<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">3gL8jJbxtdcjq4KxDdPtS3S</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001100010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300510</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001100010</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa et&#225;ria em S&#227;o Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Farias</surname>
            <given-names>Norma</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Souza</surname>
            <given-names>Jos&#233; Maria Pacheco de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Laurenti</surname>
            <given-names>Ruy</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Alencar</surname>
            <given-names>Soraya Martins de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Epidemiologia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>498</fpage>
      <lpage>505</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>06</day>
          <month>01</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>05</day>
          <month>08</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>18</day>
          <month>11</month>
          <year>2008</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O conhecimento da evolu&#231;&#227;o da mortalidade cardiovascular &#233; importante para levantar hip&#243;teses sobre a sua ocorr&#234;ncia e subsidiar medidas de preven&#231;&#227;o e controle. OBJETIVOS: Comparar a mortalidade pelo conjunto das doen&#231;as cardiovasculares e seus principais subgrupos: doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o e cerebrovasculares (DIC e DCBV), no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, por sexo e idade, de 1996 a 1998 e 2003 a 2005. M&#201;TODOS: Foram usados dados de &#243;bitos do Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade para o Munic&#237;pio (PROAIM) e estimativas populacionais da Funda&#231;&#227;o Sistema Estadual de An&#225;lise de Dados (SEADE) do Estado de S&#227;o Paulo. A magnitude na mortalidade e as mudan&#231;as entre os tri&#234;nios foram medidas pela descri&#231;&#227;o de coeficientes e varia&#231;&#227;o percentual relativa. O modelo de regress&#227;o de Poisson foi usado tamb&#233;m para estimar a mudan&#231;a na mortalidade entre os per&#237;odos. RESULTADOS: Observou-se redu&#231;&#227;o importante da mortalidade cardiovascular. Os coeficientes aumentam com a idade em ambos os sexos. Tamb&#233;m s&#227;o mais elevados na popula&#231;&#227;o masculina, na faixa a partir dos 70 anos. Os coeficientes de mortalidade por DIC s&#227;o maiores que aqueles por DCBV, tanto nos homens como nas mulheres de 50 anos ou mais. O decl&#237;nio pelo conjunto das doen&#231;as cardiovasculares foi maior em mulheres de 20 a 29 anos (-30%) e em homens de 30 a 39 anos (-26%). CONCLUS&#195;O: A for&#231;a da intensidade da mortalidade cardiovascular diminuiu entre 1996 e 1998, a 2003 e 2005. Ainda assim h&#225; diferen&#231;as entre os grupos. Essa redu&#231;&#227;o pode significar, em parte, um maior acesso aos m&#233;todos diagn&#243;sticos e terap&#234;uticos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;as Cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Doen&#231;as Cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Sexo</kwd>
        <kwd>Idade de In&#237;cio</kwd>
        <kwd>S&#227;o Paulo</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>11</day>
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa et&#225;ria em S&#227;o Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005</p>
    <p>
      <bold>Norma Farias; Jos&#233; Maria Pacheco de Souza; Ruy Laurenti; Soraya Martins de Alencar </bold>
    </p>
    <p>Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O conhecimento da evolu&#231;&#227;o da mortalidade cardiovascular &#233; importante para levantar hip&#243;teses sobre a sua ocorr&#234;ncia e subsidiar medidas de preven&#231;&#227;o e controle. </p>
    <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Comparar a mortalidade pelo conjunto das doen&#231;as cardiovasculares e seus principais subgrupos: doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o e cerebrovasculares (DIC e DCBV), no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, por sexo e idade, de 1996 a 1998 e 2003 a 2005. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram usados dados de &#243;bitos do Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade para o Munic&#237;pio (PROAIM) e estimativas populacionais da Funda&#231;&#227;o Sistema Estadual de An&#225;lise de Dados (SEADE) do Estado de S&#227;o Paulo. A magnitude na mortalidade e as mudan&#231;as entre os tri&#234;nios foram medidas pela descri&#231;&#227;o de coeficientes e varia&#231;&#227;o percentual relativa. O modelo de regress&#227;o de Poisson foi usado tamb&#233;m para estimar a mudan&#231;a na mortalidade entre os per&#237;odos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Observou-se redu&#231;&#227;o importante da mortalidade cardiovascular. Os coeficientes aumentam com a idade em ambos os sexos. Tamb&#233;m s&#227;o mais elevados na popula&#231;&#227;o masculina, na faixa a partir dos 70 anos. Os coeficientes de mortalidade por DIC s&#227;o maiores que aqueles por DCBV, tanto nos homens como nas mulheres de 50 anos ou mais. O decl&#237;nio pelo conjunto das doen&#231;as cardiovasculares foi maior em mulheres de 20 a 29 anos (-30%) e em homens de 30 a 39 anos (-26%). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A for&#231;a da intensidade da mortalidade cardiovascular diminuiu entre 1996 e 1998, a 2003 e 2005. Ainda assim h&#225; diferen&#231;as entre os grupos. Essa redu&#231;&#227;o pode significar, em parte, um maior acesso aos m&#233;todos diagn&#243;sticos e terap&#234;uticos.</p>
    <p><bold>Palavras chave:</bold> Doen&#231;as Cardiovasculares / mortalidade / epidemiologia, Sexo, Idade de In&#237;cio, S&#227;o Paulo, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o </bold>
    </p>
    <p>O estado de sa&#250;de das popula&#231;&#245;es, medido pelo indicador mortalidade, melhorou consideravelmente nos &#250;ltimos 50 anos. Na Am&#233;rica Latina, tr&#234;s em quatro adultos morrem de doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis, o que indica uma transi&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica relativamente avan&#231;ada<sup>1</sup>. No Brasil, as doen&#231;as cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de mortalidade<sup>2</sup>. Em 1960, as DCV apareceram no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo como a primeira causa de &#243;bito. Dentre as causas de DCV, as principais, como a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (DIC) e a doen&#231;a cerebrovascular (DCBV), apresentaram redu&#231;&#227;o desde os anos de 1970, mas com risco de morte maior do que em outros pa&#237;ses industrializados<sup>3,4</sup>. </p>
    <p>As tend&#234;ncias de mortalidade cardiovascular foram analisadas em treze estados brasileiros entre 1980 e 1998<sup>5</sup>, observando-se aumento em estados do Nordeste e Centro-Oeste, com redu&#231;&#227;o no Sul e Sudeste. Um estudo multic&#234;ntrico &#150; Rio Grande do Sul, S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro &#150;, realizado entre 1980 e 1999<sup>6</sup>, mostrou variabilidade entre os estados e capitais. Os coeficientes por DCBV foram mais elevados no munic&#237;pio do Rio de Janeiro, embora tenha apresentado a maior tend&#234;ncia de decl&#237;nio.</p>
    <p> A diminui&#231;&#227;o da mortalidade por DCV tem sido descrita em diversas regi&#245;es do mundo<sup>7-9</sup>. Um estudo comparativo entre pa&#237;ses da Europa mostrou que na regi&#227;o Ocidental o decl&#237;nio se iniciou na d&#233;cada de 1970 e se manteve paulatinamente, enquanto na regi&#227;o Oriental, apesar de s&#243; registrarem-se diminui&#231;&#245;es a partir de 1995, estas aconteceram de maneira mais acelerada e abrupta<sup>10</sup>. </p>
    <p>As an&#225;lises dos riscos de morte por DIC, na coorte do <italic>Framingham Heart Study </italic>(1950 a 1999), mostraram queda da mortalidade em sujeitos com e sem cardiopatia pr&#233;via<sup>11</sup>.</p>
    <p>Embora a mortalidade por DCV apresente diminui&#231;&#227;o, sobretudo em regi&#245;es desenvolvidas<sup>12</sup>, a magnitude e o decl&#237;nio podem apresentar variabilidades por per&#237;odos e regi&#245;es, em sexo e idade. O conhecimento do padr&#227;o desses agravos pode ajudar a levantar hip&#243;teses sobre a sua ocorr&#234;ncia e subsidiar medidas de preven&#231;&#227;o e controle. O objetivo desse estudo foi comparar a mortalidade pelo conjunto das doen&#231;as cardiovasculares (DAC) e seus principais subgrupos &#150; doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (DIC) e doen&#231;as cerebrovasculares (DCBV) &#150; no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, por sexo e idade, em dois per&#237;odos: 1996 a 1998 e 2003 a 2005.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram utilizados dados secund&#225;rios de &#243;bitos de pessoas residentes no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, onde ocorreram, pelo conjunto das doen&#231;as cardiovasculares e suas mais frequentes causas espec&#237;ficas de mortalidade &#150; DIC e DCBV &#150; na popula&#231;&#227;o de 20 anos e mais. As faixas et&#225;rias selecionadas foram: 20 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 59, 60 a 69, 70 anos e mais. </p>
    <p> Os &#243;bitos foram agregados em dois tri&#234;nios: 1996 a 1998 e 2003 a 2005. Al&#233;m dos estudos de s&#233;rie hist&#243;rica, t&#234;m sido relatados na literatura estudos que analisam a evolu&#231;&#227;o de agravos, comparando dois ou mais momentos distintos<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>A fonte de informa&#231;&#227;o dos &#243;bitos foi o Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade para o Munic&#237;pio (PROAIM). As causas b&#225;sicas de mortalidade nos anos de estudo s&#227;o aquelas codificadas de acordo com a 10&#170; Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (CID-10). O conjunto das DCV corresponde &#224; causa IX do CID-10 &#150; doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio, c&#243;digo I00-I99. Para as DIC, os c&#243;digos s&#227;o I20-I25, e para as DCBV, I60-I69<sup>15</sup>.</p>
    <p>Foram calculados os coeficientes de mortalidade por 100.000 homens e 100.000 mulheres para todos os agravos nos grupos et&#225;rios e em cada per&#237;odo. No numerador, foi usada a m&#233;dia trienal de &#243;bitos, e no denominador, a popula&#231;&#227;o no meio de cada tri&#234;nio. A an&#225;lise incluiu dados de &#243;bitos de tr&#234;s anos consecutivos, a fim de diminuir as flutua&#231;&#245;es no n&#250;mero registrado de &#243;bitos a cada ano. As estimativas populacionais de refer&#234;ncia foram obtidas da Funda&#231;&#227;o Sistema Estadual de An&#225;lise de Dados (SEADE) do Estado de S&#227;o Paulo, com base no censo de 2000.</p>
    <p>A magnitude da mortalidade pelo conjunto das DCV, DIC e DCBV, por sexo e faixa et&#225;ria, foi observada atrav&#233;s da descri&#231;&#227;o dos coeficientes de mortalidade. Para comparar as diferen&#231;as nos coeficientes entre os dois tri&#234;nios, foi calculada, nos grupos selecionados, a varia&#231;&#227;o percentual relativa de coeficiente entre o segundo e o primeiro tri&#234;nio. Para verificar a tend&#234;ncia na mortalidade em cada grupo, entre os per&#237;odos de 1996 a 1998 e 2003 a 2005, usou-se a regress&#227;o de Poisson com a an&#225;lise estratificada por sexo e idade, entrando no modelo o n&#250;mero de &#243;bitos, a popula&#231;&#227;o e o per&#237;odo &#150; este &#250;ltimo tratado como vari&#225;vel <italic>dummy</italic>, sendo o primeiro per&#237;odo (1996-1998) tratado como categoria de refer&#234;ncia. Os resultados da regress&#227;o de Poisson (&#946;) e seus intervalos de confian&#231;a a 95% s&#227;o apresentados para analisar essa tend&#234;ncia na mudan&#231;a da mortalidade entre o per&#237;odo final e o inicial. Foi considerado o valor de p &lt;0,05 para avaliar a signific&#226;ncia estat&#237;stica. Os dados foram analisados no programa Stata 9.1. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> mostra os coeficientes de mortalidade por 100.000 homens e mulheres por DCV, DIC e DCBV, conforme a faixa et&#225;ria, de acordo com cada per&#237;odo e a varia&#231;&#227;o percentual relativa nos coeficientes entre o primeiro e o segundo per&#237;odo.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os coeficientes de mortalidade mostram-se mais elevados para todas as causas no tri&#234;nio 1996-1998, em rela&#231;&#227;o ao tri&#234;nio 2003-2005, &#224; exce&#231;&#227;o das DCBV em homens de 20 a 29 anos. </p>
    <p>A mortalidade foi maior na popula&#231;&#227;o masculina, em todos os agravos, faixas et&#225;rias e per&#237;odos. Os coeficientes aumentam progressivamente com a idade.</p>
    <p>O coeficiente de mortalidade masculina pelo conjunto das DCV na popula&#231;&#227;o de 20 anos e mais, padronizado por idade (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>), foi cerca de 367/100.000 homens entre 1996 e 1998, caindo para 304/100.000 de 2003 a 2005. apresentando uma redu&#231;&#227;o de 17%. Entre as mulheres (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>), os coeficientes diminu&#237;ram de 309 para 250/100.000, respectivamente, correspondendo a uma queda de 19%. </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Na popula&#231;&#227;o masculina, as DCBV s&#243; ultrapassam as DIC como causa de morte na faixa de 20 a 29 anos e no segundo tri&#234;nio, com um excesso de mortalidade de 14%. Na popula&#231;&#227;o feminina, esse fen&#244;meno foi observado para os dois per&#237;odos nas faixas entre 20 a 49 anos, com um excesso de mortalidade das DCBV sobre as DIC de 2003 a 2005: 103% entre as mulheres de 20 a 29 anos e 38% entre aquelas de 40 a 49 anos.</p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o total, a raz&#227;o de sexo masculino/feminino da mortalidade pelo conjunto das DCV foi superior a 1,00 nos dois per&#237;odos. A raz&#227;o de sexo apresentou diferen&#231;as segundo as faixas et&#225;rias, sendo mais pr&#243;xima de 1,00 entre os mais idosos: 1,24 (1996 a 1998) e 1,29 (2003 a 2005). O maior diferencial dessa mortalidade entre homens e mulheres foi observado na faixa dos 50 a 59 anos, onde a raz&#227;o de coeficientes foi cerca de 2,00 em ambos os tri&#234;nios. Em rela&#231;&#227;o &#224;s causas de mortalidade espec&#237;ficas, a raz&#227;o de sexo masculino/feminino por DIC foi superior a 2,00 na faixa dos 20 aos 60 anos nos per&#237;odos j&#225; citados, sendo superior a 1,00 na faixa dos 70 anos e mais. Para as DCBV, essa raz&#227;o encontra-se, em todas as faixas et&#225;rias, em torno de ou ligeiramente superior a 1,00.</p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o de 70 anos e mais, foram registrados os maiores coeficientes. Entre a faixa dos 60 a 69 e 70 anos e mais, o coeficiente por DCV praticamente triplicou nos dois per&#237;odos e aumentou cerca de cinco vezes na popula&#231;&#227;o masculina e feminina, respectivamente. </p>
    <p>As DCV apresentam-se como importante causa de mortalidade em todas as faixas et&#225;rias, mas essa import&#226;ncia &#233; maior nos indiv&#237;duos de 70 anos e mais. Dentre o total de &#243;bitos por DCV registrados no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo de 1996 a 1998 (62.833) e 2003 a 2005 (62.223), a propor&#231;&#227;o de &#243;bitos na faixa dos 20 a 29 anos foi de 0,9% (n=545) e 0,7% (n=412), respectivamente. Na faixa dos 70 anos e mais, essa propor&#231;&#227;o atingiu 53,5% (n=33.622) e 57% (n=35.332) nos mesmos per&#237;odos.</p>
    <p>
      <bold>Mudan&#231;a no padr&#227;o da mortalidade cardiovascular entre 1996 a 1998 e 2003 a 2005</bold>
    </p>
    <p>A queda nos coeficientes de mortalidade padronizados por idade entre o primeiro e o segundo per&#237;odo, na popula&#231;&#227;o de 20 anos e mais, mostrou uma diminui&#231;&#227;o de 29% nos coeficientes masculinos para as DIC, e de 23% para as DCBV (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>). Na popula&#231;&#227;o feminina, essa redu&#231;&#227;o foi de 18% e 20%, respectivamente (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>).</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> mostra a redu&#231;&#227;o, entre os dois tri&#234;nios, dos coeficientes de mortalidade por DCV, DIC e DCBV, &#224; exce&#231;&#227;o dessa &#250;ltima, cujo coeficiente teve crescimento de 1% entre homens de 20 a 29 anos. Na popula&#231;&#227;o masculina, a mudan&#231;a na mortalidade entre os per&#237;odos analisados n&#227;o foi estatisticamente significativa nessa faixa et&#225;ria, por&#233;m apresentou signific&#226;ncia em todos os outros grupos e agravos (p &lt; 0,05). Na popula&#231;&#227;o feminina, a queda na mortalidade, observada de uma forma geral, tamb&#233;m n&#227;o se mostrou significativa apenas para as DIC e DCBV em mulheres mais jovens. Esse fen&#244;meno pode ser explicado pelo pequeno n&#250;mero de &#243;bitos registrados na popula&#231;&#227;o de 20 a 29 anos. </p>
    <p>Em ambos os sexos, a diminui&#231;&#227;o na mortalidade por DCV foi menos importante entre os mais idosos, de 70 anos e mais: -13% em homens e -17% em mulheres. As faixas que apresentaram maior redu&#231;&#227;o nessa mortalidade foram as mais jovens: -30% para as mulheres de 20 a 29 anos e -26% para os homens de 30 a 39 anos. </p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o masculina, a maior redu&#231;&#227;o do risco de morrer por DIC foi observada nas faixas de 30 a 39 anos (-28%), 40 a 49 anos (-33%) e 70 anos e mais (-39%). Para as DCBV, observou-se redu&#231;&#227;o dos coeficientes de mortalidade desde os 30 anos. No entanto, ao contr&#225;rio do que foi observado para as DIC, a redu&#231;&#227;o foi menor na faixa et&#225;ria de 70 anos e mais: -18%. </p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o feminina, registrou-se diminui&#231;&#227;o por DIC entre o primeiro e o segundo per&#237;odo em todas as faixas et&#225;rias, com redu&#231;&#227;o menor em mulheres de 70 anos e mais (-15%), diferente do que foi observado entre os homens. Para as DCBV, a redu&#231;&#227;o ocorreu em todas as idades, mas foi menor que na popula&#231;&#227;o masculina, &#224; exce&#231;&#227;o das mais jovens, de 20 a 29 anos: -30% contra -20% entre os homens. Da mesma forma que para o sexo masculino, a menor redu&#231;&#227;o na mortalidade por DCBV foi constatada na faixa de 70 anos e mais: -16%. </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo mostrou redu&#231;&#227;o da mortalidade pelo conjunto das DCV e suas principais causas espec&#237;ficas (DIC e DCBV), entre a segunda metade dos anos de 1990 e a primeira metade da d&#233;cada de 2000. </p>
    <p> Considerando a melhoria na qualidade da informa&#231;&#227;o, devem ser levados em conta os erros de classifica&#231;&#227;o de causas b&#225;sicas de mortalidade. No que concerne &#224;s causas mal definidas, as estat&#237;sticas de mortalidade no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo mostraram que essa propor&#231;&#227;o foi de 1,5% em 1989, abaixo da m&#233;dia nacional de 18,4%<sup>16</sup>. </p>
    <p>Os resultados mostraram que a diminui&#231;&#227;o pelo conjunto das DCV e por DIC ocorreu principalmente para o sexo feminino, na maioria das faixas et&#225;rias, sendo concordantes com estudos que avaliaram as tend&#234;ncias da mortalidade por DCV no munic&#237;pio. Essas an&#225;lises anteriores mostram que houve um aumento crescente por DIC at&#233; 1976, com redu&#231;&#227;o crescente, sobretudo entre as mulheres<sup>17-19</sup>.</p>
    <p>&#201; poss&#237;vel que a queda da mortalidade cardiovascular no munic&#237;pio seja explicada, em parte, pelo avan&#231;o tecnol&#243;gico e pela amplia&#231;&#227;o do acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de, sobretudo ap&#243;s a cria&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). Os dados da rede de assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de, consolidados pelo Departamento de Inform&#225;tica do Minist&#233;rio da Sa&#250;de (DATASUS) a partir de 1995, permitem conhecer o perfil de morbimortalidade hospitalar por diversas causas espec&#237;ficas, segundo munic&#237;pios de resid&#234;ncia, assim como procedimentos diagn&#243;sticos e terap&#234;uticos que foram pagos pelo SUS nos n&#237;veis hospitalar e ambulatorial<sup>20,21</sup>. </p>
    <p>Os procedimentos de alta complexidade, tais como as cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica e as angioplastias coronarianas, podem ter um impacto positivo pela diminui&#231;&#227;o da letalidade. Em 1996 foram registradas, em residentes no munic&#237;pio, 1.673 cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica e 1.411 angioplastias coronarianas. Em 2003, esses n&#250;meros subiram para 2.236 revasculariza&#231;&#245;es e 3.504 angioplastias, representando um incremento de 34% e 148% para cada procedimento, respectivamente<sup>20,21</sup>. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; distribui&#231;&#227;o por sexo, os dados dispon&#237;veis entre 2000 e 2004 mostraram que na popula&#231;&#227;o masculina foram realizadas 3.509 angioplastias coronarianas no bi&#234;nio 2000-2001, aumentando para 4.817 no bi&#234;nio 2003-2004, com acr&#233;scimo de 37% entre esses dois per&#237;odos. O n&#250;mero de cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica em 2002 foi de 195, passando para 1.422 em 2003-2004, ou seja, um aumento de 630%<sup>20,21</sup>. </p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o feminina, o n&#250;mero de angioplastias coronarianas em 2000-2001 foi de 1.776 e em 2003-2004, de 1.870 &#150; representando, assim, um incremento de 5,3%. As revasculariza&#231;&#245;es mioc&#225;rdicas realizadas em 2002 corresponderam a 95 procedimentos, atingindo 776 no bi&#234;nio 2003-2004, correspondendo a um aumento de 717%<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>Em 1998, foram pagas 38.130 interna&#231;&#245;es pelo SUS, para o tratamento do conjunto de doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio, passando para 62.993 em 2007. As DIC agudas e cr&#244;nicas corresponderam a 8.938 e 15.363 interna&#231;&#245;es nos mesmos anos, respectivamente. Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) representaram 1.970 interna&#231;&#245;es em 1998, atingindo 6.020 em 2007<sup>20,21</sup>. </p>
    <p>A an&#225;lise dos per&#237;odos 1996-1998 e 2003-2005 revelou um total de 6.713 interna&#231;&#245;es hospitalares por infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) de 1996 a 1998, passando para 16.636 entre 2003 e 2005, ou seja, um aumento de 148%. As interna&#231;&#245;es por angina inst&#225;vel passaram de 7.089 no primeiro per&#237;odo para 11.379 no segundo, com aumento de 60%, e os AVCs corresponderam a 13.076 e 19.331 &#150; um incremento de 48 %<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>O decl&#237;nio da mortalidade por DIC apontou que essa foi mais importante nos homens de 70 anos e mais, quando se compara com as outras faixas et&#225;rias e com as mulheres da mesma faixa. Em um estudo sobre a mortalidade precoce no Brasil na d&#233;cada de 1980<sup>17</sup>, os autores constataram que cerca de 50% dos &#243;bitos masculinos por DIC ocorreram antes dos 65 anos, refletindo o fen&#244;meno de que a maioria da popula&#231;&#227;o brasileira se encontrava nessa faixa et&#225;ria, consequentemente concentrando uma maior propor&#231;&#227;o de &#243;bitos. De acordo com os achados do presente estudo, cabe ressaltar a import&#226;ncia de se investigar os fatores relacionados &#224;s diferen&#231;as no decl&#237;nio da mortalidade por DIC, observadas por sexo entre os longevos, embora diversos estudos mostrem que as taxas de mortalidade por esse agravo, em todas as idades, tenham sido mais elevadas no sexo masculino<sup>17-19</sup>. </p>
    <p>Os idosos de 70 anos e mais apresentam coeficientes de mortalidade bem mais elevados, em ambos os sexos, e tiveram tamb&#233;m menor redu&#231;&#227;o da mortalidade nas causas analisadas (&#224; exce&#231;&#227;o das DIC entre os homens). Esses resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que se trabalhou com uma faixa muito ampla, sem contemplar, por exemplo, os muito idosos (85 anos e mais). Dessa forma, &#233; poss&#237;vel que existam diferen&#231;as n&#227;o detectadas por idade e sexo no grupo de 70 anos e mais. </p>
    <p>Vale salientar que os indiv&#237;duos mais idosos apresentam altera&#231;&#245;es morfol&#243;gicas pr&#243;prias do envelhecimento, cujo papel &#233; importante na ocorr&#234;ncia de DCV<sup>22</sup>. A hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), que constitui o agravo n&#227;o transmiss&#237;vel mais prevalente nessa popula&#231;&#227;o, representa tamb&#233;m um importante fator de risco para a ocorr&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares<sup>22</sup>. </p>
    <p>O estudo de coorte de base populacional sobre sa&#250;de, bem-estar e envelhecimento (SABE)<sup>23</sup>, realizado no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, mostrou que a hipertens&#227;o arterial (HA) foi a doen&#231;a mais frequente, em pessoas de 60 anos e mais, no ano 2000 (56,3% no sexo feminino e 49,1% no sexo masculino). Al&#233;m disso, cerca de 15% das mulheres e 26,5% dos homens n&#227;o tomavam medicamentos para controlar a HA.</p>
    <p>A an&#225;lise da mortalidade em pessoas idosas apresenta particularidades em rela&#231;&#227;o aos outros grupos et&#225;rios, uma vez que o principal fator de risco continua sendo a pr&#243;pria idade. A heterogeneidade da popula&#231;&#227;o idosa constitui tamb&#233;m um importante componente desse processo<sup>24,25</sup>. Dentre os fatores que influenciam essa heterogeneidade, al&#233;m das altera&#231;&#245;es anat&#244;micas e funcionais, pode-se citar a polifarm&#225;cia, que contribui para o aumento de toxicidade e intera&#231;&#227;o entre determinados componentes medicamentosos, bem como vari&#225;veis relacionadas aos estilos de vida e ao suporte social<sup>24</sup>. As vari&#225;veis de natureza contextual s&#227;o dependentes de uma intera&#231;&#227;o complexa entre indiv&#237;duos e meio ambiente, diferindo de acordo com os diversos padr&#245;es socioculturais<sup>25</sup>. </p>
    <p>O projeto de base populacional chamado &#8220;Epidemiologia do Idoso&#8221; (EPIDOSO), desenvolvido na cidade de S&#227;o Paulo desde 1991<sup>25</sup>, mostrou que a mortalidade por todas as causas, numa coorte de pessoas idosas, teve como fatores de risco, dentre outros, idade (avan&#231;ada), sexo (masculino), hist&#243;ria de sedentarismo e ocorr&#234;ncia de AVCs. </p>
    <p>No presente estudo, foi observado maior risco de morrer por DIC do que por DCBV no sexo masculino a partir dos 30 anos, e no sexo feminino, a partir dos 50 anos, nos dois per&#237;odos analisados. Os dados contrastam com um estudo realizado na cidade de Maring&#225; (PR), em indiv&#237;duos de 60 anos e mais<sup>26</sup>, onde os coeficientes por DCBV s&#227;o mais elevados que os coeficientes por DIC, nos dois sexos, nos per&#237;odos de 1979 a 1981 e 1996 a 1998. No pa&#237;s, dentre as DCV, as DCBV constituem a principal causa de morte<sup>27</sup>. </p>
    <p>Em 2002, considerando todas as causas de &#243;bito, as DCBV representaram 87.344 mortes no Brasil. Deste total, 42.883 (49%) foram registradas no sexo feminino, e os maiores percentuais foram observados nas regi&#245;es menos desenvolvidas do ponto de vista socioecon&#244;mico, como o Norte, Nordeste e Centro-Oeste<sup>28</sup>. A determina&#231;&#227;o social da mortalidade por DCBV tem sido abordada na literatura cient&#237;fica. Um estudo na popula&#231;&#227;o de 30 a 79 anos de idade na cidade de S&#227;o Paulo, entre 1999 e 2001, usando a ra&#231;a/cor como vari&#225;vel socioecon&#244;mica, mostrou um padr&#227;o de aumento progressivo no gradiente dos coeficientes dessa mortalidade para a ra&#231;a/cor parda e depois para os negros, comparado com os brancos, em ambos os sexos<sup>29</sup>. </p>
    <p>Uma vez que a frequ&#234;ncia de DCV est&#225; associada a fatores de risco j&#225; conhecidos, a interven&#231;&#227;o sobre eles pode interferir na morbimortalidade por DCV. Os fatores de risco modific&#225;veis s&#227;o aqueles resultantes de h&#225;bitos e costumes que causam danos ao organismo humano e que podem ser modificados, minimizados ou eliminados por meio de a&#231;&#245;es no n&#237;vel da preven&#231;&#227;o prim&#225;ria (tabagismo, inatividade f&#237;sica, hipertens&#227;o, diabetes, hipercolesteloremia, obesidade etc)<sup>27</sup>.</p>
    <p>Avezum e cols.<sup>30</sup> analisaram, por meio de um estudo caso-controle em doze hospitais da regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo, os fatores de risco associados ao IAM. Constatou-se que os antecedentes de HAS, hist&#243;ria familiar de insufici&#234;ncia coronariana, tabagismo, obesidade, antecedentes de diabetes e n&#237;vel s&#233;rico de LDL-colesterol &gt;= 100 mg/dl eram fatores independentemente associados ao risco de IAM.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; HA, o n&#250;mero de interna&#231;&#245;es por hipertens&#227;o essencial (c&#243;digo I10 do CID-10) em residentes da cidade de S&#227;o Paulo em 1998 foi de 3.156 nos hospitais p&#250;blicos e conveniados com o SUS, aumentando gradativamente e atingindo 7.102 em 2007<sup>20,21</sup>. No que concerne ao atendimento na rede de aten&#231;&#227;o b&#225;sica do munic&#237;pio, os dados de produ&#231;&#227;o ambulatorial do SUS mostraram um total de 123.803 atendimentos de enfermagem realizados em mulheres no ano de 2001, aumentando progressivamente e atingindo 2.478.661 em 2007. No mesmo per&#237;odo, essa categoria de procedimento no sexo masculino aumentou de 64.526 para 1.364.440<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>No que diz respeito &#224;s a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de, o projeto de <italic>&#8220;promo&#231;&#227;o do estilo de vida ativo: O Agita S&#227;o Paulo&#8221;,</italic> criado em 1996 e vigente no Estado de S&#227;o Paulo, tem como principais popula&#231;&#245;es-alvo estudantes, trabalhadores e a popula&#231;&#227;o de 60 anos e mais. O programa aplica abordagens de interven&#231;&#227;o entre os indiv&#237;duos habitantes no estado, estimulando a pr&#225;tica de 30 minutos de atividade f&#237;sica moderada por dia<sup>31,32</sup>. Estudos de interven&#231;&#245;es, conduzidos entre 1999 e 2002 na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo, comparando grupos espec&#237;ficos com o objetivo de avaliar o impacto do programa, mostraram resultados positivos, com mudan&#231;as no n&#237;vel de atividade f&#237;sica ao longo do tempo<sup>32,33</sup>. </p>
    <p>As a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e as mudan&#231;as em rela&#231;&#227;o aos fatores de risco poderiam explicar apenas em parte uma redu&#231;&#227;o de morbidade por DCV, com consequente impacto na mortalidade. O inqu&#233;rito domiciliar sobre comportamentos de risco e morbidade referida de doen&#231;as e agravos n&#227;o transmiss&#237;veis, realizado nos anos de 2002 e 2003 nas capitais brasileiras, mostra que, em rela&#231;&#227;o &#224;s demais cidades analisadas, o munic&#237;pio de S&#227;o Paulo apresentou o maior percentual de excesso de peso em pessoas de 50 anos e mais (IMC &gt; 25), e valor pr&#243;ximo ao pior indicador para o sobrepeso na popula&#231;&#227;o de 25 a 49 anos<sup>34</sup>. Verificou-se tamb&#233;m o maior percentual de indiv&#237;duos que apresentaram diagn&#243;stico de diabetes, de homens com HA e de indiv&#237;duos hipertensos de 40 anos e mais, em ambos os sexos<sup>34</sup>. A hipertens&#227;o e o diabetes, conhecidos como fatores de risco para DCV, s&#227;o tamb&#233;m morbidades, devendo-se considerar a estrutura et&#225;ria da popula&#231;&#227;o que interfere na frequ&#234;ncia desses agravos, em virtude do aumento proporcional da popula&#231;&#227;o idosa. Mesmo assim, os resultados desse inqu&#233;rito mostram que o munic&#237;pio apresentou a maior preval&#234;ncia nacional de indiv&#237;duos diab&#233;ticos entre 25 e 39 anos<sup>34</sup>. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao tabagismo, o munic&#237;pio se destacava entre as capitais do pa&#237;s no inqu&#233;rito de 1989, n&#227;o ocupando mais essa posi&#231;&#227;o em 2002-2003. No entanto, verificou-se que os percentuais de fumantes em ambos os sexos ainda s&#227;o elevados quando comparados ao maior valor no Brasil, e com maior propor&#231;&#227;o na popula&#231;&#227;o masculina<sup>34</sup>. </p>
    <p>Ainda no inqu&#233;rito acima citado, nota-se que o munic&#237;pio de S&#227;o Paulo apresentou o melhor n&#237;vel do pa&#237;s em rela&#231;&#227;o ao consumo di&#225;rio de &#225;lcool, classificado como risco nos 30 dias anteriores ao momento da entrevista. Em rela&#231;&#227;o &#224; frequ&#234;ncia de indiv&#237;duos considerados n&#227;o sedent&#225;rios, a cidade apresentou &#237;ndices pr&#243;ximos ao melhor valor observado no pa&#237;s, principalmente na popula&#231;&#227;o masculina e entre indiv&#237;duos de ambos os sexos, entre 15 e 24 anos<sup>34</sup>.</p>
    <p> A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) preconiza que, al&#233;m da preven&#231;&#227;o de fatores de risco modific&#225;veis do acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de e do uso de m&#233;todos proped&#234;uticos e de tratamento, a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de eventos cardiovasculares como o IAM fatal e n&#227;o fatal, bem como acidentes vasculares encef&#225;licos (AVE) fatais e n&#227;o fatais, t&#234;m importante papel na redu&#231;&#227;o da carga de DCV. Os indiv&#237;duos que t&#234;m uma DCV, principalmente aqueles que sobreviveram a um IAM ou AVE, apresentam um maior risco de morrer por um evento recorrente<sup>35</sup>. A diminui&#231;&#227;o da mortalidade cardiovascular, entre 1971 e 1992, observada numa amostra populacional nos Estados Unidos, mostrou que o decl&#237;nio foi devido tanto &#224; redu&#231;&#227;o na incid&#234;ncia como na letalidade, sugerindo que a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, secund&#225;ria e o tratamento das DCV contribu&#237;ram para o decl&#237;nio da mortalidade por esse agravo no pa&#237;s<sup>36</sup>. </p>
    <p>As DIC e as DCV, embora representando as primeiras causas de &#243;bito no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, apresentam decl&#237;nio importante, confirmando os estudos de tend&#234;ncias realizados em per&#237;odos precedentes. O maior acesso &#224; aten&#231;&#227;o em sa&#250;de e o uso de tecnologias diagn&#243;sticas e terap&#234;uticas podem explicar, em parte, a evolu&#231;&#227;o no decl&#237;nio da mortalidade cardiovascular registrada nesta cidade. </p>
    <p>Da mesma forma, &#233; importante a investiga&#231;&#227;o n&#227;o somente de fatores de risco no n&#237;vel individual, mas tamb&#233;m dos determinantes no n&#237;vel sociocultural, uma vez que a mortalidade pode apresentar padr&#245;es diferentes, de acordo com diversos grupos socioecon&#244;micos. Esse tipo de investiga&#231;&#227;o visa a uma melhor compreens&#227;o e elabora&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de pol&#237;ticas e de interven&#231;&#227;o em sa&#250;de, com alcance populacional. Por isso, s&#227;o necess&#225;rias novas abordagens que considerem as iniquidades em sa&#250;de nos n&#237;veis contextuais e individuais, a fim de explicar diferen&#231;as na incid&#234;ncia, preval&#234;ncia e na mortalidade por DCV, e que favore&#231;am a reorienta&#231;&#227;o de pol&#237;ticas de sa&#250;de nessa &#225;rea.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Norma Farias </p>
        <p> Rua Diana, 831 / 12 &#150; Perdizes </p>
        <p> 05019-000 &#150; S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="nfarias@usp.br">nfarias@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 05/08/08; revisado recebido em 18/11/08; aceito em 06/01/08</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Organisation Mondiale de la Sant&#233;.    Rapport sur la Sant&#233; dans le Monde, 2003: fa&#231;onner l'avenir.    [Acessed on 2008 mar 3]. Available from : <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.who.int/whr/2003/fr/">http://www.who.int/whr/2003/fr/</ext-link>&gt;</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Rapport sur la Sant&#233; dans le Monde, 2003: fa&#231;onner l'avenir</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Secretaria    de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Preven&#231;&#227;o cl&#237;nica    de doen&#231;a cardiovascular, cerebrovascular e renal cr&#244;nica. In:    Cadernos de Aten&#231;&#227;o B&#225;sica, (14): Bras&#237;lia; 2006.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preven&#231;&#227;o cl&#237;nica de doen&#231;a cardiovascular, cerebrovascular e renal cr&#244;nica</article-title>
          <source>Cadernos de Aten&#231;&#227;o B&#225;sica</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <issue>14</issue>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Lotufo PA. Por que n&#227;o vivemos uma    epidemia de doen&#231;as cr&#244;nicas: o exemplo das doen&#231;as cardiovasculares.    Cienc sa&#250;de coletiva. 2004; 9 (4): 841-50.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Por que n&#227;o vivemos uma epidemia de doen&#231;as cr&#244;nicas: o exemplo das doen&#231;as cardiovasculares</article-title>
          <source>Cienc sa&#250;de coletiva</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>841</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>9</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lotufo</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Lolio CA, Souza JMP, Laurenti R. Decline in    cardiovascular disease mortality in the city of S&#227;o Paulo, Brazil, 1970    to 1983. Rev Sa&#250;de P&#250;blica. 1986; 20 (6): 454-64.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Decline in cardiovascular disease mortality in the city of S&#227;o Paulo, Brazil, 1970 to 1983</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>1986</year>
          </date>
          <fpage>454</fpage>
          <lpage>64</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>20</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lolio</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>JMP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Laurenti</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Mansur AP, Souza MFM, Timerman A, Avakian    SD, Aldrighi JM, Ramires JAF. Tend&#234;ncia do risco de morte por doen&#231;as    circulat&#243;rias, cerebrovasculares e isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o    em treze estados do Brasil, de 1980 a 1998. Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 641-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Tend&#234;ncia do risco de morte por doen&#231;as circulat&#243;rias, cerebrovasculares e isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o em treze estados do Brasil, de 1980 a 1998</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>641</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>87</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mansur</surname>
              <given-names>AP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>MFM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Timerman</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Avakian</surname>
              <given-names>SD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Aldrighi</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ramires</surname>
              <given-names>JAF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Oliveira GMM, Souza e Silva NA, Klein CH.    Mortalidade compensada por doen&#231;as cardiovasculares no per&#237;odo    de 1980 a 1999  Brasil. Arq Bras Cardiol. 2005; 85 (5): 305-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mortalidade compensada por doen&#231;as cardiovasculares no per&#237;odo de 1980 a 1999 - Brasil</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>305</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>85</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>GMM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza e Silva</surname>
              <given-names>NA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klein</surname>
              <given-names>CH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Kubo M, Kiyohara Y, Kato I, Tanizaki Y, Arima    H, Tanaka K, et al. Trends in the incidence, mortality, and survival rate of    cardiovascular disease in a Japanese community: the Hisayama study. Stroke.    2003; 34 (10): 2349-54.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Trends in the incidence, mortality, and survival rate of cardiovascular disease in a Japanese community: the Hisayama study</article-title>
          <source>Stroke</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>2349</fpage>
          <lpage>54</lpage>
          <issue>10</issue>
          <volume>34</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kubo</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kiyohara</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kato</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tanizaki</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Arima</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tanaka</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Levi F, Lucchini F, Negri E, La Vecchia C.    Trends in mortality from cardiovascular and cerebrovascular diseases in Europe    and other areas of the world. Heart. 2002; 88 (2): 119-24.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Trends in mortality from cardiovascular and cerebrovascular diseases in Europe and other areas of the world</article-title>
          <source>Heart</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>119</fpage>
          <lpage>24</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>88</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Levi</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lucchini</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Negri</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>La Vecchia</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Wu Z, Yao C, Zhao D, Wu G, Wang W, Liu J,    et al. Sino-MONICA project: a collaborative study on trends and determinants    in cardiovascular diseases in China, Part I: morbidity and mortality monitoring.    Circulation. 2001; 103 (3): 462-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Sino-MONICA project: a collaborative study on trends and determinants in cardiovascular diseases in China, Part I: morbidity and mortality monitoring</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>462</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>103</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Wu</surname>
              <given-names>Z</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Yao</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zhao</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wu</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wang</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Liu</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Kesteloot H, Sans S, Kromhout D. Dynamics    of cardiovascular and all-cause mortality in Western and Eastern Europe between    1970 and 2000. Eur Heart J. 2006; 27: 107-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Dynamics of cardiovascular and all-cause mortality in Western and Eastern Europe between 1970 and 2000</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>107</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <volume>27</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kesteloot</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sans</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kromhout</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Fox CS, Evans JC, Larson MG, Kannel WB, Levy    D. Temporal trends in coronary heart disease mortality and sudden cardiac death    from 1950 to 1999: the Framingham Heart Study. Circulation. 2004; 110: 522-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Temporal trends in coronary heart disease mortality and sudden cardiac death from 1950 to 1999: the Framingham Heart Study</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>522</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>110</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Fox</surname>
              <given-names>CS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Evans</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Larson</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Levy</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Godoy MF, Lucena JM, Miquelin AR, Paiva FF,    Queroz BL, Augustin Jr JL, et al. Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares    e n&#237;veis socioecon&#244;micos na popula&#231;&#227;o de S&#227;o    Jos&#233; do Rio Preto, Estado de S&#227;o Paulo, Brasil. Arq Bras Cardiol.    2007; 88 (2): 200-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares e n&#237;veis socioecon&#244;micos na popula&#231;&#227;o de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, Estado de S&#227;o Paulo, Brasil</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>200</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>88</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Godoy</surname>
              <given-names>MF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lucena</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Miquelin</surname>
              <given-names>AR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Paiva</surname>
              <given-names>FF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Queroz</surname>
              <given-names>BL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Augustin Jr</surname>
              <given-names>JL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Turrel G, Mathers C. Socioeconomic inequalities    in all-cause and specific-cause mortality in Austr&#225;lia: 1985-1987 and    1995-1997. Int J Epidemiol. 2001; 30: 231-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Socioeconomic inequalities in all-cause and specific-cause mortality in Austr&#225;lia: 1985-1987 and 1995-1997</article-title>
          <source>Int J Epidemiol</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>231</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>30</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Turrel</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mathers</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Andr&#233; C, Curioni CC, Cunha CB, Veras    R. Progressive decline in stroke mortality in Brazil from 1980 to 1982, 1990    to 1992, and 2000 to 2002. Stroke. 2006; 37: 2784-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Progressive decline in stroke mortality in Brazil from 1980 to 1982, 1990 to 1992, and 2000 to 2002</article-title>
          <source>Stroke</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>2784</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>37</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Andr&#233;</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Curioni</surname>
              <given-names>CC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cunha</surname>
              <given-names>CB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Veras</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <label>15</label>
        <mixed-citation>15. Classifica&#231;&#227;o Estat&#237;stica Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de. 10&#170; rev. S&#227;o Paulo: EDUSP/OMS-OPAS; 1993.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Classifica&#231;&#227;o Estat&#237;stica Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <label>16</label>
        <mixed-citation>16. S&#227;o Paulo. Prefeitura do Munic&#237;pio de S&#227;o Paulo. Secretaria Municipal da Sa&#250;de. CEInfo- Coordena&#231;&#227;o de Epidemiologia e Informa&#231;&#227;o. PRO-AIM- Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade no Munic&#237;pio de S&#227;o Paulo. Colet&#226;nea de textos dos boletins PRO-AIM: a qualidade do preenchimento da causa b&#225;sica de &#243;bito no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo. Boletim. 1994; 17.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Colet&#226;nea de textos dos boletins PRO-AIM: a qualidade do preenchimento da causa b&#225;sica de &#243;bito no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>17</fpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Lolio CA, Laurenti R. Mortalidade por doen&#231;a    isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo:    evolu&#231;&#227;o de 1950 a 1981 e mudan&#231;as recentes na tend&#234;ncia.    Arq Bras Cardiol. 1986; 46: 153-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mortalidade por doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo: evolu&#231;&#227;o de 1950 a 1981 e mudan&#231;as recentes na tend&#234;ncia</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1986</year>
          </date>
          <fpage>153</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>46</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lolio</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Laurenti</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Chor D, Fonseca MJM, Andrade CR. Doen&#231;as    cardiovasculares: coment&#225;rios sobre a mortalidade precoce no Brasil.    Arq Bras Cardiol. 1995; 64 (1): 15-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Doen&#231;as cardiovasculares: coment&#225;rios sobre a mortalidade precoce no Brasil</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>15</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>64</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Chor</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fonseca</surname>
              <given-names>MJM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Andrade</surname>
              <given-names>CR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Timerman A, Santos RD, Souza MFM, Serrano    Jr CV. Aspectos epidemiol&#243;gicos das doen&#231;as cardiovasculares em    nosso meio: tend&#234;ncia da mortalidade por doen&#231;as isqu&#234;mica    do cora&#231;&#227;o no Brasil de 1979 a 1996. Rev Soc Cardiol Estado de    S&#227;o Paulo. 2001; 11 (4): 715-23.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Aspectos epidemiol&#243;gicos das doen&#231;as cardiovasculares em nosso meio: tend&#234;ncia da mortalidade por doen&#231;as isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o no Brasil de 1979 a 1996</article-title>
          <source>Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>715</fpage>
          <lpage>23</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>11</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Timerman</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Santos</surname>
              <given-names>RD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>MFM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Serrano Jr</surname>
              <given-names>CV</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Departamento    de Inform&#225;tica do SUS. Datasus. [Acesso em 2008 out. 15]. Dispon&#237;vel    em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php">http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Datasus</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <label>21</label>
        <mixed-citation>21. S&#227;o Paulo. Prefeitura do Munic&#237;pio de S&#227;o Paulo. Secretaria Municipal de Sa&#250;de de S&#227;o Paulo. Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade- PRO-AIM- CEInfo. [Acesso em 2008 out. 15]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//cgi/deftohtm.exe?secretarias/saude/TABNET/SIM/obito.def">http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//cgi/deftohtm.exe?secretarias/saude/TABNET/SIM/obito.def</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade- PRO-AIM- CEInfo</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Miranda RD, Perroti TC, Bellinazzi VR, N&#243;brega    TM, Cendoroglo MS, Neto JT. Hipertens&#227;o arterial nos idosos: peculiaridades    na fisiopatologia, no diagn&#243;stico e no tratamento. Rev Bras Hipertens.    2002; 9: 293-300.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hipertens&#227;o arterial nos idosos: peculiaridades na fisiopatologia, no diagn&#243;stico e no tratamento</article-title>
          <source>Rev Bras Hipertens</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>293</fpage>
          <lpage>300</lpage>
          <volume>9</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Miranda</surname>
              <given-names>RD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perroti</surname>
              <given-names>TC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bellinazzi</surname>
              <given-names>VR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>N&#243;brega</surname>
              <given-names>TM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cendoroglo</surname>
              <given-names>MS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Neto</surname>
              <given-names>JT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Lebr&#227;o ML, Laurenti R. Sa&#250;de,    bem-estar envelhecimento: o estudo SABE no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo.    Rev Bras Epidemiol. 2005; 8 (2): 127-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Sa&#250;de, bem-estar envelhecimento: o estudo SABE no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo</article-title>
          <source>Rev Bras Epidemiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>127</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>8</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lebr&#227;o</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Laurenti</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Liberman A. Peculiaridades diagn&#243;sticas    e terap&#234;uticas no idoso: doen&#231;as card&#237;acas em popula&#231;&#245;es    e situa&#231;&#227;o espec&#237;ficas.In: SOCESP. Tratado de Cardiologia.    S&#227;o Paulo: Manole; 2005. p. 1409-25.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Tratado de Cardiologia</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1409</fpage>
          <lpage>25</lpage>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Liberman</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Ramos LR. Fatores determinantes do envelhecimento    saud&#225;vel em idosos em centro urbano: Projeto EPIDOSO, S&#227;o Paulo.    Cad Sa&#250;de P&#250;blica. 2003; 19 (3): 793-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatores determinantes do envelhecimento saud&#225;vel em idosos em centro urbano: Projeto EPIDOSO, S&#227;o Paulo</article-title>
          <source>Cad Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>793</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ramos</surname>
              <given-names>LR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Mathias TAF, Mello Jorge MHP, Laurenti R.    Doen&#231;as cardiovasculares na popula&#231;&#227;o idosa: an&#225;lise    do comportamento da mortalidade em munic&#237;pio de regi&#227;o Sul do    Brasil no per&#237;odo de 1979 a 1998. Arq Bras Cardiol. 2004; 82 (6): 533-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Doen&#231;as cardiovasculares na popula&#231;&#227;o idosa: an&#225;lise do comportamento da mortalidade em munic&#237;pio de regi&#227;o Sul do Brasil no per&#237;odo de 1979 a 1998</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>533</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>82</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mathias</surname>
              <given-names>TAF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mello Jorge</surname>
              <given-names>MHP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Laurenti</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27. Lessa I, Ara&#250;jo MJ, Magalh&#227;es    L, Almeida Filho N, Aquino E, Costa MCR. Simultaneidade de fatores de risco    cardiovascular modific&#225;veis na popula&#231;&#227;o adulta de Salvador    (BA), Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2004; 16 (2): 131-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Simultaneidade de fatores de risco cardiovascular modific&#225;veis na popula&#231;&#227;o adulta de Salvador (BA), Brasil</article-title>
          <source>Rev Panam Salud Publica</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>131</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>16</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lessa</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ara&#250;jo</surname>
              <given-names>MJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Magalh&#227;es</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Almeida Filho</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Aquino</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Costa</surname>
              <given-names>MCR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B28">
        <mixed-citation>28. Lotufo PA. Stroke in Brazil: a neglected    disease. Sao Paulo Med J. 2005; 123 (1): 3-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Stroke in Brazil: a neglected disease</article-title>
          <source>Sao Paulo Med J</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>3</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>123</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lotufo</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29. Lotufo PA, Goulart AC, Bensenor IM. Race,    gender and stroke subtypes mortality in S&#227;o Paulo, Brazil. Arq Neuropsiquiatr.    2007; 65 (3-B): 752-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Race, gender and stroke subtypes mortality in S&#227;o Paulo, Brazil</article-title>
          <source>Arq Neuropsiquiatr</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>752</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>3-B</issue>
          <volume>65</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lotufo</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Goulart</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bensenor</surname>
              <given-names>IM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B30">
        <mixed-citation>30. Avezum A, Piegas LS, Pereira JCR. Fatores    de risco associados com infarto agudo do mioc&#225;rdio na regi&#227;o metropolitana    de S&#227;o Paulo: uma regi&#227;o desenvolvida em um pa&#237;s em desenvolvimento.    Arq Bras Cardiol. 2005; 84 (3): 206-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatores de risco associados com infarto agudo do mioc&#225;rdio na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo: uma regi&#227;o desenvolvida em um pa&#237;s em desenvolvimento</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>206</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Avezum</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Piegas</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pereira</surname>
              <given-names>JCR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31. Guedes JS. Oito anos construindo o SUS no    Estado de S&#227;o Paulo. Estudos Avan&#231;ados. 2003; 17 (48): 229-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Oito anos construindo o SUS no Estado de S&#227;o Paulo</article-title>
          <source>Estudos Avan&#231;ados</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>229</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <issue>48</issue>
          <volume>17</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Guedes</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32. Matsudo SM, Matsudo VR, Araujo TL, Andrade    DR, Andrade EL, Oliveira LC, et al. The Agita S&#227;o Paulo Program as a    model for using physical activity to promote health. Rev Panam Salud Publica.    2003; 14 (4): 265-72.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The Agita S&#227;o Paulo Program as a model for using physical activity to promote health</article-title>
          <source>Rev Panam Salud Publica</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>265</fpage>
          <lpage>72</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>14</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Matsudo</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Matsudo</surname>
              <given-names>VR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Araujo</surname>
              <given-names>TL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Andrade</surname>
              <given-names>DR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Andrade</surname>
              <given-names>EL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>LC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B33">
        <label>33</label>
        <mixed-citation>33. Instituto Municipal Ensino Superior. Pesquisa s&#243;cio-econ&#244;mica do ABC. S&#227;o Caetano do Sul (SP), IMES; 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Pesquisa s&#243;cio-econ&#244;mica do ABC</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B34">
        <label>34</label>
        <mixed-citation>34. S&#227;o Paulo. Prefeitura do Munic&#237;pio de S&#227;o Paulo. Secretaria Municipal da Sa&#250;de. Coordena&#231;&#227;o de Epidemiologia e Informa&#231;&#227;o-CEInfo. Inqu&#233;rito domiciliar sobre comportamentos de risco e morbidade referida de doen&#231;as e agravos n&#227;o transmiss&#237;veis. S&#237;ntese da situa&#231;&#227;o da cidade de S&#227;o Paulo em rela&#231;&#227;o &#224;s demais capitais. S&#227;o Paulo (SP), set. 2004.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Inqu&#233;rito domiciliar sobre comportamentos de risco e morbidade referida de doen&#231;as e agravos n&#227;o transmiss&#237;veis: S&#237;ntese da situa&#231;&#227;o da cidade de S&#227;o Paulo em rela&#231;&#227;o &#224;s demais capitais</source>
          <date>
            <year>2004</year>
            <month>09</month>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B35">
        <label>35</label>
        <mixed-citation>35. World Health Organization (WHO). Cardiovascular disease prevention and control: translating evidence into action. Geneva; 2005.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Cardiovascular disease prevention and control: translating evidence into action</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B36">
        <mixed-citation>36. Ergin A, Muntner P, Sherwin R, He J. Secular    trends in cardiovascular disease mortality, incidence, and case fatality rates    in adults in the United States. Am J Med. 2004; 117 (4): 219-27.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Secular trends in cardiovascular disease mortality, incidence, and case fatality rates in adults in the United States</article-title>
          <source>Am J Med</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>219</fpage>
          <lpage>27</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>117</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ergin</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Muntner</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sherwin</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>He</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Mortalidad cardiovascular por sexo y grupo etario en S&#227;o Paulo, Brasil: 1996 a 1998 y 2003 a 2005</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El conocimiento de la evoluci&#243;n de la mortalidad cardiovascular es importante para fundar hip&#243;tesis sobre su ocurrencia y subsidiar medidas de prevenci&#243;n y control. OBJETIVOS: Comparar la mortalidad por el conjunto de enfermedades cardiovasculares y sus principales subgrupos: enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n y cerebrovasculares (EIC y ECBV), en el municipio de S&#227;o Paulo, por sexo y edad, de 1996 a 1998 y de 2003 a 2005. M&#201;TODOS: Se utilizaron datos de &#243;bitos del Programa de Perfeccionamiento de la Informaci&#243;n sobre Mortalidad para el Municipio (PROAIM) y estimativas poblacionales de la Fundaci&#243;n Sistema Provincial de An&#225;lisis de Datos (SEADE) del Estado de S&#227;o Paulo. La magnitud en la mortalidad y los cambios entre los trienios fueron medidos por la descripci&#243;n de coeficientes y variaci&#243;n porcentual relativa. Tambi&#233;n se utiliz&#243; el modelo de regresi&#243;n de Poisson para estimar el cambio en la mortalidad entre los per&#237;odos. RESULTADOS: Se observ&#243; una importante reducci&#243;n de la mortalidad cardiovascular. Los coeficientes aumentan con la edad en ambos sexos. Son m&#225;s altos tambi&#233;n en la poblaci&#243;n masculina, en la franja a partir de los 70 a&#241;os. Los coeficientes de mortalidad por EIC son mayores que aquellos por ECBV, tanto en los hombres como en las mujeres de 50 a&#241;os o m&#225;s. El descenso por el conjunto de enfermedades cardiovasculares fue mayor en mujeres de 20 a 29 a&#241;os (-30%) y en hombres de 30 a 39 a&#241;os (-26 %). CONCLUSI&#211;N: La intensidad de la mortalidad cardiovascular disminuy&#243; entre 1996 y 1998, a 2003 y 2005. Aun as&#237; existen diferencias entre los grupos. Esa reducci&#243;n puede significar, en parte, un mayor acceso a m&#233;todos diagn&#243;sticos y terap&#233;uticos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enfermedades Cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Enfermedades Cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Sexo</kwd>
        <kwd>Edad de Inicio</kwd>
        <kwd>S&#227;o Paulo</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="title-body2"/>Mortalidad cardiovascular por sexo y grupo etario en S&#227;o Paulo, Brasil: 1996 a 1998 y 2003 a 2005</p>
      <p>
        <bold>Norma Farias; Jos&#233; Maria Pacheco de Souza; Ruy Laurenti; Soraya Martins de Alencar</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El conocimiento de la evoluci&#243;n de la mortalidad cardiovascular es importante para fundar hip&#243;tesis sobre su ocurrencia y subsidiar medidas de prevenci&#243;n y control. </p>
      <p><bold>OBJETIVOS: </bold>Comparar la mortalidad por el conjunto de enfermedades cardiovasculares y sus principales subgrupos: enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n y cerebrovasculares (EIC y ECBV), en el municipio de S&#227;o Paulo, por sexo y edad, de 1996 a 1998 y de 2003 a 2005.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Se utilizaron datos de &#243;bitos del Programa de Perfeccionamiento de la Informaci&#243;n sobre Mortalidad para el Municipio (PROAIM) y estimativas poblacionales de la Fundaci&#243;n Sistema Provincial de An&#225;lisis de Datos (SEADE) del Estado de S&#227;o Paulo. La magnitud en la mortalidad y los cambios entre los trienios fueron medidos por la descripci&#243;n de coeficientes y variaci&#243;n porcentual relativa. Tambi&#233;n se utiliz&#243; el modelo de regresi&#243;n de Poisson para estimar el cambio en la mortalidad entre los per&#237;odos.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Se observ&#243; una importante reducci&#243;n de la mortalidad cardiovascular. Los coeficientes aumentan con la edad en ambos sexos. Son m&#225;s altos tambi&#233;n en la poblaci&#243;n masculina, en la franja a partir de los 70 a&#241;os. Los coeficientes de mortalidad por EIC son mayores que aquellos por ECBV, tanto en los hombres como en las mujeres de 50 a&#241;os o m&#225;s. El descenso por el conjunto de enfermedades cardiovasculares fue mayor en mujeres de 20 a 29 a&#241;os (-30%) y en hombres de 30 a 39 a&#241;os (-26 %). </p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold>La intensidad de la mortalidad cardiovascular disminuy&#243; entre 1996 y 1998, a 2003 y 2005. Aun as&#237; existen diferencias entre los grupos. Esa reducci&#243;n puede significar, en parte, un mayor acceso a m&#233;todos diagn&#243;sticos y terap&#233;uticos. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Enfermedades Cardiovasculares / mortalidad / epidemiolog&#237;a, Sexo, Edad de Inicio, S&#227;o Paulo, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n </bold>
      </p>
      <p>El estado de salud de las poblaciones medido por el indicador mortalidad, mejor&#243; considerablemente en los &#250;ltimos 50 a&#241;os. En Am&#233;rica Latina, tres de cuatro adultos mueren por enfermedades no transmisibles, lo que indica una transici&#243;n epidemiol&#243;gica relativamente avanzada<sup>1</sup>. En Brasil, las enfermedades cardiovasculares (ECV) constituyen la principal causa de mortalidad<sup>2</sup>. En 1960, las ECV aparecieron en el municipio de S&#227;o Paulo como la primera causa de &#243;bito. Entre las causas de ECV, las principales, como la enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n (EIC) y la enfermedad cerebrovascular (ECBV), se redujeron desde 1970, pero con riesgo de muerte mayor que en otros pa&#237;ses industrializados<sup>3,4</sup>. </p>
      <p>Las tendencias de mortalidad cardiovascular fueron analizadas en trece estados brasile&#241;os entre 1980 y 1998<sup>5</sup>, observ&#225;ndose un aumento en estados del Nordeste y Centro-Oeste, con reducci&#243;n en el Sur y Sudeste. Un estudio multic&#233;ntrico &#150; Rio Grande do Sul, S&#227;o Paulo y Rio de Janeiro &#150;, realizado entre 1980 y 1999<sup>6</sup>, mostr&#243; variabilidad entre los estados y capitales. Los coeficientes para ECBV fueron m&#225;s elevados en el municipio de Rio de Janeiro, si bien mostraron la mayor tendencia decreciente.</p>
      <p> La disminuci&#243;n de la mortalidad por ECV ha sido descrita en diversas regiones del mundo<sup>7-9</sup>. Un estudio comparativo entre pa&#237;ses de Europa mostr&#243; que en la regi&#243;n Occidental la disminuci&#243;n se inici&#243; en la d&#233;cada de 1970 y se mantuvo paulatinamente, mientras que en la regi&#243;n Oriental, pese a que s&#243;lo se registraron disminuciones a partir de 1995, &#233;stas ocurrieron de manera m&#225;s acelerada y abrupta<sup>10</sup>. </p>
      <p>El an&#225;lisis de los riesgos de muerte por EIC, en la cohorte del <italic>Framingham Heart Study </italic>(1950 a 1999), mostr&#243; disminuci&#243;n de la mortalidad en sujetos con y sin cardiopat&#237;a previa<sup>11</sup>.</p>
      <p>Si bien la mortalidad por ECV muestra una disminuci&#243;n, sobre todo en regiones desarrolladas<sup>12</sup>, la magnitud y la disminuci&#243;n pueden presentar variaciones por per&#237;odos y regiones, en sexo y edad. El conocimiento del modelo de esas patolog&#237;as puede ayudar a fundar hip&#243;tesis sobre su ocurrencia y subsidiar medidas de prevenci&#243;n y control. El objetivo de ese estudio fue comparar la mortalidad por el conjunto de las enfermedades cardiovasculares (ECV) y sus principales subgrupos &#150; enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n (DIC) y enfermedades cerebrovasculares (ECBV) &#150; en el municipio de S&#227;o Paulo, por sexo y edad, en dos per&#237;odos: 1996 a 1998 y 2003 a 2005.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se utilizaron datos secundarios de &#243;bitos de personas residentes en el municipio de S&#227;o Paulo, donde ocurrieron, por el conjunto de las enfermedades cardiovasculares y sus m&#225;s frecuentes causas espec&#237;ficas de mortalidad &#150; EIC y ECBV &#150; en la poblaci&#243;n de 20 a&#241;os y m&#225;s. Los grupos etarios seleccionados fueron: 20 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 59, 60 a 69, 70 a&#241;os y m&#225;s. </p>
      <p> Los &#243;bitos fueron agrupados en dos trienios: 1996 a 1998 y 2003 a 2005. Adem&#225;s de los estudios de serie hist&#243;rica, en la literatura han sido relatados estudios que analizan la evoluci&#243;n de patolog&#237;as, comparando dos o m&#225;s momentos distintos<sup>13,14</sup>.</p>
      <p>La fuente de informaci&#243;n de los &#243;bitos fue el Programa de Perfeccionamiento de la Informaci&#243;n de Mortalidad para el municipio (PROAIM). Las causas b&#225;sicas de mortalidad en los a&#241;os de estudio son las codificadas seg&#250;n la 10&#170; Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (CIE-10). El conjunto de las ECV corresponde a la causa IX del CIE-10 &#150; enfermedades del aparato circulatorio, c&#243;digo I00-I99. Para las EIC, los c&#243;digos son I20-I25, y para las ECBV, I60-I69<sup>15</sup>.</p>
      <p>Se calcularon los coeficientes de mortalidad por 100.000 hombres y 100.000 mujeres para todas las patolog&#237;as en los grupos etarios y en cada per&#237;odo. En el numerador, se utiliz&#243; el promedio trienal de &#243;bitos, y en el denominador, la poblaci&#243;n en la mitad de cada trienio. El an&#225;lisis incluy&#243; datos de &#243;bitos de tres a&#241;os consecutivos, con el fin de disminuir las fluctuaciones en el n&#250;mero de &#243;bitos registrado a cada a&#241;o. Los estimativos poblacionales de referencia se obtuvieron de la Fundaci&#243;n Sistema Provincial de An&#225;lisis de Datos (SEADE) del Estado de S&#227;o Paulo, con base en el censo del a&#241;o 2000.</p>
      <p>La magnitud de la mortalidad por el conjunto de las ECV, EIC y ECBV, por sexo y grupo etario, fue observada a trav&#233;s de la descripci&#243;n de los coeficientes de mortalidad. Para comparar las diferencias en los coeficientes entre los dos trienios, se calcul&#243;, en los grupos seleccionados, la variaci&#243;n porcentual relativa del coeficiente entre el segundo y el primer trienio. Para comprobar la tendencia de la mortalidad en cada grupo, entre los per&#237;odos de 1996 a 1998 y 2003 a 2005, se utiliz&#243; la regresi&#243;n de Poisson con el an&#225;lisis estratificado por sexo y edad, entrando en el modelo el n&#250;mero de &#243;bitos, la poblaci&#243;n y el per&#237;odo &#150; este &#250;ltimo tratado como variable <italic>dummy</italic>, siendo el primer per&#237;odo (1996-1998) tratado como categor&#237;a de referencia. Para analizar esa tendencia en el cambio de la mortalidad entre el per&#237;odo final y el inicial se presentan los resultados de la regresi&#243;n de Poisson (&#946;) y sus intervalos de confianza a 95%. Se consider&#243; el valor de p &lt;0,05 para evaluar la significancia estad&#237;stica. Los datos se analizaron con el programa Stata 9.1. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a10tab01-body2">Tabla 1</xref> muestra los coeficientes de mortalidad por 100.000 hombres y mujeres por ECV, EIC y DCBV, conforme la franja etaria, de acuerdo con cada per&#237;odo y la variaci&#243;n porcentual relativa en los coeficientes entre el primero y el segundo per&#237;odo. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Los coeficientes de mortalidad se muestran m&#225;s elevados para todas las causas en el trienio 1996-1998, en relaci&#243;n al trienio 2003-2005, con excepci&#243;n de las ECBV en hombres de 20 a 29 a&#241;os. </p>
      <p>La mortalidad fue mayor en la poblaci&#243;n masculina, en todas las patolog&#237;as, grupos etarios y per&#237;odos. Los coeficientes aumentan progresivamente con la edad.</p>
      <p>El coeficiente de mortalidad masculina por el conjunto de las ECV en la poblaci&#243;n de 20 a&#241;os y mayor, estandarizado por edad (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figura 1</xref>), fue cerca de 367/100.000 hombres entre 1996 y 1998, descendiendo a 304/100.000 de 2003 a 2005, con una reducci&#243;n del 17%. Entre las mujeres (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figura 2</xref>), los coeficientes disminuyeron de 309 a 250/100.000, respectivamente, lo que equivale a una disminuci&#243;n del 19%. </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gf01-es.jpg"/></fig>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>En la poblaci&#243;n masculina, las ECBV solo exceden a las EIC como causa de muerte en el grupo de 20 a 29 a&#241;os y en el segundo trienio, con un exceso de mortalidad del 14%. En la poblaci&#243;n femenina, ese fen&#243;meno se pudo observar en los dos per&#237;odos en las franjas etarias entre 20 y 49 a&#241;os, con un exceso de mortalidad de las ECBV sobre las EIC de 2003 a 2005: el 103% entre las mujeres de 20 a 29 a&#241;os y el 38% entre aquellas de 40 a 49 a&#241;os.</p>
      <p>En la poblaci&#243;n total, la relaci&#243;n entre sexo masculino/femenino de la mortalidad por el conjunto de las ECV fue superior a 1,00 en los dos per&#237;odos. El cociente entre sexos present&#243; diferencias seg&#250;n las franjas etarias, siendo m&#225;s pr&#243;xima a 1,00 entre los mayores: 1,24 (1996 a 1998) y 1,29 (2003 a 2005). La mayor diferencia de la mortalidad entre hombres y mujeres se observ&#243; en la franja de los 50 a 59 a&#241;os, donde la raz&#243;n de coeficientes estuvo cercana a 2,00 en ambos trienios. En relaci&#243;n a las causas de mortalidad espec&#237;ficas, el cociente de sexo masculino/femenino por EIC fue superior a 2,00 en la franja de los 20 a los 60 a&#241;os en los per&#237;odos ya citados, siendo superior a 1,00 en la franja de los 70 a&#241;os y m&#225;s. Para las ECBV, esa relaci&#243;n se encuentra en todos los grupos etarios, alrededor de, o ligeramente superior a 1,00.</p>
      <p>En la poblaci&#243;n de 70 a&#241;os y m&#225;s, se registraron los mayores coeficientes. Entre la franja de los 60 a 69 y 70 a&#241;os y m&#225;s, el coeficiente por ECV pr&#225;cticamente se triplic&#243; en los dos per&#237;odos y aument&#243; cerca de cinco veces en la poblaci&#243;n masculina y femenina, respectivamente. </p>
      <p>Las ECV aparecen como importante causa de mortalidad en todos los grupos etarios, pero esa importancia es mayor en los individuos de 70 a&#241;os y m&#225;s. Entre el total de &#243;bitos por ECV registrados en el municipio de S&#227;o Paulo de 1996 a 1998 (62.833) y 2003 a 2005 (62.223), la proporci&#243;n en la franja de los 20 a 29 a&#241;os fue del 0,9% (n=545) y el 0,7% (n=412), respectivamente. En la franja de los 70 a&#241;os y m&#225;s, esa proporci&#243;n alcanz&#243; el 53,5% (n=33.622) y el 57% (n=35.332) en los mismos per&#237;odos.</p>
      <p>
        <bold>Cambios en el est&#225;ndar de la mortalidad cardiovascular de 1996 a 1998 y de 2003 a 2005</bold>
      </p>
      <p>La ca&#237;da en los coeficientes de mortalidad estandarizados por edad entre el primero y el segundo per&#237;odo, en la poblaci&#243;n de 20 a&#241;os y mayores, mostr&#243; una disminuci&#243;n del 29% en los coeficientes masculinos para las EIC, y del 23% para las ECBV (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figura 1</xref>). En la poblaci&#243;n femenina, esa reducci&#243;n fue del 18% y el 20%, respectivamente (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figura 2</xref>).</p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a10tab01-body2">Tabla 1</xref> muestra la reducci&#243;n, entre los dos trienios, de los coeficientes de mortalidad por ECV, EIC y ECBV, con excepci&#243;n de esta &#250;ltima, cuyo coeficiente creci&#243; el 1% entre hombres de 20 a 29 a&#241;os. En la poblaci&#243;n masculina, el cambio en la mortalidad entre los per&#237;odos analizados no fue estad&#237;sticamente significativo en esta franja etaria, pero mostr&#243; significancia en todos los otros grupos y patolog&#237;as (p &lt; 0,05). En la poblaci&#243;n femenina, la disminuci&#243;n de la mortalidad, observada de una forma general, tampoco fue significativa para las EIC y ECBV en mujeres m&#225;s j&#243;venes. Ese fen&#243;meno puede explicarse por el peque&#241;o n&#250;mero de &#243;bitos registrados en la poblaci&#243;n de 20 a 29 a&#241;os. </p>
      <p>En ambos sexos, la disminuci&#243;n en la mortalidad por ECV fue menos importante entre los de mayor edad, de 70 a&#241;os y m&#225;s: el -13% en hombres y el -17% en mujeres. Las franjas que presentaron mayor reducci&#243;n en esa mortalidad fueron las m&#225;s j&#243;venes: el -30% para las mujeres de 20 a 29 a&#241;os y el -26% para los hombres de 30 a 39 a&#241;os. </p>
      <p>En la poblaci&#243;n masculina, la mayor reducci&#243;n del riesgo de morir por EIC se observ&#243; en los grupos de 30 a 39 a&#241;os (el -28%), 40 a 49 a&#241;os (el -33%) y 70 a&#241;os y m&#225;s (el -39%). Para las ECBV, se observ&#243; una reducci&#243;n de los coeficientes de mortalidad desde los 30 a&#241;os. Sin embargo, al contrario de lo que se observ&#243; para las EIC, la reducci&#243;n fue menor en la franja etaria de 70 a&#241;os y m&#225;s: -18%. </p>
      <p>En la poblaci&#243;n femenina se registr&#243; disminuci&#243;n por EIC entre el primero y el segundo per&#237;odo en todas las franjas etarias, con una disminuci&#243;n menor en mujeres de 70 a&#241;os y mayores (-15%), diferente de lo observado entre los hombres. Para las ECBV, la reducci&#243;n ocurri&#243; en todas las edades, pero fue menor que en la poblaci&#243;n masculina, a excepci&#243;n de las m&#225;s j&#243;venes, de 20 a 29 a&#241;os: -30% contra -20% entre los hombres. De la misma forma que para el sexo masculino, la menor reducci&#243;n en la mortalidad por ECBV se constat&#243; en el grupo de 70 a&#241;os y m&#225;s: -16%. </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio mostr&#243; reducci&#243;n de la mortalidad por el conjunto de las ECV y sus principales causas espec&#237;ficas (EIC y ECBV), entre la segunda mitad de la d&#233;cada de 1990 y la primera mitad de la d&#233;cada de 2000. </p>
      <p> Considerando la mejor&#237;a en la calidad de la informaci&#243;n, deben ser tenidos en cuenta los errores de clasificaci&#243;n de causas b&#225;sicas de mortalidad. En lo que concierne a las causas mal definidas, las estad&#237;sticas de mortalidad del municipio de S&#227;o Paulo mostraron que esa proporci&#243;n fue del 1,5% en 1989, por debajo de la media nacional del 18,4%<sup>16</sup>. </p>
      <p>Los resultados mostraron que la disminuci&#243;n del &#243;bito por el conjunto de las ECV y por EIC ocurri&#243; principalmente en el sexo femenino, en la mayor&#237;a de las franjas etarias, concordantemente con estudios que evaluaron las tendencias de la mortalidad por ECV en el municipio. Esos an&#225;lisis anteriores muestran que hubo un creciente aumento de los decesos por EIC hasta 1976, con reducci&#243;n creciente, sobretodo entre las mujeres<sup>17-19</sup>.</p>
      <p>Es posible explicar la ca&#237;da de la mortalidad cardiovascular en el municipio, en parte, por el avance tecnol&#243;gico y por la ampliaci&#243;n del acceso a los servicios de salud, sobretodo tras la creaci&#243;n del Sistema &#218;nico de Salud (SUS). Los datos de la red de asistencia a la salud, consolidados por el Departamento de Inform&#225;tica del Ministerio de Salud (DATASUS) a partir de 1995, permiten conocer el perfil de morbimortalidad hospitalaria por diversas causas espec&#237;ficas, seg&#250;n los municipios de residencia, as&#237; como procedimientos diagn&#243;sticos y terap&#233;uticos pagados por el SUS en los niveles hospitalario y ambulatorio<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>Los procedimientos de alta complejidad, tales como las cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica y las angioplastias coronarias, pueden tener un impacto positivo en la disminuci&#243;n de la letalidad. En 1996 se registraron 1.673 cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica y 1.411 angioplastias coronarias, en residentes del municipio. En 2003, esos n&#250;meros subieron a 2.236 revascularizaciones y 3.504 angioplastias, representando un incremento del 34% y el 148% para cada procedimiento, respectivamente<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>Con relaci&#243;n a la distribuci&#243;n por sexo, los datos disponibles entre 2000 y 2004 mostraron que en la poblaci&#243;n masculina se realizaron 3.509 angioplastias coronarias en el bienio 2000-2001, subiendo a 4.817 en el bienio 2003-2004, con un aumento del 37% entre esos dos per&#237;odos. El n&#250;mero de cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica en 2002 fue de 195, pasando a 1.422 en 2003-2004, o sea, un aumento del 630%<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>En la poblaci&#243;n femenina, el n&#250;mero de angioplastias coronarias en 2000-2001 fue de 1.776 y en 2003-2004, de 1.870 &#150; lo que representa un incremento del 5,3%. Las revascularizaciones mioc&#225;rdicas realizadas en 2002 fueron 95 procedimientos, y alcanzaron 776 en el bienio 2003-2004, lo que corresponde a un aumento del 717%<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>En 1998, se pagaron 38.130 internaciones por el SUS, para el tratamiento del conjunto de enfermedades del aparato circulatorio, pasando a 62.993 en 2007. Las EIC agudas y cr&#243;nicas correspondieron a 8.938 y 15.363 internaciones en los mismos a&#241;os, respectivamente. Los accidentes cerebrovasculares (ACVs) representaron 1.970 internaciones en 1998, alcanzando 6.020 en 2007<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>El an&#225;lisis de los per&#237;odos 1996-1998 y 2003-2005 revel&#243; un total de 6.713 internaciones hospitalarias por infarto agudo de miocardio (IAM) de 1996 a 1998, pasando a 16.636 entre 2003 y 2005, o sea, un aumento del 148%. Las internaciones por angina inestable pasaron de 7.089 en el primer per&#237;odo a 11.379 en el segundo, con un aumento del 60%, y los ACVs correspondieron a 13.076 y 19.331 &#150; un incremento del 48 %<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>La disminuci&#243;n de la mortalidad por EIC mostr&#243; que fue m&#225;s importante en los hombres de 70 a&#241;os y m&#225;s, comparado con las otras franjas etarias y con las mujeres de la misma franja. En un estudio sobre la mortalidad precoz en Brasil en la d&#233;cada de 1980<sup>17</sup>, los autores constataron que cerca del 50% de los &#243;bitos masculinos por EIC ocurrieron antes de los 65 a&#241;os, reflejando el fen&#243;meno de que la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n brasile&#241;a se encontraba en esa franja etaria, concentrando, por lo tanto, una mayor proporci&#243;n de &#243;bitos. De acuerdo a los resultados del presente estudio, cabe resaltar la importancia de investigar los factores relacionados a las diferencias en la disminuci&#243;n de la mortalidad por EIC, observadas por sexo entre los longevos, aunque diversos estudios muestren que las tasas de mortalidad por esa patolog&#237;a, hayan sido m&#225;s elevadas en el sexo masculino, en todas las edades<sup>17-19</sup>. </p>
      <p>Los de 70 a&#241;os y mayores presentan coeficientes de mortalidad bastante m&#225;s elevados, en ambos sexos, y tuvieron tambi&#233;n menor reducci&#243;n de la mortalidad en las causas analizadas (a excepci&#243;n de las EIC entre los hombres). Esos resultados deben ser interpretados con cautela, dado que se trabaj&#243; con una franja muy amplia, sin contemplar, por ejemplo, los muy ancianos (85 a&#241;os y m&#225;s). De esa forma, es posible que existan diferencias no detectadas por edad y sexo en el grupo de 70 a&#241;os y m&#225;s. </p>
      <p>Cabe destacar que los individuos de edad m&#225;s avanzada presentan alteraciones morfol&#243;gicas propias del envejecimiento, cuyo papel es importante en la ocurrencia de ECV<sup>22</sup>. La hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), que constituye la patolog&#237;a no transmisible m&#225;s prevalente en esa poblaci&#243;n, representa tambi&#233;n un importante factor de riesgo para la aparici&#243;n de enfermedades cardiovasculares<sup>22</sup>. </p>
      <p>El estudio de cohorte de base poblacional sobre salud, bienestar y envejecimiento (SABE)<sup>23</sup>, realizado en el municipio de S&#227;o Paulo, mostr&#243; que la hipertensi&#243;n arterial (HA) constituy&#243; la enfermedad m&#225;s frecuente, en personas de 60 a&#241;os y m&#225;s, en el a&#241;o 2000 (56,3% en el sexo femenino y el 49,1% en el sexo masculino). Adem&#225;s, cerca de un 15% de las mujeres y el 26,5% de los hombres no tomaban medicamentos para controlar la HA.</p>
      <p>El an&#225;lisis de la mortalidad en personas ancianas presenta particularidades en relaci&#243;n a los otros grupos etarios, dado que el principal factor de riesgo sigue siendo la propia edad. La heterogeneidad de la poblaci&#243;n a&#241;osa constituye tambi&#233;n un importante componente de ese proceso<sup>24,25</sup>. Entre los factores que influyen esa heterogeneidad, adem&#225;s de las alteraciones anat&#243;micas y funcionales, puede citarse la polifarmacia, que contribuye al aumento de la toxicidad e interacci&#243;n entre determinados componentes medicamentosos, as&#237; como variables relacionadas al estilo de vida y a la base social<sup>24</sup>. Las variables de naturaleza contextual dependen de una interacci&#243;n compleja entre individuos y medio ambiente, y se diferencian de acuerdo a los diversos modelos socioculturales<sup>25</sup>. </p>
      <p>El proyecto de base poblacional llamado 'Epidemiolog&#237;a del anciano' (EPIDOSO), desarrollado en la ciudad de S&#227;o Paulo desde 1991<sup>25</sup>, mostr&#243; que la mortalidad por todas las causas, en una cohorte de personas a&#241;osas, tuvo como factores de riesgo, entre otros, edad (avanzada), sexo (masculino), historia de sedentarismo y ocurrencia de ACVs. </p>
      <p>En el presente estudio, se observ&#243; un mayor riesgo de morir por EIC que por ECBV en el sexo masculino a partir de los 30 a&#241;os, y en el sexo femenino, a partir de los 50 a&#241;os, en los dos per&#237;odos analizados. Los datos contrastan con los obtenidos en un estudio realizado en la ciudad de Maring&#225; (PR), en individuos de 60 a&#241;os y m&#225;s<sup>26</sup>, donde los coeficientes por ECBV son m&#225;s elevados que los coeficientes por EIC, en los dos sexos, en los per&#237;odos de 1979 a 1981 y 1996 a 1998. En el pa&#237;s, entre las ECV, las ECBV constituyen la principal causa de muerte<sup>27</sup>. </p>
      <p>En el a&#241;o 2002, considerando todas las causas de &#243;bito, las ECBV representaron 87.344 muertes en Brasil. De este total, 42.883 (49%) se registraron en el sexo femenino, y los mayores porcentajes fueron observados en las regiones menos desarrolladas desde el punto de vista socioecon&#243;mico, como el Norte, Nordeste y Centro-Oeste<sup>28</sup>. La determinaci&#243;n social de la mortalidad por ECBV ha sido abordada en la literatura cient&#237;fica. Un estudio en la poblaci&#243;n de 30 a 79 a&#241;os de edad en la ciudad de S&#227;o Paulo, entre 1999 y 2001, usando la raza/color como variable socioecon&#243;mica, mostr&#243; un patr&#243;n de aumento progresivo en el gradiente de los coeficientes de esa mortalidad para la raza/color mulata y despu&#233;s para los negros, comparado con los blancos, en ambos sexos<sup>29</sup>. </p>
      <p>Dado que la frecuencia de ECV est&#225; asociada a factores de riesgo ya conocidos, la intervenci&#243;n sobre ellos puede interferir en la morbimortalidad por ECV. Los factores de riesgo modificables son aquellos resultantes de h&#225;bitos y costumbres que causan da&#241;os al organismo humano y que pueden ser modificados, minimizados o eliminados por medio de acciones en el nivel de la prevenci&#243;n primaria (tabaquismo, inactividad f&#237;sica, hipertensi&#243;n, diabetes, hipercolesterolemia, obesidad etc.)<sup>27</sup>.</p>
      <p>Avezum et al.<sup>30</sup> analizaron, a trav&#233;s de un estudio caso-control en doce hospitales de la regi&#243;n metropolitana de S&#227;o Paulo, los factores de riesgo asociados al IAM. Se constat&#243; que los antecedentes de HAS, historia familiar de insuficiencia coronaria, tabaquismo, obesidad, antecedentes de diabetes y nivel s&#233;rico de LDL-colesterol &gt;= 100 mg/dl eran factores independientemente asociados al riesgo de IAM.</p>
      <p>Respecto a la HA, el n&#250;mero de internaciones por hipertensi&#243;n esencial (c&#243;digo I10 del CIE-10) en residentes de la ciudad de S&#227;o Paulo en 1998 fue de 3.156 en los hospitales p&#250;blicos y con convenio con el SUS, aumentando gradualmente y alcanzando 7.102 en 2007<sup>20,21</sup>. En lo concerniente a la atenci&#243;n en la red de atenci&#243;n b&#225;sica del municipio, los datos de producci&#243;n ambulatoria del SUS mostraron un total de 123.803 atenciones de enfermer&#237;a realizadas en mujeres en el a&#241;o 2001, aumentando progresivamente y alcanzando 2.478.661 en 2007. En el mismo per&#237;odo, esa categor&#237;a de procedimiento en el sexo masculino aument&#243; de 64.526 a 1.364.440<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>En lo que respecta a las acciones de promoci&#243;n de la salud, el proyecto de <italic>'promoci&#243;n del estilo de vida activo: el Agita S&#227;o Paulo',</italic> creado en 1996 y vigente en el Estado de S&#227;o Paulo, tiene como principales poblaciones blanco estudiantes, trabajadores y la poblaci&#243;n de 60 a&#241;os y m&#225;s. El programa aplica abordajes de intervenci&#243;n entre los individuos habitantes en el estado, estimulando la pr&#225;ctica de 30 minutos de actividad f&#237;sica moderada por d&#237;a<sup>31,32</sup>. Estudios de intervenciones, conducidos entre 1999 y 2002 en la regi&#243;n metropolitana de S&#227;o Paulo, comparando grupos espec&#237;ficos con el objetivo de evaluar el impacto del programa, mostraron resultados positivos, con cambios en el nivel de actividad f&#237;sica a lo largo del tiempo<sup>32,33</sup>. </p>
      <p>Las acciones de promoci&#243;n de la salud y los cambios con relaci&#243;n a los factores de riesgo podr&#237;an explicar apenas en parte una reducci&#243;n de morbilidad por ECV, con consecuente impacto en la mortalidad. La encuesta domiciliaria sobre comportamientos de riesgo y morbilidad referida de enfermedades y patolog&#237;as no transmisibles, realizada en los a&#241;os 2002 y 2003 en las capitales brasile&#241;as, muestra que, en relaci&#243;n con las dem&#225;s ciudades analizadas, el municipio de S&#227;o Paulo present&#243; el mayor porcentaje de exceso de peso en individuos de 50 a&#241;os y m&#225;s (IMC &gt; 25), y casi el peor valor indicador de sobrepeso en la poblaci&#243;n de 25 a 49 a&#241;os<sup>34</sup>. Se observ&#243; tambi&#233;n el mayor porcentaje de individuos con diagn&#243;stico de diabetes, de hombres con HA y de individuos hipertensos de 40 a&#241;os y m&#225;s, en ambos sexos<sup>34</sup>. La hipertensi&#243;n y la diabetes, conocidas como factores de riesgo para ECV, son tambi&#233;n morbilidades, por lo que debe considerarse la estructura etaria de la poblaci&#243;n que interfiere en la frecuencia de esas patolog&#237;as, en virtud del aumento proporcional de la poblaci&#243;n a&#241;osa. Aun as&#237;, los resultados de esa encuesta muestran que el municipio present&#243; la mayor prevalencia nacional de individuos diab&#233;ticos entre 25 y 39 a&#241;os<sup>34</sup>. </p>
      <p>Con relaci&#243;n al tabaquismo, el municipio se destacaba entre las capitales del pa&#237;s en la encuesta de 1989, y no ocup&#243; m&#225;s esa posici&#243;n en 2002-2003. No obstante, se observ&#243; que los porcentajes de fumadores en ambos sexos son a&#250;n elevados si se comparan al mayor valor en Brasil, y con mayor proporci&#243;n en la poblaci&#243;n masculina<sup>34</sup>. </p>
      <p>En la encuesta ya citada, se observa que el municipio de S&#227;o Paulo present&#243; el mejor nivel del pa&#237;s referente al consumo diario de alcohol, clasificado como riesgo en los 30 d&#237;as anteriores al momento da entrevista. En relaci&#243;n con la frecuencia de individuos considerados no sedentarios, la ciudad present&#243; &#237;ndices pr&#243;ximos al mejor valor observado en el pa&#237;s, principalmente en la poblaci&#243;n masculina y entre individuos de ambos sexos, entre 15 y 24 a&#241;os<sup>34</sup>.</p>
      <p> La Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS) sostiene que, adem&#225;s de la prevenci&#243;n de factores de riesgo modificables del acceso a los servicios de salud y del uso de m&#233;todos proped&#233;uticos y de tratamiento, la prevenci&#243;n secundaria de eventos cardiovasculares como el IAM fatal y no fatal, as&#237; como accidentes vasculares encef&#225;licos (AVE) fatales y no fatales, tienen un importante papel en la reducci&#243;n de la carga de las ECV. Los individuos que tienen una ECV, principalmente aquellos que sobrevivieron a u IAM o AVE, presentan un mayor riesgo de morir por un evento recurrente<sup>35</sup>. La disminuci&#243;n de la mortalidad cardiovascular, entre 1971 y 1992, observada en una muestra poblacional en los Estados Unidos, mostr&#243; que el descenso fue debido tanto a la reducci&#243;n en la incidencia como en la letalidad, sugiriendo que la prevenci&#243;n primaria, secundaria y el tratamiento de las ECV contribuyeron a la disminuci&#243;n de la mortalidad por esa patolog&#237;a en el pa&#237;s<sup>36</sup>. </p>
      <p>Las EIC y las ECV, aun cuando representan las primeras causas de &#243;bito en el municipio de S&#227;o Paulo, muestran un descenso importante, confirmando los estudios de tendencias realizados en per&#237;odos precedentes. El mayor acceso a la atenci&#243;n en salud y el uso de tecnolog&#237;as diagn&#243;sticas y terap&#233;uticas pueden explicar, en parte, la evoluci&#243;n en el descenso de la mortalidad cardiovascular registrada en esta ciudad. </p>
      <p>De la misma forma, es importante la investigaci&#243;n, no solamente de factores de riesgo a nivel individual, sino tambi&#233;n de los determinantes en el nivel sociocultural, puesto que la mortalidad puede presentar patrones diferentes, seg&#250;n los diversos grupos socioecon&#243;micos. Ese tipo de investigaci&#243;n tiende a una mejor comprensi&#243;n y elaboraci&#243;n de estrategias de pol&#237;ticas y de intervenci&#243;n en salud, con alcance poblacional. Por eso, son necesarias nuevas abordajes que consideren las inequidades en salud en los niveles contextuales e individuales, a fin de explicar diferencias en la incidencia, prevalencia y en la mortalidad por ECV, y que favorezcan la reorientaci&#243;n de pol&#237;ticas de salud en esa &#225;rea.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular mortality by gender and age range in the city of Sao Paulo, Brazil: 1996 to 1998, and 2003 to 2005</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Knowledge on the trends of cardiovascular mortality is important to make hypotheses on its occurrence as well as to support prevention and control measures. OBJECTIVES: To compare mortality for the group of cardiovascular diseases and their main subgroups (ischemic heart diseases and cerebrovascular diseases) in the city of Sao Paulo by age and gender between the periods of 1996 to1998 and 2003 to 2005. METHODS: Data on deaths from the Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade para o Munic&#237;pio(Program of Improvement of Information on Mortality for the City), and population estimates from the SEADE Foundation of the State of Sao Paulo were used. The magnitude of mortality and its changes between the three-year periods were measured using the description of coefficients and relative percentage variation. The Poisson regression model was also used to estimate the change in mortality between the periods. RESULTS: A significant reduction was observed in cardiovascular mortality. The coefficients increased with age in both genders, and were higher in the male population in comparison to the female population, and in the age range of 70 years and older. Mortality coefficients for ischemic heart diseases were higher than those for cerebrovascular diseases among men and women aged 50 years or older. The reduction in the group of cardiovascular diseases was greater among women aged 20 to 29 years (-30%), and among men aged 30 to 39 years (-26%). CONCLUSION: The intensity of cardiovascular mortality decreased between 1996 and 1998, and 2003 and 2005, however with differences between the groups. This reduction may reflect, in part, a greater access to diagnostic and therapeutic methods.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiovascular Diseases</kwd>
        <kwd>Cardiovascular Diseases</kwd>
        <kwd>Sex</kwd>
        <kwd>Age of Onset</kwd>
        <kwd>S&#227;o Paulo</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><inline-formula id="txt-body3"/>Cardiovascular mortality by gender and age range in the city of Sao Paulo, Brazil: 1996 to 1998, and 2003 to 2005     </p>
      <p>
        <bold>Norma Farias; Jos&#233; Maria Pacheco de Souza; Ruy Laurenti; Soraya Martins de Alencar </bold>
      </p>
      <p>Department of Epidemiology of Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da Universidade de S&#227;o Paulo, Sao Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold> BACKGROUND: </bold>Knowledge on the trends of cardiovascular mortality is important to make hypotheses on its occurrence as well as to support prevention and control measures. </p>
      <p><bold>OBJECTIVES: </bold>To compare mortality for the group of cardiovascular diseases and their main subgroups (ischemic heart diseases and cerebrovascular diseases) in the city of Sao Paulo by age and gender between the periods of 1996 to1998 and 2003 to 2005. </p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Data on deaths from the <italic>Programa de Aprimoramento das Informa&#231;&#245;es de Mortalidade para o Munic&#237;pio</italic>(Program of Improvement of Information on Mortality for the City), and population estimates from the SEADE Foundation of the State of Sao Paulo were used. The magnitude of mortality and its changes between the three-year periods were measured using the description of coefficients and relative percentage variation. The Poisson regression model was also used to estimate the change in mortality between the periods. </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> A significant reduction was observed in cardiovascular mortality. The coefficients increased with age in both genders, and were higher in the male population in comparison to the female population, and in the age range of 70 years and older. Mortality coefficients for ischemic heart diseases were higher than those for cerebrovascular diseases among men and women aged 50 years or older. The reduction in the group of cardiovascular diseases was greater among women aged 20 to 29 years (-30%), and among men aged 30 to 39 years (-26%).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The intensity of cardiovascular mortality decreased between 1996 and 1998, and 2003 and 2005, however with differences between the groups. This reduction may reflect, in part, a greater access to diagnostic and therapeutic methods.</p>
      <p><bold>Key words: </bold>Cardiovascular Diseases / mortality / epidemiology; Sex; Age of Onset; S&#227;o Paulo; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Population health, as measured by mortality indicators, has considerably improved in the past 50 years. In Latin America, three in four adults die of non-communicable diseases, and this indicates a relatively advanced epidemiological transition<sup>1</sup>. In Brazil, cardiovascular diseases (CVD) are the major cause of mortality<sup>2</sup>. In the city of Sao Paulo, CVD were the leading cause of death in 1960; among them, the major causes &#150; ischemic heart disease (IHD) and cerebrovascular disease (CBVD), have decreased since the 1970's, but still show a higher death risk than in other industrialized countries<sup>3-4</sup>.</p>
      <p>Trends in cardiovascular mortality were analyzed in 13 Brazilian States between 1980 and 1998<sup>5</sup>, with increases being observed in Northeastern and Central-Western States, and reductions in Southern and Southeastern States. A multicenter study conducted in Rio Grande do Sul, Sao Paulo and Rio de Janeiro between 1980 and 1999<sup>6</sup> showed variations between the States and capitals. Coefficients for CBVD were higher in the city of Rio de Janeiro, although it had the greatest trend of decline.</p>
      <p> A decrease in mortality for CVD has been described in several areas of the world<sup>7-9</sup>. A comparative study between Eastern and Western European countries showed that in Eastern Europe this decline started from the 1970's and continued gradually, whereas in Western Europe, although decreases were only recorded as from 1995, they were steeper and more abrupt<sup>10</sup>. </p>
      <p> Analyses of death risk for IHD in the Framingham Heart Study (1950 to 1999) cohort showed a reduction in mortality of subjects with and without previous heart disease<sup>11</sup>.</p>
      <p>Although a decrease in CVD mortality is observed especially in developed areas<sup>12</sup>, its magnitude and decline may vary according to periods, regions, gender, and age. Knowledge on the trends of these conditions may lead to hypotheses on their occurrence, support prevention and control measures. The objective of this study was to compare mortality for the group of cardiovascular diseases and their main subgroups &#150; ischemic heart disease and cerebrovascular diseases &#150; in the city of Sao Paulo by age and gender, in two periods: from 1996 to 1998, and from 2003 to 2005.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We used secondary data on deaths from the pool of cardiovascular diseases in people residing and dying in the city of Sao Paulo and their most frequent specific causes of mortality &#150; ischemic heart disease and cerebrovascular diseases, in the population aged 20 years and older. The age ranges selected were: 20 to 29, 30 to 39, 40 to 49, 50 to 59, 60 to 69, and 70 years and older.</p>
      <p>Deaths were grouped into two three-year periods: 1996 to 1998, and 2003 to 2005. In addition to studies of historical series, studies analyzing the trends of conditions have been reported in the literature, comparing two or more different moments<sup>13-14</sup>.</p>
      <p>The source of death information was the Program of Improvement of Information on Mortality for the City. The basic causes of mortality in the years studied are those coded according to the World Health Organization's International Classification of Diseases 10th revision &#150; IDC 10. The group of cardiovascular diseases corresponds to <italic>cause (chap ICD 10) &#150; IX &#150; diseases of the circulatory system. </italic>For ischemic heart diseases, the codes are: 120-125, and for cerebrovascular diseases, 160-169<sup>15</sup>.</p>
      <p>Mortality coefficients per 100,000 men and 100,000 women were calculated for all conditions in the age ranges and in each period. The numerator corresponded to the mean death in the three-year period, and the denominator, to the population in the middle of each three-year period. The analysis included data on deaths of three consecutive years in order to reduce the fluctuations in the number of deaths recorded each year. Reference population estimates were obtained from the SEADE Foundation of the State of Sao Paulo, with base on the 2000 census.</p>
      <p>The magnitude of mortality for the group of CVD, IHD, and CBVD by gender and age range was observed using the description of mortality coefficients. For the comparison of the differences in the coefficients between the two periods, the relative percentage coefficient variation was calculated between the second and the first periods in the groups selected. In order to verify the trend in mortality in each group, between the periods, the Poisson regression was used with the analysis stratified by gender and age. The model included number of deaths, population, and period, the latter being treated as a dummy variable. The first period (1996-1998) was treated as a reference category. Results of Poisson regression (&#946;) and respective 95% confidence intervals are presented to analyze this trend of change in mortality between the final and initial periods. P values &lt; 0.05 were considered statistically significant. Data were analyzed in the Stata 9.1 program. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref> shows the mortality coefficients per 100,000 for CVD, IHD, and CBVD in men and women by age range in each period, and the relative percentage coefficient variation between the first and second periods. </p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The mortality coefficients were higher for all causes in the three-year period of 1996-1998 in relation to the three-year period of 2003-2005, except for cerebrovascular diseases in men aged 20 to 29 years.</p>
      <p>Mortality was higher in the male population in relation to the female population for all conditions, age ranges and periods. The coefficients increased progressively with age.</p>
      <p>The age-adjusted male mortality coefficient for the group of CVD in the population aged 20 years and older (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>) was approximately 367/100,000 men between 1996 and 1998, dropping to 304/100,000 between 2003 and 2005, thus representing a reduction by 17%. Among women (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">Figure 2</xref>), the coefficients decreased from 309 to 250/100,000, respectively, corresponding to a drop by 19%. </p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gf01-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0498-00010-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>In the male population, CBVD were only ahead of ischemic diseases as mortality causes, in the age range of 20 to 29 years and in the second three-year period, with an excess mortality of 14%. In the female population, this phenomenon was observed for both periods in the age ranges from 20 to 49 years, with an excess mortality of CBVD over IHD between 2003 and 2005 of 103% among women aged 20 to 29 years, and 38% among those aged 40 to 49 years.</p>
      <p>In the total population, the male/female mortality ratio for the group of cardiovascular diseases was higher than 1.00 in both periods. There were differences in gender ratio according to the age ranges, with values closer to 1.00 among the eldest: 1.24 (1996 to 1998) and 1.29 (2003 to 2005). The highest difference in CVD mortality between men and women was observed in the age range of 50 to 59 years, in which the coefficient ratio was approximately 2 for both periods. In relation to specific causes of mortality, the male/female ratio for IHD was higher than 2 in the age range of 20 to 60 years for both periods, and higher than 1 in the age range of 70 years and older. For cerebrovascular diseases, this ratio was of approximately, or slightly higher than, 1 in all age ranges.</p>
      <p>The highest coefficients were recorded in the population aged 70 years and older. In the age ranges of 60 to 69 and 70 years and older, the CVD coefficient practically tripled in both periods and increased by approximately 5 times in the male and female populations, respectively.</p>
      <p>CVD are important mortality causes in all age ranges, especially among individuals aged 70 years and older. Among the total deaths for CVD recorded in the city between 1996 and 1998 (62,833) and between 2003 and 2005 (62,223), the proportion of deaths in the age range of 20 to 29 years was 0.9% (n=545) and 0.7% (n=412), respectively. In the age range of 70 years and older, this proportion reached 53.5% (n=33,622) and 57% (n=35,332) in the same periods.</p>
      <p>
        <bold>Change in the pattern of cardiovascular mortality between 1996 and 1998, and between 2003 and 2005 </bold>
      </p>
      <p>The comparison of age-standardized mortality coefficients between the first and the second periods in the population aged 20 years and older showed a reduction in male coefficients by 29% for ischemic heart diseases, and by 23% for cerebrovascular diseases (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>). In the female population, this reduction was of 18% and 20%, respectively (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">Figure 2</xref>).</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref> shows a reduction in mortality coefficients for CVD, IHD, and CBVD between the two periods, except for CBVD in men aged 20 to 29 years, among whom a 1% increase was observed. In the male population, the change in mortality between the periods was not statistically significant for this age range; however, it was significant for all the other groups and conditions (p &lt; 0.05). In the female population, the drop in overall mortality was not significant only for IHD and CBVD among younger women. This phenomenon may be explained by the small number of deaths recorded in the population aged 20 to 29 years.</p>
      <p>In both genders, the decrease in CVD mortality was less significant among individuals aged 70 years or older: -13% in men and -17% in women. The greatest reductions in this mortality were observed in the youngest age ranges: -30% for women aged 20 to 29 years, and -26% for men aged 30 to 39 years.</p>
      <p>In the male population, the greatest reduction in the risk of death for IHD was observed in the age ranges of 30 to 39 years (-28%), 40 to 49 years (- 33%), and 70 years and older (-39%). For CBVD, the reduction of mortality coefficients was observed as of 30 years; however, unlike observed for IHD, the reduction was smaller in the age range of 70 years and older: - 18%.</p>
      <p>In the female population, a reduction in IHD mortality was recorded between the first and second periods in all age ranges, with a lower reduction in women aged 70 years and older (-15%), unlike that observed in men. For CBVD, reduction occurred in all age ranges, but was lower than in the male population, except for women aged 20 to 29 years: -30% versus -20% among men. Like for the male gender, a lower reduction in CBVD mortality was observed in the age range of 70 years and older: -16%. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study showed a reduction in mortality for the group of cardiovascular diseases and their main specific causes (ischemic heart diseases and cerebrovascular diseases) between the second half of the 1990's and the first half of the 2000's.</p>
      <p>Considering the improvement in the quality of information, we should take into account the errors of classification of basic causes of mortality. As regards the ill-defined causes, statistics on mortality in the city of Sao Paulo showed a 1.5% rate in 1989, thus lower than the national mean of 18.4%<sup>16</sup>.</p>
      <p>The results showed that the decrease in the group of CVD and IHD occurred especially for the female gender in most of the age ranges, and were consistent with studies that assessed the trends in cardiovascular disease mortality in the city. Those previous analyses showed a progressive increase for IHD up to 1976, with a progressive reduction, especially among women<sup>17-19</sup>.</p>
      <p>The drop in cardiovascular mortality in the city may be partly explained by the technological advancements and easier access to health services, especially after the <italic>Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</italic> (SUS - Unified Health System) was created. Data from the health care network, consolidated by the Department of Information and Technology of the Ministry of Health &#150; DATASUS &#150; from 1995, provide information on the profile of hospital morbidity and mortality for several specific causes, according to the cities in which the patients lived, as well as on diagnostic and therapeutic procedures paid by SUS at the hospital and outpatient care levels<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>Highly complex procedures such as coronary artery bypass grafting (CABG) and coronary angioplasties may have a positive impact by reducing mortality. In 1996, a total of 1,673 CABG and 1,411 coronary angioplasties were recorded in city residents, and in 2003 these figures increased to 2,236 CABG and 3,504 angioplasties, thus representing an increment by 34% and 148% for each procedure, respectively<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>In relation to gender distribution, the data available between 2000 and 2004 showed that 3,509 coronary angioplasties were performed in the male population in the two-year period of 2000-2001, increasing to 4,817 in the two-year period of 2003-2004, thus corresponding to a 37% increase between the two periods. The number of CABG in 2002 was 195, reaching 1,422 in 2003-2004, that is, an increase by 630%<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>In the female population, the number of coronary angioplasties in 2000-2001 was 1,776 and 1,870 in 2003-2004, representing an increase by 5.3%. In 2002, 95 CABG were performed, reaching 776 in the two-year period of 2003-2004, therefore an increase by 717%<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>In 1998, a total of 38,130 hospital admissions were paid by SUS for the group of diseases of the circulatory system, going to 62,993 in 2007. Acute and chronic ischemic heart diseases corresponded to 8,938 and 15,363 hospitalizations in the same years, respectively. Strokes accounted for 1970 hospitalizations in 1998, reaching 6,020 in 2007<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>The analysis of the periods of 1996-1998 and 2003-2005 revealed a total of 6,713 hospitalizations for acute myocardial infarction in 1996 to 1998, reaching 16,636 in 2003 to 2005, that is, an increase by 148%. Hospitalizations for unstable angina went from 7,089 in the first period to 11,379 in the second, thus an increase by 60%, whereas hospitalizations for stroke increased from 13,076 to 19,331 (an increase by 48%)<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>Reduction in IHD mortality was more significant among men aged 70 years and older in comparison to other age ranges and to women of the same age range. A study on early mortality in Brazil in the 1980's<sup>17</sup> showed that approximately 50% of the male deaths for IHD occurred before 65 years of age, reflecting the phenomenon that most of the Brazilian population belonged to this age range, which consequently concentrated a greater proportion of deaths. Based on the findings of the present study, we should point out the importance of investigating the factors related to the differences in the reduction of IHD mortality observed by gender among long-lived individuals, although several studies have shown that IHD mortality rates have been higher in the male gender in all age ranges<sup>17-19</sup>. </p>
      <p>Elderly individuals aged 70 years and over had much higher mortality coefficients in both genders, and also lower reduction in mortality for the causes analyzed (except for IHD among men). These results should be carefully interpreted, since a very broad age range was used, without including, for instance, the very elderly (85 years and older). Thus, there may have been differences by age and gender that were not detected in the group of 70 years and over. </p>
      <p>We should underscore that the oldest individuals present aging-related morphologic changes, which play an important role in the occurrence of CVD<sup>22</sup>. Systemic hypertension, which is the most prevalent non-communicable condition in this population, is also an important risk factor for cardiovascular diseases<sup>22</sup>.</p>
      <p>The population-based cohort study on health, well-being and aging &#150; SABE<sup>23</sup>, conducted in the city of Sao Paulo, showed that hypertension was the most frequent disease among people aged 60 years and older in the year of 2000 (56.3% in women, and 49.1% in men). Additionally, approximately 15% of the women and 26.5% of the men were not using antihypertensive medication. </p>
      <p>The analysis of mortality in elderly people has peculiarities in relation to other age groups, since the major risk factor is still the age itself. The heterogeneity of the elderly population is also an important component of this process<sup>24,25</sup>. Among the factors that influence this heterogeneity, other than anatomical and functional changes, polypharmacy can be mentioned which contributes to increased toxicity and interaction between certain drug compounds, as well as variables related to the lifestyle and social support<sup>24</sup>. Contextual variables depend on a complex interaction between individuals and the environment, and vary according to the different social and cultural patterns<sup>25</sup>.</p>
      <p>The population-based EPIDOSO project being carried out in the city of Sao Paulo since 1991<sup>25</sup> showed that the risk factors for all-cause mortality in a cohort of elderly people were age (advanced), gender (male), history of sedentary lifestyle, occurrence of stroke, and others. </p>
      <p>In the present study, a higher risk of dying of IHD than of CBVD was observed in the male gender from 30 years on, and in the female gender from 50 years on in both periods analyzed. These data are different from those obtained in a study conducted in the city of Maring&#225; (State of Paran&#225;, Brazil) in individuals aged 60 years and older<sup>26</sup>, in which the coefficients for CBVD were higher than those for IHD in both genders between 1979 and 1981, and between 1996 and 1998. In Brazil, among CVD, cerebrovascular diseases are the major cause of death<sup>27</sup>.</p>
      <p>In 2002, considering all causes of death, cerebrovascular diseases accounted for 87,344 deaths in Brazil. Of these, 42,883 (49%) were recorded in the female gender, and the highest percentages were observed in the less socioeconomically developed regions such as the North, Northeast and Central-West<sup>28</sup>. The social determination of cerebrovascular disease mortality has been addressed in the scientific literature. A study in the population aged between 30 and 79 years in the city of Sao Paulo from 1999 to 2001, using race/color as a socioeconomic variable, showed a trend of progressive increase in the gradient of cerebrovascular disease coefficients for the mixed race/color followed by blacks in comparison to whites in both genders<sup>29</sup>.</p>
      <p>Since the frequency of cardiovascular diseases is associated with known risk factors, intervention on these risk factors may interfere with the morbidity and mortality for CVD. Modifiable risk factors are those resulting from customs and habits that are harmful to the human body and that may be modified, minimized, or eliminated by means of primary prevention measures (smoking, physical inactivity, hypertension, diabetes, hypercholesterolemia, obesity)<sup>27</sup>.</p>
      <p>Avezum et al<sup>30</sup> analyzed the risk factors associated with acute myocardial infarction (AMI) in a case-control study in 12 hospitals in the metropolitan area of Sao Paulo. History of systemic hypertension, family history of coronary insufficiency, smoking, obesity, history of diabetes, and serum LDL-cholesterol levels <underline>&gt;</underline> 100mg/dL were proven independent factors associated with the risk of AMI.</p>
      <p>In relation to hypertension, the number of hospitalizations for essential hypertension (code I10 of the International Classification of Diseases &#150; 10th revision) among people residing in the city of Sao Paulo in 1998 was 3,156 in public hospitals and hospitals providing care for SUS patients, and increased progressively, reaching 7,102 in 2007<sup>20,21</sup>. As regards the primary health care network in the city, data on SUS outpatient production showed a total of 123,803 nursing procedures provided to women in the year 2001, with a progressive increase to 2,478,661 in 2007. In the same period, this category of procedure increased from 64,526 to 1,364,440 in the male gender<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>As regards health promotion measures, the '<italic>Promo&#231;&#227;o do estilo de vida ativo: O Agita S&#227;o Paulo</italic>' project for the promotion of an active lifestyle was created in 1996, is being carried out in the State of Sao Paulo, and its target population is comprised of students, workers and the population aged 60 years and over. The program uses intervention approaches for the individuals living in the state, and encourages the engagement in moderate physical activity 30 minutes per day<sup>31,32</sup>. Intervention studies comparing specific groups in order to evaluate the impact of the program were conducted between 1999 and 2002 in the metropolitan area of Sao Paulo, showing positive results with changes in the level of physical activity throughout time<sup>32,33</sup>.</p>
      <p>Health promotion measures and changes in relation to risk factors could only partly explain a reduction in morbidity for cardiovascular diseases, with a subsequent impact on mortality. A household survey on risk behaviors and self-reported morbidity of non-communicable diseases and conditions conducted in 2002 and 2003 in Brazilian capitals showed that, in relation to other cities analyzed, the city of Sao Paulo had the highest percentage of excess weight among people aged 50 years and older (BMI &gt; 25), and a value close to the worst overweight indicator in the population aged 25 to 49 years<sup>34</sup>. Sao Paulo also had the highest percentage of individuals reporting the diagnosis of diabetes, of men with hypertension, and of hypertensive individuals aged 40 years and over in both genders<sup>34</sup>. Hypertension and diabetes, which are known risk factors for CVD, are also morbidities, so the structure of the age range of the population interfering in the frequency of these conditions should be considered because of the proportional increase of the elderly population. However, the results of this survey showed that the city had the highest national prevalence of diabetic individuals between 25 and 39 years of age<sup>34</sup>.</p>
      <p>In relation to cigarette smoking, the city stood out among the capitals of the country in the 1989 survey, but no longer in 2003-2003. However, the percentages of smokers of both genders are still high when compared to the highest value in Brazil, with a larger proportion among the male population<sup>34</sup>.</p>
      <p>Also in the previously mentioned survey, we can observe that the city of Sao Paulo had the best result in the country for daily alcohol consumption, considered classified as a of risk factor when positive for the past the 30 days preceding the interview. In relation to the frequency of individuals considered non-sedentary, the city had rates close to the best value found in the country, especially in the male population and among individuals of both genders aged 15 to 24 years<sup>34</sup>.</p>
      <p>The World Health Organization states that, in addition to the prevention of modifiable risk factors, to the access to health services, and to the use of diagnostic and therapeutic methods, the secondary prevention of cardiovascular events such as fatal and non-fatal acute myocardial infarction (AMI) as well as fatal and non-fatal cerebrovascular accidents (CVA) play an important role in the reduction of the cardiovascular disease burden. Individuals with CVD, particularly those who survived an AMI or CVA, are much more likely to die in a recurrent event<sup>35</sup>. The decrease in cardiovascular disease mortality between 1971 and 1992 observed in a population sample of the United States showed that this decline was due to declines in both the incidence and case fatality rates, thus suggesting that both primary and secondary prevention and treatment contributed to the decline of CVD mortality in the country<sup>36</sup>. </p>
      <p>Although ischemic heart disease and cerebrovascular diseases represent the major cause of death in the city of Sao Paulo, a significant reduction in their frequency has been observed, thus corroborating trend studies conducted in previous periods. Easier access to health care and use of diagnostic and therapeutic technologies may explain in part the progression in the reduction of cardiovascular disease mortality recorded in the city of Sao Paulo.</p>
      <p>Likewise, it is important to investigate not only the risk factors at an individual level, but mainly the determinants at the social and cultural level, since there may be different mortality trends according to the different socioeconomic groups. This type of investigation aims at a better understanding and elaboration of population-wide strategies of health policy and intervention. Thus, new approaches considering the inequities in health at the contextual and individual levels are necessary to explain differences in cardiovascular disease incidence, prevalence and mortality, as well as to facilitate the reorientation of healthy policies in this area.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
