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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">XwgFPhk6BG4tqf4dwPr4tJv</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001000020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300420</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001000020</article-id>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Hipertens&#227;o arterial e atividade f&#237;sica</article-title>
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            <surname>Zort&#233;a</surname>
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            <given-names>Rafaela Festugatto</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Hospital Santa Rita do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre</institution>
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          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Psiquiatria </institution>
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        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>446</fpage>
      <lpage>447</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>24</day>
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Hipertens&#227;o arterial e atividade f&#237;sica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Karine Zort&#233;a; Rafaela Festugatto Tartari</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Psiquiatria do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Hospital Santa Rita do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras chave: </bold> Hipertens&#227;o, atividade motora, obesidade.</p>
    <p>
      <bold>Caro editor,</bold>
    </p>
    <p>Borges e cols.<sup>1</sup> ressaltam que o excesso de peso pode influenciar no aumento da hipertens&#227;o arterial (HAS), relacionando prioritariamente a fatores sociodemogr&#225;ficos, h&#225;bitos alimentares e tabagismo. Esses autores, ao analisarem os n&#237;veis de atividade f&#237;sica da popula&#231;&#227;o estudada, encontraram 55,7% de n&#227;o-praticantes, sem valores significativos em rela&#231;&#227;o &#224; HAS.</p>
    <p>Sabe-se que a atividade f&#237;sica pode ajudar no tratamento da HAS por meio do controle do peso e pela promo&#231;&#227;o da sa&#250;de. Portanto, a atividade f&#237;sica deve ser incentivada como forma de controle de peso e preven&#231;&#227;o de doen&#231;as.</p>
    <p>Silva e Lopes<sup>2</sup> observaram que estudantes que se deslocavam at&#233; a escola caminhando ou de bicicleta tinham menor preval&#234;ncia de excesso de peso e gordura corporal do que aqueles que se deslocavam passivamente. Os autores constataram que o simples est&#237;mulo de atividade f&#237;sica no deslocamento &#224; escola &#233; capaz de prevenir o excesso de peso, evitando tamb&#233;m o aumento da press&#227;o arterial (PA).</p>
    <p>Embora os mecanismos respons&#225;veis ainda n&#227;o estejam totalmente definidos, acredita-se que o exerc&#237;cio f&#237;sico regular exer&#231;a um papel na redu&#231;&#227;o das catecolaminas s&#233;ricas e da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, contribuindo para a redu&#231;&#227;o da PA<sup>3</sup>.</p>
    <p>Apesar de o sedentarismo ainda n&#227;o ter sido estratificado nacionalmente, h&#225; algum tempo vem sendo mencionado por diversos autores como um importante fator de risco para as doen&#231;as cardiovasculares (DCV). Indiv&#237;duos sedent&#225;rios apresentam risco 30% maior de desenvolver HAS que os ativos<sup>4</sup>.</p>
    <p>Portanto, adotar h&#225;bitos alimentares saud&#225;veis e atividade f&#237;sica regular deve ser uma estrat&#233;gia priorit&#225;ria, a fim de prevenir a HAS e deter o avan&#231;o das DCV em nosso pa&#237;s.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Karine Zort&#233;a </p>
        <p> Avenida dos Prazeres, 512 - Vila Jardim </p>
        <p> 91320-150 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="karine.personaldiet@gmail.com">karine.personaldiet@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 19/09/08; revisado recebido em 22/09/08; aceito em 22/09/08.</p>
    <p>
      <bold>RESPOSTA A CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>Prezado Editor-Chefe,</p>
    <p>&#201; importante explicitar que os resultados descritos pelos autores (Zort&#233;a e Tartari, 2009) &#224; pesquisa conduzida em estudantes de Jo&#227;o Pessoa/PB, de 7 a 12 anos de idade, &#233; pertinente (Silva e Lopes, 2008). Entretanto, &#233; importante ressaltar que apesar das associa&#231;&#245;es revelarem menor excesso de peso nos escolares que se deslocavam ativamente at&#233; a escola, ainda n&#227;o se sabe se este comportamento seria suficiente para reduzir a gordura corporal. Por outro lado, &#233; consenso na literatura que crian&#231;as e jovens que adotam comportamentos ativos no cotidiano, como seguir caminhando ou pedalando da resid&#234;ncia at&#233; a escola, tende a serem mais ativos em outros contextos, contribuindo para o aumento da atividade f&#237;sica total. Neste sentido, sugere-se que a atividade f&#237;sica no deslocamento at&#233; a escola pode prevenir ou minimizar a presen&#231;a de excesso de peso, evitando poss&#237;vel aumento da press&#227;o arterial j&#225; na inf&#226;ncia. Futuros estudos poderiam analisar, por meio de interven&#231;&#227;o ou experimento, o quanto que este dom&#237;nio contribui efetivamente para atender as recomenda&#231;&#245;es de atividade f&#237;sica di&#225;ria e controlar o excesso de peso.</p>
    <p>Cordialmente,</p>
    <p>Kelly S. Silvas</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Associa&#231;&#227;o entre hipertens&#227;o arterial e excesso de peso em adultos, Bel&#233;m, Par&#225;, 2005</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2008</year>
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          <fpage>110</fpage>
          <lpage>8</lpage>
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          <volume>91</volume>
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          <article-title>Excesso de peso, press&#227;o arterial e atividade f&#237;sica no deslocamento &#224; escola</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2008</year>
          </date>
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          <lpage>101</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>9 1</volume>
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          <article-title>Physical activity, physical fitness and the incidence of hypertension</article-title>
          <source>J Hypertens</source>
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            <year>2005</year>
          </date>
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          <volume>23</volume>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Hipertensi&#243;n arterial y actividad f&#237;sica</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Hipertensi&#243;n arterial y actividad f&#237;sica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Karine Zort&#233;a; Rafaela Festugatto Tartari</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Psiquiatria do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Hospital Santa Rita do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Hipertensi&#243;n, actividad motora, obesidad.</p>
      <p>
        <bold>Carta al editor,</bold>
      </p>
      <p>Borges et al.<sup>1</sup> evidencian que el exceso de peso puede influenciar en el incremento de la hipertensi&#243;n arterial (HAS), relacion&#225;ndolo prioritariamente a factores sociodemogr&#225;ficos, h&#225;bitos alimentares y tabaquismo. Esos autores, al analizar los niveles de actividad f&#237;sica de la poblaci&#243;n estudiada, encontraron el 55,7% de no practicantes, sin valores significativos con relaci&#243;n a HAS.</p>
      <p>Se sabe que la actividad f&#237;sica puede ayudar en el tratamiento de la HAS por medio del control del peso y por la promoci&#243;n de la salud. Por lo tanto, se debe incentivar la actividad f&#237;sica como forma de control de peso y prevenci&#243;n de enfermedades.</p>
      <p>Silva y Lopes<sup>2</sup> observaron que estudiantes que se iban a la escuela caminando o de bicicleta ten&#237;an menor prevalencia de exceso de peso y grasa corporal que los que se iban pasivamente. Los autores constataron que el simple est&#237;mulo de actividad f&#237;sica en el trayecto a la escuela es capaz de prevenir el exceso de peso, evitando tambi&#233;n el aumento de la presi&#243;n arterial (PA).</p>
      <p>Aunque los mecanismos responsables todav&#237;a no est&#233;n totalmente definidos, se cree que el ejercicio f&#237;sico regular ejerce un rol en la reducci&#243;n de las catecolaminas s&#233;ricas y de la resistencia vascular perif&#233;rica, contribuyendo a la disminuci&#243;n de la PA<sup>3</sup>.</p>
      <p>Pese a que el sedentarismo todav&#237;a no haya sido estratificado nacionalmente, desde hace alguno tiempo viene siendo mencionado por diversos autores como un importante factor de riesgo para las enfermedades cardiovasculares (DCV). Individuos sedentarios presentan riesgo el 30% mayor de desarrollar HAS que los activos<sup>4</sup>.</p>
      <p>Por lo tanto, adoptar h&#225;bitos alimentares sanos y una actividad f&#237;sica regular debe ser una estrategia prioritaria, a fin de prevenir la HAS y detener el avance de las DCV en nuestro pa&#237;s.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Arterial hypertension and physical activity</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Arterial hypertension and physical activity</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Karine Zort&#233;a; Rafaela Festugatto Tartari</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Psiquiatria do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Hospital Santa Rita do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Hypertension; motor activity; obesity.</p>
      <p>
        <bold>Dear editor,</bold>
      </p>
      <p>Borges et al<sup>1</sup> have stressed that overweight may lead to increased susceptibility to systemic arterial hypertension (SAH), involving primarily sociodemographic factors, diet and smoking. In the population analyzed, 55.7% of the individuals did not exercise, and no significant associations were observed between physical activity and SAH. [Avaliar ajustes feitos]</p>
      <p>It is well known that physical activity may be of help in the treatment of SAH, for its effect on weight control and health promotion. Physical activity, therefore, should be stimulated, as a means to control overweight and prevent diseases.</p>
      <p>Silva and Lopes<sup>2</sup> reported lower prevalence of overweight and lower body fat levels among students going to school on foot or by bicycle than in students who were passively transported to the school. The authors observed that a minor change in lifestyle, with an increase in physical activity represented by walking or biking to school, is capable of preventing overweight and increased blood pressure (BP).</p>
      <p>Although the mechanisms are not yet completely understood, the regular practice of physical exercise is believed to decrease the levels of serum catecholamines and peripheral vascular resistance, resulting therefore in lower BP<sup>3</sup>.</p>
      <p>The prevalence of sedentariness has not been estimated in Brazil, but it has been repeatedly mentioned as an important risk factor for cardiovascular diseases (CVD). Sedentary individuals have a risk for SAH that is 30% higher than that of active individuals<sup>4</sup>.</p>
      <p>Adopting healthy dietary habits and having regular physical activity should therefore be strongly stimulated among the population, to prevent SAH and stop the progression of CVD in our country.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
