>3</sup>.</p>
      <p>Both CbVD and IHD risk factors are well established. The Framingham study was among the first ones to demonstrate that hypertension, high cholesterol, obesity, diabetes mellitus, lack of physical activity and smoking habit are risk factors that are strongly related to the development of heart diseases and cerebrovascular diseases<sup>4</sup>. After this one, several other studies confirmed this association<sup>5-7</sup>.</p>
      <p>All these risk factors are related in some way; therefore, the implementation of health care models that incorporate several strategies to prevent and/or control these factors, individually and collectively, is of fundamental importance in order to reduce DCS morbidity and mortality. This is, currently, one of the greatest challenges in basic health assistance<sup>8</sup>.</p>
      <p>The implementation of the Family Health Strategy as a policy priority for primary care, due to its configuration and work process, includes the most favorable conditions for accessing the integrated and multisectoral measures required for dealing with the DCS<sup>1</sup>.</p>
      <p>Given the importance of the DCS in the nosological framework in the country and the world, and considering the role of the family health teams in identifying and controlling major DCS risk factors, the purpose of this study is to analyze mortality rates and hospitalization rates by SUS, before and after the implementation of the Family Health Program, in Londrina, Paran&#225;.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was an ecological study, which compared mortality rates and hospital admissions for DCS, IHD and CbVD among individuals residing in the municipality of Londrina, in two four-year periods: from 1997 to 2000, and from 2002 to 2005, respectively before and after the implementation of the Family Health Strategy. The year 2001 was excluded because it was the year of the implementation of this strategy in the urban area of the municipality.</p>
      <p>The city of Londrina is situated in the northern region of Paran&#225; State. In 2005, it had a population of 488 287 inhabitants<sup>9</sup>. In the same year, its network of primary care consisted of 54 health care units, with 102 teams linked to the Family Health Program, with a coverage of over 70% of the population of the municipality, especially from remote areas with greater epidemiological and social risk<sup>10</sup>.</p>
      <p>The mortality and hospitalization data were obtained from the data bank of the Mortality Information System (SIM) and the Hospital Information System of the Unified Health System (SIH/SUS). These data banks were made available to us by the Department of Information and Computer Science of SUS (DATASUS), an agency which is under the responsibility of the Executive Secretary of the Ministry of Health<sup>11</sup>. The population data source was the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE); the population count for 1996 and the population estimates for 1997-1999, the 2000 Census (first quadrennium) and the Census estimates for 2000 to 2002-2005 (second quadrennium)<sup>9</sup>.</p>
      <p>The data collection and classification conducted by the Information Systems of the Ministry of Health on morbidity and mortality from diseases of the circulatory system were based on the International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems - Tenth Revision of the International Classification of Diseases (ICD-10), Chapter IX<sup>12</sup>. For the number of admissions in 1997, we used the ICD-9 (Chapter VII), which was the classification in force at that time. The DCS were grouped by the codes ICD-9 390 to 459 and ICD-10 100 to 199. The CbVD were grouped by the codes ICD-9 430 to 438 and ICD-10 160 to 169. And the IHD were grouped by the codes ICD-9 410 to 414 and ICD-10 120 to 125.</p>
      <p>The data were transferred to an Excel spreadsheet, and specific rates were calculated according to the variables gender, age, cause of death and hospitalization. Gross rates of mortality and hospitalization for DCS, CbVD and IHD were used instead of standardized rates, considering the similarity in the population structure of the municipality in both periods. According to Laurenti et al<sup>13</sup>, standardization is a resource to be used in the comparison of populations with different age structures.</p>
      <p>For comparison of rates before and after the implementation of the Family Health Program, we calculated the ratios of mortality and hospitalization at the 95% confidence interval for the referred causes, using as a reference the value corresponding to the 1997-2000 quadrennium. To calculate the confidence interval, we used the "statcalc" of the program Epi Info, Version 3.4.1. Considering the Family Health Strategy as an intervention, ratios below 1, including the confidence interval, expressed a statistically significant reduction in disease occurrence rates in the second period.</p>
      <p>The research project was submitted to the Committee of Ethics in Research involving Human Subjects, of the Universidade Estadual de Londrina, and it was examined and approved under the recommendation 201/06, on August 7<sup>th</sup>, 2006.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The DCS was the first cause of death in the city of Londrina in both quadrennia of the study, and they accounted for 3262 deaths in the first period, and for 3389 deaths in the second period. Among the DCS, the CbVD were the most prevalent (40.31% of the DSC in the first period and 37% in the second), followed by IHD (25.1% and 26.82% respectively). Altogether, in both periods, CbVD and IHD accounted for approximately 65% of the DCS deaths. Despite the reduction in DCS mortality rate in the second period, from 188.9 to 179.3/100,000 inhabitants, this reduction was not significant (ratio = 0.95, 95%CI: 0.90-1.00).</p>
      <p>As for hospital admissions for DCS, the rate of hospitalization remained unchanged in both periods (ratio = 1.00, 95% CI: 0.97-1.02). The CbVD were responsible for 9.6% and 10.7% of total admissions for DCS in the first and second periods, respectively, but the DCS percentage increased significantly in the second period, from 19.7% to 27.1 %.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref> shows the CbVD mortality and hospitalization rates. There was a reduction in mortality rates (ratio = 0.87, 95%CI: 0.81-0.94), but there was a 10% increase in hospitalization rates in the second period (ratio = 1.10, 95% CI: 1.03-1.19), both statistically significant.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0645-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>When stratifying by gender, there was a significant reduction in mortality rates for both men and women; however, in the stratification by age, this reduction was significant only in the group of individuals over 60 years, in both genders.</p>
      <p>As to the CbVD hospitalization rates, we observed a significant increase among men. In women, a reduction was observed in all age groups, although it was not significant. The CbVD mortality and hospitalization rates were higher in males. The male/female mortality ratio has remained relatively stable, rising from 1.3 in the first period to 1.4 in the second period. In regard to hospitalization, there was a significant increase in the male/female ratio, which rose from 1.2 to 1.6, in the second period.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="t2-body3">Table 2</xref> shows that, for the IHD, there was no significant change in mortality rate between the periods (ratio = 1.01, 95%CI: 0.92-1.12). Slight and not significant changes were observed in gender specific mortality rates. Among men, there was a little increase, especially in the younger group (30 to 45 years). And among women, there was a reduction in all age groups.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0645-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As to the hospitalization rates, there was a significant increase in the second quadrennium, with a 40% increase in the rate (ratio = 1.40, 95% CI: 1.31-1.44). This increase was homogeneous in both genders and in all groups. However, it was in the 45-59 and the 60+ age groups that the increase was statistically significant.</p>
      <p>Also for the IHD, mortality and hospitalization rates were higher in males. As to the mortality rates, the male/female ratio rose from 1.5 in the first period to 1.7 in the second. As to the hospitalization rates, the male/female ratio was reduced from 1.5 in the first period to 1.4 in the second.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In reference to the design of ecological studies, according to Almeida Filho and Rouquayrol<sup>14</sup>, only recently the logical and methodological bases of this type of study have begun to be reviewed, and for the first time the subject has earned the attention of a chapter in the current most important Epidemiology textbook. In the context of epidemiology, ecological studies have gone through a period of intense devaluation, being relegated to the status of a purely descriptive approach, with little analytical power.</p>
      <p>According to Morgenstern<sup>15</sup>, the ecological effects are particularly relevant when the objective of the research is to evaluate interventions in the population such as a new program, policy or legislation. However, some of the limitations mentioned by several authors<sup>15-17</sup> should be considered in the analysis of the results of this study. The first concerns the quality of information and the second concerns the difficulty in the control of confounding factors.</p>
      <p>As to the information used, the data collected from the municipality of Londrina, with a low proportion of ill-defined causes observed after the implementation, in the mid-1990s, of the Center for Information on Mortality (NIM), which checks all death certificates and seeks to confirm the true causes of death<sup>18</sup>, suggest good quality data. It is noteworthy that ill-defined causes account for less than 1.7% of deaths in the periods covered by the study<sup>19</sup>.</p>
      <p>The significant differences found in rate values cannot be analyzed as resulting exclusively from the intervention (Family Health Program), since the study did not involve the controlling of confounding factors. Therefore, we could only suggest hypotheses about the possible influence of the implemented strategy on the levels of morbidity and mortality from cardiovascular diseases, which should be better explored with the use of other designs, such as case-control studies.</p>
      <p>As to the results, this study identified a reduction by 5.1% in the DCS mortality rate in the period of 2002 to 2005, when compared to the period of 1997 to 2000. The group of causes responsible for this reduction was the CbVD, wich accounted for a 12.9% reduction in the rates. These results follow the trend of decline in the prevalence of DCS and CbVD that occurred in the Southern region of the country<sup>20</sup> and in some other countries like Japan, Australia, the United States and Western European countries, since the 1950s<sup>21</sup>. The CbVD mortality rates observed in the municipality, in the second period, were lower than those observed in the Southern region of the country in 2001, in both genders and in all age groups<sup>22</sup>.</p>
      <p>Several studies have demonstrated that the CbVD show a significant increase in mortality with age, reaching very high values in individuals aged above 60 years<sup>22-24</sup>, and this has also been confirmed by this study in the city of Londrina. A significant reduction in CbVD mortality rates leads us to infer that the care provided by the Family Health Program in the municipality, which has hypertension as a priority area of the program for the action of health care teams (through the distribution of medications, blood pressure control, and clinical and laboratory monitoring of patients), has contributed to the reduction in mortality rates among women and the elderly. It is noteworthy that the hypertension control measures conducted by the Family Health teams involve these two main groups: women and the elderly, as described by Sousa et al<sup>25</sup> in the implementation of this strategy in a small city of the interior of Paran&#225;.</p>
      <p>In the study conducted by Abreu et al<sup>26</sup>, a reduction in mortality from CbVD was observed in Brazil, from 1993 to 2002. The authors attributed this reduction, in part, to changes in health services supply and access that occurred in the country in that period. According to a study conducted by Collins et al<sup>27</sup>, the CbVD can be avoided in up to 42% of the cases through an adequate hypertension control. However, it should also be taken into account that the ease of access to hospitalization may have contributed to the reduction in mortality from this cause.</p>
      <p>As to the IHD, the behavior of the disease in the city, which showed similarities in rate values in both study periods, differs from the decrease trend observed in the U.S., Western Europe, Japan and Latin America since the late 60s, and in the South and Southeast regions of Brazil, since the 1980s<sup>28</sup>. According to Lotufo<sup>28</sup>, mortality from IHD in Brazil is not uniform.</p>
      <p>Regarding hospitalization in Londrina, the increase in rates may be consequent to the expansion in access to hospital care, reflecting the regulation of pre-hospital and hospital care, and the implementation of the SAMU and the city central agency of hospital beds management, in the early 2000s. Another issue to be considered in the increase mentioned refers to the technological advances in diagnostic and interventional treatment for this disease (coronary artery bypass and angioplasty) which occurred in recent years. According to Oliveira et al<sup>29</sup>, in a study conducted in the state of Rio de Janeiro, there was a significant increase in admissions for IHD, with a concomitant increase in high-complexity procedures in admissions.</p>
      <p>Despite the increase in hospitalization, there was no reduction in mortality from IHD. In this regard it should be emphasized that there is no consensus on what type of medical intervention has greater impact on the occurrence of the disease<sup>26</sup>. In the study "INTERHEART," conducted in 52 countries, assessing the effect of risk factors for myocardial infarction, it was observed that dyslipidemia, smoking habit, hypertension, diabetes, abdominal obesity, low intake of fruits and vegetables, the use of alcohol and lack of regular physical activity are the most important risk factors in all countries, in both genders and all ages. These nine factors accounted for 90% of the attributable risk in men and 94% in women<sup>30</sup>.</p>
      <p>This finding reinforces the multifactorial nature of cardiovascular diseases and the inadequacy of the interventionist actions and of those that primarily focus on the control of hypertension in the elderly. It should be taken into account that, in the etiology of the IHD, an adequate control of hypertension may decrease the occurrence of IHD in 14% of cases<sup>27</sup>. These aspects indicate the need for refocusing health care procedures and expanding health care coverage, with preventive and health promotion approaches that address changes in lifestyle.</p>
      <p>We must now ponder what preventive and health care strategies should be adopted by the Family Health teams, aiming at reducing deaths from IHD and CbVD in other age groups and particularly in the male population. In this aspect, it is essential that the various initiatives to reduce the impact of noncommunicable diseases in the Brazilian population, as those that have been proposed by the Ministry of Health -ranging from the screening of diabetes at national level, the implementation of campaigns on hypertension, the implementation of protocols for aggressive management of dyslipidemia in coronary disease patients<sup>31</sup> -also have suitable conditions for implementation by local teams.</p>
      <p>It should be stressed that only recently have strategies to promote health been adopted. The National Policy of Health Promotion, published in 2002 by the Ministry of Health<sup>32</sup>, made several notes, but this was not sufficient to start concrete actions in this area. A recent strategy, released in early 2008, by ministerial decree, was the establishment of Family Health Support Centers<sup>33</sup>, which operate on a multidisciplinary level, aiming to support the family health teams; if successful, it will be an important step in developing physical activity actions and promoting healthy eating habits and mental health habits, among others, which are clearly needful in dealing with these noncommunicable diseases.</p>
      <p>Although the present analysis was based on secondary and aggregate data, the results showed a reduction in mortality rates from diseases of the circulatory system in the municipality, after the implementation of the Family Health Strategy, as a result of a reduction in mortality from cerebrovascular diseases, especially in the elderly. This reflects, to some extent, the impact of the investment in hypertension control in the prevention of cerebrovascular events. However, the maintenance of mortality levels and the increase in hospitalizations, both for CbVD and IHD among non-elderly adults, suggest the need for a deeper analysis at local level, so as to verify the extent to which the measures have reached different population groups, especially those in the labor market. Also worthy of concern is the higher morbidity and mortality observed in male patients, especially considering that further progress in promoting cardiovascular health depends largely on the capacity to include individuals which are traditionally left out of the health care system, with emphasis on basic health care. The epidemiological indicators should not be calculated only in response to government demands for transfer of resources, but they must be embedded in the concept of surveillance and systematic monitoring, in order to support decision making at all levels of the health care system.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of a specialization monograph in Collective Health submitted Mara Cristina Nishikawa Yagi, from Universidade Estadual de Londrina.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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