<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">YrQxNWC7WXqsf6j8FkbQnzz</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001100009</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001100009</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Tend&#234;ncia da mortalidade por doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio no Brasil: 1950 a 2000</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Sa&#250;de Coletiva</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>490</fpage>
      <lpage>497</lpage>
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          <day>03</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: As doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC), um dos mais importantes problemas de sa&#250;de da atualidade, apesar de proporcionalmente ainda liderarem as estat&#237;sticas de morbi-mortalidade, come&#231;am a apresentar tend&#234;ncia declinante da mortalidade em diversos pa&#237;ses. OBJETIVO: Analisar a tend&#234;ncia da mortalidade por DAC nas capitais brasileiras, no per&#237;odo de 1950 a 2000. M&#201;TODOS: Estudo de s&#233;rie temporal das raz&#245;es de mortalidade padronizadas por DAC. Utilizamos dados secund&#225;rios de &#243;bitos dos anu&#225;rios estat&#237;sticos do IBGE e do Sistema de Informa&#231;&#227;o de Mortalidade. Realizamos an&#225;lise de tend&#234;ncia linear das raz&#245;es de mortalidade padronizadas por DAC nas capitais brasileiras que apresentaram s&#233;ries completas de mortalidade, considerando os anos censit&#225;rios do per&#237;odo do estudo (1950 a 2000). RESULTADOS: Apesar de proporcionalmente as DAC representarem a primeira causa de &#243;bito na popula&#231;&#227;o brasileira, bem como apresentarem crescimento proporcional no per&#237;odo de an&#225;lise deste estudo, o risco de &#243;bito, representado pelas raz&#245;es de mortalidade padronizadas, apresenta-se em decr&#233;scimo, particularmente a partir da d&#233;cada de 80. Destacam-se as cidades de Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e S&#227;o Paulo, que apresentam raz&#245;es de mortalidade padronizadas elevadas, por&#233;m em decr&#233;scimo (p &lt; 0,05 e p &lt; 0,10) desde o in&#237;cio do per&#237;odo analisado. CONCLUS&#195;O: O comportamento do risco de &#243;bito por DAC sugere que esse grupo de enfermidades &#233; o que primeiro se estabelece, acompanhando o aumento da industrializa&#231;&#227;o no Brasil, verificado a partir da d&#233;cada de 1930 e ap&#243;s a Segunda Guerra Mundial, Como ocorreu em S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, que historicamente experimentaram um processo de desenvolvimento e urbaniza&#231;&#227;o anterior e diferenciado em rela&#231;&#227;o &#224;s outras capitais.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>doen&#231;as vasculares</kwd>
        <kwd>doen&#231;as vasculares</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>06</day>
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>Tend&#234;ncia da mortalidade por doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio no Brasil: 1950 a 2000</p>
    <p>
      <bold>Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse; Eduardo Freese de Carvalho; Wayner Vieira de Souza; Carlos Feitosa Luna</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Sa&#250;de Coletiva - NESC - Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es/Fiocruz, Recife, PE - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> As doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC), um dos mais importantes problemas de sa&#250;de da atualidade, apesar de proporcionalmente ainda liderarem as estat&#237;sticas de morbi-mortalidade, come&#231;am a apresentar tend&#234;ncia declinante da mortalidade em diversos pa&#237;ses. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar a tend&#234;ncia da mortalidade por DAC nas capitais brasileiras, no per&#237;odo de 1950 a 2000. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo de s&#233;rie temporal das raz&#245;es de mortalidade padronizadas por DAC. Utilizamos dados secund&#225;rios de &#243;bitos dos anu&#225;rios estat&#237;sticos do IBGE e do Sistema de Informa&#231;&#227;o de Mortalidade. Realizamos an&#225;lise de tend&#234;ncia linear das raz&#245;es de mortalidade padronizadas por DAC nas capitais brasileiras que apresentaram s&#233;ries completas de mortalidade, considerando os anos censit&#225;rios do per&#237;odo do estudo (1950 a 2000). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Apesar de proporcionalmente as DAC representarem a primeira causa de &#243;bito na popula&#231;&#227;o brasileira, bem como apresentarem crescimento proporcional no per&#237;odo de an&#225;lise deste estudo, o risco de &#243;bito, representado pelas raz&#245;es de mortalidade padronizadas, apresenta-se em decr&#233;scimo, particularmente a partir da d&#233;cada de 80. Destacam-se as cidades de Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e S&#227;o Paulo, que apresentam raz&#245;es de mortalidade padronizadas elevadas, por&#233;m em decr&#233;scimo (p &lt; 0,05 e p &lt; 0,10) desde o in&#237;cio do per&#237;odo analisado. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O comportamento do risco de &#243;bito por DAC sugere que esse grupo de enfermidades &#233; o que primeiro se estabelece, acompanhando o aumento da industrializa&#231;&#227;o no Brasil, verificado a partir da d&#233;cada de 1930 e ap&#243;s a Segunda Guerra Mundial, Como ocorreu em S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, que historicamente experimentaram um processo de desenvolvimento e urbaniza&#231;&#227;o anterior e diferenciado em rela&#231;&#227;o &#224;s outras capitais.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;as cardiovasculares / mortalidade / epidemiologia, doen&#231;as vasculares / mortalidade / epidemiologia, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DAC), por sua import&#226;ncia e magnitude, constituem-se em um dos mais importantes problemas de sa&#250;de da atualidade, tanto em pa&#237;ses desenvolvidos quanto em pa&#237;ses emergentes, dentre eles o Brasil<sup>1</sup>. Elas correspondem &#224; primeira causa de &#243;bito em todas as regi&#245;es do pa&#237;s, em ambos os sexos, sendo respons&#225;veis por 31,8% do total de &#243;bitos e por 10% das interna&#231;&#245;es<sup>2,3</sup>, bem como pela propor&#231;&#227;o mais alta de mortes prematuras, seguidas do c&#226;ncer<sup> 4</sup>. </p>
    <p>No entanto, come&#231;a-se a verificar, ap&#243;s d&#233;cadas de ascens&#227;o, uma tend&#234;ncia declinante da mortalidade por DAC em v&#225;rios pa&#237;ses. Nos Estados Unidos, observa-se o decl&#237;nio da mortalidade por esse grupo de agravos desde o final da d&#233;cada de 1960, devido ao comportamento de decl&#237;nio das doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC) e das doen&#231;as cerebrovasculares (DCbV). Na Europa Ocidental, tend&#234;ncias de decr&#233;scimo na mortalidade por DAC tamb&#233;m s&#227;o observadas no mesmo per&#237;odo<sup>5</sup>.</p>
    <p>No Brasil, tend&#234;ncias declinantes s&#227;o descritas na cidade e no estado de S&#227;o Paulo, a partir da d&#233;cada de 1970, atrav&#233;s de estudos que detectaram a queda da mortalidade por DIC e DCbV. Entretanto, esses estudos destacam que a queda da mortalidade n&#227;o vem sendo acompanhada da diminui&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia desses agravos<sup>6-10</sup>. Vale salientar que entre as d&#233;cadas de 1940 e 1960, S&#227;o Paulo experimentou um aumento da mortalidade por esse grupo de enfermidades com o predom&#237;nio das DIC<sup>11</sup>. Em outros estados e capitais, estudos<sup>12,13</sup> tamb&#233;m detectaram a queda da mortalidade por DAC, sendo esses estudos realizados a partir de informa&#231;&#245;es de &#243;bito de d&#233;cadas mais recentes, de 1980 at&#233; a atualidade.</p>
    <p>Diante desse contexto, este artigo objetivou analisar a tend&#234;ncia da mortalidade por DAC em capitais brasileiras, considerando o per&#237;odo de 1950 a 2000, como forma de observar as mudan&#231;as na tend&#234;ncia da mortalidade por esse grupo de enfermidades.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo de s&#233;rie temporal. A casu&#237;stica do estudo compreendeu o universo conhecido dos &#243;bitos por DAC em capitais brasileiras nos anos censit&#225;rios de 1950 a 2000, e no ano de 1996, quando ocorreu a recontagem da popula&#231;&#227;o. Optou-se por trabalhar com os dados de &#243;bitos nos anos censit&#225;rios, uma vez que s&#233;ries completas de mortalidade por esse grupo de &#243;bitos &#8209; considerando os anos intercensit&#225;rios entre 1950 e 2000 &#8209;, n&#227;o puderam ser resgatadas atrav&#233;s de &#243;rg&#227;os oficiais em nenhuma capital brasileira. Vale ressaltar ainda que s&#233;ries completas de mortalidade por esse grupo de &#243;bitos, nos referidos anos censit&#225;rios, s&#243; puderam ser constru&#237;das para as capitais das regi&#245;es Nordeste, Sudeste e Sul.</p>
    <p>Foram utilizados os dados oficiais de &#243;bitos publicados nos anu&#225;rios estat&#237;sticos do Brasil e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE)<sup>14</sup>, bem como dados do Sistema de Informa&#231;&#227;o de Mortalidade (SIM) do Departamento de Inform&#225;tica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (DATASUS)/Minist&#233;rio da Sa&#250;de (MS). Para tanto, consideramos os grupos de causas de &#243;bitos agrupados pela Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as (CID), que atualmente encontra-se em sua 10&#170; revis&#227;o, e as revis&#245;es dessa codifica&#231;&#227;o realizadas no per&#237;odo considerado no estudo. Os dados populacionais censit&#225;rios tiveram como fonte prim&#225;ria o IBGE.</p>
    <p>Inicialmente foi calculada a mortalidade proporcional (MP) por DAC nas capitais brasileiras, nos anos censit&#225;rios de 1950 a 2000 e do ano de 1996, em rela&#231;&#227;o ao total de &#243;bitos ocorridos nas referidas capitais no per&#237;odo considerado no estudo. Em seguida, procedemos ao c&#225;lculo da varia&#231;&#227;o proporcional por DAC nas capitais brasileiras, a partir da mortalidade proporcional no &#250;ltimo ano de an&#225;lise (2000) e da mortalidade proporcional no primeiro ano de an&#225;lise (1950), considerando a equa&#231;&#227;o: varia&#231;&#227;o proporcional = (MP 2000/MP 1950) -1.</p>
    <p>Com o objetivo de estimar o risco de morrer por DAC nas capitais, procedemos ao calculo do coeficiente de mortalidade bruto (CMB), por 100.000 habitantes, em capitais brasileiras, nos mesmo per&#237;odo. Para controlar o efeito das diferentes estruturas et&#225;rias das capitais brasileiras ao longo do per&#237;odo de an&#225;lise, procedemos &#224; padroniza&#231;&#227;o dos coeficientes de mortalidade brutos por DAC, por 100.000 habitantes. Para tanto, foi empregada a t&#233;cnica de padroniza&#231;&#227;o indireta no sentido de verificar se o n&#250;mero de &#243;bitos esperados era diferente (maior ou menor) do que o observado sem a elimina&#231;&#227;o do efeito &#8220;idade&#8221;, sobre as popula&#231;&#245;es das capitais do estudo. Foi utilizada como padr&#227;o a estrutura et&#225;ria do Brasil no ano de 2000 e a distribui&#231;&#227;o de suas taxas brutas espec&#237;ficas para o grupo das DAC. Em seguida, foi calculada a raz&#227;o de mortalidade padronizada (RMP), a partir da raz&#227;o entre os &#243;bitos observados (OOb) e os &#243;bitos esperados (OEs), nas capitais do pa&#237;s. </p>
    <p>Assim, destacamos que os coeficientes de mortalidade brutos representam a express&#227;o da intensidade com que ocorrem &#243;bitos pela causa espec&#237;fica em uma popula&#231;&#227;o, num determinado intervalo de tempo. O seu uso para fins comparativos &#233; limitado, particularmente quando est&#227;o envolvidas popula&#231;&#245;es com diferentes estruturas et&#225;rias. </p>
    <p>Para verificar a tend&#234;ncia temporal da mortalidade por DAC, foi realizada a an&#225;lise de tend&#234;ncia linear dos RMP. Foram estimados modelos de regress&#227;o linear simples, definidos como: Y = &#945; + &#946; ANO, sendo &#945; o coeficiente m&#233;dio no per&#237;odo analisado e &#946; o incremento (acr&#233;scimo ou decr&#233;scimo) m&#233;dio no per&#237;odo. </p>
    <p>Foram definidos os seguintes valores explicativos da regress&#227;o linear: o valor de &#946; referente ao incremento de &#243;bitos (acr&#233;scimo ou decr&#233;scimo); o grau de signific&#226;ncia estat&#237;stica (p&lt;0,05 e p&lt;0,10); e o coeficiente de correla&#231;&#227;o (R<sup>2</sup>) que mensura a for&#231;a de rela&#231;&#227;o linear (quanto maior o valor de R<sup>2</sup>, mais intensa &#233; a rela&#231;&#227;o linear). </p>
    <p>Para elabora&#231;&#227;o e an&#225;lise do banco de dados, foram utilizados os softwares TabWin 32, <italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic> (SPSS) 8.0 e Excel 2000. </p>
    <p>A presente pesquisa n&#227;o apresenta implica&#231;&#245;es &#233;ticas ou morais, por utilizar dados secund&#225;rios e agrupados, nos quais n&#227;o constam informa&#231;&#245;es que possam identificar os indiv&#237;duos. No entanto, o projeto original desta tese foi submetido e obteve a aprova&#231;&#227;o do Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa (CEP) do CPqAM/FIOCRUZ/Recife/PE.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> mostra a mortalidade proporcional e a varia&#231;&#227;o proporcional por DAC, em capitais brasileiras, no per&#237;odo de 1950 a 2000. Apesar da oscila&#231;&#227;o dos dados, a mortalidade proporcional por DAC foi crescente ao longo do per&#237;odo de an&#225;lise. Em grande parte das capitais, foi poss&#237;vel observar que a MP por DAC apresentou um crescimento at&#233; o ano de 1991 e, em seguida, uma diminui&#231;&#227;o at&#233; o final da s&#233;rie. As mortalidades proporcionais mais expressivas foram observadas nas capitais das regi&#245;es Sudeste e Sul, no entanto, as maiores varia&#231;&#245;es proporcionais foram observadas nas capitais das regi&#245;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A maior varia&#231;&#227;o proporcional foi verificada em Natal (10,7%).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os resultados referentes ao comportamento das raz&#245;es de mortalidade padronizadas e &#224; an&#225;lise de tend&#234;ncia temporal da mortalidade por DAC, em capitais brasileiras, no per&#237;odo de 1950 a 2000, podem ser observados na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Observamos que a maioria das capitais apresentou raz&#245;es de mortalidade padronizadas mais elevadas entre os anos de 1970 e 1980. Na regi&#227;o Norte, apenas Manaus e Bel&#233;m apresentaram curvas completas de mortalidade. Em ambas, as raz&#245;es de mortalidade padronizadas foram crescentes at&#233; o meio do per&#237;odo, sendo mais expressivas entre os anos de 1960 e 1980, com posterior decr&#233;scimo (<xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref>).</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Da mesma forma, na regi&#227;o Nordeste, as capitais apresentaram raz&#245;es de mortalidade padronizadas mais elevadas entre os anos de 1970 e 1980, com posterior decl&#237;nio. No entanto, Fortaleza e Salvador apresentaram raz&#245;es de mortalidade padronizadas altas e decrescentes desde o in&#237;cio do per&#237;odo analisado (<xref ref-type="fig" rid="fig02">figura 2</xref>). </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Na regi&#227;o Sudeste, a capital Vit&#243;ria apresentou padr&#227;o semelhante ao das demais capitais. No entanto, S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte se destacaram por apresentar raz&#245;es de mortalidade padronizadas mais expressivas e decrescentes desde o in&#237;cio do per&#237;odo de an&#225;lise (<xref ref-type="fig" rid="fig03">figura 3</xref>).</p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf03.jpg"/></fig>
    <p>As capitais da regi&#227;o Sul e Centro-Oeste tamb&#233;m apresentaram padr&#227;o semelhante ao verificado na maioria das capitais. Destaca-se que na regi&#227;o Centro-Oeste a an&#225;lise foi comprometida pelo mesmo problema apontado na regi&#227;o Norte, ou seja, por apresentar s&#233;ries de mortalidade incompletas no per&#237;odo considerado, com exce&#231;&#227;o de Cuiab&#225; e Goi&#226;nia, que apresentaram s&#233;ries completas e maiores raz&#245;es de mortalidade padronizadas nos anos de 1960 e 1980. </p>
    <p>Quanto &#224; an&#225;lise de tend&#234;ncia das s&#233;ries hist&#243;ricas por DAC nas capitais brasileiras, observamos que tr&#234;s capitais mostraram tend&#234;ncias significativas decrescentes no n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%. Foram elas: Salvador, Belo Horizonte e Rio de janeiro. Essas capitais apresentaram as mensura&#231;&#245;es da for&#231;a de rela&#231;&#227;o linear (R<sup>2</sup>) de 71,9%, 89,6% e 59,1%, respectivamente, o que demonstrou uma boa explica&#231;&#227;o do modelo de tend&#234;ncia. Fortaleza e S&#227;o Paulo apresentaram tend&#234;ncias decrescentes no n&#237;vel de signific&#226;ncia de 10%, com R<sup>2</sup> de 46,9% e 51,2%, demonstrando que o modelo de regress&#227;o foi apenas parcialmente explicado (<xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Conhecer o padr&#227;o de adoecimento e morte de uma popula&#231;&#227;o &#233; &#250;til para a proposi&#231;&#227;o de pol&#237;ticas p&#250;blicas e para a avalia&#231;&#227;o, gest&#227;o e planejamento de a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o e preven&#231;&#227;o realizadas pelos servi&#231;os de sa&#250;de. Para tanto, &#233; necess&#225;rio o desenvolvimento de estudos que enfoquem a tend&#234;ncia hist&#243;rica de morbi-mortalidade. </p>
    <p>Um dos principais desafios para a realiza&#231;&#227;o desses estudos no Brasil &#233; a insufici&#234;ncia de dados cont&#237;nuos e sistematizados ao longo de d&#233;cadas. Particularmente no que se refere &#224; morbidade por doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis (DCNT), ainda inexiste um monitoramento sistem&#225;tico para esses agravos no plano nacional. </p>
    <p>Dessa forma, a op&#231;&#227;o pela an&#225;lise de tend&#234;ncia de mortalidade por DAC foi motivada pela aus&#234;ncia de dados para a constru&#231;&#227;o de uma s&#233;rie hist&#243;rica de morbidade por este grupo de agravos nas capitais brasileiras. No entanto, torna-se oportuno referir o desconhecimento da estrutura de mortalidade por faixa et&#225;ria, particularmente quanto aos dados de &#243;bito por grupos e causas da CID nas capitais brasileiras, no per&#237;odo de 1950 a 1970. Bem como as intercorr&#234;ncias nos censos realizados no per&#237;odo da an&#225;lise (1950 a 2000), as quais comprometem a qualidade dos dados populacionais.</p>
    <p>Como consequ&#234;ncia, verificamos a exist&#234;ncia de poucos e localizados estudos de tend&#234;ncia hist&#243;rica de mortalidade por DAC, com resgate de dados para al&#233;m da s&#233;rie j&#225; disponibilizada pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, a partir 1980, sendo praticamente inexistentes aqueles que mostram o seu padr&#227;o de ocorr&#234;ncia considerando o conjunto das capitais brasileiras. </p>
    <p>Conforme j&#225; enfaticamente destacado por v&#225;rios autores, em virtude de sua import&#226;ncia e magnitude, as DAC se constituem no maior de todos os problemas do s&#233;culo XX nos pa&#237;ses ocidentais e, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, v&#234;m apresentando a mesma tend&#234;ncia em pa&#237;ses emergentes. No Brasil, representam a principal causa de mortalidade dentre todas na atualidade, tendo assumido esse papel na maioria das capitais brasileiras desde os anos 1960<sup>15</sup> e, em cidades como S&#227;o Paulo, desde o final dos anos 1940<sup>11,16</sup>. </p>
    <p>A partir da reconstitui&#231;&#227;o de s&#233;ries hist&#243;ricas de mortalidade por DAC num per&#237;odo de 50 anos, foi poss&#237;vel observar que, apesar da oscila&#231;&#227;o dos dados, a mortalidade proporcional por esse grupo de causas continua crescente ao longo da segunda metade do s&#233;culo XX. No entanto, o per&#237;odo de an&#225;lise possibilitou verificar tamb&#233;m que, em grande parte das capitais, a mortalidade proporcional &#233; ligeiramente mais expressiva no meio do per&#237;odo, entre 1970 e 1991 (<xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>). </p>
    <p>Os resultados obtidos neste estudo tamb&#233;m mostraram que a mortalidade proporcional, apesar de mais expressiva, em geral, para as capitais das regi&#245;es Sul e Sudeste, apresentou maior varia&#231;&#227;o proporcional nas capitais da regi&#227;o Nordeste e em Manaus e Goi&#226;nia, nas regi&#245;es Norte e Centro-Oeste, respectivamente.</p>
    <p>Lessa<sup>17</sup>, em estudo realizado entre os anos de 1950 e 1988, acerca da tend&#234;ncia de mortalidade por DAC no pa&#237;s, observou uma ascens&#227;o das mortalidades proporcionais por DCbV em todas as capitais brasileiras, ressaltando que essa causa se destaca no grupo das DAC. No que se refere a essa tend&#234;ncia por regi&#227;o, a autora verificou mortalidades proporcionais mais elevadas nas capitais das regi&#245;es Sul e Sudeste, no entanto, o maior crescimento desse indicador foi observado nas regi&#245;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Como explica&#231;&#245;es para essas diferen&#231;as regionais, a autora j&#225; apontava, naquele momento, dentre outras, a melhoria no preenchimento dos atestados de &#243;bito e das estat&#237;sticas de sa&#250;de, com a redu&#231;&#227;o das causas mal definidas em todas as capitais, particularmente nas menos desenvolvidas, com reflexos importantes sobre as DCbV: m&#225; qualidade na assist&#234;ncia m&#233;dica no que diz respeito &#224; detec&#231;&#227;o, tratamento e controle de outros fatores de risco para as DCbV, como por exemplo para o diabetes mellitus; e menos acesso &#224; aten&#231;&#227;o m&#233;dica nas regi&#245;es menos desenvolvidas, principalmente referente &#224; hospitaliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>Apesar da import&#226;ncia desses achados, compara&#231;&#245;es entre maior ou menor magnitude da mortalidade proporcional entre as capitais brasileiras ou regi&#245;es geogr&#225;ficas n&#227;o fornecem informa&#231;&#245;es do risco populacional de morrer pela causa espec&#237;fica. Tamb&#233;m uma tend&#234;ncia, seja ela crescente ou decrescente, mesmo observada proporcionalmente, n&#227;o &#233; acompanhada de uma tend&#234;ncia similar no risco de morrer pela causa. Vale salientar que esse risco &#233; mensurado a partir do coeficiente de mortalidade, que relaciona a ocorr&#234;ncia do &#243;bito &#224; popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Dessa forma, buscamos analisar o risco de &#243;bito por DAC mediante as raz&#245;es de mortalidades padronizadas obtidas a partir dos coeficientes de mortalidade brutos. Em geral, encontramos riscos decrescentes para o referido grupo, particularmente ap&#243;s o ano de 1980. A grande oscila&#231;&#227;o sugere influ&#234;ncia da qualidade duvidosa dos dados de &#243;bito e de popula&#231;&#227;o, particularmente nas tr&#234;s primeiras d&#233;cadas da s&#233;rie. As maiores oscila&#231;&#245;es correspondem &#224;s informa&#231;&#245;es das regi&#245;es Norte e Centro-Oeste, e &#233; sabido que nessas localidades a qualidade das informa&#231;&#245;es &#233; mais prec&#225;ria. </p>
    <p>O padr&#227;o encontrado desmitifica a tese de que a mortalidade por esse grupo de enfermidades esteja em franco aumento no conjunto das capitais brasileiras. Na verdade, tal tend&#234;ncia sofreu modifica&#231;&#245;es, mesmo que tardias e diferenciadas, acompanhando um padr&#227;o mundial, por&#233;m com caracter&#237;sticas pr&#243;prias. Tal padr&#227;o provavelmente acompanha as caracter&#237;sticas regionais do pa&#237;s, que foram historicamente configuradas e marcadas por grandes desigualdades<sup>18</sup>. </p>
    <p>Assumindo padr&#227;o diferente, destacamos Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e S&#227;o Paulo, as quais apresentam os maiores riscos e tend&#234;ncias significativamente decrescentes (p &gt; 0,05; p &gt; 0,10) desde o in&#237;cio do per&#237;odo analisado (1950). Tais achados sugerem que, possivelmente, nessas capitais tenha surgido um conjunto de caracter&#237;sticas associadas aos processos de urbaniza&#231;&#227;o e industrializa&#231;&#227;o de forma mais expressiva ainda na primeira metade do s&#233;culo XX, as quais influenciaram o surgimento das DAC, tamb&#233;m, de forma mais precoce. Por outro lado, as capitais que, s&#243; a partir da segunda metade do s&#233;culo XX passaram a experimentar as caracter&#237;sticas associadas ao processo de urbaniza&#231;&#227;o e industrializa&#231;&#227;o mais acelerada, tamb&#233;m passaram a experimentar um aumento do risco de &#243;bito por DAC a partir desse momento. Essas, ent&#227;o, apresentaram riscos crescentes at&#233; os anos 1980 e come&#231;aram a experimentar o decr&#233;scimo desse risco, acompanhando uma tend&#234;ncia mundial, na atualidade. Em geral, as capitais das regi&#245;es Nordeste, Sudeste e Sul apresentaram tend&#234;ncias mais completas e definidas quando comparadas com as capitais das regi&#245;es Norte e Centro-Oeste, fato que est&#225; relacionado &#224;s condi&#231;&#245;es da constitui&#231;&#227;o das capitais e a uma processual melhoria na qualidade das informa&#231;&#245;es. </p>
    <p>Corroborando a hip&#243;tese de que grandes centros urbanos passaram a experimentar a eleva&#231;&#227;o dessas enfermidades mais precocemente que outras capitais, onde o processo de industrializa&#231;&#227;o e urbaniza&#231;&#227;o foram mais tardios, Bodstein<sup>19</sup> e Lotufo<sup>20</sup> referem a import&#226;ncia de patologias do aparelho circulat&#243;rio e do c&#226;ncer entre as principais causas de mortalidade desde o in&#237;cio do s&#233;culo XX, em algumas capitais mais desenvolvidas, como S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vit&#243;ria, Curitiba e Porto Alegre, a exemplo do que j&#225; se observava na Inglaterra, Fran&#231;a, Alemanha e Estados Unidos. An&#225;lises de Laurenti e Fonseca<sup>11</sup> mostraram o aumento expressivo da mortalidade por DAC em S&#227;o Paulo, com o predom&#237;nio das DIC no p&#243;s-guerra imediato, entre as d&#233;cadas de 1940 e 1960. Em comum, esses estudos indicam o surgimento e aumento mais expressivo de doen&#231;as cr&#244;nicas, de forma mais precoce, em capitais onde o processo de desenvolvimento primeiro se estabeleceu, al&#233;m de que as transforma&#231;&#245;es demogr&#225;ficas com aumento da expectativa de vida acompanharam esse processo.</p>
    <p>O estudo das taxas de mortalidade por DIC e DCbV de oito capitais &#8209; Bel&#233;m, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Curitiba e Porto Alegre &#8209;, ajustadas por idade, no per&#237;odo 1984 a 1987, comparativamente a outros pa&#237;ses, mostrou que, apesar da tend&#234;ncia de decl&#237;nio da mortalidade j&#225; verificada, as cidades brasileiras estudadas apresentaram altas taxas de mortalidade para as doen&#231;as do cora&#231;&#227;o, principalmente entre as mulheres. Os valores foram t&#227;o ou mais elevados do que os da Europa e dos Estados Unidos, mostrando tamb&#233;m que no Brasil a mortalidade ocorre em grupos et&#225;rios mais jovens<sup>21</sup>. </p>
    <p>Souza e cols.<sup>22</sup>, analisando a tend&#234;ncia de risco de morte por DAC por regi&#245;es geogr&#225;ficas brasileiras, no per&#237;odo de 1979 a 1996, verificaram que o risco de morte por DCbV e DIC diminuiu em algumas regi&#245;es e aumentou em outras. Nas regi&#245;es Sul e Sudeste, as mais desenvolvidas do pa&#237;s, o risco diminuiu, e nas regi&#245;es menos desenvolvidas, particularmente no Nordeste e Centro-Oeste, o risco aumentou. </p>
    <p>Godoy e cols.<sup>23</sup>, em estudo realizado no munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, em S&#227;o Paulo, no per&#237;odo de 1980 a 2002, mostraram que o coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares tem decrescido ao longo dos anos, apresentando os valores mais elevados para a popula&#231;&#227;o acima de 50 anos e para os residentes na &#225;rea com os piores n&#237;veis socioecon&#244;micos.</p>
    <p>J&#225; Oliveira e cols.<sup>12</sup>, em estudo realizado nos estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo e Rio Grande do Sul, e suas respectivas capitais, no per&#237;odo de 1980 a 1999, mostraram decl&#237;nios das taxas de mortalidade compensadas e ajustadas por DAC, DIC e DCbV, nos tr&#234;s estados e capitais. No Rio, estado e munic&#237;pio, os decl&#237;nios das DIC foram n&#237;tidos a partir de 1990, enquanto as DCbV mostraram quedas em todo o per&#237;odo. A partir desse e de outros estudos<sup>13,18</sup>, os autores observam a necessidade da ado&#231;&#227;o de estrat&#233;gias que venham a melhorar as condi&#231;&#245;es de vida da popula&#231;&#227;o, a fim de reduzir as enormes desigualdades sociais, como forma de impactar a redu&#231;&#227;o da morbi-mortalidade cardiovascular associada ao controle dos fatores de risco cl&#225;ssicos.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise de tend&#234;ncia temporal de mortalidade por DAC no per&#237;odo de 1950 a 2000 revelou que, apesar de proporcionalmente esse grupo de enfermidades representar a primeira causa de &#243;bito na popula&#231;&#227;o brasileira, em todas as capitais, bem como apresentar crescimento proporcional no per&#237;odo de an&#225;lise deste estudo, o risco de &#243;bito, representado pelas raz&#245;es de mortalidade padronizadas, apresentou-se em decr&#233;scimo, particularmente a partir da d&#233;cada de 1980.</p>
    <p>O comportamento do risco de &#243;bito por DAC no per&#237;odo considerado neste estudo sugere, portanto, que esse grupo de enfermidades &#233; o que primeiro cresceu, acompanhando o aumento da industrializa&#231;&#227;o verificado a partir da d&#233;cada de 1930 e no p&#243;s-Segunda Guerra no Brasil, a exemplo de S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, que influenciou sobremaneira as condi&#231;&#245;es e o estilo de vida da popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Os resultados desse estudo sugerem que as regi&#245;es geogr&#225;ficas do Brasil e suas respectivas capitais, por sua heterogeneidade cultural, demogr&#225;fica, socioecon&#244;mica e pol&#237;tica, t&#234;m suas popula&#231;&#245;es submetidas a fatores de risco diferentes. Tamb&#233;m s&#227;o diferentes nas diversas regi&#245;es a qualidade da assist&#234;ncia prestada, a capacidade diagn&#243;stica e a qualidade das informa&#231;&#245;es fornecidas. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de doutorado de Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es CPqAM / Fiocruz.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse </p>
        <p> Av Moraes Rego, s/n. Campus da UFPE, Cidade Universit&#225;ria </p>
        <p> 50.670-420, Recife, PE - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="educesse@cpqam.fiocruz.br">educesse@cpqam.fiocruz.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 14/05/2008; revisado recebido em 03/07/2008; aceito em 01/09/2008.</p>
  </body>
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          <article-title>Por que n&#227;o vivemos uma epidemia de doen&#231;as cr&#244;nicas: o exemplo das doen&#231;as cardiovasculares?</article-title>
          <source>Ci&#234;nc Sa&#250;de Coletiva</source>
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          </date>
          <fpage>844</fpage>
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          <issue>4</issue>
          <volume>9</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mortalidade precoce por doen&#231;as do cora&#231;&#227;o no Brasil: compara&#231;&#227;o com outros pa&#237;ses</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>1998</year>
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          <fpage>321</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>70</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Trends in the risk of mortality due to cardiovascular diseases in five brazilian geographic regions from 1979 to 1996</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2001</year>
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          <lpage>75</lpage>
          <issue>6</issue>
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          <article-title>Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares e n&#237;veis socioecon&#244;micos na popula&#231;&#227;o de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, Estado de S&#227;o Paulo, Brasil</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2007</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Mortality trends due to circulatory system diseases in Brazil: 1950 to 2000</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The circulatory system diseases (CAD), one of the most important current health problems, have started to show a declining trend in mortality in several countries, although they are still proportionally the number one regarding the statistics of morbimortality. OBJECTIVE: To analyze the mortality trend due to CAD in Brazilian capital cities, during the period of 1950 to 2000. METHODS: Temporal series study, of Standardized Mortality Ratios by CAD. We used secondary data on death from the statistical annual reports from IBGE (the Brazilian Institute of Geography and Statistics) and from the Mortality Information System. We carried out a linear trend analysis of the Standardized Mortality Ratios due to CAD in the Brazilian capital cities that presented complete mortality series, considering the census years during the study period (1950 to 2000). RESULTS: Although proportionally the CAD represent the main cause of death in the Brazilian population, as well as presenting a proportional increase during the period of analysis of this study, the risk of death, represented by the Standardized Mortality Ratios, have been decreasing, particularly from the eighties onward. It is noteworthy the fact that Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro and S&#227;o Paulo presented elevated Standardized Mortality Ratios, however with a decreasing trend (p&lt;0.05 and p&lt;0.10), since the start of the analyzed period. CONCLUSION: The behavior of the risk of death due to CAD suggests that this group of diseases is the first to be established, following the increase in industrialization observed from the thirties onward and after the Second World War in Brazil, as it occurred in Sao Paulo and Rio de Janeiro, cities that historically experienced a process of development and urbanization earlier and at a higher extent, when compared to the other capital cities.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>Cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>vascular diseases</kwd>
        <kwd>vascular diseases</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="txt-body2"/>Mortality trends due to circulatory system diseases in Brazil: 1950 to 2000</p>
      <p>
        <bold>Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse; Eduardo Freese de Carvalho; Wayner Vieira de Souza; Carlos Feitosa Luna</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Sa&#250;de Coletiva - NESC - Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es/Fiocruz, Recife, PE - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold> BACKGROUND: </bold>The circulatory system diseases (CAD), one of the most important current health problems, have started to show a declining trend in mortality in several countries, although they are still proportionally the number one regarding the statistics of morbimortality.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To analyze the mortality trend due to CAD in Brazilian capital cities, during the period of 1950 to 2000.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Temporal series study, of Standardized Mortality Ratios by CAD. We used secondary data on death from the statistical annual reports from IBGE (the Brazilian Institute of Geography and Statistics) and from the Mortality Information System. We carried out a linear trend analysis of the Standardized Mortality Ratios due to CAD in the Brazilian capital cities that presented complete mortality series, considering the census years during the study period (1950 to 2000).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Although proportionally the CAD represent the main cause of death in the Brazilian population, as well as presenting a proportional increase during the period of analysis of this study, the risk of death, represented by the Standardized Mortality Ratios, have been decreasing, particularly from the eighties onward. It is noteworthy the fact that Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro and S&#227;o Paulo presented elevated Standardized Mortality Ratios, however with a decreasing trend (p&lt;0.05 and p&lt;0.10), since the start of the analyzed period.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>The behavior of the risk of death due to CAD suggests that this group of diseases is the first to be established, following the increase in industrialization observed from the thirties onward and after the Second World War in Brazil, as it occurred in Sao Paulo and Rio de Janeiro, cities that historically experienced a process of development and urbanization earlier and at a higher extent, when compared to the other capital cities.</p>
      <p><bold>Palavras-chave: </bold>Cardiovascular diseases / mortality / epidemiology; vascular diseases / mortality / epidemiology; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The circulatory system diseases or coronary artery diseases (CAD), due to their importance and magnitude, constitute one of the most important current health problems, in both developed as well as developing countries, among the latter, Brazil<sup>1</sup>. The CAD correspond to the first cause of death in all regions of the country and in both sexes, being responsible for 31.8% of the total of deaths and for 10% of hospital admissions<sup>2,3</sup>, as well as for the highest rate of premature death, followed by cancer<sup>4</sup>. However, after decades on the rise, a declining trend in mortality due to CAD has been observed in several countries. In the USA, the decline in mortality due to CAD has been observed since the end of the sixties, due to the declining behavior of the Ischemic Heart Diseases (IHD) and the Cerebrovascular Diseases (CVD). In Western Europe, declining trends in mortality due to CAD have also been observed in the same period<sup>5</sup>. In Brazil, declining trends have been described in the city and the state of Sao Paulo from the seventies onward, through studies that detected the decrease in mortality due to IHD and CVD. However, it is noteworthy the fact that the decrease in mortality has not been accompanied by the decrease in the occurrence of these diseases<sup>6-10</sup>. It is important to mention that between the 40s and the 60s, Sao Paulo experienced an increase in mortality due to this group of diseases, with the predominance of IHD<sup>11</sup>. In other states and capital cities, studies<sup>12,13</sup> also detected the decrease in mortality due to CAD and these studies were carried out based on information about death of recent decades, from 1980 to the present date. </p>
      <p>Considering these facts, the aim of the present study was to analyze the mortality trend due to CAD in Brazilian capital cities, during the period of 1950 to 2000, in order to observe the changes in mortality trend due to this group of diseases. </p>
      <p>
        <bold>Methodological procedures</bold>
      </p>
      <p>A temporal series study was carried out. The study sample consisted of the known universe of deaths due to CAD in Brazilian capital cities during the census years from 1950 to 2000 as well as in the year 1996, when the population was recounted. We chose to work with the death data from census years, as the complete mortality series for this group of deaths, considering the inter-census years between 1950 and 2000, could not be retrieved from the governmental organs in any of the Brazilian capitals. It is important to mention that complete mortality series for this group of deaths in the aforementioned census years could only be constructed for the capitals of the Northeast, Southeast and South regions. </p>
      <p>The official death data published in the statistical annual reports of the country and published by IBGE<sup>14</sup> were used, as well as data from the Mortality Information System (MIS) of the Department of Informatics of the Brazilian Public Health System (DATASUS)/Ministry of Health (MH). In order to do that, we considered the groups of causes of death grouped by the International Classification of Diseases (ICD), which is currently in its 10<sup>th</sup> version and the reviews of this codification performed during the study period. The Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) was the primary source of the population census data. </p>
      <p>Initially, the Proportional Mortality (PM) due to CAD in the Brazilian capitals was calculated, regarding the census years from 1950 to 2000 and the year of 1996, in relation to the total deaths that occurred in the referred capitals during the study period. Subsequently, the calculation of the Proportional Variation due to CAD in the Brazilian capitals was performed, based on the Proportional Mortality in the last year of analysis (2000) and the Proportional Mortality in the first year of analysis (1950) in the capitals, considering the equation: </p>
      <p>Proportional Variation = (PM 2000/PM 1950) &#150; 1. </p>
      <p>With the objective of estimating the risk of death due to CAD in the capitals, the Gross Coefficient of Mortality (GCM) per 100,000 inhabitants, in the Brazilian capitals, within the same period. </p>
      <p>To control the effect of different age structures of the Brazilian capitals during the period of analysis, we carried out the standardization of the Gross Coefficients of Mortality due to CAD per 100,000 inhabitants. To do that, we used the indirect standardization technique in the sense of verifying whether the number of expected deaths was different (higher or lower) than the one observed without the elimination of the 'age' effect on the populations of the study capitals. </p>
      <p>The pattern used was the age structure of Brazil in the year 2000 and the distribution of its gross rates for the CAD group. Subsequently, the Standardized Mortality Ratio (SMR) was calculated based on the ratio between the observed deaths (ObD) and the expected deaths (ExD) in the capital cities of the country. </p>
      <p>Thus, we emphasize that the Gross Coefficients of Mortality represent the expression of the intensity at which deaths occur due a specific cause in a population, during a certain time interval. Its use for comparative purposes is limited, particularly when populations with different age structures are involved. </p>
      <p>To verify the temporal trend of mortality due to CAD, the linear trend analysis of the SMR was performed. Simple linear regression models were estimated, defined as: Y = &#945; + &#946; YEAR, with &#945; being the mean coefficient in the analyzed period and &#946; the mean increment (increase or decrease) in the period. </p>
      <p>The following explicative values of the linear regression were defined: the value of &#946; concerning the increment of deaths (increase or decrease); the degree of statistical significance (p&lt;0.05 and p&lt;0.10); and the Coefficient of Correlation (R<sup>2</sup>) that measures the strength of the linear correlation (the higher R<sup>2</sup>, the more intense is the linear correlation).</p>
      <p>To implement and analyze the database, the software packages TabWin 32, Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 8.0 and Excel 2000 were used. The present study does not have ethical/moral implications, as it uses secondary and grouped data, which do not have information through which the individuals can be identified. However, the original project of this thesis was submitted to and approved by the Ethics Committee in Research (CER) of CPqAM/FIOCRUZ/Recife/PE, Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> shows the Proportional Mortality and the Proportional Variation due to DAC, in Brazilian capitals, in the period from 1950 to 2000. In spite of the fluctuation of data, the Proportional Mortality due to CAD increased throughout the analysis period. In many of the capitals, it was possible to observe that the PM due to CAD increased until the year 1991 and then decreased until the end of the series. The most expressive Proportional Mortalities were observed in the capitals of the Southeast and South regions; however, the highest proportional variations were observed in the capitals of the North, Northeast and Midwest regions. The highest PM was verified in the capital city of Natal (10.7%).</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The results concerning the behavior of the Standardized Mortality Ratios and the analysis of the temporal trend of the mortality due to CAD in the Brazilian capitals in the period from 1950 to 2000 are shown in <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>. </p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>We observed that most of the capitals presented higher Standardized Mortality Ratios between the years 1970 and 1980. In the North region, only the cities of Manaus and Belem presented complete curves of mortality. In both, the Standardized Mortality Ratios increased until the middle of the period, being more expressive between the years of 1960 and 1980, with a posterior decrease (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Thus, in the Northeast region, the capitals presented higher Standardized Mortality Ratios between the years 1970 and 1980, with a posterior decrease. However, Fortaleza and Salvador presented high and decreasing Standardized Mortality Ratios since the beginning of the analyzed period (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>). In the Southeast region, the capital city Vitoria presented a similar pattern to the other capitals. However, Sao Paulo, Rio de Janeiro and Belo Horizonte showed more expressive and decreasing Standardized Mortality Ratios since the beginning of the analyzed period (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref>). </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>The capitals of the South and the Midwest regions also presented patterns similar to the one verified in most capitals. It is worth mentioning that in the Midwest region, the analysis was impaired by the same problem identified in the North region, i.e., due to fact that it presented incomplete series of mortality during the analyzed period, with the exception of Cuiaba and Goiania, which presented complete and larger series of Standardized Mortality Ratios in 1960 and 1980. </p>
      <p>Regarding the analysis of the trend of the historical series due to CAD in the Brazilian capital cities, we observed that three capitals showed significant decreasing trends at the level of significance of 5%: Salvador, Belo Horizonte and Rio de Janeiro. These capitals presented measurements of the linear correlation strength (R<sup>2</sup>) of 71.9%, 89.6% and 59.1%, respectively, which demonstrated a good explanation of the trend model. </p>
      <p>Fortaleza and Sao Paulo presented decreasing trends at the level of significance of 10%, with R<sup>2</sup> of 46.9% and 51.2%, demonstrating that the regression model was only partially explained (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The understanding of the pattern of disease and death of a population is useful for the proposition of public policies and for the evaluation, management and planning of actions to promote health and prevent disease carried out by the healthcare services. In order to do that, it is necessary to develop studies that focus on the historical trend of morbimortality. One of the main challenges for the performance of these studies in Brazil is the scarcity of continuous and systematized data throughout decades, particularly regarding the morbidity due to non-transmissible chronic diseases (NTCD), as there is no systematic monitoring for these diseases at a national level. Therefore, the option for the analysis of the mortality trend due to CAD was motivated by the absence of data to construct a historical series of morbidity due to this group of diseases in the Brazilian capitals. However, it is important to mention the lack of information of the structure of mortality per age range, especially concerning the death data per groups and causes of IHD in the Brazilian capitals, in the period from 1950 to 1970, as well as the problems with the censuses carried out during the analyzed period (1950 to 2000), which impair the quality of the population data. As a consequence, we verified the existence of few and restricted studies of the historical trend of mortality due to CAD, with data analyzed beyond the period already made available by the Ministry of Health from 1980 onward, being practically inexistent those that show the pattern of occurrence considering the collection of the Brazilian capitals. As emphatically reported by several authors, due to their importance and magnitude, the CAD constitute the most important health problem in the 20<sup>th</sup> century in western countries and, in the last decades, it has been presenting the same trend in the developing countries. In Brazil, the CAD currently represent the main cause of mortality among all of them, a trend that has been demonstrated in most Brazilian capitals since the 60s<sup>15</sup> and, in cities such as Sao Paulo and Rio de Janeiro, since the end of the 40s<sup>11,16</sup>. </p>
      <p>Based on the reconstitution of the historical series of mortality due to CAD during a 50-year period, it was possible to observe that, in spite of the fluctuation of the data, the Proportional Mortality due to this group of causes of death continued to grow during the second half of the 20<sup>th</sup> century. However, the analysis period allowed the verification that also in many of the capitals, the Proportional Mortality is slightly more expressive halfway through the period, between 1970 and 1991 (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>). The results obtained in this study also showed that the Proportional Mortality, although more expressive, in general, for the capital cities of the South and Southeast regions, presented a higher proportional variation in the capital cities of the Northeast region and in Manaus and Goiania, in the North and Midwest regions, respectively. </p>
      <p>Lessa<sup>17</sup>, in a study carried out between 1950 and 1988, on the trend of mortality due to CAD in the country, observed an increase in Proportional Mortalities due to CVD in all Brazilian capitals, stressing that this cause of death is noteworthy in the group of CAD. </p>
      <p>Regarding this trend per region, the author observed higher Proportional Mortalities in the capitals of the South and Southeast regions; however, the highest increase of this indicator was observed in the North, Northeast and Midwest regions. As explanations for these regional differences the author already pointed out, at that moment, among others, the improvement in the death certificate issuing and the health statistics, with a decrease in poorly-defined causes in all the capitals, particularly the less developed ones, with an important impact on the CVD: bad-quality medical assistance regarding the detection, treatment and control of other risk factors for CVD, such as for diabetes mellitus; poorer access to medical attention in the less developed regions, mainly regarding hospitalization. </p>
      <p>In spite of the importance of these findings, comparisons between the higher or lower magnitude of the Proportional Mortality among the Brazilian capitals or geographic regions do not provide information on population risk of dying due to a specific cause. Additionally, a trend, whether increasing or decreasing, even when observed proportionally, is not accompanied by a similar trend in the risk of dying due to the cause. It is worth mentioning that this risk is measured from the Coefficient of Mortality, which correlates the occurrence of death to the population. Therefore, we sought to analyze the risk of death due to CAD based on the Standardized Mortality Ratios obtained from the Gross Coefficients of Mortality. </p>
      <p>In general, we found decreasing risks for the aforementioned group, particularly after the year of 1980. The high fluctuation suggests the influence of the uncertain quality of death and population data, especially in the first three decades of the series. The highest fluctuations correspond to the information on the North and Midwest regions and it is known that in these regions, the quality of the information is poorer. </p>
      <p>The identified pattern demystifies the thesis that the mortality due to this group of diseases is actually increasing in the group of the Brazilian capital cities. In fact, this trend has undergone modifications, even if they were late and differentiated, following a world pattern, although with its own characteristics. Such pattern probably follows the regional characteristics of the country that were historically organized and characterized by large inequalities<sup>18</sup>. </p>
      <p>Following a different pattern, we highlight the capital cities of Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro and Sao Paulo, which present the highest risk and significantly decreasing trends (p&gt;0.05; p&gt;0.10) since the beginning of the analyzed period (1950). These findings suggest that, possibly, a set of characteristics associated to the processes of urbanization and industrialization took place, even more expressively in the first half of the 20<sup>th</sup> century, which influenced the onset of CAD, also an earlier one. </p>
      <p>On the other hand, the capitals that only after the second half of the 20<sup>th</sup> century experienced the characteristics associated with the processes of urbanization and more accelerated industrialization, also started to present an increase in the risk of death due to CAD from this moment on. </p>
      <p>These cities, subsequently, presented increasing risk up to the 80s and then started to experience the decrease in this risk, following a current world trend. In general, the capitals of the Northeast, Southeast and South regions presented more complete and defined trends when compared to the capitals of the North and Midwest regions, a fact that is related to the conditions of the capitals' structure and process improvement concerning the quality of the data.</p>
      <p>Corroborating the hypothesis that large urban centers started to experiment the increase in these diseases at an earlier time than other capital cities where the process of industrialization and urbanization took place later, Bodstein<sup>19 </sup>and Lotufo<sup>20</sup> reported the importance of circulatory system pathologies and cancer among the main causes of mortality since the beginning of the 20<sup>th</sup> century in some of the more developed capital cities, such as Sao Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitoria, Curitiba and Porto Alegre, similarly to what had been observed in England, Germany and the United States. Analyses by Laurenti and Fonseca<sup>11</sup> showed the expressive increase in mortality due to CAD in Sao Paulo, with a predominance of IHD at the immediate post-war period, between the decades of the 40s and 60s. In common, these studies indicate the onset and more expressive increase in chronic diseases, at an earlier time, in capitals where the process of development was established first; additionally, the demographic transformations with the increase in life expectancy accompanied this process. </p>
      <p>A study of the mortality rates due to IHD and CVD in 8 capital cities (Belem, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Curitiba and Porto Alegre) adjusted by age, in the period of 1984 to 1987, comparatively to other countries, showed that, in spite of the mortality trend decline, which had been observed before, the analyzed Brazilian cities presented high mortality rates for heart diseases, mainly among women, with values that are as high or higher than those observed in Europe and in the United States, as well as the fact that in Brazil, the mortality occurs at younger age ranges<sup>21</sup>. </p>
      <p>Souza et al<sup>22</sup>, analyzing the trend of the risk of death due to CAD in Brazilian geographic regions in the period of 1979 to 1996, verified that the risk of death due to CVD and IHD decreased in some regions and increased in others. In the South and Southeast regions, the most developed ones, the risk decreased and in the less developed regions, particularly in the Northeast and Midwest, the risk increased. </p>
      <p>Godoy et al<sup>23</sup>, in a study carried out in the town of Sao Jose do Rio Preto, in the state of Sao Paulo, in the period of 1980 to 2002, showed that the coefficient of mortality due to CVD has decreased throughout the years, with higher values among the population older than 50 years and for those residing in areas with the worst socioeconomic levels. </p>
      <p>Oliveira et al<sup>12</sup>, in a study carried out in the states of Rio de Janeiro, Sao Paulo and Rio Grande do Sul and their respective capital cities, in the period of 1980 to 1999, showed decline in the balanced and adjusted mortality rates due to CAD, IHD and CVD, in the three states and the capitals In No Rio de Janeiro, state and city, the decline in the IHD were clear from 1990 on, whereas the CVD showed decline throughout the entire period. Based on this and other studies<sup>13,18</sup>, the authors observed the need to adopt strategies that can improve the conditions of life of the population, in order to reduce the huge social inequalities, as well as to have an effect on the decrease of the cardiovascular morbimortality associated to the control of the classic risk factors. </p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The analysis of the temporal trend of mortality due to CAD in the period from 1950 to 2000 showed that, although proportionally this group of diseases represent the first cause of death in the Brazilian population, in all capitals, as well as presenting proportional growth during the period of analysis of this study, the risk of death, represented by the Standardized Mortality Ratios showed to be in decline, particularly from the 80s on. Hence, the behavior of the risk of death due to CAD in the period considered in the study, suggests that this group of diseases is the first that augmented, accompanying the increase in industrialization verified from the 30s onward and the post-Second World War period in Brazil, such as in Sao Paulo and Rio de Janeiro, which greatly influenced the conditions of life and lifestyle of the population. </p>
      <p>The results of this study suggest that the geographic regions of Brazil and their respective capital cities, due to their cultural, demographic, socioeconomic and political heterogeneity, have populations that are submitted to different risk factors. The healthcare quality, the diagnostic capacity and the quality of the provided information are also different in the several regions. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse, from Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es CPqAM / Fiocruz.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Tendencia de la mortalidad por enfermedades del aparato circulatorio en Brasil: 1950 a 2000</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Las enfermedades del aparato circulatorio (EAC), uno de los problemas m&#225;s importantes de salud de la actualidad, pese a que a&#250;n lideran proporcionalmente las estad&#237;sticas de morbimortalidad, comienzan a mostrar una tendencia declinante en la mortalidad en diversos pa&#237;ses. OBJETIVO: Analizar la tendencia de la mortalidad por EAC en las capitales brasile&#241;as, en el per&#237;odo de 1950 a 2000. M&#201;TODOS: Estudio de serie temporal de las razones de mortalidad estandarizadas para EAC. Utilizamos datos secundarios de &#243;bitos de los anuarios estad&#237;sticos del IBGE y del Sistema de Informaci&#243;n de Mortalidad. Realizamos an&#225;lisis de tendencia linear de las razones de mortalidad estandarizadas para EAC en las capitales brasile&#241;as que presentaron series completas de mortalidad, considerando los a&#241;os censales del per&#237;odo de estudio (1950 a 2000). RESULTADOS: Si bien las EAC representan proporcionalmente la primera causa de &#243;bito en la poblaci&#243;n brasile&#241;a, y mostraron un crecimiento proporcional en el per&#237;odo de an&#225;lisis de este estudio, el riesgo de &#243;bito, representado por las razones de mortalidad estandarizadas, est&#225; en disminuci&#243;n, particularmente a partir de la d&#233;cada del &#180;80. Se destacan las ciudades de Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, R&#237;o de Janeiro y S&#227;o Paulo, que presentan razones de mortalidad estandarizadas elevadas, aunque en disminuci&#243;n (p &lt; 0,05 y p &lt; 0,10) desde el inicio del per&#237;odo analizado. CONCLUSI&#211;N: El comportamiento del riesgo de &#243;bito por EAC sugiere que ese grupo de enfermedades es el que primero se establece, acompa&#241;ando el aumento de la industrializaci&#243;n en Brasil, observado a partir de la d&#233;cada de 1930 y despu&#233;s de la Segunda Guerra Mundial, como ocurri&#243; en S&#227;o Paulo y R&#237;o de Janeiro, que hist&#243;ricamente experimentaron un proceso de desarrollo y urbanizaci&#243;n anterior y diferenciado, comparando con las otras capitales.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enfermedades cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Enfermedades cardiovasculares</kwd>
        <kwd>enfermedades vasculares</kwd>
        <kwd>enfermedades vasculares</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="title-body3"/>Tendencia de la mortalidad por enfermedades del aparato circulatorio en Brasil: 1950 a 2000</p>
      <p>
        <bold>Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse; Eduardo Freese de Carvalho; Wayner Vieira de Souza; Carlos Feitosa Luna</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Sa&#250;de Coletiva - NESC - Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es/Fiocruz, Recife, PE - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold> FUNDAMENTO: </bold>Las enfermedades del aparato circulatorio (EAC), uno de los problemas m&#225;s importantes de salud de la actualidad, pese a que a&#250;n lideran proporcionalmente las estad&#237;sticas de morbimortalidad, comienzan a mostrar una tendencia declinante en la mortalidad en diversos pa&#237;ses.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold>Analizar la tendencia de la mortalidad por EAC en las capitales brasile&#241;as, en el per&#237;odo de 1950 a 2000.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Estudio de serie temporal de las razones de mortalidad estandarizadas para EAC. Utilizamos datos secundarios de &#243;bitos de los anuarios estad&#237;sticos del IBGE y del Sistema de Informaci&#243;n de Mortalidad. Realizamos an&#225;lisis de tendencia linear de las razones de mortalidad estandarizadas para EAC en las capitales brasile&#241;as que presentaron series completas de mortalidad, considerando los a&#241;os censales del per&#237;odo de estudio (1950 a 2000).</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold>Si bien las EAC representan proporcionalmente la primera causa de &#243;bito en la poblaci&#243;n brasile&#241;a, y mostraron un crecimiento proporcional en el per&#237;odo de an&#225;lisis de este estudio, el riesgo de &#243;bito, representado por las razones de mortalidad estandarizadas, est&#225; en disminuci&#243;n, particularmente a partir de la d&#233;cada del &#180;80. Se destacan las ciudades de Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, R&#237;o de Janeiro y S&#227;o Paulo, que presentan razones de mortalidad estandarizadas elevadas, aunque en disminuci&#243;n (p &lt; 0,05 y p &lt; 0,10) desde el inicio del per&#237;odo analizado.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El comportamiento del riesgo de &#243;bito por EAC sugiere que ese grupo de enfermedades es el que primero se establece, acompa&#241;ando el aumento de la industrializaci&#243;n en Brasil, observado a partir de la d&#233;cada de 1930 y despu&#233;s de la Segunda Guerra Mundial, como ocurri&#243; en S&#227;o Paulo y R&#237;o de Janeiro, que hist&#243;ricamente experimentaron un proceso de desarrollo y urbanizaci&#243;n anterior y diferenciado, comparando con las otras capitales.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Enfermedades cardiovasculares / mortalidad / epidemiolog&#237;a, enfermedades vasculares / mortalidad / epidemiolog&#237;a, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las enfermedades del aparato circulatorio (EAC) constituyen, por su importancia y magnitud, uno de los problemas m&#225;s significativos de la salud en la actualidad, tanto en pa&#237;ses desarrollados como en pa&#237;ses emergentes, dentro de los cuales est&#225; Brasil<sup>1</sup>. Las EAC configuran la primera causa de &#243;bito en todas las regiones del pa&#237;s, en ambos sexos, y son responsables del 31,8% del total de los &#243;bitos y del 10% de las internaciones<sup>2,3</sup>, as&#237; como de la proporci&#243;n m&#225;s alta de muertes prematuras, seguidas por el c&#225;ncer<sup> 4</sup>. </p>
      <p>No obstante, comienza a observarse, luego de d&#233;cadas de ascenso, una tendencia descendente de la mortalidad por EAC en varios pa&#237;ses. En los Estados Unidos, se observa disminuci&#243;n de la mortalidad por este grupo de patolog&#237;as desde fines de la d&#233;cada de 1960, a causa del comportamiento decreciente de las enfermedades isqu&#233;micas del coraz&#243;n (EIC) y de las enfermedades cerebrovasculares (ECbV). Tambi&#233;n en Europa Occidental se observa, durante el mismo per&#237;odo, una tendencia decreciente de la mortalidad por EAC<sup>5</sup>.</p>
      <p>En Brasil se describen tendencias decrecientes en la ciudad y en el estado de S&#227;o Paulo a partir de la d&#233;cada de 1970, a trav&#233;s de estudios que detectaron la ca&#237;da de la mortalidad por EIC y ECbV. Sin embargo, esos estudios destacan que el descenso de la mortalidad se acompa&#241;a de una disminuci&#243;n en la aparici&#243;n de esas patolog&#237;as. <sup>6-10</sup>. Cabe recalcar que entre las d&#233;cadas del 1940 y el 1960, S&#227;o Paulo sufri&#243; un aumento de la mortalidad por ese grupo de enfermedades con predominio de las EIC<sup>11</sup>. En otros estados y capitales, estudios<sup>12,13</sup> realizados a partir de informaciones de &#243;bitos de d&#233;cadas m&#225;s recientes, de 1980 hasta la actualidad, tambi&#233;n detectaron la ca&#237;da de la mortalidad por EAC.</p>
      <p>En ese contexto, este art&#237;culo analiza la tendencia de la mortalidad por EAC en capitales brasile&#241;as, considerando el per&#237;odo del 1950 a 2000, como forma de observar los cambios en la tendencia de la mortalidad por este grupo de enfermedades.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se llev&#243; a cabo un estudio de series temporales. La casu&#237;stica del estudio comprendi&#243; el universo conocido de los &#243;bitos por EAC en capitales brasile&#241;as en los a&#241;os censales del 1950 a 2000, y en el a&#241;o 1996, cuando se realiz&#243; el recuento de la poblaci&#243;n. Se opt&#243; por trabajar con los datos de &#243;bitos en los a&#241;os censales, dado que no pudieron ser rescatadas a trav&#233;s de los organismos oficiales, en ninguna capital brasile&#241;a, series completas de mortalidad por este grupo de &#243;bitos &#150;considerando los a&#241;os intercensales entre el 1950 y 2000. Cabe destacar, adem&#225;s, que las series completas de mortalidad por ese grupo de &#243;bitos, en los a&#241;os censales referidos, s&#243;lo pudieron construirse para las capitales de las regiones Nordeste, Sudeste y Sur.</p>
      <p>Se utilizaron los datos oficiales de &#243;bitos publicados en los anuarios estad&#237;sticos de Brasil y divulgados por el Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica (IBGE)<sup>14</sup>, as&#237; como datos del Sistema de Informaci&#243;n de Mortalidad (SIM) del Departamento de Inform&#225;tica del Sistema &#218;nico de Salud (DATASUS)/Ministerio de Salud (MS). Para tal efecto, consideramos los grupos de causas de &#243;bitos agrupados por la Clasificaci&#243;n Internacional de Enfermedades (CIE), que se encuentra actualmente en su 10&#170; revisi&#243;n, y las revisiones de esa codificaci&#243;n realizadas en el per&#237;odo considerado en el estudio. El IBGE fue la fuente primaria de los datos censales de la poblaci&#243;n. Inicialmente se calcul&#243; la mortalidad proporcional (MP) por EAC en las capitales brasile&#241;as, en los a&#241;os censales del 1950 a 2000 y en el a&#241;o 1996, en relaci&#243;n al total de &#243;bitos ocurridos en las referidas capitales en el per&#237;odo considerado en el estudio. A continuaci&#243;n, se procedi&#243; al c&#225;lculo de la variaci&#243;n proporcional para EAC en las capitales brasile&#241;as, a partir de la mortalidad proporcional en el &#250;ltimo a&#241;o de an&#225;lisis (2000) y de la mortalidad proporcional en el primer a&#241;o de an&#225;lisis (1950), considerando la ecuaci&#243;n: variaci&#243;n proporcional = (MP 2000/MP 1950) -1.</p>
      <p>Con el objetivo de estimar el riesgo de morir por EAC en las capitales, procedimos al c&#225;lculo del coeficiente de mortalidad bruto (CMB), por 100.000 habitantes, en capitales brasile&#241;as, en los mismos per&#237;odos. Para controlar el efecto de las diferentes estructuras etarias de las capitales brasile&#241;as a lo largo del per&#237;odo de an&#225;lisis, procedimos a la estandarizaci&#243;n de los coeficientes de mortalidad brutos por EAC, por 100.000 habitantes. Para ello se emple&#243; la t&#233;cnica de estandarizaci&#243;n indirecta en el sentido de verificar si el n&#250;mero de &#243;bitos esperados era diferente (mayor o menor) de lo observado sin la eliminaci&#243;n del efecto 'edad', sobre las poblaciones de las capitales del estudio. Se utiliz&#243; como est&#225;ndar la estructura etaria de Brasil en el a&#241;o 2000 y la distribuci&#243;n de sus tasas brutas espec&#237;ficas para el grupo de las EAC. A continuaci&#243;n se calcul&#243; la raz&#243;n de mortalidad estandarizada (RME), a partir del cociente entre los &#243;bitos observados (OOb) y los &#243;bitos esperados (OEs), en las capitales del pa&#237;s. </p>
      <p>As&#237;, subrayamos que los coeficientes de mortalidad brutos representan la expresi&#243;n de la intensidad con que ocurren &#243;bitos por una causa espec&#237;fica en una poblaci&#243;n, en un determinado intervalo de tiempo. Su utilizaci&#243;n con fines comparativos es limitada, particularmente cuando est&#225;n comprometidas poblaciones con diferentes estructuras etarias. </p>
      <p>Para verificar la tendencia temporal de la mortalidad por EAC, se llev&#243; a cabo el an&#225;lisis de tendencia linear de las RME. Se estimaron modelos de regresi&#243;n linear simple, definidos como: Y = &#945; + &#946; A&#209;O, siendo &#945; el coeficiente promedio en el per&#237;odo analizado y &#946; el incremento (aumento o disminuci&#243;n) promedio en el per&#237;odo. </p>
      <p>Se definieron los siguientes valores explicativos de la regresi&#243;n linear: el valor de &#946; referente al incremento de &#243;bitos (incremento o disminuci&#243;n); el grado de significaci&#243;n estad&#237;stica (p&lt;0,05 y p&lt;0,10); y el coeficiente de correlaci&#243;n (R<sup>2</sup>) que mide la fuerza de relaci&#243;n linear (cuanto mayor el valor de R<sup>2</sup>, m&#225;s intensa es la relaci&#243;n linear). </p>
      <p>Para elaboraci&#243;n y an&#225;lisis del banco de datos, se utilizaron los softwares TabWin 32, <italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic> (SPSS) 8.0 y Excel 2000. </p>
      <p>La presente investigaci&#243;n no presenta implicancias &#233;ticas o morales, dado que utiliza datos secundarios y agrupados, en los que no constan informaciones que permitan identificar a los individuos. No obstante, el proyecto original de esta tesis fue sometido y obtuvo la aprobaci&#243;n del Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n (CEP) del CPqAM/FIOCRUZ/Recife/PE.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref> muestra la mortalidad proporcional y la variaci&#243;n proporcional por EAC, en capitales brasile&#241;as, en el per&#237;odo de 1950 a 2000. Pese a la oscilaci&#243;n en los datos, la mortalidad proporcional por EAC creci&#243; a lo largo del per&#237;odo de an&#225;lisis. En gran parte de las capitales, fue posible observar que la MP por EAC present&#243; un crecimiento hasta el a&#241;o 1991 y, a continuaci&#243;n, una disminuci&#243;n hasta el final de la serie. Las mortalidades proporcionales m&#225;s significativas fueron observadas en las capitales de las regiones Sudeste y Sur; sin embargo, las mayores variaciones proporcionales se observaron en las capitales de las regiones Norte, Nordeste y Centro-Oeste. La mayor variaci&#243;n proporcional fue verificada en Natal (10,7%).</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">tabla 2</xref> se observan los resultados referentes al comportamiento de las razones de mortalidad estandarizadas y al an&#225;lisis de tendencia temporal de la mortalidad por EAC, en capitales brasileras, en el per&#237;odo del 1950 a 2000.</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Observamos que la mayor&#237;a de las capitales present&#243; razones de mortalidad estandarizadas m&#225;s elevadas entre los a&#241;os 1970 y 1980. En la regi&#243;n Norte, s&#243;lo Manaus y Bel&#233;n presentaron curvas completas de mortalidad. En ambas, las razones de mortalidad estandarizadas crecieron hasta la mitad del per&#237;odo, siendo m&#225;s significativas entre los a&#241;os 1960 y 1980, con posterior descenso (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">figura 1</xref>).</p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>De igual manera, en la regi&#243;n Nordeste, las capitales presentaron razones de mortalidad estandarizadas m&#225;s elevadas entre los a&#241;os 1970 y 1980, con posterior descenso. No obstante, Fortaleza y Salvador presentaron razones de mortalidad estandarizadas altas y decrecientes desde el comienzo del per&#237;odo analizado (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">figura 2</xref>). </p>
      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>En la regi&#243;n Sudeste, la capital Vit&#243;ria present&#243; un patr&#243;n semejante al de las dem&#225;s capitales. Sin embargo, S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro y Belo Horizonte se destacaron por presentar razones de mortalidad estandarizadas m&#225;s significativas y decrecientes desde el comienzo del per&#237;odo de an&#225;lisis (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body3">figura 3</xref>). </p>
      <fig id="fig03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0490-00009-gf03-es.jpg"/></fig>
      <p>Las capitales de la regi&#243;n Sur y Centro-Oeste tambi&#233;n presentaron un patr&#243;n semejante al observado en la mayor&#237;a de las capitales. Se destaca que en la regi&#243;n Centro-Oeste el an&#225;lisis se vio afectado por el mismo problema se&#241;alado en la regi&#243;n Norte, o sea, por presentar series de mortalidad incompletas en el per&#237;odo considerado, con excepci&#243;n de Cuiab&#225; y Goiania, que presentaron series completas y razones de mortalidad estandarizadas mayores en los a&#241;os 1960 y 1980. </p>
      <p>En cuanto al an&#225;lisis de tendencia de las series hist&#243;ricas por EAC en las capitales brasile&#241;as, observamos que tres capitales mostraron tendencias significativas decrecientes en el nivel de significaci&#243;n del 5%. Ellas son: Salvador, Belo Horizonte y R&#237;o de Janeiro. Esas capitales presentaron las mediciones de la fuerza de relaci&#243;n linear (R<sup>2</sup>) del 71,9%, el 89,6% y el 59,1%, respectivamente, lo que demostr&#243; una buena explicaci&#243;n del modelo de tendencia. Fortaleza y S&#227;o Paulo presentaron tendencias decrecientes en el nivel de significaci&#243;n del 10%, con R<sup>2</sup> del 46,9% y el 51,2%, lo que demuestra que el modelo de regresi&#243;n fue explicado s&#243;lo parcialmente (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">tabla 2</xref>).</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Conocer el patr&#243;n de enfermedad y muerte de una poblaci&#243;n es &#250;til para los postulados de pol&#237;ticas p&#250;blicas y para la evaluaci&#243;n, gesti&#243;n y planificaci&#243;n de acciones de promoci&#243;n y prevenci&#243;n realizadas por los servicios de salud. Para tal fin, es necesario el desarrollo de estudios que enfoquen la tendencia hist&#243;rica de morbimortalidad. </p>
      <p>Uno de los principales desaf&#237;os para la realizaci&#243;n de esos estudios en Brasil es la escasez de datos continuos y sistematizados a lo largo de d&#233;cadas. Particularmente en lo referente a la morbilidad por enfermedades cr&#243;nicas no trasmisibles (ECNT), a&#250;n se carece de una monitorizaci&#243;n sistem&#225;tica de esas patolog&#237;as en el plano nacional. </p>
      <p>As&#237;, la opci&#243;n del an&#225;lisis de tendencia de mortalidad por EAC surge por la ausencia de datos para la construcci&#243;n de una serie hist&#243;rica de morbilidad para este grupo de patolog&#237;as en las capitales brasile&#241;as. No obstante, se hace oportuno referir el desconocimiento de la estructura de mortalidad por franja etaria, particularmente en lo relacionado a los datos de &#243;bito por grupos y causas de la CIE en las capitales brasile&#241;as, en el per&#237;odo de 1950 a 1970, as&#237; como los inconvenientes en los censos realizados en el per&#237;odo de an&#225;lisis (1950 a 2000), que comprometen la calidad de los datos poblacionales.</p>
      <p>Como consecuencia, verificamos la existencia de pocos y localizados estudios de tendencia hist&#243;rica de mortalidad por EAC, con rescate de datos m&#225;s all&#225; de la serie ya disponible por el Ministerio de Salud, a partir de 1980, siendo pr&#225;cticamente inexistentes los datos que muestran su forma de aparici&#243;n considerando el conjunto de las capitales brasile&#241;as. </p>
      <p>Como ya ha sido suficientemente destacado por varios autores, en virtud de su importancia y magnitud, las EAC constituyen el mayor de todos los problemas del siglo XX en los pa&#237;ses occidentales y, en las &#250;ltimas d&#233;cadas, ha presentado la misma tendencia en pa&#237;ses emergentes. En Brasil, representan la principal causa de mortalidad en la actualidad, y han asumido ese papel en la mayor&#237;a de las capitales brasile&#241;as desde los a&#241;os 60<sup>15</sup> y, en ciudades como S&#227;o Paulo, desde el final de los a&#241;os 40<sup>11,16</sup>. </p>
      <p>A partir de la reconstrucci&#243;n de series hist&#243;ricas de mortalidad por EAC en un per&#237;odo de 50 a&#241;os, fue posible observar que, pese a la oscilaci&#243;n de los datos, la mortalidad proporcional por ese grupo de causas contin&#250;a creciendo a lo largo de la segunda mitad del siglo XX. No obstante, el per&#237;odo de an&#225;lisis posibilit&#243; comprobar tambi&#233;n que, en gran parte de las capitales, la mortalidad proporcional es ligeramente m&#225;s significativa en la mitad del per&#237;odo, entre 1970 y 1991 (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">tabla 1</xref>). </p>
      <p>Los resultados obtenidos en este estudio tambi&#233;n mostraron que la mortalidad proporcional, pese a ser m&#225;s significativa, en general, para las capitales de las regiones Sur y Sudeste, present&#243; mayor variaci&#243;n proporcional en las capitales de la regi&#243;n Nordeste y en Manaus y Goiania, en las regiones Norte y Centro-Oeste, respectivamente.</p>
      <p>En un estudio realizado entre los a&#241;os 1950 y 1988, acerca de la tendencia de mortalidad por EAC en el pa&#237;s, Lessa<sup>17 </sup>observ&#243; un ascenso de las mortalidades proporcionales por ECbV en todas las capitales brasile&#241;as, resaltando que esa causa se destaca en el grupo de las EAC. En lo referente a esa tendencia por regi&#243;n, la autora verific&#243; mortalidades proporcionales m&#225;s elevadas en las capitales de las regiones Sur y Sudeste; sin embargo, el mayor crecimiento de este indicador se observ&#243; en las regiones Norte, Nordeste y Centro-Oeste. Como explicaci&#243;n para esas diferencias regionales, la autora ya indicaba, en aquel momento, entre otras, la mejora en la confecci&#243;n de los certificados de defunci&#243;n y de las estad&#237;sticas de salud, con una disminuci&#243;n de las causas mal definidas en todas las capitales, particularmente en las menos desarrolladas, con influencias importantes sobre las DCbV: mala calidad en la asistencia m&#233;dica en lo que respecta a la detecci&#243;n, tratamiento y control de otros factores de riesgo para las ECbV, como,por ejemplo, la diabetes mellitus, y menos acceso a la atenci&#243;n m&#233;dica en las regiones menos desarrolladas, principalmente en lo referente a la hospitalizaci&#243;n.</p>
      <p>Pese a la importancia de esos descubrimientos, las comparaciones entre mayor o menor magnitud de la mortalidad proporcional entre las capitales brasile&#241;as o regiones geogr&#225;ficas no proveen informaciones acerca del riesgo de la poblaci&#243;n de morir por una causa espec&#237;fica. Tampoco una tendencia, sea ella creciente o decreciente, y aunque se observe proporcionalmente, se acompa&#241;a de una tendencia similar en el riesgo de morir por esa causa. Vale recalcar que ese riesgo se mide a partir del coeficiente de mortalidad, que relaciona la ocurrencia de &#243;bito con la poblaci&#243;n.</p>
      <p>De esta forma, buscamos analizar el riesgo de &#243;bito por EAC mediante las razones de mortalidad estandarizadas obtenidas a partir de los coeficientes de mortalidad brutos. En general, encontramos riesgos decrecientes para el grupo mencionado, particularmente luego del a&#241;o 1980. La gran oscilaci&#243;n sugiere una dudosa calidad de los datos de &#243;bitos y de poblaci&#243;n, particularmente en las tres primeras d&#233;cadas de la serie. Las mayores oscilaciones corresponden a la informaci&#243;n de las regiones Norte y Centro-Oeste, localidades donde la calidad de las informaciones es reconocidamente m&#225;s precaria. </p>
      <p>El modelo hallado desmitifica la teor&#237;a de que la mortalidad por ese grupo de enfermedades se encuentra en franco aumento en el conjunto de las capitales brasile&#241;as. En verdad, tal tendencia sufri&#243; modificaciones, aunque tard&#237;as y diferenciadas, siguiendo un modelo mundial, aunque con caracter&#237;sticas propias. Tal modelo acompa&#241;a probablemente las caracter&#237;sticas regionales del pa&#237;s, que hist&#243;ricamente estuvieron configuradas y signadas por grandes desigualdades<sup>18</sup>. </p>
      <p>Asumiendo un modelo diferente, destacamos Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro y S&#227;o Paulo, que presentan los mayores riesgos y tendencias significativamente decrecientes (p &gt; 0,05; p &gt; 0,10) desde el inicio del per&#237;odo analizado (1950). Tales hallazgos sugieren que, posiblemente, en esas capitales haya surgido un conjunto de caracter&#237;sticas asociadas a los procesos de urbanizaci&#243;n e industrializaci&#243;n de forma a&#250;n m&#225;s manifiesta en la primera mitad del siglo XX, las que afectaron el surgimiento de las EAC, tambi&#233;n, de forma mas precoz. Por otro lado, las capitales que, s&#243;lo a partir de la segunda mitad del siglo XX presentaron caracter&#237;sticas asociadas al proceso de urbanizaci&#243;n e industrializaci&#243;n m&#225;s acelerado, tambi&#233;n sufrieron un aumento del riesgo de &#243;bito por EAC a partir de ese momento. Esas capitales, entonces, presentaron riesgos crecientes hasta los a&#241;os &#180;80 y comenzaron a percibir la disminuci&#243;n de ese riesgo, acompa&#241;ando una tendencia mundial, en la actualidad. En general, las capitales de las regiones Nordeste, Sudeste y Sur presentaron tendencias m&#225;s completas y definidas cuando se compararon con las capitales de las regiones Norte y Centro-Oeste, hecho que est&#225; relacionado a las condiciones de la organizaci&#243;n de las capitales y a una progresiva mejor&#237;a en la calidad de las informaciones. </p>
      <p>Corroborando la hip&#243;tesis de que grandes centros urbanos sufrieron un aumento de esas enfermedades m&#225;s precozmente que otras capitales, donde el proceso de industrializaci&#243;n y urbanizaci&#243;n fueron m&#225;s tard&#237;os, Bodstein<sup>19</sup> y Lotufo<sup>20</sup> refieren la importancia de patolog&#237;as del aparato circulatorio y del c&#225;ncer entre las principales causas de mortalidad desde el inicio del siglo XX, en algunas capitales m&#225;s desarrolladas, como S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vit&#243;ria, Curitiba y Porto Alegre, como ejemplo de lo que ya se observaba en Inglaterra, Francia, Alemania y Estados Unidos. An&#225;lisis de Laurenti y Fonseca<sup>11</sup> mostraron el aumento significativo de la mortalidad por EAC en S&#227;o Paulo, con el predominio de las EAC en la posguerra inmediata, entre las d&#233;cadas del 40 y 60. En general, esos estudios indican el surgimiento y aumento m&#225;s significativo de enfermedades cr&#243;nicas, de forma m&#225;s precoz, en capitales donde el proceso de desarrollo se estableci&#243; primero, y fue acompa&#241;ado, adem&#225;s, de transformaciones demogr&#225;ficas, con aumento de la expectativa de vida.</p>
      <p>El estudio de los &#237;ndices de mortalidad por DIC y ECbV de ocho capitales &#8209; Bel&#233;m, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Curitiba y Porto Alegre &#8209;, ajustados por edad, en el per&#237;odo de 1984 a 1987, comparado con otros pa&#237;ses, mostr&#243; que, a pesar de la tendencia descendente de la mortalidad ya verificada, las ciudades brasile&#241;as estudiadas presentaron altos &#237;ndices de mortalidad para las enfermedades del coraz&#243;n, principalmente entre las mujeres. Los valores fueron tan o m&#225;s elevados que los de Europa y Estados Unidos, mostrando tambi&#233;n que en Brasil la mortalidad aparece en grupos etarios m&#225;s j&#243;venes<sup>21</sup>. </p>
      <p>Souza et al.<sup>22</sup>, analizando la tendencia de riesgo de muerte por EAC por regiones geogr&#225;ficas brasile&#241;as, en el per&#237;odo del 1979 al 1996, verificaron que el riesgo de muerte por ECbV y EAC diminuy&#243; en algunas regiones y aument&#243; en otras. En las regiones Sur y Sudeste, las m&#225;s desarrolladas del pa&#237;s, el riesgo disminuy&#243;, y en las regiones menos desarrolladas, particularmente en el Nordeste y Centro-Oeste, el riesgo aument&#243;. </p>
      <p>Godoy et al.<sup>23</sup>, en un estudio realizado en el municipio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, en S&#227;o Paulo, en el per&#237;odo del 1980 al 2002, mostraron que el coeficiente de mortalidad por enfermedades cardiovasculares decreci&#243; a lo largo de los a&#241;os, presentando los valores m&#225;s elevados para la poblaci&#243;n mayor de 50 a&#241;os y para los residentes en el &#225;rea con los peores niveles socioecon&#243;micos.</p>
      <p>Sin embargo, Oliveira et al.<sup>12</sup>, en un estudio realizado en los estados de Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo y Rio Grande do Sul, y sus respectivas capitales, en el per&#237;odo de 1980 a 1999, mostraron descenso de los &#237;ndices de mortalidad compensados y ajustados por EAC, DIC y ECbV, en los tres estados y capitales. En Rio, estado y municipio, el descenso de las EAC fue n&#237;tido a partir de 1990, mientras que las ECbV mostraron ca&#237;das en todo el per&#237;odo. A partir de ese y de otros estudios<sup>13,18</sup>, los autores hacen notar la necesidad de la adopci&#243;n de estrategias que mejoren las condiciones de vida de la poblaci&#243;n, a fin de reducir las enormes desigualdades sociales, como forma de impactar en la reducci&#243;n de la morbimortalidad cardiovascular asociada al control de los factores de riesgo cl&#225;sicos.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>El an&#225;lisis de tendencia temporal de mortalidad por EAC en el per&#237;odo de 1950 a 2000 revel&#243; que, a pesar de que ese grupo de enfermedades representa proporcionalmente la primera causa de &#243;bito en la poblaci&#243;n brasile&#241;a, en todas las capitales, y presenta un crecimiento proporcional en el per&#237;odo de an&#225;lisis de este estudio, el riesgo de &#243;bito, representado por las razones de mortalidad estandarizadas, tuvo una conducta decreciente, particularmente a partir de la d&#233;cada del 80.</p>
      <p>El comportamiento del riesgo de &#243;bito por EAC en el per&#237;odo considerado en este estudio sugiere, por lo tanto, que ese grupo de enfermedades es el que primero creci&#243;, acompa&#241;ando el aumento de la industrializaci&#243;n observado a partir de la d&#233;cada del 30 y en el per&#237;odo posterior a la Segunda Guerra en Brasil, por ejemplo en S&#227;o Paulo y Rio de Janeiro, que influenci&#243; sobremanera las condiciones y el estilo de vida de la poblaci&#243;n.</p>
      <p>Los resultados de este estudio sugieren que las regiones geogr&#225;ficas de Brasil y sus respectivas capitales, por su heterogeneidad cultural, demogr&#225;fica, socioecon&#243;mica y pol&#237;tica, tienen sus poblaciones sometidas a factores de riesgo diferentes. Tambi&#233;n son diferentes en las diversas regiones la calidad de la asistencia que se presta, la capacidad diagn&#243;stica y la calidad de las informaciones suministradas. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la tesis de doctorado de Eduarda &#194;ngela Pessoa Cesse para el Centro de Investigaciones Aggeu Magalh&#227;es CPqAM / Fiocruz.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
