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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Editoriais</subject>
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        <article-title>Sa&#250;de cardiovascular do homem brasileiro: vis&#227;o da Sociedade Brasileira de Cardiologia</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>584</fpage>
      <lpage>587</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>05</day>
        <month>05</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Sa&#250;de cardiovascular do homem brasileiro - vis&#227;o da Sociedade Brasileira de Cardiologia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Antonio Carlos Palandri Chagas; Emilio C&#233;sar Zilli; Jo&#227;o Fernando Monteiro Ferreira; Miguel Antonio Moretti; Rui Fernando Ramos</bold>
    </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Sa&#250;de do Homem, Popula&#231;&#227;o, Brasil, Sociedade Brasileira de Cardiologia.</p>
    <p>A compreens&#227;o dos mecanismos da doen&#231;a levou a medicina a desenvolver intensamente novas estrat&#233;gias terap&#234;uticas nas &#250;ltimas d&#233;cadas, estrat&#233;gias baseadas principalmente em interven&#231;&#227;o. Entretanto, estas indiscut&#237;veis conquistas em mortalidade e qualidade de vida n&#227;o chegam a promover a cura ou remiss&#227;o completa dos sintomas da doen&#231;a, e s&#227;o acompanhados de significativo aumento dos custos da sa&#250;de, sendo universal o problema do financiamento da sa&#250;de, que atinge inclusive os pa&#237;ses mais ricos. Estas quest&#245;es est&#227;o movendo de forma intensa a medicina do s&#233;culo XXI em dire&#231;&#227;o &#224; procura de uma nova estrat&#233;gia de encarar o adoecimento do homem, e voltar a ter como foco principal a preven&#231;&#227;o das doen&#231;as, ao inv&#233;s de aguard&#225;-las e trat&#225;-las ap&#243;s sua instala&#231;&#227;o. Este caminho est&#225; se tornando irrevers&#237;vel, como pode ser exemplificado por palestra proferida pelo professor Eugene Braunwald, no &#250;ltimo congresso europeu de cardiologia, na cidade de Barcelona. Dr. Braunwald participou do simp&#243;sio "Futuro da cardiologia como especialidade" proferindo a confer&#234;ncia "Cardiologia como profiss&#227;o em 2020 e al&#233;m", na qual focou sua apresenta&#231;&#227;o nos aspectos da preven&#231;&#227;o como o melhor caminho para a abordagem da doen&#231;a cardiovascular, e atitude priorit&#225;ria dos cardiologistas no pr&#243;ximo s&#233;culo.</p>
    <p>O conceito de preven&#231;&#227;o n&#227;o &#233; novo, e sua aplica&#231;&#227;o j&#225; &#233; corrente no nosso pa&#237;s. O Minist&#233;rio e secret&#225;rias estaduais de sa&#250;de j&#225; desenvolvem in&#250;meros programas de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de que atualmente atingem crian&#231;as e adolescentes, mulheres e idosos. Por&#233;m, algumas perguntas surgem: em quais doen&#231;as devemos priorizar a preven&#231;&#227;o e em qual popula&#231;&#227;o devemos atuar?</p>
    <p>O Brasil est&#225; passando rapidamente por uma transi&#231;&#227;o demogr&#225;fica, na qual a m&#233;dia da idade da popula&#231;&#227;o est&#225; maior. Em 2000, aproximadamente 15% da popula&#231;&#227;o (27 milh&#245;es de pessoas) tinham 50 anos ou mais. Este percentual deve passar para 42% (96 milh&#245;es de pessoas) em 2050. A idade m&#233;dia do brasileiro que em 2000 era de 26 anos, em 2050 passar&#225; a ser de 44 anos. &#192; medida que a popula&#231;&#227;o vai envelhecendo, as doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis sobrecarregar&#227;o o sistema de sa&#250;de, sendo que o custo dessas doen&#231;as j&#225; representa metade do custo de todas as admiss&#245;es hospitalares no Brasil. Essas doen&#231;as j&#225; s&#227;o respons&#225;veis por uma grande e crescente parcela da carga de doen&#231;as no Brasil, atingindo cerca de 66%, comparado a 24% de doen&#231;as contagiosas e 10% de ferimentos. A mudan&#231;a deste perfil, com maior carga de doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis, deve-se &#224; urbaniza&#231;&#227;o, melhoria nos cuidados com a sa&#250;de, mudan&#231;a nos estilos de vida, pol&#237;ticas espec&#237;ficas e a pr&#243;pria globaliza&#231;&#227;o, expandindo e disseminando o conhecimento t&#233;cnico-cient&#237;fico. Essa carga de doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis n&#227;o &#233; necessariamente resultado inevit&#225;vel de uma sociedade moderna, mas de um mal que pode ser prevenido. Para a maioria dessas doen&#231;as (doen&#231;as coronarianas, derrames, diabetes e diversos tipos de c&#226;ncer), a causa principal n&#227;o se encontra na gen&#233;tica e sim em fatores de risco ambiental e comportamental, que podem ser modificados.</p>
    <p>Entre as doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis, o maior destaque &#233; a doen&#231;a cardiovascular, tanto pela sua atual taxa de morbimortalidade, como pelas perspectivas sombrias para os pr&#243;ximos anos. A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de em estudo que projeta o crescimento da morbimortalidade por doen&#231;a cardiovascular em todo o mundo, tomando como base dessa an&#225;lise, o ano de 2040, nos eleva a tr&#225;gica condi&#231;&#227;o de campe&#227;o, estimando que o Brasil atinja a marca de incremento de 250% quando comparado &#224; China (200%) e &#224; &#205;ndia (180%)<sup>1</sup>. Sobre este aspecto, merece aten&#231;&#227;o a observa&#231;&#227;o de Lotufo, de que uma epidemia de doen&#231;as cardiovasculares esteja prestes a se instalar em nosso pa&#237;s, principalmente pela maior incid&#234;ncia da obesidade e do diabetes<sup>2</sup>.</p>
    <p>A experi&#234;ncia dos Estados Unidos da Am&#233;rica do Norte (EUA) poder&#225; servir de ponto de partida para as mudan&#231;as necess&#225;rias da sa&#250;de p&#250;blica em nosso pa&#237;s. Os EUA reduziram no per&#237;odo entre 1980-2000 a incid&#234;ncia das DCV em 51% entre as mulheres e 49% entre os homens. E somente com o combate ao tabagismo e ao sedentarismo, as taxas recuaram em 12% e 5% respectivamente<sup>3</sup>.</p>
    <p>Outro aspecto relevante &#233; a exist&#234;ncia de caracter&#237;sticas de sa&#250;de que se diferenciam nos sexos, conforme dados indicadores da sa&#250;de populacional. No Brasil, no ano de 2001, as mulheres apresentavam uma expectativa de sobrevida 8 anos maior em rela&#231;&#227;o aos homens (73 x 65 anos respectivamente), sendo que no sudeste, esta diferen&#231;a era de 12 anos<sup>4-5</sup>. No Brasil, a mortalidade masculina &#233; maior em praticamente todas as faixas et&#225;rias, embora a presen&#231;a de queixas sobre a sa&#250;de e a presen&#231;a em ambulat&#243;rios seja prevalente entre as mulheres<sup>6</sup>. Este dado ao inv&#233;s de demonstrar uma maior morbidade entre mulheres, talvez seja devida a maior preocupa&#231;&#227;o do sexo feminino com a aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de e seja resultado da exist&#234;ncia de pol&#237;ticas espec&#237;ficas que atendam exclusivamente a sa&#250;de da mulher.</p>
    <p>Outro dado interessante &#233; relativo &#224; idade, sabendo-se que essa &#233; diretamente relacionada &#224; morbimortalidade cardiovascular. No Brasil, entretanto, estima-se que 40% de todas as mortes por DCV situem-se na faixa et&#225;ria inferior a 65 anos, e ainda que a doen&#231;a est&#225; acometendo indiv&#237;duos em idades menores, sendo que 26,8% das mortes de causa cardiovascular est&#227;o ocorrendo entre 25 e 59 anos de idade.</p>
    <p>
      <bold>Pol&#237;tica Nacional de Aten&#231;&#227;o Integral &#224; Sa&#250;de do Homem</bold>
    </p>
    <p>Todas estas informa&#231;&#245;es sobre a doen&#231;a cardiovascular, demonstrando que acomete mais homens que mulheres, a atual preval&#234;ncia e proje&#231;&#245;es de aumento em um futuro pr&#243;ximo, inclusive com aspectos de epidemia, somadas &#224;s caracter&#237;sticas incapacitantes em idade produtiva, al&#233;m da caracter&#237;stica do sexo masculino n&#227;o priorizar os cuidados com a pr&#243;pria sa&#250;de, justificaram a cria&#231;&#227;o de um programa de sa&#250;de espec&#237;fico para o sexo masculino, a exemplo dos programas de sa&#250;de da crian&#231;a e adolescente, mulheres e idosos.</p>
    <p>Para esta finalidade, a SBC j&#225; desenvolvia entre suas atividades, programas de educa&#231;&#227;o continuada em medidas preventivas, terap&#234;uticas e de reabilita&#231;&#227;o, que podem ser compartilhadas e multiplicadas em &#226;mbito nacional conjuntamente com outras especialidades m&#233;dicas na busca de impacta&#231;&#227;o sobre as vari&#225;veis que atuam sobre sa&#250;de do Homem.</p>
    <p>Convidada pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, a SBC participou de reuni&#245;es de trabalho sobre a implementa&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica de sa&#250;de do homem, propondo de forma concreta e objetiva as bases para a implementa&#231;&#227;o desta pol&#237;tica no tocante ao seu aspecto cardiovascular, propondo como foco de a&#231;&#227;o quatro cap&#237;tulos da etiopatogenia cardiovascular que deveriam ser abordados em uma primeira estrat&#233;gia: fatores de risco; coronariopatias; hipertens&#227;o arterial; febre reum&#225;tica e miocardiopatias.</p>
    <p>Como resultado desse trabalho, o Minist&#233;rio da Sa&#250;de, por meio da Secretaria de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de e Departamento de A&#231;&#245;es Program&#225;ticas Estrat&#233;gicas, com apoio de diferentes sociedades m&#233;dicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, implementou em agosto de 2008 a Pol&#237;tica Nacional de Aten&#231;&#227;o Integral &#224; Sa&#250;de do Homem. Esta pol&#237;tica tem o objetivo de promover sa&#250;de e reduzir a morte prematura do homem por doen&#231;as cardiovasculares, urol&#243;gicas, oncol&#243;gicas e psiqui&#225;tricas<sup>7</sup>.</p>
    <p>A SBC tem a certeza de que o desenvolvimento desse programa, por meio dos esfor&#231;os conjuntos de diferentes sociedades m&#233;dicas com o poder p&#250;blico e a sociedade, atingir&#225; uma maior inser&#231;&#227;o social em sa&#250;de e influenciando positivamente a qualidade de vida do homem brasileiro.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Antonio Carlos Palandri Chagas </p>
        <p> Avenida Marechal C&#226;mara, 160/330, Centro </p>
        <p> 20020-907, Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="acchagas@cardiol.br">acchagas@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/12/09; revisado recebido em 08/12/09; aceito em 08/12/09.</p>
    <p>
      <bold>Documento da SBC para o Programa Nacional de Sa&#250;de do Homem</bold>
    </p>
    <p>Por tratar-se de estrat&#233;gia de baixo custo, e extremamente pr&#225;tica, a SBC, entende como priorit&#225;rias as proposi&#231;&#245;es que se seguem.</p>
    <p>- Crit&#233;rios de Inclus&#227;o de pacientes no Programa de Sa&#250;de do Homem</p>
    <p>a) Sexo Masculino</p>
    <p>b) Idade entre 25 - 59 anos ( * )</p>
    <p>c) Presen&#231;a de fatores de risco familiares ( &lt; 30 anos )</p>
    <p>d) Presen&#231;a de quaisquer fatores de risco ( # ) detectados</p>
    <p>e) Pacientes em tratamento cardiovascular</p>
    <p>f) Pacientes encaminhados pela rede de aten&#231;&#227;o prim&#225;ria</p>
    <p>(*) Faixa et&#225;ria entendida como alvo para a pol&#237;tica de sa&#250;de do homem: 37414900 indiv&#237;duos</p>
    <p>(#) Utilizar os seguintes crit&#233;rios como fatores de risco: Framigham; InterHeart</p>
    <p>- Proposi&#231;&#245;es da SBC para o desenvolvimento da Pol&#237;tica de Sa&#250;de do Homem</p>
    <p>a) Entendemos como priorit&#225;ria , uma pol&#237;tica espec&#237;fica para a Sa&#250;de do Homem.</p>
    <p>b) Entendemos como fundamental, a prepara&#231;&#227;o de equipes t&#233;cnicas, especificadamente voltadas para esta &#225;rea (generalistas, agentes de sa&#250;de, enfermagem e psic&#243;logos)</p>
    <p>c) Participa&#231;&#227;o permanente das sociedades de especialidade ( SBC; SBH; SBHCI; SBCCV;) nas pol&#237;ticas espec&#237;ficas.</p>
    <p>d) Defini&#231;&#227;o em termos atuariais dos valores financeiros repassados pelo SUS para diagn&#243;stico e terap&#234;utica.</p>
    <p>a) A inclus&#227;o de metas e &#237;ndices, a serem buscados, no curto, m&#233;dio e longo prazos, alicer&#231;ados nas evid&#234;ncias das organiza&#231;&#245;es reconhecidas de sa&#250;de.</p>
    <p>b) Entender o papel do homem, como (ainda) provedor da estrutura financeira familiar, e programar neste item, estrat&#233;gias funcionais , corporativas e assistenciais, (hor&#225;rios, disponibilidades, incentivos e transportes) que minimizem este item na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e/ou secund&#225;ria.</p>
    <p>c) Promover campanhas educacionais &#224; n&#237;vel de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, em escolas, clubes e organiza&#231;&#245;es (civis, militares, religiosas ) , no sentido de estimular a ado&#231;&#227;o de um modo de vida saud&#225;vel, que iniba a perpetua&#231;&#227;o dos chamados fatores de risco. Estimular as iniciativas em prol de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, disseminar estes conceitos estrat&#233;gicamente na sociedade.</p>
    <p>d) Promover junto ao Minist&#233;rio da Sa&#250;de e o Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, a cria&#231;&#227;o de uma comiss&#227;o interministerial, que desenvolva as bases curriculares de uma cadeira did&#225;tica: Educa&#231;&#227;o em Sa&#250;de, que promova no n&#237;vel b&#225;sico de ensino, os fundamentos e alicerces de uma qualidade de vida saud&#225;vel.</p>
    <p>e) Prover um melhor atendimento a sa&#250;de b&#225;sica em todos os rinc&#245;es da popula&#231;&#227;o brasileira. Entendemos que a dificuldade de acesso &#224; assist&#234;ncia prim&#225;ria, permanece como um fator limitante da excel&#234;ncia do atendimento cardiovascular.</p>
    <p>f) A presen&#231;a de agentes de sa&#250;de e generalistas treinados diminu&#237;riam em 40% a incid&#234;ncia de DCV. Promover na aten&#231;&#227;o prim&#225;ria, o programa de detec&#231;&#227;o e controle da Hipertens&#227;o Arterial. Estimular entre estes agentes a observa&#231;&#227;o e an&#225;lise dos reconhecidos fatores de risco.</p>
    <p>g) Difundir entre as empresas , uma pol&#237;tica de preven&#231;&#227;o. Mostrar claramente, atrav&#233;s de dados concretos, a lucratividade do investimento em preven&#231;&#227;o. E neste aspecto espec&#237;fico, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, coloca todo seu potencial t&#233;cnico, como determinante dos objetivos desta estrat&#233;gia.</p>
    <p>h) A cria&#231;&#227;o de centros multidisciplinares de atendimento a Sa&#250;de do Homem . ( e neste item, entendemos como fundamental, a participa&#231;&#227;o de entidades acad&#234;micas, como coletoras , avaliadoras e determinantes das estat&#237;sticas originadas)</p>
    <p>i) A participa&#231;&#227;o da "m&#237;dia", como difusora e cr&#237;tica, das determinantes deste processo.</p>
    <p>j) A admiss&#227;o de escores progn&#243;sticos de risco cardiovascular, embasados em diretrizes da SBC, com avalia&#231;&#227;o peri&#243;dica pala SBC.</p>
    <p>k) O incentivo &#224;s equipes de sa&#250;de ( estaduais e municipais) que atinjam as "metas", previamente estabelecidas. Incentivos ( fiscais ou funcionais) as empresas ( p&#250;blicas e privadas) que atinjam estas metas.</p>
    <p>l) A obrigatoriedade em todas as empresas, de exames peri&#243;dicos ( ANUAIS ) de todos os trabalhadores .</p>
    <p>m) A cria&#231;&#227;o de um "banco-de-dados" que avalie anualmente, a participa&#231;&#227;o da sociedade nesta &#225;rea espec&#237;fica da sa&#250;de.</p>
    <p>n) A cria&#231;&#227;o de um programa de Reabilita&#231;&#227;o Cardiovascular que possibilite a reintegra&#231;&#227;o de pacientes sequelados por DCV a sociedade.</p>
    <p>o) A capacita&#231;&#227;o do Servi&#231;o de Atendimento M&#233;dico (SAMU) ao atendimento a S&#237;ndrome Coronariana Aguda. Neste aspecto, ressaltamos a necessidade de uma avalia&#231;&#227;o da utiliza&#231;&#227;o de trombol&#237;ticos padronizados pelo SUS, na estrat&#233;gia do atendimento a SCA.</p>
    <p>p) Capacita&#231;&#227;o de drogas cardiovasculares, sob a supervis&#227;o das sociedades de especialidades, que atendam a melhor sa&#250;de cardiovascular do homem brasileiro.</p>
    <p>q) A disponibiliza&#231;&#224;o de uma rede de "tele-medicina", que promova o acesso de qualquer parte do pa&#237;s aos recursos t&#233;cnicos derivados pelo SUS.</p>
    <p>r) A cria&#231;&#227;o de uma equipe t&#233;cnica, permanente, que avalie , &#224; luz das evid&#234;ncias , o mais adequado tratamento, sob o ponto de vista epidemiol&#243;gico, &#224; n&#237;vel de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e /ou secund&#225;ria. (P.ex. AAS em pacientes hipertensos com fatores de risco.)</p>
    <p>s) Aumentar a incid&#234;ncia de impostos sobre produtos de fumo, &#225;lcool, gorduras "trans" e sal. Avaliar o impacto econ&#244;mico : Arrecada&#231;&#227;o/gastos em sa&#250;de .</p>
    <p>t) Promover e desenvolver programas de atividade f&#237;sica nas empresas. ( 5% &#224; menos de incid&#234;ncia DCV ), e na comunidade em geral.</p>
    <p>u) Intensificar o Programa de Controle ao Tabagismo. Criar equipes espec&#237;ficas que avaliem a rela&#231;&#227;o arrecada&#231;&#227;o de impostos/ gastos com sa&#250;de nesta &#225;rea.</p>
    <p>v) Avaliar a estrat&#233;gia da 'poli-p&#237;lula" na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da DCV.</p>
    <p>w) Viabiliza&#231;&#227;o de um "selo" SBC em todas as iniciativas estatais em rela&#231;&#227;o a sa&#250;de cardiovascular da popula&#231;&#227;o brasileira.</p>
    <p>x) Buscar junto &#224; equipes especializadas em consumo, as causas de "n&#227;o ader&#234;ncia" aos medicamentos disponibilizados pela rede p&#250;blica , pela popula&#231;&#227;o 'alvo",</p>
    <p>y) Promover junto ao MS uma pol&#237;tica efetiva de remunera&#231;&#227;o aos agentes de sa&#250;de, compat&#237;vel &#224; gravidade do problema em nosso pa&#237;s.</p>
    <p>z) Desenvolver, em parceria com a ANVISA e a SBC, um programa de "farmacovigilancia" sobre drogas cardiovasculares em todo territ&#243;rio nacional.</p>
    <p>aa) Estimular a cria&#231;&#227;o de n&#250;cleos especializados em sa&#250;de do homem em todos os munic&#237;pios brasileiros.</p>
    <p>ab) Disseminar junto &#224; m&#237;dia, campanhas de esclarecimento popular , sob a responsabilidade da SBC sobre alimentos e h&#225;bitos de vida saud&#225;vel . Estas campanhas dever&#227;o fazer parte de uma pol&#237;tica de sa&#250;de permanente e n&#227;o apenas voltadas para os "Dias Tem&#225;ticos".</p>
    <p>- Indicadores de Doen&#231;a Cardiovascular</p>
    <p>Estes indicadores dever&#227;o ser complementados, acompanhados e atualizados pelo servi&#231;o de dados do MS (DATASUS ) e pela SBC:</p>
    <p>1) Mortalidade de Doen&#231;a Cardiovascular</p>
    <p>2) Morbidade da Doen&#231;a Cardiovascular</p>
    <p>3) Dados epidemiol&#243;gicos por Doen&#231;a de Chagas</p>
    <p>4) Dados epidemiol&#243;gicos por Febre Reum&#225;tica</p>
    <p>5) Dados Epidemiol&#243;gicos do Tabagismo</p>
    <p>6) Taxa de interna&#231;&#227;o por Doen&#231;a Cardiovascular</p>
    <p>7) Taxa de Procedimentos por Doen&#231;a Cardiovascular</p>
    <p>8) Estat&#237;sticas sobre fatores de risco ( vari&#225;veis ou n&#227;o )</p>
    <p>9) Atendimentos de Emerg&#234;ncia por DCV</p>
    <p>10) Custos de sa&#250;de com DCV</p>
    <p>11) N&#237;vel de absente&#237;smo por DCV</p>
    <p>12) Custos em aposentadoria por "invalidez" cardiovascular</p>
    <p>13) Custos da pol&#237;tica de reabilita&#231;&#227;o funcional</p>
    <p>14) Express&#227;o no PIB da perda de fun&#231;&#227;o por DCV</p>
    <p>15) Benef&#237;cios previdenci&#225;rios gerados pela incapacidade por DCV</p>
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          <article-title>Perfil epidemiol&#243;gico da morbi-mortalidade masculina</article-title>
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          <article-title>Morbidade referida a utiliza&#231;&#227;o de servi&#231;os de sa&#250;de em localidades urbanas brasileiras: metodologia</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Salud cardiovascular del var&#243;n brasile&#241;o: una mirada de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Salud cardiovascular del var&#243;n brasile&#241;o</bold>
          </label>
          <p> - </p>
          <p>
            <bold>una mirada de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>
        <bold>Antonio Carlos Palandri Chagas; Emilio C&#233;sar Zilli; Jo&#227;o Fernando Monteiro Ferreira; Miguel Antonio Moretti; Rui Fernando Ramos</bold>
      </p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Salud del var&#243;n, poblaci&#243;n, Brasil, Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a.</p>
      <p>La comprensi&#243;n de los mecanismos de la enfermedad ha llevado la medicina a desarrollar intensamente nuevas estrategias terap&#233;uticas en las &#250;ltimas d&#233;cadas, estrategias basadas principalmente en intervenci&#243;n. Sin embargo, estas indiscutibles conquistas en mortalidad y calidad de vida no llegan a promover la curaci&#243;n o remisi&#243;n completa de los s&#237;ntomas de la enfermedad, y se acompa&#241;an de significativo aumento de los costes de la salud, lo que convierte en universal el problema del financiamiento de la salud, que alcanza incluso a los pa&#237;ses m&#225;s ricos. Estas cuestiones mueven de forma intensa la medicina del siglo XXI hacia la b&#250;squeda de una nueva estrategia de encarar el padecimiento del var&#243;n, y volver a tener como enfoque principal la prevenci&#243;n de las enfermedades, en lugar de aguardarlas y tratarlas tras su instalaci&#243;n. Este camino est&#225; volvi&#233;ndose irreversible, como puede se ejemplifica por conferencia impartida por el profesor Eugene Braunwald, en el &#250;ltimo congreso europeo de cardiolog&#237;a, en la ciudad de Barcelona. Dr. Braunwald particip&#243; en el simposio "Futuro de la cardiolog&#237;a como especialidad" y imparti&#243; la conferencia "Cardiolog&#237;a como profesi&#243;n en 2020 y adem&#225;s", en la que enfoc&#243; su presentaci&#243;n en los aspectos de la prevenci&#243;n como el mejor camino para el abordaje de enfermedad cardiovascular, y actitud prioritaria de los cardi&#243;logos en el pr&#243;ximo siglo.</p>
      <p>El concepto de prevenci&#243;n no es nuevo, y su aplicaci&#243;n ya es corriente en nuestro pa&#237;s. El Ministerio y las Secretar&#237;as estaduales de salud ya desarrollaron inn&#250;meros programas de promoci&#243;n de la salud que actualmente alcanzan ni&#241;os y adolescentes, mujeres y adultos mayores. Sin embargo, algunas preguntas surgen: &#191;en cu&#225;les enfermedades debemos priorizar la prevenci&#243;n y en cual poblaci&#243;n debemos actuar?</p>
      <p>Brasil est&#225; pasando r&#225;pidamente por una transici&#243;n demogr&#225;fica, en la que el promedio de edad de la poblaci&#243;n est&#225; mayor. En el 2000, aproximadamente el 15% de la poblaci&#243;n (27 millones de personas) ten&#237;an 50 a&#241;os o m&#225;s. Este porcentual debe pasar para el 42% (96 millones de personas) en 2050.</p>
      <p>La edad promedio del brasile&#241;o que en el 2000 era de 26 a&#241;os, en el 2050 pasar&#225; a 44 a&#241;os. A la medida que la poblaci&#243;n envejece, las enfermedades no transmisibles sobrecargar&#225;n el sistema de salud, y el coste de estas enfermedades ya representa mitad del coste de todos los ingresos hospitalarios en Brasil. Estas enfermedades ya son responsables de una gran y creciente cuota de la carga de enfermedades en Brasil, alcanzando algo alrededor del 66%, comparado al 24% de enfermedades contagiosas y el 10% de heridas. La alteraci&#243;n de este perfil, con mayor carga de enfermedades no transmisibles, se debe a la urbanizaci&#243;n, mejor&#237;a en los cuidados con la salud, modificaci&#243;n de los estilos de vida, pol&#237;ticas espec&#237;ficas y la propia globalizaci&#243;n, expandiendo y diseminando el conocimiento t&#233;cnico-cient&#237;fico. Esta carga de enfermedades no transmisibles no es necesariamente resultado inevitable de una sociedad moderna, pero de un mal que se puede prevenir. Para la mayor&#237;a de estas enfermedades (enfermedades coronarias, derrames, diabetes y diversos tipos de c&#225;ncer), la causa principal no se encuentra en la gen&#233;tica, sino en factores de riesgo ambiental y comportamental que pueden alterarse.</p>
      <p>Entre las enfermedades no transmisibles, el mayor destaque es para la enfermedad cardiovascular, tanto por su actual tasa de morbimortalidad, como por las perspectivas sombr&#237;as para los pr&#243;ximos a&#241;os. La Organizaci&#243;n Mundial de Salud en estudio que proyecta el crecimiento de la morbimortalidad por enfermedad cardiovascular en todo el mundo, tomando como base de este an&#225;lisis, el a&#241;o de 2040, nos alza a la tr&#225;gica condici&#243;n de campe&#243;n, al estimarse que Brasil alcance la marca de incremento del 250% cuando comparado a China (200%) y a India (180%)<sup>1</sup>. Sobre este aspecto, merece atenci&#243;n la observaci&#243;n de Lotufo, de que una epidemia de enfermedades cardiovasculares est&#233; a punto de instalarse en nuestro pa&#237;s, principalmente por la mayor incidencia de la obesidad y de la diabetes<sup>2</sup>.</p>
      <p>La experiencia de los Estados Unidos de Am&#233;rica del Norte (EUA) podr&#225; servir de punto de partida para los cambios necesarios de la salud p&#250;blica en nuestro pa&#237;s. Los EE.UU. redujeron en el per&#237;odo entre el 1980 y el 2000 la incidencia de las ECV en el 51% entre las mujeres y el 49% entre los varones. Y solamente con el combate al tabaquismo y el sedentarismo, las tasas retrocedieron el 12% y el 5% respectivamente<sup>3</sup>.</p>
      <p>Otro aspecto relevante es la existencia de caracter&#237;sticas de salud que se distinguieron en los sexos, conforme datos indicadores de la salud poblacional. En Brasil, el a&#241;o de 2001, las mujeres presentaban una expectativa de sobrevida 8 a&#241;os mayor con relaci&#243;n a los varones (73 x 65 a&#241;os respectivamente), ante el sudeste, donde esta diferencia era de 12 a&#241;os<sup>4-5</sup>. En el Brasil, la mortalidad masculina es mayor en pr&#225;cticamente todos los grupos de edad, aunque la presencia de quejas sobre la salud y la presencia en ambulatorios ya es prevalente entre las mujeres<sup>6</sup>. Este dato en lugar de demostrar una mayor morbilidad entre mujeres, tal vez se deba a la mayor preocupaci&#243;n del sexo femenino con la atenci&#243;n a la salud y sea el resultado de la existencia de pol&#237;ticas espec&#237;ficas que atiendan exclusivamente a la salud de la mujer.</p>
      <p>Otro dato interesante es referente a la edad, teniendo en cuenta que esta es directamente relacionada a la morbimortalidad cardiovascular. En el Brasil, sin embargo, se estima que el 40% de todas las muertes por ECV est&#233;n ubicadas en el grupo de edad inferior a 65 a&#241;os, y tambi&#233;n que la enfermedad acomete a individuos en edad menores, siendo que un 26,8% de las muertes de causa cardiovascular ocurren entre 25 y 59 a&#241;os de edad.</p>
      <p>
        <bold>Pol&#237;tica nacional de atenci&#243;n integral a la salud del var&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Todas estas informaciones acerca de la enfermedad cardiovascular, que revela un alcance mayor entre varones que entre mujeres, la actual prevalencia y proyecciones de aumento en un futuro pr&#243;ximo, inclusive con aspectos de epidemia, sumadas a las caracter&#237;sticas incapacitantes en edad productiva, adem&#225;s de la caracter&#237;stica del sexo masculino no priorizar los cuidados con la propia salud, justificaron la creaci&#243;n de un programa de salud espec&#237;fico para el sexo masculino, a ejemplo de los programas de salud del ni&#241;o y adolescente, mujeres y adultos mayores.</p>
      <p>Para esta finalidad, la SBC ya desarrollaba entre sus actividades, programas de educaci&#243;n continuada en medidas preventivas, terap&#233;uticas y de rehabilitaci&#243;n, que se pueden compartir y multiplicar en &#225;mbito nacional conjuntamente con otras especialidades m&#233;dicas en la b&#250;squeda de impactaci&#243;n sobre las variables que act&#250;an sobre salud del var&#243;n.</p>
      <p>Invitada por el Ministerio de la Salud, la SBC particip&#243; en reuniones de trabajo sobre la implementaci&#243;n de una pol&#237;tica de salud del var&#243;n, proponiendo de forma concreta y objetiva las bases para la implementaci&#243;n de esta pol&#237;tica en lo que toca el aspecto cardiovascular, al proponer como enfoque de acci&#243;n cuatro cap&#237;tulos de la etiopatogenia cardiovascular que deber&#237;an abordarse en una primera estrategia: factores de riesgo; coronariopat&#237;as; hipertensi&#243;n arterial; fiebre reum&#225;tica y miocardiopat&#237;a.</p>
      <p>Como resultado de este trabajo, el Ministerio de Salud, por medio de la Secretar&#237;a de Atenci&#243;n a la Salud y Departamento de Acciones Program&#225;ticas Estrat&#233;gicas, con apoyo de diferentes sociedades m&#233;dicas, incluida la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a, implement&#243; en agosto de 2008 la Pol&#237;tica Nacional de Atenci&#243;n Integral a la Salud del Var&#243;n. Esta pol&#237;tica tiene por objeto promover salud y reducir la muerte prematura del var&#243;n por enfermedades cardiovasculares, urol&#243;gicas, oncol&#243;gicas y psiqui&#225;tricas<sup>7</sup>.</p>
      <p>La SBC est&#225; segura de que el desarrollo de este programa, por medio de los esfuerzos conjuntos de diferentes sociedades m&#233;dicas con el poder p&#250;blico y la sociedad, alcanzar&#225; una mayor inserci&#243;n social en salud e influenciando positivamente la calidad de vida del var&#243;n brasile&#241;o.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorials</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular health of the brazilian male: the view of the Brazilian Society of Cardiology</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Cardiovascular health of the brazilian male - the view of the Brazilian Society of Cardiology </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Antonio Carlos Palandri Chagas; Emilio C&#233;sar Zilli; Jo&#227;o Fernando Monteiro Ferreira; Miguel Antonio Moretti; Rui Fernando Ramos</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Men's health; population; Brazil; Brazilian Society of Cardiology.</p>
      <p>The comprehension of the mechanisms of disease has led Medicine to intensely develop new therapeutic strategies in the last decades, strategies based mainly on intervention. However, these indisputable achievements in mortality and quality of life have not promoted the cure or complete remission of the disease symptoms and have been accompanied by a significant increase in healthcare costs that affect even the wealthier countries. These questions are setting the Medicine of the XXI century in motion toward the search for a new strategy to face Man's sickness and again have as the main focus the prevention of diseases, instead of waiting for the diseases to appear and treat them after they have set in. This path is becoming irreversible, as demonstrated by a lecture given by Professor Eugene Braunwald, at the last European Congress of Cardiology in the city of Barcelona, Spain. Dr. Braunwald participated in the symposium "Future of Cardiology as a Medical Specialty" and presented the lecture "Cardiology as a Profession in 2020 and beyond" and focused his presentation on the aspects of prevention as the best way to approach cardiovascular disease and the cardiologists' high priority in the next century.</p>
      <p>The concept of prevention is not new and it is currently being used in our country. The Ministry and State Secretaries of Health have already developed several programs of health promotion that currently reach children and adolescents, women and the elderly. However, some questions have arisen: for which diseases should prevention be prioritized and which population should be the focus?</p>
      <p>Brazil is rapidly going through a demographic transition, in which the mean age of the population is older. In 2000, approximately 15% of the population (27 million people) was 50 years or older. This percentage should increase to 42% (96 million people) in 2050. The mean age of the Brazilian individual, which in 2000 was 26 years, will be 44 years in 2050. As the population ages, the non-transmissible diseases will result in a burden to the Public Health System, considering that the cost of these diseases already represents half the costs of all hospital admissions in Brazil. These diseases are already responsible for a large and increasing part of the disease burden in Brazil, reaching a percentage of 66%, compared to 24% of transmissible diseases and 10% of wounds. The change in this profile, with a higher burden of non-transmissible diseases is due to the urbanization, improvement in healthcare quality, changes in life style, specific policies and globalization itself, expanding and disseminating technical-scientific knowledge. This burden of non-transmissible diseases is not necessarily an inevitable result of a modern society, but of a harm that can be prevented. For most of these diseases (coronary diseases, strokes, diabetes and several types of cancer), the main cause is not found in genetics, but in modifiable environmental and behavioral risk factors.</p>
      <p>Among the non-transmissible diseases, the main focus is on the cardiovascular diseases, due to their current morbimortality rate as well as the somber perspectives for the following years.</p>
      <p>The World Health Organization, in a study that projects a worldwide increase in the morbimortality of cardiovascular diseases, having as basis for this analysis the year 2040, elevates us to the tragic condition of world champions, by estimating that Brazil will reach an incremental rate of 250% when compared to China (200%) and India (180%)<sup>1</sup>. About this aspect, Lotufo's observation deserves attention, that an epidemics of cardiovascular disease (CVD) is about to be installed in our country, mainly due to the higher incidence of diabetes and obesity<sup>2</sup>.</p>
      <p>The experience of the United States of America (USA) can be used as a starting point for the necessary changes in the public health system of our country. The USA presented a 51% decrease in the incidence of CVD among women and a 49% decrease among men, between the years of 1980 and 2000. And the fight against smoking and sedentary life style alone resulted in a 12% and 5% decrease in CVD rates, respectively<sup>3</sup>.</p>
      <p>Another relevant aspect is the existence of health characteristics that are different between the sexes, according to data indicative of population health. In Brazil, in the year 2001, the women presented an 8-fold higher life expectancy when compared to men (73 x 65 years, respectively) and in the southeast region, this difference was of 12 years<sup>4,5</sup>. In Brazil, male mortality is practically higher at all age ranges, although the incidence of health complaints and the presence in outpatient clinics is predominantly female<sup>6</sup>. This information, instead of demonstrating a higher morbidity among women, may be due to a higher concern of the female sex with healthcare attention and might be the result of specific policies directly exclusively at the woman's health. Another interesting information concerns the age, considering that the latter is directly related to cardiovascular morbimortality. In Brazil, however, it is estimated that 40% of all deaths by CVD are situated in the age range &lt; 65 years and also that the disease is affecting younger individuals, with 26.8% of cardiovascular deaths occurring in individuals aged 25 to 59 years.</p>
      <p>
        <bold>National Policy of Primary Attention to Men's Health</bold>
      </p>
      <p>All these data on CVD, demonstrating that it affects more men than women, the current prevalence and increase estimates in a near future, including the epidemics aspects, together with the disabling characteristics at a productive age, in addition to the fact that men do not prioritize their own health care, justified the creation of a Health Program specific for the male sex, similar to the healthcare programs directed at children, adolescents, women and the elderly. For that purpose, the Brazilian Society of Cardiology (SBC) had already developed, among its activities, programs of continuing education in preventive, therapeutic and rehabilitation measures that can be shared and multiplied at national level together with other medical specialties, seeking an impact on the variables that affect the men's health.</p>
      <p>Invited by the Ministry of Health, the SBC participated in meetings on the implementation of a health policy directed at men's health, proposing a concrete and objective basis for the implementation of this policy regarding its cardiovascular aspect, recommending as the focus of the action four chapters of cardiovascular etiopathogeny that must be approached as a first strategy: risk factors; coronariopathies; arterial hypertension; rheumatic fever and myocardiopathies.</p>
      <p>As the result of this effort, the Ministry of Health, through the Secretary of Healthcare Attention and Department of Strategic Programmatic Actions, with the support of several medical societies, including the Brazilian Society of Cardiology, implemented in August of 2008 the National Policy of Primary Attention to Men's Health. This policy has the objective of promoting the health and decreasing the premature death of male individuals due to cardiovascular, urologic, oncologic and psychiatric diseases<sup>7</sup>.</p>
      <p>The Brazilian Society of Cardiology is confident that the development of this program, through the joint efforts of different medical societies, the Government and society, will result in a higher social insertion in healthcare, positively influencing the quality of life of the Brazilian men.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
