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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">KZrgmNspYCXZFQXx9WszmzG</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001200007</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Escala de VO2pico em adolescentes obesos e n&#227;o-Obesos por diferentes m&#233;todos</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>598</fpage>
      <lpage>602</lpage>
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          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O consumo de oxig&#234;nio de pico (VO2pico) pode ser definido como a maior taxa de consumo de oxig&#234;nio durante exerc&#237;cio exaustivo ou m&#225;ximo. A avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o aer&#243;bica pode ser expressa como relativa &#224; massa corporal, mas esse procedimento pode n&#227;o remover completamente as diferen&#231;as quando indiv&#237;duos pesados s&#227;o avaliados. Assim, o procedimento com escala alom&#233;trica &#233; uma estrat&#233;gia atraente para comparar indiv&#237;duos com grandes diferen&#231;as em massa corporal. OBJETIVO: Investigar o VO2pico em indiv&#237;duos obesos e n&#227;o-obesos usando o m&#233;todo de corre&#231;&#227;o de massa corporal (convencional) e escala alom&#233;trica (m&#233;todo alom&#233;trico) e, como esses m&#233;todos s&#227;o aplicados quando indiv&#237;duos de ambos os sexos se exercitam em uma esteira ergom&#233;trica. M&#201;TODOS: O VO2pico relativo ao peso corporal e pelo m&#233;todo alom&#233;trico foi comparado em 54 adolescentes obesos e 33 n&#227;o-obesos (10 a 16 anos). Calorimetria indireta foi usada para avaliar o VO2pico durante um teste m&#225;ximo. O expoente alom&#233;trico foi calculado levando-se em considera&#231;&#227;o a massa corporal individual. Ent&#227;o o VO2pico foi corrigido pelo expoente alom&#233;trico. As compara&#231;&#245;es foram realizadas usando-se two-way ANOVA para medidas repetidas (p&lt;0,05). RESULTADOS: O VO2pico absoluto foi maior (p&lt;0,05) em meninas obesas (2,80&#177;0,69) quando comparadas &#224;s n&#227;o-obesas (2,00&#177;0,24), mas essa rela&#231;&#227;o desapareceu nos indiv&#237;duos do sexo masculino (p&gt;0,05). Entretanto, o VO2pico calculado pelo m&#233;todo convencional foi maior (p&lt;0,05) entre indiv&#237;duos n&#227;o-obesos para ambos os sexos (meninas: 41,45&#177;3,85; meninos: 49,81&#177;7,12) em compara&#231;&#227;o com os obesos (meninas: 32,11&#177;4,48; meninos: 37,54&#177;6,06). O VO2pico alom&#233;trico foi similar (p&gt;0,05) entre os grupos. CONCLUS&#195;O: Indiv&#237;duos obesos apresentaram VO2pico mais baixo do que os n&#227;o-obesos, quando avaliados pelo m&#233;todo convencional. Entretanto, quando o m&#233;todo da escala alom&#233;trica foi aplicado, as diferen&#231;as desapareceram.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Obesidade</kwd>
        <kwd>Crian&#231;a</kwd>
        <kwd>Adolescente</kwd>
        <kwd>Exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>Aptid&#227;o F&#237;sica</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOLOGIA DO ESPORTE</p>
    <p>
      <bold>Escala de VO<sub>2pico</sub> em adolescentes obesos e n&#227;o-Obesos por diferentes m&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Gerusa Eisfeld Milano; Andr&#233; Rodacki; Rosana Bento Radominski; Neiva Leite</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O consumo de oxig&#234;nio de pico (VO<sub>2pico</sub>) pode ser definido como a maior taxa de consumo de oxig&#234;nio durante exerc&#237;cio exaustivo ou m&#225;ximo. A avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o aer&#243;bica pode ser expressa como relativa &#224; massa corporal, mas esse procedimento pode n&#227;o remover completamente as diferen&#231;as quando indiv&#237;duos pesados s&#227;o avaliados. Assim, o procedimento com escala alom&#233;trica &#233; uma estrat&#233;gia atraente para comparar indiv&#237;duos com grandes diferen&#231;as em massa corporal. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Investigar o VO<sub>2pico</sub> em indiv&#237;duos obesos e n&#227;o-obesos usando o m&#233;todo de corre&#231;&#227;o de massa corporal (convencional) e escala alom&#233;trica (m&#233;todo alom&#233;trico) e, como esses m&#233;todos s&#227;o aplicados quando indiv&#237;duos de ambos os sexos se exercitam em uma esteira ergom&#233;trica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> O VO<sub>2pico</sub> relativo ao peso corporal e pelo m&#233;todo alom&#233;trico foi comparado em 54 adolescentes obesos e 33 n&#227;o-obesos (10 a 16 anos). Calorimetria indireta foi usada para avaliar o VO<sub>2pico</sub> durante um teste m&#225;ximo. O expoente alom&#233;trico foi calculado levando-se em considera&#231;&#227;o a massa corporal individual. Ent&#227;o o VO<sub>2pico</sub> foi corrigido pelo expoente alom&#233;trico. As compara&#231;&#245;es foram realizadas usando-se two-way ANOVA para medidas repetidas (p&lt;0,05). </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> O VO<sub>2pico</sub> absoluto foi maior (p&lt;0,05) em meninas obesas (2,80&#177;0,69) quando comparadas &#224;s n&#227;o-obesas (2,00&#177;0,24), mas essa rela&#231;&#227;o desapareceu nos indiv&#237;duos do sexo masculino (p&gt;0,05). Entretanto, o VO<sub>2pico</sub> calculado pelo m&#233;todo convencional foi maior (p&lt;0,05) entre indiv&#237;duos n&#227;o-obesos para ambos os sexos (meninas: 41,45&#177;3,85; meninos: 49,81&#177;7,12) em compara&#231;&#227;o com os obesos (meninas: 32,11&#177;4,48; meninos: 37,54&#177;6,06). O VO<sub>2pico</sub> alom&#233;trico foi similar (p&gt;0,05) entre os grupos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Indiv&#237;duos obesos apresentaram VO<sub>2pico</sub> mais baixo do que os n&#227;o-obesos, quando avaliados pelo m&#233;todo convencional. Entretanto, quando o m&#233;todo da escala alom&#233;trica foi aplicado, as diferen&#231;as desapareceram.</p>
    <p><bold>Palavras chave: </bold> Obesidade, Crian&#231;a, Adolescente, Exerc&#237;cio, Aptid&#227;o F&#237;sica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de obesidade em crian&#231;as e adolescentes tem aumentado nos &#250;ltimos anos<sup>1</sup>. A falta de exerc&#237;cios f&#237;sicos<sup>2,3</sup> e o aumento na ingest&#227;o de calorias<sup>4</sup> t&#234;m sido associados com a obesidade na inf&#226;ncia. Essas modifica&#231;&#245;es t&#234;m resultado em h&#225;bitos inadequados, redu&#231;&#227;o de gasto cal&#243;rico e n&#237;vel mais baixo de aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria<sup>3</sup>.</p>
    <p>Muitos pesquisadores t&#234;m considerado o consumo de oxig&#234;nio de pico (VO<sub>2pico</sub>) como um dos melhores indicadores de aptid&#227;o cardiovascular e n&#237;vel de aptid&#227;o f&#237;sica<sup>5,6</sup>.Os valores do VO<sub>2pico</sub> relativos ao peso corporal s&#227;o expressos por ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> e s&#227;o geralmente mais baixos em indiv&#237;duos obesos do que nos n&#227;o-obesos<sup>7-10</sup>. Por outro lado, os valores absolutos de VO<sub>2pico</sub> em indiv&#237;duos obesos (isto &#233;, com superf&#237;cie corporal maior), tem sido reportados como sendo similares em alguns estudos<sup>9-10</sup> e mais altos em outros estudos<sup>4-7</sup>, quando comparados &#224;queles dos indiv&#237;duos n&#227;o-obesos.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o aer&#243;bica &#233; tipicamente expressa como sendo relativa &#224; massa corporal e tem sido questionada por alguns pesquisadores<sup>11-13</sup>. O ajuste dos valores pelo peso corporal pode n&#227;o ser efetivo para remover as diferen&#231;as de massa corporal em indiv&#237;duos muito pesados<sup>9</sup>. Assim, alguns autores t&#234;m aplicado o m&#233;todo da escala alom&#233;trica para comparar indiv&#237;duos com grandes varia&#231;&#245;es de massa corporal<sup>9,14</sup>, a fim de minimizar tais influencias. O m&#233;todo alom&#233;trico parece ser um bom indicador para comparar indiv&#237;duos com diferen&#231;as em peso corporal e altura.</p>
    <p>Assim, alguns pesquisadores t&#234;m utilizado o m&#233;todo alom&#233;trico para relacionar e comparar o VO<sub>2pico</sub> entre indiv&#237;duos de diferentes tamanhos corporais, ou crian&#231;as e adultos<sup>13</sup>, meninos e meninas<sup>14</sup>. At&#233; agora, apenas um estudo foi encontrado na literatura<sup>9</sup>, no qual o VO<sub>2pico</sub> foi avaliado em indiv&#237;duos obesos e n&#227;o-obesos atrav&#233;s de ambos os m&#233;todos (peso corporal e escala alom&#233;trica). Infelizmente, esse estudo avaliou apenas meninas e refor&#231;a a necessidade de dados que avaliem a influencia do peso corporal sobre os par&#226;metros cardiorrespirat&#243;rios, usando o m&#233;todo convencional (VO<sub>2pico-conv</sub>) e o alom&#233;trico (VO<sub>2pico-alo</sub>), em adolescentes obesos e n&#227;o-obesos. Al&#233;m disso, o efeito do sexo ao usar esses m&#233;todos ainda n&#227;o foi descrito.</p>
    <p>O objetivo desse estudo foi comparar os valores de VO<sub>2pico</sub> obtidos em uma esteira ergom&#233;trica usando o m&#233;todo convencional (corre&#231;&#227;o por peso corporal) e pela escala alom&#233;trica (corre&#231;&#227;o alom&#233;trica) em adolescentes de ambos os sexos obesos e n&#227;o-obesos.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Indiv&#237;duos</bold>
    </p>
    <p>Oitenta e quatro volunt&#225;rios de ambos os sexos com idade de 10 a 16 anos participaram do estudo. Eles foram divididos em 2 grupos de acordo com o &#205;ndice de Massa Corporal (IMC), como proposto pelo <italic>Center for Disease Control and Prevention</italic> (CDC)<sup>15</sup>: Assim, um grupo foi formado por indiv&#237;duos obesos (Grupo Obeso; n=54; 23 meninos e 31 meninas) e o outro por indiv&#237;duos n&#227;o-obesos (Grupo N&#227;o-obeso; n=33; 16 meninos e 31 meninas). Os participantes e os pais (ou tutores) assinaram o Termo de Consentimento Livre e Informado, autorizando a participa&#231;&#227;o dos adolescentes no estudo. Os procedimentos do presente estudo foram aprovados pelo Comit&#234; de &#201;tica da Universidade Federal do Paran&#225;.</p>
    <p>
      <bold>Procedimentos</bold>
    </p>
    <p><bold>1) Avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica</bold> - A massa corporal foi medida com a ajuda de uma balan&#231;a antropom&#233;trica usando uma resolu&#231;&#227;o de 0,1 kg para massa corporal e 0,01 m para altura. O &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) foi calculado pela divis&#227;o da massa corporal (em kg) pelo quadrado da altura (em m). Os indiv&#237;duos foram classificados de acordo com seu IMC como proposto pelo CDC<sup>15</sup>.</p>
    <p><bold>2) Avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica</bold> - A avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica foi realizada por um profissional da &#225;rea pedi&#225;trica para determinar a presen&#231;a de dist&#250;rbios cardiovasculares e avaliar o n&#237;vel de matura&#231;&#227;o sexual<sup>16</sup>. Todos os indiv&#237;duos com contra-indica&#231;&#227;o aos procedimentos usados nos testes foram exclu&#237;dos do estudo, bem como indiv&#237;duos pr&#233;-p&#250;beres<sup>17</sup>. Indiv&#237;duos que participavam de programas de atividade f&#237;sica regular tamb&#233;m foram exclu&#237;dos.</p>
    <p><bold>3) Aptid&#227;o aer&#243;bica</bold> (VO<sub>2pico</sub>) - A aptid&#227;o aer&#243;bica (VO<sub>2pico</sub>) foi determinada em uma esteira ergom&#233;trica, usando o protocolo modificado proposto por Balke. A velocidade inicial foi estabelecida em 3,25 mph, a uma inclina&#231;&#227;o de 6%, que foi aumentada de 2% a cada 3 min at&#233; a completa exaust&#227;o<sup>18</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise de aptid&#227;o aer&#243;bica foi realizada usando-se um analisador de g&#225;s direto (Vista XT sistema metab&#243;lico, EUA), que forneceu informa&#231;&#245;es sobre a capta&#231;&#227;o de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>), produ&#231;&#227;o de g&#225;s carb&#244;nico (VCO<sub>2</sub>), ventila&#231;&#227;o pulmonar (VP), e raz&#227;o de troca respirat&#243;ria (RER = VCO<sub>2</sub>/VO<sub>2</sub>). Essas vari&#225;veis foram monitoradas a cada 15 s. A frequ&#234;ncia card&#237;aca foi monitorada atrav&#233;s de um monitor de frequ&#234;ncia card&#237;aca (Polar - modelo A1, S&#227;o Paulo, SP, Brasil). A fim de assegurar que o VO<sub>2</sub> m&#225;ximo fosse atingido, pelo menos dois dos seguintes crit&#233;rios foram observados: a) exaust&#227;o ou incapacidade de manter a velocidade requerida; b) RER &gt; 1,0; c) frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) m&#225;xima &gt; 190 bpm. N&#227;o foi permitido aos participantes se segurarem no suporte frontal da esteira durante o teste.</p>
    <p>Os procedimentos propostos por Welsman e cols.<sup>19</sup> foram usados para calcular o coeficiente da escala alom&#233;trica, ap&#243;s a determina&#231;&#227;o do VO<sub>2</sub> e massa corporal. As m&#233;dias dos dados de cada grupo e sexo foram logaritmicamente transformadas; VO<sub>2</sub> (litros por minuto), massa corporal (kg), e estatura (m) foram usados. A seguinte equa&#231;&#227;o foi usada para calcular o VO<sub>2</sub> com expoentes alom&#233;tricos: Log Y = Log a + b Log X<sup>19</sup>, com "Y" sendo o valor da m&#233;dia de VO<sub>2pico</sub> relativa &#224; massa corporal (ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>), "a" o valor m&#233;dio de VO<sub>2pico</sub> em termos absolutos (l.min<sup>-1</sup>), "X" a massa corporal m&#233;dia (kg), e "b" o expoente alom&#233;trico.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise Estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Estat&#237;stica descritiva padr&#227;o (m&#233;dia &#177; DP) foi calculada. O teste de Kolmogorov-Smirnov foi aplicado e confirmou a normalidade dos dados. Uma An&#225;lise de Vari&#226;ncia (ANOVA) fatorial foi usada para determinar a influencia do sexo (masculino e feminino), grupos (obeso e n&#227;o-obeso) e m&#233;todos (convencional e alom&#233;trico) na determina&#231;&#227;o de VO2<sub>pico</sub>. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com o <italic>software</italic> Statistica 6.0 e o n&#237;vel de signific&#226;ncia foi estabelecido como p&lt;0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> mostra as caracter&#237;sticas f&#237;sicas dos 54 participantes obesos (23 meninos e 31 meninas) e dos 33 n&#227;o-obesos (16 meninos e 17 meninas). A idade era similar entre os grupos (p&gt;0,05; obesos <italic>vs</italic>. n&#227;o-obesos) e sexos (p&gt;0,05; meninos e meninas). Todos os participantes eram p&#250;beres. A massa corporal m&#233;dia era maior no grupo obeso do que no grupo n&#227;o-obeso (p&lt;0,001) independente do sexo, como conseq&#252;&#234;ncia dos crit&#233;rios aplicados para compor os grupos experimentais no presente estudo. A altura m&#233;dia e o gasto energ&#233;tico di&#225;rio m&#233;dio n&#227;o diferiram (p&gt;0,05) entre os sexos e os grupos (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
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    </p>
    <p>Os par&#226;metros obtidos durante o teste cardiorrespirat&#243;rio m&#225;ximo na esteira ergom&#233;trica mostraram que a FC<sub>max</sub> e a RER n&#227;o diferiram entre os g&#234;neros (p&gt;0,05) e grupos (p&gt;0,05). A dura&#231;&#227;o m&#233;dia do teste foi maior no grupo n&#227;o-obeso (p &lt; 0,05) do que no obeso.</p>
    <p>O VO<sub>2pico-abs</sub> foi maior (p&lt;0,05) entre as meninas obesas do que nas n&#227;o-obesas, mas nenhuma diferen&#231;a foi observada entre os meninos dos dois grupos (p&gt;0,05). Nenhuma diferen&#231;a significante em VO<sub>2pico-abs</sub> foi observada quando o sexos foram considerados (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0598-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>O m&#233;todo da escala alom&#233;trica produziu um &#237;ndice similar para meninos (0,57) e meninas obesos (0,59). O grupo n&#227;o-obeso mostrou coeficientes de 0,78 e 0,73 para meninas e meninos, respectivamente.</p>
    <p>Finalmente, o VO<sub>2pico-conv</sub> foi 22,5% mais baixo no grupo de meninas obesas em compara&#231;&#227;o com as n&#227;o-obesas. O VO<sub>2pico-conv</sub> dos meninos obesos foi 25,1% mais baixo do que sua contraparte n&#227;o-obesa. O VO<sub>2pico -alo</sub> foi maior nos meninos do que nas meninas (p&lt;0,05).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No presente estudo, o VO<sub>2pico -abs</sub> foi mais alto nas meninas obesas do que nas n&#227;o-obesas (p&lt;0,05), embora n&#227;o houvesse diferen&#231;a entre os meninos (p&gt;0,05). Meninas obesas mostraram um VO<sub>2pico-abs</sub> 27% maior do que as n&#227;o-obesas. Os indiv&#237;duos obesos estavam sujeitos &#224; maiores demandas metab&#243;licas devido &#224; sua maior massa corporal durante o teste que resultava em um valor de VO<sub>2pico</sub> absoluto maior. Outros estudos relataram que o VO<sub>2pico-abs</sub>, est&#225; diretamente relacionado com o tamanho corporal. De fato, v&#225;rios estudos relataram valores maiores de VO<sub>2pico-abs</sub> em adolescentes obesos do que naqueles n&#227;o-obesos<sup>6-7,20</sup>, enquanto outros encontraram valores compar&#225;veis em ambos os grupos<sup>9,10</sup>. Ekelund e cols.<sup>7</sup>, argumentou que o VO<sub>2pico-abs</sub> encontrado em in indiv&#237;duos obesos denota uma capacidade funcional preservada. De fato, a equa&#231;&#227;o de Fick, que relaciona o oxig&#234;nio circulante capturado pelos tecidos, mostrou uma quantia adequada de oxig&#234;nio dispon&#237;vel para os m&#250;sculos. O VO<sub>2pico</sub> era mais baixo nos indiv&#237;duos obesos independente do sexo (p&lt;0,05). Quando o VO<sub>2pico</sub> era expresso relativo &#224; massa corporal, os indiv&#237;duos obesos apresentavam valore menores do que os n&#227;o-obesos<sup>6-10,21</sup>.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria convencional &#233; influenciada pelo tamanho corporal<sup>14</sup>. A fim de minimizar a influencia da massa corporal sobre o VO<sub>2pico</sub>, autores t&#234;m sugerido o uso da escala alom&#233;trica<sup>9,12,22</sup>. A normaliza&#231;&#227;o dos dados usando a escala alom&#233;trica &#233; um m&#233;todo eficiente quando grandes diferen&#231;as de massa corporal est&#227;o presentes. Tem sido sugerido que ela pode produzir um valor de VO<sub>2pico</sub> mais realista. O expoente da escala alom&#233;trica diminui o consumo de oxig&#234;nio ao corrigir a massa corporal do indiv&#237;duo (isto &#233;, como se o indiv&#237;duo fosse mais magro). Surpreendentemente, o estudo de Loftin e cols.<sup>9</sup> foi o &#250;nico a comparar meninas obesas e n&#227;o-obesas<sup>9</sup>. Os autores relataram um coeficiente de escala alom&#233;trica de 0,48 e 0,92 para os grupos obeso e n&#227;o-obeso, respectivamente. A escala alom&#233;trica aplicada por Loftin e cols.<sup>9</sup> produziu um maior impacto no grupo obeso do que aquele que foi aplicado no presente estudo. Dessa forma, n&#227;o &#233; poss&#237;vel comparar nossos resultados com aqueles apresentados por Loftin e cols.<sup>9</sup>. Provavelmente os indiv&#237;duos obesos estudados por Loftin e cols.<sup>9</sup> eram mais pesados do que os estudados por n&#243;s.</p>
    <p>A escala alom&#233;trica foi similar quando o sexo foi comparado no grupo n&#227;o-obeso, indicando que o sexo tem um efeito pequeno (~ 1,6%).</p>
    <p>As diferen&#231;as no fator da escala alom&#233;trica entre os grupos (obeso e n&#227;o-obeso) indicaram que o grupo obeso apresentava um consumo de oxig&#234;nio aproximadamente 30% maior do que o grupo n&#227;o-obeso. O uso do fator da escala alom&#233;trica para calcular o VO<sub>2pico</sub> produziu consumo de oxig&#234;nio de pico similar entre os grupos. N&#227;o &#233; poss&#237;vel determinar se o fator da escala alom&#233;trica subestimou ou superestimou o VO<sub>2pico</sub>. A fase de matura&#231;&#227;o e a compara&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos com grande massa corporal (isto &#233;, obesos <italic>vs</italic>. n&#227;o-obesos) refor&#231;a os argumentos em favor da corre&#231;&#227;o pela escala alom&#233;trica. Embora seja dif&#237;cil apontar um VO<sub>2pico</sub> preciso, as discrep&#226;ncias foram muito menores quando a corre&#231;&#227;o alom&#233;trica foi aplicada, em compara&#231;&#227;o com o m&#233;todo convencional. Os resultados do presente estudo est&#227;o de acordo com outros<sup>9,13,20,23</sup> que propuseram o fator da escala alom&#233;trica como uma estrat&#233;gia atraente para corrigir o VO<sub>2pico</sub> quando grandes diferen&#231;as de massa corporal est&#227;o presentes.</p>
    <p>Em resumo, os valores de VO<sub>2pico</sub> obtidos pelo m&#233;todo convencional foram mais baixos entre os participantes obesos do que nos n&#227;o-obesos, mas quando o VO<sub>2pico</sub> foi expresso pelo m&#233;todo alom&#233;trico, as diferen&#231;as entre os grupos desapareceram. Dessa forma, o uso da escala alom&#233;trica parece ser um m&#233;todo mais apropriado para comparar o VO<sub>2pico</sub> em adolescentes obesos e n&#227;o-obesos de ambos os sexos.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de mestrado de Gerusa Eisfeld Milano pela Universidade Federal do Paran&#225;.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p>Gerusa Eisfeld Milano </p>
        <p> Rua Volunt&#225;rios da P&#225;tria, 499 - Centro </p>
        <p> 83005-020 - S&#227;o Jos&#233; dos Pinhais, PR, Brazil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gerusamilano@hotmail.com">gerusamilano@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 25/09/08; revisado recebido em 02/03/09; aceito em 14/05/09</p>
  </body>
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          <lpage>8</lpage>
          <volume>11</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ventilatory efficiency and rate of perceived exertion in obese and non-obese performing standardized exercise</article-title>
          <source>Clin Physiol Funct Imaging</source>
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            <year>2002</year>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The need to scale for differences in body size and mass: an explanation of Kleiber's 0.75 mass exponent</article-title>
          <source>J Appl Physiol</source>
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            <year>1994</year>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Modeling the influence of body size on VO2 peak: effects of model choice and body composition</article-title>
          <source>J Appl Physiol</source>
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            <year>1999</year>
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          <volume>87</volume>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Escala de VO2pico en adolescentes obesos y no obesos por diferentes m&#233;todos</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El consumo pico de ox&#237;geno (VO2pico) puede ser definido como la mayor tasa de consumo de ox&#237;geno durante ejercicio exhaustivo o m&#225;ximo. La evaluaci&#243;n de aptitud aer&#243;bica puede expresarse como relativa a la masa corporal, pero ese procedimiento puede no resolver completamente las diferencias cuando se eval&#250;an individuos pesados. Por ello, el procedimiento con escala alom&#233;trica es una estrategia atractiva para comparar individuos con grandes diferencias en la masa corporal. OBJETIVO: Investigar el VO2pico en individuos obesos y no obesos usando el m&#233;todo de correcci&#243;n de masa corporal (convencional) y la escala alom&#233;trica (m&#233;todo alom&#233;trico) y c&#243;mo esos m&#233;todos se aplican cuando individuos de ambos sexos se ejercitan en una cinta ergom&#233;trica. M&#201;TODOS: El VO2pico relativo al peso corporal y por el m&#233;todo alom&#233;trico fue comparado en 54 adolescentes obesos y 33 no obesos (10-16 a&#241;os). Para evaluar el VO2pico durante un test m&#225;ximo se utiliz&#243; calorimetr&#237;a indirecta. El exponente alom&#233;trico fue calculado considerando la masa corporal individual. As&#237;, el VO2pico fue corregido mediante el exponente alom&#233;trico. Las comparaciones se realizaron utilizando two-way ANOVA para medidas repetidas (p&lt;0,05). RESULTADOS: El VO2pico absoluto fue mayor (p&lt;0,05) en ni&#241;as obesas (2,80&#177;0,69) comparado a las no obesas (2,00&#177;0,24), pero esa relaci&#243;n desapareci&#243; en los individuos de sexo masculino (p&gt;0,05). Sin embargo, el VO2pico calculado por el m&#233;todo convencional fue mayor (p&lt;0,05) en los individuos no obesos de ambos sexos (ni&#241;as: 41,45&#177;3,85; ni&#241;os: 49,81&#177;7,12) que en los obesos (ni&#241;as: 32,11&#177;4,48; ni&#241;os: 37,54&#177;6,06). El VO2pico alom&#233;trico fue similar (p&gt;0.05) entre los grupos. CONCLUSI&#211;N: Los individuos obesos presentaron VO2pico m&#225;s bajo que los no obesos, al ser evaluados mediante el m&#233;todo convencional. Sin embargo, las diferencias desaparecieron cuando se aplic&#243; el m&#233;todo de la escala alom&#233;trica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Obesidad</kwd>
        <kwd>ni&#241;o</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>aptitud f&#237;sica</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Escala de VO<sub>2pico</sub> en adolescentes obesos y no obesos por diferentes m&#233;todos</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gerusa Eisfeld Milano; Andr&#233; Rodacki; Rosana Bento Radominski; Neiva Leite</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidad Federal de Paran&#225;, Curitiba, PR, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El consumo pico de ox&#237;geno (VO<sub>2pico</sub>) puede ser definido como la mayor tasa de consumo de ox&#237;geno durante ejercicio exhaustivo o m&#225;ximo. La evaluaci&#243;n de aptitud aer&#243;bica puede expresarse como relativa a la masa corporal, pero ese procedimiento puede no resolver completamente las diferencias cuando se eval&#250;an individuos pesados. Por ello, el procedimiento con escala alom&#233;trica es una estrategia atractiva para comparar individuos con grandes diferencias en la masa corporal.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar el VO<sub>2pico</sub> en individuos obesos y no obesos usando el m&#233;todo de correcci&#243;n de masa corporal (convencional) y la escala alom&#233;trica (m&#233;todo alom&#233;trico) y c&#243;mo esos m&#233;todos se aplican cuando individuos de ambos sexos se ejercitan en una cinta ergom&#233;trica.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> El VO<sub>2pico</sub> relativo al peso corporal y por el m&#233;todo alom&#233;trico fue comparado en 54 adolescentes obesos y 33 no obesos (10-16 a&#241;os). Para evaluar el VO<sub>2pico</sub> durante un test m&#225;ximo se utiliz&#243; calorimetr&#237;a indirecta. El exponente alom&#233;trico fue calculado considerando la masa corporal individual. As&#237;, el VO<sub>2pico</sub> fue corregido mediante el exponente alom&#233;trico. Las comparaciones se realizaron utilizando two-way ANOVA para medidas repetidas (p&lt;0,05).</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El VO<sub>2pico</sub> absoluto fue mayor (p&lt;0,05) en ni&#241;as obesas (2,80&#177;0,69) comparado a las no obesas (2,00&#177;0,24), pero esa relaci&#243;n desapareci&#243; en los individuos de sexo masculino (p&gt;0,05). Sin embargo, el VO<sub>2pico</sub> calculado por el m&#233;todo convencional fue mayor (p&lt;0,05) en los individuos no obesos de ambos sexos (ni&#241;as: 41,45&#177;3,85; ni&#241;os: 49,81&#177;7,12) que en los obesos (ni&#241;as: 32,11&#177;4,48; ni&#241;os: 37,54&#177;6,06). El VO<sub>2pico</sub> alom&#233;trico fue similar (p&gt;0.05) entre los grupos.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Los individuos obesos presentaron VO<sub>2pico</sub> m&#225;s bajo que los no obesos, al ser evaluados mediante el m&#233;todo convencional. Sin embargo, las diferencias desaparecieron cuando se aplic&#243; el m&#233;todo de la escala alom&#233;trica. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Obesidad, ni&#241;o, adolescente, ejercicio, aptitud f&#237;sica.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia de obesidad en ni&#241;os y adolescentes ha crecido en los &#250;ltimos a&#241;os<sup>1</sup>. La falta de ejercicios f&#237;sicos<sup>2,3</sup> y el aumento en la ingesta de calor&#237;as<sup>4</sup> han sido asociados con la obesidad en la infancia. Esas modificaciones han resultado en h&#225;bitos inadecuados, reducci&#243;n de gasto cal&#243;rico y nivel m&#225;s bajo de aptitud cardiorrespiratoria<sup>3</sup>.</p>
      <p>Muchos investigadores han considerado el consumo pico de ox&#237;geno (VO<sub>2pico</sub>) como uno de los mejores indicadores de aptitud cardiovascular y nivel de aptitud f&#237;sica<sup>5,6</sup>. Los valores del VO<sub>2pico</sub> relativos al peso corporal se expresan por ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> y son generalmente m&#225;s bajos en individuos obesos que en no obesos<sup>7-10</sup>. Por otro lado, los valores absolutos de VO<sub>2pico</sub> en individuos obesos (esto es, con superficie corporal mayor), han sido reportados como similares en algunos estudios<sup>9-10</sup> y m&#225;s altos en otros<sup>4-7</sup>, cuando se comparan con los de los individuos no obesos.</p>
      <p>La evaluaci&#243;n de la aptitud aer&#243;bica se expresa t&#237;picamente como relativa a la masa corporal y viene siendo cuestionada por algunos investigadores<sup>11-13</sup>. El ajuste de los valores por el peso corporal puede no ser efectivo para eliminar las diferencias de masa corporal en individuos muy pesados<sup>9</sup>. As&#237;, algunos autores est&#225;n aplicando el m&#233;todo de la escala alom&#233;trica para comparar individuos con grandes variaciones de masa corporal<sup>9,14</sup>, a fin de minimizar tales influencias. El m&#233;todo alom&#233;trico parece ser un buen indicador para comparar individuos con diferencias en peso corporal y altura.</p>
      <p>As&#237;, algunos investigadores han utilizado el m&#233;todo alom&#233;trico para relacionar y comparar el VO<sub>2pico</sub> entre individuos de diferentes tama&#241;os corporales, o ni&#241;os y adultos<sup>13</sup> o ni&#241;os y ni&#241;as<sup>14</sup>. Hasta ahora, en la literatura s&#243;lo se encontr&#243; un estudio<sup>9</sup>, en el que el VO<sub>2pico</sub> fue evaluado en individuos obesos y no obesos mediante ambos m&#233;todos (peso corporal y escala alom&#233;trica). Infelizmente, ese estudio evalu&#243; s&#243;lo a ni&#241;as y refuerza as&#237; la necesidad de datos que eval&#250;en la influencia del peso corporal sobre los par&#225;metros cardiorrespiratorios, usando el m&#233;todo convencional (VO<sub>2pico-conv</sub>) y el alom&#233;trico (VO<sub>2pico-alo</sub>), en adolescentes obesos y no obesos. Adem&#225;s, a&#250;n no ha sido descrita la influencia del sexo con la utilizaci&#243;n de esos m&#233;todos.</p>
      <p>El objetivo de este estudio fue comparar los valores de VO<sub>2pico</sub> obtenidos en una cinta ergom&#233;trica usando el m&#233;todo convencional (correcci&#243;n por peso corporal) y el de la escala alom&#233;trica (correcci&#243;n alom&#233;trica) en adolescentes de ambos sexos, obesos y no obesos.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Individuos</bold>
      </p>
      <p>Ochenta y cuatro voluntarios de ambos sexos con edades de 10 a 16 a&#241;os participaron del estudio. Fueron divididos en 2 grupos de acuerdo con el &#205;ndice de Masa Corporal (IMC), como lo proponen los Centers for Disease Control and Prevention (CDC)<sup>15</sup>: De esta manera, un grupo estuvo formado por individuos obesos (Grupo Obeso; n=54; 23 ni&#241;os y 31 ni&#241;as) y el otro por individuos no obesos (Grupo No obeso; n=33; 16 ni&#241;os y 31 ni&#241;as). Los participantes y sus padres (o tutores) firmaron el Formulario de Consentimiento Informado, autorizando a la participaci&#243;n de los adolescentes en el estudio. Los procedimientos del presente estudio fueron aprobados por el Comit&#233; de &#201;tica de la Universidad Federal de Paran&#225;.</p>
      <p>
        <bold>
          <italic>Procedimientos</italic>
        </bold>
      </p>
      <p><bold>1) Evaluaci&#243;n antropom&#233;trica</bold> - Se midi&#243; la masa corporal con ayuda de una balanza antropom&#233;trica, utilizando una resoluci&#243;n de 0,1 kg para masa corporal y 0,01 m para altura. El &#205;ndice de Masa Corporal (IMC) fue calculado dividiendo la masa corporal (en kg) por el cuadrado de la altura (en m). Los individuos fueron clasificados de acuerdo a su IMC, seg&#250;n lo propuesto por los CDC<sup>15</sup>.</p>
      <p><bold>2) Evaluaci&#243;n cl&#237;nica</bold> - La evaluaci&#243;n cl&#237;nica fue realizada por un profesional del &#225;rea pedi&#225;trica para determinar la presencia de trastornos cardiovasculares y evaluar el nivel de maduraci&#243;n sexual<sup>16</sup>. Todos los individuos con alguna contraindicaci&#243;n para los procedimientos utilizados en los tests, as&#237; como individuos prep&#250;beres, fueron excluidos del estudio<sup>17</sup>. Tambi&#233;n fueron excluidos los individuos que participaban en programas de actividad f&#237;sica regular.</p>
      <p><bold>3) Aptitud aer&#243;bica</bold> (VO<sub>2pico</sub>) - La aptitud aer&#243;bica (VO<sub>2pico</sub>) fue determinada en una cinta ergom&#233;trica, usando el protocolo modificado propuesto por Balke. La velocidad inicial se estableci&#243; en 3,25 mph, a una inclinaci&#243;n del 6%, que fue aumentada del 2% cada 3 minutos, hasta el agotamiento completo<sup>18</sup>.</p>
      <p>El an&#225;lisis de aptitud aer&#243;bica se realiz&#243; usando un analizador de gas directo (Vista XT sistema metab&#243;lico, EUA), que proporcion&#243; informaciones sobre la captaci&#243;n de ox&#237;geno (VO<sub>2</sub>), producci&#243;n de gas carb&#243;nico (VCO<sub>2</sub>), ventilaci&#243;n pulmonar (VP), y cociente de intercambio respiratorio (RER = VCO<sub>2</sub>/VO<sub>2</sub>). Esas variables fueron monitoreadas cada 15s. La frecuencia cardiaca fue controlada con un monitor de frecuencia cardiaca (Polar - modelo A1, S&#227;o Paulo, SP, Brasil). A fin de asegurar que se alcanzara el VO<sub>2</sub> m&#225;ximo, se observaron al menos dos de los siguientes criterios: a) agotamiento o incapacidad de mantener la velocidad requerida; b) RER &gt; 1,0; c) frecuencia cardiaca (FC) m&#225;xima &gt; 190 bpm. No se permiti&#243; a los participantes aferrarse al soporte frontal de la cinta durante el test.</p>
      <p>Para calcular el coeficiente de la escala alom&#233;trica, tras la determinaci&#243;n del VO<sub>2 y</sub> la masa corporal, se utilizaron los procedimientos propuestos por Welsman et al.<sup>19</sup>. Los promedios de los datos de cada grupo y sexo se transformaron por logaritmos; se utilizaron VO<sub>2</sub> (litros por minuto), masa corporal (kg), y estatura (me). Para calcular el VO<sub>2</sub> con exponentes alom&#233;tricos, se utiliz&#243; la siguiente ecuaci&#243;n: Log Y = Log a + b Log X<sup>19</sup>, siendo "Y" el valor del promedio de VO<sub>2pico</sub> relativo a la masa corporal (ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>), "a" el valor promedio de VO<sub>2pico</sub> en t&#233;rminos absolutos (l.min<sup>-1</sup>), "X" la masa corporal promedio (kg), y "b" el exponente alom&#233;trico.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Se calcul&#243; la estad&#237;stica descriptiva est&#225;ndar (promedio &#177; DE). Se aplic&#243; El test de Kolmogorov-Smirnov y se confirm&#243; la normalidad de los datos. Para determinar la influencia de sexo (masculino y femenino), grupos (obeso y no obeso) y m&#233;todos (convencional y alom&#233;trico) en la determinaci&#243;n de VO2<sub>pico,</sub> se utiliz&#243; un An&#225;lisis de Variancia (ANOVA) factorial. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; con el software Statistica 6.0 y el nivel de significancia fue establecido como p&lt;0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_07t1-body2">Tabla 1</xref> muestra las caracter&#237;sticas f&#237;sicas de los 54 participantes obesos (23 ni&#241;os y 31 ni&#241;as) y de los 33 no obesos (16 ni&#241;os y 17 ni&#241;as). La edad era similar entre los grupos (p&gt;0,05; obesos <italic>vs</italic>. no obesos) y sexos (p&gt;0,05; ni&#241;os y ni&#241;as). Todos los participantes eran p&#250;beres. La masa corporal promedio en el grupo de obesos era mayor que en el grupo de no obesos (p&lt;0,001) independientemente del sexo, como consecuencia de los criterios aplicados para armar los grupos experimentales en el presente estudio. La altura promedio y gasto energ&#233;tico diario promedio no difirieron (p&gt;0,05) entre los sexos y los grupos (<xref ref-type="table" rid="es_07t1-body2">Tabla 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_07t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0598-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Los par&#225;metros obtenidos durante el test cardiorrespiratorio m&#225;ximo en la cinta ergom&#233;trica mostraron que la FC<sub>max</sub> y la RER no difirieron entre los g&#233;neros (p&gt;0,05) y grupos (p&gt;0,05). La duraci&#243;n promedio del test fue mayor en el grupo de no obesos (p &lt; 0,05) que en el de obesos.</p>
      <p>El VO<sub>2pico-abs</sub> fue mayor (p&lt;0,05) entre las ni&#241;as obesas que entre las no obesas, pero no se observ&#243; diferencia entre los ni&#241;os de los dos grupos (p&gt;0,05). Cuando se consideraron los sexos, no se observ&#243; ninguna diferencia significativa en el VO<sub>2pico-abs</sub> (<xref ref-type="table" rid="es_07t2-body2">Tabla 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_07t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0598-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>El m&#233;todo de la escala alom&#233;trica produjo un &#237;ndice similar en los ni&#241;os (0,57) y ni&#241;as obesos (0,59). El grupo de no obesos mostr&#243; coeficientes de 0,78 y 0,73 para ni&#241;as y ni&#241;os, respectivamente.</p>
      <p>Finalmente, el VO<sub>2pico-conv</sub> fue un 22,5% m&#225;s bajo en el grupo de ni&#241;as obesas, en comparaci&#243;n con el de las no obesas. El VO<sub>2pico-conv</sub> de los ni&#241;os obesos fue un 25,1% m&#225;s bajo que su contraparte no obesa. El VO<sub>2pico -alo</sub> fue mayor en los ni&#241;os que en las ni&#241;as (p&lt;0,05).</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En el presente estudio, el VO<sub>2pico -abs</sub> fue m&#225;s alto en las ni&#241;as obesas que en las no obesas (p&lt;0,05), aunque no existi&#243; diferencia entre los ni&#241;os (p&gt;0,05). Las ni&#241;as obesas mostraron un VO<sub>2pico-abs</sub> el 27% mayor que las no obesas. Los individuos obesos estaban sujetos a mayores demandas metab&#243;licas durante el test, debido a su mayor masa corporal, lo que resultaba en un valor mayor de VO<sub>2pico</sub> absoluto. Otros estudios relataron que el VO<sub>2pico-abs</sub>, est&#225; directamente relacionado con el tama&#241;o corporal. De hecho, varios estudios refirieron en adolescentes obesos valores mayores de VO<sub>2pico-abs</sub> que en aquellos no obesos<sup>6-7,20</sup>, mientras que otros encontraron valores comparables en ambos grupos<sup>9,10</sup>. Ekelund et al.<sup>7</sup>, argument&#243; que el VO<sub>2pico-abs</sub> encontrado en individuos obesos denota una capacidad funcional preservada. En efecto, la ecuaci&#243;n de Fick, que relaciona el ox&#237;geno circulante capturado por los tejidos, mostr&#243; una cantidad adecuada de ox&#237;geno disponible para los m&#250;sculos. El VO<sub>2pico</sub> era m&#225;s bajo en los individuos obesos, independientemente del sexo (p&lt;0,05). Cuando el VO<sub>2pico</sub> se expresaba relacionado a la masa corporal, los individuos obesos presentaban valores menores que los no obesos<sup>6-10,21</sup>.</p>
      <p>La evaluaci&#243;n cardiorrespiratoria convencional est&#225; influenciada por el tama&#241;o corporal<sup>14</sup>. A fin de minimizar la influencia de la masa corporal sobre el VO<sub>2pico</sub>, algunos autores vienen sugeriendo el uso de la escala alom&#233;trica<sup>9,12,22</sup>. La normalizaci&#243;n de los datos usando la escala alom&#233;trica es un m&#233;todo eficiente cuando existen grandes diferencias de masa corporal. Se est&#225; sugeriendo que este m&#233;todo puede producir un valor de VO<sub>2pico</sub> m&#225;s real. El exponente de la escala alom&#233;trica disminuye el consumo de ox&#237;geno al corregir la masa corporal del individuo (vale decir, como si el individuo fuera m&#225;s delgado). Sorprendentemente, el estudio de Loftin et al.<sup>9</sup> fue el &#250;nico que compar&#243; ni&#241;as obesas y no obesas<sup>9</sup>. Los autores refirieron un coeficiente de escala alom&#233;trica de 0,48 y 0,92 para los grupos de obesos y no obesos, respectivamente. La escala alom&#233;trica aplicada por Loftin et al.<sup>9</sup> produjo un mayor impacto en el grupo de obesos que la que fue aplicada en el presente estudio. De esta forma, no es posible comparar nuestros resultados con aquellos presentados por Loftin et al.<sup>9</sup>. Probablemente los individuos obesos estudiados por Loftin et al.<sup>9</sup> eran m&#225;s pesados que los estudiados por nosotros.</p>
      <p>La escala alom&#233;trica fue similar cuando se compar&#243; el sexo en el grupo no obeso, lo que indica que el sexo tiene un efecto menor (~ 1,6%).</p>
      <p>Las diferencias en el factor de la escala alom&#233;trica entre los grupos (obeso y no obeso) indicaron que el grupo de obesos presentaba un consumo de ox&#237;geno aproximadamente el 30% mayor que el grupo de no obesos. El uso del factor de la escala alom&#233;trica para calcular el VO<sub>2pico</sub> produjo un consumo pico de ox&#237;geno similar entre los grupos. No es posible determinar si el factor de la escala alom&#233;trica subestim&#243; o sobreestim&#243; el VO<sub>2pico</sub>. La fase de maduraci&#243;n y la comparaci&#243;n de los individuos con gran masa corporal (vale decir, obesos <italic>vs</italic>. no obesos) refuerza los argumentos en favor de la correcci&#243;n mediante la escala alom&#233;trica. Aun cuando es dif&#237;cil lograr un VO<sub>2pico</sub> preciso<sub>,</sub> las discrepancias fueron mucho menores cuando se aplic&#243; la correcci&#243;n alom&#233;trica, en comparaci&#243;n con el m&#233;todo convencional. Los resultados del presente estudio concuerdan con otros<sup>9,13,20,23</sup> que propusieron el factor de la escala alom&#233;trica como una estrategia atrayente para corregir el VO<sub>2pico</sub> cuando existen grandes diferencias de masa corporal.</p>
      <p>En resumen, los valores de VO<sub>2pico</sub> obtenidos por el m&#233;todo convencional fueron m&#225;s bajos entre los participantes obesos que entre los no obesos, pero cuando el VO<sub>2pico</sub> se expres&#243; mediante el m&#233;todo alom&#233;trico, las diferencias entre los grupos desaparecieron. De esta forma, el uso de la escala alom&#233;trica parece ser un m&#233;todo m&#225;s apropiado para comparar el VO<sub>2pico</sub> en adolescentes obesos y no obesos de ambos sexos. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Scale of VO2peak in obese and non-obese adolescents by different methods</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Peak oxygen uptake (VO2peak) can be defined as the highest oxygen rate consumed during exhaustive or maximal exercise. The evaluation of the aerobic fitness can be expressed as relative to body mass, but this procedure may not fully remove differences when heavy subjects are assessed. Thus, the allometric scaling procedure is an attractive strategy to compare individuals with large differences in body mass. OBJECTIVE: Investigate VO2peak in obese and non-obese individuals using body mass correction (conventional) and allometric scaling (allometric) methods and how these methods apply when subjects of different genders exercise on a treadmill. METHODS: VO2peak relative to body weight and measured by the allometric method were compared in 54 obese and 33 non-obese adolescents (10 a 16 years). Indirect calorimetry was used to assess VO2peak during a maximal test. The allometric exponent was calculated taking into account individual body mass. Then, VO2peak was corrected by the allometric exponent. The comparisons were performed using a repeated measures two-way ANOVA (p&lt;0.05). RESULTS: The absolute VO2peak was higher (p&lt;0.05) in the obese girls (2.80&#177;0.69) compared to non-obese ones (2.00&#177;0.24), but this association was not observed for the male subjects (p&gt;0.05). However, VO2peak calculated by the conventional method was higher (p&lt;0.05) among non-obese individuals in both genders (girls: 41.45&#177;3.85; boys: 49.81&#177;7.12) in comparison to the obese subjects (girls: 32.11&#177;4.48; boys: 37.54&#177;6.06). The allometric VO2peak was similar (p&gt;0.05) between the groups. CONCLUSION: The obese showed lower VO2peak values than non-obese individuals when assessed by the conventional method. However, when the allometric scaling method was applied, differences disappeared.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Obesity</kwd>
        <kwd>Child</kwd>
        <kwd>Adolescent</kwd>
        <kwd>Exercise</kwd>
        <kwd>Physical Fitness</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Scale of VO<sub>2peak</sub> in obese and non-obese adolescents by different methods </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gerusa Eisfeld Milano; Andr&#233; Rodacki; Rosana Bento Radominski; Neiva Leite</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Peak oxygen uptake (VO<sub>2peak</sub>) can be defined as the highest oxygen rate consumed during exhaustive or maximal exercise. The evaluation of the aerobic fitness can be expressed as relative to body mass, but this procedure may not fully remove differences when heavy subjects are assessed. Thus, the allometric scaling procedure is an attractive strategy to compare individuals with large differences in body mass.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> Investigate VO<sub>2peak</sub> in obese and non-obese individuals using body mass correction (conventional) and allometric scaling (allometric) methods and how these methods apply when subjects of different genders exercise on a treadmill.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> VO<sub>2peak</sub> relative to body weight and measured by the allometric method were compared in 54 obese and 33 non-obese adolescents (10 to 16 years). Indirect calorimetry was used to assess VO<sub>2peak</sub> during a maximal test. The allometric exponent was calculated taking into account individual body mass. Then, VO<sub>2peak</sub> was corrected by the allometric exponent. The comparisons were performed using a repeated measures two-way ANOVA (p&lt;0.05).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The absolute VO<sub>2peak</sub> was higher (p&lt;0.05) in the obese girls (2.80&#177;0.69) compared to non-obese ones (2.00&#177;0.24), but this association was not observed for the male subjects (p&gt;0.05). However, VO<sub>2peak</sub> calculated by the conventional method was higher (p&lt;0.05) among non-obese individuals in both genders (girls: 41.45&#177;3.85; boys: 49.81&#177;7.12) in comparison to the obese subjects (girls: 32.11&#177;4.48; boys: 37.54&#177;6.06). The allometric VO<sub>2peak</sub> was similar (p&gt;0.05) between the groups.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The obese showed lower VO<sub>2peak</sub> values than non-obese individuals when assessed by the conventional method. However, when the allometric scaling method was applied, differences disappeared.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Obesity; child; adolescent; exercise; physical fitness.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The prevalence of obesity in children and adolescents has increased in last years<sup>1</sup>. The absence of physical exercise<sup>2,3</sup> and the increase in calorie intake<sup>4</sup> have been associated with obesity in childhood. These modifications have resulted in inadequate habits, reduction in calorie expenditure and lower level of cardiorespiratory fitness<sup>3</sup>.</p>
      <p>Many researchers have considered peak oxygen uptake (VO<sub>2peak</sub>) as one of the best indicators of cardiorespiratory fitness and level of physical aptitude<sup>5,6</sup>. The VO<sub>2peak</sub> values relative to body weight are expressed by ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> and are generally lower in obese than in non-obese individuals<sup>7-10</sup>. On the other hand, the absolute VO<sub>2peak</sub> values in obese individuals (i.e., with larger body surfaces), have been reported to be similar in some studies<sup>9-10</sup> and higher than in the non-obese individuals in others<sup>4-7</sup>.</p>
      <p>The aerobic fitness assessment is typically expressed as relative to body mass and has been called into question by some researchers<sup>11-13</sup>. The adjustment of the values by body weight may not be effective to remove body mass differences in very heavy subjects<sup>9</sup>. Thus, some authors have applied the allometric scaling method to compare individuals with large body masse variations<sup>9,14</sup> in an attempt to minimize such influences. The allometric scaling method appears to be a good indicator to compare individuals with differences in body weight and height.</p>
      <p>Thus, some researchers have used the allometric scale method to associate and compare the VO<sub>2peak</sub> between individuals with different body sizes, or children and adults<sup>13</sup>, boys and girls<sup>14</sup>. To date, only one study was found in the literature<sup>9</sup>, in which VO<sub>2peak</sub> was assessed in obese and non-obese individuals by both methods (body weight and allometric scaling). Unfortunately, that study assessed only girls and reinforces the need for data that assesses the influence of body weight over cardiorespiratory parameters, using the conventional (VO<sub>2peak-conv</sub>) and allometric (VO<sub>2peak-allo</sub>) methods, in obese and non-obese teenagers. In addition, the effect of gender when using these methods has not been described.</p>
      <p>The aim of this study was to compare the VO<sub>2peak</sub> values obtained on treadmill using conventional (body weight correction) and allometric scaling (allometric correction) methods in obese and non-obese male and female teenagers.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Subjects</p>
      <p>Eighty-four volunteers of both genders and aged 10 to 16 years participated in the study. They were divided in two groups according to their body mass index (BMI) as proposed by the Center for Disease Control and Prevention (CDC)<sup>15</sup>: Thus, a group was formed by obese (Obese group; n=54; 23 males and 31 females) and the other by non-obese individuals (Non-Obese group; n= 33; 16 males and 31 females). Participants and parents (or caregivers) signed a consent form authorizing their participation in the study. The present study procedures were approved by the Ethical Committee of the Federal University of Paran&#225;.</p>
      <p>
        <bold>Procedures</bold>
      </p>
      <p><bold>1) Anthropometric assessment</bold> - Body mass was measured with the help of an anthropometric scale using a resolution of 0.1 kg for body mass and 0.01 m for height assessments. Body mass index was calculated by dividing body mass (in kg) by the square of the height (in m). Subjects were classified according to their body mass index (BMI) as proposed by the Centers for Disease Control and Prevention (CDC)<sup>15</sup>.</p>
      <p><bold>2) Clinical assessment</bold> - The clinical assessment was performed by a professional in the pediatric field to determine cardiovascular disorders and sexual maturation level<sup>16</sup>. All individuals who had any contraindication to the procedures used in the tests were not included in the study, as well as prepubertal individuals<sup>17</sup>. Individuals that participated in regular physical exercise programs were also excluded.</p>
      <p><bold>3) Aerobic Fitness (</bold>VO<sub>2peak</sub><bold>)</bold> - The aerobic fitness (VO<sub>2peak</sub>) was determined in a treadmill, using the modified protocol proposed by Balke. Initial speed was set at 3.25 mph and a 6% inclination, which was increased by 2% every 3 min until complete exhaustion was achieved<sup>18</sup>.</p>
      <p>The aerobic fitness analysis was performed using a direct gas analyzer (Vista XT metabolic system, USA), which provided information on oxygen uptake (VO<sub>2</sub>), carbon dioxide production (VCO<sub>2</sub>), pulmonary ventilation (LV), and ratio of respiratory exchange (RER = VCO<sub>2</sub>/VO<sub>2</sub>). These variables were monitored every 15 seconds. Heart rate was monitored using a heart rate monitor (Polar - model A1, S&#227;o Paulo, SP, Brazil). In order to ensure that a maximum VO2 was attained, at least two of the following criteria were observed: a) exhaustion or inability to maintain the required speed; b) RER &gt;1.0; c) maximum heart rate (HR) &gt;190 bpm. Participants were not allowed to hold the frontal support of the treadmill during the test.</p>
      <p>The procedures proposed by Welsman et al<sup>19</sup> were used to calculate the allometric scaling coefficient, after determining VO<sub>2 and</sub> body mass. The average data of each group and gender were logarithmically transformed; VO<sub>2</sub> (liters per minute), body mass (kg), and height (me) were used. The following equation was used to calculate the VO<sub>2</sub> with allometric exponents: Log Y = Log a + b Log X<sup>19</sup>, with "Y" being the value of the mean VO<sub>2peak</sub> relative to the body mass (ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>), "a" the mean value of VO<sub>2</sub> peak in absolute terms (l.min<sup>-1</sup>), "X" the mean body mass (kg), and "b" the allometric exponent.</p>
      <p>Statistical analysis</p>
      <p>Standard descriptive statistics (mean &#177; SD) were calculated. The Kolmogorov-Smirnov test was applied and confirmed data normality. A factorial ANOVA was used to determine the influence of gender (male and female), groups (obese and non-obese) and methods (conventional and allometric) on VO2<sub>peak</sub> determination. The statistical analysis was performed using the software Statistica 6.0 and the significance level was set at p&lt;0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_07t1-body3">Table 1</xref> shows the physical characteristics of the 54 obese (23 boys and 31 girls) and 33 non-obese (16 boys and 17 girls) participants. Age was similar between groups (p&gt;0.05; obese vs. non-obese) and genders (p&gt;0.05; males and females). All participants were pubertal. Mean body mass and BMI were higher in the obese than in the non-obese group (p &lt; 0.001) irrespective of gender, as a consequence of the criteria applied to compose the experimental groups in the present study. The mean height and daily energy expenditure did not differ (p&gt;0.05) between genders and groups (<xref ref-type="table" rid="en_07t1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_07t1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0598-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The parameters obtained during the maximal cardiorespiratory test on the treadmill showed that the HR<sub>max</sub> and the RER did not differ between genders (p&gt;0.05) and groups (p&gt;0.05). The mean duration of the test was longer in the non-obese (p &lt; 0.05) than in the obese group.</p>
      <p>The VO<sub>2peak-abs</sub> were higher (p&lt;0.05) in the obese than in the non-obese females, but no differences were found between males in the two group (p&gt;0.05). No significant differences in VO<sub>2peak-abs</sub> were observed when gender was considered (<xref ref-type="table" rid="en_07t2-body3">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_07t2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-06-0598-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The allometric scaling method produced a similar index for obese boys (0.57) and girls (0.59). The non-obese group showed coefficients of 0.78 and 0.73 for females and males, respectively.</p>
      <p>Finally, the VO<sub>2peak-conv</sub> was 22.5% lower in the obese girls in comparison to the non-obese group. The VO<sub>2peak-conv</sub> of the obese boys was 25.1% lower than their non-obese counterparts. The VO<sub>2peak -alo</sub> was higher in boys than in girls (p&lt;0.05).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In the present study, VO<sub>2peak -abs</sub> was higher in the obese than in the non-obese girls (p&lt;0.05), although the boys showed no differences (p&gt;0.05). Obese girls showed a VO<sub>2peak -abs</sub> 27% higher than the non-obese ones. The obese individuals were subject to a higher metabolic demand due to their higher body mass during the test, which resulted in a higher absolute VO<sub>2peak</sub> value. Other studies reported that the VO<sub>2peak-abs</sub>, is directly related to body size. In fact, a number of studies reported greater VO<sub>2peak-abs</sub> in obese than in non-obese teenagers<sup>6-7,20</sup>, while others have found comparable values in both groups<sup>9,10</sup>. Ekelund et al<sup>7</sup>, have stated that VO<sub>2peak-abs</sub> found in obese individuals denotes a preserved functional capacity. Indeed, Fick's equation, which relates the circulating oxygen captured by the tissues, showed an adequate amount of oxygen available to the muscles.</p>
      <p>VO<sub>2peak</sub> was lower in the obese subjects irrespective of gender (p&lt;0.05). When VO<sub>2peak</sub> was expressed relative to body mass, obese individuals presented lower values than the non-obese ones<sup>6-10,21</sup>.</p>
      <p>The conventional cardiorespiratory assessment is influenced by body size<sup>14</sup>. In order to minimize the influence of body mass on VO<sub>2peak</sub>, authors have suggested the use of allometric scaling<sup>9,12,22</sup>. Normalizing the data using allometric scaling has been proposed as an efficient method when large body mass differences are present. It has been advocated that it may produce a more realistic VO<sub>2peak</sub> value. The allometric scaling exponent decreases oxygen consumption by correcting subject's body mass (i.e., as if they were slimmer). Surprisingly, Loftin et al<sup>9</sup> was the only study that compared obese and non-obese girls<sup>9</sup>. They reported an allometric scaling coefficient of 0.48 and 0.92 for the obese and non-obese groups, respectively. The allometric scaling applied by Loftin et al<sup>9</sup> produced a greater impact in the obese group than that applied in the present study. Therefore, it is not possible to compare our results with those presented by Loftin et al<sup>9</sup>. Probably the obese subjects studied by Loftin et al<sup>9</sup> were heavier than ours.</p>
      <p>The allometric scaling was similar when gender was compared in the non-obese group, indicating that gender has a small effect (~ 1.6%).</p>
      <p>The differences in the allometric scaling factor between groups (obese and non-obese) indicated that the obese presented an approximately 30% higher oxygen consumption than the non-obese group. Using the allometric scaling factor to calculate the VO<sub>2peak</sub> produced similar peak oxygen uptake between groups. It is not possible to determine if the allometric scaling factor has underestimated or overestimated VO<sub>2peak</sub>. The maturation phase and the comparison of subjects with large body mass (i.e., obese <italic>vs.</italic> non-obese), reinforces the arguments in favor of allometric scaling correction. Although it is difficult to point a precise VO<sub>2peak,</sub> discrepancies were much smaller when the allometric correction was applied in comparison to the conventional method. The results of the present study are in agreement with others<sup>9,13,20,23</sup> who have proposed the allometric scaling factor as an attractive strategy to correct VO<sub>2peak</sub> when large body mass differences are present.</p>
      <p>In summary, the VO<sub>2peak</sub> values obtained by the conventional method were lower in the obese than in the non-obese participants, but when VO<sub>2peak</sub> was expressed by the allometric scaling method, differences between groups disappeared. Therefore, the use of allometric scaling seems to be a more suitable method to compare VO<sub>2peak</sub> in obese and non-obese teenagers of both genders.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
