<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Educa&#231;&#227;o Permanente em SBV e SAVC: impacto no conhecimento dos profissionais de enfermagem</article-title>
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            <given-names>Michel Pompeu Barros de Oliveira</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Pernambuco</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Grupo de Pesquisas em Cardiologia </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>630</fpage>
      <lpage>636</lpage>
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          <day>08</day>
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          <year>2009</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>28</day>
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        <date date-type="accepted">
          <day>27</day>
          <month>05</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O conhecimento te&#243;rico e as habilidades pr&#225;ticas das equipes de Suporte B&#225;sico de Vida (SBV) e Suporte Avan&#231;ado de Vida (SAV) est&#227;o entre os determinantes mais importantes das taxas de sucesso em reanima&#231;&#227;o cardiopulmonar. OBJETIVO: Avaliar o impacto de um programa permanente de treinamento em SBV e SAV no conhecimento dos profissionais de enfermagem. M&#201;TODO: Estudo de corte transversal. A popula&#231;&#227;o foi composta por profissionais de enfermagem de um hospital de n&#237;vel terci&#225;rio. Foram realizadas avalia&#231;&#245;es antes e ap&#243;s o treinamento. Abordaram-se pontos cr&#237;ticos das diretrizes do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR). RESULTADOS: Foram avaliados 213 profissionais (76 enfermeiros, 35,7%; 38 auxiliares, 17,8%; e 99 t&#233;cnicos, 46,7%). As m&#233;dias na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-curso foram estatisticamente diferentes (p&lt;0,001) entre auxiliares (3,25), t&#233;cnicos (3,96) e enfermeiros (4,69). Os profissionais solteiros e sem filhos apresentaram desempenho significativamente superior ao dos casados e com filhos (p=0,02 e 0,004 respectivamente). O n&#237;vel de conhecimento pr&#233;-treinamento foi inversamente proporcional ao tempo transcorrido desde a conclus&#227;o da gradua&#231;&#227;o ou curso t&#233;cnico. As maiores defici&#234;ncias foram relacionadas &#224; abordagem inicial das vias a&#233;reas, aos cuidados p&#243;s-ressuscita&#231;&#227;o e &#224; t&#233;cnica de massagem card&#237;aca externa. A m&#233;dia geral p&#243;s-curso foi 7,26. Os auxiliares alcan&#231;aram um desempenho de 131,2%, os t&#233;cnicos de 78,9% e os enfermeiros de 85%, sem diferen&#231;a estatisticamente significante (p=0,43). CONCLUS&#195;O: O programa de treinamento permanente em SBV e SAV resultou em importante incremento no n&#237;vel de conhecimento dos profissionais de enfermagem.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>parada card&#237;aca</kwd>
        <kwd>enfermagem</kwd>
        <kwd>educa&#231;&#227;o permanente</kwd>
        <kwd>ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar</kwd>
        <kwd>suporte avan&#231;ado de vida</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EMERG&#202;NCIA </p>
    <p>
      <bold>Educa&#231;&#227;o Permanente em SBV e SAVC: impacto no conhecimento dos profissionais de enfermagem</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Sandro Gon&#231;alves de Lima<sup>I, II</sup>; Larissa Araripe de Macedo<sup>II</sup>; Marcela de Lima Vidal<sup>II</sup>; Michel Pompeu Barros de Oliveira S&#225;<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Real Hospital Portugu&#234;s - Realcor, Recife, PE, Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Pernambuco - Grupo de Pesquisas em Cardiologia<sup>2</sup>, Recife, PE, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> O conhecimento te&#243;rico e as habilidades pr&#225;ticas das equipes de Suporte B&#225;sico de Vida (SBV) e Suporte Avan&#231;ado de Vida (SAV) est&#227;o entre os determinantes mais importantes das taxas de sucesso em reanima&#231;&#227;o cardiopulmonar. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o impacto de um programa permanente de treinamento em SBV e SAV no conhecimento dos profissionais de enfermagem. </p>
    <p><bold>M&#201;TODO:</bold> Estudo de corte transversal. A popula&#231;&#227;o foi composta por profissionais de enfermagem de um hospital de n&#237;vel terci&#225;rio. Foram realizadas avalia&#231;&#245;es antes e ap&#243;s o treinamento. Abordaram-se pontos cr&#237;ticos das diretrizes do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR). </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Foram avaliados 213 profissionais (76 enfermeiros, 35,7%; 38 auxiliares, 17,8%; e 99 t&#233;cnicos, 46,7%). As m&#233;dias na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-curso foram estatisticamente diferentes (p&lt;0,001) entre auxiliares (3,25), t&#233;cnicos (3,96) e enfermeiros (4,69). Os profissionais solteiros e sem filhos apresentaram desempenho significativamente superior ao dos casados e com filhos (p=0,02 e 0,004 respectivamente). O n&#237;vel de conhecimento pr&#233;-treinamento foi inversamente proporcional ao tempo transcorrido desde a conclus&#227;o da gradua&#231;&#227;o ou curso t&#233;cnico. As maiores defici&#234;ncias foram relacionadas &#224; abordagem inicial das vias a&#233;reas, aos cuidados p&#243;s-ressuscita&#231;&#227;o e &#224; t&#233;cnica de massagem card&#237;aca externa. A m&#233;dia geral p&#243;s-curso foi 7,26. Os auxiliares alcan&#231;aram um desempenho de 131,2%, os t&#233;cnicos de 78,9% e os enfermeiros de 85%, sem diferen&#231;a estatisticamente significante (p=0,43). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> O programa de treinamento permanente em SBV e SAV resultou em importante incremento no n&#237;vel de conhecimento dos profissionais de enfermagem.</p>
    <p><bold>Palavras chave:</bold> parada card&#237;aca, enfermagem, educa&#231;&#227;o permanente, ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar, suporte avan&#231;ado de vida.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O conhecimento te&#243;rico e as habilidades pr&#225;ticas das equipes de Suporte B&#225;sico (SBV) e Avan&#231;ado de Vida (SAV) est&#227;o entre os determinantes mais importantes das taxas de sucesso em reanima&#231;&#227;o cardiopulmonar (RCP)<sup>1</sup>. Tanto as manobras executadas no SBV como as do SAV exigem uma equipe bem treinada, pois a parada cardiorrespirat&#243;ria (PCR) requer a&#231;&#245;es r&#225;pidas, eficazes e integradas, sendo, por isso, melhor executadas por uma equipe do que por um membro isolado desta equipe.</p>
    <p>Os profissionais de enfermagem s&#227;o, em geral, os primeiros a presenciarem uma PCR no hospital<sup>2</sup>. S&#227;o eles quem mais frequentemente acionam a equipe de atendimento. Assim, esses profissionais necessitam ter o conhecimento t&#233;cnico atualizado e as habilidades pr&#225;ticas desenvolvidas para contribu&#237;rem de forma mais efetiva nas manobras de RCP<sup>3</sup>.</p>
    <p>Alguns estudos t&#234;m relatado que a presen&#231;a de pelo menos um profissional com treinamento em SAV aumenta a sobrevida de pacientes v&#237;timas de PCR<sup>4</sup>. Dane e cols. relataram eleva&#231;&#227;o da sobrevida em cerca de quatro vezes quando o profissional de enfermagem possu&#237;a treinamento em SAV<sup>5</sup>.</p>
    <p>Sampaio e cols. avaliaram o processo de ensino-aprendizagem de profissionais de enfermagem nas manobras de RCP e verificaram falhas, tanto no conhecimento te&#243;rico, quanto nas habilidades pr&#225;ticas<sup>6</sup>. Verplancke e cols.<sup>7</sup> pesquisaram as poss&#237;veis causas para a baixa qualidade do SBV e constataram que a frequ&#234;ncia de participa&#231;&#227;o em atendimentos de PCR influenciava o desempenho no atendimento<sup>7</sup>. Em estudo que avaliou as necessidades educacionais de enfermeiros na Austr&#225;lia, 91,4% deles apontaram PCR como uma &#225;rea de elevada import&#226;ncia<sup>8</sup>. Esses dados corroboram a necessidade de a&#231;&#245;es educacionais cont&#237;nuas em SBV e SAV com o objetivo de melhorar o n&#237;vel de conhecimento desses profissionais e, com isso, contribuir para a eleva&#231;&#227;o das taxas de sucesso em RCP.</p>
    <p>O objetivo principal desta pesquisa foi avaliar o impacto de um programa permanente de treinamento em SBV e SAV no n&#237;vel de conhecimento dos profissionais de enfermagem.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal. Foram avaliados os profissionais de enfermagem (auxiliares, t&#233;cnicos e enfermeiros), os quais integram a equipe de um hospital de n&#237;vel terci&#225;rio da rede privada da cidade do Recife-PE, inscritos para o programa de treinamento em SBV e SAV, durante o per&#237;odo de fevereiro de 2007 a janeiro de 2008.</p>
    <p>O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (Parecer N&#176;093/08). Participaram do estudo 213 profissionais, dos quais 143 conclu&#237;ram o treinamento. Para a coleta de dados, foi utilizado um question&#225;rio que continha, al&#233;m de informa&#231;&#245;es sociodemogr&#225;ficas, 12 perguntas objetivas de m&#250;ltipla escolha contendo quatro alternativas, com apenas uma resposta correta (pr&#233;-teste). Tais quest&#245;es abordavam pontos considerados cr&#237;ticos nas diretrizes do ILCOR (International Liaison Committee on Resuscitation)<sup>9</sup>, conhecimento indispens&#225;vel para qualquer socorrista<sup>1,10</sup>.</p>
    <p>Os profissionais foram submetidos a um treinamento de 8 horas, sendo 4 horas reservadas para treinamento te&#243;rico e 4 horas para atividades pr&#225;ticas. Ao final do curso, a avalia&#231;&#227;o foi repetida (p&#243;s-teste) com altera&#231;&#227;o da ordem das quest&#245;es, a fim de mascarar a semelhan&#231;a entre ambos os testes. Os escores no pr&#233; e p&#243;s-teste foram calculados por meio da m&#233;dia aritm&#233;tica e o ganho percentual foi obtido a partir do escore p&#243;s-teste em rela&#231;&#227;o ao pr&#233;-teste. Para a avalia&#231;&#227;o de desempenho e dos escores em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis quantitativas, utilizou-se o Coeficiente de Correla&#231;&#227;o de Pearson, e para as vari&#225;veis qualitativas, utilizaram-se os testes n&#227;o param&#233;tricos de Mann-Whitney e Kruskal-Walis. Foram considerados estatisticamente significantes os resultados cujos n&#237;veis descritivos (valores de p) foram inferiores a 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 213 profissionais que compunham a amostra, 76 eram enfermeiros (35,7%), 38 eram auxiliares de enfermagem (17,8%) e 99 eram t&#233;cnicos em enfermagem (46,7%). A maioria (85%) era do sexo feminino. A m&#233;dia de idade foi de 30 anos. O tempo m&#233;dio transcorrido do t&#233;rmino da gradua&#231;&#227;o ou curso t&#233;cnico at&#233; a data de in&#237;cio do treinamento foi de 5,5 anos. O tempo m&#233;dio de exerc&#237;cio profissional foi de 5,2 anos. A carga hor&#225;ria de trabalho semanal variou em torno de 56 horas. Entre os enfermeiros, o tempo m&#233;dio, da conclus&#227;o da resid&#234;ncia ou especializa&#231;&#227;o at&#233; o in&#237;cio do treinamento, foi de 4 e 3,4 anos, respectivamente.</p>
    <p>Os demais dados sociodemogr&#225;ficos dos participantes est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. A <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> apresenta dados educacionais apenas dos profissionais graduados em enfermagem.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos escores alcan&#231;ados pelos profissionais em resposta &#224;s perguntas do pr&#233;-teste, foi obtida uma m&#233;dia geral de 4,1 pontos. Em rela&#231;&#227;o &#224; avalia&#231;&#227;o p&#243;s-treinamento, foi obtida uma m&#233;dia geral de 7,3 pontos.</p>
    <p>Os escores no pr&#233; e p&#243;s-teste e o desempenho (ganho percentual) est&#227;o discriminados na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, segundo o tipo de forma&#231;&#227;o. Pelo teste de Kruskal-Wallis, observou-se diferen&#231;a estatisticamente significativa (p&lt;0,05) entre profissionais de diferentes forma&#231;&#245;es com rela&#231;&#227;o &#224; nota no pr&#233;-teste (p=0,001). No entanto, em rela&#231;&#227;o ao ganho percentual obtido no curso, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa (p=0,432). A distribui&#231;&#227;o do percentual de acertos na avalia&#231;&#227;o pr&#233; e p&#243;s, segundo os pontos cr&#237;ticos avaliados, est&#225; especificada na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>As correla&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas, os escores obtidos no pr&#233;-teste e o desempenho alcan&#231;ado no treinamento s&#227;o mostradas na <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t5">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quanto maior o intervalo de tempo entre a gradua&#231;&#227;o ou curso t&#233;cnico e o treinamento, menor o escore obtido no pr&#233;-teste. Os profissionais casados e com filhos obtiveram uma nota no pr&#233;-teste significativamente menor do que a daqueles solteiros e sem filhos. N&#227;o foi verificada correla&#231;&#227;o estatisticamente significante entre as vari&#225;veis analisadas e o desempenho no treinamento. Os profissionais que realizaram treinamento pr&#233;vio em RCP n&#227;o apresentaram desempenho superior &#224;queles que n&#227;o haviam se submetido a qualquer treinamento anterior.</p>
    <p>Entre os enfermeiros, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa entre aqueles graduados em faculdade p&#250;blica e privada no pr&#233;-teste (p=0,408) e na avalia&#231;&#227;o do desempenho (p=0,349). O mesmo foi observado quando da an&#225;lise de correla&#231;&#245;es entre a realiza&#231;&#227;o de resid&#234;ncia e o escore no pr&#233;-teste (p=0,08) e o desempenho (p=0,176).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Embora o objetivo do hospital, ao instituir o treinamento permanente em SBV e SAV, tenha sido, em &#250;ltima an&#225;lise, melhorar o atendimento ao paciente em PCR, os profissionais n&#227;o eram obrigados a participar do curso. Tamb&#233;m deve-se considerar a elevada carga hor&#225;ria semanal de trabalho desses profissionais como fator limitante &#224; disponibilidade de tempo para frequentar o curso. Outro aspecto que deve ser observado &#233; a motiva&#231;&#227;o para participar do treinamento. Procurou-se destinar pelo menos 50% do tempo total do curso ao treinamento das habilidades pr&#225;ticas, com o objetivo de tornar o aprendizado mais significativo e contextualizado. Essa estrat&#233;gia de ensino tem sido recomendada para adultos por considerar que o desempenho &#233; melhor quando h&#225; motiva&#231;&#227;o para participar<sup>11,12</sup>. A despeito disso, houve um elevado percentual de profissionais que n&#227;o completaram o curso (32,9%).</p>
    <p>O escore na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-curso foi baixo (4,1 pontos). Contudo, pode-se, em parte, explicar esse baixo percentual, considerando que o tempo m&#233;dio de conclus&#227;o da forma&#231;&#227;o b&#225;sica nessa amostra foi superior a cinco anos; que o tempo m&#233;dio de exerc&#237;cio profissional foi relativamente baixo; e que um percentual significativo desses profissionais pode n&#227;o ter tido oportunidade de reciclar o conhecimento em PCR desde a conclus&#227;o da forma&#231;&#227;o b&#225;sica. Some-se a isso a aus&#234;ncia de programas de educa&#231;&#227;o permanente em grande parte das institui&#231;&#245;es de sa&#250;de.</p>
    <p>Boaventura e Coutinho<sup>13</sup> relataram um escore semelhante (4,3 pontos) entre profissionais de enfermagem que foram submetidos &#224; avalia&#231;&#227;o sobre SBV. Galinsk e cols.<sup>14</sup> verificaram que o conhecimento te&#243;rico em SBV entre 413 enfermeiras avaliadas era insuficiente. Granzotto e cols.<sup>15</sup> avaliaram a capacita&#231;&#227;o em SBV em um hospital universit&#225;rio e demonstraram que o percentual m&#233;dio de acertos em uma avalia&#231;&#227;o te&#243;rica inicial foi de 63%. Entretanto, a amostra desse estudo era composta tamb&#233;m por m&#233;dicos, acad&#234;micos de medicina e enfermagem, al&#233;m dos enfermeiros. O percentual de acertos na avalia&#231;&#227;o realizada ao final do treinamento foi de 84%.</p>
    <p>No presente trabalho, o percentual de acertos na avalia&#231;&#227;o realizada ap&#243;s o final do treinamento foi de 72,9%, o que corresponde a uma m&#233;dia de 7,26. N&#227;o se verificou correla&#231;&#227;o estatisticamente significativa (p = 0,432) entre o desempenho dos diferentes profissionais que compunham a amostra, provavelmente pela curta dura&#231;&#227;o do curso, que n&#227;o possibilitou a influ&#234;ncia maior de vari&#225;veis externas no processo de aprendizagem.</p>
    <p>Dentre os grupos analisados, os auxiliares de enfermagem atingiram o melhor desempenho (131,2%) em rela&#231;&#227;o aos t&#233;cnicos de enfermagem (78,87%) e aos enfermeiros (84,95%). Em parte, esses resultados podem ser explicados pelo n&#237;vel de conhecimento pr&#233;-treinamento menor entre os auxiliares de enfermagem, quando comparado ao dos demais profissionais avaliados.</p>
    <p>O achado de escores significativamente mais baixos na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-treinamento entre os auxiliares de enfermagem, quando comparados &#224;queles dos t&#233;cnicos e destes em rela&#231;&#227;o ao dos enfermeiros, pode ser explicado pelo n&#237;vel de forma&#231;&#227;o t&#233;cnica de cada uma das categorias avaliadas. Nesta amostra, 55% dos enfermeiros possu&#237;am p&#243;s-gradua&#231;&#227;o e/ou especializa&#231;&#227;o. Em estudo realizado em unidade de terapia intensiva (UTI), para avalia&#231;&#227;o do n&#237;vel de conhecimento dos profissionais em PCR e RCP, constatou-se que o n&#237;vel de forma&#231;&#227;o do profissional influenciou no &#237;ndice de acertos<sup>16</sup>.</p>
    <p>Muitos desses profissionais est&#227;o submetidos a cargas hor&#225;rias extenuantes, m&#225; remunera&#231;&#227;o e dupla jornada de trabalho - principalmente as enfermeiras. Tais fatores concorrem para que o tempo destinado &#224; reciclagem profissional seja reduzido. No cen&#225;rio atual da educa&#231;&#227;o permanente em sa&#250;de, verifica-se, por um lado, a necessidade premente de atualiza&#231;&#227;o t&#233;cnico-cient&#237;fica relatada por muitos profissionais e, por outro, a falta de condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas para implement&#225;-la. Nessa amostra, que possui uma carga hor&#225;ria semanal de trabalho elevada, o escore no pr&#233;-teste dos profissionais casados e que possuem filhos foi significativamente menor. No entanto, essas vari&#225;veis n&#227;o influenciaram no ganho percentual obtido ap&#243;s o curso, provavelmente pelo fato deste ter ocupado um per&#237;odo curto de tempo, insuficiente para que vari&#225;veis socioecon&#244;micas influenciassem o desempenho.</p>
    <p>Costa e cols.<sup>17</sup>, em estudo envolvendo 348 profissionais de enfermagem, conclu&#237;ram que as principais queixas a respeito do sistema de trabalho em turnos eram a vida social prejudicada pela interfer&#234;ncia no relacionamento pessoal e familiar, pelas restri&#231;&#245;es &#224;s atividades sociais e pela dificuldade em planejar a vida. Essa insatisfa&#231;&#227;o &#233; ainda maior entre os profissionais casados e com filhos. Gomes e cols.<sup>18</sup>, ao comparar profissionais com diferentes estados civis, constataram que os casados demonstraram maior desejo em abandonar a profiss&#227;o e apresentavam problemas de sa&#250;de f&#237;sica mais frequentes. Observaram ainda que o desejo em abandonar a profiss&#227;o foi inferior no grupo de enfermeiros com filhos menores, associado a um maior n&#237;vel de estresse relacionado, entre outros, &#224; remunera&#231;&#227;o e aos problemas familiares.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos pontos cr&#237;ticos avaliados, os escores no pr&#233; e no p&#243;s-teste, na quest&#227;o sobre o manuseio das vias a&#233;reas, foi de 5,2 e 29,9, respectivamente, indicando um baixo n&#237;vel de conhecimento sobre o manuseio das vias a&#233;reas e a utiliza&#231;&#227;o de dispositivos alternativos ao tubo orotraqueal, como a m&#225;scara lar&#237;ngea (ML). Esse resultado pode ser justificado pela pouca familiaridade desses profissionais com o dispositivo em quest&#227;o. &#201; importante ressaltar que a ML, assim como o combitubo es&#244;fago-traqueal, pode ser utilizada por qualquer profissional treinado da &#225;rea de sa&#250;de. Entretanto, a m&#225;scara n&#227;o est&#225; amplamente dispon&#237;vel nos servi&#231;os de sa&#250;de, dificultando a aplica&#231;&#227;o, na pr&#225;tica, do conhecimento adquirido na teoria.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; t&#233;cnica de massagem card&#237;aca externa (MCE), a m&#233;dia de acertos foi de 20,8% no pr&#233;-teste e de 95,8% no p&#243;s-teste. Apesar do bom desempenho alcan&#231;ado, a nota da avalia&#231;&#227;o inicial nos chama aten&#231;&#227;o para o d&#233;ficit de conhecimento sobre as a&#231;&#245;es cr&#237;ticas no atendimento em PCR. Os enfermeiros alcan&#231;aram um percentual de acertos maior (33,3%) do que os t&#233;cnicos (15,2%) e os auxiliares (10,5%).</p>
    <p>De acordo com a lei 7498/86 do exerc&#237;cio profissional de enfermagem, os enfermeiros s&#227;o respons&#225;veis pela assist&#234;ncia direta aos pacientes graves com risco de vida e pelas pr&#225;ticas que exijam maior complexidade e conhecimentos cient&#237;ficos<sup>19</sup>. No que se refere &#224; MCE, essa pr&#225;tica limita o desenvolvimento das habilidades dos t&#233;cnicos e auxiliares, justificando os percentuais mais baixos de acertos. Atualmente, tem-se estimulado a difus&#227;o do conhecimento e das habilidades em SBV entre leigos, que, em muitas situa&#231;&#245;es, s&#227;o os primeiros socorristas de v&#237;timas de PCR fora do hospital. De forma semelhante, deve-se investir no treinamento das equipes de atendimento, especialmente t&#233;cnicos e auxiliares de enfermagem<sup>10</sup>.</p>
    <p>Apenas 66,5% dos profissionais responderam de forma correta a sequ&#234;ncia de a&#231;&#245;es do SBV. Entretanto, na avalia&#231;&#227;o p&#243;s, todos os profissionais acertaram essa quest&#227;o, o que corrobora a import&#226;ncia do treinamento. Resultados pouco satisfat&#243;rios tamb&#233;m foram encontrados em outros estudos. Granzotto e cols.<sup>15</sup> avaliaram a conduta de m&#233;dicos e enfermeiras na abordagem da PCR em um hospital universit&#225;rio e constataram que, entre as enfermeiras, apenas 60% solicitaram ajuda, 29% abriram as vias a&#233;reas e 47% iniciaram ventila&#231;&#227;o. Zanini e cols.<sup>16</sup> mostraram que 61,5% das enfermeiras da UTI de um hospital geral n&#227;o reconheciam a import&#226;ncia de se avaliar o n&#237;vel de consci&#234;ncia quando questionadas sobre a identifica&#231;&#227;o de uma PCR.</p>
    <p>No que concerne &#224; forma de administra&#231;&#227;o das drogas em RCP, os resultados mostraram que o conhecimento dos participantes no pr&#233;-teste &#233; muito baixo (38,7%), considerando-se que &#233; uma a&#231;&#227;o usualmente delegada a estes profissionais. Colino e cols.<sup>20</sup> relataram que 54% dos profissionais avaliados afirmaram n&#227;o possuir conhecimentos em rela&#231;&#227;o &#224; prepara&#231;&#227;o das drogas.</p>
    <p>Foi observado no pr&#233;-teste que 60,4% dos participantes sabiam identificar corretamente os sinais cl&#237;nicos de uma PCR, dado este discrepante do estudo relatado por Zanini e cols.<sup>16</sup> realizado em uma UTI, no qual apenas 15,4% dos profissionais de enfermagem, incluindo todas as categorias e com experi&#234;ncia superior a dois anos em UTI, sabiam reconhecer uma PCR. Este mesmo estudo mostrou que 69,5% dos participantes reconheciam apenas a assistolia como PCR, o que mais uma vez contrasta com o nosso estudo, no qual 50,9% dos participantes reconheciam tamb&#233;m a fibrila&#231;&#227;o ventricular (FV) como mecanismo de PCR.</p>
    <p>Birnbaum e cols.<sup>21</sup> avaliaram o conhecimento de m&#233;dicos e enfermeiros em SAV e verificaram que 33% dos enfermeiros e 22% dos m&#233;dicos n&#227;o conseguiram identificar FV. A identifica&#231;&#227;o dos ritmos de PCR atrav&#233;s do monitor card&#237;aco exige maior conhecimento profissional<sup>9</sup> e esta pode ser uma justificativa para o maior percentual de acertos entre os enfermeiros do que entre os t&#233;cnicos e auxiliares de enfermagem. O fato de a FV ser o meca-nismo de PCR mais comum em ambiente hospitalar<sup>22,23</sup> e por ser, muitas vezes, o resultado da degenera&#231;&#227;o de taquicardias ventriculares<sup>6</sup> exige que os profissionais de enfermagem saibam identific&#225;-las, para que seja ofereci-da ao paciente uma assist&#234;ncia imediata e, como resultado, apresentem um melhor progn&#243;stico. No pr&#233;-teste, a assistolia, por ser o ritmo mais f&#225;cil de identifica&#231;&#227;o<sup>22,24</sup>, foi mais facilmente reconhecida por auxiliares e t&#233;cnicos (47,5% e 52,5% respectivamente) que a FV (28,9% e 46,5% respectivamente) e a TV sem pulso (10,5% e 29,3% respectivamente).</p>
    <p>Em nosso estudo, foi observado um baixo n&#237;vel de conhecimento dos profissionais de enfermagem a respeito das indica&#231;&#245;es de desfibrila&#231;&#227;o (37,3%) e manuseio do desfibrilador (38,2%). Ap&#243;s o curso, esses percentuais aumentaram para 77,8% e 57,6%. Tais percentuais ainda s&#227;o insatisfat&#243;rios diante da import&#226;ncia da desfibrila&#231;&#227;o para o sucesso da RCP.</p>
    <p>Em 1983, a Associa&#231;&#227;o Americana de Enfermagem (ANA) estabeleceu padr&#245;es para a pr&#225;tica da profiss&#227;o em emerg&#234;ncia que determinam que &#233; de responsabilidade da enfermagem preparar instrumentos para intuba&#231;&#227;o, aspira&#231;&#227;o, monitoramento card&#237;aco e desfibrila&#231;&#227;o, auxiliando a equipe m&#233;dica na execu&#231;&#227;o dos procedimentos. Portanto, de acordo com a ANA, o profissional de enfermagem n&#227;o est&#225; autorizado a realizar desfibrila&#231;&#227;o precoce com desfibrilador convencional na aus&#234;ncia de um m&#233;dico<sup>25</sup>. Granitoff<sup>26</sup>, avaliando 68 enfermeiras que atuavam principalmente em &#225;reas cr&#237;ticas de hospitais privados, tendo a maioria completado o curso ACLS (Advanced Cardiac Life Support) h&#225; mais de 18 meses, observou que a maioria delas (91,2%) nunca, ou quase nunca, realizou o procedimento da desfibrila&#231;&#227;o, mantendo apenas RCP b&#225;sica at&#233; a chegada de m&#233;dico. A autora concluiu que apenas 17,5% das enfermeiras demonstraram condi&#231;&#245;es favor&#225;veis &#224; pr&#225;tica da desfibrila&#231;&#227;o precoce<sup>26</sup>. A desfibrila&#231;&#227;o em ambiente hospitalar no Brasil &#233; quase sempre realizada por m&#233;dicos e isto justifica os baixos percentuais encontrados nesta pesquisa.</p>
    <p>A maioria dos profissionais n&#227;o reconhecia a import&#226;ncia de buscar a causa da PCR como uma forma n&#227;o apenas de restaurar a circula&#231;&#227;o espont&#226;nea, como tamb&#233;m de evitar novos eventos. Esses dados apontam para a falta de integra&#231;&#227;o da equipe de sa&#250;de em conhecer a hist&#243;ria cl&#237;nica do paciente, seus diagn&#243;sticos j&#225; estabelecidos e a terap&#234;utica que est&#225; sendo empregada. O conhecimento de todos esses aspectos, n&#227;o apenas pelo m&#233;dico da equipe, ajudaria na identifica&#231;&#227;o da poss&#237;vel causa da PCR e consequentemente no tratamento adequado.</p>
    <p>Berden e cols.<sup>27</sup>. recomendam intervalos de seis meses como tempo ideal para que os profissionais repitam treinamentos em RCP. Broomfield<sup>28</sup> avaliou a reten&#231;&#227;o de habilidades e conhecimentos te&#243;ricos em RCP em um grupo de 19 enfermeiras e concluiu que houve uma melhora inicial nos itens avaliados. No entanto, ap&#243;s 10 semanas do t&#233;rmino do treinamento, tanto a reten&#231;&#227;o das habilidades quanto as atualiza&#231;&#245;es te&#243;ricas adquiridas sofreram deteriora&#231;&#227;o estatisticamente significativa (P= 0,000).</p>
    <p>Madden<sup>29</sup> demonstrou que, ap&#243;s 10 semanas, havia deteriora&#231;&#227;o no conhecimento e habilidades em reanima&#231;&#227;o entre estudantes de enfermagem submetidas a 4 horas de treinamento em RCP. Embora o presente estudo n&#227;o tenha tido o objetivo de avaliar a reten&#231;&#227;o do conte&#250;do do treinamento - tampouco o intervalo de tempo em que come&#231;a a se verificar a queda no n&#237;vel de conhecimento -, a correla&#231;&#227;o estatisticamente significante (p=0,011) entre o intervalo de tempo desde a conclus&#227;o da gradua&#231;&#227;o, ou do curso t&#233;cnico, e o escore no pr&#233;-teste, indicando uma rela&#231;&#227;o inversa, assim como a aus&#234;ncia de um escore mais elevado entre os profissionais que realizaram treinamento em RCP anteriormente, sugere que, nesta amostra, a reten&#231;&#227;o do conhecimento sofre deteriora&#231;&#227;o, assim como &#233; relatado na literatura. Recomenda-se, portanto, um esfor&#231;o continuado em atualiza&#231;&#227;o do conhecimento te&#243;rico e habilidades em SBV<sup>30</sup>.</p>
    <p>A validade externa deste estudo, embora limitada em fun&#231;&#227;o da amostra ter sido obtida em uma institui&#231;&#227;o privada de sa&#250;de, n&#227;o &#233; significativamente reduzida, uma vez que 42% dos profissionais pesquisados trabalham em mais de um hospital, sendo um percentual expressivo (42,9%) em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas de sa&#250;de. Alguns estudos que avaliaram o n&#237;vel de conhecimento te&#243;rico e as habilidades pr&#225;ticas de profissionais que trabalham em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas e privadas n&#227;o encontraram diferen&#231;as estatisticamente significantes<sup>1,31</sup>. Embora o m&#233;todo de avalia&#231;&#227;o p&#243;s-treinamento tenha sido exclusivamente te&#243;rico, 50% da carga hor&#225;ria do curso era destinada a atividades pr&#225;ticas.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Verificamos um impacto significativo no n&#237;vel de conhecimento dos profissionais de enfermagem ap&#243;s o treinamento em SBV e SAV, como pode ser visto pelo ganho percentual de conhecimento de 91% na amostra total, chegando a 131% no grupo de auxiliares de enfermagem. Esses dados corroboram a necessidade da estrutura&#231;&#227;o da educa&#231;&#227;o continuada em sa&#250;de como ferramenta que contribuir&#225; para a melhoria nas taxas de sucesso em RCP.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p>Sandro Gon&#231;alves de Lima </p>
        <p> Rua Frei Jaboat&#227;o, 180 / 2802 - Torre </p>
        <p> 50710-030 - Recife, PE </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="sandrolima@cardiol.br">sandrolima@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/01/09; revisado recebido em 28/04/09; aceito em 27/05/09</p>
  </body>
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          <article-title>How frequently should basic cardiopulmonary resuscitation training be repeated to maintain adequate skills?</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A quasi-experimental research to investigate the retention of basic cardiopulmonary resuscitation skills and knowledge by qualified nurses following a course in professional development</article-title>
          <source>J Adv Nurs</source>
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          <article-title>Undergraduate nursing students' acquisition and retention of CPR knowledge and skills</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar</article-title>
          <source>Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo</source>
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            <year>1997</year>
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          <article-title>An evaluative study of the basic life support skills of nurses in an independent hospital</article-title>
          <source>J Clin Nurs</source>
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            <year>1999</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Permanent Education in BLS and ACLS: impact on the knowledge of nursing professionals</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The theoretical knowledge and practical skills of the Basic Life Support (BLS) and the Advanced Life Support (ALS) are among the most important determining factors of the cardiopulmonary reanimation success rates. OBJECTIVE: Assess the impact of a permanent training program in BLS and ALS on the knowledge of nursing professionals. METHOD: Cross-sectional study. Population was made of nursing professionals of a tertiary level hospital. Assessments were carried out before and after training. The critical points of the International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) analysis were addressed. RESULTS: 213 professionals were assessed (76 nurses, 35.7%; 38 assistants, 17.8%; and 99 technicians, 46.7%). Pre-course assessment average grades were statistically different (p&lt;0.001) among assistants (3.25), technicians (3.96) and nurses (4.69). Single professional without kids showed performance significantly superior to married professional with kids (p=0.02 and 0.004 respectively). Pre-training level of knowledge was inversely proportional to the time elapsed since the completion of undergraduate course or technical course. Main deficiencies were related to the initial approach of airways, to post-resuscitation cares and to the external cardiac massage technique. The post-course general average grade was 7.26. Assistants achieved a performance of 131.2%, technicians, of 78.9% and the nurses, of 85%, with no significant statistic difference (p=0.43). CONCLUSION: The permanent training program in BLS and ALS resulted in important increment in the level of knowledge of nursing professionals.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>cardiac arrest</kwd>
        <kwd>permanent education</kwd>
        <kwd>cardiopulmonary resuscitation</kwd>
        <kwd>advanced cardiac life support</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Permanent education in BLS and ACLS: impact on the knowledge of nursing professionals </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Sandro Gon&#231;alves de Lima<sup>I, II</sup>; Larissa Araripe de Macedo<sup>II</sup>; Marcela de Lima Vidal<sup>II</sup>; Michel Pompeu Barros de Oliveira S&#225;<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Real Hospital Portugu&#234;s - Realcor</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Pernambuco - Grupo de Pesquisas em Cardiologia, Recife, PE, Brazil</p>
      <p> Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The theoretical knowledge and practical skills of the Basic Life Support (BLS) and the Advanced Life Support (ALS) are among the most important determining factors of the cardiopulmonary reanimation success rates.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> Assess the impact of a permanent training program in BLS and ALS on the knowledge of nursing professionals.</p>
      <p><bold>METHOD:</bold> Cross-sectional study. Population was made of nursing professionals of a tertiary level hospital. Assessments were carried out before and after training. The critical points of the International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) analysis were addressed.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> 213 professionals were assessed (76 nurses, 35.7%; 38 assistants, 17.8%; and 99 technicians, 46.7%). Pre-course assessment average grades were statistically different (p&lt;0.001) among assistants (3.25), technicians (3.96) and nurses (4.69). Single professional without kids showed performance significantly superior to married professional with kids (p=0.02 and 0.004 respectively). Pre-training level of knowledge was inversely proportional to the time elapsed since the completion of undergraduate course or technical course. Main deficiencies were related to the initial approach of airways, to post-resuscitation cares and to the external cardiac massage technique. The post-course general average grade was 7.26. Assistants achieved a performance of 131.2%, technicians, of 78.9% and the nurses, of 85%, with no significant statistic difference (p=0.43).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The permanent training program in BLS and ALS resulted in important increment in the level of knowledge of nursing professionals.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Cardiac arrest; permanent education; cardiopulmonary resuscitation; advanced cardiac life support.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The theoretical knowledge and practical skills of the Basic Life Support (BLS) and the Advanced Life Support (ALS) are among the most important determining factors of the cardiopulmonary reanimation (CPR)<sup>1</sup> success rates. Both maneuvers performed in BLS as in the ALS require a well-trained team, once the cardiorespiratory arrest requires swift, efficient and integrated actions, and, therefore, better performed by a team than by a single team member.</p>
      <p>Nursing professionals are usually the first to witness a cardiac arrest at the hospital<sup>2</sup>. They are those who frequently call the assistance team. Thus, these professionals need to have updated technical knowledge and practical skills developed to contribute more efficiently to cardiac arrest maneuvers<sup>3</sup>.</p>
      <p>Some studies have shown the presence of at least one professional trained in ALS increase the survival of cardiac arrest victims<sup>4</sup>. Dane et al reported increase of the survival in around four times when the Nursing professional was trained in ALS<sup>5</sup>.</p>
      <p>Sampaio et al assessed the teaching-learning process of nursing professional in CPR maneuvers and verified failures both in theoretical knowledge and in practical skills<sup>6</sup>. Verplancke et al<sup>7</sup> researched the possible causes of low quality of the BLS and found that the rate of participation in cardiac arrest assistances had influence on the assistance performance<sup>7</sup>. In study that assessed the education needs of nurses in Australia, 91.4% of them pointed out the cardiac arrest as a highly important area<sup>8</sup>. These data confirm the need for continuing educational actions in BLS and ALS aiming at improving the level of knowledge of these professionals and, thus, contribute to increase the CPR success rates.</p>
      <p>The main purpose is to assess the impact of a permanent training program in BLS and ALS on the level of knowledge of nursing professionals.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This study is descriptive with transversal approach. Nursing professionals (assistants, technicians and nurses) were assessed. They comprised a team working for a tertiary level hospital of the private health care system of the city of Recife, State of Pernambuco, signed up for the training program in BLS and ALS from February 2007 to January 2008.</p>
      <p>The research project was approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Pernambuco (Opinion N.&#176; 093/08). 213 professionals participated of the study, 143 of which completed training. A questionnaire containing social and demographic information, as well as 12 multiple choice questions with only one correct answer (pre-examination), was used to collect data. Such questions approached points considered as critical within the ILCOR (International Liaison Committee on Resuscitation) guidelines<sup>9</sup>, indispensable knowledge for any first-aider<sup>1,10</sup>.</p>
      <p>Professionals were subject to an 8-hour training, 4 hours dedicated to theoretical training and 4 hours for practical activities. By the end of the course, the assessment was repeated (post-examination) with alteration of the order of questions, in order to disguise the similarity of examinations. Scores in pre and post-examinations were calculated by means of arithmetic average and the percentage gain was obtained from the post-examination versus the pre-examination. To assess the performance and scores versus quantitative variables, the Pearson's Correlation Coefficient was used. For qualitative variables, Mann-Whitney and Kruskal-Walis non-parametric tests were used. The results whose descriptive levels (values of p) were inferior to 0.05 were considered statistically significant.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Out of the 213 professionals of the sample, 76 were nurses (35.7%), 38 were nursing assistants (17.8%) and 99 were nursing technicians (46.7%). Most of them were females (85%). Average age was 30 years old. Average time elapsed from completion of undergraduate course or technical course until the beginning of training was 5.5 years. The average professional activity time was 5.2 years. Weekly working hour load ranged around 56 hours. Among nurses, the average time of completion of residence or specialization until the beginning of training was of 4 and 3.4 years, respectively.</p>
      <p>Other social and demographical data of the participants is shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>. <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref> presents educational data only of the professional with upper education in Nursing.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As to the scores achieved by professionals upon answering the pre-examination questions, a general average of 4.1 points was obtained. In relation to the post-training assessment, a general average of 7.3 points was obtained.</p>
      <p>Pre-examination and post-examination scores and the performance (percentage gain) are set out in <xref ref-type="table" rid="en_12t3-body2">Table 3</xref>, according to qualification. By means of Kruskal-Wallis test, it was possible to observe statistically significant difference (p&lt;0.05) among professionals with different educational backgrounds when it comes to the grade in pre-examination (p=0.001). However, concerning the percentage gain obtained in the course, there was no significant difference (p=0.432). The distribution of the percent of right answers in pre and post-assessments, according to the critical points evaluated, is specified in <xref ref-type="table" rid="en_12t4-body2">Table 4</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_12t3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_12t4-body2">
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      </p>
      <p>Correlations between social and demographical variables, scores obtained in the pre-examination and the performance achieved in the training are shown in <xref ref-type="table" rid="en_12t5-body2">Table 5</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_12t5-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The higher the time interval between the undergraduate course or technical course and the training is, lower is the score obtained in pre-examination. Married professionals with kids obtained a grade in pre-examination significantly lower than the single professionals without kids. Statistically significant correlation between the analyzed variables and the performance in training was not found. Professionals who had previous training in CPR have not presented better performance in relation to those with no training background.</p>
      <p>Among nurses, there was no significant difference among those with undergraduate diplomas from public or private colleges in the pre-examination (p=0.408) and in performance assessment (p=0.349). The same was observed in the event of analyzing correlations between a background of residence and the score in the pre-examination (p=0.08) and the performance (p=0.176).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Although the hospital's purpose by implementing permanent training in BLS and ALS has been ultimately to improve patient assistance as for the cardiac arrest maneuvers, professionals were not obliged to attend the course. The significant weekly working hour load of these professionals must also be taken into account, insofar as this is a factor which impaired their time availability to attend the course. Other important aspect is the motivation to attend training. At least 50% of the total training course duration was destined to practical skills, aiming at making learning more significant and contextualized. This teaching strategy has been recommended for adults as the performance is considered better when there is motivation to participate<sup>11,12</sup>. In spite of this, there was high percent of professionals who did not complete the course (32.9%).</p>
      <p>The score in pre-course assessment was low (4.1 points). However, this low percent is partly attributable to the average time of completion of educational qualification of this sample was superior to five years; that the average time of professional activity was relatively low; and that a significant percent of these professionals could not have had the chance to refresh their knowledge on cardiac arrest since completion of educational qualification. Besides this, there is lack of permanent education programs in most health institutions.</p>
      <p>Boaventura and Coutinho<sup>13</sup> reported a similar score (4.3 points) among Nursing professionals who were subject to assessment on BLS. Galinsk et al<sup>14</sup> verified that the theoretical knowledge on BLS among 413 evaluated nurses was insufficient. Granzotto et al<sup>15</sup> assessed the qualification in BLS in a university hospital and showed that the average percent of right answers in an initial theoretical assessment was 63%. However, the sample of this study was comprised also of physicians, Medicine and Nursing School students, in addition to nurses. The percent of right answers in the assessment made by the end of the training was 84%.</p>
      <p>In this study, the percent of right answers in the assessment made after the end of training was of 72.9%, which stands for an average of 7.26. There has been no statistically significant correlation (p = 0,432) found between the performance of different professional who comprised the sample, probably due to the short duration of the course, which has not allowed a higher influence of external variables of the learning process.</p>
      <p>Among the groups analyzed, nursing assistants achieved the best performance (131.2%) compared to nursing technicians (78.87%) and to nurses (84.95%). In part these results may be explained by the lower pre-training level of knowledge of nursing assistants, compares to the other professionals assessed.</p>
      <p>Finding significantly low scores in pre-training assessment of nursing assistants compared to those of technicians and of these vis-&#224;-vis the nurses' scores may be explained by the level of technical qualification of each category assessed. In this sample, 55% of the nurses pat graduate course and/or specialization. In study carried out at intensive care unit (ICU) for assessing the level of knowledge of professionals on cardiac arrest and CPR, the professional level of educational background was found to influence the rate of right answers<sup>16</sup>.</p>
      <p>Many of these professionals are subject to excruciating load of working hours, small compensation and double journeys - mainly the nurses. Such factors concur to the fact that the time destined to professional refresher needs to be reduced. In the current scenario of permanent education in health, there is urging need for technological and scientific updating, as reported by many professionals. On the other side, there is lack of social and economic conditions to implement such updating. In this sample, with high weekly working hour load, score in pre-examination of married professionals with kids was significantly lower. However, these variables have not influenced the percentage gain acquired after the course, probably because this course elapsed little time, not long enough for these social and economic variables to influence the performance.</p>
      <p>Costa et al<sup>17</sup>, in study involving 348 Nursing professionals, concluded that the main complaints related to shift working system were impaired social life due to interference in personal and familial relationship, to restrictions to social activities and to the difficulty to make plans for their own lives. This dissatisfaction is even higher among married professionals with kids. Gomes et al<sup>18</sup>, as comparing professionals of different marital status, found out married professionals wished to abandon their occupations and had more frequent physical health problems. They also observed that the desire to quit abandon their occupations was lower in the group of nurses with younger kids, associated to a higher level of stress related to compensation and familial problems, among others.</p>
      <p>In relation to the critical points assessed, scores in pre-examination and post-examination, in the question on airway handling, was of 5.2 and 29.9, respectively, indicating low level of knowledge on handling of airways and usage of devices alternative to the orotracheal tube, such as the laryngeal mask (LM). This result may be grounded on the little familiarization of these professionals with said device. It is important to highlight that the LM, as well as the esophageal tracheal Combitube&#174;, may be used by any trained health care professional. However, the mask is not available for all health care service units, which renders the application of theoretical learning in practice difficult.</p>
      <p>In relation to the external cardiac massage technique (ECM), the average of right answers was of 20.8% in the pre-examination and of 95.8% in the post-examination. In spite of the good performance achieved, the initial assessment grade calls attention to the deficiency in knowledge on critical actions in cardiac arrest assistance. Nurses achieved a percent of right answers (33.3%) higher than the technicians (15.2%) and assistants (10.5%).</p>
      <p>According to Act n.&#186; 7498/86 of nursing professional activity, nurses are in charge of direct assistance to patients at risk for life and of the practical activities which demand higher complexity and scientific knowledge<sup>19</sup>. Concerning the ECM, this practice poses some constraints on the development of technicians' and assistants' skills, justifying their lower percent of right answers. Currently, disclosure of knowledge and skills on BLS among lays has been fostered, as they are, in many cases, the first-aider for cardiac arrest victims outside the hospital. Similarly, it is advisable to invest in training of assisting teams, specially nursing technicians and assistants<sup>10</sup>.</p>
      <p>Only 66.5% of the professionals answered correctly the BLS sequence of actions. However, in the post-assessment, all professionals answered correctly this question, which confirms the importance of training. Non-satisfactory results were also found in other studies. Granzotto et al<sup>15</sup> assessed the behavior of physicians and nurses while approaching a cardiac arrest maneuver in a university hospital and found out that, among nurses, only 60% asked for help, 29% opened airways and 47% started ventilation. Zanini et al<sup>16</sup> showed that 61.5% of the ICU nurses at a general hospital could not recognize the importance of assessing the level of awareness when questioned on the identification of a cardiac arrest.</p>
      <p>Concerning the administration of drugs in CPR, results showed that the participants' knowledge in pre-examination is very low (38.7%), considering this is an action usually assigned to these professionals. Colino et al<sup>20</sup> reported that 54% of the assessed professionals stated not to have knowledge on preparation of drugs.</p>
      <p>In pre-examination, it was observed that 60.4% of the participants knew how to correctly identify the clinical signs of a cardiac arrest, given this contrast in the study reported by Zanini et al<sup>16</sup> carried out at a ICU, in which only 15.4% of the Nursing professionals, including all categories and with experience above two years at a ICU, knew how to recognize a cardiac arrest. This same study also showed that 69.5% of the participants recognized only the asystolia as cardiac arrest, which more once contrasts with our study, in which 50.9% of the participants also recognized the ventricular fibrillation (VF) as a cardiac arrest mechanism.</p>
      <p>Birnbaum et al<sup>21</sup> assessed the knowledge of physicians and nurses on the ALS and found out that 33% of the nurses and 22% of the physicians could not identify a VF. The identification of cardiac arrest paces by means of cardiac monitor demands higher professional knowledge<sup>9</sup> and this may be a justification for the higher percent of right answers among nurses than among nursing technicians and assistants. The fact that the VF is the most common cardiac arrest mechanism in hospitals<sup>22,23</sup> and the fact that it is often the result of the degeneration of ventricular tachycardia<sup>6</sup> requires that Nursing professionals know how to identify them, in such a way patients are provided prompt assistance and, as a result, present better prognosis. In the pre-examination, the asystolia, for being the easiest identifiable pace<sup>22,24</sup>, was more easily recognized by assistants and technicians (47.5% and 52.5% respectively) than the VF (28.9% and 46.5%, respectively) and the pulseless VT (10.5% and 29.3%, respectively).</p>
      <p>In our study, a low level of knowledge of nursing professionals on defibrillation indications (37,3%) and of defibrillator handling (38.2%) was found. After the course, these percents increased to 77.8% and 57.6%. Such percents were not satisfactory in view of the importance of defibrillation to the success of CPR.</p>
      <p>In 1983, the American Nurses Association (ANA) set out standards for the professional practice in emergencies which determine that nurses are responsible for preparing intubation, aspiration, cardiac monitoring and defibrillation instruments, helping the medical staff in the performance of procedures. Thus, according to the ANA, Nursing professionals are not authorized to perform early defibrillation with conventional defibrillator in the absence of a physician<sup>25</sup>. Granitoff<sup>26</sup>, while assessing 68 nurses who mainly acted in critical areas of private hospitals, most of them having completed the ACLS (Advanced Cardiac Life Support) course more than 18 months before the study, observed that most of them (91.2%) never, or barely ever, performed the defibrillation procedure, keeping only the basic CPR until the physician's arrival. The author concluded that only 17.5% of the nurses demonstrated favorable conditions to the practice of early defibrillation<sup>26</sup>. Defibrillation in Brazilian hospitals is almost always performed by physicians and this justifies the low percents found in this research.</p>
      <p>Most of the professionals of the sample did not recognize the importance of seeking for the cause of a cardiac arrest ad a way to not only restore spontaneous circulation, but also as a way to prevent other events. These date point to the lack of integration among health teams to know the clinical history of patients, their diagnosis already given and the therapeutic measures been applied. Knowledge of all these aspects, not only by the team's physician, would also help to identify the possible cause of the cardiac arrest and use the proper treatment as consequence.</p>
      <p>Berden et al<sup>27</sup> recommend six-month intervals as the optimum time for new training of professionals in CPR. Broomfield<sup>28</sup> assessed the retention of skills and theoretical knowledge on CPR in a group of 19 nurses and concluded that there was initial improvement of the items assessed. However, after 10 weeks of the end of training, both the retention of skills and theoretical updatings underwent statistically significant deterioration (P= 0.000).</p>
      <p>Madden<sup>29</sup> demonstrated that, after 10 weeks, there was deterioration in knowledge and skills in reanimation among nursing students which had 4 hours of training in CPR. Although this study did not target on the assessment of retention of the training content - nor the time interval in which drop in level of knowledge begins to take place -, the statistically significant correlation (p=0.011) between the time interval since the completion of undergraduate course, or of technical course, and the score in pre-examination, indicating an inverse relation, as well as of the lack of higher score among professionals with previous CPR training, imply that, in this sample, the knowledge retention suffers deterioration, as well as reported in literature. Thus, continued efforts in updating of theoretical knowledge and BLS skills<sup>30</sup> are advisable.</p>
      <p>External validity of this study, besides being limited due to a sample from a health private institution, is not significantly reduced, as 42% of the professionals of the research worked in more than one hospital, considering that an expressive percent (42.9%) worked in health public institutions. Some studies that assessed the level of theoretical knowledge and the practical skills of professionals who work at public and private institutions have not found statistically significant difference<sup>1,31</sup>. Although the post-training assessment method was exclusively theoretical, 50% of the course's hour load was destined to practical activities.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>We verifies a significant impact on the level of knowledge of Nursing professionals after the training in BLS and ALS, as can be seen by the percentage gain of knowledge of 91% in the total sample, achieving 131% in the group of Nursing assistants. These data confirm the need for structuring continuing education in health as a tool which will contribute to improve the CPR success rates.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Educaci&#243;n permanente en SBV y SAV: impacto en el conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El conocimiento te&#243;rico y las habilidades pr&#225;cticas de los equipos de Soporte B&#225;sico de Vida (SBV) y Soporte Avanzado de Vida (SAV) est&#225;n entre los determinantes m&#225;s importantes de los &#237;ndices de &#233;xito en reanimaci&#243;n cardiopulmonar. OBJETIVO: Evaluar el impacto de un programa permanente de entrenamiento en SBV y SAV en el conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a. M&#201;TODO: Estudio de corte transversal. La poblaci&#243;n estaba compuesta por profesionales de enfermer&#237;a de un hospital de nivel terciario. Se realizaron evaluaciones antes y despu&#233;s del entrenamiento. Se abordaron puntos cr&#237;ticos de las directrices del International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR). RESULTADOS: Se evaluaron 213 profesionales (76 enfermeros, 35,7%, 38 auxiliares, 17,8% y 99 t&#233;cnicos, 46,7%). Los promedios en la evaluaci&#243;n previa al curso fueron estad&#237;sticamente diferentes (p&lt;0,001) entre auxiliares (3,25), t&#233;cnicos (3,96) y enfermeros (4,69). Los profesionales solteros y sin hijos presentaron desempe&#241;o significativamente superior al de los casados y con hijos (p=0,02 y 0,004 respectivamente). El nivel de conocimiento previo al entrenamiento fue inversamente proporcional al tiempo transcurrido desde la conclusi&#243;n de la graduaci&#243;n o curso t&#233;cnico. Las mayores deficiencias estaban relacionadas al abordaje inicial de las v&#237;as a&#233;reas, a los cuidados post resucitaci&#243;n y a la t&#233;cnica de masaje card&#237;aco externo. El promedio general despu&#233;s del curso fue 7,26. Los auxiliares alcanzaron un desempe&#241;o del 131,2%, los t&#233;cnicos del 78,9% y los enfermeros del 85%, sin diferencia estad&#237;sticamente significativa (p=0,43). CONCLUSI&#211;N: El programa de entrenamiento permanente en SBV y SAV result&#243; en un importante incremento en el nivel de conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Paro card&#237;aco</kwd>
        <kwd>enfermer&#237;a</kwd>
        <kwd>educaci&#243;n permanente</kwd>
        <kwd>resucitaci&#243;n cardiopulmonar</kwd>
        <kwd>soporte avanzado de vida</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Educaci&#243;n permanente en SBV y SAV: impacto en el conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Sandro Gon&#231;alves de Lima<sup>I, II</sup>; Larissa Araripe de Macedo<sup>II</sup>; Marcela de Lima Vidal<sup>II</sup>; Michel Pompeu Barros de Oliveira S&#225;<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Real Hospital Portugu&#233;s - Realcor</p>
      <p><sup>II</sup>Universidad Federal de Pernambuco - Grupo de Investigaciones em Cardiolog&#237;a, Recife, PE, Brasil </p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El conocimiento te&#243;rico y las habilidades pr&#225;cticas de los equipos de Soporte B&#225;sico de Vida (SBV) y Soporte Avanzado de Vida (SAV) est&#225;n entre los determinantes m&#225;s importantes de los &#237;ndices de &#233;xito en reanimaci&#243;n cardiopulmonar.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar el impacto de un programa permanente de entrenamiento en SBV y SAV en el conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a.</p>
      <p><bold>M&#201;TODO:</bold> Estudio de corte transversal. La poblaci&#243;n estaba compuesta por profesionales de enfermer&#237;a de un hospital de nivel terciario. Se realizaron evaluaciones antes y despu&#233;s del entrenamiento. Se abordaron puntos cr&#237;ticos de las directrices del International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR).</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Se evaluaron 213 profesionales (76 enfermeros, 35,7%, 38 auxiliares, 17,8% y 99 t&#233;cnicos, 46,7%). Los promedios en la evaluaci&#243;n previa al curso fueron estad&#237;sticamente diferentes (p&lt;0,001) entre auxiliares (3,25), t&#233;cnicos (3,96) y enfermeros (4,69). Los profesionales solteros y sin hijos presentaron desempe&#241;o significativamente superior al de los casados y con hijos (p=0,02 y 0,004 respectivamente). El nivel de conocimiento previo al entrenamiento fue inversamente proporcional al tiempo transcurrido desde la conclusi&#243;n de la graduaci&#243;n o curso t&#233;cnico. Las mayores deficiencias estaban relacionadas al abordaje inicial de las v&#237;as a&#233;reas, a los cuidados post resucitaci&#243;n y a la t&#233;cnica de masaje card&#237;aco externo. El promedio general despu&#233;s del curso fue 7,26. Los auxiliares alcanzaron un desempe&#241;o del 131,2%, los t&#233;cnicos del 78,9% y los enfermeros del 85%, sin diferencia estad&#237;sticamente significativa (p=0,43).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El programa de entrenamiento permanente en SBV y SAV result&#243; en un importante incremento en el nivel de conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Paro card&#237;aco, enfermer&#237;a, educaci&#243;n permanente, resucitaci&#243;n cardiopulmonar, soporte avanzado de vida.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El conocimiento te&#243;rico y las habilidades pr&#225;cticas de los equipos de Soporte B&#225;sico de Vida (SBV) y Soporte Avanzado de Vida (SAV) est&#225;n entre los determinantes m&#225;s importantes de los &#237;ndices de &#233;xito en reanimaci&#243;n cardiopulmonar (RCP)<sup>1</sup>. Tanto las maniobras ejecutadas en el SBV como las del SAV exigen un equipo bien entrenado, pues el paro cardiorrespiratorio (PCR) exige acciones r&#225;pidas, eficaces e integradas, siendo por ello mejor ejecutadas por un equipo que por un miembro aislado de este equipo.</p>
      <p>Los profesionales de enfermer&#237;a son, en general, los primeros en presenciar un PCR en el hospital<sup>2</sup>. Son ellos los que m&#225;s frecuentemente accionan el equipo de atenci&#243;n. As&#237;, estos profesionales necesitan tener el conocimiento t&#233;cnico actualizado y las habilidades pr&#225;cticas desarrolladas para contribuir de forma m&#225;s efectiva en las maniobras de RCP<sup>3</sup>.</p>
      <p>Algunos estudios relatan que la presencia de por lo menos un profesional con entrenamiento en SAV aumenta la sobrevida de pacientes v&#237;ctimas de PCR<sup>4</sup>. Dane et al. relataron elevaci&#243;n de la sobrevida en cerca de cuatro veces cuando el profesional de enfermer&#237;a era entrenado en SAV<sup>5</sup>.</p>
      <p>Sampaio et al. evaluaron el proceso de ense&#241;anza aprendizaje de profesionales de enfermer&#237;a en las maniobras de RCP y verificaron fallas, tanto en el conocimiento te&#243;rico como en las habilidades pr&#225;ticas<sup>6</sup>. Verplancke et al. <sup>7</sup> investigaron las posibles causas para la baja calidad del SBV y constataron que la frecuencia de participaci&#243;n en atenciones de PCR influ&#237;a en el desempe&#241;o de la atenci&#243;n<sup>7</sup>. En un estudio que evalu&#243; las necesidades educativas de enfermeros en Australia, el 91,4% de ellos indicaron PCR como un &#225;rea de elevada importancia<sup>8</sup>. Estos datos corroboran la necesidad de acciones educativas continuas en SBV y SAV con el objetivo de mejorar el nivel de conocimiento de estos profesionales y, con ello, contribuir para la elevaci&#243;n de los &#237;ndices de &#233;xito en RCP.</p>
      <p>El objetivo principal de esta investigaci&#243;n fue evaluar el impacto de un programa permanente de entrenamiento en SBV y SAV en el nivel de conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio descriptivo con delineamiento transversal. Se evaluaron los profesionales de enfermer&#237;a (auxiliares, t&#233;cnicos y enfermeros), que integran el equipo de un hospital de nivel terciario de la red privada de la ciudad de Recife-PE, inscriptos para el programa de entrenamiento en SBV y SAV, durante el per&#237;odo de febrero de 2007 a enero de 2008.</p>
      <p>El proyecto de investigaci&#243;n fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la Universidad Federal de Pernambuco (Dictamen N&#186;093/08). Participaron en el estudio 213 profesionales, de los cuales 143 concluyeron el entrenamiento. Para la recolecci&#243;n de datos se utiliz&#243; un cuestionario que conten&#237;a, adem&#225;s de informaciones sociodemogr&#225;ficas, 12 preguntas objetivas de m&#250;ltiple opci&#243;n conteniendo cuatro alternativas de las cuales s&#243;lo una respuesta era correcta (test previo). Tales preguntas abordaban puntos considerados cr&#237;ticos en las directrices del ILCOR (International Liaison Committee on Resuscitation)<sup>9</sup>, conocimiento indispensable para cualquier socorrista<sup>1,10</sup>.</p>
      <p>Los profesionales fueron sometidos a un entrenamiento de 8 horas, siendo 4 horas reservadas a capacitaci&#243;n te&#243;rica y 4 horas para actividades pr&#225;cticas. Al final del curso, se repiti&#243; la evaluaci&#243;n (test posterior) con alteraci&#243;n del orden de las preguntas, a fin de enmascarar la similitud entre ambos tests. Los scores en los tests previo y posterior se calcularon por medio de promedio aritm&#233;tico y la ganancia porcentual se obtuvo a partir del score del test posterior con relaci&#243;n al test previo. Para la evaluaci&#243;n de desempe&#241;o y de los scores con relaci&#243;n a las variables cuantitativas, se utiliz&#243; el Coeficiente de Correlaci&#243;n de Pearson, y para las variables cualitativas, se utilizaron los tests no param&#233;tricos de Mann-Whitney y Kruskal-Walis. Fueron considerados estad&#237;sticamente significativos los resultados cuyos niveles descriptivos (valores de p) eran inferiores a 0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 213 profesionales que compon&#237;an la muestra, 76 eran enfermeros (35,7%), 38 eran auxiliares de enfermer&#237;a (17,8%) y 99 eran t&#233;cnicos en enfermer&#237;a (46,7%). La mayor&#237;a (85%) era del sexo femenino. El promedio de edad era de 30 a&#241;os. El tiempo promedio transcurrido desde el t&#233;rmino de la graduaci&#243;n o curso t&#233;cnico hasta la fecha del inicio del entrenamiento fue de 5,5 a&#241;os. El tiempo promedio de ejercicio profesional fue de 5,2 a&#241;os. La carga horaria de trabajo semanal vari&#243; en torno a las 56 horas. Entre los enfermeros, el tiempo promedio, desde la conclusi&#243;n de la residencia o especializaci&#243;n hasta el inicio del entrenamiento, fue de 4 y 3,4 a&#241;os, respectivamente.</p>
      <p>Los dem&#225;s datos sociodemogr&#225;ficos de los participantes se presentan en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>. La <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref> presenta datos educativos s&#243;lo de los profesionales graduados en enfermer&#237;a.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Con relaci&#243;n a los scores alcanzados por los profesionales en respuesta a las preguntas del test previo, se obtuvo un promedio general de 4,1 puntos. Con relaci&#243;n a la evaluaci&#243;n posterior al entrenamiento, se obtuvo un promedio general de 7,3 puntos.</p>
      <p>Los scores en los tests previo y posterior, y el desempe&#241;o (ganancia porcentual) est&#225;n discriminados en la <xref ref-type="table" rid="es_12t3-body3">Tabla 3</xref>, seg&#250;n el tipo de formaci&#243;n. Por el test de Kruskal-Wallis, se observ&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa (p&lt;0,05) entre profesionales de diferentes formaciones con relaci&#243;n a la nota en el test previo (p=0,001). No obstante, con relaci&#243;n a la ganancia porcentual obtenida en el curso, no hubo diferencia significativa (p=0,432). La distribuci&#243;n de porcentaje de aciertos en las evaluaciones previa y posterior, seg&#250;n los puntos cr&#237;ticos evaluados, se especifica en la <xref ref-type="table" rid="es_12t4-body3">Tabla 4</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_12t3-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_12t4-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Las correlaciones entre las variables sociodemogr&#225;ficas, los scores obtenidos en los tests previo y posterior y el desempe&#241;o alcanzado en el entrenamiento se muestran en la <xref ref-type="table" rid="es_12t5-body3">Tabla 5</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_12t5-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0630-00012-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Cuanto mayor es el intervalo de tiempo entre la graduaci&#243;n o curso t&#233;cnico y el entrenamiento, menor es el score obtenido en el test previo. Los profesionales casados y con hijos obtuvieron una nota en el test previo significativamente menor que la de aquellos solteros y sin hijos. No se verific&#243; correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa entre las variables analizadas y el desempe&#241;o en el entrenamiento. Los profesionales que realizaron entrenamiento previo en RCP no presentaron desempe&#241;o superior a aquellos que no se hab&#237;an sometido a ning&#250;n tipo de entrenamiento anterior.</p>
      <p>Entre los enfermeros no hubo diferencia significativa entre los graduados en facultad p&#250;blica y privada en el test previo (p=0,408) y en la evaluaci&#243;n del desempe&#241;o (p=0,349). Los mismo se observ&#243; con relaci&#243;n al an&#225;lisis de correlaciones entre la realizaci&#243;n de residencia y el score en el test previo (p=0,08) y el desempe&#241;o (p=0,176).</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Aunque el objetivo del hospital, al instituir el entrenamiento permanente en SBV y SAV, haya sido, en &#250;ltima instancia, mejorar la atenci&#243;n al paciente en PCR, los profesionales no ten&#237;an obligaci&#243;n de participar en el curso. Tambi&#233;n se debe considerar la elevada carga horaria semanal de trabajo de estos profesionales como factor limitante a la disponibilidad de tiempo para asistir al curso. Otro aspecto que debe observarse es la motivaci&#243;n para participar en el entrenamiento. Se busc&#243; destinar por lo menos el 50% del tiempo total del curso al entrenamiento de las habilidades pr&#225;cticas, con el objetivo de hacer el aprendizaje m&#225;s significativo y contextualizado. Esta estrategia de ense&#241;anza se recomienda para adultos por considerar que el desempe&#241;o es mejor cuando hay motivaci&#243;n para participar<sup>11,12</sup>. A pesar de ello, hubo un elevado porcentaje de profesionales que no completaron el curso (32,9%).</p>
      <p>El score en la evaluaci&#243;n previa al curso fue bajo (4,1 puntos). Con todo, este bajo &#237;ndice puede ser explicado en parte considerando que el tiempo promedio de conclusi&#243;n de la formaci&#243;n b&#225;sica en esa muestra fue superior a cinco a&#241;os, que el tiempo promedio de ejercicio profesional fue relativamente bajo, y que un porcentaje significativo de estos profesionales pudo no haber tenido oportunidad de reciclar el conocimiento en PCR desde la conclusi&#243;n de la formaci&#243;n b&#225;sica. S&#250;mese a ello la ausencia de programas de educaci&#243;n permanente en gran parte de las instituciones de salud.</p>
      <p>Boaventura y Coutinho<sup>13</sup> relataron un score similar (4,3 puntos) entre profesionales de enfermer&#237;a que fueron sometidos a evaluaci&#243;n sobre SBV. Galinsk et al.<sup>14</sup> verificaron que el conocimiento te&#243;rico en SBV entre 413 enfermeras evaluadas era insuficiente. Granzotto et al.<sup>15</sup> evaluaron la capacitaci&#243;n en SBV en un hospital universitario y demostraron que el porcentaje promedio de aciertos en una evaluaci&#243;n te&#243;rica inicial fue del 63%. Sin embargo, la muestra de este estudio estaba compuesta tambi&#233;n por m&#233;dicos, acad&#233;micos de medicina y enfermer&#237;a, adem&#225;s de enfermeros. El porcentaje de aciertos en la evaluaci&#243;n realizada al final de entrenamiento fue del 84%.</p>
      <p>En el presente trabajo, el porcentaje de aciertos en la evaluaci&#243;n realizada despu&#233;s del final del entrenamiento fue del 72,9%, lo que corresponde aun promedio de 7,26. No se verific&#243; correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa (p = 0,432) entre el desempe&#241;o de los diferentes profesionales que compon&#237;an la muestra, probablemente por la corta curaci&#243;n del curso que no hizo posible una mayor influencia de variables externas en el proceso de aprendizaje.</p>
      <p>Entre los grupos analizados, los auxiliares de enfermer&#237;a alcanzaron el mejor desempe&#241;o (131,2%) con relaci&#243;n a los t&#233;cnicos de enfermer&#237;a (78,87%) y a los enfermeros (84,95%). En parte, estos resultados pueden explicarse por el nivel de conocimiento previo al entrenamiento menor entre los auxiliares de enfermer&#237;a, al compararlo a los dem&#225;s profesionales evaluados.</p>
      <p>El hallazgo de scores significativamente m&#225;s bajos en la evaluaci&#243;n previa al entrenamiento entre los auxiliares de enfermer&#237;a, al compararlos con aquellos de los t&#233;cnicos y de &#233;stos con relaci&#243;n a los enfermeros, puede explicarse por el nivel de formaci&#243;n t&#233;cnica de cada una de las categor&#237;as evaluadas. En esta muestra, el 55% de los enfermeros ten&#237;an postgrado y/o especializaci&#243;n. En un estudio realizado en unidad de terapia intensiva (UTI), para evaluaci&#243;n del nivel de conocimiento de los profesionales en PCR y RCP, se constat&#243; que el nivel de formaci&#243;n del profesional influy&#243; en el &#237;ndice de aciertos<sup>16</sup>.</p>
      <p>Muchos de esos profesionales est&#225;n sometidos a cargas horarias extenuantes, mala remuneraci&#243;n y doble jornada de trabajo - principalmente las enfermeras. Tales factores cooperan para que el tiempo destinado al reciclaje profesional sea reducido. En el actual escenario de educaci&#243;n permanente en salud se verifica, por un lado, la necesidad apremiante de actualizaci&#243;n t&#233;cnico cient&#237;fica por muchos profesionales y, por otro, la falta de condiciones socioecon&#243;micas para implementarla. En esta muestra, que tiene una carga horaria semanal de trabajo elevada, el score en el test previo de los profesionales casados y que tienen hijos fue significativamente menor. No obstante, estas variables no influyeron en la ganancia porcentual obtenida despu&#233;s del curso, probablemente por el hecho de que &#233;ste ocup&#243; un per&#237;odo corto de tiempo, insuficiente para que variables socioecon&#243;micas influyeran en el desempe&#241;o.</p>
      <p>Costa et al.<sup>17</sup>, en un estudio involucrando 348 profesionales de enfermer&#237;a, concluyeron que las principales quejas a respecto del sistema de trabajo en turnos eran la vida social perjudicada por la interferencia en la relaci&#243;n personal y familiar, por las restricciones a las actividades sociales y por la dificultad en planear la vida. Esta insatisfacci&#243;n es aun mayor entre los profesionales casados y con hijos. Gomes et al.<sup>18</sup>, al comparar profesionales con diferentes estados civiles, constataron que los casados mostraban mayor deseo de abandonar la profesi&#243;n y presentaban problemas de salud f&#237;sica m&#225;s frecuentes. Observaron adem&#225;s que el deseo de abandonar la profesi&#243;n fue inferior en el grupo de enfermeros con hijos menores, asociado a un mayor nivel de estr&#233;s relacionado, entre otros, a la remuneraci&#243;n y a los problemas familiares.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a los puntos cr&#237;ticos evaluados, los scores en los tests previo y posterior, en el aspecto manejo de las v&#237;as a&#233;reas, fue de 5,2 y 29,9, respectivamente, indicando un bajo nivel de conocimiento sobre el manejo de las v&#237;as a&#233;reas y la utilizaci&#243;n de dispositivos alternativos al tubo orotraqueal, como la m&#225;scara lar&#237;ngea (ML). Este resultado puede ser justificado por la poca familiaridad de estos profesionales con el dispositivo en cuesti&#243;n. Es importante resaltar que la ML, as&#237; como el tubo es&#243;fago-traqueal (combitubo), puede ser utilizada por cualquier profesional entrenado del &#225;rea de la salud. Sin embargo, la m&#225;scara no est&#225; ampliamente disponible en los servicios de salud, dificultando la aplicaci&#243;n, en la pr&#225;ctica, del conocimiento adquirido en la teor&#237;a.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la t&#233;cnica de masaje card&#237;aco externo (MCE), el promedio de aciertos fue del 20,8% en el test previo y del 95,8% en el test posterior. A pesar del buen desempe&#241;o alcanzado, la nota de evaluaci&#243;n inicial nos llama la atenci&#243;n sobre el d&#233;ficit de conocimiento sobre las acciones cr&#237;ticas en la atenci&#243;n en PCR. Los enfermeros alcanzaron un porcentaje mayor de aciertos (33,3%) que los t&#233;cnicos (15,2%) y los auxiliares (10,5%).</p>
      <p>De acuerdo con la ley 7498/86 del ejercicio profesional de la enfermer&#237;a, los enfermeros son responsables por la asistencia directa a los pacientes graves con riesgo de vida y por las pr&#225;cticas que exijan mayor complejidad y conocimientos cient&#237;ficos<sup>19</sup>. En lo que se refiere al MCE, esta pr&#225;ctica limita el desarrollo de las habilidades de los t&#233;cnicos y auxiliares, justificando los porcentajes m&#225;s bajos de aciertos. Actualmente se ha estimulado la difusi&#243;n del conocimiento y de las habilidades en SBV entre legos en medicina, que en muchas situaciones son los primeros socorristas de v&#237;ctimas de PCR fuera del hospital. De forma similar, debe invertirse en el entrenamiento de los equipos de atenci&#243;n, especialmente t&#233;cnicos y auxiliares de enfermer&#237;a<sup>10</sup>.</p>
      <p>S&#243;lo el 66,5% de los profesionales respondieron en forma correcta la secuencia de acciones del SBV. Sin embargo, en la evaluaci&#243;n posterior, todos los profesionales acertaron esta pregunta, lo que corrobora la importancia del entrenamiento. Resultados poco satisfactorios tambi&#233;n fueron encontrados en otros estudios. Granzotto et al.<sup>15</sup> evaluaron la conducta de m&#233;dicos y enfermeras en el abordaje del PCR en un hospital universitario y constataron que, entre las enfermeras, s&#243;lo el 60% solicitaron ayuda, el 29% abrieron las v&#237;as a&#233;reas y el 47% iniciaron ventilaci&#243;n. Zanini et al.<sup>16</sup> mostraron que el 61,5% de las enfermeras de la UTI de un hospital general no reconoc&#237;an la importancia de evaluar el nivel de conciencia al ser preguntadas sobre la identificaci&#243;n de un PCR.</p>
      <p>En lo concerniente a la forma de administraci&#243;n de las drogas en RCP, los resultados mostraron que el conocimiento de los participantes en el test previo es muy bajo (38,7%), considerando que es una acci&#243;n usualmente delegada a estos profesionales. Colino et al.<sup>20</sup> relataron que el 54% de los profesionales evaluados afirmaron no tener conocimientos con relaci&#243;n a la preparaci&#243;n de las drogas.</p>
      <p>En el test previo, se observ&#243; que el 60,4% de los participantes sab&#237;an identificar correctamente las se&#241;ales cl&#237;nicas de un PCR, dato &#233;ste discrepante del estudio relatado por Zanini et al.<sup>16</sup> realizado en una UTI, en el cual s&#243;lo el 15,4% de los profesionales de enfermer&#237;a, incluyendo todas las categor&#237;as y con experiencia superior a dos a&#241;os en UTI, sab&#237;a reconocer un PCR. Este mismo estudio mostr&#243; que el 69,5% de los participantes reconoc&#237;an s&#243;lo la asistolia como PCR, lo que una vez m&#225;s contrasta con nuestro estudio, en el cual el 50,9% de los participantes reconoc&#237;an tambi&#233;n la fibrilaci&#243;n ventricular (FV) como mecanismo de PCR.</p>
      <p>Birnbaum et al.<sup>21</sup> evaluaron el conocimiento de m&#233;dicos y enfermeros en SAV y verificaron que el 33% de los enfermeros y el 22% de los m&#233;dicos no consegu&#237;an identificar FV. La identificaci&#243;n de los ritmos de PCR mediante monitor card&#237;aco exige mayor conocimiento profesional<sup>9</sup> y &#233;sta puede ser una justificativa para el mayor porcentaje de aciertos entre los enfermeros que entre los t&#233;cnicos y auxiliares de enfermer&#237;a. El hecho de la FV ser el mecanismo de PCR m&#225;s com&#250;n en ambiente hospitalario<sup>22,23</sup> y por ser, muchas veces, el resultado de la degeneraci&#243;n de taquicardia ventricular<sup>6</sup> exige que los profesionales de enfermer&#237;a sepan identificarlas, para que se ofrezca al paciente una asistencia inmediata y, como resultado, presenten un mejor pron&#243;stico. En el test previo, la asistolia, por ser el ritmo m&#225;s f&#225;cil de identificaci&#243;n<sup>22,24</sup>, fue m&#225;s f&#225;cilmente reconocida por auxiliares y t&#233;cnicos (47,5% y 52,5% respectivamente) que la FV (28,9% y 46,5% respectivamente) y la TV sin pulso (10,5% y 29,3% respectivamente).</p>
      <p>En nuestro estudio, se observ&#243; un bajo nivel de conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a a respecto de las indicaciones de desfibrilaci&#243;n (37,3%) y manejo del desfibrilador (38,2%). Despu&#233;s del curso estos porcentajes aumentaron para 77,8% y 57,6%. Tales porcentajes aun son insatisfactorios frente a la importancia de la desfibrilaci&#243;n para el &#233;xito de la RCP.</p>
      <p>En 1983, la Asociaci&#243;n Americana de Enfermer&#237;a (ANA) estableci&#243; est&#225;ndares para la pr&#225;ctica de la profesi&#243;n en emergencia que determinan que es de responsabilidad de la enfermer&#237;a preparar instrumentos para intubaci&#243;n, aspiraci&#243;n, monitoreo card&#237;aco y desfibrilaci&#243;n, auxiliando al equipo m&#233;dico en la ejecuci&#243;n de los procedimientos. Por lo tanto, de acuerdo con la ANA, el profesional de enfermer&#237;a no est&#225; autorizado a realizar desfibrilaci&#243;n precoz con desfibrilador convencional en ausencia de un m&#233;dico<sup>25</sup>. Granitoff<sup>26</sup>, evaluando 68 enfermeras que actuaban principalmente en &#225;reas cr&#237;ticas de hospitales privados, la mayor&#237;a habiendo completado el curso ACLS (Advanced Cardiac Life Support) hac&#237;a m&#225;s de 18 meses, observ&#243; que la mayor&#237;a de ellas (91,2%) nunca, o casi nunca, realiz&#243; el procedimiento de desfibrilaci&#243;n, manteniendo s&#243;lo RCP b&#225;sica hasta la llegada del m&#233;dico. La autora concluy&#243; que s&#243;lo el 17,5% de las enfermeras demostraron condiciones favorables a la pr&#225;ctica de desfibrilaci&#243;n precoz<sup>26</sup>. La desfibrilaci&#243;n en ambiente hospitalario en Brasil casi siempre es realizada por m&#233;dicos, y ello justifica los bajos porcentajes encontrados en esta investigaci&#243;n.</p>
      <p>La mayor&#237;a de los profesionales no reconoc&#237;a la importancia de buscar la causa de la PCR como una forma, no s&#243;lo de restaurar la circulaci&#243;n espont&#225;nea, sino tambi&#233;n de evitar nuevos eventos. Estos datos se&#241;alan la falta de integraci&#243;n del equipo de salud en conocer la historia cl&#237;nica del paciente, sus diagn&#243;sticos ya establecidos y la terap&#233;utica que se est&#225; empleando. El conocimiento de todos esos aspectos, no s&#243;lo por parte del m&#233;dico del equipo, ayudar&#237;a en la identificaci&#243;n de la posible causa del PCR y en consecuencia en el tratamiento adecuado.</p>
      <p>Berden et al.<sup>27</sup>. recomiendan intervalos de seis meses como tiempo ideal para que los profesionales repitan entrenamientos en RCP. Broomfield<sup>28</sup> evalu&#243; la retenci&#243;n de habilidades y conocimientos te&#243;ricos en RCP en un grupo de 19 enfermeras y concluy&#243; que hubo una mejora inicial en los &#237;tems evaluados. No obstante, despu&#233;s de 10 semana del t&#233;rmino del entrenamiento, tanto la retenci&#243;n de las habilidades como las actualizaciones te&#243;ricas adquiridas sufrieron un deterioro estad&#237;sticamente significativo (P= 0,000).</p>
      <p>Madden<sup>29</sup> demostr&#243; que despu&#233;s de 10 semanas, hab&#237;a un deterioro en el conocimiento y habilidades en reanimaci&#243;n entre estudiantes de enfermer&#237;a sometidas a 4 horas de entrenamiento en RCP. Aunque el presente estudio no haya tenido por objetivo evaluar la retenci&#243;n del contenido del entrenamiento - tampoco el intervalo de tiempo en que empieza a verificarse la ca&#237;da en el nivel de conocimiento -, la correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa (p=0,011) entre el intervalo de tiempo desde la conclusi&#243;n de la graduaci&#243;n, o del curso t&#233;cnico, y el score en el test previo, indicando una relaci&#243;n inversa, as&#237; como la ausencia de un score m&#225;s elevado entre los profesionales que realizaron entrenamiento en RCP anteriormente, sugiere que, en esta muestra, la retenci&#243;n del conocimiento sufre deterioro, as&#237; como se relata en la bibliograf&#237;a. Se recomienda por lo tanto un esfuerzo continuado en actualizaci&#243;n del conocimiento te&#243;rico y habilidades en SBV<sup>30</sup>.</p>
      <p>La validez externa de este estudio, aunque limitada en funci&#243;n de la muestra haberse obtenido en una instituci&#243;n privada de salud, no es significativamente reducida, puesto que el 42% de los profesionales investigados trabajan en m&#225;s de un hospital, y un porcentaje expresivo (42,9%) en instituciones p&#250;blicas de salud. Algunos estudios que evaluaron el nivel de conocimiento te&#243;rico y las habilidades pr&#225;cticas de profesionales que trabajan en instituciones p&#250;blicas y privadas no encontraron diferencias estad&#237;sticamente significativas<sup>1,31</sup>. Aunque el m&#233;todo de evaluaci&#243;n despu&#233;s del entrenamiento haya sido exclusivamente te&#243;rico, el 50% de la carga horaria del curso se destin&#243; a actividades pr&#225;cticas.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Verificamos un impacto significativo en el nivel de conocimiento de los profesionales de enfermer&#237;a despu&#233;s del entrenamiento en SBV y SAV, como se puede ver por la ganancia porcentual de conocimiento del 91% en la muestra total, llegando al 131% en el grupo de auxiliares de enfermer&#237;a. Estos datos corroboran la necesidad de estructurar la educaci&#243;n continuada en salud como herramienta que contribuir&#225; para la mejora de los &#237;ndices de &#233;xito en RCP.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
