<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">j3gXMgpnKDTMJ3SFFsK4SnS</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001100006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300506</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001100006</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes de um ambulat&#243;rio do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (RS)</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Bopp</surname>
            <given-names>M&#225;rcia</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Barbiero</surname>
            <given-names>Sandra</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="state"/>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>473</fpage>
      <lpage>477</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>03</day>
          <month>04</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>14</day>
          <month>09</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>25</day>
          <month>09</month>
          <year>2008</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) &#233; considerada um fator muito importante no desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares (DCV). OBJETIVO: Avaliar a preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) nos pacientes atendidos no ambulat&#243;rio para a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de doen&#231;a arterial coronariana do IC-FUC, bem como verificar o excesso de peso por meio do &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a preval&#234;ncia de obesidade abdominal na doen&#231;a cardiovascular (DCV). M&#201;TODOS: A amostra final foi composta por 151 indiv&#237;duos (de 26 a 84 anos), cujos dados foram retirados da primeira consulta que apresentou exames sangu&#237;neos de jejum, medidas da press&#227;o arterial (PA), circunfer&#234;ncia abdominal (CA) em cent&#237;metros, peso e estatura, associando sexo e idade. Para A avalia&#231;&#227;o de SM, foi utilizado o conceito do NCEP-ATP III. RESULTADOS: O sexo masculino representou 64,9% da amostra. Foram encontrados &#237;ndices de sobrepeso de 50% e obesidade de 21,3%, estando a CA aumentada presente em 30,8% dos indiv&#237;duos, 20 homens e 25 mulheres. Atendendo aos crit&#233;rios do NCEP-ATP III para o diagn&#243;stico de SM, a preval&#234;ncia dessa s&#237;ndrome foi de 61,5%, incluindo 54 homens e 39 mulheres. CONCLUS&#195;O: Verifica-se que a preval&#234;ncia de SM em pacientes portadores de DCV no ambulat&#243;rio para a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de DAC do IC-FUC &#233; elevada, tendo tamb&#233;m como caracter&#237;stica a alta preval&#234;ncia de sobrepeso, obesidade e CA aumentada.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>S&#237;ndrome metab&#243;lica</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
        <kwd>pacientes ambulatoriais</kwd>
        <kwd>Instituto de Cardiologia (RS)</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>11</day>
        <month>01</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> DISLIPIDEMIAS</p>
    <p>Preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes de um ambulat&#243;rio do Instituto de Cardiologia do Rio grande do Sul (RS)</p>
    <p>
      <bold>M&#225;rcia Bopp; Sandra Barbiero</bold>
    </p>
    <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia - IC-FUC, Rio Grande do Sul, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) &#233; considerada um fator muito importante no desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares (DCV). </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) nos pacientes atendidos no ambulat&#243;rio para a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de doen&#231;a arterial coronariana do IC-FUC, bem como verificar o excesso de peso por meio do &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a preval&#234;ncia de obesidade abdominal na doen&#231;a cardiovascular (DCV). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> A amostra final foi composta por 151 indiv&#237;duos (de 26 a 84 anos), cujos dados foram retirados da primeira consulta que apresentou exames sangu&#237;neos de jejum, medidas da press&#227;o arterial (PA), circunfer&#234;ncia abdominal (CA) em cent&#237;metros, peso e estatura, associando sexo e idade. Para A avalia&#231;&#227;o de SM, foi utilizado o conceito do NCEP-ATP III. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O sexo masculino representou 64,9% da amostra. Foram encontrados &#237;ndices de sobrepeso de 50% e obesidade de 21,3%, estando a CA aumentada presente em 30,8% dos indiv&#237;duos, 20 homens e 25 mulheres. Atendendo aos crit&#233;rios do NCEP-ATP III para o diagn&#243;stico de SM, a preval&#234;ncia dessa s&#237;ndrome foi de 61,5%, incluindo 54 homens e 39 mulheres. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Verifica-se que a preval&#234;ncia de SM em pacientes portadores de DCV no ambulat&#243;rio para a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de DAC do IC-FUC &#233; elevada, tendo tamb&#233;m como caracter&#237;stica a alta preval&#234;ncia de sobrepeso, obesidade e CA aumentada.</p>
    <p><bold>Palavras chave:</bold> S&#237;ndrome metab&#243;lica, preval&#234;ncia, pacientes ambulatoriais, Instituto de Cardiologia (RS), Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM), considerada um fator muito importante no desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares (DCV), torna-se cada vez mais comum nos Estados Unidos da Am&#233;rica<sup>1</sup>. A preval&#234;ncia da SM vem crescendo nas &#250;ltimas d&#233;cadas, ficando entre 20 e 25% da popula&#231;&#227;o geral<sup>2</sup>, destacando a afro-descendente, m&#233;xico-americana e hisp&#226;nica<sup>3,4</sup>. Atualmente, cerca de 47 milh&#245;es de americanos s&#227;o portadores dessa s&#237;ndrome<sup>1,4,5</sup>. Estudos epidemiol&#243;gicos consideram como fator de risco independente para o desenvolvimento de SM o ganho ponderal<sup>5,6</sup>, tendo a distribui&#231;&#227;o central de gordura um papel importante nos eventos cardiovasculares<sup>7</sup>. Segundo dados recentes da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS), o Brasil possui 44,58% de adultos com sobrepeso e 12,41% de obesos<sup>8</sup>.</p>
    <p>Evid&#234;ncias mostram que o sobrepeso e a obesidade predisp&#245;em o desenvolvimento de resist&#234;ncia insul&#237;nica, bem como de outras caracter&#237;sticas da SM<sup>9-11</sup>. Hans e cols.<sup>12</sup> demonstraram que a circunfer&#234;ncia abdominal (CA) maior que 102 cm em homens e 88 cm em mulheres identifica pacientes com maior risco de DCV<sup>12</sup>. J&#225; no estudo de Isooma e cols.<sup>13</sup> foi encontrado risco de morbidades cardiovasculares duas a tr&#234;s vezes maior em pessoas portadoras de SM<sup>13</sup>.</p>
    <p>Em estudo feito no Brasil, em uma cidade paulista, a popula&#231;&#227;o apresentou perfil cardiovascular desfavor&#225;vel associado a elevadas taxas de obesidade abdominal<sup>14</sup>. Em uma &#225;rea rural do semi-&#225;rido baiano, 30% da popula&#231;&#227;o estudada foi diagnosticada com SM. Desse total, 15% apresentaram obesidade, e 41,3%, sobrepeso, classificados assim pelo &#237;ndice de massa corporal (IMC = kg/m<sup>2</sup>)<sup>15</sup>.</p>
    <p>Tendo em vista os dados apresentados, o objetivo deste trabalho foi avaliar a preval&#234;ncia de SM nos pacientes atendidos no ambulat&#243;rio para a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de doen&#231;a arterial coronariana (DAC) do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul &#150; Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia (IC-FUC), bem como verificar o excesso de peso por meio do IMC e a preval&#234;ncia de obesidade abdominal na DCV.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Conduziu-se um estudo transversal retrospectivo, aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica da Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, por meio de an&#225;lise de prontu&#225;rio, cuja popula&#231;&#227;o-alvo foram os pacientes que freq&#252;entaram o ambulat&#243;rio para a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de DAC do Instituto de Cardiologia, desde o seu in&#237;cio, em agosto de 2004, at&#233; dezembro de 2006, incluindo homens e mulheres de qualquer idade, perfazendo um total de 151 pacientes.</p>
    <p>A popula&#231;&#227;o desse ambulat&#243;rio era composta por todos os pacientes que foram internados no IC-FUC, pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), com diagn&#243;stico de infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) pela primeira vez, sendo atendidos no ambulat&#243;rio ap&#243;s um m&#234;s de alta hospitalar. No momento da alta, foi fornecida dieta individualizada pela nutricionista e orienta&#231;&#227;o do m&#233;dico respons&#225;vel quanto &#224;s medica&#231;&#245;es a serem usadas e ao encaminhamento para o ambulat&#243;rio.</p>
    <p>Os dados foram retirados da primeira consulta que apresentasse exames sangu&#237;neos de jejum, medidas da press&#227;o arterial (PA), CA em cent&#237;metros, peso e estatura, associando sexo e idade. A PA &#233; medida com esfigmoman&#244;metro do tipo aner&#243;ide, man&#244;metro com gradua&#231;&#227;o de 0 a 300 mmHg, com o paciente sentado e ap&#243;s cinco minutos de repouso, conforme recomendado pelas IV Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>16</sup>. A circunfer&#234;ncia abdominal &#233; medida com fita m&#233;trica flex&#237;vel, com precis&#227;o de 0,1 cm, no ponto m&#233;dio entre o arco costal inferior e o osso supra-il&#237;aco. O peso &#233; medido por meio de balan&#231;a tipo plataforma, com intervalo de 100 g para peso e 5 cm para altura, com o paciente com o m&#237;nimo de roupa poss&#237;vel e descal&#231;o, na posi&#231;&#227;o vertical em cima da balan&#231;a, p&#233;s levemente afastados e em linha reta, bra&#231;os esticados ao longo do corpo e pesco&#231;o e cabe&#231;a retos.</p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios dos diagn&#243;sticos</bold>
    </p>
    <p>Para a avalia&#231;&#227;o de SM, foi utilizado o conceito do <italic>National Cholesterol Education Program's Adult Treatment Panel III</italic> (NCEP-ATP III), cujos crit&#233;rios requerem, no m&#237;nimo, tr&#234;s das afec&#231;&#245;es a seguir: obesidade abdominal (CA maior que 102 cm e 88 cm, em homens e mulheres, respectivamente); hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), considerada por n&#237;veis press&#243;ricos iguais ou maiores que 130/85 mmHg); toler&#226;ncia &#224; glicose prejudicada (glicemia de jejum entre 110 e 125 mg/dl); hipertrigliceridemia (triglicer&#237;deos [TG] maiores ou iguais a 150 mg/dl) e HDL-c em baixas concentra&#231;&#245;es sangu&#237;neas (menor que 40 mg/dl para homens e 50 mg/dl para mulheres)<sup>1</sup>.</p>
    <p>Para a defini&#231;&#227;o de sobrepeso e obesidade, foi usada a classifica&#231;&#227;o da OMS, segundo a qual o sobrepeso &#233; classificado como IMC maior ou igual a 25 kg/m&#178;, e a obesidade, como maior ou igual a 30 kg/m&#178; <sup>8</sup>, dividindo-se o peso em quilogramas pela altura ao quadrado em metros (kg/m&#178;).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Com o aux&#237;lio do <italic>software</italic> SPSS, vers&#227;o 15.0, foi realizada uma an&#225;lise estat&#237;stica descritiva dos resultados, por meio das freq&#252;&#234;ncias absolutas e relativas para as vari&#225;veis categ&#243;ricas e da m&#233;dia &#177; desvio padr&#227;o (DP) para as vari&#225;veis cont&#237;nuas. O intervalo de confian&#231;a foi de 95%. Para a compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis categ&#243;ricas, foi utilizado o teste qui-quadrado. Foram considerados significativos os resultados com p &lt; 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A amostra final foi composta por 151 indiv&#237;duos, desses, 39 n&#227;o tinham todos os dados completos nas fichas de atendimento. Dos indiv&#237;duos com fichas incompletas, 21,9% n&#227;o possu&#237;am tr&#234;s ou mais dados, variando entre medidas de PA, altura, peso ou exames de sangue.</p>
    <p>As caracter&#237;sticas gerais da amostra encontram-se na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>. O sexo masculino representou 64,9% da amostra; a idade variou de 26 a 84 anos; o IMC m&#233;dio encontrado foi de 27, 64 kg/m<sup>2</sup>. Foram encontrados &#237;ndices de sobrepeso de 50% e obesidade de 21,3%, totalizando mais da metade da amostra com peso acima do saud&#225;vel.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A preval&#234;ncia de diabetes foi de 26%, e a prejudicada toler&#226;ncia &#224; glicose foi de 31,9%. A HAS foi encontrada em 100% dos indiv&#237;duos, por&#233;m, do total da amostra, 98,7% encontravam-se em uso de anti-hipertensivo oral. Os n&#237;veis aumentados de TG (<underline>&gt;</underline> 150 mg/dl) e diminu&#237;dos de HDL-c estavam presentes em 94,6% e 56,1% dos indiv&#237;duos, respectivamente, com 88,7% da amostra em uso de hipolipemiante oral. Dos indiv&#237;duos com n&#237;veis baixos de HDL-c, 36 eram homens (<underline>&lt;</underline> 40 mg/dl), e 28 eram mulheres (<underline>&lt;</underline> 50 mg/dl); a CA aumentada esteve presente em 30,8% dos indiv&#237;duos, 20 homens e 25 mulheres. Atendendo aos crit&#233;rios do NCEP-ATP III para o diagn&#243;stico de SM, a preval&#234;ncia foi de 61,5%, incluindo 54 homens e 39 mulheres (<xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>). Se consider&#225;ssemos apenas os 112 pacientes que possu&#237;am todos os dados completos nas fichas de atendimento, a preval&#234;ncia de SM seria de 73,2%.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A amostra foi dividida em tr&#234;s grupos de, aproximadamente, 50 indiv&#237;duos, segundo tr&#234;s faixas et&#225;rias: de 26 a 51 anos, de 52 a 62 anos e acima de 62 anos, a fim de verificar diferen&#231;as na preval&#234;ncia de SM. Na <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref>, podemos observar que n&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significativa na preval&#234;ncia de SM entre as faixas et&#225;rias. Quando o grupo de diab&#233;ticos foi comparado com o grupo de n&#227;o diab&#233;ticos em rela&#231;&#227;o ao IMC <underline>&gt;</underline> 25 kg/m&#178; e &#224; CA aumentada, tamb&#233;m n&#227;o foi encontrada diferen&#231;a estat&#237;stica entre eles (<xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de 61,5% de SM encontrada na popula&#231;&#227;o estudada &#233; bastante alta se comparada com os n&#250;meros de 20 a 25% encontrados na popula&#231;&#227;o geral<sup>2</sup> e de 30%, em m&#233;dia, nas popula&#231;&#245;es afro-descendente, m&#233;xico-americana e hisp&#226;nica<sup>3,4</sup>. No entanto esses valores aproximam-se do achado de Pimenta e cols.<sup>17</sup>: 69,2% de SM em pacientes submetidos &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio em um hospital na cidade de S&#227;o Paulo<sup>17</sup>, mostrando que indiv&#237;duos portadores de alguma patologia associada t&#234;m um risco maior de desenvolver caracter&#237;sticas que comp&#245;em o quadro de SM.</p>
    <p>Nota-se, entretanto, que esses n&#250;meros divergem bastante entre as popula&#231;&#245;es: 34,3% em 294 mulheres filipinas e 12,9% em 379 mulheres caucasianas, com idade m&#233;dia de 60 anos, todas moradoras de San Diego, Calif&#243;rnia<sup>3</sup>; 21,4% em 98 japoneses nativos morando no Jap&#227;o e 37,5% em 104 brasileiros descendentes de japoneses morando no Brasil<sup>18</sup>; 35,5% em 200 pacientes de ambos os sexos e idades variadas, em acompanhamento cardiol&#243;gico no Estado de S&#227;o Paulo<sup>19</sup>; 46,7% em 633 pacientes que tiveram diagn&#243;stico de infarto agudo do mioc&#225;rdio em hospitais da Fran&#231;a<sup>20</sup>.</p>
    <p>Tem sido evidenciado que indiv&#237;duos com peso acima do saud&#225;vel est&#227;o mais expostos a fatores de risco cardiovasculares envolvidos na SM<sup>6,21</sup>. No presente estudo, a preval&#234;ncia de sobrepeso e obesidade, bem como de CA aumentada, n&#227;o contrariaram achados anteriores que demonstraram a rela&#231;&#227;o do IMC e da distribui&#231;&#227;o central de gordura elevados com o aumento do risco de doen&#231;as cardiovasculares<sup>9,11,22-24</sup>. Apesar de o sobrepeso e a obesidade tamb&#233;m estarem associados ao desenvolvimento de diabetes tipo 2<sup>9,25,26</sup>, na popula&#231;&#227;o estudada, n&#227;o foi encontrada diferen&#231;a estatisticamente significativa entre pacientes diab&#233;ticos ou n&#227;o diab&#233;ticos em rela&#231;&#227;o ao IMC e &#224; CA elevados.</p>
    <p>O alto &#237;ndice de indiv&#237;duos hipertensos e hipetriglicerid&#234;micos encontrados neste estudo supera os n&#250;meros de outros trabalhos semelhantes, que acharam, em m&#233;dia, uma preval&#234;ncia de 35% e 30%, respectivamente<sup>4,5</sup>. Isso talvez se explique pelo fato de essa popula&#231;&#227;o ser diferenciada, com indiv&#237;duos j&#225; portadores de DCV, tendo cada um deles, no m&#237;nimo, um epis&#243;dio de IAM e tamb&#233;m, em conseq&#252;&#234;ncia desta patologia, usarem anti-hipertensivos e hipolipemiantes orais.</p>
    <p>A popula&#231;&#227;o estudada tamb&#233;m diferenciou-se no que se refere &#224; idade dos indiv&#237;duos, a qual n&#227;o influenciou na preval&#234;ncia de SM, como ocorreu em diversos estudos que demonstraram aumento dessa preval&#234;ncia em idades mais avan&#231;adas<sup>4-6,15</sup>. &#201; prov&#225;vel que nessa popula&#231;&#227;o de cardiopatas haja muitos fatores de risco que levem ao desenvolvimento de SM, n&#227;o havendo altera&#231;&#245;es significativas conforme a idade.</p>
    <p>No presente estudo, o n&#250;mero de fichas de atendimento com dados incompletos pode ser considerado uma das limita&#231;&#245;es. Outras limita&#231;&#245;es podem ter sido o n&#250;mero reduzido de pacientes inclu&#237;dos e, conseq&#252;entemente, os resultados sem signific&#226;ncia estat&#237;stica, quando dados como idade, SM e diabetes ou CA e IMC foram cruzados.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Com este trabalho, pudemos verificar que a preval&#234;ncia de SM em pacientes portadores de doen&#231;as cardiovasculares no ambulat&#243;rio de preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de DAC do IC-FUC &#233; elevada, tendo tamb&#233;m como caracter&#237;stica alta preval&#234;ncia de sobrepeso, obesidade e circunfer&#234;ncia abdominal aumentada.</p>
    <p>Com base nas evid&#234;ncias apresentadas, observa-se que mais da metade da nossa popula&#231;&#227;o encontra-se acima do peso saud&#225;vel, bem como os casos de SM est&#227;o aumentando em nosso pa&#237;s. Portanto &#233; imprescind&#237;vel o controle dos fatores de risco para o desenvolvimento de SM, principalmente em popula&#231;&#245;es de alto risco, como os portadores de DCV.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de Conclus&#227;o de Resid&#234;ncia Integrada em Sa&#250;de de M&#225;rcia Silva Bopp pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul &#150; Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia &#150; IC/FUC.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> M&#225;rcia Silva Bopp </p>
        <p> Rua Professor Pedro Santa Helena, 329 </p>
        <p> Porto Alegre / RS - 91410-150 </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="marcia.bopp@via-rs.net">marcia.bopp@via-rs.net</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 03/04/08; revisado recebido em 14/09/08; aceito em 25/09/08.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Executive Summary of the Third Report of the    National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation    and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III).    Expert Panel on Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Cholesterol    in Adults. JAMA. 2001; 285: 2486-97.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Executive Summary of the Third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III): Expert Panel on Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>2486</fpage>
          <lpage>97</lpage>
          <volume>285</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. O'Dea K. Westernisation, insulin resistance    and diabetes in Australian aborigines. Med J Aust.1991; 155: 258-64.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Westernisation, insulin resistance and diabetes in Australian aborigines</article-title>
          <source>Med J Aust</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>258</fpage>
          <lpage>64</lpage>
          <volume>155</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>O'Dea</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Araneta MR, Wingard DL, Barrett-Connor E.    Type 2 diabetes and metabolic syndrome in Filipina-American women: a high-risk    nonobese population. Diabetes Care.2002; 25: 494-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Type 2 diabetes and metabolic syndrome in Filipina-American women: a high-risk nonobese population</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>494</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>25</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Araneta</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wingard</surname>
              <given-names>DL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Barrett-Connor</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Ford ES, Giles WH, Dietz WH. Prevalence of    the metabolic syndrome among US adults  findings from the Third National    Health and Nutrition Examination Survey. JAMA. 2002; 287 (3): 356-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of the metabolic syndrome among US adults: findings from the Third National Health and Nutrition Examination Survey</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>356</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>287</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ford</surname>
              <given-names>ES</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Giles</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dietz</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Ford ES, Giles WH, Mokdad AH. Increasing prevalence    of the metabolic syndrome among US adults. Diabetes Care. 2004; 27: 2444-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Increasing prevalence of the metabolic syndrome among US adults</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>2444</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>27</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ford</surname>
              <given-names>ES</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Giles</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mokdad</surname>
              <given-names>AH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Carnethon MR, Loria CM, Hill JO, Sidney S,    Savage PJ, Liu K. Coronary Artery Risk Development in Young Adults study. Risk    factors for the metabolic syndrome: the Coronary Artery Risk Development in    Young Adults (CARDIA) study, 1985-2001. Diabetes Care. 2004; 27: 2707-15.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Coronary Artery Risk Development in Young Adults study: Risk factors for the metabolic syndrome: the Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA) study, 1985-2001</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>2707</fpage>
          <lpage>15</lpage>
          <volume>27</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Carnethon</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Loria</surname>
              <given-names>CM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hill</surname>
              <given-names>JO</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sidney</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Savage</surname>
              <given-names>PJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Liu</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Ribeiro Filho FF, Mariosa LS, Ferreira SRG,    Zanella MT. Gordura visceral e s&#237;ndrome metab&#243;lica: mais que uma    simples associa&#231;&#227;o. Arq Bras Endocrinol Metab. 2006; 50 (2): 230-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Gordura visceral e s&#237;ndrome metab&#243;lica: mais que uma simples associa&#231;&#227;o</article-title>
          <source>Arq Bras Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>230</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>50</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ribeiro Filho</surname>
              <given-names>FF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mariosa</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ferreira</surname>
              <given-names>SRG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zanella</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. World Health Organization. Obesity and overweight.    [Accessed 2007 Jul 10]. Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/index.html">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/index.html</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Obesity and overweight</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Abbasi F, Brown BWB, Lamendola C, McLaughlin    T, Reaven GM. Relationship between obesity, insulin resistance, and coronary    heart disease. J Am Coll Cardiol. 2002; 40: 937-43.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Relationship between obesity, insulin resistance, and coronary heart disease</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>937</fpage>
          <lpage>43</lpage>
          <volume>40</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Abbasi</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brown</surname>
              <given-names>BWB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lamendola</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McLaughlin</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reaven</surname>
              <given-names>GM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. McLaughlin T, Abbasi F, Cheal K, Chu J, Lamendola    C, Reaven GM. Use of metabolic markers to identify overweight individuals who    are insulin resistant. Ann Intern Med. 2003; 139: 802-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Use of metabolic markers to identify overweight individuals who are insulin resistant</article-title>
          <source>Ann Intern Med</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>802</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>139</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>McLaughlin</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Abbasi</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cheal</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chu</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lamendola</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reaven</surname>
              <given-names>GM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Castro SH, Mato HJ, Gomes MB. Par&#226;metros    antropom&#233;tricos e s&#237;ndrome metab&#243;lica em diabetes tipo    2. Arq Bras Endocrinol Metab. 2006; 50 (3): 450-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Par&#226;metros antropom&#233;tricos e s&#237;ndrome metab&#243;lica em diabetes tipo 2</article-title>
          <source>Arq Bras Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>450</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>50</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Castro</surname>
              <given-names>SH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mato</surname>
              <given-names>HJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gomes</surname>
              <given-names>MB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Hans TS, Van Leer EM, Seidell JC, Lean ME.    Waist circumference action levels in the identification of cardiovascular risk    factors: prevalence study in a random sample. BMJ. 1995; 311: 1401-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Waist circumference action levels in the identification of cardiovascular risk factors: prevalence study in a random sample</article-title>
          <source>BMJ</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>1401</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>311</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hans</surname>
              <given-names>TS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Van Leer</surname>
              <given-names>EM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Seidell</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lean</surname>
              <given-names>ME</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Isomaa B, Almgren P, Tuomi T, Forsen B, Lahti    K, Nissen M, et al. Cardiovascular morbidity and mortality associated with metabolic    syndrome. Diabetes Care. 2001; 24: 683-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cardiovascular morbidity and mortality associated with metabolic syndrome</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>683</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>24</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Isomaa</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Almgren</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tuomi</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Forsen</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lahti</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nissen</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Lerario DDG, Gimeno SG, Franco LJ, Lunes    M, Ferreira SR e Grupo de Estudo de Diabetes na Comunidade Nipo-Brasileira,    S&#227;o Paulo (SP) Brasil, Implica&#231;&#245;es do excesso de peso em    nipo-brasileiros. Rev Sa&#250;de P&#250;blica. 2002; 36 (1): 4-11.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Implica&#231;&#245;es do excesso de peso em nipo-brasileiros</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>4</fpage>
          <lpage>11</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>36</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lerario</surname>
              <given-names>DDG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gimeno</surname>
              <given-names>SG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Franco</surname>
              <given-names>LJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lunes</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ferreira</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Oliveira EP, Souza MLA, Lima MDA. Preval&#234;ncia    de s&#237;ndrome metab&#243;lica em uma &#225;rea rural do semi-&#225;rido    baiano. Arq Bras Endocrinol Metab. 2006; 50 (3): 456-65.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em uma &#225;rea rural do semi-&#225;rido baiano</article-title>
          <source>Arq Bras Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>456</fpage>
          <lpage>65</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>50</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>EP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>MLA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lima</surname>
              <given-names>MDA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Sociedade Brasileira de Cardiologia. IV Diretrizes    Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial. Arq Bras Cardiol. 2004; 82 (supl    4): 1-40.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>IV Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>40</lpage>
          <volume>82</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Pimenta E, Passarelli Jr O, Borelli F, Sousa    MG, Gun C, Amato V, et al. S&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes submetidos    &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica: preval&#234;ncia    e marcador de morbi-mortalidade no per&#237;odo intra-hospitalar e ap&#243;s    30 dias. Arq Bras Cardiol. 2007; 88 (4): 413-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>S&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes submetidos &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica: preval&#234;ncia e marcador de morbi-mortalidade no per&#237;odo intra-hospitalar e ap&#243;s 30 dias</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>413</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>88</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pimenta</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Passarelli Jr</surname>
              <given-names>O</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Borelli</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sousa</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gun</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Amato</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Schwingel A, Nakata Y, Ito LS, Chodzko-Zajkoe    WJ, Shigematsuf R, Erb CT, et al. A comparison of the prevalence of the metabolic    syndrome and its components among native Japanese and Japanese Brazilians residing    in Japan and Brazil. Eur J Cardiovasc Prev Rehabil. 2007, 14: 508-14.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A comparison of the prevalence of the metabolic syndrome and its components among native Japanese and Japanese Brazilians residing in Japan and Brazil</article-title>
          <source>Eur J Cardiovasc Prev Rehabil</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>508</fpage>
          <lpage>14</lpage>
          <volume>14</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schwingel</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nakata</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ito</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chodzko-Zajkoe</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shigematsuf</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Erb</surname>
              <given-names>CT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Nakazone MA, Pinheiro A, Braile MC, Pinhel    MA, Sousa GF, Pinheiro Junior S, et al. Preval&#234;ncia de s&#237;ndrome    metab&#243;lica em indiv&#237;duos brasileiros pelos crit&#233;rios de    ncep-atpiii e idf. Rev Assoc Med Bras. 2007; 53 (5): 407-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em indiv&#237;duos brasileiros pelos crit&#233;rios de ncep-atpiii e idf</article-title>
          <source>Rev Assoc Med Bras</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>407</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>53</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Nakazone</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pinheiro</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Braile</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pinhel</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sousa</surname>
              <given-names>GF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pinheiro Junior</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Zeller M, Steg PG, Ravisy J, Laurent Y, Janin-Manificat    L, L'Huillier I, et al. Prevalence and impact of metabolic syndrome on    hospital outcomes in acute myocardial infarction; Arch Intern Med. 2005; 165:    1192-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence and impact of metabolic syndrome on hospital outcomes in acute myocardial infarction</article-title>
          <source>Arch Intern Med</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1192</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>165</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Zeller</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Steg</surname>
              <given-names>PG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ravisy</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Laurent</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Janin-Manificat</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>L'Huillier</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Rezende FAC, Rosado LE, Ribeiro RL, Vidigal    FC, Vasques ACJ, Bonard IS, et al. &#205;ndice de massa corporal e circunfer&#234;ncia    abdominal: associa&#231;&#227;o com fatores de risco cardiovascular. Arq    Bras Cardiol. 2006; 87 (6): 728-34.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>&#205;ndice de massa corporal e circunfer&#234;ncia abdominal: associa&#231;&#227;o com fatores de risco cardiovascular</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>728</fpage>
          <lpage>34</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>87</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rezende</surname>
              <given-names>FAC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rosado</surname>
              <given-names>LE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ribeiro</surname>
              <given-names>RL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vidigal</surname>
              <given-names>FC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vasques</surname>
              <given-names>ACJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bonard</surname>
              <given-names>IS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Pitanga FJG, Lessa I. Associa&#231;&#227;o    entre indicadores antropom&#233;tricos de obesidade e risco coronariano em    adultos na cidade de Salvador (Bahia) Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2007; 10 (2):    239-48.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Associa&#231;&#227;o entre indicadores antropom&#233;tricos de obesidade e risco coronariano em adultos na cidade de Salvador (Bahia) Brasil</article-title>
          <source>Rev Bras Epidemiol</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>239</fpage>
          <lpage>48</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>10</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pitanga</surname>
              <given-names>FJG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lessa</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Carneiro G, Faria AN, Ribeiro Filho FF, Guimar&#227;es    A, Ler&#225;rio D, Sandra RG, et al. Influ&#234;ncia da distribui&#231;&#227;o    da gordura corporal sobre a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial    e outros fatores de risco cardiovascular em indiv&#237;duos obesos. Rev Assoc    Med Bras. 2003; 49 (3): 306-11.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Influ&#234;ncia da distribui&#231;&#227;o da gordura corporal sobre a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial e outros fatores de risco cardiovascular em indiv&#237;duos obesos</article-title>
          <source>Rev Assoc Med Bras</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>306</fpage>
          <lpage>11</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>49</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Carneiro</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Faria</surname>
              <given-names>AN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ribeiro Filho</surname>
              <given-names>FF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Guimar&#227;es</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ler&#225;rio</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sandra</surname>
              <given-names>RG</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Picon PX, Leit&#227;o CB, Gerchman F, Azevedo    MJ, Silveiro SP, Gross JL, et al. Medida da cintura e raz&#227;o cintura/quadril    e identifica&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de risco cardiovascular:    estudo multic&#234;ntrico em pacientes com diabetes melito tipo 2. Arq Bras    Endocrinol Metab. 2007; 51 (3): 443-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Medida da cintura e raz&#227;o cintura/quadril e identifica&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de risco cardiovascular: estudo multic&#234;ntrico em pacientes com diabetes melito tipo 2</article-title>
          <source>Arq Bras Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>443</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>51</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Picon</surname>
              <given-names>PX</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leit&#227;o</surname>
              <given-names>CB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gerchman</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Azevedo</surname>
              <given-names>MJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silveiro</surname>
              <given-names>SP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gross</surname>
              <given-names>JL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Souza LJ, Gicovate Neto C, Chalita FEB, Reis    AFF, Bastos DA, Souto Filho JTD, et al. Preval&#234;ncia de obesidade e fatores    de risco cardiovascular em Campos, Rio de Janeiro. Arq Bras Endocrinol Metab.    2003; 47 (6): 669-76.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de obesidade e fatores de risco cardiovascular em Campos, Rio de Janeiro</article-title>
          <source>Arq Bras Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>669</fpage>
          <lpage>76</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>47</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>LJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gicovate Neto</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chalita</surname>
              <given-names>FEB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reis</surname>
              <given-names>AFF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bastos</surname>
              <given-names>DA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souto Filho</surname>
              <given-names>JTD</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Dunstan DW, Zimmet PZ, Welborn TA, Courten    MP, Cameron AJ, Sicree RA, et al. The rising prevalence of diabetes and impaired    glucose tolerance. Diabetes Care. 2002; 25: 829-34.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The rising prevalence of diabetes and impaired glucose tolerance</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>829</fpage>
          <lpage>34</lpage>
          <volume>25</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dunstan</surname>
              <given-names>DW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zimmet</surname>
              <given-names>PZ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Welborn</surname>
              <given-names>TA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Courten</surname>
              <given-names>MP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cameron</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sicree</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en pacientes de un ambulatorio del Instituto de Cardiolog&#237;a de R&#237;o Grande del Sur (RS)</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) es considerado un factor muy importante en el desarrollo de enfermedades cardiovasculares (ECV). OBJETIVO: Evaluar la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) en los pacientes atendidos en el ambulatorio para la prevenci&#243;n secundaria de una enfermedad arterial coronaria del IC-FUC, as&#237; como verificar el exceso de peso por medio del &#237;ndice de masa corporal (IMC) y la prevalencia de obesidad abdominal en la enfermedad cardiovascular (ECV). M&#201;TODOS: La muestra final estuvo compuesta por 151 individuos (de 26 a 84 a&#241;os), cuyos datos se retiraron de la primera consulta que present&#243; los an&#225;lisis de sangre en ayuno, mediciones de la presi&#243;n arterial (PA), circunferencia abdominal (CA) en cent&#237;metros, peso y estatura, asociando sexo y edad. Para la evaluaci&#243;n del SM se utiliz&#243; el concepto del NCEP-ATP III. RESULTADOS: El sexo masculino represent&#243; el 64,9% de la muestra. Se encontraron &#237;ndices de sobrepeso del 50% y obesidad del 21,3%, estando la CA aumentada presente en el 30,8% de los individuos, 20 varones y 25 mujeres. Atendiendo a los criterios del NCEP-ATP III para el diagn&#243;stico del SM, la prevalencia de ese s&#237;ndrome fue del 61,5%, incluyendo a 54 varones y 39 mujeres. CONCLUSI&#211;N: Se verifica que la prevalencia del SM en pacientes portadores de ECV en el ambulatorio para la prevenci&#243;n secundaria de la EAC del IC-FUC es elevada, teniendo tambi&#233;n como caracter&#237;stica la alta prevalencia de sobrepeso, obesidad y CA aumentada.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome metab&#243;lico</kwd>
        <kwd>prevalencia</kwd>
        <kwd>pacientes ambulatoriales</kwd>
        <kwd>Instituto de Cardiolog&#237;a (RS)</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="title-body2"/>Prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en pacientes de un ambulatorio del Instituto de Cardiolog&#237;a de R&#237;o Grande del Sur (RS)</p>
      <p>
        <bold>M&#225;rcia Bopp; Sandra Barbiero</bold>
      </p>
      <p> Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia - IC-FUC, Rio Grande do Sul, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold> FUNDAMENTO: </bold>El s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) es considerado un factor muy importante en el desarrollo de enfermedades cardiovasculares (ECV).</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold>Evaluar la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) en los pacientes atendidos en el ambulatorio para la prevenci&#243;n secundaria de una enfermedad arterial coronaria del IC-FUC, as&#237; como verificar el exceso de peso por medio del &#237;ndice de masa corporal (IMC) y la prevalencia de obesidad abdominal en la enfermedad cardiovascular (ECV).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>La muestra final estuvo compuesta por 151 individuos (de 26 a 84 a&#241;os), cuyos datos se retiraron de la primera consulta que present&#243; los an&#225;lisis de sangre en ayuno, mediciones de la presi&#243;n arterial (PA), circunferencia abdominal (CA) en cent&#237;metros, peso y estatura, asociando sexo y edad. Para la evaluaci&#243;n del SM se utiliz&#243; el concepto del NCEP-ATP III.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold>El sexo masculino represent&#243; el 64,9% de la muestra. Se encontraron &#237;ndices de sobrepeso del 50% y obesidad del 21,3%, estando la CA aumentada presente en el 30,8% de los individuos, 20 varones y 25 mujeres. Atendiendo a los criterios del NCEP-ATP III para el diagn&#243;stico del SM, la prevalencia de ese s&#237;ndrome fue del 61,5%, incluyendo a 54 varones y 39 mujeres.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold>Se verifica que la prevalencia del SM en pacientes portadores de ECV en el ambulatorio para la prevenci&#243;n secundaria de la EAC del IC-FUC es elevada, teniendo tambi&#233;n como caracter&#237;stica la alta prevalencia de sobrepeso, obesidad y CA aumentada.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>S&#237;ndrome metab&#243;lico, prevalencia, pacientes ambulatoriales, Instituto de Cardiolog&#237;a (RS), Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM), considerado como un factor muy importante en el desarrollo de enfermedades cardiovasculares (ECV), se vuelve cada vez m&#225;s com&#250;n en los Estados Unidos<sup>1</sup>. La prevalencia del SM viene creciendo en las &#250;ltimas d&#233;cadas, qued&#225;ndose entre el 20% y 25% de la poblaci&#243;n general<sup>2</sup>, destacando la afrodescendiente, la mexico-americana y la hispana<sup>3,4</sup>. Actualmente, cerca de 47 millones de norteamericanos son portadores de este s&#237;ndrome<sup>1,4,5</sup>. Estudios epidemiol&#243;gicos consideran la ganancia ponderal<sup>5,6</sup> como factor de riesgo independiente para el desarrollo del SM, teniendo la distribuci&#243;n central de grasa un rol importante en los eventos cardiovasculares<sup>7</sup>. Seg&#250;n datos recientes de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS), Brasil tiene un 44,58% de adultos con sobrepeso y un 12,41% de obesos<sup>8</sup>.</p>
      <p>Evidencias muestran que el sobrepeso y la obesidad favorecen el desarrollo de la resistencia insul&#237;nica, as&#237; como otras caracter&#237;sticas del SM<sup>9-11</sup>. Hans et al.<sup>12</sup> demostraron que la circunferencia abdominal (CA) mayor que 102 cm en varones y 88 cm en mujeres identifica pacientes con mayor riesgo de ECV<sup>12</sup>. Ya el estudio de Isooma et al.<sup>13</sup> se&#241;ala que el riesgo de morbilidades cardiovasculares es dos a tres veces mayor en personas portadoras del SM<sup>13</sup>.</p>
      <p>En un estudio realizado en Brasil, en una ciudad de S&#227;o Paulo, la poblaci&#243;n present&#243; un perfil cardiovascular desfavorable asociado a elevadas tasas de obesidad abdominal<sup>14</sup>. En un &#225;rea rural del semi&#225;rido de Bahia, se diagnostic&#243; el 30% de la poblaci&#243;n estudiada con el SM. De este total, el 15% present&#243; obesidad y el 41,3% sobrepeso, as&#237; clasificados por el &#237;ndice de masa corporal (IMC = kg/m<sup>2</sup>)<sup>15</sup>.</p>
      <p>Teniendo en cuenta los datos presentados, el objetivo de este trabajo fue valorar la prevalencia del SM en los pacientes atendidos en el ambulatorio para la prevenci&#243;n secundaria de la enfermedad arterial coronaria (EAC) del Instituto de Cardiolog&#237;a de R&#237;o Grande del Sur &#150; Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiolog&#237;a (IC-FUC), as&#237; como verificar el exceso de peso por medio del IMC y la prevalencia de obesidad abdominal en la ECV.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se condujo un estudio transversal retrospectivo aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica de la Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiolog&#237;a, a trav&#233;s del an&#225;lisis del prontuario, cuya poblaci&#243;n objetivo fueron los pacientes que acudieron al ambulatorio para la prevenci&#243;n secundaria de la EAC del Instituto de Cardiolog&#237;a, desde su inicio, en agosto de 2004, hasta diciembre de 2006, incluyendo a varones y mujeres de cualquier edad, alcanzando a un total de 151 pacientes.</p>
      <p>Todos los pacientes que ingresaron en el IC-FUC por el Sistema &#218;nico de Salud (SUS) con diagn&#243;stico de infarto agudo de miocardio (IAM) compusieron, por primera vez, la poblaci&#243;n de ese ambulatorio, donde recibieron atenci&#243;n tras un mes de alta hospitalaria. En el momento del alta, la nutricionista les suministr&#243; una dieta individualizada y el m&#233;dico encargado de los medicamentos les orient&#243; respecto al uso de estos y les deriv&#243; al ambulatorio.</p>
      <p>Se retiraron los datos de la primera consulta que present&#243; el an&#225;lisis de sangre en ayuno, mediciones de la presi&#243;n arterial (PA), CA en cent&#237;metros, peso y estatura, asociando sexo y edad. Se mide la PA con esfigm&#243;grafo del tipo aneroide, man&#243;metro con graduaci&#243;n de 0 a 300 mmHg, con el paciente sentado y tras cinco minutos de descanso, seg&#250;n recomendado por las IV Directrices Brasile&#241;as de Hipertensi&#243;n Arterial<sup>16</sup>. La circunferencia abdominal se mide con cinta m&#233;trica flexible, con precisi&#243;n de 0,1 cm, en el punto medio entre el arco costal inferior y el hueso suprail&#237;aco. Se calcula el peso por medio de balanza tipo plataforma, con intermedio de 100 g para peso y 5 cm para altura, con el paciente vestido con el m&#237;nimo de ropa posible y descalzo, en la posici&#243;n vertical encima de la balanza, pies levemente alejados y en l&#237;nea recta, brazos estirados a lo largo del cuerpo y cuello y cabeza rectos.</p>
      <p>
        <bold>Criterios de los diagn&#243;sticos</bold>
      </p>
      <p>Para la evaluaci&#243;n del SM se utiliz&#243; el concepto del <italic>National Cholesterol Education Program's Adult Treatment Panel III</italic> (NCEP-ATP III), cuyos criterios requieren, como m&#237;nimo, tres de las afecciones a continuaci&#243;n: obesidad abdominal (CA mayor que 102 cm y 88 cm, en varones y mujeres, respectivamente); hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), considerada por niveles pres&#243;ricos iguales o mayores que 130/85 mmHg); tolerancia a la glucosa perjudicada (glucemia de ayuno entre 110 y 125 mg/dl); hipertrigliceridemia (triglic&#233;ridos [TG] mayores o iguales a 150 mg/dl) y HDL-c en bajas concentraciones sangu&#237;neas (menor que 40 mg/dl para varones y 50 mg/dl para mujeres)<sup>1</sup>.</p>
      <p>Para la definici&#243;n de sobrepeso y obesidad se us&#243; la clasificaci&#243;n de la OMS, seg&#250;n la cual el sobrepeso se clasifica como IMC mayor o igual a 25 kg/m&#178; y la obesidad como mayor o igual a 30 kg/m&#178; <sup>8</sup>, dividi&#233;ndose el peso en kilogramos por la altura en metros elevada al cuadrado (kg/m&#178;).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Con la ayuda del <italic>software</italic> SPSS, versi&#243;n 15.0, se realiz&#243; un an&#225;lisis estad&#237;stico descriptivo de los resultados por medio de las frecuencias absolutas y relativas para las variables categ&#243;ricas y promedio &#177; desviaci&#243;n est&#225;ndar (DE) para las variables continuas. El intermedio de confianza fue del 95%. Para la comparaci&#243;n de las variables categ&#243;ricas se utiliz&#243; el test chi cuadrado. Los resultados con p &lt; 0,05 se consideraron como significativos.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Un total de 151 individuos compusieron la muestra final, de estos, 39 no ten&#237;an todos los datos completos en las fichas de atenci&#243;n. De los individuos con fichas incompletas, el 21,9% no ten&#237;a tres o m&#225;s datos, variando entre mediciones de PA, altura, peso o an&#225;lisis de sangre.</p>
      <p>Las caracter&#237;sticas generales de la muestra se encuentran en la <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">tabla 1</xref>. El sexo masculino represent&#243; el 64,9% de la muestra; la edad vari&#243; de 26 a 84 a&#241;os; el IMC promedio encontrado fue de 27,64 kg/m<sup>2</sup>. Se encontraron &#237;ndices de sobrepeso del 50% y obesidad del 21,3%, totalizando m&#225;s de la mitad de la muestra que rebasaba los l&#237;mites del peso saludable.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La prevalencia de diabetes fue del 26%, y la tolerancia perjudicada a la glucosa fue del 31,9%. Se encontr&#243; la HAS en el 100% de los individuos, sin embargo, del total de la muestra, el 98,7% se encontraba en uso de antihipertensivo oral. Los niveles aumentados de TG (<underline>&gt;</underline> 150 mg/dl) y disminuidos de HDL-c estaban presentes en el 94,6% y el 56,1% de los individuos, respectivamente, con el 88,7% de la muestra en uso de hipolipemiante oral. De los individuos con niveles bajos de HDL-c, 36 eran varones (<underline>&lt;</underline> 40 mg/dl), y 28 eran mujeres (<underline>&lt;</underline> 50 mg/dl); la CA aumentada estuvo presente en el 30,8% de los individuos, 20 varones y 25 mujeres. Atendiendo a los criterios del NCEP-ATP III para el diagn&#243;stico del SM, la prevalencia fue del 61,5%, incluyendo 54 varones y 39 mujeres (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">tabla 2</xref>). Si consider&#225;ramos solamente los 112 pacientes que pose&#237;an todos los datos completos en las fichas de atenci&#243;n, la prevalencia del SM ser&#237;a del 73,2%.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La muestra se dividi&#243; en tres grupos de aproximadamente 50 individuos, seg&#250;n tres grupos de edad: de 26 a 51 a&#241;os, de 52 a 62 a&#241;os y arriba de 62 a&#241;os, con la finalidad de verificar diferencias en la prevalencia del SM. En la <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">tabla 3</xref>, podemos observar que no hubo diferencia estad&#237;sticamente significativa en la prevalencia del SM entre los grupos de edad. Cuando compararon el grupo de diab&#233;ticos con el grupo de no diab&#233;ticos respecto al IMC <underline>&gt;</underline> 25 kg/m&#178; y a la CA aumentada, tampoco se encontr&#243; una diferencia estad&#237;stica entre ellos (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">tabla 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia del 61,5% del SM encontrado en la poblaci&#243;n estudiada es bastante alta si comparada a los n&#250;meros del 20% al 25% encontrados en la poblaci&#243;n general<sup>2</sup> y del 30%, en un promedio, en las poblaciones afrodescendiente, chicana e hisp&#225;nica<sup>3,4</sup>. Sin embargo, estos valores se acercan del hallazgo de Pimenta et al.<sup>17</sup>: El 69,2% del SM en pacientes sometidos a la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n del miocardio en un hospital en la ciudad de S&#227;o Paulo<sup>17</sup>, mostrando que individuos portadores de alguna patolog&#237;a asociada tienen un riesgo mayor de desarrollar caracter&#237;sticas que componen el cuadro del SM.</p>
      <p>Se nota, no obstante, que estos n&#250;meros divergen bastante entre las poblaciones: el 34,3% en 294 mujeres filipinas y el 12,9% en 379 mujeres caucasianas con una edad promedio de 60 a&#241;os, todas residentes en San Diego, Calif&#243;rnia<sup>3</sup>; el 21,4% en 98 japoneses nativos viviendo en Jap&#227;o y el 37,5% en 104 brasile&#241;os descendientes de japoneses viviendo en Brasil<sup>18</sup>; el 35,5% en 200 pacientes de ambos sexos y edades variados, en seguimiento cardiol&#243;gico en el Estado de S&#227;o Paulo<sup>19</sup>; el 46,7% en 633 pacientes que tuvieron diagn&#243;stico de infarto agudo de miocardio en hospitales de Francia<sup>20</sup>.</p>
      <p> Est&#225; siendo evidenciado que individuos que rebasan los l&#237;mites del peso saludable est&#225;n m&#225;s expuestos a factores de riesgo cardiovasculares involucrados en el SM<sup>6,21</sup>. En el presente estudio la prevalencia de sobrepeso y obesidad, bien como de CA aumentada no contrariaron hallazgos anteriores que demostraron la relaci&#243;n del IMC y de la distribuci&#243;n central de grasa elevados con el aumento del riesgo de enfermedades cardiovasculares<sup>9,11,22-24</sup>. Pese a que el sobrepeso y la obesidad est&#233;n tambi&#233;n asociados al desarrollo de diabetes tipo 2<sup>9,25,26</sup> en la poblaci&#243;n estudiada, no se encontr&#243; una diferencia estad&#237;sticamente significativa entre pacientes diab&#233;ticos o no diab&#233;ticos respecto al IMC y a la CA elevados.</p>
      <p>El alto &#237;ndice de individuos hipertensos e hipertriglicerid&#233;micos encontrados en este estudio sobrepasa los n&#250;meros de otros trabajos semejantes, que encontraron, en promedio, una prevalencia del 35% y el 30%, respectivamente<sup>4,5</sup>. Ello quiz&#225; se explique por el hecho de que esta poblaci&#243;n sea diferenciada, con individuos ya portadores de ECV, teniendo cada uno de ellos, en lo m&#237;nimo, un episodio de IAM y tambi&#233;n, a consecuencia de esta patolog&#237;a, usando antihipertensivos e hipolipemiantes orales.</p>
      <p>La poblaci&#243;n estudiada tambi&#233;n se diferenci&#243; por la edad de los individuos, lo que no influenci&#243; en la prevalencia del SM, como ocurri&#243; en diversos estudios que demostraron un aumento de esta prevalencia en edades m&#225;s avanzadas<sup>4-6,15</sup>. Es probable que en esta poblaci&#243;n de cardi&#243;patas haya muchos factores de riesgo que lleven al desarrollo del SM, no habiendo alteraciones significativas conforme la edad.</p>
      <p>En el presente estudio, el n&#250;mero de fichas de atenci&#243;n con datos incompletos puede ser considerado como una de las limitaciones. Otras limitaciones pueden haber sido el n&#250;mero reducido de pacientes incluidos y, consecuentemente, los resultados sin significaci&#243;n estad&#237;stica, cuando se cruzaron datos como edad, SM y diabetes o CA e IMC.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Con este trabajo, pudimos verificar que la prevalencia del SM en pacientes portadores de enfermedades cardiovasculares en el ambulatorio de prevenci&#243;n secundaria del DAC del IC-FUC es elevada, teniendo tambi&#233;n como caracter&#237;stica la alta prevalencia de sobrepeso, obesidad y circunferencia abdominal aumentada.</p>
      <p>Con base en las evidencias presentadas, se observa que m&#225;s de la mitad de nuestra poblaci&#243;n rebasa los l&#237;mites del peso saludable, bien como el aumento de los casos del SM en nuestro pa&#237;s. Por lo tanto, es imprescindible el control de los factores de riesgo para el desarrollo del SM, sobre todo en poblaciones de alto riesgo como los portadores de ECV.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la Conclusi&#243;n de la Residencia Integrada en Salud de M&#225;rcia Silva Bopp por el Instituto de Cardiolog&#237;a de R&#237;o Grande del Sur &#150; Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiolog&#237;a &#150; IC/FUC.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prevalence of metabolic syndrome in outpatients of the Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Metabolic syndrome (MS) is considered a very important factor in the development of cardiovascular diseases (CVD). OBJECTIVE: To assess the prevalence of metabolic syndrome (MS) in outpatients undergoing secondary prevention of coronary artery disease in the Institute of Cardiology, University Foundation of Cardiology - IC-UFC, as well as to detect excess weight through body mass index (BMI) and the prevalence of abdominal obesity in patients with cardiovascular disease (CVD). METHODS: The final sample was comprised of 151 individuals (aged between 26 and 84 years) whose data were obtained from the first visit in which the following parameters were available: fasting blood tests, blood pressure (BP) measurement, waist circumference (WC) in centimeters, weight and height, gender and age. The NCEP-ATP III criteria were used for the assessment of MS. RESULTS: 64.9% of the sample was comprised of males. The overweight and obesity rates found were 50% and 21.3%, respectively; increased WC was found in 30.8% of the individuals, 20 of whom were men and 25 were women. The prevalence of MS, as diagnosed according to the NCEP-ATP III criteria, was 61.5%, including 54 men and 39 women. CONCLUSION: We verified that the prevalence of MS in patients with CVD in the outpatient clinic for secondary prevention of CAD at IC-UFC is high, and so are the prevalences of overweight, obesity and increased WC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Metabolic syndrome</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
        <kwd>outpatients</kwd>
        <kwd>Cardiology Institute (RS)</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="txt-body3"/>Prevalence of metabolic syndrome in outpatients of the Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul</p>
      <p>
        <bold>M&#225;rcia Bopp; Sandra Barbiero</bold>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia - IC-FUC, Rio Grande do Sul, Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold> BACKGROUND: </bold>Metabolic syndrome (MS) is considered a very important factor in the development of cardiovascular diseases (CVD). </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To assess the prevalence of metabolic syndrome (MS) in outpatients undergoing secondary prevention of coronary artery disease in the Institute of Cardiology, University Foundation of Cardiology &#150; IC-UFC, as well as to detect excess weight through body mass index (BMI) and the prevalence of abdominal obesity in patients with cardiovascular disease (CVD).</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>The final sample was comprised of 151 individuals (aged between 26 and 84 years) whose data were obtained from the first visit in which the following parameters were available: fasting blood tests, blood pressure (BP) measurement, waist circumference (WC) in centimeters, weight and height, gender and age. The NCEP-ATP III criteria were used for the assessment of MS.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>64.9% of the sample was comprised of males. The overweight and obesity rates found were 50% and 21.3%, respectively; increased WC was found in 30.8% of the individuals, 20 of whom were men and 25 were women. The prevalence of MS, as diagnosed according to the NCEP-ATP III criteria, was 61.5%, including 54 men and 39 women.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> We verified that the prevalence of MS in patients with CVD in the outpatient clinic for secondary prevention of CAD at IC-UFC is high, and so are the prevalences of overweight, obesity and increased WC.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Metabolic syndrome; prevalence; outpatients; Cardiology Institute (RS); Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction </bold>
      </p>
      <p>Metabolic syndrome (MS) is considered a very important factor in the development of cardiovascular diseases (CVD) and has become increasingly more common in the United States<sup>1</sup>. Its prevalence has grown in the past decades, affecting 20 to 25% of the general population<sup>2</sup>, especially Afro-descendents, Mexican Americans and Hispanics<sup>3,4</sup>. Currently, there are approximately 47 million Americans with metabolic syndrome<sup>1,4,5</sup>. Epidemiological studies consider weight gain as an independent risk factor for the development of MS<sup>5,6</sup>, and central fat distribution plays an important role in cardiovascular events<sup>7</sup>. According to recent data from the World Health Organization (WHO), 44.58% of the Brazilian adult population is overweight and 12.41% is obese<sup>8</sup>.</p>
      <p>Evidence shows that overweight and obesity predispose to the development of insulin resistance as well as of other characteristics of MS<sup>9-11</sup>. Hans et al<sup>12</sup> demonstrated that a waist circumference (WC) greater than 102cm in men and 88cm in women identifies a higher risk for CVD<sup>12</sup>. In Isooma et al<sup>13</sup> study, in turn, a two to three-fold higher risk of cardiovascular morbidity was found in individuals with MS<sup>13</sup>.</p>
      <p>In a study conducted in a Brazilian city in the State of Sao Paulo, the population showed an unfavorable cardiovascular profile associated with high rates of abdominal obesity<sup>14</sup>. In a rural area of the State of Bahia, Brazil, 30% of the population studied was diagnosed with MS. Of this total, 15% presented obesity and 41.3%, overweight, as classified using body mass index (BMI = kg/m<sup>2</sup>)<sup>15</sup>.</p>
      <p>In view of the data presented, the objective of this study was to evaluate the prevalence of MS in patients seen in the outpatient clinic for secondary prevention of coronary artery disease (CAD) at the Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul &#150; University Foundation of Cardiology (IC-UFC), and to detect excess weight through BMI, as well as the prevalence of abdominal obesity in CVD.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This retrospective cross-sectional study was approved by the Ethics Committee of the University Foundation of Cardiology and was based on the analysis of medical records of a target population comprised of patients followed-up in the outpatient clinic for secondary prevention of CAD at the Institute of Cardiology from August 2004 to December 2006. It included men and women of any age, in a total of 151 patients.</p>
      <p>The population of this outpatient clinic was comprised of all patients who had been hospitalized in the IC-UFC, via the Brazilian Federal Health System, with the diagnosis of first acute myocardial infarction (AMI) and were seen in the outpatient clinic one month after discharge. At discharge, the patients were given a customized diet prescription provided by the nutritionist, and medical advice regarding the medications to be used as well as a referral to the outpatient clinic.</p>
      <p>Data were obtained from the first visit in which the results of fasting blood tests, blood pressure (BP) measurements, WC in centimeters, weight and height were available; gender and age were also recorded. BP was measured with an aneroid sphygmomanometer with scale from 0 to 300 mmHg, with the patient in the sitting position, after a 5-minute rest, according to recommendations of the IV Brazilian Guidelines on Hypertension<sup>16</sup>. Waist circumference was measured with a flexible tape measure to the nearest 0.1 cm, midway between the lower costal margin and the iliac crest. Weight and height were measured using a platform scale with 100g precision for weight and 5cm precision for height, with the patient wearing a minimum of clothing and barefoot while standing on the scale, feet slightly apart and in a straight line, arms extended along the body and neck and head straight. </p>
      <p>
        <bold>Diagnostic criteria</bold>
      </p>
      <p>For the assessment of MS, we used the National Cholesterol Education Program's Adult Treatment Panel III (NCEP-ATP III) definition, which requires at least three of the following criteria: abdominal obesity (WC greater than 102cm and 88cm for men and women, respectively); hypertension, defined by blood pressure levels equal to or higher than 130/85 mmHg; impaired glucose tolerance (fasting blood glucose between 110 and 125 mg/dL); hypertriglyceridemia (triglycerides(TG) equal to or higher than 150 mg/dL); and low serum HDL-C levels (lower than 40 mg/dL for men and 50 mg/dL for women)<sup>1</sup>. </p>
      <p>The WHO's classification was used to define overweight and obesity, where overweight is classified as a BMI equal to or higher than 25 kg/m&#178; and obesity as a BMI equal to or higher than 30 kg/m&#178; <sup>8</sup>, by dividing weight in kilograms by square height in meters (kg/m&#178;).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The SPSS version 15.0 software was used to carry out a descriptive analysis of the results, using the absolute and relative frequencies for categorical variables, and mean &#177; standard deviation (SD) for continuous variable, 95% confidence interval. The chi square test was used for comparison of the categorical variables. Results with p &lt; 0.05 were considered significant. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The final sample was comprised of 151 individuals; for 39 of them data were incomplete. Of the individuals with incomplete charts, 21.9% had three or more missing data, whether for BP measurement, height, weight, or blood tests.</p>
      <p>The general sample characteristics are shown in <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>. The male gender accounted for 64.9% of the sample; age ranged from 26 to 84 years; the mean BMI found was 27.64 kg/m<sup>2</sup>. The overweight and obesity rates were 50% and 21.3%, respectively, meaning that the weight of more than half of the sample was above healthy levels.</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The prevalence of diabetes was 26%, and of impaired glucose tolerance was 31.9%; hypertension was found in 100% of the individuals, of which 98.7% were taking oral antihypertensive medication. Increased TG levels (<underline>&gt;</underline> 150 mg/dL) and decreased HDL-C levels were found in 94.6% and 56.1% of the individuals, respectively, with 88.7% of the sample taking oral lipid-lowering agents. Of the individuals with low HDL-C levels, 36 were men (<underline>&lt;</underline> 40 mg/dL) and 28 were women (<underline>&lt;</underline> 50 mg/dL); increased WC was found in 30.8% of the individuals, of whom 20 were men and 25 were women. The prevalence of MS, according to the NCEP-ATP III criteria, was 61.5%, including 54 men and 39 women (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref>). If only the 112 patients who had medical charts with complete information had been considered, the prevalence of MS would be of 73.2%.</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The sample was divided into three groups of approximately 50 individuals each, of three age ranges: 26 to 51 years; 52 to 62 years, and above 62 years, in order to verify differences in the prevalence of MS. No statistically significant difference was observed in the prevalence of MS among the age ranges, as can be observed in <xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref>. When the diabetic group was compared to the non-diabetic group in relation to BMI <underline>&gt;</underline> 25 kg/m&#178; and increased WC, no statistical difference was found between them either (<xref ref-type="table" rid="tab04-body3">Table 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab04-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-05-0473-00006-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The 61.5% MS prevalence found in the population studied is very high if compared to the rates of 20 to 25% found in the general population<sup>2</sup> and of 30%, on average among Afro-descendents, Mexican-Americans and Hispanics<sup>3,4</sup>. However, this rate is close to that found by Pimenta et al<sup>17</sup> of 69.2% of MS in patients undergoing coronary artery bypass grafting in a hospital in the city of Sao Paulo<sup>17</sup>, thus showing that individuals with some associated disease are at greater risk of developing the characteristics that comprise the MS.</p>
      <p>However, these rates are quite different among populations: 34.3% in 294 Filipina women and 12.9% in 379 Caucasian women with mean age of 60 years, all living in San Diego, California<sup>3</sup>; 21.4% in 98 native Japanese living in Japan, and 37.5% in 104 Japanese-Brazilians living in Brazil<sup>18</sup>; 35.5% in 200 patients of both genders and varying ages undergoing cardiologic follow-up in the State of Sao Paulo<sup>19</sup>; and 46.7% in 633 patients diagnosed with acute myocardial infarction in hospitals in France<sup>20</sup>. </p>
      <p>Individuals with weight above healthy levels have been shown to be more exposed to cardiovascular risk factors related to MS<sup>6,21</sup>. In the present study, the prevalence of overweight and obesity, as well as of increased WC was not different from those observed in previous studies that showed a correlation of increased BMI and central fat distribution with increased cardiovascular risk<sup>9,11,22-24</sup>. Although overweight and obesity are also associated with the development of type-2 diabetes<sup>9,25,26</sup>, no statistically significant difference was found between diabetic and non-diabetic patients of the study population in relation to increased BMI and WC. </p>
      <p>The high rate of individuals with hypertension and hypertriglyceridemia found in this study is greater than those found in similar studies that found a mean prevalence of 35% and 30%, respectively<sup>4,5</sup>. This is probably explained by the fact that this is a biased population sample, with individuals with CVD. Who had at least one episode of AMI each, and were consequently taking oral antihypertensive and lipid-lowering drugs.</p>
      <p>The study population was also distinct in relation to the age of the individuals, which did not influence the prevalence of MS, as occurred in several studies that demonstrated increased prevalence of MS in more advanced ages<sup>4-6,15</sup>. Probably, many risk factors for the development of MS are present among this heart disease patient population, with no significant variations with age. </p>
      <p>The number of medical charts with incomplete data may be considered a limitation of the present study. Another limitation may have been the small number of patients included, consequently leading to results without statistical significance when data such as age, MS, diabetes, WC and BMI were cross-correlated. </p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>This study demonstrated that the prevalence of MS in patients with cardiovascular diseases followed-up in the outpatient clinic for secondary prevention of CAD at IC-UFC is high, and so are the prevalences of overweight, obesity and increased waist circumference.</p>
      <p>Based on the evidence presented, we observed that the weight of more than half of our population is above healthy levels, and the number of individuals with MS is increasing in our country. Therefore, the control of the risk factors for the development of MS is fundamental, especially in high-risk populations such as CVD patients.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the conclusion of the Integrated Residence in Health submitted by M&#225;rcia Silva Bopp, from Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul &#150; Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia &#150; IC/FUC.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
