<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001100024</article-id>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Betabloqueadores e opera&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas: o que muda ap&#243;s o estudo POISE?</article-title>
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        <kwd>Cuidados perioperat&#243;rios</kwd>
        <kwd>betabloqueadores</kwd>
        <kwd>opera&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas</kwd>
        <kwd>complica&#231;&#245;es card&#237;acas</kwd>
        <kwd>infarto agudo do mioc&#225;rdio</kwd>
      </kwd-group>
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        <year>2010</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>Betabloqueadores e opera&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas: o que muda ap&#243;s o estudo POISE?</p>
    <p>
      <bold>Danielle Menosi Gualandro; Daniela Calderaro; Pai Ching Yu; Andre Coelho Marques; Bruno Caramelli</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - S&#227;o Paulo, SP &#150; Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Cuidados perioperat&#243;rios, betabloqueadores, opera&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas, complica&#231;&#245;es card&#237;acas, infarto agudo do mioc&#225;rdio</p>
    <p>Somente no ano de 2007 foram realizadas pouco mais de 3 milh&#245;es de interna&#231;&#245;es cir&#250;rgicas no Brasil. Com o aumento da sobrevida da popula&#231;&#227;o, pacientes mais idosos, com mais comorbidades e, portanto, de maior risco, est&#227;o sendo operados<sup>1</sup>. A ocorr&#234;ncia de um infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) no p&#243;s-operat&#243;rio tem alta mortalidade, prolonga o tempo de interna&#231;&#227;o hospitalar e aumenta seu custo<sup>2</sup>. Portanto, existe a necessidade de implementar estrat&#233;gias para reduzir a taxa de complica&#231;&#245;es card&#237;acas p&#243;s-operat&#243;rias. </p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o de betabloqueadores para a prote&#231;&#227;o card&#237;aca no perioperat&#243;rio tem sido realizada na &#250;ltima d&#233;cada, sendo recomendada para pacientes sabidamente coronariopatas e pacientes de alto risco segundo o algoritmo do <italic>American College of Physicians, </italic>de acordo com a I Diretriz de Avalia&#231;&#227;o Perioperat&#243;ria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)<sup>3</sup>. No entanto, para pacientes de menor risco, esse benef&#237;cio ainda n&#227;o est&#225; estabelecido. Em maio de 2008, o estudo POISE foi publicado no <italic>The Lancet,</italic> sugerindo que os betabloqueadores poderiam ser prejudiciais no perioperat&#243;rio devido a um aumento do n&#250;mero de acidentes vasculares cerebrais (AVC) em pacientes que receberam betabloqueadores, embora, entre eles, tenha havido uma diminui&#231;&#227;o no n&#250;mero de IAM<sup>4</sup>. Esse estudo causou pol&#234;mica entre m&#233;dicos, pacientes e jornalistas.</p>
    <p>O mecanismo pelo qual o betabloqueador reduz eventos card&#237;acos n&#227;o est&#225; totalmente esclarecido. Sabe-se que ele melhora a rela&#231;&#227;o entre a oferta e o consumo de oxig&#234;nio do mioc&#225;rdio pela diminui&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia card&#237;aca; previne a isquemia; aumenta o enchimento das coron&#225;rias na di&#225;stole; reduz a &#225;rea do IAM; estabiliza as placas coron&#225;rias; e aumenta o limiar para fibrila&#231;&#227;o ventricular na presen&#231;a de isquemia mioc&#225;rdica.</p>
    <p>Ainda na d&#233;cada de 1990, Mangano e cols.<sup>5</sup> publicaram o primeiro estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e placebo controlado, que incluiu 200 pacientes com doen&#231;a arterial coron&#225;ria (DAC) conhecida ou com dois ou mais fatores de risco para DAC (idade <underline>&gt;</underline> 65 anos, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, tabagismo, colesterol total <underline>&gt;</underline> 240 mg/dl ou diabetes), e que seriam submetidos a procedimentos cir&#250;rgicos n&#227;o card&#237;acos. Os pacientes receberam atenolol ou placebo na indu&#231;&#227;o anest&#233;sica at&#233; o 7&#186; p&#243;s-operat&#243;rio e foram acompanhados por dois anos. Ap&#243;s esse per&#237;odo, os pacientes que receberam atenolol apresentaram maior sobrevida (90% no grupo atenolol e 79% no grupo placebo; p = 0,019) e menor n&#250;mero de eventos (IAM, angina inst&#225;vel, insufici&#234;ncia card&#237;aca e necessidade de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica): 16 no grupo atenolol e 32 no grupo placebo (p = 0,008), estabelecendo o benef&#237;cio do uso dos betabloqueadores nesta popula&#231;&#227;o. Em seguida, Poldermans e cols.<sup>6</sup> estabeleceram o benef&#237;cio dos betabloqueadores em uma popula&#231;&#227;o de alto risco que seria submetida a cirurgias vasculares. Cento e doze pacientes com ecocardiograma com estresse com dobutamina positivo para isquemia mioc&#225;rdica e idade &gt; 70 anos, angina, IAM pr&#233;vio, hist&#243;ria de insufici&#234;ncia card&#237;aca, diabetes ou arritmia ventricular foram randomizados para receber bisoprolol, da semana anterior at&#233; um m&#234;s ap&#243;s a opera&#231;&#227;o ou tratamento convencional. Esse estudo teve que ser interrompido precocemente devido a uma maior mortalidade do grupo sem betabloqueador (17% x 3,4%; p = 0,02) e maior n&#250;mero de IAM (7% x 0%; p &lt; 0,01). </p>
    <p>Entretanto, ainda restava uma d&#250;vida: se para pacientes de menor risco cir&#250;rgico a utiliza&#231;&#227;o de betabloqueadores tamb&#233;m seria ben&#233;fica. Em 2005, Lindenauer e cols.<sup>7</sup> realizaram um grande estudo de coorte retrospectivo com 663.635 pacientes que foram submetidos a interven&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas. Os pacientes foram divididos em dois grupos (com x sem betabloqueador) e separados pelo &#237;ndice card&#237;aco revisado de Lee (RCRI). O RCRI &#233; um escore para avalia&#231;&#227;o de risco cardiovascular no qual cada uma das seguintes vari&#225;veis conta um ponto: presen&#231;a de DAC, hist&#243;ria de insufici&#234;ncia card&#237;aca, hist&#243;ria de doen&#231;a cerebrovascular, diabetes em uso de insulina, creatinina maior que 2,0 mg/dl e cirurgia de alto risco. Para pacientes com RCRI com 2, 3 ou mais de 4 pontos, o betabloqueador reduziu a mortalidade (n&#250;mero necess&#225;rio para tratar de 227, 62 e 33, respectivamente). J&#225; para pacientes com RCRI = 1, n&#227;o houve benef&#237;cio, mas um potencial malef&#237;cio para pacientes com RCRI = 0. Cabe salientar que o estudo era retrospectivo, restrito ao per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o e que avaliava pontualmente se o paciente recebeu ou n&#227;o betabloqueador em qualquer momento da interna&#231;&#227;o. Por isso, pode ser que os pacientes de menor risco tenham recebido betabloqueadores com indica&#231;&#227;o terap&#234;utica devido a algum evento, e n&#227;o para preven&#231;&#227;o de eventos perioperat&#243;rios. Estabelecer o benef&#237;cio de betabloqueadores em pacientes de menor risco &#233; muito dif&#237;cil porque esta &#233; uma popula&#231;&#227;o com baixas taxas de eventos, sendo necess&#225;rio um grande n&#250;mero de pacientes que deveriam ser acompanhados por um longo tempo at&#233; ser detectado algum benef&#237;cio. </p>
    <p>O estudo POISE foi desenhado para resolver de uma vez por todas o papel dos betabloqueadores no perioperat&#243;rio de opera&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas. Aproximadamente 8.000 indiv&#237;duos foram randomizados para receber metoprolol ou placebo. &#201; importante salientar que somente as interven&#231;&#245;es cir&#250;rgicas eletivas foram analisadas e pacientes que j&#225; faziam uso de betabloqueador, por outras raz&#245;es, n&#227;o foram inclu&#237;dos neste estudo. Com rela&#231;&#227;o aos desfechos cardiovasculares, o POISE revelou resultados semelhantes aos estudos anteriores: o grupo que recebeu metoprolol apresentou incid&#234;ncia de morte de causa card&#237;aca e infarto n&#227;o fatal significativamente menor do que o grupo controle. Por outro lado, chamou a aten&#231;&#227;o dos investigadores o resultado da an&#225;lise dos desfechos secund&#225;rios: morte por todas as causas e AVC, que foi maior no grupo metoprolol. Segundo os autores, hipotens&#227;o e bradicardia, mais frequentes no grupo que recebeu metoprolol, teriam sido respons&#225;veis pela maior ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es, em especial AVC. A interpreta&#231;&#227;o desses dados fez os investigadores do POISE conclu&#237;rem que o uso de metoprolol no ambiente perioperat&#243;rio &#233; capaz de reduzir a chance de complica&#231;&#245;es cardiovasculares, mas a um custo muito elevado: aumento da chance de morte ou de AVC. Os autores do trabalho acrescentaram que as recomenda&#231;&#245;es relativas ao uso de betabloqueadores contidas nas diretrizes de tratamento perioperat&#243;rio deveriam ser reformuladas. </p>
    <p>Entretanto, as conclus&#245;es do POISE n&#227;o foram compartilhadas por muitos investigadores, o que n&#227;o permitiu que este estudo representasse a palavra final sobre o uso de betabloqueadores no perioperat&#243;rio. O editorial que acompanha o artigo recomendou cautela. Os autores apontaram problemas com rela&#231;&#227;o &#224; escolha da dose de metoprolol adotada pelo estudo POISE &#150; 100 mg na primeira dose, atingindo 200 mg por dia; ou seja, 50% da dose m&#225;xima permitida para esse medicamento. Segundo o editorial, essa dose &#233; muito mais alta do que a utilizada em estudos anteriores, o que poderia explicar a ocorr&#234;ncia de hipotens&#227;o e bradicardia<sup>8</sup>. Al&#233;m disso, a dose inicial n&#227;o &#233; usada na pr&#225;tica cl&#237;nica, sobretudo em pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular ou com hist&#243;ria de doen&#231;a cerebrovascular. De fato, a an&#225;lise dos dados do POISE, incluindo o material adicional oferecido pelos autores e dispon&#237;vel no <italic>site</italic> da revista, revela que 625 pacientes (15%) apresentaram hipotens&#227;o e 277 (6,6%) apresentaram bradicardia no grupo metoprolol. Os autores do POISE n&#227;o explicaram por que somente em 555 pacientes a medica&#231;&#227;o do estudo foi descontinuada. Ao analisarmos esses dados, observamos que pelo menos 70 pacientes continuaram recebendo metoprolol, apesar de uma indica&#231;&#227;o formal para sua interrup&#231;&#227;o, e n&#227;o sabemos o efeito nestes pacientes no desfecho secund&#225;rio (mortalidade geral e AVC)<sup>9</sup>. Hipotens&#227;o e bradicardia, embora possam representar complica&#231;&#245;es potencialmente graves, quando prontamente reconhecidas e tratadas por meio de suspens&#227;o do betabloqueador e seguindo medidas para eleva&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia card&#237;aca e da press&#227;o arterial, n&#227;o est&#227;o associadas a eleva&#231;&#245;es significativas de taxas de complica&#231;&#245;es.</p>
    <p>Como lidar ent&#227;o com as informa&#231;&#245;es do POISE, aparentemente contradit&#243;rias em rela&#231;&#227;o a conceitos arraigados e em conflito com a fisiopatologia das complica&#231;&#245;es cardiovasculares perioperat&#243;rias? Mais uma vez, com cautela. Sugerimos que as recomenda&#231;&#245;es classe I para o uso de betabloqueadores da I Diretriz de Avalia&#231;&#227;o Perioperat&#243;ria da SBC devem ser mantidas<sup>3</sup>. O betabloqueador deve ser iniciado antes da opera&#231;&#227;o, em doses baixas, com ajuste desta dose segundo a frequ&#234;ncia card&#237;aca e press&#227;o arterial do paciente. Para pacientes que j&#225; utilizam o betabloqueador, a medica&#231;&#227;o n&#227;o deve ser suspensa no perioperat&#243;rio. J&#225; para pacientes de risco baixo e intermedi&#225;rio, que n&#227;o s&#227;o coronariopatas e n&#227;o est&#227;o em uso de betabloqueador, tal medica&#231;&#227;o n&#227;o deve ser utilizada.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Danielle Menosi Gualandro </p>
        <p> Rua Barao Bocaina 112 &#150; Higien&#243;polis </p>
        <p> 01241020 - S&#227;o Paulo, SP &#150; Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="danigualandro@cardiol.br">danigualandro@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 12/11/08; revisado recebido em 13/04/09; aceito em 23/06/09.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>I Diretriz de avalia&#231;&#227;o perioperat&#243;ria</article-title>
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          <article-title>POISE Study Group: Effects of extended-release metoprolol succinate in patients undergoing non-cardiac surgery (POISE trial): a randomised controlled trial</article-title>
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          <article-title>The effect of bisoprolol on perioperative mortality and myocardial infarction in high risk patients undergoing vascular surgery</article-title>
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          <article-title>Perioperative beta-blocker therapy and mortality after major non-cardiac surgery</article-title>
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          <article-title>Perioperative &#946; blockade: where do we go from here?</article-title>
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          <article-title>Beta-blocker therapy in non-cardiac surgery</article-title>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Beta-blockers and non-cardiac operations what will change after the POISE study?</article-title>
      </title-group>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Perioperative care</kwd>
        <kwd>beta-blockers</kwd>
        <kwd>noncardiac surgery</kwd>
        <kwd>cardiac complications</kwd>
        <kwd>myocardial infarction</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p><undefined id="txt-body2"/>Beta-blockers and non-cardiac operations what will change after the POISE study?</p>
      <p>
        <bold>Danielle Menosi Gualandro; Daniela Calderaro; Pai Ching Yu; Andre Coelho Marques; Bruno Caramelli</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - S&#227;o Paulo, SP &#150; Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words: </bold>Perioperative care; beta-blockers; noncardiac surgery; cardiac complications; myocardial infarction.</p>
      <p>In 2007 alone, there were as much as 3 million surgery admissions in Brazil. As the world population ages, elderly patients with multiple diseases, thus presenting greater risk, are being operated<sup>1</sup>. The occurrence of perioperative myocardial infarction (MI) prolongs hospital stay, increasing costs and mortality<sup>2</sup>. Therefore, strategies to reduce postoperative cardiac complications are called for.</p>
      <p>Beta-blockers have been used in the past decade to provide cardiac perioperative protection has surged in the past decade. It is recommended to patients with coronary artery disease and high-risk patients, according to the American College of Physicians, and the I Guideline on Perioperative Evaluation of the Brazilian Cardiology Society (SBC)<sup>3</sup>. Nevertheless, for minor risk patients, this benefit is not yet defined. In May 2008, the POISE Study was published on <italic>The Lancet,</italic> suggesting that beta-blockers could be harmful in the perioperative period due to an increase of stroke in patients who received beta-blockers, although some of them have presented a decrease in the number of AMI<sup>4</sup>. This study were controversial among physicians, patients and journalists.</p>
      <p>The mechanism through which the beta-blocker reduces cardiac events is not fully clarified. It is known that it improves the ratio between myocardial oxygen supply and consumption by decreasing the heart rate; prevents ischemia; increases filling of coronary arteries in the diastole; reduces the AMI area; stabilizes coronary artery plaques; and increases the threshold for ventricular fibrillation upon a myocardial ischemia condition.</p>
      <p>Back in the 90s, Mangano et al<sup>5</sup> published the first randomized, double blind, placebo-controlled, prospective study, which included 200 patients with coronary artery disease (CAD) or with two or more CAD risk factors (aged <underline>&gt;</underline> 65, systemic arterial hypertension, smokers, total cholesterol <underline>&gt;</underline> 240 mg/dl or diabetes), who would be submitted to non-cardiac surgery procedures. The patients were administered atenolol or placebo upon induction of anesthesia until the 7 postoperative stage and were monitored for two years. After this period, the patients who received atenolol managed to survive for longer periods (90% in the atenolol group and 79% in the placebo group; p = 0,019) and, these patients had a smaller number of events (AMI, unstable angina, heart failure and the need for myocardial revascularization): 16 in the atenolol group and 32 in the placebo group (p = 0,008), establishing the benefit of using beta-blockers in these patients. Later, Poldermans et al<sup>6</sup> established the benefit of beta-blockers in a high-risk population that would be submitted to vascular surgeries. One hundred and twelve patients with positive findings on dobutamine ecocardiography and one of the following: age over 70 years, previous AMI, history of heart failure, diabetes or ventricular arrhythmia were randomized to receive bisoprolol, from the previous week until one month after the surgery or conventional treatment. This study had to be early stopped due to a greater mortality of the group without beta-blocker (17% x 3.4%; p = 0,02) and a greater number of AMI (7% x 0%; p &lt; 0.01). </p>
      <p>However, one doubt remained: patients presenting smaller surgery risks would benefit from the use beta-blockers? In 2005, Lindenauer et al<sup>7</sup> conducted a major study of retrospective cohort with 663 635 patients submitted to non-cardiac interventions. Patients were divided into two groups (with x without beta-blocker) and separated by Lee's Revised Cardiac Risk Index. The RCRI is a cardiovascular risk assessment score in which each of the following variables represents one point: presence of CAD, heart failure history, cerebrovascular disease history, diabetes with use of insulin, creatinine greater than 2,0 mg/dl and high risk surgery. For patients with RCRI with 2, 3 or more than 4 points, the beta-blocker reduced mortality levels (number needed to treat 227, 62 and 33, respectively). For patients with RCRI = 1, no benefits were found, but a potential harm to patients with RCRI = 0. It is worth underlining that the study was retrospective, thus restricted to the period of admission, providing timely assessments as to whether the patient received beta-blockers at any time during hospital stay. Because of that, smaller-risk patients may have received beta-blockers for therapy purposes due to some event, but not to prevent perioperative events. Establishing the benefit of beta-blockers in smaller risk patients is very difficult, once this population presents small rates of events, being necessary a large number of patients who should be monitored for a long time until any benefit is found. </p>
      <p>The POISE Study was designed to solve definitely the role of beta-blockers in the perioperative period of non-cardiac surgeries. Approximately 8,000 individuals were randomized to receive metoprolol or placebo. Worth of note is the fact that only elective surgery interventions were analyzed and patients who have already been using beta-blockers, for other reasons, were not included in this study. As far as cardiovascular outcomes are concerned, the POISE study revealed similar outcomes as previous studies: the group receiving metoprolol presented deaths due to cardiac causes and non-fatal infarction significantly smaller than the control group. On the other hand, investigators were startled with the result of the analysis of secondary outcomes: death due to all causes and stroke, which was higher in the metoprolol group. According to the authors, hypotension and bradycardia, more frequent in the metoprolol group, could be responsible for the higher number of complications, especially stroke. The interpretation of these data led POISE investigators to conclude that the use of metoprolol in the perioperative environment is capable of reducing the likelihood of cardiovascular complications, but at a high cost: increase of death or stroke chances. The authors also stated that recommendations related to the use of beta-blockers set out in the guidelines of perioperative treatment should be redesigned. </p>
      <p>Nevertheless, many investigators did not agree on the conclusions found, which did not allow that this study represented the final word on the use of beta-blockers in the perioperative environment. The editorial accompanying the article recommended caution. The authors pointed out problems relating to the choice of metoprolol dose adopted by the POISE Study &#150; 100 mg in the first dose, reaching 200 mg a day; that is, 50% of the maximum dose allowed for this therapy. According to the editorial, this dose is much higher than the one prescribed in previous studies, which could explain hypotension and bradycardia<sup>8</sup>. Additionally, the initial dose is not used in the clinical practice, mainly in patients with ventricular dysfunction or with history of cerebrovascular disease. The analysis of POISE data, including the additional material offered by the authors, available on the website of the magazine, reveals that 625 patients (15%) presented hypotension and 277 (6,6%) presented bradycardia in the metoprolol group. The POISE authors did not explain why only 555 patients had their therapy discontinued. By analyzing these data, we noticed that at least 70 patients continued receiving metoprolol, despite a formal indication of discontinuation, and we do not know the effect on these patients in the secondary outcome (general mortality and stroke)<sup>9</sup>. Although hypotension and bradycardia may represent potentially severe complications, when promptly recognized and treated by discontinuing the beta-blocker and following procedures to increase heart rate and blood pressure, these conditions are not associated to significant increases of complications.</p>
      <p>How to deal with the POISE information, apparently contradictory concerning in-rooted concepts conflicting with the physiopathology of perioperative cardiovascular complications? Once again, with caution. We suggest that the class I recommendations for the use of beta-blockers as set out by the I Guideline on Perioperative Evaluation of the Brazilian Cardiology Society be kept<sup>3</sup>. Beta-blocker must be started before the surgery, at low doses, adjusting this dose according to the patient's heart rate and blood pressure. For patients who have already been treated with beta-blockers, the medication must not be discontinued in the perioperative period. For low and intermediate risk patients, who do not have coronary artery disease and are not using beta-blockers, such therapy must not be prescribed.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Betabloqueadores y operaciones no card&#237;acas: &#191;qu&#233; cambia despu&#233;s del estudio POISE?</article-title>
      </title-group>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Cuidados Perioperatorios</kwd>
        <kwd>Betabloqueadores</kwd>
        <kwd>Operaciones no Card&#237;acas</kwd>
        <kwd>Complicaciones Card&#237;acas</kwd>
        <kwd>Infarto Agudo de Miocardio</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p><undefined id="title-body3"/>Betabloqueadores y operaciones no card&#237;acas: &#191;qu&#233; cambia despu&#233;s del estudio POISE?</p>
      <p>
        <bold>Danielle Menosi Gualandro; Daniela Calderaro; Pai Ching Yu; Andre Coelho Marques; Bruno Caramelli</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - S&#227;o Paulo, SP &#150; Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Cuidados Perioperatorios, Betabloqueadores, Operaciones no Card&#237;acas, Complicaciones Card&#237;acas, Infarto Agudo de Miocardio</p>
      <p>S&#243;lo en el a&#241;o 2007 se realizaron poco m&#225;s de 3 millones de internaciones quir&#250;rgicas en Brasil. Con el aumento de la sobrevida de la poblaci&#243;n, pacientes mayores, con m&#225;s comorbilidades y, por lo tanto de mayor riesgo, est&#225;n siendo operados<sup>1</sup>. La ocurrencia de un infarto agudo de miocardio (IAM) en el postoperatorio tiene alta mortalidad, prolonga el tiempo de internaci&#243;n hospitalaria y aumenta su costo<sup>2</sup>. Por lo tanto, existe la necesidad de implementar estrategias para reducir el &#237;ndice de complicaciones cardiacas postoperatorias. </p>
      <p>En la &#250;ltima d&#233;cada se han utilizado betabloqueadores para la protecci&#243;n card&#237;aca en el perioperatorio, siendo recomendados para pacientes conocidamente card&#237;acos y pacientes con alto riesgo seg&#250;n el algoritmo del <italic>American College of Physicians, </italic>de acuerdo con la I Directriz de Evaluaci&#243;n Perioperatoria de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a (SBC)<sup>3</sup>. No obstante, para pacientes de menor riesgo, este beneficio todav&#237;a no est&#225; establecido. En mayo de 2008, el estudio POISE fue publicado en el <italic>The Lancet,</italic> sugiriendo que los betabloqueadores podr&#237;an ser perjudiciales en el perioperatorio debido a un aumento del n&#250;mero de accidentes vasculares cerebrales (AVC) en pacientes que recibieron betabloqueadores, aunque entre ello haya habido una disminuci&#243;n en el n&#250;mero de IAM<sup>4</sup>. Este estudio caus&#243; pol&#233;mica entre m&#233;dicos, pacientes y periodistas.</p>
      <p>El mecanismo por el cual el betabloqueador reduce eventos card&#237;acos todav&#237;a no est&#225; totalmente aclarado. Se sabe que &#233;ste mejora la relaci&#243;n entre la oferta y el consumo de ox&#237;geno del miocardio por la disminuci&#243;n de la frecuencia card&#237;aca; previene la isquemia; aumenta el llenado de las coronarias en la di&#225;stole; reduce el &#225;rea del IAM; estabiliza las placas coronarias; y aumenta el umbral para fibrilaci&#243;n ventricular en la presencia de isquemia mioc&#225;rdica.</p>
      <p>A&#250;n en la d&#233;cada de 1990, Mangano et al.<sup>5</sup> publicaron el primer estudio prospectivo, aleatorio, doble ciego y controlado por placebo, que incluy&#243; 200 pacientes con enfermedad arterial coronaria (EAC) conocida o con dos o m&#225;s factores de riesgo para EAC (edad <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, tabaquismo, colesterol total <underline>&gt;</underline> 240 mg/dl o diabetes), y que ser&#237;an sometidos a procedimientos quir&#250;rgicos no card&#237;acos. Los pacientes recibieron atenolol o placebo en la inducci&#243;n anest&#233;sica hasta el 7&#186; postoperatorio y tuvieron seguimiento por dos a&#241;os. Despu&#233;s de este per&#237;odo, los pacientes que recibieron atenolol presentaron mayor sobrevida (90% en el grupo atenolol y 79% en el grupo placebo, p = 0,019) y menor n&#250;mero de eventos (IAM, angina inestable, insuficiencia card&#237;aca y necesidad de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica): 16 en el grupo atenolol y 32 en el grupo placebo (p = 0,008), estableciendo el beneficio del uso de los betabloqueadores en esta poblaci&#243;n. A seguir, Poldermans et al.<sup>6</sup> establecieron el beneficio de los betabloqueadores en una poblaci&#243;n de alto riesgo que ser&#237;a sometida a cirug&#237;as vasculares. Ciento doce pacientes con ecocardiograma con estr&#233;s con dobutamina positivo para isquemia mioc&#225;rdica y edad &gt; 70 a&#241;os, angina, IAM previo, historia de insuficiencia card&#237;aca, diabetes o arritmia ventricular fueron randomizados para recibir bisoprolol, desde la semana anterior hasta un mes despu&#233;s de la operaci&#243;n o tratamiento convencional. Este estudio debi&#243; ser interrumpido precozmente debido a una mayor mortalidad del grupo sin betabloqueador 17% x 3,4%; p = 0,02) y mayor n&#250;mero de IAM (7% x 0%; p &lt; 0,01). </p>
      <p>Sin embargo, todav&#237;a restaba una duda: si para pacientes de menor riesgo quir&#250;rgico la utilizaci&#243;n de betabloqueadores tambi&#233;n ser&#237;a ben&#233;fica. En 2005, Lindenauer et al.<sup>7</sup> realizaron un gran estudio de cohorte retrospectivo con 663.635 pacientes que fueron sometidos a intervenciones no card&#237;acas. Los pacientes fueron divididos en dos grupos (con x sin betabloqueador) y separados por el &#237;ndice card&#237;aco revisado de Lee (RCRI). El RCRI es un score para evaluaci&#243;n de riesgo cardiovascular en el cual cada una de las siguientes variables cuenta un punto: presencia de EAC, historia de insuficiencia card&#237;aca, historia de enfermedad cerebrovascular, diabetes en uso de insulina, creatinina mayor que 2,0 mg/dl y cirug&#237;a de alto riesgo. Para pacientes con RCRI con 2, 3 o m&#225;s de 4 puntos, el betabloqueador redujo la mortalidad (n&#250;mero necesario para tratar de 227, 62 y 33, respectivamente). Ya para pacientes con RCRI = 1, no hubo beneficio, y un potencial maleficio para pacientes con RCRI = 0. Cabe destacar que el estudio era retrospectivo, restringido al per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n y que evaluaba puntualmente si el paciente recibi&#243; o no betabloqueador en cualquier momento de la internaci&#243;n. Por eso, puede ser que los pacientes de menor riesgo hayan recibido betabloqueadores con indicaci&#243;n terap&#233;utica debido a alg&#250;n evento, y no para prevenci&#243;n de eventos perioperatorios. Establecer el beneficio de betabloqueadores en pacientes de menor riesgo es muy dif&#237;cil porque &#233;sta es una poblaci&#243;n con bajos &#237;ndices de eventos, siendo necesario un gran n&#250;mero de pacientes que deber&#237;an ser seguidos por un largo tiempo hasta ser detectado alg&#250;n beneficio. </p>
      <p>El estudio POISE fue dise&#241;ado para resolver de una vez por todas el papel de los betabloqueadores en el perioperatorio de operaciones no card&#237;acas. Aproximadamente 8.000 individuos fueron randomizados para recibir metoprolol o placebo. Es importante resaltar que s&#243;lo se analizaron las intervenciones quir&#250;rgicas electivas y pacientes que ya usaban betabloqueador, por otras razones, no fueron incluidos en este estudio. Con relaci&#243;n a los desenlaces cardiovasculares, el POISE revel&#243; resultados similares a los estudios anteriores. El grupo que recibi&#243; metoprolol present&#243; incidencia de muerte de causa card&#237;aca e infarto no fatal significativamente menor que el grupo control. Por otro lado, llam&#243; la atenci&#243;n de los investigadores el resultado del an&#225;lisis de los desenlaces secundarios: muerte por diversas causas y AVC, que fue mayor en el grupo metoprolol. Seg&#250;n los autores, hipotensi&#243;n y bradicardia, m&#225;s frecuentes en el grupo que recibi&#243; metoprolol, habr&#237;an sido las responsables por la mayor ocurrencia de complicaciones, en especial AVC. La interpretaci&#243;n de estos datos hizo que los investigadores del POISE concluyeran que el uso del metoprolol en el ambiente perioperatorio es capaz de reducir la chance de complicaciones cardiovasculares, pero a un costo muy elevado. Aumento de la chance de muerte o de AVC. Los autores del trabajo agregaron que las recomendaciones relativas al uso de betabloqueadores contenidas en las directrices de tratamiento perioperatorio deber&#237;an ser reformuladas.</p>
      <p>No obstante, las conclusiones del POISE no fueron compartidas por muchos investigadores, lo que no permiti&#243; que el estudio representara la palabra final sobre el uso de betabloqueadores en el perioperatorio. El editorial que acompa&#241;a el art&#237;culo recomend&#243; cautela. Los autores se&#241;alaron problemas con relaci&#243;n a la selecci&#243;n de la dosis de metoprolol adoptada por el estudio POISE &#151; 100 mg en la primera dosis, alcanzando 200 mg por d&#237;a, o sea, el 50% de la dosis m&#225;xima permitida para este medicamento. Seg&#250;n el editorial, esta dosis es mucho m&#225;s alta que la utilizada en estudios anteriores, lo que podr&#237;a explicar la ocurrencia de hipotensi&#243;n y bradicardia<sup>8</sup>. Adem&#225;s de ello, la dosis inicial no se utiliza en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, sobre todo en pacientes con disfunci&#243;n ventricular o con historia de enfermedad cerebrovascular. De hecho, el an&#225;lisis de los datos del POISE, incluyendo el material adicional ofrecido por los autores y disponible en el site de la revista, revela que 625 pacientes (15%) presentaron hipotensi&#243;n y 277 (6,6%) presentaron bradicardia en el grupo metoprolol. Los autores del POISE no explicaron por qu&#233; s&#243;lo en 555 pacientes no se continu&#243; con la medicaci&#243;n del estudio. Al analizar estos datos, observamos que por lo menos 70 pacientes continuaron recibiendo metoprolol, a pesar de un indicaci&#243;n formal para su interrupci&#243;n, y no sabemos el efecto en estos pacientes en el desenlace secundario (mortalidad general y AVC)<sup>9</sup>. Hipotensi&#243;n y bradicardia, aunque puedan representar complicaciones potencialmente graves, cuando son reconocidas y tratadas prontamente por medio de suspensi&#243;n del betabloqueador y siguiendo medidas para elevaci&#243;n de la frecuencia card&#237;aca y de la presi&#243;n arterial, no est&#225;n asociadas a elevaciones significativas de &#237;ndices de complicaciones.</p>
      <p>&#191;C&#243;mo tratar entonces las informaciones del POISE, aparentemente contradictorias en relaci&#243;n a conceptos arraigados y en conflicto con la fisiopatolog&#237;a de las complicaciones cardiovasculares perioperatorias? Una vez m&#225;s, con cautela. Sugerimos que las recomendaciones clase I para uso de betabloqueadores de la I Directriz de Evaluaci&#243;n Perioperatoria de la SBC deben ser mantenidas<sup>3</sup>. El betabloqueador debe ser iniciado antes de la operaci&#243;n, en dosis bajas, con ajuste de esta dosis seg&#250;n la frecuencia card&#237;aca y presi&#243;n arterial del paciente. Para pacientes que ya utilizan el betabloqueador, la medicaci&#243;n no debe suspenderse en el perioperatorio. Ya para pacientes de riesgo bajo e intermedio, que son presentan coronariopat&#237;as y no hacen uso de betabloqueador, tal medicaci&#243;n no debe ser utilizada.</p>
      <p>Potencial Conflicto de Intereses</p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>Fuentes de Financiaci&#243;n</p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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  </sub-article>
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