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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="other">00018</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001100018</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001100018</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica: resultados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>5</issue>
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      <lpage>560</lpage>
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          <day>01</day>
          <month>10</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>16</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio (CRM) &#233; a cirurgia card&#237;aca mais frequentemente praticada no pa&#237;s, sendo a maior parte realizada pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). OBJETIVO: Avaliar os resultados da CRM, n&#227;o associada a outros procedimentos. M&#201;TODOS: Analisaram-se as informa&#231;&#245;es do banco de dados SIH/DATASUS, disponibilizado on-line. Esse banco de dados cont&#233;m informa&#231;&#245;es relativas a: sexo, idade, perman&#234;ncia hospitalar, valor da autoriza&#231;&#227;o de interna&#231;&#227;o hospitalar (AIH), n&#250;mero de cirurgias realizadas por hospital e mortalidade hospitalar. Avaliaram-se apenas as CRM realizadas sem procedimentos associados. RESULTADOS: Entre 2005 e 2007 foram realizadas 63.529 cirurgias em 191 hospitais. Foram exclu&#237;dos 16 hospitais de muito baixo volume cir&#250;rgico, restando 63.272 cirurgias para an&#225;lise final. A mortalidade hospitalar total foi de 6,22%, sendo maior nos hospitais de pequeno volume do que nos de grande volume (&gt; 300 cirurgias no per&#237;odo), 7,29% versus 5,77% (p&lt;0,001). A m&#233;dia de perman&#234;ncia hospitalar foi de 12 dias, n&#227;o havendo diferen&#231;a entre os de pequeno (12,08&#177;5,52) e de grande volume (12,15&#177;7,70). O g&#234;nero masculino teve menor mortalidade do que o feminino, 5,20% versus 8,25% (p&lt;0,001), assim como os mais jovens quando comparados com os idosos (&gt; 65 anos), 4,21% versus 9,36% (p&lt;0,001). Encontrou-se uma pequena varia&#231;&#227;o no valor da AIH entre a regi&#227;o Sul, R$ 7.214,63 e Nordeste, R$ 6.572,03 (p&lt;0,01). A distribui&#231;&#227;o regional de cirurgias foi desigual, Sul e Sudeste concentram 77% delas. CONCLUS&#195;O: A CRM realizada pelo SUS tem mortalidade maior nos hospitais de baixo volume, nas mulheres e nos idosos. Futuros estudos prospectivos se fazem necess&#225;rios.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>avalia&#231;&#227;o de risco</kwd>
        <kwd>qualidade da assist&#234;ncia &#225; sa&#250;de</kwd>
        <kwd>administra&#231;&#227;o em sa&#250;de</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica. Resultados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</p>
    <p>
      <bold>Leopoldo S. Piegas; Ol&#237;mpio J. Nogueira V. Bittar; Nagib Haddad</bold>
    </p>
    <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio (CRM) &#233; a cirurgia card&#237;aca mais frequentemente praticada no pa&#237;s, sendo a maior parte realizada pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar os resultados da CRM, n&#227;o associada a outros procedimentos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Analisaram-se as informa&#231;&#245;es do banco de dados SIH/DATASUS, disponibilizado on-line. Esse banco de dados cont&#233;m informa&#231;&#245;es relativas a: sexo, idade, perman&#234;ncia hospitalar, valor da autoriza&#231;&#227;o de interna&#231;&#227;o hospitalar (AIH), n&#250;mero de cirurgias realizadas por hospital e mortalidade hospitalar. Avaliaram-se apenas as CRM realizadas sem procedimentos associados. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Entre 2005 e 2007 foram realizadas 63.529 cirurgias em 191 hospitais. Foram exclu&#237;dos 16 hospitais de muito baixo volume cir&#250;rgico, restando 63.272 cirurgias para an&#225;lise final. A mortalidade hospitalar total foi de 6,22%, sendo maior nos hospitais de pequeno volume do que nos de grande volume (<underline>&gt;</underline> 300 cirurgias no per&#237;odo), 7,29% versus 5,77% (p&lt;0,001). A m&#233;dia de perman&#234;ncia hospitalar foi de 12 dias, n&#227;o havendo diferen&#231;a entre os de pequeno (12,08&#177;5,52) e de grande volume (12,15&#177;7,70). O g&#234;nero masculino teve menor mortalidade do que o feminino, 5,20% versus 8,25% (p&lt;0,001), assim como os mais jovens quando comparados com os idosos (<underline>&gt;</underline> 65 anos), 4,21% versus 9,36% (p&lt;0,001). Encontrou-se uma pequena varia&#231;&#227;o no valor da AIH entre a regi&#227;o Sul, R$ 7.214,63 e Nordeste, R$ 6.572,03 (p&lt;0,01). A distribui&#231;&#227;o regional de cirurgias foi desigual, Sul e Sudeste concentram 77% delas. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A CRM realizada pelo SUS tem mortalidade maior nos hospitais de baixo volume, nas mulheres e nos idosos. Futuros estudos prospectivos se fazem necess&#225;rios.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica / mortalidade, avalia&#231;&#227;o de risco, qualidade da assist&#234;ncia &#225; sa&#250;de, administra&#231;&#227;o em sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p> Apesar dos avan&#231;os da terap&#234;utica cl&#237;nica e das interven&#231;&#245;es percut&#226;neas, a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio ainda &#233; bastante utilizada no tratamento de pacientes com insufici&#234;ncia coron&#225;ria.</p>
    <p>O Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) &#233; um dos maiores sistemas p&#250;blicos de sa&#250;de no mundo, tendo sido respons&#225;vel por 11.315.333 interna&#231;&#245;es no ano de 2007, para uma popula&#231;&#227;o de 189.335.187 de indiv&#237;duos, resultando um percentual de interna&#231;&#245;es de 6% da popula&#231;&#227;o, sem levar em considera&#231;&#227;o que 21,07% dessa popula&#231;&#227;o possui cobertura de um plano privado de sa&#250;de<sup>1</sup>.</p>
    <p>Das diversas cirurgias card&#237;acas realizadas pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), a mais frequente &#233; a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM), realizada por mais de uma centena de equipes, tanto em hospitais p&#250;blicos como em filantr&#243;picos ou privados.</p>
    <p>Estima-se que o SUS seja respons&#225;vel por 80% das CRM praticadas no pa&#237;s, sendo as mesmas cadastradas para fins de ressarcimento dos custos aos hospitais prestadores de servi&#231;o. Os dados s&#227;o auditados e os valores da Autoriza&#231;&#227;o de Interna&#231;&#227;o Hospitalar (AIH), perman&#234;ncia hospitalar e mortalidade, entre outros, est&#227;o dispon&#237;veis para consulta p&#250;blica no banco de dados do Banco de Dados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (DATASUS). Os mesmos dados relativos &#224;s cirurgias realizadas pelo Sistema de Medicina Suplementar ou pelo Sistema Privado, n&#227;o est&#227;o dispon&#237;veis, at&#233; o momento, para consulta<sup>2</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &#233; avaliar os resultados da CRM para medir a qualidade dos servi&#231;os prestados pelo SUS, utilizando-se as seguintes vari&#225;veis dispon&#237;veis no sistema: sexo, idade, regi&#227;o geogr&#225;fica, n&#250;mero de opera&#231;&#245;es realizadas, perman&#234;ncia e gastos hospitalares.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p> Os dados analisados da CRM foram obtidos por interm&#233;dio do Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares (SIH) do SUS, denominado SIH/DATASET<sup>3</sup>. Essa base de dados &#233; operada pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, auditada, reunindo informa&#231;&#245;es da interna&#231;&#227;o de cada paciente admitido para tratamento hospitalar, servindo tamb&#233;m para controle do pagamento das despesas dos hospitais prestadores de servi&#231;o.</p>
    <p> Foram considerados para an&#225;lise os dados relativos aos anos de 2005, 2006 e 2007, por serem os mais recentes dispon&#237;veis e expressarem as indica&#231;&#245;es e t&#233;cnicas cir&#250;rgicas atualmente empregadas.</p>
    <p>A CRM foi avaliada nos casos em que foi empregada como procedimento isolado, excluindo-se aqueles em que se tenha utilizado procedimentos cir&#250;rgicos associados (pr&#243;teses e plastias valvares, corre&#231;&#227;o de aneurismas e endarterectomia de car&#243;tidas). Assim, na classifica&#231;&#227;o de procedimentos empregada pelo SUS, foram selecionados os c&#243;digos 48010073 (CRM com uso de extracorp&#243;rea), 48010081 (CRM com uso de extracorp&#243;rea com dois ou mais enxertos), 48010090 (CRM sem uso de extracorp&#243;rea), 48010103 (CRM sem uso de extracorp&#243;rea com dois ou mais enxertos), ou seja, apenas aqueles que caracterizam procedimentos isolados empregados para revascularizar o mioc&#225;rdio, com ou sem emprego de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea. </p>
    <p>Para verificarem-se as diferen&#231;as entre hospitais com grande e pequeno volume de produ&#231;&#227;o, foram criados dois grupos, excluindo-se aqueles de muito baixa produ&#231;&#227;o, isto &#233;, n&#227;o mais do que uma cirurgia mensal nos tr&#234;s anos. Definiu-se como grande volume aqueles que realizaram anualmente 100 ou mais CRMs isoladas. Assim agrupados, foram definidos de 37 a 299 CRMs, pequeno volume, e de 300 ou mais cirurgias, grande volume. Foram exclu&#237;dos 16 hospitais com menos de 36 cirurgias nos tr&#234;s anos estudados (257 cirurgias, 0,40% do total). </p>
    <p>O n&#250;mero de CRMs com procedimentos associados, n&#227;o analisados neste estudo, foi de 6.256, representando 8,96% do total de CRMs.</p>
    <p>Analisaram-se ainda os resultados conforme o g&#234;nero e a idade, valores de reembolso de gastos hospitalares (valor da AIH) e perman&#234;ncia hospitalar dos pacientes.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis qualitativas s&#227;o apresentadas em porcentagens e as compara&#231;&#245;es foram realizadas pelo teste de &#967;<sup>2 </sup>(qui-quadrado). Para as vari&#225;veis quantitativas, foram calculadas m&#233;dias, desvios padr&#227;o, valores m&#237;nimos e m&#225;ximos. As compara&#231;&#245;es de duas m&#233;dias foram feitas com o teste t de Student ou o teste n&#227;o param&#233;trico de Mann- Whitney, quando necess&#225;rio. </p>
    <p>Para a compara&#231;&#227;o simult&#226;nea de v&#225;rias m&#233;dias, foi realizada a an&#225;lise de vari&#226;ncia a um crit&#233;rio e o teste de Scheff&#233; para as compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas. Quando indicado, foi utilizado o teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis para essas compara&#231;&#245;es. Foi estipulado o n&#237;vel de signific&#226;ncia p&lt; 0,05. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>No Brasil, nos anos de 2005, 2006 e 2007, foram realizadas pelo SUS 63.529 CRMs isoladas (2005 &#8209; 20.337 pacientes; 2006 &#8209; 21.848 pacientes; 2007 &#8209; 21.344 pacientes) em 191 hospitais. Pelas exclus&#245;es realizadas, restaram para an&#225;lise 63.272 CRMs isoladas realizadas em 175 hospitais. A mortalidade hospitalar global encontrada foi de 6,22%. Neste per&#237;odo de tr&#234;s anos, 55 (30%) hospitais fizeram mais de 300 CRMs isoladas, num total de 44.539 (70%) das cirurgias realizadas.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> mostra a mortalidade durante a interna&#231;&#227;o hospitalar conforme o volume, pequeno ou grande, de cirurgias realizadas no per&#237;odo. Observa-se uma maior mortalidade nos hospitais de pequeno volume, mais numerosos, e que realizam 30% das cirurgias, 7,29% versus 5,77% (p&lt;0,001), respectivamente. Nos hospitais de grande volume, a mortalidade hospitalar variou de 1,91 a 19,13% (<xref ref-type="fig" rid="a18fig01">figura 1</xref>), j&#225; naqueles de baixo volume (120 hospitais com 18.733 cirurgias) variou de 0,00 a 35,71 (m&#233;dia de 7,29%).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a18fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref> mostra a mortalidade hospitalar nas diferentes regi&#245;es do pa&#237;s. As diferen&#231;as encontradas s&#227;o estatisticamente significantes (p&lt;0,001), destacando-se a diferen&#231;a entre a maior porcentagem de &#243;bitos na Regi&#227;o Centro-Oeste e o menor valor correspondente na Regi&#227;o Nordeste.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref> apresenta a mortalidade conforme o g&#234;nero e a idade dos pacientes operados. O g&#234;nero masculino tem menor mortalidade do que o feminino; 5,20% versus 8,25% (p&lt;0,001), assim como os mais jovens (0 a 64 anos) quando comparados com os idosos (<underline>&gt;</underline> 65 anos); 4,21% versus 9,36% (p&lt;0,001).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref> observa-se a m&#233;dia de perman&#234;ncia hospitalar em dias e o valor m&#233;dio da AIH em reais, conforme a regi&#227;o fisiogr&#225;fica. As diferen&#231;as entre as m&#233;dias de perman&#234;ncia n&#227;o foram estatisticamente significantes (p&gt;0,05). J&#225; as diferen&#231;as entre os valores m&#233;dios da AIH foram estatisticamente significantes na compara&#231;&#227;o das regi&#245;es Sul e Nordeste, respectivamente R$ 7.214,63 versus R$ 6.572,03 (p&lt;0,01). </p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab05">tabela 5</xref> &#233; feita a compara&#231;&#227;o entre a m&#233;dia de perman&#234;ncia, em dias, e o valor m&#233;dio da AIH de acordo com volume de cirurgias dos hospitais, observando-se que a diferen&#231;a n&#227;o &#233; significante em qualquer das vari&#225;veis.</p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Entretanto, observa-se na <xref ref-type="table" rid="tab06">tabela 6</xref>, na compara&#231;&#227;o entre hospitais p&#250;blicos e privados com grande volume de CRMs isoladas, no que se refere &#224; m&#233;dia de perman&#234;ncia e o valor m&#233;dio da AIH, uma diferen&#231;a significante entre as m&#233;dias de perman&#234;ncia; 16,54 versus 11,40 dias (p&lt;0,01), diferen&#231;a essa n&#227;o observada entre os valores m&#233;dios da AIH; R$ 6.990,16 versus R$ 6.864,74 (p&gt;0,05), respectivamente.</p>
    <table-wrap id="tab06">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab07">tabela 7</xref> mostra a rela&#231;&#227;o entre o n&#250;mero de cirurgias realizadas e a popula&#231;&#227;o das cinco regi&#245;es do pa&#237;s. No Brasil, foram realizadas 34 CRMs isoladas por 100.000 habitantes. Observa-se uma grande diferen&#231;a entre o n&#250;mero de procedimentos realizados em cada regi&#227;o, sendo a mais favorecida a Regi&#227;o Sul, 60/100.000, e a mais desfavorecida a Regi&#227;o Norte, com 9/100.000 cirurgias por habitante respectivamente. </p>
    <table-wrap id="tab07">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt07.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o </bold>
    </p>
    <p>As informa&#231;&#245;es de cada cirurgia, obrigat&#243;rias e auditadas, s&#227;o armazenadas e centralizadas num sistema nacional informatizado operado pelo Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares do SUS. Para padronizar o tratamento, foram analisadas apenas as CRMs isoladas, procedimento padr&#227;o para o grupo.</p>
    <p>No Brasil, 79,03%<sup>1</sup> da popula&#231;&#227;o est&#225; coberta pelo SUS para tratamento m&#233;dico. A maioria dos procedimentos de alta complexidade &#233; realizada sob os ausp&#237;cios desse sistema. Por ser um sistema administrativo utilizado para faturamento, seu banco de dados carece de informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas tais como: fatores de risco, comorbidades, indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica, exame f&#237;sico e complica&#231;&#245;es hospitalares, entre outras. Por outro lado, o grande n&#250;mero de cirurgias realizadas e os dados b&#225;sicos dos pacientes internados ali contidos &#8209; entre eles: idade, sexo, mortalidade hospitalar e volume de cirurgias por hospital &#8209;, constituem um confi&#225;vel banco de dados para uma an&#225;lise dos resultados obtidos por hospital, por regi&#227;o, por seu total ou outro agrupamento que se queira avaliar. &#201; de se esperar que o volumoso n&#250;mero de cirurgias analisadas uniformize eventuais desvios que possam ser encontradas em estudos menores. </p>
    <p>No ano de 2007, &#250;ltimo dos tr&#234;s anos analisados, encontrou-se uma pequena redu&#231;&#227;o no n&#250;mero de cirurgias, talvez por conta das cifras ascendentes de interven&#231;&#245;es coron&#225;rias percut&#226;neas. </p>
    <p>A mortalidade de 6,22%, no total de 63.272 pacientes deste estudo, foi maior que a de outros pa&#237;ses, embora semelhante &#224; relatada por Ribeiro e cols. no per&#237;odo de 2003 a 2004 utilizando o mesmo banco de dados (SIH/DATASUS)<sup>4</sup>. O autor encontrou 7% de mortalidade em 65.716 pacientes submetidos &#224; cirurgia de coron&#225;ria (o trabalho incluiu tamb&#233;m cirurgias coron&#225;rias com outros procedimentos associados). Mesquita e cols.<sup>5</sup>, numa pequena s&#233;rie, avaliaram 144 pacientes consecutivos submetidos &#224; CRM isolada em um hospital do Rio de Janeiro, observando ser de 4,9% a mortalidade operat&#243;ria<sup>5</sup>. O <italic>Adult Cardiac Surgery in New York State 2003 &#150; 2005 </italic>relata uma mortalidade hospitalar em 30 dias de 2,14% em 40.429 pacientes submetidos &#224; cirurgia coron&#225;ria isolada, e que foram operados e tiveram alta entre 2003 e 2005<sup>6</sup>. Nesse relato as mortalidades por hospital variaram entre 0,76 e 4,01%. A mortalidade no ano de 1995 em 11.731 pacientes submetidos &#224; cirurgia coron&#225;ria isolada em seis pa&#237;ses participantes do projeto volunt&#225;rio <italic>European System for Cardiac Risk Evaluation (EuroSCORE)</italic> foi a seguinte: Alemanha 2,4%; Reino Unido 3,7%; Espanha 6,8%; Finl&#226;ndia 1,5%; Fran&#231;a 3,2% e It&#225;lia 2,4%; com uma m&#233;dia de 3,4%<sup>7</sup>. Em um estudo retrospectivo com 3.670 pacientes consecutivamente submetidos &#224; CRM isolada em um hospital do Estado de Nova Iorque, foi relatada uma taxa de mortalidade hospitalar de 2,7%<sup>8</sup>. Apesar das limita&#231;&#245;es na compara&#231;&#227;o de diferentes s&#233;ries que t&#234;m em comum uma mesma cirurgia, observa-se uma mortalidade mais baixa nas s&#233;ries realizadas na Europa e nos Estados Unidos do que nas relatadas no Brasil.</p>
    <p>Embora hospitais que realizam um pequeno volume de cirurgias possam ter um bom resultado, habitualmente existe uma rela&#231;&#227;o entre o menor volume de cirurgias e uma maior mortalidade<sup>9</sup>. Na CRM, um volume inferior a 100 cirurgias ano costuma associar-se a uma maior mortalidade<sup>10</sup>. Neste trabalho, mesmo o grupo de hospitais com maior volume apresenta diferen&#231;as de resultados, diferen&#231;as estas que necessitam futuramente ser mais bem analisadas. Uma das explica&#231;&#245;es passa pela presen&#231;a de v&#225;rias equipes trabalhando em um mesmo hospital.</p>
    <p>Tamb&#233;m em trabalhos semelhantes, a mortalidade foi maior no g&#234;nero feminino e no grupo mais idoso<sup>11,12</sup>. As mulheres, quando apresentam aterosclerose coron&#225;ria, costumam ter um comprometimento mais difuso das les&#245;es na parede do vaso (que costumam ter um menor calibre) e consequentemente uma forma mais grave da doen&#231;a. Amato e cols., estudando 2.032 pacientes, 69% homens e 31% mulheres, encontraram 4,9% &#243;bitos para os homens e 6,3% para as mulheres<sup>13</sup>.</p>
    <p>A perman&#234;ncia hospitalar n&#227;o variou entre as diferentes regi&#245;es. Entretanto, foi maior nos hospitais p&#250;blicos de grande movimento cir&#250;rgico, quando comparados com os hospitais privados. Isso pode refletir uma melhor gest&#227;o administrativa e/ou maior financiamento e autonomia dos hospitais privados.</p>
    <p>O valor da AIH sofreu pequena varia&#231;&#227;o regional. Foi menor na Regi&#227;o Nordeste quando comparada com a Regi&#227;o Sul. No Brasil, costuma-se utilizar o valor m&#233;dio da AIH para avaliar custos de interna&#231;&#227;o, por&#233;m isso representa muito pouco em termos de informa&#231;&#227;o para estudos de financiamento, j&#225; que significa o pagamento de um pacote pouco el&#225;stico na sua composi&#231;&#227;o ao inv&#233;s da aloca&#231;&#227;o correta de recursos para encontro do custo real do procedimento. A AIH n&#227;o reflete o custo real do procedimento, mas sim o reembolso em valores previamente fixados pelos servi&#231;os executados. Haddad e cols., em estudo recente<sup>14</sup>, mostraram que a remunera&#231;&#227;o paga pelo SUS &#233; inferior ao custo real da cirurgia, mesmo em hospitais p&#250;blicos onde este &#233; parcialmente subsidiado por alguma esfera de governo. Raros s&#227;o os estudos relativos a custos dos procedimentos. </p>
    <p>Nota-se grande disparidade na rela&#231;&#227;o do n&#250;mero de cirurgias realizadas por n&#250;mero de habitantes nas diferentes regi&#245;es. Existe uma n&#237;tida liga&#231;&#227;o com o desenvolvimento socioecon&#244;mico da regi&#227;o, o Sul e o Sudeste concentram o maior n&#250;mero de opera&#231;&#245;es por habitantes quando comparados com o Norte e o Nordeste. As Regi&#245;es Sul e Sudeste responderam por 77% das cirurgias realizadas. Isso est&#225; de acordo com o maior n&#250;mero de leitos e hospitais especializados dispon&#237;veis nessas regi&#245;es, o que explica a enorme disparidade regional. As mortalidades foram semelhantes, embora tenha se observado uma pequena diferen&#231;a favorecendo a Regi&#227;o Nordeste, quando confrontada com a Regi&#227;o Centro-Oeste. </p>
    <p>Tamb&#233;m, alguns pa&#237;ses da Europa, como Reino Unido, Espanha, Finl&#226;ndia e Fran&#231;a, apresentam rela&#231;&#227;o desigual no n&#250;mero de cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica por 100.000 habitantes, respectivamente, de 44,4, 16,2, 92,1 e 40,8<sup>15</sup>.</p>
    <p>Logicamente, s&#227;o in&#250;meras as vari&#225;veis que interferem no sucesso das CRMs, entre elas: se a cirurgia &#233; realizada em regime de urg&#234;ncia/emerg&#234;ncia; a presen&#231;a de fatores de risco como obesidade; morbidades associadas; n&#250;mero de art&#233;rias doentes; fun&#231;&#227;o ventricular reduzida; complica&#231;&#245;es p&#243;s-operat&#243;rias; volume de cirurgias realizadas pela equipe e a infra-estrutura hospitalar, situa&#231;&#245;es em que o risco se torna mais elevado, revelando a complexidade de estudos desse porte. </p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es </bold>
    </p>
    <p>A principal limita&#231;&#227;o deste estudo &#233; a de n&#227;o contar com as informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas dos pacientes submetidos &#224; cirurgia. N&#227;o apenas a idade e o g&#234;nero s&#227;o respons&#225;veis pelos resultados das opera&#231;&#245;es, mas tamb&#233;m a situa&#231;&#227;o em que esta foi realizada e o estado do paciente. A falta dessas informa&#231;&#245;es impede o ajuste da mortalidade pela gravidade dos pacientes.</p>
    <p>Al&#233;m disso, a atua&#231;&#227;o de v&#225;rias equipes cir&#250;rgicas em um mesmo hospital, nem sempre com resultados iguais, &#233; outro fator que pode influenciar nos resultados.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Este estudo, que analisou as cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica isoladas realizadas pelo SUS no per&#237;odo de 2005 a 2007, mostra uma mortalidade hospitalar mais elevada nos hospitais com menor volume de cirurgias, em mulheres e em idosos. A mortalidade foi mais elevada do que a observada em alguns pa&#237;ses, por&#233;m igual &#224; de outros. Essa compara&#231;&#227;o fica dificultada pela falta das vari&#225;veis clinicas e ajustes de risco no banco de dados consultado. Trabalhos prospectivos futuros dever&#227;o levar em conta esses fatores.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Leopoldo S. Piegas </p>
        <p> Av Dr. Dante Pazzanese, 500 - 12&#186; andar &#150; Ibirapuera </p>
        <p> 04012909 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="lpiegas@cardiol.br">lpiegas@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="idpc@sti.com.br">idpc@sti.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 01/10/08; revisado recebido em 30/10/08; aceito em 16/12/08. </p>
  </body>
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          <article-title>Resultados imediatos da cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica: compara&#231;&#227;o entre homens e mulheres</article-title>
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          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Myocardial revascularization surgery (MRS): results from National Health System (SUS)</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Myocardial revascularization surgery (MRS) is the most common surgery in this country, with most being performed through the National Health System(SUS). OBJECTIVES: To assess MRS results when not associated to other procedures. METHODS: The information from the Hospital Information System (SIH/DATASUS) made available online was submitted to analysis. The data include information on gender, age, hospital stay period, hospital admission authorization (AIH) costs, number of surgeries at each hospital, and in-hospital mortality rate. Only MRS with no associated procedures were analyzed. RESULTS: A total of 63,529 surgeries were performed in the period between 2005 and 2007 at 191 hospitals. Sixteen hospitals reporting very low surgery volume were excluded. The remaining total number of surgeries came down to 63,272 for the final analysis. In-hospital mortality rate was 6.22%, with small surgery volume hospitals reporting higher rate than high volume hospitals (&#8805;300 surgeries in the time period under study), 7.29% versus 5.77% (p&lt;0.001). Average hospital stay time length was 12 days, with no difference having been reported between low (12.08&#177;5.52) and high volume (12.15&#177;7.70) hospitals. Males reported lower mortality rate than females - 5.20% versus 8.25% (p&lt;0.001), similarly to younger individuals when compared to the elderly (&#8805; 65 years of age), 4.21% versus 9.36% (p&lt;0.001). A slight variation was observed in AIH values between the Southern Region (R$ 7.214,63 - approximately US$ 3,600.00) and the Northeastern Region (R$ 6.572,03 - approximately US$ 3,280.00) (p&lt;0.01). Regional distribution of surgeries was not comparable in all regions in the country, with Southern and Southeastern Regions having reported 77% of them. CONCLUSION: MRS performed by SUS has reported high mortality rate in low volume hospitals, among women, and among the elderly. Future prospective studies are deemed to be necessary.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Myocardial revascularization</kwd>
        <kwd>risk assessment</kwd>
        <kwd>quality of health care</kwd>
        <kwd>health administration</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="txt-body2"/>Myocardial revascularization surgery (MRS). Results from National Health System (SUS)</p>
      <p>
        <bold>Leopoldo S. Piegas; Ol&#237;mpio J Nogueira V Bittar; Nagib Haddad</bold>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Myocardial revascularization surgery (MRS) is the most common surgery in this country, with most being performed through the National Health System(SUS).</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To assess MRS results when not associated to other procedures.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The information from the Hospital Information System (SIH/DATASUS) made available online was submitted to analysis. The data include information on gender, age, hospital stay period, hospital admission authorization (AIH) costs, number of surgeries at each hospital, and in-hospital mortality rate. Only MRS with no associated procedures were analyzed.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> A total of 63,529 surgeries were performed in the period between 2005 and 2007 at 191 hospitals. Sixteen hospitals reporting very low surgery volume were excluded. The remaining total number of surgeries came down to 63,272 for the final analysis. In-hospital mortality rate was 6.22%, with small surgery volume hospitals reporting higher rate than high volume hospitals (<underline>&gt;</underline>300 surgeries in the time period under study), 7.29% versus 5.77% (p&lt;0.001). Average hospital stay time length was 12 days, with no difference having been reported between low (12.08&#177;5.52) and high volume (12.15&#177;7.70) hospitals. Males reported lower mortality rate than females - 5.20% versus 8.25% (p&lt;0.001), similarly to younger individuals when compared to the elderly (<underline>&gt;</underline> 65 years of age), 4.21% versus 9.36% (p&lt;0.001). A slight variation was observed in AIH values between the Southern Region (R$ 7.214,63 - approximately US$ 3,600.00) and the Northeastern Region (R$ 6.572,03 &#150; approximately US$ 3,280.00) (p&lt;0.01). Regional distribution of surgeries was not comparable in all regions in the country, with Southern and Southeastern Regions having reported 77% of them.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> MRS performed by SUS has reported high mortality rate in low volume hospitals, among women, and among the elderly. Future prospective studies are deemed to be necessary. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Myocardial revascularization / mortality; risk assessment; quality of health care; health administration. </p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Despite the advances brought by clinical therapeutics and PCI, myocardial revascularization surgery is still quite widely used to treat coronary failure patients. </p>
      <p>SUS is one of the largest health care systems in the world, having reported 11,315,333 hospital admissions in 2007 for the total Brazilian population (189,335,187) &#150; a 6% admission rate. It should be pointed out that 21.07% of that population has some kind of private health insurance coverage1.</p>
      <p> Myocardial revascularization surgery (MRS) is the most frequent from all heart surgeries performed by SUS both at public hospitals and at private or philanthropic ones, involving over one hundred surgery teams. </p>
      <p>It has been estimated that SUS is responsible for 80% of all MRS in this country. Those surgeries are qualified for reimbursement to the hospitals rendering that service. Data are submitted to auditing. AIH, in-hospital stays, and mortality rate - among others - are made available for public consultation on SUS Data Base (DATASUS). Up to this point in time, the same data in reference to surgeries performed by the Supplementary Medicine System or the Private System are not available for consultation<sup>2</sup>. </p>
      <p>The purpose of this paper was to assess MRS results in order to measure the quality standard of services provided by SUS through system available variables, as follows: Gender, age, geographic location, number of surgeries performed, in-hospital time period and hospital expenses.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Analysis data on MRS were obtained from SUS Hospital Information System (SIH) - SIH/DATASET3. That Data Base is operated by the Ministry of Health, is submitted to auditing, and collects information on hospital admittance for every patient at hospital admission. It is also the tool used to control payment of the amounts due to hospitals rendering services. </p>
      <p>Data analysis was based on information from the period between 2005 and 2007, since that not only was the most recent information available but also showed the indications and surgery techniques currently in use.</p>
      <p>MRS was investigated in cases where it was performed as an isolated procedure. Cases using associated surgical procedures (prostheses and valvuloplasty, aneurysm correction, and carotid endarterectomy) were excluded. Therefore, in the classification of SUS procedures the following codes were selected: 48010073 (MRS with extracorporeal circulation); 48010081 (MRS with extracorporeal circulation and double grafting or more); 48010090 (MRS without extracorporeal circulation), 48010103 (MRS without extracorporeal circulation with double grafting or more). That means to say: only isolated procedures used for myocardial revascularization with or without extracorporeal circulation. </p>
      <p>In order to verify the differences between high and low production volume hospitals, they were divided into two groups. The very low production hospitals were excluded. A very low production hospital meant not more than one surgery per month in the three-year period. A high volume hospital was defined as that with records of 100 or more isolated MRS per year. Following such grouping, the low volume hospitals had records between 37 and 299 MRS, whereas high volume, 300 or more surgeries. Sixteen hospitals were excluded. They had records of 36 or minus surgeries in the three-year period (257 surgeries, 0.40% of the total number). </p>
      <p>The number of MRS with associated procedures &#150; not included in the present analysis &#150; was 6,256, which represents 8.96% of the total number of MRS.</p>
      <p>Results were also analyzed taking gender and age into account, as well as reimbursement amounts for hospital expenses (AIH based), and patients' hospital stay.</p>
      <p>
        <bold>Statistical Analysis</bold>
      </p>
      <p>Qualitative variables are presented percentage wise. Comparisons were performed using &#967;2 (chi-square). Means, standard deviation, minimal and maximal values were calculated for quantitative variables. Comparisons of two means were done using Student t test or Mann-Whitney's non-parametric test whenever necessary. </p>
      <p>For the simultaneous comparison of a number of means, one criterion-variance analysis was used. Scheff&#233;'s test was used for multiple comparisons. Whenever indicated, Kruskal-Wallis's non-parametric test was used for those comparisons. Significance level was defined to be p&lt; 0.05. </p>
      <p>
        <bold>Results </bold>
      </p>
      <p>In the period between 2005 and 2007, 63,529 isolated MRS were performed by SUS (2005: 20,337; 2006: 21,848; 2007: 21,344 patients) at 191 hospitals in Brazil. After all the exclusions, 63,272 isolated MRS performed at 175 hospitals remained for analysis. Global in-hospital mortality rate was 6.22%. In the three-year period, 55 (30%) hospitals performed over 300 isolated MRS, with a total of 44,539 (70%) surgeries.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> shows in-hospital mortality rate according to volume &#150; low or high volume &#150; of surgeries performed in that period. Higher mortality rate was observed at low volume hospitals, which are bigger in number. They accounted for 30% of the surgeries &#150; 7.29% versus 5.77% (p&lt;0.001) respectively. At high volume hospitals in-hospital mortality ranged from 1.91 to 19.13% (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>); at low volume hospitals (120 hospitals with 18,733 surgeries) it ranged from 0.00 to 35.71 (mean = 7.29%). </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> shows in-hospital mortality rate in different Brazilian regions. Differences are statistically significant (p&lt;0.001), with the highest death rate having been observed in the Central Western Region, and the lowest in the Northeastern Region. </p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref> shows mortality rate per gender and age of patients who have been submitted to the surgery. Males have reported lower mortality rate than females &#150; 5.20% versus 8.25% (p&lt;0.001). Likewise, younger patients (0-64 years old) when compared to the elderly (=&gt;65 years of age) &#150; 4.21% versus 9.36% (p&lt;0.001).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref> shows mean time period for hospital stay in number of days and AIH average cost in Brazilian currency respectively to each physiographic region. The differences between time length at hospital have not been found to be statistically significant (p&gt;0.05). The differences between AIH mean values were statistically significant when Southern and Northeastern regions were compared - R$ 7.214,63 versus R$ 6.572,03 (p&lt;0.01) respectively. </p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab05-body2">Table 5</xref> shows the comparison between mean in-hospital time length (number of days) and AIH mean values following surgery volume at hospitals. It should be pointed out that such difference is not significant for any of the variables.</p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>However, <xref ref-type="table" rid="tab06-body2">Table 6</xref> also shows the comparison between public and private hospitals with high volume of isolated MRS in regard to in-hospital time length and AIH mean values. Significant difference could be observed between in-hospital time length &#150; 16.54 versus 11.40 days (p&lt;0.01). Such difference could not be observed between AIH values - R$ 6.990,16 versus R$ 6.864,74 (p&gt;0.05), respectively. </p>
      <table-wrap id="tab06-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab07-body2">Table 7</xref> shows number of surgeries/population ratio in the five country regions. Thirty-four isolated MRS were performed in Brazil for every 100,000 individuals. A large difference could be observed in the number of procedures performed in each of the regions, having been the Southern region the most favored - 60/100,000 &#150; and the Northern region the most unfavored - 9/100,000 &#150; ratios respectively. </p>
      <table-wrap id="tab07-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion </bold>
      </p>
      <p>Surgery data are compulsorily stored in the national system, audited, and operated by SUS Hospital Information System &#150; SIH/DATASUS. For the purpose of treatment standardization, only isolated MRS were analyzed. Such choice was the standard group procedure.</p>
      <p>A total of 79.03%1 in the Brazilian population has coverage for medical assistance by SUS. Most high complexity procedures are performed under that system. As an administrative system used for billing, the data base lacks clinical data such as risk factors, co-morbidities, surgery indications, physical examinations, and hospital complications, among others. On the other hand, the large number of surgeries performed and the basic data on in-hospital patients that is made available, such as gender, age, in-hospital mortality rate, and number of surgeries per hospital make up a reliable data base for results per hospital, per region, per total or any other grouping to be assessed. The high number of surgeries under analysis is expected to set forth uniform guidelines for the possible deviations that may be found in less wide-reaching studies. </p>
      <p>In 2007 &#150; the last year in the 3-year analysis &#150; a slight reduction in the number of surgeries could be observed, most likely as a result of the growing number or percutaneous coronary interventions (PCI). </p>
      <p>Mortality rate was found to be 6.22% for a total of 63,272 patients in the present study. Although higher as compared to other countries, it is similar to what was reported by Ribeiro and cols. for the period between 2003-2004, and based on data from the same data base (SIH/DATASUS)4. The authors reported a 7% mortality rate for a total of 65,716 patients who had been submitted to coronary surgery (their research also included coronary surgeries with associated procedures). Mesquita et al5 conducted assessed a small series of 114 consecutive patients submitted to isolated MRS at a Rio de Janeiro hospital. Surgery mortality rate was reported to be 4.9%5. The Journal Adult Cardiac Surgery in New York State 2003 &#150; 2005 reports a 2.14% in-hospital mortality rate within 30 days for a total of 40,429 patients submitted to isolated coronary surgery and who were operated on and discharged from hospital in the time period between 2003 and 20056. In that study, mortality rate per hospital ranged from 0.76 to 4.01%. In 1995, mortality rates reported for a total of 11,731 patients who had been submitted to isolated coronary surgery in six different countries in the voluntary project European System for Cardiac Risk Evaluation (EuroSCORE) were: Germany &#150; 2.4%; United Kingdom &#150; 3.7%; Spain &#150; 6.8%; Finland &#150; 1.5%, France &#150; 3.2%, Italy &#150; 2.4%. Average &#150; 3.4%7. A retrospective study with 3,670 patients consecutively submitted to isolated MRS at a hospital in New York State reported a 2.7%8 in-hospital mortality rate. Despite the limitations for the comparison between the different series submitted to the same surgery, a lower mortality rate could be observed both in Europe and in the United States when compared to Brazil.</p>
      <p>Although low volume surgery hospitals may present good results, the ratio lower surgery volume / higher mortality rate is typically found9. For MRS in particular, any volume lower than 100 surgeries per year is usually associated to higher mortality rate10. The same study shows that even higher volume hospitals report differences that will deserve further future investigation. One of the possible explanations is associated to the different teams working at the same hospital. </p>
      <p>Similar studies have reported higher mortality rate among females and the elderly11,12. Females presenting a coronary atherosclerosis condition typically present less clear impairment of vessel wall injuries (usually lower caliber), and consequently a more severe form of the condition. While studying 2,034 patients - 69% of them males and 31% of them females &#150; Amato and cols. observed a 4.9% mortality rate among males and 6.3% among females13.</p>
      <p>In-hospital stay did not vary in the different regions. However, it was shown to be longer at high surgery volume public hospitals when compared to private hospitals. That could mirror better administration and/or higher funding and autonomy at private hospitals. </p>
      <p>AIH showed to have slight regional variation. It was lower in the Northeastern region if compared to the Southern region. AIH is usually used to calculate hospital stay costs, but it is hardly informative for funding studies since it mirrors the payment for a non-elastic package in terms of constitution rather than the proper allocation of funding for the calculation of the real cost of procedures. AIH does not actually mirror the real cost of procedure, but rather the reimbursement of amounts previously defined by services rendered. In a recent study, Haddad et al14 have shown that compensation by SUS is lower than the real cost of surgery, even at public hospitals where it is partially subsidized by some government organ. Hardly any study is available on the cost of procedures. </p>
      <p>High disparity can be observed in the number of surgery / population ratio in the different regions. A clear relationship can be seen between social and economic development. The Southern and the Southeastern regions report the highest number of surgeries per individuals when compared to the Northern and Northeastern regions. The Southern and Southeastern regions account for 77% of the surgeries. Such disparity is associated to a higher number os hospital beds and specialized hospitals in those regions. Mortality rate was similar, although a slight difference could be observed to favor the Northeastern region when compared to the Central Western region. </p>
      <p>Some European countries as well - such as The United Kingdom, Spain, Finland, and France &#150; do present differences in the number of myocardial revascularization surgeries per 100,000 individuals &#150; 44.4, 16.2, 92.1 and 40.815 respectively.</p>
      <p>Quite a number of variables unquestionably interfere in the outcome of a successful] MRS, among them whether the surgery is an urgency/emergency, whether it is associated to risk factors such as obesity, associated morbidities, number of impaired arteries, reduced ventricular function, post-operative complications, the number of surgeries performed by the team, other situations when risk is increased, thus unveiling the complexity of studies such as the present one. </p>
      <p>
        <bold>Limitations </bold>
      </p>
      <p>The major limitation faced by the present study was the fact that it did not count on clinical data on patients submitted to the surgery. Not only age and gender are key contributors for surgery results, but the conditions under which the surgery was performed as well as patient's status. The lack of such information hinders mortality rate adjustment according to patient's severity.</p>
      <p>Another factor is that different surgery teams work at the same hospital. Not always do those teams reach the same results, which may interfere in the outcome. </p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The present study analyzed isolated myocardial revascularization surgeries performed by SUS in the period between 2005 and 2007. The study showed higher in-hospital mortality at lower surgery volume hospitals, among women, and among the elderly. Mortality rate was higher than that observed in some countries, although similar to other countries. The comparison faced difficulties from the lack of clinical variables and risk adjustments in the data base used for consultation. Future prospective studies must take those factors into account. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica: resultados del Sistema &#218;nico de Salud</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n de miocardio (CRM) es la cirug&#237;a cardiaca m&#225;s frecuentemente practicada en el pa&#237;s, con la mayor parte realizada por el Sistema &#218;nico de Salud (SUS). OBJETIVO: Evaluar los resultados de la CRM no asociada a otros procedimientos. M&#201;TODOS: Se analizaron las informaciones del banco de datos SIH/DATASUS, disponible online. Este banco de datos contiene informaciones relativas a: sexo, edad, permanencia hospitalaria, valor de la autorizaci&#243;n de internaci&#243;n hospitalaria (AIH), n&#250;mero de cirug&#237;as realizadas por hospital y mortalidad hospitalaria. Se evaluaron solamente las CRM realizadas sin procedimientos asociados. RESULTADOS: Entre 2005 y 2007 se llevaron a cabo 63.529 cirug&#237;as en 191 hospitales. Se excluyeron 16 hospitales de muy bajo volumen quir&#250;rgico, restando 63.272 cirug&#237;as para an&#225;lisis final. La mortalidad hospitalaria total fue del 6,22%, con mayor &#237;ndice en los hospitales de peque&#241;o volumen que en los de gran volumen (&#8805;300 cirug&#237;as en el per&#237;odo), el 7,29% versus el 5,77% (p&lt;0,001). El promedio de permanencia hospitalaria fue de 12 d&#237;as, sin diferencia entre los de peque&#241;o (12,08&#177;5,52) y de gran volumen (12,15&#177;7,70). El g&#233;nero masculino tuvo menor mortalidad que el femenino, el 5,20% versus el 8,25% (p&lt;0,001), as&#237; como los m&#225;s j&#243;venes cuando comparados con los adultos mayores (&#8805; 65 a&#241;os), el 4,21% versus el 9,36% (p&lt;0,001). Se encontr&#243; una peque&#241;a variaci&#243;n en el valor de la AIH entre la regi&#243;n Sur, R$ 7.214,63 y Nordeste, R$ 6.572,03 (p&lt;0,01). La distribuci&#243;n regional de cirug&#237;as fue desigual, Sur y Sudeste concentran el 77% de ellas. CONCLUSI&#211;N: La CRM realizada por el SUS tiene mortalidad mayor en los hospitales de bajo volumen, en las mujeres y en los adultos mayores. Futuros estudios prospectivos se hacen necesarios.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>evaluaci&#243;n de riesgo</kwd>
        <kwd>calidad de la asistencia a la salud</kwd>
        <kwd>administraci&#243;n en salud</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p><undefined id="title-body3"/>Cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica. Resultados del Sistema &#218;nico de Salud</p>
      <p>
        <bold>Leopoldo S. Piegas; Ol&#237;mpio J. Nogueira V. Bittar; Nagib Haddad </bold>
      </p>
      <p> Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n de miocardio (CRM) es la cirug&#237;a cardiaca m&#225;s frecuentemente practicada en el pa&#237;s, con la mayor parte realizada por el Sistema &#218;nico de Salud (SUS). </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar los resultados de la CRM no asociada a otros procedimientos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se analizaron las informaciones del banco de datos SIH/DATASUS, disponible online. Este banco de datos contiene informaciones relativas a: sexo, edad, permanencia hospitalaria, valor de la autorizaci&#243;n de internaci&#243;n hospitalaria (AIH), n&#250;mero de cirug&#237;as realizadas por hospital y mortalidad hospitalaria. Se evaluaron solamente las CRM realizadas sin procedimientos asociados.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Entre 2005 y 2007 se llevaron a cabo 63.529 cirug&#237;as en 191 hospitales. Se excluyeron 16 hospitales de muy bajo volumen quir&#250;rgico, restando 63.272 cirug&#237;as para an&#225;lisis final. La mortalidad hospitalaria total fue del 6,22%, con mayor &#237;ndice en los hospitales de peque&#241;o volumen que en los de gran volumen (<underline>&gt;</underline>300 cirug&#237;as en el per&#237;odo), el 7,29% versus el 5,77% (p&lt;0,001). El promedio de permanencia hospitalaria fue de 12 d&#237;as, sin diferencia entre los de peque&#241;o (12,08&#177;5,52) y de gran volumen (12,15&#177;7,70). El g&#233;nero masculino tuvo menor mortalidad que el femenino, el 5,20% versus el 8,25% (p&lt;0,001), as&#237; como los m&#225;s j&#243;venes cuando comparados con los adultos mayores (<underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os), el 4,21% versus el 9,36% (p&lt;0,001). Se encontr&#243; una peque&#241;a variaci&#243;n en el valor de la AIH entre la regi&#243;n Sur, R$ 7.214,63 y Nordeste, R$ 6.572,03 (p&lt;0,01). La distribuci&#243;n regional de cirug&#237;as fue desigual, Sur y Sudeste concentran el 77% de ellas.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La CRM realizada por el SUS tiene mortalidad mayor en los hospitales de bajo volumen, en las mujeres y en los adultos mayores. Futuros estudios prospectivos se hacen necesarios.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica; mortalidad; evaluaci&#243;n de riesgo; calidad de la asistencia a la salud; administraci&#243;n en salud. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Pese a los avances de la terap&#233;utica cl&#237;nica y de las intervenciones percut&#225;neas, la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n de miocardio todav&#237;a es muy utilizada en el tratamiento de pacientes con insuficiencia coronaria. </p>
      <p>El Sistema &#218;nico de Salud (SUS) es uno de los mayores sistemas p&#250;blicos de salud en el mundo, y fue responsable del 11.315.333 internaciones en el a&#241;o de 2007, para una poblaci&#243;n de 189.335.187 de individuos, resultando en un porcentaje de internaciones del 6% de la poblaci&#243;n, sin tener en cuenta que el 21,07% de esta poblaci&#243;n tiene cobertura de un plan privado de salud<sup>1</sup>.</p>
      <p>De las diversas cirug&#237;as cardiacas realizadas por el Sistema &#218;nico de Salud, la m&#225;s frecuente es la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (CRM), realizada por m&#225;s de una centena de equipos, tanto en hospitales p&#250;blicos como en filantr&#243;picos o privados. </p>
      <p>Se estima que el SUS sea responsable del 80% de las CRM practicadas en el pa&#237;s, y las mismas son registradas para fines de resarcimiento de los costes a los hospitales prestadores de servicio. Se auditan los datos y los valores de la Autorizaci&#243;n de Internaci&#243;n Hospitalaria (AIH), permanencia hospitalaria y mortalidad, entre otros, est&#225;n disponibles para consulta p&#250;blica en el banco de datos del Banco de Datos del Sistema &#218;nico de Salud (DATASUS). Los mismos datos relativos a las cirug&#237;as realizadas por el Sistema de Medicina Suplementar o por el Sistema Privado, no est&#225;n disponibles, hasta el momento, para consulta<sup>2</sup>.</p>
      <p>El objetivo de este trabajo es evaluar los resultados de la CRM para medir la calidad de los servicios prestados por el SUS, utiliz&#225;ndose las siguientes variables disponibles en el sistema: sexo, edad, regi&#243;n geogr&#225;fica, n&#250;mero de operaciones realizadas, permanencia y gastos hospitalarios.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Los datos analizados de la CRM se obtuvieron por intermedio del Sistema de Informaciones Hospitalarios (SIH) del SUS, denominado SIH/DATASET<sup>3</sup>. Esta base de datos se opera por el Ministerio de la Salud, auditada, reuniendo informaciones de la internaci&#243;n de cada paciente admitido para tratamiento hospitalario, sirviendo tambi&#233;n para control del pago de los gastos de los hospitales prestadores de servicio. </p>
      <p>Se consideraron para an&#225;lisis los datos relativos a los a&#241;os de 2005, 2006 y 2007, por ser los m&#225;s recientes disponibles y expresar las indicaciones y t&#233;cnicas quir&#250;rgicas actualmente empleadas.</p>
      <p>La CRM se evalu&#243; en los casos en que se emple&#243; como procedimiento aislado, excluy&#233;ndose aquellos en que se haya utilizado procedimientos quir&#250;rgicos asociados (pr&#243;tesis y plastias valvulares, correcciones de aneurismas y endarterectomia de car&#243;tidas). As&#237;, en la clasificaci&#243;n de procedimientos empleada por el SUS, se seleccionaron los c&#243;digos 48010073 (CRM con uso de extracorp&#243;rea), 48010081 (CRM con uso de extracorp&#243;rea con dos o m&#225;s enjertos), 48010090 (CRM sin uso de extracorp&#243;rea), 48010103 (CRM sin uso de extracorp&#243;rea con dos o m&#225;s enjertos), es decir, solamente aquellos que caracterizan procedimientos aislados empleados para revascularizar el miocardio, con o sin empleo de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea. </p>
      <p>Para verificarse las diferencias entre hospitales con gran y peque&#241;o volumen de producci&#243;n, se crearon dos grupos, excluy&#233;ndose aquellos de muy baja producci&#243;n, o sea, no m&#225;s que una cirug&#237;a mensual en los tres a&#241;os. Se defini&#243; como gran volumen aquellos que realizaran anualmente 100 o m&#225;s CRMs aisladas. As&#237; agrupados, se definieron de 37 a 299 CRMs, peque&#241;o volumen, y de 300 o m&#225;s cirug&#237;as, gran volumen. Se excluyeron 16 hospitales con menos de 36 cirug&#237;as en los tres a&#241;os estudiados (257 cirug&#237;as, el 0,40% del total). </p>
      <p>El n&#250;mero de CRMs con procedimientos asociados, no analizados en este estudio, fue del 6.256, representando el 8,96% del total de CRMs.</p>
      <p>Se analizaron a&#250;n los resultados conforme el g&#233;nero y la edad, valores de reembolso de gastos hospitalarios (valor de la AIH) y permanencia hospitalaria de los pacientes.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stica</bold>
      </p>
      <p>Las variables cualitativas se presentan en porcentajes y las comparaciones se efectuaron por la prueba de &#967;<sup>2 </sup>(Chi-cuadrado). Para las variables cuantitativas, se calcularon promedios, desviaci&#243;n est&#225;ndar, valores m&#237;nimos y m&#225;ximos. Las comparaciones de dos promedios se llevaron a cabo con la prueba t de Student o la prueba no param&#233;trica de Mann-Whitney, cuando necesario. </p>
      <p>Para la comparaci&#243;n simult&#225;nea de diversos promedios, se efectu&#243; el an&#225;lisis de varianza a un criterio y la prueba de Scheff&#233; para las comparaciones m&#250;ltiples. Cuando indicado, se utiliz&#243; la prueba no param&#233;trica de Kruskal-Wallis para estas comparaciones. Se estipul&#243; el nivel de significancia p&lt; 0,05. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En Brasil, en los a&#241;os de 2005, 2006 y 2007, se efectuaron por el SUS 63.529CRMs aisladas (2005 &#8209; 20.337 pacientes; 2006 &#8209; 21.848 pacientes; 2007 &#8209; 21.344 pacientes) en 191 hospitales. Por las exclusiones realizadas, restaron para an&#225;lisis 63.272 CRMs aisladas realizadas en 175 hospitales. La mortalidad hospitalaria global encontrada fue del 6,22%. En este per&#237;odo de tres a&#241;os, 55 (30%) hospitales hicieron m&#225;s de 300 CRMs aisladas, en un total de 44.539 (70%) de las cirug&#237;as realizadas.</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref> evidencia la mortalidad durante la internaci&#243;n hospitalaria conforme el volumen, peque&#241;o o grande, de cirug&#237;as realizadas en el per&#237;odo. Se observa una mayor mortalidad en los hospitales de peque&#241;o volumen, m&#225;s numerosos, y que realizan el 30% de las cirug&#237;as, 7,29% versus 5,77% (p&lt;0,001), respectivamente. En los hospitales de gran volumen, la mortalidad hospitalaria vari&#243; del 1,91% al 19,13% (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figura 1</xref>), sin embargo en aquellos de bajo volumen (120 hospitales con 18.733 cirug&#237;as) vari&#243; de 0,00 a 35,71 (promedio del 7,29%).</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Tabla 2</xref> detalla la mortalidad hospitalaria en las diferentes regiones del pa&#237;s. Las diferencias encontradas son estad&#237;sticamente significantes (p&lt;0,001), destac&#225;ndose la diferencia entre el mayor porcentaje de &#243;bitos en la regi&#243;n Centro-Oeste y el menor valor correspondiente en la regi&#243;n Nordeste.</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Tabla 3</xref> presenta la mortalidad conforme el g&#233;nero y la edad de los pacientes operados. El g&#233;nero masculino tiene menor mortalidad que el femenino; el 5,20% versus el 8,25% (p&lt;0,001), as&#237; como los m&#225;s j&#243;venes (0 a 64 a&#241;os) cuando comparados con los adultos mayores (&#8805;65 a&#241;os); el 4,21% versus el 9,36% (p&lt;0,001).</p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab04-body3">Tabla 4</xref> se observa el promedio de permanencia hospitalaria en d&#237;as y el valor promedio de la AIH en reales, de acuerdo con la regi&#243;n fisiogr&#225;fica. Las diferencias entre los promedios de permanencia no fueron estad&#237;sticamente significantes (p&gt;0,05). Sin embargo, las diferencias entre los valores promedios de la AIH fueron estad&#237;sticamente significantes en la comparaci&#243;n de las regiones Sur y Nordeste, respectivamente R$ 7.214,63 versus R$ 6.572,03 (p&lt;0,01). </p>
      <table-wrap id="tab04-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Tabla 5</xref> se hace una comparaci&#243;n entre el promedio de permanencia, en d&#237;as, y el valor promedio de la AIH de acuerdo con el volumen de cirug&#237;as de los hospitales, observ&#225;ndose que la diferencia no es significante en cualquier de las variables.</p>
      <table-wrap id="tab05-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Sin embargo, se observa en la <xref ref-type="table" rid="tab06-body3">Tabla 6</xref>, en la comparaci&#243;n entre hospitales p&#250;blicos y privados con gran volumen de CRMs aisladas, respecto al promedio de permanencia y el valor promedio de la AIH, una diferencia significante entre los promedios de permanencia; 16,54 versus 11,40 d&#237;as (p&lt;0,01), una diferencia que no se nota entre los valores promedios de la AIH; R$ 6.990,16 versus R$ 6.864,74 (p&gt;0,05), respectivamente.</p>
      <table-wrap id="tab06-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab07-body3">Tabla 7</xref> detalla la relaci&#243;n entre el n&#250;mero de cirug&#237;as realizadas y la poblaci&#243;n de las cinco regiones del pa&#237;s. En Brasil, se efectuaron 34 CRMs aisladas por 100.000 habitantes. Se observa una gran diferencia entre el n&#250;mero de procedimientos realizados en cada regi&#243;n, y la m&#225;s favorecida fue la regi&#243;n Sur, con 60/100.000, y la m&#225;s desfavorecida fue la regi&#243;n Norte, con 9/100.000 cirug&#237;as por habitante respectivamente. </p>
      <table-wrap id="tab07-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0555-00018-gt07-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n </bold>
      </p>
      <p>Las informaciones de cada cirug&#237;a, obligatorias y auditadas, se almacenan y centralizan en un sistema nacional informatizado operado por el Sistema de Informaciones Hospitalarios del SUS. Para la estandarizaci&#243;n del tratamiento, se analizaron solamente las CRMs aisladas, procedimiento est&#225;ndar para el grupo.</p>
      <p>En Brasil, el 79,03%<sup>1</sup> de la poblaci&#243;n est&#225; cubierta por el SUS para tratamiento m&#233;dico. La mayor&#237;a de los procedimientos de alta complejidad se realiza bajo los auspicios de este sistema. Por ser un sistema administrativo utilizado para facturaci&#243;n, su banco de datos carece de informaciones cl&#237;nicas tales como: factores de riesgo, comorbidades, indicaci&#243;n quir&#250;rgica, examen f&#237;sico y complicaciones hospitalarias, entre otras. Por otra parte, el gran n&#250;mero de cirug&#237;as realizadas y los datos b&#225;sicos de los pacientes internados all&#237; contenidos &#150;entre ellos: edad, sexo, mortalidad hospitalaria y volumen de cirug&#237;as por hospital&#150;, constituyen un confiable banco de datos para un an&#225;lisis de los resultados obtenidos por hospital, por regi&#243;n, por su total u otro agrupamiento que se quiera evaluar. Se debe esperar que el gran n&#250;mero de cirug&#237;as analizadas uniformice eventuales desviaciones que se puedan encontrar en estudios menores. </p>
      <p>El a&#241;o de 2007, &#250;ltimo de los tres a&#241;os analizados, se encontr&#243; una peque&#241;a reducci&#243;n en el n&#250;mero de cirug&#237;as, quiz&#225; por cuenta de las cifras ascendentes de intervenciones coronarias percut&#225;neas. </p>
      <p>La mortalidad del 6,22%, en el total de 63.272 pacientes de este estudio, fue mayor que la de otros pa&#237;ses, aunque semejante a la relatada por Ribeiro et al. en el per&#237;odo de 2003 a 2004 utilizando el mismo banco de datos (SIH/DATASUS)<sup>4</sup>. El autor encontr&#243; el 7% de mortalidad en el 65.716 pacientes sometidos a la cirug&#237;a de coronaria (el trabajo incluy&#243; tambi&#233;n cirug&#237;as coronarias con otros procedimientos asociados). Mesquita et al.<sup>5</sup>, en una peque&#241;a serie, evaluaron a 144 pacientes consecutivos sometidos a la CRM aislada en un hospital del R&#237;o de Janeiro, observando ser del 4,9% la mortalidad operatoria<sup>5</sup>. El <italic>Adult Cardiac Surgery in New York State2003 &#150; 2005 </italic>relata una mortalidad hospitalaria en 30 d&#237;as del 2,14% en 40.429 pacientes sometidos a la cirug&#237;a coronaria aislada, y que fueron operados y dados de alta entre 2003 y 2005<sup>6</sup>. En este relato, las mortalidades por hospital variaron entre el 0,76% y el 4,01%. La mortalidad en el a&#241;o de 1995 en 11.731 pacientes sometidos a la cirug&#237;a coronaria aislada en seis pa&#237;ses participantes del proyecto voluntario <italic>European System forCardiac Risk Evaluation (EuroSCORE)</italic> fue la siguiente: Alemania el 2,4%; Reino Unido el 3,7%; Espa&#241;a el 6,8%; Finlandia el 1,5%; Francia el 3,2% e Italia el 2,4%; con un promedio del 3,4%7. En un estudio retrospectivo con 3.670 pacientes consecutivamente sometidos a la CRM aislada en un hospital del Estado de Nueva York, se refiri&#243; una tasa de mortalidad hospitalaria del 2,7%8. Pese a las limitaciones en la comparaci&#243;n de diferentes series que tienen en com&#250;n una misma cirug&#237;a, se observa una mortalidad m&#225;s baja en las series realizadas en la Europa y en los Estados Unidos que en las referidas en Brasil.</p>
      <p>Aunque hospitales que realizan un peque&#241;o volumen de cirug&#237;as puedan tener un buen resultado, hay habitualmente una relaci&#243;n entre el menor volumen de cirug&#237;as y una mayor mortalidad<sup>9</sup>. En la CRM, un volumen inferior a 100 cirug&#237;as a&#241;o suele asociarse a una mayor mortalidad<sup>10</sup>. En este trabajo, aun el grupo de hospitales con mayor volumen presenta diferencias de resultados, diferencias que necesitan, futuramente, ser m&#225;s bien analizadas. Una de las explicaciones pasa por la presencia de diversos equipos trabajando en un mismo hospital.</p>
      <p>Tambi&#233;n en trabajos semejantes, la mortalidad fue mayor en el g&#233;nero femenino y en el grupo m&#225;s anciano<sup>11,12</sup>. Las mujeres, cuando presentan aterosclerosis coronaria, suelen tener un comprometimiento m&#225;s difuso de las lesiones en la pared del vaso (que suelen tener un menor calibre) y consecuentemente una forma m&#225;s severa de la enfermedad. Amato et al., estudiando 2.032 pacientes, el 69% varones y el 31% mujeres, encontraron el 4,9% &#243;bitos para los varones y el 6,3% para las mujeres<sup>13</sup>.</p>
      <p>La permanencia hospitalaria no vari&#243; entre las diferentes regiones. Sin embargo, fue mayor en los hospitales p&#250;blicos de gran movimiento quir&#250;rgico, cuando comparados con los hospitales privados. Esto puede reflejar una mejor gesti&#243;n administrativa y/o mayor financiaci&#243;n y autonom&#237;a de los hospitales privados.</p>
      <p>El valor de la AIH sufri&#243; peque&#241;a variaci&#243;n regional. Fue menor en la Regi&#243;n Nordeste cuando comparada con la regi&#243;n Sur. En Brasil, se suele utilizar el valor promedio de la AIH para evaluar costes de internaci&#243;n, no obstante esto representa muy poco en t&#233;rminos de informaci&#243;n para estudios de financiaci&#243;n, ya que significa el pago de un paquete poco el&#225;stico en su composici&#243;n en lugar de la asignaci&#243;n correcta de recursos para el encuentro del coste real del procedimiento. La AIH no refleja el coste real del procedimiento, sino el reembolso en valores previamente fijados por los servicios ejecutados. Haddad et al., en estudio reciente<sup>14</sup>, evidenciaron que la remuneraci&#243;n paga por el SUS es inferior al coste real de la cirug&#237;a, aun en hospitales p&#250;blicos donde &#233;ste es parcialmente subsidiado por alg&#250;n organismo del gobierno. Raros son los estudios relativos a costes de los procedimientos. </p>
      <p>Se nota una gran disparidad en cuanto al n&#250;mero de cirug&#237;as realizadas por n&#250;mero de habitantes en las diferentes regiones. Hay una n&#237;tida conexi&#243;n al desarrollo socioecon&#243;mico de la regi&#243;n, el Sur y el Sudeste concentran el mayor n&#250;mero de operaciones por habitantes cuando comparados con el Norte y el Nordeste. Las regiones Sur y Sudeste respondieron por el 77% de las cirug&#237;as realizadas. Esto est&#225; de acuerdo con el mayor n&#250;mero de camas y hospitales especializados disponibles en estas regiones, lo que explica la enorme disparidad regional. Las mortalidades se hallaron similares, aunque se ha observado una peque&#241;a diferencia favoreciendo la regi&#243;n Nordeste, cuando confrontada con la regi&#243;n Centro-Oeste. </p>
      <p>Tambi&#233;n, algunos pa&#237;ses de Europa, como Reino Unido, Espa&#241;a, Finlandia y Francia, presentan relaci&#243;n desigual en el n&#250;mero de cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica por 100.000 habitantes, respectivamente, de 44,4, 16,2, 92,1 y 40,8<sup>15</sup>.</p>
      <p>L&#243;gicamente, son innumeras las variables que interfieren en el &#233;xito de las CRMs, entre ellas: si la cirug&#237;a se realiza en r&#233;gimen de urgencia/emergencia; la presencia de factores de riesgo como obesidad; morbilidades asociadas; n&#250;mero de arterias enfermedades; funci&#243;n ventricular reducida; complicaciones post-operatorias; volumen de cirug&#237;as realizadas por el equipo y la infraestructura hospitalaria, situaciones en que el riesgo se vuelve m&#225;s elevado, revelando la complejidad de estudios de esta envergadura. </p>
      <p>
        <bold>Limitaciones</bold>
      </p>
      <p>La principal limitaci&#243;n de este estudio es la de no contar con las informaciones cl&#237;nicas de los pacientes sometidos a la cirug&#237;a. No solamente la edad y el g&#233;nero son responsables de los resultados de las operaciones, sino tambi&#233;n la situaci&#243;n en que &#233;sta se llev&#243; a cabo y el estado del paciente. La falta de estas informaciones impide el ajuste de la mortalidad por la severidad de los pacientes.</p>
      <p>Adem&#225;s de esto, la actuaci&#243;n de diversos equipos quir&#250;rgicos en un mismo hospital, ni siempre con resultados iguales, es otro factor que puede influenciar en los resultados.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Este estudio, que analiz&#243; las cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica aisladas realizadas por el SUS en el per&#237;odo de 2005 a 2007, revela una mortalidad hospitalaria m&#225;s elevada en los hospitales con menor volumen de cirug&#237;as, en mujeres y en adultos mayores. La mortalidad fue m&#225;s elevada que la observada en algunos pa&#237;ses, no obstante igual a la de otros. Esta comparaci&#243;n queda dificultada por la falta de las variables cl&#237;nicas y de los ajustes de riesgo en el banco de datos consultado. Trabajos prospectivos futuros deber&#225;n tener en cuenta estos factores.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
