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        <article-title>Eco transesof&#225;gico: seguran&#231;a total?</article-title>
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        <kwd>Ecocardiografia transesof&#225;gica</kwd>
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    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>Eco transesof&#225;gico: seguran&#231;a total?</p>
    <p>
      <bold>M&#225;rcia de Melo Barbosa</bold>
    </p>
    <p>Ecoenter- Hospital Socor, Belo Horizonte, MG - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ecocardiografia transesof&#225;gica / complica&#231;&#245;es, seguran&#231;a.</p>
    <p>O Eco transesof&#225;gico (ETE) &#233; uma ferramenta diagn&#243;stica essencial amplamente usada na cardiologia. &#201; considerado um procedimento semi-invasivo, por&#233;m seguro, embora dados objetivos dos eventos que ocorrem durante ou ap&#243;s o procedimento sejam escassos. O estudo de Cury e cols.<sup>1</sup> sobre a seguran&#231;a da ecocardiografia, publicado neste n&#250;mero dos Arquivos, relata a experi&#234;ncia de um &#250;nico centro em rela&#231;&#227;o &#224;s complica&#231;&#245;es do ETE em 137 pacientes. Tais complica&#231;&#245;es se relacionaram mais &#224; seda&#231;&#227;o com midazolam &gt; 5mg, &#224; presen&#231;a de miocardiopatia, bem como &#224; presen&#231;a de regurgita&#231;&#227;o mitral significativa.</p>
    <p> Estudos pioneiros mostram que a taxa de eventos s&#233;rios que ocorreram como complica&#231;&#227;o do ETE variou de 0,18 a 0,5%<sup>2,3</sup>. Contudo, a maioria dos 10.419 pacientes do estudo de Daniel e cols.<sup>2</sup> estava consciente e, portanto, as poss&#237;veis complica&#231;&#245;es da seda&#231;&#227;o foram subestimadas2. Mesmo quando o ETE &#233; realizado em pacientes hemodinamicamente inst&#225;veis, este exame &#233; bastante seguro, como demonstram Sohn e cols., que, em ETEs realizados em 124 pacientes criticamente enfermos, n&#227;o observaram nenhuma complica&#231;&#227;o significativa<sup>4</sup>.</p>
    <p> Idealmente, os par&#226;metros hemodin&#226;micos devem ser monitorados durante o ETE, como fizeram Cury e cols.<sup>1</sup>, que monitoraram a press&#227;o arterial e a oximetria. Estudo pr&#233;vio, que monitorou a press&#227;o arterial em 54 pacientes n&#227;o sedados, indicou aumento da press&#227;o arterial em 77% dos casos e diminui&#231;&#227;o em 22%. Um paciente desenvolveu bloqueio AV de 2o grau intermitente, o qual, por&#233;m, desapareceu ap&#243;s o ETE. N&#227;o houve aparecimento ou aumento das arritmias com o exame<sup>5</sup>. Tamb&#233;m no estudo de Cury e cols.<sup>1</sup> n&#227;o ocorreram arritmias.</p>
    <p> Cury e cols.<sup>1</sup> n&#227;o mencionam a ocorr&#234;ncia de sangramentos e traumas, apesar de serem estas as complica&#231;&#245;es mais frequentemente relatadas na literatura. Estudo em 10.000 pacientes demonstrou que a taxa de perfura&#231;&#245;es da hipofaringe, es&#244;fago ou est&#244;mago foi de 0,03%. Os autores concluem que os sintomas de dispneia, tosse, odinofagia e hemoptise ap&#243;s o ETE sugerem o diagn&#243;stico de perfura&#231;&#227;o e devem ser rapidamente investigados<sup>6</sup>.</p>
    <p>Embora o estudo de Cury e cols.<sup>1</sup> n&#227;o fa&#231;a men&#231;&#227;o ao uso de anticoagulantes, a literatura sugere que o ETE seja seguro em pacientes em uso desta medica&#231;&#227;o Por outro lado, existe relato de um caso de hemorragia esof&#225;gica em uma paciente que recebeu terapia trombol&#237;tica para tratamento de trombose de pr&#243;tese, diagnosticada pelo ETE; tais circunst&#226;ncias sugerem que a terapia trombol&#237;tica imediatamente ap&#243;s o procedimento em quest&#227;o pode se associar a um risco aumentado de sangramento<sup>2</sup>.</p>
    <p> O risco de bacteremia com o ETE &#233; pequeno<sup>7,8</sup> e as Diretrizes da Profilaxia da Endocardite da American Heart Association n&#227;o preconizam a profilaxia antibi&#243;tica para endocardite em pacientes submetidos a ETE9. Rar&#237;ssimas mortes s&#227;o descritas na literatura<sup>2</sup>.</p>
    <p>
      <bold>ETE intraoperat&#243;rio</bold>
    </p>
    <p> Embora o estudo de Cury e cols.<sup>1</sup> n&#227;o tenha inclu&#237;do ETE intraoperat&#243;rio, estudos que analisam suas complica&#231;&#245;es s&#227;o importantes, na medida em que refletem a repercuss&#227;o da presen&#231;a da sonda transesof&#225;gica por um per&#237;odo maior de tempo.</p>
    <p> Uma pesquisa em 155 institui&#231;&#245;es acad&#234;micas nos EUA mostrou a grande abrang&#234;ncia do uso deste procedimento, j&#225; que 91% realizam o ETE intraoperat&#243;rio rotineiramente<sup>10</sup>. Em estudo com 7200 pacientes submetidos a ETE intraoperat&#243;rio, a morbidade decorrente do ETE foi de 0,2%, ao passo que a mortalidade foi de 0%. Estes dados s&#227;o compar&#225;veis aos de complica&#231;&#245;es relacionadas &#224; endoscopia<sup>11</sup>.</p>
    <p> O mecanismo de inj&#250;ria com o transdutor do ETE na cirurgia card&#237;aca pode ser multifatorial: efeitos da press&#227;o local, insufici&#234;ncia vascular, inj&#250;ria tecidual local t&#233;rmica, suprimento de sangue para a mucosa comprometido pela cirurgia de bypass cardiopulmonar, entre outros<sup>12</sup>.</p>
    <p> Lennon e cols.<sup>12</sup> analisaram as complica&#231;&#245;es gastrointestinais tardias - ap&#243;s 24 horas da realiza&#231;&#227;o do ETE intraoperat&#243;rio - as quais, uma vez que n&#227;o foram pesquisadas por outros autores, podem ser a causa de uma maior incid&#234;ncia destas complica&#231;&#245;es neste estudo. Apesar de se tratar de um estudo retrospectivo, os autores chamam a aten&#231;&#227;o para a possibilidade de incid&#234;ncia destes eventos tardios e sugerem que a endoscopia p&#243;s-ETE seja realizada com um limite baixo de suspei&#231;&#227;o<sup>12</sup>. O estudo de Cury e cols.<sup>1</sup> n&#227;o avaliou a ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es tardias e, portanto, a taxa de eventos relacionada ao ETE pode, na realidade, estar subestimada.</p>
    <p> Em resumo, o ETE tem hoje um impacto importante no diagn&#243;stico e manuseio de v&#225;rias cardiopatias. Embora seja um exame semi-invasivo, estudos antigos e recentes indicam um baixo &#237;ndice de complica&#231;&#245;es. Isto por&#233;m, n&#227;o sup&#245;e que as contra indica&#231;&#245;es n&#227;o devam ser respeitadas nem que a rela&#231;&#227;o risco benef&#237;cio n&#227;o deva ser avaliada individualmente. O estudo de Cury e cols.<sup>1 </sup>veio mostrar a seguran&#231;a deste m&#233;todo tamb&#233;m em nosso meio, mesmo em pacientes sedados e com comprometimento da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> M&#225;rcia de Melo Barbosa </p>
        <p> Al Conde do Rio Pardo, 288, Vila do Conde, 34.000-000, </p>
        <p> Nova Lima, MG, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="marciambarbosa@terra.com.br">marciambarbosa@terra.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="mmbarbosa@cardiol.br">mmbarbosa@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
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        <article-title xml:lang="es">Eco transesof&#225;gico: &#191;seguridad total?</article-title>
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    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="title-body2"/>Eco transesof&#225;gico: &#191;seguridad total?</p>
      <p>
        <bold>M&#225;rcia de Melo Barbosa</bold>
      </p>
      <p>Ecoenter- Hospital Socor, Belo Horizonte, MG - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Ecocardiograf&#237;a transesof&#225;gica / complicaciones, Seguridad</p>
      <p>El Eco transesof&#225;gico (ETE) es una herramienta diagn&#243;stica esencial ampliamente utilizada en cardiolog&#237;a. Se considera un procedimiento semiinvasivo pero seguro, aunque existan escasos datos objetivos de los eventos que ocurren durante o despu&#233;s del procedimiento. El estudio de Cury et al.<sup>1</sup> sobre la seguridad de la ecocardiograf&#237;a, publicado en este n&#250;mero de <italic>Arquivos</italic>, relata la experiencia de un &#250;nico centro con respecto a las complicaciones del ETE en 137 pacientes. Tales complicaciones se relacionaron en mayor parte con la sedaci&#243;n con midazolam &gt; 5mg, con la presencia de miocardiopat&#237;a, as&#237; como con la presencia de regurgitaci&#243;n mitral significativa. </p>
      <p>Estudios pioneros muestran que la tasa de eventos serios que ocurrieron como complicaci&#243;n del ETE vari&#243; de 0,18 a 0,5%<sup>2,3</sup>. Sin embargo, la mayor&#237;a de los 10.419 pacientes del estudio de Daniel et al.<sup>2</sup> estaba consciente y, por lo tanto, las posibles complicaciones de la sedaci&#243;n fueron subestimadas<sup>2</sup>. Aun cuando el ETE se realiza en pacientes hemodin&#225;micamente inestables, este procedimiento es bastante seguro, como lo demostraron Sohn et al., quienes no observaron ninguna complicaci&#243;n significativa<sup>4</sup> en ETEs realizados en 124 pacientes cr&#237;ticamente enfermos. Es ideal el monitoreo de los par&#225;metros hemodin&#225;micos durante el ETE, como lo hicieron Cury et al.<sup>1</sup>, quienes monitorearon la presi&#243;n arterial y la oximetr&#237;a. Un estudio previo, que monitoriz&#243; la presi&#243;n arterial en 54 pacientes no sedados, mostr&#243; aumento de la misma en 77% de los casos y disminuci&#243;n, en 22%. Un paciente desarroll&#243; un bloqueo AV de 2&#186; grado intermitente, que desapareci&#243;, no obstante, luego del ETE. No se observ&#243; aparici&#243;n o aumento de las arritmias con el procedimiento<sup>5</sup>. Tampoco ocurrieron arritmias en el estudio de Cury et al.<sup>1</sup>. </p>
      <p>Cury et al.<sup>1 </sup>no mencionan la aparici&#243;n de sangrados y traumas, pese a ser &#233;stas las complicaciones relatadas con mayor frecuencia en la literatura. Un estudio realizado en 10.000 pacientes demostr&#243; que la tasa de perforaciones de la hipofaringe, el es&#243;fago o el est&#243;mago fue de 0,03%. Los autores concluyen que los s&#237;ntomas de disnea, tos, odinofagia y hemoptisis tras el ETE sugieren el diagn&#243;stico de perforaci&#243;n y deben ser investigados r&#225;pidamente<sup>6</sup>.</p>
      <p>Aun cuando el estudio de Cury et al.<sup>1 </sup>no hace menci&#243;n al uso de anticoagulantes, la literatura sugiere que el ETE es seguro en pacientes que utilizan esta medicaci&#243;n. Por otro lado, se ha descrito un caso de hemorragia esof&#225;gica en una paciente en tratamiento trombol&#237;tico debido a una trombosis de pr&#243;tesis, diagnosticada por ETE; tales circunstancias sugieren que el tratamiento trombol&#237;tico inmediatamente despu&#233;s del procedimiento en cuesti&#243;n pude asociarse a un riesgo aumentado de sangrado<sup>2</sup>.</p>
      <p>El riesgo de bacteriemia con el ETE es peque&#241;o<sup>7,8</sup> y las Directrices para la Profilaxis de la Endocarditis de la American Heart Association no promueven la profilaxis antibi&#243;tica para endocarditis en pacientes sometidos a ETE<sup>9</sup>. En la literatura se describen excepcionalmente casos de muerte<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>ETE intraoperatorio</bold>
      </p>
      <p>Aun cuando el trabajo de Cury et al.<sup>1 </sup>no haya incluido el ETE intraoperatorio, son importantes los estudios que analizan sus complicaciones, en la medida en que reflejan la repercusi&#243;n de la presencia de la sonda transesof&#225;gica durante un per&#237;odo de tiempo m&#225;s prolongado. </p>
      <p>Una investigaci&#243;n en 155 instituciones acad&#233;micas en los EEUU mostr&#243; el gran alcance de la utilizaci&#243;n de este procedimiento, ya que 91% realiza el ETE intraoperatorio en forma rutinaria<sup>10</sup>. En un estudio con 7200 pacientes sometidos a ETE intraoperatorio, la morbilidad derivada del ETE fue de 0,2%, mientras que la mortalidad fue de 0%. Estos datos son comparables a los de complicaciones relacionadas a la endoscopia<sup>11</sup>. </p>
      <p>El mecanismo de injuria con el transductor del ETE en la cirug&#237;a card&#237;aca puede ser multifactorial: efectos de la presi&#243;n local, insuficiencia vascular, injuria tisular local t&#233;rmica, suministro de sangre a la mucosa comprometido por la cirug&#237;a de bypass cardiopulmonar, entre otros<sup>12</sup>.</p>
      <p>Lennon et al.<sup>12 </sup>analizaron las complicaciones gastrointestinales tard&#237;as - 24 horas despu&#233;s de la realizaci&#243;n del ETE intraoperatorio - cuya mayor incidencia en este estudio puede deberse a no haber sido investigadas por otros autores. A pesar de tratarse de un estudio retrospectivo, los autores llaman la atenci&#243;n sobre la posibilidad de aparici&#243;n de estas complicaciones tard&#237;as y sugieren que la endoscopia post ETE se realice ante la menor sospecha<sup>12</sup>. El estudio de Cury et al.<sup>1</sup> no evalu&#243; la aparici&#243;n de complicaciones tard&#237;as y, por lo tanto, la incidencia real de tales eventos relacionados al ETE puede estar subestimada.</p>
      <p>En resumen, el ETE tiene hoy un importante impacto en el diagn&#243;stico y tratamiento de varias cardiopat&#237;as. Aunque se trata de un procedimiento semiinvasivo, estudios antiguos y recientes muestran un bajo &#237;ndice de complicaciones. Ello no supone, sin embargo, que las contraindicaciones no deban ser respetadas ni que la relaci&#243;n riesgo-beneficio no deba ser evaluada individualmente. El estudio de Cury et al.<sup>1 </sup>demuestra la seguridad de este m&#233;todo tambi&#233;n en nuestro medio, a&#250;n en pacientes sedados y con compromiso de la funci&#243;n sist&#243;lica.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="txt-body3"/>Transesophageal echocardiography: how safe is it?</p>
      <p>
        <bold>M&#225;rcia de Melo Barbosa</bold>
      </p>
      <p>Ecoenter- Hospital Socor, Belo Horizonte, MG - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Echocardiography, transesophageal / complications; safety</p>
      <p>Transesophageal echocardiography (TEE) is an essential diagnostic tool, broadly used in cardiology. It is considered a semi-invasive, but safe, procedure, although objective data on the events that occur during or after the procedure are scarce. The study by Cury et al<sup>1</sup>, about the safety of TEE, published in this issue of the Arquivos Brasileiros de Cardiologia (The Brazilian Archives of Cardiology), reports the experience of a single center regarding the complications of TEE in 137 patients. These were more related to sedation with Midazolan &gt; 5 mg, presence of cardiomyopathy and presence of significant mitral regurgitation. </p>
      <p>Pioneer studies have shown that the rate of severe events that occurred as TEE complications ranged from 0.18 to 0.5%<sup>2,3</sup>. However, most of the 10,419 patients included in the study by Daniel et al<sup>2</sup> was awake, and thus, the possible complications of sedation were underestimated<sup>2</sup>. Even when the TEE is carried out in patients hemodynamically unstable, the test is quite safe, as demonstrated by Sohn <italic>et al</italic>., who did not observe any significant complications during TEE performed in 124 critically ill patients<sup>4</sup>. </p>
      <p>Ideally, the hemodynamic parameters must be monitored during the TEE, as carried out by Cury et al<sup>1</sup>, who monitored the blood pressure and oxymetry. A previous study that monitored the blood pressure in 54 non-sedated patients, showed an increase in the blood pressure in 77% of the cases and a decrease in 22%. One patient developed an intermittent second-degree AV block, which, however, disappeared after the TEE. There was no arrhythmia onset or increase with the test<sup>5</sup>. The study by Cury et al<sup>1</sup> did not show the presence of arrhythmias, either. The authors did not mention the occurrence of bleeding and trauma, although they are the most frequent complications in the literature. A study carried out in 10,000 patients showed a rate of hypopharynx, esophageal or gastric perforation of 0.03%. The authors concluded that dyspnea, coughing, odynophagia and hemoptysis symptoms after a TEE suggest the diagnosis of perforation and must be rapidly investigated<sup>6</sup>. </p>
      <p>Although the study by Cury et al<sup>1</sup> does not mention the use of anticoagulants, the literature suggests that the TEE is safe in patients using them. However, there has been a report of a case of esophageal hemorrhage in a patient that received thrombolytic therapy for the treatment of prosthesis thrombosis diagnosed by the TEE, suggesting that the thrombolytic therapy immediately after the TEE can be associated to a higher risk of bleeding<sup>2</sup>. </p>
      <p>The risk of bacteremia with TEE is small<sup>7,8</sup> and the Guidelines for Endocarditis Prophylaxis of the American Heart Association do not recommend antibiotic prophylaxis for endocarditis in patients submitted to TEE<sup>9</sup>. Very few deaths have been described in the literature<sup>2</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Intraoperative TEE</bold>
      </p>
      <p>Although the study by Cury et al<sup>1</sup>did not include intraoperative TEE, studies that analyze the complications of intraoperative TEE are important because they reflect the consequences of the presence of the transesophageal probe for a longer period of time. A study with 155 academic institutions in the USA showed that 91% routinely perform intraoperative TEE<sup>10</sup>, showing its large scope. In a study of 7,200 patients submitted to intraoperative TEE, the morbidity and the mortality of the procedure were 0.2% and 0%, respectively. These data are comparable to the rates of endoscopy complications<sup>11</sup>. </p>
      <p>The injury mechanism with the TEE transducer in cardiac surgery can be multifactorial: effects of local pressure, vascular failure, local thermal tissue injury impaired blood supply to the mucosa by cardiopulmonary bypass surgery, among others<sup>12</sup>. </p>
      <p>Lennon et al<sup>12</sup> analyzed the late gastrointestinal complications (24 hrs after the intraoperative TEE) and that can be the cause of a higher incidence of these complications in their study, as other authors did not analyze late complications of intraoperative TEE. Although it is a retrospective study, the authors emphasize the possibility of these late events and suggest that the post-TEE endoscopy is carried out with a low degree of suspicion<sup>12</sup>. The study by Cury et al<sup>1</sup> did not assess the occurrence of late complications and, therefore, the rate of events related to TEE can be in fact underestimated. </p>
      <p>In conclusion, TEE has currently an important impact in the diagnosis and management of several cardiac diseases. Although it is a semi-invasive test, previous and recent studies show a low rate of complications. That, however, does not mean that the contraindications should not be respected and that the risk-benefit should not be evaluated individually. The study by Cury et al<sup>1</sup> has demonstrated the safety of this method in our country, even in sedated patients and in patients with systolic dysfunction. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
